Copa do Mundo 2014 - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/copa-do-mundo-2014/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Wed, 01 Apr 2026 13:11:28 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://controle.ocafezinho.com/wp-content/uploads/2015/10/cropped-Logo_Cafezinho_tmb-32x32.png Copa do Mundo 2014 - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/copa-do-mundo-2014/ 32 32 Falha técnica derruba avião militar russo na Crimeia e deixa 29 mortos https://www.ocafezinho.com/2026/04/01/falha-tecnica-derruba-aviao-militar-russo-na-crimeia-e-deixa-29-mortos/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/01/falha-tecnica-derruba-aviao-militar-russo-na-crimeia-e-deixa-29-mortos/#respond Wed, 01 Apr 2026 13:11:28 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/01/falha-tecnica-derruba-aviao-militar-russo-na-crimeia-e-deixa-29-mortos/ Os destroços metálicos espalhados pelo solo rochoso da península da Crimeia marcam o fim abrupto de uma operação logística de rotina das Forças Armadas da Rússia. O silêncio repentino nos monitores de radar transformou-se em uma tragédia consumada com a perda total de uma aeronave de transporte militar e a morte imediata de todos os seus ocupantes. O desastre, que expõe os limites operacionais e a necessidade de manutenção rigorosa na aviação de transporte pesado, teve seus detalhes iniciais confirmados na quarta-feira, 1 de abril de 2026.

A agência estatal russa de notícias TASS foi a primeira a reportar a magnitude do evento ao mundo, citando dados diretos do Ministério da Defesa da Rússia. O acidente envolveu um avião de transporte tático modelo Antonov-26. A queda da aeronave resultou na morte confirmada de 29 pessoas que estavam a bordo durante a execução de um plano de voo previamente estabelecido na região.

A perda de contato com a tripulação ocorreu de forma súbita no final da tarde de terça-feira. Segundo os registros oficiais divulgados pelo governo russo, os controladores de tráfego aéreo perderam a comunicação com o cargueiro Antonov-26 exatamente por volta das 18h, no horário de Moscou. O avião militar realizava uma rota programada e regular sobrevoando o espaço aéreo da península da Crimeia no momento em que desapareceu dos instrumentos de monitoramento.

As operações de busca e salvamento foram acionadas imediatamente após a constatação do desaparecimento da aeronave nos radares de controle. Equipes especializadas em resgate militar deslocaram-se para as coordenadas estimadas da última transmissão do transponder. A equipe localizou o ponto exato de impacto da fuselagem contra o solo horas após o início da varredura na região designada.

Os relatórios iniciais emitidos pelos esquadrões de resgate que chegaram ao local do acidente eliminaram qualquer possibilidade de sobrevivência. O Ministério da Defesa da Rússia confirmou oficialmente que os seis tripulantes responsáveis pela operação da máquina e os 23 passageiros alojados no compartimento de carga morreram no momento do impacto. O resgate de corpos e a preservação da área tornaram-se a prioridade das equipes no terreno.

A análise preliminar da fuselagem destruída trouxe um dado crucial para a compreensão da dinâmica do desastre. Os peritos militares e as equipes de salvamento não observaram nenhum sinal de impacto externo entre os destroços do Antonov-26. A ausência de marcas de perfuração por estilhaços, detonações externas ou danos característicos de armamento antiaéreo redirecionou o foco imediato das autoridades para o funcionamento interno da máquina.

A agência TASS relatou que a principal hipótese técnica baseada na ausência de danos externos é a ocorrência de uma falha mecânica ou eletrônica catastrófica. Um colapso estrutural, a perda simultânea de potência nos motores turboélice ou uma pane letal nos sistemas de controle de voo despontam como os fatores mais prováveis para a queda vertiginosa da aeronave. A exclusão preliminar de fogo inimigo altera substancialmente o protocolo de investigação.

O Comitê de Investigação da Rússia assumiu formalmente a liderança do inquérito sobre o desastre aéreo. A instituição, que concentra as atribuições legais para conduzir as apurações mais complexas do Estado russo, emitiu um pronunciamento público na quarta-feira para confirmar a abertura dos procedimentos formais. A declaração do comitê ocorreu de forma puramente técnica, sem divulgar detalhes sobre as identidades ou as patentes militares dos 29 ocupantes mortos.

O comunicado oficial do Comitê de Investigação detalhou a localização geográfica exata do impacto para fins de registro legal. O documento atesta que, em 31 de março de 2026, o avião Antonov-26 sofreu a queda durante o voo nas proximidades da localidade de Kuibishevo. A área rural pertence ao distrito administrativo de Bakhchisaray, situado no interior da península da Crimeia e caracterizado por sua topografia irregular.

A autoridade investigativa russa estabeleceu imediatamente o enquadramento jurídico do caso. O comitê anunciou a instauração de um inquérito criminal fundamentado na suspeita de violação das normas de voo e preparação para a navegação aérea. O foco recai sobre os protocolos de manutenção executados no solo antes da decolagem e sobre as decisões tomadas pela tripulação de seis militares nos instantes que antecederam a perda de controle.

O Antonov-26 é uma espinha dorsal histórica da logística militar russa e de dezenas de outras nações. Projetado originalmente com motores turboélice duplos para operar em pistas curtas e não pavimentadas, o cargueiro possui a capacidade de transportar tropas, equipamentos médicos e suprimentos vitais. A perda de uma unidade em pleno voo exige a revisão minuciosa dos registros de engenharia de toda a frota do mesmo modelo atualmente em operação.

A região da Crimeia desempenha um papel de extrema sensibilidade na infraestrutura militar do Estado russo. Anexada formalmente e transformada em um hub logístico de alta densidade, a península concentra bases navais, postos de radar e aeródromos estratégicos. A movimentação contínua de passageiros militares, como os 23 indivíduos vitimados neste voo, reflete a rotina intensa de transferência de pessoal especializado entre as guarnições da área.

A investigação criminal liderada pelo Comitê de Investigação da Rússia demandará a coleta e a decodificação das caixas-pretas do Antonov-26. O gravador de dados de voo e o gravador de voz da cabine são os únicos instrumentos capazes de confirmar as leituras de pressão hidráulica, temperatura dos motores e as últimas conversas dos pilotos antes do impacto em Kuibishevo. A reconstituição milissegundo a milissegundo definirá a causa exata.

O descarte de ações hostis contra o voo em Bakhchisaray isola o evento de desdobramentos diplomáticos ou retaliações armadas imediatas. A confirmação de uma pane técnica transfere a pressão do campo de batalha para os hangares de manutenção das Forças Armadas. A responsabilização recairá sobre as equipes de engenharia de voo caso os investigadores comprovem que regras de segurança e limites de desgaste de peças foram ignorados na base de origem.

A queda do cargueiro em solo crimeano evidencia o custo humano das operações logísticas pesadas de forma contundente. A aniquilação instantânea de 29 militares representa não apenas um revés tático, mas um impacto direto na estrutura de recursos humanos da Defesa. A reposição de seis tripulantes com treinamento específico para aviação de transporte exige anos de formação, investimento estatal pesado e acúmulo de horas de voo intransferíveis.

O impacto prático deste acidente a longo prazo incide diretamente sobre a confiabilidade das frotas de transporte envelhecidas. A identificação de uma falha técnica no Antonov-26 obrigará o comando militar a acelerar programas de substituição de aeronaves ou a paralisar parte de sua malha aérea logística para inspeções extraordinárias. O desastre obriga o Estado russo a alocar recursos financeiros imprevistos para garantir que a ponte aérea militar sobre a península da Crimeia e outras zonas estratégicas opere sem o risco de novos colapsos estruturais em pleno voo.

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Irã classifica big techs americanas como alvos militares e ameaça bombardear instalações no Golfo https://www.ocafezinho.com/2026/04/01/ira-classifica-big-techs-americanas-como-alvos-militares-e-ameaca-bombardear-instalacoes-no-golfo/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/01/ira-classifica-big-techs-americanas-como-alvos-militares-e-ameaca-bombardear-instalacoes-no-golfo/#respond Wed, 01 Apr 2026 11:11:58 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/01/ira-classifica-big-techs-americanas-como-alvos-militares-e-ameaca-bombardear-instalacoes-no-golfo/ A fusão estrutural entre o Vale do Silício e o Pentágono transformou servidores de dados e redes neurais em alvos táticos de guerra. Em uma escalada militar sem precedentes no Oriente Médio, a Guarda Revolucionária do Irã anunciou a intenção explícita de bombardear dezoito corporações de tecnologia ligadas aos Estados Unidos. A operação balística contra filiais operacionais das chamadas big techs na região está programada para ocorrer a partir das 20h em Teerã, o equivalente a 13h30 no horário de Brasília, nesta quarta-feira, 1 de abril de 2026.

Segundo despacho distribuído pela agência internacional Reuters, o alerta militar abrange prioritariamente instalações regionais da Apple Inc., da Alphabet Inc., controladora do Google, e da Microsoft. O escopo das possíveis retaliações estende-se a gigantes da fabricação de semicondutores e processamento de dados restritos, como NVIDIA e Palantir Technologies. A corporação militar iraniana passou a designar publicamente esses provedores civis de hardware e software como alvos belicosos perfeitamente legítimos.

A motivação material declarada pelo governo iraniano reside no fornecimento contínuo de tecnologia cibernética e infraestrutura bélica de altíssima precisão. O Estado do Oriente Médio acusa categoricamente essas companhias comerciais de viabilizarem, por meio de inteligência computacional, os ataques conjuntos executados por forças militares dos Estados Unidos e de Israel. Esta campanha militar de alta tecnologia resultou na morte do Líder Supremo Ali Khamenei no início da atual engrenagem de guerra.

As alegações de Teerã apontam para o envolvimento sistemático de algoritmos privados no rastreamento físico de alvos para assassinatos de Estado. A agência de notícias Associated Press detalha, a partir de relatórios recentes, que o Departamento de Defesa dos Estados Unidos desenvolveu uma dependência profunda e estrutural de fornecedores comerciais estabelecidos na região do Golfo Pérsico. O poderio bélico norte-americano agora opera integralmente condicionado à capacidade de processamento mantida por estas empresas.

A Palantir Technologies emerge de forma inegável como um dos epicentros tecnológicos desta crise geopolítica e militar. A empresa de tecnologia constrói e fornece a arquitetura de dados primária necessária para o funcionamento operacional do Project Maven. Este é um programa avançado do Pentágono totalmente focado na aplicação tática de inteligência artificial. O sistema governamental processa volumes colossais de imagens capturadas ininterruptamente por drones de reconhecimento e frotas de satélites de defesa.

A mecânica operacional do Project Maven evidencia o emprego letal do aprendizado de máquina no campo de batalha contemporâneo. A plataforma computacional cruza metadados de vigilância em tempo real para identificar, catalogar e travar alvos físicos para ataques aéreos com precisão de metros. A gravidade institucional da situação se amplifica drasticamente pelo fato de a contratante de defesa manter um gigantesco e lucrativo escritório corporativo na cidade de Abu Dhabi.

O cenário geopolítico atual coloca em risco iminente uma engrenagem financeira trilionária de magnitude global. Bilhões de dólares em infraestrutura de tecnologia, cabos de fibra ótica e centros de processamento de dados dos Estados Unidos estão fisicamente ancorados na região do Golfo. As corporações americanas injetaram capital massivo ao longo da última década com o objetivo logístico de transformar a área no próximo grande polo de desenvolvimento de inteligência artificial do planeta.

Embora a administração federal dos Estados Unidos tenha tentado desconsiderar politicamente a ameaça para acalmar os mercados financeiros, o quadro real de segurança foi alterado. Um oficial do alto escalão da Casa Branca, ouvido e citado pela agência Bloomberg, garantiu que as Forças Armadas americanas estão preparadas para responder com força total a qualquer escalada militar contra propriedades privadas. A simples necessidade desta garantia expõe um novo paradigma de defesa corporativa transnacional.

Pesquisadores de doutrina militar da Universidade de Defesa Nacional dos Estados Unidos, corroborados por analistas do Instituto de Estudos Estratégicos e Tecnológicos de Genebra, apontam que este marco histórico consolida o fim da doutrina da neutralidade empresarial corporativa. As corporações de tecnologia do Ocidente, historicamente estruturadas para atender ao consumidor final e civil, absorveram um papel insubstituível. Elas subsidiam hoje o delineamento prático de estratégias de extermínio e supressão por parte das forças hegemônicas mundiais.

A sobreposição irrestrita entre interesses de mercado civis e aplicações militares agrava-se com a exploração contínua da malha infraestrutural de satélites comerciais de baixa órbita. Companhias aeroespaciais privadas como a Maxar fornecem recortes visuais de altíssima resolução por meio de contratos governamentais estabelecidos na casa dos bilhões de dólares. O cliente primário e central da totalidade destas operações aéreas comerciais é a National Geospatial-Intelligence Agency do governo estadunidense.

A disponibilidade de prateleira dessas imagens de posse provada pelo mercado permite o monitoramento tático e ininterrupto de dezenas de instalações iranianas soberanas estratégicas. Este ecossistema de dados constitui a prova inegável de que a guerra moderna norte-americana perdeu sua capacidade de auto-sustentação logística fora da infraestrutura fornecida por acionistas privados. A execução letal de missões aéreas no Sul Global, atualmente, nasce e morre obrigatoriamente em servidores corporativos listados livremente na bolsa de valores.

