Pesquisa - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/pesquisa/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Tue, 06 Jan 2026 02:51:37 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://controle.ocafezinho.com/wp-content/uploads/2015/10/cropped-Logo_Cafezinho_tmb-32x32.png Pesquisa - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/pesquisa/ 32 32 Prisão de Maduro não acalma opinião pública americana https://www.ocafezinho.com/2026/01/08/prisao-de-maduro-nao-acalma-opiniao-publica-americana/ https://www.ocafezinho.com/2026/01/08/prisao-de-maduro-nao-acalma-opiniao-publica-americana/#respond Thu, 08 Jan 2026 11:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=224070 O apoio ao ataque varia drasticamente entre partidos, enquanto cresce o temor de uma ocupação prolongada e de novos conflitos na América Latina

A recente investida militar ordenada pela Casa Branca contra o território venezuelano não conquistou o coração da opinião pública nos Estados Unidos. Embora o governo apresente a captura de Nicolás Maduro como um triunfo diplomático e jurídico, as ruas de Washington e do interior do país demonstram um ceticismo profundo. Uma nova pesquisa conduzida pela Reuters/Ipsos revela, de fato, que apenas 33% da população aprova a operação.

Este cenário expõe uma ferida aberta na sociedade americana sobre o papel das potências imperiais em nações soberanas. Enquanto o governo justifica a ação com o combate ao narcotráfico, a maioria dos cidadãos parece enxergar os ecos de intervenções passadas. Frequentemente, tais incursões resultaram em instabilidade e perdas humanas irreparáveis. Portanto, a pesquisa reflete uma resistência clara ao retorno de uma política externa baseada na força bruta.


O abismo ideológico entre democratas e republicanos

Os números revelam que a polarização política continua a ditar o ritmo da aceitação social das guerras modernas. Consequentemente, o apoio à incursão militar fragmenta-se drasticamente entre os partidos. Entre os republicanos, que compõem a base fiel do presidente, a aprovação alcança os 65%. Entretanto, o cenário muda completamente quando observamos o campo progressista e os defensores dos direitos humanos.

No lado democrata, a rejeição é quase absoluta, com apenas 11% de apoio à ação direta. Além disso, os eleitores independentes, muitas vezes o fiel da balança eleitoral, mostram-se cautelosos. Apenas 23% desses eleitores concordam com o ataque realizado. Essa disparidade sugere que a narrativa de “libertação” ou “justiça” não convence quem defende a autodeterminação dos povos e o diálogo multilateral.

Leia também: Investida militar na Venezuela divide e preocupa os EUA


O temor de uma nova aventura militar sem fim

A memória de conflitos prolongados e custosos ainda assombra a mente da classe trabalhadora americana. De acordo com o levantamento, 72% dos entrevistados expressam medo de que os Estados Unidos se envolvam profundamente no país sul-americano. Esse temor atravessa barreiras partidárias de maneira surpreendente. Ele une pessoas que não desejam ver trilhões de dólares investidos em ocupações estrangeiras enquanto a infraestrutura interna e a saúde pública carecem de recursos básicos.

A incursão realizada em Caracas no último sábado, que culminou na prisão de Maduro, evoca fantasmas de invasões históricas na América Latina. Por isso, a promessa de “governar” a Venezuela gera calafrios em quem prioriza a paz. O público demonstra, claramente, que prefere a segurança interna à glória militar em terras distantes. Além disso, o risco de uma guerra civil venezuelana parece iminente aos olhos da população.


O interesse oculto pelas reservas de petróleo

Um dos pontos mais sensíveis da nova estratégia governamental reside na gestão das riquezas naturais da Venezuela. No domingo, o presidente declarou que o país necessita de “acesso total” aos campos de petróleo venezuelanos. No entanto, a opinião pública não endossa totalmente essa ambição energética por meios militares. O povo americano parece identificar o viés extrativista por trás do discurso oficial.

Apenas 30% dos cidadãos apoiam abertamente o envio de tropas terrestres para a região. Por outro lado, a base republicana mostra-se mais ávida pelos recursos, com 59% defendendo o controle da produção petrolífera. Esse posicionamento gera críticas severas de diversos setores sociais. Muitos especialistas veem na ação uma tentativa de pilhagem econômica disfarçada de missão humanitária, ferindo a ética internacional.


Riscos humanos e financeiros preocupam a base aliada

Mesmo entre aqueles que apoiam o governo, existe uma apreensão genuína sobre o custo humano da operação. Cerca de 64% dos republicanos temem que a incursão coloque em risco as vidas dos militares destacados. Além disso, 54% dos partidários do governo demonstram preocupação com os impactos financeiros de uma eventual ocupação prolongada. Assim, o peso econômico da guerra assusta até os setores mais conservadores.

O governo tenta amenizar esses receios sugerindo que a administração da Venezuela ocorreria via pressão política. Contudo, a retórica agressiva permanece firme e assustadora. Em tom de ameaça, o presidente declarou: “Se eles não se comportarem, faremos um segundo ataque”. Essa postura beligerante mantém o país em alerta máximo sobre os próximos passos da Casa Branca no Hemisfério Ocidental.


Metodologia e o futuro do cenário político

A pesquisa Reuters/Ipsos ouviu 1.248 adultos em todo o território nacional. Os dados indicam que o índice de aprovação geral do presidente subiu para 42%. Embora o apoio à guerra seja baixo, o uso da força parece ter mobilizado parte da base eleitoral de curto prazo. Todavia, esse ganho de popularidade pode ser efêmero se o conflito se arrastar.

A margem de erro do levantamento é de três pontos percentuais, o que confirma a solidez da rejeição popular. Resta saber se o governo ignorará o clamor popular por cautela e diplomacia. O destino da nação vizinha e a estabilidade regional dependem dessa decisão. Caso o plano de domínio total prossiga, Washington desafiará abertamente a vontade da maioria de seu próprio povo.

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60% dos jovens acha justa a prisão de Bolsonaro https://www.ocafezinho.com/2025/12/09/60-dos-jovens-acha-justa-a-prisao-de-bolsonaro/ https://www.ocafezinho.com/2025/12/09/60-dos-jovens-acha-justa-a-prisao-de-bolsonaro/#respond Tue, 09 Dec 2025 16:51:23 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=222811 Dados do DataFolha mostram que a sociedade encara a condenação como passo necessário para afirmar que atos contra a democracia devem ser responsabilizados, independentemente do cargo

A mais recente pesquisa Datafolha mostrou que o país está diante de um marco simbólico: uma geração que cresceu sob ameaças à democracia agora expressa, de forma clara, que não aceita retrocessos. Entre os jovens, 60% consideram justa a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, sinalizando que a juventude brasileira — historicamente sensível a pautas democráticas — voltou a assumir o protagonismo no debate público.

Os números reforçam uma tendência mais ampla captada pelo levantamento nacional: 54% dos brasileiros classificam a prisão como justa, enquanto 40% a veem como injusta. O estudo foi divulgado neste domingo (7), logo após Bolsonaro começar a cumprir a pena de 27 anos e três meses, determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por sua participação na tentativa de golpe de Estado após a derrota eleitoral de 2022.

Datafolha: maioria vê justiça na punição ao ex-presidente

A pesquisa apresenta um recorte importante sobre como o país reage à responsabilização de suas lideranças. Para um Brasil que ainda carrega marcas profundas da desinformação e da retórica antidemocrática, o fato de que a maioria reconhece a legitimidade da condenação indica um amadurecimento coletivo — algo essencial para evitar que o país volte a flertar com soluções autoritárias.

