BNDES - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/bndes/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Wed, 03 Dec 2025 11:13:30 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://controle.ocafezinho.com/wp-content/uploads/2015/10/cropped-Logo_Cafezinho_tmb-32x32.png BNDES - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/bndes/ 32 32 BNDES prepara fundo bilionário para investimentos em IA https://www.ocafezinho.com/2025/12/03/bndes-prepara-fundo-bilionario-para-investimentos-em-ia/ https://www.ocafezinho.com/2025/12/03/bndes-prepara-fundo-bilionario-para-investimentos-em-ia/#respond Wed, 03 Dec 2025 11:13:25 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=222401 O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está estruturando um fundo de investimentos voltado à inteligência artificial, à expansão de data centers e à digitalização da economia. A informação foi confirmada pelo diretor de Planejamento e Relações Institucionais do banco, Nelson Barbosa, durante participação na abertura da 1ª Semana de Economia Brasileira Cicef-BNDES, realizada nesta segunda-feira (1º), no Rio de Janeiro. A declaração foi dada à agência Sputnik Brasil.

O evento, organizado pelo Centro Internacional Celso Furtado de Políticas para o Desenvolvimento (Cicef) em parceria com o BNDES, reúne autoridades da formulação econômica brasileira e pesquisadores dedicados ao tema do desenvolvimento nacional. Participaram da cerimônia de abertura a ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, de forma remota; o diretor do BNDES, Nelson Barbosa; a secretária de Economia Criativa do Ministério da Cultura, Cláudia Sousa Leitão; e o diretor-presidente do Cicef, Carlos Pinkusfeld Bastos.

Plano para criação de fundo deve ser anunciado no início de 2026

Questionado sobre o próximo passo do BNDES no apoio à agenda de inteligência artificial no país, Barbosa afirmou que o banco trabalha na formatação de um fundo específico para financiar projetos ligados a IA e infraestrutura tecnológica. Segundo ele, a previsão é que o anúncio seja feito no início de 2026.

O diretor explicou que o valor total do fundo ainda está em discussão, mas deverá ficar entre R$ 500 milhões e R$ 1 bilhão. O BNDES pretende aportar 25% desse montante, enquanto o restante será captado junto a investidores privados e gestores especializados. A construção da iniciativa seguirá modelo semelhante ao utilizado pelo banco em programas voltados a minerais críticos, que têm funcionado por meio de editais públicos e seleção de administradores.

“O plano é formatar um fundo com foco em inteligência artificial, data centers e digitalização. A gente espera anunciar isso no início do ano que vem. Vamos definir quanto o BNDES vai colocar e se o fundo será de R$ 500 milhões ou R$ 1 bilhão. O banco deve aportar 25%”, declarou Barbosa.

Estruturação seguirá modelo de editais utilizados em outros setores

Barbosa afirmou que o processo de constituição do fundo replicará o procedimento adotado pelo banco em iniciativas recentes de financiamento à cadeia de minerais estratégicos, nas quais o BNDES abre edital, gestores se candidatam e a estrutura é montada a partir da seleção das propostas. A mesma lógica deverá orientar o fundo de IA, com foco na atração de investidores privados para viabilizar capital adicional.

A ideia é direcionar recursos para empresas e projetos que atuem no desenvolvimento de tecnologias de inteligência artificial, na ampliação da capacidade de processamento de dados e na modernização das infraestruturas essenciais para suportar sistemas intensivos em computação. O plano dialoga com discussões nacionais sobre necessidade de ampliar a autonomia brasileira em setores digitais considerados estratégicos.

Desenvolvimento com foco no conjunto da sociedade

Na abertura do evento, Barbosa relacionou a agenda de inovação tecnológica com a diretriz mais ampla de desenvolvimento defendida pelo governo federal. Em sua fala, destacou que a estratégia econômica deve alcançar toda a população. “Como o presidente tem colocado desde o primeiro mandato, o desenvolvimento do Brasil tem que ser para todos. Não é para 30% ou para uma minoria”, afirmou.

A fala foi feita diante de plateia formada por economistas, pesquisadores e gestores públicos. A Semana de Economia Brasileira, que ocorre até 5 de dezembro, debate temas ligados ao papel do Estado na formulação de políticas públicas, às transformações recentes da economia global e aos caminhos possíveis para o desenvolvimento brasileiro.

Evento reúne formuladores de políticas e pesquisadores

A programação da primeira edição da Semana inclui mesas sobre política industrial, produtividade, inovação, inclusão digital, financiamento ao desenvolvimento e desafios estruturais do país. Os debates são conduzidos por especialistas do setor público e da academia.

O encontro é uma iniciativa do Cicef, organização voltada ao estudo de políticas para o desenvolvimento criada a partir do legado do economista Celso Furtado. O BNDES, parceiro institucional do evento, tem buscado ampliar sua atuação em setores considerados estratégicos, incluindo energia, infraestrutura, economia criativa e tecnologia.

Agenda de IA se consolida como prioridade

O fundo mencionado por Barbosa deve integrar a agenda mais ampla do BNDES para o apoio à digitalização da economia. A instituição estuda linhas de crédito, instrumentos de coinvestimento e mecanismos de estímulo a empresas de tecnologia. A criação do fundo representa a primeira iniciativa voltada especificamente para inteligência artificial.

A movimentação ocorre em meio ao avanço internacional de plataformas de IA e à discussão sobre capacidade computacional necessária para acompanhar essa evolução. O Brasil enfrenta desafios relacionados ao custo elevado de data centers, à dependência de chips fabricados no exterior e ao ritmo acelerado de desenvolvimento tecnológico em outros países.

Previsão de novos anúncios

Segundo Barbosa, a conclusão da estruturação do fundo dependerá da definição de investidores e gestores interessados. Após o anúncio formal, previsto para o início de 2026, o BNDES deverá abrir edital para seleção das propostas. A instituição não informou prazos para início das operações nem os critérios específicos de seleção dos projetos.

O banco também não detalhou quais setores de inteligência artificial serão priorizados, mas indicou que o foco será a infraestrutura necessária ao desenvolvimento das tecnologias, com atenção a data centers, capacidade computacional e modernização digital.


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Chamada Nordeste da Nova Indústria Brasil aprova R$ 113 bilhões em propostas para região https://www.ocafezinho.com/2025/12/02/chamada-nordeste-da-nova-industria-brasil-aprova-r-113-bilhoes-em-propostas-para-regiao/ https://www.ocafezinho.com/2025/12/02/chamada-nordeste-da-nova-industria-brasil-aprova-r-113-bilhoes-em-propostas-para-regiao/#respond Tue, 02 Dec 2025 11:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=222309 Esta foi a maior chamada para apoiar projetos na indústria da região. Das 189 propostas selecionadas, 74% são de micro, pequenas e médias empresas

A chamada pública de projetos para o Nordeste da Nova Indústria Brasil (NIB) selecionou 189 projetos que somam R$ 113 bilhões, mais de 11 vezes superior à estimativa inicial de R$ 10 bilhões. Lançada em maio, a chamada dispôs R$ 10 bilhões em crédito para projetos estruturantes com foco em inovação, reindustrialização e desenvolvimento sustentável. E recebeu propostas que somaram R$ 127 bilhões, em 245 propostas.

O anúncio dos projetos selecionados foi feito nesta segunda-feira (1º/12), durante a Assembleia Geral dos Governadores e Governadoras do Nordeste em Teresina (PI). E reuniu representantes do Consórcio Nordeste, da Sudene e das instituições financeiras que participam da Chamada.

“A resposta do Nordeste à chamada da Nova Indústria Brasil é uma prova inquestionável do potencial de inovação e do empreendedorismo da região. E o mais importante: 74% destas propostas vêm de micro, pequenas e médias empresas, que são o motor que transforma inovação em emprego e renda. Com esta chamada, estamos garantindo que o desenvolvimento sustentável e a neoindustrialização cheguem na ponta, alcançando os que estão mais perto das necessidades e das oportunidades locais”, afirma o ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Geraldo Alckmin.

Correção de distorções

O presidente do Consórcio Nordeste e governador do Piauí, Rafael Fonteles, destacou que sua principal bandeira foi ampliar o crédito ao setor produtivo, visando a corrigir a histórica desproporção entre os recursos recebidos e a participação da região no PIB nacional.

“Hoje celebramos o grande anúncio dessa coalização de bancos liderados pelo BNDES que está garantindo um volume de recursos jamais visto na história da industrialização nordestina. Chegamos a R$ 113 bilhões! São investimentos na área da indústria verde, da transição energética, da bioeconomia, tudo a ver com o potencial que o Nordeste tem. Ficamos felizes em demonstrar para o Brasil e para as instituições financeiras que, quando há oportunidade de crédito, as empresas nordestinas aproveitam e aproveitam muito bem”, afirmou Rafael Fonteles.

A Chamada Nordeste da Nova Indústria Brasil (NIB) é resultado de uma ação conjunta e inédita de fomento, construída entre os bancos públicos federais – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco do Brasil (BB), Caixa Econômica Federal (Caixa), Banco do Nordeste (BNB) – e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), com apoio técnico da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável do Nordeste (Consórcio Nordeste).

Um marco para o Nordeste

“O BNDES está fazendo, em conjunto com as instituições parceiras, o Consórcio do Nordeste e a Sudene, uma entrega extraordinária. No governo do presidente Lula, o Nordeste voltou a ser prioridade, porque tem proposta, porque tem desenvolvimento e precisa ser tratado com a dignidade que não teve em governos anteriores. O BNDES aumentou em 32% os recursos para a região e essa chamada é um marco para o Nordeste, vai significar um salto de desenvolvimento e de oportunidades”, afirma Aloizio Mercadante, presidente do BNDES

O superintendente da Sudene, Francisco Alexandre, destacou que os resultados refletem o fortalecimento da articulação federal na região. “A reativação do Comitê Regional das Instituições Financeiras Federais (Coriff), conduzida pela Sudene, permitiu reunir os principais atores financeiros do Governo do Brasil em torno de uma agenda integrada. Essa governança renovada tornou possível alinhar instrumentos, antecipar oportunidades e posicionar o Nordeste como protagonista de uma nova fase da indústria brasileira.”

As 189 propostas selecionadas são vindas dos nove estados da região e para as cinco áreas estratégicas da chamada: transição energética com foco em armazenamento, 59 propostas; bioeconomia com foco em fármacos, 39 projetos; hidrogênio verde, 44 projetos; data center verde, 40 iniciativas; e setor automotivo, incluindo máquinas agrícolas, com 37 projetos.

A lista das propostas selecionadas está disponível aqui.

Das propostas selecionadas, 74% são de micro, pequenas e médias empresas, 32% foram projetos em consórcio com outras empresas e 77% envolveram a cooperação com instituições de ciência e tecnologia. Empresas não aprovadas também serão procuradas para avaliação de oportunidades.

Guia para investimentos

Segundo o presidente da Finep, Luiz Antônio Elias, a Chamada Nordeste é um marco. “Ela fortalece políticas públicas, promove inovação, amplia a competitividade regional e contribui para a redução das assimetrias históricas que ainda marcam o país. É a demonstração de que, quando articulamos instituições, ciência e setor produtivo, construímos as bases de um desenvolvimento sustentável e socialmente justo. A Finep contará com seus mais diversos instrumentos para apoiar as 189 empresas aprovadas. E de forma inédita teremos recursos de subvenção econômica de caráter exclusivamente regional, são recursos não reembolsáveis para que o Estado compartilhe o risco da inovação com o setor privado”, afirmou o executivo.

