Emprego - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/emprego/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Mon, 04 May 2026 06:50:39 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://controle.ocafezinho.com/wp-content/uploads/2015/10/cropped-Logo_Cafezinho_tmb-32x32.png Emprego - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/emprego/ 32 32 Estudo revela peso das trabalhadoras do Entorno no serviço doméstico do DF https://www.ocafezinho.com/2026/05/04/estudo-revela-peso-das-trabalhadoras-do-entorno-no-servico-domestico-do-df/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/04/estudo-revela-peso-das-trabalhadoras-do-entorno-no-servico-domestico-do-df/#comments Mon, 04 May 2026 06:50:22 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/04/estudo-revela-peso-das-trabalhadoras-do-entorno-no-servico-domestico-do-df/ 65 Comentários 🔥]]>
Ilustração mostra silhueta de mulher com vassoura, um ônibus e o mapa do Distrito Federal e Entorno. (Foto: metropoles.com)

Um levantamento recente sobre emprego na região de Brasília expõe o peso estrutural que as trabalhadoras do Entorno exercem sobre o funcionamento cotidiano do Distrito Federal. A dinâmica movimenta não apenas a economia local, mas também o debate sobre mobilidade, proteção social e desigualdade regional.

Segundo dados divulgados pelo portal Metrópoles, o estudo produzido pelo Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal, em parceria com o Dieese, mostra que cerca de 117 mil pessoas atuavam no trabalho doméstico em 2024. Quase metade desse contingente vinha de municípios vizinhos.

O relatório indica que aproximadamente 50 mil trabalhadoras residiam em cidades como Águas Lindas de Goiás, Valparaíso de Goiás e Luziânia, o que representa 42,7% de toda a força de trabalho do setor. Outras 67 mil moravam no próprio Distrito Federal e tinham deslocamentos mais curtos.

Ainda segundo o levantamento, cerca de 35 mil mulheres do Entorno atravessavam diariamente as fronteiras entre estados para trabalhar. Elas incorporam longas viagens a jornadas já exaustivas e a um cenário marcado por salários baixos e vínculos frágeis.

A diarista Tania Dias de Souza, moradora de Valparaíso de Goiás, ilustra esse movimento ao relatar que a diferença salarial entre sua cidade e Brasília pode chegar a quase um salário mínimo. Isso a leva a sair de casa por volta das 6h30 para enfrentar dois ônibus e congestionamentos frequentes.

A rotina faz com que ela chegue ao trabalho entre 8h e 10h, dependendo das condições do trânsito. O custo é de cerca de 23 reais diários apenas para o transporte.

De acordo com o estudo, 99,7% das trabalhadoras que vivem no DF exercem suas atividades perto de casa, o que reforça a desigualdade de mobilidade enfrentada pelas mulheres do Entorno. Muitas delas são mães solo e responsáveis pelo sustento de seus domicílios.

Essa diferença territorial se traduz em desgaste físico e financeiro. Também limita o acesso a direitos básicos e tempo para a vida pessoal e familiar.

Em 2024, o setor contabilizava cerca de 47 mil trabalhadoras com carteira assinada, o equivalente a 40,2% do total, enquanto aproximadamente 50 mil atuavam como diaristas sem vínculo fixo. A informalidade elevada resulta em renda variável e menor acesso a direitos como férias, 13º salário e estabilidade, compondo um quadro que acentua vulnerabilidades sociais e econômicas.

O rendimento médio mensal registrado pelo estudo foi de 1,6 mil reais, com 66 mil trabalhadoras recebendo até um salário mínimo, o que representa 56,7% do total. Entre as mulheres do Entorno, essa proporção sobe para 61,4%, evidenciando um cenário ainda mais duro para quem cruza diariamente as rodovias que conectam Goiás ao Distrito Federal.

Outro ponto crítico identificado no relatório é a baixa contribuição para a Previdência Social, já que mais de 64 mil trabalhadoras, ou 54,8%, não recolhiam para o sistema em 2024. Essa ausência de proteção implica dificuldade de acesso à aposentadoria, ao auxílio-doença e ao salário-maternidade, aprofundando a vulnerabilidade de um grupo que desempenha papel central na sustentação da vida e da rotina das famílias brasilienses.

O estudo também aponta que quase metade das profissionais do setor, cerca de 58 mil mulheres, eram as principais responsáveis pelo sustento de suas casas em 2024, tanto no Distrito Federal quanto no Entorno. A proporção semelhante entre os dois grupos evidencia que o trabalho doméstico, mesmo com baixa remuneração e pouca estabilidade, segue sendo um pilar essencial de renda para milhares de lares.

Nesse contexto, a dependência do DF de uma força de trabalho majoritariamente feminina e proveniente de outras cidades expõe desafios urgentes de mobilidade urbana, políticas de renda e garantia de direitos. A combinação de longos trajetos, remuneração reduzida e baixa proteção social reforça desigualdades históricas e aponta para a necessidade de abordagens mais amplas de planejamento regional.

O levantamento do Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal e do Dieese evidencia que o serviço doméstico, ainda invisibilizado em muitas discussões públicas, permanece como atividade essencial para a organização da vida urbana e para a economia do Distrito Federal. Ao mesmo tempo, revela que essa engrenagem só funciona graças ao esforço diário de milhares de mulheres que sustentam tanto suas próprias famílias quanto o funcionamento dos lares em Brasília.


📨 Inscreva-se na Newsletter de O Cafezinho

Receba nossas análises e as principais notícias diárias do Brasil e do Sul Global.


]]>
https://www.ocafezinho.com/2026/05/04/estudo-revela-peso-das-trabalhadoras-do-entorno-no-servico-domestico-do-df/feed/ 65
Debate sobre o fim da escala 6×1 escancarou o preconceito de classe no Brasil https://www.ocafezinho.com/2026/05/03/debate-sobre-o-fim-da-escala-6x1-escancarou-o-preconceito-de-classe-no-brasil/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/03/debate-sobre-o-fim-da-escala-6x1-escancarou-o-preconceito-de-classe-no-brasil/#comments Sun, 03 May 2026 22:49:56 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/03/debate-sobre-o-fim-da-escala-6x1-escancarou-o-preconceito-de-classe-no-brasil/ 75 Comentários 🔥]]>
Manifestantes exibem cartaz com a frase “6×1 = Escravidão por 36 horas semanais” durante protesto. (Foto: diariodocentrodomundo.com.br)

Uma pesquisa Datafolha revelou que 71% dos brasileiros apoiam o projeto que garante dois dias de descanso semanal. A ampla adesão popular desencadeou uma reação que iluminou o velho desprezo de parte das elites pelo trabalhador pobre.

Empresários, políticos e influenciadores passaram a defender jornadas exaustivas. Atacaram quem ousa reivindicar tempo para a família, a saúde e o lazer.

O jornalista Leonardo Sakamoto reuniu casos emblemáticos dessa ofensiva em texto publicado no Diário do Centro do Mundo. O material vai de outdoors ofensivos a declarações que equiparam supersalários à escravidão. Ele expõe como a possibilidade concreta de perder mão de obra barata provocou reações que o verniz da normalidade costumava encobrir.

Em São Paulo, um outdoor instalado entre Holambra e Jaguariúna estampou a frase “Deixe de ser escravo da sua Bolsa Família, procure uma atividade remunerada”. A peça reforçou a falácia de que beneficiários do programa preferem o ócio.

A realidade é que a maioria dos beneficiários trabalha em ocupações informais e mal pagas. O benefício funciona como complemento de renda, não como substituto.

No Congresso, o deputado Marcos Pereira, presidente do Republicanos, criticou a semana de quatro dias de trabalho e dois de descanso. Argumentou que “ócio demais faz mal” e que, sem o trabalho no sexto dia, trabalhadores pobres ficariam expostos a drogas e jogos de azar.

A fala revela a visão paternalista que nega ao trabalhador autonomia sobre o próprio tempo. Reduz o trabalhador a peça de engrenagem cujo valor depende da produtividade ininterrupta.

A retórica chegou também ao Judiciário: a desembargadora paraense Eva do Amaral Coelho afirmou que cortar penduricalhos que turbinam vencimentos de magistrados equivaleria a impor “regime de escravidão” à categoria. Isso apesar de ter recebido R$ 91 mil líquidos em um único mês.

A palavra escravidão, usada por quem recebe dezenas de vezes o salário médio nacional, soa particularmente ofensiva. O Pará lidera o ranking de resgates de trabalhadores em condições degradantes desde 1995.

Influenciadores digitais completam o quadro repetindo que “CLT é coisa de fracassado” e que direitos trabalhistas minam a meritocracia. Convertem discursos sobre esforço individual em defesa do trabalho incessante como prova de virtude.

Para Sakamoto, o ressurgimento desses ataques confirma que o preconceito de classe nunca desapareceu. Apenas ganhava verniz de normalidade até ser provocado pela ameaça concreta de uma conquista trabalhista.

O jornalista lembra que o 1º de Maio celebra lutas históricas regadas a sangue por direitos hoje considerados básicos. A resistência atual pretende ampliar o alcance dessas conquistas para uma sociedade mais exausta e hiperconectada.

Se aprovado, o fim da escala 6×1 não altera salários nem impede negociações específicas por setor. Devolve ao trabalhador comum um bem cada vez mais escasso: tempo para viver.

A reação virulenta de setores que se beneficiam da fadiga alheia expõe como a disputa em torno da jornada transcende planilhas. Chega ao coração da luta por dignidade.

Com a adesão de sete em cada dez brasileiros, o tema deve pressionar o Congresso a votar mudanças na Consolidação das Leis do Trabalho. Os representantes serão obrigados a escolher entre a voz das ruas e os lobbies que insistem em naturalizar o desgaste permanente.


Leia também: Brasil avança debate sobre fim da escala 6×1 rumo a novo pacto social


📨 Inscreva-se na Newsletter de O Cafezinho

Receba nossas análises e as principais notícias diárias do Brasil e do Sul Global.


]]>
https://www.ocafezinho.com/2026/05/03/debate-sobre-o-fim-da-escala-6x1-escancarou-o-preconceito-de-classe-no-brasil/feed/ 75
PT lança campanha trabalhista e defende fim da escala 6×1 e direitos de entregadores https://www.ocafezinho.com/2026/05/02/pt-lanca-campanha-trabalhista-e-defende-fim-da-escala-6x1-e-direitos-de-entregadores/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/02/pt-lanca-campanha-trabalhista-e-defende-fim-da-escala-6x1-e-direitos-de-entregadores/#comments Sat, 02 May 2026 14:41:19 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/02/pt-lanca-campanha-trabalhista-e-defende-fim-da-escala-6x1-e-direitos-de-entregadores/ 62 Comentários 🔥]]>
Ilustração editorial sobre PT lança campanha trabalhista e defende fim da escala 6×1 e direitos de entregadores. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro)

O Partido dos Trabalhadores (PT) divulgou uma nova campanha nacional lançada no Dia do Trabalhador, colocando pautas trabalhistas no centro do debate com propostas como a extinção da escala 6×1, a proteção das mulheres no mercado de trabalho e a regulamentação dos serviços por aplicativo.