O Datafolha perguntou especificamente: “Na sua opinião, a prisão de Jair Bolsonaro foi justa ou injusta?” A resposta consolidada foi:

  • 54%: justa
  • 40%: injusta
  • 6%: não souberam responder

O instituto ouviu 2.002 pessoas, de 16 anos ou mais, entre 2 e 4 de dezembro, em 113 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Onde Bolsonaro deveria cumprir a pena, segundo a população

Apesar de a prisão ter sido considerada justa pela maioria, a sociedade se divide sobre o local adequado para o cumprimento da pena:

  • 34% defendem prisão domiciliar
  • 26% preferem um presídio comum
  • 20% sugerem unidade militar
  • 13% concordam com a atual sede da Polícia Federal
  • 7% não souberam responder

Atualmente, Bolsonaro está detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso.

Condenação dos generais também recebe apoio

A responsabilização dos oficiais-generais envolvidos na tentativa de ruptura institucional também tem forte respaldo popular:

  • 57% consideram justa a prisão dos generais condenados
  • 30% veem como injusta
  • 13% não souberam responder

Para uma parcela expressiva da sociedade, a punição alcança não apenas o líder político, mas também os militares que romperam com o próprio juramento constitucional — um movimento raro e simbólico em um país historicamente marcado pela tolerância a abusos cometidos por setores fardados.

Impacto na imagem do Exército

A pesquisa ainda captou a percepção pública sobre a instituição militar após a condenação de seus oficiais:

  • 57% afirmam que nada mudou em relação ao Exército
  • 26% dizem que a imagem piorou
  • 12% avaliam que melhorou

O dado mais revelador é a estabilidade da opinião pública: a maioria encara o episódio como responsabilidade individual dos envolvidos, e não como reflexo de toda a instituição. Ainda assim, o desgaste entre os que veem piora na imagem evidencia que uma parcela da sociedade espera uma postura mais comprometida com a democracia por parte das Forças Armadas.

Um país que desperta para a importância da responsabilidade

O apoio majoritário à prisão de Bolsonaro — especialmente entre os jovens — demonstra uma mudança profunda no entendimento do que significa preservar a democracia. Não se trata de celebrar o encarceramento de um ex-presidente, mas de reconhecer que ninguém, independentemente do cargo que ocupou, está acima da lei.

A nova geração, mais conectada, mais crítica e mais consciente do impacto da desinformação na vida pública, parece não aceitar que ataques às instituições sejam normalizados. O país dá sinais de que está amadurecendo politicamente, ainda que de forma lenta e dolorosa.

Se a democracia brasileira aprendeu algo nos últimos anos, é que o preço da omissão é alto. E, desta vez, ao que tudo indica, a sociedade não está disposta a pagá-lo novamente.

Link da pesquisa

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Panamá é eleito o melhor país do mundo para expatriados https://www.ocafezinho.com/2025/09/24/panama-e-eleito-o-melhor-pais-do-mundo-para-expatriados/ https://www.ocafezinho.com/2025/09/24/panama-e-eleito-o-melhor-pais-do-mundo-para-expatriados/#respond Wed, 24 Sep 2025 14:37:46 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=217863 Pesquisa global com mais de 10 mil expatriados aponta Panamá como país ideal para viver, trabalhar e se integrar culturalmente

Pelo segundo ano seguido, o Panamá foi apontado como o melhor país do mundo para expatriados. A conclusão é de uma pesquisa recente do InterNations Expat Insider 2025, que avaliou 46 destinos globais com base em cinco categorias temáticas, oferecendo um panorama completo das melhores opções para quem deseja viver e trabalhar fora do país de origem.

A pesquisa, considerada uma das mais abrangentes do segmento, entrevistou 10.085 expatriados, garantindo uma amostra mínima de 50 participantes por país. Os entrevistados foram convidados a avaliar até 53 fatores, numa escala de um a sete, que abordavam tanto questões práticas do dia a dia quanto aspectos subjetivos da experiência de viver no exterior.

As categorias analisadas incluíram:

  • Trabalhar no exterior – condições de emprego, oportunidades de carreira e satisfação no trabalho;
  • Finanças pessoais – custo de vida, impostos e acessibilidade econômica;
  • Qualidade de vida – segurança, bem-estar e oferta de serviços de saúde;
  • Itens essenciais para expatriados – transporte, moradia e acesso a bens e serviços;
  • Facilidade de adaptação – acolhimento cultural, integração social e barreiras linguísticas.

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Expatriados satisfeitos com a vida no Panamá

Entre os entrevistados, 94% afirmaram ter uma vida boa no Panamá, destacando o país como uma opção atraente tanto para aposentados quanto para profissionais ativos. A pesquisa revelou que 35% dos expatriados já estão aposentados, enquanto 18% apontaram a aposentadoria como principal motivação para se mudarem para o país.

No quesito qualidade de vida, o Panamá também se destacou, alcançando a terceira posição no ranking global, e 35% dos entrevistados declararam que pretendem permanecer no país permanentemente.

Para Kathrin Chudoba, diretora de marketing da InterNations, o sucesso do Panamá está em sua combinação de atributos práticos e culturais:

“Tem uma mistura perfeita de infraestrutura decente a preços acessíveis, combinada com um clima agradável e, o mais importante, uma cultura aberta, amigável e fácil de integrar.”

A pesquisa reforça a posição do Panamá como um destino ideal para quem busca equilíbrio entre custo de vida, qualidade de serviços e oportunidades de integração, consolidando sua imagem como um país que alia conforto, segurança e acolhimento em um único pacote.

Com isso, expatriados encontram no Panamá uma experiência de vida que une praticidade, lazer e bem-estar, tornando o país um dos destinos mais desejados do mundo para quem pretende viver longe de casa, seja por aposentadoria, trabalho ou busca de novas experiências culturais.

A posição do Panamá no topo do ranking de expatriados pelo segundo ano consecutivo reflete uma tendência crescente de migração para países da América Latina e Ásia, segundo Kathrin Chudoba, diretora de marketing da InterNations. O levantamento aponta que pessoas que buscam viver e trabalhar fora de seus países de origem têm encontrado experiências positivas em destinos que combinam qualidade de vida, segurança e custo acessível.

“Isso [também] confirma uma tendência que observamos nos últimos três anos, aproximadamente, que é a importância das finanças pessoais entre os expatriados”, explicou Chudoba. “Isso mostra claramente que os expatriados não foram deixados imunes aos efeitos da incerteza econômica e da alta inflação.”

O estudo revelou que 26% dos expatriados no Panamá não tinham preocupações financeiras antes de se mudarem, número significativamente superior à média global de 16%. Para aqueles que ainda não se aposentaram, o país também oferece uma experiência de trabalho no exterior excepcional, sendo classificado em primeiro lugar na categoria mais relevante para profissionais.

Qualidade de vida acessível e infraestrutura atraente

O Panamá é tradicionalmente conhecido como um destino acessível e confortável para expatriados. Segundo a Global Citizen Solutions, é possível viver bem em pequenas cidades, vilarejos ou comunidades agrícolas com um orçamento mensal entre US$ 800 e US$ 1.500. Para quem prefere residir na Cidade do Panamá, a capital, o custo mensal sobe para até US$ 2.500. No geral, o custo de vida para uma pessoa solteira no Panamá é 36,3% menor do que nos Estados Unidos, reforçando a atratividade econômica do país.