A próxima etapa será a estruturação de Planos de Suporte Conjunto (PSC) para as propostas selecionadas. O objetivo do PSC é servir como um guia, ajudando às empresas a recorrerem às linhas e instituições mais adequadas a cada proposta. Serão ofertadas as linhas mais benéficas dentre os instrumentos de crédito, não reembolsável e subvenção.

Os PSC serão concluídos ainda em dezembro, antecipando o prazo originalmente previsto, e enviados aos contatos cadastrados. Após receberem o PSC, as empresas devem encaminhar os projetos para análise, aprovação e contratação. As propostas selecionadas seguirão o fluxo usual de tramitação de operações no âmbito das instituições financeiras que participam da Chamada, o que inclui análise técnica, financeira e jurídica dos projetos.

Parceria inédita

A Chamada Nordeste da Nova Indústria Brasil (NIB) foi a maior chamada de projetos para indústria do Nordeste e a única que, pela primeira vez, reuniu as diversas instituições de fomento federais com o objetivo de apoiar projetos para promover o desenvolvimento e a inovação na região.

As instituições parceiras oferecerão diferentes modalidades de apoio, como crédito, subvenção econômica não reembolsável e participação societária. A Sudene e o Consórcio Nordeste atuaram como parceiros técnicos, aportando conhecimento estratégico sobre o território e os setores prioritários.

A chamada foi aberta a participação de empresas e cooperativas. As propostas podiam conter ações como instalação de infraestrutura física, aquisição de máquinas e equipamentos, implantação de plantas-piloto, contratação de recursos humanos, desenvolvimento de projetos com universidades e centros de pesquisa, além de capital de giro e engenharia.

Publicado originalmente pela Agência Gov em 01/12/2025

Por BNDES

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BNDES aprova crédito bilionário para a Volkswagen acelerar eletrificação dos seus carros e ônibus https://www.ocafezinho.com/2025/11/19/bndes-aprova-credito-bilionario-para-a-volkswagen-acelerar-eletrificacao-dos-seus-carros-e-onibus/ https://www.ocafezinho.com/2025/11/19/bndes-aprova-credito-bilionario-para-a-volkswagen-acelerar-eletrificacao-dos-seus-carros-e-onibus/#respond Wed, 19 Nov 2025 21:16:48 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=221619 O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 2,3 bilhões para a Volkswagen do Brasil investir em inovação tecnológica, eletrificação e ampliação das exportações. O aporte representa um dos maiores compromissos recentes do banco com a indústria automotiva e reforça a estratégia nacional de transição energética e descarbonização da frota.

A assinatura do contrato ocorreu na fábrica Anchieta, em São Bernardo do Campo (SP), com a presença do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin; do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante; do chairman executivo da Volkswagen para a América do Sul, Alexander Seitz; do presidente e CEO da Volkswagen do Brasil, Ciro Possobom; além de autoridades, colaboradores e representantes do setor.

Financiamento mira inovação, eletrificação e fortalecimento da engenharia nacional

O financiamento do BNDES está dividido em duas frentes complementares. Pela linha BNDES Mais Inovação, a Volkswagen terá apoio para desenvolver tecnologias de eletrificação, conectividade e segurança veicular. Entre elas estão sistemas avançados de assistência ao condutor (ADAS), soluções de infotainment, recursos de inteligência artificial embarcada e componentes de eficiência energética.

Segundo o banco, o objetivo é ampliar o acesso a tecnologias de ponta e fortalecer a cadeia nacional de engenharia automotiva. A linha também financia pesquisa, desenvolvimento e nacionalização de soluções estratégicas para a mobilidade elétrica.

A segunda frente, via linha Exim Pré-Embarque, é voltada ao incentivo às exportações. A Volkswagen é, historicamente, a maior exportadora do setor automotivo brasileiro. Desde 1970, mais de 4,4 milhões de veículos já foram enviados a 147 mercados. Em 2025, a montadora registrou alta de 43% nas exportações entre janeiro e setembro, na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Empresa anuncia “nova era de eletrificação” a partir de 2026

O CEO da Volkswagen do Brasil, Ciro Possobom, afirmou que o investimento marca “o início de uma nova era de eletrificação da Volkswagen do Brasil”. Ele destacou que a partir de 2026 todos os novos modelos desenvolvidos pela engenharia da companhia e produzidos na América do Sul serão eletrificados, abrangendo híbridos leves, híbridos convencionais e híbridos plug-in.

Possobom reforçou que a montadora buscará democratizar o acesso a tecnologias avançadas e contribuir para uma mobilidade mais sustentável:

“Teremos uma solução completa, democratizando a eletrificação e o acesso a tecnologias avançadas de segurança, conectividade e inteligência artificial. O aporte de R$ 2,3 bilhões, viabilizado pelo BNDES, acelera a transição energética e tecnológica da Volkswagen no Brasil e fortalece ainda mais a nossa Engenharia.”

Financiamento se integra à política industrial do governo

O apoio do BNDES à Volkswagen está alinhado à Nova Indústria Brasil, política industrial lançada pelo governo federal para impulsionar tecnologia, inovação, competitividade e sustentabilidade. A instituição tem ampliado financiamentos voltados à transição energética e ao desenvolvimento de soluções limpas.

No mesmo programa, o banco já aprovou R$ 241,8 milhões para a Stellantis desenvolver projetos de pesquisa e inovação. As duas operações fazem parte de uma estratégia de neoindustrialização que busca recuperar capacidades industriais e o protagonismo tecnológico brasileiro.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que a expansão do crédito para inovação e exportações é essencial para o posicionamento global do país. Segundo ele, “uma indústria mais inovadora e descarbonizada é capaz de impulsionar emprego, renda e competitividade internacional”.

Sustentabilidade e integração global da cadeia automotiva

O CFO da Volkswagen para a América do Sul, Rafael Teixeira, ressaltou que o financiamento representa um compromisso de longo prazo com sustentabilidade e desenvolvimento tecnológico:

“Essas operações reafirmam o compromisso da Volkswagen com o desenvolvimento sustentável e tecnológico do Brasil. Ao viabilizar investimentos em eletrificação, digitalização e conectividade, reforçamos nossa parceria com o BNDES e contribuímos para a consolidação de uma nova indústria nacional, mais inovadora, verde e preparada para ampliar sua presença nas exportações e na integração global da cadeia automotiva.”

Passo estratégico para a neoindustrialização e a transição energética

Com o aporte de R$ 2,3 bilhões, a Volkswagen fortalece sua engenharia local, acelera o desenvolvimento de plataformas eletrificadas e expande sua capacidade de exportação. O investimento sinaliza um avanço estratégico para o setor automotivo brasileiro, alinhado à agenda de redução de emissões e modernização da indústria.

Ao unir o BNDES e uma das principais montadoras do país em torno de projetos de inovação e mobilidade de baixo carbono, o Brasil consolida mais um passo em direção a uma nova matriz industrial — mais tecnológica, sustentável e integrada ao mercado global.

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BNDES recebe 45 propostas e pode mobilizar R$ 73,7 bilhões para projetos de mitigação climática na COP30 https://www.ocafezinho.com/2025/11/10/bndes-recebe-45-propostas-e-pode-mobilizar-r-737-bilhoes-para-projetos-de-mitigacao-climatica-na-cop30/ https://www.ocafezinho.com/2025/11/10/bndes-recebe-45-propostas-e-pode-mobilizar-r-737-bilhoes-para-projetos-de-mitigacao-climatica-na-cop30/#respond Mon, 10 Nov 2025 17:00:23 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=220944 A Chamada Pública de Mitigação Climática do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) recebeu 45 propostas de fundos de investimento com potencial de mobilizar até R$ 73,7 bilhões em iniciativas de sustentabilidade. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (10) em Belém (PA) pelo presidente do Banco, Aloizio Mercadante, na abertura do Pavilhão BNDES durante a COP30. As informações são do próprio BNDES.

As propostas apresentadas pelos gestores somam uma demanda de aproximadamente R$ 21 bilhões em apoio financeiro do Banco e abrangem projetos nas áreas de descarbonização industrial, transição energética, adaptação climática, agricultura de baixo carbono, restauração ecológica, reflorestamento e conservação de florestas.

Meta de ampliar investimentos sustentáveis

Com orçamento de R$ 5 bilhões, a iniciativa integra a retomada das operações da BNDESPAR em renda variável. O objetivo é atrair capital privado para fundos especializados ou estruturados para financiar ações compatíveis com as metas estabelecidas no Acordo de Paris.

“O BNDES quer ser protagonista na mobilização de capital privado, através de instrumentos de mercado de capitais, para viabilizar investimentos em mitigação climática”, afirmou Mercadante.
O presidente do Banco destacou ainda que a agenda climática se tornou uma prioridade institucional e representa uma oportunidade para o Brasil assumir papel de liderança global em soluções ambientais.


Seleção de fundos e estrutura da chamada

A chamada prevê a escolha de até sete fundos, divididos da seguinte forma:

Até cinco fundos de equity, com aporte total de até R$ 4 bilhões;

Até dois fundos de crédito, com até R$ 1 bilhão (R$ 500 milhões por fundo).


Entre os fundos de equity, três serão dedicados à área de Transformação Ecológica, abrangendo temas como transição energética, agricultura verde e descarbonização. Dois serão voltados a Soluções Baseadas na Natureza, com foco em reflorestamento, manejo sustentável, silvicultura regenerativa e conservação de ecossistemas.

O resultado final da seleção está previsto para janeiro de 2026.

Fortalecimento da carteira verde do BNDES

Atualmente, a BNDESPAR possui R$ 8,4 bilhões em capital comprometido em fundos. A nova chamada tem potencial para elevar esse valor em até 60%, o que reforça a carteira de investimentos sustentáveis do Banco e sua atuação como agente central no financiamento climático no Brasil.

O volume de propostas recebidas e o interesse de gestores mostram que o setor privado enxerga oportunidades crescentes na economia verde. O BNDES afirma que o programa busca criar condições para que o país avance no cumprimento de suas metas globais e consolide sua posição como plataforma relevante para investimentos em mitigação climática.

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Plano Brasil Soberano já aprovou R$ 5,3 bi para empresas afetadas por tarifaço de Trump https://www.ocafezinho.com/2025/10/24/plano-brasil-soberano-ja-aprovou-r-53-bi-para-empresas-afetadas-por-tarifaco-de-trump/ https://www.ocafezinho.com/2025/10/24/plano-brasil-soberano-ja-aprovou-r-53-bi-para-empresas-afetadas-por-tarifaco-de-trump/#respond Fri, 24 Oct 2025 11:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=219769 Do total aprovado, R$ 2,39 bilhões apoiaram projetos de busca de novos mercados. Ao todo, foram protocolados 470 pedidos, totalizando R$ 8,27 bilhões em crédito

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou nesta quinta-feira, 23 de outubro, que já aprovou R$ 5,3 bilhões em crédito com recursos do Plano Brasil Soberano para empresas afetadas pelas medidas tarifárias impostas pelo governo dos Estados Unidos. Ao todo, foram realizadas 371 operações, sendo R$ 2,86 bilhões na linha Capital de Giro (gastos com despesas operacionais), R$ 2,39 bilhões na linha Giro Diversificação (busca de novos mercados) e R$ 52,46 milhões na linha Bens de Capital.

Foram aprovados R$ 4,38 bilhões para empresas da indústria de transformação, R$ 468 milhões para comércio e serviços, R$ 336 milhões para agropecuária e R$ 127 milhões para indústria extrativa.

