Sindicatos do Equador protestam contra demissões e aumento dos combustíveis

Representantes de sindicatos em reunião na Equador, com bandeiras e pano de fundo referente à luta por direitos trabalhistas. (Foto: telesurtv.net)

No Equador, os sindicatos estão se mobilizando contra as demissões em massa no setor público e o aumento dos combustíveis, medidas decretadas pelo governo do presidente Daniel Noboa. O Frente Unitário de Trabalhadores do Equador convocou manifestações para os dias 12 e 13 de junho, em repúdio a essas ações que ameaçam o emprego de milhares de servidores públicos.

Dirigentes da União Geral de Trabalhadores do Equador afirmam que a redução de ministérios de 14 para dez resultará na demissão de cerca de 20 mil servidores. José Villavicencio, líder sindical, destaca que essas mudanças fazem parte de um desmantelamento estatal iniciado com reformas legais que poderiam deixar mais de 70 mil pessoas desempregadas.

Andrés Quishpe, presidente da União Nacional de Educadores, anunciou uma marcha em Quito e criticou a submissão do governo às condições do Fundo Monetário Internacional. Ele afirma que essa submissão é responsável pela queda artificial do risco-país do Equador.

O presidente do Frente Unitário de Trabalhadores, Edwin Bedoya, enfatizou a necessidade de unir forças populares e de esquerda para resistir às medidas neoliberais. Bedoya defende a construção de um novo modelo econômico e político que traga mais justiça social ao povo equatoriano.

Bedoya também esclareceu que o processo de revogação de mandato não pertence a um grupo específico, mas a toda a cidadania, e convocou a população a se unir em uma agenda de luta que vá além das eleições, incorporando protestos contínuos.

Os sindicatos denunciam ainda perseguição estatal e represálias contra líderes sociais. Em resposta, mantêm diálogo com a organização indígena Ecuarunari para fortalecer a resistência e alertam que a falta de união entre as forças de esquerda será uma responsabilidade das organizações políticas.

Essas mobilizações refletem a crescente insatisfação com as políticas econômicas do governo e a influência do FMI no país, conforme relatado pelo portal Telesur.

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