Além do custo acessível, o Panamá oferece diversas opções de visto adaptadas às necessidades dos expatriados, incluindo o visto de Nações Amigas, o Programa Pensionado e o visto de Trabalhador Remoto, facilitando a integração e permanência de profissionais, aposentados e nômades digitais.

“Tem uma mistura perfeita de infraestrutura decente a preços acessíveis, combinada com um clima agradável e, o mais importante, uma cultura aberta, amigável e fácil de integrar”, destacou Chudoba.

Oportunidades para profissionais e empreendedores

O estudo também evidencia que o Panamá não é apenas um destino para aposentados, mas também para profissionais que buscam crescimento e estabilidade financeira no exterior. O país combina qualidade de vida, segurança e custos controlados com oportunidades para quem deseja trabalhar de forma remota ou empreender, tornando-se um polo cada vez mais competitivo para expatriados globais.

Com informações de CNBC*

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Estudo descobre 9 hábitos que transformam as crianças https://www.ocafezinho.com/2025/09/24/estudo-descobre-9-habitos-que-transformam-as-criancas/ https://www.ocafezinho.com/2025/09/24/estudo-descobre-9-habitos-que-transformam-as-criancas/#respond Wed, 24 Sep 2025 13:52:26 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=217850 O estudo confirma: o segredo não está em frases prontas, mas em atitudes consistentes que nutrem a segurança emocional infantil

Muitos pais acreditam que ensinar uma criança a dizer “por favor” e “obrigado” já garante boas habilidades sociais. Mas a realidade é bem mais profunda. A base para que meninos e meninas cresçam sabendo se relacionar, comunicar e criar vínculos sólidos começa muito antes — dentro de casa, nas interações cotidianas e, sobretudo, no exemplo dos pais.

Essa é a conclusão de uma pesquisadora que analisou mais de 200 relações entre pais e filhos e que também vive a maternidade na prática. A especialista destaca que as crianças aprendem observando. Elas absorvem a forma como os adultos lidam com emoções, se relacionam com outras pessoas e resolvem conflitos. Quando crescem em ambientes nos quais a segurança emocional e a conexão autêntica são valorizadas, desenvolvem uma base social sólida, que leva para a vida toda.

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A seguir, os nove hábitos que os pais de crianças com habilidades sociais excepcionais costumam praticar desde cedo:


1. Falar abertamente sobre sentimentos e emoções

O vocabulário emocional não surge sozinho. Ele é aprendido quando os pais dão nome às emoções e mostram que sentir é normal.
Exemplo: ao dizer “Estou decepcionado por não podermos ir hoje, mas vou respirar fundo e tentar novamente amanhã”, um adulto está ensinando a regular os próprios sentimentos em tempo real. A criança, por sua vez, aprende a expressar frustrações de forma saudável — como dizer ao amigo “Fiquei triste porque você não quis brincar comigo” em vez de reagir com agressividade.

2. Modelar a empatia no dia a dia

As crianças observam atentamente como os pais tratam os outros — desde um vizinho até o caixa do supermercado. Um gesto simples, como comentar “Ela está com as mãos ocupadas, vamos segurar a porta para ela”, ensina mais sobre empatia do que qualquer sermão. Esses pequenos atos de gentileza se transformam em um guia prático para a vida social.

3. Incentivar a confiança autêntica

Confiança verdadeira nasce da combinação entre amor incondicional e oportunidades para tentar, acertar e até falhar. Permitir que a criança sirva seu próprio leite, ainda que faça bagunça, transmite a mensagem: “Eu confio em você”. Quando isso é reforçado com frases como “Gostei de ver que você continuou tentando”, a criança percebe que não precisa ser perfeita para ser valorizada — e aprende a acreditar em si mesma.

4. Ensinar a reparar os conflitos

Brigas e desentendimentos fazem parte de qualquer relação. O que importa é como eles são resolvidos. Pais que dizem “Você magoou os sentimentos da sua irmã. O que podemos fazer ou dizer para consertar isso?” ajudam os filhos a desenvolver uma habilidade vital: a reparação. Essa prática fortalece os laços e ensina que relacionamentos saudáveis se sustentam não na ausência de conflitos, mas na capacidade de reconstruí-los.

5. Validar os sentimentos dos filhos

Quando uma criança desabafa “Meu amigo não quis brincar comigo”, a reação mais comum é minimizar: “Não se preocupe, não é nada demais”. Mas a validação faz diferença. Responder “Parece difícil. Quer me contar mais?” mostra que os sentimentos da criança são legítimos. Essa atitude transmite uma mensagem poderosa: sua voz importa. E é justamente essa confiança interior que serve de alicerce para interações sociais equilibradas no futuro.

6. Ensinar a reconhecer sinais sociais

Nem toda criança nasce com facilidade para interpretar gestos, tons de voz ou expressões faciais. É aí que entra o papel dos pais como guias atentos. Uma simples observação como: “Você notou como a voz dele ficou mais baixa? Ele pode estar se sentindo tímido” ajuda a criança a perceber nuances que passariam despercebidas. Essas pequenas lições, somadas ao longo dos anos, constroem adultos mais conscientes das emoções alheias e com maior inteligência social.

7. Não correr para resolver todos os conflitos

É natural que pais queiram evitar brigas entre os filhos. No entanto, intervir a cada discussão pode privá-los de um aprendizado valioso. Ao dizer: “Estou aqui se precisar de ajuda, mas acho que vocês dois podem resolver isso”, os adultos transmitem confiança. Assim, as crianças ganham espaço para negociar, praticar acordos e descobrir que são capazes de lidar com atritos por conta própria.

8. Tratar erros como oportunidades

Derramar um copo de suco, esquecer um brinquedo ou perder a vez em um jogo são situações comuns na infância. O que faz diferença é a reação dos pais. Ao dizer de forma calma: “Você derramou o suco. Vamos pegar uma toalha e limpar”, em vez de repreender, o adulto mostra que errar não é motivo de vergonha, mas parte do processo de aprender. Essa mentalidade forma crianças mais resilientes, abertas ao crescimento e compassivas diante das falhas dos outros.

9. Ouvir mais, falar menos

Talvez a lição mais poderosa esteja no simples ato de ouvir. Quando os pais fazem contato visual, colocam o celular de lado e dizem: “Conte-me mais sobre isso”, transmitem uma mensagem silenciosa: “Você importa”. O hábito de ouvir com atenção ensina paciência, respeito e acolhimento. Na vida adulta, essas crianças costumam se tornar pessoas confiáveis, com quem os outros se sentem à vontade para compartilhar sentimentos.


O poder da conexão emocional

No mundo atual, onde habilidades sociais são cada vez mais valorizadas tanto no ambiente pessoal quanto profissional, preparar crianças para se conectar de forma genuína é um dos maiores presentes que os pais podem oferecer. Mais do que frases prontas de cortesia, o que fortalece laços é um ambiente de segurança emocional, empatia e confiança.

Ao cultivar esses nove hábitos desde cedo, mães e pais não apenas educam filhos com boas maneiras, mas formam seres humanos empáticos, conscientes e preparados para construir relacionamentos saudáveis ao longo da vida.

A autora do estudo, Reem Raouda, é referência internacional em criação consciente e fundadora do FOUNDATIONS, um guia prático que ajuda pais a curarem suas próprias feridas emocionais e a se tornarem mais seguros para educar os filhos. Reconhecida por sua expertise em segurança emocional infantil, Raouda vem redefinindo o que significa criar crianças socialmente fortes e emocionalmente saudáveis.

