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Imagem: Agência Brasil

Camilo Santana e a Hegemonia no Governo do Ceará


O ex-governador Camilo Santana (PT) é a maior liderança política cearense dos últimos meses. O colapso definitivo do modelo político-administrativo do ex-ministro Ciro Gomes (PDT) e do senador Tasso Jereissati (PSDB), aconteceu no pleito eleitoral estadual deste ano, com a candidatura para chefe do executivo do Governo Estadual do ex-prefeito fortalezense Roberto Cláudio (PDT), havia a certeza do domínio da política local pelo lulopetismo; a própria Consultoria LCFB refez essa observação nos últimos dez dias. A verdadeira força motriz é o camilismo, com as suas variantes. A frente oposicionista sob a liderança do deputado federal, Capitão Wagner (UB), não existe mais.

A Consultoria LCFB acreditava no processo de espelhamento político-administrativo do Governo Federal no Governo Estadual, como principal força política lá e cá: o lulopetismo. A principal força política cearense é o camilismo e atuará como modelo administrativo na área econômica do Governo Estadual, no primeiro ano do governador eleito Elmano de Freitas (PT).

Camilo Santana montou uma nova engenharia política-institucional do seu próprio grupo político, no Ceará, com a sua secretária da Fazenda, Fernanda Pacobahyba, para o controle da área financeira do próximo Governo Estadual e com a indicação de dois técnicos, para as seguintes secretarias: Secretaria do Planejamento (Sandra Machado) e Secretaria da Fazenda (Fabrício Gomes). 

O governador eleito petista, Elmano de Freitas, vai ter o controle da articulação política, com a parceria do atual presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, o deputado estadual Evandro Leitão (PDT), com isso ainda há certo espelhamento político-administrativo, com o Governo Federal.

A área de articulação política do futuro Governo Estadual é somente controlada pelo lulopetismo. O camilismo compreende a necessidade de compartilhamento de poder, com o lulopetismo cearense, para boa relação, com a direção nacional do Partido dos Trabalhadores. É muito sútil a percepção desta nova coabitação entre o camilismo e o lulopetismo, na administração estadual, no próximo ano.

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa é diretor – executivo da Consultoria LCFB