Indústria - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/industria/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Mon, 25 May 2026 00:12:06 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://controle.ocafezinho.com/wp-content/uploads/2015/10/cropped-Logo_Cafezinho_tmb-32x32.png Indústria - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/industria/ 32 32 Empresas enfrentam dificuldades para transformar ambições circulares em operações reais https://www.ocafezinho.com/2026/05/24/empresas-enfrentam-dificuldades-para-transformar-ambicoes-circulares-em-operacoes-reais/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/24/empresas-enfrentam-dificuldades-para-transformar-ambicoes-circulares-em-operacoes-reais/#respond Mon, 25 May 2026 00:11:51 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/24/empresas-enfrentam-dificuldades-para-transformar-ambicoes-circulares-em-operacoes-reais/
Ilustração editorial sobre Empresas enfrentam dificuldades para transformar ambições circulares em operações reais. (Ilustração: Cafezinho / Wan 2.6)

Uma investigação conduzida no Departamento de Engenharia Industrial e Ciências da Inovação da Universidade de Tecnologia de Eindhoven, nos Países Baixos, revelou um abismo persistente entre o discurso sustentável das empresas e sua capacidade concreta de implementação. O estudo, baseado em mais de 3.000 avaliações organizacionais, mostra que as companhias são relativamente fortes em estabelecer metas de economia circular, mas enfrentam enormes dificuldades para expandir iniciativas e incorporar a circularidade nas operações diárias dos negócios.

O pesquisador Wierikx, responsável pelo trabalho, afirma que o problema não reside na falta de objetivos de sustentabilidade, e sim em uma carência aguda de prontidão organizacional. ‘Muitas empresas abraçaram o pensamento circular no nível estratégico, mas têm enormes dificuldades para operacionalizá-lo’, declarou o especialista, que também atua como professor e coach na interseção entre logística, TIC e gestão de mudanças na Universidade de Ciências Aplicadas de Utrecht.

Como parte central da pesquisa, Wierikx desenvolveu a Ferramenta de Maturidade Circular, um instrumento prático orientado por dados que auxilia as organizações a avaliar e fortalecer as capacidades necessárias para a transformação circular. A ferramenta mede dimensões como estratégia, inovação, operações, colaboração e cultura organizacional, examinando o que acontece dentro das empresas e como elas se estruturam para tornar a circularidade viável na prática.

Em vez de focar apenas em resultados ambientais, o modelo avalia o funcionamento interno das organizações, atribuindo notas de maturidade que vão de zero a cinco em dez dimensões distribuídas por quatro domínios: Pessoas e Cultura, Operações, Estratégia e Abordagem, e Colaboração na Cadeia de Valor. A pontuação é mapeada em relação ao desempenho nos diferentes níveis de circularidade, desde a prevenção de resíduos e reutilização até a reciclagem e recuperação de materiais.

Os achados indicam que a economia circular está se transformando crescentemente em uma questão econômica e estratégica, e não apenas ambiental. As empresas que não desenvolvem capacidades circulares tornam-se mais vulneráveis à escassez de recursos, interrupções nas cadeias de suprimento e mudanças nas demandas do mercado, revelou a análise conduzida em estreita colaboração com a organização Route Circulair e outros profissionais do setor.

Os insights da investigação já estão sendo aplicados no mundo real e ajudaram a formar a base do relatório anual de impacto ‘O Estado do Empreendedorismo Circular’, que fornece um panorama do progresso das atividades empresariais circulares nos Países Baixos. Segundo informações do portal phys.org, a edição de 2026 foi apresentada à rainha Máxima durante o Congresso de Empreendedorismo Circular realizado em Utrecht no último mês de março.

A tese de doutorado de Wierikx, intitulada ‘A Virada Circular: Uma Abordagem de Ciência do Design para Desenvolver uma Ferramenta de Maturidade de Capacidade Circular para Empresas’, foi orientada pelos doutores Néomie Raassens e Alex Alblas, da Universidade de Tecnologia de Eindhoven, e pelo doutor Pascal Ravesteijn, da Universidade de Ciências Aplicadas de Utrecht. A defesa solene do trabalho, que inclui uma palestra voltada ao público leigo, está marcada para segunda-feira, 26 de maio, na universidade neerlandesa.

Leia mais sobre o assunto na phys.org.


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Jabbour quer ser o deputado da industrialização https://www.ocafezinho.com/2026/04/29/jabbour-quer-ser-o-deputado-da-industrializacao/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/29/jabbour-quer-ser-o-deputado-da-industrializacao/#comments Wed, 29 Apr 2026 17:14:49 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=241112 51 Comentários 🔥]]> A emancipação do povo brasileiro passa por um grande processo de reindustrialização do país. Segundo o geógrafo Elias Jabbour, especialista em China e estudioso dos processos de desenvolvimento, o Brasil precisa industrializar sua biodiversidade para gerar empregos melhor remunerados e escapar da armadilha do setor de serviços, que paga em sua grande maioria de um a um e meio salário mínimo e não abre nenhuma esperança de mudança real na vida da classe trabalhadora.

Pré-candidato a deputado federal pelo PCdoB do Rio, Jabbour preside hoje o Instituto Pereira Passos (IPP), órgão de pesquisa e planejamento urbano da prefeitura, posto para o qual foi nomeado por Eduardo Paes em dezembro de 2024 e do qual deve se licenciar para a pré-campanha. Antes do IPP, foi diretor de pesquisas do banco dos BRICS (NDB), em Xangai, a convite de Dilma Rousseff. É mestre e doutor pela USP, professor licenciado da UERJ, integrante do Comitê Central do PCdoB e autor de diversos livros sobre a China, entre eles China: o socialismo do século XXI, escrito com Alberto Gabriele e premiado pelo governo chinês com o Special Book Award of China em 2022. A China é a grande inspiração da sua ideia de projeto nacional, ancorada em indústria, planejamento e Estado.

A candidatura está inserida na estratégia do PCdoB dentro da Federação Brasil da Esperança, ao lado do PT e do PV, que mira eleger pelo menos três deputados federais pelo Rio: Jandira Feghali, a enfermeira Rejane e o próprio Jabbour.

Em entrevista a O Cafezinho, Jabbour afirma que está praticamente sozinho na disputa proporcional carioca a tratar do projeto nacional como tema. A política brasileira dos últimos 40 anos reduziu o debate público a temas fragmentados e perdeu a totalidade, diz, e o eixo do projeto nacional, na sua leitura, é a reindustrialização. Ela cumpre duas tarefas simultâneas: recoloca o país num mundo de potências e blocos de capital em competição feroz e, internamente, gera os empregos de qualidade que só a indústria pode criar. É também o caminho do combate ao fascismo: sociedades sem mobilidade social viram terreno fértil para a extrema direita, e a geração de 10 a 20 milhões de empregos industriais é o que pode reabrir a porta da esperança para a juventude.

Quais indústrias

Jabbour rejeita o discurso meramente futurista da quarta revolução industrial e defende a retomada do complexo industrial de defesa, da metal mecânica e da mecânica pesada, capaz de produzir trens, vagões e locomotivas. Defende ainda a digitalização da biodiversidade brasileira, lembrando que o país importa cerca de 26 bilhões de dólares em remédios com os insumos disponíveis em casa. Indústrias da primeira e da quarta revolução podem conviver aqui em unidade contraditória, e as várias industrializações respondem a várias demandas da sociedade, do trem de alta velocidade ao remédio de graça.

O impasse é também cultural. O desmonte do Estado nacional-desenvolvimentista nos anos 1990 e a captura da intelectualidade pelo fiscalismo erodiram a capacidade brasileira de pensar estrategicamente. O resultado é um país com as ligações internas destruídas e uma economia voltada para fora, como antes da Revolução de 30. A saída passa por uma parceria de longo prazo com a China, articulada à formação de conglomerados público-privados nacionais.

Geopolítica como eixo eleitoral

Para Jabbour, há pela primeira vez na história brasileira um candidato à Presidência abertamente pró-Estados Unidos. Flávio Bolsonaro acaba de voltar da CPAC, em Washington, onde prometeu entregar as terras raras brasileiras aos americanos para fazer frente à China, num gesto que Jabbour enquadra como adesão à Doutrina de Segurança Nacional dos EUA para a América Latina, que trata a região como reserva de recursos naturais e ativos estratégicos. A polarização eleitoral, defende, deveria ser entre projeto nacional e fascismo entreguista, com Lula como candidato da soberania e Flávio como candidato do alinhamento automático.

A esquerda também leva chumbo. Jabbour considera estranho falar em esquerda na periferia do capitalismo sem viés nacionalista e desenvolvimentista. Critica a migração da intelectualidade brasileira para o Norte Global nos anos 1970 e 1980, que voltou com agenda de democracia, instituições e economia neoliberal formatada nos Estados Unidos, e observa que aparelhos privados como a Open Society operam abertamente no campo progressista brasileiro.

Nova maioria, Rio e propostas

A reeleição de Lula, para Jabbour, fecha um ciclo de 50 anos. O que se abre é a disputa por uma nova maioria política de caráter de esquerda, nacionalista, desenvolvimentista e anti-neoliberal. Esse é o objetivo do mandato federal que ele pleiteia.

No Rio, ele propõe assumir que o estado passou por uma guerra econômica nos últimos vinte anos, com queda de emprego industrial compatível com a de uma região sancionada e expulsa do SWIFT. A saída envolve um novo Pacto Federativo, renegociação da dívida estadual e o que apelida de Plano Marshall para o Rio, com ramo ferroviário ligando Rio, Niterói e Baixada e dois polos industriais, no Norte e no Sul Fluminense, articulados ao petróleo, ao gás e às munições de defesa.

Eleito, Jabbour deverá protocolar dois projetos: a diferenciação entre capital nacional e estrangeiro, restaurando o texto original da Constituição de 1988, abandonado por Fernando Henrique Cardoso; e a revisão do regime de metas de inflação, cuja temporalidade anualizada força o Banco Central a operar sempre via taxa de juros, mesmo diante de choques que o ciclo econômico absorveria sozinho em três anos. É um mandato, não uma subversão republicana.

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Produção de motocicletas tem 2º melhor trimestre da história https://www.ocafezinho.com/2026/04/10/producao-de-motocicletas-tem-2o-melhor-trimestre-da-historia/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/10/producao-de-motocicletas-tem-2o-melhor-trimestre-da-historia/#respond Fri, 10 Apr 2026 10:51:57 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/10/producao-de-motocicletas-tem-2o-melhor-trimestre-da-historia/ As fabricantes de motocicletas instaladas no Polo Industrial de Manaus produziram 561.448 unidades de motocicletas no primeiro trimestre deste ano. Isso representa uma alta de 12,1% em relação ao mesmo período do ano passado e o segundo melhor resultado da história, apontou hoje (9) a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), que está completando 50 anos de existência em 2026.

No ranking do primeiro trimestre, os modelos de baixa cilindrada ficaram em primeiro lugar, com 435.731 unidades produzidas, o que representou 77,6% do volume total. Em segundo lugar, ficaram as motocicletas de média cilindrada, com 110.405 unidades (19,7%), seguidas pelas de alta cilindrada, que somaram 15.312 unidades (2,7%).

Só no mês de março foram produzidas 212.716 unidades, um avanço de 34,5% em comparação a março do ano passado e de 29,6% ante fevereiro. Segundo a Abraciclo, esse volume de produção é um recorde histórico para o mês de março.

“O resultado do primeiro trimestre foi extremamente positivo, com o melhor março histórico de produção”, comemorou o presidente da Abraciclo, Marcos Bento. O Brasil é atualmente o sexto maior produtor de motocicletas do mundo.

O mercado de motocicletas também foi bastante positivo em relação às vendas, registrando volumes recordes de licenciamentos tanto no acumulado do primeiro trimestre quanto no mês de março. Entre janeiro e março deste ano, as vendas no varejo totalizaram 571.728 unidades, resultado 20,6% superior ao mesmo período de 2025. Considerando-se apenas o mês de março, foram licenciadas 221.618 unidades, crescimento de 33,5% em relação a março de 2025 e de 29,2% ante fevereiro.