Com informações de CNBC*


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Datafolha: 54% dos brasileiros são contra anistia para Bolsonaro https://www.ocafezinho.com/2025/09/15/datafolha-54-dos-brasileiros-sao-contra-anistia-para-bolsonaro/ https://www.ocafezinho.com/2025/09/15/datafolha-54-dos-brasileiros-sao-contra-anistia-para-bolsonaro/#respond Mon, 15 Sep 2025 21:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=217375 Pesquisa ouviu 2.005 eleitores em 113 municípios do país, nos dias 8 e 9 de setembro

Mais da metade dos brasileiros é contra a aprovação de uma anistia para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes.

Segundo o Datafolha, 54% dos 2.005 eleitores escutados pela pesquisa em 113 municípios do país rejeitam que o Congresso Nacional dê andamento à proposta que concede perdão a Bolsonaro. No outro lado, 39% defendem a anistia. Ainda segundo o levantamento, 2% se dizem indiferentes ao tema, enquanto outros 4% não souberam opinar.

A pesquisa também aponta que 61% dos entrevistados rejeitam o perdão para os envolvidos nos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023. A invasão dos três poderes em Brasília soma 1.630 ações penais, com 683 condenações.

Bolsonaro é o primeiro ex-presidente brasileiro condenado por tentar dar um golpe na história do Brasil, podendo ser preso em regime fechado com o fim dos recursos. Atualmente, o líder da extrema-direita brasileira cumpre prisão domiciliar cautelar.

No julgamento da última semana, quatro dos cinco ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal votaram por sua condenação e prisão em regime fechado.

A campanha pela anistia defendida pela família Bolsonaro foi abraçada pelos partidos do chamado Centrão um pouco antes do começo do julgamento e tem sido estimulada internacionalmente pela atuação de Eduardo Bolsonaro, deputado e filho do ex-presidente, junto ao governo do aliado Donald Trump, presidente dos Estados Unidos.

Ao saber da condenação de Bolsonaro, Donald Trump se mostrou “surpreso” e “descontente” com a decisão do STF. “É muito parecido com o que tentaram fazer comigo, mas não conseguiram”, disse ele. Marco Rubio, secretário de estado do país, prometeu resposta por parte dos EUA.

Até o momento, a tentativa de Eduardo de livrar seu pai da prisão gerou a implementação de tarifas de 50% às exportações de produtos do Brasil aos EUA e punições a ministros do STF, principalmente Alexandre de Moraes.

Em um comunicado na última semana, a porta-voz da Casa Branca defendeu as sanções ao Brasil e disse não ter medo de usar o poder militar por “liberdade de expressão”.

Publicado originalmente pelo Brasil de Fato em 14/09/2025

Edição: Raquel Setz

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Pesquisa da Fenae confirma crise de saúde entre os bancários da Caixa https://www.ocafezinho.com/2025/08/22/pesquisa-da-fenae-confirma-crise-de-saude-entre-os-bancarios-da-caixa/ https://www.ocafezinho.com/2025/08/22/pesquisa-da-fenae-confirma-crise-de-saude-entre-os-bancarios-da-caixa/#respond Fri, 22 Aug 2025 18:20:54 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=215962 Estudo aponta que pressão por resultados, medo da perda de função e falta de propósito no trabalho estão adoecendo a categoria

Uma nova pesquisa nacional realizada pela Fenae (Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa) acende um alerta sobre a saúde dos bancários e bancárias da Caixa Econômica Federal. Os resultados preliminares do levantamento revelam um cenário preocupante de adoecimento físico e mental, decorrente principalmente da pressão por metas inatingíveis, do medo constante de perda de função e da ausência de sentido no trabalho.

O estudo, que investigou riscos psicossociais e aspectos da organização do trabalho, mostra que mais da metade dos empregados (55%) se sente pressionada a vender produtos que considera desnecessários para os clientes. Para 41%, a ameaça de descomissionamento é permanente, e quase um terço (28%) afirma não enxergar propósito em suas atividades diárias.

Entre os fatores mais nocivos apontados estão a cobrança excessiva por resultados, o ritmo acelerado, a fiscalização intensa e o número insuficiente de pessoal, decorrente da falta de concursos. A rigidez das normas e metas fora da realidade também aparecem como elementos que potencializam o sofrimento.

A pesquisa ainda revela um dado alarmante: um em cada três empregados (32%) recorre a medicamentos por motivos relacionados ao trabalho. Além disso, mais de um terço relatou ter enfrentado algum problema de saúde física (36%) ou mental (37%) nos últimos 12 meses. Hoje, os afastamentos por saúde mental (58%) já superam os afastamentos por causas físicas (53%), revelando a gravidade da crise.

Outro aspecto grave é a duração dos afastamentos: quase 30% deles se estendem por seis meses ou mais, sobrecarregando ainda mais quem permanece em atividade e gerando um círculo vicioso de adoecimento. A percepção majoritária da categoria (61%) é de que a Caixa não oferece apoio adequado à saúde mental de seus trabalhadores.

Diante desse cenário, a Fenae defende que sejam priorizadas políticas efetivas de saúde que enfrentem as causas estruturais do problema, com foco na gestão e organização do trabalho, e não apenas em soluções individuais.

“Os dados da pesquisa confirmam o que temos ouvido dos empregados em todo o país: a forma como o trabalho está organizado na Caixa está adoecendo as pessoas. A cobrança por metas inalcançáveis e a insegurança no emprego têm gerado um ambiente insustentável. Não podemos naturalizar que mais da metade da categoria use medicamentos por questões relacionadas ao trabalho. Esse é um alerta grave que deve mobilizar tanto a direção da Caixa quanto as entidades representativas dos trabalhadores”, reforça o presidente da Fenae, Sergio Takemoto. 

Para Takemoto, a pesquisa mostra que o problema não está nos trabalhadores, mas na estrutura do trabalho imposta pela gestão. “É urgente rever esse modelo e implementar políticas que coloquem a saúde e a dignidade dos empregados em primeiro lugar. Defender a saúde dos bancários da Caixa é também defender a qualidade do atendimento à população, porque trabalhadores adoecidos não conseguem prestar o serviço público com a excelência que os brasileiros merecem”, finalizou. 

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Lula recupera base em dois Estados e reduz rejeição em oito https://www.ocafezinho.com/2025/08/20/lula-recupera-base-em-dois-estados-e-reduz-rejeicao-em-oito/ https://www.ocafezinho.com/2025/08/20/lula-recupera-base-em-dois-estados-e-reduz-rejeicao-em-oito/#respond Wed, 20 Aug 2025 16:42:40 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=215789 Pesquisa Quaest mostra que a combinação de fatores econômicos e políticos cria um movimento gradual de retomada da confiança popular

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva registrou avanços em sua aprovação em dois de oito Estados avaliados pela pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (20). O levantamento revela que a gestão petista voltou a conquistar maioria de aprovação na Bahia e em Pernambuco, enquanto nos demais Estados acompanhados pelo estudo, embora ainda em desvantagem, a margem de desaprovação diminuiu.

Em Pernambuco, reduto histórico do PT, a aprovação do presidente saltou de 49% em fevereiro para 62% agora, enquanto a desaprovação recuou de 50% para 37%. Na Bahia, outro Estado onde o partido possui forte base eleitoral, houve evolução semelhante: a aprovação passou de 47% para 60%, e a desaprovação caiu de 51% para 39%.

