IBGE - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/ibge/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Fri, 13 Mar 2026 15:19:19 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://controle.ocafezinho.com/wp-content/uploads/2015/10/cropped-Logo_Cafezinho_tmb-32x32.png IBGE - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/ibge/ 32 32 Conab projeta novo recorde na safra de soja https://www.ocafezinho.com/2026/03/13/estimativa-projeta-novo-recorde-na-safra-de-soja/ https://www.ocafezinho.com/2026/03/13/estimativa-projeta-novo-recorde-na-safra-de-soja/#respond Fri, 13 Mar 2026 14:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=227181 Produção de soja deve bater recorde em 2026

A produção de soja deve alcançar um recorde na série histórica. Mas essa não é a novidade. A estimativa de janeiro já apontava que 2026 superaria o resultado de outros anos. Porém, a projeção de fevereiro ajustou a previsão em mais 0,4%. Assim, o valor total estimado para a produção do grão foi para 173,3 milhões de toneladas no ano, ante 166,1 milhões de toneladas em 2025.

O dado é parte do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado mensalmente pelo IBGE. O resultado do estudo indicou alta de 4,3% na comparação do volume esperado para este ano com o resultado obtido em 2025. A estimativa aponta que a área cultivada de soja deve crescer 0,8% em 2026 e alcançar 48,2 milhões de hectares. O rendimento médio por hectare deve crescer 3,5% no comparativo com o ano anterior e atingir 3.600 kg/ha.

O gerente de Agricultura da pesquisa, Carlos Alfredo Guedes, explicou que o bom resultado tem relação com a recuperação da produção em alguns estados: “O Rio Grande do Sul, principalmente, foi muito prejudicado no ano passado por falta de chuvas e altas temperaturas. Essas condições climáticas também afetaram outros estados como norte do Paraná e sul do Mato Grosso do Sul.”

De acordo com o levantamento, o Paraná, com uma produção de 22,3 milhões de toneladas, deve ter o segundo maior volume colhido do país neste ano, com crescimento de 4,3% em relação ao volume de 2025. O Mato Grosso do Sul aguarda uma produção de 15,0 milhões de toneladas, crescimento de 14,0% sobre o total do ano passado. Já o Rio Grande do Sul estimou uma produção de 20,8 milhões de toneladas para este ano.

Maior produtor nacional da oleaginosa, o Mato Grosso estimou uma produção para 2026 de 48,5 milhões de toneladas, queda de 3,3% sobre o volume colhido no ano anterior, enquanto a área plantada deve crescer 1,9%. A estimativa é que o rendimento médio por hectare apresente queda de 5,0% no estado.

Projeção para safra de cereais, leguminosas e oleaginosas aumenta

A estimativa para a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas, em 2026, foi de 344,1 milhões de toneladas, volume 0,6% menor que o alcançado em 2025 (346,1 milhões de toneladas). A projeção feita em fevereiro elevou em 1,4 milhão de toneladas (0,4%) o resultado que tinha sido previsto no mês anterior para este ano. Já a área a ser colhida em 2026 foi estimada em 82,9 milhões de hectares, apresentando aumento de 1,3 milhão de hectares frente à área colhida em 2025, crescimento anual de 1,6%.

O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos da pesquisa. Juntos, os três itens representaram 92,8% da estimativa da produção e respondem por 87,5% da área a ser colhida. Em relação ao ano anterior, a projeção aponta um crescimento de 0,8% na área do cultivo da soja e de 2,4% para o milho. Para o arroz, a projeção é de declínio, na área de cultivo, de 6,3% em 2026. No que se refere à produção, a estimativa é de um acréscimo de 4,3% para a soja; de decréscimos de 8,0% para o arroz em casca e de 5,3% para o milho (crescimento de 12,2% para a 1ª safra e redução de 9,1% para a 2ª safra). Quanto ao milho, o montante foi de 134,3 milhões de toneladas. Já a produção do arroz em casca foi calculada em 11,6 milhões de toneladas.

Região Sul deve ter maior crescimento da safra no ano

Entre as Grandes Regiões, o volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou a seguinte distribuição na projeção para 2026: Centro-Oeste, 167,9 milhões de toneladas (48,8%); Sul, 95,2 milhões de toneladas (27,7%); Sudeste, 30,5 milhões de toneladas (8,9%), Nordeste, 28,9 milhões de toneladas (8,4%) e Norte, 21,5 milhões de toneladas (6,2%). A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou variação anual positiva para as Regiões Sul (10,3%) e Nordeste (4,2%), e negativas para Centro-Oeste (-6,0%), Sudeste (-1,9%) e Norte (-3,5%). Quanto à variação mensal, apresentaram crescimentos na produção: Norte (0,2%), Centro-Oeste (0,3%), Sudeste (1,1%) e Nordeste (2,3%), enquanto a Sul apresentou queda (-0,1%).

Na distribuição pelas Unidades da Federação, o Mato Grosso liderou o mês passado, mais uma vez, como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 30,2%, seguido pelo Paraná (13,9%), Rio Grande do Sul (11,7%), Goiás (10,7%), Mato Grosso do Sul (7,6%) e Minas Gerais (5,5%). Somados, esses estados representaram 79,6% da produção nacional.

Publicado originalmente pela Agência de Notícias IBGE em 13/03/2026

Por Aluisio Marques – Editoria Estatísticas Econômicas

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Inflação chega a 0,70% em fevereiro, menor resultado para o mês desde 2020 https://www.ocafezinho.com/2026/03/12/inflacao-chega-a-070-em-fevereiro-menor-resultado-para-o-mes-desde-2020/ https://www.ocafezinho.com/2026/03/12/inflacao-chega-a-070-em-fevereiro-menor-resultado-para-o-mes-desde-2020/#respond Thu, 12 Mar 2026 13:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=227085 Taxa em fevereiro do ano passado foi de 1,31%. Combustíveis, frutas, óleo de soja e café moído tiveram queda nos preços. Arroz já acumula queda de 27,86% em 12 meses. Maior contribuição para a inflação do mês veio das mensalidades escolares, por conta dos reajustes habitualmente praticados no início do ano letivo

Influenciado pelos reajustes nas mensalidades escolares, o IPCA acelerou de 0,33% em janeiro para 0,70% em fevereiro, maior taxa desde fevereiro de 2025 (1,31%). A maior variação e impacto foram registrados no grupo Educação (5,21% e 0,31 p.p.), devido aos reajustes anuais das mensalidades de escolas e cursos.

Junto com a alta no grupo Transportes (0,74% e 0,15 p.p.), os dois grupos representaram aproximadamente 66% do resultado do mês. No ano, o IPCA acumula alta de 1,03% e, nos últimos doze meses, o índice ficou em 3,81%, abaixo dos 4,44% dos 12 meses imediatamente anteriores. É o que mostra o resultado do índice oficial de inflação do país – IPCA, divulgado hoje (12) pelo IBGE.

O gerente da pesquisa, Fernando Gonçalves, ressalta que embora mais alto que em meses anteriores o resultado é o menor para um mês de fevereiro desde 2020 (0,25%). “Em fevereiro do ano passado, no IPCA de 1,31% houve uma pressão do grupo habitação, em especial na energia elétrica, em função do fim do Bônus de Itaipu, o que não ocorreu no ano de 2026”, explicou Fernando Gonçalves. “Ainda na comparação com o ano anterior, Educação acelerou ao registrar 5,21% em fevereiro de 2026 contra 4,70% de fevereiro de 2025”, acrescentou.

Sozinho, o grupo Educação respondeu por cerca de 44% do índice do mês de fevereiro. A maior contribuição veio dos cursos regulares (6,20%), por conta dos reajustes habitualmente praticados no início do ano letivo. As maiores variações foram nos subitens ensino médio (8,19%), ensino fundamental (8,11%) e pré-escola (7,48%). No grupo Transportes, teve destaque o aumento de 11,40% na passagem aérea. Também registraram altas o seguro voluntário de veículos (5,62%), o conserto de automóvel (1,22%) e o ônibus urbano (1,14%). Nos combustíveis, o índice ficou em -0,47%, com quedas na gasolina (-0,61%) e no gás veicular (-3,10%), e altas no etanol (0,55%) e no óleo diesel (0,23%).

O grupo Alimentação e bebidas teve pequena variação na passagem de janeiro (0,23%) para fevereiro (0,26%). A alimentação no domicílio registrou 0,23% frente a 0,10% do mês anterior, com influência das altas do açaí (25,29%), do feijão-carioca (11,73%), do ovo de galinha (4,55%) e das carnes (0,58%). No lado das quedas, os destaques são as frutas (-2,78%), o óleo de soja (-2,62%), o arroz (-2,36%) e o café moído (-1,20%). Já a alimentação fora do domicílio (0,34%) desacelerou em relação ao mês anterior (0,55%). A refeição saiu de 0,66%, em janeiro, para 0,49%, em fevereiro, e o lanche passou de 0,27% para 0,15% no mesmo período.

“O grupo dos alimentos variou 0,26%, em fevereiro, mostrando desaceleração na comparação com fevereiro de 2025, quando registrou influência do ovo de galinha (15,39%) e do café moído (10,77%). No índice atual, tais subitens desaceleraram para 4,55% (ovo de galinha) e -1,20% (café), oitavo mês seguido de retração nos preços deste subitem, que acumula 10,13% de variação nos últimos 12 meses. Além desses produtos o arroz, importante na mesa dos brasileiros, já acumula queda de 27,86% em 12 meses dada a boa oferta do cereal” destacou Fernando Gonçalves.

Em Saúde e cuidados pessoais (0,59%), sobressaem os artigos de higiene pessoal (0,92%) e o plano de saúde (0,49%).

Já o grupo Habitação apresentou variação de 0,30% em fevereiro, após a queda de 0,11% registrada em janeiro. A alta foi impulsionada pelo subitem taxa de água e esgoto (0,84%) em razão da apropriação dos seguintes reajustes: 6,21% e 4,69% em Porto Alegre (0,99%) vigentes desde 23 de fevereiro e 1º de janeiro, respectivamente; 6,56% em Belo Horizonte (7,07%) a partir de 22 de janeiro; 4,57% em Campo Grande (0,57%) a partir de 3 de janeiro e 6,48% em São Paulo (0,40%) desde 1º de janeiro.

A energia elétrica residencial variou 0,33% em fevereiro, com a permanência da bandeira tarifária verde. Já o subitem gás encanado apresentou recuo de 1,60% dada a incorporação das reduções de 0,08% (desde 1º de janeiro) e de 4,44% (desde 1º de fevereiro) nas tarifas no Rio de Janeiro (-3,64%) e, também, a redução de 4,01% em Curitiba (-3,77%) a partir de 1º de fevereiro.

Regionalmente, a maior variação do IPCA de fevereiro ocorreu em Fortaleza (0,98%), influenciada pela alta dos cursos regulares (6,83%) e da gasolina (2,95%). A menor variação ocorreu em Rio Branco (0,07%), por conta do recuo da energia elétrica residencial (-1,27%) e do automóvel novo (-0,85%).

INPC tem alta de 0,56% em fevereiro, 0,17 p.p. acima do resultado observado em janeiro

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC teve alta de 0,56% em fevereiro, 0,17 p.p. acima do resultado observado em janeiro (0,39%). No ano, o INPC acumula alta de 0,95% e, na ótica dos últimos 12 meses, o índice ficou em 3,36%, abaixo dos 4,30% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em fevereiro de 2025, a taxa foi de 1,48%.

Os produtos alimentícios aceleraram de janeiro (0,14%) para fevereiro (0,26%). A variação dos não alimentícios passou de 0,47% em janeiro para 0,66% em fevereiro.

Quanto aos índices regionais, a maior variação ocorreu em Fortaleza (0,98%), influenciada pela alta dos cursos regulares (7,02%) e da gasolina (2,95%). A menor variação ocorreu em Campo Grande (0,07%), por conta do recuo da energia elétrica residencial (-5,31%) e do tomate (-10,71%).

Mais sobre a pesquisa

O IPCA abrange as famílias com rendimentos de 1 a 40 salários mínimos, enquanto o INPC, as famílias com rendimentos de 1 a 5 salários mínimos, residentes nas regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, além do Distrito Federal e dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju. Acesse os dados no  Sidra. O próximo resultado do IPCA, referente a março, será divulgado em 10 de abril.

Publicado originalmente pela Agência de Notícias IBGE em 12/03/2026

Por Adriana Saraiva – Editoria Estatísticas Econômicas

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Vendas no comércio crescem 0,4% em janeiro e igualam patamar recorde https://www.ocafezinho.com/2026/03/11/1/ https://www.ocafezinho.com/2026/03/11/1/#respond Wed, 11 Mar 2026 15:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=227008 Em 12 meses, setor acumula alta de 1,6%, mostra IBGE

Em janeiro de 2026, o volume de vendas do comércio varejista do país variou 0,4% frente a dezembro de 2025 (-0,4%). Com isso, a evolução do índice de média móvel trimestral para o varejo ficou em 0,3% no trimestre encerrado em janeiro de 2026. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada hoje (11) pelo IBGE.

De acordo com Cristiano Santos, gerente da PMC, o resultado de janeiro é o ponto mais alto da série livre de sazonalidade. “Apesar da variação baixa, até interpretada mais como estabilidade na passagem de dezembro para janeiro, a taxa positiva faz janeiro atingir o ponto mais alto da série da margem, igualando-se, em volume, a novembro de 2025. É bom lembrar que renovações do pico não são tão comuns assim. Antes dessas duas (novembro de 2025 e janeiro de 2026), tinha sido em março de 2025”.

Os resultados registrados pelas atividades farmacêuticas, que incluem produtos de higiene pessoal e beleza, ajudam a compreender a evolução do indicador. “Esse desempenho, de variação próximo à estabilidade e patamar alto a médio e longo prazos, tem como protagonista a atividade farmacêutica, que, à exceção do mês de dezembro, tem apresentado crescimento constante na série da margem desde julho de 2025, registrando em janeiro a maior variação (2,6%) dentre as oito atividades pesquisadas”, explica Cristiano.

Volume de vendas no comércio varejista – Variação mês/mês anterior (%)

Janeiro registrou quatro altas entre as oito atividades do varejo

De dezembro de 2025 para janeiro de 2026, na série com ajuste sazonal, quatro das oito atividades do comércio varejista mostraram taxas positivas no volume de vendas: Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (2,6%), Tecidos, vestuário e calçados (1,8%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (1,3%) e Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,4%).

Móveis e eletrodomésticos teve variação nula (0,0%) e três atividades apresentaram resultados negativos: Equipamentos e material para escritório informática e comunicação (-9,3%), Livros, jornais, revistas e papelaria (-1,8%) e Combustíveis e lubrificantes (-1,3%).

Em relação aos resultados negativos, Cristiano ressalta que janeiro foi um mês de queda para o setor de eletroeletrônicos. “Depois de um forte crescimento nos três meses anteriores, janeiro veio com uma queda de 9,3%. Esse setor é especialmente afetado pela variação do dólar e em épocas de alta volatilidade, as empresas aproveitam para repor seus estoques em momentos de valorização do real para depois decidir o melhor momento de fazer promoções. Além disso, o setor vem de uma black Friday e também um Natal mais forte em vendas”.

