Eleições 2024 - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/eleicoes-2024/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Thu, 05 Jun 2025 14:29:23 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://controle.ocafezinho.com/wp-content/uploads/2015/10/cropped-Logo_Cafezinho_tmb-32x32.png Eleições 2024 - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/eleicoes-2024/ 32 32 Quaest: Medo por volta de Bolsonaro supera rejeição à reeleição de Lula https://www.ocafezinho.com/2025/06/05/quaest-medo-por-volta-de-bolsonaro-supera-rejeicao-a-reeleicao-de-lula/ https://www.ocafezinho.com/2025/06/05/quaest-medo-por-volta-de-bolsonaro-supera-rejeicao-a-reeleicao-de-lula/#respond Thu, 05 Jun 2025 14:29:18 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=210135 Levantamento Genial/Quaest divulgado nesta quinta-feira, 5, mostra que uma parcela maior do eleitorado brasileiro demonstra preocupação com a possibilidade de retorno do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) à Presidência da República do que com a continuidade do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A pesquisa foi realizada entre os dias 29 de maio e 1º de junho, por meio de entrevistas presenciais com 2.004 eleitores a partir de 16 anos.

Segundo os dados, 45% dos entrevistados afirmaram ter mais medo da volta de Bolsonaro ao cargo máximo do Executivo federal. Outros 40% disseram temer mais a reeleição de Lula. O resultado reflete uma divisão no eleitorado, mas indica que o ex-presidente lidera em nível de receio entre os participantes.

Ainda de acordo com a sondagem, 66% dos entrevistados responderam que Lula não deveria disputar um novo mandato em 2026. A informação foi divulgada pela colunista Malu Gaspar, de O Globo, e corrobora outras tendências registradas no levantamento, como a queda de popularidade do presidente.

Jair Bolsonaro, por sua vez, está impedido de disputar cargos eletivos até 2030 em razão de condenações pela Justiça Eleitoral. Além disso, ele é alvo de investigações no Supremo Tribunal Federal (STF), relacionadas a sua suposta participação em tentativa de impedir a posse de Lula em 2023, após o resultado das eleições.

Apesar das dificuldades enfrentadas por ambos, a pesquisa evidencia que a desaprovação ao bolsonarismo permanece um fator mobilizador entre eleitores contrários à sua eventual volta. Por outro lado, o levantamento aponta que a administração de Lula não tem conseguido reverter de forma significativa os índices de insatisfação acumulados nos últimos meses.

No campo eleitoral, a Genial/Quaest também simulou cenários de segundo turno entre Lula e nomes ligados à direita. Em diversos confrontos, o presidente aparece em situação de empate técnico com adversários como Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Michelle Bolsonaro (PL), Eduardo Leite (PSD-RS) e Ratinho Junior (PSD-PR).

O desempenho de Lula nestas simulações é inferior ao registrado em levantamentos anteriores, sugerindo dificuldades para consolidar sua posição caso opte por tentar um novo mandato.

Apesar disso, o presidente tem reforçado críticas ao campo político que apoia Bolsonaro. Na última terça-feira (3), durante entrevista coletiva, Lula voltou a se referir indiretamente à atuação da família Bolsonaro. Ao comentar declarações recentes do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que afirmou à revista Veja estar disposto a disputar a Presidência caso seu pai permaneça inelegível, Lula fez críticas ao posicionamento do parlamentar, sem citar nomes.

A retórica do governo federal contrasta com a estratégia adotada pelo Partido Liberal (PL), que tem intensificado ações publicitárias com o objetivo de vincular o cenário econômico atual à figura do presidente. Entre os slogans utilizados pelo partido está a frase “se está tudo caro, volta Bolsonaro”, presente em inserções veiculadas na televisão e no rádio, além de manifestações populares.

Entretanto, os dados da Genial/Quaest indicam mudanças na percepção da população sobre os indicadores econômicos durante o governo Lula.

O percentual de entrevistados que acreditam em melhora no cenário econômico subiu dois pontos percentuais, enquanto a fatia dos que projetam piora caiu oito pontos em relação ao levantamento anterior. O movimento pode sugerir uma leve recuperação na confiança do eleitorado em relação à condução da economia, embora ainda insuficiente para alterar o quadro geral de polarização.

A pesquisa reafirma o caráter indefinido do cenário político a pouco mais de um ano das movimentações partidárias para as eleições de 2026. Com o ex-presidente Bolsonaro impedido de concorrer, líderes do campo conservador articulam alternativas para ocupar seu espaço no pleito.

Ao mesmo tempo, o atual presidente enfrenta resistência significativa a uma eventual tentativa de reeleição, mesmo entre parte dos eleitores que se opõem ao bolsonarismo.

A rejeição mútua entre os dois principais grupos políticos do país permanece elevada. A pesquisa Genial/Quaest revela que tanto Lula quanto Bolsonaro são alvos de resistência significativa por parte do eleitorado, o que pode influenciar a estratégia dos partidos nos próximos dois anos.

O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e possui margem de erro de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. As entrevistas foram realizadas em 120 municípios brasileiros, com amostra representativa por sexo, idade, escolaridade, região e renda.

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Atlas: Lula amplia liderança sobre Tarcísio https://www.ocafezinho.com/2025/05/30/atlas-lula-amplia-lideranca-sobre-tarcisio/ https://www.ocafezinho.com/2025/05/30/atlas-lula-amplia-lideranca-sobre-tarcisio/#respond Fri, 30 May 2025 17:01:28 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=209846 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera as intenções de voto para o primeiro turno da eleição presidencial de 2026 em cenário estimulado contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

No entanto, o chefe do Executivo seria derrotado em eventual segundo turno não apenas por Tarcísio, mas também por Michelle Bolsonaro (PL) e pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), segundo pesquisa da AtlasIntel divulgada nesta sexta-feira, 29.

De acordo com o levantamento, é a primeira vez que os três nomes da oposição superam Lula na simulação de uma segunda etapa do pleito.

Porém, ainda no primeiro turno, dados que realmente importam pela força inicial dos candidatos, Lula ampliou sua liderança para 44,1% das intenções de voto, enquanto Tarcísio registra 33,1%. A pesquisa anterior, realizada em abril, indicava 42,8% para Lula e 34,3% para o governador paulista.

Outros nomes testados no levantamento incluem Ronaldo Caiado (União Brasil), com 4,7%; Pablo Marçal (PRTB), com 4,6%; e Ciro Gomes, com 3,6%. Também aparecem os governadores Ratinho Junior (Paraná), com 2,1%, e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), com 1,8%, ambos do PSD. Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais, registra 1,4%. Os votos brancos, nulos e indecisos somaram 4,6%.

Tarcísio é apontado como um dos prováveis nomes do campo bolsonarista para a eleição presidencial. O ex-presidente Bolsonaro, que está inelegível até 2030 por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), enfrenta ainda ações no Supremo Tribunal Federal (STF) relacionadas a tentativa de golpe de Estado. Apesar disso, Bolsonaro reafirma publicamente que será candidato, enquanto Tarcísio declara a intenção de buscar a reeleição em São Paulo.

