Comentários sobre: Irã coordena passagem segura de 31 navios no Estreito de Ormuz https://www.ocafezinho.com/2026/05/22/ira-coordena-passagem-segura-de-31-navios-no-estreito-de-ormuz/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Fri, 22 May 2026 07:06:35 +0000 hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 Por: Carlos Oliveira https://www.ocafezinho.com/2026/05/22/ira-coordena-passagem-segura-de-31-navios-no-estreito-de-ormuz/#comment-844407 https://www.ocafezinho.com/2026/05/22/ira-coordena-passagem-segura-de-31-navios-no-estreito-de-ormuz/#comment-844407 Em resposta a Adriana Silva.

Adriana, quando o litro do diesel chega a quase 8 reais, quem sente primeiro é o trabalhador que depende do carro pra ganhar o pão — e reduzir geopolítica a meme só mostra que tem gente que nunca precisou calcular quanto sobra no fim do mês depois de encher o tanque.

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Por: Mariana Oliveira https://www.ocafezinho.com/2026/05/22/ira-coordena-passagem-segura-de-31-navios-no-estreito-de-ormuz/#comment-844406 https://www.ocafezinho.com/2026/05/22/ira-coordena-passagem-segura-de-31-navios-no-estreito-de-ormuz/#comment-844406 Em resposta a Adriana Silva.

Adriana, o cinismo do “Faz o L” é tentador, mas reduzir a crítica à energia global a um gesto eleitoral é exatamente o tipo de operação discursiva que mantém intactas as estruturas que oprimem a maioria das pessoas. Petróleo some e vira urânio? Como se a substituição de uma commodity por outra resolvesse o cerne do problema, que é o extrativismo colonial e a concentração de poder. O Irã coordenando a passagem segura de 31 navios não é brincadeira de Estado forte — é a materialização de uma geopolítica que atravessa corpos racializados e generificados desde a Revolução Iraniana até as sanções que matam mulheres por falta de medicamentos. Enquanto a direita ri do “L”, os povos da região sentem na pele a disputa por rotas que garantem o fluxo de combustível para os mesmos sujeitos que depois se queixam do preço do diesel. Como bell hooks insiste, a luta não é por trocar um senhor por outro, mas por desmontar a casa-grande toda. Sua piadinha sugere que a esquerda acredita em mágica energética; eu, como feminista interseccional, enxergo que a dependência do petróleo (e do urânio) é sustentada por uma matriz de dominação que Kimberlé Crenshaw descreveria como a sobreposição de sistemas — racismo, imperialismo, capitalismo e patriarcado se retroalimentam. O “L” não apaga isso, mas também não é a causa: a causa é um modelo que desde a OPEP até a Quinta Frota define quem vive e quem morre, quem trabalha em plataformas sem direitos e quem perde a terra para testes nucleares.

O que Jeferson trouxe sobre o trabalhador sem plano de saúde é a ponta mais visível dessa trama: o Estado forte que fiscaliza a hora extra não é o mesmo que militariza o Golfo Pérsico, e a esquerda que você caricatura é exatamente a que precisa aprender a distinguir soberania popular de soberania nacional armada. bell hooks nos alertou que o poder patriarcal branco coloniza até as resistências, e eu vejo essa armadilha quando celebramos acriticamente uma “polícia do mar” iraniana, ignorando que as mulheres iranianas são brutalizadas pelo mesmo regime que o Ricardo despreza. Mas daí a compactuar com a narrativa de que qualquer intervenção estatal é parasita, como ele insinua, é jogar fora a luta por creches, por cotas, por justiça reprodutiva — pautas que dependem de um Estado que, sim, pode ser forte contra corporações e não contra corpos dissidentes.

A ironia do urânio não me escapa: a energia nuclear, historicamente, foi vendida como solução limpa enquanto despejava lixo atômico em reservas indígenas e matava mineradoras negras no Congo. O discurso que associa esquerda automática a essa transição ignora que o colonialismo energético é uma linha contínua, do querosene ao plutônio, e que a interseccionalidade nos obriga a perguntar: quem perde o território para a extração de lítio das baterias “verdes”? Quem é esterilizado sem consentimento para manter a mão de obra dócil nessas minas? Fazer o L não dissolve o petróleo, mas também não é o feitiço que o mantém no altar — o feitiço é a recusa em enxergar que a crise não se resolve com tecnocracia, e sim com um reposicionamento radical do cuidado, do comum, do que Crenshaw chama de justiça que não mutila a complexidade. Então, Adriana, a piada é engraçada, mas enquanto rimos, o estreito segue sendo palco de um teatro onde os corpos mais vulneráveis nem chegam a figurar no roteiro.

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Por: Adriana Silva https://www.ocafezinho.com/2026/05/22/ira-coordena-passagem-segura-de-31-navios-no-estreito-de-ormuz/#comment-844405 https://www.ocafezinho.com/2026/05/22/ira-coordena-passagem-segura-de-31-navios-no-estreito-de-ormuz/#comment-844405 Faz o L que o petróleo some e vira tudo urânio, confia.

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Por: Jeferson da Silva https://www.ocafezinho.com/2026/05/22/ira-coordena-passagem-segura-de-31-navios-no-estreito-de-ormuz/#comment-844403 https://www.ocafezinho.com/2026/05/22/ira-coordena-passagem-segura-de-31-navios-no-estreito-de-ormuz/#comment-844403 Em resposta a Ricardo Menezes.

Ricardo, você chia com diesel a 8 reais, mas nunca pisou numa fábrica pra ver o trabalhador pagando o triplo em remédio porque o patrão te obriga a se virar sem plano de saúde. Estado forte pra garantir direitos, fiscalizar hora extra e coibir acidente de trabalho não te incomoda, te incomoda é quando o trabalhador organizado resolve bater de frente.

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Por: Pedro Almeida https://www.ocafezinho.com/2026/05/22/ira-coordena-passagem-segura-de-31-navios-no-estreito-de-ormuz/#comment-844401 https://www.ocafezinho.com/2026/05/22/ira-coordena-passagem-segura-de-31-navios-no-estreito-de-ormuz/#comment-844401 Em resposta a Ricardo Menezes.

Falar em “polícia do mar” ignorando que a Quinta Frota americana patrulha o Golfo Pérsico há décadas é uma amnésia histórica que faria Orwell gargalhar — o problema nunca foi o Estado forte, mas de qual Estado estamos falando.

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Por: Ricardo Menezes https://www.ocafezinho.com/2026/05/22/ira-coordena-passagem-segura-de-31-navios-no-estreito-de-ormuz/#comment-844400 https://www.ocafezinho.com/2026/05/22/ira-coordena-passagem-segura-de-31-navios-no-estreito-de-ormuz/#comment-844400 Regime teocrático brincando de polícia do mar, e ainda tem idiota que bate palma. A esquerda parasita adora um “Estado forte” até o dia que o seguro do navio explode e o diesel chega a 8 reais no posto.

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