Agricultura - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/economia/agricultura/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Tue, 19 May 2026 09:36:33 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://controle.ocafezinho.com/wp-content/uploads/2015/10/cropped-Logo_Cafezinho_tmb-32x32.png Agricultura - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/economia/agricultura/ 32 32 Apicultores dos EUA enfrentam colapso de abelhas e cortes em pesquisas https://www.ocafezinho.com/2026/05/19/apicultores-dos-eua-enfrentam-colapso-de-abelhas-e-cortes-em-pesquisas/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/19/apicultores-dos-eua-enfrentam-colapso-de-abelhas-e-cortes-em-pesquisas/#respond Tue, 19 May 2026 09:36:25 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/19/apicultores-dos-eua-enfrentam-colapso-de-abelhas-e-cortes-em-pesquisas/
Enxame de abelhas em close-up, ilustrando a preocupação com o colapso da população desses insetos. (Foto: phys.org)

Apicultores nos Estados Unidos estão enfrentando um grave colapso nas populações de abelhas, agravado por cortes em pesquisas essenciais. Roy Funkhouser, um apicultor comercial experiente, deveria estar cuidando de cerca de 1.200 colmeias, mas atualmente possui menos de 200. Os desafios enfrentados hoje, como parasitas, vírus e exposição a pesticidas, são significativamente mais difíceis do que no passado, segundo Funkhouser.

Os apicultores americanos perderam mais da metade de suas colônias de abelhas até abril de 2026, conforme estimativas dos Inspetores de Apiários da América. Esta perda marca o maior declínio anual desde o início das pesquisas sobre apicultura. O parasita Varroa Destructor, descrito pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) como a praga mais grave das abelhas, continua a causar danos significativos às colônias ao alimentar-se dos insetos e espalhar um vírus que deforma suas asas.

Funkhouser destaca a importância de laboratórios de pesquisa para enfrentar esses desafios, mencionando a colaboração com Zac Lamas, pesquisador do laboratório de abelhas no Centro de Pesquisa Agrícola de Beltsville do USDA. Lamas e sua equipe coletaram amostras de abelhas, pólen e cera para formular orientações que são compartilhadas com apicultores em todo o país. No entanto, o USDA planeja fechar o centro de pesquisa para economizar recursos, o que pode deixar pesquisadores como Lamas sem emprego.

Um porta-voz do USDA informou que o Congresso reduziu o financiamento para pesquisas agrícolas em mais de 32 milhões de dólares, resultando no fechamento do centro de pesquisa. Lamas argumenta que esta decisão é míope, considerando que o laboratório custa 3,2 milhões de dólares por ano para manter mais de 20 cientistas, enquanto responde a um problema de 600 milhões de dólares.

Com o fechamento iminente do laboratório, Lamas aceitou uma posição em uma universidade local, mas teme a perda de conhecimento institucional quando o laboratório for fragmentado. Apicultores, como Funkhouser, também estão preocupados com o impacto desta perda, ressaltando que, embora tenham feito avanços significativos em suas pesquisas, novos desafios continuam a surgir.

Para mais detalhes sobre esta situação crítica enfrentada pelos apicultores dos EUA, consulte a reportagem completa no portal Phys.org.


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Mercadante critica falta de crédito diferenciado para agricultura https://www.ocafezinho.com/2026/05/18/mercadante-critica-falta-de-credito-diferenciado-para-agricultura/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/18/mercadante-critica-falta-de-credito-diferenciado-para-agricultura/#respond Mon, 18 May 2026 11:49:52 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/18/mercadante-critica-falta-de-credito-diferenciado-para-agricultura/
Ilustração editorial sobre Mercadante critica falta de crédito diferenciado para agricultura. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro)

Aloizio Mercadante, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), destacou a necessidade urgente de estímulos públicos e crédito diferenciado para evitar que produtores rurais priorizem culturas mais lucrativas, como a soja, em detrimento de alimentos essenciais para o mercado interno, como arroz e feijão. Mercadante enfatizou que, sem incentivos adequados, os produtores tendem a escolher cultivos que oferecem maior rentabilidade, o que pode comprometer a segurança alimentar do país.

O presidente do BNDES ressaltou a importância de uma política agrícola equilibrada, que apoie tanto o agronegócio exportador quanto a produção de alimentos para o abastecimento doméstico. Ele argumentou que é fundamental combinar o suporte às grandes empresas, que geram divisas e estabilidade econômica, com o fomento à agricultura familiar. Mercadante mencionou as linhas de financiamento específicas para agricultura familiar e cooperativas, destacando que o banco anunciou financiamentos de até R$ 40 milhões para a produção de leite, com juros reduzidos para agricultores familiares por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Além disso, o BNDES desembolsou R$ 101 bilhões neste ano para micro, pequenas e médias empresas, parte desses recursos por meio do Fundo Garantidor para Investimentos (FGI). Mercadante sublinhou que a política agrícola deve incentivar mercados que tornem os alimentos mais acessíveis e de qualidade para a população. Segundo o portal UOL, essas medidas são essenciais para garantir a segurança alimentar e o desenvolvimento sustentável do setor agrícola no Brasil.


Leia também: BNDES libera mais um crédito bilionário para o agronegócio


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África adota agroecologia para enfrentar crise de fertilizantes e assegurar soberania alimentar https://www.ocafezinho.com/2026/05/16/africa-adota-agroecologia-para-enfrentar-crise-de-fertilizantes-e-assegurar-soberania-alimentar/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/16/africa-adota-agroecologia-para-enfrentar-crise-de-fertilizantes-e-assegurar-soberania-alimentar/#respond Sat, 16 May 2026 12:51:32 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/16/africa-adota-agroecologia-para-enfrentar-crise-de-fertilizantes-e-assegurar-soberania-alimentar/
Mulher colhe vegetais em uma plantação na África. (Foto: aljazeera.com)

A escalada do conflito militar promovido pelos Estados Unidos e Israel contra a República Islâmica do Irã agravou a crise global de fertilizantes. O bloqueio de 20% das exportações mundiais no Estreito de Hormuz elevou os custos de insumos agrícolas e combustíveis, impactando comunidades vulneráveis em diversos continentes.

O fornecimento de gás natural e enxofre, essenciais para a produção de adubos, enfrenta interrupções logísticas severas. Especialistas alertam para o risco de uma nova crise alimentar na África, onde milhões já sofrem com insegurança alimentar crônica.

Autoridades de bancos de desenvolvimento defendem o aumento do fornecimento de fertilizantes químicos como solução imediata. Contudo, essa estratégia repete erros do passado, como os ocorridos durante a crise de alimentos de 2008, quando programas de subsídios deixaram governos africanos endividados.

O portal Al Jazeera destaca que o modelo de dependência de químicos falhou em reduzir a fome de forma sustentável. O caso de Malawi ilustra o problema, pois o país sacrificou orçamentos de educação e infraestrutura para financiar importações de insumos caros.

Corporações transnacionais que dominam o mercado de fertilizantes mantêm margens de lucro abusivas, entre 30% e 80% na África. O bilionário Aliko Dangote, dono da maior fábrica de ureia da Nigéria, aumentou os preços em 40% após os ataques ocidentais ao Irã.

A produção local de Dangote prioriza mercados como os EUA e o Brasil, deixando agricultores africanos desassistidos. Além dos custos financeiros, a dependência de químicos gera graves passivos ambientais, como os registrados na Tunísia.

Fertilizantes químicos são responsáveis por mais emissões de gases de efeito estufa do que toda a aviação comercial global. Organizações de agricultores na África Ocidental e do Norte defendem o redirecionamento de subsídios para a agroecologia como alternativa soberana.

Movimentos como Nous Sommes la Solution demonstram que é possível produzir alimentos de qualidade sem insumos fósseis. Estudos em dezenas de países mostram que técnicas agroecológicas podem aumentar a produtividade em até 100% em culturas como mandioca e milho.

No Senegal, agricultores que adotaram a agroecologia registraram rendimentos 17% superiores e aumento de 36% nas rendas familiares. A transição para sistemas alimentares livres de químicos alinha-se ao compromisso de 60 governos que buscam eliminar gradualmente os combustíveis fósseis.

Priorizar sistemas locais e o empoderamento camponês representa a saída contra o controle corporativo e a crise climática. A agroecologia emerge como solução sustentável para garantir a soberania alimentar no continente africano.

Leia mais sobre o assunto na aljazeera.com.


Leia também: Agronegócio soma 434 novos mercados desde 2023. Mais recente é Burkina Faso


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Sembrando Vida paga 6.450 pesos a 415 mil produtores rurais no México https://www.ocafezinho.com/2026/05/09/sembrando-vida-paga-6-450-pesos-a-415-mil-produtores-rurais-no-mexico/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/09/sembrando-vida-paga-6-450-pesos-a-415-mil-produtores-rurais-no-mexico/#respond Sat, 09 May 2026 16:33:01 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/09/sembrando-vida-paga-6-450-pesos-a-415-mil-produtores-rurais-no-mexico/
Ilustração editorial sobre Sembrando Vida paga 6.450 pesos a 415 mil produtores rurais no México. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro)

O programa Sembrando Vida distribuiu o pagamento de abril a 415.499 produtores rurais em 24 estados do México. Os beneficiários recebem 6.450 pesos mensais depositados diretamente na Tarjeta Bienestar, sem intermediários, conforme o portal da Secretaria de Bem-Estar.

O programa abrange 1.099 municípios, 19.217 localidades e 6.883 núcleos agrários. A iniciativa promove a produção rural, oferece renda estável às famílias camponesas e estimula a organização comunitária.

