Meio Ambiente - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/meio-ambiente-2/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Mon, 20 Jul 2026 20:00:11 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.2 https://www.ocafezinho.com/wp-content/uploads/2015/10/cropped-Logo_Cafezinho_tmb-32x32.png Meio Ambiente - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/meio-ambiente-2/ 32 32 Tempestade e granizo causam prejuízo a 43 municípios no RS https://www.ocafezinho.com/2026/07/20/tempestade-e-granizo-causam-prejuizo-a-43-municipios-no-rs/ https://www.ocafezinho.com/2026/07/20/tempestade-e-granizo-causam-prejuizo-a-43-municipios-no-rs/#comments Mon, 20 Jul 2026 14:09:50 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/07/20/tempestade-e-granizo-causam-prejuizo-a-43-municipios-no-rs/ 3 Comentários 🔥]]> A Defesa Civil do Rio Grande do Sul informou nesta segunda-feira (20) que 43 municípios registraram danos devido a tempestades, granizo e ventanias desde a semana passada. Há 19 pessoas desalojadas e ocorrências de quedas de árvores, destelhamentos e cortes de energia.

A Defesa Civil do Rio Grande do Sul informou nesta segunda-feira (20) que 43 municípios relataram danos devido às tempestades, granizo e ventanias que atingem o estado desde a semana passada.

Os maiores danos são de quedas de árvore, destelhamento de casas e cortes de energia. No total, há 19 desalojados em seis municípios.

Santa Vitória do Palmar teve rajadas de vento de 97,9 km/h, Santa Maria e São José dos Ausentes, de 90 km/h.

Os maiores acumulados de chuva em dois dias ocorreram em Quaraí (159,8 milímetros), Santa Vitória do Palmar (133,5 mm) e Rosário do Sul (125,8 mm).

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) informou que, a partir de hoje, a área de aviso laranja de perigo para tempestades passa a contemplar municípios das regiões de Ijuí, Santa Cruz do Sul e da região metropolitana de Porto Alegre.

Nas demais áreas do Rio Grande do Sul e no litoral sul de Santa Catarina, permanece vigente o aviso amarelo de perigo potencial para tempestades.

Fonte: Agência Brasil

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Governo reconhece situação de emergência em sete municípios do RS após chuvas https://www.ocafezinho.com/2026/07/20/governo-reconhece-situacao-de-emergencia-em-sete-municipios-do-rs-apos-chuvas/ https://www.ocafezinho.com/2026/07/20/governo-reconhece-situacao-de-emergencia-em-sete-municipios-do-rs-apos-chuvas/#comments Mon, 20 Jul 2026 13:29:29 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/07/20/governo-reconhece-situacao-de-emergencia-em-sete-municipios-do-rs-apos-chuvas/ 3 Comentários 🔥]]> O governo federal reconheceu a situação de emergência em sete municípios do Rio Grande do Sul após as chuvas intensas que atingiram a região. A decisão, publicada no Diário Oficial da União em 17 de julho, permite que os municípios solicitem recursos para ações de resposta e reconstrução.

Sete municípios do Rio Grande do Sul tiveram situação de emergência decretada após as chuvas intensas que atingiram a região. A medida está publicada no Diário Oficial da União.

A portaria da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil cita os municípios de São Sepé, Erval Seco, Liberato Salzano, Coronel Bicaco, Cerro Grande, Novo Tiradentes e Seberi.

O reconhecimento da situação de emergência é uma etapa necessária para que estados e municípios possam acessar recursos federais destinados à resposta e à recuperação de áreas atingidas por desastres naturais.

Após a aprovação dos planos de trabalho apresentados pelos municípios, o governo federal poderá autorizar o repasse de recursos para ações de socorro, assistência às famílias afetadas e reconstrução da infraestrutura comprometida pelas chuvas.

Previsão do tempo

Para esta segunda-feira (29), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê continuidade das chuvas e ventanias no Sul do país.

O movimento decorre da diferença de pressão entre um centro de baixa pressão na Argentina e o Anticiclone Subtropical do Atlântico Sul o que intensifica o fenômeno do Jato de Baixos Níveis.

Essa configuração também dificulta o avanço das áreas de instabilidade, que permanecem restritas ao Rio Grande do Sul, onde há avisos laranja de perigo para tempestades com granizo.

O frio perde intensidade na Região Sul, com mínimas em torno de 10°C restritas às regiões de serra. As máximas ficam em torno de 24°C no Rio Grande do Sul devido à atuação das tempestades.

Fonte: Agência Brasil

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Tempo seco intensifica risco de queimadas no interior paulista https://www.ocafezinho.com/2026/07/19/tempo-seco-intensifica-risco-de-queimadas-no-interior-paulista/ https://www.ocafezinho.com/2026/07/19/tempo-seco-intensifica-risco-de-queimadas-no-interior-paulista/#comments Sun, 19 Jul 2026 22:29:05 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/07/19/tempo-seco-intensifica-risco-de-queimadas-no-interior-paulista/ 2 Comentários 🔥]]> A Defesa Civil do estado de São Paulo emitiu alerta de risco elevado de incêndios para as regiões central, oeste e leste do estado entre esta segunda-feira (19) e quarta-feira (21). A área norte, entre Barretos e Araçatuba, está em situação de risco extremo no dia 21.

A região segue em situação de seca moderada ou leve desde fevereiro de 2024, segundo o Monitor das Secas, da Agência Nacional de Águas (ANA). Apesar da situação, o estado registra poucos focos de incêndio e queimadas, historicamente.

A pior situação ocorreu em 2024, quando a região norte paulista teve registro de queimadas extensas na região de lavouras de cana-de-açúcar. Na ocasião também esteve presente o fenômeno meteorológico El Niño, com menos intensidade do que é esperada para esse ano. No ano anterior foram registrados incêndios em parques estaduais e regiões de áreas de proteção ambiental (APAs), mas um plano robusto de prevenção e combate a incêndios florestais impediu impactos maiores nos últimos anos.

O abastecimento urbano também preocupa. Nos últimos dez anos as cidades do interior têm enfrentado dificuldades nos períodos mais secos, recorrendo a rodízios e a obras de captação alternativa. Municípios como Itu, Bauru, Campinas e Ribeirão Preto registraram longos períodos de estresse nos sistemas de saneamento.

A região metropolitana da capital também tem assistido meses seguidos de torneiras secas nas madrugadas, enquanto passou a captar água cada vez mais longe, na bacia do Rio Paraíba do Sul, desde janeiro deste ano.

Fonte: Agência Brasil

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Tempestades e granizo continuam no Rio Grande do Sul https://www.ocafezinho.com/2026/07/19/tempestades-e-granizo-continuam-no-rio-grande-do-sul/ https://www.ocafezinho.com/2026/07/19/tempestades-e-granizo-continuam-no-rio-grande-do-sul/#comments Sun, 19 Jul 2026 17:28:53 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/07/19/tempestades-e-granizo-continuam-no-rio-grande-do-sul/ 11 Comentários 🔥]]> O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) manteve aviso laranja de perigo para tempestades com granizo no Rio Grande do Sul neste domingo (19) e segunda-feira (20). A Defesa Civil estadual monitora 36 municípios com risco de chuva intensa, ventos fortes e queda de granizo.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) informou que para este domingo (19) e segunda-feira (20) continuam os ventos fortes no Sul do Brasil, devido à grande diferença de pressão entre um centro de baixa pressão na Argentina e o Anticiclone Subtropical do Atlântico Sul o que intensifica o fenômeno do Jato de Baixos Níveis. Essa configuração também dificulta o avanço das áreas de instabilidade, que permanecem restritas ao Rio Grande do Sul, onde há avisos laranja de perigo para tempestades com granizo.

Segundo o Inmet, para domingo (19) e segunda-feira (20), as áreas de instabilidade se intensificam no Rio Grande do Sul, com previsão de chuva, trovoadas e granizo no estado. Há aviso laranja de perigo para tempestades no oeste, centro e sul do Rio Grande do Sul, abrangendo municípios como São Borja, Santa Maria, Uruguaiana, Bagé, Pelotas e Santa Vitória do Palmar. Nas demais áreas do estado, o aviso é amarelo de perigo potencial para tempestades.

A área de aviso laranja de perigo para tempestades passa também a contemplar municípios das regiões de Ijuí, Santa Cruz do Sul e da Região Metropolitana de Porto Alegre. Nas demais áreas do Rio Grande do Sul, permanece vigente o aviso amarelo de perigo potencial para tempestades.

Com os ventos fortes oriundos do norte do continente, transportados pelo Jato de Baixos Níveis, o frio perde intensidade na Região Sul, com mínimas em torno de 10°C restritas às regiões de serra. O calor aumenta durante as tardes, com máximas de até 30°C no Rio Grande do Sul no sábado e de até 32°C no noroeste do Paraná na segunda-feira. No domingo e na segunda-feira, as máximas ficam em torno de 24°C no Rio Grande do Sul devido à atuação das tempestades.

De acordo com o Centro de Monitoramento da Defesa Civil Estadual do Rio Grande do Sul, são 36 municípios dentro da área de risco meteorológico severo: Alegrete, Cacequi, Capão do Cipó, Caçapava do Sul, Dilermando de Aguiar, Dom Pedrito, Formigueiro, Itaara, Itacurubi, Itaqui, Jaguari, Jari, Lavras do Sul, Manoel Viana, Mata, Maçambará, Nova Esperança do Sul, Quaraí, Quevedos, Rosário do Sul, Santa Margarida do Sul, Santa Maria, Santana do Livramento, Santiago, Santo Antônio das Missões, São Borja, São Francisco de Assis, São Gabriel, São Martinho da Serra, São Pedro do Sul, São Sepé, São Vicente do Sul, Toropi, Unistalda, Uruguaiana e Vila Nova do Sul. O risco severo é para chuva intensa e volumosa em curto período de tempo, rajadas de vento fortes e queda de granizo.