Com o slogan ‘Primeiro você’, a iniciativa reúne vídeos curtos distribuídos nas plataformas digitais da legenda. O objetivo é popularizar ideias que, segundo dirigentes, já integram a agenda do governo.

Um dos eixos mais destacados é o projeto que pretende alterar a Consolidação das Leis do Trabalho para pôr fim à obrigatoriedade de seis dias consecutivos de expediente seguidos de apenas um de descanso. Esse modelo ainda predomina no comércio e em parte da indústria.

Para o PT, essa escala comprime jornadas, favorece doenças ocupacionais e dificulta a convivência familiar. A sigla prega uma recomposição do calendário de folgas sem redução de salário nem perda de produtividade.

Outro vídeo aborda os impactos da rotina profissional sobre as mulheres, relacionando sobrecarga física, dupla jornada e disparidades salariais que persistem mesmo quando qualificações são equivalentes. O material aponta que cuidar de filhos e da casa ainda recai majoritariamente sobre trabalhadoras.

Na avaliação da campanha, esse quadro exige políticas afirmativas de creches, jornada flexível e combate a práticas discriminatórias nos processos de promoção interna. A formalização de metas de equidade salarial também figura entre as medidas que podem ser encaminhadas ao Congresso Nacional.

A peça voltada às plataformas digitais de transporte e entrega lembra que a quantidade de motoristas e entregadores cresceu de forma acelerada, mas a legislação manteve-se estática. Milhões de profissionais seguem sem cobertura previdenciária ou seguro contra acidentes.

A campanha sustenta a importância de um marco regulatório que garanta renda mínima, acesso ao INSS e a criação de um fórum permanente de negociação coletiva entre empresas de tecnologia e representantes da categoria. Avanços tecnológicos, defende o PT, não podem servir de pretexto para suprimir direitos básicos como férias remuneradas, 13º salário e licença por invalidez temporária.

Dirigentes petistas afirmam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vê na reorganização da proteção social um passo essencial para adaptar as normas às transformações tecnológicas. A referência é o conceito de trabalho decente estabelecido pela Organização Internacional do Trabalho.

Segundo o portal Metrópoles, a sigla pretende usar os próximos meses para medir a receptividade das propostas. A intenção é preparar eventuais projetos de lei em conjunto com centrais sindicais, especialistas em direito laboral e parlamentares da base aliada.

Ao promover o fim da escala 6×1, o PT resgata reivindicações históricas do movimento sindical, que desde a década de 1980 defende dois dias de descanso semanal como condição para preservar a saúde física e mental dos trabalhadores. Interlocutores petistas indicam que o conteúdo dos vídeos será replicado em atos públicos, audiências e mesas de diálogo.

Assessores destacam que a comunicação digital busca conversar diretamente com trabalhadoras e trabalhadores jovens, faixa etária que representa grande parte da força de trabalho conectada e que sente os efeitos mais duros da precarização. A direção da legenda avalia que destacar esses temas amplia a identificação do eleitorado com o projeto político do governo e reforça a narrativa de que crescimento econômico e distribuição de renda são complementares com avanços nos direitos sociais.


Leia também: STF conclui debates e vai decidir rumo do trabalho na “uberização”


📨 Inscreva-se na Newsletter de O Cafezinho

Receba nossas análises e as principais notícias diárias do Brasil e do Sul Global.


]]>
https://www.ocafezinho.com/2026/05/02/pt-lanca-campanha-trabalhista-e-defende-fim-da-escala-6x1-e-direitos-de-entregadores/feed/ 62
Lula mobiliza trabalhadores e pressiona Congresso para acabar com a escala 6×1 https://www.ocafezinho.com/2026/05/02/lula-mobiliza-trabalhadores-e-pressiona-congresso-para-acabar-com-a-escala-6x1/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/02/lula-mobiliza-trabalhadores-e-pressiona-congresso-para-acabar-com-a-escala-6x1/#comments Sat, 02 May 2026 12:41:35 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/02/lula-mobiliza-trabalhadores-e-pressiona-congresso-para-acabar-com-a-escala-6x1/ 62 Comentários 🔥]]>
Bandeira do Brasil com a frase “Fim da 6×1 Já” estendida em manifestação. (Foto: diariodocentrodomundo.com.br)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou os atos do 1º de Maio para transformar o fim da escala 6×1 na principal bandeira trabalhista do governo.

Discursos em São Paulo e no Rio de Janeiro destacaram que, sem participação popular, o projeto corre o risco de ficar travado nas comissões. A mobilização é considerada essencial para manter força na sessão legislativa atual.

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que o Palácio do Planalto já cumpriu sua parte ao protocolar o texto. A proposta limita a jornada a 40 horas semanais, assegura dois dias consecutivos de descanso e preserva a remuneração.

Para Marinho, a aprovação depende agora de mobilização popular. A correlação de forças no Congresso costuma favorecer grupos empresariais refratários a qualquer redução de jornada.

A Secretaria-Geral da Presidência projetou que este deve ser o último Dia do Trabalhador marcado pelo regime 6×1. O tema ficará incontornável se sindicatos e movimentos pressionarem diariamente os gabinetes.

O Planalto enxerga a matéria como oportunidade de reagrupar a base progressista após derrotas recentes, conforme apontou o Diário do Centro do Mundo. Essas derrotas incluem a rejeição de Jorge Messias ao STF e a derrubada do veto presidencial ao PL da Dosimetria.

O texto tramita em regime de urgência, dispositivo que possibilita trancar a pauta da Câmara se a deliberação não ocorrer no prazo regimental. O governo prefere evitar confronto frontal e aposta na negociação ancorada por opinião pública favorável.

A deputada federal Erika Hilton, do PSOL de São Paulo, lembrou que sua Proposta de Emenda à Constituição contra o 6×1 está pronta para ir ao plenário. A proposta pode ser apensada ao projeto do Executivo para acelerar a tramitação.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reforçou a estratégia e cobrou dos trabalhadores mobilização intensa. Sem pressão, o tema corre risco de ser empurrado para depois das eleições.

Os atos pró-redução de jornada se dispersaram por São Bernardo do Campo, praça Roosevelt e praia de Copacabana. No lado oposto, um protesto de direita na avenida Paulista teve baixa adesão e concentrou críticas contra processos judiciais do ex-presidente Jair Bolsonaro, sem tocar na pauta trabalhista.

Na avaliação de articuladores do governo, encerrar o 6×1 beneficiará setores onde folgas sequenciais são raras, como comércio e serviços. A medida atingirá milhões de empregados que trabalham seis dias para descansar apenas um.

Centrais sindicais calculam que a mudança pode reduzir acidentes laborais e melhorar indicadores de saúde mental. Os argumentos serão usados em audiências públicas previstas na Comissão de Trabalho.

Entidades patronais já articulam emendas que flexibilizam a regra para categorias específicas. A equipe do ministro Marinho afirma que não existe espaço para retrocessos e que a economia brasileira pode absorber a mudança sem perdas salariais nem demissões.

Estudos citados por assessores do Planalto apontam experiências bem-sucedidas de semanas encurtadas em países como Espanha e Reino Unido. Projetos-piloto indicaram ganho de eficiência superior a 10% após a adoção de dois dias seguidos de repouso.

Com as eleições se aproximando, Lula enxerga na pauta trabalhista uma oportunidade de recuperar o protagonismo no Congresso. A votação é projetada como símbolo de compromisso social da coalizão progressista.


Leia também: Governo envia ao Congresso projeto de lei que acaba com a escala 6×1 e diminui jornada para 40 horas sem redução de salário


📨 Inscreva-se na Newsletter de O Cafezinho

Receba nossas análises e as principais notícias diárias do Brasil e do Sul Global.


]]>
https://www.ocafezinho.com/2026/05/02/lula-mobiliza-trabalhadores-e-pressiona-congresso-para-acabar-com-a-escala-6x1/feed/ 62
Programa vai impulsionar empregos na economia criativa no RJ https://www.ocafezinho.com/2026/05/01/programa-vai-impulsionar-empregos-na-economia-criativa-no-rj/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/01/programa-vai-impulsionar-empregos-na-economia-criativa-no-rj/#respond Fri, 01 May 2026 14:31:35 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/01/programa-vai-impulsionar-empregos-na-economia-criativa-no-rj/ A partir desta sexta-feira (1º de maio de 2026), estará disponível o programa Emprega Cultura RJ, que tem o objetivo de impulsionar empregos na economia criativa do estado.

Criado pelo governo fluminense, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (SececRJ), o novo programa foi inspirado na Agência do Trabalhador do Paraná, que inclui espaços presenciais para cadastro de currículos e orientação profissional para esses trabalhadores.

Já o Emprega Cultura RJ está iniciando na versão digital, onde qualquer trabalhador da economia criativa pode se cadastrar. Isso significa artistas (atrizes e atores, músicos, diretores), mas também técnicos, como operador de som, de projeção, maquiadores, técnico de iluminação, entre outros.

A superintendente de Economia Criativa da SececRJ, Luiza Borges, disse à Agência Brasil que quando se fala em economia criativa, além das artes (teatro, dança, música, cinema etc), está se falando também sobre gastronomia, design, moda, arquitetura e criação de softwares. “Tudo isso está englobado dentro da economia criativa”.

Empresas

No Emprega Cultura RJ, as empresas também vão se cadastrar.

“A gente vai checar a existência, a veracidade daquelas informações recebidas para não ter vaga falsa ou qualquer tipo de golpe, e vai mandar para essas empresas o cadastro de vagas. A partir do momento que a empresa cadastrar essas vagas, a gente envia para ela os currículos que melhor se adequem ao perfil que elas estão procurando, como se fosse um site de vagas”, informou Luiza.

A diferença de outros sites semelhantes é que este é público e gratuito, tanto para a empresa, como para o trabalhador do estado. Além disso, é focado em economia criativa.

“Hoje uma empresa de pequeno e médio porte, por exemplo, gastaria um dinheiro grande para fazer uma contratação através de uma plataforma dessas, porque todas são pagas. E para uma produtora que tem só um projeto a cada seis meses, não faria sentido fazer um contrato de um ano com uma plataforma desse tipo”.