Mais de 18.598 Comunidades de Aprendizagem Campesina participam do Sembrando Vida. Elas criam marcas próprias, cooperativas e gerenciam 50 pontos de venda autônomos em diferentes regiões do país.

A CACfetería inaugurada na avenida Paseo de la Reforma vende café e outros produtos das comunidades indígenas diretamente aos consumidores. Um acordo com a Procuradoria Federal do Consumidor assegura a qualidade e os preços justos dos produtos agroecológicos.

O programa planeja plantar 300 milhões de mudas neste ano em 21 ecossistemas do México. A meta é alcançar 1,5 bilhão de árvores plantadas até 2030 para recuperar solos degradados.

As plantações buscam aumentar a captação de água e preservar a biodiversidade. O pagamento de abril reforça o compromisso do governo mexicano com a sustentabilidade e a economia rural.

Com informações de CONTRALINEA.


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Satélites expõem devastação agrícola no Sudão e recuperação ainda frágil após avanço militar https://www.ocafezinho.com/2026/05/04/satelites-expoem-devastacao-agricola-no-sudao-e-recuperacao-ainda-fragil-apos-avanco-militar/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/04/satelites-expoem-devastacao-agricola-no-sudao-e-recuperacao-ainda-fragil-apos-avanco-militar/#respond Mon, 04 May 2026 16:02:28 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/04/satelites-expoem-devastacao-agricola-no-sudao-e-recuperacao-ainda-fragil-apos-avanco-militar/
Pessoas caminham por uma área rural com vegetação seca e lixo espalhado, no Sudão. (Foto: aljazeera.com)

Imagens de satélite revelam que os principais projetos de irrigação do Sudão murcharam num marrom estéril após a expansão das Forças de Apoio Rápido (RSF), enquanto retomam lentamente o verde geométrico desde que o Exército Nacional sudanês (SAF) reconquistou parte do território.

A guerra civil iniciada em abril de 2023 destruiu plantações no coração produtivo do país. Os estados de Gezira, Sennar e Cartum, tradicionalmente responsáveis por grande parte do abastecimento interno de trigo, foram os mais afetados.

Segundo investigação digital da Al Jazeera, a análise do Índice de Vegetação por Diferença Normalizada indica que as grades verdes regulares das fazendas irrigadas desapareceram quase por completo em 2024. Foi a fase em que a RSF consolidou o controle da região.

Em Abu Quta, agricultores desesperados romperam seus próprios canais e transformaram campos em lamaçais para deter caminhonetes armadas. O resultado imediato foi a perda de safras inteiras e a fuga de milhares de famílias rurais.

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) apontou queda de 58% na produção de trigo em Gezira na temporada 2023-2024. O desastre foi atribuído ao desmonte deliberado da infraestrutura hídrica e ao saque sistemático de insumos.

Documentos de proteção internacional descrevem combatentes desviando cursos d’água, inundando terras cultivadas e usando sacos de grãos como pontes improvisadas. O canal Al-Haiwawa, vital para 48 aldeias, foi reduzido a entulho e lama.

Num mercado completamente colapsado, o ex-agricultor Hussein Saad, da Aliança de Produtores de Gezira e Al-Managil, relatou que o saco de 50 kg de fertilizante saltou de 20.000 para 120.000 libras sudanesas. O aluguel de tratores triplicou, inviabilizando o plantio para pequenos produtores.

Além das lavouras, depósitos do Programa Mundial de Alimentos com comida suficiente para 1,5 milhão de pessoas foram esvaziados. Um blecaute de telecomunicações imposto pela RSF paralisou remessas eletrônicas e fechou dois terços dos refeitórios populares mantidos por voluntários.

Os satélites Sentinel-2 mostraram que as formas retangulares típicas de irrigação só reaparecem quando bombas, comportas e adubação voltam a operar. A análise técnica desfaz qualquer narrativa que tente atribuir o colapso alimentar a fatores climáticos, apontando diretamente para a destruição intencional da infraestrutura produtiva.

A virada militar começou em novembro de 2024, quando o SAF retomou Singa, em Sennar, e em janeiro de 2025 reconquistou Wad Madani, capital de Gezira. Isso permitiu que produtores reconectassem bombas e reabrissem valas de irrigação.

Em dezembro de 2025, o índice de vegetação já apontava recuperação parcial, embora ainda distante dos patamares registrados antes do conflito. Cartum, usada como grupo de controle por partilhar o mesmo clima árido, teve áreas centrais retomadas pelo SAF em março de 2025 e manteve campos ociosos por meses após o avanço militar.

O dado reforça que a reconquista territorial é apenas o primeiro passo de uma reconstrução que se estenderá por anos. A segurança no terreno precisa de ao menos uma safra completa para se traduzir em produção real de alimentos.

A ministra da Indústria do Sudão, Mahasin Ali Yagoub, informou que 126 grandes fábricas e 3.131 unidades menores em Gezira foram arrasadas. Quase 3.200 instalações seguem em ruínas na capital.

A lenta volta das plantações convive com uma infraestrutura fabril pulverizada e com 25,6 milhões de sudaneses ainda sob insegurança alimentar aguda. Agências internacionais classificam o quadro como uma das piores crises humanitárias do mundo.


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Governo Lula lança crédito emergencial e programa de genética para fortalecer produção de leite familiar https://www.ocafezinho.com/2026/05/03/governo-lula-lanca-credito-emergencial-e-programa-de-genetica-para-fortalecer-producao-de-leite-familiar/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/03/governo-lula-lanca-credito-emergencial-e-programa-de-genetica-para-fortalecer-producao-de-leite-familiar/#comments Sun, 03 May 2026 21:20:06 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/03/governo-lula-lanca-credito-emergencial-e-programa-de-genetica-para-fortalecer-producao-de-leite-familiar/ 68 Comentários 🔥]]>
Produtor rural coleta leite em latões para transporte. (Foto: metropoles.com)

O governo federal colocou a cadeia leiteira no centro de sua estratégia de desenvolvimento rural ao confirmar um pacote de ações que combina financiamento barato e inovação genética para pequenos produtores. A iniciativa foi formalizada em cerimônia em Andradina, interior de São Paulo, com a participação do vice-presidente Geraldo Alckmin e da ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva acompanhou o evento à distância, em recuperação médica. O pacote reúne dois eixos distintos: uma linha de crédito emergencial para cooperativas leiteiras em dificuldade e o programa Mais Leite, voltado à distribuição de material genético de alta qualidade para criadores familiares.

O programa Mais Leite prevê a distribuição de 300 mil embriões bovinos de alta qualidade ao longo de dois anos, democratizando a tecnologia de transferência embrionária entre produtores da agricultura familiar. A meta do Ministério do Desenvolvimento Agrário é elevar a produtividade por animal, reduzir o intervalo entre gerações e consolidar rebanhos mais resistentes ao clima e a doenças sem onerar o produtor.

A aposta em genética ocorre num momento em que o país ocupa posição de destaque no ranking global de produção de leite, mas convive com forte disparidade entre fazendas de grande escala e as propriedades familiares que sustentam o emprego no campo. Para reduzir essa diferença, o governo lançou também uma linha especial de crédito rural para cooperativas que processam ou coletam leite e atravessam dificuldades de caixa, medida aprovada pelo Conselho Monetário Nacional dias antes da cerimônia.

O novo financiamento está inserido na modalidade agroindústria do Pronaf e autoriza cada cooperativa a captar até 40 milhões de reais. O limite individual para cooperados chega a 90 mil reais — valores projetados para manter a compra diária de leite cru, pagar fornecedores e honrar a folha de pagamento.

Com juros de 8% ao ano, prazo total de seis anos e carência inicial de doze meses, a linha pretende aliviar o impacto da alta nos custos de ração, energia e transporte que pressionou as margens do setor. O Ministério do Desenvolvimento Agrário informou que o objetivo imediato é impedir rupturas na coleta de leite cru, preservar empregos e sustentar a oferta de derivados como queijo, iogurte e manteiga, itens básicos da cesta alimentar nacional.

As cooperativas interessadas deverão comprovar dificuldades financeiras em 2026 e estar inseridas nos programas Mais Gestão e Coopera Mais Brasil, que oferecem suporte administrativo e comercial a associações da agricultura familiar. Conforme detalhou o portal Metrópoles, as exigências visam garantir que o crédito chegue a quem realmente enfrenta gargalos operacionais, e não apenas a entidades com acesso privilegiado ao sistema financeiro.

O pacote combina alívio financeiro de curto prazo com um salto na base genética dos rebanhos. O vice-presidente Alckmin descreveu a iniciativa como resposta estrutural à instabilidade de preços que afeta o setor.

A equipe econômica projeta que cada ponto percentual de aumento na produtividade animal se traduza em redução direta de custo para o consumidor final. Isso alinha o programa à política de controle da inflação de alimentos.

Além dos anúncios para o leite, o evento em Andradina incluiu avanços do Programa Terra da Gente, focado na reforma agrária e na consolidação de assentamentos sustentáveis que podem integrar o novo circuito leiteiro. O cooperativismo é apontado por especialistas em segurança alimentar como ferramenta essencial para superar gargalos de escala, barganha comercial e acesso a tecnologia — justamente os três pontos que o pacote pretende atacar de forma simultânea.

Com o crédito assegurado e a genética aprimorada, o governo projeta que a produção do segmento familiar avance nos próximos ciclos produtivos. A expectativa é reduzir importações pontuais de lácteos e ampliar a capacidade de abastecimento interno a partir de propriedades de pequeno porte espalhadas pelo país.


