Habitação - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/habitacao/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Thu, 07 May 2026 22:40:26 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://controle.ocafezinho.com/wp-content/uploads/2015/10/cropped-Logo_Cafezinho_tmb-32x32.png Habitação - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/habitacao/ 32 32 Ministério Público de São Paulo aciona Justiça para intensificar fiscalização de moradias sociais https://www.ocafezinho.com/2026/05/07/ministerio-publico-de-sao-paulo-aciona-justica-para-intensificar-fiscalizacao-de-moradias-sociais/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/07/ministerio-publico-de-sao-paulo-aciona-justica-para-intensificar-fiscalizacao-de-moradias-sociais/#respond Thu, 07 May 2026 22:40:12 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/07/ministerio-publico-de-sao-paulo-aciona-justica-para-intensificar-fiscalizacao-de-moradias-sociais/
Quarto de moradia social com vista para a cidade. (Foto: metropoles.com)

O Ministério Público de São Paulo ajuizou uma ação civil pública para que a Prefeitura de São Paulo intensifique a fiscalização sobre construtoras beneficiadas por isenções fiscais em projetos de Habitação de Interesse Social e Habitação de Mercado Popular. A Promotoria de Justiça registrou 11.758 denúncias de vendas suspeitas de imóveis enquadrados nesses regimes entre março e maio de 2025.

As denúncias indicam que as irregularidades configuram um padrão amplo e sistemático, e não situações pontuais. A ação civil busca garantir maior transparência no uso dos incentivos fiscais e assegurar que os imóveis atendam de fato aos beneficiários das políticas públicas de habitação.

A Promotoria propõe a criação de uma plataforma eletrônica dedicada ao rastreamento e à auditoria das transações imobiliárias envolvendo esses empreendimentos. Os promotores defendem ainda a padronização dos dados para cruzamentos eficientes com registros fiscais e a implementação de mecanismos de monitoramento por sinais de alerta.

A ação também mira a repressão ao uso indevido das unidades para locação de curta duração, prática que distorce a finalidade original dos projetos habitacionais. Desde janeiro de 2025, a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) aplicou R$ 7,7 milhões em multas administrativas por irregularidades detectadas em empreendimentos de Habitação de Interesse Social e Habitação de Mercado Popular.

A Prefeitura de São Paulo encaminhou ofício a plataformas digitais como Airbnb e Booking solicitando a exclusão de anúncios de mais de 60 mil unidades habitacionais voltadas para a população de baixa renda. A Airbnb já começou a analisar as irregularidades, enquanto a Booking aguarda informações complementares, conforme informou o portal da Prefeitura de São Paulo.

A legislação em vigor na capital paulista permite que construtoras de projetos de Habitação de Interesse Social e Habitação de Mercado Popular erguam edifícios mais altos em áreas nobres sem o pagamento de contrapartidas adicionais. Muitos desses imóveis, entretanto, foram comercializados para investidores que os convertem em apartamentos para aluguel por temporada, contrariando o objetivo de aproximar a população de baixa renda dos centros urbanos.

O Ministério Público requer ainda que a prefeitura elabore um plano territorializado de fiscalização contínua e celebre termos de cooperação técnica com os cartórios de registro de imóveis. O não cumprimento das determinações judiciais pode acarretar multa diária de R$ 10 mil.

O tema vem gerando intensos debates na Câmara Municipal de São Paulo, onde uma Comissão Parlamentar de Inquérito cobra medidas mais efetivas contra o desvio de finalidade das moradias destinadas à população de baixa renda. A administração municipal afirma que permanece comprometida com o combate às práticas irregulares e com a preservação da vocação social dos empreendimentos habitacionais.

Com informações de Metrópoles.


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Periferia Viva vai construir ou reformar banheiros para 9 mil famílias https://www.ocafezinho.com/2026/04/29/periferia-viva-vai-construir-ou-reformar-banheiros-para-9-mil-familias/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/29/periferia-viva-vai-construir-ou-reformar-banheiros-para-9-mil-familias/#respond Wed, 29 Apr 2026 19:33:26 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/29/periferia-viva-vai-construir-ou-reformar-banheiros-para-9-mil-familias/ O Ministério das Cidades confirmou, em abril de 2026, que divulgará no mês de maio a lista de famílias selecionadas para o programa de construção e reforma de banheiros em moradias precárias. Segundo o ministro Vladimir Lima, mais de 4 milhões de pessoas vivem em moradias sem esse tipo de infraestrutura básica no país.

“A gente está em 2026 e ainda tem famílias que não têm banheiro ou que precisam de reformas adequadas”, observou o ministro sobre a urgência do projeto.

A primeira etapa do programa Periferia Viva – Reformas deve atender mais de 9 mil famílias, com recursos financiados pelo Orçamento Geral da União.

Os imóveis selecionados receberão a construção de um banheiro novo ou a reforma da instalação existente, além de melhorias complementares na moradia.

“Já que a gente vai levar o banheiro, a gente aproveita e reforma a casa também”, explicou o ministro.

Segundo o ministério, a taxa de juros do financiamento será de 0,99% ao mês para todas as faixas de renda, conforme já havia sido anunciado no Palácio do Planalto. Antes, a taxa poderia chegar a 1,95%.

O prazo de pagamento também vai ser ampliado para até 72 meses, e o valor do financiamento poderá chegar a R$ 50 mil.

Fonte: Agência Brasil

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Novas regras ampliam acesso ao Minha Casa, Minha Vida e reduzem juros https://www.ocafezinho.com/2026/04/23/novas-regras-ampliam-acesso-ao-minha-casa-minha-vida-e-reduzem-juros/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/23/novas-regras-ampliam-acesso-ao-minha-casa-minha-vida-e-reduzem-juros/#comments Thu, 23 Apr 2026 05:12:38 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/23/novas-regras-ampliam-acesso-ao-minha-casa-minha-vida-e-reduzem-juros/ 10 Comentários 🔥]]>
Casas populares em um conjunto habitacional, representando moradias do programa Minha Casa, Minha Vida. (Foto: diariodocentrodomundo.com.br)

O programa habitacional Minha Casa, Minha Vida entra em nova fase com atualizações que ampliam o acesso de famílias ao financiamento de imóveis.

Os limites de renda e o valor máximo dos imóveis foram elevados de forma significativa. O teto de renda familiar alcança R$ 13 mil e o dos imóveis chega a R$ 600 mil.

As faixas de renda receberam reajustes em todos os níveis, segundo o Diário do Centro do Mundo. A primeira faixa passou de R$ 2.850 para R$ 3.200 mensais.

A segunda faixa subiu de R$ 4.700 para R$ 5.000 e a terceira de R$ 8.600 para R$ 9.600. A quarta faixa foi de R$ 12 mil para R$ 13 mil, passando a incluir parte da classe média.

Os valores máximos dos imóveis também foram reajustados conforme a faixa e a localidade. Nas faixas 1 e 2 o teto varia entre R$ 210 mil e R$ 275 mil.

A faixa 3 teve o limite elevado de R$ 350 mil para R$ 400 mil. Na faixa 4 o valor máximo passou de R$ 500 mil para R$ 600 mil.

Além dos limites maiores, o programa reduziu o custo do financiamento para diversos beneficiários. Famílias com renda entre R$ 4.700,01 e R$ 5 mil, que pagavam cerca de 8,16% ao ano, passam a ter taxa de 7%.

Quem recebe entre R$ 8.600,01 e R$ 9.600 arcava com juros próximos de 10% ao ano. Essas famílias agora pagam até 8,16%, o que gera economia relevante ao longo do contrato.

O programa atingiu recorde de 669.065 unidades contratadas em 2025. Esse número consolida o Minha Casa, Minha Vida como o principal motor da habitação popular no país.

Desde a criação em 2009, o volume anual de contratações cresceu de cerca de 257 mil para mais de 669 mil unidades. O avanço reflete o impacto da política no desenvolvimento urbano e na geração de empregos.

O perfil dos beneficiários mudou ao longo do tempo de forma notável. Em 2009, a faixa 2 concentrava 54,4% das contratações e a faixa 1 respondia por 32,4%.

Em 2025, a distribuição se equilibrou: 35,7% na faixa 1 e 29% na faixa 2. A faixa 3 representou 29,8% e a faixa 4 fechou com 4,5% das contratações.

As novas regras adaptam o programa à realidade atual do mercado imobiliário nacional. A iniciativa reforça o papel do Estado como indutor do desenvolvimento social e econômico.

O estímulo ao setor da construção civil gera empregos e aquece a economia como um todo. Milhões de brasileiros ganham com a garantia de moradia digna por meio dessa política pública.


Leia também: Governo federal amplia faixas de renda e teto de imóveis no Minha Casa Minha Vida


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Governo federal amplia faixas de renda e teto de imóveis no Minha Casa Minha Vida https://www.ocafezinho.com/2026/04/22/governo-federal-amplia-faixas-de-renda-e-teto-de-imoveis-no-minha-casa-minha-vida/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/22/governo-federal-amplia-faixas-de-renda-e-teto-de-imoveis-no-minha-casa-minha-vida/#respond Wed, 22 Apr 2026 18:12:09 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/22/governo-federal-amplia-faixas-de-renda-e-teto-de-imoveis-no-minha-casa-minha-vida/
Prédios residenciais com vagas de estacionamento em frente, ilustrando o programa habitacional. (Foto: metropoles.com)

O governo federal ampliou as faixas de renda e os valores máximos dos imóveis no programa Minha Casa Minha Vida. A decisão contou com aprovação unânime do Conselho Curador do FGTS e foi divulgada pela Caixa Econômica Federal.

Famílias com renda mensal de até R$ 13 mil passam a ser contempladas pelo programa. O teto para o valor dos imóveis financiáveis foi elevado a R$ 600 mil, tanto em áreas urbanas quanto rurais.

As faixas de renda foram atualizadas para refletir a realidade econômica atual. A faixa 1 subiu de R$ 2.850 para R$ 3.200 mensais, alta de 12%.

A faixa 2 avançou de R$ 4.700 para R$ 5.000, enquanto a faixa 3 passou de R$ 8.600 para R$ 9.600 mensais. O limite para a classe média subiu de R$ 12 mil para R$ 13 mil.

Nos segmentos rurais, os parâmetros também sofreram reajustes. Famílias com renda bruta anual de até R$ 50 mil compõem a Faixa Rural 1.

Rendimentos anuais entre R$ 50 mil e R$ 70,9 mil classificam as famílias na Faixa Rural 2. A Faixa Rural 3 inclui aquelas com renda anual de até R$ 134 mil.

As taxas de juros foram reduzidas para beneficiar principalmente as famílias de menor poder aquisitivo. Na faixa 1, as taxas variam de 4% a 4,5% ao ano.

Para a faixa 2, os juros ficam entre 4,75% e 6,5% ao ano. A faixa 3 opera com taxa fixa de 7,66%.

Os tetos de valor dos imóveis também registraram elevação expressiva. Na faixa 2, o limite subiu de R$ 350 mil para R$ 400 mil.

Na faixa 3 e na categoria de classe média, o valor máximo alcançou R$ 600 mil, acréscimo de 20%. As alterações foram aprovadas de forma unânime pelo colegiado do FGTS.

Cerca de 87,5 mil famílias serão beneficiadas diretamente pela redução das taxas de juros. Outras 31,3 mil devem ser incluídas na faixa 3 e 8,2 mil na categoria de renda superior.

O programa contará com aporte adicional de recursos do Fundo Social. Serão destinados aproximadamente R$ 31 bilhões ao longo do segundo semestre para atender à nova demanda gerada pelas mudanças.

As atualizações fortalecem a política habitacional em todo o território nacional. A medida visa expandir o acesso à casa própria e dinamizar o setor da construção civil.

Leia mais sobre o assunto na metropoles.com.


Leia também: “Vamos contratar três milhões de casas até o final deste ano”, diz Lula ao anunciar ampliação de investimentos para o Minha Casa, Minha Vida


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“Vamos contratar três milhões de casas até o final deste ano”, diz Lula ao anunciar ampliação de investimentos para o Minha Casa, Minha Vida https://www.ocafezinho.com/2026/04/15/vamos-contratar-tres-milhoes-de-casas-ate-o-final-deste-ano-diz-lula-ao-anunciar-ampliacao-de-investimentos-para-o-minha-casa-minha-vida-2/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/15/vamos-contratar-tres-milhoes-de-casas-ate-o-final-deste-ano-diz-lula-ao-anunciar-ampliacao-de-investimentos-para-o-minha-casa-minha-vida-2/#respond Wed, 15 Apr 2026 22:01:36 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/15/vamos-contratar-tres-milhoes-de-casas-ate-o-final-deste-ano-diz-lula-ao-anunciar-ampliacao-de-investimentos-para-o-minha-casa-minha-vida-2/ Nesta quarta-feira (15 de abril de 2026), em anúncio de um pacote de medidas estratégicas para o setor habitacional em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou a ampliação das metas para moradia no país. As ações incluem um aporte extra de R$ 20 bilhões do Fundo Social para o programa Minha Casa, Minha Vida e a elevação da meta total para 3 milhões de moradias até o final de 2026, além da ampliação do programa Reforma Casa Brasil.

“Vamos contratar três milhões de casas até o final deste ano. Prometemos dois, vamos chegar a três. E vamos melhorar a renda das pessoas para que possam ter uma casa um pouco melhor”, afirmou o presidente Lula. O chefe do Executivo destacou que o acesso à habitação é um compromisso central de sua gestão. “Fazer casa, para nós, é uma obrigação. E a minha obrigação é porque eu sei o que é morar em enchente. Já morei em casa com um metro e meio de água dentro. Eu sei o que é isso. Então, casa, para mim, é quase que uma coisa de direito humano e está na Constituição”, declarou.

As medidas consolidam a habitação como motor de crescimento econômico e justiça social. Com o aporte adicional de R$ 20 bilhões provenientes do Fundo Social (FS), o orçamento total para a habitação em 2026 saltou de R$ 180 bilhões para o recorde histórico de R$ 200 bilhões. Esse novo volume de recursos visa garantir a contratação de um milhão de unidades habitacionais apenas neste ano. O sucesso das contratações anteriores, que atingiram 2 milhões de moradias com um ano de antecedência, permitiu ao governo elevar as projeções.

