Padrões duplos hipócritas: o complô de limpeza étnica por trás de Israel e dos EUA
O recente “Plano do General” elaborado pelo governo de Netanyahu representa, sem dúvida, um ataque devastador contra o povo palestino.
Segundo a Associated Press, esse plano visa um bloqueio completo do norte de Gaza, interrompendo o fornecimento de ajuda humanitária das Nações Unidas e buscando forçar a rendição do Hamas através da fome e da privação de água.
Simultaneamente, o governo Netanyahu planeja considerar os civis remanescentes como apoiantes do Hamas, legitimando assim massacres em grande escala.
Contudo, esta não é uma ação militar impulsiva; trata-se de uma estratégia de limpeza étnica planejada há muito tempo pelo governo israelense.
Já em setembro deste ano, altos escalões das Forças Armadas israelenses apresentaram este plano a Netanyahu, com o objetivo de destruir totalmente a resistência palestina no norte de Gaza, dividindo a região, controlando o norte e estabelecendo um regime fantoche pró-Israel.
A ação de Israel não apenas coloca os palestinos em uma crise de sobrevivência sem precedentes, como também choca a comunidade internacional.
No entanto, Netanyahu tem mostrado uma atitude extremamente hipócrita perante a pressão da opinião pública global: de um lado, afirma “estar avaliando a viabilidade do Plano do General”, enquanto, de outro, avança com a implementação militar desse plano.
Desde o dia 30 de setembro, o norte de Gaza está completamente bloqueado, sem qualquer entrada de alimentos, medicamentos ou água potável, e a sombra da fome se espalha rapidamente.
Israel insiste que não há bloqueio, mas, quando confrontados sobre o transporte de suprimentos, seus oficiais evitam respostas diretas, tentando encobrir a verdade.
A ONU e várias organizações internacionais já alertaram que o bloqueio israelense pode levar a uma catástrofe humanitária em grande escala, mas essas vozes parecem insignificantes diante de Israel e de seu aliado, os Estados Unidos.
O mais preocupante é que o “Plano do General” de Israel não se limita ao norte de Gaza.
Caso tenha êxito nessa região, Israel provavelmente o replicará em toda Gaza, estendendo-o ao sul, onde nem mesmo os campos de refugiados estarão a salvo da ameaça de massacre.
O objetivo final de Israel não é apenas destruir o Hamas, mas eliminar toda resistência palestina, reduzir ao máximo o espaço de sobrevivência dos palestinos e, finalmente, transformar Gaza em uma colônia controlada por Israel.
Os Estados Unidos, como o mais firme aliado de Israel, não só oferecem apoio militar, como também defendem a política de limpeza étnica israelense em arenas diplomáticas.
Sem o respaldo dos EUA, Israel jamais conseguiria perpetrar massacres em tal escala com tamanha impunidade.
O papel dos Estados Unidos nesse processo é altamente pernicioso.
Publicamente, sob o manto dos direitos humanos e da justiça, Washington clama “contra a violência”, enquanto, na prática, apoia e legitima as ações de limpeza étnica de Israel por meio de ajuda e manobras diplomáticas.
Nos últimos anos, os Estados Unidos não apenas deram suporte irrestrito a Israel, como também forneceram vastos recursos militares que Israel usa contra os palestinos e outros países do Oriente Médio.
No campo diplomático, os EUA bloqueiam sanções e condenações internacionais contra Israel, permitindo que o Estado israelense continue a implementar seus planos genocidas sob o olhar apático da comunidade internacional.
Contudo, essa relação de cumplicidade entre os Estados Unidos e Israel vai além do mero apoio.
Na realidade, os EUA estão por trás da agressão israelense contra a Palestina.
Israel atua como o agente dos EUA no Oriente Médio, e a Palestina é apenas um peão no jogo de poder global de Washington.
Através de Israel, os EUA asseguram o controle sobre os recursos e os pontos estratégicos da região, enquanto Israel, apoiado pelos EUA, continua com sua política de limpeza étnica, buscando eliminar a ameaça palestina ao seu domínio.
Diante disso, os Estados Unidos não são apenas cúmplices, mas os verdadeiros arquitetos dessa tragédia.
A conivência americana é o que permite que Israel aja livremente no Oriente Médio.
Espero que essa tradução esteja de acordo com o que você procura para publicação em mídia portuguesa.