Fonte: Agência Brasil

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Crédito rural financiou R$ 92,4 bi em áreas com alertas ambientais https://www.ocafezinho.com/2026/07/18/credito-rural-financiou-r-924-bi-em-areas-com-alertas-ambientais/ https://www.ocafezinho.com/2026/07/18/credito-rural-financiou-r-924-bi-em-areas-com-alertas-ambientais/#respond Sat, 18 Jul 2026 17:30:57 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/07/18/credito-rural-financiou-r-924-bi-em-areas-com-alertas-ambientais/ Cerca de 15% do crédito rural público concedido entre 2019 e 2025 no Brasil — R$ 92,4 bilhões — foi direcionado a imóveis rurais com alertas de desmatamento ou degradação, segundo o Monitor do Crédito Rural, plataforma do MapBiomas. A análise, divulgada neste sábado (18), cruzou dados do Banco Central com bases de alertas, embargos, terras indígenas e outros. Em 2024, o CMN aprovou bloqueio automático de crédito antes do embargo oficial, mas a medida foi postergada para janeiro de 2027.

Cerca de 15% do crédito rural público concedido no Brasil entre 2019 e 2025 foi destinada a imóveis rurais que apresentam alertas de desmatamento ou degradação da vegetação nativa.

Segundo o levantamento, mais de 400 instituições financeiras operam crédito rural no país, mas cinco delas concentram cerca de 60% do volume total financiado: Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Banco da Amazônia, Sicredi e Banrisul.

No período analisado, o crédito rural público somou R$ 613,18 bilhões.

O Banco do Nordeste realizou o maior número de operações, o equivalente a 56% do total entre 2019 e 2025. Neste mesmo período, o Banco do Brasil lidera em valores financiados, com R$ 306 bilhões.

Entre as operações que apresentam sobreposição com camadas socioambientais (alertas de desmatamento, embargos ambientais, terras indígenas, unidades de conservação, quilombos e florestas públicas), o Banco do Nordeste respondeu por 63% do total de contratos. Em volume financeiro, o Banco do Brasil concentrou 33% dos recursos.

Um alerta de desmatamento não significa automaticamente que o crédito foi concedido de forma irregular.

De acordo com o levantamento, mais de 68% das operações de crédito rural público concedidas desde 2019 tiveram como finalidade investimentos. Cerca de 58% estavam ligadas à pecuária, enquanto aproximadamente 23% foram destinadas à aquisição de animais. Os bovinos aparecem como o principal produto financiado, presentes em cerca de 27% das operações.

O Piauí foi o estado que registrou o maior número de operações de crédito rural com algum tipo de sobreposição a áreas socioambientais, com 336 mil contratos entre 2019 e 2025.

Já em volume de recursos, os maiores valores foram registrados no Tocantins, com R$ 13,9 bilhões, seguido por Mato Grosso, com R$ 13,3 bilhões, e Rondônia, com R$ 13 bilhões.

Segundo o MapBiomas Alerta, a plataforma identifica perda da vegetação nativa, mas não julga a legalidade ou irregularidade da supressão. O Código Florestal Brasileiro permite o desmatamento sob certas condições, desde que o produtor obtenha uma Autorização de Supressão de Vegetação (ASV).

A concessão de crédito rural é proibida sobre áreas formalmente embargadas por órgãos ambientais, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Um imóvel pode possuir um alerta de satélite, mas sem o auto de infração ou embargo oficial não há impedimento para conseguir o crédito.

Em dezembro de 2024, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou novas regras que obrigam os bancos a cruzarem alertas de satélite (como o sistema Prodes) para bloquear o crédito rural antes mesmo de um embargo formal. Porém, a validade da medida foi adiada para janeiro de 2027.

O Monitor do Crédito Rural cruza informações do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor) com bases geoespaciais produzidas pelo MapBiomas, incluindo alertas de desmatamento, embargos ambientais, terras indígenas, unidades de conservação, territórios quilombolas e florestas públicas. Segundo a organização, a plataforma é atualizada mensalmente com os dados mais recentes disponibilizados pelo Banco Central.

A nova versão da plataforma ampliou o alcance do monitoramento ao incorporar o Cadastro Ambiental Rural (CAR) informado nas operações registradas no Sicor. O pesquisador do MapBiomas, Paulo Teixeira, explica que agora é possível acompanhar financiamentos que antes não podiam ser localizados apenas pelas áreas financiadas (glebas).

“A quantidade de operações analisadas pelo monitor mais que duplicou na nova versão. Estão sendo monitoradas todas as operações do Sicor que têm sua localização disponível publicamente, seja pela gleba ou pelo CAR. Isso permite que tenhamos uma melhor visão de para onde está sendo fornecido esse crédito e o que essas propriedades sobrepõem, trazendo mais transparência ao crédito rural brasileiro”, disse o pesquisador.

Em nota, o Banco do Brasil disse que a política de crédito da instituição “veda a concessão de financiamentos que englobem áreas protegidas, a exemplo das terras indígenas, quilombolas, florestas públicas e ainda em áreas com desmatamento ilegal”. Diz ainda que, na concessão do crédito, utiliza 33 bases públicas para verificar restrições legais e vedações normativas. E que usa a ferramenta de Diagnóstico Geo Socioambiental para identificar sobreposição com bases geográficas impeditivas.

Segundo o banco, o processo evita os financiamentos em áreas protegidas. A instituição afirma que monitora e fiscaliza periodicamente as operações de crédito rural, para verificar indícios de irregularidades e prevenir possíveis desvios de finalidade. Também afirma que há cláusulas nas operações de crédito que permitem decretar “vencimento antecipado e a suspensão imediata dos desembolsos em caso de infringências socioambientais identificadas durante o curso da operação”.

O banco disse que, em 2025, “evitou que R$ 31,6 bilhões fossem direcionados a áreas que não estão alinhadas com normas socioambientais e com os princípios de sustentabilidade do banco, como áreas embargadas, terras indígenas, unidades de conservação e áreas com desmatamento ilegal”.

Por meio de nota, o Banco do Nordeste (BNB) afirmou que todas as suas operações de crédito rural são concedidas em estrita conformidade com a legislação e os normativos vigentes, incluindo a verificação dos requisitos de regularidade socioambiental e dos demais critérios legais e regulamentares pertinentes. Além da análise realizada na contratação, O BNB afirma que acompanha as operações ocorre de forma contínua durante toda a vigência dos financiamentos.

O BNB ressalta que faz uso de ferramentas especializadas de avaliação socioambiental, complementadas por tecnologias de sensoriamento remoto e consultas a bases oficiais de controle, o que confere maior precisão e robustez às análises realizadas.

O Banco destaca, ainda, que operações eventualmente identificadas em áreas legalmente protegidas não implicam, por si só, irregularidades. Em determinados casos, tais operações podem estar vinculadas a beneficiários legalmente autorizados, como povos indígenas, comunidades quilombolas, extrativistas e demais povos e comunidades tradicionais.

Fonte: Agência Brasil

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Tempestades e granizo atingem Rio Grande do Sul https://www.ocafezinho.com/2026/07/17/tempestades-e-granizo-atingem-rio-grande-do-sul/ https://www.ocafezinho.com/2026/07/17/tempestades-e-granizo-atingem-rio-grande-do-sul/#respond Fri, 17 Jul 2026 14:29:43 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/07/17/tempestades-e-granizo-atingem-rio-grande-do-sul/ O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta para tempestades com granizo no Rio Grande do Sul, com previsão de ventos de até 90 km/h e acumulados de chuva superiores a 250 milímetros em áreas do Oeste e Centro do estado. Segundo o Centro de Monitoramento da Defesa Civil Estadual, o período mais crítico será entre sábado (18) e domingo (19), com risco de tornados.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) informou que o Rio Grande do Sul permanece sob aviso para tempestades e granizo devido à atuação de áreas de baixa pressão na Argentina e de um bloqueio atmosférico formado por intensa área de alta pressão no Oceano Atlântico, que dificulta o deslocamento dos sistemas de baixa pressão.

A diferença de pressão entre os dois sistemas intensifica o fenômeno do Jato de Baixos Níveis (JBN), favorecendo ventos fortes em Mato Grosso do Sul e nos estados da Região Sul.

A presença de uma frente fria no litoral do Nordeste mantém condições para chuva no norte e leste da região. Na Região Norte, áreas de instabilidade formadas pelo calor e pela umidade da Amazônia provocam chuvas e trovoadas em Rondônia, Amazonas, bem como no noroeste de Mato Grosso.

Segundo o Inmet, no interior do Nordeste, no Sudeste, Centro-Oeste e no norte da Região Sul, a umidade relativa do ar permanece baixa durante as tardes, com possibilidade de névoa seca no sábado (18). Nas áreas de serra de Minas Gerais e Rio de Janeiro, há condições para formação de geada na sexta-feira.

Rio Grande do Sul

Áreas de instabilidade se intensificam no Rio Grande do Sul, com previsão de chuva e trovoadas nesta sexta-feira (17) e no sábado (18). Destaca-se a possibilidade de queda de granizo na faixa de fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai, bem como nas regiões oeste, central e sul do estado.

