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Caiado embarca no PSD e Kassab revela acordo interno para escolher candidato à Presidência

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que o partido já possui um acordo interno para definir quem será seu candidato à Presidência da República nas eleições de 2026. Segundo o dirigente, a legenda estabeleceu um entendimento com três governadores filiados à sigla — Ronaldo Caiado (Goiás), Ratinho Júnior (Paraná) e Eduardo Leite (Rio […]

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O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que o partido já possui um acordo interno para definir quem será seu candidato à Presidência da República nas eleições de 2026. Segundo o dirigente, a legenda estabeleceu um entendimento com três governadores filiados à sigla — Ronaldo Caiado (Goiás), Ratinho Júnior (Paraná) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) — para que a escolha do nome que representará o partido ocorra no início de abril do próximo ano. As informações foram divulgadas pelo colunista Igor Gadelha, do portal Metrópoles.

De acordo com Kassab, o compromisso prevê que a decisão será tomada de forma consensual dentro do partido, evitando disputas internas prolongadas. “Foi feito um acordo. No início de abril, o PSD vai escolher o melhor candidato. Será um dos três”, afirmou o dirigente, em declaração literal. A fala sinaliza que o partido pretende antecipar definições estratégicas e entrar no debate eleitoral com um nome consolidado ainda no primeiro semestre de 2026.

Governadores deverão deixar os cargos para disputar o Planalto

Os três nomes citados por Kassab ocupam atualmente cargos de governador e, para concorrer à Presidência, precisarão renunciar aos mandatos dentro do prazo estabelecido pela legislação eleitoral. Segundo o entendimento descrito pelo presidente do PSD, a saída dos governos estaduais está prevista para o mesmo período em que o partido pretende formalizar a escolha do candidato, ou seja, no início de abril.

A exigência de renúncia reforça o caráter vinculante do acordo interno. Ao aceitarem participar do processo, Caiado, Ratinho Júnior e Eduardo Leite assumem o compromisso de colocar seus mandatos em jogo em favor do projeto nacional do partido. Nos bastidores, essa condição é vista como um mecanismo para evitar candidaturas apenas simbólicas ou negociações de última hora.

Caiado reforça leque do PSD após filiação recente

Ronaldo Caiado foi o último dos três governadores a ingressar formalmente no PSD. O governador de Goiás anunciou sua filiação à legenda na noite de terça-feira (27), após anos de trajetória política ligada ao União Brasil e, antes, ao antigo DEM. A chegada de Caiado ampliou o espectro interno do partido e fortaleceu a ideia de que o PSD pretende ter protagonismo próprio na disputa presidencial, em vez de apenas compor alianças.

Com perfil conservador nos costumes e discurso voltado à segurança pública e ao agronegócio, Caiado dialoga com um eleitorado distinto daquele tradicionalmente associado ao partido. Sua entrada é interpretada como uma tentativa do PSD de ampliar seu alcance ideológico e eleitoral, sobretudo em regiões do Centro-Oeste e do Norte.

Ratinho Júnior e Eduardo Leite representam perfis distintos

Ratinho Júnior, governador do Paraná, é visto como um nome com forte apelo regional e bom trânsito entre setores do empresariado e do agronegócio. Seu governo é frequentemente citado como exemplo de gestão fiscal equilibrada e políticas de infraestrutura, o que o coloca como um potencial candidato com discurso técnico e pragmático.

Já Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, representa um perfil mais associado ao centro político e à pauta da modernização do Estado. Leite ganhou projeção nacional nos últimos anos por sua postura em temas institucionais e por defender uma agenda liberal na economia combinada com discurso moderado nos costumes. Dentro do PSD, é visto como um nome capaz de dialogar com setores urbanos e eleitores de centro.

Estratégia do PSD para 2026

O PSD atualmente governa estados estratégicos e possui uma das maiores bancadas no Congresso Nacional, o que o coloca em posição relevante no tabuleiro político de 2026. A definição antecipada de um método para escolha do candidato presidencial indica uma tentativa clara de organização interna e de redução de conflitos partidários.

Ao estabelecer um prazo e restringir o universo de opções a três nomes, a legenda busca evitar disputas abertas que possam enfraquecer o partido ou gerar rupturas. A estratégia também permite ao PSD iniciar negociações com outras forças políticas a partir de uma posição mais clara, seja para liderar uma chapa própria, seja para discutir alianças em eventual segundo turno.

Partido quer protagonismo nacional

Nos bastidores, dirigentes do PSD avaliam que o cenário político de 2026 tende a ser fragmentado, com múltiplas candidaturas competitivas e espaço para forças que se apresentem como alternativa à polarização. A aposta em governadores com experiência administrativa é vista como um diferencial diante de um eleitorado cansado de embates ideológicos.

A fala de Kassab reforça essa leitura. Ao afirmar que o partido escolherá “o melhor candidato”, o presidente do PSD indica que a decisão levará em conta não apenas preferências internas, mas também pesquisas eleitorais, capacidade de articulação nacional e potencial de crescimento durante a campanha.

Com isso, o PSD sinaliza que pretende deixar de ser apenas um partido de apoio ou de composição e assumir papel central na disputa presidencial. A escolha entre Caiado, Ratinho Júnior e Eduardo Leite, prevista para abril, será um dos primeiros movimentos concretos nesse sentido e poderá redefinir o posicionamento da legenda no cenário político brasileiro rumo a 2026.

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