No Emprega Cultura, haverá um banco de talentos público e gratuito para as empresas e os empreendedores da economia criativa poderem acessar. De acordo com as vagas que eles elencarem, a SececRJ mandará a lista de trabalhadores que poderão preencher esses postos.

A superintendente esclareceu que há cerca de um mês a plataforma do Emprega Cultura está rodando em versão teste e já contabiliza 62 currículos e nove cadastrados.

Mapeamento

Nesta sexta-feira (1º de maio de 2026), o programa será lançado oficialmente no site da secretaria. A plataforma está alinhada com a Secretaria de Economia Criativa do Ministério da Cultura (MinC), que foi extinta há algum tempo e reestruturada em julho do ano passado.

O ministério está lançando uma política chamada Brasil Criativo. E um dos pilares é pensar em empregabilidade.

“É o trabalhador da cultura, suas dificuldades, suas potencialidades, enfim. Então, a gente está fazendo isso de forma alinhada, porque não tem um mapeamento estadual desses trabalhadores da economia criativa”.

A ideia é que o programa possa ser essa plataforma de empregabilidade, auxiliando os empreendedores e os trabalhadores da cultura.

“Mas, para a gente, funciona também como um grande mapeamento desses trabalhadores e das empresas do estado que lidam com a economia criativa”. Segundo destacou Luiza Borges, a ideia é que isso gere uma inteligência para a SececRJ construir políticas públicas mais efetivas.

Como as leis de incentivo à cultura também são uma fonte de renda e de trabalho para a população, a meta é conseguir ter esse mapeamento com mais clareza, até para poder identificar quais são os gargalos e as deficiências do setor.

“A gente tem aqui dentro da secretaria a Escola de Cultura, que dá treinamento para gestores da cultura. Se a gente consegue definir que existe demanda de um tipo de profissional no audiovisual e não tem muitas pessoas com essa formação, a gente pode dialogar com o Sebrae, por exemplo, para construir um curso focado nessa demanda do mercado e na ausência desse profissional”. O mapeamento permitirá também esse tipo de análise e de proposta.

Cadeia produtiva

O Emprega Cultura RJ pretende gerar oportunidades no setor cultural e criativo nos 92 municípios fluminenses, atuando na articulação entre oferta e demanda de trabalho qualificado, de modo a fortalecer a cadeia produtiva da cultura em todo o estado. Conforme Luiza Borges, o Emprega Cultura RJ propõe a construção de um ecossistema de inteligência, reunindo dados estratégicos sobre profissionais, empresas e oportunidades.

A iniciativa funcionará a partir de três frentes principais: cadastro de profissionais, cadastro de vagas e mapeamento de empresas e instituições da economia criativa, com as conexões sendo realizadas com curadoria técnica da Superintendência de Economia Criativa da SececRJ.

A superintendência ficará responsável pela triagem e encaminhamento dos currículos para as empresas contratantes, de acordo com cada vaga, garantindo maior precisão no alinhamento entre perfis e oportunidades disponíveis.

Fonte: Agência Brasil

]]>
https://www.ocafezinho.com/2026/05/01/programa-vai-impulsionar-empregos-na-economia-criativa-no-rj/feed/ 0
Prefeitura de Maricá abre novas turmas de cursos profissionalizantes para a construção civil https://www.ocafezinho.com/2026/05/01/prefeitura-de-marica-abre-novas-turmas-de-cursos-profissionalizantes-para-a-construcao-civil/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/01/prefeitura-de-marica-abre-novas-turmas-de-cursos-profissionalizantes-para-a-construcao-civil/#respond Fri, 01 May 2026 13:31:47 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/01/prefeitura-de-marica-abre-novas-turmas-de-cursos-profissionalizantes-para-a-construcao-civil/ A Prefeitura de Maricá, em parceria com a Firjan SENAI, abre uma nova etapa de cursos de qualificação profissional gratuitos no município, com início previsto para o dia 19 de maio. A iniciativa tem como objetivo fortalecer a mão de obra local e preparar moradores para oportunidades em grandes empreendimentos em implantação na cidade, como o complexo turístico Maraey e o Plaza Maricá Shopping.

A inscrição deve ser feita por formulário online (https://shorturl.at/geWFX). Após o preenchimento, é obrigatória a efetivação da inscrição presencialmente no Polo Qualifica Maricá, em Itaipuaçu. O atendimento acontece de segunda a sexta-feira, das 9h às 20h, na Av. Carlos Mariguella, 160.

Outro destaque é que as turmas do período da tarde ainda contam com vagas disponíveis, sendo uma excelente oportunidade para quem busca qualificação profissional com horários mais acessíveis.

Para participar, é necessário ter 18 anos ou mais e, no mínimo, o 5º ano do Ensino Fundamental completo. No ato da confirmação da inscrição, o candidato deve apresentar os seguintes documentos:

• RG
• CPF
• Comprovante de escolaridade
• Comprovante de residência
• 2 fotos 3×4

Fonte: Prefeitura Maricá

]]>
https://www.ocafezinho.com/2026/05/01/prefeitura-de-marica-abre-novas-turmas-de-cursos-profissionalizantes-para-a-construcao-civil/feed/ 0
Brasil avança debate sobre fim da escala 6×1 rumo a novo pacto social https://www.ocafezinho.com/2026/04/30/brasil-avanca-debate-sobre-fim-da-escala-6x1-rumo-a-novo-pacto-social/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/30/brasil-avanca-debate-sobre-fim-da-escala-6x1-rumo-a-novo-pacto-social/#comments Fri, 01 May 2026 00:11:57 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/30/brasil-avanca-debate-sobre-fim-da-escala-6x1-rumo-a-novo-pacto-social/ 79 Comentários 🔥]]>
Ilustração editorial sobre Brasil avança debate sobre fim da escala 6×1 rumo a novo pacto social. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro)

O debate sobre o fim da escala 6×1 retorna com força ao centro das discussões sobre o futuro do trabalho no Brasil.

A proposta defende a transição para jornada de 40 horas semanais sem redução salarial como forma de valorizar a vida pessoal e fortalecer o senso de coletividade. Segundo a Carta Capital, a principal objeção a essa alteração é o temor de elevação dos custos trabalhistas sem ganho equivalente em produtividade.

O mesmo argumento havia sido utilizado em 1988, durante a aprovação da Constituição que reduziu a jornada de 48 para 44 horas semanais. O contexto econômico da época era marcado por recessão, inflação alta e desemprego crescente.

Apesar dos alertas pessimistas, o colapso previsto pelos setores conservadores não se materializou. Quase quatro décadas depois, o país continua entre aqueles com jornadas mais extensas do mundo.

A baixa produtividade persiste como problema estrutural que exige soluções além da simples extensão do tempo de trabalho. O cenário atual se mostra mais propício para a implementação da medida.

Investimentos robustos em infraestrutura contemplam rodovias, ferrovias, saneamento, portos e aeroportos. Eles são viabilizados por meio de parcerias público-privadas e recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

A reforma tributária aprovada simplifica o sistema ao substituir cinco tributos pelo Imposto sobre Bens e Serviços e pela Contribuição sobre Bens e Serviços. Essa mudança busca melhorar o fluxo de caixa das empresas e o ambiente de negócios no país.

O investimento em ciência, tecnologia e educação também foi retomado nos últimos anos. A liberação de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico fortalece o sistema nacional de inovação.

O Ministério do Trabalho e Emprego calculou que a mudança para 40 horas semanais sem corte de salário geraria custo adicional de 4,7% da massa salarial. Atualmente, 66,8% dos vínculos celetistas — equivalentes a 29,7 milhões de trabalhadores — já operam no regime de cinco dias semanais.

A escala 6×1 se concentra principalmente nos setores de alimentação, alojamento e transporte. Nesses segmentos, a maior sobrecarga recai sobre as trabalhadoras mulheres.

O sucesso da transição depende de diálogo amplo entre o governo, os sindicatos e o setor empresarial. Essa negociação deve associar a redução da jornada à inovação tecnológica e à modernização produtiva.

Mais do que simples ajuste econômico, o fim da escala 6×1 representa oportunidade de reconstruir um pacto social. O historiador britânico-americano Tony Judt advertia sobre o esvaziamento de valores como justiça, o bem comum e a responsabilidade coletiva.

O anseio contemporâneo por uma vida que vá além do trabalho expressa busca por reequilíbrio social. O tempo livre volta a ser valorizado como componente essencial da dignidade humana.

Ao reabrir essa discussão, o país resgata agenda que combina aumento de produtividade com maior humanidade nas relações de trabalho. A mudança pode contribuir para o desenvolvimento baseado em inovação e solidariedade.


📨 Inscreva-se na Newsletter de O Cafezinho

Receba nossas análises e as principais notícias diárias do Brasil e do Sul Global.


]]>
https://www.ocafezinho.com/2026/04/30/brasil-avanca-debate-sobre-fim-da-escala-6x1-rumo-a-novo-pacto-social/feed/ 79
Sexta é o Novo Sábado: 41 empresas em Portugal reduzem escala para 4×3 https://www.ocafezinho.com/2026/04/29/sexta-e-o-novo-sabado-41-empresas-em-portugal-reduzem-escala-para-4x3/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/29/sexta-e-o-novo-sabado-41-empresas-em-portugal-reduzem-escala-para-4x3/#respond Wed, 29 Apr 2026 13:32:02 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/29/sexta-e-o-novo-sabado-41-empresas-em-portugal-reduzem-escala-para-4x3/ Com o livro Sexta-Feira é o Novo Sábado, o professor de economia da Universidade de Londres, o português Pedro Gomes, tem divulgado os casos de 41 empresas em Portugal que decidiram, por conta própria, reduzir a escala para quatro dias de trabalho por três de descanso (4×3).

O especialista da Escola de Negócios da universidade londrina sustenta que a redução da jornada não só é viável, como pode “salvar a economia”, sendo benéfica para o conjunto da economia e da sociedade.

Em relação ao Brasil, o especialista avalia que o país tem condições de reduzir a jornada para 40 horas semanais e acabar com a escala 6×1. A pesquisa de Gomes aponta que a mudança reduz as faltas ao trabalho, diminui a rotatividade nos empregos e incentiva a indústria do lazer e do entretenimento.

“Há muito alarmismo econômico contra a redução da jornada de trabalho. Qualquer redução, em qualquer país que eu vou, dizem exatamente o mesmo: que é impossível reduzir, que vai aumentar os custos para a empresa”, comentou.

Em entrevista à Agência Brasil, publicada em abril de 2026, o economista português disse que o aumento da produtividade — quando a empresa consegue produzir mais com menos tempo de trabalho —, pode compensar os custos da redução da jornada.

