Comentários sobre: Lula revoga taxa das blusinhas e PT avalia alívio político para Haddad em São Paulo https://www.ocafezinho.com/2026/05/13/lula-revoga-taxa-das-blusinhas-e-pt-avalia-alivio-politico-para-haddad-em-sao-paulo/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Wed, 13 May 2026 05:52:08 +0000 hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 Por: Carlos Henrique Silva https://www.ocafezinho.com/2026/05/13/lula-revoga-taxa-das-blusinhas-e-pt-avalia-alivio-politico-para-haddad-em-sao-paulo/#comment-841880 https://www.ocafezinho.com/2026/05/13/lula-revoga-taxa-das-blusinhas-e-pt-avalia-alivio-politico-para-haddad-em-sao-paulo/#comment-841880 Em resposta a Lucas Moreira.

Lucas, sua insistência na previsibilidade como pedra angular do ambiente de negócios revela uma compreensão limitada — e profundamente ideológica — do que é o Estado no capitalismo periférico. A previsibilidade que você defende nunca passou de uma miragem conveniente para as frações hegemônicas do capital. Quando o Banco Central brasileiro, por exemplo, altera a taxa Selic de acordo com os humores do mercado financeiro, ninguém fala em desorganização ou em DNA intervencionista. Muito pelo contrário: essa volatilidade é celebrada como “política monetária responsável”. O que incomoda, no fundo, é que a revogação da taxa das blusinhas — por mais oportunista que seja eleitoralmente — opera num terreno raro: o de recuar diante da pressão difusa de consumidoras e pequenos comerciantes, e não diante do andar de cima. A previsibilidade, portanto, é um valor que só se reivindica quando a intervenção estatal ameaça tocar, ainda que lateralmente, nos mecanismos de acumulação. Quando o Estado intervém para socializar prejuízos, como em todas as crises bancárias, o silêncio dos defensores do “ambiente de negócios” é ensurdecedor.

O que você chama de DNA intervencionista, eu chamaria de forma concreta do Estado burguês no Brasil, e Gramsci nos ajuda a entendê-lo não como um desvio, mas como constituição orgânica do bloco no poder. A hegemonia da nossa burguesia nunca se sustentou apenas na livre concorrência; ela sempre dependeu do Estado para mediar conflitos entre suas próprias frações — o agronegócio exportador contra a indústria de transformação, o varejo físico contra as plataformas digitais internacionais. A taxa das blusinhas foi, em sua origem, uma tentativa de proteger o capital comercial doméstico da concorrência do grande e-commerce global. Sua revogação, agora, atende a outra necessidade do mesmo bloco: conter um desgaste popular que poderia se converter em pressão redistributiva mais ampla. Isso não é desorganização; é administração dos conflitos intraclasse dominante, sempre em cima da crise. O custo que “sobra para o setor produtivo” não recai sobre um sujeito abstrato e homogêneo — ele é socializado de maneira desigual, como sempre foi. E o próprio setor produtivo, aliás, é o primeiro a reivindicar renúncias, isenções e regimes especiais quando se trata de sua própria fatia. A Lei Kandir, que isentou exportações de ICMS por décadas, foi uma renúncia fiscal monumental e jamais foi tratada como “improviso” pelos porta-vozes do capital; era “política de competitividade”. O viés seletivo é a regra, não a exceção.

Sua premissa de que o investimento produtivo se afugenta com o “vai-e-vem” ignora as verdadeiras causas estruturais da baixa formação bruta de capital fixo no Brasil: uma política de juros que remunera o rentismo como nenhuma outra economia do planeta, uma estrutura fundiária concentrada que encarece a terra e bloqueia a ampliação do mercado interno, e uma inserção subordinada nas cadeias globais de valor que transforma nossa indústria em montadora de componentes importados. A instabilidade regulatória é um epifenômeno, não a raiz do problema. E francamente, crer que o investidor fugiria porque o governo recuou de uma taxa de importação sobre compras de até 50 dólares é superestimar o peso dessa política e subestimar o quanto o grande capital já internalizou a lógica do Estado brasileiro como parceiro de primeira hora em momentos de bonança e de última instância em momentos de crise. A Shell, a Vale, a JBS — nenhuma deixou o país porque as regras mudaram. Ao contrário: souberam capturar o Estado para que as mudanças lhes fossem favoráveis.