Os ventos permanecem fortes durante o período, devido à diferença de pressão estabelecida entre o centro de baixa pressão na Argentina e a alta pressão no Oceano Atlântico. Essa configuração atmosférica intensifica o Jato de Baixos Níveis, favorecendo o aumento da velocidade dos ventos em superfície, e o aumento do transporte de calor e umidade em direção ao Rio Grande do Sul.

O Centro de Monitoramento da Defesa Civil Estadual (CMDEC) do Rio Grande do Sul aponta que o período mais crítico deverá ser entre sábado (18) e domingo (19), quando são esperadas tempestades com rajadas de vento que podem chegar a 90 km/h e queda de granizo.

“São esperadas chuvas intensas e volumosas em um curto espaço de tempo, com acumulados que podem superar os 250 milímetros (mm) em áreas do Oeste e do Centro. Existe também o risco de tornados. As rajadas de vento podem variar entre 70 e 90 km/h, independente de instabilidades, entre a madrugada de sexta e o sábado”, diz o centro.

O Inmet prevê que o tempo segue firme no norte de Santa Catarina e no Paraná, com previsão de névoa seca no norte paranaense no sábado em razão da baixa umidade relativa do ar. O frio diminui na região Sul, com mínimas em torno de 10°C em regiões de serra. Há tendência de aquecimento durante as tardes, com máximas de 30°C no Rio Grande do Sul e noroeste do Paraná.

Fonte: Agência Brasil

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Noaa confirma El Niño no Pacífico e alerta para evento entre os mais intensos da história https://www.ocafezinho.com/2026/06/20/noaa-confirma-el-nino-no-pacifico-e-alerta-para-evento-entre-os-mais-intensos-da-historia/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/20/noaa-confirma-el-nino-no-pacifico-e-alerta-para-evento-entre-os-mais-intensos-da-historia/#respond Sat, 20 Jun 2026 06:22:54 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/20/noaa-confirma-el-nino-no-pacifico-e-alerta-para-evento-entre-os-mais-intensos-da-historia/ O Oceano Pacífico equatorial acaba de acionar um dos seus mais temíveis mecanismos climáticos. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos, a NOAA, confirmou oficialmente a formação de um novo El Niño, com previsões que apontam para uma intensificação capaz de reescrever os recordes históricos do fenômeno.

As temperaturas da superfície do mar na faixa central e oriental do Pacífico equatorial dispararam acima da média nas últimas semanas. O salto térmico, monitorado por uma vasta rede de boias e satélites, convenceu os meteorologistas de que o evento não apenas chegou, como veio para ficar e ganhar musculatura nos próximos meses.

A atmosfera já responde ao aquecimento das águas com alterações nos padrões de vento e pressão. Esse acoplamento oceano-atmosfera é justamente o que distingue um El Niño genuíno de uma simples anomalia térmica passageira, e os dados mais recentes não deixam margem para dúvidas sobre a consolidação do processo.

Os modelos climáticos globais, segundo apontou a cobertura da emissora WTRF com base nos boletins oficiais, indicam uma probabilidade crescente de que este El Niño se posicione entre os mais poderosos já registrados. A comparação inevitável remete aos eventos de 1997-1998 e 2015-2016, que deixaram cicatrizes profundas na economia e na geografia de dezenas de países.

O El Niño de 1997-1998 causou estragos estimados em 35 bilhões de dólares e matou cerca de 23 mil pessoas em todo o mundo. Já o episódio de 2015-2016 contribuiu para que o ano de 2016 se tornasse, na época, o mais quente da história moderna, com ondas de calor extremo, secas devastadoras e inundações catastróficas espalhadas por todos os continentes.

O mecanismo do fenômeno é ao mesmo tempo simples e aterrorizante. As águas anormalmente quentes do Pacífico liberam calor adicional para a atmosfera, alterando as correntes de jato e redistribuindo os sistemas de chuva e seca em escala planetária. O que começa com alguns graus a mais numa região remota do oceano termina em colheitas perdidas, cidades alagadas e florestas em chamas a milhares de quilômetros de distância.

Para a América do Sul, os impactos costumam ser particularmente severos. O Norte e o Nordeste do Brasil enfrentam estiagens prolongadas, com prejuízos severos para a agricultura de subsistência e para os reservatórios de água. Enquanto isso, o Sul do continente, incluindo os estados brasileiros do Sul, a Argentina e o Uruguai, tende a receber chuvas excessivas, com inundações e danos à infraestrutura urbana e rural.

Os países andinos, como Peru e Equador, sofrem com o aquecimento costeiro que dizima os cardumes de anchova e desestrutura a cadeia alimentar marinha. As chuvas torrenciais na costa peruana, tradicionalmente desértica, provocam deslizamentos e destruição de estradas. Já a Colômbia enfrenta oscilações entre seca e inundação que desafiam qualquer planejamento agrícola de longo prazo.

O agronegócio brasileiro, que representa cerca de um quarto do PIB nacional, entra em estado de alerta máximo com a confirmação do El Niño. As culturas de soja e milho no Centro-Oeste podem sofrer com veranicos mais longos e temperaturas extremas durante a floração e o enchimento de grãos. O café e a cana-de-açúcar também estão na linha de frente da vulnerabilidade climática.

Os meteorologistas do NOAA enfatizam que a intensidade final do fenômeno ainda depende de fatores atmosféricos que só se revelarão nos próximos meses. No entanto, a tendência de fortalecimento é robusta e consistente em todos os principais modelos de previsão climática, o que reduz drasticamente a margem para um desfecho mais brando.

As temperaturas globais, que já vinham batendo recordes sucessivos devido às mudanças climáticas de origem humana, receberão um impulso adicional do El Niño. O resultado pode ser um aquecimento global temporário acima do limiar de 1,5 graus Celsius em relação aos níveis pré-industriais, antecipando uma fronteira que o Acordo de Paris tentava evitar até meados do século. Cientistas alertam que a superação desse limite, mesmo que temporária, representa um marco preocupante na trajetória climática do planeta.

O Oceano Índico e o Atlântico tropical também sentirão os reflexos do aquecimento do Pacífico. A monção indiana, que sustenta a agricultura de mais de um bilhão de pessoas no sul da Ásia, costuma enfraquecer durante os El Niños intensos, gerando crises hídricas e alimentares em cadeia que reverberam nos mercados globais de commodities.

A África Austral e o Sudeste Asiático enfrentam secas severas, enquanto o Chifre da África e a América do Norte podem experimentar inundações. A Califórnia, que passou anos imersa em uma megaseca histórica, pode ver seus reservatórios transbordarem e seus diques cederem sob a pressão de rios atmosféricos turbinados pelo El Niño.

Os oceanógrafos do NOAA monitoram agora as chamadas ondas de Kelvin, imensas bolsas de água quente que viajam sob a superfície do Pacífico em direção à costa sul-americana. A chegada dessas ondas nos próximos meses deve intensificar ainda mais o aquecimento superficial e selar o destino deste El Niño como um evento de magnitude excepcional.

As seguradoras e os mercados financeiros globais já começam a precificar o risco de perdas bilionárias associadas a desastres naturais. A última vez que um El Niño desta envergadura se formou, os preços do trigo, do arroz e do cacau dispararam, provocando tensões sociais e inflação de alimentos em dezenas de países emergentes.

O Hemisfério Norte se prepara para um inverno boreal potencialmente caótico, com o vórtice polar mais suscetível a perturbações e episódios de frio extremo em latitudes que normalmente não enfrentam tais rigores. A Europa e a América do Norte podem alternar entre invasões de ar ártico e ondas de calor fora de época, num balé meteorológico imprevisível.

No Brasil, a memória ainda guarda as imagens das secas que transformaram a Amazônia em um cenário de rios intransitáveis e comunidades isoladas durante El Niños passados. A combinação de estiagem prolongada e desmatamento cria as condições perfeitas para temporadas de incêndios florestais fora de controle, que consomem ecossistemas inteiros e intoxicam o ar de cidades distantes.

Os sistemas de defesa civil de diversos países já revisam seus planos de contingência para inundações, deslizamentos e secas. A Organização Meteorológica Mundial coordena a troca de informações entre os serviços meteorológicos nacionais para que os alertas cheguem com antecedência às populações vulneráveis, mas a eficácia desses sistemas depende de governos locais muitas vezes negligentes ou financeiramente debilitados.

A ciência climática dispõe hoje de ferramentas que em 1997 pareciam ficção científica: modelos acoplados oceano-atmosfera de altíssima resolução, inteligência artificial aplicada à previsão sazonal e uma constelação de satélites que escaneiam o planeta em tempo real. Ainda assim, a complexidade do sistema terrestre impõe humildade aos pesquisadores mais experientes, que sabem que o Pacífico guarda surpresas.

O El Niño que agora emerge das profundezas do maior oceano do planeta será um teste de estresse para a infraestrutura global, para a resiliência das cadeias de suprimento e para a capacidade de cooperação internacional em um mundo já fragmentado por tensões geopolíticas. A resposta da humanidade a este gigante climático dirá muito sobre o nosso preparo para um futuro em que eventos extremos serão cada vez menos extremos e mais rotineiros.