Leia também: Governo Lula investe R$ 89 bilhões na agricultura familiar


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Alckmin anuncia R$ 10 bi em crédito via Finep para renovar frota de máquinas agrícolas na Agrishow https://www.ocafezinho.com/2026/05/03/alckmin-anuncia-r-10-bi-em-credito-via-finep-para-renovar-frota-de-maquinas-agricolas-na-agrishow/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/03/alckmin-anuncia-r-10-bi-em-credito-via-finep-para-renovar-frota-de-maquinas-agricolas-na-agrishow/#comments Sun, 03 May 2026 20:19:53 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/03/alckmin-anuncia-r-10-bi-em-credito-via-finep-para-renovar-frota-de-maquinas-agricolas-na-agrishow/ 72 Comentários 🔥]]>
Geraldo Alckmin discursa em evento da Agrishow, com a data de 27 de abril a 1 de maio de 2026 visível ao fundo. (Foto: metropoles.com)

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, marcou presença na abertura da Agrishow, em Ribeirão Preto, com um anúncio de peso para o setor.

O governo federal vai disponibilizar R$ 10 bilhões em linhas de financiamento destinadas à compra de tratores, colheitadeiras e implementos agrícolas. O objetivo é renovar a frota nacional de máquinas e elevar a produtividade do campo com juros mais competitivos e prazos estendidos.

O pacote será operado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) com recursos provenientes do superávit do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Ao mobilizar esse superávit, o governo sinaliza que ciência e tecnologia podem funcionar como ferramentas imediatas de fomento produtivo, integrando inovação industrial com modernização do campo.

‘Em três semanas teremos esses R$ 10 bilhões nas prateleiras, algo inédito em custo de capital para máquinas agrícolas’, declarou Alckmin diante de empresários do agronegócio, pesquisadores e lideranças regionais. O vice-presidente explicou que a linha poderá ser acessada diretamente na Finep ou por meio de parceiros como Banco do Brasil, bancos privados e cooperativas de crédito.

Alckmin foi acompanhado pelo ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, e pela ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli. A presença conjunta dos dois titulares reforça a estratégia do Palácio do Planalto de dialogar simultaneamente com o grande agronegócio exportador e com a agricultura familiar.

Além da linha de maquinário, o governo sinalizou que trabalha em um plano de renegociação de dívidas contemplando tanto produtores inadimplentes quanto aqueles que mantêm pagamentos em dia. A iniciativa busca aliviar o caixa das fazendas diante da volatilidade de preços de commodities e dos custos elevados de insumos que marcaram os últimos ciclos agrícolas.

‘Vamos garantir condições justas para quem precisa alongar passivos, preservando capacidade de investimento e empregos’, reforçou Alckmin, que representou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na abertura da maior feira de agronegócio da América Latina. O evento ocupa mais de seiscentos mil metros quadrados de estandes com colheitadeiras inteligentes, drones pulverizadores, painéis solares para irrigação e softwares de gestão conectados por redes 5G.

Fabricantes de máquinas agrícolas calculam que o programa pode elevar as vendas do segmento em até 15%, recuperando parte da retração registrada no ciclo anterior. A escalonagem da linha da Finep em faixas de valor e prazo é apontada como diferencial que permite a pequenos produtores acessar as mesmas taxas competitivas oferecidas a grandes grupos, fortalecendo a cadeia nacional de fornecedores.

Analistas do setor avaliam que a combinação de crédito direcionado, expansão de conectividade rural via 5G e avanço dos biocombustíveis consolida uma estratégia de transição tecnológica com geração de emprego e renda no interior. Ao encerrar sua participação na feira, Alckmin ressaltou que apoiar o agro com ciência, inovação e crédito acessível prepara o país para ampliar presença em mercados internacionais cada vez mais exigentes quanto à tecnologia embarcada e à sustentabilidade comprovada na cadeia produtiva.

Leia mais sobre o assunto na metropoles.com.


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Maricá: Feira de Agricultura Familiar leva produtos orgânicos e artesanato a Itaipuaçu https://www.ocafezinho.com/2026/04/26/marica-feira-de-agricultura-familiar-leva-produtos-organicos-e-artesanato-a-itaipuacu/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/26/marica-feira-de-agricultura-familiar-leva-produtos-organicos-e-artesanato-a-itaipuacu/#respond Sun, 26 Apr 2026 04:04:31 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/26/marica-feira-de-agricultura-familiar-leva-produtos-organicos-e-artesanato-a-itaipuacu/ A Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria de Agricultura e Pecuária, realiza neste sábado (25 de abril), a partir das 8h, a Feira de Agricultura Familiar de Itaipuaçu, na Rua das Mimosas. A iniciativa reunirá produtores e expositores com oferta de alimentos orgânicos, gastronomia artesanal, artesanato e outros itens, reforçando o incentivo à produção local e à movimentação da economia do município.

Durante o evento, o público poderá encontrar e adquirir hortifrutigranjeiros, plantas, geleias, pães, biscoitos, massas, além de bebidas artesanais, como licores, cervejas e cachaças. A programação também contará com exposição de produtos artesanais e trabalhos desenvolvidos por empreendedores da região.

Serviço: Feira de Agricultura Familiar
Data: 25 de abril
Horário: das 8h às 13h
Local: Rua das Mimosas, s/n – Itaipuaçu

Fonte: Prefeitura Maricá.

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Mariangela Hungria integra o Time 100 por revolucionar a agricultura com microrganismos https://www.ocafezinho.com/2026/04/15/mariangela-hungria-integra-o-time-100-por-revolucionar-a-agricultura-com-microrganismos/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/15/mariangela-hungria-integra-o-time-100-por-revolucionar-a-agricultura-com-microrganismos/#respond Wed, 15 Apr 2026 17:11:58 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/15/mariangela-hungria-integra-o-time-100-por-revolucionar-a-agricultura-com-microrganismos/ Mariangela Hungria, engenheira agrônoma e microbiologista da Embrapa Soja, integra a lista Time 100 de 2026 na categoria Pioneiros. A revista Time reconheceu sua capacidade de inovação que redefine o manejo agrícola em larga escala.

O anúncio celebra personalidades cuja atuação impacta positivamente diferentes setores da sociedade.

Nascida em 6 de fevereiro de 1958 em São Paulo e criada em Itapetinga, no interior paulista, a cientista possui trajetória acadêmica internacional. Formou-se em Engenharia Agronômica pela Esalq-USP, fez mestrado em Solos e Nutrição de Plantas na USP, doutorou-se em Ciência do Solo na UFRRJ e realizou pós-doutorados em Cornell, na University of California-Davis e na Universidade de Sevilla.

Desde 1982, Mariangela Hungria integra o quadro de pesquisadores da Embrapa. Ela iniciou suas atividades na unidade de Agrobiologia em Seropédica, no Rio de Janeiro, e desde 1991 desenvolve seus projetos na Embrapa Soja, em Londrina, no Paraná.

Sua produção científica é vasta e influente, com mais de 500 publicações, 30 tecnologias lançadas e a orientação de mais de 200 estudantes de graduação e pós-graduação.

O eixo central de suas investigações está no aproveitamento de microrganismos para reduzir ou eliminar o emprego de fertilizantes químicos. Esses bioinsumos atuam na fixação biológica do nitrogênio, na síntese de hormônios vegetais e na solubilização de minerais essenciais para o desenvolvimento das plantas.

Uma das tecnologias de maior sucesso é a inoculação anual das sementes de soja com bactérias do tipo Bradyrhizobium. Essa medida eleva em média 8% a produtividade de grãos mesmo em campos com histórico de aplicação da técnica, sem qualquer adição de fertilizante nitrogenado.

A coinoculação que associa Bradyrhizobium ao Azospirillum brasilense está presente em aproximadamente 35% da área cultivada com soja no país. As duas abordagens combinadas geraram economia de cerca de 25 bilhões de dólares em 2024.

Do ponto de vista ambiental, as práticas evitam a emissão de aproximadamente 230 milhões de toneladas de CO₂ equivalente. Conforme detalhou o portal da Embrapa, esses números refletem o potencial de escalabilidade da abordagem para outras culturas.

Antes do reconhecimento na Time 100 de 2026, Mariangela Hungria havia sido indicada para a lista Time 100 Climate de 2025 na categoria Defensores. Naquele mesmo ano, foi laureada com o World Food Prize, conhecido como o Nobel da Agricultura.

Outras distinções incluem o título de Eminente Engenheira do Ano 2025 concedido pelo Instituto de Engenharia, a comenda da Ordem Nacional do Mérito Científico e a titularidade nas academias Brasileira de Ciências, Brasileira de Ciência Agronômica e Mundial de Ciências.

Com esses reconhecimentos, Mariangela Hungria consolida sua posição como referência global na ciência do solo. Seu legado demonstra como investimentos em pesquisa microbiológica podem gerar soberania agrícola, eficiência econômica e proteção ao meio ambiente de forma simultânea.

Com informações de diariodocentrodomundo.com.br.

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China expande cultivo de trigo no deserto com taxa de sobrevivência acima de 90% https://www.ocafezinho.com/2026/04/13/china-expande-cultivo-de-trigo-no-deserto-com-taxa-de-sobrevivencia-acima-de-90/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/13/china-expande-cultivo-de-trigo-no-deserto-com-taxa-de-sobrevivencia-acima-de-90/#respond Mon, 13 Apr 2026 06:46:33 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/13/china-expande-cultivo-de-trigo-no-deserto-com-taxa-de-sobrevivencia-acima-de-90/ Com índice de germinação superior a 90% e mais de 547 hectares plantados nas extensões arenosas do deserto de Taklamakan, Xinjiang, a China transformou testes agrícolas em modelo viável. Dois anos atrás, era apenas uma experiência; hoje, lavouras de trigo prosperam com resistência ao clima extremo, conforme relatório de abril do People’s Daily citado pelo South China Morning Post.