A crítica de que essa revogação é manobra para salvar Haddad em São Paulo merece atenção, mas não pode nos cegar para o fato de que toda política fiscal na democracia burguesa é, em alguma medida, manobra. A diferença está no conteúdo de classe da manobra. Enquanto o ajuste fiscal recair sobre o piso, a previsibilidade estará garantida para os detentores da dívida pública. O verdadeiro desorganizador do ambiente de negócios — e da vida social — é a manutenção de um arranjo tributário esquizofrênico, que tributa o consumo básico e livra a riqueza acumulada. Essa revogação pontual, eleitoreira, contraditória, é sintoma de um governo que oscila entre ceder às pressões populares e manter intactas as estruturas que produzem a desigualdade. Enquanto o medo maior for afugentar o investidor, e não afugentar o trabalhador da cidadania, continuaremos a debater migalhas fiscais e a tratar qualquer respiro popular como um ataque ao sagrado ambiente de negócios.

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Por: Lucas Moreira https://www.ocafezinho.com/2026/05/13/lula-revoga-taxa-das-blusinhas-e-pt-avalia-alivio-politico-para-haddad-em-sao-paulo/#comment-841877 https://www.ocafezinho.com/2026/05/13/lula-revoga-taxa-das-blusinhas-e-pt-avalia-alivio-politico-para-haddad-em-sao-paulo/#comment-841877 A manobra é clara: revoga agora pra estancar sangramento político, mas o DNA intervencionista segue intacto. Cada renúncia fiscal improvisada assim desorganiza o ambiente de negócios e afugenta investimento de verdade. Quem opera com previsibilidade não consegue precificar risco com esse vai-e-vem — e no fim o custo sempre sobra pro setor produtivo.

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Por: Mariana Oliveira https://www.ocafezinho.com/2026/05/13/lula-revoga-taxa-das-blusinhas-e-pt-avalia-alivio-politico-para-haddad-em-sao-paulo/#comment-841871 https://www.ocafezinho.com/2026/05/13/lula-revoga-taxa-das-blusinhas-e-pt-avalia-alivio-politico-para-haddad-em-sao-paulo/#comment-841871 Em resposta a João Batista Alves.

João Batista, o que me pungiu no seu comentário não foi a crítica política à manobra tributária — até porque a revogação sem reestruturação progressiva de fato cheira a sobrevivência eleitoral —, mas essa coda final que deposita na “fé verdadeira e na família bem estruturada” o último bastião dos princípios. E aqui preciso lhe provocar, porque essa construção de família como espaço de virtude e ordem é um dos mitos fundacionais mais violentos que carregamos, e ele nunca foi neutro: foi historicamente a arquitetura que naturalizou o trabalho não pago das mulheres, o controle sobre corpos racializados e a transmissão de propriedade por linhagem patriarcal. bell hooks, em Feminist Theory: From Margin to Center, desmonta a família nuclear como lugar de dominação onde se aprende a hierarquia antes mesmo de pisar na escola ou no mercado, e onde o amor é condicionado à obediência. A fé, quando capturada por esse ideal de família-estrutura, vira adubo moral para sustentar um tipo muito específico de ordem: aquela que mantém intacta a divisão sexual e racial do trabalho, a mesma que permite que o “suor de quem trabalha” seja, na prática, o suor da empregada doméstica sem carteira assinada e da costureira terceirizada que nunca soube o que é licença-maternidade.

E é justamente por levar o sofrimento a sério que preciso tensionar sua régua de princípios. Quando o senhor diz que o governo taxa o “suor de quem trabalha” e depois faz “caridade com chapéu alheio”, eu pergunto: de qual trabalho estamos falando? Porque a tributação brasileira é uma máquina interseccional de produzir desigualdade, e Kimberlé Crenshaw nos ensina que eixos de opressão não se somam, se multiplicam. A “taxa das blusinhas” era um imposto regressivo sobre consumo popular que mordia desproporcionalmente mulheres negras e periféricas — aquelas que, justamente, sustentam famílias reais, não as idealizadas. Muitas são arrimo, compram roupa barata em plataforma asiática porque o orçamento não alcança o varejo formal, e ainda são moralmente responsabilizadas se a “estrutura familiar” cambaleia. A fé que o senhor invoca, nesse contexto, precisa responder a uma pergunta incômoda: ela tem a mesma veemência para denunciar o sonegador do imposto de renda e o rentista que vive de dividendos isentos, ou serve sobretudo para exigir resignação de quem carrega o Estado nas costas enquanto é acusada de desagregar a família?