Em outra simulação da pesquisa, os entrevistados foram questionados sobre em quem votariam se os candidatos fossem os mesmos da disputa de 2022. Desde fevereiro, Jair Bolsonaro tem aparecido à frente de Lula. Em abril, o petista conseguiu inverter a vantagem, mas em maio o cenário voltou a favorecer o ex-presidente: Bolsonaro passou de 45,1% para 46,7%, enquanto Lula recuou de 44,2% para 43,9%.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro foi incluída em cenários próprios, sem a presença de Jair Bolsonaro ou Tarcísio. Nesse contexto, Lula atinge 44,4% das intenções de voto, enquanto Michelle aparece com 33,5%, dois pontos percentuais a mais do que em abril.

Em uma simulação sem Lula como candidato, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), é testado contra Tarcísio. Ambos aparecem tecnicamente empatados, com 33% das intenções de voto.

A pesquisa AtlasIntel foi realizada entre os dias 19 e 23 de maio, com 4.399 entrevistas realizadas via internet, por meio de método de recrutamento digital aleatório.

A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento integra o relatório “Latam Pulse”, parceria da AtlasIntel com a Bloomberg, que publica dados mensais sobre os contextos político, social e econômico de países da América Latina, como Brasil, Argentina, México, Colômbia, Peru e Chile.

Desempenho em cenários de segundo turno

Segundo os dados da pesquisa, Lula seria superado por Tarcísio, Bolsonaro e Michelle Bolsonaro em cenários hipotéticos de segundo turno. O governador paulista, que já havia vencido Lula nas sondagens de fevereiro e março, volta a liderar em maio, após um empate técnico registrado em abril. Tarcísio aparece agora com 48,9%, contra 45,1% do presidente.

No cenário com Jair Bolsonaro, o ex-presidente atinge 47,5%, enquanto Lula fica com 45,5%. Em uma disputa contra Michelle Bolsonaro, Lula tem 45,3% e a ex-primeira-dama, 49,8%.

Apesar das derrotas simuladas contra nomes ligados ao bolsonarismo, Lula venceria outras possíveis candidaturas de centro-direita. Ele supera Eduardo Leite, Ratinho Junior, Romeu Zema e Ronaldo Caiado em simulações de segundo turno.

Avaliação do governo e das imagens públicas

A pesquisa também traz dados sobre a avaliação do governo federal e a imagem pública de figuras políticas. Entre abril e maio, a desaprovação do governo Lula aumentou, alcançando 53,7%, o índice mais alto desde janeiro de 2024. A avaliação “ruim ou péssimo” subiu de 47,7% para 52,1% no mesmo intervalo.

A piora nos índices ocorre em meio às revelações da Polícia Federal sobre um suposto esquema de fraudes bilionárias no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A imagem pessoal de Lula também sofreu desgaste: o presidente voltou a registrar 54% de desaprovação, com 45% de aprovação. Em abril, ele havia obtido maioria de avaliações positivas.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, apresenta imagem negativa desde outubro de 2024. Em maio, o percentual de avaliação desfavorável atingiu 56%.

Já Tarcísio, que em abril contava com 49% de aprovação, registra agora maioria de desaprovação, com 48% contra 46% de aprovação.

O ex-presidente Jair Bolsonaro, inelegível até 2030, continua com imagem predominantemente negativa desde outubro do ano passado. Em maio, a diferença entre aprovação e desaprovação caiu de nove para seis pontos percentuais.

Acesse a íntegra da pesquisa clicando aqui.

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Gilmar quer julgar Bolsonaro ainda em 2025 para evitar conflitos nas eleições de 2026 https://www.ocafezinho.com/2025/01/21/gilmar-quer-julgar-bolsonaro-ainda-em-2025-para-evitar-conflitos-nas-eleicoes-de-2026/ https://www.ocafezinho.com/2025/01/21/gilmar-quer-julgar-bolsonaro-ainda-em-2025-para-evitar-conflitos-nas-eleicoes-de-2026/#comments Tue, 21 Jan 2025 21:25:39 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=200888 1 Comentário 🔥]]> O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), destacou em entrevista ao “Brasil Confidencial” que o julgamento da denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de tentativa de golpe, está previsto para 2025.

O objetivo é evitar qualquer impacto nas eleições presidenciais de 2026, conforme reportagem do Valor Econômico.

Mendes indicou que o julgamento de Bolsonaro e seus aliados poderá ocorrer antes de novas acusações surgirem, com a possibilidade de dividir as denúncias, se necessário.

O ministro elogiou a investigação da Polícia Federal sobre o caso, classificando-a como “extremamente bem-feita” e expressou especial preocupação com o conteúdo de uma reunião ministerial ocorrida em 5 de julho de 2022, onde discussões explícitas sobre um possível golpe foram registradas.

Durante a reunião, mencionada explicitamente por Mendes, Bolsonaro e seus ministros debateram formas de pressionar os ministros do STF, um ato que o ministro do Supremo considerou alarmante, especialmente no contexto das declarações sobre possíveis ameaças ao ministro Alexandre de Moraes.

Além disso, Mendes criticou a participação de militares em funções civis sem estarem na reserva, citando o exemplo do ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, cuja gestão durante a pandemia foi qualificada por ele como um “grande desastre”. Por outro lado, ele reconheceu a “atitude responsável” dos comandos militares que rejeitaram o golpe.

O ministro também abordou a decisão de Moraes de reter o passaporte de Bolsonaro, impedindo sua viagem aos Estados Unidos para a posse de Donald Trump, enfatizando a precaução de Moraes diante de um cenário político “delicado”.

Paulo Gonet, procurador-geral da República, continua analisando o relatório da Polícia Federal e deve decidir em breve se apresentará a denúncia formalmente, solicitará o arquivamento do caso ou pedirá investigações adicionais.

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Trump adota discurso popular após consagrar vitória nos EUA https://www.ocafezinho.com/2024/11/06/trump-adota-discurso-popular-apos-consagrar-vitoria-nos-eua/ https://www.ocafezinho.com/2024/11/06/trump-adota-discurso-popular-apos-consagrar-vitoria-nos-eua/#respond Wed, 06 Nov 2024 13:15:57 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=196560 Donald Trump anunciou sua vitória na eleição presidencial dos EUA de 2024 após projeções da Fox News indicarem sua liderança sobre a democrata Kamala Harris. Em um discurso no Centro de Convenções do Condado de Palm Beach, Trump afirmou ter recebido um mandato significativo dos eleitores americanos.

Na ocasião, o presidente eleito expressou gratidão aos seus apoiadores, à família e aos amigos, descrevendo sua vitória como o início de uma nova era.

“Eu não vou descansar até devolver essa América segura e próspera que merecemos. Essa vai ser a era de ouro da América”, afirmou Trump, acrescentando que sua gestão buscará auxiliar na recuperação do país.

O discurso de Trump não mencionou diretamente Kamala Harris, que deve se pronunciar ainda nesta quarta-feira.

O presidente reeleito também abordou questões de imigração, reiterando seu compromisso em fechar as fronteiras dos Estados Unidos para entradas ilegais e continuando a promessa de realizar a maior deportação em massa na história do país.

Trump também reforçou sua política de segurança e economia, prometendo reviravoltas nos indicadores econômicos e um país mais seguro, além de manter o slogan “Promessas feitas serão cumpridas”.

Paralelamente, os republicanos conquistaram a maioria no Senado dos EUA, ganhando cadeiras anteriormente democratas em West Virginia e Ohio, enquanto a disputa pelo controle da Câmara dos Representantes permanece incerta, com os republicanos defendendo uma maioria estreita.