Os investimentos priorizarão o atendimento das famílias inseridas na Faixa 3 do programa, que engloba rendas mensais entre R$ 5 mil e R$ 9,6 mil. O ministro das Cidades, Vladimir Lima, ressaltou que o Minha Casa, Minha Vida contribuiu para reduzir o déficit habitacional no país ao menor patamar histórico: 7,4%, segundo dados da Fundação João Pinheiro. A ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, reforçou que os recursos para financiamento foram triplicados, abrangendo desde as famílias de baixa renda até a classe média alta.

Para ampliar o acesso, o Governo Federal anunciou o reajuste das faixas de renda do programa. A Faixa 1 atende famílias com renda de até R$ 3.200; a Faixa 2, de R$ 3.200,01 a R$ 5.000; a Faixa 3, de R$ 5.000,01 a R$ 9.600; e a Classe Média agora engloba rendas de até R$ 13 mil. Além da renda, o teto do valor das unidades habitacionais foi reajustado: na Faixa 3, o limite subiu para R$ 400 mil e, para a Classe Média, o valor máximo financiável saltou para R$ 600 mil.

O programa Reforma Casa Brasil também recebeu melhorias significativas, com o público-alvo ampliado para famílias com renda de até R$ 13 mil. As condições financeiras para reformas tornaram-se mais atrativas, com redução da taxa de juros para 0,99% ao ano, elevação do ticket máximo de reforma para R$ 50 mil e extensão do prazo de amortização para 72 meses.

No campo econômico, o setor da construção civil registrou aumento na geração de emprego, com 3 milhões de trabalhadores com carteira assinada. Em 2026, o rendimento médio dos trabalhadores do setor cresceu 6% acima da inflação. Segundo o Ministério das Cidades, as novas medidas combatem as três frentes principais do déficit habitacional no país: a coabitação, o peso excessivo do aluguel na renda familiar e a existência de moradias precárias.

Fonte: Governo Federal

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Campanha da Fraternidade 2026 reforça luta por moradia digna no Brasil https://www.ocafezinho.com/2026/04/05/campanha-da-fraternidade-2026-reforca-luta-por-moradia-digna-no-brasil/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/05/campanha-da-fraternidade-2026-reforca-luta-por-moradia-digna-no-brasil/#respond Mon, 06 Apr 2026 01:12:03 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/05/campanha-da-fraternidade-2026-reforca-luta-por-moradia-digna-no-brasil/ A luta pelo direito à moradia no Brasil continua a ser um dos maiores desafios sociais do país, conectando-se diretamente à busca por dignidade e justiça para a classe trabalhadora. Consagrado na Constituição Federal de 1988, o acesso a uma moradia digna é visto como um pilar essencial para a garantia de outros direitos sociais conquistados na transição democrática.

Como apontado pelo portal Carta Capital, a questão transcende uma visão meramente legalista, exigindo um debate mais amplo sobre as estruturas sociais e econômicas que perpetuam a desigualdade no acesso à habitação.

Em 2026, a Campanha da Fraternidade, promovida pela Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), traz novamente o tema da moradia para o centro das discussões. A iniciativa busca destacar a relevância do direito à moradia como uma questão social e civilizatória, indo além de abordagens programáticas e apontando para a necessidade de transformações estruturais.

A campanha retoma reflexões já feitas em 1993, quando o acesso à terra e à moradia foi defendido como condição fundamental para uma vida plena. Desde então, o déficit habitacional no país cresceu de forma significativa, alcançando cerca de seis milhões de domicílios em 2022, segundo dados amplamente divulgados por organizações sociais e estudos especializados.

A concentração de terras e a ausência histórica de políticas públicas consistentes agravam o problema. Durante a Velha República, que se estendeu até 1930, a questão da moradia foi amplamente deixada nas mãos do mercado, sem intervenção estatal significativa. Mesmo após esse período, com iniciativas como a criação dos Institutos de Aposentadorias e Pensões (IAPs) no Estado Novo, a abordagem do Estado permaneceu insuficiente para atender à demanda crescente.

Esse cenário histórico reflete como a falta de moradia não é um acidente, mas um reflexo de escolhas políticas e econômicas que priorizaram outros interesses ao longo das décadas.

O impacto do déficit habitacional recai especialmente sobre os trabalhadores, que, sem acesso à propriedade dos meios de produção, dependem exclusivamente de sua força de trabalho para sobreviver. A escassez de moradia digna se torna, assim, um obstáculo central para a redução das desigualdades sociais.

No passado, a questão habitacional foi tratada sob uma perspectiva sanitária, com bairros insalubres sendo vistos como focos de doenças, o que levou a intervenções limitadas voltadas mais à preservação de interesses econômicos do que à garantia de direitos. Essa visão restrita persiste em muitos debates atuais, dificultando avanços mais profundos.

A Campanha da Fraternidade de 2026 reforça a urgência de políticas públicas que enfrentem o problema de forma estrutural, promovendo justiça social e igualdade. A iniciativa da CNBB busca mobilizar a sociedade para reconhecer a moradia como um direito humano fundamental, cuja negação afeta milhões de pessoas no país.

A discussão também aponta para a necessidade de superar modelos que reproduzem exclusão, propondo caminhos que priorizem a dignidade e o bem-estar coletivo. Enquanto o déficit habitacional permanece como um dos maiores desafios nacionais, a campanha reacende o debate sobre como transformar essa realidade, conectando a luta por moradia a uma visão mais ampla de transformação social.

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Jader Filho: ‘2026 será marcado como o maior ano da história da habitação no País’ https://www.ocafezinho.com/2026/03/10/jader-filho2026-sera-marcado-como-o-maior-ano-da-historia-da-habitacao-no-pais/ https://www.ocafezinho.com/2026/03/10/jader-filho2026-sera-marcado-como-o-maior-ano-da-historia-da-habitacao-no-pais/#respond Tue, 10 Mar 2026 17:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=226917 Ministro das Cidades abriu o X Encontro do Fórum Norte e Nordeste da Indústria da Construção e destacou parcerias com o setor para reduzir o déficit habitacional no Brasil. Evento reúne especialistas e empresários em Belém

O ministro das Cidades, Jader Filho, afirmou que 2026 deve ser o maior ano da história da habitação no Brasil, impulsionado pelos avanços do programa Minha Casa, Minha Vida. Jader participou da abertura do X Encontro do Fórum Norte e Nordeste da Indústria da Construção (FNNIC), em Belém (PA), com autoridades, empresários e especialistas para discutir o futuro das políticas habitacionais e do desenvolvimento urbano no País.

Segundo o ministro, o estado do Pará já supera a meta estabelecida para 2026 na utilização de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) destinados ao programa. Dados do Ministério das Cidades mostram que, somente em janeiro deste ano, o estado já registrou 8% de utilização da reserva financeira e superou a meta de participação estabelecida.

“O Norte tinha uma meta de 9% de utilização de recursos do FGTS no Minha Casa Minha Vida. Começamos com 1,3% no ano de 2023 e chegamos agora, já no mês de janeiro, a 8% de utilização desses recursos na região Norte. O Pará já bateu a sua meta”, destacou o ministro.

Durante a abertura do evento, Jader Filho afirmou ainda que os recordes históricos do programa — como a contratação de 2 milhões de moradias em todo o Brasil desde 2023 — só foram possíveis a partir de mudanças nas regras do financiamento, que ajudaram a ampliar o acesso das famílias à casa própria. Entre as medidas adotadas estão a redução das taxas de juros e o aumento do valor do cheque de entrada do programa.

Segundo o ministro, 41% dos financiamentos registrados no Minha Casa, Minha Vida são de famílias com renda de até R$ 2.850. No Pará, o programa já chegou a 138 dos 144 municípios.

“Nós elevamos, primeiramente, o valor do cheque que o Minha Casa Minha Vida dá às famílias para que elas possam pagar a entrada dos seus empreendimentos. Chegamos a R$ 55 mil, que é o maior valor já concedido às famílias que fazem o financiamento. Também fizemos a redução da taxa de juros, a menor taxa da história dos programas habitacionais deste país. Na região Norte e Nordeste, a taxa é de 4% e, nas demais regiões, de 4,25%, o que fez com que mais famílias entrassem no programa e realizassem o sonho da casa própria. Agora fizemos uma nova alteração que ampliou de R$ 55 mil para R$ 65 mil o valor da entrada, trazendo ainda mais famílias para dentro do programa”, afirmou.

Avanço

Na avaliação do ministro, o país vive atualmente o maior ciclo de contratação habitacional dos últimos anos.

“Começamos com cerca de 1.300 financiamentos do Minha Casa Minha Vida. Em 2025, chegamos a 8 mil. E a previsão é chegar, em 2026, a 18 mil casas contratadas somente no estado do Pará. São 18 mil famílias que vão realizar esse sonho. Isso significa que 2026 será maior do que 2023, 2024 e 2025. 2026 será o maior ano da habitação da história deste país”, afirmou.

Regularização Fundiária

Outro destaque anunciado durante o evento é o avanço da regularização fundiária em Belém. De acordo com o ministro, duas ações conjuntas estão sendo realizadas para garantir segurança jurídica às famílias que vivem em áreas urbanas da capital paraense.

“É o processo de regularização fundiária conduzido pelo Ministério das Cidades, com a destinação de recursos para a parte cartorária e toda a etapa de legalização, e o Governo Federal entra com a destinação do terreno. São 35 mil famílias que vão receber o título de propriedade em definitivo, garantindo também a regularização desses terrenos”, explicou.

Diálogo com o setor

Pela primeira vez em Belém, o encontro do Fórum Norte e Nordeste da Indústria da Construção reúne representantes do governo federal, instituições financeiras, empresários e especialistas do setor para discutir caminhos para o desenvolvimento urbano e a ampliação da política habitacional no país.

“O Fórum Norte e Nordeste da Indústria da Construção tem o compromisso de contribuir com soluções concretas para o desenvolvimento das cidades brasileiras. Reunir governo federal, instituições financeiras, estados e municípios permite alinhar políticas públicas, ampliar investimentos e fortalecer programas”, afirmou o presidente do FNNIC, Marcos Holanda.

Segundo o ministro Jader Filho, o diálogo permanente com o setor da construção civil tem sido fundamental para aprimorar as políticas públicas de habitação.

“Isso é fruto da escuta e da parceria que temos construído com o Fórum Norte e Nordeste. Foi a partir desse trabalho conjunto, com a dedicação dos profissionais do Ministério das Cidades e com o apoio da Caixa Econômica Federal, das entidades, das construtoras e dos trabalhadores da construção civil, que conseguimos alcançar esses resultados. Já temos pessoas morando em suas casas próprias e cerca de 1,8 milhão de moradias em construção em todo o Brasil”, destacou.

Publicado originalmente pela Agência Gov em 09/03/2026

Por Ministério das Cidades

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Com mais moradias, Lula celebra 2 milhões de contratações do Minha Casa, Minha Vida https://www.ocafezinho.com/2026/01/23/com-mais-moradias-lula-celebra-2-milhoes-de-contratacoes-do-minha-casa-minha-vida/ https://www.ocafezinho.com/2026/01/23/com-mais-moradias-lula-celebra-2-milhoes-de-contratacoes-do-minha-casa-minha-vida/#respond Fri, 23 Jan 2026 17:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=224941 Ao inaugurar 1.337 novas moradias em Alagoas, presidente comemora também superação da meta estipulada na recriação do programa, em 2023

O presidente Lula participa, nesta sexta-feira (23), em Maceió (AL), da celebração do marco de 2 milhões de moradias contratadas pelo Minha Casa, Minha Vida (MCMV) desde 2023.

A meta foi alcançada em dezembro de 2025, um ano antes do que o Governo do Brasil havia estabelecido.

Serão entregues também 1.337 moradias do programa, por meio do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR). As unidades estão localizadas nos empreendimentos Dr. Pedro Teixeira Duarte I e II, Parque da Lagoa e Diana Simon Duarte.

O MCMV completa três anos desde sua retomada com resultados históricos e uma profunda transformação no papel da política habitacional brasileira.

Instituído novamente em 2023, o programa consolidou um marco legal moderno, ampliou o acesso à moradia digna, fortaleceu a sustentabilidade urbana e recolocou a habitação no centro da agenda de desenvolvimento social do país.

Até 2025, em todo o Brasil, foram 2,11 milhões de moradias contratadas e viabilizadas por meio de investimento do Governo do Brasil de R$ 317,78 bilhões.

MCMV em Alagoas

Alagoas já conta com 36.318 unidades habitacionais contratadas, resultado de um investimento federal de R$ 4,6 bilhões.

Retomada

Criado em março de 2009 pelo presidente Lula, o Minha Casa, Minha Vida foi retomado nesta gestão, quando foi a MP Nº 1.162 foi convertida na Lei nº 14.620, de 13 de julho de 2023, com adoção de novas práticas para a política pública.

Considerando todas as suas modalidades, o programa já impactou diretamente 85% das cidades brasileiras, ou 4.764 municípios, em todas as regiões do país.

Novas faixas

Desde a retomada, o Governo do Brasil ampliou o apoio às famílias em situação de vulnerabilidade socioeconômica e deu prioridade a famílias com renda de até R$ 2.850 (Faixa 1), com subsídio de até 95% do valor da unidade.

A Faixa 2 vai de R$ 2.850,01 a R$$ 4.700 e a Faixa 3 de R$ 4.700,01 a R$ 8.600.

Em 2025, o programa criou a Faixa Classe Média (de R$ 8.600,01 a R$ 12.000). Com esse pacote, a política movimenta a cadeia produtiva da construção civil e gera milhares de empregos.

Beneficiados

A contratação de 2,1 milhões de unidades habitacionais contempla 8,4 milhões de pessoas nas cinco regiões. No Sudeste, 3,48 milhões de pessoas de diferentes faixas de renda serão beneficiadas. No Nordeste, 2,22 milhões. No Sul, o programa impacta 1,38 milhão de pessoas. No Centro-Oeste, 925 mil pessoas e 431 mil na região Norte.