O que estou dizendo é que a falta de princípios está em outro lugar — está em sequestrar a gramática da moral para blindar uma ordem que só é “estruturada” para alguns. O governo pode e deve ser criticado por revogar a taxa na véspera da eleição paulistana, isso é evidente; mas o que segura o país não é a família abstrata como valor transcendental, e sim as redes comunitárias de cuidado que mulheres negras, indígenas e periféricas tecem todo dia enquanto a tal “família bem estruturada” as exclui ou as emprega sem direitos. Se a fé quer ser princípio e não casca moralista, que ela se encarne em luta por justiça fiscal progressiva, por reconhecimento do trabalho de cuidado como pilar econômico, e pelo fim dessa jabuticaba que taxa absorvente e isenta iate. Do contrário, ela é só retórica para manter o pecado original do Estado brasileiro: achar que uns nasceram para suar e outros para rezar pela ordem.

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Por: João Batista Alves https://www.ocafezinho.com/2026/05/13/lula-revoga-taxa-das-blusinhas-e-pt-avalia-alivio-politico-para-haddad-em-sao-paulo/#comment-841868 https://www.ocafezinho.com/2026/05/13/lula-revoga-taxa-das-blusinhas-e-pt-avalia-alivio-politico-para-haddad-em-sao-paulo/#comment-841868 O povo não é bobo — revogam a taxa agora porque o desgaste do Haddad tá batendo no céu e as pesquisas assustam, não por convicção. Governo que taxa o suor de quem trabalha pra sustentar essa gastança toda e depois faz caridade com chapéu alheio mostra o que realmente é: falta de princípios, coisa que só a fé verdadeira e a família bem estruturada ainda seguram nesse país.

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Por: Letícia Fernandes https://www.ocafezinho.com/2026/05/13/lula-revoga-taxa-das-blusinhas-e-pt-avalia-alivio-politico-para-haddad-em-sao-paulo/#comment-841866 https://www.ocafezinho.com/2026/05/13/lula-revoga-taxa-das-blusinhas-e-pt-avalia-alivio-politico-para-haddad-em-sao-paulo/#comment-841866 Em resposta a Celio Fazendeiro.

Célio, o seu desabafo é um sintoma clinicamente interessante. Não no sentido debochado — a psicanálise marxista que pratico me obriga a levar o sofrimento subjetivo a sério, mesmo quando ele se expressa por meio de uma raiva mal direcionada. Quando você fala em “comida de verdade” e “quem produz”, eu escuto a angústia de um sujeito que se percebe perdendo o controle sobre o próprio trabalho, que sente o chão fugir sob os pés e procura um culpado à mão. Mas a culpa que você atribui — ao governo, aos “esquerdistas de iPhone”, aos indígenas — opera como um deslocamento clássico. É mais suportável odiar a demarcação de terras do que encarar o fato de que o grande capital agroindustrial, os fundos de investimento que arrendam milhões de hectares e as tradings que controlam o preço da soja e do milho veem você, pequeno ou médio produtor que ainda acredita na mística do “agro”, como um entrave descartável. O seu sofrimento é real, mas a direção da sua queixa é a que o verdadeiro opressor gostaria que você tomasse: para o lado, contra outros lascados, nunca para cima.

A sua defesa inflamada do setor agropecuário como vítima de uma sanha fiscal é uma peça de retórica que merece ser desmontada com números, mas também com uma análise da superestrutura ideológica que a sustenta. O Brasil pratica, há décadas, uma política de desoneração sistemática da produção rural voltada à exportação: a Lei Kandir isentou de ICMS as exportações de produtos primários, a desoneração da folha de pagamentos para setores do agro é um fato contábil, e o Imposto Territorial Rural progressivo — aquele que poderia, de fato, onerar o latifúndio improdutivo — é tão ridiculamente baixo e sonegado que se tornou uma piada de mau gosto entre tributaristas sérios. Enquanto isso, o trabalhador que você invisibiliza na sua fala, o cortador de cana, o colhedor de laranja, o vaqueiro, entrega suor e saúde precarizada para que a “comida de verdade” chegue à mesa, pagando uma carga tributária indireta desproporcional sobre cada quilo de feijão e litro de leite que consome. Você fala em IPVA e em ônibus caindo aos pedaços — e com razão, pois a infraestrutura urbana está sucateada —, mas não conecta esse desmonte com a sangria de recursos públicos que o modelo exportador de commodities, que você defende, drena dos cofres que poderiam financiar transporte coletivo de qualidade. A estrada que escoa a safra é pública, o porto é público, o financiamento subsidiado do Plano Safra é público: o “agro” não paga imposto para soltar um peido, Célio; ele recebe um lenço de seda estatal para se abanar enquanto solta esse peido.