A espinha dorsal invisível dessa gigantesca operação bélica não reside apenas em artefatos no espaço, mas em quilômetros terrestres de cabos estruturais e dutos de refrigeração industrial pesada. A Microsoft Corporation, através do monopólio operacional de sua plataforma de computação em nuvem Azure, é diretamente responsável por executar, armazenar e proteger as pesadas cargas de comando de defesa global. A nuvem deixou rapidamente de ser um conceito de armazenamento civil, assumindo abertamente o papel de logística militar de linha de frente.

Paralelamente à gigantesca escala do armazenamento corporativo, a execução física e temporal da guerra cibernética exige a capacidade imediata de processamento brutal de variáveis. Gigantes industriais da fabricação de chips, com destaque central para NVIDIA e Intel, operam como a fundação metalúrgica invisível dessa estrutura algorítmica. Seus potentes microprocessadores dedicados fornecem a força vital que executa as análises matemáticas táticas cruciais nos segundos decisivos antes da explosão iminente de um artefato militar balístico.

O Estado nacional do Irã articula de forma lógica e objetiva esta demonstração de reposta militar no tabuleiro global, alinhando suas táticas a um eixo maior de reordenamento do poder hegemônico mundial. A diplomacia direta de Teerã utiliza publicamente este conflito armado para comprovar legalmente à comunidade internacional como a matriz tecnológica privatizada atua como o motor direto nas execuções extrajudiciais. A manobra revela as engrenagens ocultas da total integração operativa operante entre conglomerados digitais do Vale do Silício e o departamento de guerra permanente coordenado em Washington.

A efetividade física de qualquer ataque balístico já reverbera silenciosamente na quebra e estresse agudo das complexas cadeias de escoamento e nos centros financeiros do mercado internacional. Se dezenas destas instalações industriais corporativas passarem legalmente a constar como alvos físicos designados em rotas de mísseis iranianos de cruzeiro, as companhias de tecnologia perderão abruptamente a imunidade de proteção jurídica pacífica no exterior. O movimento formaliza as instalações de hardware das empresas como terminais em solo e extensões bélicas tangíveis da expansão territorial do Departamento de Defesa estadunidense.

As consequências logísticas de curto impacto impõem um custo avassalador não planejado nas reuniões de conselho das consagradas companhias bilionárias de tecnologia civil contemporânea. Os reajustes imediatos e as negativas abruptas nas apólices securitárias das matrizes no Oriente Médio desestruturam previsões orçamentárias mundiais. Com a ameaça física palpável focada diretamente nas estruturas elétricas, os sensíveis mercados globais no fornecimento de matriz energética registram volatilidade altíssima e permanente restrição de oferta confiável aos gigantes dos dados diários mundiais.

Esta grave e direta denúncia de combate estrutural imposta pelo Ministério da Defesa iraniano encerra o último capítulo da ilusão tecnológica civil em zonas quentes da geopolítica do século vinte e um. A incisiva formalização das ameaças contra diretores, laboratórios corporativos e data centers afasta inteiramente a imagem de inofensividade pacífica propagandeada para o livre trânsito de capital corporativo em direção aos continentes mais empobrecidos do Sul Global. A suposta divisão inquebrável que historicamente assegurava o distanciamento ético entre os balanços corporativos de Wall Street e os cenários devastados das batalhas asiáticas e orientais extinguiu-se completamente nas cinzas das inovações dos algoritmos militares de morte remota.

O resultado estrutural inescapável desta radical inversão e escalada de posições logísticas moldará de forma permanente a construção da futura economia digital e o mapeamento de riscos para a instalação infraestrutural de cabos ópticos corporativos internacionais nas próximas décadas políticas em vigor. Todas as potentes empresas tecnológicas que detêm o pioneirismo prático nas investigações de inteligência cibernética autônoma se consolidam agora como o front desprotegido preferencial frente a adversários com elevada potência de extermínio balístico estatal em nível primário. A reconfiguração da arquitetura de inteligência global obriga toda a rede computacional hegemônica ocidental a abraçar permanentemente a armadura bélica que um dia alimentou, vinculando seus balanços acionários ao risco iminente de bombardeios terrestres táticos nos tabuleiros do complexo de guerra em que atuam como cérebro de fogo indiscriminado.

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Trump ameaça retirar Estados Unidos de aliança militar após bloqueio de rota global de petróleo https://www.ocafezinho.com/2026/04/01/trump-ameaca-retirar-estados-unidos-de-alianca-militar-apos-bloqueio-de-rota-global-de-petroleo/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/01/trump-ameaca-retirar-estados-unidos-de-alianca-militar-apos-bloqueio-de-rota-global-de-petroleo/#respond Wed, 01 Apr 2026 10:11:23 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/01/trump-ameaca-retirar-estados-unidos-de-alianca-militar-apos-bloqueio-de-rota-global-de-petroleo/ A arquitetura de hegemonia militar do Ocidente enfrenta sua mais profunda fratura estrutural em mais de sete décadas de operação contínua. Irritado com a recusa de aliados europeus em endossar operações bélicas no Oriente Médio, o presidente Donald Trump avalia desmantelar o histórico pacto transatlântico. O líder norte-americano confirmou a possibilidade radical em entrevista divulgada nesta quarta-feira (1º/4).

O foco da insatisfação de Washington reside na falta de engajamento militar do bloco europeu durante a atual escalada de tensões globais. Trump declarou ao jornal britânico Telegraph que está considerando seriamente retirar os Estados Unidos da organização militar ocidental. O presidente afirmou de forma categórica que a estrutura da aliança está atualmente irreconhecível.

A retórica presidencial expõe uma descrença frontal na capacidade de dissuasão do bloco formado após a Segunda Guerra Mundial. Trump declarou que nunca se deixou influenciar pelas pressões institucionais do grupo europeu. O mandatário classificou a aliança como um tigre de papel, uma expressão diplomática usada para descrever algo que aparenta perigo, mas é essencialmente inofensivo na prática.

O impacto geopolítico dessas declarações atinge diretamente a balança de poder no leste europeu e na Ásia. O presidente norte-americano fez questão de ressaltar que o governo da Rússia compreende essa fragilidade ocidental. Segundo Trump, o presidente russo Vladimir Putin também sabe muito bem da ineficácia prática da organização liderada por Washington.

De acordo com os despachos da agência internacional Reuters, o estopim para a ameaça de ruptura diplomática tem coordenadas geográficas precisas e motivações econômicas urgentes. A aliança se tornou o alvo central das críticas da Casa Branca após os governos europeus não se colocarem à disposição para atuar no Estreito de Ormuz.

A passagem marítima no Golfo Pérsico encontra-se totalmente fechada para a navegação comercial. O bloqueio foi estabelecido pelo governo do Irã como uma medida direta de resposta aos recentes ataques militares executados pelas forças armadas dos Estados Unidos e do Estado de Israel. A interrupção do tráfego paralisa o principal eixo energético do planeta.

O estrangulamento dessa rota afeta as engrenagens da economia global em tempo real. Cerca de vinte por cento de todo o suprimento de petróleo consumido diariamente no mundo transita obrigatoriamente pelas águas de Ormuz. A ausência de rotas alternativas de escoamento com capacidade equivalente transforma o bloqueio em um choque de oferta instantâneo.

Pesquisadores do Instituto de Estudos de Energia de Oxford e analistas do Banco Mundial alertam para os efeitos estruturais dessa paralisia logística. A instituição aponta que a interrupção prolongada no escoamento de combustíveis fósseis reconfigura os custos industriais e afeta as projeções de crescimento econômico das nações dependentes de importação.

Os reflexos tarifários da crise já alteram os painéis do mercado financeiro internacional. O preço do barril de petróleo tipo brent rompeu a barreira dos cem dólares e tem se mantido acima desse patamar desde o início do conflito. O encarecimento agudo da matriz fóssil tem impactado diretamente os preços de combustíveis nas bombas ao redor do globo.

Diante da pressão de Washington e da crise energética, a burocracia do bloco militar europeu tenta articular uma resposta paralela. Na semana passada, o secretário-geral da organização, Mark Rutte, anunciou publicamente a formação de um eixo logístico e militar de emergência. O objetivo declarado é tentar forçar a reabertura do canal marítimo estratégico.

Rutte detalhou que um total de vinte e dois países estão atualmente coordenando esforços logísticos e navais para desbloquear a passagem petrolífera. A coalizão emergencial inclui Estados-membros da estrutura atlântica, mas depende fundamentalmente do apoio tático de nações externas à aliança ocidental original. O movimento evidencia a dificuldade de mobilização unânime na Europa.

O secretário-geral explicou a composição hibrida da nova força-tarefa naval. O grupo reúne a maioria dos países do eixo euro-americano, mas incorpora potências asiáticas e governos do Golfo Pérsico. Japão, Coreia do Sul, Austrália, Nova Zelândia, Emirados Árabes Unidos e Bahrein integram a aliança temporária para tentar garantir que o Estreito de Ormuz seja reaberto o mais rápido possível.

A montagem dessa coalizão difusa não foi suficiente para aplacar a insatisfação do alto escalão do governo dos Estados Unidos. A máquina diplomática norte-americana dobrou a aposta nas ameaças de rompimento institucional. O chefe da diplomacia de Washington sinalizou que a aliança histórica passará por um escrutínio implacável em um futuro próximo.

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, reforçou a diretriz presidencial de confronto com os parceiros europeus. Em entrevista concedida à rede Fox News na terça-feira (31/3), o chanceler confirmou que os Estados Unidos vão promover uma avaliação profunda e estrutural da relação com o bloco militar assim que a guerra contra o Irã terminar.

Rubio utilizou termos definitivos para descrever o esgotamento do modelo atual de cooperação militar do Ocidente. O secretário afirmou não ter dúvidas de que, lamentavelmente, o fim deste conflito exigirá uma revisão completa do pacto. A diplomacia norte-americana passará a calcular de forma estritamente pragmática os custos e benefícios da integração.

O governo de Donald Trump exige que a Europa divida a fatura financeira e o peso militar das operações de garantia de acesso aos recursos naturais. O secretário de Estado enfatizou que Washington vai ter que reavaliar o valor real da organização dentro dessa aliança específica para os interesses exclusivos do país norte-americano.

O distanciamento entre as capitais europeias e Washington reflete uma transformação irreversível na ordem global. A recusa da Europa em endossar automaticamente uma campanha militar liderada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã demonstra a falência do alinhamento incondicional. Os países europeus buscam mitigar os danos de uma guerra prolongada em suas fronteiras estendidas.

A ameaça de saída dos Estados Unidos do bloco não é apenas um instrumento de barganha financeira, mas o sintoma de uma transição geopolítica profunda. A crise no Estreito de Ormuz expõe o fim da era em que um único polo de poder militar ditava as regras de engajamento naval sem enfrentar resistências táticas e recusas diplomáticas.

A longo prazo, a erosão do pacto militar ocidental acelera a consolidação de um mundo fundamentalmente multipolar. As nações do Sul Global e os grandes consumidores de energia asiáticos observam o enfraquecimento das estruturas de segurança herdadas do século vinte. O controle sobre as rotas de comércio passa a exigir negociações bilaterais em vez de imposições imperiais.

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Estados Unidos anunciam retirada militar do Irã em três semanas sob recusa de Teerã por cessar-fogo https://www.ocafezinho.com/2026/04/01/estados-unidos-anunciam-retirada-militar-do-ira-em-tres-semanas-sob-recusa-de-teera-por-cessar-fogo/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/01/estados-unidos-anunciam-retirada-militar-do-ira-em-tres-semanas-sob-recusa-de-teera-por-cessar-fogo/#respond Wed, 01 Apr 2026 09:32:07 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/01/estados-unidos-anunciam-retirada-militar-do-ira-em-tres-semanas-sob-recusa-de-teera-por-cessar-fogo/ A máquina de guerra norte-americana prepara um recuo estratégico no Oriente Médio após um mês de ofensiva contínua em território soberano no Golfo Pérsico. O presidente Donald Trump revelou que as tropas dos Estados Unidos devem deixar o território iraniano muito em breve, em declaração feita a jornalistas no Salão Oval nesta terça-feira (31 de março de 2026), conforme reportado por agências internacionais de notícias.

Segundo a cobertura da imprensa internacional, a previsão de saída militar estabelecida pela Casa Branca deve ocorrer em um prazo de duas a três semanas. Trump apresentou um cenário de triunfo absoluto ao eleitorado, afirmando que a marinha e as forças armadas iranianas foram dizimadas desde o início dos ataques agressivos iniciados no dia 28 de fevereiro.

O líder republicano declarou que o país alvo da ofensiva estaria implorando por um tratado, sem oferecer qualquer resistência bélica ou realizar disparos retaliatórios contra as forças invasoras estadunidenses. A estratégia máxima do governo norte-americano, de acordo com o mandatário, é impedir a qualquer custo que o Irã obtenha a capacidade militar de desenvolver armas nucleares.