Regiões

Em número de unidades contratadas, o Sudeste se destaca, com 870,5 mil entre 2023 e 2025 e R$ 144,7 bilhões em investimentos. Em seguida aparece o Nordeste, com 557,3 mil unidades e R$ 68,6 bilhões, seguido por Sul (347,2 mil unidades e R$ 56,5 bilhões), Centro-Oeste (231,4 mil unidades e R$ 34,7 bilhões) e Norte (107,8 mil unidades e R$ 13,09 bilhões).

Com informações da Agência Gov em 23/01/2026

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Minha Casa Minha Vida superou metas, com investimentos de R$ 180 bilhões https://www.ocafezinho.com/2026/01/15/minha-casa-minha-vida-superou-metas-com-investimentos-de-r-180-bilhoes/ https://www.ocafezinho.com/2026/01/15/minha-casa-minha-vida-superou-metas-com-investimentos-de-r-180-bilhoes/#respond Thu, 15 Jan 2026 17:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=224572 Em 2025, foram contratadas cerca de 880 mil moradias em todas as faixas. O movimento impulsionou a construção civil e proporcionou a criação de três milhões de empregos

O Programa Minha Casa Minha Vida superou as metas em 2025, com investimentos de R$ 180 bilhões e a criação da Faixa 4 – para famílias com renda até R$ 12.000 . No ano passado, foram contratadas cerca de 880 mil moradias em todas as faixas. O movimento impulsionou a construção civil e proporcionou a criação de 3 milhões de empregos. O cenário de milhares de canteiros de obras se espalhou pelo país.

De norte a sul, governo, empresas e trabalhadores arregaçam as mangas e o trabalho flui. Tudo para tirar o atraso da falta de moradias. E quem nunca sonhou com a casa própria? Muitos já conseguiram realizar esse sonho.

A copeira Antônia da Silva conseguiu com Minha Casa Minha Vida e está feliz.

“Tem hospital aqui perto, é mais seguro, aqui é condomínio, né? E eu me sinto mais segura aqui com meus filhos, mais conforto, colégio perto”, comemorou.

Ao fechar o balanço de 2025, o Minha Casa Minha Vida não é mais só um projeto de tijolo e argamassa. Se transformou em um programa de aprovação popular. E quem participou sabe da transformação que teve na vida.

“Eu morava no que era dos meus pais, né? Aí acabou que a gente pensou mais no futuro, mais na frente, o futuro dos nossos filhos. Acabou que a gente decidiu em comprar um apartamento. A gente aproveitou o programa do governo, Minha Casa Minha Vida, e eu tinha um pouco de economia. Aí acabamos que demos uma entrada, ganhamos o subsídio do governo, que facilitou mais e acabou que os juros também estavam mais de conta e aí deu tudo certo”, afirmou o porteiro Vandeilton Pereira.

O governo, além de superar metas, redesenhou o que significa morar bem no Brasil. A grande virada de chave dessa nova fase foi entender que o sonho da casa própria não tem apenas uma cara. Enquanto o coração do programa continua batendo forte para as famílias das faixas 1 e 2, onde foram contratadas mais de 660 mil casas, surgiu uma novidade que mexeu com o mercado, a faixa 4.

“Criamos o Minha Casa Minha Vida Classe Média, para as famílias de renda acima de R$ 8 mil até R$ 12 mil. Ao todo, a partir do lançamento do Minha Casa Minha Vida Classe Média, em junho do ano passado, já foram realizados mais de 30 mil financiamentos habitacionais, especificamente para essa faixa. Agora a gente precisa somar isso também com a faixa 3, porque é uma faixa de renda que é muito fluida, com 190 mil financiamentos habitacionais feitos”, destacou o secretário nacional de Habitação do Ministério das Cidades, Augusto Rabelo.

Adaptação climática

O programa Minha Casa Minha Vida de 2025 também olhou para o futuro e na esteira da COP 30, as casas agora vão ser pensadas em meio a mudança do clima, com materiais que não derretem sob o sol, estratégia para redução na carga térmica e a colocação de muito mais árvores nas calçadas.

A inovação se reflete até na forma de ocupar as cidades. “Nós temos também um convênio com o Ministério da Gestão e com a Secretaria de Patrimônio da União, para que imóveis da União também possam ser utilizados para construção habitacional. Então, a partir daquilo que a União tem de imóveis em grandes centros, com também a possibilidade do retrofit, a gente tem atuado e dialogado com os poderes públicos locais para um avanço nessa frente”, disse o secretário.

Mais empregos

Em todo o país, a construção civil criou muitos empregos, batendo a marca de 3 milhões de trabalhadores com carteira assinada. O programa Minha Casa Minha Vida é uma resposta ao déficit habitacional no país, e também aquece a economia do país.

“Cada milhão investido na construção civil gera 13 empregos diretos e indiretos. Então, nós temos hoje, realmente, se você olhar a composição da geração de empregos no Brasil, a construção civil vem muito forte. E eu diria mais: além da geração de empregos, você gera um efeito em cadeia econômico na cidade. Investimento em habitação, ele traz a necessidade de investimentos em infraestrutura, ele traz a necessidade de serviços públicos, de comércio”, explicou Augusto Rabelo.

E se 2025 foi o ano da consolidação, 2026 promete ser o ano da aceleração. Com o orçamento do FGTS já garantido da ordem de R$ 144,5 bilhões, o teto do desconto que o governo dará para a compra do imóvel vai subir para R$ 65 mil.

E os valores dos imóveis financiáveis serão reajustados, chegando a R$ 270 mil nas metrópoles. Com essas medidas, o governo do Brasil espera contratar um total de 3 milhões de unidades habitacionais até o fim de 2026. Com o cenário de canteiros de obras se espalhando pelo país, paredes estão sendo erguidas e sustentando o futuro de milhares de brasileiros que terão o endereço para chamar de seu.

“Uma aluguel útil ficaria mais caro do que você pagava por uma prestação de uma casa própria. Minha vida mudou depois que eu consegui comprar minha casa”, diz o porteiro Vandeilton.

Publicado originalmente pela Agência Gov em 14/01/2026

Por Canal Gov

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Dois em cada três habitantes de favela moram em vias sem árvores https://www.ocafezinho.com/2025/12/05/dois-em-cada-tres-habitantes-de-favela-moram-em-vias-sem-arvores/ https://www.ocafezinho.com/2025/12/05/dois-em-cada-tres-habitantes-de-favela-moram-em-vias-sem-arvores/#respond Fri, 05 Dec 2025 15:03:48 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=222595 Mais de 10 milhões de pessoas, cerca de 60% dos moradores das favelas e comunidades urbanas, viviam em trechos de vias sem árvores. Fora das comunidades, condição recua para 31%

Em favelas e comunidades urbanas do país, 64,6% dos moradores (10,4 milhões de pessoas) viviam em trechos de vias sem árvores, enquanto 35,4% (5,7 milhões de pessoas) moravam em trechos de vias com arborização. Em locais fora de favelas e comunidades urbanas, 69,0% dos moradores viviam em trechos de vias com arborização. A diferença é grande também quando analisados trechos com 5 árvores ou mais: 10,5% dos moradores de favelas e comunidades urbanas viviam em vias com essa arborização, enquanto 33,5% dos moradores de fora de favelas e comunidades urbanas viviam em ambientes com essa característica.

Os dados são do Censo Demográfico 2022: Favelas e Comunidades Urbanas: Características urbanísticas do entorno dos domicílios divulgado hoje (5) pelo IBGE. A pesquisa abrange 16,2 milhões de pessoas residentes em 12,3 mil favelas e comunidades urbanas em 656 municípios do país. As comparações são restritas a municípios com favelas e comunidades urbanas. Os resultados são acessíveis via Sidra e Plataforma Geográfica Interativa (PGI).

A pesquisa trouxe, também, dados sobre a distribuição dos moradores em relação à arborização de acordo com cor ou raça da população que residia nas favelas e comunidades urbanas. Entre os moradores que se declaravam de cor ou raça preta, 68,0% viviam em trechos sem árvores, enquanto 9,4% dessa população viviam em trechos com 5 ou mais árvores. Já 64,4% das pessoas de cor ou raça parda moravam em trechos sem arborização e 10,4% em locais com 5 ou mais árvores. O percentual de moradores de cor ou raça branca que viviam em trechos sem árvores era de 63,2% e 11,4% residiam em locais com 5 ou mais árvores.

“Não há variações expressivas, mas vale destacar que o percentual de pessoas que se declararam de cor ou raça preta e residiam em trechos de vias sem árvores era 4,8 pontos mais alto que o percentual de pessoas que se declararam de cor ou raça branca e residiam em vias com essa característica. Em relação à presença de árvores, o IBGE classificou a informação em três categorias: ‘1 ou 2 árvores’, ‘3 ou 4 árvores’ e ‘5 ou mais árvores’. Em todas elas, o percentual foi ligeiramente mais baixo para a população preta, indicando possível desigualdade em relação a esse quesito no conjunto desses territórios”, pontua Larissa Catalá, Chefe do Setor de Suporte a Favelas e Comunidades Urbanas.

Considerando o tamanho populacional de favelas e comunidades urbanas, aquelas com menor número de moradores apresentaram maior percentual de residentes em trechos de vias com arborização. Em favelas e comunidades urbanas com até 250 moradores, 45,9% da população residia em trechos de vias com árvores. Esse percentual diminui gradativamente, até atingir os menores valores nas favelas e comunidades urbanas com 5.000 a 10.000 moradores (31,7%) e naquelas com mais de 10.000 moradores (31,8%).

Entre as 20 maiores favelas e comunidades urbanas do país em número de residentes, a Sol Nascente, em Brasília (DF), foi a única com mais de 70% dos moradores vivendo em trechos de vias com arborização (70,7%). Todas as outras apresentavam menos de 60%, sendo as com menor proporção de moradores vivendo em trechos de vias com árvores: Rio das Pedras – Rio de Janeiro (RJ), com 3,5%; Cidade de Deus/Alfredo Nascimento, em Manaus (AM), com 12,0%; Paraisópolis, em São Paulo (SP), com 12,0%; Rocinha, no Rio de Janeiro (RJ), com 12,3%; e Heliópolis, em São Paulo (SP), com 18,0%.

Entre os estados, 13 apresentaram menos de 40,0% de seus moradores em favelas e comunidades urbanas residindo em trechos de vias com arborização. Entre eles: Santa Catarina (22,9%), Bahia (25,3%), Pernambuco (25,6%), Alagoas (26,4%) e Rio de Janeiro (28,4%). Por outro lado, um estado da Região Norte e todos da Região Centro-Oeste, além do Distrito Federal, tinham mais de 60,0% de seus moradores em favelas e comunidades urbanas residindo em vias com a presença de árvores: Tocantins (80,1%), Mato Grosso do Sul (76,9%), Distrito Federal (69,1%), Mato Grosso (69,0%) e Goiás (64,3%). Em todos os estados havia um percentual menor de moradores em favelas e comunidades urbanas em trechos de vias com arborização em relação aos moradores que não viviam em favelas e comunidades urbanas.

Considerando as grandes concentrações urbanas em que havia baixo percentual de moradores em trechos de vias com arborização em favelas e comunidades urbanas, destacam-se Florianópolis/SC (17,5%), Salvador/BA (21,2%), Recife/PE (24,7%), Maceió/AL (25,3%), Belo Horizonte/MG (26,5%) e Rio de Janeiro/RJ (26,5%). Quatro grandes concentrações urbanas apresentaram uma diferença entre o percentual de moradores em trechos de vias fora e dentro de favelas e comunidades urbanas com arborização maior que 40 pontos: Belo Horizonte/MG (76,1% contra 26,5%), Rio de Janeiro/RJ (70,0% contra 26,5%), Porto Alegre/RS (83,2% contra 40,8%) e São Paulo/SP (70,5% contra 29,9%).

Vias com calçada mostram disparidade entre dentro e fora das favelas

Enquanto fora das favelas e comunidades urbanas do país, 89,3% dos moradores viviam em trechos de vias com calçada ou passeio, o percentual cai para 53,9% dos moradores que viviam nesses territórios.

Roraima foi o único estado que apresentou percentual abaixo de 75% de moradores que residiam em trechos de vias com calçada ou passeio fora de favelas e comunidades urbanas: 63,6%. Dentro dessas áreas, somente três estados apresentaram percentual superior a 75% de moradores residindo em trechos de vias com calçada ou passeio: Maranhão (76,2%), Sergipe (83,2%) e Piauí (84,0%). Em todos os estados havia um percentual menor de moradores em favelas e comunidades urbanas em trechos de vias com calçadas ou passeio em relação aos moradores que não viviam nessas áreas.

Entre as 20 maiores favelas e comunidades urbanas em população residente, 3 apresentaram mais de 90% de seus moradores vivendo em vias com a presença de calçada ou passeio: Cidade Olímpica, em São Luís (MA), Zumbi dos Palmares/Nova Luz, em Manaus (AM), e Vila São Pedro, em São Bernardo do Campo (SP), com percentuais iguais a 99,3%, 94,1% e 90,3% respectivamente. Já Rocinha, no Rio de Janeiro (RJ), Pernambués, em Salvador (BA), e Paraisópolis, em São Paulo (SP), apresentaram os percentuais mais baixos para esse quesito, 12,1%, 16,8% e 22,7%, respectivamente.

As grandes concentrações urbanas que apresentaram as maiores diferenças entre os percentuais de moradores em vias com calçada e passeio para fora e dentro de favelas e comunidades urbanas foram Campo Grande/MS (80,0% contra 6,2%), Florianópolis/SC (84,1% contra 28,3%) e São José dos Campos/SP (95,4% contra 33,8%).

Quanto maior o tamanho da população das favelas e comunidades urbanas, o percentual de moradores que viviam em vias com calçada ou passeio aumenta. Em áreas com até 250 moradores, 47,3% viviam em vias com calçada. Esse percentual aumenta gradativamente até atingir 61,4% nas favelas e comunidades urbanas com mais de 10.000 moradores.

Maioria dos idosos em favelas e comunidades urbanas residia em vias com obstáculo em calçadas

A pesquisa revelou que dentro de favelas e comunidades urbanas, apenas 3,8% dos moradores viviam em trechos de vias com calçadas sem obstáculos no país. O número é quase 6 vezes menor que o percentual fora dessas áreas: 22,4%. Aproximadamente 15,5 milhões de pessoas residiam em domicílios localizados em trechos de vias sem calçada ou com calçada com obstáculo nas favelas e comunidades urbanas.