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MP destina R$ 337,4 milhões para ações contra desmatamento, incêndios e fiscalização ambiental https://www.ocafezinho.com/2026/06/15/governo-repassa-r-337-milhoes-para-combate-a-incendios-e-desmatamento/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/15/governo-repassa-r-337-milhoes-para-combate-a-incendios-e-desmatamento/#respond Mon, 15 Jun 2026 14:52:35 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/15/governo-repassa-r-337-milhoes-para-combate-a-incendios-e-desmatamento/ Medida Provisória publicada nesta segunda-feira (15) destinará R$ 337,5 milhões para ações de combate ao desmatamento, prevenção de incêndios e fiscalização ambiental. Desse total, R$ 194,4 milhões serão destinados ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), e R$ 143,1 milhões vão para o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

No âmbito do Ibama, a maior parte dos recursos — cerca de R$ 149,3 milhões — será aplicada em ações de prevenção e controle de incêndios florestais em áreas federais prioritárias. A estimativa é de ampliação da área protegida em mais de 148 mil quilômetros quadrados. Outros R$ 45,1 milhões serão destinados a atividades de controle e fiscalização ambiental, com previsão de incremento no número de ações em todo o território nacional.

O ICMBio receberá recursos para intensificar as ações de fiscalização ambiental e de prevenção e combate a incêndios florestais em unidades de conservação. O montante prevê aquisição de equipamentos e reforço da estrutura operacional.

Fonte: Agência Brasil

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Do marmelo ao beiju, clima ameaça produção em territórios quilombolas https://www.ocafezinho.com/2026/06/15/do-marmelo-ao-beiju-clima-ameaca-producao-em-territorios-quilombolas/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/15/do-marmelo-ao-beiju-clima-ameaca-producao-em-territorios-quilombolas/#respond Mon, 15 Jun 2026 09:02:23 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/15/do-marmelo-ao-beiju-clima-ameaca-producao-em-territorios-quilombolas/ Na comunidade rural quilombola de Nova Esperança, na cidade de Baraúna (RN), a agricultora Sueli Bessa, de 39 anos, recorda que, na infância, o cheiro da goiaba tomava conta do lugar. No entanto, os períodos secos ficaram cada vez mais frequentes e a fruta não aparece como antes.

Sueli é uma das lideranças comunitárias que participa até este domingo (14) do encontro nacional das mulheres quilombolas, no Gama (DF), que colocou a justiça climática como um dos temas principais. O presidente Lula visitou o encontro na quinta (11) e ouviu a preocupação das mulheres.

No caso da comunidade potiguar, além da goiaba, outras frutas e hortaliças, que fazem parte da vida das 70 famílias que moram no local, também sofrem com os extremos climáticos. Ora com as secas, ora com temporais.

Com as dificuldades, parte da comunidade teve que desistir de praticar a agricultura familiar e precisou arrumar emprego nas indústrias na área urbana, que fica a mais de 20 quilômetros. A pista não ajuda.

A própria comunidade, que também não tem código de endereço postal (CEP), não é asfaltada. As tempestades deixam ruas e estradas intrafegáveis. “Quando chove forte lá, é horrível”, lembra.

Além disso, não há abastecimento regular de água e a comunidade depende de um poço artesiano que, com a secura costumeira, deixou o dia a dia mais complexo para viver e plantar.

Sueli Bessa, por exemplo, vende geleias e compotas na comunidade e em feiras na cidade. Ela sonha terminar o ensino médio, na escola que fica a 30 minutos de distância, para um dia fazer um curso superior. “Em enfermagem ou em direito, para ajudar um dia mais a minha comunidade”.

A filha dela, a estudante Suelene Ribeiro, de 21, tem o mesmo pensamento. Criada nesse espírito comunitário, ela diz que os coletivos de mulheres e de jovens estão atentos às dificuldades com o clima.

Diante de dificuldades atravessadas em todos os biomas como a da comunidade potiguar, a Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq) lançou, durante o encontro nesta semana, o livro Vozes quilombolas: mulheres em defesa do clima, de 120 páginas.

A agrônoma Fran Paula, pesquisadora em saúde e meio ambiente, foi a principal responsável pelo estudo. Ela diz que houve mais vítimas mulheres assassinadas nos espaços em que foi registrado um avanço de grandes empreendimentos e o desmantelamento de políticas ambientais.

O trabalho apresenta denúncias de impactos de grandes empreendimentos invadindo territórios quilombolas, que já enfrentam colapso climático, em todos os biomas brasileiros. “Para além das denúncias, temos uma estratégia metodológica de como reunir contribuição de práticas para salvaguarda dos territórios e de conservação do meio ambiente, e também de resistência”.

A pesquisadora, que é integrante da Conaq, nascida na comunidade de Campina de Pedra (em Poconé-MT), diz que as ações de conservação realizadas pelas mulheres são protagonistas do levantamento. “Não trazemos apenas denúncias do racismo ambiental, mas também apontamentos, soluções e as estratégias que as mulheres estão construindo para enfrentar a mudança climática”.

Segundo a pesquisadora, o livro traz estratégias de vigilância ambiental que os territórios já exercem. “A gente monitora há muito tempo essas mudanças a partir das mulheres que permanecem nos territórios todo o tempo e têm a percepção quando o problema está atingindo o seu ápice”.

Fran Paula diz que as mulheres são as primeiras a sentir os efeitos e as últimas a saírem do território. Ela exemplifica que usinas de energia eólica (concebidas como alternativa de energia limpa) impactam o modo de vida e de produção das comunidades tradicionais.

Os avanços de grandes empreendimentos, explorações de petróleo e também de minérios, além das fazendas de monoculturas impactam os territórios. A pesquisadora indica que há um quadro generalizado de contaminação que tem afetado não só a saúde física das pessoas, mas também os modos de viver e a continuidade das identidades.

Por isso, ela defende a necessidade de celeridade nas regularizações de terras quilombolas. “Não existe justiça climática sem território garantido, sem titularização para esses territórios que precisam ser protegidos”.

Entre esses territórios que estão prestes a serem protegidos, está o da comunidade Mesquita, que fica em Cidade Ocidental (GO). Segundo a coordenadora executiva da Conaq, Sandra Braga, que é nascida e criada no local, há expectativa de que ainda neste ano o território seja finalmente demarcado. São 785 famílias na área rural, com cerca de três mil pessoas.

O primeiro registro de um grupo de moradores ocorreu no século 18. O reconhecimento como território quilombola ocorreu apenas em 2006, quando a Fundação Cultural Palmares concluiu os estudos antropológicos para delimitar a região.

Sandra Braga alerta que o fato de não haver titulação possibilita que fazendeiros da soja se apropriem de terras que são da comunidade. Um dos símbolos de resistência do lugar é a plantação do marmelo, que resulta em diferentes produtos, como a marmelada e a geleia. “As famílias têm em casa o pé de marmelo para celebrar nossa tradição”.

Os produtores rurais do marmelo da comunidade lamentam as variações climáticas, com longas estiagens. Antes, o marmelo rendia mais do que hoje em dia. Até o fruto era maior. “Meu pai (João Antônio Pereira) foi um grande defensor da floresta nativa”, contextualiza.

Como na comunidade Mesquita, as mudanças climáticas ameaçam produções que abalam a própria identidade dessas pessoas. Na comunidade quilombola Divino Espírito Santo (também conhecida pelo apelido Divino Beiju), em São Mateus (ES), o cultivo de mandioca para a produção do beiju artesanal diminuiu por causa do caos climático.

“Vendemos no mercado central da cidade. Somos conhecidos pelo beiju”, diz a agricultora Denise Penha, de 42 anos. Com uma população de mais de 300 famílias, a comunidade ainda precisa preservar o plantio de mandioca dos impactos dos agrotóxicos usados por fazendeiros das proximidades. Para que o famoso beiju continue com o mesmo sabor de vida orgânico e de vida em comunidade.

Fonte: Agência Brasil

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Desmatamento na Amazônia cai 61,4% em maio de 2026 https://www.ocafezinho.com/2026/06/11/desmatamento-na-amazonia-cai-614-em-maio-de-2026/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/11/desmatamento-na-amazonia-cai-614-em-maio-de-2026/#respond Thu, 11 Jun 2026 19:12:54 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/11/desmatamento-na-amazonia-cai-614-em-maio-de-2026/ O desmatamento na Amazônia Legal teve redução de 61,4% em maio deste ano, em relação ao mesmo mês de 2025. É a maior redução percentual de desmatamento já registrada na região. Foram 370 quilômetros quadrados de supressão de vegetação no mês passado, contra 960 quilômetros quadrados em maio de 2025.

Os dados do Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real (Deter) foram divulgados, nesta quinta-feira (11), durante visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Observatório Regional Amazônico (ORA) da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), em Brasília.

Os números do Deter, gerados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), orientam as equipes em campo para ações de combate ao desmatamento, especialmente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, explicou que a redução é um marco. Isso porque, historicamente, o desmatamento aumenta no mês de maio, início da estação seca na Amazônia. “Nós monitoramos isso dia a dia com uma certa aflição. Com o Ibama indo a campo fazendo os embargos remotos, o ICMBio indo a campo impedindo o desmatamento em unidades de conservação federais e também agindo em terras indígenas e assentamentos, conseguimos esse feito fundamental”, disse o ministro.

Já a taxa anual de desmatamento é extraída do sistema do Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes), que vai de agosto de um ano a julho do ano seguinte. A expectativa, segundo Capobianco, é ter no próximo período, a ser consolidado em 31 de julho deste ano, o menor número final de desmatamento da história da Amazônia.

No período agregado de agosto de 2025 a maio de 2026, a queda no desmatamento foi de 37,5%, em relação a agosto de 2024/maio de 2025. A área desmatada no período foi de 2.189 quilômetros quadrados, também a menor da história. “Isso mostra que o controle de desmatamento na Amazônia está funcionando”, disse Capobianco, citando ações anunciadas ontem pelo presidente Lula, em cerimônia pelo Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho.