“As vendas continuam consistentes, principalmente pelos atributos da motocicleta como economia, mobilidade urbana, menor custo de aquisição e uso profissional”, disse o presidente da associação, durante entrevista coletiva concedida hoje.

Apesar disso, ele diz que o setor se mantém alerta por possíveis reflexos provocados pela guerra no Oriente Médio. “Existe uma preocupação quanto aos conflitos globais. Isso está impactando no preço do petróleo e de seus derivados, o que pressiona a inflação e provocou uma leve queda na taxa da Selic. Esse cenário macroeconômico gera um pouco de preocupação no segmento”, falou Bento.

As exportações de motocicletas produzidas no Polo Industrial de Manaus cresceram 18,6% no primeiro trimestre deste ano, totalizando 11.441 unidades.

No mês de março foram exportadas 4.606 unidades, volume 13,9% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado e 29,1% maior na comparação com janeiro.

Para este ano, a Abraciclo projeta um crescimento de 4,5% na produção de motocicletas, com 2.070.000 unidades fabricadas. A previsão também é crescimento no licenciamento, com 2.300.000 vendidas, representando aumento de 4,6% em relação ao ano passado.

Quanto às exportações, a projeção da entidade indica crescimento em torno de 4,4% para este ano, com 45.000 unidades embarcadas.

Fonte: Agência Brasil.

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Produção de veículos em março registrou melhor resultado desde 2019 https://www.ocafezinho.com/2026/04/08/producao-de-veiculos-em-marco-registrou-melhor-resultado-desde-2019/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/08/producao-de-veiculos-em-marco-registrou-melhor-resultado-desde-2019/#respond Wed, 08 Apr 2026 16:51:44 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/08/producao-de-veiculos-em-marco-registrou-melhor-resultado-desde-2019/ O desempenho do setor automotivo em março superou as expectativas da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Segundo balanço da associação, divulgado nesta quarta-feira (8), este foi o melhor mês para a produção de veículos desde outubro de 2019 e também o melhor mês de março desde 2018, com 264,1 mil unidades produzidas entre automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões. Isso representou uma alta de 35,6% sobre março de 2025 e de 27,6% sobre fevereiro.

“Tivemos um excelente número de produção no mês de março, o melhor resultado em um mês desde outubro de 2019, pré-pandemia. Esse foi um dado que nos chamou bastante a atenção”, disse Igor Calvet, presidente da Anfavea, durante entrevista à imprensa.

No acumulado do ano, a produção somou 634,7 mil unidades, um incremento de 6% em relação ao mesmo período do ano passado. Apesar do bom resultado, Calvet acentuou que o setor se mantém em alerta, principalmente pela conjuntura externa e os conflitos no Oriente Médio que podem continuar pressionando o preço do petróleo.

Quanto aos emplacamentos, este foi o melhor mês de março desde 2013, com 269,5 milhões de autoveículos comercializados. Este também foi, segundo a Anfavea, o melhor resultado para um mês desde dezembro de 2014.

Na comparação com março do ano passado, houve aumento de 37,8% nos emplacamentos. No entanto, a Anfavea ressalta que neste ano o mês de março teve mais dias úteis que no ano passado, quando teve o carnaval. Já em relação a fevereiro, o aumento foi de 45,5%.

Considerando-se as vendas do primeiro trimestre deste ano, o crescimento alcançou 13,3% em relação ao mesmo período do ano passado, com 625,2 mil veículos emplacados.

“O desempenho surpreende, mas ainda não é tempo de comemorarmos. Março surpreende, mas são os próximos meses que vão definir como vamos lidar com o restante do ano”, disse Calvet.

Um dos destaques do mês foi o segmento de caminhões, com 8,8 mil unidades emplacadas, 31,9% a mais que fevereiro, mas 6,2% inferior a março de 2025. Isso se deveu, de acordo com a associação, ao lançamento do programa federal Move Brasil, que oferece juros reduzidos na troca de caminhões mais antigos.

“No segmento de caminhões, tivemos agora um suspiro. Não foi ainda um respiro profundo, mas um pequeno suspiro”, disse o presidente da entidade. “Ainda é um cenário ruim, mas é menos pior, embora ainda seja de bastante preocupação”, ressaltou.

As exportações atingiram 40,4 mil unidades em março deste ano, o que representou um crescimento de 21,1% sobre fevereiro e de 1,1% em relação a março de 2025. Já as importações somaram 47,3 mil unidades, incremento de 40% em relação a fevereiro e 25,7% ante março do ano passado.

Mesmo com as incertezas provocadas principalmente pela guerra no Oriente Médio, a Anfavea manteve suas projeções de crescimento neste ano. Segundo a entidade, a expectativa é que de 2026 feche com alta de 3,7% na produção de veículos – o que engloba automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões. Também é esperada alta no licenciamento desses veículos, que devem crescer em torno de 2,7% neste ano.

Fonte: Agência Brasil.

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Indústria nacional cresce 1,8% em janeiro de 2026 https://www.ocafezinho.com/2026/03/06/industria-nacional-cresce-18-em-janeiro-de-2026/ https://www.ocafezinho.com/2026/03/06/industria-nacional-cresce-18-em-janeiro-de-2026/#respond Fri, 06 Mar 2026 13:18:43 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=226720 É a maior alta em mais de um ano

A produção industrial brasileira cresceu 1,8% em janeiro de 2026, em relação ao mês de dezembro de 2025, registrando o maior crescimento desde junho de 2024, quando a indústria deu um salto de 4,4%.

Com a expansão no início deste ano, a indústria nacional reverte parte das perdas acumuladas entre setembro e dezembro de 2025.

Em relação a janeiro do ano anterior, a indústria avançou 0,2% e interrompeu três meses consecutivos de queda na produção: dezembro (-0,1%), novembro (-1,4%) e outubro de 2025 (-0,5%). A média móvel trimestral em janeiro foi de -0,1%. Com esses resultados, a produção industrial se encontra 1,8% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020), mas ainda está 15,3% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada hoje (6) pelo IBGE.

De acordo com André Macedo, gerente da PIM, o crescimento de 1,8% em janeiro de 2026 pode ser parcialmente explicado pela queda mais intensa de dezembro de 2025 (-1,9%), a mais elevada desde março de 2021 (-2,1%). “Naquele mês, além do movimento de menor dinamismo que vinha caracterizando o setor industrial, observou-se também uma maior frequência de férias coletivas. Com a retomada das atividades produtivas no início do ano, ocorre uma recuperação de parte dessa perda”.

Macedo esclarece que, ainda assim, permanecem os efeitos da política monetária restritiva, que se refletem principalmente nas taxas de juros elevadas. “O avanço registrado em janeiro de 2026 é relevante, mas ainda não é suficiente para compensar integralmente a perda acumulada no final do ano passado, de setembro a dezembro, permanecendo um saldo negativo de 0,8%”.

Crescimento de 6,2% em produtos químicos puxa a alta da indústria em janeiro

No mês de janeiro, houve predomínio de taxas positivas, com avanços nas quatro grandes categorias econômicas e em 19 das 25 atividades industriais pesquisadas. Esse espalhamento não era observado desde junho de 2024, que registrou crescimento nas quatro grandes categorias econômicas e em 23 das 25 atividades industriais.

As principais influências positivas foram dos setores de produtos químicos (6,2%), veículos automotores, reboques e carrocerias (6,3%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2,0%). Na atividade de produtos químicos, os produtos que mais impulsionam o resultado deste mês foram os adubos e fertilizantes, herbicidas e fungicidas, todos ligados ao setor agrícola. No setor automobilístico, os destaques foram para caminhões e autopeças.

Outras contribuições positivas relevantes sobre o total da indústria vieram de indústrias extrativas (1,2%), metalurgia (4,1%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (6,5%), bebidas (4,1%), produtos de metal (2,3%) e equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (3,3%).

Entre as seis atividades com influência negativa, o recuo mais importante veio de máquinas e equipamentos (-6,7%), que registrou a segunda taxa negativa consecutiva, acumulando perda de 11,8%. “Nesta atividade, as principais perdas ficaram com bens de capital para fins industriais, grupamento relacionado aos investimentos para ampliação e modernização das plantas industriais, e para fins agrícolas. Lembrando que o comportamento negativo do setor guarda relação com o movimento de aumento de taxas de juros”, explica Macedo.

Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com dezembro, bens de consumo duráveis (6,3%) assinalou a taxa positiva mais acentuada em janeiro de 2026 e eliminou parte da queda de 7,7% acumulada nos dois últimos meses de 2025. Os setores produtores de bens de capital (2,0%), de bens intermediários (1,7%) e de bens de consumo semi e não duráveis (1,2%) também mostraram crescimento neste mês, com o primeiro interrompendo dois meses consecutivos de queda, período em que acumulou perda de 7,9%; o segundo voltando a crescer após acumular redução de 3,8% nos quatro últimos meses de 2025; e o último eliminando o recuo de 0,8% registrado em dezembro de 2025.

Mais sobre a pesquisa

A PIM Brasil produz indicadores de curto prazo desde a década de 1970 relativos ao comportamento do produto real das indústrias extrativa e de transformação. A partir de março de 2023, teve início a divulgação da nova série de índices mensais da produção industrial, após reformulação para atualizar a amostra de atividades, produtos e informantes; elaborar uma nova estrutura de ponderação dos índices com base em estatísticas industriais mais recentes; atualização do ano base de referência da pesquisa; e a incorporação de novas unidades da federação na divulgação dos resultados regionais da pesquisa. Essas alterações metodológicas são necessárias e buscam incorporar as mudanças econômicas da sociedade.

Os resultados da pesquisa também podem ser consultados no banco de dados Sidra.

Publicado originalmente pela Agência de Notícias IBGE em 06/03/2026

Por Marília Loschi – Editoria Estatísticas Econômicas

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Maricá fecha acordo histórico com indústria portuguesa https://www.ocafezinho.com/2026/02/27/marica-fecha-acordo-historico-com-industria-portuguesa/ https://www.ocafezinho.com/2026/02/27/marica-fecha-acordo-historico-com-industria-portuguesa/#respond Fri, 27 Feb 2026 22:09:31 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=226430 Parceria firmada em Lisboa prevê produção anual de até 5 milhões de enlatados e transferência de tecnologia para fortalecer a indústria alimentícia local

O prefeito de Maricá, Washington Quaquá, assinou nesta quinta-feira (26/02) um termo de cooperação com a Fábrica de Conservas de Murtosa (Comur), tradicional indústria portuguesa de pescados, para implantar no município um projeto de produção de enlatados com espécies brasileiras. A estimativa é de que sejam produzidas até 5 milhões de unidades por ano, com base no modelo industrial adotado em Portugal.

“É a economia da pesca saindo de Maricá para o mundo. Vamos vender essas belíssimas latas com peixes maricaenses em todos os cantos! Muito mais que um ingrediente, esse produto é um souvenir, uma obra de arte que chega à casa de quem vai visitar nossas lojas, oferecendo altíssima qualidade. Estamos colocando nossa cidade no mapa do mundo gerando emprego e renda para as famílias”, disse o prefeito Washington Quaquá.

O acordo foi firmado durante a 36ª edição da Better Tourism Lisbon Travel Market (BTL), em Lisboa. A iniciativa prevê a transferência de tecnologia, inovação e know-how industrial do grupo português para estruturar uma nova frente da indústria alimentícia no município.

Entre os produtos previstos estão espécies típicas do Brasil, como pirarucu e tucunaré, além de mexilhões e tilápias. A proposta é agregar valor à produção nacional com processamento industrial de padrão internacional. As embalagens também serão personalizadas com referências culturais e turísticas de Maricá.

“Essa parceria mostra o acerto da política de desenvolvimento da economia das pessoas e das famílias, defendida pelo Prefeito Washington Quaquá. A nova indústria vai beneficiar o pescado da cidade e gerar mais de 150 empregos diretos, em sua maioria para as mulheres que suas famílias são ligadas à pesca artesanal. O pescado de Maricá chegará às mesas do Brasil e do mundo num produto de alto valor agregado”, explicou o presidente da Companhia Maricá Alimentos (Amar), Marlos Costa.