Ao todo, foram protocolados 470 pedidos de crédito, totalizando R$ 8,27 bilhões. O montante integra a estimativa de demanda de crédito de R$ 14,5 bilhões, segundo levantamento feito com instituições financeiras parceiras.

O BNDES mantém o compromisso de apoiar as empresas brasileiras afetadas pelo tarifaço. A determinação do presidente Lula é preservar os empregos e fomentar o desenvolvimento de novos mercados para as exportações prejudicadas”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

O Plano

Criado para mitigar os impactos econômicos da elevação unilateral, em até 50%, das tarifas de importação sobre produtos brasileiros anunciadas pelo governo dos Estados Unidos, o Plano Brasil Soberano é um conjunto de medidas separadas em três eixos: fortalecimento do setor produtivo; proteção aos trabalhadores; e diplomacia comercial e multilateralismo.

Publicado originalmente pela Agência Gov em 23/10/2025

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BNDES aprova R$ 1,2 bi para empresas afetadas pelo tarifaço https://www.ocafezinho.com/2025/09/22/bndes-aprova-r-12-bi-para-empresas-afetadas-pelo-tarifaco/ https://www.ocafezinho.com/2025/09/22/bndes-aprova-r-12-bi-para-empresas-afetadas-pelo-tarifaco/#respond Mon, 22 Sep 2025 10:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=217710 Quase um terço dos pedidos foram para pequenos e médios negócios

Em dois dias após a abertura para pedidos, o plano Brasil Soberano aprovou R$ 1,2 bilhão em financiamento para empresas afetadas pelo tarifaço americano.

O plano de socorro a empresas exportadoras prevê um total de R$ 40 bilhões em crédito para negócios afetados pela barreira comercial que aplica taxas de até 50% às exportações brasileiras.

O balanço de pedido e aprovação foi divulgado na noite de sexta-feira (19) pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), banco de fomento do governo federal.

No período, o total de pedidos de 533 empresas chegou a R$ 3,1 bilhão. Ou seja, 1,9 bilhão anda estão em análise.

O total de R$ 40 bilhões do Brasil Soberano inclui R$ 30 bilhões do Fundo Garantidor de Exportações (FGE) e R$ 10 bilhões de recursos do próprio BNDES.

Os recursos são emprestados a juros subsidiados, ou seja, mais baixo do que cobram os demais bancos. Uma das contrapartidas das empresas que se habilitam a receber os empréstimos é não realizar demissões.

Os financiamentos são para linhas de capital de giro (contas do dia a dia, como salário e pagamento de fornecedores), investimentos em adaptação da atividade produtiva, compra de máquinas e equipamentos e busca de novos mercados.

Quem pediu empréstimo

Entre quinta (18) e sexta-feira (19), foram feitas 75 operações de crédito, todas na linha destinada a capital de giro.

Nos primeiros dias de aprovação, 84,1% dos pedidos aprovados foram empresas da indústria de transformação (seguimento que transforma matéria-prima em um produto final ou intermediário, que vai ser novamente modificado por outra indústria).

Em seguida aparecem agropecuária (6,1%), comércio e serviços (5,7%) e indústria extrativa (4,2%).

Quase um terço do valor total aprovado (30%) foi solicitado por pequenas e médias empresas.

Ao total, 2.236 empresas acessaram o sistema do BNDES para fazer consultas no Brasil Soberano, sendo 533 elegíveis, isto é, com pelo menos 5% do faturamento bruto total, no período de julho de 2024 a julho de 2025, composto por produto na lista de tarifação.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, aponta agilidade na aprovação de recursos e atribui isso ao compromisso do banco e 50 instituições financeiras parceiras.

“Nosso objetivo é proteger os empregos e fortalecer as empresas e a economia, inclusive estimulando a participação em novos mercados”, diz.

Dos valores ainda em análise, R$ 1,7 bilhão são referentes à linha destinada à busca de novos mercados.

Como acessar

O primeiro passo para acessar os recursos é consultar se a empresa é elegível para o plano de socorro. A consulta pode ser feita no site do BNDES.

Os interessados precisarão se autenticar utilizando a plataforma GOV.BR, exclusivamente por meio do certificado digital da empresa.

Caso o sistema indique que a empresa é apta ao crédito, a recomendação é entrar em contato com o banco com o qual já tem relacionamento. Grandes empresas podem procurar diretamente o BNDES.

Efeitos do tarifaço

Um levantamento da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil), entidade sem fins lucrativos que representa empresas que atuam no comércio entre os dois países, estima que as exportações de produtos afetados pelo tarifaço americano caíram 22,4% em agosto na comparação com o mesmo mês de 2024.

Os Estados Unidos são o segundo principal parceiro comercial do Brasil, perdendo apenas para a China.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o tarifaço de 50% incide em cerca de um terço (35,9%) das exportações brasileiras para os Estados Unidos.

O governo de Donald Trump assinou uma ordem executiva que estipulou a cobrança de taxas de até 50% a partir de 6 de agosto, mas deixou cerca de 700 produtos em uma lista de exceções. Entre eles estão suco e polpa de laranja, combustíveis, minérios, fertilizantes e aeronaves civis, incluindo motores, peças e componentes. Também ficaram de fora produtos como polpa de madeira, celulose, metais preciosos, energia e produtos energéticos.

Trump alega que os americanos têm déficit comercial (compram mais do que vendem) com o Brasil – o que é desmentido por números oficiais de ambos os países.

O presidente americano usou como justificativa o tratamento dado pelo Brasil ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que considera ser perseguido. Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado, em julgamento que terminou na semana passada.

Publicado originalmente pela Agência Brasil em 20/09/2025

Por Bruno de Freitas Moura – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro

Edição: Maria Claudia

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Empresas afetadas pelo tarifaço já podem pedir recursos do Plano Brasil Soberano https://www.ocafezinho.com/2025/09/18/empresas-afetadas-pelo-tarifaco-ja-podem-pedir-recursos-do-plano-brasil-soberano/ https://www.ocafezinho.com/2025/09/18/empresas-afetadas-pelo-tarifaco-ja-podem-pedir-recursos-do-plano-brasil-soberano/#respond Thu, 18 Sep 2025 20:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=217593 Após confirmar que são elegíveis, interessados já podem procurar os bancos com os quais se relacionam a partir desta quinta para solicitar o crédito que totaliza R$ 40 bilhões

O Governo do Brasil entrou em uma nova fase na implementação do Plano Brasil Soberano , criado para mitigar os efeitos das tarifas unilaterais de 50% impostas pelos Estados Unidos às exportações brasileiras. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) abriu, nesta quinta-feira, 18 de setembro, o protocolo para que empresas impactadas pelas medidas tarifárias possam solicitar o crédito do plano.

“A contrapartida é manter os empregos para a economia continuar crescendo e o país não ser prejudicado por essas medidas autoritárias, unilaterais e injustificadas”, afirma Aloizio Mercadante, presidente do BNDES.

O primeiro passo para solicitar acesso ao crédito é verificar se a empresa é elegível. A consulta pode ser feita por uma página criada no portal do BNDES.

Os interessados precisam se autenticar utilizando a plataforma GOV.BR, exclusivamente por meio do certificado digital da empresa. Após a autenticação, o sistema informa se a empresa é elegível e quais soluções do Plano Brasil Soberano podem ser solicitadas.

Confira vídeo com o passo a passo

Com essas informações, a recomendação é que a empresa entre em contato com o banco com o qual já tem relacionamento. No caso das grandes empresas, também é possível fazer diretamente com o BNDES.

“O BNDES vai socorrer as empresas e a contrapartida é manter os empregos para a economia continuar crescendo e o país não ser prejudicado por essas medidas autoritárias, unilaterais e injustificadas. O governo do presidente Lula busca a negociação e não vai deixar ninguém para trás”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

40 bilhões

Ao todo, estão disponíveis R$ 40 bilhões, sendo R$ 30 bilhões com recursos do Fundo Garantidor de Exportações (FGE) e R$ 10 bilhões do banco. Os recursos vão financiar capital de giro e investimentos em adaptação da atividade produtiva, aquisição de máquinas e equipamentos e busca de novos mercados.

Quem pode no FGE

Têm direito aos recursos do FGE pessoas jurídicas de todos os portes cujo faturamento com exportações aos Estados Unidos de bens impactados por tarifas adicionais e constantes da tabela de produtos publicada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, no período de julho de 2024 a junho de 2025, seja superior ou igual a 5% do seu faturamento bruto total apurado no mesmo período.

Há quatro linhas disponíveis:

  • Capital de Giro (gastos operacionais gerais)
  • Giro Diversificação (busca de novos mercados)
  • Bens de Capital (aquisição de máquinas e equipamentos)
  • Investimentos (inovação tecnológica, adaptação da atividade produtiva de produtos, de serviços e de processos, e adensamento da cadeia produtiva)

Quem pode no BNDES

Têm direito ao crédito com os recursos do BNDES (R$ 10 bilhões) as empresas cujos produtos receberam qualquer percentual de tarifa e com qualquer nível de impacto no faturamento bruto.

Há duas linhas disponíveis:

  • Capital de Giro Emergencial (financiamento de gastos operacionais gerais)
  • Capital de Giro Diversificação (busca de novos mercados)

Saiba mais sobre as ações do Governo Federal para enfrentar o tarifaço de Trump

Publicado originalmente pela Agência Gov em 18/09/2025

Por BNDES

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BNDES lança edital voltado para recuperação da floresta amazônica https://www.ocafezinho.com/2025/09/06/bndes-lanca-edital-voltado-para-recuperacao-da-floresta-amazonica/ https://www.ocafezinho.com/2025/09/06/bndes-lanca-edital-voltado-para-recuperacao-da-floresta-amazonica/#respond Sat, 06 Sep 2025 20:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=216889 Serão disponibilizados até R$ 6,3 milhões para Bacia do Rio Xingu 2

O Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançou nesta sexta-feira, (5), Dia da Amazônia, o edital Bacia do Rio Xingu 2. Serão disponibilizados até R$ 6,3 milhões, com recursos do Fundo Socioambiental do BNDES e de três parceiros privados: Grupo Energisa, Norte Energia S/A e Fundo Vale. Meta é apoiar até seis projetos de restauração ecológica.

Os projetos serão voltados para a restauração de áreas localizadas em Unidades de Conservação; em Áreas de Preservação Permanente (APP); em Reserva Legal (RL) nos imóveis rurais de até quatro módulos fiscais e nos assentamentos de reforma agrária; e em territórios indígenas, quilombolas e de outras comunidades tradicionais. O engajamento e a participação das comunidades e povos locais precisam ser encarados como atividades prioritárias. O prazo para apresentação das propostas encerra às 18h do dia 7 de novembro.

“Estamos lançando este edital no Dia da Amazônia, que é celebrado anualmente para chamar a atenção para a importância da maior floresta tropical do planeta. É mais uma ação que reforça o protagonismo do BNDES no fomento de um novo modelo de desenvolvimento econômico e socioambiental. Combinando recursos públicos e privados, podemos recuperar a vegetação nativa e, ao mesmo tempo, gerar emprego e renda para as comunidades”, disse o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

O Floresta Viva tem a finalidade de formar parcerias para apoiar projetos de restauração ecológica nos diversos biomas brasileiros, com espécies nativas e sistemas agroflorestais (SAFs). Até o momento, já foram mobilizados cerca de R$ 460 milhões, sendo a metade dos recursos provenientes do Fundo Socioambiental do BNDES e o restante são recursos de parceiros públicos e privados.

O Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) atua como parceiro gestor do Floresta Viva. Ele é responsável pela organização dos editais e pelo recebimento dos recursos do BNDES e dos parceiros, com posterior repasse aos projetos selecionados.