“O que, historicamente acontece, em todas as reduções do tempo de trabalho, é que há um aumento da produtividade por hora. Existem melhoras, na forma como estamos a produzir, que compensam em grande medida, do ponto de vista das empresas, essa redução do tempo de trabalho”, explicou.

Sexta é o novo sábado

O autor analisou a redução da jornada voluntária para 4×3 em 41 empresas portuguesas que somam mais de mil empregados, de diferentes setores e tamanhos.

Dessas companhias, 52% afirmam que vão manter a jornada reduzida para quatro dias de trabalho; 23% dizem que vão manter a jornada reduzida, mas em uma escala menor; e apenas 19% disseram que vão retomar a jornada de 5×2.

Para mais de 90% das empresas, a mudança não teve custos financeiros, com 86% informando que aumentaram as receitas em relação ao ano anterior, sendo que 14% tiveram receitas menores. Cerca de 70% delas ainda concordam que melhoraram os processos da companhia após a mudança.

“A semana de trabalho de quatro dias é uma prática de gestão legítima e viável, que proporciona benefícios operacionais às empresas, como melhor ambiente de trabalho, redução do absentismo e aumento da atratividade no mercado de trabalho. No entanto, para ser bem-sucedida, a sua implementação requer uma reorganização profunda”, escreveu Gomes.

Entre as mudanças organizacionais realizadas pelas empresas portuguesas, a mais frequente foi a diminuição da duração das reuniões.

Indústria do lazer

O tempo que o empregado ganha com a redução da jornada tem também um valor econômico que incentiva as indústrias do lazer, do entretenimento, e que tem um efeito positivo para o conjunto da economia.

“Os trabalhadores também são consumidores. Eles também são inovadores, também são cidadãos, têm estudantes e, portanto, o que eles fazem no tempo livre tem um impacto econômico”, explicou.

Pedro Gomes cita o exemplo do industrial Henry Ford, dono da montadora Ford, nos Estados Unidos, que reduziu, em 1926, há 100 anos, a jornada de trabalho na sua empresa para 40 horas semanais, consolidando o final de semana de dois dias.

“Quando os EUA reduziram para 40 horas, 70% das pessoas passaram a ir ao cinema. Isso fez consolidar Hollywood como uma das principais indústrias americanas. Foi muito positivo para empresas ligadas aos esportes, à música, aos livros, à cultura, aos hotéis”, disse Pedro.

Ainda segundo o economista, “é um passo que já foi feito há 100 anos nos EUA e, portanto, está mais do que na hora do Brasil, e os outros países da América Latina, façam essa passagem para as 40 horas”.

O economista cita ainda o caso da China, que, em 1995, adotou o final de semana de dois dias para parte dos trabalhadores do país.

“Não foi para toda a gente, foi mais para uma classe média. Mas pouco depois, o mercado de turismo interno da China se tornou o maior do mundo porque eles tiveram tempo para viajar. E o Brasil tem um potencial enorme de turismo”, completou.

Em Portugal, a jornada de trabalho foi reduzida de 44 horas para 40 horas em 1996.

Faltas e rotatividade

Outro efeito positivo da jornada menor é a redução das faltas ao serviço e a menor rotatividade no emprego, o que aumenta a capacidade de conciliar trabalho com família, sendo especialmente benéfico para as mulheres.

“A rotatividade de trabalhadores e altos níveis de absentismo tem um custo enorme para as empresas. Com menos horas trabalhadas, eles vão faltar menos e vão querer sair menos do trabalho, reduzindo a rotatividade”, disse.

Comércio aos sábados

O pesquisador Pedro Gomes acrescentou que algumas das empresas que ele pesquisou não precisaram fechar o comércio no sábado, ou em outro dia, por causa da redução da jornada. Muitas companhias passaram a adotar escalas com menos trabalhadores nos dias de fluxo mais baixo.

“Se vê que tem menos fluxo de clientes nas terças e quartas, então dá mais dias livres aos trabalhadores naqueles dias de menor movimento. Ficam menos trabalhadores na loja, mas a loja fica aberta.”

Para Gomes, as empresas têm a tendência de rejeitar mudanças na extensão da jornada de trabalho, ainda que ela traga benefícios.

“Há muitas escolhas do lado das empresas, só que, muitas vezes, elas não querem pensar nisto. Vão pensar depois da legislação. Não conseguem perceber antes os benefícios que vão ter”, ponderou.

PIB

O economista rejeita a previsão de estudos que apontam para uma possível queda no Produto Interno Bruto (PIB) caso a redução da jornada e o fim da escala 6×1 seja aprovada no Brasil.

O autor Pedro Gomes verificou 250 casos de redução de jornada pela via legislativa que ocorreram no mundo a partir de 1910. Nos cinco anos antes da reforma, a média de crescimento do PIB foi de 3,2%, subindo para 3,9%, em média, após a redução da jornada de trabalho.

“Esses efeitos sobre a produtividade por hora foram muito significativos e compensaram amplamente a redução da jornada de trabalho. Além disso, todos esses outros efeitos macroeconômicos também tiveram impacto”, explicou.

Para o professor de economia, a grande quantidade de horas que o trabalhador brasileiro passa no deslocamento para o serviço também justifica a redução da jornada de trabalho no Brasil.

“É uma razão adicional. Os trabalhadores vão melhorar muito a qualidade de vida, vão valorizar muito, e os custos para as empresas são muito mais baixos do que eles costumam argumentar”, finalizou.

Fonte: Agência Brasil

]]>
https://www.ocafezinho.com/2026/04/29/sexta-e-o-novo-sabado-41-empresas-em-portugal-reduzem-escala-para-4x3/feed/ 0
Emprego feminino aumenta 11%, mas desigualdade salarial persiste https://www.ocafezinho.com/2026/04/27/emprego-feminino-aumenta-11-mas-desigualdade-salarial-persiste/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/27/emprego-feminino-aumenta-11-mas-desigualdade-salarial-persiste/#respond Mon, 27 Apr 2026 22:34:28 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/27/emprego-feminino-aumenta-11-mas-desigualdade-salarial-persiste/ A participação feminina no mercado de trabalho aumentou 11%, com ampliação das oportunidades para mulheres negras e pardas. Apesar do aumento, as mulheres continuam recebendo, em média, salário 21,3% menor do que os homens nas empresas privadas com pelo menos 100 empregados.

Esta é uma das conclusões do 5º Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios, divulgado nesta segunda-feira (27 de abril de 2026) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

De acordo com o levantamento, a participação das mulheres no mercado de trabalho passou de 7,2 milhões para 8 milhões de trabalhadoras, o que corresponde a um acréscimo de cerca de 800 mil postos.

O avanço foi ainda mais expressivo entre mulheres negras (pretas e pardas), cujo número de ocupadas aumentou 29%, de 3,2 milhões para 4,2 milhões.

Desigualdade salarial

Apesar do aumento do emprego, a desigualdade salarial entre homens e mulheres praticamente não se alterou em relação ao relatório anterior. Em 2023, as mulheres recebiam 20,7% menos que os homens; agora, a diferença passou para 21,3%.

Já no salário mediano de contratação, a diferença subiu de 13,7% para 14,3%, variação considerada estatisticamente estável.

O relatório se baseia em dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e reúne dados de cerca de 53,5 mil estabelecimentos com 100 ou mais empregados.

Segundo o levantamento, o salário médio no país, que reúne todos os salários e divide pelo número de trabalhadores, é de R$ 4.594,89. Já o salário contratual mediano, que fica no meio da escala que considera desde o salário mais baixo até o mais alto, é de R$ 2.295,36.

Massa de rendimentos

A participação das mulheres na massa de rendimentos também avançou, passando de 33,7% para 35,2%. Ainda assim, o percentual segue abaixo da presença feminina no emprego, que é de 41,4%. Para alcançar esse patamar, seria necessário um acréscimo de R$ 95,5 bilhões nos rendimentos das trabalhadoras.

“Aumentar a massa em 10,6% teria impacto no consumo das famílias e diminuiria a diferença de rendimentos entre homens e mulheres, mas isso representa custo para as empresas, o que as torna mais resistentes a promover essas mudanças”, informou, por meio de nota, a Subsecretaria de Estatística e Estudos do Trabalho do MTE.

O levantamento também aponta avanços nas políticas internas das empresas, como ampliação de jornada flexível, auxílio-creche, licenças parentais estendidas e planos de cargos e salários. Cresceu ainda o número de estabelecimentos com menor desigualdade salarial.

Diferenças regionais

Por outro lado, persistem diferenças regionais. Os estados com menor desigualdade são Acre (91,9%), Piauí (92,1%), Distrito Federal (91,2%), Ceará (90,5%), Pernambuco (89,3%), Alagoas (88,8%) e Amapá (86,9%).

Os com maior desigualdade salarial são Espírito Santo (70,7%), Rio de Janeiro (71,2%) e Paraná (71,3%).

O relatório integra a aplicação da Lei nº 14.611/2023, que estabelece a transparência salarial como instrumento para promover a igualdade de remuneração entre homens e mulheres.

A legislação estabelece a obrigatoriedade da transparência salarial em empresas com 100 ou mais empregados e prevê medidas para combater a discriminação e ampliar a participação feminina no mercado de trabalho.

Fonte: Agência Brasil

]]>
https://www.ocafezinho.com/2026/04/27/emprego-feminino-aumenta-11-mas-desigualdade-salarial-persiste/feed/ 0
Indústria brasileira enfrenta déficit de 474,6 mil vagas no setor de transporte https://www.ocafezinho.com/2026/04/16/industria-brasileira-enfrenta-deficit-de-4746-mil-vagas-no-setor-de-transporte/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/16/industria-brasileira-enfrenta-deficit-de-4746-mil-vagas-no-setor-de-transporte/#comments Thu, 16 Apr 2026 20:12:12 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/16/industria-brasileira-enfrenta-deficit-de-4746-mil-vagas-no-setor-de-transporte/ 3 Comentários 🔥]]> O Mapa do Trabalho Industrial do Observatório Nacional da Indústria aponta que o país precisa qualificar cerca de 14 milhões de profissionais até 2027 para atender à demanda crescente da indústria nacional.

O setor de logística e transporte lidera o déficit com 474,6 mil vagas em aberto, superando os números da construção civil e da operação industrial.

Os dados foram divulgados durante a Intermodal South America 2026, evento realizado em São Paulo, ocasião em que o Sistema Transporte apresentou diversas soluções para o problema.

Roberta Diniz, gerente de Desenvolvimento Profissional do SEST SENAT, tratou a escassez de mão de obra como um problema estrutural e global, defendendo a união entre todos os elos do setor para superar o obstáculo.