O projeto prevê a constituição de uma sociedade mista com o grupo lusitano e tem como objetivo fortalecer a cadeia produtiva do pescado, gerar emprego e renda e ampliar a arrecadação municipal. A meta é expandir o negócio para outros mercados no Brasil.

“Antes de chegar uma embaixada a um país, chegam produtos como esse, a música, o cinema. Esse é um momento importante para Maricá dentro de um espaço tão nobre como essa feira”, afirmou o presidente da Maricá, Arte, Roteiros e Experiências (MARÉ), Antônio Grassi.

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Coca-Cola anuncia investimento bilionário no Brasil https://www.ocafezinho.com/2026/02/26/coca-cola-anuncia-investimento-bilionario-no-brasil/ https://www.ocafezinho.com/2026/02/26/coca-cola-anuncia-investimento-bilionario-no-brasil/#respond Fri, 27 Feb 2026 01:11:16 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=226386 Aporte de R$ 30 bilhões amplia presença no varejo e reforça indústria e logística até 2030

A Coca-Cola anunciou um plano de investimento de R$ 30 bilhões no Brasil até 2030. O valor será aplicado na construção de novas fábricas e centros de distribuição nas cinco regiões do país. O anúncio foi feito pelo vice-presidente Geraldo Alckmin durante um evento em Brasília que reuniu executivos da companhia e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo Alckmin, que também chefia o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o investimento reforça a confiança da multinacional no mercado brasileiro. Ele destacou o alcance nacional do plano, embora não tenha detalhado cronogramas ou locais específicos.

“A Coca-Cola, como indústria, anunciou ao presidente Lula que vai investir, até 2030, 30 bilhões em novas fábricas e centros de distribuição no Brasil todo”, disse Alckmin durante evento sobre a Copa do Mundo ao lado de executivos da Coca-Cola e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O aporte ocorre em um momento em que o governo federal busca estimular a reindustrialização e fortalecer cadeias produtivas. Além disso, a expansão logística tende a reduzir custos de distribuição e melhorar o abastecimento em regiões menos atendidas.

Expansão no varejo acompanha estratégia industrial

Enquanto a Coca-Cola amplia sua estrutura produtiva, o grupo mexicano Femsa fortalece sua atuação no varejo brasileiro. Reconhecida como a maior engarrafadora independente de produtos Coca-Cola no mundo, a empresa também opera a rede de lojas de conveniência Oxxo.

A companhia planeja expandir suas operações no Brasil nos próximos anos. O foco está na abertura de novas unidades, especialmente após mudanças societárias que alteraram o controle da rede no país.

Presente no Brasil desde 2020, a Oxxo passou por uma reconfiguração estratégica. A parceria com a Raízen foi encerrada, e a gestão ficou exclusivamente sob responsabilidade da Femsa. A ruptura, embora desafiadora, abriu espaço para decisões mais autônomas e uma nova fase de crescimento.

Sob a nova administração, a meta é inaugurar mais 100 lojas apenas em 2026. O plano demonstra confiança na expansão do consumo de proximidade, tendência que ganhou força nas grandes cidades.

Meta de mil lojas indica aposta no consumo urbano

Atualmente, a Oxxo soma 607 lojas distribuídas em 24 cidades do estado de São Paulo. Embora a atuação permaneça concentrada no Sudeste, a empresa pretende acelerar o ritmo de inaugurações. A meta é atingir 1.000 unidades no país, consolidando presença no varejo urbano.

O CEO Jose Garza-Lagüera destacou o potencial de crescimento e a experiência adquirida com a antiga parceria. Segundo ele, o aprendizado operacional contribuiu para aprimorar processos e licenças, preparando a empresa para atuar de forma independente.

“Não temos um número exato preciso de quantas lojas precisamos ter para um breakeven, mas provavelmente seja em torno de 1 mil lojas… Nos deu [Raízen] um tipo de ‘treinamento’ sobre como construir, obter licenças e essas coisas. Mas agora estamos muito empolgados porque estamos prontos para seguir sozinhos, e o potencial que enxergamos ainda é enorme”, revelou o CEO, Jose Garza-Lagüera.

A estratégia reforça a aposta no consumo rápido e na conveniência, segmento que cresce impulsionado pela urbanização e pela mudança de hábitos.

Resultados financeiros acendem sinal de alerta

Apesar dos planos ambiciosos, os números recentes indicam desafios relevantes. Segundo o portal InvestNews, o Grupo Nós — joint venture formada anteriormente por Raízen e Femsa Comercio — registrou prejuízo líquido de R$ 165,7 milhões no exercício 2022-2023, o mais recente divulgado.

O resultado negativo expõe as dificuldades de consolidação do modelo de conveniência no Brasil. Custos operacionais elevados, logística complexa e adaptação ao perfil do consumidor figuram entre os principais obstáculos.

Ainda assim, a empresa afirma que indicadores operacionais apresentam melhora consistente. Rotatividade de funcionários, custos de contratação e demissão e eficiência operacional evoluem mês a mês, segundo a companhia.

Para equilibrar as contas, a estratégia inclui operar com equipes enxutas. O objetivo é manter cerca de sete funcionários por loja, reduzindo despesas e aumentando a produtividade.

Novos serviços buscam ampliar receita e fidelização

Além da expansão física, a rede testa novos serviços para diversificar receitas. Entre as iniciativas estão cartões-presente para jogos eletrônicos e produtos de outros varejistas. A proposta visa aumentar o fluxo de clientes e ampliar o ticket médio.

Essa diversificação reflete uma tendência global no varejo de conveniência. Lojas deixam de ser apenas pontos de compra rápida e passam a oferecer serviços adicionais. Com isso, buscam fidelizar consumidores e competir com grandes redes.

Ao mesmo tempo, a expansão da Coca-Cola no país fortalece toda a cadeia de distribuição. Novos centros logísticos tendem a abastecer redes de conveniência e pequenos comércios, ampliando o alcance de produtos.

Impactos econômicos e sociais do investimento

O investimento bilionário anunciado tem potencial para gerar empregos diretos e indiretos. A construção de fábricas e centros de distribuição mobiliza setores como construção civil, transporte e serviços. Além disso, a ampliação da rede varejista cria oportunidades de trabalho nas cidades.

Sob uma perspectiva social, a expansão industrial pode contribuir para reduzir desigualdades regionais. Ao distribuir unidades produtivas pelas cinco regiões, o plano favorece a interiorização do desenvolvimento.

Por outro lado, especialistas alertam que o crescimento precisa vir acompanhado de políticas trabalhistas sólidas. Modelos com equipes reduzidas exigem atenção para garantir condições dignas e estabilidade no emprego.

Brasil segue estratégico para multinacionais

O anúncio reforça o papel do Brasil como mercado prioritário para multinacionais do setor de bebidas e varejo. O tamanho da população, a urbanização acelerada e a diversidade regional tornam o país um laboratório de estratégias comerciais.

Ao mesmo tempo, o governo federal busca atrair investimentos que estimulem a produção local e fortaleçam a economia. A aproximação entre poder público e empresas, como evidenciado no evento em Brasília, sinaliza uma tentativa de alinhar interesses econômicos e sociais.

Nesse cenário, a expansão da Coca-Cola e da Femsa revela uma aposta de longo prazo. Apesar dos desafios financeiros recentes, as empresas demonstram confiança no potencial de crescimento do consumo interno.

Assim, o Brasil se mantém no centro das estratégias globais do setor. O sucesso dessas iniciativas, porém, dependerá da capacidade de equilibrar lucro, geração de empregos e inclusão econômica.

Com informações de Reuters*

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Como ficam as exportações brasileiras para os EUA sem tarifaço e com a nova taxa de 10% https://www.ocafezinho.com/2026/02/26/como-ficam-as-exportacoes-brasileiras-para-os-eua-sem-tarifaco-e-com-a-nova-taxa-de-10/ https://www.ocafezinho.com/2026/02/26/como-ficam-as-exportacoes-brasileiras-para-os-eua-sem-tarifaco-e-com-a-nova-taxa-de-10/#respond Thu, 26 Feb 2026 17:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=226347 Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços faz retrato dos impactos para o Brasil das novas tarifas estadunidenses

O Governo dos EUA revogou expressamente, na sexta-feira (20/2), as Ordens Executivas que impunham tarifas específicas contra o Brasil (de 40%), bem como as chamadas tarifas recíprocas (10%), aplicáveis a diversos países e produtos.

Na mesma data, foi publicada nova Ordem Executiva, estabelecendo tarifa global de 10% para todos os países, excetuados determinados produtos. No sábado (21), os EUA anunciaram a intenção de elevar essa tarifa para 15%, mas o ato formal correspondente ainda não foi publicado.

Antes dessas alterações, aproximadamente 22% das exportações brasileiras para o mercado norte-americano estavam sujeitas a tarifas adicionais de 40% ou 50%.

Com as novas Ordens Executivas, estimativas indicam que, desconsideradas eventuais sobreposições com exportações alcançadas pela Seção 232, cerca de 25% (US$ 9,3 bilhões) das exportações brasileiras para os Estados Unidos passam a ser alcançados pelas tarifas de 10% (ou 15%). Com o novo regime, esses produtos passam a enfrentar a mesma tarifa aplicada aos demais países.

O equivalente a 46% (US$ 17,5 bilhões) das exportações brasileiras para os EUA em 2025 (desconsideradas eventuais sobreposições com as exportações alcançadas pela Seção 232), passam a não contar com nenhuma tarifa adicional, em razão das exceções previstas na medida publicada em 20/2.

Paralelamente, continuam sujeitas às tarifas impostas com base na Seção 232 os mesmos produtos já anteriormente alcançados por esse instrumento, que correspondem a 29% das exportações brasileiras aos Estados Unidos (US$ 10,9 bilhões). Trata-se de mecanismo de aplicação linear entre países, com incidência delimitada por produto.

O novo regime tarifário dos EUA amplia a competitividade de diversos segmentos industriais brasileiros no mercado norte-americano. Entre os setores beneficiados estão máquinas e equipamentos, calçados, móveis, confecções, madeira, produtos químicos e rochas ornamentais, que deixam de enfrentar tarifas de 50% e passam a competir sob alíquota isonômica de 10% (ou 15%).

Uma novidade do novo regime tarifário dos EUA é a exclusão das aeronaves da incidência das novas tarifas. O produto passa a contar com alíquota zero para ingresso no mercado norte-americano (era de 10%). Aeronaves foram o terceiro principal item da pauta exportadora brasileira para os EUA em 2024 e 2025, com elevado valor agregado e importante conteúdo tecnológico.

No setor agropecuário, produtos como pescados, mel, tabaco e café solúvel também passam da alíquota de 50% para 10% (ou 15%), competindo em condições equivalentes às de outros fornecedores internacionais.

Em 2025, a corrente de comércio entre Brasil e Estados Unidos alcançou US$ 82,8 bilhões, valor 2,2% superior ao registrado em 2024. As exportações brasileiras totalizaram US$ 37,7 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 45,1 bilhões, resultando em déficit comercial de US$ 7,5 bilhões para o Brasil.

* Os dados são estimativos, uma vez que os códigos tarifários foram divulgados na nomenclatura HTS (Harmonized Tariff Schedule) e posteriormente consolidados ao nível de seis dígitos do Sistema Harmonizado (SH6), o que pode gerar variações nos valores apurados. Ademais, a aplicação das tarifas nos Estados Unidos envolve critérios adicionais para determinados produtos, como destinação específica ou uso final, que podem influenciar a definição da alíquota efetivamente incidente.

Publicado originalmente pela Agência Gov

Por Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Move Brasil liberou quase R$ 2 bilhões para financiar caminhões https://www.ocafezinho.com/2026/02/09/move-brasil-liberou-quase-r-2-bilhoes-para-financiar-caminhoes/ https://www.ocafezinho.com/2026/02/09/move-brasil-liberou-quase-r-2-bilhoes-para-financiar-caminhoes/#respond Mon, 09 Feb 2026 13:30:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=225633 Programa apoia troca de caminhões antigos por novos

O programa Move Brasil, lançado pelo governo federal para incentivar a renovação da frota de caminhões, aprovou R$ 1,9 bilhão em crédito em seu primeiro mês de operação.