Varejo ampliado cresce 0,9% frente a dezembro

Ainda na comparação com dezembro de 2025, na série com ajuste sazonal, o comércio varejista ampliado cresceu 0,9%, décima taxa consecutiva no campo positivo. Nesse segmento, as duas atividades tiveram trajetória positiva: Veículos, motos, partes e peças cresceu 2,8% e Material de Construção teve alta de 3,4%.

Ante janeiro de 2025, as vendas cresceram em seis das oito atividades

Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o volume de vendas do comércio varejista cresceu 2,8%, com altas em seis das oito atividades pesquisadas: Móveis e eletrodomésticos (6,1%), Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (5,6%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (5,1%), Hiper e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (2,9%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,5%) e Tecidos, Vestuário e Calçados (0,8%).

No comércio varejista ampliado, Veículos, motos, partes e peças caiu 3,3% em relação a janeiro de 2025, Material de Construção teve queda de 2,3% e Atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo registrou alta de 2,0%.

Frente a janeiro de 2025, varejo teve taxas positivas em 26 das 27 UFs

Em relação a janeiro de 2025, o indicador apresentou variação de 2,8%, com resultados positivos em 26 das 27 Unidades da Federação, com destaque para Pernambuco (11,4%), Rondônia (11,2%) e Distrito Federal (6,9%). Por outro lado, uma das 27 Unidades da Federação apresentou resultado negativo: Piauí (-0,6%).

No comércio varejista ampliado, na comparação com janeiro de 2025, houve predominância de taxas positivas em 21 das 27 Unidades da Federação, com destaque para Mato Grosso (9,1%), Tocantins (9,0%) e Rondônia (8,1%). Por outro lado, seis das 27 Unidades da Federação pressionaram negativamente, com destaque para Piauí (-2,5%), São Paulo (-1,9%) e Rio Grande do Sul (-1,9%).

Mais sobre a pesquisa

A Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) acompanha o comportamento conjuntural do comércio varejista no país, investigando a receita bruta de revenda nas empresas formalmente constituídas, com 20 ou mais pessoas ocupadas, cuja atividade principal é o comércio varejista. Iniciada em 1995, a PMC traz resultados mensais da variação do volume e receita nominal de vendas para o comércio varejista e comércio varejista ampliado (automóveis e materiais de construção) para o Brasil e unidades da federação. Os resultados podem ser consultados no Sidra. A próxima divulgação da PMC, referente a fevereiro de 2026, será em 15 de abril de 2026.

Publicado originalmente pela Agência de Notícias IBGE em 11/03/2026

Por Marcelo Benedicto – Editoria Estatísticas Econômicas

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Indústria nacional cresce 1,8% em janeiro de 2026 https://www.ocafezinho.com/2026/03/06/industria-nacional-cresce-18-em-janeiro-de-2026/ https://www.ocafezinho.com/2026/03/06/industria-nacional-cresce-18-em-janeiro-de-2026/#respond Fri, 06 Mar 2026 13:18:43 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=226720 É a maior alta em mais de um ano

A produção industrial brasileira cresceu 1,8% em janeiro de 2026, em relação ao mês de dezembro de 2025, registrando o maior crescimento desde junho de 2024, quando a indústria deu um salto de 4,4%.

Com a expansão no início deste ano, a indústria nacional reverte parte das perdas acumuladas entre setembro e dezembro de 2025.

Em relação a janeiro do ano anterior, a indústria avançou 0,2% e interrompeu três meses consecutivos de queda na produção: dezembro (-0,1%), novembro (-1,4%) e outubro de 2025 (-0,5%). A média móvel trimestral em janeiro foi de -0,1%. Com esses resultados, a produção industrial se encontra 1,8% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020), mas ainda está 15,3% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada hoje (6) pelo IBGE.

De acordo com André Macedo, gerente da PIM, o crescimento de 1,8% em janeiro de 2026 pode ser parcialmente explicado pela queda mais intensa de dezembro de 2025 (-1,9%), a mais elevada desde março de 2021 (-2,1%). “Naquele mês, além do movimento de menor dinamismo que vinha caracterizando o setor industrial, observou-se também uma maior frequência de férias coletivas. Com a retomada das atividades produtivas no início do ano, ocorre uma recuperação de parte dessa perda”.

Macedo esclarece que, ainda assim, permanecem os efeitos da política monetária restritiva, que se refletem principalmente nas taxas de juros elevadas. “O avanço registrado em janeiro de 2026 é relevante, mas ainda não é suficiente para compensar integralmente a perda acumulada no final do ano passado, de setembro a dezembro, permanecendo um saldo negativo de 0,8%”.

Crescimento de 6,2% em produtos químicos puxa a alta da indústria em janeiro

No mês de janeiro, houve predomínio de taxas positivas, com avanços nas quatro grandes categorias econômicas e em 19 das 25 atividades industriais pesquisadas. Esse espalhamento não era observado desde junho de 2024, que registrou crescimento nas quatro grandes categorias econômicas e em 23 das 25 atividades industriais.

As principais influências positivas foram dos setores de produtos químicos (6,2%), veículos automotores, reboques e carrocerias (6,3%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2,0%). Na atividade de produtos químicos, os produtos que mais impulsionam o resultado deste mês foram os adubos e fertilizantes, herbicidas e fungicidas, todos ligados ao setor agrícola. No setor automobilístico, os destaques foram para caminhões e autopeças.

Outras contribuições positivas relevantes sobre o total da indústria vieram de indústrias extrativas (1,2%), metalurgia (4,1%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (6,5%), bebidas (4,1%), produtos de metal (2,3%) e equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (3,3%).

Entre as seis atividades com influência negativa, o recuo mais importante veio de máquinas e equipamentos (-6,7%), que registrou a segunda taxa negativa consecutiva, acumulando perda de 11,8%. “Nesta atividade, as principais perdas ficaram com bens de capital para fins industriais, grupamento relacionado aos investimentos para ampliação e modernização das plantas industriais, e para fins agrícolas. Lembrando que o comportamento negativo do setor guarda relação com o movimento de aumento de taxas de juros”, explica Macedo.

Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com dezembro, bens de consumo duráveis (6,3%) assinalou a taxa positiva mais acentuada em janeiro de 2026 e eliminou parte da queda de 7,7% acumulada nos dois últimos meses de 2025. Os setores produtores de bens de capital (2,0%), de bens intermediários (1,7%) e de bens de consumo semi e não duráveis (1,2%) também mostraram crescimento neste mês, com o primeiro interrompendo dois meses consecutivos de queda, período em que acumulou perda de 7,9%; o segundo voltando a crescer após acumular redução de 3,8% nos quatro últimos meses de 2025; e o último eliminando o recuo de 0,8% registrado em dezembro de 2025.

Mais sobre a pesquisa

A PIM Brasil produz indicadores de curto prazo desde a década de 1970 relativos ao comportamento do produto real das indústrias extrativa e de transformação. A partir de março de 2023, teve início a divulgação da nova série de índices mensais da produção industrial, após reformulação para atualizar a amostra de atividades, produtos e informantes; elaborar uma nova estrutura de ponderação dos índices com base em estatísticas industriais mais recentes; atualização do ano base de referência da pesquisa; e a incorporação de novas unidades da federação na divulgação dos resultados regionais da pesquisa. Essas alterações metodológicas são necessárias e buscam incorporar as mudanças econômicas da sociedade.

Os resultados da pesquisa também podem ser consultados no banco de dados Sidra.

Publicado originalmente pela Agência de Notícias IBGE em 06/03/2026

Por Marília Loschi – Editoria Estatísticas Econômicas

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Rendimento bate recorde e desemprego recua para 5,4% https://www.ocafezinho.com/2026/03/05/rendimento-bate-recorde-e-desemprego-recua-para-54/ https://www.ocafezinho.com/2026/03/05/rendimento-bate-recorde-e-desemprego-recua-para-54/#respond Thu, 05 Mar 2026 13:12:19 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=226642 Rendimento real habitual cresce nas duas comparações e chega a R$ 3.652

A taxa de desocupação no Brasil chegou a 5,4% no trimestre de novembro de 2025 a janeiro de 2026, repetindo o patamar registrado de agosto a outubro de 2025, o menor da série comparável, iniciada em 2012. Em relação ao trimestre móvel de novembro de 2024 a janeiro de 2025 (6,5%), houve queda de 1,1 ponto percentual (p.p.). Os dados são da PNAD Contínua Mensal, divulgada hoje (05) pelo IBGE.

O rendimento real habitual de todos os trabalhos chegou a R$ 3.652, o mais alto da série, com aumento de 2,8% no trimestre e de 5,4% no ano. A massa de rendimento real habitual (R$ 370,3 bilhões), também recorde, cresceu 2,9% no trimestre (mais R$ 10,5 bilhões) e 7,3% (mais R$ 25,1 bilhões) no ano.

Cerca de 5,9 milhões de pessoas estavam desocupadas no país no trimestre encerrado em janeiro de 2026, menor contingente de desocupados desta série, ficando estável frente ao trimestre anterior e registrando redução de 17,1% na comparação anual, o que representa 1,2 milhão de pessoas desocupadas a menos de um ano para o outro.

A população ocupada chegou a 102,7 milhões, também o maior contingente da série comparável, ficando estável no trimestre e com aumento de 1,7% (mais 1,7 milhões de pessoas) no ano. O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi de 58,7%, com estabilidade no trimestre (58,8%) e crescendo 0,5 p.p. no ano (58,2%).

De acordo com a coordenadora de pesquisa domiciliares do IBGE, Adriana Beriguy, “os resultados do trimestre encerrado em janeiro de 2026 apontam fundamentalmente para a estabilidade dos indicadores de ocupação. Embora a entrada do mês de janeiro tenda a reduzir o contingente de trabalhadores, muitas vezes devido à dispensa de temporários, os efeitos favoráveis de novembro e dezembro reduziram o impacto desse movimento sazonal.”

Taxa de desocupação, na semana de referência, das pessoas de 14 anos ou mais de idade (%)

A taxa de subutilização da força de trabalho (percentual de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e na força de trabalho potencial em relação à força de trabalho ampliada) ficou em 13,8%, resultado considerado estável na comparação trimestral e que representa queda de 1,8 p.p. na comparação anual (15,5%). Além disso, a população desalentada (2,7 milhões) ficou estável no trimestre e teve redução de 15,2% (menos 476 mil pessoas) no ano. O percentual de desalentados foi de 2,4% com estabilidade no trimestre e queda de 0,4 p.p. no ano (2,8%).

Taxa de informalidade no trimestre cai para 37,5%, a menor desde 2020

A taxa de informalidade (proporção de trabalhadores informais na população ocupada) foi de 37,5%, o menor desde julho de 2020, equivalente a 38,5 milhões de trabalhadores informais. No trimestre móvel anterior, o percentual estava em 37,8% e no mesmo trimestre de 2024 em 38,4%.

“A taxa de informalidade vem em queda desde 2022, com aceleração dessa trajetória a partir de 2023. Especificamente no atual trimestre, a retração da taxa esteve associada à tendência de queda do emprego sem carteira no setor privado e de expansão da cobertura de registro no CNPJ dos trabalhadores por conta própria”, explica a coordenadora da pesquisa

O número de empregados no setor privado com carteira assinada (exclusive trabalhadores domésticos) foi de 39,4 milhões. Houve estabilidade no trimestre e alta de 2,1% (mais 800 mil pessoas) no ano. Por outro lado, o total empregados sem carteira no setor privado (13,4 milhões) ficou estável no trimestre e no ano.

O contingente de trabalhadores por conta própria (26,2 milhões) ficou estável no trimestre e aumentou 3,7% no ano (mais 927 mil pessoas). Já o número de trabalhadores domésticos (5,5 milhões) mostrou estabilidade no trimestre e redução de 4,5% no ano (menos 257 mil pessoas).

Grupamento da Administração pública puxa aumento da ocupação na comparação anual

Por grupamentos de atividade, ante o trimestre anterior, houve aumento no total de ocupados nos grupamentos e Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (2,8%, ou mais 365 mil pessoas) e Outros serviços (3,5%, ou mais 185 mil pessoas). Já a Indústria geral registrou queda de 2,3% (menos 305 mil pessoas).

Na comparação anual, cresceram os grupamentos de Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (4,4%, ou mais 561 mil pessoas) e Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (6,2%, ou mais 1,1 milhão de pessoas). Houve redução no grupamento de Serviços domésticos (4,2%, ou menos 243 mil pessoas).

Mais sobre a PNAD Contínua

A PNAD Contínua é a principal pesquisa sobre a força de trabalho do Brasil. Sua amostra abrange 211 mil domicílios, espalhados por 3.500 municípios, que são visitados a cada trimestre. Cerca de dois mil entrevistadores trabalham nessa pesquisa, integrados às mais de 500 agências do IBGE em todo o país.

Em função da pandemia de Covid-19, o IBGE implementou a coleta de informações da pesquisa por telefone a partir de 17 de março de 2020. Em julho de 2021, houve a volta da coleta de forma presencial. É possível confirmar a identidade do entrevistador no site Respondendo ao IBGE ou via Central de atendimento (0800 721 8181), conferindo a matrícula, RG ou CPF do entrevistador, dados que podem ser solicitados pelo informante.

Consulte os dados da PNAD no Sidra. A próxima divulgação da PNAD Contínua Mensal, referente ao trimestre encerrado em fevereiro, será em 27 de março.

Publicado originalmente pela Agência de Notícias IBGE em 05/03/2026

Por Irene Gomes – Editoria Estatísticas Sociais

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https://www.ocafezinho.com/2026/03/05/rendimento-bate-recorde-e-desemprego-recua-para-54/feed/ 0
Economia brasileira cresce 2,3% em 2025 https://www.ocafezinho.com/2026/03/03/economia-brasileira-cresce-23-em-2025/ https://www.ocafezinho.com/2026/03/03/economia-brasileira-cresce-23-em-2025/#comments Tue, 03 Mar 2026 14:04:49 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=226531 1 Comentário 🔥]]> No quarto trimestre, o resultado ficou estável com variação de 0,1%

O Produto Interno Bruto (PIB) do país encerrou 2025 com crescimento de 2,3%. Em valores correntes, o PIB de 2025 alcançou R$ 12,7 trilhões.

As três atividades econômicas analisadas pelas Contas Nacionais Trimestrais do IBGE cresceram: Agropecuária (11,7%), Serviços (1,8%), Indústria (1,4%). Já o PIB per capita chegou a R$ 59.687,49, com um crescimento real de 1,9% frente a 2024.

Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, ressalta “Quatro atividades: Agropecuária, Indústrias extrativas, Informação e comunicação e Outras atividades de serviços, contribuíram com 72% do total do volume do Valor Adicionado em 2025, atividades estas menos afetadas pela política monetária contracionista”.

O crescimento de 11,7% na Agropecuária em 2025 decorreu, principalmente, de aumentos na produção e ganhos na produtividade de várias culturas, com destaque para o milho (23,6%) e a soja (14,6%), que alcançaram recordes em 2025. A Pecuária também contribuiu positivamente.

O destaque positivo da Indústria foi a extração de petróleo e gás, concorrendo para que o valor adicionado das Indústrias Extrativas fechasse 2025 com alta de 8,6%. Outra contribuição positiva veio da Construção, que variou 0,5% no ano. Por outro lado, a Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (-0,4%) e as Indústrias de Transformação (-0,2%) fecharam o ano com variações negativas.