Entre os alertas de desmatamento do Deter, 37,1% foram em áreas regularizadas. Na Amazônia Legal, o desmatamento permitido em propriedades privadas é de 20% da área, de acordo com as regras do Código Florestal. Já 21,3% dos alertas ocorreram em cima de floresta públicas não destinadas e 17,4% em áreas sem registro fundiário, ou seja, áreas de desmatamento ilegal.

O Inpe apresentou ainda os dados de alertas para o Cerrado, que apontam para uma tendência de queda no desmatamento no bioma. Em maio de 2026, houve redução de 12,2% no desmatamento, em relação a maio do ano passado. Para o período agregado de agosto de 2025 a maio deste ano, a queda na supressão de vegetação foi de 8,2% em relação ao período anterior. Foram de 4.208 quilômetros quadrados de floresta desmatada.

No caso do Cerrado, 73,4% do desmatamento ocorreu em propriedades privadas já regularizadas. Nesse bioma, 65% das áreas podem ser desmatadas, ou seja, é um desmatamento legal do ponto de vista de autorização.

A persistência do desmatamento ilegal no Brasil é uma das alegações dos Estados Unidos para a imposição de tarifas adicionais a produtos brasileiros importados no país. No início deste mês, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sugeriu uma taxação punitiva de 25% diante de práticas brasileiras “irrazoáveis” e que “oneram ou restringem” o comércio estadunidense. Na avaliação do USTR, mesmo o Brasil tendo um marco legal para combater desmatamentos ilegais, o país tem um histórico de falhas na sua aplicação eficaz.

O ministro João Paulo Capobianco ressaltou que os dados mostram o contrário. “O Brasil está agindo objetivamente e obtendo resultados comprovados pela pesquisa, pelos estudos científicos, de que a Amazônia está numa nova situação com controle ambiental, com resultados realmente muito positivos”, disse. O presidente Lula reforçou que os Estados Unidos estão equivocados quando questionam as ações do Brasil contra o desmatamento. “Eles não sabem o trabalho que nós fazemos para fazer com que o desmatamento chegue a zero até 2030”, disse Lula sobre as metas brasileiras na área do meio ambiente e mudanças climáticas. “Isso é uma decisão do nosso governo, é por uma questão de justiça e de participação do Brasil para ajudar o planeta Terra, cumprir com a nossa obrigação de tentar evitar o desmatamento o máximo possível e provando que o não-desmatamento é mais lucrativo do que o desmatamento”, acrescentou.

O ministro também classificou como inverdade a alegação de que o Brasil estaria exportando madeira de origem ilegal. “Toda a madeira exportada pelo Brasil é monitorada. Existe toda cadeia de custódia, com código de barras detalhado, tudo que é extraído no manejo florestal na Amazônia é devidamente acompanhado”, acrescentou.

Fonte: Agência Brasil

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Ibama demite ex-superintendente e analista por desvio de aves https://www.ocafezinho.com/2026/06/10/ibama-demite-ex-superintendente-e-analista-por-desvio-de-aves/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/10/ibama-demite-ex-superintendente-e-analista-por-desvio-de-aves/#comments Wed, 10 Jun 2026 22:23:41 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/10/ibama-demite-ex-superintendente-e-analista-por-desvio-de-aves/ 3 Comentários 🔥]]> O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) demitiu dois servidores investigados por envolvimento em um esquema de repasse irregular de aves silvestres para criadores particulares no Rio Grande do Sul. A decisão, publicada no Diário Oficial da União em 2 de junho, resultou na demissão de Paulo Guilherme Carniel Wagner, ex-superintendente do Ibama no estado, e do analista ambiental Emerson Strack Skrabe.

As investigações, conduzidas pela Polícia Federal sob a Operação Celeno, indicam que os servidores se aproveitaram de seus cargos para obter vantagens pessoais e beneficiar terceiros. Em dezembro de 2024, a Polícia Federal indiciou Wagner, Skrabe e outras quatro pessoas por suspeita de desviar animais silvestres do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama, em Porto Alegre.

De acordo com as investigações, as aves apreendidas ou resgatadas eram desviadas de sua destinação prevista e entregues a criadores particulares, com os servidores recebendo valores e outros benefícios em troca. Entre os animais envolvidos estava uma harpia, a maior ave de rapina das Américas, que foi localizada e resgatada após a operação.

O Ibama afirmou, em comunicado, que foram identificados elementos consistentes que evidenciaram práticas de faltas funcionais graves, passíveis de demissão. O processo disciplinar foi conduzido em conformidade com o devido processo legal, assegurando o contraditório e a ampla defesa aos investigados.

A decisão administrativa é definitiva no âmbito do Ibama, mas os ex-servidores podem recorrer à Justiça para contestar a penalidade. Eduardo Maluhy, advogado de Paulo Wagner, declarou que buscará a reconsideração da decisão, enquanto Michel França, advogado de Emerson Skrabe, não comentou o caso.

Com informações de G1.

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Promessas marinhas da Ásia enfrentam teste de credibilidade em conferência global dos oceanos https://www.ocafezinho.com/2026/06/07/promessas-marinhas-da-asia-enfrentam-teste-de-credibilidade-em-conferencia-global-dos-oceanos/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/07/promessas-marinhas-da-asia-enfrentam-teste-de-credibilidade-em-conferencia-global-dos-oceanos/#respond Sun, 07 Jun 2026 14:27:16 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/07/promessas-marinhas-da-asia-enfrentam-teste-de-credibilidade-em-conferencia-global-dos-oceanos/ Governos asiáticos passaram anos prometendo proteger os mares que alimentam suas populações, abrigam suas costas e sustentam parte da vida marinha mais rica do mundo.

O Dia Mundial dos Oceanos colocará essas promessas novamente sob os holofotes públicos, mas o teste mais consequente virá dias depois em Mombasa, no Quênia, onde governos, doadores, empresas e grupos de conservação se reunirão para a 11ª conferência anual Our Ocean Conference, de 16 a 18 de junho.

A conferência se tornou um palco central para a diplomacia oceânica global: países e organizações a utilizam para anunciar novos compromissos relacionados à proteção marinha, poluição, pesca e financiamento climático, enquanto compromissos passados devem ser acompanhados por meio de relatórios anuais de progresso.

Especialistas em política oceânica e defensores da conservação afirmaram que a questão deste ano para a Ásia não era se os líderes poderiam produzir mais promessas, mas se poderiam transformar uma pilha crescente de compromissos em proteção financiada e aplicável antes que mares aquecidos, pesca ilegal, poluição plástica e desenvolvimento costeiro corroam ainda mais os ecossistemas marinhos.

A ambição ainda corre muito à frente da entrega, disse Kim Gabrielli, CEO da Worldview International Foundation, que trabalha em projetos de restauração de manguezais e carbono azul na Ásia.

Passar do diálogo para a entrega está nos lábios de todos antes da Our Ocean Conference. A Ásia é o coração dessa lacuna.

Gabrielli disse que, embora os compromissos dos governos asiáticos fossem reais e o financiamento estivesse começando a se mover, o progresso permanecia lento demais, apontando o compromisso emblemático da Indonésia de restaurar 600 mil hectares de manguezais como exemplo.

Apenas cerca de 150 mil hectares haviam sido restaurados até o final de 2024, mas a Indonésia lançou 17 locais de carbono azul destinados a acelerar a implementação.

A ambição nunca foi o problema – a governança lenta e a entrega foram, disse Gabrielli.

Na Malásia, a WIF está trabalhando no plantio do primeiro projeto de carbono azul em Sarawak.

Para países como Indonésia e Malásia, onde os compromissos foram feitos nacionalmente, as decisões sobre litorais, terras e licenças são gerenciadas no nível estadual, e os dois raramente se movem rapidamente juntos.

A conferência Our Ocean de 2025 produziu mais de 260 compromissos no valor de 9,1 bilhões de dólares, incluindo o Plano de Ação Azul da Coreia do Sul de 2,65 bilhões de dólares, que visava expandir o papel do país na proteção marinha e gestão oceânica sustentável.

Tom Pickerell, diretor global do Programa Oceânico do World Resources Institute, disse que tais compromissos seriam julgados pela implementação e não pelo simbolismo.

Um teste será a entrada da Coreia do Sul na Aliança 100 Por Cento, uma iniciativa global que pede aos estados costeiros e oceânicos que gerenciem de forma sustentável todas as águas sob sua jurisdição nacional até 2030.

A Coreia do Sul foi um dos dois primeiros países a aderir à aliança na Conferência Oceânica da ONU no ano passado, comprometendo-se a desenvolver um Plano Oceânico Sustentável.

A implementação será crítica, garantindo que todas as partes interessadas no oceano estejam alinhadas, disse Pickerell.

A Our Ocean Conference é um mecanismo importante para isso – todos os que assumem compromissos são solicitados a fornecer relatórios de progresso transparentes e precisos sobre o status de seus compromissos anualmente.

O impulso nos compromissos oceânicos cresceu significativamente na Ásia na última década, mas embora esses compromissos sejam reais, eles são apenas parcialmente correspondidos pelos fluxos de financiamento e sistemas de governança necessários para entregá-los em escala.

Um levantamento recente do World Resources Institute de 10 anos de compromissos da Our Ocean Conference mostrou que, globalmente, atores oceânicos prometeram cerca de 160 bilhões de dólares desde 2014, mas apenas 23,8 bilhões de dólares foram totalmente desembolsados.

