Comentários sobre: Hyundai Kona lidera ranking dos híbridos mais econômicos do Brasil https://www.ocafezinho.com/2026/05/18/hyundai-kona-lidera-ranking-dos-hibridos-mais-economicos-do-brasil/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Mon, 18 May 2026 05:46:01 +0000 hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 Por: Cláudio Ribeiro https://www.ocafezinho.com/2026/05/18/hyundai-kona-lidera-ranking-dos-hibridos-mais-economicos-do-brasil/#comment-843291 https://www.ocafezinho.com/2026/05/18/hyundai-kona-lidera-ranking-dos-hibridos-mais-economicos-do-brasil/#comment-843291 Em resposta a Maria Antonia.

Maria Antonia, o que você chama de “se virar sozinha” é exatamente o que Karl Polanyi descreveu como a ficção do mercado autorregulado: a concorrência privada só funciona porque o Estado coreano manteve crédito, infraestrutura e regulação que permitiram à Hyundai reestruturar a gestão. Sem esse arcabouço, “se virar” vira darwinismo social, não inovação.

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Por: Cristina Rocha https://www.ocafezinho.com/2026/05/18/hyundai-kona-lidera-ranking-dos-hibridos-mais-economicos-do-brasil/#comment-843288 https://www.ocafezinho.com/2026/05/18/hyundai-kona-lidera-ranking-dos-hibridos-mais-economicos-do-brasil/#comment-843288 Em resposta a Maria Antonia.

Maria Antonia, sua narrativa sobre a Hyundai “se virar sozinha” depois da crise dos anos 90 é um exemplo clássico do que a filósofa Nancy Fraser chama de “capitalismo progressista” – a ilusão de que o mercado se autorregula e que as crises são meros acidentes de percurso, quando na verdade são funcionais ao sistema. A Coreia do Sul não abandonou o planejamento estatal depois da quebra; ela o reinventou sob nova roupagem, com o Estado atuando como credor de último recurso, garantindo fusões e reestruturando cadeias produtivas inteiras. O que você chama de “gestão privada” é, na prática, uma gestão profundamente enraizada em subsídios indiretos – isenções fiscais, crédito subsidiado do Banco Central coreano, proteção tarifária enquanto a empresa se reerguia. Isso não é “se virar”; é um bailado coreografado entre capital e Estado.

Mas quero puxar a discussão para um ângulo que seus colegas ainda não tocaram: essa obsessão por “eficiência” e “economia de combustível” esconde uma hierarquia de valores profundamente patriarcal e colonial. Por que um carro híbrido que polui menos é celebrado como inovação, enquanto o transporte público de qualidade, as ciclovias integradas e a redução da frota individual são tratados como utopia? A “eficiência” que vocês celebram é a eficiência dentro da lógica do automóvel como fetiche – um símbolo de liberdade individual que, na prática, fragmenta cidades, aprofunda desigualdades espaciais e transfere os custos ambientais para comunidades periféricas e do Sul global. A Hyundai, aliás, tem um histórico terrível de repressão sindical e exploração de trabalhadores na Coreia e no exterior – isso não entra na conta do ranking de “eficiência”, não é mesmo?

Você reclama de impostos e burocracia, mas ignora que o “mercado livre” que defendeu a vida inteira foi o mesmo que produziu a crise de 2008, que destruiu empregos e que, no Brasil, desindustrializou o país com abertura às cegas nos anos 1990. A Hyundai só “competiu” porque o Estado coreano sustentou uma política industrial de décadas, com direcionamento de crédito, controle cambial e até restrições à importação de veículos – exatamente o oposto do receituário neoliberal que você defende. Se o Brasil tivesse seguido o mesmo caminho, talvez hoje estivéssemos discutindo um carro elétrico nacional, e não apenas a lista de quem monta peças importadas com selo de “híbrido”. Substituir taxa e burocracia por um Estado que planeja, que regula e que transfere renda – essa é a verdadeira disputa, e não esse falso dilema entre público e privado que esconde os interesses de quem lucra com a miséria alheia.

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Por: Maria Antonia https://www.ocafezinho.com/2026/05/18/hyundai-kona-lidera-ranking-dos-hibridos-mais-economicos-do-brasil/#comment-843287 https://www.ocafezinho.com/2026/05/18/hyundai-kona-lidera-ranking-dos-hibridos-mais-economicos-do-brasil/#comment-843287 O Augusto adora esse discurso de que inovação só existe com Estado forte, mas esquece que a Hyundai quebrou nos anos 90 e teve que se virar sozinha pra competir. Subsídio pode até dar o pontapé inicial, o que sustenta inovação de verdade é concorrência e gestão privada. Se o governo brasileiro parasse de atrapalhar com imposto e burocracia, a gente teria mais opções boas nessa lista.

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Por: Augusto Silva https://www.ocafezinho.com/2026/05/18/hyundai-kona-lidera-ranking-dos-hibridos-mais-economicos-do-brasil/#comment-843284 https://www.ocafezinho.com/2026/05/18/hyundai-kona-lidera-ranking-dos-hibridos-mais-economicos-do-brasil/#comment-843284 Em resposta a Roberto Lima.

Roberto, essa ideia de que o setor privado cria riqueza do nada enquanto o Estado só atrapalha é um mito bonito pra palestra de MBA. A Hyundai, que você cita, só chegou a esse nível de inovação porque a Coreia do Sul usou pesado subsídio estatal, protecionismo e investimento público em P&D por décadas. Sem intervenção estratégica, o Brasil não voa, ele capota antes de decolar.

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Por: Roberto Lima https://www.ocafezinho.com/2026/05/18/hyundai-kona-lidera-ranking-dos-hibridos-mais-economicos-do-brasil/#comment-843282 https://www.ocafezinho.com/2026/05/18/hyundai-kona-lidera-ranking-dos-hibridos-mais-economicos-do-brasil/#comment-843282 Pois é, mais um ranking mostrando que a inovação vem do setor privado, não do Estado. Enquanto a esquerda fica inventando taxa e subsídio pra agradar meia dúzia de intelectuais, o mercado entrega carro eficiente de verdade. Se deixarem o Brasil funcionar sem essa mania de intervenção, a gente voa.

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