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A série histórica da Quaest indica que, em fevereiro, a desaprovação de Lula havia superado a aprovação em todos os oito Estados analisados. Na ocasião, o cenário refletia a piora da percepção econômica, impactada pela inflação, e o aumento da sensação de insegurança da população. A melhora recente na avaliação do presidente, segundo o instituto, está associada à queda nos preços dos alimentos e à repercussão política do aumento das tarifas americanas sobre produtos brasileiros.

Nos Estados onde a desaprovação ainda predomina, Lula conseguiu reduzir a distância em relação aos eleitores que aprovam sua gestão. Em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, a desaprovação caiu de 69% para 65%, e a aprovação subiu de 29% para 34%. Em Goiás, onde registrava a maior rejeição (70%), a desaprovação recuou para 66%, e a aprovação avançou de 28% para 33%.

Minas Gerais apresentou 59% de desaprovação e 40% de aprovação, enquanto no Rio de Janeiro, os índices ficaram em 62% e 37%, respectivamente, dentro da margem de oscilação positiva. Nos dois Estados do Sul avaliados, Paraná e Rio Grande do Sul, o presidente conseguiu reduzir a desaprovação em quatro pontos percentuais e elevar a aprovação também em quatro pontos.

O levantamento reforça que, embora Lula ainda enfrente desafios para reconquistar a confiança em diversos Estados, a combinação de fatores econômicos e políticos contribuiu para um movimento de recuperação em suas regiões mais fortes e para uma redução gradual da rejeição em outras localidades.

No panorama nacional, a desaprovação ao governo Lula ainda continua predominante, mas apresentou leve recuo, passando de 53% em julho para 51% em agosto. Já a aprovação subiu de 43% para 46%, ultrapassando a margem de erro da pesquisa, indicando uma melhora perceptível na avaliação do presidente.

O levantamento da Genial/Quaest ouviu ao todo 12.150 eleitores entre os dias 13 e 17 de agosto. A margem de erro da sondagem nacional é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, a mesma taxa da pesquisa realizada em São Paulo. Nos demais Estados, a margem é de 3 pontos percentuais.

No recorte regional, o Nordeste registrou a maior evolução, reforçando a tradição de apoio do PT na região. A aprovação entre os nordestinos subiu de 53% em julho para 60% em agosto, enquanto a desaprovação caiu de 44% para 37%.

Nas demais regiões, mesmo onde o petismo enfrenta mais resistência, o governo Lula apresentou pequenas melhorias. No Sudeste, a desaprovação se manteve em 55%, e a aprovação aumentou de 40% para 42%. No Sul, região de pior desempenho para o presidente, a desaprovação permaneceu em 61%, mas a aprovação avançou de 35% para 38%. No Norte/Centro-Oeste, a desaprovação recuou dois pontos, para 53%, enquanto a aprovação subiu quatro pontos, atingindo 44%.

O conjunto dos dados indica que, embora ainda enfrente desafios expressivos em diversas regiões do país, Lula tem registrado uma recuperação gradual de apoio, principalmente em seus redutos históricos, ao mesmo tempo em que reduz a rejeição em locais onde a gestão encontra maior resistência. A tendência sinaliza um cenário de leve melhora na percepção nacional sobre o governo, acompanhando movimentos positivos na economia e na política externa.

Com informações de Valor*

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Economia melhora a imagem de Lula https://www.ocafezinho.com/2025/08/20/economia-melhora-a-imagem-de-lula/ https://www.ocafezinho.com/2025/08/20/economia-melhora-a-imagem-de-lula/#respond Wed, 20 Aug 2025 16:17:31 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=215782 Redução na inflação e aumento do poder de compra explicam melhora na avaliação do governo mesmo diante de desafios econômicos

A percepção da população sobre a alta dos preços dos alimentos apresentou uma queda significativa nos últimos meses, refletindo alívio econômico e contribuindo para a melhora na avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo a pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (20), a parcela da população que percebe aumento nos preços dos alimentos recuou de 76% em julho para 60% em agosto, uma redução de 16 pontos percentuais.

A pesquisa, que ouviu presencialmente 12.150 pessoas entre os dias 13 e 17 de agosto, tem margem de erro de dois pontos percentuais.

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Alívio inflacionário e melhora no poder de compra

Você diria que nos próximos 12 meses a economia do Brasil irá melhorar, ficar do mesmo jeito, ou piorar? / Pesquisa Genial/Quaest
Nos próximos 12 meses, qual a sua expectativa em relação à economia? / Pesquisa Genial/Quaest
Nos últimos 12 meses, a economia do Brasil melhorou, ficou quase do mesmo jeito ou piorou? / Pesquisa Genial/Quaest
Nos últimos 12 meses, a economia do Brasil…? / Pesquisa Genial/Quaest
Pelo o que você vê e ouve falar, está mais fácil ou mais difícil conseguir emprego nos últimos 12 meses / Pesquisa Genial/Quaest
Está mais fácil ou mais difícil conseguir um emprego hoje do que há um ano? / Pesquisa Genial/Quaest
No último mês, o preço dos alimentos caíram, ficaram iguais ou subiram? / Pesquisa Genial/Quaest
O preço dos alimentos nos mercados __ no último mês? / Pesquisa Genial/Quaest
Com o dinheiro que você recebe hoje, você consegue comprar mais ou menos do que você comprava um ano atrás? / Pesquisa Genial/Quaest
Comparado a um ano atrás, o poder de compra dos brasileiros hoje é… / Pesquisa Genial/Quaest

O recuo na percepção da inflação ocorre pelo segundo mês consecutivo e segue um movimento de alívio inflacionário que vem sendo registrado ao longo do ano. Em março, por exemplo, o índice de percepção de alta nos alimentos atingiu 88%. Esse comportamento acompanha os dados oficiais do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que indicou deflação de 0,27% no grupo de alimentos e bebidas em julho, segundo o IBGE. Produtos como o café moído, que registraram 18 meses consecutivos de aumento, tiveram queda de 1,01%, contribuindo para essa melhora.

O impacto do recuo nos preços também se reflete no poder de compra da população. Segundo o levantamento, 70% dos brasileiros consideram que seu salário rende menos do que há um ano, contra 80% em julho. Por outro lado, aqueles que sentem que conseguem comprar mais produtos subiram de 11% para 16%.

Expectativas econômicas e avaliação do governo

A percepção positiva sobre a economia também se estende às expectativas para os próximos 12 meses. A proporção de brasileiros que acreditam que a situação econômica vai melhorar subiu de 35% em julho para 40% em agosto, enquanto os que temem piora caíram de 43% para 40%.

O CEO da Quaest, Felipe Nunes, aponta que esses dados ajudam a explicar o aumento na aprovação do presidente Lula, que passou de 43% para 46%. A desaprovação, por sua vez, recuou de 53% para 51%. Segundo ele, “a percepção do comportamento do preço dos alimentos trouxe alívio às famílias e reduziu a pressão sobre o custo de vida. Ao mesmo tempo, a postura do presidente diante do tarifaço imposto pelos Estados Unidos foi vista como sinal de liderança e defesa dos interesses nacionais”.

Conexão com o tarifaço dos EUA

O levantamento reforça que a reação do governo brasileiro frente às tarifas de 50% impostas pelo presidente norte-americano Donald Trump teve impacto direto na avaliação do presidente. Para Nunes, a combinação de menor pressão inflacionária e a imagem de um líder que reage a desafios externos contribui para o avanço da aprovação de Lula neste momento.