“Ao financiar e capacitar projetos locais, não estamos apenas plantando árvores; estamos fortalecendo toda a cadeia da restauração – desde os coletores de sementes nativas até as comunidades que farão a floresta voltar a crescer. É um projeto de escala nacional com resultados locais tangíveis”, avalia o superintendente de programas do Funbio, Manoel Serrão.

Rio Xingu

Com aproximadamente 1,9 mil quilômetros de comprimento, o rio Xingu nasce no Cerrado e atravessa uma longa extensão da Floresta Amazônica até desaguar no rio Amazonas. Sua bacia ocupa uma área de aproximadamente 53 milhões de hectares. Nesse território, que abrange cerca de 50 municípios nos estados de Mato Grosso e do Pará, estão presentes diversas Terras Indígenas e Unidades de Conservação.

O primeiro edital do Floresta Viva dedicado à Bacia do Rio Xingu foi lançado em 2023. Na ocasião, foram selecionados quatro projetos somando um valor total de R$ 20,3 milhões, restando R$ 6,3 milhões em recursos remanescentes. O novo edital busca justamente aplicar este montante.

“Estamos priorizando projetos que incluam iniciativas de capacitação dos proponentes e de fortalecimento das cadeias produtivas. No mínimo, 50% dos recursos previstos em cada proposta devem ser destinados às atividades de restauração ecológica”, avaliou a diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello.

Publicado originalmente pela Agência Brasil em 06/09/2025

Edição: Valéria Aguiar

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Governo lança linha de R$ 12 bi para renovar parque industrial brasileiro com tecnologias 4.0 https://www.ocafezinho.com/2025/08/26/governo-lanca-linha-de-r-12-bi-para-renovar-parque-industrial-brasileiro-com-tecnologias-4-0/ https://www.ocafezinho.com/2025/08/26/governo-lanca-linha-de-r-12-bi-para-renovar-parque-industrial-brasileiro-com-tecnologias-4-0/#respond Tue, 26 Aug 2025 13:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=216146 Iniciativa contempla investimentos em máquinas e equipamentos que contenham robótica, inteligência artificial, computação na nuvem, sensoriamento, comunicação máquina a máquina e internet das coisas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta segunda-feira, 25 de agosto, em Brasília (DF), a ampliação dos recursos disponíveis do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) para o financiamento de projetos de difusão de máquinas e equipamentos 4.0 na economia.

No âmbito do programa Nova Indústria Brasil, os incentivos mesclam a Taxa Referencial (TR) e custos de mercado. E o orçamento da linha Crédito Indústria 4.0 em 2025 é de R$ 12 bilhões. O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, também acompanhou o evento no Palácio do Planalto.

“A medida é para bens de capital: máquinas e equipamentos que vão fazer com que a indústria ganhe competitividade e reduza custos. Vai modernizar o parque industrial brasileiro, que tem uma média de 14 anos de idade. E esses R$ 12 bilhões serão com juros entre 7,5% e 8% mais o spread. São juros bem mais em conta para a modernização do parque industrial, com melhora de eficiência energética e redução de custos”, ressaltou Alckmin.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou que a medida é “fundamental, porque não tem crescimento e emprego sem investimento, e o investimento precisa de inovação”. “Essa é uma linha de crédito que vai direto na competitividade, na produtividade e na eficiência. No setor que tem mais P&D [pesquisa e desenvolvimento], que mais precisa inovar, e que irradia isso para toda a indústria e para toda a economia”, afirmou.

A medida é resultado da Resolução nº 5.232, de julho deste ano, do Conselho Monetário Nacional, que ampliou para até 2,5% do saldo dos recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) sob gestão do BNDES que podem financiar projetos ao custo da TR.

Fortalecimento

A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovações, Luciana Santos, pontuou que a nova iniciativa representa o fortalecimento da soberania. “Essa resolução vai dar o impacto que nós todos desejamos: entrar naquilo que é base para o crescimento, que é o chamado capital bruto fixo. Ou seja, máquinas, equipamentos, e mais, nas indústrias de base tecnológica, que incorporem tecnologias portadoras do futuro, como é o caso do sensoriamento, de IA, de internet das coisas e de robótica”, disse.

Na cerimônia, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, abordou os esforços governamentais para fomentar a indústria em diferentes frentes. “Nós estamos tendo que inovar muito no Brasil de hoje, porque muitas portas se fecharam para a indústria ao longo dos últimos anos. É impressionante a quantidade de políticas públicas que foram sendo desmontadas ao longo dos anos, a começar pelo não enfrentamento do maior desafio de todos da indústria, que foi a reforma tributária”, afirmou, lembrando que no primeiro ano do atual governo foi aprovada a maior reforma tributária da história do país.

Modernização

No BNDES, a linha Crédito Indústria 4.0 tem R$ 10 bilhões e pretende impulsionar a agenda de modernização industrial e dos serviços tecnológicos, contribuindo para alavancar a indústria 4.0 e ampliar a produtividade e a digitalização.

Áreas Contempladas

São objeto da iniciativa os investimentos em bens de capital que incorporem tecnologias em robótica, inteligência artificial, computação na nuvem, sensoriamento, comunicação máquina a máquina e internet das coisas (IoT), entre outras, todos credenciados no BNDES. A iniciativa é parte do eixo de inovação e digitalização do Plano Mais Produção, que integra a Nova Indústria Brasil.

“Não tem crescimento e emprego sem investimento, e o investimento precisa de inovação. Essa é uma linha de crédito que vai direto na competitividade, na produtividade e na eficiência. No setor que tem mais P&D [pesquisa e desenvolvimento], que mais precisa inovar, e que irradia isso para toda a indústria e para toda a economia”, disse Mercadante

Estímulo

A Finep complementa a ação, seguindo no propósito de reduzir as assimetrias regionais e estimular a indústria nacional de bens de capital, alocando R$ 2 bilhões de crédito à sua linha Difusão Tecnológica exclusivamente para empresas que precisem modernizar seu parque industrial localizado nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Produtividade

“Com a nova linha para aquisição de máquinas e equipamentos 4.0, o BNDES reforça o compromisso com o aumento da produtividade e a difusão tecnológica na economia, eixos fundamentais da Nova Indústria Brasil”, disse o presidente do BNDES, Aloízio Mercadante.

Desenvolvimento Regional

Segundo Luiz Antonio Elias, presidente da Finep, a participação da Finep, com o aporte de mais R$ 2 bilhões, reforça a parceria com o BNDES e contribui para a redução das assimetrias regionais, a partir do apoio a empresas de menor porte nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Conjunto

No lançamento, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Aroaldo Oliveira, comemorou mais essa ação para fortalecer o desenvolvimento do país. “Quero parabenizar pela linha que está sendo anunciada hoje, porque vai ao encontro a tudo que o governo vem fazendo desde que retomou o Brasil, desde que a gente retomou esse processo de desenvolvimento, que é de fato ter um projeto para o desenvolvimento nacional”, declarou.

MPMEs

A partir da mistura (blend) entre TR e taxas de mercado, o custo financeiro da linha não ultrapassará 8,5% ao ano, beneficiando mais projetos, principalmente de micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), que verão a redução, em média, de 6% das taxas atualmente pagas em financiamentos. Todos os bancos credenciados ao BNDES estarão aptos a repassar os recursos.

Critérios

Para aquisição de máquinas e equipamentos 4.0, MPMEs com projetos de até R$ 50 milhões, terão acesso a financiamento na forma indireta, por meio da rede credenciada de instituições do BNDES. Para médias e grandes empresas com projetos no valor de até R$ 300 milhões, o financiamento será feito diretamente com o BNDES. O Banco também apoiará fabricantes de máquinas e equipamentos 4.0 na comercialização de seus equipamentos credenciados, no valor de até R$ 300 milhões.

Papel Central

A indústria de máquinas e equipamentos desempenha papel central na difusão tecnológica para o aumento da produtividade em toda a indústria. Estudos mostram que o parque fabril brasileiro ainda opera com maquinário antigo, com idade média de 14 anos, o que reduz a produtividade. No Brasil, 38% dos equipamentos industriais estão próximos ou além do ciclo de vida ideal estabelecido pelos fabricantes. A defasagem tecnológica aumenta custos de manutenção, consumo energético e impacta negativamente a competitividade do país.

Publicado originalmente pela Agência Gov em 25/08/2025

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BNDES financia megaprojeto solar com 11 usinas em MG https://www.ocafezinho.com/2025/07/28/bndes-financia-megaprojeto-solar-com-11-usinas-em-mg/ https://www.ocafezinho.com/2025/07/28/bndes-financia-megaprojeto-solar-com-11-usinas-em-mg/#respond Mon, 28 Jul 2025 12:43:32 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=213750 O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou, nesta segunda-feira, 28, a liberação de R$ 1 bilhão em financiamento para a construção de um complexo de energia solar no município de Arinos, em Minas Gerais. O valor será destinado à empresa Atlas Renewable Energy, responsável pela implantação de 11 usinas fotovoltaicas na região noroeste do estado.

O projeto, denominado Complexo Solar Draco, terá capacidade instalada de 505 megawatts em corrente alternada (MWac). De acordo com projeções, a capacidade será suficiente para abastecer aproximadamente 569 mil residências. A estrutura inclui ainda uma subestação de 500 quilovolts (kV) e uma linha de transmissão com cerca de 15 quilômetros de extensão, conectando o empreendimento ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

A operação comercial do complexo está prevista para o início de 2026. Durante a fase de construção, a estimativa é de que sejam gerados cerca de 2.100 empregos diretos. Toda a energia produzida será destinada ao Ambiente de Contratação Livre (ACL), onde consumidores negociam diretamente com os geradores e comercializadores de energia.

O financiamento foi estruturado com recursos do Finem, linha voltada a projetos de investimentos em capacidade produtiva, e do Fundo Clima, instrumento financeiro sob gestão do BNDES em parceria com o Ministério do Meio Ambiente. O fundo tem como foco iniciativas voltadas à sustentabilidade e à mitigação das mudanças climáticas.

Em nota oficial, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, comentou a participação do banco na agenda de sustentabilidade:

“O mundo está vivendo uma emergência climática e o BNDES tem tido um papel relevante nesta área, atuando em diferentes frentes, como energia, descarbonização de processos produtivos e ações de restauro florestal. A agenda verde está no centro da estratégia de atuação do banco”.

A empresa responsável pelo projeto, Atlas Renewable Energy, foi fundada em 2017 e mantém operações no setor de geração de energia renovável. Segundo dados divulgados pela companhia, seu portfólio global soma 8,4 gigawatts (GW), sendo 3,6 GW em operação e 2,5 GW em estágio avançado de desenvolvimento.

O diretor-geral da Atlas Renewable Energy no Brasil, Fabio Bortoluzo, destacou a importância da parceria com o BNDES para o avanço do setor de energia solar no país:

“Essa parceria reforça o compromisso da Atlas com a transição energética no Brasil, unindo tecnologia, eficiência e impacto socioambiental positivo. O Complexo Solar Draco representa mais do que um investimento em energia solar, mas o compromisso da Atlas em suportar o desenvolvimento da indústria brasileira com base em energia sustentável, e marca nossa presença no setor de data centers”.

A construção do complexo faz parte da estratégia do BNDES de ampliar o financiamento à infraestrutura verde. Com a iniciativa, o banco busca contribuir para a expansão da matriz energética nacional com fontes renováveis, alinhada às metas climáticas e aos compromissos ambientais firmados pelo Brasil.