“Estamos terminando o trabalho”, assegurou o chefe de Estado em Washington, sugerindo à imprensa que o conflito armado pode ser encerrado de forma abrupta mesmo sem uma assinatura formal de paz. O discurso do poder executivo estadunidense busca enquadrar a retirada acelerada não como o limite da projeção de poder hegemônico, mas como o cumprimento rigoroso de uma missão concluída.

Apesar da retórica de dominância consolidada projetada para o público interno norte-americano, o cenário geopolítico no Golfo Pérsico permanece sob um ambiente de extrema volatilidade estrutural. Horas antes do anúncio oficial, Trump condicionou o alívio de ataques à aceitação de um arranjo ocidental por autoridades de um pretenso novo regime iraniano que o presidente classificou, de forma não detalhada, como mais razoáveis.

A ameaça contínua de devastação de ativos físicos cruciais para a subsistência civil ainda paira como o principal vetor de pressão da Casa Branca. O governo de Washington alertou abertamente que poderá autorizar bombardeios destrutivos contra a infraestrutura econômica se Teerã rejeitar a intervenção e não liberar o Estreito de Hormuz para a passagem desimpedida de operações navais comerciais.

Os alvos primários delineados nas mesas de operação do Pentágono envolvem usinas geradoras de energia, complexos de dessalinização de água potável, poços contínuos de extração e a vital ilha de Kharg. O republicano reiterou que a suspensão da execução de bombardeios nestes pontos de estrangulamento foi apenas uma concessão temporária de seu governo.

A ilha de Kharg representa o coração material e incontestável da balança comercial da economia do Irã e um epicentro sensível para a cadeia logística de hidrocarbonetos globais. Alvo de ataques militares preliminares de alta precisão em meados do mês de março, esse complexo geográfico acomoda o maior terminal petrolífero da nação persa.

A importância material desse polo produtivo é detalhada pelos mapeamentos infraestruturais de entidades sólidas de investimento multilateral, como o Banco Mundial. As plataformas da ilha de Kharg respondem ativamente pelo processamento de bombeamento e escoamento naval de cerca de 90% das exportações consolidadas de petróleo bruto iraniano rumo aos mercados estrangeiros.

Economistas energéticos baseados em centros de inteligência global, como o Instituto de Estudos de Energia de Oxford, alertam que a neutralização armada desse complexo ou bloqueios prolongados do Estreito de Hormuz drenariam milhões de barris por dia do acesso global. O abalo estrutural e financeiro imediato geraria um choque nos custos operacionais das rotas marítimas que abastecem vastamente o Sul Global e suas matrizes asiáticas.

A dinâmica tática na frente de combate do Oriente Médio reflete uma preparação para investidas de intervenção física de alto grau bélico. As Forças Armadas dos Estados Unidos operam e planejam uma invasão terrestre cirúrgica de elevado custo humano e material antes da eventual retirada, conforme informações exclusivas obtidas e publicadas pelo jornal The Wall Street Journal.

O imperativo logístico desse desembarque armado seria vasculhar, confiscar e retirar materialmente das instalações iranianas cerca de 450 quilos de urânio enriquecido em estoque do país asiático. O confisco estrangeiro dentro das próprias fronteiras adversárias exige manobras logísticas imprevisíveis perante um estado historicamente averso à presença permanente ocidental.

Como meio para impor sua capacidade operacional em um mar tensionado, o comando logístico militar do Pentágono ordenou o envio imponente de blindagem naval para o limite litorâneo do conflito. Um navio gigante de assalto anfíbio contendo aproximadamente 3.500 tropas militares altamente capacitadas adentrou as vias logísticas na última sexta-feira (28).

No terreno burocrático de Washington, a cúpula diplomática atua sustentando uma postura institucional de garantias infalíveis nas conversações com a parte contrária. O secretário de Estado, Marco Rubio, assegurou ao longo de suas entrevistas a expectativa contundente por resoluções diplomáticas diretas e alegou existir envio orgânico de mensagens pacíficas advindas do governo persa.

A estrutura retórica edificada pelas autarquias estadunidenses contrapõe-se fundamental e publicamente com a intransigência legal reportada e ratificada pela elite institucional de Teerã. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, repeliu com dureza os relatos de anuência pacífica durante extensa reportagem televisionada pela cadeia independente Al Jazeera nesta terça-feira (31).

Abbas Araghchi traçou limites definitivos de soberania, salientando com total clareza que o Irã nunca irá chancelar meros protocolos de cessar-fogo com a máquina burocrática dos Estados Unidos e de seu protetorado israelense. O imperativo categórico exposto pela chancelaria persa concentra-se unicamente na suspensão sumária, permanente e integral da hostilidade militar sobre toda extensão de suas linhas civis e limítrofes.

A mais alta patente da diplomacia de Teerã suprimiu por completo os boatos oficiais a respeito de comitês governamentais submetidos aos interesses de Trump. O chanceler confirmou, com restrições, tão somente o recebimento técnico de comunicados pelo intermédio formal do emissário estadunidense nomeado Witkoff, mas negou em absoluto o caráter processual de mesas de negociações em progresso.

O ministro garantiu de forma rigorosa que a estrutura burocrática para toda e qualquer intermediação em caráter global tramita, inviolavelmente, pelo fluxo direto das Relações Exteriores. Ao blindar os trâmites do Ministério, Araghchi pulverizou o argumento ocidentalizado da formação orgânica de uma liderança interna mais flexível às imposições territoriais norte-americanas.

A determinação de não conivência foi escancarada através da exposição política sobre as tentativas insistentes dos mediadores militares vindos do Norte Global. O mandatário do aparato diplomático admitiu publicamente a nulidade resolutiva do conjunto imenso de pautas redigidas pelas pastas executivas na capital estadunidense ao longo das semanas bélicas.

“Não enviamos nenhuma resposta às 15 propostas americanas, nem apresentamos quaisquer propostas ou condições”, asseverou expressamente o ministro aos microfones internacionais sediados no Catar. Este posicionamento inflexível marca uma rejeição patente das nações soberanas de desenvolvimento eurasiano aos habituais processos de assinatura unilateral moldados pela ameaça dos armamentos marítimos norte-americanos.

A âncora factual responsável por anular a eficiência dos pactos diplomáticos emula do desgaste irreparável promovido em tempos históricos pelos rompimentos ocidentais deliberados de acordos anteriores validados pelas convenções. O líder das relações orientais ratificou que não incide entre os agentes administrativos asiáticos sequer um traço referencial de expectativa em cima de assinaturas ou garantias rubricadas e promovidas pelos emissários da hegemonia global.

“Não temos nenhuma fé de que as negociações com os EUA produzirão resultados. O nível de confiança é zero. Não vemos honestidade”, sacramentou o ministro de Estado da gestão iraniana para a central jornalística asiática. Araghchi ancorou seus argumentos fáticos citando eventos prévios, perfeitamente documentados, nos quais promessas firmadas através de mediação de gabinete acabaram sendo sistematicamente rompidas por ataques táticos predatórios advindos do comando norte-americano subsequente.

O marco do recuo imposto aos milhares de fuzileiros desembarcados atesta uma aceleração inevitável rumo ao abalo definitivo e estrutural de todo o sistema da Ásia Ocidental dominada pelos preceitos intervencionistas da ordem de Washington pós-Guerra Fria. O desgaste fiscal trilionário de ocupações longínquas somado às resistências soberanistas locais precipita a derrocada fática da ordem bélica baseada em regras ditadas pelo ocidente global, reforçando exponencialmente o bloco das arquiteturas políticas multipolares em solidificação ao leste.

A garantia fundamental da integridade logística do mercado internacional exige que as infraestruturas cruciais situadas nas águas do Golfo contornem com solidez as estratégias intervencionistas focadas em paralisar cadeias globais. Manter fluxos desembaraçados na hidrovia do território e atuar sem pressões diretas no eixo de exportação molda vitalmente os indicadores de crescimento inflacionário dos pilares das nações emergentes integradas aos arranjos BRICS, sendo a China dependente fulcral dessas malhas petroquímicas não alinhadas.

A resiliência de recusa oficial encarnada nos quadros dirigentes de Teerã consolida concretamente entre as esferas não europeias a inviabilidade sistêmica da tática baseada em constrição punitiva massiva pelas marinhas anfíbias de assalto expedicionário. A ineficácia em extrair concessões contratuais frente ao aparato de Washington atua, ao final, como grande impulsionador mecânico da integração acelerada do Sul Global rumo ao planejamento soberano de tecnologias interbancárias, comerciais e defensivas permanentemente dissociadas das chantagens de força estrangeiras.

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Bob Fernandes fala sobre vitória do povo na Copa https://www.ocafezinho.com/2014/07/16/bob-fernandes-fala-sobre-vitoria-do-povo-na-copa/ https://www.ocafezinho.com/2014/07/16/bob-fernandes-fala-sobre-vitoria-do-povo-na-copa/#comments Wed, 16 Jul 2014 19:38:53 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=21964 14 Comentários 🔥]]> O jornalista Bob Fernandes explica a vitória do país e de seu povo na Copa do Mundo.

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Parabéns, Alemanha! https://www.ocafezinho.com/2014/07/14/parabens-alemanha/ https://www.ocafezinho.com/2014/07/14/parabens-alemanha/#comments Mon, 14 Jul 2014 05:41:37 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=21915 13 Comentários 🔥]]> A Copa do Mundo acabou. Deu tudo certo. Com exceção da performance da seleção, claro, mas isso está na conta, porque é do esporte. 

Herzlichen Glückwunsch, Deutschland! Parabéns, Alemanha!

Primeira grande diferença entre o futebol alemão e o brasileiro. Lá, a Copa é exibida pela ARD, a rede pública de televisão.

Aliás, dentre as quatro primeiro colocadas, somente o Brasil experimenta o triste monopólio de um canal privado.


 

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Outra coisa interessante sobre a Alemanha. A sua carga tributária é superior a 40%, uma das maiores do mundo. A do Brasil está em 34%, segundo o mesmo ranking.

A arrecadação fiscal per capita da Alemanha, na última atualização que encontrei na internet, estava em mais de US$ 14 mil em 2010. A do Brasil, no mesmo ano, estava em US$ 3.700.

Caso a gente consiga se livrar dos sanguessugas do futebol brasileiro, talvez em 2018 a seleção brasileira consiga uma revanche.


 

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O time do interior é campeão nacional. Nos Estados Unidos, nenhuma surpresa


 

Muito importante lermos essa matéria de Heloisa Villela, sobretudo porque alguma coisa me diz que a nossa mídia comercial nunca vai repercuti-la.

Para mim, a matéria explica, definitivamente, a razão da decadência do futebol brasileiro.

Lá, o dinheiro do futebol vai todo para os clubes. Aqui, só para a Globo.

*

Nos EUA, dinheiro do futebol fica com os clubes. Aqui, com a Globo.

Heloisa Villela: Nos Estados Unidos, ligas não aceitam monopólio nas transmissões e trabalham pelo equilíbrio entre os clubes

Por Heloisa Villela, de Nova York, especial para o Viomundo

Cento e dez milhões de telespectadores. Este foi o público da última final do campeonato de futebol americano, o Super Bowl, no dia 2 de fevereiro deste ano.

Com um público desta envergadura, não é à toa que o futebol americano fique com o filé mignon, ou melhor, com o caviar do bolo publicitário, não apenas dos eventos esportivos mas dos eventos que a televisão dos Estados Unidos transmite ao vivo. Para se ter uma ideia, cada comercial de trinta segundos, nos intervalos da partida, custou cerca de 4 milhões de dólares. Claro, a exposição é garantida.

O público faz questão de assistir ao jogo na hora em que ele está acontecendo. Ninguém vai gravar a partida para ver mais tarde, porque se torna impossível não saber o resultado antes de tocar a gravação. A grande emoção é acompanhar lance a lance. Torcer. Vibrar e ficar arrasado, junto com todos os outros torcedores espalhados pelo país, unidos diante da telinha.

Os patrocinadores e os donos dos times sabem que a final do futebol americano é o único evento que comanda essa audiência e tem tudo para continuar comandando.

Mas, ao contrário de outros paises, nos Estados Unidos o esporte é organizado para dar lucro. No caso do futebol americano, um trator, máquina de fazer dinheiro. Como eles chegaram lá é o que interessa.

Uma lei federal, assinada no começo dos anos 60, garantiu aos times a possibilidade de agregar a venda dos direitos de transmissão dos jogos, sempre em leilão. Nunca ficam nas mãos de uma única emissora.

A NFL, National Football League, que reúne os 32 times profissionais do país, divide a temporada em pacotes diferentes, para explorar melhor o produto.

Funciona da seguinte maneira: o campeonato nacional tem duas ligas, com dezesseis times cada. O campeão de uma joga com o campeão da outra na grande final. Só aí, já são três pacotes de transmissões para vender. O campeonato da chamada Conferência Nacional, o da Conferência Americana e a final, o Super Bowl.

O último contrato que a NFL fechou com as tevês vigora até 2022 e vai render cerca de 5 bilhões de dólares por ano aos clubes.

As redes CBS, FOX e NBC entraram no racha da tevê aberta.