O anúncio foi feito pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, durante visita a uma concessionária da Scania em Guarulhos (SP) neste domingo (8/2).

Os recursos, que fazem parte de uma linha total de R$ 10 bilhões (combinando Tesouro Nacional e BNDES), financiaram 1,7 mil operações de compra de caminhões novos e seminovos em todo o país. Do total aprovado, R$ 44 milhões foram destinados a caminhoneiros autônomos.

Resposta à retração do setor

O programa é uma resposta à retração do mercado. Em 2025, as vendas de caminhões caíram 9,2%, com queda de 20,5% nos modelos pesados para longa distância. Em janeiro de 2026, a Anfavea registrou retração de 34,67% ante o mesmo período de 2024.

“Qual foi o problema? A taxa de juros”, afirmou Alckmin, vinculando a queda ao custo do crédito. “Normalmente, quem compra esse tipo de bem financia. A taxa estava em 22%, 23% ao ano”.

O Move Brasil oferece taxas de 13% a 14% ao ano, bem abaixo do mercado, com prazos de até 5 anos e carência de 6 meses. Para Alckmin, o resultado inicial de quase R$ 2 bilhões em um mês comprova a eficácia da medida.

Impacto em cadeia: do emprego ao meio ambiente

Durante o evento, o CEO da Scania para América Latina, Christopher Podgorski, destacou que o programa beneficia toda a cadeia. “O incentivo não é para um único segmento, mas toda uma cadeia de valor, que gera postos de trabalho qualificados”, afirmou.

Segundo a Scania, apenas em operações pelo seu banco foram financiados 283 caminhões (70% para micro, pequenas e médias empresas), em contratos que somam R$ 228 milhões.

Podgorski ressaltou ainda os ganhos ambientais e de eficiência: “Vamos contemplar saúde pública, com veículos mais eficientes e menos poluentes, e incentivar a transição energética”.

Orlando Boaventura, dono de uma transportadora familiar de Santa Isabel (SP), utilizou o crédito para comprar seu 29º caminhão. “Um modelo novo gasta até R$ 200 a menos em combustível numa viagem para o Rio. Essa taxa de juros é adequada”, contou. Com a expansão, a empresa prevê contratar mais cinco funcionários em 2026.

Wellington Damasceno, do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, enfatizou que o programa foi construído em conjunto por empresas, trabalhadores e governo, visando manter empregos e reduzir emissões.

Futuro do programa

Questionado sobre a duração do Move Brasil, Alckmin afirmou que não há prazo definido para conclusão, mas o teto permanece em R$ 10 bilhões. “O prazo pode durar até que o recurso se esgote. Depois, vamos estudar”, disse.

O setor privado pede continuidade. “Cada emprego mantido na produção reflete em outros seis indiretos”, afirmou Podgorski, sugerindo que a possível queda da Selic pelo Banco Central pode compensar caso o programa não seja permanente, mas que sua existência já antecipa uma melhora no cenário de crédito.

Como funciona o Move Brasil

O Move Brasil oferece crédito para caminhões novos e seminovos fabricados a partir de 2012.

  • Taxas: entre 13% e 14% ao ano (menores para quem der baixa em veículos antigos)
  • Limite: até R$ 50 milhões por cliente
  • Prazo: até 5 anos, com até 6 meses de carência
  • Garantia: 80% do valor via Fundo Garantidor de Investimentos (FGI)
  • Público: caminhoneiros autônomos, cooperados e empresas de transporte

Com informações da Agência Gov e Agência Brasil em 09/02/2026

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Acordo Mercosul-UE abre portas para indústria brasileira com tarifas zeradas https://www.ocafezinho.com/2026/01/21/acordo-mercosul-ue-abre-portas-para-industria-brasileira-com-tarifas-zeradas/ https://www.ocafezinho.com/2026/01/21/acordo-mercosul-ue-abre-portas-para-industria-brasileira-com-tarifas-zeradas/#respond Wed, 21 Jan 2026 16:15:12 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=224823 Acordo amplia acesso do Brasil a 36% das importações globais e fortalece a indústria como eixo central da relação com o bloco europeu

Uma análise recente da Confederação Nacional da Indústria revela oportunidades transformadoras para o Brasil. Mais de cinco mil produtos nacionais ganham isenção imediata de impostos na União Europeia. Assim, o tratado eleva o país a um novo nível no mapa global do comércio. A CNI destaca que o acordo entre Mercosul e União Europeia impulsiona a economia brasileira. Produtos industriais, em particular, recebem um empurrão significativo. Portanto, empresas locais preparam-se para expandir horizontes.

A pesquisa da CNI mostra que 54,3% dos itens negociados zeram tarifas na União Europeia logo na vigência do acordo. Isso beneficia diretamente mais de cinco mil produtos brasileiros. Além disso, o Brasil adota prazos estendidos para suas reduções.

Benefícios imediatos para exportadores

Empresários celebram essa estrutura. Eles ganham tempo para ajustes. “Já do lado do Mercosul, o Brasil terá prazos mais longos, entre 10 e 15 anos, para reduzir tarifas de 44,1% dos produtos (4,4 mil itens), assegurando uma transição gradual e previsível”, afirmou a CNI.

Consequentemente, indústrias nacionais investem em tecnologia. Elas visam competitividade. Essa transição gradual protege empregos e fomenta inovação.

O acordo revoluciona o acesso brasileiro ao mundo. Atualmente, tratados cobrem apenas 8% das importações globais de bens. No entanto, com a União Europeia, esse número salta para 36%.

A CNI explica o cálculo. O bloco europeu representou 28% do comércio mundial em 2024. Assim, o Brasil integra-se melhor à economia internacional. Indústrias nacionais ganham visibilidade e parcerias.

Além disso, o tratado moderniza setores. Ele incentiva trocas complementares. Empresas brasileiras exportam mais e importam insumos de qualidade.

Foco na indústria bilateral

A indústria domina o fluxo entre Brasil e União Europeia. Nas exportações brasileiras ao bloco, bens industriais somam 46,3%. Já nos insumos, importações chegam a 56,6%, e exportações a 34,2%.

Esses números, segundo a CNI, provam sinergia. O acordo fortalece laços. Ele impulsiona modernização. Trabalhadores brasileiros beneficiam-se com novas oportunidades.

Em 2024, exportações ao bloco totalizaram US$ 48,2 bilhões. Isso equivale a 14,3% do total brasileiro. A União Europeia segue como segundo maior destino.

Do outro lado, importações da União Europeia atingiram US$ 47,2 bilhões. Elas representam 17,9% do total. Quase tudo, 98,4%, vem da indústria de transformação.

Portanto, o Brasil importa tecnologia e bens avançados. Isso eleva padrões locais. O acordo equilibra trocas. Ele reduz barreiras e estimula crescimento sustentável.

Empresas preveem mais investimentos. Elas apostam em parcerias europeias. Assim, a economia nacional ganha fôlego.

As discussões iniciaram em 1999. Elas enfrentaram pausas e revisões. Agora, o tratado elimina tarifas em mais de 90% do comércio. Prazos variam para setores sensíveis. Efeitos surgem gradualmente. Países ratificam o acordo. Economistas esperam impactos positivos ao longo dos anos.

O texto prevê reduções progressivas. Isso protege vulnerabilidades. Mercosul e União Europeia celebram o equilíbrio. Lula não viajou para a cerimônia em Assunção. Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores, representou o Brasil. Lula manteve agenda em Brasília.

Antes, Lula encontrou Ursula von der Leyen no Rio. O Planalto vê isso como gesto político. Ele reforça compromisso com o acordo. Assim, o governo prioriza diplomacia. Ele busca benefícios para trabalhadores e indústrias. O tratado simboliza avanço sob liderança progressista.

Com informações de g1*

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Exportações do Brasil crescem 18% na média diária até terceira semana deste ano https://www.ocafezinho.com/2026/01/19/exportacoes-do-brasil-crescem-18-na-media-diaria-ate-terceira-semana-deste-ano/ https://www.ocafezinho.com/2026/01/19/exportacoes-do-brasil-crescem-18-na-media-diaria-ate-terceira-semana-deste-ano/#respond Mon, 19 Jan 2026 23:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=224729 Comparação é com igual período do ano passado. Até a terceira semana de janeiro, as exportações somam US$ 14,99 bi e as importações, US$ 11,2 bi, com saldo positivo de US$ 3,8 bilhões. Indústrias extrativas e de transformação compartilham liderança com a agropecuária

A balança comercial registrou um superávit de US$ 3,8 bilhões nas três primeiras semanas de janeiro, resultado de US$ 14,98 bilhões em exportações e US$ 11,2 bilhões em importações. Apenas na 3ª semana de janeiro, as exportações somaram US$ 5,1 bi e importações, US$ 5,4 bi, gerando um saldo negativo de US$ 244 milhões.

Os resultados da balança comercial preliminar foram divulgados nesta segunda-feira (19/1) pela Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Veja os resultados da Balança Comercial Preliminar Parcial do Mês – 3º Semana de janeiro/2026

As exportações cresceram 18% na comparação entre a média diária até a 3ª semana de janeiro/2026 (US$ 1,36 bi) com a de janeiro/2025 (US$ 1,15 bi). Em relação às importações, houve queda de 2,6% na comparação entre as médias diárias até a 3ª semana de janeiro/2026 (US$ 1,02 bi) com a do mês de janeiro/2025 (US$ 1,04 bi).

Até a 3ª semana de janeiro/2026, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2,3 bi. Já o saldo, também por média diária, foi de US$ 341,51 milhões. Comparando-se este período com a média de janeiro/2025, houve crescimento de 8,2% na corrente de comércio.

Exportações e importações por setor

Na comparação do acumulado até a 3ª semana de janeiro/2026 com janeiro do ano passado, o desempenho dos setores exportadores, pela média diária, foi o seguinte: crescimento de US$ 108,39 mi (32,6%) em Industria Extrativa; de US$ 28,54 mi (16,6%) em Agropecuária; e de US$ 69,99 mi (10,9%) em produtos da Industria de Transformação.

Já na mesma comparação dos setores importadores, o desempenho pela média diária foi o seguinte: queda de US$ 4 milhões (8%) em Indústria Extrativa; de US$ 7,29 milhões (26%) em Agropecuária; e de US$ 16,23 milhões (1,7%) em produtos da Indústria de Transformação.

Publicado originalmente pela Agência Gov em 19/01/2026

Por Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Contexto internacional influencia preços das indústrias extrativas em novembro https://www.ocafezinho.com/2026/01/16/contexto-internacional-influencia-precos-das-industrias-extrativas-em-novembro/ https://www.ocafezinho.com/2026/01/16/contexto-internacional-influencia-precos-das-industrias-extrativas-em-novembro/#respond Fri, 16 Jan 2026 22:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=224628 Queda moderada de 0,37% é influenciada pelo setor extrativo; indústria de transformação mantém trajetória de suavização nos custos

Os preços da indústria nacional caíram 0,37% em novembro frente a outubro (-0,47%), influenciados principalmente pelas indústrias extrativas, que registraram variação de -3,43%. Essa foi a décima taxa negativa consecutiva após uma série de 12 resultados positivos seguidos, entre fevereiro de 2024 e janeiro de 2025. Nos últimos 12 meses, o índice apresentou queda de 3,38% e o acumulado no ano ficou em -4,66%. Em novembro de 2024, a variação mensal havia sido de 1,25%.

As informações são do Índice de Preços ao Produtor (IPP) das Indústrias Extrativas e de Transformação, divulgadas hoje (16) pelo IBGE. A pesquisa mede os preços de produtos “na porta de fábrica”, sem impostos e fretes, e abrange as grandes categorias econômicas.

Um total de 12 das 24 atividades industriais investigadas na pesquisa apresentaram variações negativas de preço ante o mês imediatamente anterior. Em outubro, 11 atividades haviam apresentado menores preços médios em relação ao mês de setembro. As quatro variações mais intensas foram em impressão (3,88%); indústrias extrativas (-3,43%); outros produtos químicos (-1,52%); e papel e celulose (1,35%).