O levantamento também aponta que em todas as grandes regiões, o percentual de moradores com mais de 60 anos que viviam em trechos de vias com calçada sem obstáculos foi maior nas áreas fora de favelas e comunidades urbanas do que dentro dessas áreas. “Nas cinco grandes regiões, menos de 15% dos moradores de favelas e comunidades urbanas com 60 anos ou mais viviam em trechos de vias com calçada sem obstáculo, revelando um cenário bastante desfavorável que impacta diretamente a mobilidade e a segurança da parcela mais envelhecida da população nessas áreas”, destaca Filipe Borsani, chefe do Setor de Pesquisas Territoriais.

Os estados com as maiores diferenças entre os percentuais de moradores em trechos de vias com calçadas sem obstáculos, comparando fora e dentro das favelas e comunidades urbanas, foram o Rio Grande do Sul (32,8% contra 5,0%) e o Mato Grosso do Sul (29,2% contra 1,4%). Já o estado com a menor diferença entre essas áreas foi o Acre (6,5% contra 3,2%). Ressalta-se que, neste caso, a diferença foi menor devido ao percentual encontrado ser baixo também para fora das Favelas e Comunidades Urbanas: 6,5%.

Em relação às grandes concentrações urbanas, a pesquisa mostra que essa qualidade urbanística não está relacionada à grande região na qual elas estão localizadas. Os maiores percentuais de moradores em favelas e comunidades urbanas residindo em trechos de vias com calçadas sem obstáculos, entre as grandes concentrações urbanas, foram encontrados em todas as regiões do país: Curitiba/PR (9,6%), Sorocaba/SP (8,7%), Natal/RN (7,8%), Goiânia/GO (6,0%) e Belém/PA (5,3%). A Baixada Santista (SP) foi a concentração urbana com a maior diferença entre os percentuais para fora e dentro das favelas e comunidades urbanas, com 45,9% contra 6,0%.

Nas favelas e comunidades urbanas com até 250 pessoas, o percentual de moradores em trechos de vias com calçadas sem obstáculos atingiu o maior valor (4,4%) e, conforme aumenta a população nesses locais, o percentual diminuiu ou se manteve, até alcançar o menor valor nas favelas e comunidades urbanas com 10.000 moradores ou mais (3,5%), com exceção daquelas com mais de 5.000 a 10.000 moradores, com 3,9%.

A análise das 20 maiores favelas e comunidades urbanas em 2022 em população mostrou que 5 delas apresentaram o percentual de moradores vivendo em trechos de vias com calçadas sem obstáculos superior ao observado para o conjunto de favelas e comunidades urbanas do país (3,8%). O destaque foi a Baixadas do Condor, em Belém (PA), com o maior valor (11%). Por outro lado, Rocinha e Rio das Pedras, no Rio de Janeiro (RJ), foram as que tiveram os percentuais mais baixos (0,1% e 0,3%, respectivamente).

Mais de 95% dos moradores de favelas vivem em vias sem rampa para cadeirantes

Cerca de 15,7 milhões de moradores de favelas e comunidades urbanas viviam em trechos de vias sem rampa para cadeirantes na calçada, um percentual de 97,6%. Os moradores que viviam em trechos de vias com a presença da estrutura representavam 2,4% do total (391.024 pessoas). Já nas áreas fora de favelas e comunidades urbanas, 18,5% dos moradores viviam em trechos de vias com existência de rampa para cadeirantes na calçada.

Entre os estados, o destaque foi o Mato Grosso do Sul, onde apenas 2,0% dos moradores de favelas e comunidades urbanas residiam em trechos de vias com rampa para cadeirantes na calçada, enquanto fora desses locais o percentual chegava a 49,0%. Roraima tinha 14,7% de seus moradores em favelas e comunidades urbanas residindo em trechos de vias com rampa para cadeirantes na calçada, seguido por Paraná (10,8%), Mato Grosso (8,7%) e Tocantins (8,0%). Por outro lado, os estados que apresentaram os menores percentuais referentes à existência dessa estrutura em favelas e comunidades urbanas foram Pernambuco (0,9%), Santa Catarina (1,0%), Amazonas (1,4%), Rio de Janeiro (1,4%) e Rondônia (1,4%).

Entre as grandes concentrações urbanas, havia baixo percentual de moradores em trechos de vias com rampa para cadeirantes na calçada em favelas e comunidades urbanas em Campo Grande/MS (0,8%), São José dos Campos/SP (0,9%), Recife/PE (1,0%), Sorocaba/SP (1,1%) e São Paulo/SP (1,2%).

O tamanho populacional das favelas e comunidades urbanas não mostrou uma relação com o percentual de moradores em trechos de vias com rampa para cadeirantes na calçada. Tanto em favelas e comunidades urbanas com até 250 moradores como aquelas com mais de 5.000 moradores e menos de 10.000 apresentaram percentuais próximos de moradores com essa estrutura em trechos de vias (3,0% e 3,2%, respectivamente). As favelas e comunidades urbanas com população entre 2.500 e 5.000 moradores foram as que apresentaram o menor percentual (2,1%).

A análise das 20 maiores favelas e comunidades urbanas mostra que todas apresentaram percentuais baixos de moradores em trechos de vias com rampa para cadeirantes na calçada. Vila São Pedro, em São Bernardo do Campo (SP), tinha o maior percentual (7,4%), seguida por Coroadinho, em São Luís (MA), com 4,2%, e Sol Nascente, em Brasília (DF), com 3,9%. Por outro lado, aquelas que apresentaram os menores percentuais foram Rocinha, no Rio de Janeiro (RJ), com 0,0%, Grande Vitória, em Manaus (AM), com 0,0%, Paraisópolis, em São Paulo (SP), com 0,1%, e Pernambués, em Salvador (BA), com 0,1%.

A pesquisa também fez um levantamento do percentual de estabelecimentos de ensino e de saúde, dentro e fora de favelas e comunidades urbanas, situados em trechos de vias com presença de calçada com rampa para cadeirantes.

Os estabelecimentos de ensino em favelas e comunidades urbanas possuíam baixa presença desse elemento urbanístico nos trechos de vias em que estavam localizados, enquanto fora dessas áreas os percentuais observados foram superiores. Destaque para três regiões: Nordeste (8,8% contra 24,8%), Sul (22,7% contra 50,6%) e Centro-Oeste (30,8% contra 52,4%).

Os estabelecimentos de saúde apresentaram também grandes desigualdades quanto à presença do quesito nos trechos de vias em que estavam situados, comparando dentro e fora das favelas e comunidades urbanas. Destaque para Sul (27,6% contra 69,0%) e Centro-Oeste (15,6% contra 66,8%).

Menos de 1% dos moradores de favelas vive em vias sinalizadas para bicicletas

Em 2022, 0,9% dos moradores de favelas e comunidades urbanas vivia em trechos de vias sinalizados para bicicleta, totalizando 150.810 pessoas no país. Mais de 16 milhões residiam em trechos de vias sem essa característica nesses locais. Fora de favelas e comunidades urbanas, o percentual também era baixo, com 2,7% dos moradores encontrando essa infraestrutura urbana.

Entre as unidades da federação, todas apresentaram uma maior proporção de moradores em trechos de vias sinalizados para bicicleta fora das favelas e comunidades urbanas em comparação com moradores dessas áreas. As maiores discrepâncias estavam em Santa Catarina (7,2% contra 0,5%), no Amapá (4,6% contra 0,5%) e no Distrito Federal (4,4% contra 0,5%). Ceará e Pará apresentaram a maior proporção de moradores em trechos de vias sinalizados para bicicletas em favelas e comunidades urbanas, ambos com 2,2%. Roraima e Mato Grosso do Sul marcaram ambos 0,0% dentro das favelas e comunidades urbanas, mas fora tinham 1,6% e 1,4%, respectivamente, de moradores em trechos de vias sinalizados para bicicleta.

Entre as 20 maiores favelas e comunidades urbanas em população residente, Rio das Pedras, no Rio de Janeiro (RJ), e Colônia Terra Nova, em Manaus (AM), não apresentavam, em 2022, nenhum morador residindo em vias sinalizadas para bicicleta. Outras duas favelas e comunidades urbanas tinham mais de 4,0% dos moradores em trechos com essa infraestrutura urbana: Baixadas da Condor (6,6%) e Baixadas da Estrada Nova Jurunas (4,5%), ambas em Belém (PA).

Entre as grandes concentrações urbanas, os menores percentuais de moradores em trechos de vias sinalizadas para bicicleta nas favelas e comunidades urbanas foram observados em Campo Grande/MS (0,0%), São José dos Campos/SP (0,1%), Cuiabá/MT (0,1%) e Natal/RN (0,4%). As grandes concentrações urbanas com maiores discrepâncias foram Florianópolis/SC (7,9% contra 0,6%), Baixada Santista/SP (5,5% contra 1,2%) e Fortaleza/CE (6,3% contra 2,5%).

Considerando o tamanho populacional, o maior percentual de moradores em trechos de vias sinalizadas para bicicleta foi observado na menor e na maior classe de tamanho das favelas e comunidades urbanas (até 250 moradores e mais de 10.000 moradores, respectivamente) – ambas com 1,3%. O menor percentual (0,8%) esteve presente nas classes de 500 a 1.000 moradores e 5.000 a 10.000 moradores.

Destaques

  • Em favelas e comunidades urbanas, 35,4% dos moradores viviam em trechos de vias arborizadas. Fora dessas áreas, a proporção era de 69,0%.
  • Entre os moradores de favelas e comunidades urbanas que se declaravam de cor ou raça preta, 68,0% viviam em trechos de vias sem árvores, enquanto 9,4% dessa população viviam em trechos com 5 ou mais árvores.
  • Entre as 20 maiores favelas e comunidades urbanas do país, 2 tinham menos de 20% dos moradores vivendo em vias com calçada: Rocinha, no Rio de Janeiro (RJ), e Pernambués, em Salvador (BA).
  • Dentro de favelas e comunidades urbanas no país, apenas 3,8% dos moradores viviam em trechos de vias com calçadas sem obstáculos, enquanto fora dessas áreas, esse percentual foi de 22,4%.
  • Mais de 95% dos moradores de favelas e comunidades urbanas viviam em trechos de vias sem rampa para cadeirantes.
  • Menos de 1% dos moradores de favelas vivia em vias sinalizadas para bicicletas.

Publicado originalmente pela Agência de Notícias IBGE em 05/12/2025

Por Sabrina Pirrho

Arte: Claudia Ferreira

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Quase 20% dos moradores de favelas viviam em ruas sem acesso a carros, ônibus e caminhões https://www.ocafezinho.com/2025/12/05/quase-20-dos-moradores-de-favelas-viviam-em-ruas-sem-acesso-a-carros-onibus-e-caminhoes/ https://www.ocafezinho.com/2025/12/05/quase-20-dos-moradores-de-favelas-viviam-em-ruas-sem-acesso-a-carros-onibus-e-caminhoes/#respond Fri, 05 Dec 2025 14:07:57 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=222581 Mais de 3 milhões de pessoas moravam em trechos sem acesso para veículos de médio e grande porte

O país tinha 19,2% da população em favelas e comunidades urbanas morando em vias acessíveis apenas por moto, bicicleta ou a pé em 2022. Essa proporção representa 3,1 milhões de habitantes em trechos sem acesso para carros, caminhões, ônibus e veículos de transporte de carga. Fora dessas comunidades, apenas 1,4% da população convivia com essa situação. Nesses locais, ambulâncias também tinham o acesso restrito, por exemplo.

Os dados, divulgados hoje (5) pelo IBGE, são da publicação Censo 2022: Favelas e Comunidades Urbanas – Características urbanísticas do entorno dos domicílios. A pesquisa abrange 16,2 milhões de pessoas residentes em 12,3 mil favelas e comunidades urbanas em 656 municípios do país. As comparações são restritas a municípios com favelas e comunidades urbanas. Os resultados são acessíveis via Sidra e Plataforma Geográfica Interativa (PGI).

O IBGE considerou como limitação de capacidade a largura da via e existência de fiação que impede a circulação de veículos

Entre as 20 favelas mais populosas, Rocinha e Rio das Pedras, ambas no Rio de Janeiro (RJ), e Paraisópolis, em São Paulo (SP), tiveram os mais altos percentuais de moradores vivendo em trechos de vias com capacidade máxima de circulação por moto, bicicleta ou pedestre: 81,9%, 71,5% e 59,2% respectivamente.

A pesquisa mostra também que 62,0% (10,0 milhões) dos moradores de favelas viviam em trechos de vias com capacidade máxima de circulação por caminhão, ônibus e veículos de transporte de carga, enquanto fora desses territórios, o percentual era de 93,4%. Já a proporção da população que morava em trechos de vias com capacidade máxima para carro ou van foi de 18,8% (3,0 milhões) em favelas e de 5,3% nas demais áreas da cidade.

Uma questão intrinsicamente relacionada à capacidade de circulação das vias é o destino do lixo dos domicílios. “Para que o lixo seja coletado diretamente por serviço de limpeza, é esperado que os domicílios se localizem em trechos de vias com capacidade máxima de circulação por caminhão, ônibus e veículos de transporte de carga”, explica o chefe do Setor de Pesquisas Territoriais do IBGE, Filipe Borsani.

No país, entre os habitantes que viviam em trechos de vias de favelas com capacidade máxima de circulação para caminhão, ônibus e veículos de transporte de carga, 86,6% (8,7 milhões) tinham coleta no domicílio por serviço de limpeza, enquanto 11,1% (1,1 milhão) tinham lixo depositado em caçamba. Fora desses territórios, os percentuais encontrados foram de 92,4% e 7,0%.

As favelas do Centro-Oeste tinham o menor percentual de moradores em trechos de vias com capacidade máxima de circulação para caminhão, ônibus e veículos de transporte de carga e com coleta no domicílio por serviço de limpeza (76,8%), enquanto 19,1% tinham lixo depositado em caçamba e 4,1% possuíam outro destino para o lixo. Fora desses territórios, os percentuais foram de 94,6%, 5,0% e 0,4%, respectivamente.