A CBS transmite os jogos de uma conferência, a FOX os da outra e a NBC ficou com a partida que abre a temporada, numa quinta-feira à noite, um jogo durante o feriado de Ação de Graças, quando o país para e todo mundo vê televisão, e a melhor partida do domingo à noite enquanto a temporada está em andamento, durante quatro meses.

A NFL já faz planos para elevar a arrecadação com a venda de direitos, ingressos e merchandising para 25 bilhões de dólares até 2027.

Ninguém ficou escandalizado com o plano mais recente que veio à tona.

A liga inventou, há dois anos, um novo pacote. Os jogos de quinta-feira à noite, que não faziam parte do calendário das transmissões esportivas.

Eles foram promovidos, primeiro, como exclusividade da NFL Network: a liga de futebol americano tem sua própria rede de TV. Este ano, o pacote já foi vendido à CBS por U$ 250 milhões. São apenas oito jogos.

Quem inventou essa história de ter rede de teve própria foi a liga de basquete dos Estados Unidos, a NBA, National Basketball Association.

Em 2008 a liga licenciou os direitos digitais do basquete para a Turner Sports. A empresa passou a administrar o site NBA.com e a NBA TV.

A audiência das duas plataformas cresceu rapidamente.

Hoje, a NBA TV entra em 60 milhões de domicílios do país.

Agora, a liga está em plena negociação do próximo pacote de direitos de transmissão, que vence em dois anos, e já pensa em trazer de volta, para dentro da NBA, os direitos digitais.

Existem conversas em andamento com o YouTube, com quem a NBA já lançou um canal para a liga do verão e a chamada liga D.

Antenada nas mudanças do mercado esportivo, a NBA está pensando em mudar a rodada de quinta-feira para outro dia da semana, para não bater de frente com a nova transmissão da NFL. Ninguém quer competir com o futebol americano.

Hoje, a NBA fatura U$ 7,5 bilhões com os contratos de transmissão dos jogos de basquete.

Dinheiro que é dividido igualmente entre os 30 times profissionais do país.

Aliás, a preocupação em nivelar os clubes é grande, em todas as ligas. Não é que aqui exista alguma preocupação com a igualdade de condições. Nada disso. Questão de marketing.

Existe a compreensão de que o campeonato só é bom, só vai atrair muitos torcedores e telespectadores, se houver disputa acirrada, entre times equilibrados. Uma partida de futebol que termina em 7 a 1, vamos combinar, não tem muita graça.

O que fazem as ligas de beisebol, futebol americano e basquete para garantir a emoção dos jogos, hoje, e a qualidade no futuro?

Adotaram o salário teto e o chamado imposto do luxo.

Os times trabalham com um limite de gastos, um teto para o conjunto dos salários dos jogadores. Não é baixo. Os atletas ganham um bocado. No caso da NBA, o volume máximo de salário que cada time pode pagar ao seu conjunto de jogadores é de 63 milhões de dólares por ano. Claro que os grandes nomes tem renda complementada por patrocínios específicos. Kobe Bryant, por exemplo, com os patrocínios fatura U$ 30 milhões por ano.

Se fosse em salário, seria quase metade de tudo o que os Los Angeles Lakers podem investir na remuneração de seu elenco completo.

Se um time quer gastar os tubos para contratar um craque, sabe que vai ter de segurar o salário do resto da turma. Não vai ter fôlego para comprar os 3 ou 4 melhores jogadores do país.

Dessa forma, em princípio, todo clube tem a oportunidade de comprar o passe de um peso-pesado, seja o Moto Clube ou o Corinthians daqui.

Quem passa do limite paga à liga o chamado imposto de luxo sobre cada dólar ultrapassado. O imposto aumenta exponencialmente para os times que ferem a regra consecutivamente.

Um clube que não dá pelota para o imposto é o multibilionário New York Yankees, o Real Madrid do beisebol. Desde que o imposto foi criado, em 2003, o clube ultrapassou o limite todos os anos. Recentemente, foi obrigado a pagar 28 milhões de dólares em imposto sobre o luxo.

Isso não significa domínio dos Yankees, já que mesmo clubes de mercados muito menores, com dinheiro garantido pela venda coletiva dos direitos de transmissão, podem formar times campeões.

Nos últimos dez anos, os Yankees, baseados numa cidade de cerca de 9 milhões de habitantes, com um região metropolitana de mais de 20 milhões, foram campeões nacionais uma vez, em 2009; enquanto isso, os St. Louis Cardinals, da Louisiana, de uma cidade de 350 mil habitantes numa região metropolitana de cerca de 3 milhões de pessoas, ganharam o título nacional duas vezes, em 2006 e 2011.

No futebol americano, os dois ganhadores mais recentes do Super Bowl — Baltimore Ravens e Seattle Seahawks –, são de duas cidades relativamente pequenas, com 600 mil habitantes, de extremos opostos do país. É como se o Figueirense fosse campeão brasileiro de futebol em um ano e o Clube do Remo no ano seguinte. Nos últimos dez anos, oito clubes diferentes ganharam o título supremo do futebol americano.

No basquete, o time de Nova York está na fila do título nacional há 40 anos. Nem por isso correu o risco de morrer.

Na NBA, os clubes não faturam somente com a venda da transmissão nacional de seus jogos. Cada time negocia, também, com as tevês locais.

Os Lakers, por exemplo, fecharam em 2011 o contrato mais caro da história da NBA. Fizeram um acordo de 20 anos com a Time Warner Cable, que prevê o lançamento de dois canais regionais de esportes, um em inglês e outro em espanhol, no valor de U$ 4 bilhões.

No ano passado, os trinta times da NBA faturaram juntos, com esses contratos regionais, U$ 628 milhões, que correspondem a 33% de toda a receita da liga com as diferentes mídias, de U$ 1,9 bilhão. A maior fatia, de 53%, veio dos direitos de transmissão nacionais.

O que isso significa? Que além de ter uma exposição nacional, atraindo os patrocinadores mais endinheirados, os clubes tem ampla divulgação regional, junto a seus próprios torcedores. Se apenas uma fração deles comprar ingressos, é casa cheia.

Seria, mal comparando, como se o ABC de Natal tivesse garantia de algumas partidas transmitidas para todo o Brasil, mais exposição completa em seu próprio mercado, em emissoras diferentes. Com isso, conseguiria encher a Arena das Dunas, arrumar um patrocinador regional e outro nacional para sua camiseta e, o mais importante, ter um time competitivo para enfrentar equipes de estados maiores e mais ricos.

Na temporada 2012-13 de basquete da NBA, enquanto quatro clubes gastaram mais que faturaram, os outros 26 tiveram lucro. Um cenário bem diferente daquele que se vê no Brasil, onde mesmo clubes de grandes torcidas vivem endividados e frequentemente caem para a segunda divisão.

PS do Viomundo: No Brasil não é a Globo que serve ao esporte, mas o esporte que serve à Globo. Alguns clubes, sim, recebem uma bolada da emissora, os de maior torcida e audiência. Os outros que se virem. É o esporte pré-capitalista, em que os peixes pequenos vão ficando pelo caminho. Para se ter uma ideia, é só listar o grande número de clubes de futebol literalmente extintos no Brasil nas últimas décadas.

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Perder, ganhar, viver! https://www.ocafezinho.com/2014/07/13/perder-ganhar-viver/ https://www.ocafezinho.com/2014/07/13/perder-ganhar-viver/#comments Sun, 13 Jul 2014 12:27:29 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=21893 9 Comentários 🔥]]> Diante da tristeza e vexame causados pelas duas últimas derrotas da seleção, esta crônica de Drummond andou circulando bastante pelos blogs. Acabou que eu só a reli ontem. De fato, é um texto primoroso, que permanece incrivelmente atual. Por isso, reproduzo aqui para incentivar que mais pessoas possam ler.

*

Perder, Ganhar, Viver

Carlos Drummond de Andrade (JB, 7/7/1982)

Vi gente chorando na rua, quando o juiz apitou o final do jogo perdido; vi homens e mulheres pisando com ódio os plásticos verde-amarelos que até minutos antes eram sagrados; vi bêbados inconsoláveis que já não sabiam por que não achavam consolo na bebida; vi rapazes e moças festejando a derrota para não deixarem de festejar qualquer coisa, pois seus corações estavam programados para a alegria; vi o técnico incansável e teimoso da Seleção xingado de bandido e queimado vivo sob a aparência de um boneco, enquanto o jogador que errara muitas vezes ao chutar em gol era declarado o último dos traidores da pátria; vi a notícia do suicida do Ceará e dos mortos do coração por motivo do fracasso esportivo; vi a dor dissolvida em uísque escocês da classe média alta e o surdo clamor de desespero dos pequeninos, pela mesma causa; vi o garotão mudar o gênero das palavras, acusando a mina de pé-fria; vi a decepção controlada do presidente, que se preparava, como torcedor número um do país, para viver o seu grande momento de euforia pessoal e nacional, depois de curtir tantas desilusões de governo; vi os candidatos do partido da situação aturdidos por um malogro que lhes roubava um trunfo poderoso para a campanha eleitoral; vi as oposições divididas, unificadas na mesma perplexidade diante da catástrofe que levará talvez o povo a se desencantar de tudo, inclusive das eleições; vi a aflição dos produtores e vendedores de bandeirinhas, flâmuIas e símbolos diversos do esperado e exigido título de campeões do mundo pela quarta vez, e já agora destinados à ironia do lixo; vi a tristeza dos varredores da limpeza pública e dos faxineiros de edifícios, removendo os destroços da esperança; vi tanta coisa, senti tanta coisa nas almas…

Chego à conclusão de que a derrota, para a qual nunca estamos preparados, de tanto não a desejarmos nem a admitirmos previamente, é afinal instrumento de renovação da vida. Tanto quanto a vitória estabelece o jogo dialético que constitui o próprio modo de estar no mundo. Se uma sucessão de derrotas é arrasadora, também a sucessão constante de vitórias traz consigo o germe de apodrecimento das vontades, a languidez dos estados pós-voluptuosos, que inutiliza o indivíduo e a comunidade atuantes. Perder implica remoção de detritos: começar de novo.

Certamente, fizemos tudo para ganhar esta caprichosa Copa do Mundo. Mas será suficiente fazer tudo, e exigir da sorte um resultado infalível? Não é mais sensato atribuir ao acaso, ao imponderável, até mesmo ao absurdo, um poder de transformação das coisas, capaz de anular os cálculos mais científicos? Se a Seleção fosse à Espanha, terra de castelos míticos, apenas para pegar o caneco e trazê-lo na mala, como propriedade exclusiva e inalienável do Brasil, que mérito haveria nisso? Na realidade, nós fomos lá pelo gosto do incerto, do difícil, da fantasia e do risco, e não para recolher um objeto roubado. A verdade é que não voltamos de mãos vazias porque não trouxemos a taça. Trouxemos alguma coisa boa e palpável, conquista do espírito de competição. Suplantamos quatro seleções igualmente ambiciosas e perdemos para a quinta. A Itália não tinha obrigação de perder para o nosso gênio futebolístico. Em peleja de igual para igual, a sorte não nos contemplou. Paciência, não vamos transformar em desastre nacional o que foi apenas uma experiência, como tantas outras, da volubilidade das coisas.

Perdendo, após o emocionalismo das lágrimas, readquirimos ou adquirimos, na maioria das cabeças, o senso da moderação, do real contraditório, mas rico de possibilidades, a verdadeira dimensão da vida. Não somos invencíveis. Também não somos uns pobres diabos que jamais atingirão a grandeza, este valor tão relativo, com tendência a evaporar-se. Eu gostaria de passar a mão na cabeça de Telê Santana e de seus jogadores, reservas e reservas de reservas, como Roberto Dinamite, o viajante não utilizado, e dizer-lhes, com esse gesto, o que em palavras seria enfático e meio bobo. Mas o gesto vale por tudo, e bem o compreendemos em sua doçura solidária. Ora, o Telê! Ora, os atletas! Ora, a sorte! A Copa do Mundo de 82 acabou para nós, mas o mundo não acabou. Nem o Brasil, com suas dores e bens. E há um lindo sol lá fora, o sol de nós todos.

E agora, amigos torcedores, que tal a gente começar a trabalhar, que o ano já está na segunda metade?

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Abaixo o complexo de viralata! https://www.ocafezinho.com/2014/07/11/abaixo-o-complexo-de-vira-latas/ https://www.ocafezinho.com/2014/07/11/abaixo-o-complexo-de-vira-latas/#comments Sat, 12 Jul 2014 00:38:44 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=21862 42 Comentários 🔥]]> Publico abaixo, com alguns dias de atraso, o último texto de Wanderley Guilherme dos Santos. E acrescento breves comentários, à guisa de introdução.

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Jogadores do Chile tiram selfie com presidenta, depois de serem recebidos pela multidão em festa, apesar da desclassificação.

O complexo de vira-latas também se manifesta, em nosso colunismo ancien regime, na xenofobia contra os argentinos, compreensível e tolerável como brincadeira popular, mas inaceitável enquanto política editorial de jornalões metido a sérios. A insinuação reiterada de que seria uma “vergonha” entregar a taça à Messi apenas revela a pobreza de espírito da nossa mídia.