Já o setor de Serviços seguiu aquecido em 2025, com crescimento em todas as suas atividades: Informação e comunicação (6,5%), Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (2,9%), Transporte, armazenagem e correio (2,1%), Outras atividades de serviços (2,0%), Atividades imobiliárias (2,0%), Comércio (1,1%) e Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,5%).

Em 2025, o consumo das famílias desacelerou frente a 2024

O Consumo das Famílias cresceu 1,3% em relação a 2024, com a melhora no mercado de trabalho, o aumento do crédito e os programas governamentais de transferência de renda. Entretanto, esta taxa representa uma desaceleração em relação ao crescimento de 2024 (5,1%) devido, principalmente, aos efeitos adversos da política monetária contracionista. O Consumo do Governo, por sua vez, cresceu 2,1%.

Já a Formação Bruta de Capital Fixo, isto é, o volume de investimentos cresceu 2,9% em 2025, puxada pelo aumento da importação de bens de capital e pelo desenvolvimento de software, além da alta na indústria da Construção. Essas contribuições positivas compensaram a queda na produção interna de bens de capital.

A taxa de investimento em 2025 foi de 16,8% do PIB, contra 16,9% em 2024. A taxa de poupança, por sua vez, foi de 14,4% em 2025, ante 14,1% em 2024

Frente ao terceiro trimestre de 2025, o PIB variou 0,1%

No quarto trimestre de 2025, o PIB variou 0,1% frente ao trimestre anterior, na série com ajuste sazonal, mantendo-se praticamente estável nessa comparação. Os Serviços e a Agropecuária cresceram 0,8% e 0,5%, respectivamente. Já a Indústria recuou 0,7%.

Entre as atividades industriais, houve queda na Construção (-2,3%) e nas Indústrias de Transformação (-0,6%). Por outro lado, as Indústrias Extrativas (1,1%) e a Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (1,5%) tiveram resultados positivos.

Nos Serviços, houve variações positivas em Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (3,3%), Informação e comunicação (1,5%), Outras atividades de serviços (0,7%), Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,4%). Houve estabilidade em Atividades imobiliárias (0,2%), e resultados negativos em Comércio (-0,3%) e Transporte, armazenagem e correio (-1,4%).

Pela ótica da despesa, o Consumo do Governo cresceu 1,0%, enquanto o Consumo das Famílias ficou estável (0,0%) e a Formação Bruta de Capital Fixo recuou 3,5%.

Para Rebeca Palis, “o PIB ficou estável em relação ao terceiro tri, mesmo com a queda nos investimentos, por conta da estabilidade do consumo das famílias e do crescimento no consumo do governo”.

Mais sobre a pesquisa

O Sistema de Contas Nacionais apresenta os valores correntes e os índices de volume trimestralmente para o Produto Interno Bruto (PIB) a preços de mercado, impostos sobre produtos, valor adicionado a preços básicos, consumo pessoal, consumo do governo, Formação Bruta de Capital Fixo, variação de estoques, exportações e importações de bens e serviços. No IBGE, a pesquisa foi iniciada em 1988 e reestruturada a partir de 1998, quando os seus resultados foram integrados ao Sistema de Contas Nacionais, de periodicidade anual. Consulte os dados do PIB no Sidra. A próxima divulgação, relativa ao 1º trimestre de 2026, será em 29 de maio.

Publicado originalmente pela Agência de Notícias IBGE em 03/03/2026

Por Luiz Bello – Editoria Estatísticas Econômicas

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Prévia da inflação: IPCA-15 cai 0,4 ponto e fica em 4,1% em 12 meses https://www.ocafezinho.com/2026/02/27/previa-da-inflacao-ipca-15-cai-04-ponto-e-fica-em-41-em-12-meses/ https://www.ocafezinho.com/2026/02/27/previa-da-inflacao-ipca-15-cai-04-ponto-e-fica-em-41-em-12-meses/#respond Fri, 27 Feb 2026 16:06:43 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=226404 Prévia da inflação verificada em fevereiro fica em 0,84% – empurrada por custos escolares. Mesmo assim, índice fica abaixo do 1,23% observado em fevereiro ao ano passado e no acumulado anual

A prévia da inflação (IPCA-15) acelerou de 0,20%, em janeiro, para 0,84%, em fevereiro, com maior alta verificada no grupo Educação (5,20% e 0,32 p.p.), devido aos reajustes nas mensalidades de escolas e cursos que ocorrem no início do ano letivo. O grupo Transportes (1,72%) também se destacou, com impacto de 0,35 pp. no índice. Os demais grupos oscilaram entre -0,42% de Vestuário e 0,67% de Saúde e cuidados pessoais.

No ano, o IPCA-15 acumula alta de 1,04% e, nos últimos 12 meses, de 4,10%, abaixo dos 4,50% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. É o que mostra o resultado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado hoje (27) pelo IBGE.

No grupo Educação (5,20%), a maior contribuição (0,28 p.p.) veio dos cursos regulares (6,18%). As maiores variações foram registradas nos preços do ensino médio (8,19%), ensino fundamental (8,07%) e pré-escola (7,49%).

Já no grupo dos Transportes (1,72% e 0,35 p.p.), a maior variação foi nas passagens aéreas, que aumentaram 11,64%. Os combustíveis subiram 1,38%, com acréscimos nos preços do etanol (2,51%), da gasolina (1,30%) e do óleo diesel (0,44%), enquanto o gás veicular teve resultado negativo de 1,06%. O subitem ônibus urbano apresentou variação de 7,52% em razão de reajustes em 6 das 11 áreas pesquisadas, enquanto metrô registrou taxa de 2,22%.

No grupo Saúde e cuidados pessoais (0,67% e 0,09 p.p.), os destaques foram os artigos de higiene pessoal e o plano de saúde, que subiram 0,91% e 0,49%.

Já no grupo Alimentação e Bebidas (0,20% e 0,04 p.p.), a alimentação no domicílio aumentou 0,09% em fevereiro, abaixo do resultado de janeiro (0,21%). As principais variações positivas foram registradas no tomate (10,09%) e nas carnes (0,76%) e, no lado das quedas, destacaram-se o arroz (-2,47%), o frango em pedaços (-1,55%) e as frutas (-1,33%). A alimentação fora do domicílio registrou maior variação que aquela no domicílio: 0,46%, com as altas da refeição (0,62%) e do lanche (0,28%).

O grupo Habitação aumentou 0,06% em fevereiro, após recuar 0,26% em janeiro, com destaque para os resultados da taxa de água e esgoto (1,97%) e do aluguel residencial (0,32%). Por outro lado, a energia elétrica residencial (-1,37%) foi o subitem com o maior impacto negativo no índice (0,06 p.p.). No mês, a bandeira tarifária vigente era a verde, sem custo adicional para os consumidores. A taxa de água e esgoto teve alta de 1,97%, enquanto o subitem gás encanado registrou queda de 0,71% nas tarifas.

São Paulo teve maior variação do IPCA-15 em fevereiro

Quanto aos índices regionais, a maior variação foi observada em São Paulo (1,09%), por conta das altas nos subitens passagens aéreas (16,92%) e nos cursos regulares (6,34%), com destaque para o ensino fundamental (8,32%). Já o menor resultado ocorreu em Recife (0,35%) em razão das quedas no transporte por aplicativo (-10,34%) e na energia elétrica residencial (-2,32%).

Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados no período de 15 de janeiro de 2026 a 12 de fevereiro de 2026 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 13 de dezembro de 2025 a 14 de janeiro de 2026 (base). O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários-mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica. A próxima divulgação do IPCA-15, referente a março, será em 26 do mesmo mês.

Publicado originalmente pela Agência de Notícias IBGE em 27/02/2026

Por Adriana Gonçalves Saraiva – Editoria Estatísticas Econômicas

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Dezenove estados e DF têm em 2025 o menor desemprego já registrado https://www.ocafezinho.com/2026/02/20/dezenove-estados-e-df-tem-em-2025-o-menor-desemprego-ja-registrado/ https://www.ocafezinho.com/2026/02/20/dezenove-estados-e-df-tem-em-2025-o-menor-desemprego-ja-registrado/#respond Fri, 20 Feb 2026 15:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=226060 Mato Grosso e Santa Catarina têm os menores índices

Em 2025, a taxa anual de desocupação do país (5,6%) recuou 1,0 ponto percentual frente ao resultado de 2024 (6,6%). No quarto trimestre de 2025, a taxa foi de 5,1%, apresentando redução significativa de 1,1 ponto percentual frente ao quarto trimestre do ano anterior (6,2%). Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada hoje (20) pelo IBGE.

As maiores taxas em 2025 foram registradas na Bahia (8,7%), Pernambuco (8,7%) e Piauí (9,3%). Já as menores ficaram com Mato Grosso (2,2%), Santa Catarina (2,3%) e Mato Grosso do Sul (3,0%).

Vinte unidades da federação atingiram a menor taxa anual de desocupação de sua série histórica na pesquisa. Foram elas: Bahia (8,7%), Amazonas (8,4%), Rio Grande do Norte (8,1%), Amapá (7,9%), Sergipe (7,9%), Distrito Federal (7,5%), Pará (6,8%), Maranhão (6,8%), Ceará (6,5%), Paraíba (6,0%), São Paulo (5,0%), Tocantins (4,7%), Minas Gerais (4,6%), Goiás (4,6%), Rio Grande do Sul (4,0%), Paraná (3,6%), Espírito Santo (3,3%), Mato Grosso do Sul (3,0%), Santa Catarina (2,3%) e Mato Grosso (2,2%).

“A mínima histórica em 2025 decorre do dinamismo observado no mercado de trabalho, impulsionados pelo aumento do rendimento real. Contudo, a queda da desocupação mascara problemas estruturais: Norte e Nordeste mantêm informalidade e subutilização elevadas, evidenciando ocupações de baixa produtividade”, explica William Kratochwill, analista da pesquisa.

A taxa anual de subutilização para o Brasil ficou em 14,5%. O Piauí (31,0%) teve a maior taxa, seguido por Alagoas (26,8%) e Bahia (26,8%) e, enquanto as menores taxas anuais foram de Santa Catarina (4,6%), Mato Grosso (6,8%) e Espírito Santo (7,4%).

Já taxa anual de informalidade para o país foi de 38,1% da população ocupada. As maiores taxas anuais ficaram com Maranhão (58,7%), Pará (58,5%) e Bahia (52,8%); e as menores, com Santa Catarina (26,3%), Distrito Federal (27,3%) e São Paulo (29, 0%).

Por fim, o valor anual do rendimento real habitual de todos os trabalhos chegou a R$ 3.560. Os maiores valores foram do Distrito Federal (R$ 6.320), São Paulo (R$ 4.190) e Rio de Janeiro (R$ 4.177). Os menores valores foram de Maranhão (R$ 2.228), Bahia (R$ 2.284).

No quarto trimestre de 2025, desocupação cai em quatro regiões do país e fica estável no Norte

A taxa de desocupação no quarto trimestre de 2025 foi de 5,1%, o que representa uma redução de 0,5 pontos percentuais em relação ao terceiro trimestre de 2025 (5,6%). A queda foi acompanhada por quatro regiões do país: Nordeste (de 7,8% para 7,1%), Sudeste (de 5,3% para 4,8%), Sul (de 3,4% para 3,1%) e Centro-Oeste (de 4,4% para 3,9%). Já a região Norte apresentou estabilidade. Nesse comparativo, a região Nordeste permaneceu registrando a maior taxa de desocupação entre todas as regiões (7,1%).

Ante o trimestre anterior, a taxa de desocupação recuou em seis unidades da federação: São Paulo (0,5 p.p.), Rio de Janeiro (0,6 p.p.), Pernambuco (1,2 p.p.), Distrito Federal (1,3 p.p.), Paraíba (1,3 p.p.) e Ceará (1,5 p.p.), com estabilidade nas demais.

As maiores taxas de desocupação foram registradas em Pernambuco (8,8%), Amapá (8,4%), Alagoas (8,0%), Bahia (8,0%) e Piauí (8,0%); as menores foram de Santa Catarina (2,2%), Espírito Santo (2,4%), Mato Grosso do Sul (2,4%) e Mato Grosso (2,4%).

No Brasil, a taxa de informalidade da população ocupada no quarto trimestre de 2025 foi de 37,6%. As maiores taxas ficaram com Maranhão (57,3%), Pará (56,7%) e Amazonas (51,6%) e as menores, com Santa Catarina (25,7%), Distrito Federal (27,1%) e São Paulo (29,7%).

No quarto trimestre de 2025, 74,4% dos empregados do setor privado no país tinham carteira assinada. As Regiões Norte (60,3%) e Nordeste (59,6%) apresentaram as menores estimativas desse indicador. Dentre as unidades da federação, os maiores percentuais estavam em Santa Catarina (86,3%), São Paulo (82,2%) e Rio Grande do Sul (81,5%), enquanto os menores foram no Maranhão (52,5%), Piauí (54,3%) e Paraíba (54,8%).

Taxa de desocupação das mulheres foi de 6,2%, enquanto a dos homens era 4,2%

A taxa de desocupação por sexo foi de 4,2% para os homens e 6,2% para as mulheres no quarto trimestre de 2025. Já a taxa de desocupação por cor ou raça ficou abaixo da média nacional para os brancos (4,0%) e acima para os pretos (6,1%) e pardos (5,9%).

A taxa de desocupação para as pessoas com ensino médio incompleto (8,7%) foi maior do que as dos demais níveis de instrução. Para as pessoas com nível superior incompleto, a taxa foi de 5,6%, mais que o dobro da verificada para o nível superior completo (2,7%).

Número de pessoas buscando trabalho há dois anos ou mais caiu 19,6% em comparação com 2024

No quarto trimestre de 2025, cerca de 1,1 milhão de pessoas buscavam um posto de trabalho há dois anos ou mais. Esse contingente recuou 19,6% em relação ao mesmo trimestre de 2024, quando 1,3 milhão de pessoas estavam nessa condição.

Por outro lado, 1,1 milhão de pessoas buscavam por trabalho há menos de um mês. Esse contingente recuou 23,1% antes o mesmo trimestre de 2024, quando 1,4 milhão de pessoas buscavam uma ocupação há menos de um mês.

Estável nas outras regiões, rendimento médio cresce nas regiões Norte e Sudeste

No país, o rendimento médio habitual foi de R$ 3.613 no quarto trimestre de 2024. Este resultado apresentou crescimento tanto em relação ao trimestre imediatamente anterior (R$ 3.527) quanto em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (R$ 3.440).

Na comparação entre o terceiro trimestre e o quarto trimestre de 2025, as regiões Norte (R$ 2.846) e Sudeste (R$ 4.033) apresentaram expansão estatisticamente significativa do rendimento, enquanto as demais permaneceram estáveis. Frente ao quarto trimestre de 2024, todas as regiões apresentaram expansão.

Estimada em R$ 367.551 milhões, a massa de rendimento médio real de todos os trabalhos do país registrou crescimento tanto frente ao trimestre anterior (R$ 356.668 milhões), quanto frente ao quarto trimestre de 2024 (R$ 345.521 milhões).