Quanto aos moradores que residiam em trechos de vias com capacidade máxima de circulação para moto, bicicleta ou pedestre, o Sudeste teve a maior disparidade. Enquanto nas favelas menos da metade (48,6%) dos moradores que viviam em ruas acessíveis apenas a veículos de menor porte tinham lixo coletado diretamente por serviço de limpeza, nas áreas externas a esses territórios, o percentual saltou para 73,3%.

Mais de 20% da população em favelas residia em trechos sem pavimentação

Em 2022, 78,3% dos moradores de favelas viviam em trechos de vias pavimentados, totalizando 12,7 milhões de pessoas, enquanto 21,7% (3,5 milhões) residiam em trechos sem pavimentação. Fora desses territórios, 91,8% dos habitantes viviam em trechos de vias pavimentados.

Quase todos os estados tinham percentual menor de moradores em favelas em trechos de vias pavimentados em relação aos moradores que não viviam nesses territórios. As maiores diferenças foram observadas no Distrito Federal (47,8% contra 98,1%), Tocantins (42,4% contra 92,7%), Mato Grosso do Sul (14,6% contra 79,2%) e Roraima (21,8% contra 95,1%). A exceção foi a Bahia (92,1% contra 89,7%)

Entre grandes concentrações urbanas, Campo Grande/MS (12,3%) tinha o menor percentual de moradores em trechos de vias pavimentados nas favelas, onde a diferença em relação às pessoas que não residiam nesses territórios (76,5%) foi a maior (64,2 pontos percentuais). Em São José dos Campos/SP (44,1%), Cuiabá/MT (47,0%) e Brasília/DF (47,5%) menos de 50,0% dos moradores em favelas residiam em trechos de vias pavimentados. Em valores absolutos, destaque para São Paulo/SP, onde havia 396 mil moradores em favelas em trechos de vias sem pavimentação, seguido por Recife/PE (345 mil), Belém/PA (255 mil) e Rio de Janeiro/RJ (233 mil).

No país, 67,3% (8,5 milhões) das pessoas que viviam em trechos de vias pavimentados em favelas tinham esgotamento sanitário (por rede geral, rede pluvial ou fossa séptica ou fossa filtro ligada à rede). Essa proporção sobre para 83,3% fora de favelas.

A Região Norte apresentou os percentuais mais baixos de pessoas que viviam em domicílios com esgotamento sanitário (por rede geral, rede pluvial ou fossa séptica ou fossa filtro ligada à rede) em trechos de vias pavimentados tanto dentro (40,2%) quanto fora (43,6%) de favelas. Já o Sudeste teve os maiores percentuais de moradores em lares com essas duas infraestruturas, tanto dentro (82,8%), quanto fora (94,7%) desses territórios.

“O esgotamento sanitário e a pavimentação da via são dois elementos interdependentes no planejamento urbano. A pavimentação de uma via sem uma rede de esgoto adequada pode mascarar a falta de saneamento básico local e, por vezes, até piorar a situação do sistema de drenagem pluvial. Inversamente, a existência de rede de esgoto sem a pavimentação da via reduz a sua eficácia, uma vez que a pavimentação funciona como elemento de direcionamento das águas e serve como proteção física ao sistema de esgotamento sanitário”, avalia a chefe do Setor de Suporte a Favelas e Comunidades Urbanas do IBGE, Larissa Catala.

Menos da metade (45,4%) dos moradores de favelas viviam em trechos de vias com bueiro ou boca de lobo

Menos da metade (45,4%) dos moradores de favelas viviam em trechos de vias com bueiro ou boca de lobo, totalizando 7,3 milhões de pessoas, enquanto 54,6% (8,8 milhões) viviam em trechos sem a presença dessa infraestrutura. Já nas áreas fora de favelas, a proporção sobe para 61,8% de habitantes que viviam em trechos de vias com esse equipamento.

Ao considerar as 20 favelas e comunidades urbanas mais populosas, ressalta-se a Cidade Olímpica, em São Luís (MA), com apenas 16,3% de seus moradores em trechos de vias com bueiro ou boca de lobo, seguida por Coroadinho (17,0%), também em São Luís (MA), Rocinha (25,5%), no Rio de Janeiro (RJ) e Chafik/Macuco (27,9%), em Mauá (SP). Entre as favelas com o maior percentual de moradores residentes em vias com essa estrutura, destaque para Baixadas do Condor (90,2%) e Baixadas da Estrada Nova Jurunas (77,9%), localizadas em Belém (PA), e Zumbi dos Palmares/Nova Luz (77,3%), em Manaus (AM).

As regiões Centro-Oeste (27,9%) e Nordeste (34,9%) tiveram os menores percentuais de moradores de favelas em vias com a presença de bueiro ou boca de lobo, com 11 dos 13 estados com proporção inferior a 40%, sendo que os mais baixos foram observados no Mato Grosso do Sul (6,0%) e Piauí (13,5%). No Norte (51,4%), Amapá (12,6%) e Roraima (19,3%) tiveram os menores percentuais em favelas, com as maiores diferenças em relação aos moradores fora desses territórios (50,3% e 54,4%, respectivamente). Por outro lado, 8 das 27 unidades da federação possuíam mais de 50% de seus moradores de favelas em trechos de vias com a presença de bueiro ou boca de lobo, com destaque para Sergipe (62,5%), Santa Catarina (61,8%), Espírito Santo (59,2%) e Rio de Janeiro (58,9%).

Nas grandes concentrações urbanas, houve baixo percentual de moradores em vias com bueiro ou boca de lobo nas favelas de Campo Grande/MS (7,0%), Teresina/PI (13,4%), São Luís/MA (25,8%) e Brasília/DF (26,2%). Já a diferença entre o percentual de moradores em trechos de vias com bueiro ou boca de lobo dentro e fora desses territórios foi mais acentuada em Campo Grande/MS (7,0% contra 54,4%) e Porto Alegre/RS (44,1% contra 86,1%).

Em valores absolutos, cabe destacar que em São Paulo/SP havia 1,6 milhão de moradores de favelas em trechos de vias sem bueiro ou boca de lobo, seguido por Rio de Janeiro/RJ (694.764), Recife/PE (626.292) e Salvador/BA (607.608), o que indica a carência deste tipo de infraestrutura urbana nestes territórios, assim como a desigualdade em relação as demais áreas das cidades.

Iluminação pública era presente em trechos de via de 91,1% dos moradores de favelas

Nove em cada dez moradores (91,1%) de favelas viviam em trechos de via com iluminação pública, totalizando 14,7 milhões de pessoas, enquanto 8,9% (1,4 milhão) viviam em trechos sem iluminação pública. Nas áreas fora desses territórios, a proporção de pessoas que moravam em trechos de via com esse equipamento urbano é maior (98,5%).

Nas 20 maiores favelas e comunidades urbanas em número de residentes, destaque para a Rocinha – Rio de Janeiro (RJ), que apresentava pouco mais da metade (54,3%) dos seus moradores em trechos de vias com iluminação pública, seguida por Paraisópolis – São Paulo (SP) (66,9%) e Rio das Pedras – Rio de Janeiro (RJ) (89,6%). As demais favelas do top 20 apresentaram percentuais superiores a 90,0%.

Mato Grosso do Sul (51,4%), Amapá (71,6%), Roraima (72,1%) e Distrito Federal (73,1%) apresentaram menos de 75,0% de seus moradores de favelas em trechos de vias com iluminação pública. Por outro lado, 9 estados tinham mais de 95% de seus moradores de favelas em trechos de vias com iluminação pública, com destaque para Maranhão (97,9%) e Ceará, Rio Grande do Norte e Espírito Santo, todos com 97,6%. Em todos os estados, porém, havia um percentual menor de moradores de favelas em trechos de vias com iluminação pública em relação àqueles que não viviam nesses territórios. As maiores discrepâncias estavam no Mato Grosso do Sul (51,4% contra 99,4%), Roraima (72,1% contra 98,8%), Amapá (71,6% contra 96,6%) e no Distrito Federal (73,1% contra 95,4%).

Entre as grandes concentrações urbanas, Campo Grande/MS (48,0%), Sorocaba/SP (68,5%), Brasília/DF (75,9%) e Porto Alegre/RS (80,3%) tiveram os menores percentuais de moradores em trechos de vias com iluminação pública nas favelas. Em valores absolutos, São Paulo/SP tinha 437.765 moradores de favelas em trechos de vias sem iluminação pública, seguida por Rio de Janeiro/RJ (161 mil) e Manaus (85 mil), indicando a carência deste tipo de infraestrutura urbana nesses territórios.

Somente 5,2% dos moradores de favelas viviam em trechos de via com ponto de ônibus ou van

Apenas 5,2% (835.936 pessoas) dos moradores de favelas viviam em trechos de vias com ponto de ônibus ou van. Fora dessas áreas, a proporção de pessoas com disponibilidade dessa infraestrutura urbana no seu trecho de via era mais que o dobro (12,1%).

“Ponto de ônibus ou van é um dos quesitos investigados nesta pesquisa que não precisam estar em todos os trechos de via. Não há necessidade de haver um ponto de ônibus a cada duas esquinas, por exemplo”, diz o chefe do Setor de Pesquisas Territoriais do IBGE, Filipe Borsani.

Entre as 20 favelas e comunidades urbanas mais habitadas, Rio das Pedras – Rio de Janeiro (RJ) e Pernambués – Salvador (BA) tinham apenas 1,9% de seus moradores residindo em trechos de vias com ponto de ônibus ou van. Já Vila São Pedro – São Bernardo do Campo (SP) (12,3%), Colônia Terra Nova – Manaus (AM) (11,2%), Zumbi dos Palmares/Nova Luz – Manaus (AM) (10,6%) e Chafik / Macuco – Mauá (SP) (10,2%) possuíam mais de 10% dos seus moradores nessa condição.

O percentual de moradores em trechos de vias com ponto de ônibus ou van em favelas foi maior do que fora dessas áreas no Tocantins (3,7% contra 2,9%), Acre (9,7% contra 9,1%), Amazonas (5,2% contra 5,0%) e Maranhão (5,6% contra 5,4%). Nos demais estados, a relação foi inversa, com destaque para Minas Gerais (7,9% contra 17,8%), Rio Grande do Sul (7,9% contra 17,6%), São Paulo (6,3% contra 15,2%) e Paraná (5,4% contra 14,2%).

Entre as grandes concentrações urbanas, as maiores diferenças entre dentro e fora das favelas estão localizadas nas Regiões Sul e Sudeste: Porto Alegre/RS (6,4% contra 19,7%), Belo Horizonte/MG (6,6% contra 18,9%), Florianópolis/SC (7,6% contra 19,1%), Curitiba/PR (5,7% contra 16,5%) e São Paulo/SP (6,2% contra 16,5%).

Destaques

  • O país tinha 3,1 milhões de pessoas morando em vias de favelas e comunidades urbanas acessíveis apenas por moto, bicicleta ou a pé em 2022, representando 19,2% do total da população nesses territórios. Fora dessas áreas, apenas 1,4% da população convivia com essa situação.
  • Em 2022, 78,3% (12,7 milhões) dos moradores de favelas viviam em trechos de vias pavimentados, enquanto 21,7% (3,5 milhões) residiam em trechos sem pavimentação. Fora desses territórios, 91,8% dos habitantes viviam em trechos de vias pavimentados.
  • Menos da metade (45,4%) dos moradores de favelas viviam em trechos de vias com bueiro ou boca de lobo, totalizando 7,3 milhões de pessoas, enquanto 54,6% (8,8 milhões) viviam em trechos sem a presença dessa infraestrutura. Nas áreas fora de favelas, a proporção de pessoas com esse equipamento sobe para 61,8%.
  • Nove em cada dez moradores (91,1%) de favelas viviam em trechos de via com iluminação pública, totalizando 14,7 milhões de pessoas, enquanto 8,9% (1,4 milhões) viviam em trechos sem iluminação pública. Nas áreas fora desses territórios, a proporção de pessoas com esse equipamento urbano chegou a 98,5%.
  • Apenas 5,2% (836 mil) dos moradores de favelas viviam em trechos de vias com ponto de ônibus ou van. Fora dessas áreas, a proporção de pessoas com disponibilidade dessa infraestrutura urbana era mais que o dobro (12,1%).

Publicado originalmente pela Agência de Notícias IBGE em 05/12/2025

Por Pedro Renaux

Arte: Claudia Ferreira e Licia Rubinstein

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Lula e o Reforma Casa Brasil: ‘Olhar do Estado para quem não interessa ao mercado’ https://www.ocafezinho.com/2025/10/30/lula-e-o-reforma-casa-brasil-olhar-do-estado-para-quem-nao-interessa-ao-mercado/ https://www.ocafezinho.com/2025/10/30/lula-e-o-reforma-casa-brasil-olhar-do-estado-para-quem-nao-interessa-ao-mercado/#respond Thu, 30 Oct 2025 21:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=220163 Com R$ 40 bilhões em crédito, governo pretende melhorar as condições de moradia, estimular o setor da construção civil e valorizar o patrimônio das famílias

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou o Programa Reforma Casa Brasil, que vai facilitar o acesso ao crédito para reformas, ampliações e adequações de moradias em todo o país. A nova política habitacional, desenvolvida pelos ministérios das Cidades e da Fazenda, em parceria com a Caixa, tem como objetivo assegurar o direito à moradia digna, promover inclusão social e urbana e movimentar a economia local, com geração de emprego e renda na cadeia da construção.

Segundo Lula, o programa busca resolver um dos problemas mais sérios do povo brasileiro. “Porque nem todo mundo quer comprar uma casa nova, nem todo mundo precisa comprar uma casa nova. Às vezes, o cara tem uma casinha que ele construiu 30 anos atrás e ele não quer mudar da vila que ele mora, não quer mudar do bairro que mora, mas está caindo o telhado. Às vezes, ele tem uma lojinha em que precisa fazer um banheiro novo para atender os clientes, um balcão novo”, explicou.

“Se a gente não olhar para essa gente, quem é que vai olhar? Um dos papéis mais importantes do Estado é olhar para aquelas pessoas que o mercado não tem interesse de olhar”, completou o presidente. Nesse contexto, Lula ressaltou que governa para toda a população brasileira, mas com especial atenção às pessoas mais necessitadas.