O Chile, desclassificado nas oitavas de final, foi recebido com festa pela multidão, tirou selfie com a presidenta. Tudo alegria. Aqui, há um processo de envenenamento diário do povo, através do monopólio da mídia.

Observe como Cantanhede encerra sua coluna de hoje:

ScreenHunter_4198 Jul. 11 21.07

“Inacreditável Cristina”?

“Acendendo velas para vitória da Alemanha”?

Inacreditável, por que? Cristina invadiu algum país, como faz EUA e França? Espionou o Brasil? Acho incrível o desrespeito gratuito, puramente adjetivo, contra uma chefe de Estado.

E vem esse “acendendo vela”. Qual o problema em entregar a taça para a Argentina?

Uma mídia responsável não deveria estimular a convivência harmônica entre Brasil e Argentina?

As secretarias de Educação de todos os governos tucanos distribuem milhares de assinaturas da Folha para crianças brasileiras, e é isso que se lhes ensinam? Que um chefe de estado “acende velas” para a vitória da Alemanha, porque a Argentina é feia, má e boba?

Ora, a mídia desinforma. A Argentina tem sido infinitamente mais importante para a economia brasileira do que a Alemanha. A Argentina compra máquinas do Brasil. A Alemanha compra café.

Não estou falando que devemos torcer pela Argentina. Torce-se pra quem quiser.  Seria meio ridículo torcer apenas por razões “geopolíticas”. Só estou dizendo que não é vergonha entregar taça para um jogador argentino.

Outra coisa grotesca é essa grita contra uma reforma do futebol brasileiro.

Em primeiro lugar, é óbvio que os jogadores ficaram psicologicamente abalados pela campanha de terror promovida pela mídia. As comissões técnicas, seus familiares, todos estavam com medo, e quando a Copa começou, houve uma reversão de expectativa muito brusca. Toda “vergonha” que se dizia que o Brasil iria passar, com uma organização mal feita, passou para dentro de campo.

Os jogadores não tinham liberdade. O Fantástico fazia até leitura labial do que diziam em campo, nos treinos. A cena de um jogador conversando com o técnico com um tênis sobre a boca, para que a Globo não fizesse leitura labial do que estava dizendo, expressa um ambiente opressivo, um Big Brother exagerado, que prejudicou emocionalmente os atletas.

No dia seguinte à derrota, houve reportagens falando sobre a decisão da Alemanha, anos atrás, de reformar seu futebol, através de intervenção estatal. O governo concedeu subsídios para o país melhorar seus estádios. Acertou a dívida dos clubes, mas impondo modelos rígidos de organização.

Quer dizer que o governo alemão pode intervir, democraticamente, para moralizar o futebol de seu país. O Brasil, não.

Ora, a Globo não quer mudanças no futebol justamente porque o modelo atual lhe beneficia. A Globo ajusta horários de jogos do campeonato brasileiro de acordo com a sua grade de programação. Isso é um absurdo! O povo é obrigado a assistir aos jogos num horário desconfortável, apenas para a Globo não perder anúncios.

O Brasil precisa lutar pelo controle democrático de sua subjetividade.

Nenhum veículo de mídia vai comentar essa matéria, publicada na Economist?

ScreenHunter_4181 Jul. 10 15.18

Ao artigo do Wanderley:

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Abaixo o complexo de vira lata!

Há nações capazes de superar seus períodos de subordinação a potências estranhas. Mas há momentos de ruptura em que o viralatismo tem que ser vencido.

Por Wanderley Guilherme dos Santos, na Carta Maior.

O complexo de vira lata existe e com freqüência se disfarça. Por exemplo, é crucial não confundir mudança com retirada, recuo. Avançar na política social é mudança, enfraquecer a Petrobrás, retirada; modernizar a infra-estrutura é mudança, reduzir os planos estatais de investimento, retirada; expandir os canais de participação política é mudança; frear os aumentos do salário mínimo, retirada. Tudo é movimento, mas há uma diferença de natureza entre o movimento para frente e o movimento para trás. A oposição vende gato por lebre ao insistir em mudanças abstratas sem esclarecer a direção delas. No essencial, são todas mudanças para trás, retiradas, recuos, viralatice diante dos desafios.

O complexo de vira lata se manifesta no pânico diante de vitórias históricas. Às responsabilidades assumidas pelos vencedores, os vira latas preferem a glória das derrotas heróicas. Assim foi, registro respeitosamente, com o México diante da Holanda, a Nigéria diante da França, a Argélia diante da Alemanha, e até mesmo com o Chile diante do Brasil, pois aquele chute na trave de Julio Cesar no minuto final da prorrogação e os dois pênaltis perdidos pelos chilenos devem muito à influência do complexo, solicitado em ajuda à competência do goleiro canarinho.

Todos esses times foram recebidos de volta em casa como heróis, quais os trezentos de Esparta, heroicamente derrotados. Ao contrário dos espartanos, se acaso voltassem, contudo, os vira latas temem a igualdade e se auto crucificam como subordinados perpétuos. Não é que não tenham valor e honra, mas falta-lhes algo na hora das grandes decisões. Parece previsão depois do fato, mas é a crônica reiterada dos campeonatos.

No futebol, países vencedores são aqueles que entram em campo com a convicção de que merecem a vitória, independente de clima, horário ou cor da camisa do adversário. Até o último segundo do apito final do árbitro não se curvam à hipótese de que a derrota seja inapelável e de que seja justo perderem para o opositor do momento. Não é fortuito que as emocionantes vitórias nas prorrogações, nos minutos finais e nos pênaltis só tenham beneficiado vencedores reconhecidos. O complexo independe de diferenças econômicas. Estou inclusive inclinado a listar a Suíça como vítima circunstancial de viralatismo futebolísitico, recaída no papel tradicional de ir embora mais cedo.

Assim fora do campo como dentro dele. Há nações capazes de superar seus períodos civilizatórios de subordinação econômica e cultural a potências estranhas. Mas há momentos de ruptura em que o viralatismo tem que ser vencido para que os povos adquiram autonomia de julgamento e conduta. Por qualquer análise isenta o Brasil tem enfrentado nos últimos anos precisamente um desafio de tal magnitude. Diante da oportunidade de ingressar em patamar superior de coexistência internacional, é fundamental que forje a convicção de ser um País vencedor, potente por sua economia, cultura e sociedade, e em busca da igualdade em todas as arenas. E não se trata estritamente de futebol, porque os vencedores, ocasionalmente, também perdem uma partida. Perdem, mas não cabisbaixos, conformados, apenas adiam a decisão para futuros embates.

Do mesmo modo na vida aqui fora. Há que ignorar os vira latas que entregam o jogo antes mesmo que comece. Há que mudar para frente, sempre, pois o tempo não para, interessa é saber onde se encaminha e orientá-lo em nosso favor. Os distraídos, ou de má fé, talvez não se dêem conta de que, no fundo, aderiram à corrente do “não vai ter País”, facção com que a comunidade brasileira tem se havido, e vencido, ao longo de sua história. É o partido do “não vai ter indústria”, da década de 50, do “não vai ter petróleo e ferro”, dos anos setenta, do “não vai ter democracia”, dos anos 80, da Constituição de 88. Assim tem sido neste século XXI: o governo de um metalúrgico seria um fracasso, e foi o que se viu: o início da maior transformação social na história brasileira, que, aliás, não pode ser reduzida à baboseira oposicionista de que vai manter o que estiver certo nas políticas sociais do governo. Não existe “política social do governo” dissociada de sua ideologia nuclear de governar para os mais carentes, seja nas decisões de política social, econômica ou internacional. Está em curso magnífica transformação da pirâmide brasileira e esse é o sentido da mudança que deve continuar.

Quem governa em busca da vitória aceita com humanidade a glória e admite alguns escorregões na travessia. A política dos vira latas prefere recuar, propor “remédios heróicos”, e quando ganha uma pequena batalha aqui ou ali “é por milagre”. Milagre é a esperança de sobrevivência dos vira latas. O Brasil não deve ganhar seu futuro por milagre, mas por convicção.

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A melhor Copa de todos os tempos https://www.ocafezinho.com/2014/07/11/a-melhor-copa-de-todos-os-tempos/ https://www.ocafezinho.com/2014/07/11/a-melhor-copa-de-todos-os-tempos/#comments Fri, 11 Jul 2014 23:16:23 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=21871 24 Comentários 🔥]]> copa

Enquete da BBC de Londres aponta Brasil como a melhor Copa da história

Jornal GGN – Não bastassem os elogios da imprensa internacional por meio de artigos, editorais e afins, além dos comentários em massa nas redes sociais, agora uma enquete feita pela BBC de Londres apontou o que já se dizia: a Copa no Brasil foi a melhor da história, segundo as pessoas que se manifestaram. O resultado favorável ao país chegou a 39%, bem acima do segundo colocado: a Copa da Itália, em 1990, com 10,5%.

A lista segue com a Copa da Inglaterra, em 1966, com 8,8%; A Copa da França, 1998, com 8,4% e da Alemanha, em 2006, com 8,1% das pessoas ouvidas. A lista ainda tem, na ordem, México, em 1970 (4,7%); Coreia do Sul e Japão, em 2002, com 3,9%; México, em 1986, com 3,6%; Espanha, em 1982, com 3,3%; EUA, em 1994, com 3,0% e África do Sul, em 2010, com 2,5%.

Fecham a lista dos países que já sediaram copas o Uruguai, em 1930, com 1,1%; Alemanha, em 1974, com 0,8%; Argentina, em 1978, com 0,7%; Suíça, em 1954, com 6%; Suécia, em 1958, com 4%; França, em 1938, com 3%; Chile, em 1962, com 0,1%; Itália, em 1934, com 0,1% e novamente Brasil, em 1950, com 0,1%.

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Nassif analisa o papel da Globo no futebol brasileiro https://www.ocafezinho.com/2014/07/10/nassif-analisa-o-papel-da-globo-no-futebol-brasileiro/ https://www.ocafezinho.com/2014/07/10/nassif-analisa-o-papel-da-globo-no-futebol-brasileiro/#comments Thu, 10 Jul 2014 17:20:36 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=21830 19 Comentários 🔥]]> Às vezes eu acho que estou ficando obsessivo com o tema da mídia e perseguindo a pobrezinha da Globo, uma emissora que faz novelas tão maravilhosas e tem um jornalismo tão “sério”.

Por isso é sempre com certo alívio que leio artigos, de pessoas inteligentes, apontando a questão da Globo como presente no núcleo duro dos problemas nacionais.

É o caso desta análise de Luis Nassif. Me parece um dos melhores textos que li até agora sobre a derrota no jogo contra a Alemanha.

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A Globo e as raízes do subdesenvolvimento do futebol brasileiro

qua, 09/07/2014 – 11:56 – Atualizado em 10/07/2014 – 15:33

Por Luis Nassif, em seu blog.

Os bravos jornalistas da CBN foram rápidos no gatilho: os 7 x 1 da Alemanha comprovam que a presidente Dilma Rousseff é “pé frio”.

Pé frio é bobagem. Não é o que dizem de Galvão Bueno?

Como são analistas sofisticados, da política e da economia, poderiam afirmar que Dilma talvez seja culpada – assim como Lula, Fernando Henrique Cardoso e outros presidentes – por não ter entrado na batalha pela modernização do futebol brasileiro.

Poderiam ter avançado mais no diagnóstico. Explicado que a maior derrota do futebol brasileiro – e latino-americano em geral – estava no fato de que a maioria absoluta dos seus jogadores serem de times europeus, da combalida Espanha, da Alemanha, Inglaterra e França.

Ali estaria a prova maior do subdesenvolvimento do futebol brasileiro, um mero exportador de mão-de-obra para o produto acabado europeu, campeonatos riquíssimos mesmo em períodos de crise.

Mas a questão principal é quem colocou na copa da árvore o jabuti do subdesenvolvimento futebolístico brasileiro.

Se quisessem aprofundar mais, poderiam mostrar conhecimento e erudição esportiva reportando-se a uma tarde de julho de 1921, em Jersey City, quando surgiu o primeiro Galvão Bueno da história, o locutor J. Andrew White, pugilista amador, preparando-se para narrar a luta história de Jack Dempsey vs George Carpentier para a Radio Corporation of America (RCA). 61 cidades tinham montado seus “salões de rádio” para um público estimado em centenas de milhares de ouvinte.

O que era apenas um hobby de radio amadores, tornou-se, a partir de então, o evento mais prestigiado nas radio transmissões.

Se não fosse cansar demais os ouvintes da CBN, os brilhantes analistas poderiam historiar, um pouco, a importância das transmissões esportivas para o que se tornaria o mais influente personagem do século no mercado de opinião: os grupos de mídia.

Mostrariam como foram criadas as redes, desenvolvidas as grades de programação, planejados os grandes eventos, como âncoras centrais da audiência.

Depois, avançariam nos demais aspectos dos grupos de mídia.

Num assomo de modéstia, reconheceriam que, em um grupo de mídia, a relevância do jornalismo é diretamente proporcional à audiência total; e a audiência depende fundamentalmente desses eventos âncora. Por isso mesmo, foi o futebol que garantiu o prestígio e a influência do jornalismo.