Regionalmente, as regiões Norte (R$ 22.458 milhões), Nordeste (R$ 57.770 milhões) e Sudeste (R$ 183.170 milhões) apresentaram expansão estatisticamente significante do rendimento, enquanto as demais permaneceram estáveis. Frente ao quarto trimestre de 2024, todas as regiões apresentaram expansão.

Mais sobre a pesquisa

A PNAD Contínua é o principal instrumento para monitoramento da força de trabalho no país. A amostra da pesquisa por trimestre no Brasil corresponde a 211 mil domicílios pesquisados. Cerca de dois mil entrevistadores trabalham na pesquisa, em 26 estados e Distrito Federal, integrados à rede de coleta de mais de 500 agências do IBGE.

Em função da pandemia de COVID-19, o IBGE implementou a coleta de informações da pesquisa por telefone a partir de 17 de março de 2020. Em julho de 2021, houve a volta da coleta de forma presencial. É possível confirmar a identidade do entrevistador no site Respondendo ao IBGE ou via Central de atendimento (0800 721 8181), conferindo a matrícula, RG ou CPF do entrevistador, dados que podem ser solicitados pelo informante. Consulte os dados da PNAD no Sidra. A próxima divulgação da PNAD Trimestral, relativa ao primeiro trimestre de 2025, será em 14 de maio.

Publicado originalmente pela Agência de Notícias IBGE em 20/02/2026

Por Marcelo Benedicto – Editoria Estatísticas Sociais

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Setor de serviços cresce 2,8% em 2025, quinto ano seguido de alta https://www.ocafezinho.com/2026/02/13/setor-de-servicos-cresce-28-em-2025-quinto-ano-seguido-de-alta/ https://www.ocafezinho.com/2026/02/13/setor-de-servicos-cresce-28-em-2025-quinto-ano-seguido-de-alta/#respond Fri, 13 Feb 2026 18:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=225869 Contribuição principal foi de portais e serviços de internet

O volume de Serviços do país teve variação negativa de 0,4% em dezembro de 2025, na série com ajuste sazonal, frente ao mês imediatamente anterior, interrompendo uma sequência de nove resultados positivos e uma estabilidade. Nesse período de 10 meses, o setor de Serviços acumulou ganho de 3,6%. São informações da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE.

Assim, em dezembro de 2025, o setor de Serviços está 0,4% abaixo do auge da série histórica, alcançado em novembro de 2025, e 19,6% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020).

Ainda na série ajustada sazonalmente, a média móvel trimestral mostrou estabilidade no trimestre encerrado em dezembro de 2025 (0,0%), interrompendo uma trajetória ascendente iniciada em fevereiro de 2025.

Em dezembro de 2025, houve disseminação de taxas negativas: três das cinco atividades e dezesseis das 27 unidades da federação mostraram retração no volume de serviços frente ao mês anterior. A atividades de transportes mostrou o recuo mais impactante (-3,1%). No recorte regional, São Paulo (-0,3%) e Santa Catarina (-3,9%) lideraram as perdas do setor de serviços.

Para Rodrigo Lobo, gerente da PMS, “o resultado de dezembro de 2025, na série ajustada sazonalmente, foi amplamente influenciado pelo recuo no setor de transportes, que mostrou taxas negativas em todos os modais investigados: terrestre (-1,7%); aquaviário (-1,4%); aéreo (-5,5%); e armazenagem, serviços auxiliares dos transportes e correio (-4,9%). O cenário de perdas do setor também se refletiu sob a perspectiva dos transportes por tipo de uso, com recuos de 3,9% no transporte de passageiros e de 1,6% no transporte de cargas, em relação a novembro de 2025”.

Frente ao mesmo mês do ano anterior, Serviços mostram seu 21º avanço

Em relação a dezembro de 2024, o volume de serviços cresceu 3,4%, seu vigésimo primeiro avanço consecutivo nessa comparação. Todas as cinco atividades e dezoito das 27 unidades da federação avançaram, nessa comparação.

O índice de difusão de dezembro de 2025, que mede o percentual de serviços em alta, sinalizou equilíbrio, com avanços em 83 dos 166 tipos de serviços pesquisados (50,0%), contra 79 (47,6%) recuos e quatro (2,4%) taxas estáveis.

Em 2025, Serviços fecham o ano em alta pela quinta vez consecutiva

No acumulado de janeiro a dezembro de 2025, frente a igual período de 2024, os Serviços registraram alta de 2,8%. Foi o quinto ano consecutivo com taxa positiva para o setor, que acumula um ganho de 31,0% entre 2021 e 2025, após ter retraído 7,8% em 2020, quando foi fortemente impactado pelos efeitos da pandemia.

Para o gerente da pesquisa, “os ramos que mais se destacaram nos últimos 5 anos, em termos de magnitude de crescimento, foram: os serviços de tecnologia da informação (84,4%), os serviços técnico-profissionais (59,8%) e o transporte terrestre (43,5%)”.

Especificamente para 2025, as principais contribuições positivas para o avanço de 2,8% vieram de: portais, provedores de conteúdo e outros serviços de informação na internet; transporte aéreo de passageiros; rodoviário de cargas; agenciamento de espaços de publicidade; desenvolvimento e licenciamento de softwares; consultoria em tecnologia da informação; tratamento de dados, provedores de serviços de aplicação e serviços de hospedagem na internet; logística de cargas; desenvolvimento de programas de computador sob encomenda; consultoria em gestão empresarial; e intermediação de negócios em geral por meio de aplicativos ou de plataformas de e-commerce.

Já as influências negativas mais intensas, na mesma comparação, foram: correio; atividades jurídicas; serviços financeiros auxiliares; transporte marítimo de cabotagem; aluguel de máquinas e equipamentos e transporte rodoviário coletivo de passageiros.

Ao crescer 2,8% no período outubro-dezembro de 2025, o volume de serviços desacelerou o ritmo de expansão frente ao terceiro trimestre de 2025 (3,1%), ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior. Em termos setoriais, essa perda de dinamismo pôde ser observada no setor de transportes (de 4,3% para 1,5%); e nos profissionais, administrativos e complementares (de 2,8% para 2,6%).

Em sentido oposto, o setor de informação e comunicação (de 4,2% para 5,4%) acelerou sua expansão entre os dois últimos trimestres de 2025, enquanto outros serviços (de -0,6% para 2,8%) e serviços prestados às famílias (de -0,1% para 0,9%) eliminaram as perdas do período julho-setembro e alcançaram resultados positivos no último trimestre de 2025.

Mais sobre a PMS

A PMS produz indicadores que permitem acompanhar o comportamento conjuntural do setor de serviços no país, investigando a receita bruta de serviços nas empresas formalmente constituídas, com 20 ou mais pessoas ocupadas, que desempenham como principal atividade um serviço não financeiro, excluídas as áreas de saúde e educação. Há resultados para o Brasil e todas as unidades da Federação. Os resultados podem ser consultados no Sidra. A próxima divulgação da Pesquisa Mensal de Serviços, referente a janeiro de 2026, será em 13 de março de 2026.

Publicado originalmente pela Agência de Notícias IBGE em 12/02/2026

Por Luiz Bello – Editoria Estatísticas Econômicas

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https://www.ocafezinho.com/2026/02/13/setor-de-servicos-cresce-28-em-2025-quinto-ano-seguido-de-alta/feed/ 0
Vendas no comércio varejista fecham 2025 com alta de 1,6% https://www.ocafezinho.com/2026/02/13/vendas-no-comercio-varejista-fecham-2025-com-alta-de-16/ https://www.ocafezinho.com/2026/02/13/vendas-no-comercio-varejista-fecham-2025-com-alta-de-16/#comments Fri, 13 Feb 2026 15:19:10 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=225865 1 Comentário 🔥]]> O setor de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (4,5%) contribuiu para o crescimento das vendas no comércio varejista em 2025

As vendas no comércio varejista fecharam 2025 com alta de 1,6%.

Em dezembro de 2025, frente a novembro, as vendas no comércio no país variaram negativamente 0,4%. Já a média móvel trimestral mostrou variação positiva de 0,3% no trimestre finalizado em dezembro. Os dados são da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada hoje (13) pelo IBGE.

A expansão registrada no ano passado levou a série do índice de base fixa do volume com ajuste sazonal a novos níveis recordes atingindo o patamar máximo em novembro.

“O comercio varejista fecha 2025 com crescimento em relação a 2024, mas com uma amplitude menor. No ano passado, o acumulado de ganhos chegou a 4,1%, um crescimento bem forte. Já 2025 fecha com 1,6%, mais ou menos no mesmo nível de crescimento registrado nos anos anteriores. Em 2023 havia sido 1,7%, 2022 1,0% e 2021 1,4%. O crescimento de 2025 foi razoavelmente distribuído, puxado pela farmacêutica, por móveis e eletrodomésticos e equipamentos para escritório, informática e comunicação, essa última fortemente influenciada pela forte desvalorização do dólar frente ao real, que ajudou nas vendas de produtos eletrônicos importados, como celulares e laptops”, avalia o gerente da pesquisa, Cristiano Santos.

No comércio varejista ampliado, que inclui, além do varejo, as atividades de Veículos, motos, partes e peças, Material de construção e Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, o volume de vendas em dezembro de 2025 caiu 1,2% frente ao mês imediatamente anterior, após alta de 0,6% em novembro. Com isso, fechou 2025 acumulando variação positiva de 0,1%.

“Já o varejo ampliado não experienciou expansão em 2025 em relação a 2024, variando apenas 0,1%. Isso se deve às perdas de setores importantes, como de revenda de veículos, motos, partes e peças (que havia tido um 2024 muito forte) e atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, que teve queda na distribuição de cereais e leguminosas, produtos ofertados normalmente nos Ceasas”, ressalta Cristiano.

Sete das onze atividades pesquisadas, no âmbito do varejo ampliado, fecharam o ano no campo positivo: Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (4,5%), Móveis e eletrodomésticos (4,5%), Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (4,1%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,2%), Tecidos, vestuário e calçados (1,3%), Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,8%) e Combustíveis e lubrificantes (0,6%).

Pelo lado negativo, as quatros atividades que sofreram queda em 2025 foram Veículos e motos, partes e peças (-2,9%), Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo (-2,3%), Livros, jornais, revistas e papelaria (-0,9%) e Material de construção (-0,2%).

Seis setores ficaram no campo negativo frente a novembro

A variação negativa (-0,4%) de novembro para dezembro de 2025 acontece após crescimento de 1,0% registrada em novembro. Houve resultados negativos em seis dos oito setores pesquisados no varejo restrito: Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (-5,1%), Livros, jornais, revistas e papelaria (-2,0%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-1,8%), Móveis e eletrodomésticos (-0,7%), Tecidos, vestuário e calçados (-0,4%) e Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,3%).

Somente dois dos oito grupamentos pesquisados não registraram taxa negativa: Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (6,0%) e Combustíveis e lubrificantes (0,3%). No varejo ampliado, Veículos e motos, partes e peças e Material de construção caíram: -2,4% e -2,8%, respectivamente.

Vendas cresceram 2,3% na comparação com dezembro de 2024

Frente a dezembro de 2024, o volume de vendas do varejo aumentou 2,3% no mesmo mês de 2025, 9º mês consecutivo de resultados positivos nesse indicador, com seis atividades no campo positivo: Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (31,1%), Móveis e eletrodomésticos (6,9%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (6,8%), Combustíveis e lubrificantes (3,0%), Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,3%) e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (0,6%).

Com resultados negativos, ficaram dois setores: Tecidos, vestuário e calçados (-2,5%) e Livros, jornais, revistas e papelaria (-1,6%). No varejo ampliado, Veículos e motos, partes e peças teve alta de 0,7%, Material de construção variou 0,1% e Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo subiu 9,7%.

Em relação a novembro, 22 unidades da federação tiveram queda nas vendas

Na passagem de novembro para dezembro, as vendas do comércio varejista mostraram recuo em 22 das 27 unidades da federação, com destaque para Rondônia (-10,2%), Roraima (-6,4%) e Espírito Santo (-5,9%). Por outro lado, pressionando positivamente, figuram 5 das 27 Unidades da Federação, com destaque para Rio de Janeiro (1,9%), Bahia (1,8%) e Distrito Federal (1,6%).

Já no varejo ampliado a variação nesse indicador teve resultados negativos em 23 das 27 unidades da federação, com destaque para Rondônia (-7,6%), Paraíba (-5,3%) e Roraima (-5,1%). Por outro lado, pressionando positivamente, figuram 4 das 27 Unidades da Federação, com destaque para Rio de Janeiro (1,9%), Bahia (1,3%) e Distrito Federal (0,6%).

Mais sobre a pesquisa

A PMC produz indicadores que permitem acompanhar o comportamento conjuntural do comércio varejista no país, investigando a receita bruta de revenda nas empresas formalmente constituídas, com 20 ou mais pessoas ocupadas, e cuja atividade principal é o comércio varejista. Iniciada em 1995, a PMC traz resultados mensais da variação do volume e receita nominal de vendas para o comércio varejista e comércio varejista ampliado (automóveis e materiais de construção) para o Brasil e unidades da federação. Os resultados podem ser consultados no Sidra. A próxima divulgação da PMC, com os resultados referentes a janeiro de 2026, será em 11 de março.

Publicado originalmente pela Agência de Notícias IBGE em 13/02/2026

Por Jana Peters – Editoria Estatísticas Econômicas

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Abates de bovinos, suínos e frangos fecham 4º tri com altas anuais https://www.ocafezinho.com/2026/02/12/abates-de-bovinos-suinos-e-frangos-fecham-4o-tri-com-altas-anuais/ https://www.ocafezinho.com/2026/02/12/abates-de-bovinos-suinos-e-frangos-fecham-4o-tri-com-altas-anuais/#respond Thu, 12 Feb 2026 22:08:42 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=225839 Abates de bovinos, suínos e frangos registram altas no 4o trimestre frente ao mesmo período do ano anterior, mas quedas na comparação trimestral

No 4° trimestre de 2025 foram abatidas 10,95 milhões de cabeças de bovinos, alta de 13,1% ante mesmo período de 2024. Já na comparação com o 3º trimestre de 2025, houve redução de 2,9%.

O abate de suínos foi de 14,77 milhões de cabeças no 4° trimestre de 2025, com aumento de 2,3% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior e redução de 6,6% em comparação ao 3° trimestre de 2025.

Em relação ao abate de frangos, foram 1,69 bilhão de cabeças, resultado 3,9% superior ao obtido no trimestre equivalente do ano anterior, mas 0,2% menor em relação ao verificado no 3º trimestre de 2025.

Os dados são os Primeiros Resultados das Pesquisas Trimestrais da Pecuária (PRIMPEC) para o 4º trimestre de 2025, divulgados hoje (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A produção de 2,91 milhões de toneladas de carcaças bovinas, no 4º trimestre de 2025, foi 15,0% maior do que o produzido no mesmo trimestre do ano anterior. Na comparação trimestral, a queda foi de 1,8%.

Já o peso acumulado das carcaças de suínos registrou 1,35 milhão de toneladas no 4º trimestre de 2025, aumento de 2,1% em relação ao 4º trimestre de 2024 e redução de 9,0% em comparação com o trimestre imediatamente anterior.