Em toda a Ásia, governos perseguiram metas globais como proteger 30 por cento do oceano até 2030, enquanto áreas marinhas protegidas se tornaram um pilar central dos compromissos oceânicos nacionais.

No entanto, especialistas disseram que este segmento era a área menos bem financiada da ação oceânica, recebendo apenas 6,7 bilhões de dólares em financiamento prometido.

Isso aponta para uma questão estrutural particularmente visível na Ásia porque os governos frequentemente conseguem anunciar novas áreas protegidas, mas são muito menos capazes de financiar sua gestão efetiva, fiscalização e sustentabilidade de longo prazo, disse Pickerell.

Stephanie Juwana, diretora de programa da Indonesia Ocean Justice Initiative, disse que Jacarta estava se movendo na direção certa ao revisar regulamentações para apoiar créditos de carbono de alta integridade, mas lacunas permaneciam.

Ela alertou sobre riscos se projetos de carbono azul avançassem antes que sistemas regulatórios, salvaguardas, monitoramento e mecanismos de fiscalização estivessem totalmente estabelecidos.

Material de referencia publicado por SCMP.

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Muitas usinas eólicas e solares na China são estranguladas em meio à crise energética global: relatório https://www.ocafezinho.com/2026/06/07/muitas-usinas-eolicas-e-solares-na-china-sao-estranguladas-em-meio-a-crise-energetica-global-relatorio/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/07/muitas-usinas-eolicas-e-solares-na-china-sao-estranguladas-em-meio-a-crise-energetica-global-relatorio/#respond Sun, 07 Jun 2026 05:25:38 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/07/muitas-usinas-eolicas-e-solares-na-china-sao-estranguladas-em-meio-a-crise-energetica-global-relatorio/ A China desperdiçou energia eólica e solar equivalente à geração total de eletricidade da França no primeiro trimestre do ano, segundo análise do Centro de Pesquisa sobre Energia e Ar Limpo (CREA).

O desperdício decorre da gestão inflexível da rede elétrica, que continua a posicionar o carvão como fonte estabilizadora de energia e impede a expansão da energia limpa, de acordo com a análise do CREA para o Carbon Brief divulgada em 4 de junho.

A demanda de energia da China subiu no primeiro trimestre. Porém, em vez de preencher a lacuna com sua capacidade eólica e solar em rápida expansão, o país reverteu aos combustíveis fósseis.

O CREA constatou que o corte de usinas eólicas e solares deixou a China mais exposta ao fechamento do Estreito de Hormuz ao aumentar a necessidade de outros combustíveis, incluindo carvão e gás.

Como resultado, a geração de energia da China a partir de carvão e gás subiu 4 por cento no primeiro trimestre do ano, e as emissões de dióxido de carbono cresceram 2 por cento em relação ao ano anterior.

O Estreito de Hormuz está sob bloqueio desde que os Estados Unidos e Israel lançaram ataques em fevereiro que iniciaram a guerra com o Irã. O estreito é um ponto crítico de passagem para cerca de um quinto do petróleo mundial.

Dados da Administração Nacional de Energia revelaram que no primeiro trimestre o consumo de eletricidade da China subiu 5,2 por cento em relação ao ano anterior.

Esse aumento de cerca de 120 terawatts-hora na demanda de energia poderia ter sido coberto confortavelmente pelo aumento recorde da capacidade solar e eólica da China, capaz de gerar 160TWh extras comparado ao mesmo período do ano passado.

Essa oferta potencial de energia limpa poderia ter alcançado 170TWh se nuclear e hidrelétrica também fossem incluídas, superando a geração total de energia da França no mesmo período.

Apesar do aumento de capacidade, o aumento real na geração de energia limpa foi de apenas 60TWh, com a geração eólica mostrando quase nenhum crescimento apesar de uma alta de 23 por cento na capacidade eólica e 33 por cento na capacidade solar comparado ao primeiro trimestre de 2025.

A razão principal para o desperdício de geração eólica e solar foi a gestão inflexível de usinas de carvão e redes elétricas, não a falta de infraestrutura de rede, segundo o CREA.

A geração de energia a carvão é operada em grande parte por meio de contratos de médio e longo prazo para fornecer quantidades fixas de eletricidade a preços fixos, o que significa que não há incentivo para ajustes na produção para abrir espaço para solar e eólica.

Pequim tem expandido rapidamente sua capacidade renovável em busca de autossuficiência energética e para ajudar a cumprir suas metas de carbono: pico de emissões até 2030 e neutralidade de carbono até 2060.

A energia a carvão, que ainda representa a maior parcela da geração de eletricidade da China, foi oficialmente posicionada como rede de segurança e estabilizadora para energia renovável intermitente ou variável.

Em 2021, a China experimentou uma grande crise de fornecimento de energia que levou as autoridades a prometer maior apoio às usinas a carvão.

O corte de fontes de energia renovável como solar e eólica está reduzindo seus benefícios e elevando riscos de investimento, o que afeta o ritmo da transição energética da China, afirmou o CREA.

Material de referencia publicado por SCMP.

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Estudo global aponta que uso inteligente da terra pode aumentar em 80% seu valor econômico sem sacrificar biodiversidade https://www.ocafezinho.com/2026/06/04/estudo-global-aponta-que-uso-inteligente-da-terra-pode-aumentar-em-80-seu-valor-economico-sem-sacrificar-biodiversidade/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/04/estudo-global-aponta-que-uso-inteligente-da-terra-pode-aumentar-em-80-seu-valor-economico-sem-sacrificar-biodiversidade/#respond Fri, 05 Jun 2026 00:11:33 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/04/estudo-global-aponta-que-uso-inteligente-da-terra-pode-aumentar-em-80-seu-valor-economico-sem-sacrificar-biodiversidade/ Uma análise inédita conduzida por pesquisadores da Universidade de Minnesota revela que a gestão inteligente do uso da terra pode gerar ganhos simultâneos em biodiversidade, mitigação climática e desenvolvimento econômico em 146 países. O estudo, publicado na revista Science, demonstra que é possível aumentar o valor econômico líquido da agricultura e silvicultura em até 80% — mais de US$ 350 bilhões — sem sacrificar metas de conservação ambiental.

Utilizando modelos de otimização que integram dados espaciais, econômicos e biofísicos, a equipe construiu fronteiras de eficiência para cada país, identificando as combinações máximas viáveis de benefícios. Em praticamente todos os casos, as nações operam hoje muito abaixo de seu potencial, o que significa que há espaço significativo para melhoria sem perdas em outras frentes.

O professor Stephen Polasky, autor principal do trabalho, explicou que o objetivo foi mostrar que enfrentar as crises do clima e da biodiversidade não precisa levar ninguém à falência. Uma das principais razões para este estudo foi provar que existem maneiras mais eficientes de abordar clima e biodiversidade sem arruinar as pessoas, afirmou.

Os ganhos possíveis vêm tanto do reordenamento territorial — com restauração seletiva de florestas em áreas altamente produtivas — quanto da intensificação agrícola, especialmente em países de renda mais baixa que ainda praticam agricultura de baixa produtividade. A pesquisa integrou medidas de conservação de espécies e ecossistemas, sequestro de carbono, redução de emissões de metano e o valor líquido da produção agrícola, pecuária e florestal.

os resultados somados indicam a possibilidade de ampliar a mitigação climática em mais de 200 bilhões de toneladas de CO2 equivalente — um incremento superior a 20% — sem qualquer prejuízo para os demais objetivos. A cientista Becky Chaplin-Kramer, líder global de biodiversidade da WWF, destacou que a pesquisa prova que o suposto dilema entre proteger a natureza e fazer a economia crescer é falso.

Diante dos achados, organizações internacionais de financiamento, como o Banco Mundial, já começaram a trabalhar com os pesquisadores para aplicar a metodologia em análises país-específicas. A ideia é ajudar governos a desenhar políticas que cumpram simultaneamente suas metas nacionais e compromissos globais de clima e biodiversidade.

Polasky acrescentou que a simples visualização do que é possível tende a abrir mentalidades. Quando as pessoas veem os ganhos que podem ser obtidos com algumas mudanças, fazer essas mudanças deixa de ser assustador, concluiu. A equipe ressalta que muitos serviços ecossistêmicos e atividades econômicas ainda não foram incluídos na análise, o que abre caminho para aprofundamentos futuros.

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Cientistas descobrem estrutura oculta gigantesca sob o gelo da Antártida https://www.ocafezinho.com/2026/06/04/cientistas-descobrem-estrutura-oculta-gigantesca-sob-o-gelo-da-antartida/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/04/cientistas-descobrem-estrutura-oculta-gigantesca-sob-o-gelo-da-antartida/#respond Thu, 04 Jun 2026 16:21:17 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/04/cientistas-descobrem-estrutura-oculta-gigantesca-sob-o-gelo-da-antartida/ Uma equipe internacional de pesquisadores identificou uma colossal estrutura geológica escondida sob o manto de gelo da Antártida Oriental, revelando uma conexão antes desconhecida entre algumas das maiores paisagens enterradas do continente. A descoberta, que redefine a compreensão da antiguidade tectônica antártica, foi publicada na revista Nature Geoscience.

A nova estrutura, batizada de Província de Bacias em Forma de Leque da Antártida Oriental, consiste em uma vasta rede de depressões ocultas sob camadas de gelo que, em alguns pontos, ultrapassam três quilômetros de espessura. Estas bacias formam um padrão radial de escala continental, assemelhando-se a um leque que se abre a partir de um ponto central fixo.