Em síntese, a pesquisa Quaest evidencia que o alívio nos preços, a melhoria do poder de compra e a percepção de firmeza do governo diante de crises internacionais ajudaram a consolidar um ambiente mais favorável à imagem do presidente, mesmo que desafios econômicos e sociais ainda estejam presentes no cotidiano da população.

Outro fator destacado por Felipe Nunes é a postura do governo diante do tarifaço de 50% aplicado pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, em vigor desde 1º de agosto. De acordo com a pesquisa, 49% dos entrevistados consideram que Lula age em defesa dos interesses do Brasil na crise com o governo de Donald Trump, enquanto 41% avaliam que o presidente estaria apenas buscando autopromoção.

Além disso, o levantamento aponta que 48% dos entrevistados acreditam que Lula e o PT adotaram a melhor postura frente às tarifas, em contraste com 28% que atribuem a posição mais adequada a Jair Bolsonaro e seus aliados. Esses dados indicam que a combinação entre a redução da percepção de inflação e a atuação do governo na esfera internacional contribuiu de maneira significativa para o aumento da aprovação presidencial registrado nos últimos meses.

Com informações de InfoMoney*

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Brasileiro não enxerga defesa do país na agenda de Eduardo https://www.ocafezinho.com/2025/08/20/brasileiro-nao-enxerga-defesa-do-pais-na-agenda-de-eduardo/ https://www.ocafezinho.com/2025/08/20/brasileiro-nao-enxerga-defesa-do-pais-na-agenda-de-eduardo/#respond Wed, 20 Aug 2025 14:10:49 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=215740 Levantamento Quaest mostra que 69% dos brasileiros acreditam que Eduardo Bolsonaro atua mais em benefício pessoal e familiar do que do país

Uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (20) pela Genial/Quaest aponta que a maior parte dos brasileiros não enxerga as ações do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos como favoráveis ao país. Segundo o levantamento, 69% dos entrevistados acreditam que o parlamentar age movido por interesses pessoais e familiares ao articular sanções contra autoridades brasileiras em solo norte-americano.

Apenas 23% avaliam que Eduardo estaria de fato defendendo o Brasil em sua atuação no exterior. A pesquisa reforça, portanto, a percepção de que sua agenda internacional tem menos a ver com os interesses nacionais e mais com questões ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), seu pai, e ao núcleo político da família.

Reprovação a Eduardo cresce com articulações em Washington
Pesquisa aponta Eduardo Bolsonaro agindo em causa própria / Genial/Quaest
Eduardo Bolsonaro perde apoio ao buscar sanções nos EUA
Maioria vê Eduardo Bolsonaro defendendo só a família / Genial/Quaest

Divisão política

A imagem negativa de Eduardo Bolsonaro é predominante em praticamente todos os grupos analisados pela pesquisa, com exceção dos eleitores que se declaram bolsonaristas. Ainda assim, mesmo dentro desse recorte, 30% consideram que ele age em causa própria. Entre lulistas e outros eleitores de esquerda, a reprovação ultrapassa os 90%. No centro, a avaliação também é majoritariamente contrária à atuação do deputado. Já entre os eleitores de direita que não se identificam diretamente com o bolsonarismo, a opinião aparece dividida.

Atuação diante do tarifaço de Trump

A Quaest também investigou como os brasileiros avaliam a postura de Eduardo frente às tarifas impostas pelo governo Donald Trump contra produtos brasileiros. Os números mostram que 55% dos entrevistados acreditam que o deputado está agindo mal diante do chamado tarifaço. Apenas 24% veem sua conduta de forma positiva, enquanto 21% preferiram não opinar ou não souberam responder.

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Os percentuais são idênticos aos registrados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Ambos aparecem, assim, como as lideranças políticas com pior avaliação entre os nomes monitorados pela pesquisa quando o assunto é a condução da crise comercial com os Estados Unidos.

Detalhes da pesquisa

O levantamento da Genial/Quaest foi realizado entre os dias 13 e 17 de agosto e ouviu 2.004 eleitores em todas as regiões do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Os resultados mostram que, enquanto o governo Lula tem conseguido colher ganhos de imagem a partir da queda da inflação e da postura firme em negociações internacionais, Eduardo Bolsonaro enfrenta desgaste crescente. A percepção predominante é de que suas articulações nos Estados Unidos estão mais voltadas para a defesa da família Bolsonaro do que para os interesses da população brasileira.

Com informações de Carta Capital*

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Tarifaço dos EUA e comida mais barata faz aprovação de Lula disparar https://www.ocafezinho.com/2025/08/20/tarifaco-dos-eua-e-comida-mais-barata-faz-aprovacao-de-lula-disparar/ https://www.ocafezinho.com/2025/08/20/tarifaco-dos-eua-e-comida-mais-barata-faz-aprovacao-de-lula-disparar/#respond Wed, 20 Aug 2025 13:58:37 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=215736 A firmeza diante das tarifas impostas por Trump foi vista como sinal de liderança, reforçando a imagem de Lula em meio à instabilidade.

A nova rodada da pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (20/8), mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrou sua segunda alta consecutiva na taxa de aprovação. O índice subiu para 46%, contra 43% em julho. Apesar da melhora, a desaprovação segue numericamente maior: 51% disseram não aprovar a gestão do petista, embora esse percentual tenha recuado em relação aos 53% do mês passado e aos 57% verificados em maio.

De acordo com o cientista político Felipe Nunes, CEO da Quaest, dois fatores principais ajudam a explicar essa reação positiva: a queda recente da inflação, sobretudo nos alimentos, e a resposta firme do governo brasileiro ao tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Aprovação do governo Lula Pesquisa Genial/Quaest
Você aprova ou desaprova o trabalho que o presidente Lula está fazendo? / Pesquisa Genial/Quaest
Avaliação do governo Lula Pesquisa Genial/Quaest
Como você avalia o trabalho que o presidente Lula está fazendo? / Pesquisa Genial/Quaest

Segundo ele, “a percepção do comportamento do preço dos alimentos trouxe alívio às famílias e reduziu a pressão sobre o custo de vida. Ao mesmo tempo, a postura firme de Lula diante do tarifaço imposto por Donald Trump foi vista como sinal de liderança e defesa dos interesses nacionais. Menos pressão inflacionária somada à imagem de um presidente que reage a desafios externos ajudam a explicar o avanço de sua aprovação neste momento”.

Menos pressão no bolso das famílias

Os números reforçam a análise do pesquisador. Em julho, 76% dos entrevistados diziam sentir aumento no preço da comida. Agora, essa percepção caiu para 60%. Outros 20% afirmaram que os preços permaneceram estáveis, e 18% chegaram a perceber queda — percentual expressivamente maior do que os 8% do mês anterior.

Esse alívio no custo da alimentação impactou diretamente a sensação de poder de compra: a fatia dos brasileiros que acreditam estar comprando menos do que há um ano recuou de 80% para 70%. Já em relação ao futuro próximo da economia, o cenário, antes majoritariamente pessimista, ficou dividido: 40% acreditam que vai melhorar e outros 40% acham que a situação deve piorar.

Tarifaço e a imagem de Lula frente à crise

O levantamento também avaliou como a população percebeu a atuação de diferentes lideranças políticas diante do tarifaço de Trump contra o Brasil. Lula, apesar de críticas, foi o que mais se beneficiou na comparação.