De acordo com Alexandre Brandão, gerente de análise e metodologia, a maior influência das indústrias extrativas no IPP de novembro pode ser explicada pelo contexto internacional:

“Este é um setor que acompanha bem de perto o movimento internacional, o que não foi diferente em novembro. Os produtos da extração de petróleo e gás e os da extração de minerais ferrosos acompanharam o movimento de recuo dos preços. Em sentido contrário, houve aumento de preços de ‘minérios de cobre e seus concentrados, bruto ou beneficiado’, um não-ferroso cujo preço acompanha, em particular, os preços do cobre na bolsa de Londres”.

Ainda segundo o gerente, no caso de ‘Minério de ferro e seus concentrados, exceto pelotizado/sinterizado’, que teve maior influência no resultado, a queda está em linha com um aumento da oferta global, em um momento de fraca demanda, em especial da China.

Já a explicação para o fato de os preços da indústria estarem negativos pelo décimo mês consecutivo tem raízes em especificidades setoriais. No setor de alimentos, responsável pelo principal impacto nos indicadores de longo prazo (-2,55 p.p., em -4,66%, no acumulado no ano; -2,16 p.p., em -3,38%, no acumulado em 12 meses), os produtos que puxam esse resultado negativo são dois tipos de açúcares, arroz e resíduos da soja, que no acumulado no ano, respondem por -7,94 p.p., em -9,91%; e no acumulado em 12 meses, por -7.89 p.p., em -8,42%.

“No caso do açúcar, 2025 tem se mostrado um ano de oferta mundial robusta, com as exportações brasileiras em destaque. O caso da soja não é muito diferente, tendo sido importante a menor demanda exercida pela China. O arroz, por sua vez, teve também uma oferta , particularmente pela ausência de problemas climáticos como os ocorridos em anos anteriores”, ressalta Alexandre.

Além dos aspectos mais diretamente ligados à dinâmica dos mercados dos produtos, outro fator importante, que perpassa várias atividades industriais, foi o comportamento do câmbio, com a apreciação do real frente ao dólar (no ano, em 12,4%, entre novembro de 2024 e novembro de 2025, em 8,0%).

Pela perspectiva das grandes categorias econômicas, o resultado de novembro registrou -0,01% de variação em bens de capital (BK); -0,75% em bens intermediários (BI); e 0,09% em bens de consumo (BC), sendo que a variação observada nos bens de consumo duráveis (BCD) foi de 0,30%, ao passo que nos bens de consumo semiduráveis e não duráveis (BCND) foi de 0,04%.

A principal influência dentre as Grandes Categorias Econômicas foi exercida por bens intermediários, cujo peso na composição do índice geral foi de 53,54% e respondeu por -0,40 p.p. da variação de -0,37% nas indústrias extrativas e de transformação.

Completam a lista bens de consumo, com influência de 0,03 p.p. e bens de capital com 0,00 p.p.. No caso de bens de consumo, a influência observada em novembro se divide em 0,02 p.p., que se deveu à variação nos preços de bens de consumo duráveis, e 0,01 p.p. associada à variação de bens de consumo semiduráveis e não duráveis.

Saiba mais sobre o IPP

O IPP acompanha a mudança média dos preços de venda recebidos pelos produtores domésticos de bens e serviços, e sua evolução ao longo do tempo, sinalizando as tendências inflacionárias de curto prazo no país. Trata-se de um indicador essencial para o acompanhamento macroeconômico e um valioso instrumento analítico para tomadores de decisão, públicos ou privados.

A pesquisa investiga, em pouco mais de 2.100 empresas, os preços recebidos pelo produtor, isentos de impostos, tarifas e fretes, definidos segundo as práticas comerciais mais usuais. Cerca de 6 mil preços são coletados mensalmente. As tabelas completas do IPP estão disponíveis no Sidra. A próxima divulgação do IPP, referente a dezembro, será em 11 de fevereiro.

Publicado originalmente pela Agência de Notícias IBGE em 16/01/2026

Por Marcelo Benedicto – Editoria Estatísticas Econômicas

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Menos burocracia coloca Maricá entre as líderes para novos negócios no RJ https://www.ocafezinho.com/2026/01/16/menos-burocracia-coloca-marica-entre-as-lideres-para-novos-negocios-no-rj/ https://www.ocafezinho.com/2026/01/16/menos-burocracia-coloca-marica-entre-as-lideres-para-novos-negocios-no-rj/#respond Fri, 16 Jan 2026 18:00:38 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=224623 Cidade alcança a 4º posição no Rio de Janeiro e reforça seu papel como polo de oportunidades para quem quer empreender

Maricá celebra um marco importante. A cidade agora figura entre as mais ágeis do estado do Rio de Janeiro para quem quer iniciar um negócio. Esse progresso reflete esforços concretos da administração local. Além disso, ele atrai olhares de investidores e fortalece a economia da região.

A Prefeitura de Maricá, através da Secretaria de Gestão Tributária e Fiscal, anuncia o feito. Pela primeira vez, o município alcança a quarta posição no ranking estadual de velocidade na abertura de empresas. O Centro de Liderança Pública (CLP) elaborou essa lista. Portanto, Maricá supera sua marca anterior e sobe um degrau no estado.

No panorama maior, a cidade ocupa o 15º lugar na Região Sudeste. Nacionalmente, ela se posiciona em 118º entre mais de cinco mil municípios. Esses números mostram um caminho positivo. Eles incentivam mais empreendedores a escolherem Maricá.

Leia também: Canadá aposta na China para reduzir dependência dos EUA

Crescimento expressivo em novos negócios

Recentemente, a Junta Comercial registrou um salto significativo. O número de empresas abertas na cidade cresceu 23% em relação a 2024. Essa expansão não surge por acaso. A desburocratização acelera os processos. Assim, Maricá se torna um polo atraente para investimentos.

Empresários economizam tempo e dinheiro. Consequentemente, o ambiente de negócios floresce. Mais empresas significam mais vagas de emprego. E isso beneficia diretamente as famílias locais. No entanto, o foco vai além dos números. Ele prioriza o desenvolvimento sustentável.

Políticas públicas inovadoras impulsionam essa mudança. Elas integram órgãos responsáveis e simplificam trâmites. Dessa forma, o município reduz barreiras. Empreendedores enfrentam menos obstáculos. Portanto, a cidade constrói um futuro mais próspero para todos.

Visão da secretária sobre as conquistas

Lawrice Souza, secretária de Gestão Tributária e Fiscal, destaca os motivos do sucesso. Ela enfatiza o compromisso com melhorias. “Esse resultado é fruto de uma política pública voltada à desburocratização, à modernização da gestão tributária e, sobretudo, à economia de tempo e de recursos. A integração entre os órgãos envolvidos na abertura de empresas e a simplificação dos procedimentos tornaram o município mais ágil e eficiente, reduzindo custos para quem empreende, fortalecendo o ambiente de negócios e contribuindo diretamente para a geração de emprego e renda na cidade”, frisou a secretária de Gestão Tributária e Fiscal Lawrice Souza.

Suas palavras reforçam o impacto social. Além disso, elas inspiram outras cidades a seguirem o exemplo. Políticas como essas promovem igualdade de oportunidades. Elas ajudam pequenos empreendedores a prosperarem.

Detalhes do ranking do CLP

O Centro de Liderança Pública divulgou os dados nos Rankings de Competitividade dos Estados e dos Municípios. Essas ferramentas analisam capacidades administrativas. Elas visam melhorar o bem-estar da população.

Interessados consultam o ranking completo no site https://rankingdecompetitividade.org.br/municipios/. Lá, encontram análises detalhadas. Assim, cidadãos acompanham o progresso de suas cidades.

O CLP busca fomentar boas práticas. Consequentemente, estados e municípios competem de forma saudável. Maricá exemplifica como ações locais geram resultados amplos. No fim das contas, o foco permanece no povo. Empregos e renda elevam a qualidade de vida. E isso constrói comunidades mais fortes.

Com informações de Maricá*

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Produção industrial fica estável em novembro e cresce 0,6% no acumulado de 2025 https://www.ocafezinho.com/2026/01/08/producao-industrial-fica-estavel-em-novembro-e-cresce-06-no-acumulado-de-2025/ https://www.ocafezinho.com/2026/01/08/producao-industrial-fica-estavel-em-novembro-e-cresce-06-no-acumulado-de-2025/#respond Thu, 08 Jan 2026 15:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=224256 Dez dos 25 ramos industriais pesquisados mostraram avanço na produção em novembro de 2025 frente ao mês imediatamente anterior, com setor de produtos farmoquímicos e farmacêuticos exercendo o principal impacto na média da indústria

O setor industrial mostrou variação nula (0,0%) frente ao mês anterior, na série livre de influências sazonais, após apontar acréscimo de 0,1% em outubro. Com esses resultados, a produção industrial permanece 2,4% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020), mas ainda está 14,8% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011.

Na comparação com novembro de 2024, o total da indústria voltou a registrar queda na produção e recuou 1,2%.

No acumulado do ano, o setor industrial avançou 0,6%, e, nos últimos 12 meses, o crescimento foi de 0,7%, permanecendo no campo positivo, mas assinalando perda de ritmo frente aos resultados dos meses anteriores. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada hoje (8) pelo IBGE.

Duas das quatro grandes categorias econômicas e 15 dos 25 ramos industriais pesquisados mostraram recuo na produção em novembro de 2025 frente ao mês imediatamente anterior. A principal influência negativa foi registrada por indústrias extrativas, que recuou 2,6% em novembro. De acordo com o gerente da pesquisa, André Macedo, “a queda observada neste mês foi influenciada pela menor produção de óleos brutos de petróleo, gás natural e minérios de ferro. Vale destacar que essa retração eliminou parte do avanço de 3,5% verificado em outubro, quando interrompeu dois meses consecutivos de queda na produção.” O gerente também destaca que neste mês observa-se um número maior de atividades no campo negativo.

Outros destaques negativos vieram dos setores de veículos automotores, reboques e carrocerias (-1,6%), de produtos químicos (-1,2%), de produtos alimentícios (-0,5%) e de bebidas (-2,1%).

Por outro lado, entre as dez atividades que mostraram avanço na produção, o setor de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (9,8%) exerceu o principal impacto na média da indústria. Outras influências positivas relevantes vieram de impressão e reprodução de gravações (18,3%), de metalurgia (1,8%), de produtos de metal (2,7%), de produtos de minerais não metálicos (3,0%) e de máquinas e equipamentos (2,0%).

Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com outubro de 2025, na série com ajuste sazonal, bens de consumo duráveis, ao recuar 2,5%, assinalou a taxa negativa mais elevada em novembro de 2025 e eliminou parte da expansão de 2,8% verificada no mês anterior. O setor produtor de bens intermediários (-0,6%) também mostrou resultado negativo e marcou o terceiro mês consecutivo de queda na produção, período em que acumulou perda de 1,8%. Por outro lado, os segmentos de bens de capital (0,7%) e de bens de consumo semi e não duráveis (0,6%) assinalaram as taxas positivas em novembro de 2025, com o primeiro avançando 2,1% em três meses seguidos de crescimento; e o segundo acumulando ganho de 1,5% no período outubro-novembro de 2025.

Na comparação com igual mês do ano anterior, o setor industrial mostrou recuo de 1,2% em novembro de 2025, com resultados negativos em 3 das 4 grandes categorias econômicas, 16 dos 25 ramos, 51 dos 80 grupos e 54,4% dos 789 produtos pesquisados.

Entre as atividades, as principais influências negativas no total da indústria foram assinaladas por coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-9,2%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (-7,0%). Outros destaques negativos foram registrados pelos setores de produtos de metal (-6,8%), de produtos químicos (-1,8%), de produtos de madeira (-12,4%), de bebidas (-4,2%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-5,3%), de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (-7,5%), de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-5,7%) e de móveis (-5,8%).