Não se vá exigir que descrevam a estratégia da Globo para tornar-se o maior grupo de mídia do Brasil e da América Latina. Mas se avançassem lembrariam que os eventos consolidadores foram o carnaval carioca e o futebol, pavimentando o caminho das novelas e do Jornal Nacional.

Algum entrevistado imprevisto, especialista em segurança, ou na sociologia do crime, poderia lembrar que, para conseguir o monopólio de ambos os eventos, a grande Globo precisou negociar, numa ponta, com os bicheiros que dominavam a Associação das Escolas de Samba do Rio; na outra, com os cartolas que desde sempre dominavam a CBF (Confederação Brasileira de Futebol), desde os tempos em que era CDB (Confederação Brasileira dos Desportos).

Para não pegar mal para a Globo, diria que a grande emissora foi vítima do anacronismo da sociedade brasileira, que a obriga a entrar no pântano sem se sujar.

Aos ouvintes ficariam as conclusões mais pesadas.

Graças ao submundo dos bicheiros e cartolas, a Globo venceu a competição na radiodifusão. E graças à Globo, bicheiros e cartolas conquistaram um enorme poder junto à superestrutura do Estado brasileiro, um extraordinário jogo de ganha-ganha em que o sistema bicheiros-Globo e cartolas-Globo ganharam uma expressão política inédita e uma blindagem excepcional. Ainda mais se se considerar que o primeiro setor vive da contravenção e o segundo está mergulhado até a raiz do cabelo nos esquemas internacionais de lavagem de dinheiro, através do comércio de jogadores.

Aí a matriz de responsabilidades começa a ficar um pouco mais clara.

Um especialista em direito econômico poderia analisar o abuso de poder econômico na compra de campeonatos e os prejuízos ao consumidor, com a Globo adquirindo a totalidade dos campeonatos e transmitindo apenas parte dos jogos.

Para tornar mais ilustrativo o episódio, poderia se reconstituir a tentativa da Record de entrar no leilão e a maneira como a Globo cooptou diversos clubes, adiantando direitos de transmissão para impedir o avanço da concorrente. Ou, então, as tentativas de dirigentes mais modernos de se livrar do jugo da CBF. E como todos foram esmagados pelo poder financeiro da aliança CBF-Globo.

De degrau em degrau, de episódio em episódio, se chegaria ao busílis da questão, o bolor fétido que emana da CBF e que até hoje impediu que, no país do maior público consumidor, aquele em que o futebol é a maior paixão popular, o evento que mais vende produtos, mais galvaniza a atenção, não se consiga desenvolver uma economia esportiva moderna.

Completado o raciocínio, o distinto público da CBN entenderia os motivos do Brasil ser um mero exportador de jogadores, os clubes brasileiros serem arremedos de clube social, o fato de grandes investidores jamais terem ousado investir no evento esportivo de maior penetração no mundo, de jamais termos desenvolvidos técnicas em campo à altura do talento dos jogadores brasileiros.

A partir dai, ficaria claro as razões do subdesenvolvimento brasileiro e, forçando um pouco a barra, até a derrota de 7 x 1 para a Alemanha.

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E o Brasil não acabou… https://www.ocafezinho.com/2014/07/10/e-o-brasil-nao-acabou/ https://www.ocafezinho.com/2014/07/10/e-o-brasil-nao-acabou/#comments Thu, 10 Jul 2014 17:01:36 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=21810 17 Comentários 🔥]]> Enquanto a imprensa nacional continua soprando teses apocalípticas, jornalistas estrangeiros fazem crônicas sobre a maneira bem humorada e tranquila com que os brasileiros comuns enfrentaram a surra da Alemanha.

Para quem sabe inglês, eu sugiro a leitura de dois artigos. Um deles, publicado no Wall Street Journal, é praticamente uma declaração de amor ao Brasil. Seria muito legal que alguém se dispusesse a traduzir. Eu publicaria a tradução, naturalmente.

(Atualização: Um blog do Terra fez uma resenha sobre o mesmo artigo).

No título, o autor demonstra a generosidade que nenhum jornal brasileiro teve: Brasil is going to be just fine. O Brasil vai ficar bem.

Essa frase, parecida com que a gente diz para crianças quando se machucam (vai passar, vai passar), é tudo que não vimos em nossa imprensa escrita, obcecada que estava em transformar uma derrota futebolística num fracasso épico do próprio país.

Outro artigo, no Vice Sports, descreve o bom humor tipicamente brasileiro ao lidar com suas desgraças. O título: “Quando o mundo espera ver o Brasil pegar fogo, os brasileiros dão risada”.

Aliás, aproveito a deixa e reproduzo abaixo os “melhores” momentos do jogo entre Brasil e Alemanha, publicados pelo site Ole. É um pouco maldade fazer isso, mas talvez algum leitor se interesse em rever os gols da Alemanha. Foi uma coisa tão bizarra que extrapola o interesse futebolístico.

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Os sádicos se regozijam https://www.ocafezinho.com/2014/07/09/os-sadicos-se-regozijam/ https://www.ocafezinho.com/2014/07/09/os-sadicos-se-regozijam/#comments Wed, 09 Jul 2014 13:05:05 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=21790 46 Comentários 🔥]]> Dá até medo pensar nas manchetes e nos editoriais de nossos jornalões. Todo o ódio que mantiveram represado nas últimas semanas, por conta da alegria avassaladora dos brasileiros, voltou com força total.

Vergonha! Vexame! Humilhação! Dizem as manchetes.

Há anos não víamos fontes tão garrafais.

Exatamente os sentimentos que eles querem impor ao povo.

Nenhum esforço para aliviar as dores da nação, para levantar o astral.

Sadismo puro e exclusivo!

Que ridículo!

É como se eles quisessem se vingar da alegria que sentimos.

“Vocês vão pagar pela esperança que tiveram na seleção! Vão pagar por essa alegria criminosa que alimentaram!”, é o que dizem essas manchetes loucas.

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Quando a Petrobrás anuncia o recorde de 500 mil barris diários apenas no pré-sal, a notícia vem escondida no miolo dos jornais, sem chamada na capa. Sem manchetes, sem editoriais.

Quando a seleção brasileira perde um jogo, é isso que vemos.

Agindo assim, porém, eles apenas revelam o seu conhecido sadismo. Só estão satisfeitos quando acham que podem humilhar o povo.

Só que o povo é mais inteligente do que eles pensam. A alegria do futebol é um encantamento lúdico. Uma emoção passageira.

A Copa está pertinho do final agora. Só restam três jogos. Em alguns dias, tudo terá terminado.

Mas fizemos a nossa parte. Como outros países do mundo (Alemanha, África do Sul, Coréia do Sul & Japão), sediamos uma Copa, e conseguimos divulgar uma excelente imagem do nosso país.

O retorno em turismo, em negócios, ou simplesmente em troca de experiências, é incalculável.

Até mesmo a derrota da seleção foi uma experiência que tínhamos que viver. Para entendermos melhor o papel da emoção em nossas vidas, por exemplo.

Para compreender o tamanho dos desafios que temos pela frente.

O futebol é uma grande brincadeira, e mesmo assim a gente põe o coração nele.

A vida, porém, não é uma brincadeira. É um jogo de vida e morte, que os brasileiros jogam todos os dias, trabalhando duro.

Pela mesma razão, a felicidade que a vida nos traz, através da família, do amor, da arte, do trabalho, tem muito mais profundidade que a inocente alegria de uma vitória de seu time ou da seleção.

A seleção brasileira sofreu uma derrota histórica no futebol.

Mas o povo brasileiro experimenta uma vitória igualmente histórica. Nos últimos 12 anos, a evolução do nosso país foi muito mais grandiosa do que qualquer desempenho futebolístico.

Ainda há muito o que realizar, naturalmente.

Enfrentaremos ainda muitos percalços no caminho. Cada um deles, porém, servirá para nos fazer mais fortes e mais conscientes.

Esses que aí estão, se regozijando com a tristeza de um povo, tentando espezinhá-lo ao invés de consolá-lo. Falando em humilhação, vexame e vergonha, quando o bom senso pede apenas serenidade. Esses aí mais uma vez mostram de que lado estão.

É até uma piada achar que estão tristes com a derrota da seleção.

Querem apenas enfraquecer o povo, diminuir sua alegria, deixá-lo triste, com ódio, para que reaja apenas com suas emoções baixas, não com seu bom senso.

São verdadeiros abutres, esperando ver o povo prostrar-se, deprimido, no chão, para lhe comer os olhos.

Será engraçado, todavia, ver suas caras quando o povo conscientizar-se do que acontece, e responder-lhes não com o mesmo gesto de raiva deles, mas com um sorriso maroto.

Um sorriso de quem conhece seus opressores há séculos, quiçá há milênios. E sente aquela comichão no estômago pela perspectiva de vê-lo, o opressor, perdendo a orgulhosa serenidade que o caracterizava.

Ao apelar para este sensacionalismo sádico e derrotista, a mídia brasileira revela seu desequilíbrio emocional. O mesmo que fez a seleção fazer um jogo tão feio.

Ou melhor, não o mesmo, porque não é o desequilíbrio de quem fica nervoso, sob pressão, mas o desequilíbrio que nasce da mais louca arrogância.

Então a gente ganha a partida. E se não ganhar, não tem importância. A gente joga de novo, indefinidamente, porque a única luta que se perde, como diziam os anarquistas, é aquela que se abandona!

Preliminary Draw of the 2014 FIFA World Cup in Brazil - Previews

Fonte da foto: Banhista joga futebol na Praia de Ipanema no Rio de Janeiro. Foto: Getty Images http://img.terra.com.br/i/2011/07/29/1971227-4869-rec.jpg

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Mineiraço! https://www.ocafezinho.com/2014/07/08/mengao-mete-5-x-0-na-selecao-brasileira/ https://www.ocafezinho.com/2014/07/08/mengao-mete-5-x-0-na-selecao-brasileira/#comments Tue, 08 Jul 2014 21:04:13 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=21767 Mengão mete sete gols na seleção pentacampeã do mundo!

Ops, não é Mengão, é Alemanha…

A única vantagem nessa história é que termina a história de que o Brasil comprou a Copa.

Em tempos de figurões ligados à FIFA presos pelas polícia civil e federal, era capaz de alguém acreditar nesse boato.

Houve falhas técnicas, técnicas e despreparo psicológico da seleção.

Mereceu perder.

Futebol é isso aí.

O Maracanaço virou Mineiraço.

Por alguns dias, teremos que fazer frente à tentativa da mídia de faturar politicamente com a derrota.

Não vai ser fácil, mas o Brasil vai superar essa.

Janio de Freitas escreveu em sua coluna hoje que, em 1950, o verdadeiro candidato do governo que tinha bancado a Copa e a construção do Maracanã era Getúlio Vargas. Ele era o candidato a presidente da República.

A UDN, sobretudo através de Carlos Lacerda, se opôs à Copa e ao Maracanã. O Globo também.

Igualzinho hoje.

Vargas ganhou de lavada aquelas eleições e fez um dos governos mais importantes da nossa história. Suicidou-se em agosto de 1954, após uma crise política interminável, patrocinada pela imprensa.

O negócio agora é torcer pela Argentina.

E viva o Brasil!

 

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Polícia do Rio estoura o mensalão da Fifa! https://www.ocafezinho.com/2014/07/08/policia-do-rio-estoura-o-mensalao-da-fifa/ https://www.ocafezinho.com/2014/07/08/policia-do-rio-estoura-o-mensalao-da-fifa/#comments Tue, 08 Jul 2014 17:21:22 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=21761 Quem diria, hein, o Brasil estourou o mensalão da Fifa!

E olha que a trambicagem com ingressos é só um dos fios do novelo. Quando descobrirem as maracutaias com as vendas de direito de tranmissão, a coisa vai ficar feia.

Uma incrível ironia! O “padrão Fifa” sempre foi um engodo!

O Brasil é infinitamente melhor que a Fifa!

Saúde padrão Fifa?

Educação padrão Fifa?

Nada disso.

Melhor continuarmos mesmo com nosso humilde e problemático padrão brasileiro.

É um padrão que tentamos aprimorar ano a ano, com bom senso, energia e, sobretudo, com sentimento de responsabilidade.

Não adianta cobrar do governo um padrão de qualidade se você mesmo não faz a mesma exigência a si mesmo, de oferecer à sociedade um alto padrão de comprometimento democrático e profissional.

Até para isso serviu a Copa do Mundo no Brasil.

Para desmoralizar a Fifa, e pressionar o mundo a encontrar uma outra maneira de organizar os campeonatos internacionais de futebol.

Mais transparente, sobretudo.

Que reviravolta!

Abrimos a Copa com vergonha de nós mesmos, pedindo um Brasil padrão Fifa.

Agora vamos encerrá-la com um tremendo orgulho nacional, e com o mundo inteiro envergonhado, pedindo que as próximas Copas sejam menos padrão Fifa e mais padrão Brasil.

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Polícia vai investigar ligação entre sobrinho de Blatter e empresa Match

Por Vladimir Platonow – Repórter da Agência Brasil
Edição: Luana Lourenço

O delegado Fábio Barucke, titular da 18ª Delegacia de Polícia, que prendeu hoje (6) o britânico Raymond Whelan, disse que a possível ligação entre a Match, empresa dirigida por Whelan, com a Infront Sport and Midia, de Philippe Blatter, sobrinho do presidente da Fifa, Joseph Blatter, fará parte das investigações.