A menção aos “esquerdistas de iPhone” comprando “quinquilharia chinesa” é um fetiche analítico que denuncia mais sobre o seu desejo do que sobre a realidade econômica. O consumo de produtos importados de baixo valor agregado pela classe trabalhadora brasileira é, em grande medida, um sintoma da desindustrialização provocada pelo próprio modelo primário-exportador que sua defesa do agro celebra. Quando a indústria nacional é sufocada por juros altos, pela concorrência predatória de importações e por uma política cambial que favorece a exportação de grãos em detrimento da produção de manufaturados, sobra ao trabalhador o que o comércio global lhe oferece de mais barato. A “blusinha” da Shein não é a causa da miséria do produtor rural; ela é a outra face da mesma moeda — um capitalismo financeirizado e desregulado que trata tanto o algodão do Mato Grosso quanto a costureira de Guangzhou como engrenagens intercambiáveis de uma cadeia de valor que não tem pátria, não tem rosto e certamente não tem a menor lealdade ao “produtor de comida de verdade” que você mitifica. O verdadeiro latifúndio hoje não é só o da terra: é o do capital financeiro que se apropria do trabalho tanto no campo quanto na cidade.

Quanto à demarcação de terras indígenas, você usa o verbo “emparedar” de forma reveladora. Nós, psicanalistas, sabemos que a escolha das palavras nunca é inocente. Emparedar remete a encurralar, a tirar o ar, e projeta sobre os povos originários a violência que, historicamente, eles sofreram do seu setor. As terras indígenas no Brasil correspondem a cerca de 13% do território nacional, e a esmagadora maioria está na Amazônia, em regiões que o agronegócio de exportação, aquele dos grandes conglomerados, cobiça para expandir a fronteira da soja e do gado. Não é o pequeno agricultor quem está “emparedado” por uma aldeia de 200 pessoas; é a lógica do capital que precisa, para sua reprodução infinita, transformar cada metro quadrado de bioma em commodity. A demarcação não é um capricho de “esquerdistas” — é o reconhecimento de um direito originário anterior à própria formação do Estado brasileiro, e a sua defesa intransigente é um dos poucos diques que ainda restam contra a devastação ambiental que, no longo prazo, inviabilizará a própria “comida de verdade” que você tanto preza. A chuva que irriga sua lavoura depende da floresta em pé, e a negação desse fato ecológico básico é a prova final de que o ódio contra a demarcação é menos um projeto de prosperidade e mais um ressentimento identitário instrumentalizado por quem lucra com a grilagem.

Termino com a revogação da taxa das blusinhas, porque é ela que abre sua fala e precisa ser devolvida ao seu devido lugar crítico. Sim, Célio, a revogação é, muito provavelmente, um cálculo eleitoral tacanho do PT em São Paulo, uma admissão de derrota na batalha da comunicação e um remendo numa política tributária que continua sendo regressiva em sua essência. Mas a razão pela qual essa taxa era ruim — seu caráter punitivo sobre o consumo popular sem qualquer contrapartida na taxação das grandes fortunas e dos lucros e dividendos — não é a razão que você elenca. Você queria que ela permanecesse não por justiça fiscal, mas por um sentimento de vingança contra um “inimigo” imaginário que compra online, enquanto o seu “inimigo” real — a gigante do setor que compra seus insumos e determina o preço da sua safra — segue intocado, sorrindo do alto de sua holding. A sua consciência, meu caro, foi colonizada. E enquanto você direcionar sua artilharia para os de baixo e para os de fora, os de cima continuarão emparedando você — só que de um jeito muito mais silencioso e eficaz.

