A China iniciou uma operação especial de fiscalização marítima a leste de Taiwan, em resposta às negociações de delimitação marítima anunciadas pelo Japão e pelas Filipinas. Pequim, que considera Taiwan parte de seu território soberano, expressou descontentamento com as conversas, alegando que violam sua soberania.
Segundo o portal RT, a operação foi lançada pelo Ministério dos Transportes da China, em coordenação com autoridades locais, para exercer jurisdição da lei administrativa marítima chinesa e proteger os direitos e interesses nacionais.
A medida ocorre após encontro em Tóquio, onde a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, e o presidente das Filipinas, Ferdinand Marcos Jr., anunciaram o início das conversas sobre delimitação de zonas econômicas exclusivas e plataformas continentais. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, criticou o anúncio, afirmando que as águas em questão pertencem à zona econômica exclusiva chinesa.
Taiwan também manifestou preocupação com as negociações, solicitando consulta com Tóquio e Manila, uma vez que a área de discussão se sobrepõe a águas onde a ilha reivindica direitos e interesses.
O secretário-chefe do gabinete japonês, Minoru Kihara, declarou que qualquer acordo entre Japão e Filipinas não será legalmente vinculativo para terceiros. Em resposta à operação chinesa, a guarda costeira de Taiwan destacou embarcações para monitorar a atividade, alegando que a ação chinesa viola o direito internacional.
A tensão entre China e Japão sobre Taiwan tem se intensificado desde novembro de 2025, quando Takaichi alertou que uma tentativa chinesa de tomar a ilha poderia justificar intervenção militar. Pequim acusou a primeira-ministra de usar narrativa que historicamente serviu como pretexto para o militarismo japonês.
Com informações de RT.


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