A virada começou em 2024, quando uma empresa agrícola conquistou territórios antes dominados por dunas móveis. Agora, pivôs de irrigação automatizados — estruturas circulares com aspersores suspensos — multiplicam eficiência: um trecho que exigia 30 trabalhadores hoje é mantido por apenas quatro.

Tempestades de areia, comuns nos invernos da última década em Xinjiang, representam provações que essas lavouras superaram. O segredo está na combinação de irrigação calibrada e fertilização adequada — componentes centrais para manter o trigo vivo mesmo sob tempestades intensas, segundo autoridades locais.

No condado de Makit, o cultivo denominado “lavoura pura” alcançou rendimento médio de 294 kg por mu, mesmo enfrentando solo salino ou alcalino em vastas áreas — dos 36.000 hectares cultivados, 13.333 têm salinidade severa. Esse dado reforça que adaptação genética e manejo criterioso podem domar ambientes hostis.

Em nível nacional, até dezembro de 2023, foram ampliados para quase 67 milhões de hectares os cultivos agrícolas de padrão elevado na China. Sistemas de irrigação mais eficientes reduziram o consumo de água por mu de 402 para 347 metros cúbicos, enquanto a produtividade de grãos por metro cúbico de água irrigada cresceu de 1,58 kg para mais de 1,80 kg.

Também em Xinjiang, pelo Corpo de Produção e Construção (XPCC), uma variedade local resistente ao frio e à seca rendeu 873,2 kg por mu em Qitai, frente à média regional de 466,1 kg em 2023 — desempenho bem acima das médias nacionais. Solo adaptado, genética local e irrigação de precisão emergem como fatores decisivos.

Há, porém, críticas pertinentes: uso intensivo de água subterrânea coloca em risco a sustentabilidade. Especialistas chamam atenção para práticas agrícolas regenerativas e gestão hídrica para evitar esgotamento de recursos e salinização crescente.

O sucesso vai além da recuperação de solo árido. Ele comprova que ciência, inovação tecnológica e política forte juntos podem converter adversidades em segurança alimentar. O modelo é relevante para países do Sul Global afetados por desertificação, ao mostrar que produtividade não precisa estar restrita às zonas temperadas irrigadas. Ao alcançar taxa de sobrevivência elevada, a China desafia paradigmas e demonstra que solo, clima e soberania alimentar podem se reforçar mutuamente — ao invés de gerarem conflito ou dependência.

Com informações de www.scmp.com.

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China cultiva trigo com sucesso no deserto de Taklamakan e abre caminho para agricultura em áreas áridas https://www.ocafezinho.com/2026/04/10/china-cultiva-trigo-com-sucesso-no-deserto-de-taklamakan-e-abre-caminho-para-agricultura-em-areas-aridas/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/10/china-cultiva-trigo-com-sucesso-no-deserto-de-taklamakan-e-abre-caminho-para-agricultura-em-areas-aridas/#respond Fri, 10 Apr 2026 08:32:15 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/10/china-cultiva-trigo-com-sucesso-no-deserto-de-taklamakan-e-abre-caminho-para-agricultura-em-areas-aridas/ A China alcançou um marco notável na agricultura ao demonstrar a viabilidade de cultivar trigo em áreas desérticas, superando barreiras naturais e técnicas.

Na região autônoma de Xinjiang Uygur, às margens do Deserto de Taklamakan, um projeto iniciado há dois anos tem gerado resultados concretos.

Em Kunyu, cidade de nível de condado localizada na borda sul desse deserto, a colheita mais recente de trigo, realizada em uma área de mais de 8.200 mu (equivalente a cerca de 547 hectares), registrou uma taxa de sobrevivência de mudas e de greening acima de 90%.

A informação foi divulgada pelo jornal People’s Daily em publicação do dia 5 de abril de 2026, conforme apurado por este portal.

O projeto combina esforços para combater a desertificação e reforçar a segurança alimentar do país, utilizando uma tecnologia avançada de irrigação automatizada chamada “sistema de sprinkler pivotante”.

Esse mecanismo opera com múltiplos bicos suspensos que funcionam como chuveiros, permitindo a distribuição eficiente de água em solos arenosos e áridos.

Essa inovação desafia a ideia de que o cultivo de trigo em desertos seria inviável, destacando o uso de soluções tecnológicas para superar limitações ambientais extremas na região de Xinjiang, conhecida por suas condições climáticas adversas.

Além do impacto local, a iniciativa tem potencial para inspirar estratégias semelhantes em outras partes do mundo que enfrentam problemas de desertificação e escassez de terras cultiváveis.

Países em regiões áridas da África e do Oriente Médio, por exemplo, poderiam se beneficiar de abordagens similares, adaptando tecnologias de irrigação e manejo de solo às suas realidades.

A experiência chinesa em Kunyu demonstra como a integração de recursos técnicos pode transformar áreas antes consideradas improdutivas em espaços de cultivo viável.

Especialistas citados pelo People’s Daily indicam que o projeto não apenas aumenta a produção de trigo em áreas inóspitas, mas também contribui para a estabilização de solos desérticos, reduzindo a expansão de áreas arenosas.

Os dois anos de desenvolvimento mencionados sugerem um trabalho contínuo e estruturado na região de Taklamakan, uma das maiores extensões desérticas do planeta.

Esse avanço na agricultura de condições extremas posiciona a China como um ator relevante no desenvolvimento de tecnologias para o setor.

A longo prazo, o impacto real dessa iniciativa dependerá de sua sustentabilidade ambiental e econômica, bem como da possibilidade de replicação em outros contextos globais.

Por enquanto, os números divulgados indicam um progresso técnico que pode redefinir o uso de terras áridas para a produção de alimentos essenciais como o trigo.

Com informações de scmp.com.

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China converte desertos em fazendas de trigo e impulsiona segurança alimentar https://www.ocafezinho.com/2026/04/10/china-converte-desertos-em-fazendas-de-trigo-e-impulsiona-seguranca-alimentar/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/10/china-converte-desertos-em-fazendas-de-trigo-e-impulsiona-seguranca-alimentar/#respond Fri, 10 Apr 2026 07:31:17 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/10/china-converte-desertos-em-fazendas-de-trigo-e-impulsiona-seguranca-alimentar/ A China avança na transformação de vastas áreas desérticas em terras agrícolas produtivas, com foco no combate à desertificação e no fortalecimento da segurança alimentar.

O projeto, iniciado em 2024 nas margens do Deserto de Taklamakan, na região autônoma de Xinjiang Uygur, tem se concentrado no cultivo de trigo em solos arenosos.

Na cidade de Kunyu, situada na borda sul do deserto, a colheita mais recente, realizada em março de 2026, abrangeu mais de 8.200 mu, o equivalente a cerca de 547 hectares, e registrou uma taxa de sobrevivência de mudas e cobertura verde acima de 90%, conforme informou o portal South China Morning Post.

Os responsáveis pelo projeto em Kunyu têm adotado tecnologias avançadas para viabilizar o cultivo em um ambiente extremamente árido.

Um dos principais recursos utilizados é o sistema de irrigação por pivô central, que conta com bicos suspensos funcionando como chuveiros automatizados. Essa solução permite a distribuição eficiente de água em áreas antes dominadas por dunas de areia.

Quando a empresa agrícola liderada por Cui assumiu o terreno em 2024, a região era composta majoritariamente por formações arenosas, o que ilustra a magnitude dos obstáculos superados ao longo do processo de transformação.

Além do trigo, os gerentes agrícolas têm experimentado o plantio de outras culturas adaptadas às condições locais, buscando diversificar a produção e maximizar o uso das terras recuperadas.

A iniciativa também envolve esforços para estabilizar o solo e prevenir a erosão, utilizando técnicas como a aplicação de barreiras naturais e materiais orgânicos.

Especialistas da região destacam que o sucesso do projeto depende de um equilíbrio entre inovação tecnológica e preservação ambiental, garantindo que as áreas cultivadas permaneçam produtivas a longo prazo.

O impacto do empreendimento vai além da produção de alimentos, contribuindo para a redução da expansão de desertos na região de Xinjiang Uygur.

Autoridades locais afirmam que a experiência adquirida pode ser replicada em outras partes do país e até em nações que enfrentam desafios semelhantes com a desertificação.

A combinação de irrigação automatizada e manejo sustentável do solo tem se mostrado eficaz para converter paisagens inóspitas em zonas de cultivo, oferecendo uma nova perspectiva para a agricultura em ambientes extremos.

Com mais de 547 hectares agora dedicados ao trigo, a China demonstra capacidade de expandir sua base agrícola mesmo em condições adversas.

O projeto no Deserto de Taklamakan segue sendo monitorado por cientistas e agrônomos, que buscam aprimorar as técnicas empregadas e aumentar a escala das operações nos próximos anos.

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Projetos protegem crédito rural em emergências climáticas https://www.ocafezinho.com/2026/04/07/projetos-protegem-credito-rural-em-emergencias-climaticas/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/07/projetos-protegem-credito-rural-em-emergencias-climaticas/#respond Tue, 07 Apr 2026 12:51:46 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/07/projetos-protegem-credito-rural-em-emergencias-climaticas/ O Semiárido passa por desafios devido às mudanças climáticas, afetando a produção rural e a vida dos agricultores. O senador Angelo Coronel (Republicanos-BA) apresentou dois projetos (PL 1.389/2026 e PL 1.393/2026) para ampliar o acesso ao crédito rural e criar proteção financeira em emergências climáticas. Em entrevista, o senador defende as propostas e explica como as medidas podem proteger os agricultores e melhorar a situação social e econômica em regiões afetadas.