Kamala Harris, por sua vez, ainda não se dirigiu a seus apoiadores, que se reuniram na Universidade Howard. Cedric Richmond, co-presidente de sua campanha, falou brevemente à multidão após a meia-noite, informando que Harris fará uma declaração pública ao longo do dia.

Confira!

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New York Times recomenda não votar em Trump nas eleições presidenciais dos EUA https://www.ocafezinho.com/2024/11/06/new-york-times-recomenda-nao-votar-em-trump-nas-eleicoes-presidenciais-dos-eua/ https://www.ocafezinho.com/2024/11/06/new-york-times-recomenda-nao-votar-em-trump-nas-eleicoes-presidenciais-dos-eua/#respond Wed, 06 Nov 2024 07:19:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=196349 O conselho editorial do New York Times publicou um editorial no sábado, 2, instando os eleitores americanos a votarem contra o candidato republicano Donald Trump na eleição presidencial dos Estados Unidos marcada para 5 de novembro.

O conselho, que opera de forma independente da redação do jornal e é composto por jornalistas de opinião, expressou preocupações sérias sobre a capacidade de liderança de Trump.

No texto, o conselho acusou Trump de comportamentos corruptos e desrespeitosos às leis, e de ser enganoso em suas ações políticas. Argumentaram que, se reeleito, Trump poderia usar seus poderes executivos para perseguir opositores políticos e organizar deportações em massa.

O editorial também prevê que uma nova presidência de Trump poderia causar “devastação” para os pobres e a classe média e ter efeitos nocivos sobre o clima, além de enfraquecer alianças internacionais de Washington e fortalecer autocratas pelo mundo.

Donald Trump está concorrendo à presidência pela terceira vez e enfrenta Kamala Harris, a atual vice-presidente dos Estados Unidos, que é a candidata pelo Partido Democrata com forte apoio no estado de Nova York. O conselho concluiu o editorial com um apelo direto aos eleitores: “Vocês já conhecem Donald Trump. Ele é incapaz de liderar… Os americanos merecem algo melhor. Votem.”

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Trump admite que pode perder nas eleições dos EUA e já faz ameaças https://www.ocafezinho.com/2024/11/05/trump-admite-que-pode-perder-nas-eleicoes-dos-eua-e-ja-faz-ameacas/ https://www.ocafezinho.com/2024/11/05/trump-admite-que-pode-perder-nas-eleicoes-dos-eua-e-ja-faz-ameacas/#respond Tue, 05 Nov 2024 12:59:26 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=196506 Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos e candidato republicano nas eleições presidenciais de 2024, reconheceu pela primeira vez que pode ser derrotado.

Em entrevista à rede ABC, com informações da agência Tass, Trump considerou a possibilidade de perder, apesar de afirmar ter uma liderança considerável. “Você poderia dizer, sim, você poderia perder. Coisas ruins podem acontecer”, declarou.

As eleições gerais nos Estados Unidos começaram nesta terça-feira, 5, com eleitores indo às urnas para decidir não apenas o próximo presidente, mas também um terço do Senado, todos os 435 membros da Câmara dos Representantes, e os governadores de 11 estados e dois territórios. Trump, que ocupou a presidência de 2017 a 2021, tenta retornar à Casa Branca após sua derrota em 2020 para Joe Biden.

Sua oponente, Kamala Harris, que serve como vice-presidente desde janeiro de 2021, está concorrendo à presidência pela primeira vez. Trump, que raramente admite a possibilidade de uma derrota legítima e frequentemente alega fraude eleitoral, disse em uma entrevista ao programa “Full Measure” que não pretende concorrer novamente em 2028 se perder estas eleições. “Não, não acho. Acho que será, será isso”, comentou.

A corrida presidencial tem sido caracterizada por pesquisas que apontam uma competição acirrada entre Trump e Harris. Ambos os candidatos têm intensificado suas campanhas nas semanas que antecedem a eleição, buscando mobilizar eleitores e garantir apoio nos estados-chave. Esta eleição, segundo Trump, “vai ser interessante”, marcando um momento crucial na política americana.

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Trump e Kamala chegam empatados no dia da eleição dos EUA https://www.ocafezinho.com/2024/11/05/trump-e-kamala-chegam-empatados-no-dia-da-eleicao-dos-eua/ https://www.ocafezinho.com/2024/11/05/trump-e-kamala-chegam-empatados-no-dia-da-eleicao-dos-eua/#respond Tue, 05 Nov 2024 12:59:19 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=196505 Na conclusão da corrida eleitoral para a presidência dos Estados Unidos, os eleitores decidem hoje o futuro líder do país, escolhendo entre a vice-presidente democrata, Kamala Harris, e o ex-presidente republicano, Donald Trump.

Esta eleição pode levar Harris a ser a primeira mulher presidente dos EUA ou marcar o retorno de Trump, que tenta uma volta após perder a reeleição em 2020 — um feito não visto desde o século XIX com Grover Cleveland.

O cenário eleitoral reflete uma divisão acentuada, com Harris mostrando uma vantagem leve em Michigan e Wisconsin e Trump liderando dentro da margem de erro em estados chave como Arizona, Geórgia e Carolina do Norte.

A situação em Pensilvânia e Nevada permanece incerta, e a contagem dos estados já definidos mostra Harris com 226 votos eleitorais e Trump com 219, de acordo com o Estadão.

O cenário eleitoral de 2024 destacou-se por reviravoltas e tensões consideráveis, particularmente no lado democrata, após o presidente Joe Biden desistir de sua candidatura em julho devido a um debate desfavorável contra Trump.

Isso levou Harris a reestruturar rapidamente a campanha do Partido Democrata. Por outro lado, a campanha de Trump foi marcada por desafios, incluindo duas tentativas de assassinato e várias questões legais, como um veredicto que o condenou a pagar US$ 5 milhões por assédio e acusações de fraude fiscal e retenção de documentos sigilosos.

A vice-presidente Harris luta para se distanciar das políticas econômicas de Biden, criticadas por não controlarem a inflação e melhorarem o poder de compra, fatores que deterioraram a renda dos americanos, especialmente nos estados do Cinturão da Ferrugem, afetados por desemprego e baixos salários.

Em contrapartida, Trump promete reforçar a economia limitando a imigração e aumentando as tarifas de produtos importados, como os da China e México. Esta abordagem populista ressoa nos estados industriais, embora economistas advirtam contra o impacto negativo dessas políticas na economia.

As eleições de hoje não apenas decidem quem será o próximo presidente, mas também qual direção política e econômica os Estados Unidos seguirão nos próximos anos. A decisão está nas mãos dos eleitores, e os resultados são aguardados com grande expectativa.

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Eleições EUA: Harris e Trump estão empatados nos estados pêndulo https://www.ocafezinho.com/2024/11/05/eleicoes-eua-harris-e-trump-estao-empatados-nos-estados-pendulo/ https://www.ocafezinho.com/2024/11/05/eleicoes-eua-harris-e-trump-estao-empatados-nos-estados-pendulo/#respond Tue, 05 Nov 2024 07:47:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=196339 A eleição presidencial nos Estados Unidos está a dois dias de ocorrer, e a competição entre a vice-presidente Kamala Harris e o ex-presidente Donald Trump está mais acirrada do que nunca.

Uma nova pesquisa realizada pelo New York Times e Siena College mostra uma batalha intensa nos estados pêndulo, com destaque para Carolina do Norte e Geórgia onde Harris mostra força, enquanto Trump ganha terreno na Pensilvânia, apontando um empate técnico neste estado crucial.