“Temos notícia de que o Philip Blatter teria participação na sociedade da Match. Isso vai ser colocado aos autos no decorrer da investigação”, disse Barucke, em entrevista coletiva na delegacia, para onde foi levado o britânico.

O delegado disse que Whelan teve prisão temporária por cinco dias decretada pela Justiça, mas que seus advogados ainda não haviam decidido se ele vai prestar depoimento. Caso isso ocorra, ele será ouvido amanhã (8), às 9h. “Se ele não for depor, vai ser encaminhado à Polinter [polícia interestadual] e vai depor em juízo”, explicou o delegado.

Segundo Baruck, o britânico negou, em conversa informal, que teria amizade com o empresário franco-argelino Lamine Fofana, que também foi preso por venda irregular de ingressos da Copa. “Ele não admitiu as acusações. Negou qualquer envolvimento com o Fofana. Negou que teria negociado pessoalmente ingressos com o Fofana”, contou o delegado.

De acordo com Barucke, Whelan poderá responder pelo crime de facilitar a distribuição de ingressos para a venda de cambistas. “É o Estatuto do Torcedor, Artigo 41, Alínea G. Pena de quatro anos de prisão.” O delegado revelou que outras sete pessoas, que aparecem nas escutas, estão sendo investigadas.

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Whelan, sócio do sobrinho de Blatter

COPA 2014 - ROUBALHEIRA

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Viralatismo da mídia nacional convence Fifa a não punir Zuñiga https://www.ocafezinho.com/2014/07/07/viralatismo-da-midia-nacional-convence-fifa-a-nao-punir-zuniga/ https://www.ocafezinho.com/2014/07/07/viralatismo-da-midia-nacional-convence-fifa-a-nao-punir-zuniga/#comments Mon, 07 Jul 2014 16:36:44 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=21732 45 Comentários 🔥]]> Mais um triste capítulo para a história do futebol e do viralatismo nacional foi escrito hoje.

A falta de indignação da nossa mídia contra a agressão à Neymar deu resultado. A Fifa, que emitiu condenação duríssima contra o uruguaio Suárez, por uma mordidinha no adversário, não fazer absolutamente nada para punir o colombiano Zuñiga, que quase quebrou Neymar ao meio com uma joelhada.

Está liberado trucidar jogadores brasileiros em campo. Não pode morder. Quebrar costela, pode.

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Fifa decide não punir Zúñiga por falta que tirou Neymar da Copa do Mundo

Comitê Disciplinar ainda decide não retirar cartão amarelo de Thiago Silva, que segue suspenso para o jogo contra a Alemanha, pela semifinal do Mundial do Brasil

Por GloboEsporte.com

A CBF cobrou, os torcedores brasileiros reclamaram, mas a Fifa não vai punir o colombiano Zúñiga pela falta no jogo pelas quartas de final que tirou Neymar da Copa do Mundo. O Comitê Disciplinar da entidade soltou um comunicado oficial explicando porque não poderia punir o jogador colombiano. No mesmo aviso, o comitê também nega o pedido da CBF para retirar o segundo cartão amarelo de Thiago Silva, que suspende o capitão brasileiro para o jogo contra a Alemanha.

Segundo o Comitê Disciplinar da Copa, o lance não escapou aos olhos dos árbitros em campo, que é a primeira das duas condições cumulativas para que o artigo 77 a) do Código Disciplinar da Fifa seja aplicado.
No caso do artigo 77 b), que também permite que o Comitê reveja um lance, também não pode ser usado porque nenhum cartão foi mostrado ao jogador Zuñiga. Esse artigo só pode ser aplicado caso o árbitro mostre algum cartão para o jogador errado.

Quanto ao pedido da CBF para que o cartão amarelo que Thiago Silva recebeu no jogo contra a Colômbia, e que o suspende do jogo desta terça-feira contra a Alemanha, o comitê alegou que não existem bases legais para o requerimento. Dessa forma, o capitão brasileiro segue suspenso para as semifinais.

Neymar fraturou a terceira vértebra lombar após sofrer uma joelhada do colombiano Zúñiga, nas costas, pouco antes do final do segundo tempo. O jogo terminou com vitória do Brasil, por 2 a 1, e classificação para a semifinal, mas a perda de seu principal jogador acabou sendo uma grande derrota para o Brasil.

Depois de ter sido atendido em um hospital em Fortaleza e retornar com a delegação, o camisa 10 da seleção decidiu não continuar na Granja Comary e seguiu de helicóptero para sua casa, no Guarujá. Neymar se mantém em repouso e recebe visitas apenas de amigos e familiares.

O médico da seleção, José Luiz Runco descartou qualquer possibilidade de Neymar voltar à seleção caso o Brasil vença a Alemanha e avance à final. Segundo o médico, o jogador precisa de tempo para calcificar a lesão e entrar em campo seria arriscado a seu futuro como atleta. Inicialmente, o tempo de estimado para o retorno após uma lesão desse tipo é entre 40 e 45 dias.

No dia seguinte ao ocorrido, Zúñiga usou as redes sociais para desejar melhoras a Neymar e dizer que não teve maldade na jogada. O colombiano recebeu apoio dos companheiros e de seu povo, que se manifestou a seu favor na calorosa recepção da seleção a Bogotá, nesse domingo.

 

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Neymar incentiva time a realizar sonho de ser campeão https://www.ocafezinho.com/2014/07/05/neymar-incentiva-time-a-realizar-sonho-de-ser-campeao/ https://www.ocafezinho.com/2014/07/05/neymar-incentiva-time-a-realizar-sonho-de-ser-campeao/#comments Sun, 06 Jul 2014 02:52:53 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=21681 9 Comentários 🔥]]> Neymar, o herói brasileiro, o que um cronista vira-lata tentou ofender dizendo que seria “símbolo da nossa dependência de jeitinho, ginga e emoção”, dá seu recado.

Com olhos vermelhos, voz embargada, obviamente triste pela frustração de seu sonho de jogar uma final de Copa do Mundo e ser campeão, ele encontra forças para estimular seus companheiros de equipe a seguirem em frente.

Com jeitinho, ginga e emoção, o povo brasileiro sobreviveu à prepotência de suas elites predatórias, que sempre contou com ajuda de uma mídia venenosa e antinacional.

Com esse mesmo “jeitinho, ginga e emoção”, o Brasil conquistou mais títulos em Copas do Mundo do que qualquer outro país.

Com esse mesmo “jeitinho, ginga e emoção”, poderemos ser, quem sabe, novamente campeões!

E se não formos, não tem importância. Somos campeões de qualquer jeito, por termos realizado uma grande Copa do Mundo e, sobretudo, por termos produzido seres humanos cheios de criatividade, bravura e sentimento, como este garoto tão jovem e já inesquecível, o nosso querido Neymar!

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Cobertura da Copa foi o maior desastre jornalístico da história https://www.ocafezinho.com/2014/07/05/cobertura-da-copa-foi-o-maior-desastre-jornalistico-da-historia/ https://www.ocafezinho.com/2014/07/05/cobertura-da-copa-foi-o-maior-desastre-jornalistico-da-historia/#comments Sat, 05 Jul 2014 19:18:41 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=21670 1 Comentário 🔥]]> Mídia não está à altura do país

Por Luis Nassif, no Jornal GGN

A Copa do Mundo desnudou um dos maiores e mais relevantes problemas do país: o déficit de informação.

Talvez tenha sido o maior desastre jornalístico da história, mais do que o episódio das Cartas de Bernardes, o Plano Cohen ou a manipulação inicial sobre o movimento da diretas. Isso porque revelou métodos anti-jornalísticos não apenas para o público mais politizado e bem informado, mas em cima de um tema nacional – o futebol. E no momento em que as redes sociais já haviam acabado com a exclusividade que a mídia detinha na disseminação de notícias.

O episódio abriu uma enorme brecha na credibilidade dos grupos de mídia, em cima de pontos centrais:

– A não confiabilidade das informações.

– O fato dos grupos colocarem seus objetivos políticos acima do próprio interesse do país.

A informação correta é elemento central não apenas para a democracia como para o mercado.

Milhares de comerciantes, hotéis, pontos turísticos foram prejudicados pela redução do fluxo internacional provocada pelo terrorismo praticado pelos grupos de mídia em cima de informações falsas.

*****

E, fora da Copa, quais os critérios de análise de políticas públicas?

A política econômica é a de maior visibilidade devido aos indicadores existentes: PIB, contas externas, investimentos públicos e privados, emprego, questões fiscais etc. E nesse item o governo Dilma vai mal.

*****

Mas o governo Dilma não é apenas isso.

Há uma frente social importante, com o Bolsa Família, Brasil Sem Miséria, Luz Para Todos, Brasil Sorriso, Pronatec etc. Nesse campo, as informações são escondidas.

*****

E nos investimentos públicos? Tome-se o caso do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). É um programa bem sucedido ou não?

Há duas fontes de informação: os grupos de mídia e o governo.

Do lado dos grupos de mídia, a fiscalização do PAC segue a receita padrão Copa do Mundo. Se uma obra está 90% completa, a reportagem é sobre os 10% que faltam. Como o PAC engloba centenas de obras, basta selecionar algumas que não deram certo para passar ao leitor a sensação de que nada deu certo.

Ontem caiu um viaduto em Belo Horizonte. A obra era de responsabilidade da Prefeitura. As manchetes online dos grupos de mídia debitavam a queda ao PAC. Dá para confiar?

*****

Do lado do governo, é o oposto. Basta selecionar uma dúzia de obras que deram certo, para supor que o conjunto deu certo.

Depois, esse caos de informação é potencializado pelas disputas nas redes sociais.

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O próprio PAC tem um balanço bem feito, financeiro e físico. Mas não há um balanço qualitativo nem o peso das obras em relação às necessidades totais do país.

Por exemplo, o PAC divulga todas as obras rodoviárias que estão sendo feito ou já foram completadas. O que significam dentro da malha total brasileira? São significativas ou atendem a apenas um percentual ínfimo das necessidades?

O mesmo em relação as obras ferroviárias, à transposição das águas do rio São Francisco, às hidrovias.

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Em suma, tem-se um país moderno e um país anacrônico. Gestão pública consegue avanços mas grupos de mídia, até agora, não conseguiram atravessar o Rubicão da modernidade.

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Os impostos da Petrobrás https://www.ocafezinho.com/2014/07/03/petrobras-pagou-os-12-estadios-da-copa-com-1-mes-de-imposto/ https://www.ocafezinho.com/2014/07/03/petrobras-pagou-os-12-estadios-da-copa-com-1-mes-de-imposto/#comments Thu, 03 Jul 2014 06:09:30 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=21630 62 Comentários 🔥]]> Nesta terça-feira, participei de uma conversa da presidente da Petrobrás, Graça Foster, com alguns blogueiros, sobre a qual ainda estou maturando um texto. Espero publicá-lo amanhã ou depois.

Entretanto, como estou fazendo pesquisas junto ao banco de dados público da Petrobrás, publico um tira-gosto rápido.

Trata-se de uma descoberta que fiz, no próprio site da Petrobrás, sobre o montante pago pela estatal, em impostos, contribuições fiscais e participação acionária, ao governo.

Descobri que a Petrobrás pagou quase R$ 100 bilhões  à Viúva em 2013, um recorde histórico. Esse é o dinheiro que faz a diferença concreta na vida do brasileiro, porque é um recurso que vai direto para educação, saúde e infra-estrutura.

O valor das ações, afeta apenas 0,01% da população brasileira, que não desmereço,  pois acreditaram na Petrobrás.

Graça Foster mostrou bastante confiança de que o valor das ações poderá subir a partir do momento em que a estatal começar a oferecer receitas mais polpudas no ano que vem, quando vários projetos estarão maduros para gerar lucro.

Até o momento, a Petrobrás tem investido, investido, investido. A partir deste ano, num crescendo até 2020, a Petrobrás vai começar a colher o fruto que plantou: receita, receita, receita. A afirmação é de Graça Foster.

Entretanto, os valores pagos na forma de tributos e participação acionária beneficiam a totalidade da população.

Apenas no primeiro trimestre deste ano, a Petrobrás depositou R$ 26,27 bilhões nos cofres públicos nacionais, significando que, os impostos pagos pela estatal ao governo, em apenas um mês correspondem a totalidade do valor gasto com a construção dos 12 estádios da Copa, estimada em R$ 8 bilhões.

Sendo que a maioria dos recursos alocados para compra de estádio deverão retornar às mãos do Estado, pois são financiamentos que deverão ser pagos em dia.

 

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Novo Maracanã

Novo Maracanã

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https://www.ocafezinho.com/2014/07/03/petrobras-pagou-os-12-estadios-da-copa-com-1-mes-de-imposto/feed/ 62
Imprensa estrangeira diz que Copa é melhor organizada que Olimpíadas de Londres https://www.ocafezinho.com/2014/07/02/imprensa-estrangeira-diz-que-copa-e-melhor-organizada-que-olimpiadas-de-londres/ https://www.ocafezinho.com/2014/07/02/imprensa-estrangeira-diz-que-copa-e-melhor-organizada-que-olimpiadas-de-londres/#comments Wed, 02 Jul 2014 17:34:58 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=21574 24 Comentários 🔥]]> Ver um arquiduque do coxinismo tomar uma chinelada da realidade: não tem preço.