“Estou muito orgulhoso porque estou cumprindo uma das minhas profissões de fé: fazer com que todas as pessoas desse país possam ser beneficiadas com as políticas de inclusão social”, destacou Lula.

Mais Dignidade

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacou as oportunidades geradas pelo Reforma Casa Brasil. “A pessoa vai fazer uma laje, um piso, vai rebocar e azulejar uma parede, vai pintar, vai fazer um cômodo novo, um banheiro novo. Essas coisas podem parecer pequenas, mas para quem está com uma casa ainda por fazer, uma casa por recuperar, esses R$ 30 mil ou R$ 20 mil vão ser muito importantes para a dignidade da vida dessa família”, disse.

Avanço

“Nós estamos chegando, nesse momento, a 1,85 milhão de novos contratos do Minha Casa, Minha Vida, sendo que nós temos hoje mais de 1,1 milhão de casas sendo construídas no Brasil”, relatou o ministro das Cidades, Jader Filho. Ele acrescentou que o governo vai além da construção de novas moradias. “Faltava exatamente o atendimento à questão da reforma. E, por isso, nós fizemos a criação desse novo programa, o Reforma Casa Brasil, que vai atender tanto às famílias das classes mais baixas quanto às famílias de classe média”, explicou.

Como Funciona

O programa terá R$ 30 bilhões do Fundo Social, voltados a famílias com renda de até R$ 9.600. A Caixa também vai separar R$ 10 bilhões do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) para rendas superiores a esse limite — totalizando R$ 40 bilhões em crédito.

15% do PIB

O presidente da Caixa, Carlos Vieira, enfatizou a importância das novas iniciativas habitacionais lançadas pelo Governo do Brasil. “Nós temos certeza absoluta que as medidas que foram anunciadas na semana anterior [novo modelo de crédito habitacional], juntamente com essas medidas, levarão o crédito imobiliário a ter, pelo menos nos próximos três, quatro anos, 15% do PIB nacional”, assinalou.

Perfil

O Reforma Casa Brasil atende inicialmente moradores de áreas urbanas em capitais, municípios com mais de 300 mil habitantes, ou que façam parte de arranjos populacionais com esse porte. O crédito é voltado principalmente para uso residencial, mas pode contemplar imóveis de uso misto.

Dignidade

O representante do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto, Eduardo Borges da Silva, exaltou o avanço que o Reforma Casa Brasil representa para a população. “É motivo de muito orgulho para a gente estar aqui hoje no lançamento de mais um programa que traz dignidade para o povo, principalmente para aqueles que mais necessitam. Inclusive, boa parte das pessoas que serão beneficiadas por esse programa estão aqui hoje e vão poder reformar suas casas que, outrora, conquistaram com muita luta”, disse, durante a cerimônia.

Valores

As famílias poderão financiar valores a partir de R$ 5 mil (nas modalidades voltadas às faixas 1 e 2), com prazo de pagamento de até 60 meses. Os recursos podem ser usados para compra de materiais, pagamento de mão de obra e serviços técnicos, como projetos e acompanhamento de obras. A operação será simplificada e digital, iniciando pelo site da Caixa ou aplicativo do banco, a partir de 3 de novembro. O valor das parcelas será limitado a 25% da renda familiar. Cada família poderá ter apenas uma operação ativa por vez.

As taxas de juros variam conforme a faixa de renda mensal das famílias:

  • Faixa 1: renda de até R$ 3.200, juros a partir de 1,17% ao mês
  • Faixa 2: renda entre R$ 3.200,01 e R$ 9.600, juros de 1,95% ao mês
  • Acima de R$ 9.600: condições estabelecidas pela CAIXA

Para famílias com renda acima de R$ 9,6 mil, as condições serão estabelecidas pela Caixa, contemplando valores de financiamento a partir de R$ 30 mil, prazo de pagamento até 180 meses e taxa de acordo com o valor do crédito.

Impactos

Com a iniciativa, o Governo do Brasil pretende melhorar as condições de moradia, estimular o setor da construção civil e valorizar o patrimônio das famílias. Cada reforma representa um impulso direto na economia, com geração de empregos locais e fortalecimento de pequenos comércios e prestadores de serviço. Além de promover segurança habitacional e bem-estar, o programa contribui para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU, reforçando o compromisso do Brasil com moradia adequada, segura e sustentável para todos.

Crédito Habitacional

O lançamento do Reforma Casa Brasil complementa o novo modelo de crédito imobiliário anunciado pelo presidente Lula em 10 de outubro, que modernizou o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) e ampliou o acesso ao crédito habitacional, fortalecendo a classe média e o setor da construção civil. As mudanças tornam o sistema mais eficiente e sustentável e maximizam o uso da poupança como fonte de financiamento.

Eficiente e Sustentável

Até então, 65% dos depósitos da poupança tinham obrigatoriamente de ser aplicados pelos bancos em crédito imobiliário, 20% eram recolhidos compulsoriamente pelo Banco Central e 15% tinham livre aplicação. A partir das mudanças, a poupança será maximizada como fonte de financiamento, com um modelo mais eficiente e sustentável, no qual o volume de depósitos determinará o montante de crédito habitacional disponível.

Transição Gradual

A transição para esse novo modelo será gradual e terá plena vigência a partir de janeiro de 2027. Até lá, permanece o direcionamento obrigatório de 65% dos recursos captados na poupança para o crédito habitacional. O percentual será reduzido de forma escalonada, acompanhando a redução dos depósitos compulsórios no Banco Central e a incorporação de novas modalidades de captação, como Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs).

Publicado originalmente pela Agência Gov

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Reforma Casa Brasil: ‘Todos poderão acessar o crédito para fazer a obra’ https://www.ocafezinho.com/2025/10/22/reforma-casa-brasil-todos-poderao-acessar-o-credito-para-fazer-a-obra/ https://www.ocafezinho.com/2025/10/22/reforma-casa-brasil-todos-poderao-acessar-o-credito-para-fazer-a-obra/#respond Wed, 22 Oct 2025 13:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=219645 Ministro das Cidades, Jader Filho, explica funcionamento do programa, que vai ter disponível R$ 40 bilhões em crédito com juros mais baixos a partir de 3 de novembro

O programa Reforma Casa Brasil, lançado na segunda-feira (20/10), é mais uma das ações do Governo do Brasil para reduzir o déficit habitacional no país. Foi o que afirmou o ministro das Cidades, Jader Filho, durante o programa Bom Dia, Ministro desta terça-feira (21/10), transmitido pelo Canal Gov, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

“Nós voltamos com o Minha Casa, Minha Vida, que atende as famílias que querem realizar o sonho da casa própria. Nós temos hoje cerca de 1 milhão e 100 mil casas em obra, gerando emprego, gerando renda e daqui a pouco realizando esse sonho de todos os brasileiros, que é o sonho da casa própria”.

“Mas quando a gente fala de déficit habitacional, tem famílias que não querem uma casa. O que elas querem é poder reformar sua casa, construir um banheiro, fazer um cômodo novo, rebocar a sua parede, e a gente vinha trabalhando nisso, a pedido do presidente Lula, e agora nós conseguimos colocar ele em ação”, disse o ministro

Jader Filho explicou como vai funcionar o Reforma Casa Brasil. Desenvolvido pelos ministérios das Cidades e da Fazenda, em parceria com a Caixa Econômica Federal, o programa terá R$ 30 bilhões do Fundo Social em linhas de crédito, voltadas a famílias com renda de até R$ 9.600. A Caixa também vai separar R$ 10 bilhões do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) para rendas superiores a esse limite — totalizando R$ 40 bilhões em crédito.

O crédito é voltado principalmente para uso residencial, mas pode contemplar imóveis de uso misto. Os recursos podem ser usados para compra de materiais, pagamento de mão de obra e serviços técnicos, como projetos e acompanhamento de obras. A operação será simplificada e digital, iniciando pelo site da Caixa ou aplicativo do banco, a partir de 3 de novembro.

“Todas as famílias que quiserem acessar o crédito terão direito a esse recurso. Não existe diferença. Todos os municípios do Brasil, todos os brasileiros poderão acessar o crédito para poder fazer a reforma das suas casas”, afirmou.

As famílias poderão financiar valores a partir de R$ 5 mil (nas modalidades voltadas às faixas 1 e 2), com prazo de pagamento de até 60 meses. Os recursos podem ser usados para compra de materiais, pagamento de mão de obra e serviços técnicos, como projetos e acompanhamento de obras. A operação será simplificada e digital, iniciando pelo site da Caixa ou aplicativo do banco, a partir de 3 de novembro. O valor das parcelas será limitado a 25% da renda familiar. Cada família poderá ter apenas uma operação ativa por vez.

“As famílias não precisam ir até a agência da Caixa. Se quiserem ir na agência pode ir também. Mas é bom lembrar que nós não temos agência da Caixa nos 5.570 municípios do Brasil. Então, para facilitar a vida das pessoas, elas podem fazer tudo por meio do aplicativo da Caixa”.

“Primeiro, a família apresenta qual é a obra que ela quer fazer, faz a simulação do seu crédito, tira uma foto daquela obra que ela quer fazer. Naquele momento que é aprovado o crédito e ela comprova qual é a obra que ela quer fazer, é liberado 90% do valor da obra. Ela faz a obra, executa e aí, depois que ela executar a obra, ela tira novamente a foto pra poder comprovar e são liberados os últimos 10%. Essas famílias podem financiar essa obra em até 60 meses e com isso ela vai poder fazer todas aquelas obras. Se ela quiser construir um banheiro novo na casa ou até um banheiro, daquelas casas que não tem banheiro, construir o banheiro. Se ela quer fazer um quarto novo para o filho ou para a filha, se ela quer pintar a casa dela, se ela quer melhorar o telhado, se ela quer melhorar a cozinha”, exemplificou.

As taxas de juros variam conforme a faixa de renda mensal das famílias:

  • Faixa 1: renda de até R$ 3.200 por mês, juros a partir de 1,17% ao mês, com crédito de R$ 5 mil até R$ 30 mil
  • Faixa 2: renda entre R$ 3.200,01 e R$ 9.600 por mês, juros de 1,95% ao mês, com crédito de R$ 5 mil e teto a partir da renda família
  • Renda acima de R$ 9.600 por mês: condições estabelecidas pela Caixa, com o teto de juros de até 1,95% ao mês, com crédito de R$ 30 mil até o teto de R$ 1,125 milhão

Para famílias com renda acima de R$ 9,6 mil, as condições serão estabelecidas pela Caixa, contemplando valores de financiamento a partir de R$ 30 mil, prazo de pagamento até 180 meses e taxa de acordo com o valor do crédito.

“Nós decidimos fazer da maneira mais desburocratizada possível, a partir do próprio site da Caixa, para que as famílias possam fazer a simulação. Aprovada a simulação, é depositado na conta da família e ela escolhe aonde ela quiser comprar e fazer a sua obra”, disse Jader Filho.

Emprego e renda

Durante o bate-papo com radialistas e jornalistas de várias regiões, Jader Filho ressaltou os impactos dos programas habitacionais na economia brasileira.

“No ano passado, o Minha Casa, Minha Vida, sozinho, foi responsável por 53% de todos os lançamentos imobiliários no Brasil. É o Minha Casa, Minha Vida que está fazendo isso, gerando emprego, gerando renda, colocando a nossa economia para mover. E para você entender a importância que isso tem na nossa economia, no ano passado o PIB do Brasil cresceu 3,6%. A construção civil cresceu 4,2%. Então a construção civil puxou a economia, ajudou no crescimento do PIB brasileiro, injetando recursos que vão, obviamente, ajudar e muito a nossa sociedade. Só para você ter ideia, só em financiamentos do Minha Casa, Minha Vida, estão previstos para o ano de 2025 cerca de R$ 145 bilhões. E no ano que vem, a nossa previsão é que a gente chegue a R$ 160 bilhões injetados”.

“Se nós somarmos a esses novos investimentos agora do Reforma Casa Brasil, são mais R$ 40 bilhões, que vão o quê? Ajudar a indústria do material de construção, aquela indústria que produz a lajota, aquela olaria que produz o tijolo, a telha, as indústrias que produzem cimento. Mas não só as indústrias. Vai movimentar também a lojinha que vende esse material de construção. Vai ajudar porque vai ter mais oportunidades aos pedreiros, aos carpinteiros, aos ferreiros. Porque essas famílias vão precisar contratar. É certo que às vezes as famílias nas nossas periferias trabalham em mutirão, mas em outros casos, quem vai fazer a obra é o pedreiro, é o carpinteiro, é o mestre de obras. Então com isso tudo a gente vai mexer toda essa cadeia, a partir não só do Minha Casa, Minha Vida, mas com essa nova opção, que é o Reforma Casa Brasil, que vai injetar mais R$ 40 bilhões de reais na economia brasileira, na economia dos municípios, dos estados. E com isso a gente vai fazendo o nosso Brasil avançar e crescer”, explicou o ministro.

Publicado originalmente pela Agência Gov em 21/10/2025

Por Eduardo Biagini

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Lula lança Programa Reforma Casa Brasil, com crédito facilitado https://www.ocafezinho.com/2025/10/21/lula-lanca-programa-reforma-casa-brasil-com-credito-facilitado/ https://www.ocafezinho.com/2025/10/21/lula-lanca-programa-reforma-casa-brasil-com-credito-facilitado/#comments Tue, 21 Oct 2025 10:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=219584 1 Comentário 🔥]]> A nova política habitacional, desenvolvida pelos ministérios das Cidades e da Fazenda, em parceria com a Caixa, tem como objetivo assegurar o direito à moradia digna e promover emprego e renda

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lança nesta segunda-feira (20/10) o Programa Reforma Casa Brasil, que vai facilitar o acesso ao crédito para reformas, ampliações e adequações de moradias em todo o país.

A nova política habitacional, desenvolvida pelos ministérios das Cidades e da Fazenda, em parceria com a Caixa, tem como objetivo assegurar o direito à moradia digna, promover inclusão social e urbana e movimentar a economia local, com geração de emprego e renda na cadeia da construção.