Ao mesmo tempo, o projeto reforça a atuação da Atlas Renewable Energy no mercado brasileiro, com a ampliação da sua capacidade de geração e fornecimento de energia limpa para diferentes segmentos da economia, incluindo o setor de tecnologia e data centers, que apresenta crescimento na demanda por energia com menor impacto ambiental.

A instalação do complexo em Arinos também representa um movimento de interiorização de investimentos em infraestrutura energética, levando desenvolvimento regional para o noroeste mineiro. O município, localizado em uma área com alto índice de radiação solar, foi selecionado estrategicamente para abrigar as unidades fotovoltaicas.

Além do impacto na geração de energia, o projeto prevê ações sociais e ambientais durante as fases de construção e operação, em linha com as exigências regulatórias e compromissos assumidos pela empresa.

Com a conclusão do Complexo Solar Draco, o setor de energia solar brasileiro ganha novo impulso, consolidando o país entre os mercados em crescimento na geração a partir de fontes renováveis.

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Indústria retoma liderança em crédito do BNDES e ultrapassa agronegócio pela primeira vez desde 2017 https://www.ocafezinho.com/2025/07/09/industria-retoma-lideranca-em-credito-do-bndes-e-ultrapassa-agronegocio-pela-primeira-vez-desde-2017/ https://www.ocafezinho.com/2025/07/09/industria-retoma-lideranca-em-credito-do-bndes-e-ultrapassa-agronegocio-pela-primeira-vez-desde-2017/#respond Wed, 09 Jul 2025 12:26:44 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=212414 As liberações de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) voltaram a favorecer a indústria no primeiro semestre de 2025, interrompendo um ciclo de predominância do agronegócio que durava desde 2017. Segundo dados oficiais divulgados pela instituição, o setor industrial respondeu por 24,9% das aprovações de crédito no período, superando o agronegócio, que ficou com 23,7%.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, atribuiu esse resultado às diretrizes estabelecidas pela Nova Indústria Brasil, política pública que tem direcionado os financiamentos do banco a setores industriais estratégicos.

“A retomada do protagonismo da indústria é resultado especialmente da Nova Indústria Brasil, que significou um salto de qualidade no crédito oferecido pelo BNDES para o setor, com instrumentos essenciais para segmentos específicos como inovação e digitalização”, declarou Mercadante.

A mudança de cenário marca a consolidação de uma tendência que começou no ano anterior. Em 2024, o BNDES aprovou R$ 212,6 bilhões em crédito. Desse total, R$ 52,4 bilhões foram destinados à indústria, representando um crescimento de 132% em relação a 2022. No mesmo intervalo, a agropecuária também cresceu, mas em ritmo inferior: 92%, atingindo R$ 52,3 bilhões.

O desempenho de 2024 já havia sinalizado uma inflexão no perfil dos investimentos do banco. Foi a primeira vez, desde 2017, que o crédito aprovado para a indústria superou o destinado ao setor agropecuário. Agora, com os dados do primeiro semestre de 2025, essa guinada se confirma.

Apesar da inversão na liderança, o presidente do banco reforçou que o agronegócio continua com forte demanda por financiamento e poderá se beneficiar mais intensamente nos próximos meses. “As aprovações de crédito para o agronegócio seguem muito fortes e tendem a ganhar maior tração no segundo semestre, com o novo Plano Safra”, afirmou Mercadante.

O crescimento do crédito industrial está atrelado, segundo o BNDES, a projetos que envolvem modernização tecnológica, digitalização de processos produtivos e incentivo à inovação. As linhas de financiamento têm sido direcionadas de forma segmentada, priorizando áreas consideradas estratégicas pela Nova Indústria Brasil.

A política pública em questão tem como foco a reindustrialização do país por meio de investimentos em cadeias produtivas de alto valor agregado. Um dos pilares do programa é facilitar o acesso a crédito para empresas com foco em pesquisa, desenvolvimento e transformação digital. Isso, na avaliação do BNDES, tem impulsionado o crescimento nas aprovações de crédito voltadas ao setor.

Em contrapartida, o agronegócio, mesmo com leve retração relativa no primeiro semestre, mantém uma base sólida de financiamentos e deve ser impulsionado com mais intensidade ao longo do segundo semestre, com a execução das medidas previstas no novo Plano Safra.

O movimento atual representa um realinhamento estratégico nas prioridades de financiamento do banco. A inversão na ordem dos setores mais contemplados não significa redução no apoio ao campo, mas sim uma tentativa de reequilibrar o papel da indústria na economia nacional, especialmente diante dos objetivos de modernização tecnológica e competitividade internacional.

A última vez que a indústria havia superado o agronegócio em volume de crédito aprovado pelo BNDES foi em 2017. Desde então, o setor agropecuário vinha liderando com folga, impulsionado por safras recordes, aumento das exportações e demanda por mecanização e insumos.

A reversão verificada em 2025 deve abrir espaço para novas disputas por protagonismo entre os setores nos próximos ciclos de financiamento. Com o foco do governo federal na neoindustrialização e a manutenção dos incentivos à produção agropecuária, o BNDES seguirá desempenhando um papel central no direcionamento de investimentos estruturantes.

No balanço do primeiro semestre, o desempenho da indústria marca um ponto de inflexão na estratégia de financiamento público federal. O desfecho do ano dependerá do ritmo de execução do Plano Safra e da continuidade dos programas voltados à modernização industrial.

O banco não divulgou ainda os valores totais de crédito aprovados nos primeiros seis meses de 2025, mas indicou que o volume geral acompanha o ritmo de crescimento observado no ano anterior. A disputa entre indústria e agronegócio por fatias maiores do crédito do BNDES promete se intensificar nos próximos meses.

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BNDES já aprovou R$ 220 bilhões para Nova Indústria Brasil e atinge 73% da meta https://www.ocafezinho.com/2025/07/08/bndes-ja-aprovou-r-220-bilhoes-para-nova-industria-brasil-e-atinge-73-da-meta/ https://www.ocafezinho.com/2025/07/08/bndes-ja-aprovou-r-220-bilhoes-para-nova-industria-brasil-e-atinge-73-da-meta/#respond Tue, 08 Jul 2025 13:24:39 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=212305 Financiamentos concentram-se em inovação, exportações e digitalização; governo mira transformação do setor industrial

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já aprovou R$ 220 bilhões em financiamentos no âmbito do programa Nova Indústria Brasil até junho de 2025. O valor representa 73,3% da meta total de R$ 300 bilhões estabelecida pelo governo federal para ser executada até o final de 2026. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

De acordo com a reportagem, o montante acumulado até o primeiro semestre está dentro do cronograma previsto pela política industrial lançada pela atual gestão. A proposta estabelece o BNDES como principal fonte de crédito para impulsionar projetos estratégicos de reindustrialização. A maior parte dos financiamentos foi aprovada por meio do Plano Mais Produção, mecanismo do programa que contempla cinco eixos principais: inovação, digitalização, exportações, economia verde e produtividade.

Ao anunciar o programa, o governo federal definiu que o banco público voltaria a desempenhar papel central na concessão de crédito voltado à transformação do setor industrial. A estrutura da Nova Indústria Brasil foi desenhada para estimular projetos que ampliem a inserção do país em cadeias globais de valor, com foco em tecnologias emergentes e sustentabilidade ambiental.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que os financiamentos estão alinhados aos desafios contemporâneos enfrentados pelo setor produtivo. “O Brasil precisa de uma indústria forte, que seja verde, tecnológica e preparada para os desafios do presente, como a inteligência artificial e as mudanças climáticas”, declarou.

O programa Nova Indústria Brasil foi lançado como uma das principais iniciativas da atual gestão para alterar a trajetória da economia nacional, marcada por uma participação decrescente da indústria no Produto Interno Bruto (PIB). Dados recentes indicam que a indústria responde por aproximadamente 11% da composição do PIB brasileiro.

A retomada do BNDES como agente protagonista de financiamento industrial marca uma mudança em relação à estratégia adotada nos últimos anos. Entre 2016 e 2022, a atuação do banco esteve mais concentrada em financiamentos de infraestrutura e menor presença em projetos industriais. Com o novo programa, a instituição foi reposicionada para atuar de forma ativa no fomento a setores considerados estratégicos.

A lógica da nova política industrial se baseia na seleção de áreas com potencial de crescimento e alto impacto tecnológico. Entre os setores priorizados estão biotecnologia, semicondutores, inteligência artificial, energias renováveis e equipamentos médicos. Os critérios para concessão de financiamento incluem viabilidade técnica, capacidade de inovação, geração de empregos e aderência a metas de sustentabilidade.

Segundo técnicos do BNDES, os R$ 220 bilhões já aprovados se referem tanto a operações concluídas quanto a projetos em fase final de análise. A expectativa do banco é atingir a meta de R$ 300 bilhões até o último trimestre de 2026, acompanhando o avanço de novos projetos que estão sendo protocolados por empresas e consórcios industriais em diferentes regiões do país.

O Plano Mais Produção, principal instrumento operacional do programa, foi estruturado para atender empresas de todos os portes, com linhas de crédito específicas para pequenas, médias e grandes indústrias. A política de financiamento prevê condições diferenciadas conforme o grau de inovação e o impacto socioambiental do projeto apresentado.

Além do financiamento direto, o programa também prevê a articulação com outras instituições públicas e privadas, como Finep, Embrapii, Senai e universidades, com o objetivo de criar ecossistemas de inovação em polos industriais regionais.

Com a meta de ampliar a competitividade da indústria nacional, o Nova Indústria Brasil busca corrigir defasagens tecnológicas acumuladas nas últimas décadas. Entre os objetivos estratégicos estão o aumento da produtividade, a substituição de importações em setores-chave, a redução de emissões de carbono e a integração com mercados internacionais por meio de produtos de maior valor agregado.

O desempenho do BNDES até junho reforça o papel da instituição como motor do crédito voltado à reindustrialização. O banco também está em fase de análise de novos modelos de financiamento que combinem capital público com recursos privados, com foco em reduzir o risco de investimento em tecnologias emergentes.

Com a execução de 73,3% da meta antes da metade do período previsto, o programa sinaliza avanço no ritmo de liberação de recursos e adesão de empresas às diretrizes propostas. O governo avalia que o impacto das operações poderá ser observado ao longo dos próximos anos na composição do PIB, na balança comercial e na geração de emprego qualificado.

A expectativa é que a Nova Indústria Brasil se consolide como base para a reconstrução de uma política industrial contínua, com instrumentos permanentes de financiamento e monitoramento de resultados. O modelo inclui metas de desempenho, exigência de contrapartidas e acompanhamento técnico dos projetos executados com apoio do BNDES.

Com a meta total estimada em R$ 300 bilhões até 2026, o programa segue como uma das principais iniciativas do governo para reverter a perda de relevância do setor industrial na economia brasileira.

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BNDES lança projeto para transformar o Rio em polo de Data Centers e IA na América Latina https://www.ocafezinho.com/2025/07/02/bndes-lanca-projeto-para-transformar-o-rio-em-polo-de-data-centers-e-ia-na-america-latina/ https://www.ocafezinho.com/2025/07/02/bndes-lanca-projeto-para-transformar-o-rio-em-polo-de-data-centers-e-ia-na-america-latina/#respond Wed, 02 Jul 2025 22:16:43 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=211877 O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) firmou nesta terça-feira, 1, um protocolo de intenções com a Prefeitura do Rio de Janeiro para viabilizar o projeto Rio AI City. A iniciativa busca transformar a capital fluminense em um centro estratégico de data centers e inteligência artificial na América Latina.