A pesquisa indica que Harris lidera de forma apertada em Nevada, Carolina do Norte e Wisconsin, enquanto Trump mantém uma vantagem no Arizona.

Os estados de Michigan, Geórgia e Pensilvânia mostram uma disputa extremamente acirrada, com a diferença entre os candidatos estando dentro da margem de erro em todos os sete estados pesquisados, tornando o resultado altamente imprevisível.

Ambos os candidatos têm múltiplas rotas para alcançar os 270 votos necessários no Colégio Eleitoral para vencer, destacando a importância de cada movimento nesta reta final.

Entre os eleitores que decidiram seu voto recentemente, Harris tem uma vantagem de 55% a 44%. No entanto, ainda há 11% de eleitores indecisos ou persuadíveis, um número significativo dada a proximidade da eleição.

University of Florida Election Lab informa que mais de 70 milhões de eleitores já votaram antecipadamente, com Harris liderando por oito pontos percentuais entre esses eleitores. Por outro lado, Trump mostra uma leve vantagem entre aqueles que ainda planejam votar.

A corrida na Pensilvânia tornou-se particularmente crítica. Harris, que antes liderava por quatro pontos segundo pesquisas anteriores do Times/Siena, agora vê um cenário de empate, aumentando o peso deste estado no desfecho da eleição.

A Pensilvânia é vista historicamente como um dos estados mais decisivos, com estrategistas de ambas as campanhas enfatizando sua importância.

Em termos de questões eleitorais, embora a economia continue a ser o tema dominante, outras questões como aborto e imigração estão se tornando cada vez mais significativas. Em Wisconsin, o tema do aborto quase rivaliza com a economia em importância entre os eleitores, enquanto no Arizona, a imigração é uma prioridade maior.

A pesquisa também aponta que Trump tem consolidado sua base entre homens e eleitores brancos sem educação universitária, além de ganhar apoio entre jovens, eleitores não-brancos e novatos no processo eleitoral.

Em contraste, Harris enfrenta desafios para alcançar a performance de Joe Biden em 2020 com jovens, eleitores negros e latinos, embora sua aceitação entre esses grupos tenha aumentado desde que assumiu a candidatura.

A pesquisa do New York Times e Siena College foi realizada entre 24 de outubro e 2 de novembro, entrevistando 7.879 eleitores prováveis em sete estados decisivos. A coleta de dados foi feita por telefone, com entrevistadores ao vivo em inglês e espanhol.

Esta metodologia assegura uma representatividade demográfica e partidária adequada na amostragem, destacando o rigor e a abrangência do estudo em captar as nuances desta eleição extremamente competitiva.

Com informações do InfoMoney 

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Pesquisa revela que 51% dos brasileiros aprovam gestão de Lula https://www.ocafezinho.com/2024/10/31/pesquisa-revela-que-60-dos-brasileiros-aprovam-gestao-de-lula/ https://www.ocafezinho.com/2024/10/31/pesquisa-revela-que-60-dos-brasileiros-aprovam-gestao-de-lula/#respond Thu, 31 Oct 2024 14:27:32 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=196253 Uma nova pesquisa divulgada pelo Latam Pulse nesta quarta-feira, 30, aponta que 60% dos brasileiros possuem uma visão positiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo a pesquisa, realizada pela AtlasIntel em parceria com a Bloomberg, 39% dos entrevistados têm uma percepção negativa do presidente. O estudo, que entrevistou 2.371 pessoas entre 10 e 14 de outubro, tem um nível de confiança de 95%.

O levantamento detalha que 50,7% dos participantes aprovam o desempenho de Lula, enquanto 45,8% desaprovam e 3,6% se declaram indecisos.

Em relação aos dados de julho de 2024, houve um ligeiro aumento na aprovação, que estava em 50,2%. Incluindo aqueles que classificam a gestão como “regular” (17,9%), a avaliação positiva geral sobe para 58,9%.

A pesquisa também identifica um maior apoio ao presidente entre as mulheres, com 54,8% expressando uma visão favorável, comparado a 45,6% entre os homens.

Entre os entrevistados com ensino superior, a aprovação chega a 61,1%. Pessoas entre 45 e 59 anos apresentam a maior taxa de apoio, com 57,9%, seguidas por jovens de 16 a 34 anos, que registram 53,8% de aprovação.

Os principais desafios apontados pelos brasileiros incluem corrupção (54,8%), criminalidade e tráfico de drogas (54,1%), além de preocupações ambientais e com o aquecimento global (31,9%).

Quanto à classificação geral do governo Lula, 41% dos entrevistados o consideram “bom” ou “ótimo”, enquanto 39,8% avaliam como “ruim” ou “péssimo”, e 17,9% como “regular”. Comparando com julho, observa-se uma leve queda nas percepções de “ótimo” e “bom”, que anteriormente somavam 43,2%.

Baixe aqui a íntegra da pesquisa.

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Preço do Bitcoin dispara com possível vitória de Trump e se aproxima de recorde histórico https://www.ocafezinho.com/2024/10/30/preco-do-bitcoin-dispara-com-possivel-vitoria-de-trump-e-se-aproxima-de-recorde-historico/ https://www.ocafezinho.com/2024/10/30/preco-do-bitcoin-dispara-com-possivel-vitoria-de-trump-e-se-aproxima-de-recorde-historico/#respond Wed, 30 Oct 2024 16:49:43 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=196195 Na terça-feira, o preço do Bitcoin ultrapassou os US$ 73.000, aproximando-se de sua máxima histórica enquanto o mercado observa atentamente a contagem regressiva para a eleição presidencial dos EUA.

A moeda digital alcançou cerca de US$ 72.333,10, um aumento de 3,8%, segundo a Coin Metrics, e chegou a atingir US$ 73.601,59, seu valor mais alto desde 14 de março, dia em que estabeleceu seu recorde.

Esse aumento provocou uma onda de liquidações curtas de mais de US$ 113 milhões nas últimas 24 horas, segundo a CoinGlass, o que contribuiu para impulsionar ainda mais os preços das criptomoedas. Tanto a plataforma de troca de criptomoedas Coinbase quanto a MicroStrategy, empresa que atua como um proxy de Bitcoin, registraram um aumento de 1% em suas ações.

Durante o ano, o Bitcoin manteve-se numa faixa de preço entre US$ 55.000 e US$ 70.000, enfrentando dificuldades para ultrapassar consistentemente o nível de US$ 70.000. No entanto, a perspectiva otimista diante da eleição presidencial nos EUA e a ampla aceitação do risco no mercado financeiro têm beneficiado a criptomoeda.

As ações, por exemplo, atingiram novas máximas este mês, influenciadas também pela demanda ressurgente por ETFs de bitcoin e a próxima decisão sobre as taxas de política do Federal Reserve marcada para 7 de novembro.

No cenário político, o candidato republicano e ex-presidente Donald Trump tem defendido a indústria de criptomoedas este ano, apresentando-se como o candidato pró-criptomoedas.

Por outro lado, a candidata democrata e vice-presidente Kamala Harris tem mantido uma postura mais discreta sobre o assunto, deixando a indústria dividida quanto ao impacto de sua potencial presidência.

Com o aumento de 7% na última semana e um acumulado de 14% de alta em outubro, o Bitcoin está a caminho de registrar seu melhor mês desde março, refletindo a crescente expectativa do mercado quanto ao resultado das eleições e suas implicações para o futuro da criptomoeda.