Opções: Download

Fonte: Agência Senado.

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Conab: safra de grãos 2025/26 tem recorde de 353,4 milhões de toneladas https://www.ocafezinho.com/2026/03/13/conab-safra-de-graos-2025-26-tem-recorde-de-3534-milhoes-de-toneladas/ https://www.ocafezinho.com/2026/03/13/conab-safra-de-graos-2025-26-tem-recorde-de-3534-milhoes-de-toneladas/#respond Fri, 13 Mar 2026 18:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=227177 Resultado mantém a tendência de crescimento em relação ao volume obtido na temporada anterior, mantendo perspectiva de novo recorde na série histórica da Conab

Os agricultores brasileiros deverão colher 353,4 milhões de toneladas de grãos na safra 2025/26, resultado que mantém a expectativa de um ligeiro crescimento de 0,3% em relação ao volume obtido no ciclo 2024/25 e que, se confirmado, estabelece um novo recorde na série histórica da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Os dados estão no 6º Levantamento da Safra 2025/26 de Grãos, publicado nesta sexta-feira (13/3) pela Companhia. De acordo com o documento, a área destinada para o plantio deve crescer 1,7%, sendo estimada em 83,2 milhões de hectares, enquanto a produtividade média nacional das lavouras deve chegar a 4.250 quilos por hectares no atual ciclo.

As principais culturas de primeira safra já se encontram em fase de colheita. Para a soja, já foram colhidos em torno de 50,6% da área semeada. Fevereiro foi um mês desafiador para o produtor da oleaginosa, com excesso de precipitações no Centro-Oeste e Sudeste, em especial em Goiás e em Minas Gerais, e com irregularidade climática em grande parte do Rio Grande do Sul. Já no início de março, as regiões Norte e Nordeste são as que têm os trabalhos de campo prejudicados pelo excesso de chuvas. Mesmo com os desafios encontrados, de maneira geral as condições climáticas favoreceram o desenvolvimento da cultura e a expectativa é que a produção atinja um novo recorde e chegue a 177,8 milhões de toneladas.

As precipitações em abundância no Sudeste e Centro-Oeste, que limitaram um maior avanço da área colhida de soja, refletiram também em um plantio mais tardio da segunda safra de milho. Alguns estados, como Goiás, Maranhão e Minas Gerais, já indicam redução na área destinada ao cereal. Com este cenário, a estimativa de área da segunda safra de milho é de 17,7 milhões de hectares e uma produção projetada em 108,4 milhões de toneladas. Já o cultivo da primeira safra de milho o panorama é de crescimento tanto de área, estimada em 4,1 milhões de hectares, quanto de produção, podendo chegar a 27,4 milhões de toneladas. Ao considerar as três safras do cereal, semeadas ao longo da temporada, a expectativa da Conab é que a produção chegue a 138,3 milhões de toneladas.

Para o arroz, a colheita atingiu 19,1% da área semeada, índice superior à média dos últimos 5 anos. As estimativas da estatal apontam para uma produção de 11,2 milhões de toneladas na safra 2025/26, redução de 12,4% se comparado com o volume obtido no ciclo passado, queda que acompanha a menor área destinada para o cultivo do grão. Ainda de acordo com o boletim da Companhia, os dias com elevada radiação solar registrados no Rio Grande do Sul, principal estado produtor da cultura, favoreceram o desenvolvimento e a sanidade das plantas.

No caso do feijão, a produção total, somada as três safras da leguminosa, está estimada em 2,9 milhões de toneladas, 4,7% abaixo da safra anterior. A primeira safra apresenta redução de 11,2% na área plantada, totalizando 807,2 mil hectares, com expectativa de produção de 954 mil toneladas. Mesmo com a perspectiva de diminuição na colheita, o volume total assegura o abastecimento interno.

Para o algodão, o plantio já foi concluído, e a maior parte da área semeada se encontra em fase de desenvolvimento vegetativo. A estimativa da estatal é de redução de 3,5% na área plantada em relação à safra anterior, prevista em cerca de 2 milhões de hectares, com uma produção de pluma estimada em 3,8 milhões de toneladas.

Mercado

Diante dos ajustes na produção total de milho, reflexo dos ajustes na área semeada da 2ª safra do cereal, os estoques de passagem do grão ao final do ciclo também foram atualizados, estimados em 11,6 milhões de toneladas ao final de janeiro de 2027. No caso do arroz, a Conab estima um estoque de passagem em torno de 1,7 milhão de toneladas, segundo maior volume em comparação com os últimos 5 ciclos mesmo com a redução nas projeções de produção da atual temporada.

Para a soja, a produção recorde permite expectativas de exportações robustas em 2026, com a projeção de embarques podendo chegar a 114,39 milhões de toneladas, um novo recorde de venda ao mercado externo caso o volume se confirme ao final do ano comercial da oleaginosa.

Confira as informações completas sobre as principais culturas cultivadas no país com as condições de mercados dos produtos no 6º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26 , publicado no Portal da Conab.

Publicado originalmente pela Agência Gov em 13/03/2026

Por Conab

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Conab projeta novo recorde na safra de soja https://www.ocafezinho.com/2026/03/13/estimativa-projeta-novo-recorde-na-safra-de-soja/ https://www.ocafezinho.com/2026/03/13/estimativa-projeta-novo-recorde-na-safra-de-soja/#respond Fri, 13 Mar 2026 14:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=227181 Produção de soja deve bater recorde em 2026

A produção de soja deve alcançar um recorde na série histórica. Mas essa não é a novidade. A estimativa de janeiro já apontava que 2026 superaria o resultado de outros anos. Porém, a projeção de fevereiro ajustou a previsão em mais 0,4%. Assim, o valor total estimado para a produção do grão foi para 173,3 milhões de toneladas no ano, ante 166,1 milhões de toneladas em 2025.

O dado é parte do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado mensalmente pelo IBGE. O resultado do estudo indicou alta de 4,3% na comparação do volume esperado para este ano com o resultado obtido em 2025. A estimativa aponta que a área cultivada de soja deve crescer 0,8% em 2026 e alcançar 48,2 milhões de hectares. O rendimento médio por hectare deve crescer 3,5% no comparativo com o ano anterior e atingir 3.600 kg/ha.

O gerente de Agricultura da pesquisa, Carlos Alfredo Guedes, explicou que o bom resultado tem relação com a recuperação da produção em alguns estados: “O Rio Grande do Sul, principalmente, foi muito prejudicado no ano passado por falta de chuvas e altas temperaturas. Essas condições climáticas também afetaram outros estados como norte do Paraná e sul do Mato Grosso do Sul.”

De acordo com o levantamento, o Paraná, com uma produção de 22,3 milhões de toneladas, deve ter o segundo maior volume colhido do país neste ano, com crescimento de 4,3% em relação ao volume de 2025. O Mato Grosso do Sul aguarda uma produção de 15,0 milhões de toneladas, crescimento de 14,0% sobre o total do ano passado. Já o Rio Grande do Sul estimou uma produção de 20,8 milhões de toneladas para este ano.

Maior produtor nacional da oleaginosa, o Mato Grosso estimou uma produção para 2026 de 48,5 milhões de toneladas, queda de 3,3% sobre o volume colhido no ano anterior, enquanto a área plantada deve crescer 1,9%. A estimativa é que o rendimento médio por hectare apresente queda de 5,0% no estado.

Projeção para safra de cereais, leguminosas e oleaginosas aumenta

A estimativa para a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas, em 2026, foi de 344,1 milhões de toneladas, volume 0,6% menor que o alcançado em 2025 (346,1 milhões de toneladas). A projeção feita em fevereiro elevou em 1,4 milhão de toneladas (0,4%) o resultado que tinha sido previsto no mês anterior para este ano. Já a área a ser colhida em 2026 foi estimada em 82,9 milhões de hectares, apresentando aumento de 1,3 milhão de hectares frente à área colhida em 2025, crescimento anual de 1,6%.

O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos da pesquisa. Juntos, os três itens representaram 92,8% da estimativa da produção e respondem por 87,5% da área a ser colhida. Em relação ao ano anterior, a projeção aponta um crescimento de 0,8% na área do cultivo da soja e de 2,4% para o milho. Para o arroz, a projeção é de declínio, na área de cultivo, de 6,3% em 2026. No que se refere à produção, a estimativa é de um acréscimo de 4,3% para a soja; de decréscimos de 8,0% para o arroz em casca e de 5,3% para o milho (crescimento de 12,2% para a 1ª safra e redução de 9,1% para a 2ª safra). Quanto ao milho, o montante foi de 134,3 milhões de toneladas. Já a produção do arroz em casca foi calculada em 11,6 milhões de toneladas.

Região Sul deve ter maior crescimento da safra no ano

Entre as Grandes Regiões, o volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou a seguinte distribuição na projeção para 2026: Centro-Oeste, 167,9 milhões de toneladas (48,8%); Sul, 95,2 milhões de toneladas (27,7%); Sudeste, 30,5 milhões de toneladas (8,9%), Nordeste, 28,9 milhões de toneladas (8,4%) e Norte, 21,5 milhões de toneladas (6,2%). A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou variação anual positiva para as Regiões Sul (10,3%) e Nordeste (4,2%), e negativas para Centro-Oeste (-6,0%), Sudeste (-1,9%) e Norte (-3,5%). Quanto à variação mensal, apresentaram crescimentos na produção: Norte (0,2%), Centro-Oeste (0,3%), Sudeste (1,1%) e Nordeste (2,3%), enquanto a Sul apresentou queda (-0,1%).

