Pesquisadores identificaram uma aceleração súbita no aumento do nível do mar a partir de 2012, de acordo com dados de satélite.
A taxa média de elevação passou de 2,9 milímetros por ano antes de 2012 para 4,1 milímetros anuais desde então. O pesquisador Lancelot Leclercq, da Universidade de Toulouse, na França, explicou que o fenômeno pode estar relacionado tanto a variações naturais quanto ao impacto do aquecimento global.
O nível global do mar acumula elevação contínua impulsionada pelo derretimento de geleiras e das camadas de gelo na Groenlândia e na Antártica. A expansão térmica dos oceanos também contribui de forma significativa para esse processo.
O cientista Jonathan Bamber, da Universidade de Bristol, no Reino Unido, pondera que a mudança na taxa de elevação não é enorme. Ainda assim, o padrão acelerado se torna evidente quando comparado a dados históricos de marégrafos que remontam a mais de um século.
Entre os fatores para essa aceleração estão o aumento no derretimento das camadas de gelo, a menor retenção de água doce em terra e a intensificação do aquecimento global desde 2010. A redução da poluição por aerossóis — especialmente na China — contribuiu para o fenômeno, pois esses poluentes têm efeito de resfriamento que vinha mascarando o impacto do dióxido de carbono na atmosfera.
Outro estudo apresentado na reunião da União Europeia de Geociências em Viena, detalhado no portal oficial da EGU, indica que o aquecimento de águas oceânicas em profundidades superiores a dois quilômetros também desempenha papel importante. A pesquisadora Chunxue Yang, do Conselho Nacional de Pesquisa da Itália, detectou esse aquecimento profundo na última década.
Antes de 2016, os fatores conhecidos explicavam o aumento observado no nível do mar. Desde então surgiu um descompasso que pode ser atribuído ao aquecimento das águas profundas, especialmente no Atlântico Norte.
O aquecimento das profundezas oceânicas contribui com 0,4 milímetros anuais para a elevação do nível do mar, o que representa cerca de 10% do total. A cientista Anny Cazenave, também da Universidade de Toulouse, reforçou a necessidade de investigações adicionais para compreender melhor essa ligação.
Esses achados reforçam a urgência de ações globais para mitigar os efeitos das mudanças climáticas. O monitoramento mais preciso do nível do mar torna-se essencial para proteger populações costeiras e ecossistemas vulneráveis.
Com informações de NEWSCIENTIST.
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