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Rejeição a Boulos não fez sua candidatura emplacar de uma eleição para outra https://www.ocafezinho.com/2024/10/29/rejeicao-a-boulos-nao-fez-sua-candidatura-emplacar-de-uma-eleicao-para-outra/ https://www.ocafezinho.com/2024/10/29/rejeicao-a-boulos-nao-fez-sua-candidatura-emplacar-de-uma-eleicao-para-outra/#comments Tue, 29 Oct 2024 18:20:42 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=196143 1 Comentário 🔥]]> Guilherme Boulos, candidato pelo PSOL, registrou uma rejeição significativa na eleição de 2024, com uma performance eleitoral próxima à de 2020, quando também concorreu.

Apesar de uma campanha robusta, dotada de R$ 80 milhões e o apoio unificado dos principais partidos de esquerda, Boulos conquistou apenas 40,65% dos votos válidos, sendo derrotado por Ricardo Nunes (MDB), que obteve 59,35%.

Em comparação com a disputa anterior, a rejeição de Boulos permaneceu elevada, atingindo 52%, de acordo com pesquisas do Datafolha.

A imagem negativa, muitas vezes associada a estigmas de “invasor” e “extremista”, persistiu como um entrave para o candidato, que não conseguiu ampliar sua aceitação mesmo com a vantagem de um maior tempo de exposição na televisão e um considerável aumento no financiamento da campanha.

Paula Coradi, presidente do PSOL, destacou a consistência da base de Boulos, que ainda assim alcançou mais de 2,3 milhões de votos no segundo turno.

Ela salientou as adversidades enfrentadas pela campanha, incluindo a competição contra “máquinas governamentais e partidárias poderosas” e uma série de ataques digitais.

Sérgio Praça, professor da Fundação Getúlio Vargas, aponta que a estratégia digital da campanha pode ter sido contraproducente, “infantilizando” a comunicação com os eleitores e desgastando ainda mais a imagem do candidato.

Ele também mencionou a surpresa da candidatura de Pablo Marçal pelo PRTB, que conseguiu 28,14% dos votos no primeiro turno, como um dos novos elementos que influenciaram o pleito.

A análise interna do PSOL também ressaltou o aumento da votação para vereadores no primeiro turno, considerando isso um indicativo de que a campanha enfrentou “uma grande batalha contra o abuso do poder político e o uso da máquina pública”. A direção do partido concluiu que “o futuro está ao nosso lado”, indicando um otimismo cauteloso para futuras eleições.

Boulos, por sua vez, expressou em suas redes sociais uma resistência à ideia de recuar nas visões políticas da esquerda, comparando sua situação com a ascensão do bolsonarismo e enfatizando a necessidade de manter uma postura firme.

Com informações da Folha

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Único prefeito eleito pelo PT nas capitais, Evandro defende renovação na esquerda https://www.ocafezinho.com/2024/10/29/unico-prefeito-eleito-pelo-pt-nas-capitais-evandro-defende-renovacao-na-esquerda/ https://www.ocafezinho.com/2024/10/29/unico-prefeito-eleito-pelo-pt-nas-capitais-evandro-defende-renovacao-na-esquerda/#comments Tue, 29 Oct 2024 13:07:33 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=196085 1 Comentário 🔥]]> Evandro Leitão (PT) foi eleito prefeito de Fortaleza no último domingo, garantindo 50,38% dos votos válidos, uma margem estreita de apenas 10 mil votos sobre seu adversário, André Fernandes (PL), que obteve 49,62%.

Essa eleição representa um ponto de inflexão significativo para o Partido dos Trabalhadores (PT), que agora controla a prefeitura da única capital brasileira sob sua gestão.

A disputa acirrada em Fortaleza também sinaliza uma resistência crescente ao bolsonarismo na região, destacada pela associação de Fernandes com o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Durante uma entrevista concedida à Folha, Leitão discutiu a necessidade de o PT revisar suas estratégias de comunicação e fortalecer o diálogo com setores como a juventude e as igrejas, com o objetivo de conter a ascensão da direita.

Ele enfatizou a importância de uma comunicação mais eficaz para alcançar esses grupos. “Temos que saber dialogar melhor e se comunicar com essas pessoas”, afirmou.

“No segundo turno, todas as demais forças se juntaram ao André. Temos que refletir sobre aquilo que a gente pode melhorar, sobretudo em nossa comunicação com a juventude e com as igrejas”, emendou.

Leitão também abordou a necessidade de unificação da cidade após uma campanha marcada por divisões, comprometendo-se a ser um prefeito para todos os cidadãos, independentemente de terem votado nele ou não, e a estar aberto para receber críticas e sugestões.

“Não serei um prefeito apenas para os eleitores que votaram em mim, mas para todos. Estarei completamente aberto para receber críticas, dialogar e construir políticas públicas para quem mais precisa”, disse o prefeito eleito.

Leitão planeja iniciar sua gestão com ações concretas, como a eliminação da taxa de lixo, prometida durante sua campanha. A segurança pública e a saúde são outras áreas prioritárias.

Ele anunciou planos para integrar a Guarda Municipal com outros órgãos de segurança para combater a violência de maneira estratégica e preventiva, além de reestruturar os serviços de saúde da cidade, aumentando o número de médicos e insumos disponíveis.

No campo da educação, Leitão propôs várias iniciativas, como a expansão das escolas de tempo integral e a abertura de escolas aos finais de semana.

Além disso, ele mencionou a criação de um programa de poupança municipal para estudantes do 9º ano, reforçando o compromisso com a melhoria da qualidade educacional em Fortaleza.

A influência de Camilo Santana, atual ministro da Educação e destacada liderança política do Ceará, também foi reconhecida por Leitão como um fator decisivo em sua eleição. Evitando especulações, ele apenas ressaltou a importância de Santana tanto no contexto estadual quanto nacional.

No que se refere ao processo de transição, Leitão garantiu que será tranquilo e natural, e expressou sua intenção de restabelecer alianças com o PDT, apesar dos recentes atritos entre os partidos. Ele se comprometeu a dialogar e colaborar em prol da cidade.

Com um background em economia e direito e experiência prévia como secretário do Trabalho e Desenvolvimento Social no governo de Cid Gomes, além de sua atuação na Assembleia Legislativa do Ceará, Leitão agora enfrenta o desafio de liderar uma cidade profundamente polarizada, com a promessa de promover paz e avanços significativos nas áreas de segurança, saúde e educação.

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O plano sinistro de Netanyahu funcionou: fazer de Israel e da Guerra de Gaza uma questão eleitoral nos EUA https://www.ocafezinho.com/2024/10/29/o-plano-sinistro-de-netanyahu-funcionou-fazer-de-israel-e-da-guerra-de-gaza-uma-questao-eleitoral-nos-eua/ https://www.ocafezinho.com/2024/10/29/o-plano-sinistro-de-netanyahu-funcionou-fazer-de-israel-e-da-guerra-de-gaza-uma-questao-eleitoral-nos-eua/#respond Tue, 29 Oct 2024 07:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=195936 Enquanto Harris e Trump se enfrentam, a política de Biden para o Oriente Médio – e especialmente para Israel – é uma questão eleitoral com implicações pouco claras. Todos, exceto o atual governo, previram isso


Pela 11ª vez em 12 meses, o Secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, visitou Israel e outros países da região para pressionar, até mesmo implorar, que aceitem um cessar-fogo. Blinken tem boas intenções, e a política dos EUA, fundamentada no plano “pós-guerra Gaza” do presidente Joe Biden, de dezembro passado, é sensata e viável.

