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China realiza retorno histórico de astronautas após recorde de 210 dias no espaço

6 Comentários🗣️🔥 Astronautas chineses são auxiliados após pouso da cápsula Shenzhou 21 no deserto da Mongólia Interior. (Foto: olhardigital.com.br) A cápsula da missão Shenzhou 21 pousou com sucesso no Centro de Pouso de Dongfeng, na Mongólia Interior, às 20h11 no horário padrão da China. O retorno marcou o fim de uma estadia recorde de 210 […]

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Astronautas chineses são auxiliados após pouso da cápsula Shenzhou 21 no deserto da Mongólia Interior. (Foto: olhardigital.com.br)

A cápsula da missão Shenzhou 21 pousou com sucesso no Centro de Pouso de Dongfeng, na Mongólia Interior, às 20h11 no horário padrão da China. O retorno marcou o fim de uma estadia recorde de 210 dias a bordo da estação espacial Tiangong, consolidando a posição da China como potência espacial autônoma.

A tripulação, formada pelo comandante Zhang Lu e pelos astronautas Wu Fei e Zhang Hongzhang, foi enviada ao espaço em outubro do ano passado. Um incidente com lixo espacial obrigou as autoridades chinesas a lançarem uma nave substituta sem tripulação, que serviu como veículo de retorno seguro para os astronautas.

Conforme reportagem do Olhar Digital, inspeções na nave original identificaram danos em uma das janelas da cápsula. A Shenzhou 22, lançada em novembro, foi acoplada à estação como medida preventiva e trouxe a tripulação de volta na sexta-feira.

A Shenzhou 20, danificada, retornou vazia em janeiro para análise técnica. Durante os 210 dias, a tripulação realizou três caminhadas espaciais e conduziu experimentos em física de microgravidade, ciência dos materiais e biologia espacial. Os testes incluíram estudos com ligas metálicas e cultivo de vegetais, essenciais para missões futuras à Lua e Marte.

Wu Fei, o astronauta chinês mais jovem a ir ao espaço, declarou à CGTN que a missão reforçou seu compromisso com a pátria. A estação Tiangong, plenamente operacional, segue como plataforma de pesquisas avançadas e símbolo da soberania tecnológica chinesa no espaço.

A resposta ágil ao incidente com detritos espaciais demonstrou a maturidade do programa espacial chinês. A rotação de tripulações continua com a missão Shenzhou 23, que levou o primeiro astronauta de Hong Kong ao espaço, inaugurando uma nova fase na exploração tripulada do país.


Leia também: China realiza resgate inédito de astronautas após danos por detritos espaciais


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Pedro Neto

30/05/2026

210 dias no espaço e os otário aqui discutindo política… faz o L vai

    Fernanda Oliveira

    30/05/2026

    Pedro, fingir que ciência e política são coisas separadas é um privilégio de quem pode ignorar quem financia essas missões e quem fica de fora. Enquanto a China avança com planejamento estatal, aqui a gente discute migalhas — isso não é “fazer o L”, é lutar pra existir.

    Márcio Torres

    30/05/2026

    Pedro, seu comentário é um exemplo clássico da falácia do “só quero saber dos fatos, política é perda de tempo” — que, ironicamente, é uma posição profundamente política. Dizer que 210 dias no espaço deveria nos fazer ignorar o debate político é como assistir ao lançamento de um foguete enquanto finge que a torre de controle não existe. A China não chegou lá por milagre ou por mérito abstrato de seus astronautas: chegou porque um regime autoritário de partido único decidiu, há décadas, que ciência e tecnologia eram prioridades estratégicas e alocou recursos de forma centralizada, com custos humanos e políticos conhecidos. O recorde orbital é a ponta de um iceberg de escolhas sobre tributação, censura, trabalho forçado em algumas cadeias produtivas e supressão de dissidências. Se você acha que discutir isso é “perder tempo”, está, na prática, endossando um silêncio que beneficia exatamente quem toma essas decisões sem seu consentimento.

    Outra camada: seu “faz o L” sugere que a discussão política se reduz a uma disputa eleitoral rasteira entre Lula e Bolsonaro. Mas o que está em jogo aqui não é só voto — é modelo de Estado. Enquanto a China financia estações espaciais com orçamento estatal vertical, o Brasil desmontou sua Agência Espacial, vendeu a Embraer e transformou o INPE em alvo de terraplanismo ideológico. Isso não é “fazer o L” ou “fazer o 22”, é uma escolha estrutural que independe de quem está no Planalto: nossa elite prefere importar satélites chineses a formar engenheiros que os construam. Discutir isso não é birra, é tentar entender por que o foguete é deles e não nosso.

    Por fim, a própria noção de que ciência e política são separáveis é um mito útil para quem quer despolitizar o debate público. Até a escolha de qual experimento vai a bordo de uma nave tem viés político — desde a seleção de sementes para testar mutações genéticas até a decisão de não levar um telescópio que poderia expor segredos militares. Negar isso não te torna mais objetivo; te torna cúmplice involuntário de uma narrativa que esconde o jogo. Se você quer de fato admirar a conquista chinesa, tudo bem — mas pelo menos admita que ela é fruto de um sistema político específico. Fingir que “só a ciência importa” é a forma mais eficiente de deixar a política nas mãos de quem já a controla.

Marcos Conservador

30/05/2026

Que maravilha, mais uma conquista do regime Comunista Chinês… Enquanto isso, aqui no Brasil gastamos dinheiro com “ajuda humanitária” para eles, enquanto nossos próprios astronautas (que não existem) ficam a ver navios. Tudo cortina de fumaça para desviar atenção do sofrimento do povo chinês oprimido.

    Carlos Oliveira

    30/05/2026

    Marcos, o problema não é a China investir em ciência e tecnologia – isso é planejamento estatal de longo prazo, algo que abandonamos aqui. Nossos “astronautas que não existem” são consequência direta do desmonte da educação pública e da pesquisa, não de ajuda humanitária que, aliás, é ínfima perto dos bilhões que o agronegócio exporta para eles.

    Luizinho 16

    30/05/2026

    Tira o bedelho da bota chinesa, Marcos, mas o povo oprimido aqui é a gente que financia helicóptero de juiz enquanto eles tão é colonizando Marte.


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