A presidenta do México, Claudia Sheinbaum, afirmou que setores da ultradireita dos Estados Unidos e do México estão orquestrando uma campanha para prejudicar as relações bilaterais entre os dois países. Sheinbaum deixou claro que a iniciativa não parte do governo dos EUA, mas de grupos interessados em minar a cooperação entre as nações.
Em coletiva de imprensa, a presidenta comentou reportagem do jornal La Opinión de Los Angeles, que revelou que o Departamento de Segurança Nacional dos EUA negou ter concedido permissão especial para governadores de Sonora e Tamaulipas viajarem ao país após suposta revogação de seus vistos. Sheinbaum classificou a divulgação como positiva, mas alertou para a persistência de notícias falsas com objetivos políticos.
Segundo a presidenta, essas narrativas buscam criar a falsa impressão de que o governo americano estaria perseguindo autoridades mexicanas. Ela relacionou a estratégia ao contexto eleitoral nos dois países, destacando que o governo mexicano mantém amplo apoio popular.
Sheinbaum também rebateu denúncia apresentada pelo Partido Ação Nacional (PAN) contra o ex-presidente Andrés Manuel López Obrador na Corte Penal Internacional, acusando-o de supostos vínculos com o narcotráfico. A presidenta classificou a iniciativa como hipócrita e desprovida de credibilidade.
Sobre jantar promovido pela American Society, que contou com a presença de representantes da oposição mexicana, Sheinbaum esclareceu que membros do governo federal foram convidados, mas optaram por não comparecer. Ela questionou os reais interesses por trás da participação de políticos oposicionistas no evento, copatrocinado pelo empresário Ricardo Salinas Pliego.
A presidenta reforçou a necessidade de manter os princípios de não intervenção e respeito à soberania nacional, enfatizando que as relações internacionais devem ser conduzidas com responsabilidade e firmeza.


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