No entanto, no Oriente Médio – e, em particular, com Benjamin Netanyahu – boas intenções, políticas racionais e interesses americanos nem sempre são suficientes.

De dezembro a abril ou maio, todas as tentativas de Washington fracassaram.

Foram esforços para obter um cessar-fogo e um acordo de reféns, mudar a condução da guerra por Israel, influenciar o uso de munições de alto rendimento, garantir mais ajuda humanitária para Gaza e extrair de Israel algum tipo de cenário pós-guerra.

Manifestantes pró-palestinos na Times Square de Nova York no início deste mês. Crédito: Stephanie Keith/Getty Images via AFP

Durante esse período, Netanyahu procurou ativamente um confronto aberto com a administração Biden.

Ouvimos de tudo, desde “Estão nos impondo um Estado palestino”, o que nunca foi cogitado e, de qualquer forma, é inviável, até “Não estamos recebendo toda a ajuda militar necessária”, apesar dos EUA terem fornecido US$ 14,3 bilhões e diversos complementos.

Desde abril, com a intensificação da guerra no Líbano e o início do perigoso jogo de mísseis entre Israel e Irã, uma nova dimensão surgiu: a eleição presidencial dos EUA.

Não é segredo que Netanyahu gostaria de ver os EUA envolvidos em um conflito com o Irã, transformando o desastre de 7 de outubro de 2023, ocorrido sob sua responsabilidade, em um triunfo estratégico.

Quando isso não aconteceu e a eleição americana se aproximou, Netanyahu recorreu a uma velha tática: intervir nas eleições dos EUA.

Nos últimos meses, ele manteve a guerra em Gaza sem objetivos militares claros e intensificou os conflitos nos outros principais teatros, contra o Hezbollah e o Irã.

Seu raciocínio pode ser legítimo, mas também há outra motivação: manter a guerra como uma questão ativa, rejeitar qualquer cessar-fogo ou iniciativa diplomática e esperar que essa abordagem atrapalhe a vice-presidente Kamala Harris e beneficie Donald Trump, sua “alma gêmea” em Mar-a-Lago.

Será que isso funcionará? É duvidoso, mas não impossível. É improvável que o conflito no Oriente Médio, em particular Israel, tenha um impacto significativo nas eleições dos EUA.

Dos 161,5 milhões de eleitores elegíveis, poucos se importam com política externa. Os americanos votam baseados em temas como economia, saúde, aborto, imigração, lei e ordem e democracia, não no Oriente Médio ou Israel.

Palestinos inspecionam na sexta-feira o local de um ataque israelense em Khan Yunis, no sul de Gaza. Crédito: Mohammed Salem/Reuters

Raramente uma eleição presidencial americana é dominada por política externa. Exceções foram 1968, com a Guerra do Vietnã em expansão, e 2004, em meio aos efeitos do 11 de setembro e das invasões no Afeganistão e Iraque. Nessas ocasiões, os EUA estavam profundamente envolvidos em conflitos. Hoje, no Oriente Médio, esse não é o caso – pelo menos, ainda não.

Ainda assim, o Oriente Médio e Israel são questões polêmicas e importantes para muitos eleitores mais jovens.

Milhões de outros americanos assistiram a cenas de guerra violenta na TV. Mesmo que o impacto seja limitado, a eleição pode ser decidida por essas margens.

Em uma pesquisa de setembro, o Data For Progress, um think tank progressista, perguntou aos eleitores de 18 a 29 anos: “Você apoia ou se opõe à imposição de um embargo de armas a Israel pelos EUA?”.

Manifestantes pró-Israel na Universidade de Maryland em College Park, Maryland, em 7 de outubro. Crédito: Chip Somodevilla/Getty Images via AFP

O resultado – 55% apoiam e 29% se opõem – reflete mudanças na opinião pública americana, especialmente entre jovens, desde o ataque do Hamas em outubro de 2023 e a subsequente guerra em Gaza.

Entre os republicanos mais jovens, 52% apoiam um embargo de armas, enquanto 36% se opõem. Essa tendência reflete mudanças na visão sobre Israel, com apoio crescente a restrições. Entre os jovens democratas, o apoio ao embargo é de 62%, contra 21% que se opõem.

Essas pesquisas não significam que eleitores descontentes com a política Biden-Harris em relação a Israel vão deixar de votar em Harris, mas indicam que a política para o Oriente Médio – e Israel, em particular – é uma questão eleitoral de impacto incerto.

Meses após o início da guerra, a destruição de Gaza ficou evidente, com imagens de ruína e milhares de civis mortos ocupando TVs e redes sociais. A questão se tornou especialmente relevante em Michigan, um estado decisivo.

Manifestantes na Times Square. Em uma pesquisa, 55 por cento dos eleitores jovens apoiaram um embargo de armas dos EUA a Israel. Crédito: Stephanie Keith/Getty Images via AFP

Nos EUA, há cerca de 3,5 milhões de árabes americanos, muitos cristãos ou muçulmanos de origem palestina, libanesa ou egípcia. A área metropolitana de Detroit abriga mais de 400.000, enquanto cidades como Nova York e Los Angeles, com grandes populações árabes, ficam em estados onde seu impacto eleitoral é menor.

Em Michigan, onde a disputa é acirrada, o voto árabe-americano pode fazer diferença.

Em 2016, Trump venceu Michigan por uma margem de apenas 0,2%, ou 10.700 votos, enquanto Biden recuperou o estado em 2020 com 2,8% de vantagem. Se árabes americanos em Dearborn decidirem não votar em Harris, Michigan pode ser perdido.

Uma pesquisa Arab News/YouGov mostrou Trump à frente de Harris entre árabes-americanos, com 45% a 43%. Em 2020, o voto árabe-americano favoreceu Biden com 64% contra 35%, alcançando 70% em Michigan.

Harris pode superar essa diferença com uma forte participação em Detroit, mas os sinais são alarmantes, dada a importância de Michigan para a vitória eleitoral.

Com a guerra em andamento, a destruição em Gaza piora, e o apoio militar e diplomático de Biden-Harris a Israel segue firme. A questão se tornou mais ampla, passando de um foco em Michigan para um movimento entre jovens, visto nos campi universitários e refletido em pesquisas.

Faltando 11 dias para a eleição, os três conflitos principais estão entrelaçados. Nem Harris nem Trump querem herdar a guerra, mas ambos terão que lidar com as consequências em 20 de janeiro.

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Partidos de esquerda alcançam menor número de prefeituras em 20 anos https://www.ocafezinho.com/2024/10/28/partidos-de-esquerda-alcancam-menor-numero-de-prefeituras-em-20-anos/ https://www.ocafezinho.com/2024/10/28/partidos-de-esquerda-alcancam-menor-numero-de-prefeituras-em-20-anos/#respond Tue, 29 Oct 2024 02:23:09 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=196076 Nas eleições municipais de 2024, partidos de esquerda no Brasil elegeram o menor número de prefeitos dos últimos 20 anos.

Sete partidos, incluindo PT, PSB, PDT, PCdoB, PV, Rede e Psol, conquistaram o comando de 749 cidades, um declínio acentuado em relação aos ciclos eleitorais anteriores desde 2004.