Por outro lado, ainda na comparação com novembro de 2024, entre as nove atividades que apontaram expansão na produção, indústrias extrativas (4,6%) e produtos alimentícios (4,0%) exerceram as maiores influências na formação da média da indústria. Outros impactos positivos importantes foram assinalados pelos ramos de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (9,8%), de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (5,4%), de celulose, papel e produtos de papel (3,0%) e de metalurgia (1,7%).

Mais sobre a pesquisa

A PIM Brasil produz indicadores de curto prazo desde a década de 1970 relativos ao comportamento do produto real das indústrias extrativa e de transformação. A partir de março de 2023, teve início a divulgação da nova série de índices mensais da produção industrial, após reformulação para atualizar a amostra de atividades, produtos e informantes; elaborar uma nova estrutura de ponderação dos índices com base em estatísticas industriais mais recentes; atualização do ano base de referência da pesquisa; e a incorporação de novas unidades da federação na divulgação dos resultados regionais da pesquisa. Essas alterações metodológicas são necessárias e buscam incorporar as mudanças econômicas da sociedade.

Os resultados podem ser consultados no Sidra. A próxima divulgação da PIM Brasil, referente a dezembro de 2025, será em 3 de fevereiro.

Publicado originalmente pela Agência de Notícias IBGE em 08/01/2026

Por Jana Peters – Estatísticas Econômicas

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https://www.ocafezinho.com/2026/01/08/producao-industrial-fica-estavel-em-novembro-e-cresce-06-no-acumulado-de-2025/feed/ 0
Produção industrial reverte queda e sobe 0,1% em outubro https://www.ocafezinho.com/2025/12/04/producao-industrial-reverte-queda-e-sobe-01-em-outubro/ https://www.ocafezinho.com/2025/12/04/producao-industrial-reverte-queda-e-sobe-01-em-outubro/#respond Thu, 04 Dec 2025 17:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=222506 Indústrias extrativas foram a principal influência no setor industrial, com avanço de 3,6% em outubro

O setor industrial variou 0,1% em outubro de 2025, na comparação com o mês anterior, após apontar perda de 0,4% em setembro. Com esses resultados, a produção industrial se encontra 2,4% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020), mas ainda 14,8% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011.

Na comparação com outubro de 2024, o total da indústria voltou a registrar queda na produção e recuou 0,5%.

No acumulado do ano, o setor industrial avançou 0,8%, e, nos últimos 12 meses, o crescimento foi de 0,9%, permanecendo no campo positivo, mas assinalando perda de ritmo frente aos resultados dos meses anteriores. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada hoje (2) pelo IBGE.

Três das quatro grandes categorias econômicas e 12 dos 25 ramos industriais pesquisados mostraram expansão na produção em outubro de 2025 frente ao mês imediatamente anterior – na série com ajuste sazonal. A principal influência foi a de indústrias extrativas, que cresceu 3,6% em outubro. De acordo com o gerente da pesquisa, André Macedo, “o avanço foi influenciado pela maior extração de petróleo, minério de ferro e gás natural. Vale destacar que o crescimento observado em outubro de 2025 eliminou a perda de 1,7% acumulada nos meses de agosto e setembro desse ano”.

Outros destaques positivos vieram dos setores de produtos alimentícios (0,9%), de veículos automotores, reboques e carrocerias (2,0%), de produtos químicos (1,3%), de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (4,1%) e de confecção de artigos do vestuário e acessórios (3,8%).

Por outro lado, entre as treze atividades que mostraram recuo na produção, coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-3,9%) e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-10,8%) exerceram os principais impactos na média da indústria. “A primeira intensificou a queda de 0,5% verificada no mês anterior e foi pressionada por paralisações em unidades produtivas do setor que impactaram na produção dos derivados do petróleo. Já na indústria farmacêutica, que acumulou perda de 19,8% em dois meses consecutivos de recuo na produção, após avançar 28,6% no período maio-agosto de 2025, observa-se a menor fabricação de medicamentos”, explica o gerente da pesquisa. Outras influências negativas sobre o total da indústria vieram de impressão e reprodução de gravações (-28,6%) e de produtos do fumo (-19,5%).

Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com setembro de 2025, bens de consumo duráveis, ao avançar 2,7%, assinalou a taxa positiva mais elevada em outubro e eliminou o recuo de 1,3% verificado no mês anterior. Os setores produtores de bens de capital (1,0%) e de bens de consumo semi e não duráveis (1,0%) também mostraram avanços nesse mês. O primeiro acumulou ganho de 1,4% em dois meses seguidos de avanço na produção; e o segundo voltou a crescer após registrar -0,1% no mês anterior, quando interrompeu dois meses consecutivos de taxas positivas, período em que acumulou expansão de 1,3%. Por outro lado, o segmento de bens intermediários (-0,8%) mostrou o único resultado negativo em outubro de 2025 e intensificou a perda de 0,4% verificada em setembro.

Na comparação com igual mês do ano anterior, o setor industrial mostrou recuo de 0,5% em outubro de 2025, com resultados negativos em 3 das 4 grandes categorias econômicas, 15 dos 25 ramos, 53 dos 80 grupos e 53,0% dos 789 produtos pesquisados. Entre as atividades, as principais influências negativas no total da indústria foram assinaladas por coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-10,7%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (-8,4%). Outros destaques negativos foram registrados pelos setores de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-9,3%), de produtos de metal (-5,9%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-6,3%), de impressão e reprodução de gravações (-18,7%), de produtos de madeira (-10,7%), de produtos químicos (-1,0%) e de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (-4,3%).

Por outro lado, ainda na comparação com outubro de 2024, entre as dez atividades que apontaram expansão na produção, as de indústrias extrativas (10,1%) e de produtos alimentícios (5,3%) exerceram as maiores influências na formação da média da indústria. Outros impactos positivos importantes foram assinalados pelos ramos de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (10,1%), de outros equipamentos de transporte (8,3%), de máquinas e equipamentos (2,7%) e de produtos têxteis (5,9%).

Mais sobre a pesquisa

A PIM Brasil produz indicadores de curto prazo desde a década de 1970 relativos ao comportamento do produto real das indústrias extrativa e de transformação. A partir de março de 2023, teve início a divulgação da nova série de índices mensais da produção industrial, após reformulação para atualizar a amostra de atividades, produtos e informantes; elaborar uma nova estrutura de ponderação dos índices com base em estatísticas industriais mais recentes; atualização do ano base de referência da pesquisa; e a incorporação de novas unidades da federação na divulgação dos resultados regionais da pesquisa. Essas alterações metodológicas são necessárias e buscam incorporar as mudanças econômicas da sociedade.

Os resultados podem ser consultados no Sidra . A próxima divulgação da PIM Brasil, referente a novembro de 2025, será em 8 de janeiro.

Publicado originalmente pela Agência de Notícias IBGE em 02/12/2025

Por Sabrina Pirrho – Editoria Estatísticas Econômicas

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Chamada Nordeste da Nova Indústria Brasil aprova R$ 113 bilhões em propostas para região https://www.ocafezinho.com/2025/12/02/chamada-nordeste-da-nova-industria-brasil-aprova-r-113-bilhoes-em-propostas-para-regiao/ https://www.ocafezinho.com/2025/12/02/chamada-nordeste-da-nova-industria-brasil-aprova-r-113-bilhoes-em-propostas-para-regiao/#respond Tue, 02 Dec 2025 11:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=222309 Esta foi a maior chamada para apoiar projetos na indústria da região. Das 189 propostas selecionadas, 74% são de micro, pequenas e médias empresas

A chamada pública de projetos para o Nordeste da Nova Indústria Brasil (NIB) selecionou 189 projetos que somam R$ 113 bilhões, mais de 11 vezes superior à estimativa inicial de R$ 10 bilhões. Lançada em maio, a chamada dispôs R$ 10 bilhões em crédito para projetos estruturantes com foco em inovação, reindustrialização e desenvolvimento sustentável. E recebeu propostas que somaram R$ 127 bilhões, em 245 propostas.

O anúncio dos projetos selecionados foi feito nesta segunda-feira (1º/12), durante a Assembleia Geral dos Governadores e Governadoras do Nordeste em Teresina (PI). E reuniu representantes do Consórcio Nordeste, da Sudene e das instituições financeiras que participam da Chamada.

“A resposta do Nordeste à chamada da Nova Indústria Brasil é uma prova inquestionável do potencial de inovação e do empreendedorismo da região. E o mais importante: 74% destas propostas vêm de micro, pequenas e médias empresas, que são o motor que transforma inovação em emprego e renda. Com esta chamada, estamos garantindo que o desenvolvimento sustentável e a neoindustrialização cheguem na ponta, alcançando os que estão mais perto das necessidades e das oportunidades locais”, afirma o ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Geraldo Alckmin.

Correção de distorções

O presidente do Consórcio Nordeste e governador do Piauí, Rafael Fonteles, destacou que sua principal bandeira foi ampliar o crédito ao setor produtivo, visando a corrigir a histórica desproporção entre os recursos recebidos e a participação da região no PIB nacional.

“Hoje celebramos o grande anúncio dessa coalização de bancos liderados pelo BNDES que está garantindo um volume de recursos jamais visto na história da industrialização nordestina. Chegamos a R$ 113 bilhões! São investimentos na área da indústria verde, da transição energética, da bioeconomia, tudo a ver com o potencial que o Nordeste tem. Ficamos felizes em demonstrar para o Brasil e para as instituições financeiras que, quando há oportunidade de crédito, as empresas nordestinas aproveitam e aproveitam muito bem”, afirmou Rafael Fonteles.

A Chamada Nordeste da Nova Indústria Brasil (NIB) é resultado de uma ação conjunta e inédita de fomento, construída entre os bancos públicos federais – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco do Brasil (BB), Caixa Econômica Federal (Caixa), Banco do Nordeste (BNB) – e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), com apoio técnico da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável do Nordeste (Consórcio Nordeste).

Um marco para o Nordeste

“O BNDES está fazendo, em conjunto com as instituições parceiras, o Consórcio do Nordeste e a Sudene, uma entrega extraordinária. No governo do presidente Lula, o Nordeste voltou a ser prioridade, porque tem proposta, porque tem desenvolvimento e precisa ser tratado com a dignidade que não teve em governos anteriores. O BNDES aumentou em 32% os recursos para a região e essa chamada é um marco para o Nordeste, vai significar um salto de desenvolvimento e de oportunidades”, afirma Aloizio Mercadante, presidente do BNDES

O superintendente da Sudene, Francisco Alexandre, destacou que os resultados refletem o fortalecimento da articulação federal na região. “A reativação do Comitê Regional das Instituições Financeiras Federais (Coriff), conduzida pela Sudene, permitiu reunir os principais atores financeiros do Governo do Brasil em torno de uma agenda integrada. Essa governança renovada tornou possível alinhar instrumentos, antecipar oportunidades e posicionar o Nordeste como protagonista de uma nova fase da indústria brasileira.”

As 189 propostas selecionadas são vindas dos nove estados da região e para as cinco áreas estratégicas da chamada: transição energética com foco em armazenamento, 59 propostas; bioeconomia com foco em fármacos, 39 projetos; hidrogênio verde, 44 projetos; data center verde, 40 iniciativas; e setor automotivo, incluindo máquinas agrícolas, com 37 projetos.

A lista das propostas selecionadas está disponível aqui.

Das propostas selecionadas, 74% são de micro, pequenas e médias empresas, 32% foram projetos em consórcio com outras empresas e 77% envolveram a cooperação com instituições de ciência e tecnologia. Empresas não aprovadas também serão procuradas para avaliação de oportunidades.

Guia para investimentos

Segundo o presidente da Finep, Luiz Antônio Elias, a Chamada Nordeste é um marco. “Ela fortalece políticas públicas, promove inovação, amplia a competitividade regional e contribui para a redução das assimetrias históricas que ainda marcam o país. É a demonstração de que, quando articulamos instituições, ciência e setor produtivo, construímos as bases de um desenvolvimento sustentável e socialmente justo. A Finep contará com seus mais diversos instrumentos para apoiar as 189 empresas aprovadas. E de forma inédita teremos recursos de subvenção econômica de caráter exclusivamente regional, são recursos não reembolsáveis para que o Estado compartilhe o risco da inovação com o setor privado”, afirmou o executivo.

