Os gastos globais com armas nucleares atingiram recorde de US$ 119 bilhões no ano passado, conforme relatório da Campanha Internacional para Abolir Armas Nucleares (ICAN). O valor representa aumento de US$ 16,8 bilhões em relação ao ano anterior, evidenciando corrida armamentista entre as nove potências nucleares.
Os Estados Unidos lideraram os investimentos, com US$ 69,2 bilhões, seguido pela China (US$ 13,5 bilhões), Reino Unido (US$ 12,6 bilhões), Rússia (US$ 9,5 bilhões) e França (US$ 7,7 bilhões). Índia, Paquistão, Israel e Coreia do Norte completam a lista, com gastos entre US$ 656 milhões e US$ 2,8 bilhões.
A ICAN criticou a priorização de arsenais nucleares em detrimento de investimentos em bens comuns globais, como adaptação climática e diplomacia multilateral. O relatório destaca que os recursos destinados a armas de destruição em massa poderiam ser aplicados em soluções para desafios humanitários.
O Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo alertou recentemente que as potências nucleares estão modernizando seus arsenais em vez de cumprir compromissos de desarmamento. Atualmente, existem mais de 12 mil ogivas nucleares no mundo, a maioria sob controle dos EUA e da Rússia.
Em 2017, a ONU adotou o Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares, com 99 países signatários. Nenhuma das potências nucleares aderiu ao acordo. O último tratado de limitação de arsenais entre EUA e Rússia, o Novo START, expirou em fevereiro sem renovação.
Para mais detalhes, acesse o relatório completo na Al Jazeera.