O acordo de cooperação também envolve o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a Eletrobras e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). A assinatura ocorreu na sede do BNDES, durante a abertura do evento “Governança e Estratégias Públicas em Inteligência Artificial”.

Fundo para impulsionar setor de tecnologia

O diretor de Planejamento e Relações Institucionais do BNDES, Nelson Barbosa, afirmou que o banco pretende estruturar um fundo específico para apoiar projetos voltados a data centers e inteligência artificial. O aporte inicial está estimado entre R$ 500 milhões e R$ 1 bilhão, podendo atingir entre R$ 2,5 bilhões e R$ 5 bilhões com a entrada de recursos privados.

De acordo com Barbosa, o foco será o incentivo a todos os elos da cadeia produtiva do setor, com atenção especial às pequenas e médias empresas. O fundo integra a estratégia de retomada de investimentos diretos do BNDES em companhias, anunciada na semana anterior pelo presidente da instituição, Aloizio Mercadante.

Segundo Mercadante, a política prevê R$ 10 bilhões em investimentos no biênio 2025-2026, sendo R$ 5 bilhões por meio de participações diretas e R$ 5 bilhões via fundos de investimento em participações (FIPs).

Apoio a infraestrutura e capital humano

Barbosa ressaltou que, desde 2023, o banco já destinou R$ 1,7 bilhão ao setor de tecnologia da informação. O montante inclui R$ 1 bilhão em operações com foco em hardware, como equipamentos de TI e data centers, além de R$ 63 milhões aplicados diretamente em duas empresas do setor. Outros R$ 700 milhões foram investidos em sete FIPs, com potencial de alavancar até R$ 2,3 bilhões de capital privado.

O diretor destacou a necessidade de reforçar a infraestrutura física e digital. “Precisamos fazer mais aportes em infraestrutura, ampliar a oferta de energia, melhorar a conectividade e investir em capital humano para desenvolver o setor”, afirmou.

Estrutura do projeto Rio AI City

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, disse que o município reúne condições favoráveis para atrair o novo polo de tecnologia. Entre os fatores citados estão o ambiente regulatório, a disponibilidade de energia limpa, a malha de fibra óptica e a qualificação da mão de obra local. A área escolhida para sediar o projeto fica na Barra da Tijuca.

A expectativa é que o hub alcance capacidade de 3 gigawatts até 2032, com investimentos totais estimados em US$ 65 bilhões.

Plano Brasileiro de Inteligência Artificial

A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, afirmou que a criação do Rio AI City está alinhada ao Plano Brasileiro de Inteligência Artificial. O programa, segundo ela, prevê investimentos de R$ 23 bilhões até 2028 e já tem 31% de suas metas em execução ou concluídas.

“Estamos comprometidos em colocar a inteligência artificial a serviço de um projeto de crescimento com justiça social e equidade”, declarou. Santos também apontou a importância da soberania nacional no desenvolvimento de IA. “Dominar a IA é uma questão de soberania nacional crucial diante das mudanças na geopolítica do mundo”, disse.

Inclusão e governança digital

A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, afirmou que a transformação digital pode ser um vetor de redução de desigualdades e de crescimento econômico. Segundo ela, a digitalização deve estar conectada a valores como ética, sobriedade e centralidade nas pessoas.

Dweck também apresentou uma proposta para integrar dados de diferentes esferas do governo federal em uma única base. “Temos que trabalhar com a lógica de que a inteligência artificial no Brasil seja inclusiva, sóbria, ética e centrada nas pessoas”, afirmou.

Regulação e soberania de dados

Durante o painel sobre governança e economia de dados, especialistas defenderam a regulação como instrumento essencial para garantir o desenvolvimento soberano do setor.

O professor Ronaldo Mota, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), alertou para o risco de decisões sobre o uso de IA serem tomadas sem controle local. “Ou somos peças ativas na formulação dessas políticas ou ficaremos submetidos ao que é decidido fora do nosso controle”, afirmou.

Luca Belli, da Fundação Getúlio Vargas, acrescentou que a regulação pode fomentar a inovação quando bem estruturada. “É importante lembrar que a publicação das regras é apenas o início da jornada regulatória. É necessário acompanhar a implementação de perto”, disse.

João Vasconcellos, do Banco Mundial, destacou que os governos enfrentam o desafio de integrar as pautas de inteligência artificial e sustentabilidade. “São duas grandes transições que os governos estão tentando abraçar, mas é preciso que essas agendas estejam entrecruzadas”, comentou.

Continuidade da programação

O evento “Governança e Estratégias Públicas em Inteligência Artificial” segue nesta quarta-feira (2), com debates sobre infraestrutura para data centers e políticas públicas voltadas à implementação ética e eficiente da inteligência artificial.

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BNDES libera crédito milionário para projetos de biometano e captura de CO₂ em RJ e PE https://www.ocafezinho.com/2025/05/28/bndes-libera-credito-milionario-para-projetos-de-biometano-e-captura-de-co%e2%82%82-em-rj-e-pe/ https://www.ocafezinho.com/2025/05/28/bndes-libera-credito-milionario-para-projetos-de-biometano-e-captura-de-co%e2%82%82-em-rj-e-pe/#respond Wed, 28 May 2025 16:20:47 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=209631 O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 131,1 milhões em financiamentos para dois empreendimentos da empresa Gás Verde voltados à transição energética e à mitigação de emissões de gases de efeito estufa.

Os recursos serão aplicados na construção da primeira unidade de purificação e liquefação de dióxido de carbono (CO₂) de origem biogênica no país, em Seropédica (RJ), e na instalação de uma planta de produção de biometano a partir de resíduos orgânicos, em Igarassu (PE).

As iniciativas foram divulgadas nesta quarta-feira (28) pelo BNDES e contam com apoio do Fundo Clima, vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e gerido pelo próprio banco.

Do total aprovado, R$ 89,3 milhões são oriundos do fundo. A unidade de Seropédica receberá R$ 17,1 milhões, enquanto o empreendimento em Igarassu será financiado com R$ 72,2 milhões.

A planta do Rio de Janeiro, prevista para iniciar operações em julho, terá capacidade para processar até 100 toneladas diárias de CO₂, subproduto gerado durante a produção de biometano no aterro sanitário operado pela Ciclus Ambiental.

Atualmente, o volume de biometano extraído do biogás no local é de aproximadamente 130 mil metros cúbicos normais por dia (Nm³/dia). O dióxido de carbono, que representa cerca de 39% do biogás coletado, será purificado até alcançar grau de pureza comercial e poderá ser utilizado em indústrias alimentícias e outras aplicações.

O projeto pernambucano prevê a implantação de uma usina no Ecoparque Pernambuco, com capacidade de gerar 45,6 mil Nm³/dia de biometano. O biogás será integralmente convertido em combustível renovável, com potencial de utilização em setores industriais e logísticos.

Estima-se a captação de 4 mil Nm³ de biogás por hora. Durante as obras, serão contratados cerca de 60 trabalhadores, e outras 15 vagas serão mantidas na fase operacional da planta.

Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, os dois empreendimentos estão em consonância com as metas ambientais estabelecidas pelo governo federal.

“Enquanto um deles aproveita economicamente o gás carbônico, capturando o subproduto que seria emitido como rejeitado, o outro garante a produção de gás renovável, evitando emissões de metano, que tem potencial de aquecimento 25 vezes maior que o do CO₂”, afirmou.

O investimento total nos dois projetos soma R$ 141,5 milhões, sendo R$ 51,3 milhões destinados à unidade fluminense e R$ 90,2 milhões ao empreendimento em Pernambuco. Os recursos complementares ao financiamento do BNDES serão aportados pela própria Gás Verde.

O CEO da Gás Verde, Marcel Jorand, destacou que os recursos aprovados representam um impulso importante para a expansão do biometano no país.

“Num momento de emergência climática global, é fundamental contar com o apoio financeiro do BNDES, sendo um reconhecimento à contribuição do biometano para a transição energética brasileira”, declarou.

Jorand afirmou ainda que os investimentos fortalecem a atuação da empresa junto a clientes do setor industrial que buscam reduzir emissões em suas cadeias produtivas.

Atualmente, a Gás Verde opera 12 plantas em seis estados brasileiros e lidera a produção de biometano na América Latina, com uma média diária de 160 mil metros cúbicos. A empresa projeta alcançar 650 mil m³/dia até 2028, por meio da conversão de suas usinas de geração térmica em unidades dedicadas ao processamento de biometano.

Entre os clientes atendidos pela empresa estão empresas como Ambev, Nestlé, Saint-Gobain e L’Oréal. A Gás Verde também desenvolveu o BIORec, o primeiro certificado de origem de biometano gerado a partir de resíduos sólidos urbanos no Brasil, iniciativa voltada à rastreabilidade e à credibilidade das emissões evitadas.

O Fundo Clima, que financia parte dos empreendimentos, foi criado como instrumento da Política Nacional sobre Mudança do Clima e é administrado pelo BNDES.

Seu objetivo é apoiar projetos que contribuam para a redução das emissões de gases de efeito estufa e para a adaptação da sociedade aos impactos das mudanças climáticas. A linha de financiamento apoia ações que envolvam inovação tecnológica e sustentabilidade ambiental.

Os dois projetos da Gás Verde se inserem nesse contexto ao promover o uso de resíduos como fonte energética alternativa, ao mesmo tempo em que reduzem a emissão de gases intensivos em efeito estufa, como metano e dióxido de carbono. As plantas também representam oportunidades de desenvolvimento econômico local, com geração de emprego e renda nas regiões onde serão implantadas.

As operações aprovadas reforçam a diretriz do BNDES de fomentar investimentos sustentáveis em infraestrutura e energia, contribuindo para o cumprimento das metas de descarbonização do país e para a consolidação do biometano como fonte complementar na matriz energética nacional.

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https://www.ocafezinho.com/2025/05/28/bndes-libera-credito-milionario-para-projetos-de-biometano-e-captura-de-co%e2%82%82-em-rj-e-pe/feed/ 0
A nova aposta do BNDES na reindustrialização nacional https://www.ocafezinho.com/2025/05/26/a-nova-aposta-do-bndes-na-reindustrializacao-nacional/ https://www.ocafezinho.com/2025/05/26/a-nova-aposta-do-bndes-na-reindustrializacao-nacional/#respond Mon, 26 May 2025 23:47:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=209501 O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, anunciou nesta segunda-feira (26) a ampliação da meta de crédito voltada ao setor industrial.

A previsão inicial de R$ 259 bilhões até 2026 foi elevada para R$ 300 bilhões, representando um aumento de R$ 41 bilhões. A declaração ocorreu durante o fórum Nova Indústria Brasil, realizado no Dia da Indústria, com organização do BNDES, do site Brasil 247 e da Agenda do Poder.

O evento reuniu representantes dos setores político, empresarial e acadêmico com o objetivo de discutir estratégias de reindustrialização no país. Ao discursar, Mercadante destacou o papel do Estado no enfrentamento de crises e defendeu a reconstrução de políticas industriais diante de transformações econômicas globais.

Segundo o presidente do BNDES, o cenário internacional atual é caracterizado por instabilidade geopolítica, mudanças nos fluxos econômicos e enfraquecimento de instituições multilaterais.

Para ele, o modelo ocidental de governança liberal passa por um processo de questionamento, o que exige uma nova forma de interação entre os setores público e privado.

“Ou construímos uma relação mais criativa, mais engenhosa, mais inovadora entre Estado e mercado ou dificilmente os países em desenvolvimento poderão reconstruir suas indústrias e superar o hiato tecnológico que nós temos”, afirmou.