O Reforma Casa Brasil é voltado a famílias que já têm imóvel, mas enfrentam problemas estruturais ou de adequação, como telhados danificados, pisos comprometidos, instalações elétricas e hidráulicas precárias, falta de acessibilidade ou necessidade de ampliação.

Como funciona

O programa terá R$ 30 bilhões do Fundo Social, voltados a famílias com renda de até R$ 9.600. A Caixa também vai separar R$ 10 bilhões do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) para rendas superiores a esse limite — totalizando R$ 40 bilhões em crédito.

Perfil

O Reforma Casa Brasil atende inicialmente moradores de áreas urbanas em capitais, municípios com mais de 300 mil habitantes, ou que façam parte de arranjos populacionais com esse porte. O crédito é voltado principalmente para uso residencial, mas pode contemplar imóveis de uso misto.

Valores

As famílias poderão financiar valores a partir de R$ 5 mil (nas modalidades voltadas às faixas 1 e 2), com prazo de pagamento de até 60 meses. Os recursos podem ser usados para compra de materiais, pagamento de mão de obra e serviços técnicos, como projetos e acompanhamento de obras. A operação será simplificada e digital, iniciando pelo site da Caixa ou aplicativo do banco, a partir de 3 de novembro.

O valor das parcelas será limitado a 25% da renda familiar. Cada família poderá ter apenas uma operação ativa por vez.

As taxas de juros variam conforme a faixa de renda mensal das famílias:

  • Faixa 1: renda de até R$ 3.200, juros a partir de 1,17% ao mês
  • Faixa 2: renda entre R$ 3.200,01 e R$ 9.600, juros de 1,95% ao mês
  • Acima de R$ 9.600: condições estabelecidas pela CAIXA

Para famílias com renda acima de R$ 9,6 mil, as condições serão estabelecidas pela Caixa, contemplando valores de financiamento a partir de R$ 30 mil, prazo de pagamento até 180 meses e taxa de acordo com o valor do crédito.

Impactos

Com a iniciativa, o Governo Federal pretende melhorar as condições de moradia, estimular o setor da construção civil e valorizar o patrimônio das famílias. Cada reforma representa um impulso direto na economia, com geração de empregos locais e fortalecimento de pequenos comércios e prestadores de serviço. Além de promover segurança habitacional e bem-estar, o programa contribui para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU, reforçando o compromisso do Brasil com moradia adequada, segura e sustentável para todos.

Crédito habitacional

O lançamento do Reforma Casa Brasil complementa o novo modelo de crédito imobiliário anunciado pelo presidente Lula em 10 de outubro, que modernizou o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) e ampliou o acesso ao crédito habitacional, fortalecendo a classe média e o setor da construção civil. As mudanças tornam o sistema mais eficiente e sustentável e maximizam o uso da poupança como fonte de financiamento.

Eficiente e sustentável

Até então, 65% dos depósitos da poupança tinham obrigatoriamente de ser aplicados pelos bancos em crédito imobiliário, 20% eram recolhidos compulsoriamente pelo Banco Central e 15% tinham livre aplicação. A partir das mudanças, a poupança será maximizada como fonte de financiamento, com um modelo mais eficiente e sustentável, no qual o volume de depósitos determinará o montante de crédito habitacional disponível.

Transição

A transição para esse novo modelo será gradual e terá plena vigência a partir de janeiro de 2027. Até lá, permanece o direcionamento obrigatório de 65% dos recursos captados na poupança para o crédito habitacional. O percentual será reduzido de forma escalonada, acompanhando a redução dos depósitos compulsórios no Banco Central e a incorporação de novas modalidades de captação, como Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs).

Publicado originalmente pela Agência Gov em 20/10/2025

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Caixa deve financiar 80 mil novas moradias com programa habitacional que será anunciado por Lula https://www.ocafezinho.com/2025/10/09/caixa-deve-financiar-80-mil-novas-moradias-com-programa-habitacional-que-sera-anunciado-por-lula/ https://www.ocafezinho.com/2025/10/09/caixa-deve-financiar-80-mil-novas-moradias-com-programa-habitacional-que-sera-anunciado-por-lula/#respond Thu, 09 Oct 2025 20:17:06 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=218971 O ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho, afirmou nesta quinta-feira (9), em São Paulo, que a nova política habitacional do governo federal — que será anunciada nesta sexta-feira (10) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva — deve permitir que a Caixa Econômica Federal financie 80 mil novas moradias até 2026.

Segundo o governo, a medida faz parte de uma reforma estrutural no uso da poupança para impulsionar o crédito imobiliário, modernizando as regras do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). O objetivo é tornar o uso da poupança mais eficiente e ampliar o acesso ao financiamento da casa própria.

“A previsão é que só a Caixa Econômica Federal possa ter mais 80 mil novos financiamentos até 2026. Vamos começar isso imediatamente, agora. Então, só na Caixa estão previstos mais 80 mil novas habitações financiadas”, disse o ministro, durante o evento Incorpora 2025, que reuniu autoridades, executivos do setor e representantes de instituições financeiras.

Jader Barbalho Filho evitou antecipar detalhes sobre o modelo de crédito “para não furar o anúncio” de Lula, mas afirmou que o novo programa foi desenvolvido em parceria com a Caixa, o Ministério da Fazenda e o Banco Central. Ele destacou que a proposta tem foco especial nas famílias de classe média, com renda entre R$ 12 mil e R$ 20 mil, que hoje enfrentam dificuldade para acessar financiamentos.

“Nós temos em boa parte da nossa sociedade famílias que ganham mais ou menos entre R$ 12 mil e até R$ 20 mil e que estão hoje numa situação de não ter nenhuma fonte de financiamento ou apenas fontes de financiamento que nós temos hoje. Nós queremos ampliar isso”, afirmou o ministro.

Em entrevista posterior, ele reforçou a importância de atender essa faixa de renda:

“Aquelas famílias que vão de R$ 12 mil a R$ 20 mil estavam desatendidas. E isso, obviamente, nos incomodava profundamente. Antes da criação do programa Minha Casa, Minha Vida da classe média, esse problema ainda era maior porque as famílias acima de R$ 9,6 mil não eram atendidas. O que buscamos com essas alterações que vão ser anunciadas pelo presidente Lula é dar mais financiamento, mais recursos para que as famílias todas que queiram realizar o sonho da casa própria – e não só as das classes mais baixas – que se elas forem a uma instituição bancária, encontrem uma alternativa e um financiamento que caiba no seu bolso.”

O presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Luiz França, avaliou que o novo modelo deve impulsionar o mercado imobiliário, especialmente em um momento de queda nos depósitos da poupança.

“Não dá para ter uma expectativa em número de valores, mas o que o governo federal, junto com o Banco Central, está fazendo é uma fórmula muito inteligente de poder trazer mais recursos para o mercado, no momento em que todos estão vendo que há uma redução dos volumes da carteira de poupança. Então, isso vai fazer com que venha mais volume para o mercado. E vindo mais volume, naturalmente as pessoas vão ter acesso ao financiamento, e isso é o que nós precisamos para que tenham capacidade de adquirir seus imóveis. Então, isso vai em direção ao que é necessário para o mercado”, disse França.

A nova política será detalhada nesta sexta-feira, em cerimônia com o presidente Lula em São Paulo, e é considerada uma das principais apostas do governo para estimular o crédito e a construção civil nos próximos dois anos.

Fonte: Agência Brasil

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Inflação do aluguel sobe 0,36% em agosto, após três meses de queda https://www.ocafezinho.com/2025/08/28/inflacao-do-aluguel-sobe-036-em-agosto-apos-tres-meses-de-queda/ https://www.ocafezinho.com/2025/08/28/inflacao-do-aluguel-sobe-036-em-agosto-apos-tres-meses-de-queda/#respond Thu, 28 Aug 2025 20:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=216331 IGP-M acumula 3,03% em 12 meses, mostra FGV

Depois de três meses de queda, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), conhecido como “inflação do aluguel”, voltou a ficar positivo e fecha agosto em 0,36%. O dado foi divulgado nesta quinta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Em julho, o IGP-M tinha marcado -0,77%, seguindo dois meses de queda, maio (-0,49%) e junho (-1,67%).

Com o resultado de agosto, o índice acumula 3,03% nos últimos 12 meses. Nesta mesma época de 2024, o IGP-M mensal tinha sido de 0,29% e de 4,26% no acumulado de um ano. Em março de 2025, o indicador chegou a bater 8,58%.

A FGV leva em conta três componentes para apurar o IGP-M. O maior peso é o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a inflação sentida pelos produtores e responde por 60% do IGP-M cheio.

Componentes

Em agosto, o IPA subiu 0,43%, invertendo o comportamento de julho (-1,29%). As principais influências de alta vieram do minério de ferro (6,76%), da soja em grão (3,73%) e da banana (15,03%).

Outro componente do IGP-M é o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que responde por 30% do indicador. Em agosto, o IPC recuou 0,07%. Os itens que mais ajudaram a segurar os preços foram a passagem aérea, que caiu 8,56%, a tarifa de eletricidade residencial (-1,97%) e a gasolina (-0,85%).

O recuo do bilhete de avião pode ser explicado pelo fim do período escolar, quando há diminuição da procura. Em relação à conta de luz, o alívio veio por causa do Bônus de Itaipu ─ desconto na conta que beneficiou 80,8 milhões de consumidores.

Conforme adiantou a Agência Brasil, a bonificação compensou a bandeira tarifária vermelha 2, que adiciona R$ 7,87 na conta e luz a cada 100 Kwh consumidos.

O terceiro componente medido pela FGV é o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que subiu 0,70% no mês.

Inflação do aluguel

O IGP-M é conhecido como inflação do aluguel porque o acumulado de 12 meses costuma ser base para cálculo de reajuste anual de contratos imobiliários. Além disso, o indexador é utilizado para reajustar algumas tarifas públicas e serviços essenciais.

A FGV faz a coleta de preços em Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador. O período de levantamento do IGP-M foi 21 de julho a 20 de agosto.

Publicado originalmente pela Agência Brasil em 28/08/2025

Por Bruno de Freitas Moura – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro

Edição: Valéria Aguiar

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Parcela de famílias que pagam aluguel sobe 25% em 8 anos, mostra IBGE https://www.ocafezinho.com/2025/08/23/parcela-de-familias-que-pagam-aluguel-sobe-25-em-8-anos-mostra-ibge/ https://www.ocafezinho.com/2025/08/23/parcela-de-familias-que-pagam-aluguel-sobe-25-em-8-anos-mostra-ibge/#respond Sat, 23 Aug 2025 12:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=215936 De 2016 a 2024, diminui número de moradores em casa própria quitada

Apesar de a maioria dos brasileiros morar em casa própria já quitada, o país assistiu, nos últimos oito anos, crescer em 25% a proporção de famílias que pagam de aluguel. Ao mesmo tempo, a parcela de lares que podem ser chamados de “meu” diminuiu 8%.

Em 2016, quando o país tinha 66,7 milhões de domicílios, 12,3 milhões eram alugados, o que representa 18,4% dos lares. Em 2024, o Brasil tinha 77,3 milhões de residências, sendo 23% deles (7,8 milhões) alugados. Esse aumento de 4,6 pontos percentuais equivale a 25%.

Em relação à casa própria já paga, a proporção caiu de 66,8% para 61,6% no período. Em 2024, o país tinha 47,7 milhões de residências próprias.

A constatação faz parte de uma edição especial da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em número absoluto de moradores, os que pagavam aluguel passaram de 35 milhões para 46,5 milhões em oito anos. Já os que moravam em casa própria quitada diminuíram de 137,9 milhões para 132,8 milhões no período.

Concentração

De acordo com o analista da pesquisa, William Kratochwill, a evidência de que há mais pessoas pagando aluguel proporcionalmente é indício de concentração de riqueza.

“É uma concentração da posse de domicílios para um grupo menor”, diz. Segundo ele, o aumento da concentração é “algo histórico e social”.

“Se não se criam oportunidades para a população adquirir o seu imóvel, e a pessoa continua querendo ter sua independência, ter sua família, como faz isso se não consegue adquirir um bem? Ela tem que partir para o aluguel”, analisa.

O pesquisador, no entanto, reconhece que dados recentes, do próprio IBGE, mostram crescimento no rendimento dos brasileiros.

Ele acredita que, se for mantida a evolução por longo prazo, as pessoas terão mais condições para ter a casa própria. “As condições para as pessoas avançarem na compra de domicílios vai acontecer”, projeta.

Kratochwill pondera ainda que há casos de pessoas que “alugam seu próprio apartamento para morar em outro alugado”.

A Pnad identificou também que, em 2024, 6% dos domicílios eram próprios, mas ainda sendo pagos; 9,1%, cedidos; e 0,2% em “outra condição”.

Troca de casa por apartamento

O IBGE constatou que nos últimos anos, o brasileiro tem trocado casa por apartamento. Em 2016, 13,7% dos domicílios eram apartamentos. Oito anos depois, a proporção subiu para 15,3% dos 77,3 milhões de residências.

As casas ainda são imensa maioria, mas, em proporção, caíram de 86,1% para 84,5%.

Em 2024, eram 183,3 milhões de brasileiros morando em casas; e 28,2 milhões, em apartamentos.

Um dos pontos famosos de Brasília, projeto original de Lúcio Cost, a quadra modelo, localizada na SQS 308, foi fundada em 1962 e a intenção era que servisse de referência para outras superquadras do Plano Piloto.

Prédio residencial no Plano Piloto, área central de Brasília: segundo o IBGE, em 2024, 15,3% dos domicílios do país eram apartamentos | Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

De acordo com Kratochwill, a proporção crescente de brasileiros em apartamentos faz parte do processo de concentração urbana existente.

“As pessoas querem viver próximo ao seu trabalho, aos serviços, às benesses que o centro urbano produz. Como o espaço terra é limitado, a maneira que há de crescer é aumentar a produtividade da terra, ou seja, constrói vários imóveis um em cima do outro, são os apartamentos”, explica.

O pesquisador atribuiu também como um dos fatores da tendência o elemento “violência”.

“Às vezes, os condomínios buscam aumentar a segurança para os residentes, dando infraestrutura de lazer nesses empreendimentos. Então, tudo isso incentiva a construção de apartamentos em detrimento de casas.”