Para 46% dos entrevistados, o presidente agiu mal em relação às tarifas, mas 44% consideraram sua conduta positiva. Outros 10% não souberam responder ou preferiram não opinar.

Já os números foram mais duros para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Questionados sobre a atuação deles diante das medidas dos EUA, 55% avaliaram que os dois tiveram uma postura ruim, contra apenas 24% que aprovaram suas reações. Outros 21% ficaram sem opinião definida.

Embora Lula ainda enfrente uma taxa de desaprovação acima da aprovação, os dados da Quaest sugerem que a percepção da população pode estar mudando em meio à melhora dos indicadores de inflação e à atuação do governo em temas de política internacional. A tendência de queda na rejeição, somada ao crescimento de três pontos percentuais na aprovação, indica que o presidente conseguiu recuperar parte da confiança perdida nos últimos meses.

Tarifaço e família Bolsonaro

As tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros começaram em abril deste ano, durante o governo de Donald Trump, e em agosto sofreram um aumento expressivo, chegando a 50%. Apesar da ampliação, quase 700 itens nacionais ficaram de fora da medida.

Nesse cenário, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, ganhou destaque. Ele está nos EUA desde fevereiro, onde tem mantido encontros com autoridades locais. Segundo ele, o objetivo é denunciar supostas violações de direitos fundamentais no Brasil, especialmente contra seu pai.

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No entanto, a percepção da opinião pública vai em outra direção. De acordo com a pesquisa Quaest, 69% dos entrevistados acreditam que Eduardo defende interesses pessoais e familiares em suas articulações no país norte-americano. Apenas 23% consideram que sua atuação se volta de fato para os interesses do Brasil.

A movimentação do deputado também entrou no radar das instituições brasileiras. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de um inquérito para investigar a conduta de Eduardo, sob a suspeita de que ele tenha atuado para pressionar o governo norte-americano a impor sanções contra autoridades brasileiras. Para o Planalto, essa postura estaria dificultando as negociações do Brasil em relação ao tarifaço.

O levantamento da Quaest foi realizado entre os dias 13 e 17 de agosto em oito estados: São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Goiás, Paraná, Rio Grande do Sul e Pernambuco. Ao todo, foram feitas 12.150 entrevistas presenciais. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

Com os resultados, o cenário revela um momento de alívio para o governo Lula, que ainda enfrenta forte rejeição, mas começa a colher frutos de uma inflação mais controlada e de uma imagem fortalecida diante de desafios externos. Ao mesmo tempo, a pesquisa expõe o desgaste da família Bolsonaro em relação ao tema do tarifaço, reforçando uma percepção majoritária de que suas ações não estão alinhadas aos interesses do país.

Com informações de Metrópoles*

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Corrida ao Senado no RS: quatro nomes concentrando 75% das intenções de voto https://www.ocafezinho.com/2025/08/15/corrida-ao-senado-no-rs-quatro-nomes-concentrando-75-das-intencoes-de-voto/ https://www.ocafezinho.com/2025/08/15/corrida-ao-senado-no-rs-quatro-nomes-concentrando-75-das-intencoes-de-voto/#respond Fri, 15 Aug 2025 17:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=215340 O que você vai ler dificilmente passará despercebido no meio político — não pelo resultado em si, que alegrará alguns e frustrará tantos outros, mas pela incompreensão que inevitavelmente o cercará. Antes de mergulharmos nos números, é preciso esclarecer alguns pontos.

Ao acessar as análises que divulgamos aqui, você participa da construção de um mosaico de compreensão política. Neste momento, não nos interessa tratar da análise política como um todo, oferecendo respostas definitivas, algo em que, aliás, não acredito ser possível. Nosso foco é examinar partes específicas dos cenários políticos, investigando minuciosamente seus detalhes.

É essa construção que realizamos no Instituto Methodus: conhecer os detalhes para, posteriormente, dentro da disputa política, compreender o todo. Assim, obtemos uma visão estratégica dos cenários que se desenham — e sobre os quais, em breve, trataremos.

A pesquisa Vozes da Classe Média funciona como uma lente que nos aproxima das pequenas peças, que formam o grande mosaico do pensamento de nossa sociedade. Cada uma delas revela nuances e dimensões que, em outras camadas sociais, dificilmente seriam percebidas.

Entre elas, o medo desponta como uma força decisiva na escolha eleitoral deste grupo. Ao seu lado, estão a percepção de justiça ou injustiça na prisão domiciliar do ex-presidente e a desesperança despertada pelas cheias de maio de 2024, que expôs um profundo desalento em relação ao futuro.

Quando reunimos cada uma dessas peças, o desenho começa a se revelar. É nesse processo, parte a parte, que vamos construindo um mosaico eleitoral sólido, capaz de ir além do senso comum e oferecer uma visão mais completa do cenário que está por vir. Esse estudo busca compreender a atuação performática e normativa do ato de votar, na qual o cidadão julga com base em concepções internalizadas de responsividade, representação e justiça.

Na simulação em que avaliamos os possíveis candidatos ao Senado do Rio Grande do Sul, é preciso considerar que o resultado foi influenciado por essas e por diversas outras dimensões que compõem a escolha política atualmente.

Com base nos dados da pesquisa Vozes da Classe Média, o cenário para o Senado no Rio Grande do Sul revela uma disputa concentrada neste momento, em quatro nomes que, juntos, somam 75,7% das intenções de voto. Paulo Pimenta (PT) lidera com 22,3%, seguido de perto por Manuela D’Ávila (sem partido), com 21,1%. Na sequência, aparecem Marcel Van Hattem (NOVO), com 18,8%, e Sanderson (PL), com 13,5%, que dividem o mesmo campo à direita, fragmentando um eleitorado mobilizado pela crença na “ditadura de toga” e por críticas ao sistema político.

Nesse recorte, observa-se que as preferências da classe média não estão ancoradas apenas na imagem dos candidatos, mas sim, influenciadas por dimensões subjetivas, como medo, percepção de injustiça e sentimento de desesperança diante do futuro — fatores que moldam o voto de forma transversal e podem influenciar a disputa até o período eleitoral.

A pesquisa foi realizada com 600 entrevistas digitais, aplicadas por meio de plataformas acessadas via smartphones, tablets e computadores. O recrutamento dos respondentes ocorreu de forma orgânica e dirigida, durante a navegação cotidiana em ambientes digitais.

A amostra foi calibrada com base nas variáveis sexo, idade, escolaridade, renda e região, assegurando a representatividade do eleitorado gaúcho. A margem de erro é de ±4 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

O público-alvo da pesquisa é composto por eleitores com ensino médio ou superior completos, mais de 35 anos e inserção ativa no mercado de trabalho. Esse grupo representa aproximadamente 40% do eleitorado do Rio Grande do Sul e é especialmente sensível às variações econômicas e à efetividade das políticas públicas, sobretudo nas áreas de segurança, emprego, educação e desenvolvimento regional.

A pesquisa utilizou a Methodus ID – Inteligência Digital, metodologia exclusiva do Instituto Methodus para coleta, calibração e análise de dados via plataformas digitais, com foco em representatividade eleitoral.

Publicado originalmente pelo Instituto Methodus em 14/08/2025

Por José Carlos Sauer

José Carlos Sauer é graduado em Filosofia e mestrando em Filosofia Política pela PUC-RS. Com 25 anos de experiência em campanhas eleitorais no Brasil, é diretor do Instituto Methodus e consultor especializado em comportamento político. Atua com excelência na condução de pesquisas de opinião, interpretação de dados e desenvolvimento de análises estratégicas.