O pico para esses partidos ocorreu em 2012, quando eles elegeram 1.533 prefeitos, segundo dados divulgados pelo Congresso em Foco.

O Partido dos Trabalhadores (PT) viu uma leve melhora em relação ao desempenho de 2020, passando de 183 para 252 prefeitos eleitos.

Apesar disso, o PT não conseguiu manter sua posição de liderança entre os partidos de esquerda, sendo superado pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), que aumentou sua presença municipal de 252 para 309 prefeituras.

O Partido Democrático Trabalhista (PDT), liderado por Ciro Gomes, enfrentou uma significativa redução, caindo de 314 prefeitos em 2020 para apenas 151 em 2024.

O PCdoB e o PV, ambos em federação com o PT, também experimentaram quedas em seus números, refletindo um padrão de retração entre as legendas de esquerda.

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Padilha admite que PT teve desempenho abaixo do esperado: “Não saiu do Z4” https://www.ocafezinho.com/2024/10/28/padilha-admite-que-pt-teve-desempenho-abaixo-do-esperado-nao-saiu-do-z4/ https://www.ocafezinho.com/2024/10/28/padilha-admite-que-pt-teve-desempenho-abaixo-do-esperado-nao-saiu-do-z4/#respond Mon, 28 Oct 2024 20:48:37 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=196070 Em uma recente entrevista coletiva, o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, apresentou uma análise sobre o desempenho do Partido dos Trabalhadores (PT) nas eleições municipais de 2024, comparando-o com resultados anteriores e destacando os desafios futuros da legenda.

Padilha descreveu a situação do partido como ainda estando no “Z4”, uma referência à zona de rebaixamento no futebol, simbolizando uma posição ainda crítica nas disputas municipais, apesar de uma leve melhora em relação a 2020.

Nas eleições de 2024, o PT conseguiu eleger prefeitos em 252 municípios, igualando o número alcançado em 2016, mas ainda longe dos 600 municípios de 2012.

“O PT é o campeão nacional das eleições presidenciais, mas na minha avaliação, não saiu do Z4 [zona de rebaixamento] das eleições municipais. (…) Acho que o PT vai fazer uma avaliação sobre isso, certamente sobre esse resultado, como virar um partido com mais protagonismo, sobretudo nas grandes cidades, nas médias cidades”, detalhou

Este número inclui a capital Fortaleza, o único grande centro urbano entre as vitórias. Padilha apontou que, apesar dos números, é crucial que o partido faça uma avaliação profunda para aumentar seu protagonismo, especialmente nas grandes e médias cidades.

O ministro também destacou o fracasso dos candidatos bolsonaristas nas recentes eleições municipais.

Nenhum ex-ministro do governo Bolsonaro conseguiu ser eleito, marcando um contraste significativo em relação às eleições de 2022, onde dez ex-ministros haviam sido eleitos para o Congresso e o Senado.

Figuras proeminentes da direita, como os deputados Éder Mauro, Carlos Jordy e André Fernandes, sofreram derrotas significativas em suas tentativas de se elegerem prefeitos, sublinhando uma rejeição aos ícones do bolsonarismo nas urnas.

“Nenhum ex-ministro de Bolsonaro foi eleito nessas eleições. Em 2022, Bolsonaro comemorava que dez ex-ministros seus foram eleitos para deputado federal, senado e parlamentares. Agora nenhum de seus ex-ministros foram eleitos: às vezes foram derrotados por lideranças que apoiaram o presidente Lula em no ano retrasado”, disse Padilha.

Apesar dessas derrotas, o Partido Liberal (PL), associado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, liderou em termos de votos acumulados para prefeito, somando 19,9 milhões entre os dois turnos. Este resultado coloca o PL como o partido com mais votos, apesar de não liderar em número de prefeituras conquistadas.

Padilha ressaltou que, historicamente, o desempenho nas eleições municipais não tem sido um indicativo confiável para as eleições gerais.

Ele lembrou que mesmo com resultados modestos em eleições municipais passadas, o PT conseguiu alcançar a presidência repetidas vezes desde 1989, seja ganhando as eleições ou chegando ao segundo turno.

Essa análise de Padilha sugere que, apesar dos desafios e do desempenho aquém do esperado em nível municipal, o PT vê as eleições de 2024 como uma oportunidade de reavaliação e fortalecimento, visando um impacto maior nas eleições gerais de 2026.

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Trump encosta em Kamala e está com menos de 1 ponto de diferença, diz pesquisa https://www.ocafezinho.com/2024/10/28/trump-encosta-em-kamala-e-esta-com-menos-de-1-ponto-de-diferenca-diz-pesquisa/ https://www.ocafezinho.com/2024/10/28/trump-encosta-em-kamala-e-esta-com-menos-de-1-ponto-de-diferenca-diz-pesquisa/#comments Mon, 28 Oct 2024 18:37:59 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=196025 1 Comentário 🔥]]> Com apenas oito dias restantes para as eleições presidenciais dos Estados Unidos, a disputa entre a vice-presidente e candidata democrata, Kamala Harris, e o desafiante republicano, Donald Trump, está cada vez mais acirrada.

Segundo a média nacional de pesquisas do The New York Times, a vantagem de Harris foi reduzida para menos de um ponto percentual, estando agora em 49% contra 48% a favor de Trump. Esta é a menor vantagem de Harris desde meados de agosto, conforme reportagem da agência Sputnik.

As pesquisas nos estados-pêndulo, cruciais para determinar o resultado da eleição, também indicam uma competição intensa.

Os estados do Arizona, Geórgia, Michigan, Nevada, Carolina do Norte, Pensilvânia e Wisconsin, conhecidos por não terem um padrão de votação fixo e oscilarem entre os partidos em diferentes eleições, não mostram liderança expressiva para nenhum dos candidatos.

A eleição será realizada no dia 5 de novembro e os resultados nesses estados serão decisivos para a corrida presidencial. A situação atual reflete uma nação dividida e uma eleição que pode ser decidida por margens extremamente estreitas.

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Gleisi diz que espera apoio dos partidos da base a Lula em 2026 após vitória nas municipais https://www.ocafezinho.com/2024/10/28/gleisi-diz-que-espera-apoio-dos-partidos-da-base-a-lula-em-2026-apos-vitoria-nas-municipais/ https://www.ocafezinho.com/2024/10/28/gleisi-diz-que-espera-apoio-dos-partidos-da-base-a-lula-em-2026-apos-vitoria-nas-municipais/#respond Mon, 28 Oct 2024 18:10:06 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=196013 A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, manifestou, em declarações recentes, a expectativa de que as vitórias de partidos aliados nas eleições municipais possam se converter em suporte contínuo ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a campanha eleitoral de 2026.

As declarações foram feitas no contexto de uma reportagem publicada pela Folha, que enfoca a estratégia do PT em fortalecer sua base governista através de alianças políticas.

Durante uma avaliação do desempenho eleitoral, Hoffmann destacou que, apesar de o PT ter lançado candidatos em apenas 13 capitais, optou por uma abordagem estratégica de apoiar candidaturas de partidos aliados em 88 municípios com mais de 100 mil eleitores. Essa tática, segundo ela, visa garantir e expandir a governabilidade e apoio ao atual governo.

“Espero que a vitória dos partidos que compõem a base, que está sendo computada como vitória do governo, possa se traduzir em apoio em 2026, para além do que já havia em 2022”, afirmou Hoffmann.