Em relação ao abate de frangos, o peso acumulado das carcaças foi de 3,54 milhões de toneladas no 4º trimestre de 2025, com acréscimo de 4,7% em relação ao 4º trimestre de 2024 e redução de 1,6% frente ao trimestre imediatamente anterior.

Aquisição de leite tem alta nas comparações anual e trimestral

A aquisição de leite cru feita pelos estabelecimentos que atuam sob algum tipo de inspeção sanitária (federal, estadual ou municipal) no 4º trimestre de 2025 foi de 7,34 bilhões de litros. O valor correspondeu a um acréscimo de 8,2% em comparação ao volume registrado no 4º trimestre de 2024 e um aumento de 4,8% em comparação ao obtido no trimestre imediatamente anterior.

Aquisição de couro cresce 11,8 % em relação ao 4º trimestre de 2024

Os curtumes investigados pela Pesquisa Trimestral do Couro – aqueles que efetuam curtimento de pelo menos 5.000 unidades inteiras de couro cru bovino por ano – declararam ter recebido 11,13 milhões de peças inteiras de couro cru bovino no 4º trimestre de 2025. Essa quantidade representa um acréscimo de 11,8% em comparação à registrada no 4º trimestre de 2024 e uma queda de 2,6% em relação ao trimestre imediatamente anterior.

Produção de ovos de galinha registra 1,25 bilhão de dúzias

A produção de ovos de galinha foi de 1,25 bilhão de dúzias no 4º trimestre de 2025. O resultado representou um incremento de 3,7% em relação ao mesmo período do ano anterior e de 1,5% em comparação ao 3º trimestre de 2025.

Mais sobre a pesquisa

O IBGE realiza trimestralmente as pesquisas estatísticas oficiais da conjuntura agropecuária, sendo elas a Pesquisa Trimestral do Abate de Animais, a Pesquisa Trimestral do Leite, a Pesquisa Trimestral do Couro e a Produção de Ovos de Galinha. A fim de atender solicitações de usuários para acesso mais rápido às informações da conjuntura agropecuária, o IBGE passou a divulgar os primeiros resultados dessas pesquisas a partir do 1º trimestre de 2018. Eles estarão disponíveis cerca de um mês antes da divulgação geral dos dados no periódico Indicadores IBGE: Estatística da Produção Pecuária. Os dados podem ser consultados no Sidra. A próxima divulgação dos resultados completos, relativos ao 4º trimestre de 2025, será no dia 18 de março.

Publicado originalmente pela Agência de Notícias IBGE em 12/02/2026

Por Irene Gomes – Editoria Estatísticas Econômicas

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Produção da soja tem previsão de novo recorde na série histórica em 2026 https://www.ocafezinho.com/2026/02/12/producao-da-soja-tem-previsao-de-novo-recorde-na-serie-historica-em-2026/ https://www.ocafezinho.com/2026/02/12/producao-da-soja-tem-previsao-de-novo-recorde-na-serie-historica-em-2026/#respond Thu, 12 Feb 2026 20:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=225832 Projeções indicam uma safra histórica da soja, impulsionada por condições climáticas favoráveis

A estimativa em janeiro da safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas para 2026 atingiu 342,7 milhões de toneladas, com previsão de novo recorde da série histórica para a produção da soja no ano. O resultado é 1,0% menor que o de 2025 (346,1 milhões de toneladas), uma queda de 3,4 milhões de toneladas. Em relação a dezembro de 2025, houve aumento de 2,8 milhões de toneladas (0,8%). Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado hoje (12) pelo IBGE.

O gerente do LSPA, Carlos Barradas, destaca o desempenho da soja. “A safra brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas de 2026 está aproximando-se do recorde da safra de 2025, estando turbinada pela produção da soja, que é recorde da série histórica do IBGE. Até o momento, as condições climáticas estão beneficiando as lavouras da primeira safra”.

O arroz, o milho e a soja, que são os três principais produtos deste grupo, representaram 92,9% da estimativa da produção e respondem por 87,5% da área a ser colhida. Em relação ao ano anterior, a soja teve um aumento de 3,9% na estimativa da produção (172,5 milhões de toneladas), seguida pelo feijão, com 0,9%. As quedas foram no algodão herbáceo (em caroço) de -11,0%; no arroz em casca com -7,9%; no milho com -5,6%; no sorgo de -13,9%; e no trigo de -1,0%.

Já na área a ser colhida, houve aumentos de 0,5% na da soja; de 2,2% na do milho (aumentos de 9,3% no milho 1ª safra e de 0,5% no milho 2ª safra) e de 0,9% na do trigo, ocorrendo declínios de 6,2% na área a ser colhida do algodão herbáceo (em caroço); de 5,9% na do arroz em casca; de 1,4% na do feijão e de 2,9% na do sorgo.

Mato Grosso mantém liderança na produção de grãos

A grande região que liderou o volume de produção de cereais, leguminosas e oleaginosas foi a Centro-Oeste com 167,5 milhões de toneladas (48,9%). Em seguida, Sul, com 95,3 milhões de toneladas (27,8%); Sudeste, com 30,2 milhões de toneladas (8,8%); Nordeste, com 28,2 milhões de toneladas (8,2%); e Norte, com 21,5 milhões de toneladas (6,3%). A estimativa da produção apresentou variação anual positiva para a Região Sul (10,4%) e a Nordeste (1,8%), e negativas para a Centro-Oeste (-6,2%), a Sudeste (-2,9%) e a Norte (-3,7%). Quanto à variação mensal, apresentaram crescimentos na produção a Região Sul (0,2%), a Norte (0,5%) e a Centro-Oeste (1,6%). A Sudeste apresentou estabilidade (-0,0%) e a Nordeste teve declínio (-0,4%).

O Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos entre as unidades da federação, com participação de 30,3%, seguido pelo Paraná (13,9%), Rio Grande do Sul (11,8%), Goiás (10,6%), Mato Grosso do Sul (7,6%) e Minas Gerais (5,4%), que, somados, representaram 79,6% do total.

Soja tem previsão de novo recorde na série histórica em 2026

A estimativa da produção nacional da oleaginosa alcançou novo recorde na série histórica em 2026, totalizando 172,5 milhões de toneladas, um aumento de 1,3% em relação ao 3º prognóstico e 3,9% maior em comparação à quantidade obtida no ano anterior. Estima-se que a produção brasileira tenha um incremento de 3,4% no rendimento médio anual, alcançando 3 598 kg/ha (60 sacas/ha), contribuindo para que o volume colhido da oleaginosa represente mais da metade do total de cereais, leguminosas e oleaginosas produzidos no país em 2025. Por sua vez, a área total cultivada deve alcançar 48,0 milhões de hectares, o que representa um aumento de 0,5% no ano (222,6 mil hectares), seguindo em ritmo de plena expansão, mesmo com os preços da commodity em patamares abaixo do desejado pelos produtores. As projeções indicam uma safra histórica, impulsionada por condições climáticas favoráveis na maior parte das regiões produtoras do país, e pela expansão da área plantada.

O Mato Grosso, maior produtor nacional da oleaginosa, estimou uma produção de 48,5 milhões de toneladas, crescimento de 3,8% em relação ao 3º prognóstico, porém, declínio de 3,3% em relação ao volume colhido no ano anterior. Goiás deve totalizar uma produção de 19,1 milhões de toneladas, crescimento de 2,3% em relação ao 3º prognóstico, e declínio de 5,8% em relação ao volume colhido em 2025, com crescimento de 0,5% na área plantada e declínio de 6,3% no rendimento médio. O Mato Grosso do Sul aguarda uma produção de 15,0 milhões de toneladas, aumento de 14,0% em relação ao volume colhido em 2025. O Paraná, com uma produção de 22,2 milhões de toneladas, deve ter o segundo maior volume colhido do país, com crescimentos de 0,3%, em relação ao 3º prognóstico, e de 3,9%, em relação ao volume colhido em 2025. O Rio Grande do Sul estimou uma produção de 21,2 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 55,4% em relação ao volume colhido no ano anterior, com o rendimento médio devendo aumentar 57,5% e a área plantada, declinar 1,4%. Em 2025, a produção gaúcha foi prejudicada pelo clima por causa da falta de chuvas durante o ciclo da cultura, o que faz da safra de 2026, uma recuperação.

Sobre o LSPA

Implantado em novembro de 1972, o LSPA fornece estimativas mensais sobre quantidade produzida, área plantada, área colhida e rendimento médio dos produtos agrícolas mais importantes. O levantamento permite acompanhamento de cada cultura investigada, desde a intenção de plantio até o final da colheita e, ainda, o prognóstico da próxima safra, com base em levantamentos específicos em outubro, novembro e dezembro. Acesse os dados no Sidra. A próxima divulgação do LSPA, referente a fevereiro de 2026, será em 13 de março.

Publicado originalmente pela Agência de Notícias IBGE em 12/02/2026

Por Sabrina Pirrho – Editoria Estatísticas Econômicas

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Desemprego cai para 5,1% em dezembro, o menor já registrado https://www.ocafezinho.com/2026/01/30/desemprego-cai-para-51-em-dezembro-o-menor-ja-registrado/ https://www.ocafezinho.com/2026/01/30/desemprego-cai-para-51-em-dezembro-o-menor-ja-registrado/#respond Fri, 30 Jan 2026 13:12:43 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=225221 Ano de 2025 termina com recorde de carteira assinada e renda

No trimestre encerrado em dezembro, a taxa de desocupação do país caiu a 5,1%, nível mais baixo da série histórica iniciada em 2012, quando foi de 8,0%. Isso significa que cerca de 5,5 milhões de pessoas tentaram encontrar um emprego nos três últimos meses do ano e integrar a população ocupada, que totalizava 103 milhões de pessoas.

Com o resultado de dezembro, a taxa anual do indicador de desemprego caiu de 6,6%, em 2024, para 5,6%, em 2025, patamar mais baixo desde 2012. Em um ano, a média de pessoas desocupadas caiu de 7,2 para 6,2 milhões. Em razão da pandemia de Covid 19, nos anos 2020 e 2021 a taxa chegou a 13,7% e 14,0%, e cerca de 14 milhões de desocupados. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada hoje (30) pelo IBGE.

Taxa de desocupação – Brasil (%)

“Importante registrar que a queda da desocupação não foi provocada por aumento da subutilização da força de trabalho ou do desalento, reduzindo a pressão por trabalho. A trajetória de queda da taxa de desocupação em 2025 foi sustentada pela expansão da ocupação, principalmente nas atividades de serviços”, destaca a coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy.

Já a população ocupada em 2025 foi recorde na série histórica, com 103 milhões de pessoas, frente a 101,3 milhões em 2024. Em 2012, o valor era de 89,3 milhões. Outro indicador importante para se ver a qualidade do mercado de trabalho, o valor anual do nível de ocupação (percentual ocupados na população em idade de trabalhar) também foi recorde da série em 2025 (59,1%), enquanto em 2024 era de 58,6% e em 2012 era de 58,1%.

Taxa anual de subutilização cai para 14,5%, a menor da série

A estimativa anual da população subutilizada (pessoas desocupadas ou subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas ou na força de trabalho potencial) recuou 10,8% entre 2025 e 2024, passando de 18,7 milhões de pessoas, em 2024, para cerca de 16,6 milhões, em 2025. Apesar da redução, esse contingente ainda está acima do menor nível da série, atingido em 2014 (16,3 milhões de pessoas). Em 2012, totalizava 19 milhões de pessoas. E nos anos da Covid, chegou a 31,2 milhões em 2020 e 32,1 milhões em 2021.

População subutilizada na força de trabalho ampliada – Brasil (milhões)

Com isso, a taxa composta de subutilização para 2025 (14,5%) foi a menor da série, enquanto em 2024 foi de 16,2%. Esse indicador chegou a 28,3% e 28,5%, nos anos 2020 e 2021 devido aos efeitos da pandemia de Covid-19 no mercado de trabalho.

Rendimento médio e massa de rendimento batem recorde em 2025

O valor do rendimento médio real habitual das pessoas ocupadas foi estimado em R$ 3.560, um aumento de 5,7% (ou R$ 192) na comparação com 2024. Na série histórica da pesquisa, desde 2012, o menor resultado havia sido em 2022 (R$ 3.032). Já o valor anual da massa de rendimento real habitual chegou a R$ 361,7 bilhões, em 2025, o maior da série, com alta de 7,5% (mais R$ 25,4 bilhões) em relação a 2024

“Setorialmente, as atividades que mais expandiram a ocupação foram as de Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, como também o grupamento formado pela Administração pública, defesa, educação, saúde humana, seguridade social e serviços sociais. Essas atividades concentram contingentes de trabalhadores mais escolarizados, com vínculos mais formalizados e rendimentos mais altos, contribuindo para a expansão do rendimento médio da população ocupada ressaltou Adriana Beringuy.

A coordenadora acrescentou que “além desses impulsos setoriais, a valorização do salário-mínimo influenciou o ganho de rendimento nos segmentos de atividades mais elementares e menos formalizadas. Dessa forma, independente da forma de inserção na ocupação, o crescimento do rendimento foi difundido para a população ocupada como um todo”.

Mais 1 milhão de empregados com carteira em 2025, alcançando patamar recorde

A estimativa anual do número de empregados do setor privado com carteira de trabalho assinada cresceu 2,8% no valor de 2025 frente a 2024 e chegou a 38,9 milhões de pessoas, o mais alto da série, um acréscimo de cerca de 1 milhão de pessoas com carteira assinada em relação ao ano anterior.

Por sua vez o contingente anual de empregados da iniciativa privada sem carteira assinada caiu 0,8%, passando de 13,9 milhões para 13,8 milhões de pessoas. Já o número de trabalhadores domésticos mostrou redução de 4,4%, chegando a 5,7 milhões de pessoas.

Já o contingente de pessoas que trabalham por conta própria foi o maior da série histórica, com estimativa anual de 26,1 milhões, crescimento de 2,4% em relação a 2024, quando foi de 25,5 milhões. Em relação ao início da série em 2012, quando era de 20,0 milhões, o crescimento foi de 30,4%. A taxa anual de informalidade passou de 39,0%, em 2024, para 38,1% em 2025.

“A taxa de informalidade seguiu em queda em 2025. Seu valor relevante (38,1%), contudo, reflete característica estrutural do mercado de trabalho brasileiro. A composição e dinâmica da população ocupada ainda é bastante dependente da informalidade, sobretudo, devido à grande participação de trabalhadores no comercio e em segmentos de serviços mesmos complexos, ponderou Adriana Beringuy”.

Desocupação cai e carteira assinada bate recorde no quarto trimestre de 2024

Considerando apenas o indicador do trimestre de outubro a dezembro de 2024, a PNAD Contínua divulgada hoje (30) mostra que a taxa de desocupação (5,1%) caiu nas duas comparações; -0,5 p.p. na comparação com o trimestre de julho a setembro (5,6%) e -1,1 p.p. frente ao mesmo trimestre de 2024 (6,2%). O resultado é o menor da série iniciada em 2012, considerando os trimestres móveis comparáveis.

O contingente na força de trabalho (pessoas ocupadas e desocupadas), no trimestre de outubro a dezembro de 2025, foi estimado em 108,5 milhões de pessoas, com estabilidade em ambas as comparações.