A retenção de profissionais qualificados também representa desafio significativo. O absenteísmo no segmento logístico varia de 8% a 12%, índice que contrasta com a média nacional de 3%, de acordo com o SEST SENAT.

A entidade estrutura sua resposta em três eixos principais: atração de novos talentos, qualificação técnica e reconhecimento dos profissionais do setor.

O programa Mais Motoristas ilustra essa estratégia. A iniciativa recebeu R$ 40 milhões em recursos e mudou a categoria de habilitação de mais de 20 mil motoristas ao longo de 2025.

A nova regulamentação da CNH trouxe avanço importante para o SEST SENAT, que agora pode formar condutores diretamente, sem a intermediação de autoescolas externas.

A Escola de Motoristas atende aqueles que já possuem habilitação mas ainda precisam ganhar experiência prática, preparando os profissionais para as exigências do mercado de trabalho atual.

Já o Motorista Série A aposta em gamificação e em cuidados com a saúde integral, envolvendo as famílias dos motoristas para aumentar as taxas de permanência no setor.

A rede SEST SENAT registrou mais de 22 milhões de atendimentos em 2025, superando os 17 milhões do ano anterior.

Os cursos oferecidos vão desde temas específicos como o transporte de produtos perigosos até formações em liderança e ciência de dados, atendendo diferentes níveis de necessidade do mercado.

Cleilson Felix, gerente da CTM Transportes, citou exemplos práticos de sucesso e defendeu a qualificação contínua como forma de reduzir a escassez de motoristas qualificados em sua operação.

O SEST SENAT também investe na inclusão de grupos sub-representados. O programa Rota da Acessibilidade capacita pessoas com deficiência para atuarem no setor de transporte e logística.

O Mercado Livre já empregou 900 profissionais PCD formados pelo projeto. Regina Rufino, do time de gente e gestão da empresa, elogiou a preparação dos candidatos, que chegam prontos para as vagas.

Roberta Diniz voltou a destacar a importância de atrair as novas gerações, apontando a qualificação profissional como instrumento decisivo para garantir a longevidade e o crescimento do setor de transporte.

Com informações de metropoles.com.


📨 Inscreva-se na Newsletter de O Cafezinho

Receba nossas análises e as principais notícias diárias do Brasil e do Sul Global.




]]>
https://www.ocafezinho.com/2026/04/16/industria-brasileira-enfrenta-deficit-de-4746-mil-vagas-no-setor-de-transporte/feed/ 3
Governo envia ao Congresso projeto de lei que acaba com a escala 6×1 e diminui jornada para 40 horas sem redução de salário https://www.ocafezinho.com/2026/04/14/governo-envia-ao-congresso-projeto-de-lei-que-acaba-com-a-escala-6x1-e-diminui-jornada-para-40-horas-sem-reducao-de-salario/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/14/governo-envia-ao-congresso-projeto-de-lei-que-acaba-com-a-escala-6x1-e-diminui-jornada-para-40-horas-sem-reducao-de-salario/#respond Wed, 15 Apr 2026 00:31:42 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/14/governo-envia-ao-congresso-projeto-de-lei-que-acaba-com-a-escala-6x1-e-diminui-jornada-para-40-horas-sem-reducao-de-salario/ Nesta terça-feira (14 de abril de 2026), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou mensagem presidencial formalizando o envio ao Congresso Nacional, com urgência constitucional, de projeto de lei que reduz o limite da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, garante dois dias de descanso remunerado e proíbe qualquer redução salarial. Na prática, o texto coloca fim à escala 6×1.

O projeto estabelece uma nova referência para o mercado de trabalho brasileiro, com impacto direto sobre milhões de trabalhadores, e promove ajustes na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e em legislações específicas para assegurar a aplicação uniforme das novas regras. Segundo o presidente, a medida é fundamental para a dignidade de quem constrói o país diariamente, garantindo a redução da jornada sem redução de salário.

O texto fixa novo limite de jornada em 40 horas semanais e mantém as 8 horas diárias, inclusive para trabalhadores em escalas especiais. A proposta assegura dois dias de repouso semanal de 24 horas consecutivas — preferencialmente aos sábados e domingos — e consolida o modelo de cinco dias de trabalho para dois de descanso, superando a lógica predominante da escala 6×1. Os dias de repouso poderão ser definidos em negociação coletiva, respeitando as peculiaridades de cada atividade.

A redução da jornada não poderá implicar corte nominal ou proporcional de salários, nem alteração de pisos, valendo tanto para contratos em vigor quanto para contratos futuros. A vedação se aplica a todos os regimes, incluindo trabalho em regime integral, parcial e regimes especiais. O objetivo central é garantir mais tempo para a vida além do trabalho, incluindo convivência familiar, lazer, cultura e descanso. A medida está alinhada com uma visão moderna de desenvolvimento que combina produtividade, bem-estar e inclusão social.

Na prática, a mudança estabelece o limite de 40 horas semanais, amplia o descanso para ao menos dois dias e protege o salário de qualquer redução. A abrangência é ampla, incluindo trabalhadores domésticos, comerciários, atletas, aeronautas e radialistas. O projeto mantém a flexibilidade para escalas como 12hx36 por meio de acordo coletivo, desde que respeitada a média de 40 horas por semana.

A proposta enfrenta uma realidade em que cerca de 37,2 milhões de trabalhadores brasileiros possuem jornadas acima de 40 horas semanais, o que equivale a aproximadamente 74% dos celetistas. Atualmente, cerca de 14 milhões de pessoas trabalham na escala 6×1, com apenas um dia de descanso, incluindo 1,4 milhão de trabalhadoras domésticas. Além disso, 26,3 milhões de celetistas não recebem horas extras, indicando jornadas frequentemente mais longas.

Ao ampliar o tempo livre, o projeto busca melhorar a qualidade de vida e reduzir impactos na saúde. Em 2024, o país registrou cerca de 500 mil afastamentos por doenças psicossociais relacionadas ao trabalho. Como as jornadas mais extensas estão concentradas entre trabalhadores de menor renda e menor escolaridade, a proposta também atua como uma medida de redução de desigualdades no mercado de trabalho.

A mudança dialoga com o avanço tecnológico e os ganhos de produtividade. Jornadas mais equilibradas tendem a reduzir afastamentos e diminuir a rotatividade. O projeto aproxima o Brasil de movimentos internacionais: o Chile aprovou a redução gradual para 40 horas até 2029, enquanto a Colômbia está em transição para 42 horas até 2026. Na Europa, a jornada de 40 horas ou menos já é predominante, com países como França, Alemanha e Holanda operando com médias inferiores a esse patamar.

Fonte: Governo Federal.

]]> https://www.ocafezinho.com/2026/04/14/governo-envia-ao-congresso-projeto-de-lei-que-acaba-com-a-escala-6x1-e-diminui-jornada-para-40-horas-sem-reducao-de-salario/feed/ 0 Jornada menor e auxílio-creche: veja o que muda para terceirizados https://www.ocafezinho.com/2026/04/14/jornada-menor-e-auxilio-creche-veja-o-que-muda-para-terceirizados/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/14/jornada-menor-e-auxilio-creche-veja-o-que-muda-para-terceirizados/#respond Tue, 14 Apr 2026 13:31:44 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/14/jornada-menor-e-auxilio-creche-veja-o-que-muda-para-terceirizados/ Nesta terça-feira (14 de abril de 2026), conforme publicação no Diário Oficial da União, trabalhadores terceirizados que prestam serviço à administração pública passam a ter direito ao benefício do reembolso-creche e à redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais. As instruções normativas que preveem os benefícios tratam dos trabalhadores que cumprem regime de dedicação exclusiva e beneficiam mais de 40 mil profissionais.

De acordo com o Ministério de Gestão e Inovação (MGI), mais de 14 mil crianças menores de seis anos serão contempladas pela Instrução Normativa n° 147/2026 e receberão o benefício. O valor repassado será exatamente igual aos pagos aos servidores públicos federais: R$ 526,64 por dependente, por mês.

A Instrução Normativa n° 148/2026 prevê a diminuição das atuais 44 horas para 40 horas semanais, sem alteração de salário. A medida deve alcançar até 60 mil pessoas, de acordo com o MGI. A decisão dá continuidade à ação iniciada em 2024, que já contemplou 12 categorias de trabalhadores em outras duas fases, quando cerca de 20 mil pessoas foram beneficiadas.

A redução passa a abranger agora todos os demais postos que se enquadram nesse tipo de contrato. Ficam de fora apenas os trabalhadores que cumprem regime de escala de revezamento 12 por 36 horas ou 24 por 72 horas.

Fonte: Agência Brasil

]]> https://www.ocafezinho.com/2026/04/14/jornada-menor-e-auxilio-creche-veja-o-que-muda-para-terceirizados/feed/ 0 Presidente participa da assinatura de medidas de ampliação dos direitos trabalhistas para pessoas terceirizadas na Administração Pública Federal https://www.ocafezinho.com/2026/04/14/presidente-participa-da-assinatura-de-medidas-de-ampliacao-dos-direitos-trabalhistas-para-pessoas-terceirizadas-na-administracao-publica-federal/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/14/presidente-participa-da-assinatura-de-medidas-de-ampliacao-dos-direitos-trabalhistas-para-pessoas-terceirizadas-na-administracao-publica-federal/#respond Tue, 14 Apr 2026 07:01:36 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/14/presidente-participa-da-assinatura-de-medidas-de-ampliacao-dos-direitos-trabalhistas-para-pessoas-terceirizadas-na-administracao-publica-federal/ Nesta segunda-feira (13 de abril de 2026), em cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, participa da assinatura de atos que regulamentam o reembolso-creche e a ampliação do número de pessoas terceirizadas beneficiadas com a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais. O evento conta com a presença da ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck; do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho; e do ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos.

Na ocasião, é apresentado o balanço das ações já adotadas pelo Governo Federal para valorizar e ampliar os benefícios do grupo de trabalhadoras e trabalhadores terceirizados na Administração Pública Federal. Desde 2023, o governo implementou medidas que reforçam garantias fundamentais, como a contratação pelo piso da categoria, o direito ao recesso de fim de ano, a programação de férias e a redução de jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais para 12 categorias de serviços.

As medidas visam aprofundar a regulamentação de direitos e a isonomia de condições para os profissionais que prestam serviços aos órgãos federais. O anúncio ocorre no Salão Nobre do Palácio do Planalto, consolidando a agenda de valorização do funcionalismo e de seus prestadores de serviço indiretos.

Fonte: Governo Federal.