A próxima etapa será a estruturação de Planos de Suporte Conjunto (PSC) para as propostas selecionadas. O objetivo do PSC é servir como um guia, ajudando às empresas a recorrerem às linhas e instituições mais adequadas a cada proposta. Serão ofertadas as linhas mais benéficas dentre os instrumentos de crédito, não reembolsável e subvenção.

Os PSC serão concluídos ainda em dezembro, antecipando o prazo originalmente previsto, e enviados aos contatos cadastrados. Após receberem o PSC, as empresas devem encaminhar os projetos para análise, aprovação e contratação. As propostas selecionadas seguirão o fluxo usual de tramitação de operações no âmbito das instituições financeiras que participam da Chamada, o que inclui análise técnica, financeira e jurídica dos projetos.

Parceria inédita

A Chamada Nordeste da Nova Indústria Brasil (NIB) foi a maior chamada de projetos para indústria do Nordeste e a única que, pela primeira vez, reuniu as diversas instituições de fomento federais com o objetivo de apoiar projetos para promover o desenvolvimento e a inovação na região.

As instituições parceiras oferecerão diferentes modalidades de apoio, como crédito, subvenção econômica não reembolsável e participação societária. A Sudene e o Consórcio Nordeste atuaram como parceiros técnicos, aportando conhecimento estratégico sobre o território e os setores prioritários.

A chamada foi aberta a participação de empresas e cooperativas. As propostas podiam conter ações como instalação de infraestrutura física, aquisição de máquinas e equipamentos, implantação de plantas-piloto, contratação de recursos humanos, desenvolvimento de projetos com universidades e centros de pesquisa, além de capital de giro e engenharia.

Publicado originalmente pela Agência Gov em 01/12/2025

Por BNDES

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Sob Lula, indústria de defesa brasileira cresceu 114% https://www.ocafezinho.com/2025/12/01/sob-lula-industria-de-defesa-brasileira-cresceu-114/ https://www.ocafezinho.com/2025/12/01/sob-lula-industria-de-defesa-brasileira-cresceu-114/#respond Mon, 01 Dec 2025 23:20:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=222294 Durante o atual governo de esquerda, a indústria de defesa registrou um salto de 114% em dois anos, impulsionada por exportações recordes e por uma agenda de modernização que fortalece a soberania e a tecnologia nacionais

Em um cenário geopolítico complexo, um setor estratégico nacional comemora números que falam por si só: a indústria brasileira de defesa não apenas retomou seu fôlego, como está batendo recordes históricos no mercado internacional. Sob uma política de Estado que prioriza a soberania e o desenvolvimento tecnológico interno, o segmento mais que duplicou suas exportações em apenas dois anos, registrando um crescimento acumulado de impressionantes 114% entre 2023 e 2025. O salto é um claro indicador de capacidade reconquistada e de confiança externa renovada.

Os dados, consolidados pela Secretaria de Produtos de Defesa (Seprod), mostram que as autorizações para exportação atingiram a marca de US$ 3,1 bilhões em 2025. O valor representa um aumento de 74% em relação ao ano anterior (US$ 1,78 bilhão) e mais que o dobro do registrado em 2023 (US$ 1,45 bilhão). A carteira de clientes abrange cerca de 140 nações, com destaque para potências e parceiros tradicionais como Alemanha, Estados Unidos, Portugal, Emirados Árabes Unidos e Bulgária. Cerca de 80 empresas nacionais estão na linha de frente dessa conquista comercial.

Muito mais que armas: um projeto de nação e geração de emprego

Indústria brasileira de defesa amplia exportações e cresce 114% em dois anos
Com vendas autorizadas que somam US$ 3,1 bilhões, o setor expande participação internacional e reforça a relevância de suas mais de 80 empresas exportadoras / Reprodução

Reduzir este setor à venda de armamentos seria um erro grave. A Base Industrial de Defesa (BID) brasileira é um ecossistema complexo que desenvolve tecnologia de ponta em áreas críticas: desde aeronaves e embarcações até sistemas cibernéticos de proteção de dados, radares de última geração, munições, blindados e soluções seguras de comunicação. Essa diversificação não só moderniza as Forças Armadas, garantindo autonomia em temas sensíveis, como também impulsiona a economia como um todo.

O impacto social e econômico é profundo. O setor responde por 3,49% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional e é responsável pela geração de quase 3 milhões de empregos diretos e indiretos, espalhando renda e qualificação técnica por diversas regiões do país. Trata-se de uma política industrial que entende a defesa como um vetor de desenvolvimento, inovação e proteção do patrimônio tecnológico brasileiro.

“O Ministério da Defesa trabalha diretamente ligado para auxiliar a nossa base industrial de defesa a ter condições de produzir equipamentos, munições, enfim, uma gama variada de produtos para atender às forças armadas brasileiras e, com isso, torná-las as capazes de ter produtos com competitividade para a venda no mundo como um todo. O Ministério da Defesa utiliza a Seprod como instrumento para ter esse relacionamento com a nossa indústria de defesa, para que ela continue crescendo, se mantendo em alto grau de tecnologia e continue aumentando suas vendas para o mundo”, afirma o Secretário de Produtos de Defesa, Heraldo Luiz Rodrigues.

A máquina que viabiliza o crescimento: quatro engrenagens em sincronia

Setor bélico nacional ganha fôlego e mira novos mercados
Ações coordenadas entre governo, diplomacia, bancos públicos e setor privado ampliam competitividade e abrem novas frentes comerciais em mais de 140 países / Reprodução

O sucesso recente não é obra do acaso, mas resultado de uma arquitetura institucional reativada e focada. No âmbito do Ministério da Defesa, a Seprod atua por meio de quatro departamentos especializados, cada um com um papel distinto e complementar.

A ponta de lança comercial é o Departamento de Promoção Comercial (Depcom), que leva a marca “Defesa Brasil” para feiras internacionais e eventos bilaterais. Em 2025, a estratégia incluiu a promoção de Diálogos de Indústria com países como Turquia e Jordânia, participação na feira LAAD, no Rio de Janeiro, e a organização do “Brazilian Defense Day Embaixadas”, em Brasília, que reuniu diplomatas de cerca de 50 nações e 47 empresas nacionais.

regulação e a qualidade são pilares tocados pelo Departamento de Produtos de Defesa (Deprod). Ele é responsável pela classificação de produtos e credenciamento de empresas, garantindo padrões técnicos rigorosos. Atualmente, 307 empresas e 2.219 produtos estão cadastrados no sistema, com 62 novas empresas e 417 novos produtos integrados apenas em 2025.

Departamento de Financiamentos e Economia de Defesa (Depfin) busca as parcerias e recursos para viabilizar os projetos. Um marco recente foi a assinatura de um acordo de cooperação técnica com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) para aumentar a participação do setor nas exportações e elevar os índices de nacionalização de componentes.

Por fim, o coração da inovação bate no Departamento de Ciência, Tecnologia e Inovação (Decti). Seu foco é converter conhecimento científico em produtos competitivos. Nos últimos cinco anos, cerca de 140 projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) foram incorporados à carteira do setor, com investimentos de R$ 700 milhões. Adicionalmente, 34 projetos receberam subvenções de agências como Finep e CNPq, totalizando R$ 1,1 bilhão em apoio. Seminários de integração entre governo, indústria e academia completam a estratégia para manter a vanguarda tecnológica.

Os números mostram uma trajetória. A história que contam, porém, é a de um setor estratégico redescoberto, que combina segurança nacional com desenvolvimento industrial, e que está provando, no competitivo mercado global, que a tecnologia verde-amarela tem valor, qualidade e destino certo.

Com informações de Agência Gov | Via Ministério da Defesa

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Indústria brasileira de defesa amplia exportações e cresce 114% em dois anos https://www.ocafezinho.com/2025/12/01/industria-brasileira-de-defesa-amplia-exportacoes-e-cresce-114-em-dois-anos/ https://www.ocafezinho.com/2025/12/01/industria-brasileira-de-defesa-amplia-exportacoes-e-cresce-114-em-dois-anos/#respond Mon, 01 Dec 2025 18:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=222253 Com início em 2023, retomada inclui produção e venda de aeronaves, embarcações, blindados, munições, soluções cibernéticas para proteção de dados, radares e sistemas seguros de comunicação. Setor responde por 3,49% do PIB

A indústria de defesa brasileira acaba de atingir novo recorde histórico de exportações. São US$ 3,1 bilhões em autorizações para exportações de produtos e serviços, crescimento de 74% em relação a 2024 (US$ 1,78 bilhão). Além disso, o valor é mais que o dobro do registrado em 2023 (US$ 1,45 bilhão). Em aceleração, houve um acumulado de cerca 114%, entre 2023 e 2025, o que demonstra que o setor mais que duplicou seu volume de exportações nesse período.

Os cinco maiores importadores de produtos de defesa brasileiros são: Alemanha, Bulgária, Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos da América e Portugal. A Base Industrial de Defesa (BID) se destaca no mercado internacional, comercializando para aproximadamente 140 países em todos os continentes. Atualmente, são cerca de 80 empresas exportadoras.

Composto por empresas que desenvolvem aeronaves, embarcações, blindados, munições, soluções cibernéticas para proteção de dados, radares, sistemas seguros de comunicação e armamentos, o segmento é estratégico para o país, além de contribuir para a modernização das Forças Armadas. Essencial para a soberania nacional, o setor representa cerca de 3,49% do PIB e gera quase 3 milhões de empregos diretos e indiretos.

“O Ministério da Defesa trabalha diretamente ligado para auxiliar a nossa base industrial de defesa a ter condições de produzir equipamentos, munições, enfim, uma gama variada de produtos para atender às forças armadas brasileiras e, com isso, torná-las as capazes de ter produtos com competitividade para a venda no mundo como um todo. O Ministério da Defesa utiliza a Seprod como instrumento para ter esse relacionamento com a nossa indústria de defesa, para que ela continue crescendo, se mantendo em alto grau de tecnologia e continue aumentando suas vendas para o mundo”, afirma o Secretário de Produtos de Defesa, Heraldo Luiz Rodrigues.

Trabalho conjunto

Uma das funções do Ministério da Defesa é criar condições que permitam alavancar a BID, capacitando a indústria nacional do setor para que conquiste autonomia em tecnologias estratégicas para o país. Assim é um dos principais responsáveis pelo aumento das exportações.

O resultado também é fruto do trabalho em conjunto com outros atores: órgãos governamentais, agências de investimento, bancos públicos, corpo diplomático, entidades de classe, empresas, entre outros. No Ministério da Defesa, o setor responsável pelo estímulo à BID é a Secretaria de Produtos de Defesa (Seprod), que possui quatro departamentos.

O Departamento de Promoção Comercial (Depcom) participa de feiras internacionais de defesa e de eventos empresariais bilaterais para buscar novas oportunidades para a BID no mercados nacional e estrangeiro. Além disso, autoriza as exportações de produtos de defesa.

Em 2025, promoveu dois Diálogos de Indústria de Defesa com Turquia e Jordânia, realizados em Brasília, e participou da feira LAAD Defence & Security, no Rio de Janeiro (RJ), quando foram fechados contratos de venda de produtos de defesa para alguns países. Também organizou o Brazilian Defense Day Embaixadas, na capital federal, com a participação do corpo diplomático de cerca de 50 países e 47 empresas, com o objetivo de impulsionar as exportações de produtos de defesa.

Regulação

Por sua vez, o Departamento de Produtos de Defesa (Deprod) atua na formulação de propostas relacionadas à legislação do setor; acompanha as compensações tecnológica, industrial e comercial (offset) de interesse da Defesa; e gerencia o processo de cadastramento de empresas e produtos de defesa.

Atualmente, são 307 empresas credenciadas e 2.219 produtos classificados. Em 2025, foram classificados 417 produtos e credenciadas 62 novas empresas. A qualidade dos produtos é garantida por meio das visitas de avaliação técnica realizadas periodicamente às empresas credenciadas.

Parcerias

Já o Departamento de Financiamentos e Economia de Defesa (Depfin) tem como atribuições principais a proposição de parcerias com instituições públicas e privadas para a obtenção de financiamentos, garantias e investimentos para as instituições científicas, tecnológicas e de inovação e o acompanhamento da política tarifária que incide na importação e exportação de produtos de defesa.