Na distribuição pelas Unidades da Federação, o Mato Grosso liderou o mês passado, mais uma vez, como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 30,2%, seguido pelo Paraná (13,9%), Rio Grande do Sul (11,7%), Goiás (10,7%), Mato Grosso do Sul (7,6%) e Minas Gerais (5,5%). Somados, esses estados representaram 79,6% da produção nacional.

Publicado originalmente pela Agência de Notícias IBGE em 13/03/2026

Por Aluisio Marques – Editoria Estatísticas Econômicas

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Paulo Teixeira defende transição para banir agrotóxicos no Brasil https://www.ocafezinho.com/2026/03/07/paulo-teixeira-defende-transicao-para-banir-agrotoxicos-no-brasil/ https://www.ocafezinho.com/2026/03/07/paulo-teixeira-defende-transicao-para-banir-agrotoxicos-no-brasil/#respond Sat, 07 Mar 2026 21:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=226756 Na 39ª Conferência Regional da FAO para a América Latina e o Caribe, em Brasília, ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar afirma que Governo do Brasil já persegue essa meta

O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, afirmou, nesta sexta-feira (6), que a utilização intensiva de fertilizantes e agrotóxicos, aliada ao desmatamento e ao uso irracional da água, tornaram esse modelo de agricultura insustentável.

O ministro defendeu uma transição com uma “oportunidade científica”, da alternativa química para a biológica.

“No Brasil, os biológicos estão sendo intensamente utilizados, seja pelos pequenos, médios ou grandes produtores. Nós adotamos uma base de financiamento para essa transição. Desde o primeiro ano desse terceiro governo do presidente Lula pactuamos entre os ministérios da Fazenda, Meio Ambiente, Agricultura e Agricultura Familiar o financiamento de agricultura de baixo carbono, com acesso a juros menores para a agricultura de base restaurativa e ecológica.”

Paulo Teixeira lembrou que o eixo do programa é a recuperação de áreas degradadas, incluindo grandes pastagens.

“Nessa direção, desenvolvemos dois grandes programas para recuperação de áreas degradadas: sistemas agroflorestais, por meio de florestas produtivas, em que a árvore de pé seja mais rentável do que a sua supressão, e, segundo, um programa de recuperação de pastagens degradadas.”

O ministro concluiu sua fala aos delegados da conferência ressaltando que o governo brasileiro já estuda uma lista de agrotóxicos que serão banidos e substituídos por alternativas menos nocivas ao meio ambiente.

Durante a mesa redonda “Caminhos políticos para a agricultura sustentável e a gestão florestal para o desenvolvimento resiliente ao clima na América Latina e no Caribe”, o ministro também defendeu o programa, já adotado, de mecanização no campo para redução e substituição do fogo na agricultura.

Publicado originalmente pela Agência Gov em 06/03/2026

Por Chico Prado – MDA

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Lula:’O Brasil deu exemplo duas vezes: é possível acabar com a fome’ https://www.ocafezinho.com/2026/03/05/lulao-brasil-deu-exemplo-duas-vezes-e-possivel-acabar-com-a-fome/ https://www.ocafezinho.com/2026/03/05/lulao-brasil-deu-exemplo-duas-vezes-e-possivel-acabar-com-a-fome/#comments Thu, 05 Mar 2026 15:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=226653 2 Comentários 🔥]]> Presidente destacou, durante Conferência da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, a saída do país do Mapa da Fome

Durante discurso na 39ª Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para a América Latina e o Caribe (LARC39), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou que o Brasil demonstrou ser possível reduzir a fome por meio de políticas públicas voltadas à produção de alimentos, ao fortalecimento da agricultura e à ampliação da renda da população, citando a saída do Brasil do Mapa da Fome.

“O Brasil deu exemplo duas vezes, é possível acabar com a fome. É possível garantir que todo mundo tenha direito a tomar café, almoçar e jantar todo dia. É plenamente possível”, afirmou.

A cerimônia de abertura, realizada em Brasília (DF), aconteceu nesta quarta-feira, dia 04. O encontro é o principal fórum regional da organização para definição de prioridades e alinhamento estratégico das ações da organização no biênio 2026-2027.

Prioridades de Trabalho

A Conferência Regional da FAO para a América Latina e o Caribe ocorre a cada dois anos como espaço de diálogo técnico e político sobre os avanços e desafios da região nas áreas de agricultura, desenvolvimento rural e segurança alimentar e nutricional. O encontro contribui para a definição das prioridades de trabalho da Organização para os anos seguintes.

“É isso que tem que sair de mensagem, de uma conferência que envolve a América Latina, que é uma parte do mundo rica, que tem praticamente tudo aquilo que a natureza ofereceu a todos os seres humanos e que muitas vezes são explorados pelas pessoas que não são daqui para produzir parte das armas que destroem aquilo que já foi construído”, declarou o presidente.

Lula também afirmou que os recursos globais poderiam ser direcionados de forma mais efetiva para o combate à pobreza e à insegurança alimentar. “É por excesso de irresponsabilidade, é por excesso de falta de compromisso que a gente não consegue exterminar a fome do planeta Terra, que já tem conhecimento genético, já tem conhecimento tecnológico, já produz mais alimento do que nós deveríamos consumir e esse alimento não chega à casa das pessoas. Enquanto isso, as pessoas importantes do planeta que deveriam estar preocupadas com a fome estão preocupadas com a guerra”, afirmou Lula durante seu discurso.

80 anos da FAO

A realização da Conferência ocorre junto às celebrações dos 80 anos da FAO. Durante o evento, o Palácio Itamaraty recebe estandes do governo brasileiro e uma exposição comemorativa do aniversário da FAO e da cooperação Sul-Sul brasileira, com destaque para as principais iniciativas e programas desenvolvidos na América Latina e no Caribe. Além das autoridades estrangeiras, participam representantes de organismos internacionais, setor acadêmico, sociedade civil e setor privado.

“A gente não pode tratar a questão da fome como se fosse uma questão de ONGs, como se fosse assim: ‘se sobrar, tem. Se não sobrar, não tem’. Tem que ser tratado como uma questão de prioridade, prioridade zero. É um direito sagrado, todo mundo tem que tomar café, almoçar e jantar todo dia”, completou o presidente Lula.

Como país anfitrião, o Governo do Brasil participa das discussões e das atividades paralelas da conferência, incluindo debates sobre cooperação Sul-Sul trilateral desenvolvida pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), em parceria com a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e a FAO.

Segurança Alimentar

Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores (MRE), destacou que o Brasil colocou o combate à fome de volta ao centro das políticas públicas. Além disso, ressaltou o papel da América Latina e Caribe como estratégicos para a segurança alimentar. “Somos grandes produtores de alimentos e uma potência agroalimentar inovadora, profundamente conectada à terra, às águas e às florestas. Somos a primeira região a assumir o compromisso coletivo de erradicar a fome”, disse Vieira.

“Ao sediar esta Conferência, o Brasil reafirma sua convicção de que o multilateralismo deve produzir benefícios concretos para as nossas populações. Poucos objetivos são tão urgentes quanto assegurar que ninguém mais passe fome. Espero que esta reunião produza orientações claras e compromissos robustos à altura das expectativas dos nossos povos”, completou Mauro Vieira.

Agricultura Familiar

Paulo Teixeira, ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), copresidente da Conferência latino-americana da FAO, destacou que a Conferência ocorre após um período de presidências do Brasil em fóruns internacionais, como o G20, o BRICS e a Convenção do Clima da ONU, nos quais a agricultura e os sistemas alimentares tiveram papel central.

“Hoje, sabemos, com base em dados da própria FAO, que a agricultura familiar é parte essencial da solução para as grandes crises do nosso tempo, da fome, da pobreza e do meio ambiente. Por isso, é fundamental apoiar a agricultura familiar com políticas de acesso à terra, crédito, assistência técnica e extensão rural, compras públicas, de incentivo ao cooperativismo e do fortalecimento da autonomia econômica das mulheres, dos jovens, dos povos e comunidades tradicionais”, declarou Teixeira.

O ministro também defendeu o fortalecimento da cooperação internacional e de sistemas produtivos mais sustentáveis como caminhos para garantir a segurança alimentar. “Para acelerar a transição ecológica e agroflorestal, é preciso investir nos sistemas produtivos dos agricultores e agricultoras familiares, camponeses, inclusive jovens, povos indígenas, comunidades rurais afrodescendentes, povos de comunidades tradicionais, pequenos pescadores e criadores de animais assentados da reforma agrária e trabalhadores rurais”, afirmou.

Diálogo e Compromisso

O ministro Carlos Fávaro, da Agricultura e Pecuária, ressaltou que o enfrentamento de desafios como a inflação de alimentos, a fome e os impactos das mudanças climáticas exige cooperação internacional e investimento em ciência e inovação. “Em um cenário de desafios crescentes, fortalecer a resistência dos sistemas alimentares é uma tarefa que exige cooperação, diálogo e compromisso com a ciência. Cada país aqui presente traz experiências valiosas e temos o dever de compartilhá-las”, destacou.

Fávaro também mencionou as ações brasileiras no combate à fome. ”É uma honra compartilhar os avanços no Brasil na agenda dos bioinsumos, ciência e inovação. Só em 2025 conseguimos registrar 139 novos insumos biológicos no Ministério da Agricultura, um recorde que demonstra o dinamismo desse setor. Hoje, no Brasil, mais de 80% dos nossos produtores de soja utilizam a fixação biológica de nitrogênio, reduzindo o custo, diminuindo a dependência de fertilizantes nitrogenados e contribuindo para a mitigação das emissões de carbono”, disse.