]]>
https://www.ocafezinho.com/2026/04/14/presidente-participa-da-assinatura-de-medidas-de-ampliacao-dos-direitos-trabalhistas-para-pessoas-terceirizadas-na-administracao-publica-federal/feed/ 0
Distrito Federal anuncia 427 vagas de emprego com salários de até R$ 3,6 mil https://www.ocafezinho.com/2026/04/06/distrito-federal-anuncia-427-vagas-de-emprego-com-salarios-de-ate-r-36-mil/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/06/distrito-federal-anuncia-427-vagas-de-emprego-com-salarios-de-ate-r-36-mil/#respond Mon, 06 Apr 2026 07:41:09 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/06/distrito-federal-anuncia-427-vagas-de-emprego-com-salarios-de-ate-r-36-mil/ No dia 6 de abril de 2026, as agências do trabalhador do Distrito Federal divulgaram a oferta de 427 oportunidades de emprego em diversas áreas. O destaque é uma vaga de técnico de segurança do trabalho na região de Águas Claras, que oferece o maior salário disponível: R$ 3,6 mil. Para concorrer, os candidatos precisam ter experiência comprovada e ensino médio completo, conforme exigido no edital de seleção.

Entre os setores com maior número de vagas, o varejo se sobressai com oportunidades variadas. São 110 postos para repositor de mercadorias, 60 para operador de caixa, 40 para açougueiro, 40 para atendente de lanchonete, 40 para fiscal de prevenção de perdas, 30 para balconista e 20 para frentista. Os salários para essas funções partem de R$ 1.621, valor que pode ser acrescido de benefícios oferecidos pelas empresas contratantes.

Há também vagas reservadas para pessoas com deficiência (PcD): seis oportunidades para auxiliar administrativo e três para operador de telemarketing ativo na região de Taguatinga. A remuneração para esses cargos é de R$ 1.750, também acompanhada de benefícios.

Os interessados devem cadastrar seus currículos por meio do aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS) ou comparecer a uma das 16 agências do trabalhador espalhadas pelo Distrito Federal, que funcionam de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Mesmo que nenhuma das vagas atuais seja de interesse, o cadastro permanece ativo no sistema para seleções futuras, já que os dados dos candidatos são cruzados automaticamente com os perfis demandados pelas empresas parceiras. Mais informações estão disponíveis no site da Sedet-DF.

Empregadores e empreendedores que desejem oferecer vagas ou utilizar o espaço das agências para realizar entrevistas podem fazer o cadastro presencialmente nas unidades ou por meio do e-mail institucional da secretaria. O Canal do Empregador, acessível no site da Sedet-DF, facilita o contato direto com as agências e agiliza o processo de recrutamento.

A divulgação das 427 vagas reflete um esforço contínuo do Distrito Federal para reduzir o desemprego e estimular a economia local, conectando candidatos qualificados a oportunidades em setores estratégicos. As agências do trabalhador atuam como ponte entre oferta e demanda no mercado de trabalho da capital.

]]>
https://www.ocafezinho.com/2026/04/06/distrito-federal-anuncia-427-vagas-de-emprego-com-salarios-de-ate-r-36-mil/feed/ 0
Luiz Marinho defende redução imediata da jornada de trabalho para 40 horas semanais https://www.ocafezinho.com/2026/03/12/luiz-marinho-defende-reducao-imediata-da-jornada-de-trabalho-para-40-horas-semanais/ https://www.ocafezinho.com/2026/03/12/luiz-marinho-defende-reducao-imediata-da-jornada-de-trabalho-para-40-horas-semanais/#respond Thu, 12 Mar 2026 16:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=227083 Em audiência na CCJ da Câmara, ministro afirma que economia brasileira está preparada para mudança e destaca ganhos de produtividade

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, defendeu nesta terça-feira (10) a redução da jornada de trabalho no Brasil para 40 horas semanais.

A declaração foi feita durante audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, que discute a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 221/2023, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), e a PEC nº 8/2025, da deputada Erika Hilton (PSOL-SP).

Segundo o ministro, o atual momento da economia brasileira permite avançar na discussão sobre a redução da jornada. “Nesse exato momento, a economia brasileira está pronta para suportar 40 horas semanais. É uma escala possível e coerente com o que a sociedade está pedindo”, afirmou.

Durante a audiência, Luiz Marinho apresentou o estudo “O futuro do trabalho no Brasil: viabilidade e impactos da redução da jornada e fim da escala 6×1”, elaborado pela Subsecretaria de Estudos do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O levantamento reúne dados do eSocial e de pesquisa de produtividade da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Dados do eSocial trazem uma revelação importante: embora 74% dos vínculos celetistas (37,2 milhões de pessoas) sejam formalmente contratados para o teto de 44 horas semanais, nem todos esses trabalhadores cumprem efetivamente seis dias de trabalho, o que sinaliza um espaço natural de transição para modelos mais flexíveis.

Um dos pontos centrais do relatório do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) é a desmistificação do impacto financeiro. A redução da jornada teria um impacto direto estimado de apenas 4,7% na folha de pagamento. Este custo é considerado perfeitamente absorvível pelas empresas, visto que é amplamente compensado por ganhos de produtividade e pela redução de custos indiretos, como rotatividade (turnover) e absenteísmo.

Os resultados para as empresas que já modernizaram a jornada são claros: 72% das empresas registraram aumento direto na receita após a redução da jornada e 44% das empresas relataram melhoria significativa no cumprimento de prazos operacionais.

Outro dado apresentado aponta que o modelo 5×2 já predomina no mercado de trabalho, representando 66,8% dos vínculos (29,7 milhões de trabalhadores). Redução da jornada é acompanhada por aumento de receita em 72% das empresas. Com um impacto na folha de 4,7% é absorvido por ganhos operacionais, com uma variação entre 1,6% a 10,5% para setores como alimentos e transporte aeroviários. O que mostra que a modernização da jornada não é um custo, mas um investimento estratégico na sustentabilidade do negócio e na saúde da força de trabalho brasileira.

A modernização da jornada está alinhada às diretrizes da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e aos princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana.

O estudo também aponta que jornadas com dois dias consecutivos de descanso favorecem o chamado “desligamento cognitivo”, permitindo que o trabalhador utilize o primeiro dia para descanso efetivo e o segundo para lazer ou organização pessoal. Esse intervalo contribui para reduzir o risco de burnout e de doenças psicossociais, que atingem grande parte da população brasileira.

Além dos impactos na saúde mental, experiências internacionais citadas no estudo, como nos Estados Unidos e na Islândia, indicam que a redução do tempo à disposição da empresa, com períodos mais concentrados de foco no trabalho, pode gerar aumento de produtividade de até 2%. O levantamento também aponta que a liberação do sábado amplia as oportunidades de educação e qualificação profissional, permitindo que trabalhadores se dediquem a cursos e treinamentos.

Ao comentar os impactos da escala 6×1 nas condições de trabalho, o ministro também destacou os efeitos dessa jornada na saúde dos trabalhadores e na produtividade. “A escala 6×1 é uma jornada cruel, principalmente para as mulheres. Um ambiente hostil gera doenças mentais, acidentes, absenteísmo e impacta na diminuição da produtividade. Precisamos inverter essa balança, com investimento em capacitação, tecnologia e conhecimento para aumentar a produtividade e compensar os impactos da redução da jornada”, afirmou.

Publicado originalmente pela Agência Gov em 11/03/2026

Por Ministério do Trabalho e Emprego

]]>
https://www.ocafezinho.com/2026/03/12/luiz-marinho-defende-reducao-imediata-da-jornada-de-trabalho-para-40-horas-semanais/feed/ 0
Governo anuncia prioridades para trabalho digno a entregadores por aplicativo https://www.ocafezinho.com/2026/03/12/governo-anuncia-prioridades-para-trabalho-digno-a-entregadores-por-aplicativo/ https://www.ocafezinho.com/2026/03/12/governo-anuncia-prioridades-para-trabalho-digno-a-entregadores-por-aplicativo/#respond Thu, 12 Mar 2026 15:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=227088 Caso essas propostas não sejam incorporadas ao texto do Projeto de Lei, o Governo Federal vai encaminhá-las como emenda, por considerá-las essenciais

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, anunciou as propostas prioritárias para garantir trabalho digno e remuneração mínima para a categoria.

A construção de todas elas teve a participação efetiva de representantes dos entregadores. Entre as propostas, está a garantia de uma remuneração mínima para os entregadores, sem impacto para o consumidor.

As medidas serão encaminhadas para integrar o Projeto de Lei que atualmente tramita na Câmara dos Deputados. O objetivo central é estabelecer parâmetros mínimos de remuneração e corrigir distorções nas práticas atuais das plataformas de entrega.

Entre as principais demandas apresentadas pelos trabalhadores e encampadas pelo Governo Federal, destaca-se a garantia de um valor mínimo de R$ 10 por entrega realizada. Hoje, esse valor é de R$ 7,50.

Para corridas que ultrapassem a distância de quatro quilômetros, a proposta prevê que as plataformas paguem aos entregadores um valor suplementar de R$ 2,50 por cada quilômetro adicional rodado. Hoje, esse valor é de R$ 1,50.

Caso essas propostas não sejam incorporadas ao texto do Projeto de Lei, o Governo Federal vai encaminhá-las como emenda, por considerá-las essenciais.

A implementação dessas novas regras não embute o repasse de custos adicionais para o consumidor final, uma vez que as plataformas já cobram dos restaurantes até 28% do valor dos pedidos.

“Estamos defendendo que os entregadores que trabalham debaixo de chuva e de sol possam ter uma remuneração digna, garantida para eles. Essa é uma luta antiga desses trabalhadores que o governo do presidente Lula abraçou”, diz o ministro Boulos.

Entregas agrupadas

Outro ponto abordado nas propostas refere-se à modalidade de entregas agrupadas, situação em que um mesmo entregador realiza múltiplas entregas em um único trajeto.

Atualmente, as empresas cobram o valor integral de frete de cada cliente, mas não repassam a totalidade desses valores ao trabalhador que executa o serviço.

O Governo considera essa prática injusta e defende a necessidade de mudança, garantindo que o entregador seja devidamente remunerado por cada entrega realizada.

A aprovação dessas medidas é vista como um passo fundamental para garantir a dignidade e a valorização da categoria dos entregadores de aplicativo em todo o país.

