O Ministério de Minas e Energia publicou a portaria com as diretrizes do primeiro leilão de baterias do Brasil, um marco para o setor elétrico nacional. O certame está previsto para dezembro e inaugura uma nova fase na política de armazenamento energético do país.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, resgatou uma declaração emblemática da ex-presidenta Dilma Rousseff, feita há mais de uma década. Chegou o momento que a presidenta Dilma tanto sonhou, afirmou Silveira, referindo-se à necessidade de desenvolver capacidade para armazenar energia eólica e solar em território brasileiro.
A fala original de Dilma ocorreu em 2015, durante coletiva de imprensa na sede da Organização das Nações Unidas, em Nova York. Na ocasião, a então presidenta afirmou que o Brasil ainda não tinha tecnologia para estocar vento, declaração que gerou repercussão e críticas nas redes sociais à época.
Anos depois, já como presidenta do Banco dos Brics, Dilma voltou ao tema durante evento do bloco no Rio de janeiro. Conforme reportagem do Metrópoles, ela reforçou que o armazenamento de energia solar e eólica era uma das áreas mais importantes para resolver problemas de abastecimento, citando exemplos de Portugal e Espanha.
Em publicação nas redes sociais, Silveira classificou a ex-presidenta como visionária e celebrou o momento histórico para o setor elétrico brasileiro. Segundo o ministro, a política de armazenamento com baterias permitirá exatamente o que Dilma previu: guardar a energia gerada pelo vento e pelo sol para uso nos momentos de maior demanda.
O leilão de baterias representa um passo estratégico para a segurança energética do país. Reduz a dependência de termelétricas em períodos de escassez de geração renovável. Com a capacidade de armazenar excedentes, o sistema elétrico brasileiro ganha flexibilidade para enfrentar a intermitência das fontes eólica e solar, fortalecendo a matriz limpa nacional.


Luiz Carlos
03/06/2026
Mais um leilão pra gastar dinheiro que a gente não tem. Enquanto isso, o imposto no combustível não baixa e a conta de luz só sobe. Bateria não gera energia, só armazena — e quem paga a conta é o povo, como sempre. Deixa o setor privado cuidar disso, ué.
Cláudio Ribeiro
03/06/2026
Luiz Carlos, você repete o mantra liberal de que o setor privado resolve tudo, mas esquece que sem coordenação estatal o mercado privado de energia sempre optou pelo caminho mais sujo e barato — carvão, diesel, termelétricas a gás. Bateria não gera energia, de fato, mas sem armazenamento a geração renovável vira excedente descartado, e quem paga esse desperdício também é o povo. O leilão é justamente o mecanismo para o setor privado entrar com capital e risco, mas dentro de uma política pública que orienta a direção do investimento — sem isso, a tal mão invisível só aprofunda a conta que você critica.
Roberto Lima
03/06/2026
O Ricardo Almeida aí tenta dar um verniz técnico nessa conversa, mas a realidade é que leilão de bateria com dinheiro público é mais uma aventura estatal. Na minha fazenda ninguém inventa de estocar vento, a gente trabalha com o que é certo e previsível. Esse pessoal do governo adora uma inovação que nunca dá retorno e sempre sobra na conta do contribuinte.
Alice T.
03/06/2026
Roberto, sua fazenda “certa e previsível” vive na mãe do diesel subsidiado e do crédito rural bilionário do BNDES, aí vem me falar de “aventura estatal”? Bateria é só um jeito de guardar energia que já existe, mas criticar inovação enquanto o agro mama no Estado é dose.
Marcos Conservador
03/06/2026
Comentário do Zé do Povo é cirúrgico. Esse negócio de estocar vento é mesmo coisa de quem não acredita no trabalho duro, querem inventar energia de mentirinha pra gastar dinheiro público. Bateria então, só serve pra carro elétrico, que essa turma quer enfiar goela abaixo do brasileiro enquanto a conta de luz só aumenta. Comunismo puro, disfarçado de sustentabilidade.
Ricardo Almeida
03/06/2026
Marcos Conservador, “comunismo puro” é um rótulo preguiçoso pra qualquer inovação que fuja do manual do século XX. Armazenamento de energia é uma necessidade técnica, não ideológica — até bateria de chumbo-ácido usada em no-break de empresa privada “estoca eletricidade”. O que realmente aumenta a conta de luz é subsídio cruzado e ineficiência na transmissão, não a tentativa de modernizar a matriz.
Zé do Povo
03/06/2026
LEILÃO DE BATERIA? ISSO É COISA DE COMUNISTA! 😡 QUEREM ATÉ ESTOCAR VENTO AGORA? SURREAL!
Ana Karine Xavante
03/06/2026
Zé do Povo, respeito sua indignacao, mas vou precisar discordar com a mesma intensidade que voce colocou ai. “Estocar vento” nao e uma piada comunista, e o nome tecnico disso e armazenamento de energia. Desde que o ser humano inventou a bateria, a gente sabe que pode guardar energia eletrica para usar depois. O vento move as pás da turbina, que gera eletricidade, e essa eletricidade vai pra bateria. Nao estao enfiando o vento num saco, Zé. E o mesmo principio da pilha do seu controle remoto, so que em escala industrial. Chamar isso de comunismo e negar a fisica basica. E uma pena que a polarizacao politica tenha chegado ao ponto de transformar uma inovacao tecnologica que paises como Australia, Alemanha e China ja estao fazendo em “coisa de comunista”. O Brasil tem um dos potenciais eolicos mais gigantescos do mundo e uma matriz hidreletrica que depende de chuvas cada vez mais irregulares por causa das mudancas climaticas. Leiloar baterias significa que a energia gerada de madrugada, quando o vento sopra forte mas o consumo e baixo, pode ser guardada para o pico da tarde. Isso e planejamento energetico inteligente. E se a Dilma teve essa visao la atras, parabens pra ela. Nao e sobre partido, e sobre nao jogar fora o que a natureza nos da de graca.
Agora, vou alem: esse discurso de que “tudo que e do PT e comunista e surreal” so atrasa o pais. Voce ja viu o que acontece com comunidades tradicionais como a minha quando falta energia? Nosso povo no Mato Grosso depende de geradores a diesel que poluem o ar e custam caro. Baterias bem distribuídas poderiam levar energia limpa pra aldeia sem precisar esticar linhas de transmissao gigantescas que passam por cima de terra indigena sem consulta. O leilao de baterias nao e so sobre estocar vento, e sobre descentralizar a geracao de energia, dar autonomia pra quem esta longe dos grandes centros, e reduzir a pressao sobre os territorios onde querem enfiar hidreletricas que alagam areas inteiras. Se isso e comunismo, entao me chamem de comunista feliz, porque e o minimo de justica social e ambiental que a gente pode buscar.
O surreal mesmo e a gente continuar achando que inovacao e ideologia. A energia eolica e solar ja sao as mais baratas do planeta, e baterias sao o proximo passo pra viabilizar de vez a transicao energetica. Nao tem comunismo nem capitalismo nisso, tem gravidade, tem eletroquimica, tem vento. O senhor pode ate nao gostar da Dilma, mas duvido que nao goste de ter luz em casa quando o vento para. Entao, ao inves de rir, que tal ler o edital do leilao e ver que o mundo ja esta fazendo isso ha anos? A gente precisa e de menos gritaria e mais estudo.