Cooperação

Para o diretor-geral da FAO, Qu Dongyu, a América Latina e o Caribe vêm avançando no combate à fome, com redução consistente nos últimos anos graças a políticas públicas eficazes e à cooperação entre os países. “Os sistemas agroalimentares fornecem subsistência para mais de 100 milhões de pessoas nessa região. Mulheres em áreas rurais, jovens, povos indígenas e agricultores de pequena escala são importantíssimos para as economias locais, como também a cadeia de abastecimento alimentar. A FAO tem apoiado os países para melhorarem a sua especialidade com relação à gestão do solo, à expansão da agricultura digital, fortalecendo também a saúde animal e das culturas”, disse.

Fome Zero

O diretor afirmou que alguns países da região já apresentam baixos índices de subnutrição e outros seguem no caminho para alcançar o objetivo de Fome Zero até 2030. “Estamos aqui para alavancar a transformação dos nossos sistemas agroalimentares para que sejam mais eficientes, mais inclusivos e mais sustentáveis, para que a gente possa realmente atingir uma melhor produção, uma melhor nutrição, um melhor ambiente e melhor vida para todos. Essa região é líder em inovação e agricultura de precisão”, destacou.

Embaixadora

Durante a cerimônia, a primeira-dama do Brasil, Janja Lula da Silva, recebeu o título de Embaixadora da Boa-Vontade Contra a Fome da FAO. “Não importa se você é uma pessoa refugiada, migrante ou que vive em um país de conflito, a fome jamais deveria ser usada como arma de guerra. O direito à alimentação é universal e nós, como humanidade, devemos trabalhar para garanti-lo”, disse a primeira-dama.

Mapa da Fome

O Brasil voltou a sair do Mapa da Fome após registrar queda histórica da insegurança alimentar grave e o menor nível de extrema pobreza em três décadas. Os resultados foram atribuídos à ampliação de políticas públicas que integram proteção social e incentivo à produção de alimentos, com programas de transferência de renda, acesso ao crédito rural e fortalecimento da agricultura familiar.

Na Conferência, o Governo do Brasil também destacou ações voltadas à produção sustentável, à recuperação de áreas degradadas e à ampliação da assistência social, além do reconhecimento internacional por iniciativas na área sanitária pela FAO, reforçando o compromisso do país com a segurança alimentar, a redução das desigualdades e o desenvolvimento sustentável. Entre as iniciativas estão o Bolsa Família, o Plano Safra, o Pronaf, o Programa Cisternas e o Acredita no Primeiro Passo, que integram a estratégia para reduzir a pobreza, ampliar a renda e fortalecer a produção de alimentos

Mulher Agricultora

Durante a LARC39 também ocorrerá o lançamento regional do Ano Internacional da Mulher Agricultora, iniciativa aprovada pela Assembleia Geral das Nações Unidas com o objetivo de destacar a contribuição das mulheres para os sistemas agroalimentares.

Na América Latina e no Caribe, as mulheres desempenham papel central nos sistemas agroalimentares, atuando na produção, transformação, distribuição e comercialização de alimentos. Elas representam 36% da força de trabalho nesses sistemas, com participação especialmente relevante nas atividades não agrícolas, como processamento, comercialização e vendas.

Apesar dessa contribuição, as mulheres rurais ainda enfrentam desigualdades estruturais, como acesso limitado à terra, a crédito, a tecnologias e a mercados, além da sobrecarga de trabalho doméstico e de cuidados não remunerados. Nesse contexto, a designação de 2026 como Ano Internacional da Agricultora busca dar visibilidade à contribuição dessas mulheres e promover ações e políticas voltadas ao seu empoderamento e à redução das desigualdades nos sistemas agroalimentares da região.

Quatro Prioridades

A Conferência Regional sintetizará as linhas de trabalho da FAO sob quatro Prioridades Regionais, refletindo os “Quatro Melhores” do Marco Estratégico da Organização — quatro dimensões interconectadas que contribuem para a transformação dos sistemas agroalimentares:

  • Prioridade Regional 1: produção eficiente, inclusiva e sustentável. (Melhor Produção)
  • Prioridade Regional 2: acabar com a fome e alcançar a segurança alimentar e a nutrição. (Melhor Nutrição)
  • Prioridade Regional 3: gestão sustentável dos recursos naturais e adaptação à mudança climática. (Melhor Ambiente)
  • Prioridade Regional 4: redução das desigualdades e da pobreza e promoção da resiliência. (Uma Vida Melhor)

O segmento ministerial ocorre entre os dias 4 e 6 de março após a reunião de altos funcionários nos dois dias anteriores. Ao sediar a LARC39, o Brasil reafirma o compromisso com a segurança alimentar e nutricional e com o fortalecimento do multilateralismo e da integração regional.

Publicado originalmente pela Agência Gov em 04/03/2026

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Câmara aprova uso de recursos do fundo garantidor em operações do Pronaf https://www.ocafezinho.com/2026/02/26/camara-aprova-uso-de-recursos-do-fundo-garantidor-em-operacoes-do-pronaf/ https://www.ocafezinho.com/2026/02/26/camara-aprova-uso-de-recursos-do-fundo-garantidor-em-operacoes-do-pronaf/#respond Thu, 26 Feb 2026 21:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=226366 Texto segue para sanção do presidente da República

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (16) o Projeto de Lei 2213/25, que autoriza o uso de recursos do Fundo Garantidor de Operações (FGO) para cobrir ações do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). O texto, de autoria do Senado, segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Administrado pelo Banco do Brasil, o FGO facilita o acesso ao crédito por empresas e setores específicos, diminuindo os riscos para os bancos.

De acordo com o projeto, até R$ 500 milhões do FGO poderão ser utilizados para garantir as operações do Pronaf, que oferece linhas de crédito com condições especiais a agricultores familiares. O texto aprovado altera a Lei 13.999/20, que institui o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe).

Um ato conjunto dos ministérios do Desenvolvimento Agrário e da Fazenda definirá como esses recursos serão alocados, quais limites máximos de garantia poderão ser concedidos, os critérios de elegibilidade dos agricultores familiares e de suas cooperativas.

O ato deve indicar ainda quais operações do Pronaf poderão receber cobertura do FGO. As instituições financeiras autorizadas a operar crédito rural no Pronaf poderão solicitar essa garantia, respeitados os limites proporcionais de suas carteiras e o montante efetivamente aportado pela União e pelos demais cotistas.

O relator do projeto, deputado Rogério Correia (PT-MG), disse que a medida não produz impacto orçamentário ou financeiro imediato sobre as contas da União. O deputado citou o Balanço Patrimonial Consolidado do próprio FGO, referente a dezembro de 2024, que mostra que o fundo detinha R$ 43 bilhões em ativos totais, o que demonstra, segundo Correia, que a eventual destinação de até R$ 500 milhões para operações do Pronaf representa uma fração modesta de sua capacidade financeira.

“A medida não afeta sua aptidão [do FGO] para dar cobertura às garantias relacionadas ao Pronampe, nem compromete a estabilidade do fundo. Diante desse cenário, conclui-se que o projeto não produz impacto orçamentário ou financeiro imediato sobre as contas da União, uma vez que apenas autoriza a utilização de recursos já existentes no FGO”, afirmou.

Publicado originalmente pela Agência Brasil em 26/02/2026

Por Luciano Nascimento – Repórter da Agência Brasil – São Luís

Edição: Fernando Fraga

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Conab aponta queda de preços na maioria das frutas mais vendidas nas Ceasas https://www.ocafezinho.com/2026/02/25/conab-aponta-queda-de-precos-na-maioria-das-frutas-mais-vendidas-nas-ceasas/ https://www.ocafezinho.com/2026/02/25/conab-aponta-queda-de-precos-na-maioria-das-frutas-mais-vendidas-nas-ceasas/#respond Wed, 25 Feb 2026 18:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=226285 Melancia, mamão, banana e laranja ficaram mais baratas no primeiro mês deste ano quando se compara com as cotações de dezembro; entre as hortaliças, batata e cebola também ficaram mais em conta

Das cinco frutas mais comercializadas nos principais mercados atacadistas do país, quatro ficaram mais baratas no último mês.

De acordo com os dados do 2º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), banana, laranja, mamão e melancia registraram queda na média ponderada de preços de janeiro quando comparada a dezembro.

O movimento de redução foi acompanhado pela batata e cebola, como mostra o documento divulgado nesta quarta-feira (25/2) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A maior redução foi verificada para a melancia, com queda de 29,96% na média ponderada, mesmo diante da menor oferta da fruta devido à redução da safra paulista, ao lento crescimento da safra gaúcha, à oferta estagnada no sul da Bahia e à entressafra em Goiás. A variação negativa é influenciada especialmente pela menor demanda registrada, principalmente, na Ceasa do Rio de Janeiro. Para o mamão a Conab verifica uma queda de 11,04% dos preços na média ponderada, diante do aumento da oferta, principalmente da variedade papaya originária do norte capixaba e do formosa produzido no sul baiano.

O mercado da banana registrou queda nas cotações de 8,99% na média ponderada, influenciada especialmente pela maior oferta da variedade nanica. As temperaturas mais altas favoreceram o amadurecimento da fruta e, associadas a chuvas regulares, contribuíram para melhor enchimento e qualidade dos cachos. Para a laranja, em janeiro, foram apresentadas pequenas variações de preços com preponderância de queda, chegando a uma diminuição de -4,83% na média ponderada, sendo as maiores reduções registradas nos entrepostos de Campinas (-8,74%) e Goiânia (-9,58%) diante da maior oferta local.