Publicado originalmente pela Agência Gov em 11/03/2026

Por Secretaria-Geral da Presidência da República

]]>
https://www.ocafezinho.com/2026/03/12/governo-anuncia-prioridades-para-trabalho-digno-a-entregadores-por-aplicativo/feed/ 0
Escala 6×1 atinge 33,2% dos empregos no Brasil, aponta levantamento https://www.ocafezinho.com/2026/03/12/escala-6x1-atinge-332-dos-empregos-no-brasil-aponta-levantamento/ https://www.ocafezinho.com/2026/03/12/escala-6x1-atinge-332-dos-empregos-no-brasil-aponta-levantamento/#respond Thu, 12 Mar 2026 14:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=227075 Apresentado pelo Ministério do Trabalho e Emprego, estudo inédito cruzou informações do cadastro eSocial, que congrega celetistas, estatutários, autônomos, avulsos, cooperados e estagiários. 66,8% já se livraram da escala 6×1

Levantamento inédito do Ministério do Trabalho e Emprego, apresentado na última terça-feira (10/3) durante audiência na Câmara dos Deputados, mostra que a maioria dos empregos no Brasil já superou a estafante escala 6×1.

Das pessoas cadastradas no eSocial – que conta celetistas, estatutários, autônomos, avulsos, cooperados, domésticas e estagiários – 33,2% cumprem a jornada de seis dias de trabalho com apenas um de descanso. Os demais 66,8% cumprem 40 horas semanais e tendem à jornada 5×2.

O estudo, feito pelo próprio Ministério, analisou 50,3 milhões de vínculos trabalhistas do eSocial. Destes, 14,8 milhões trabalham seis dias por semana, somando 44 ou mais horas de jornada semanal. Outros 29,7 milhões já fazem 40 horas semanais, distribuídas em cinco dias de trabalho.

Com base nesses dados, o ministro Luiz Marinho, durante a audiência na Câmara, argumentou que o Brasil já tem lastro para acabar com a escala 6×1 sem que isso represente uma hecatombe.

“Neste exato momento, a economia brasileira está pronta para suportar 40 horas semanais. É uma escala possível e coerente com o que a sociedade está pedindo”, afirmou Marinho.

Outro resultado do estudo apresentado por Marinho aos deputados e deputadas indica que o impacto adicional sobre a massa de rendimentos no Brasil será de 4,7%.

A interpretação dos dados do eSocial foi feita com ajuda de tecnologia de IA.

Publicado originalmente pela Agência Gov em 11/03/2026

]]>
https://www.ocafezinho.com/2026/03/12/escala-6x1-atinge-332-dos-empregos-no-brasil-aponta-levantamento/feed/ 0
Fim da escala 6×1 pode aumentar produtividade, diz Nota Técnica da FMG https://www.ocafezinho.com/2026/03/06/fim-da-escala-6x1-pode-aumentar-produtividade-diz-nota-tecnica-da-fmg/ https://www.ocafezinho.com/2026/03/06/fim-da-escala-6x1-pode-aumentar-produtividade-diz-nota-tecnica-da-fmg/#respond Fri, 06 Mar 2026 20:23:04 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=226766 A Fundação Maurício Grabois divulgou uma nota técnica defendendo o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho no Brasil, argumentando que a medida pode melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores e alinhar o país às tendências internacionais.

A Fundação Maurício Grabois (FMG) divulgou nesta terça-feira (3) uma nota técnica defendendo o fim da escala de trabalho 6×1 e a redução da jornada semanal no Brasil, em meio ao avanço do debate no Congresso Nacional sobre mudanças na legislação trabalhista.

Intitulado Nota Técnica sobre a Redução da Jornada de Trabalho e o Fim da Escala 6×1”, o documento foi elaborado por Theófilo Rodrigues e Carolina Maria Ruy, coordenadores do Grupo de Pesquisa sobre a Sociedade Brasileira da FMG. O texto reúne argumentos históricos, econômicos e sociais para sustentar a adoção de uma semana de trabalho mais curta no país.

A análise relembra que a Constituição de 1988 estabeleceu o limite de 44 horas semanais, mantendo na prática a organização de seis dias de trabalho para um de descanso. Segundo os autores, essa estrutura já não corresponde às transformações tecnológicas e produtivas das últimas décadas, nem às demandas contemporâneas por melhores condições de vida e saúde mental para os trabalhadores.

A nota também recupera a trajetória histórica da luta pela redução da jornada de trabalho. O documento menciona desde as jornadas exaustivas predominantes no século XIX até recomendações da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que desde 1935 indica a adoção de 40 horas semanais como referência. Experiências recentes na América Latina, como as reformas aprovadas no Chile e no México, também são citadas como exemplos de avanços na diminuição do tempo de trabalho.

No caso brasileiro, o estudo apresenta um panorama das principais propostas em tramitação no Congresso. Entre elas estão a PEC 08/2025, da deputada Erika Hilton (PSOL), a PEC 221/2019, do deputado Reginaldo Lopes (PT), e o PL 67/2025, da deputada Daiana Santos (PCdoB). Para os pesquisadores, embora a meta ideal seja alcançar uma jornada de 36 horas semanais, a aprovação de uma semana de 40 horas com o fim da escala 6×1 já representaria um avanço significativo diante da atual correlação de forças políticas.

O documento também reúne posicionamentos de centrais sindicais favoráveis à mudança, como CUT, CTB, UGT e Força Sindical. Por outro lado, registra a resistência de entidades empresariais como a Confederação Nacional do Comércio (CNC), a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Confederação Nacional do Transporte (CNT), que defendem que eventuais alterações sejam tratadas por meio de negociações coletivas entre empregadores e trabalhadores.

Para a Fundação Maurício Grabois, o debate sobre a escala 6×1 ultrapassa o campo estritamente trabalhista e se conecta a um projeto de desenvolvimento nacional. Segundo a nota técnica, a redução da jornada pode contribuir para ganhos de produtividade, melhora da saúde física e mental dos trabalhadores, diminuição de acidentes de trabalho e redistribuição dos benefícios gerados pela automação.

Ao final, os autores afirmam que avançar rumo a uma semana de trabalho mais curta significa “atualizar o país frente aos padrões globais e reafirmar a centralidade do trabalho digno como fundamento do desenvolvimento nacional”.

A íntegra da nota técnica está disponível no Portal da Fundação Maurício Grabois.

]]>
https://www.ocafezinho.com/2026/03/06/fim-da-escala-6x1-pode-aumentar-produtividade-diz-nota-tecnica-da-fmg/feed/ 0
Rendimento bate recorde e desemprego recua para 5,4% https://www.ocafezinho.com/2026/03/05/rendimento-bate-recorde-e-desemprego-recua-para-54/ https://www.ocafezinho.com/2026/03/05/rendimento-bate-recorde-e-desemprego-recua-para-54/#respond Thu, 05 Mar 2026 13:12:19 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=226642 Rendimento real habitual cresce nas duas comparações e chega a R$ 3.652

A taxa de desocupação no Brasil chegou a 5,4% no trimestre de novembro de 2025 a janeiro de 2026, repetindo o patamar registrado de agosto a outubro de 2025, o menor da série comparável, iniciada em 2012. Em relação ao trimestre móvel de novembro de 2024 a janeiro de 2025 (6,5%), houve queda de 1,1 ponto percentual (p.p.). Os dados são da PNAD Contínua Mensal, divulgada hoje (05) pelo IBGE.

O rendimento real habitual de todos os trabalhos chegou a R$ 3.652, o mais alto da série, com aumento de 2,8% no trimestre e de 5,4% no ano. A massa de rendimento real habitual (R$ 370,3 bilhões), também recorde, cresceu 2,9% no trimestre (mais R$ 10,5 bilhões) e 7,3% (mais R$ 25,1 bilhões) no ano.

Cerca de 5,9 milhões de pessoas estavam desocupadas no país no trimestre encerrado em janeiro de 2026, menor contingente de desocupados desta série, ficando estável frente ao trimestre anterior e registrando redução de 17,1% na comparação anual, o que representa 1,2 milhão de pessoas desocupadas a menos de um ano para o outro.

A população ocupada chegou a 102,7 milhões, também o maior contingente da série comparável, ficando estável no trimestre e com aumento de 1,7% (mais 1,7 milhões de pessoas) no ano. O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi de 58,7%, com estabilidade no trimestre (58,8%) e crescendo 0,5 p.p. no ano (58,2%).

De acordo com a coordenadora de pesquisa domiciliares do IBGE, Adriana Beriguy, “os resultados do trimestre encerrado em janeiro de 2026 apontam fundamentalmente para a estabilidade dos indicadores de ocupação. Embora a entrada do mês de janeiro tenda a reduzir o contingente de trabalhadores, muitas vezes devido à dispensa de temporários, os efeitos favoráveis de novembro e dezembro reduziram o impacto desse movimento sazonal.”

Taxa de desocupação, na semana de referência, das pessoas de 14 anos ou mais de idade (%)

A taxa de subutilização da força de trabalho (percentual de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e na força de trabalho potencial em relação à força de trabalho ampliada) ficou em 13,8%, resultado considerado estável na comparação trimestral e que representa queda de 1,8 p.p. na comparação anual (15,5%). Além disso, a população desalentada (2,7 milhões) ficou estável no trimestre e teve redução de 15,2% (menos 476 mil pessoas) no ano. O percentual de desalentados foi de 2,4% com estabilidade no trimestre e queda de 0,4 p.p. no ano (2,8%).

Taxa de informalidade no trimestre cai para 37,5%, a menor desde 2020

A taxa de informalidade (proporção de trabalhadores informais na população ocupada) foi de 37,5%, o menor desde julho de 2020, equivalente a 38,5 milhões de trabalhadores informais. No trimestre móvel anterior, o percentual estava em 37,8% e no mesmo trimestre de 2024 em 38,4%.

“A taxa de informalidade vem em queda desde 2022, com aceleração dessa trajetória a partir de 2023. Especificamente no atual trimestre, a retração da taxa esteve associada à tendência de queda do emprego sem carteira no setor privado e de expansão da cobertura de registro no CNPJ dos trabalhadores por conta própria”, explica a coordenadora da pesquisa

O número de empregados no setor privado com carteira assinada (exclusive trabalhadores domésticos) foi de 39,4 milhões. Houve estabilidade no trimestre e alta de 2,1% (mais 800 mil pessoas) no ano. Por outro lado, o total empregados sem carteira no setor privado (13,4 milhões) ficou estável no trimestre e no ano.

O contingente de trabalhadores por conta própria (26,2 milhões) ficou estável no trimestre e aumentou 3,7% no ano (mais 927 mil pessoas). Já o número de trabalhadores domésticos (5,5 milhões) mostrou estabilidade no trimestre e redução de 4,5% no ano (menos 257 mil pessoas).

Grupamento da Administração pública puxa aumento da ocupação na comparação anual

Por grupamentos de atividade, ante o trimestre anterior, houve aumento no total de ocupados nos grupamentos e Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (2,8%, ou mais 365 mil pessoas) e Outros serviços (3,5%, ou mais 185 mil pessoas). Já a Indústria geral registrou queda de 2,3% (menos 305 mil pessoas).