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Notas da coluna de Nelson de Sá, na Folha

Notas da coluna de Nelson de Sá, na Folha. Hoje.

Nem a campanha para dizer que a seleção é uma porcaria incomparável, que só dá vexame, tem dado certo. Todas as grandes seleções tiveram que suar o mesmo que o Brasil para passar às quartas-de-final. Algumas nem passaram.

E a Fifa acaba de eleger um jogador brasileiro como o melhor da Copa até agora.

No Zero Hora

David Luiz aparece como melhor jogador da Copa até agora

Zagueiro tem melhor média de notas após o término das oitavas de final. Lista também tem outros dois brasileiros: Thiago Silva e Neymar

A Fifa divulgou, nesta quarta-feira, a relação dos dez melhores jogadores da Copa do Mundo após o término das oitavas de final. E o primeiro da relação é David Luiz que apresenta uma média de nota de 9,79 nas quatro partidas feitas no torneio até o momento.

A média do zagueiro subiu depois que ele conseguiu também marcar um gol contra o Chile no empate em 1 a 1, sábado passado, no Mineirão. Atrás do brasileiro aparece o grande destaque do rival de sexta-feira, em Fortaleza. Com 9,74 de média, Jamez Rodríguez é o segundo melhor da Copa.

A lista ainda conta com o nome de outros dois brasileiros: o zagueiro Thiago Silva e o atacante Neymar.

Confira abaixo a relação completa:

1º – David Luiz (Brasil) – 9,79
2º – James Rodríguez (Colômbia) – 9,74
3º – Karim Benzema (França) – 9,7
4º – Arjen Robben (Holanda) – 9,66
5º – Jan Vertonghen (Bélgica) – 9,62
6º – Neymar (Brasil) – 9,59
7º – Thiago Silva (Brasil) – 9,56
8º – Ivan Perisic (Croácia) – 9,53
9º – Johan Djourou (Suíça) – 9,5
10º – Thomas Müller (Alemanha) – 9,48

anatomia de um coxinha

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O choro da seleção está muito além do Cidadão Kane https://www.ocafezinho.com/2014/07/02/o-choro-da-selecao-esta-muito-alem-do-cidadao-kane/ https://www.ocafezinho.com/2014/07/02/o-choro-da-selecao-esta-muito-alem-do-cidadao-kane/#comments Wed, 02 Jul 2014 15:55:16 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=21562 17 Comentários 🔥]]> Que crônica bonita do Paulo, que reproduzo abaixo! É exatamente disso que eu sinto falta no jornalismo, de uma análise mais humana.

Eu acho que ela combina muito com aquele poema do John Donne, no qual o poeta nos adverte para não perguntar por quem os sinos dobram.

“Nenhum homem é uma ilha isolada; cada homem é uma partícula do continente, uma parte da terra; se um torrão é arrastado para o mar, a Europa fica diminuída, como se fosse um promontório, como se fosse a casa dos teus amigos ou a tua própria; a morte de qualquer homem diminui-me, porque sou parte do gênero humano. E por isso não perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti”. John Donne

Os jogadores se ressentem desse muro de rancor construído pela mídia, esse ódio violentíssimo contra o próprio país, e do qual eles – jogadores e torcedores – também acabam sendo vítimas.

A maneira obsessiva com que a torcida canta “sou brasileiro, com muito orgulho” me parece um esforço desesperado para se livrar desse ódio. Um esforço, como diz a canção, para amar a si mesmo e ao Brasil.

Muitos estão criticando e ridicularizando a canção, mas tenho visto que ela tem sido vocalizada com entusiasmo pelas crianças.

No dia do jogo, olhei pela janela e vi uma criança, vestindo camisa do Brasil, e falando com outra: “sou brasileiro!”. Batia no peito com orgulho.

A emoção com que cantam o hino nacional, jogadores e torcida, tem o mesmo motivo: um esforço para fugir da armadilha psicológica que as “forças ocultas”, as mesmas que levaram Vargas ao suicídio e a classe média às ruas para apoiar o golpe em 64, montaram novamente dentro de suas cabeças.

Uma armadilha para nos manipular e nos fazer votar em quem eles querem.

Uma armadilha que pretende nos fazer ter “vergonha” de nós mesmos e do nosso país.

Não era isso que a a mídia estampava, às vésperas da Copa?

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Exemplo: o técnico da seleção, Luiz Felipe Scolari, reuniu alguns jornalistas e admitiu que os jogadores estão, de fato, emocionalmente desequilibrados e pediu humildemente o auxílio da imprensa.

Ora, Felipão não pede nada demais. Apenas um pouco de delicadeza no trato com os jogadores, que são, afinal de contas, garotos hipersensíveis, como todo gênio, como todo artista.

A resposta da Globo veio na coluna de Artur Xexéo, na edição de hoje: “Tô fora. Continuo na torcida, mas não conte com minha ajuda”.

Não precisa dizer mais nada, né.

*

O AMOR PELA SELEÇÃO

Choro dos craques vem do abismo entre os craques e o país, aberto pelo anti-Copa e pelo VTNC. É preciso fechá-lo

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog.

A conversa do dia é o choro dos meninos da seleção.

Nossa seleção chora de medo, um pavor profundo, um abismo, um buraco escuro na terra. Felipão, o verdadeiro, perdeu a energia e ficou desorientado. O capitão Tiago Silva sentiu medo de cobrar pênalti. Não conseguia nem olhar o chute dos outros. Chorou tanto que ninguém entendeu.

Julio Cesar também chorou e todo mundo entendeu.

Neymar seria o primeiro a bater o pênalti. Preferiu ficar por último. Vencemos, apesar de tudo. Mas não sabemos até onde vamos caminhar. Que importância tem isso?

Nada, quem sabe.

Hoje, tudo.

Eu tinha 5 anos quando o Brasil ganhou a primeira Copa. Estava no terraço – na época não se dizia varanda – do apartamento onde morava, ali na rua Cincinato Braga, no bairro paulistano do Paraíso. Lembro do barulho do alto falante de um caminhão que passava pela rua, no volume máximo, antes de desaparecer no paralalepípedo:

–A Copa do mundo é nossa
Com o brasileiro não há quem possa…
Eeeeeeta esquadrão de ouro
É bom no samba, é bom, no couro

Nem meus pais nem meus irmãos conheciam a música da seleção. Quem cantava era Lola, a babá, uma quase adolescente levada para trabalhar em nossa casa por Alaíde, a irmã mais velha, mais durona. Lola, que era muito mais bonita, sambava e cantarolava no terraço – quando os patrões estavam longe – com sua voz suave, o sorriso sempre nos lábios, os cabelos grandes e crespos, de um jeito que só ficaria na moda dez anos depois.

Fui bicampeão quando estava de cama, em 1962.

Doente, ouvi a final contra a Checoslováquia no quarto de casal dos meus pais. Lembro da voz de Fiori Gigliotti narrando cada gol pelo rádio, um Emerson num estojo de couro marron. O locutor mobilizava o país inteiro numa vibração emocionada, em que os objetos inanimados daquele quarto – o criado mudo, o abajur, as roupas dentro do armário, os cabides, os ternos do meu pai, o sapato de couro e sola de borracha do meu pai, aquelas gravatas bonitas como nunca vi igual, as bolsas que minha mãe guardava em caixas de papelão, e até o revolver 32 que meu pai manteve guardou até descobrir que os filhos estavam brincando com ele – pareciam fazer parte da torcida.

Quando a partida foi chegando ao final, eu estava tão emocionado que tive um delírio, coisa de Jorge Luís Borges. Imaginei que do outro lado do mundo, numa pequena casa na Checoslováquia, um menino ouvia o mesmo jogo ao lado do pai. Mas, na partida transmitida de rádio para aquele país, os checos é que venciam os brasileiros, também por 3 a 1. Os gols haviam sido feitos na mesma sequencia, no mesmo minuto – e lá, como na minha casa, todos estavam em festa, participando da mesma alegria única, inocente, que só o futebol permite.

Esta era minha final imaginária. Eu pulava e abraçava meu pai em São Paulo, e, no mesmo minuto, na Checoslováquia, em movimentos sincronizados e simétricos, aquele menino e seu pai também se abraçavam. Eu dava socos no ar, gritava o nome dos nossos jogadores, o menino gritava o nome dos jogadores da seleção deles, com aqueles nomes esquisitos. Aos poucos, eu via que as ruas de São Paulo e da Checoslováquia estavam ficando cheias, eram duas multidões comemorando a Copa do Mundo, sem perceber que, no país do time adversário, também havia uma grande festa, que as pessoas que falavam outra língua e usavam roupas diferentes – além de tudo, os checos eram comunistas — também eram campeãs mundiais, porque tudo não havia passado de uma magia, de um sonho, embalado pelos locutores de rádio, onde ninguém era derrotado, e só haviam vencedores e todos podiam ficar alegres.

Antes que alguém pergunte, cinco décadas depois, eu respondo.

Não. Não havia mensagem nessa fantasia. Nem utopia. Era pura maravilha, dos bons contos de fada, que são belos porque não querem nos levar a lugar algum, apenas a mundos que não existem, onde vigoram ideias que nunca pensamos, sonhos que nunca tivemos.

Um pouco como acontece com o futebol, vamos reconhecer.

Em 1970, repórter esportivo, cheguei a ouvir num vestiário do time que ia para o México, de onde voltou com o tri, um comentário pavoroso: “Por que o Médici não manda dar porrada nos jornalistas que só falam mal da seleção?”
A natureza humana é crítica, os motivos para queixas existem.

Sempre houve torcida mau humorada e até contra. Até quando isso era arriscado porque vivíamos numa ditadura. Esse direito é inegociável e deve ser respeitado.

Meio século depois, estamos em julho de 2014.

Mas, pela primeira vez na história do conto de fadas do futebol, é proibido torcer a favor. É suspeito. Quem sabe, corrupto. Em alguns ambientes até provoca risadinhas de malícia.

Agora há uma raiva grande contra as alegrias do povo. Há o cinismo.

Isso arranca lágrimas dos meninos. No time de 2014, não há nenhum adulto. Ninguém com autoridade para gritar, levantar a cabeça e reagir.

É um problema real, do time, mas não é só.

No começo, era chique pensar que o concreto dos estádios não era concreto. Também valia questionar estatísticas sem estatísticas. Foi daí que veio o VTNC.

Depois, vieram os estrangeiros, que nunca tiveram dificuldade para se impor sobre a multidão de vira-latas que perambulam pelo país, buscando oportunidades para o bolso em várias formas de lixo humano.

Eles projetaram detalhadamente um apocalipse final, que deixasse a todos com culpa, a todos irmanados naquele que é o sentimento mais profundo e necessário a sua visão de mundo – a vergonha de ser brasileiro. É este sentimento que leva a oferecer tudo, até nossas moças, a estrangeiros, sem o menor respeito, sem perceber que mesmo as mais humildes podem nos dar lições preciosas, ingênuas só na aparência, como fez a babá Lola naquele terraço de 1958.

Não basta ganhar. É preciso merecer. Holandês pode cavar pênalti. Brasileiro não pode.

Vamos pressionar os juízes para que, na dúvida, fiquem contra o Brasil.

É por isso que os meninos choram. Craques têm o temperamento delicado, são verdadeiros animais de raça, fáceis de assustar, a tal ponto que alguns cavalos de raça correm com viseira. Têm a sensibilidade absoluta, como grandes artistas. Sentem-se abandonados pela falta de um sonho que ninguém sonhou, pela ausência de palavras que ninguém disse. O nome disso é angustia.

E é ela que ameaça nossos craques.

O país já venceu o primeiro combate, de fazer a Copa. Não foram só os aeroportos, os estádios, as melhorias que, mesmo entregues pela metade, ou três quartos, ou 100%, ou 0%.

Quem garantiu uma grande Copa foi o povo brasileiro, com sua hospitalidade, seu humor, seu amor pelo futebol. Imagine se fosse um campeonato de críquete.

A auto crítica universal de tantos medalhões confirma que a partir de 2013 se produziu uma Escola Base. Na versão original, ocorreu uma denúncia a partir de um engano, do serviço mal feito, do exibicionismo, do sensacionalismo.

Desta vez, criou-se um ambiente negativo contra um país inteiro, que não se baseava num erro nem em vários erros – mas no oportunismo político. No quanto pior, melhor.

Até hoje o anti Copa não desistiu de ver a derrota de brasileiros em sua própria casa. Espera colher frutos em outubro. Quer o povo de cabeça baixa.

Isso abriu um abismo entre a seleção e o país. Por essa razão os craques choram, não se equilibram, sentem medo com facilidade.

Essa distância precisa ser vencida. Quem diz é o craque Tostão:

“O que salva a seleção é o envolvimento emocional dos jogadores, empurrados pela torcida e pela pressão de jogar em casa.”

mafalda

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