Dentre as hortaliças, a batata e a cebola acompanham o movimento de queda registrado. A redução na média ponderada de preços para o tubérculo chega a 11,75%, explicada pela maior oferta do produto, impulsionada pela safra das águas que contribui para o abastecimento do mercado e para a manutenção das cotações em patamar reduzido. Já no caso da cebola, a diminuição de 11,01% nas cotações é incomum para a época e motivada pela oferta proveniente de Santa Catarina, que cresceu 115% em relação a dezembro de 2025.

Demais produtos

Em contrapartida, alface, cenoura, tomate e maçã tiveram alta nos preços. No caso da folhosa, o aumento chega a 36,56% na média ponderada devido às chuvas nas regiões produtoras, que ao mesmo tempo em que dificultam a colheita e provocam perdas no campo, também comprometem a qualidade e reduzem a vida útil da hortaliça. Além disso, o excesso de precipitações restringe novos plantios, influenciando a oferta nas semanas seguintes.

A cenoura teve nova alta de preços em janeiro. A média ponderada entre as Ceasas apresentou elevação de 8,55%. A elevação dos preços em relação a dezembro está associada à redução na oferta da raiz, que apresentou queda de 9%. Apesar da alta mensal, os preços ainda permanecem abaixo dos verificados em janeiro de 2025. A Conab também verificou aumento de 9,46% nos preços médios do tomate, diante da redução das áreas com frutos em ponto de colheita, o que resultou em menor volume comercializado na maioria das Ceasas, pressionando os valores para cima.

Com menor quantidade de maçã nos mercados, as cotações da fruta também tiveram alta de 7,75% na média ponderada. A queda de oferta registrada nas Ceasas pode ser explicada pela finalização dos estoques mantidos nas câmaras frias catarinenses e gaúchas, pela menor oferta da maçã eva paranaense e pelo fim do pico da safra paulista. O aumento de preços só não foi mais elevado por causa da menor demanda pela fruta.

Exportações

Em janeiro de 2026, o volume total de frutas enviado ao exterior foi de 98,44 milhões de toneladas, queda de 12% em relação a janeiro de 2025. O faturamento foi de U$S 112 milhões (FOB), superior 4,4% em relação ao mesmo mês de 2025, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Mesmo com a queda mensal para melões, limões, uvas e melancias, a temporada começou o ano com boas vendas, principalmente para a Europa e a Ásia, após recordes registrados em 2025.

Destaques

Nesta edição, a seção de Destaques das Ceasas aborda a importância das Ceasas como indutoras da utilização da cadeia do frio em frutas e hortaliças no processo de conservação desses alimentos.

Atualização do Boletim

A 2ª edição deste ano do Boletim Prohort traz um novo leiaute, planejado para facilitar a leitura das principais informações sobre o mercado atacadista. A nova versão do documento simplifica a linguagem e reorganiza as informações, de forma a tornar o acesso à informação mais simples, claro e ágil, assegurando o compromisso da Companhia com a melhoria contínua de seus serviços e com a comunicação transparente.

As informações completas sobre preços e comercialização praticados em janeiro nas principais Centrais de Abastecimento brasileiras estão reunidas no 2º Boletim Prohort.

Publicado originalmente pela Agência Gov em 25/02/2026

Por Conab

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Produção da soja tem previsão de novo recorde na série histórica em 2026 https://www.ocafezinho.com/2026/02/12/producao-da-soja-tem-previsao-de-novo-recorde-na-serie-historica-em-2026/ https://www.ocafezinho.com/2026/02/12/producao-da-soja-tem-previsao-de-novo-recorde-na-serie-historica-em-2026/#respond Thu, 12 Feb 2026 20:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=225832 Projeções indicam uma safra histórica da soja, impulsionada por condições climáticas favoráveis

A estimativa em janeiro da safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas para 2026 atingiu 342,7 milhões de toneladas, com previsão de novo recorde da série histórica para a produção da soja no ano. O resultado é 1,0% menor que o de 2025 (346,1 milhões de toneladas), uma queda de 3,4 milhões de toneladas. Em relação a dezembro de 2025, houve aumento de 2,8 milhões de toneladas (0,8%). Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado hoje (12) pelo IBGE.

O gerente do LSPA, Carlos Barradas, destaca o desempenho da soja. “A safra brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas de 2026 está aproximando-se do recorde da safra de 2025, estando turbinada pela produção da soja, que é recorde da série histórica do IBGE. Até o momento, as condições climáticas estão beneficiando as lavouras da primeira safra”.

O arroz, o milho e a soja, que são os três principais produtos deste grupo, representaram 92,9% da estimativa da produção e respondem por 87,5% da área a ser colhida. Em relação ao ano anterior, a soja teve um aumento de 3,9% na estimativa da produção (172,5 milhões de toneladas), seguida pelo feijão, com 0,9%. As quedas foram no algodão herbáceo (em caroço) de -11,0%; no arroz em casca com -7,9%; no milho com -5,6%; no sorgo de -13,9%; e no trigo de -1,0%.

Já na área a ser colhida, houve aumentos de 0,5% na da soja; de 2,2% na do milho (aumentos de 9,3% no milho 1ª safra e de 0,5% no milho 2ª safra) e de 0,9% na do trigo, ocorrendo declínios de 6,2% na área a ser colhida do algodão herbáceo (em caroço); de 5,9% na do arroz em casca; de 1,4% na do feijão e de 2,9% na do sorgo.

Mato Grosso mantém liderança na produção de grãos

A grande região que liderou o volume de produção de cereais, leguminosas e oleaginosas foi a Centro-Oeste com 167,5 milhões de toneladas (48,9%). Em seguida, Sul, com 95,3 milhões de toneladas (27,8%); Sudeste, com 30,2 milhões de toneladas (8,8%); Nordeste, com 28,2 milhões de toneladas (8,2%); e Norte, com 21,5 milhões de toneladas (6,3%). A estimativa da produção apresentou variação anual positiva para a Região Sul (10,4%) e a Nordeste (1,8%), e negativas para a Centro-Oeste (-6,2%), a Sudeste (-2,9%) e a Norte (-3,7%). Quanto à variação mensal, apresentaram crescimentos na produção a Região Sul (0,2%), a Norte (0,5%) e a Centro-Oeste (1,6%). A Sudeste apresentou estabilidade (-0,0%) e a Nordeste teve declínio (-0,4%).

O Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos entre as unidades da federação, com participação de 30,3%, seguido pelo Paraná (13,9%), Rio Grande do Sul (11,8%), Goiás (10,6%), Mato Grosso do Sul (7,6%) e Minas Gerais (5,4%), que, somados, representaram 79,6% do total.

Soja tem previsão de novo recorde na série histórica em 2026

A estimativa da produção nacional da oleaginosa alcançou novo recorde na série histórica em 2026, totalizando 172,5 milhões de toneladas, um aumento de 1,3% em relação ao 3º prognóstico e 3,9% maior em comparação à quantidade obtida no ano anterior. Estima-se que a produção brasileira tenha um incremento de 3,4% no rendimento médio anual, alcançando 3 598 kg/ha (60 sacas/ha), contribuindo para que o volume colhido da oleaginosa represente mais da metade do total de cereais, leguminosas e oleaginosas produzidos no país em 2025. Por sua vez, a área total cultivada deve alcançar 48,0 milhões de hectares, o que representa um aumento de 0,5% no ano (222,6 mil hectares), seguindo em ritmo de plena expansão, mesmo com os preços da commodity em patamares abaixo do desejado pelos produtores. As projeções indicam uma safra histórica, impulsionada por condições climáticas favoráveis na maior parte das regiões produtoras do país, e pela expansão da área plantada.

O Mato Grosso, maior produtor nacional da oleaginosa, estimou uma produção de 48,5 milhões de toneladas, crescimento de 3,8% em relação ao 3º prognóstico, porém, declínio de 3,3% em relação ao volume colhido no ano anterior. Goiás deve totalizar uma produção de 19,1 milhões de toneladas, crescimento de 2,3% em relação ao 3º prognóstico, e declínio de 5,8% em relação ao volume colhido em 2025, com crescimento de 0,5% na área plantada e declínio de 6,3% no rendimento médio. O Mato Grosso do Sul aguarda uma produção de 15,0 milhões de toneladas, aumento de 14,0% em relação ao volume colhido em 2025. O Paraná, com uma produção de 22,2 milhões de toneladas, deve ter o segundo maior volume colhido do país, com crescimentos de 0,3%, em relação ao 3º prognóstico, e de 3,9%, em relação ao volume colhido em 2025. O Rio Grande do Sul estimou uma produção de 21,2 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 55,4% em relação ao volume colhido no ano anterior, com o rendimento médio devendo aumentar 57,5% e a área plantada, declinar 1,4%. Em 2025, a produção gaúcha foi prejudicada pelo clima por causa da falta de chuvas durante o ciclo da cultura, o que faz da safra de 2026, uma recuperação.

Sobre o LSPA

Implantado em novembro de 1972, o LSPA fornece estimativas mensais sobre quantidade produzida, área plantada, área colhida e rendimento médio dos produtos agrícolas mais importantes. O levantamento permite acompanhamento de cada cultura investigada, desde a intenção de plantio até o final da colheita e, ainda, o prognóstico da próxima safra, com base em levantamentos específicos em outubro, novembro e dezembro. Acesse os dados no Sidra. A próxima divulgação do LSPA, referente a fevereiro de 2026, será em 13 de março.

Publicado originalmente pela Agência de Notícias IBGE em 12/02/2026

Por Sabrina Pirrho – Editoria Estatísticas Econômicas

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