Mercadante apresentou dados que, segundo ele, indicam uma mudança na composição do Produto Interno Bruto (PIB) mundial. De acordo com sua exposição, os Estados Unidos viram sua participação cair de 20,5% para 15%, enquanto a União Europeia passou de 21,7% para 14,7%. No mesmo período, a China aumentou de 6,6% para 18,7%, e a Ásia, como um todo, de 15,6% para 33,4%.

A América Latina, conforme apontado pelo dirigente do BNDES, reduziu sua participação no PIB global de 9,4% para 7,3%. Mercadante relacionou essa perda de relevância ao processo de desindustrialização que, segundo ele, compromete o desenvolvimento produtivo da região. Para reverter esse quadro, defendeu políticas de fortalecimento da indústria e reorientação dos investimentos públicos.

A crise climática também foi abordada no discurso. Mercadante criticou a fragilidade dos compromissos internacionais relacionados ao meio ambiente e apontou a retração de práticas negacionistas como uma mudança importante, especialmente após os efeitos observados durante a pandemia da Covid-19.

“Os Estados Unidos estão rompendo o Acordo de Paris, estamos assistindo ao descompromisso de muitos países com as metas [climáticas]. Quando a gente olha que a UE vai aumentar em 5% os gastos militares em relação ao PIB, sabemos que os recursos para enfrentar a crise climática serão ainda mais escassos”, declarou.

O presidente do BNDES também mencionou ações emergenciais adotadas em resposta a eventos climáticos no Brasil. Referindo-se ao estado do Rio Grande do Sul, afirmou: “Só no Rio Grande do Sul foram R$ 39 bilhões que tivemos que acionar. O PIB do estado se recuperou, cresceu 4,9%, acima do crescimento nacional, por causa do presidente Lula, por causa do compromisso dele, porque ele mobilizou o Estado”.

Ao tratar da reorganização geoeconômica global, Mercadante afirmou que a tendência de desacoplamento entre as economias dos Estados Unidos e da China deve impactar o Brasil de forma distinta em diferentes setores.

Para o agronegócio, avaliou que a nova configuração pode trazer oportunidades, mas apontou que a indústria brasileira enfrentará um cenário mais complexo.

“Para a indústria, o cenário é muito mais desafiador e vai exigir mais talento na defesa comercial, mais parceria do Estado com a indústria, mais recursos para a gente poder continuar esse processo de neoindustrialização do Brasil que deflagramos a partir da vitória do presidente Lula [em 2022]”, declarou.

No balanço apresentado sobre as operações de crédito, Mercadante destacou um crescimento de 132% nas concessões para a indústria entre 2022 e 2024. Reforçou que o BNDES pretende manter uma política de transparência e defendeu ajustes nas condições macroeconômicas para ampliar o crédito produtivo.

Entre os pontos de crítica, mencionou a taxa básica de juros, classificando a atual Selic como incompatível com os objetivos de estímulo à produção. “Estamos enfrentando essa taxa Selic, que é um ponto fora da curva sob qualquer perspectiva que a gente analise. É uma coisa que temos que começar uma transição”, disse.

Ainda sobre política fiscal, fez referência ao Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), argumentando que, ao contrário da Selic, o tributo tem função arrecadatória e pode contribuir para o equilíbrio da dívida pública. Segundo ele, o recente debate em torno do IOF deve considerar seu impacto sobre a relação dívida/PIB, e não apenas sua interferência sobre o custo de crédito.

O fórum Nova Indústria Brasil se insere no contexto da nova política industrial apresentada pelo governo federal, que tem como meta retomar o papel do setor como vetor de desenvolvimento. A elevação da meta de crédito do BNDES para R$ 300 bilhões até 2026 é uma das iniciativas anunciadas como parte desse esforço.

O banco pretende ampliar as linhas de financiamento a projetos ligados à inovação, sustentabilidade, digitalização e infraestrutura industrial. As condições de crédito e critérios de elegibilidade ainda serão detalhados pela instituição nas próximas semanas.

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BNDES: pacote de R$ 300 bi coloca indústria brasileira no modo competitividade global https://www.ocafezinho.com/2025/05/26/bndes-pacote-de-r-300-bi-coloca-industria-brasileira-no-modo-competitividade-global/ https://www.ocafezinho.com/2025/05/26/bndes-pacote-de-r-300-bi-coloca-industria-brasileira-no-modo-competitividade-global/#respond Mon, 26 May 2025 20:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=209482 Meta inicial era de R$ 259 bilhões para a indústria nacional; Banco já investiu R$ 205 bilhões, 80% do total previsto até o final de 2026

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, anunciou nesta segunda-feira, 26 de maio, que a instituição ampliará para R$ 300 bilhões os recursos para a Nova Indústria Brasil (NIB), até o final de 2026.

O anúncio aconteceu durante evento na sede do Banco, no Rio de Janeiro (RJ), com as presenças do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, dos ministros Fernanda Haddad, da Fazenda, e Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, e da presidenta da Petrobras, Magda Chambriard.

Em fala sobre os avanços econômicos recentes, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou que o crescimento de 3,4% da economia brasileira em 2024 foi resultado de um conjunto de medidas articuladas pelo governo Lula, além do esforço macroeconômico liderado pelo ministro Fernando Haddad. Segundo ele, a indústria nacional — que vinha em queda contínua — teve um avanço expressivo de 3,1% no período.

“O Brasil saltou da 40ª para a 25ª posição no ranking mundial da indústria, segundo o indicador do IEG. Isso é um marco. E o BNDES teve um papel crucial nesse processo”, afirmou Mercadante. Ele destacou que, entre 2022 e 2024, o Banco mais do que dobrou o volume de crédito concedido ao setor industrial. “Aumentamos em 132% o crédito para a indústria brasileira, um salto fundamental para impulsionar a retomada da produção nacional.”

Desde janeiro de 2023, o Banco já investiu R$ 205 bilhões nas quatro missões da política industrial do governo federal. O montante representa 80% do valor inicialmente previsto, de R$ 259 bilhões.

Os recursos foram destinados às seis missões da política: R$ 56,2 bilhões para a agropecuária, R$ 7,1 bilhões para a saúde, R$ 5,8 bilhões para a infraestrutura, R$ 49,6 bilhões para a digital, R$ 17,6 bilhões para a descarbonização e R$ 23,9 para a defesa.

Publicado originalmente pela Agência BNDES de Notícias em 26/05/2025

 

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BNDES já utilizou 44% do limite anual de emissões de Letras de Crédito do Desenvolvimento https://www.ocafezinho.com/2025/05/14/bndes-ja-utilizou-44-do-limite-anual-de-emissoes-de-letras-de-credito-do-desenvolvimento/ https://www.ocafezinho.com/2025/05/14/bndes-ja-utilizou-44-do-limite-anual-de-emissoes-de-letras-de-credito-do-desenvolvimento/#respond Wed, 14 May 2025 13:14:52 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=208671 O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) atingiu R$ 4,4 bilhões em emissões de Letras de Crédito do Desenvolvimento (LCDs) no primeiro trimestre de 2025, o equivalente a 44% do limite total autorizado para o ano. Os dados foram divulgados pela coluna Painel S.A., do jornal Folha de S. Paulo.

O instrumento financeiro foi instituído por meio de legislação sancionada no final de julho de 2024, permitindo a emissão exclusiva por bancos de desenvolvimento. Desde o início da operação, o BNDES já emitiu R$ 9,8 bilhões em LCDs, com uma média mensal de R$ 1,96 bilhão.

As Letras de Crédito do Desenvolvimento são papéis com prazo de vencimento de até cinco anos e remuneração abaixo da taxa DI, usada como referência em operações interbancárias. A emissão integra a estratégia do banco de ampliar e diversificar suas fontes de financiamento, além de buscar melhores condições para fomentar projetos de longo prazo.

Segundo o BNDES, as LCDs funcionam de forma semelhante a instrumentos tradicionais de captação, como as debêntures, porém com foco direcionado ao desenvolvimento e infraestrutura. Por serem exclusivas de bancos públicos de fomento, as emissões também têm a função de mobilizar recursos para áreas consideradas prioritárias na política econômica.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que o desempenho do instrumento financeiro demonstra o interesse de investidores em iniciativas voltadas ao desenvolvimento nacional. “Essa nova emissão da LDC comprova que o investimento em desenvolvimento e fomento à indústria são atrativos no país”, disse.

Mercadante também destacou o papel das LCDs na política de financiamento de longo prazo conduzida pela instituição. “Com o LCD, estamos diversificando o financiamento [fonte de recursos] do banco e garantindo que o financiamento de longo prazo tenha taxas mais atrativas”, completou.

A legislação que criou as Letras de Crédito do Desenvolvimento foi aprovada no Congresso Nacional em meio a um conjunto de medidas voltadas à modernização do sistema de crédito público.

A proposta teve apoio do governo federal, que busca fortalecer a atuação dos bancos de fomento na indução de investimentos em infraestrutura, transição energética, inovação e industrialização.

As LCDs fazem parte de uma série de iniciativas recentes do BNDES para reformular sua política de captação. Nos últimos anos, a instituição tem reduzido sua dependência de recursos do Tesouro Nacional e buscado alternativas de mercado.

A expectativa é que o instrumento contribua para ampliar a previsibilidade das operações de crédito de longo prazo e permitir maior autonomia financeira ao banco.

O modelo das LCDs tem semelhança com outras práticas já adotadas internacionalmente por bancos de desenvolvimento, como o KfW, da Alemanha, e o BPI, da França. A experiência internacional foi considerada na elaboração do marco normativo que regula o novo instrumento no Brasil.

Segundo o BNDES, a aceitação das LCDs no mercado demonstra um ambiente favorável à captação de recursos voltados ao desenvolvimento. O banco considera que a demanda pelos papéis indica confiança na capacidade de retorno dos projetos financiados e nas garantias institucionais oferecidas.

Além da remuneração inferior à DI, os papéis apresentam outras características atrativas, como isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas, o que amplia a base potencial de investidores. A liquidez e a estrutura de riscos foram também pensadas para compatibilizar os interesses dos investidores com os objetivos de longo prazo das operações do banco.

O volume emitido no primeiro trimestre representa quase metade do limite anual estabelecido, sugerindo um ritmo acelerado de utilização do instrumento.

A continuidade das emissões dependerá da resposta do mercado e da agenda de financiamento em curso, que inclui projetos nos setores de infraestrutura logística, energia, saneamento, mobilidade urbana e industrialização.

O BNDES avalia que o novo mecanismo contribui para reduzir custos de financiamento e ampliar o acesso a crédito de longo prazo por empresas de diferentes portes.

A diversificação da base de investidores é apontada como um dos objetivos centrais da estratégia, com foco em atrair não apenas grandes instituições, mas também fundos e pessoas físicas interessadas em aplicações com impacto econômico.

A agenda do banco para 2025 inclui ainda iniciativas voltadas à sustentabilidade, inclusão produtiva, digitalização e fortalecimento das cadeias produtivas regionais. O uso das LCDs será integrado a esse conjunto de prioridades, segundo a diretoria da instituição.

As metas de emissão para o restante do ano ainda não foram divulgadas. No entanto, a expectativa é que a ferramenta continue a ser utilizada de forma relevante até o limite autorizado, respeitando as condições de mercado e a programação financeira do banco.

Desde a adoção do novo instrumento, o BNDES tem realizado ações para promover o conhecimento sobre as LCDs junto ao mercado financeiro, incluindo apresentações institucionais e relatórios periódicos de desempenho. A instituição afirma que continuará acompanhando a evolução da demanda e ajustando sua política de emissão conforme necessário.