A Pnad identificou 0,2% dos lares sendo “habitação em casa de cômodo, cortiço ou cabeça de porco”, tanto em 2016 quanto em 2024.

População total

A edição especial da pesquisa identificou que o país tinha 211,9 milhões de habitantes em 2024. Quase metade (42%) dos moradores vivia na Região Sudeste em 2024. São Paulo é o estado com maior número de moradores, quase 46 milhões de pessoas, o que representa 22% da população do país.

Publicado originalmente pela Agência Brasil em 22/08/2025

Por Bruno de Freitas Moura – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro

Edição: Juliana Andrade

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Proporção de brasileiros que moram sozinhos cresce 52% em 12 anos https://www.ocafezinho.com/2025/08/23/proporcao-de-brasileiros-que-moram-sozinhos-cresce-52-em-12-anos/ https://www.ocafezinho.com/2025/08/23/proporcao-de-brasileiros-que-moram-sozinhos-cresce-52-em-12-anos/#respond Sat, 23 Aug 2025 10:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=215929 Um em cada cinco domicílios tem apenas um morador

A proporção de brasileiros que moram sozinhos saltou 52% no intervalo de 12 anos. Em 2024, 18,6% dos domicílios eram habitados por apenas uma pessoa, o que equivale a aproximadamente um em cada cinco. Em 2012, essa parcela era de 12,2%.

Em 2012, o Brasil tinha 61,2 milhões de endereços, sendo 7,5 milhões com um morador. Em 2024, eram 77,3 milhões de lares, sendo 14,4 milhões com apenas uma pessoa.

A constatação faz parte de uma edição especial da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O analista da pesquisa, William Kratochwill, aponta que o crescimento de residências com apenas um morador está associado ao envelhecimento da população. De acordo com a Pnad, em 12 anos, a parcela de pessoas com 65 anos ou mais de idade passou de 7,7% para 11,2%.

“Quarenta por cento das unidades unipessoais [com um único morador] no Brasil são ocupadas por pessoas de 60 anos ou mais”, informa.

“São aqueles que acabam ficando viúvos ou que viviam com família, e os filhos vão ter suas próprias famílias, e isso faz com que eles vão ficando cada vez mais sozinhos no sentido de residência”, completa Kratochwill.

Migração para trabalho

O pesquisador assinala que o mercado de trabalho também é um indutor para aumento de lares unipessoais.

“Nos grandes centros é mais comum as pessoas migrarem para trabalho, primeiro vão sozinhas para se estabelecer em um novo emprego”, diz.

A pesquisa detalha que, em quatro estados, a proporção de residências com apenas um morador supera 20%:

  • Rio de Janeiro: 22,6%
  • Rio Grande do Sul: 20,9%
  • Goiás: 20,2%
  • Minas Gerais: 20,1%

Na outra ponta, quatro estados do Norte e o Maranhão ficam abaixo de 14%:

  • Roraima: 14,7%
  • Pará: 14,6%
  • Amazonas: 14,1%
  • Amapá: 13,6%
  • Maranhão: 13,5%

Mulheres e homens

Entre os 14,4 milhões de pessoas que moravam sozinhas em 2024, a maioria era homem (55,1%); e 44,9%, mulheres.

Entre os homens, a maior parte (57,2%) fica na faixa etária de 30 a 59 anos. “Pode ser também a história da pessoa que se separa, e os filhos ficam normalmente com a mulher”, acredita. “Aqueles que arrumam uma nova ocupação no outro estado e vão primeiro se estabilizar para, quem sabe, depois levar a família, ou algo que seja considerado temporário de um ano ou dois anos”, complementa.

Entre as mulheres que moram sozinhas, a faixa etária predominante é a de mais de 60 anos, que abrange 55,5% desse universo feminino.

“São pessoas que já estão no final do ciclo da vida, com os filhos tendo as suas famílias, com o marido tendo falecido, então são as viúvas”, diz Kratochwill.

Outras formações

A Pnad identificou que os demais agrupamentos familiares perderam participação no perfil dos domicílios brasileiros.

O de maior expressão é o nuclear, formado pelo casal, com ou sem filhos (inclusive adotivos e de criação) ou enteados. O grupo inclui também as unidades domésticas monoparentais (pai ou mãe e filho). Em 2012, eram 68,4%; em 2024, 65,7%.

Também perderam espaço as composições estendidas (de 17,9% para 14,5%) e compostas (de 1,6% para 1,2%).

As estendidas são constituídas por uma pessoa responsável e pelo menos um parente, que não configure o modelo nuclear. Compostas são aquelas que possuem também uma pessoa sem parentesco, podendo ser agregado, pensionista, convivente ou empregado doméstico, segundo classifica o IBGE.

Perfil dos lares

A edição anual da pesquisa identificou que o país tinha 211,9 milhões de habitantes em 2024. As mulheres eram pouco mais da metade (51,2%), o que representa haver 95,2 homens para cada 100 mulheres no Brasil.

Conforme tendência adiantada pelo Censo 2022, os pardos superaram os brancos, alcançando 46,1% da população. Se declararam brancos 42,1% e pretos, 10,7%.

Quase metade (42%) dos moradores do país vivia na Região Sudeste em 2024. São Paulo é o estado com maior número de moradores, quase 46 milhões de habitantes, o que representa 22% da população do país.

Publicado originalmente pela Agência Brasil em 22/08/2025

Por Bruno de Freitas Moura – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro

Edição: Juliana Andrade

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Lula entrega mais de 1,8 mil moradias em cinco estados: “O que o povo quer é dignidade” https://www.ocafezinho.com/2025/08/01/lula-entrega-mais-de-18-mil-moradias-em-cinco-estados-o-que-o-povo-quer-e-dignidade/ https://www.ocafezinho.com/2025/08/01/lula-entrega-mais-de-18-mil-moradias-em-cinco-estados-o-que-o-povo-quer-e-dignidade/#respond Fri, 01 Aug 2025 22:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=214316 Mais de 7,5 mil pessoas foram beneficiadas com as chaves da casa própria, em empreendimentos localizados nos municípios de Pojuca e Paulo Afonso (BA), Horizonte (CE), Açailândia (MA), Teresina (PI) e Chapada de Areia (TO)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta sexta-feira, 1° de agosto, da cerimônia de entrega de 1.876 unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), em seis cidades de diferentes regiões do país. Mais de 7,5 mil pessoas foram beneficiadas com as chaves da casa própria, em empreendimentos localizados nos municípios de Pojuca e Paulo Afonso (BA), Horizonte (CE), Açailândia (MA), Teresina (PI) e Chapada de Areia (TO).

Durante a cerimônia, o presidente Lula destacou o compromisso do governo em garantir moradias dignas e com respeito às famílias brasileiras.

“Eu tive minha primeira casa em 1975, com mulher, cinco filhos, dois cachorros e uma sogra. Tinha só 33 metros quadrados. Desde então, eu dizia: custa fazer uma varandinha? Uma sacadinha? Custa apenas respeito ao povo. E agora estamos indo além: todos os novos conjuntos terão uma biblioteca, para que as crianças possam ter acesso ao que os pais muitas vezes não tiveram. O que o povo quer é dignidade, e não é porque é pobre que deve ser tratado como se não valesse nada”, afirmou o presidente.

O evento marcou a entrega do primeiro empreendimento do novo Minha Casa, Minha Vida viabilizado pelo Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), no município de Horizonte, no Ceará. O Residencial João Severo, com 32 moradias, atenderá 128 pessoas e será o primeiro a oferecer uma praça de leitura, espaço que será replicado nos novos projetos do programa. O investimento foi de R$ 4 milhões. Desde 2023, o Governo Federal já investiu R$ 2,4 bilhões em 19,7 mil moradias no estado.

O ministro das Cidades, Jader Filho, destacou que, só em 2024, o MCMV respondeu por mais de 50% dos lançamentos imobiliários no Brasil. Ele destacou ainda que o alcance nacional do programa habitacional impacta diretamente a vida de famílias de baixa renda, além de movimentar a economia local com geração de emprego e renda. “Essa entrega de hoje é uma entrega que simboliza o avanço que o programa tem tido desde o seu retorno à Presidência da República no seu terceiro mandato”, disse.

Na Bahia, mais de 3,4 mil moradores foram beneficiados. Os residenciais Everaldino Guimarães e Professor João Assis, em Pojuca, e o Residencial Francisco Chagas de Carvalho, em Paulo Afonso, somam mais de 1.100 unidades habitacionais com recursos do FAR. O investimento nos três empreendimentos passa de R$ 60 milhões. Desde a retomada do programa, o estado recebeu R$ 4,6 bilhões para a construção de 38,4 mil moradias.

Durante a cerimônia, ministros participaram ao vivo das cidades onde foram feitas as entregas. Eles reforçaram o papel do programa para o desenvolvimento social e econômico do país. “Estamos entregando dignidade às famílias”, afirmou o ministro do Esporte, André Fufuca, direto de Açailândia. De Teresina, o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, lembrou que as entregas representam um alívio no orçamento das famílias, ao eliminar o custo do aluguel, além de simbolizarem o compromisso de Lula com a redução da miséria. “Quando alguém sai do aluguel, ali também é um dinheirinho a mais que entra para a família e é assim que nós reduzimos a miséria, reduzindo a pobreza”, afirmou.

Em Açailândia, os residenciais Jardim Aulidia 4 e 5 concentram 744 casas, viabilizadas com cerca de R$ 76 milhões. No Piauí, 132 unidades foram entregues em Teresina por meio da modalidade Entidades/Fundo de Desenvolvimento Social (FDS), com R$ 24,8 milhões investidos. Já em Chapada de Areia (TO), 100 unidades habitacionais atenderão 400 pessoas da Faixa 1 do programa, com renda mensal de até R$ 2.850.

A beneficiária Valéria Gardênia, de Açailândia, resumiu o sentimento das famílias presentes. “Foi uma bênção. Muitos dias de oração e hoje recebo das mãos do presidente Lula a chave do meu sonho. Só tenho gratidão”, afirmou.

Simbolismo

O ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, que estava em Paulo Afonso, ressaltou que a semana foi simbólica para o governo: “Esta semana começou com o Brasil sabendo que saiu do mapa da fome. Ontem, o governo do presidente Lula teve a notícia de que nós tivemos o menor índice de desemprego da história desse país e, hoje, nós encerramos a semana fazendo entregas de unidades do Minha Casa, Minha Vida. O maior sonho de qualquer pessoa é ter saído do aluguel, ter a sua moradia própria.”

Ele enfatizou ainda o envolvimento direto de Lula com o programa: “Quem conhece o presidente Lula sabe a importância que ele dá a esse programa. Ele participa da elaboração, ele dá pitaco, ele bota gosto ruim, ele diz que quer melhor. Ele conhece essa realidade, ele é igual ao povo que está hoje aqui comemorando a chegada da casa própria.”

Da baiana Pojuca, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, por sua vez, destacou o papel do presidente na condução de políticas públicas com foco na população mais vulnerável. De acordo com ele, a entrega das moradias simboliza mais do que uma política habitacional — representa o resgate da dignidade e a reconstrução de sonhos. “Está todo mundo muito alegre e grato com o presidente Lula, que é, não tenho dúvida em dizer, o presidente mais humano, o presidente que tem paixão pelas pessoas que mais precisam e que transforma o ato de governar em um ato de cuidar de gente”, afirmou.

Publicado originalmente pela Agência Gov em 01/08/2025

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Inflação do aluguel fecha julho em -0,77%, 3º mês seguido de queda https://www.ocafezinho.com/2025/07/30/inflacao-do-aluguel-fecha-julho-em-077-3o-mes-seguido-de-queda/ https://www.ocafezinho.com/2025/07/30/inflacao-do-aluguel-fecha-julho-em-077-3o-mes-seguido-de-queda/#respond Wed, 30 Jul 2025 23:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=214068 Acumulado de 12 meses é o menor desde junho de 2024

O Índice Geral de Preços no Mercado (IGP-M), também conhecido como inflação do aluguel, fechou julho em -0,77%, marcando o terceiro mês seguido de deflação ─ quando os preços ficam, em média, mais baratos. Dos sete meses de 2025, esse foi o quarto com resultado negativo. Em junho, a queda foi 1,67%.

A última vez que o IGP-M apresentou sequência de mais de dois esses seguidos de deflação foi de abril a agosto de 2023. No acumulado de 12 meses, o IGP-M soma 2,96%, menor patamar desde junho de 2024 (2,45%). Em março de 2025, o indicador chegou a 8,58%, apontando, desde então, trajetória de queda. Em julho do ano passado, o índice tinha marcado 0,61%.

Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV).

A FGV leva em conta três componentes para apurar o IGP-M. O maior peso é o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a inflação sentida pelos produtores e responde por 60% do IGP-M cheio.

Em julho, o IPA apresentou deflação de 1,29%, puxado para baixo principalmente pelo café em grão (-22,52%), minério de ferro (-1,86%), milhão em grão (-7,54%) e batata-inglesa (-29,63%).

Outro componente do IGP-M é o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que responde por 30% do indicador. Em julho, o IPC subiu 0,27%. Os itens que mais pressionaram para cima foram a conta de luz (2,74%) e passagens aéreas (6,29%), que costumam ser mais procuradas em mês de férias escolares.

Em julho, assim como no mês anterior, a conta de energia teve a bandeira tarifária vermelha patamar 1, determinada pelo governo para custear usinas termelétricas em tempos de baixa nos reservatórios das hidrelétricas. A bandeira exerce cobrança adicional de R$ 4,46 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

O terceiro componente medido pela FGV é o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que subiu 0,91% no mês. Dentro do INCC, materiais, equipamentos e serviços subiram 0,86%, enquanto o custo da mão de obra ficou 0,99% mais alto.

Inflação do aluguel

O IGP-M é conhecido como inflação do aluguel porque o acumulado de 12 meses costuma ser base para cálculo de reajuste anual de contratos imobiliários. Além disso, o indexador é utilizado para reajustar algumas tarifas públicas e serviços essenciais.

A FGV faz a coleta de preços em Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador. O período de levantamento do IGP-M foi 21 de junho a 20 de julho.

Publicado originalmente pela Agência Brasil em 30/07/2025

Por Bruno de Freitas Moura – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro

Edição: Valéria Aguiar

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