A análise da ocupação segundo os grupamentos de atividade frente ao trimestre de julho a setembro de 2025, mostrou aumentos em: Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (1,6%, ou mais 299 mil pessoas) e Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (1,5%, ou mais 282 mil pessoas). Os demais grupamentos não apresentaram variação significativa.

“Após queda de ocupação registrada no 3º trimestre, o comércio apresentou recuperação no fim do ano, expandindo seu contingente de trabalhadores em diversos segmentos, com destaque para o comércio de vestuário e calçados”, explicou a coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy .

Frente ao trimestre de outubro a dezembro de 2024 foi observado aumento nos grupamentos: Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (3,7%, ou mais 475 mil pessoas) e Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (5,5%, ou mais 1,0 milhão de pessoas). Houve redução no grupamento de Serviços domésticos (4,9%, ou menos 289 mil pessoas).

Mais sobre a pesquisa

A PNAD Contínua é a principal pesquisa sobre a força de trabalho do Brasil. Sua amostra abrange 211 mil domicílios, espalhados por 3.500 municípios, que são visitados a cada trimestre. Cerca de dois mil entrevistadores trabalham nesta pesquisa, integrados às mais de 500 agências do IBGE em todo o país.

É possível confirmar a identidade do entrevistador no site Respondendo ao IBGE ou via Central de atendimento (0800 721 8181), conferindo a matrícula, RG ou CPF do entrevistador, dados que podem ser solicitados pelo informante.

Consulte os dados da PNAD no Sidra. A próxima divulgação da PNAD Contínua Mensal, referente ao trimestre encerrado em novembro, será em 20 de fevereiro.

Publicado originalmente pela Agência de Notícias IBGE em 30/01/2026

Por Adriana Gonçalves Saraiva – Editoria Estatísticas Sociais

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Prévia da inflação oficial de janeiro perde força e fica em 0,20% https://www.ocafezinho.com/2026/01/27/previa-da-inflacao-oficial-de-janeiro-perde-forca-e-fica-em-020/ https://www.ocafezinho.com/2026/01/27/previa-da-inflacao-oficial-de-janeiro-perde-forca-e-fica-em-020/#respond Tue, 27 Jan 2026 15:15:59 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=225074 Conta de luz e passagem aérea ajudaram a segurar o IPCA-15

A conta de luz mais barata foi um dos fatores que ajudaram a prévia da inflação oficial de janeiro perder força e fechar em 0,20%. Em dezembro, o índice havia ficado em 0,25%.

Com o resultado do primeiro mês de 2026, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) acumula 4,5% em 12 meses, limite máximo da meta de inflação do governo. Em dezembro, o acumulado era 4,41%.

O grupo Saúde e cuidados pessoais, influenciado por altas nos artigos de higiene pessoal, teve a maior influência para o resultado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado hoje (27) pelo IBGE.

Interrompendo uma sequência de sete meses consecutivos de queda, a alimentação no domicílio subiu 0,21%. Com isso, Alimentação e bebidas, grupo de maior peso no índice, acelerou na passagem de dezembro (0,13%) para janeiro (0,31%). No ano, o IPCA-15 acumula alta de 0,20% e, nos últimos 12 meses, de 4,50%, acima dos 4,41% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em janeiro de 2025, a taxa foi de 0,11%.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, Habitação (-0,26%) e Transportes (-0,13%) apresentaram recuo na taxa de janeiro. Os demais grupos ficaram entre 0,05% de Educação e o 0,81% de Saúde e cuidados pessoais.

No grupo Saúde e cuidados pessoais os destaques ficam com os artigos de higiene pessoal que subiram 1,38% ante a queda de 0,78% de dezembro, e o plano de saúde, com 0,49% de variação.

Com alta de 0,73%, o grupo Comunicação registrou a segunda maior variação, com influência do subitem aparelho telefônico que subiu 2,57% no mês. Após o recuo de 0,64% em dezembro, a variação de 0,43% dos Artigos de residência foi motivada pela alta dos itens de tv, som e informática (1,79%).

Alimentação e bebidas, grupo de maior peso no índice, acelerou na passagem de dezembro (0,13%) para janeiro (0,31%). Contribuíram para esse resultado as altas do tomate (16,28%), da batata-inglesa (12,74%), das frutas (1,65%) e das carnes (1,32%). No lado das quedas, destacaram-se os recuos do leite longa vida (-7,93%), do arroz (-2,02%) e do café moído (-1,22%). Já a alimentação fora do domicílio registou variação de 0,56% em janeiro, com as altas do lanche (0,77%) e da refeição (0,44%).

O grupo Transportes apresentou queda de 0,13% em janeiro, sob influência da passagem aérea, que caiu 8,92%, e do ônibus urbano, com recuo de 2,79%, especialmente por conta da implementação, em Belo Horizonte (-18,26%), de tarifa zero aos domingos e feriados. Ainda sobre o ônibus urbano, foram incorporados reajustes tarifários em Fortaleza, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Belo Horizonte. Além disso, por conta da redução tarifária nos feriados, Curitiba registrou redução de 0,37% no ônibus urbano e, em Brasília, a redução foi de 0,69% devido às gratuidades aos domingos e feriados, que também estão vigentes em Belém (3,73%).

Ainda em Transportes, a variação de 2,52% no metrô ocorre em razão da redução de 0,69% em Brasília por conta das gratuidades aos domingos e feirados, e do reajuste de 3,85% em São Paulo (4,58%), a partir de 06 de janeiro, mesmo reajuste aplicado no trem (2,43%), em São Paulo (4,58%), com a mesma vigência. Também em São Paulo (-0,94%), a integração transporte público (-0,94%) considera, além das gratuidades, o reajuste citado acima. O subitem táxi (0,42%) reflete o reajuste de 4,92% no Rio de Janeiro (1,94%) desde 02 de janeiro. No lado das altas, os combustíveis subiram 1,25% com as variações de 3,59% no etanol, 1,01% na gasolina, 0,11% no gás veicular e 0,03% no óleo diesel.

O grupo Habitação também apresentou queda (- 0,26%) em janeiro, por conta da redução de 2,91 na energia elétrica residencial, maior impacto negativo no resultado do mês, com -0,12 p.p. Em dezembro estava em vigor a bandeira tarifária amarela, com a cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 Kwh consumidos. Já em janeiro, a bandeira vigente é a verde, sem custo adicional para os consumidores. Adicionalmente, há o efeito do reajuste tarifário de 21,95% em uma das concessionárias em Porto Alegre (-0,47%) a partir de 22 de novembro.

Ainda em Habitação, a taxa de água e esgoto (1,74%) reflete os seguintes reajustes: 6,48% em São Paulo (2,75%) e 4,69% em Porto Alegre (0,99%), ambos a partir de 1º de janeiro; 2,64% em Curitiba (2,49%) desde 15 de dezembro e 9,75% no Rio de Janeiro (5,50%), vigente desde 1º de dezembro. Registre-se, também, a alta de 2,51% no gás encanado, reflexo da redução de 0,08% nas tarifas no Rio de Janeiro (-0,04%) a partir de 1º de janeiro, e do reajuste de 4,10% em São Paulo (4,51%) vigente desde 10 de dezembro.

Recife registrou a maior prévia da inflação em janeiro e São Paulo o menor resultado

Quanto aos índices regionais, a maior variação foi observada em Recife (0,64%), por conta das altas na gasolina (2,57%) e nos itens de higiene pessoal (1,23%). Já o menor resultado ocorreu em São Paulo (-0,04%), com as quedas no leite longa vida (-15,57%) e na energia elétrica residencial (-3,11%).

Mais sobre a pesquisa

Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados no período de 13 de dezembro de 2025 a 14 de janeiro de 2026 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 14 de novembro a 12 de dezembro de 2025 (base). O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários-mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica. A próxima divulgação do IPCA-15 será em 27 de fevereiro. Veja os resultados completos no Sidra.

Publicado originalmente pela Agência de Notícias IBGE em 27/01/2026

Por Adriana Gonçalves Saraiva – Editoria Estatísticas Econômicas

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Contexto internacional influencia preços das indústrias extrativas em novembro https://www.ocafezinho.com/2026/01/16/contexto-internacional-influencia-precos-das-industrias-extrativas-em-novembro/ https://www.ocafezinho.com/2026/01/16/contexto-internacional-influencia-precos-das-industrias-extrativas-em-novembro/#respond Fri, 16 Jan 2026 22:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=224628 Queda moderada de 0,37% é influenciada pelo setor extrativo; indústria de transformação mantém trajetória de suavização nos custos

Os preços da indústria nacional caíram 0,37% em novembro frente a outubro (-0,47%), influenciados principalmente pelas indústrias extrativas, que registraram variação de -3,43%. Essa foi a décima taxa negativa consecutiva após uma série de 12 resultados positivos seguidos, entre fevereiro de 2024 e janeiro de 2025. Nos últimos 12 meses, o índice apresentou queda de 3,38% e o acumulado no ano ficou em -4,66%. Em novembro de 2024, a variação mensal havia sido de 1,25%.

As informações são do Índice de Preços ao Produtor (IPP) das Indústrias Extrativas e de Transformação, divulgadas hoje (16) pelo IBGE. A pesquisa mede os preços de produtos “na porta de fábrica”, sem impostos e fretes, e abrange as grandes categorias econômicas.

Um total de 12 das 24 atividades industriais investigadas na pesquisa apresentaram variações negativas de preço ante o mês imediatamente anterior. Em outubro, 11 atividades haviam apresentado menores preços médios em relação ao mês de setembro. As quatro variações mais intensas foram em impressão (3,88%); indústrias extrativas (-3,43%); outros produtos químicos (-1,52%); e papel e celulose (1,35%).

De acordo com Alexandre Brandão, gerente de análise e metodologia, a maior influência das indústrias extrativas no IPP de novembro pode ser explicada pelo contexto internacional:

“Este é um setor que acompanha bem de perto o movimento internacional, o que não foi diferente em novembro. Os produtos da extração de petróleo e gás e os da extração de minerais ferrosos acompanharam o movimento de recuo dos preços. Em sentido contrário, houve aumento de preços de ‘minérios de cobre e seus concentrados, bruto ou beneficiado’, um não-ferroso cujo preço acompanha, em particular, os preços do cobre na bolsa de Londres”.

Ainda segundo o gerente, no caso de ‘Minério de ferro e seus concentrados, exceto pelotizado/sinterizado’, que teve maior influência no resultado, a queda está em linha com um aumento da oferta global, em um momento de fraca demanda, em especial da China.

Já a explicação para o fato de os preços da indústria estarem negativos pelo décimo mês consecutivo tem raízes em especificidades setoriais. No setor de alimentos, responsável pelo principal impacto nos indicadores de longo prazo (-2,55 p.p., em -4,66%, no acumulado no ano; -2,16 p.p., em -3,38%, no acumulado em 12 meses), os produtos que puxam esse resultado negativo são dois tipos de açúcares, arroz e resíduos da soja, que no acumulado no ano, respondem por -7,94 p.p., em -9,91%; e no acumulado em 12 meses, por -7.89 p.p., em -8,42%.

“No caso do açúcar, 2025 tem se mostrado um ano de oferta mundial robusta, com as exportações brasileiras em destaque. O caso da soja não é muito diferente, tendo sido importante a menor demanda exercida pela China. O arroz, por sua vez, teve também uma oferta , particularmente pela ausência de problemas climáticos como os ocorridos em anos anteriores”, ressalta Alexandre.

Além dos aspectos mais diretamente ligados à dinâmica dos mercados dos produtos, outro fator importante, que perpassa várias atividades industriais, foi o comportamento do câmbio, com a apreciação do real frente ao dólar (no ano, em 12,4%, entre novembro de 2024 e novembro de 2025, em 8,0%).

Pela perspectiva das grandes categorias econômicas, o resultado de novembro registrou -0,01% de variação em bens de capital (BK); -0,75% em bens intermediários (BI); e 0,09% em bens de consumo (BC), sendo que a variação observada nos bens de consumo duráveis (BCD) foi de 0,30%, ao passo que nos bens de consumo semiduráveis e não duráveis (BCND) foi de 0,04%.

A principal influência dentre as Grandes Categorias Econômicas foi exercida por bens intermediários, cujo peso na composição do índice geral foi de 53,54% e respondeu por -0,40 p.p. da variação de -0,37% nas indústrias extrativas e de transformação.

Completam a lista bens de consumo, com influência de 0,03 p.p. e bens de capital com 0,00 p.p.. No caso de bens de consumo, a influência observada em novembro se divide em 0,02 p.p., que se deveu à variação nos preços de bens de consumo duráveis, e 0,01 p.p. associada à variação de bens de consumo semiduráveis e não duráveis.

Saiba mais sobre o IPP

O IPP acompanha a mudança média dos preços de venda recebidos pelos produtores domésticos de bens e serviços, e sua evolução ao longo do tempo, sinalizando as tendências inflacionárias de curto prazo no país. Trata-se de um indicador essencial para o acompanhamento macroeconômico e um valioso instrumento analítico para tomadores de decisão, públicos ou privados.

A pesquisa investiga, em pouco mais de 2.100 empresas, os preços recebidos pelo produtor, isentos de impostos, tarifas e fretes, definidos segundo as práticas comerciais mais usuais. Cerca de 6 mil preços são coletados mensalmente. As tabelas completas do IPP estão disponíveis no Sidra. A próxima divulgação do IPP, referente a dezembro, será em 11 de fevereiro.

Publicado originalmente pela Agência de Notícias IBGE em 16/01/2026

Por Marcelo Benedicto – Editoria Estatísticas Econômicas

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Vendas do varejo crescem 1,0% em novembro https://www.ocafezinho.com/2026/01/16/vendas-do-varejo-crescem-10-em-novembro/ https://www.ocafezinho.com/2026/01/16/vendas-do-varejo-crescem-10-em-novembro/#respond Fri, 16 Jan 2026 18:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=224608 Acumulado nos 12 meses anteriores o crescimento foi 1,5%, diz IBGE

Em novembro de 2025, o volume de vendas do comércio varejista do país cresceu 1,0% frente a outubro, mês que teve alta de 0,5%. Com isso, a evolução do índice de média móvel trimestral para o varejo ficou em 0,5% no trimestre encerrado em novembro de 2025. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio, divulgada hoje (15) pelo IBGE.

Volume de vendas no comércio varejista – Variação mês/mês anterior (%)

Fonte: IBGE – Pesquisa Mensal de Comércio

De acordo com Cristiano Santos, gerente da Pesquisa Mensal de Comércio, “na margem, o comércio varejista brasileiro atingiu seu segundo mês consecutivo de altas, o que não acontecia desde o início de ano. Naquele momento, fevereiro e março subiram acima do que chamamos de estabilidade (entre -0,5% e 0,5%). Lá, no entanto, os valores tinham sido 0,5% e 0,7%. Agora, outubro e novembro cresceram 0,5% e 1,0%, respectivamente”.

