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Farinha de arroz derrete em maio mas acumula rombo de 14% no bolso do consumidor

0 Comentários🗣️🔥 A farinha de arroz registrou deflação de 1,24% em maio, conforme apurou o IBGE por meio do Sistema de Recuperação Automática (SIDRA). O recuo mensal contrasta com a trajetória explosiva que o produto acumulou nos últimos meses e oferece um respiro pontual para famílias que dependem do item na cesta básica. O alívio […]

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Foto: abc.es / Divulgação
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A farinha de arroz registrou deflação de 1,24% em maio, conforme apurou o IBGE por meio do Sistema de Recuperação Automática (SIDRA). O recuo mensal contrasta com a trajetória explosiva que o produto acumulou nos últimos meses e oferece um respiro pontual para famílias que dependem do item na cesta básica.

O alívio de maio reverte a leve pressão observada em abril, quando o produto havia subido 0,08%. A oscilação negativa é a mais significativa do ano para essa categoria e sinaliza um arrefecimento momentâneo nos custos da cadeia do arroz processado.

A comparação com maio de 2025 revela outra camada: naquele mês, a farinha de arroz subiu 0,09%. Ou seja, o consumidor que esperava um comportamento sazonal semelhante ao do ano passado foi surpreendido por uma queda real, ainda que modesta diante do encarecimento acumulado.

O peso da inflação passada, no entanto, segue drenando o orçamento. O acumulado em 12 meses atinge 14,05%, muito acima da inflação geral medida pelo IPCA, que fechou maio em 0,58%. O IGP-DI veio ainda mais quente: 0,87% no mesmo período, pressionado por alimentos e matérias-primas.

Há um fio de esperança na tendência. O acumulado de 12 meses caiu em relação ao registrado até abril, quando estava em 15,58%. A desaceleração de mais de um ponto percentual indica que o pico da carestia pode ter ficado para trás, embora o patamar continue muito elevado.

O contraste com o passado é brutal. Em maio de 2025, o acumulado de 12 meses era de apenas 0,68%. O salto de vinte vezes nesse indicador escancara como a farinha de arroz se tornou um termômetro da pressão alimentar no Brasil, atingindo em cheio quem usa o produto para receitas sem glúten, mingaus, massas caseiras e preparações típicas.

O dado chega num momento em que a cesta básica preocupa governos e consumidores mundo afora. Na Espanha, famílias enfrentam encarecimento de 37% nos alimentos em cinco anos, segundo o INE local, e buscam supermercados mais baratos como estratégia de sobrevivência. O Brasil, com inflação acumulada de dois dígitos na farinha de arroz, repete o drama com sotaque próprio — e a necessidade de comparar preços deixou de ser escolha para virar necessidade.

Com informações de ABC.

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