O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, condenou duramente as sanções unilaterais dos Estados Unidos contra Cuba, responsabilizando-as pela morte de crianças devido à escassez de insumos médicos essenciais. Türk apresentou dados alarmantes: a mortalidade infantil na ilha dobrou, atingindo 9,9 por mil nascimentos, enquanto a taxa de sobrevivência ao câncer infantil caiu de 85% para 65%.
Em declaração contundente, o alto comissário exigiu o fim imediato das sanções, afirmando que elas violam direitos humanos básicos e colocam vidas em risco. Türk destacou que a perseguição financeira dos EUA reduziu o fornecimento de medicamentos básicos a apenas 30% do necessário e paralisou a distribuição de alimentos humanitários geridos pela ONU por medo de represálias.
A crise se aprofunda com a falta de combustível, resultado de uma ordem executiva do ex-presidente Donald Trump que bloqueou o envio de combustíveis a Cuba, provocando apagões prolongados. Medidas punitivas contra seguradoras e instituições financeiras internacionais ainda dificultam a aquisição de suprimentos essenciais para energia, saúde e alimentação.
O governo cubano classificou a ordem executiva de Trump como genocida e fascista, rejeitando as acusações de Washington. Türk reforçou que as sanções violam o direito internacional e alertou que empresas privadas devem respeitar os direitos humanos globais, evitando o sobrecumprimento das medidas coercitivas.
Conforme reportagem do Telesur, o isolamento de Cuba se intensifica com a redução de voos e empresas internacionais, além da exclusão do país dos sistemas globais de pagamento, agravando o sofrimento da população.


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