Novembro trouxe sete altas entre as oito atividades do varejo

De outubro para novembro de 2025, na série com ajuste sazonal, sete das oito atividades do comércio varejista mostraram taxas positivas no volume de vendas: Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (4,1%); Móveis e eletrodomésticos (2,3%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (2,2%); Outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,0%); Livros, jornais, revistas e papelaria (1,5%); Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,0%); e Combustíveis e lubrificantes (0,6%). O único resultado negativo foi em Tecidos, vestuário e calçados (-0,8%). Cristiano ressalta que “em novembro teve a black friday, que ajudou a dar um perfil mais distribuído ao crescimento setorial. Além disso, os setores que mais cresceram nessa passagem foram de Equipamentos para escritório, informática e comunicação e Móveis e eletrodomésticos, típicos das promoções de itens como celulares, computadores, móveis, entre outros”.

Varejo ampliado cresce 0,7% frente a outubro

Ainda na comparação com outubro, na série com ajuste sazonal, o comércio varejista ampliado cresceu 0,7%. Nesse segmento, uma atividade mostrou taxa positiva no volume de vendas: Material de construção, com 0,8%. O resultado negativo ficou com Veículos e motos, partes e peças, com -0,2%.

O gerente da pesquisa observa que “o varejo ampliado teve um crescimento mais modesto, de 0,7%, muito por conta do desempenho de veículos, motos, partes e peças, que vem no campo negativo e devolve uma alta forte em outubro”.

Ante o mesmo mês de 2024, as vendas cresceram em cinco das oito atividades

Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o volume de vendas do comércio varejista cresceu 1,3%, com altas em cinco das oito atividades pesquisadas: Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (9,9%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (7,2%); Livros, jornais, revistas e papelaria (5,9%); Móveis e eletrodomésticos (5,2%); e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (4,7%). Por outro lado, três atividades apresentaram resultados negativos: Tecidos, vestuário e calçados (-4,0%); Combustíveis e lubrificantes (-1,3%); e Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,1%).

No comércio varejista ampliado, duas atividades tiveram queda: Veículos e motos, partes e peças, -5,8%; e Material de construção, -3,0%. Por outro lado, Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo teve aumento de 0,9% em relação a novembro de 2024.

Frente a novembro de 2024, varejo teve taxas positivas em 21 das 27 UFs

Em relação a novembro de 2024, o indicador apresentou variação de 1,3%, com resultados positivos em 21 das 27 Unidades da Federação, com destaque para Rondônia (13,4%), Rio Grande do Norte (8,2%) e Amapá (8,2%). Por outro lado, 5 das 27 Unidades da Federação apresentaram resultado negativo, com destaque para Tocantins (-3,0%), Piauí (-2,1%) e Roraima (1,8%). Goiás registrou estabilidade (0,0%) em novembro de 2025.

No comércio varejista ampliado, na comparação com novembro de 2024, houve resultados positivos em 20 das 27 Unidades da Federação, com destaque para Rondônia (9,2%), Amapá (6,8%) e Mato Grosso do Sul (6,8%). Por outro lado, pressionando negativamente, 7 das 27 Unidades da Federação, com destaque para Piauí (-3,8%), Rio Grande do Sul (-3,4%) e São Paulo (-2,7%).

Mais sobre a pesquisa

A Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) acompanha o comportamento conjuntural do comércio varejista no país, investigando a receita bruta de revenda nas empresas formalmente constituídas, com 20 ou mais pessoas ocupadas, cuja atividade principal é o comércio varejista. Iniciada em 1995, a PMC traz resultados mensais da variação do volume e receita nominal de vendas para o comércio varejista e comércio varejista ampliado (automóveis e materiais de construção) para o Brasil e unidades da federação. Os resultados podem ser consultados no Sidra. A próxima divulgação da PMC, referente a dezembro de 2025, será em 13 de fevereiro de 2026.

Publicado originalmente pela Agência de Notícias IBGE em 15/01/2026

Por Sabrina Pirrho – Editoria Estatísticas Econômicas

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IBGE prevê safra recorde de 346 milhões de toneladas em 2025 https://www.ocafezinho.com/2026/01/16/ibge-preve-safra-recorde-de-346-milhoes-de-toneladas-em-2025/ https://www.ocafezinho.com/2026/01/16/ibge-preve-safra-recorde-de-346-milhoes-de-toneladas-em-2025/#respond Fri, 16 Jan 2026 15:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=224606 Resultado representa alta de 18,2% em relação ao ano anterior

A safra de grãos (cereais, leguminosas e oleaginosas) de 2025 atingiu 346,1 milhões de toneladas, um recorde na série histórica iniciada em 1975. A produção nacional de soja (166,1 milhões de toneladas), milho (141,7 milhões de toneladas), algodão (9,9 milhões de toneladas), sorgo (5,4 milhões de toneladas) e café do tipo canephora (1,3 milhão de toneladas) também quebrou recordes. É o que mostra o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) divulgado hoje (15) pelo IBGE, que também trouxe o terceiro prognóstico para a safra 2026: 339,8 milhões de toneladas, com uma redução estimada em 1,8% (ou menos 6,3 milhões de toneladas), frente a 2025.

A área colhida em 2025 foi estimada em 81,6 milhões de hectares, com aumento de 3,2% (ou 2,5 milhões de hectares) frente a 2024. Contribuíram para isso os acréscimos de 5,7% na área plantada do algodão, de 11,1% para o arroz, de 3,7% para a soja, de 4,3% para o milho e de 15,6% no sorgo. Em contrapartida, houve reduções de 7,2% na área do feijão e de 18,2% na do trigo.

Recorde: produção de grãos mais que duplicou em 13 anos

A safra de 2025 teve um aumento de 18,2% frente a produção de 2024. Na série histórica do IBGE, observa-se que esses 346,1 milhões de toneladas de grãos representam mais que o dobro da produção atingida em 2012 (162,0 milhões de toneladas). Ou seja: em 13 anos, a produção de grãos do país mais do que duplicou. No entanto, a área plantada não cresceu na mesma velocidade, variando apenas 66,8% nesse mesmo período: de 48,9 milhões de hectares em 2012 e para 81,6 milhões de hectares em 2025. Para Carlos Alfredo Guedes, gerente de Agricultura do IBGE, “os ganhos de produtividade das lavouras são frutos de anos de trabalho de pesquisa de instituições como a Embrapa, que desenvolveu vaidades adaptadas aos diversos biomas brasileiros. Esses ganhos também se devem às decisões dos produtores rurais, de investirem cada vez mais em tecnologias avançadas, visando alcançar o máximo do potencial produtivo das plantas”.

Alfredo, observa, ainda, que o recorde de 2025 se deveu, principalmente, às performances da soja, do milho e do algodão, devido às condições climáticas bastante favoráveis, no ano.

Mato Grosso concentrou 32,0% da produção de grãos do país em 2025

A região Centro-Oeste concentrou mais da metade (51,6%) da produção de grãos do país em 2025, com 178,7 milhões de toneladas. A região Sul veio a seguir, com 86,3 milhões de toneladas, ou 24,9% do total. A produção de grãos das demais regiões também foi significativa, mas ficou abaixo dos 10%: Sudeste, com 31,1 milhões de toneladas, ou 9,0%; Nordeste, com 27,7 milhões de toneladas ou 8,0% e Norte, com 22,3 milhões de toneladas, ou 6,5%.

Entre os estados, Mato Grosso foi o maior produtor nacional de grãos em 2025, com participação de 32,0%, seguido pelo Paraná (13,5%), Goiás (11,3%), Rio Grande do Sul (9,3%), Mato Grosso do Sul (8,1%) e Minas Gerais (5,5%). Juntos, estes seis estados concentram praticamente 80% (79,7%) da safra de grão do país.

Em 2026, safra brasileira de grãos deve recuar 1,8% e chegar a 339,8 milhões de toneladas

Para 2026, o prognóstico do IBGE é que a safra brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas, tenha uma retração de 1,8%, chegando a 339,8 milhões de toneladas, ou 6,3 milhões de toneladas a menos do que a safra de 2025. O gerente de Agricultura do IBGE observa que essa retração está ligada, principalmente, às culturas do milho, do sorgo e do arroz. “Como safra de 2025 foi muito boa para esses produtos, partimos de um patamar elevado de comparação, algumas dessas culturas ainda serão implantadas na segunda safra, então dependemos da janela de plantio e das condições climáticas para termos estimativas mais apuradas. Além disso, as margens de lucro estão reduzidas, devido aos preços baixos, o que tem desestimulado os produtores a aumentar a área e os investimento nas lavouras”.

Em seu prognóstico de dezembro para a safra 2026, o IBGE espera aumentos de produção no Paraná (1,5%), no Rio Grande do Sul (25,2%), no Piauí (16,9%) e em Rondônia (0,5%). Por outro lado, são esperados declínios no Mato Grosso (-7,9%), em Goiás (-8,0%), no Mato Grosso do Sul (-6,8%), em Minas Gerais (-1,7%), na Bahia (-4,7%), em São Paulo (-4,8%), no Tocantins (-2,9%), no Maranhão (-0,7%), no Pará (-8,6%), em Santa Catarina (-1,6%) e em Sergipe (-7,4%).

Em 2026, o LSPA do IBGE vai incluir a canola e o gergelim, produtos que vêm ganhando importância na safra de cereais, leguminosas e oleaginosas nos últimos anos.

Sobre o LSPA

Implantado em novembro de 1972, o LSPA fornece estimativas mensais sobre quantidade produzida, área plantada, área colhida e rendimento médio dos produtos agrícolas mais importantes. O levantamento permite acompanhamento de cada cultura investigada, desde a intenção de plantio até o final da colheita e, ainda, o prognóstico da próxima safra, com base em levantamentos específicos em outubro, novembro e dezembro. Acesse os dados no Sidra. A próxima divulgação do LSPA, referente a janeiro de 2026, será em 12 de fevereiro.

Publicado originalmente pela Agência de Notícias IBGE em 15/01/2026

Por Luiz Bello – Editoria: Estatísticas Econômicas

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Em novembro, volume de serviços cresceu 2,7% em um ano. E receita, 7,4% https://www.ocafezinho.com/2026/01/13/em-novembro-volume-de-servicos-cresceu-27-em-um-ano-e-receita-74/ https://www.ocafezinho.com/2026/01/13/em-novembro-volume-de-servicos-cresceu-27-em-um-ano-e-receita-74/#respond Tue, 13 Jan 2026 16:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=224464 Em novembro de 2025, o volume de serviços no Brasil ficou apenas 0,1% abaixo do recorde da série histórica, registrado no mês anterior. Movimento está 20% acima do período anterior à pandemia

Em novembro de 2025, o volume de serviços do país mostrou variação negativa de 0,1% frente a outubro, na série com ajuste sazonal e interrompeu uma sequência de nove resultados positivos, período em que acumulou um ganho de 3,8%. Dessa forma, o setor de serviços se encontra 20,0% acima do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020) e opera, em novembro de 2025, 0,1% abaixo do recorde da série histórica, alcançado em outubro de 2025.

Duas das cinco atividades de serviços pesquisadas mostraram queda frente ao mês anterior: transportes (-1,4%) e informação e comunicação (-0,7%). Por outro lado, os profissionais e administrativos (1,3%) e os outros serviços (0,5%) mostraram avanços na comparação com outubro de 2025. Já os serviços prestados às famílias (0,0%) ficaram estáveis neste mês.

Rodrigo Lobo, gerente da Pesquisa Mensal de Serviços do IBGE, observa que “o resultado reflete uma certa manutenção do setor de serviços em patamares elevados, já que no mês anterior o setor havia alcançado o topo da sua série histórica, iniciada em janeiro de 2011. Para o mês de novembro, há um equilíbrio entre taxas negativas e positivas. O destaque no campo negativo fica no setor de transportes, pressionado pelo transporte aéreo, transporte rodoviário coletivo de passageiros, transporte dutoviário e logística de cargas”.

Em relação a novembro de 2024, o setor de serviços cresceu 2,5%, seu vigésimo resultado positivo seguido. Essa alta foi acompanhada por quatro das cinco atividades e por 47,6% dos 166 serviços investigados. Os principais impactos positivos nessa comparação vieram de informação e comunicação (3,4%) e de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (2,5%). Os demais avanços vieram de profissionais, administrativos e complementares (3,2%); e dos outros serviços (1,9%).

A única influência negativa veio dos serviços prestados às famílias (-1,0%), devido à redução das receitas vindas de restaurantes, hotéis e espetáculos teatrais e musicais.

Informação e comunicação lideram os ganhos no acumulado no ano

O acumulado até novembro de 2025, comparado a igual período de 2024, cresceu 2,7%, com taxas positivas em quatro das cinco atividades e em 53,6% dos 166 tipos de serviços abrangidos pela PMS. As contribuições positivas mais importantes vieram do setor de informação e comunicação, que cresceu 5,4% e foi impulsionado pelos segmentos de portais, provedores de conteúdo e outros serviços de informação na Internet; desenvolvimento e licenciamento de softwares; consultoria em tecnologia da informação; tratamentos de dados, provedores de serviços de aplicação e serviços de hospedagem na Internet; desenvolvimento de programas de computador sob encomenda; e suporte técnico, manutenção e outros serviços em tecnologia da informação.

Os demais avanços vieram dos transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (2,5%); dos profissionais, administrativos e complementares (2,4%); e dos prestados às famílias (0,9%).

Em sentido oposto, os outros serviços (-0,9%) exerceram a única influência negativa, pressionados, em grande parte, pela menor receita vinda de atividades auxiliares dos serviços financeiros; manutenção e reparação de veículos automotores; administração de cartões de crédito; corretores e agentes de seguros, de previdência complementar e de saúde; e manutenção e reparação de computadores e de equipamentos periféricos.

Rodrigo Lobo explica que “desde o pós-pandemia o segmento de informação e comunicação tem mostrado grande dinamismo, na medida em que tem havido demanda crescente por consultoria em tecnologia da informação, por desenvolvimento e licenciamento de softwares, tratamento de dados, provedores de conteúdo etc. Os serviços de TI têm sido um dos motores do setor de serviços nos últimos anos e isso continua a se confirmar ao longo do ano de 2025”.

Atividades Turísticas têm variação positiva de 0,2% em novembro

Em novembro de 2025, o índice de atividades turísticas teve variação positiva de 0,2% em comparação ao mês anterior, sendo o quarto resultado positivo seguido, período em que acumulou um ganho de 2,4%. Com isso, o segmento de turismo se encontra 13,0% acima do patamar de fevereiro de 2020 e 0,8% abaixo do ápice da sua série histórica, alcançado em dezembro de 2024.

Para o gerente da Pesquisa Mensal de Serviços do IBGE, “este resultado faz o turismo se recuperar da perda de 2,3% observada entre maio e julho. Em novembro, como o resultado foi muito próximo da estabilidade, não tivemos movimentos muito expressivos, mas podemos dizer o que as receitas dos restaurantes tiveram um ligeiro predomínio sobre o recuo observado no transporte aéreo de passageiros”.

Oito dos 17 locais mostraram taxas positivas frente a outubro. A influência positiva mais relevante ficou com São Paulo (0,9%), seguido por Bahia (1,9%), Pará (5,3%) e Goiás (2,9%). Já os destaques negativos foram Rio de Janeiro (-3,2%), Distrito Federal (-5,0%) e Rio Grande do Sul (-2,9%).