Na comparação anual, cresceram os grupamentos de Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (4,4%, ou mais 561 mil pessoas) e Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (6,2%, ou mais 1,1 milhão de pessoas). Houve redução no grupamento de Serviços domésticos (4,2%, ou menos 243 mil pessoas).

Mais sobre a PNAD Contínua

A PNAD Contínua é a principal pesquisa sobre a força de trabalho do Brasil. Sua amostra abrange 211 mil domicílios, espalhados por 3.500 municípios, que são visitados a cada trimestre. Cerca de dois mil entrevistadores trabalham nessa pesquisa, integrados às mais de 500 agências do IBGE em todo o país.

Em função da pandemia de Covid-19, o IBGE implementou a coleta de informações da pesquisa por telefone a partir de 17 de março de 2020. Em julho de 2021, houve a volta da coleta de forma presencial. É possível confirmar a identidade do entrevistador no site Respondendo ao IBGE ou via Central de atendimento (0800 721 8181), conferindo a matrícula, RG ou CPF do entrevistador, dados que podem ser solicitados pelo informante.

Consulte os dados da PNAD no Sidra. A próxima divulgação da PNAD Contínua Mensal, referente ao trimestre encerrado em fevereiro, será em 27 de março.

Publicado originalmente pela Agência de Notícias IBGE em 05/03/2026

Por Irene Gomes – Editoria Estatísticas Sociais

]]>
https://www.ocafezinho.com/2026/03/05/rendimento-bate-recorde-e-desemprego-recua-para-54/feed/ 0
Dezenove estados e DF têm em 2025 o menor desemprego já registrado https://www.ocafezinho.com/2026/02/20/dezenove-estados-e-df-tem-em-2025-o-menor-desemprego-ja-registrado/ https://www.ocafezinho.com/2026/02/20/dezenove-estados-e-df-tem-em-2025-o-menor-desemprego-ja-registrado/#respond Fri, 20 Feb 2026 15:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=226060 Mato Grosso e Santa Catarina têm os menores índices

Em 2025, a taxa anual de desocupação do país (5,6%) recuou 1,0 ponto percentual frente ao resultado de 2024 (6,6%). No quarto trimestre de 2025, a taxa foi de 5,1%, apresentando redução significativa de 1,1 ponto percentual frente ao quarto trimestre do ano anterior (6,2%). Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada hoje (20) pelo IBGE.

As maiores taxas em 2025 foram registradas na Bahia (8,7%), Pernambuco (8,7%) e Piauí (9,3%). Já as menores ficaram com Mato Grosso (2,2%), Santa Catarina (2,3%) e Mato Grosso do Sul (3,0%).

Vinte unidades da federação atingiram a menor taxa anual de desocupação de sua série histórica na pesquisa. Foram elas: Bahia (8,7%), Amazonas (8,4%), Rio Grande do Norte (8,1%), Amapá (7,9%), Sergipe (7,9%), Distrito Federal (7,5%), Pará (6,8%), Maranhão (6,8%), Ceará (6,5%), Paraíba (6,0%), São Paulo (5,0%), Tocantins (4,7%), Minas Gerais (4,6%), Goiás (4,6%), Rio Grande do Sul (4,0%), Paraná (3,6%), Espírito Santo (3,3%), Mato Grosso do Sul (3,0%), Santa Catarina (2,3%) e Mato Grosso (2,2%).

“A mínima histórica em 2025 decorre do dinamismo observado no mercado de trabalho, impulsionados pelo aumento do rendimento real. Contudo, a queda da desocupação mascara problemas estruturais: Norte e Nordeste mantêm informalidade e subutilização elevadas, evidenciando ocupações de baixa produtividade”, explica William Kratochwill, analista da pesquisa.

A taxa anual de subutilização para o Brasil ficou em 14,5%. O Piauí (31,0%) teve a maior taxa, seguido por Alagoas (26,8%) e Bahia (26,8%) e, enquanto as menores taxas anuais foram de Santa Catarina (4,6%), Mato Grosso (6,8%) e Espírito Santo (7,4%).

Já taxa anual de informalidade para o país foi de 38,1% da população ocupada. As maiores taxas anuais ficaram com Maranhão (58,7%), Pará (58,5%) e Bahia (52,8%); e as menores, com Santa Catarina (26,3%), Distrito Federal (27,3%) e São Paulo (29, 0%).

Por fim, o valor anual do rendimento real habitual de todos os trabalhos chegou a R$ 3.560. Os maiores valores foram do Distrito Federal (R$ 6.320), São Paulo (R$ 4.190) e Rio de Janeiro (R$ 4.177). Os menores valores foram de Maranhão (R$ 2.228), Bahia (R$ 2.284).

No quarto trimestre de 2025, desocupação cai em quatro regiões do país e fica estável no Norte

A taxa de desocupação no quarto trimestre de 2025 foi de 5,1%, o que representa uma redução de 0,5 pontos percentuais em relação ao terceiro trimestre de 2025 (5,6%). A queda foi acompanhada por quatro regiões do país: Nordeste (de 7,8% para 7,1%), Sudeste (de 5,3% para 4,8%), Sul (de 3,4% para 3,1%) e Centro-Oeste (de 4,4% para 3,9%). Já a região Norte apresentou estabilidade. Nesse comparativo, a região Nordeste permaneceu registrando a maior taxa de desocupação entre todas as regiões (7,1%).

Ante o trimestre anterior, a taxa de desocupação recuou em seis unidades da federação: São Paulo (0,5 p.p.), Rio de Janeiro (0,6 p.p.), Pernambuco (1,2 p.p.), Distrito Federal (1,3 p.p.), Paraíba (1,3 p.p.) e Ceará (1,5 p.p.), com estabilidade nas demais.

As maiores taxas de desocupação foram registradas em Pernambuco (8,8%), Amapá (8,4%), Alagoas (8,0%), Bahia (8,0%) e Piauí (8,0%); as menores foram de Santa Catarina (2,2%), Espírito Santo (2,4%), Mato Grosso do Sul (2,4%) e Mato Grosso (2,4%).

No Brasil, a taxa de informalidade da população ocupada no quarto trimestre de 2025 foi de 37,6%. As maiores taxas ficaram com Maranhão (57,3%), Pará (56,7%) e Amazonas (51,6%) e as menores, com Santa Catarina (25,7%), Distrito Federal (27,1%) e São Paulo (29,7%).

No quarto trimestre de 2025, 74,4% dos empregados do setor privado no país tinham carteira assinada. As Regiões Norte (60,3%) e Nordeste (59,6%) apresentaram as menores estimativas desse indicador. Dentre as unidades da federação, os maiores percentuais estavam em Santa Catarina (86,3%), São Paulo (82,2%) e Rio Grande do Sul (81,5%), enquanto os menores foram no Maranhão (52,5%), Piauí (54,3%) e Paraíba (54,8%).

Taxa de desocupação das mulheres foi de 6,2%, enquanto a dos homens era 4,2%

A taxa de desocupação por sexo foi de 4,2% para os homens e 6,2% para as mulheres no quarto trimestre de 2025. Já a taxa de desocupação por cor ou raça ficou abaixo da média nacional para os brancos (4,0%) e acima para os pretos (6,1%) e pardos (5,9%).

A taxa de desocupação para as pessoas com ensino médio incompleto (8,7%) foi maior do que as dos demais níveis de instrução. Para as pessoas com nível superior incompleto, a taxa foi de 5,6%, mais que o dobro da verificada para o nível superior completo (2,7%).

Número de pessoas buscando trabalho há dois anos ou mais caiu 19,6% em comparação com 2024

No quarto trimestre de 2025, cerca de 1,1 milhão de pessoas buscavam um posto de trabalho há dois anos ou mais. Esse contingente recuou 19,6% em relação ao mesmo trimestre de 2024, quando 1,3 milhão de pessoas estavam nessa condição.

Por outro lado, 1,1 milhão de pessoas buscavam por trabalho há menos de um mês. Esse contingente recuou 23,1% antes o mesmo trimestre de 2024, quando 1,4 milhão de pessoas buscavam uma ocupação há menos de um mês.

Estável nas outras regiões, rendimento médio cresce nas regiões Norte e Sudeste

No país, o rendimento médio habitual foi de R$ 3.613 no quarto trimestre de 2024. Este resultado apresentou crescimento tanto em relação ao trimestre imediatamente anterior (R$ 3.527) quanto em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (R$ 3.440).

Na comparação entre o terceiro trimestre e o quarto trimestre de 2025, as regiões Norte (R$ 2.846) e Sudeste (R$ 4.033) apresentaram expansão estatisticamente significativa do rendimento, enquanto as demais permaneceram estáveis. Frente ao quarto trimestre de 2024, todas as regiões apresentaram expansão.

Estimada em R$ 367.551 milhões, a massa de rendimento médio real de todos os trabalhos do país registrou crescimento tanto frente ao trimestre anterior (R$ 356.668 milhões), quanto frente ao quarto trimestre de 2024 (R$ 345.521 milhões).

Regionalmente, as regiões Norte (R$ 22.458 milhões), Nordeste (R$ 57.770 milhões) e Sudeste (R$ 183.170 milhões) apresentaram expansão estatisticamente significante do rendimento, enquanto as demais permaneceram estáveis. Frente ao quarto trimestre de 2024, todas as regiões apresentaram expansão.

Mais sobre a pesquisa

A PNAD Contínua é o principal instrumento para monitoramento da força de trabalho no país. A amostra da pesquisa por trimestre no Brasil corresponde a 211 mil domicílios pesquisados. Cerca de dois mil entrevistadores trabalham na pesquisa, em 26 estados e Distrito Federal, integrados à rede de coleta de mais de 500 agências do IBGE.

Em função da pandemia de COVID-19, o IBGE implementou a coleta de informações da pesquisa por telefone a partir de 17 de março de 2020. Em julho de 2021, houve a volta da coleta de forma presencial. É possível confirmar a identidade do entrevistador no site Respondendo ao IBGE ou via Central de atendimento (0800 721 8181), conferindo a matrícula, RG ou CPF do entrevistador, dados que podem ser solicitados pelo informante. Consulte os dados da PNAD no Sidra. A próxima divulgação da PNAD Trimestral, relativa ao primeiro trimestre de 2025, será em 14 de maio.

Publicado originalmente pela Agência de Notícias IBGE em 20/02/2026

Por Marcelo Benedicto – Editoria Estatísticas Sociais

]]>
https://www.ocafezinho.com/2026/02/20/dezenove-estados-e-df-tem-em-2025-o-menor-desemprego-ja-registrado/feed/ 0