A NASA deu um passo significativo em direção à exploração tripulada de Marte com o teste bem-sucedido de um novo motor iônico. O novo sistema se mostrou 25 vezes mais potente que os modelos atuais e promete revolucionar as viagens espaciais.
Os motores iônicos utilizam campos eletromagnéticos para acelerar íons, proporcionando propulsão elétrica de alta eficiência. Embora inicialmente mais lentos, esses motores acumulam velocidade ao longo do tempo e utilizam 90% menos propelente, reduzindo o custo e a massa das missões.
O administrador da NASA, Jared Isaacman, destacou a importância do marco. É a primeira vez que um sistema de propulsão elétrica opera a níveis de potência tão altos nos Estados Unidos, chegando a 120 quilowatts.
O novo protótipo, denominado propulsor magnetoplasmadinâmico alimentado por lítio, foi testado no Laboratório de Propulsão a Jato da NASA. Ele opera em câmara de vácuo dedicada e atingiu níveis de potência 25 vezes maiores que o motor da missão Psyche.
O cientista sênior do laboratório, James Polk, afirmou que o sucesso do teste abre caminho para aumentar a potência dos motores iônicos a até quatro megawatts. Com isso, a tecnologia avança para suportar missões mais ambiciosas no espaço profundo.
Atualmente, as missões com motores iônicos dependem de energia solar, o que limita seu uso no sistema solar externo. Para contornar essa limitação, a NASA desenvolve o projeto de propulsão nuclear espacial Space Reactor-1 Freedom.
Desde a década de 1960, motores iônicos são utilizados em missões espaciais. A missão Deep Space 1, em 1998, levou essa tecnologia além da órbita terrestre pela primeira vez.
O avanço representa um marco para a exploração de Marte, conforme reportagem da Space.com. Para mais informações, acesse o site da Space.com.
Leia também: Nasa acelera foguete nuclear para marte e aposta em reator de urânio enriquecido
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Karina Libertária
05/05/2026
25x mais potente e ainda tão longe de Marte? Enquanto isso o pessoal aqui acha que colonizar o espaço é mais urgente que aprender a investir em crypto e real estate lá fora. Mas cada um com seus goals, né. Pelo menos a NASA não fica dependendo de welfare pra inovar.
Jeferson da Silva
05/05/2026
Karina, querida, esse papo de que a NASA inova sem depender de welfare é uma piada de mau gosto pra quem conhece a realidade do chão de fábrica. Enquanto você fala de crypto e real estate, o trabalhador brasileiro financia com suor e imposto esse motor iônico e ainda ouve que é vagabundo por exigir direitos. Inovação sem proteção social é só exploração com maquiagem.
Celio Fazendeiro
05/05/2026
E mais uma fortuna jogada nessa palhaçada espacial enquanto o Brasil afunda. Enquanto isso, os índios continuam queimando a Amazônia e ninguém faz nada. Vão pra Marte, mas não resolvem os problemas daqui.
Lucas Pinto
05/05/2026
Célio, seu comentário reproduz exatamente o tipo de raciocínio que Gramsci chamaria de “senso comum” acrítico: uma indignação moral legítima que, por falta de mediação teórica, desemboca num falso dilema. Você coloca a exploração espacial e os problemas sociais brasileiros como se fossem duas caixas disputando o mesmo orçamento, como se a NASA fosse uma agência de desenvolvimento social e não o braço tecnológico do complexo militar-industrial americano. O problema não é gastar dinheiro com ciência, é a quem esse dinheiro serve e sob quais relações de produção ele é gerado. Enquanto o orçamento da NASA representa migalhas perto dos 800 bilhões de dólares anuais do Pentágono, você está fazendo o jogo ideológico de achar que o inimigo é a pesquisa de propulsão iônica e não a lógica do capital que queima a Amazônia para criar pasto de gado para exportação.
Sobre os “índios queimando a Amazônia”: essa narrativa é um clássico exemplo do que Foucault descreveria como a captura do discurso ecológico pelo Estado burguês. Você está reproduzindo o discurso midiático que individualiza a crise climática em “comunidades atrasadas” enquanto isenta o agronegócio, a mineração e a grilagem de terras, que são responsáveis por mais de 90% do desmatamento na Amazônia legal. Os povos indígenas são justamente os maiores guardiões das florestas – dados do IPAM mostram que terras indígenas têm as menores taxas de desmatamento do país. Seu comentário, sem querer, opera a mesma violência epistêmica que o colonialismo sempre usou: transformar o oprimido em bode expiatório do sistema que o oprime.
Quanto a “resolver os problemas daqui”: essa é a falácia do imediato, do localismo reacionário que nega à humanidade o direito de projetar seu futuro para além do horizonte do capital. A pesquisa espacial não é um luxo, é uma das poucas áreas que ainda produz conhecimento desinteressado, que não está imediatamente subordinado à lógica do lucro. Cada inovação em materiais, sensores e sistemas de energia desenvolvida para Marte tem aplicações diretas em monitoramento ambiental, saúde pública e infraestrutura. O problema não é a ciência, é que ela opera dentro de um sistema que concentra seus benefícios. Se você quer atacar a injustiça, ataque a propriedade privada dos meios de produção, não o motor iônico.
Mateus Silva
05/05/2026
Célio, sua indignação é justa, mas cai na armadilha de achar que ciência e política social competem pelo mesmo orçamento — como se a NASA drenasse recursos do SUS. O problema não é a exploração espacial, é a estrutura de classes que decide onde o dinheiro público é enterrado.