Na comparação com novembro de 2024, o volume de atividades turísticas no Brasil cresceu 2,1%, sua décima oitava alta consecutiva. Houve taxas positivas em 14 das 17 UFs onde o indicador é investigado, com destaque para Rio de Janeiro (4,0%), São Paulo (1,2%), Pará (24,4%), Rio Grande do Sul (7,8%), Bahia (5,6%) e Paraná (4,7%). Os três impactos negativos do mês vieram de Minas Gerais (-5,4%), Goiás (-6,9%) e Santa Catarina (-3,5%).

Transporte de passageiros recua 0,5% e transporte de cargas varia –0,1%

Em novembro de 2025, o volume de transporte de passageiros no Brasil apresentou retração de 0,5% frente a outubro, na série com ajuste sazonal. Com isso, o segmento está 12,5% acima do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020) e 13,5% abaixo do ápice da série histórica (fevereiro de 2014).

Já o transporte de cargas mostrou ligeiro decréscimo (-0,1%) e está 2,7% abaixo do ponto mais alto de sua série (julho de 2023) e 40,5% acima do nível pré-pandemia.

Com a COP30, setor de serviços no Pará tem 2º avanço seguido

Belém, capital do Pará, sediou entre os dias 10 e 21 de novembro de 2025 a 30ª Conferência da ONU sobre mudanças climáticas (COP 30), o que acabou gerando impactos econômicos para o estado nesse mês. O volume de serviços no Pará registrou o segundo avanço seguido, com ganho acumulado de 4,9%. Com isso, o estado alcançou o ápice de sua série, em novembro de 2025. As atividades econômicas que mais impactaram o setor de serviços no Pará foram: serviços na área de limpeza, segurança, concessionárias de aeroportos, transporte aéreo de passageiros, alojamento e alimentação, locação de automóveis e aluguel de geradores de energia.

Com participação de 1,09% no volume total de serviços, o avanço dos serviços no Pará exerceu o terceiro maior impacto positivo na comparação com outubro, na série ajustada sazonalmente. Além disso, foi a quinta maior contribuição na comparação com novembro de 2024. Tais efeitos ilustram alguns dos desdobramentos econômicos detectados com a organização deste evento de grande porte na cidade de Belém.

Mais sobre a pesquisa

A PMS permite o acompanhamento conjuntural do setor de serviços no país, investigando a receita bruta de serviços nas empresas formalmente constituídas, com 20 ou mais pessoas ocupadas, que tenham serviços não financeiros como sua principal atividade, excluídas as áreas de saúde e educação. Há resultados para o Brasil e todas as unidades da federação. Os dados podem ser consultados no Sidra. A próxima divulgação da PMS, relativa ao mês de dezembro de 2025, será em 12 de fevereiro de 2026.

Publicado originalmente pela Agência de Notícias IBGE em 13/01/2026

Por Sabrina Pirrho – Editoria Estatísticas Econômicas

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Brasil fecha 2025 com IPCA em 4,26%, menor índice de inflação em sete anos https://www.ocafezinho.com/2026/01/09/ipca-em-dezembro-vai-a-033-e-acumula-426-em-2025/ https://www.ocafezinho.com/2026/01/09/ipca-em-dezembro-vai-a-033-e-acumula-426-em-2025/#comments Fri, 09 Jan 2026 13:30:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=224291 1 Comentário 🔥]]> Acumulado do ano fica em 4,26%, dentro da meta do governo

Em dezembro de 2025, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi de 0,33%, ficando acima da taxa de novembro (0,18%), mas abaixo da taxa registrada em dezembro de 2024 (0,52%). Este foi o menor resultado para um mês de dezembro desde 2018 (0,15%). Assim, o índice oficial de inflação do país fechou o ano com alta de 4,26%, ficando 0,57 ponto percentual (p.p.) abaixo do IPCA de 2024 (4,83%) e situando-se abaixo do teto da meta (4,5%) de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Este também foi o menor acumulado para o ano desde 2018 (3,75%).

O resultado de 2025 foi influenciado principalmente pelo grupo Habitação, que acelerou de 3,06% em 2024 para 6,79%, registrando o maior impacto (1,02 p.p.) no acumulado do ano. No ano anterior, o impacto havia sido de 0,47 p.p. Na sequência, as maiores variações vieram de Educação (6,22% e 0,37 p.p.), Despesas pessoais (5,87% e 0,60 p.p.) e Saúde e cuidados pessoais (5,59% e 0,75 p.p.). Os quatro grupos juntos responderam por, aproximadamente, 64% do resultado do ano.

Fernando Gonçalves, gerente da pesquisa, destaca que “esse é o quinto menor resultado da série desde o plano Real, ou seja, nos últimos 31 anos. Antes dele, temos 1998 (1,65%), 2017 (2,95%), 2006 (3,14%) e 2018 (3,75%)”.

Alimentação e bebidas, grupo de maior peso no índice, desacelerou na comparação do resultado de 2024 (7,69%) com 2025 (2,95%), especialmente por conta da alimentação no domicílio, que passou de 8,23% para 1,43%. Por seis meses consecutivos (junho a novembro), a alimentação no domicílio registrou variação negativa, acumulando queda de 2,69%. Nos demais meses, a alta acumulada foi de 4,23%.

Fernando Gonçalves, gerente da pesquisa, comenta que “no grupo Habitação, a participação da energia elétrica residencial gerou impacto no resultado acumulado no ano de 0,48 p.p., por conta de reajustes que variaram de -2,16% a 21,95%, além de uma maior prevalência de bandeiras tarifárias onerando a conta dos consumidores, diferentemente do que ocorreu em 2024 com 8 meses de bandeira verde, ou seja, sem custo adicional. Por outro lado, os alimentos para consumo no domicílio apresentaram queda ao longo do ano, em razão de maior oferta”.

Os outros grupos apresentaram os seguintes resultados no acumulado de 2025: Artigos de residência, com -0,28% de variação e -0,01p.p. de impacto; Vestuário, com 4,99% e 0,23 p.p.; Transportes, com 3,07% e 0,63 p.p.; e Comunicação, com 0,77% e 0,03 p.p.

Energia elétrica exerceu o maior impacto individual sobre a inflação de 2025

Entre os 377 subitens que têm seus preços considerados no cálculo do IPCA, a energia elétrica residencial exerceu o maior impacto (0,48 p.p.) individual sobre a inflação de 2025, acumulando alta de 12,31% no ano. Em segundo lugar, vieram os cursos regulares, com 0,29 p.p. de impacto e 6,54% de variação; plano de saúde, com 0,26 p.p. e 6,42%; aluguel residencial, com 0,22 p.p. e 6,06%; e lanche, com 0,21 p.p. e 11,35%.

Entre as quedas, destacam principalmente os produtos alimentícios: o arroz registrou impacto de -0,20 p.p. no acumulado de 2025, com queda de 26,56%, e o leite longa-vida contribuiu com -0,10 p.p., saindo de uma alta de 18,83% em 2024 para uma queda de 12,87% em 2025. Destacam-se, ainda, eletrodomésticos e equipamentos, aparelho telefônico e seguro voluntário de veículo, com impacto de -0,05 p.p. cada um.

“Os preços dos produtos alimentícios subiram 2,95% em 2025, abaixo do resultado de 2024, quando registraram alta de 7,69%. Com os produtos não alimentícios, ocorreu o inverso: alta de 4,64% em 2025 frente aos 4,07% observados em 2024”, observa Gonçalves.

No agregado especial de serviços, o IPCA acelerou de 4,78% em 2024 para 6,01% em 2025, e o agregado de preços monitorados, ou seja, administrados pelo governo, de 4,66% para 5,28%.

Vitória teve a maior inflação acumulada em 12 meses

Entre as 16 localidades onde o IBGE faz o acompanhamento semanal dos preços, Vitória (4,99%) teve a maior variação em 2025, influenciada principalmente pelas altas da energia elétrica residencial (17,48%) e do plano de saúde (6,33%). Porto Alegre (4,79%) e São Paulo (4,78%) vieram a seguir. O menor resultado, por sua vez, ocorreu em Campo Grande (3,14%), com destaque das quedas do arroz (-31,01%), das frutas (-10,83%) e das carnes (-2,94%).

Transportes registram maior impacto e Habitação tem queda em dezembro de 2025

Em dezembro de 2025, a maior variação (0,74%) e o maior impacto (0,15 p.p.) vieram do grupo Transportes. O resultado foi influenciado pelo aumento nos preços do transporte por aplicativo (13,79%) e das passagens aéreas (12,61%), subitem com maior impacto individual no resultado do mês (0,08 p.p.). Os combustíveis, após recuarem 0,32% em novembro, aumentaram 0,45%, com as seguintes variações: etanol (2,83%), gás veicular (0,22%), gasolina (0,18%) e óleo diesel (-0,27%).

Por outro lado, o grupo Habitação registrou queda de 0,33%, após subir 0,52% em novembro. O grupo foi influenciado pela queda de 2,41% da energia elétrica residencial, subitem de maior impacto negativo no índice do mês (-0,10 p.p.). “Esse resultado foi motivado pela vigência, em dezembro, da bandeira tarifária amarela, com a cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. Em novembro, estava em vigor a bandeira tarifária vermelha patamar 1, que acrescentava R$ 4,46 para o mesmo nível de consumo”, explica o gerente.

Os demais grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta em dezembro: Saúde e cuidados pessoais, com alta de 0,52% e impacto de 0,07 p.p; Artigos de residência, com 0,64% e 0,02 p.p.; Vestuário, com 0,45% e 0,02 p.p.; Comunicação, com 0,37% e 0,02 p.p.; Despesas pessoais, com 0,36% e 0,04 p.p.; Alimentação e bebidas, com 0,27% e 0,06 p.p. e Educação, com 0,08% e 0,00p.p.

INPC fecha o ano em 3,90%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação das famílias com renda de até cinco salários mínimos, teve alta de 0,21% em dezembro e ficou 0,18 p.p. acima do resultado observado em novembro (0,03%). Em dezembro de 2024, o INPC havia sido de 0,48%.

Já no acumulado de 2025, 3,90%, o INPC fechou 0,87 p.p. abaixo dos 4,77% registrados em 2024, com os produtos alimentícios registrando alta de 2,63%, enquanto os não alimentícios variaram 4,32%. Em 2024, as variações foram, respectivamente, 7,60% e 3,88%.

Mais sobre a pesquisa

O IPCA abrange as famílias com rendimentos de 1 a 40 salários mínimos, enquanto o INPC, as famílias com rendimentos de 1 a 5 salários mínimos, residentes nas regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, além do Distrito Federal e dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju. Acesse os dados no Sidra. O próximo resultado do IPCA, referente a janeiro, será divulgado em 10 de fevereiro.

Publicado originalmente pela Agência de Notícias IBGE em 09/01/2026

Por Irene Gomes – Editoria Estatísticas Econômicas

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O Brasil do futuuro https://www.ocafezinho.com/2026/01/09/o-brasil-do-futuuro/ https://www.ocafezinho.com/2026/01/09/o-brasil-do-futuuro/#respond Fri, 09 Jan 2026 08:30:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=224010 Menor desemprego da história e a semana que fez o Brasil respirar aliviado

Há semanas em que o noticiário parece repetir a mesma ladainha de crises, conflitos e promessas adiadas. No entanto, a virada do ano trouxe algo raro: dados que, além de frios, aquecem. O Brasil encerra 2025 com o menor desemprego da sua história recente e com sinais claros de que políticas públicas, quando insistem, deixam marcas reais.

Não se trata apenas de planilhas ou gráficos do IBGE. Trata-se do vendedor que voltou a assinar a carteira, da técnica de enfermagem que não precisou mais escolher entre pagar o aluguel ou o remédio, e do jovem que encontrou no primeiro emprego formal um começo menos desigual. Por isso, esta semana não foi comum. Ela foi simbólica.

O desemprego cai e a dignidade sobe

Segundo o IBGE, a taxa de desemprego no trimestre encerrado em novembro chegou a 5,2%. É o menor patamar desde 2012 e o mais baixo de toda a série histórica da PNAD Contínua. Ao mesmo tempo, o número de pessoas ocupadas alcançou 103,2 milhões, outro recorde.

Além disso, apenas 5,6 milhões de brasileiros estavam desempregados no período. Em contraste, em março de 2021, no auge da pandemia, esse número havia explodido para 14,9 milhões. A diferença não é apenas estatística. Ela separa o desespero da esperança.

Leia também: Mais gente trabalhando, políticas públicas em saúde, moradia e renda

Esse resultado não cai do céu. Ele reflete a retomada de investimentos, a valorização do salário mínimo e a reativação de políticas de estímulo ao emprego. Ainda que os desafios persistam, sobretudo na informalidade, o mercado de trabalho dá sinais claros de reação.

Carteira assinada volta ao centro da economia

Os dados do Caged reforçam essa virada. Desde janeiro de 2023, o Brasil criou cerca de 5 milhões de novas vagas formais. Somente em novembro, o saldo positivo confirmou que o mercado segue aquecido.

A carteira assinada voltou a ser mais do que um papel. Ela voltou a ser sinônimo de previsibilidade. Com direitos, férias e proteção social, o emprego formal devolve ao trabalhador algo essencial: planejamento.

Nesse contexto, o debate sobre desenvolvimento deixa de ser abstrato. Ele passa pelo prato cheio, pela conta paga em dia e pela sensação de pertencimento que só o trabalho digno oferece.

Saúde pública avança quando o Estado insiste

Enquanto o emprego reage, a saúde também dá um passo importante. A renovação do acordo entre o Ministério da Saúde e a Rede Sarah Kubitschek garante a ampliação de serviços especializados pelo SUS, por meio do programa Agora Tem Especialistas.

Isso significa acesso a tratamentos de ponta para quem sempre ficou do lado de fora. Em um país marcado por desigualdades históricas, fortalecer o SUS não é ideologia. É necessidade.

Além disso, o prazo para atualização da vacina contra o HPV foi estendido até o primeiro semestre de 2026 para jovens de 15 a 19 anos. A decisão amplia a proteção contra cânceres evitáveis e reforça o papel da prevenção como política pública.

O Bolsa Família inicia os pagamentos de janeiro no dia 19, mantendo o calendário escalonado. Ao mesmo tempo, o Minha Casa, Minha Vida segue entregando chaves e mudando destinos. Famílias de Sooretama, no Espírito Santo, e Engenheiro Navarro, em Minas Gerais, receberam suas casas nesta semana.

Não é apenas concreto. É estabilidade. É o endereço fixo que permite procurar emprego, matricular filhos e sonhar com algum futuro.

Segurança digital e cultura também importam

Diante do aumento de golpes digitais, o aplicativo Celular Seguro ganhou novas funções. A ferramenta permite bloquear rapidamente aparelhos roubados e proteger dados pessoais. Em tempos de crime virtual, o Estado também precisa agir online.

Já na cultura, a obra do violonista Sebastião Tapajós foi reconhecida como Manifestação da Cultura Nacional. Um gesto que valoriza a memória coletiva e lembra que desenvolvimento também passa pela arte.

Esta semana mostrou que política pública não é discurso vazio. Quando bem direcionada, ela chega ao cotidiano. O desemprego menor da história não resolve tudo, mas aponta um caminho. E, às vezes, é disso que um país precisa: sinais concretos de que andar para frente ainda é possível.

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