O achado, conforme detalhado em comunicado da Universidade de Durham, integra em um único sistema formações subglaciais que eram estudadas de forma isolada há décadas. Entre elas estão as bacias de Wilkes e Aurora, além da fossa que abriga o Lago Vostok, o maior lago subglacial conhecido do planeta.

Segundo os cientistas, a origem da estrutura remonta a um processo geológico denominado extensão rotacional distribuída. O fenômeno ocorre quando a crosta terrestre se estica e se afina gradualmente a partir de um eixo central, criando depressões triangulares similares aos espaços que se formam entre os dedos de uma mão quando eles se abrem.

Os pesquisadores acreditam que esta pode ser uma das maiores manifestações de extensão rotacional já registradas em crosta continental. O mecanismo teria atuado em múltiplos episódios tectônicos durante a formação e evolução do antigo supercontinente Gondwana, podendo inclusive ter influenciado a posterior separação entre a Antártida e a Austrália.

Liderado pelo Dr. Egidio Armadillo, da Universidade de Gênova, com suporte do Programa Nacional de Pesquisa Antártica da Itália, o estudo combinou uma gama sofisticada de dados. Foram utilizadas medições de topografia subglacial, gravidade, magnetismo, informações sísmicas e modelos da crosta e litosfera para mapear a cicatriz tectônica oculta.

O Dr. Guy Paxman, do Departamento de Geografia da Universidade de Durham e membro da equipe internacional, foi o responsável por calcular como seria o relevo da Antártida Oriental se todo o gelo desaparecesse. Com a remoção do peso colossal da cobertura de gelo, a rocha se elevaria em até um quilômetro, num processo conhecido como rebote isostático, o que permitiu uma análise precisa da elevação e orientação da estrutura.

A relevância da descoberta transcende a reconstrução do passado geológico do planeta. A forma do leito rochoso determina diretamente o fluxo do gelo na superfície, influenciando a localização de lagos e bacias subglaciais. Esta arquitetura oculta é um fator crítico para modelar a estabilidade de setores do manto de gelo antártico particularmente vulneráveis às mudanças climáticas.

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Estudo revela importância de florestas secundárias para sobrevivência do leopardo-de-java https://www.ocafezinho.com/2026/06/04/estudo-revela-importancia-de-florestas-secundarias-para-sobrevivencia-do-leopardo-de-java/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/04/estudo-revela-importancia-de-florestas-secundarias-para-sobrevivencia-do-leopardo-de-java/#respond Thu, 04 Jun 2026 03:38:55 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/04/estudo-revela-importancia-de-florestas-secundarias-para-sobrevivencia-do-leopardo-de-java/ Uma nova pesquisa da Universidade de Twente mostra que a sobrevivência do leopardo-de-java, um dos felinos mais raros do mundo, depende tanto de florestas em regeneração quanto das reservas protegidas tradicionalmente priorizadas pela conservação. O estudo, liderado pelo pesquisador Andhika Chandra Ariyanto, doutorando na Faculdade de Ciências da Geoinformação e Observação da Terra, utilizou armadilhas fotográficas e modelos espaciais para mapear os hábitos do animal em uma das ilhas mais populosas do planeta.

Java abriga mais de 150 milhões de pessoas, e o leopardo agora sobrevive entre fazendas, plantações e cidades em expansão. Ariyanto descobriu que o felino prefere áreas com grande diversidade de presas, em vez de depender de uma única espécie.

Conservar essas comunidades variadas de presas é essencial para manter populações viáveis onde as florestas estão fragmentadas. Isso contraria a visão tradicional de que apenas a proteção de florestas primárias, nunca desmatadas, seria suficiente para garantir a sobrevivência da espécie.

Os modelos desenvolvidos por Ariyanto indicam que os leopardos utilizam regularmente florestas secundárias e em regeneração, além das paisagens produtivas ao redor das áreas protegidas. Essas matas, que voltam a crescer após perturbações, podem funcionar como habitat extra e corredores ligando manchas isoladas de vegetação.

Estradas, ferrovias e a expansão urbana estão fragmentando as florestas remanescentes de Java em ilhas cada vez menores. Esse isolamento bloqueia o movimento entre populações e aumenta o risco de extinção local da espécie.

O reflorestamento poderia conectar alguns desses fragmentos, e o mapeamento de Ariyanto identifica onde restaurar terras degradadas reabriria rotas para o predador. O trabalho aponta quais áreas devem ser restauradas prioritariamente, onde as conexões entre reservas precisam ser fortalecidas e onde novas estradas ou ferrovias causariam maiores danos.

O supervisor de Ariyanto, Tiejun Wang, da Universidade Sun Yat-sen, na China, afirma que um parque nacional já não é suficiente por si só. Segundo Wang, o futuro do leopardo-de-java será decidido nos locais onde as pessoas já vivem e trabalham.

Andhika Chandra Ariyanto defendeu sua tese de doutorado, intitulada Conservação espacialmente explícita do leopardo-de-java em paisagens dominadas pelo homem, nesta quarta-feira. O trabalho é uma das avaliações espaciais mais abrangentes da espécie até hoje e oferece orientações práticas para a conservação da biodiversidade em paisagens tropicais em rápida transformação.

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Oxfam denuncia arquitetura de desproteção territorial na Amazônia e cobra eficácia do Acordo de Escazú https://www.ocafezinho.com/2026/06/03/oxfam-denuncia-arquitetura-de-desprotecao-territorial-na-amazonia-e-cobra-eficacia-do-acordo-de-escazu/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/03/oxfam-denuncia-arquitetura-de-desprotecao-territorial-na-amazonia-e-cobra-eficacia-do-acordo-de-escazu/#respond Wed, 03 Jun 2026 17:33:19 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/03/oxfam-denuncia-arquitetura-de-desprotecao-territorial-na-amazonia-e-cobra-eficacia-do-acordo-de-escazu/ A publicação ‘Amazomorfosis: Amazonía, territorialidad, vida en riesgo y resiliencia’, lançada pela Oxfam, expõe uma dinâmica estrutural de despojo territorial que reorganiza o poder sobre os territórios amazônicos por meio de concessões extrativas, economias ilegais, militarização e captura institucional. O documento, que funciona como ferramenta política de interpelação direta aos Estados e ao sistema regional, revela a distância profunda entre os compromissos normativos do Acordo de Escazú e a realidade de violência que atinge as pessoas defensoras ambientais, particularmente as mulheres indígenas e comunitárias.

A coordenadora da Iniciativa Amazônica Multipaís da Oxfam, Valeska Ruiz Peña, sustenta que a ilegalidade deixou de ser excepcional na região e passou a conviver de forma articulada com estruturas estatais frágeis ou permissivas. Enquanto os governos reconhecem formalmente direitos ambientais e territoriais, mantêm condições que favorecem o avanço de interesses econômicos sobre a vida comunitária e o bem viver, gerando uma perigosa normalização da violência que corrói as bases sociais e políticas da Amazônia.

A policrise amazônica, conforme reportagem do portal Criterio.hn, afeta diretamente os cerca de 47 milhões de habitantes do bioma – incluindo mais de 500 povos indígenas cujos sistemas de conhecimento e governança sustentam uma das maiores reservas de biodiversidade do planeta. Sob discursos de transição energética, desenvolvimento ou conservação, continuam se expandindo atividades que fragmentam ecossistemas, deslocam comunidades e aprofundam desigualdades históricas, num processo que a Oxfam classifica como ‘amazomorfose regressiva’.

A violência contra defensoras ambientais na Amazônia, segundo a organização, é atravessada por racismo, patriarcado e desigualdade territorial, e não pode ser tratada como fato isolado. Quando uma mulher defensora é perseguida, deslocada ou assassinada, o dano transcende o indivíduo e fratura o tecido social que sustenta a defesa do território e a vida coletiva, destruindo sistemas comunitários de governança que protegem fontes de água e restauram florestas.

Apesar desse cenário, as mulheres amazônicas emergem como atoras políticas fundamentais nos processos de resiliência territorial, restaurando ecossistemas e defendendo formas de relação com a natureza radicalmente distintas dos modelos baseados no despojo. A Oxfam demonstra, com dados e análises de campo, que sem as mulheres dos territórios não haverá implementação efetiva do Acordo de Escazú, o tratado regional que reconhece direitos de acesso à informação, participação pública e justiça ambiental na América Latina e no Caribe.

A recente COP4 do Acordo de Escazú trouxe avanços procedimentais importantes, como o fortalecimento de mecanismos de seguimento, a incorporação de ferramentas de resposta rápida frente a ameaças contra defensoras e o reconhecimento da necessidade de aplicar enfoques interseccionais, interculturais e de gênero. No entanto, a mesma conferência deixou a descoberto os limites do multilateralismo ambiental quando os Estados não transformam seus compromissos internacionais em políticas concretas dentro de seus territórios.

Enquanto as delegações oficiais discutem mecanismos regionais de proteção, em amplas porções da Amazônia continuam se expandindo economias ilegais, corredores do narcotráfico, mineração ilegal, desmatamento indiscriminado e projetos extrativos impulsionados com fiscalização ambiental débil e crescentes restrições ao espaço cívico. Em vários países amazônicos, persistem processos de regressão institucional que debilitam a proteção ambiental, limitam a participação cidadã e reduzem garantias para povos indígenas e comunidades rurais, com risco ainda maior de retrocesso sobre os direitos conquistados pelas mulheres.