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Por: Alice T. https://www.ocafezinho.com/2026/05/13/lula-revoga-taxa-das-blusinhas-e-pt-avalia-alivio-politico-para-haddad-em-sao-paulo/#comment-841863 https://www.ocafezinho.com/2026/05/13/lula-revoga-taxa-das-blusinhas-e-pt-avalia-alivio-politico-para-haddad-em-sao-paulo/#comment-841863 Em resposta a Celio Fazendeiro.

Chorar que o agro paga imposto até pra peidar enquanto o setor tem isenção bilionária em exportação e paga menos tributo proporcional que qualquer CLT é de uma hipocrisia atômica, Célio. Quer falar de “produzir comida de verdade”? Vamos começar taxando latifúndio improdutivo e parando de subsidiar com dinheiro público essa soja toda que vai virar ração na China.

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Por: Celio Fazendeiro https://www.ocafezinho.com/2026/05/13/lula-revoga-taxa-das-blusinhas-e-pt-avalia-alivio-politico-para-haddad-em-sao-paulo/#comment-841860 https://www.ocafezinho.com/2026/05/13/lula-revoga-taxa-das-blusinhas-e-pt-avalia-alivio-politico-para-haddad-em-sao-paulo/#comment-841860 Esses idiotas do PT acham que a gente é trouxa. Revogaram essa porqueira de taxa das blusinhas só porque o Haddad tá afundando nas pesquisas em São Paulo e o povo tava chiando. Enquanto isso o agro paga imposto até pra soltar um peido e esses desgraçados ainda querem emparedar fazenda com demarcação de terra indígena. Comprar quinquilharia chinesa é ótimo pros esquerdistas de iPhone, mas pra quem produz comida de verdade o governo só enfia a mão e chama de latifúndio.

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Por: João Carlos da Silva https://www.ocafezinho.com/2026/05/13/lula-revoga-taxa-das-blusinhas-e-pt-avalia-alivio-politico-para-haddad-em-sao-paulo/#comment-841858 https://www.ocafezinho.com/2026/05/13/lula-revoga-taxa-das-blusinhas-e-pt-avalia-alivio-politico-para-haddad-em-sao-paulo/#comment-841858 Em resposta a João Carvalho.

A revogação tópica sem lastro numa reforma tributária progressiva é o que Paulo Freire chamaria de ativismo sem práxis: alivia a pressão eleitoral imediata, mas não desvela as estruturas regressivas que fazem o IPVA pesar mais no seu bolso que o imposto sobre herança. O governo opera na lógica do sintoma, e você tem razão em sentir que o ônibus caindo aos pedaços é parte do mesmo cálculo — Gramsci nos lembra que hegemonia se constrói com concessões pontuais, não com transformação.

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Por: Francisco de Assis https://www.ocafezinho.com/2026/05/13/lula-revoga-taxa-das-blusinhas-e-pt-avalia-alivio-politico-para-haddad-em-sao-paulo/#comment-841857 https://www.ocafezinho.com/2026/05/13/lula-revoga-taxa-das-blusinhas-e-pt-avalia-alivio-politico-para-haddad-em-sao-paulo/#comment-841857 Em resposta a João Carvalho.

Ô, companheiro, o buraco do ônibus é real e o IPVA pesa no lombo — mas tu acha mesmo que essa taxa não era uma aberração na contramão da soberania? O governo tá corrigindo rota porque escuta a base, mas a elite paulistana que pariu essa tal de blusinha nunca quis taxar grandes fortunas, né? Também tô na trincheira do busão, só que não esqueço que o inimigo real tá na Faria Lima, não na China.

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Por: João Carvalho https://www.ocafezinho.com/2026/05/13/lula-revoga-taxa-das-blusinhas-e-pt-avalia-alivio-politico-para-haddad-em-sao-paulo/#comment-841856 https://www.ocafezinho.com/2026/05/13/lula-revoga-taxa-das-blusinhas-e-pt-avalia-alivio-politico-para-haddad-em-sao-paulo/#comment-841856 Agora tira a taxa porque a eleição em São Paulo tá aí, né. É sempre assim, quando a agua bate na bunda do Haddad eles correm pra fazer média. Enquanto isso o ônibus que eu rodo tá caindo aos pedaços e o IPVA não perdoa ninguém, mas pra comprar na China é essa zona toda.

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