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BNDES libera R$ 650 milhões em doações para restauração ecológica em todo o país https://www.ocafezinho.com/2025/05/07/bndes-libera-r-650-milhoes-em-doacoes-para-restauracao-ecologica-em-todo-o-pais/ https://www.ocafezinho.com/2025/05/07/bndes-libera-r-650-milhoes-em-doacoes-para-restauracao-ecologica-em-todo-o-pais/#respond Wed, 07 May 2025 13:34:47 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=208068 O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) destinou R$ 650 milhões em recursos não reembolsáveis, nos últimos dois anos, a projetos de recuperação ambiental em diversas regiões do Brasil. Os investimentos, sob a forma de doações, priorizam biomas como a Amazônia, o Cerrado e a Mata Atlântica.

A alocação dos recursos ocorre por meio de três programas estruturados: Floresta Viva, Florestas do Bem-Estar e Restaura Amazônia. As iniciativas envolvem parcerias com o Ministério do Meio Ambiente e o Fundo Amazônia, além da utilização de recursos do Fundo Socioambiental do próprio BNDES.

O programa Floresta Viva responde por R$ 231 milhões do total. Foram lançados oito editais com o objetivo de restaurar aproximadamente 15 mil hectares de áreas degradadas. As ações contemplam diferentes ecossistemas, com abrangência do Cerrado até a Mata Atlântica.

Já o programa Florestas do Bem-Estar, implementado em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, disponibilizou R$ 23 milhões em edital para selecionar até dez projetos voltados à restauração de 1,5 mil hectares na região da Amazônia Legal. As ações devem utilizar exclusivamente espécies nativas.

O Restaura Amazônia, voltado à recuperação de áreas florestais e conservação da biodiversidade, especialmente em terras indígenas, concentrou a maior parte dos recursos. Desde dezembro, foram abertos nove editais, somando R$ 400 milhões.

As ações integram os esforços do banco de fomento para apoiar políticas públicas de enfrentamento à crise climática e de preservação ambiental. Em entrevista à imprensa, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, comentou a urgência da agenda climática.

“A temperatura do planeta aumentou 1,5º nos últimos 20 meses, que era a meta para 2030. Nesse cenário, plantar árvores e restaurar o meio ambiente é um dos caminhos para enfrentarmos essa crise climática”, afirmou.

Segundo dados veiculados pela coluna Capital, do jornal O Globo, os investimentos não reembolsáveis têm se concentrado em áreas com alto grau de vulnerabilidade ambiental.

Além da recuperação direta de vegetação nativa, os projetos incluem componentes de monitoramento, capacitação de comunidades locais, fomento à economia de base florestal e proteção de áreas prioritárias para conservação.

O modelo adotado prevê a formação de parcerias entre o BNDES e instituições da sociedade civil, incluindo organizações não governamentais, fundações, cooperativas, associações e instituições de pesquisa.

O banco atua como financiador por meio do aporte de recursos e, em alguns casos, também realiza a gestão dos editais em parceria com os órgãos governamentais envolvidos.

Os recursos do programa Floresta Viva são oriundos principalmente do Fundo Socioambiental do BNDES, criado para apoiar iniciativas que promovam o desenvolvimento sustentável em áreas de baixa renda. Já o Florestas do Bem-Estar é viabilizado com recursos do Fundo Amazônia, instrumento de financiamento voltado à preservação da floresta e ao desenvolvimento sustentável da região amazônica.

O Restaura Amazônia também conta com recursos do Fundo Amazônia e tem como foco projetos de maior escala, com potencial de restauração em territórios indígenas, áreas de proteção permanente e zonas de transição agroflorestal. As propostas apresentadas nesses editais devem incluir metas ambientais claras, prazos definidos e mecanismos de auditoria e transparência.

A política de doações para restauração ecológica integra a estratégia do banco de ampliar sua atuação em projetos socioambientais, com vistas à adaptação climática e à transição para uma economia de baixo carbono. De acordo com informações institucionais, o BNDES vem revisando sua carteira de financiamentos e projetos para atender a compromissos climáticos assumidos pelo Brasil em acordos internacionais.

O banco também estabeleceu metas internas para ampliar o volume de investimentos sustentáveis até o final da década. Entre as prioridades estão ações em infraestrutura verde, reflorestamento, energias renováveis, saneamento básico e economia circular.

Nos próximos meses, novos editais devem ser lançados dentro das três frentes de atuação, com possibilidade de expansão para outras regiões e biomas, além da Amazônia, Mata Atlântica e Cerrado. As seleções de projetos seguirão os critérios técnicos já estabelecidos, incluindo avaliação de impacto ambiental, viabilidade operacional, capacidade de execução e articulação com comunidades locais.

A iniciativa do BNDES ocorre em um contexto de intensificação dos debates sobre financiamento climático no Brasil e no exterior. O avanço dos programas de restauração pode, segundo analistas do setor, contribuir para o cumprimento das metas nacionais de redução de emissões de gases de efeito estufa e para a preservação da biodiversidade em áreas críticas.

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Senado aprova crédito bilionário vis BNDES com foco no setor de saúde https://www.ocafezinho.com/2025/04/30/senado-aprova-credito-bilionario-vis-bndes-com-foco-no-setor-de-saude/ https://www.ocafezinho.com/2025/04/30/senado-aprova-credito-bilionario-vis-bndes-com-foco-no-setor-de-saude/#respond Wed, 30 Apr 2025 13:12:45 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=207793 O Senado Federal aprovou nesta terça-feira, 29, duas autorizações para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) contratar empréstimos externos com garantia da União.

As operações somam aproximadamente R$ 2,6 bilhões e envolvem recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica), com destino ao apoio a micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) e ao fortalecimento do setor de saúde.

Os senadores aprovaram as propostas em regime de urgência, após parecer favorável da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Os projetos foram relatados pela senadora Leila Barros (PDT-DF) e pelo senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO). A presidência da CAE é exercida pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL).

Os recursos incluem US$ 250 milhões provenientes do BID, o equivalente a cerca de R$ 1,4 bilhão, e ¥ 30 bilhões oriundos da Jica, cerca de R$ 1,2 bilhão. As propostas integram estratégias de recuperação econômica e de ampliação do acesso ao crédito para empresas afetadas pela pandemia de covid-19.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, agradeceu o apoio dos parlamentares e destacou a atuação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), na tramitação das medidas.

“O presidente Alcolumbre foi fundamental para viabilizar a tramitação célere das propostas e garantir a votação em regime de urgência. Sua liderança foi determinante para que o BNDES possa reforçar sua atuação junto às micro, pequenas e médias empresas”, afirmou.

Mercadante também mencionou os relatores e a presidência da CAE como atores decisivos no avanço das autorizações.

“Graças ao trabalho conjunto dos senadores Alcolumbre, Leila, Vanderlan e Renan, os empréstimos ampliam nossa capacidade de apoiar a produtividade e a competitividade das MPMEs, fortalecendo a manutenção e geração de empregos”, declarou.

A linha de crédito com o BID será destinada ao Programa BID-BNDES de Financiamento à Recuperação Sustentável e Produtiva das MPMEs.

O programa prioriza o acesso ao crédito por empresas de menor porte, com foco especial naquelas que continuam enfrentando dificuldades decorrentes da pandemia.

A iniciativa também prevê apoio a projetos localizados em áreas vulneráveis, liderados por mulheres ou com ações voltadas à sustentabilidade ambiental.

As operações individuais com recursos do programa poderão alcançar até US$ 500 mil por empresa ou o valor correspondente em moeda nacional. O prazo de pagamento varia entre 18 e 60 meses, conforme a capacidade financeira e as características de cada empreendimento, a serem avaliadas pelo banco repassador.

A operação com a Jica integra o Projeto de Apoio Emergencial em Resposta à Crise de Covid-19, com direcionamento dos recursos a setores que ainda enfrentam impactos econômicos significativos.

Até ¥ 12 bilhões (cerca de R$ 480 milhões) serão alocados para investimentos em saúde e assistência médica, enquanto os ¥ 18 bilhões restantes (R$ 720 milhões) poderão ser utilizados para financiamento a MPMEs de diferentes áreas.

Durante a votação, o senador Vanderlan Cardoso ressaltou a importância da parceria entre Brasil e Japão. “É um empréstimo que vem ajudar o nosso BNDES e as nossas empresas. Já temos um histórico positivo de parcerias com o Japão e, agora, esse crédito solidifica ainda mais esse laço de amizade e cooperação”, afirmou.

O financiamento da Jica oferece condições de pagamento consideradas favoráveis. A taxa de juros anual é de 0,01%, com prazo total de amortização de até 180 meses e carência de quatro anos para início dos pagamentos. A expectativa é que os recursos viabilizem estímulo à retomada econômica e contribuam para a preservação de postos de trabalho.

As autorizações aprovadas pelo Senado se somam a um conjunto de ações voltadas ao apoio financeiro de empresas de menor porte e à reestruturação de setores estratégicos. A proposta do governo é ampliar o papel do BNDES como agente de crédito em iniciativas de recuperação econômica e reequilíbrio das cadeias produtivas.

As medidas seguem agora para formalização junto às instituições financeiras internacionais e posterior implementação dos programas de crédito. O BNDES ficará responsável pela execução das operações e pela definição dos critérios de elegibilidade das empresas interessadas em acessar os recursos.

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BNDES, Finep e Butantan lançam edital para criação de fundo de investimento em Saúde https://www.ocafezinho.com/2025/04/07/bndes-finep-e-butantan-lancam-edital-para-criacao-de-fundo-de-investimento-em-saude/ Mon, 07 Apr 2025 13:06:46 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=206177 O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e a Fundação Butantan anunciaram nesta segunda-feira, 7, a publicação de um edital para a seleção de um gestor e a estruturação de um Fundo de Investimento em Participação (FIP) voltado para o setor da saúde.

O objetivo principal do Fundo Saúde é apoiar micro, pequenas e médias empresas, além de fomentar startups que possam contribuir para o fortalecimento e o desenvolvimento tecnológico do ecossistema de inovação no “complexo econômico-industrial da saúde no Brasil”.

O FIP terá um capital mínimo de R$ 200 milhões, sendo que o BNDES, por meio de sua subsidiária BNDESPar, irá aportar entre R$ 50 milhões e R$ 125 milhões no fundo.

A Fundação Butantan se compromete a investir, no mínimo, R$ 50 milhões, enquanto a Finep, utilizando recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), disponibilizará até R$ 60 milhões para o projeto.

De acordo com o BNDES, a iniciativa também deverá contar com a participação de outros investidores privados interessados no setor da saúde.

A estruturação do fundo visa não apenas o fomento à inovação e à pesquisa tecnológica, mas também o fortalecimento do setor, que é considerado estratégico para o desenvolvimento econômico do país.

Essa ação conjunta das três instituições busca criar um ambiente mais favorável para o crescimento de empresas que atuam nas áreas de saúde, incentivando a inovação e a geração de novos produtos e serviços.

O BNDES, a Finep e o Butantan ressaltam que o Fundo Saúde será um instrumento crucial para a criação de soluções sustentáveis e inovadoras no setor, contribuindo para a modernização e a competitividade da indústria brasileira de saúde no cenário global.

O edital de seleção do gestor e da estruturação do fundo será divulgado nas próximas semanas, e as instituições responsáveis pelo projeto destacam a importância de fortalecer a colaboração entre o setor público e privado para o desenvolvimento do ecossistema de saúde no Brasil.

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