A contradição é evidente: os mecanismos regionais se fortalecem no papel, mas as condições materiais de risco nos territórios continuam se deteriorando. Os sistemas nacionais de proteção permanecem insuficientes, reativos e burocráticos, a participação pública segue sendo meramente consultiva e não vinculante, a justiça ambiental está atravessada pela impunidade estrutural e os mecanismos de financiamento climático muitas vezes não chegam a quem efetivamente sustenta a proteção dos ecossistemas que beneficiam toda a humanidade.

A situação se agrava dramaticamente nos países da América Latina e do Caribe que sequer ratificaram o Acordo ou onde a implementação é mínima e a conjuntura política é regressiva. Nesses contextos, convergem criminalidade ambiental, controle territorial por economias ilegais e debilitamento democrático, deixando as pessoas defensoras completamente expostas frente a atores armados, corrupção e ausência de garantias estatais básicas.

Implementar efetivamente o Acordo de Escazú, conclui a Oxfam, exige muito mais do que declarações multilaterais: supõe fortalecer sistemas de proteção com enfoque territorial, intercultural e de gênero, garantir acesso oportuno e transparente à informação ambiental, assegurar participação vinculante de povos indígenas e comunidades locais, investigar e sancionar ataques contra defensoras e destinar financiamento direto e sustentável a iniciativas comunitárias de proteção territorial. A sustentabilidade climática, adverte a organização, não poderá ser construída sobre territórios paramilitarizados, comunidades deslocadas e defensoras assassinadas.

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Agu cobra R$ 618 milhões de infratores ambientais em 26 ações judiciais https://www.ocafezinho.com/2026/06/02/agu-cobra-r-618-milhoes-de-infratores-ambientais-em-26-acoes-judiciais/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/02/agu-cobra-r-618-milhoes-de-infratores-ambientais-em-26-acoes-judiciais/#respond Wed, 03 Jun 2026 01:41:19 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/02/agu-cobra-r-618-milhoes-de-infratores-ambientais-em-26-acoes-judiciais/ A Advocacia-Geral da União (AGU) ajuizou 26 ações civis públicas para cobrar mais de R$ 618 milhões de infratores ambientais em todo o país. As ações buscam a recuperação de 35,5 mil hectares de áreas degradadas e atingem responsáveis por desmatamento e outros crimes contra os biomas brasileiros.

O maior caso envolve uma autuação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) por desmatamento de 3,7 mil hectares de vegetação nativa da Amazônia, no município de Manicoré, no Amazonas. Segundo o órgão, o responsável pretendia promover a venda irregular de lotes da área desmatada e a criação de gado na região.

Além da indisponibilidade de bens, as ações pedem o bloqueio de acesso a crédito, a suspensão de benefícios fiscais e o embargo de atividades degradadoras nas áreas sob litígio. As medidas foram adotadas no âmbito do programa AGU Recupera, criado em 2023 para implementar mecanismos jurídicos de proteção dos biomas e do patrimônio cultural brasileiro.

De acordo com reportagem da Carta Capital, o programa baseia-se no princípio da reparação integral e atua em causas prioritárias da União, do Ibama e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O AGU Recupera também responde por processos ligados ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), ampliando o escopo de proteção para além da esfera ambiental.

O coordenador operacional do programa, procurador federal Júlio Borges, afirmou que o AGU Recupera consolida a agenda de proteção ambiental na instituição. Borges destacou o reconhecimento do papel da AGU como parte de um processo mais amplo de amadurecimento das estratégias de controle do desmatamento no território nacional.

Formado por procuradores federais e advogados da União, o programa atua nos biomas Amazônia, Cerrado, Pantanal, Caatinga, Pampa e Mata Atlântica. As ações buscam tanto a reparação integral dos danos ambientais quanto a punição exemplar a infratores em todas as regiões do país, com instrumentos que vão desde multas até o bloqueio patrimonial.

As sanções incluem ainda o veto de acesso a linhas de crédito em instituições financeiras públicas e privadas, inviabilizando economicamente as atividades ilegais. A estratégia combina asfixia financeira com embargo de atividades, mirando diretamente os esquemas de degradação ambiental que avançam sobre os ecossistemas brasileiros.

A ofensiva jurídica em escala nacional demonstra que a impunidade contra crimes ambientais está sendo combatida no Brasil. Com a atuação coordenada entre AGU, Ibama e ICMBio, as multas aplicadas passam a ter efetividade, e os danos causados aos biomas entram na rota da reparação concreta.

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Estudo chinês aponta que corrente de jato mais forte pode aliviar seca na Ásia https://www.ocafezinho.com/2026/06/02/estudo-chines-aponta-que-corrente-de-jato-mais-forte-pode-aliviar-seca-na-asia/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/02/estudo-chines-aponta-que-corrente-de-jato-mais-forte-pode-aliviar-seca-na-asia/#comments Tue, 02 Jun 2026 10:13:39 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/02/estudo-chines-aponta-que-corrente-de-jato-mais-forte-pode-aliviar-seca-na-asia/ 2 Comentários 🔥]]> Pesquisadores do Instituto de Física Atmosférica da Academia Chinesa de Ciências projetam que o fortalecimento e o deslocamento para o sul da corrente de jato subtropical da Eurásia durante o verão poderão compensar parcialmente o ressecamento causado pelo aquecimento global nas terras áridas da Ásia Central e do norte da China. Essas regiões, que abrigam atividades agrícolas extensivas e ecossistemas frágeis, são extremamente vulneráveis à escassez de água.

O estudo, publicado na revista Science Advances, desafia a perspectiva termodinâmica tradicional, que indica que o aquecimento global intensifica a aridez em zonas secas. A pesquisa utilizou projeções de 40 modelos climáticos do Projeto de Intercomparação de Modelos Acoplados Fase 6 (CMIP6) e revelou que mudanças na circulação atmosférica em grande escala podem reverter parte dessa tendência.

A corrente de jato subtropical da Eurásia, uma faixa estreita de ventos de alta velocidade na alta atmosfera, deve se intensificar e migrar para o sul ao longo do século XXI. Esse deslocamento aumenta a advecção de umidade para a Ásia Central, tanto no norte quanto no sul da região. O aumento dos gases de efeito estufa e a redução dos aerossóis antropogênicos contribuem para o fortalecimento do jato, enquanto a migração para o sul é impulsionada principalmente pelos gases de efeito estufa.

A principal autora do estudo, Jie Jiang, destacou que uma das descobertas mais relevantes é o contraste com as décadas recentes. Desde o final dos anos 1970, emissões desiguais de aerossóis na Eurásia enfraqueceram a corrente de jato no verão, contribuindo para o ressecamento do norte da Ásia Central. Com a adoção de políticas de ar limpo e a consequente redução dos aerossóis, projeta-se uma transição do enfraquecimento para o fortalecimento do jato a partir de 2010. Esse sinal de reversão já começa a aparecer nos dados observacionais.

Jiang ressaltou que a redução de aerossóis, embora possa levar a um aquecimento adicional, também traz impactos climáticos importantes que vão além da temperatura. Compreender como a circulação atmosférica responde às atividades humanas é essencial para melhorar as projeções de riscos climáticos regionais e a segurança hídrica em regiões áridas. Os resultados indicam que, apesar do aquecimento global, a disponibilidade futura de água em grande parte das terras áridas da Ásia pode sofrer alterações limitadas, graças a esses mecanismos dinâmicos. O estudo reforça a importância de incluir a resposta da circulação atmosférica nas avaliações de impacto climático.

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Japão reintroduz íbis-de-crista após meio século de extinção local https://www.ocafezinho.com/2026/06/01/japao-reintroduz-ibis-de-crista-apos-meio-seculo-de-extincao-local/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/01/japao-reintroduz-ibis-de-crista-apos-meio-seculo-de-extincao-local/#respond Mon, 01 Jun 2026 09:21:49 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/01/japao-reintroduz-ibis-de-crista-apos-meio-seculo-de-extincao-local/
Crested ibis em voo, com asas abertas exibindo penas coloridas, durante liberação no Japão.

Oito exemplares do íbis-de-crista, ave conhecida como toki no Japão, foram soltos na natureza em cerimônia na cidade de Hakui, região de Noto. O evento marcou o retorno da espécie à ilha principal do Japão após ser declarada extinta na década de 1970.

O príncipe herdeiro Akishino e a princesa Kiko participaram da soltura, cortando a fita que envolvia as gaiolas de madeira. Os pássaros alçaram voo sob aplausos dos moradores, em gesto simbólico para a região ainda em recuperação após o terremoto de 2024.

A ave, nativa do Leste Asiático, possui plumagem branca com tons alaranjados sob as asas e manchas vermelhas ao redor dos olhos. A espécie desapareceu da ilha de Honshu nos anos 1970 devido à caça excessiva e degradação ambiental, com o último íbis nativo falecendo em 2003 na ilha de Sado.

O retorno da espécie ao arquipélago foi possível graças à cooperação com a China, que doou um casal para programa de reprodução em cativeiro iniciado em 1999. O primeiro filhote nasceu em cativeiro naquele ano, segundo o Ministério do Meio Ambiente japonês.

O centro de conservação da ilha de Sado consolidou a reprodução em cativeiro e, em 2008, soltou dez exemplares na natureza. Atualmente, a população em Sado chega a cerca de 500 indivíduos, com oito aves liberadas e outras dez aguardando soltura. A iniciativa simboliza esperança para a área afetada pelo terremoto, demonstrando cooperação internacional bem-sucedida na preservação de espécies ameaçadas.

Leia mais sobre o assunto na phys.org.


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