Ela também comentou sobre o desempenho positivo de candidatos apoiados pelo PT, como Guilherme Boulos do PSOL em São Paulo, e Natália Bonavides em Natal, apesar de não terem sido eleitos. O comando do partido tem uma reunião agendada para esta segunda-feira (28) para discutir os resultados e planejar os próximos passos.

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Diretor da Quaest diz que saldo das eleições municipais não altera força de Lula para 2026 https://www.ocafezinho.com/2024/10/28/diretor-da-quaest-diz-que-saldo-das-eleicoes-municipais-nao-altera-forca-de-lula-para-2026/ https://www.ocafezinho.com/2024/10/28/diretor-da-quaest-diz-que-saldo-das-eleicoes-municipais-nao-altera-forca-de-lula-para-2026/#comments Mon, 28 Oct 2024 18:09:57 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=196011 1 Comentário 🔥]]> Com a conclusão das eleições municipais de 2024, o cenário político brasileiro apresenta desafios estratégicos para os partidos de esquerda e seus líderes visando as eleições presidenciais de 2026.

Em entrevista ao O Globo, o cientista político Felipe Nunes, diretor da Quaest, analisou os resultados e suas implicações para a futura governabilidade do país.

Nunes destacou que o presidente Lula não necessitava de grandes vitórias nas eleições municipais para fortalecer sua posição para 2026. Ele mencionou que históricamente, resultados em eleições municipais têm pouco impacto nas presidenciais. “Lula não precisava ganhar ou perder este ano para ser forte em 2026”, destacou.

No entanto, Nunes alertou sobre a importância da sucessão de Arthur Lira na presidência da Câmara dos Deputados para a governabilidade do atual mandato de Lula. “O Lula vai ter que se meter se não quiser ficar sem governabilidade nos últimos dois anos”, afirmou.

A eleição para a presidência da Câmara, prevista para fevereiro de 2025, será decisiva para as pautas que dominarão o Congresso nos últimos dois anos do mandato de Lula.

O cientista político também comentou sobre o aumento do poder das emendas parlamentares e do fundo eleitoral, elementos que considera determinantes para a baixa renovação no Congresso em 2026. Nunes prevê um alto índice de reeleição parlamentar se o atual mecanismo de emendas for mantido.

“Se o mecanismo das emendas se mantiver, teremos alto padrão de reeleição parlamentar e baixa renovação em 2026”, avalia.

A análise também abordou o fortalecimento dos partidos do Centrão e a expectativa de aumento nas fusões e federações partidárias para superar a cláusula de barreira.

Essa tendência é uma consequência da reforma eleitoral de 2017, projetada para reduzir o número de partidos. No entanto, segundo Nunes, a polarização entre PT e PL continua a ser um fator dominante, com o voto de opinião fortemente influenciado por essa dinâmica. “Existe a força do voto de opinião, e esse sim é muito mobilizado pela polarização ainda”, lembra.

Nunes também refletiu sobre os desafios para a esquerda e a busca por novas lideranças que possam conectar-se com temas contemporâneos como meritocracia e empreendedorismo.

Ele destacou João Campos, prefeito de Recife, e Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro, como figuras de liderança emergentes devido à sua habilidade de engajamento político e carisma. “Campos e Paes serão lembrados pelo eleitor por sua personalidade, empatia e carisma mais do que por suas propostas”, declarou Nunes.

Por outro lado, a direita enfrenta uma fragmentação, com a derrota de candidatos apoiados por Jair Bolsonaro e o surgimento de novas lideranças como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Nunes apontou também para o potencial disruptivo de Pablo Marçal, cuja popularidade entre os jovens e setores precarizados do eleitorado representa um novo desafio para a direita moderada.

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Saiba quantas prefeituras o PT conquistou na Grande SP em comparação com 2020 https://www.ocafezinho.com/2024/10/28/saiba-quantas-prefeituras-o-pt-conquistou-na-grande-sp-em-comparacao-com-2020/ https://www.ocafezinho.com/2024/10/28/saiba-quantas-prefeituras-o-pt-conquistou-na-grande-sp-em-comparacao-com-2020/#comments Mon, 28 Oct 2024 17:48:58 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=196009 1 Comentário 🔥]]> Nas recentes eleições municipais de 2024, o Partido dos Trabalhadores (PT) enfrentou um desempenho eleitoral desafiador no Estado de São Paulo, conseguindo eleger apenas quatro prefeitos nas 144 cidades onde apresentou candidatos.

O partido, liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, manteve apenas uma prefeitura na região da Grande São Paulo, com a reeleição de Marcelo Oliveira em Mauá.

Além de Mauá, o PT foi vitorioso em Matão, Santa Lúcia e Lucianópolis, cidades menores do interior, com populações que não excedem 100 mil habitantes, de acordo com dados do IBGE.

Em contraste, a legenda sofreu uma derrota significativa em Diadema, onde o então prefeito José de Filippi Jr. foi superado por Taka Yamauchi, do MDB, apoiado pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Comparando com o desempenho de 2020, o PT experimentou uma redução acentuada no total de eleitores em suas cidades governadas, caindo de 895.347 para 393.714.

A perda incluiu prefeituras importantes como Araraquara e Diadema, que foram substituídas por Santa Lúcia e Lucianópolis, com uma base eleitoral muito menor. Esta diminuição de influência é particularmente notável na Grande São Paulo, berço político e histórico do partido.

Fundado em 1980 em São Bernardo do Campo, um centro importante da indústria automobilística e do movimento sindical dos anos 1970 e 1980, o PT já comandou várias cidades importantes da região, incluindo São Bernardo do Campo e Santo André. Esta última foi liderada por Celso Daniel até seu assassinato em 2002.

Com informações do Poder360

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PSD teve o melhor aproveitamento no 2º turno das eleições https://www.ocafezinho.com/2024/10/28/psd-teve-o-melhor-aproveitamento-no-2o-turno-das-eleicoes/ https://www.ocafezinho.com/2024/10/28/psd-teve-o-melhor-aproveitamento-no-2o-turno-das-eleicoes/#respond Mon, 28 Oct 2024 17:48:54 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=196008 Nas eleições municipais de 2024, os partidos PSD e MDB se destacaram com o maior número de vitórias no segundo turno, evidenciando sua força política nas disputas por prefeituras em todo o país.

O PSD obteve nove vitórias em dez possíveis, enquanto o MDB conquistou sete prefeituras, participando de dez disputas.

Os detalhes do segundo turno revelam um cenário competitivo entre os principais partidos políticos. O PL, que concorreu em 22 cidades com mais de 200 mil eleitores, enfrentou desafios significativos, perdendo em 16 dessas disputas. O PT, por outro lado, elegeu prefeitos em quatro das 13 prefeituras que disputou.

União Brasil também mostrou desempenho notável, vencendo seis disputas, embora tenha perdido em cinco. O Podemos teve uma taxa de sucesso elevada, com cinco vitórias em seis cidades.

O PP conquistou vitórias em quatro municípios, perdendo em dois, enquanto os Republicanos tiveram um resultado equilibrado, vencendo e perdendo em três cidades cada.

Entre os partidos que não obtiveram sucesso nas eleições de segundo turno estão PSB, Psol, Cidadania, PMB e Solidariedade, todos sem registrar vitórias.

LEIA: Análise: 2º turno confirma ‘banho de urna’ da direita tradicional

Com informações do Poder360

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