Neste ano foi assinado um acordo de cooperação técnica com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) para fortalecer a BID por meio da ampliação da participação do setor de defesa nas exportações brasileiras, além do aumento dos índices de nacionalização de bens e serviços do setor.

Inovação e Desenvolvimento Tecnológico

O Departamento de Ciência, Tecnologia e Inovação (Decti) atua para transformar o potencial científico e tecnológico brasileiro em produtos competitivos, capazes de atender às exigências do mercado internacional e ampliar as exportações. Essa estratégia fortalece a autonomia nacional em áreas sensíveis e estimula a Base Industrial de Defesa (BID).

Nos últimos cinco anos, cerca de 140 projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) foram incorporados à Carteira de Projetos de Ciência e Tecnologia e Inovação (CTI) em Matéria de Defesa, com investimentos que já somam R$ 700 milhões. Além disso, 34 projetos da BID receberam subvenções econômicas de agências de fomento, como a Finep e o CNPq, totalizando R$ 1,1 bilhão em apoio financeiro.

Em 2025, o Decti promoveu dois Seminários de Integração das Instituições de CTI em Defesa, reunindo governo, indústria e academia para compartilhar experiências, criar parcerias e aperfeiçoar programas e produtos. Essas iniciativas são fundamentais para garantir que a inovação tecnológica se traduza em soluções práticas, aumentando a competitividade da indústria nacional no cenário global.

Publicado originalmente pela Agência Gov em 01/12/2025

Por Rafael Paixão – Ministério da Defesa

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Operação expõe rede bilionária de fraude em combustíveis https://www.ocafezinho.com/2025/11/27/operacao-expoe-rede-bilionaria-de-fraude-em-combustiveis/ https://www.ocafezinho.com/2025/11/27/operacao-expoe-rede-bilionaria-de-fraude-em-combustiveis/#respond Thu, 27 Nov 2025 19:40:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=222068 Receita desmonta engrenagem que ocultava tributos e lucros, desarticulando um conglomerado que acumulou mais de R$ 26 bilhões em dívidas e operou como devedor contumaz

A quinta-feira (27/11) começou com uma demonstração rara de articulação entre órgãos públicos para enfrentar um dos maiores esquemas de sonegação fiscal do país. A Receita Federal, com apoio da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e de instituições estaduais e municipais, deflagrou a Operação “Poço de Lobato”, mirando um conglomerado que, além de controlar parte relevante da cadeia de combustíveis, figura como o maior devedor contumaz do Brasil — acumulando mais de R$ 26 bilhões em dívidas tributárias.


Rede coordenada mira cinco estados e um grupo com poder nacional

Ao todo, 126 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Distrito Federal e Bahia. A operação mobiliza servidores da Receita Federal, do Ministério Público de São Paulo, da Secretaria da Fazenda e Planejamento paulista, da Secretaria Municipal da Fazenda, da PGFN, da Procuradoria-Geral do Estado e das polícias Civil e Militar.

O alvo não é novo no radar das autoridades. O grupo investigado mantém vínculos financeiros com empresas e pessoas ligadas à Operação Carbono Oculto, realizada em agosto de 2025, e atua em praticamente todo o território nacional. Seu núcleo principal está no Rio de Janeiro, mas seus tentáculos atravessam do comércio varejista ao complexo sistema de importação de combustíveis.


Bloqueio bilionário e movimentações suspeitas revelam estrutura empresarial paralela

O Cira/SP e a PGFN obtiveram medidas judiciais que bloquearam mais de R$ 10,2 bilhões em bens — de imóveis a veículos — para garantir o pagamento dos tributos sonegados. A investigação aponta que o grupo movimentou mais de R$ 70 bilhões em apenas um ano, manipulando empresas próprias, fundos de investimento e offshores. Parte dessas operações era administrada internamente, por financeiras controladas pelos próprios investigados.

Os números impressionam: um único núcleo financeiro movimentou mais de R$ 72 bilhões entre o segundo semestre de 2024 e o primeiro semestre de 2025. Essa engrenagem funcionava por meio de uma empresa “mãe” que comandava diversas “filhas”, todas operando em cadeia para dificultar a identificação de beneficiários finais. As chamadas “contas-bolsão”, utilizadas à margem da transparência regulatória, permitiam esconder a origem e o destino dos valores.

Após o colapso de distribuidoras atingidas pela Carbono Oculto, o grupo reorganizou totalmente sua estrutura financeira. Operadores que antes manejavam cerca de R$ 500 milhões passaram a controlar mais de R$ 72 bilhões, demonstrando a agilidade e a audácia da organização em contornar ações de fiscalização.


Fraudes estruturadas: da importação ao posto de gasolina

As irregularidades permeavam toda a cadeia de combustíveis. Importadoras adquiriram, entre 2020 e 2025, mais de R$ 32 bilhões em nafta, hidrocarbonetos e diesel, sempre atuando como “laranjas” de formuladoras e distribuidoras ligadas ao grupo.

A mesma organização foi recentemente alvo da Operação Cadeia de Carbono, que reteve quatro navios transportando 180 milhões de litros de combustível. A ANP interditou uma refinaria após constatar situações graves: importações com falsa declaração de conteúdo, ausência de provas de refino, uso de aditivos não autorizados e indícios de adulteração do combustível repassado ao consumidor.

Além disso, formuladoras, distribuidoras e postos ligados ao grupo praticavam sonegação sistemática, ampliando a concorrência desleal em um setor já marcado pela pressão tributária e pela falta de transparência.


Blindagem e lavagem: fundos, offshores e patrimônio oculto

A blindagem financeira seguia um padrão sofisticado. A Receita identificou 17 fundos ligados ao grupo, somando patrimônio líquido de R$ 8 bilhões. Muitos são fundos fechados com apenas um cotista — geralmente outro fundo — criando um labirinto contábil projetado para dificultar rastreamento. Há fortes indícios de conivência das administradoras responsáveis pelos fundos, que teriam omitido informações às autoridades fiscais.

A análise também identificou a participação de offshores registradas em Delaware, nos Estados Unidos, jurisdição conhecida pelo sigilo societário. Essas estruturas permitiam que os investigados não fossem tributados nem nos EUA nem no Brasil. O uso de empresas estrangeiras não parava aí: uma exportadora sediada em Houston, Texas, forneceu mais de R$ 12,5 bilhões em combustíveis ao conglomerado entre 2020 e 2025.

Pelo menos 15 offshores norte-americanas foram rastreadas, todas remetendo recursos para a compra de imóveis e participações societárias no Brasil, ultrapassando R$ 1 bilhão. Também foram identificados mais de R$ 1,2 bilhão enviados ao exterior como supostos contratos de mútuo, que depois retornavam ao país sob a fachada de investimentos estrangeiros — fechando um ciclo típico de lavagem internacional.


Nome simbólico remete às origens do petróleo brasileiro

O batismo da operação resgata um marco histórico: o Poço de Lobato, perfurado em 1939 no bairro homônimo de Salvador. O local simboliza o início da exploração petrolífera no país. Ao escolher o nome, os investigadores fizeram um paralelo direto entre a atividade legítima que marcou a industrialização brasileira e o esquema fraudulento de uma empresa inserida no mesmo setor, mas que se consolidou como um dos maiores sonegadores do país.


O avanço da Operação “Poço de Lobato” sinaliza uma guinada importante em um setor frequentemente dominado por interesses privados de alto poder econômico e político. Ao mirar um grupo que operou durante anos à sombra de regulações frágeis e de brechas legais, o Estado brasileiro demonstra que, quando instituições trabalham de forma coordenada e transparente, é possível enfrentar mesmo os maiores devedores — e proteger tanto a arrecadação quanto o consumidor final.

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China e Paraíba selam avanço quântico no Brasil https://www.ocafezinho.com/2025/11/27/china-e-paraiba-selam-avanco-quantico-no-brasil/ https://www.ocafezinho.com/2025/11/27/china-e-paraiba-selam-avanco-quantico-no-brasil/#respond Thu, 27 Nov 2025 16:31:35 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=222054 A parceria entre o governo da Paraíba, o MCTI e a chinesa CETC dá início ao primeiro centro internacional de computação quântica do país, com investimento robusto e transferência tecnológica

A Paraíba caminha para ocupar um espaço estratégico no mapa da tecnologia avançada do país. Nesta segunda-feira (24), o governador João Azevêdo recebeu representantes da empresa chinesa CETC na Granja Santana para avançar nas tratativas de implantação do primeiro Centro Internacional de Computação Quântica do Brasil — um empreendimento que promete reposicionar o estado como referência em pesquisa, indústria e formação de mão de obra qualificada.

Investimento robusto e parceria federativa para mudar o futuro

Com previsão de investimento de R$ 75 milhões e apoio direto do Governo Federal, por meio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a iniciativa deve começar a sair do papel no primeiro semestre de 2026. O coração do projeto será a aquisição de um computador quântico, instalado em uma área de cerca de 64 metros quadrados, acompanhado de um amplo programa de transferência de tecnologia e capacitação profissional.

A proposta tem potencial para mudar a dinâmica do mercado de trabalho na região e criar oportunidades para jovens que buscam inserção em áreas de ponta. Para João Azevêdo, trata-se de uma conquista histórica: “Esse projeto será revolucionário não só para a Paraíba, mas também para o Brasil. Gostaria de reafirmar o total envolvimento do nosso Governo na concretização deste projeto”, afirmou, destacando também a parceria com o Governo Federal.

O governador reforçou que o impacto do centro ultrapassa o campo tecnológico: “A implantação do Centro de Computação Quântica na Paraíba trará novos horizontes para a nossa população, abrindo uma janela enorme de oportunidades para os nossos jovens, mas também fortalecendo outras áreas muito importantes para o desenvolvimento da Paraíba, como a agricultura e a própria indústria.”

Pilares estratégicos e intercâmbio internacional

O secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Ensino Superior, Cláudio Furtado, explicou que o Centro será estruturado sobre três pilares considerados essenciais para o salto tecnológico pretendido.

Segundo ele, o primeiro eixo envolve o desenvolvimento de cálculos complexos em áreas científicas e produtivas que hoje só podem ser realizados com computadores quânticos. O segundo pilar corresponde à transferência de tecnologia, permitindo que o estado aprenda, domine e futuramente produza suas próprias máquinas quânticas. E, por fim, o terceiro ponto é a criação de um centro de formação de recursos humanos altamente qualificados, atraindo pesquisadores internacionais e fortalecendo a rede local de pesquisa.

Do lado chinês, o entusiasmo também é evidente. Xu Hai, vice-presidente da CETC-IQC, ressaltou a aposta da instituição no estado: “Por isso, o objetivo desse projeto é que o Estado da Paraíba possa desenvolver seus próprios computadores quânticos com a transferência da nossa tecnologia, algo que não é comum de acontecer,” disse, destacando a confiança no Governo da Paraíba.

Turismo científico e apoio ao radiotelescópio Bingo

Além da estrutura de pesquisa, o Centro contará com espaço para visitação, o que pode abrir um novo segmento de turismo científico no estado, movimentando a economia e gerando empregos. O computador quântico também terá papel fundamental no processamento de dados do radiotelescópio Bingo, que está sendo instalado no município de Aguiar, no Alto Sertão, ampliando a conexão entre ciência avançada e desenvolvimento regional.

A reunião que tratou dos detalhes do projeto contou com a presença de diversos secretários e autoridades estaduais, entre eles Marialvo Laureano (Sefaz), Rômulo Polari (Cinep), Gilmar Martins (Planejamento), Nonato Bandeira (Secom), Ronaldo Guerra (Chefe de Gabinete) e o professor Amilcar Queiroz (UFCG).

Com bases sólidas, cooperação internacional e forte articulação entre governo estadual e federal, a Paraíba se coloca na vanguarda científica do país — e acena para um futuro em que a tecnologia quântica deixe de ser promessa distante e se torne um motor concreto de desenvolvimento social e econômico.

Com informações de WS*

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