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61% não votariam em candidato que prometesse anistia a Bolsonaro, diz Datafolha https://www.ocafezinho.com/2025/08/04/61-nao-votariam-em-candidato-que-prometesse-anistia-a-bolsonaro-diz-datafolha/ https://www.ocafezinho.com/2025/08/04/61-nao-votariam-em-candidato-que-prometesse-anistia-a-bolsonaro-diz-datafolha/#respond Mon, 04 Aug 2025 13:10:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=214390 Ex-presidente responde a acusação crime de tentativa de golpe de Estado no STF

Uma pesquisa do instituto Datafolha divulgada neste domingo (3), pelo jornal Folha de S. Paulo, aponta que 61% dos eleitores não votariam num candidato que prometesse anistiar o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros acusados de tentar um golpe de Estado.

O ex-presidente responde a acusações de participar de uma tentativa de golpe em um processo que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF). O STF também já condenou cidadãos que participaram dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

O Datafolha perguntou a 2.004 pessoas de 16 anos ou mais, em 130 municípios, sobre uma eventual votação em um candidato que apoia a anistia a Bolsonaro e aos condenados: 61% disseram que não votariam, 14% disseram que talvez votariam, 19% disseram que votariam e 6% não souberam responder.

Os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, Ronaldo Caiado (União), de Goiás, e Ratinho Júnior (PSD), do Paraná, já declararam em algum momento ser favorável a anistia aos golpistas.

Julgamento

Começou na quarta-feira (30) o prazo para que a defesa de Bolsonaro e de outros seis réus enviem ao STF suas alegações finais sobre a acusação. Eles têm 15 dias para isso.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) já enviou suas alegações e defendeu a condenação de Bolsonaro, junto a seis réus: Alexandre Ramagem, Almir Garnier, Anderson Torres, Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto.

Após o prazo de alegações finais, o processo deve ser julgado pela 1ª turma do STF.

Publicado originalmente pelo Brasil de Fato em 03/08/2025

Edição: Rodrigo Gomes

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Soberania faz Lula disparar em aprovação na AtlasIntel https://www.ocafezinho.com/2025/07/31/soberania-faz-lula-disparar-em-aprovacao-na-atlasintel/ https://www.ocafezinho.com/2025/07/31/soberania-faz-lula-disparar-em-aprovacao-na-atlasintel/#respond Thu, 31 Jul 2025 12:57:38 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=214198 Pesquisa AtlasIntel mostra que Lula voltou a ter mais aprovação do que reprovação, impulsionado por discurso firme contra tarifas impostas por Trump

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a ter mais aprovações do que desaprovações entre os brasileiros pela primeira vez em 2025. Os dados são da mais recente pesquisa divulgada pela AtlasIntel/Bloomberg, nesta quinta-feira (31). No levantamento, 50,2% dos entrevistados disseram aprovar o governo Lula, enquanto 49,7% desaprovam. Na pesquisa anterior, realizada duas semanas antes, os índices estavam praticamente empatados: 50,3% de reprovação e 49,7% de aprovação.

Essa é a primeira vez desde outubro do ano passado que o saldo de aprovação do presidente fica positivo. A sondagem foi feita com 7.334 pessoas, entre os dias 25 e 28 de julho, com margem de erro de aproximadamente 1 ponto percentual.

Crescimento da aprovação acompanha queda da rejeição; pesquisa mostra avanço de Lula até entre eleitores mais críticos no Sudeste.

O aumento da popularidade de Lula parece estar relacionado à reação do governo brasileiro diante da ameaça de tarifas de importação impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O anúncio de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros gerou uma onda de apoio ao governo, principalmente nas redes sociais, onde o discurso de defesa da soberania nacional encontrou eco entre diversos setores da população.

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Desde março, a avaliação positiva do governo vem subindo, enquanto a negativa vem caindo desde maio. Na nova pesquisa, 46,6% dos entrevistados avaliaram o governo como “ótimo” ou “bom”, um aumento de 3,2 pontos em relação ao levantamento anterior. Já a avaliação “ruim” ou “péssimo” recuou para 48,2%, com uma redução de 1,2 ponto. Outros 5,1% consideram o governo “regular”.

A melhora da avaliação também se reflete nas regiões do país. No Sudeste, tradicionalmente mais crítico ao governo federal, a aprovação de Lula subiu para 50,9%, enquanto a desaprovação ficou em 48,9%. O Nordeste, base eleitoral tradicional do PT, segue como a região com maior apoio ao presidente: 66,1% dos entrevistados da região avaliam positivamente o governo, cerca de 16 pontos percentuais acima da média nacional.

Já no Norte, a situação é inversa. A região apresenta a maior taxa de desaprovação, com 70,3%. O Centro-Oeste e o Sul também registraram níveis de reprovação acima da média nacional.

Crescimento da aprovação acompanha queda da rejeição; pesquisa mostra avanço de Lula até entre eleitores mais críticos no Sudeste.

Lula lidera todos os cenários eleitorais para 2026

Além da avaliação do governo, a pesquisa também mapeou os cenários eleitorais para as eleições presidenciais de 2026. Em todos os levantamentos, Lula aparece à frente dos demais concorrentes em disputas de primeiro e segundo turnos.

No cenário com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), Lula aparece com 48,5% das intenções de voto, contra 33% de Tarcísio. A diferença entre os dois é de 15,5 pontos percentuais. Nesse cenário, apenas 2,8% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco, nulo ou que ainda estão indecisos.

Em um segundo cenário, com Michele Bolsonaro como candidata, Lula tem 48,5% das intenções de voto, enquanto ela soma 29,7%. Entre junho e julho, a vantagem do presidente aumentou 4,2 pontos.

Já no cenário com Fernando Haddad como candidato do PT, o ministro da Fazenda aparece com apenas 0,4 ponto percentual de vantagem sobre Tarcísio de Freitas.

Nos cenários de segundo turno, Lula também lidera. Sua vantagem sobre Jair Bolsonaro é de 3,8 pontos percentuais. Em relação a Tarcísio e Michele, as diferenças são de 3,8 e 4,7 pontos, respectivamente. Entre junho e julho, essas vantagens aumentaram 3,1 e 4,2 pontos, respectivamente.

Contra outros nomes da direita como Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Ratinho Jr. e Eduardo Leite, Lula aparece com ampla vantagem.

Crescimento da aprovação acompanha queda da rejeição; pesquisa mostra avanço de Lula até entre eleitores mais críticos no Sudeste.

Imagem de Lula também melhora

A pesquisa também revela uma melhora na imagem pessoal do presidente. Pela primeira vez em 2025, a avaliação positiva de Lula (51%) supera a negativa (48%). O crescimento foi de 4 pontos percentuais entre junho e julho.

Já o ex-presidente Jair Bolsonaro teve uma piora em sua imagem. Sua avaliação negativa aumentou 2 pontos, enquanto a positiva caiu 2 pontos no mesmo período. A imagem de Tarcísio de Freitas permaneceu estável, e a de Fernando Haddad subiu 3 pontos percentuais.

Com esses números, Lula reforça sua posição como principal nome da disputa presidencial de 2026, mantendo tanto a aprovação quanto a intenção de voto à sua frente em todos os cenários testados pela pesquisa da AtlasIntel.

Crescimento da aprovação acompanha queda da rejeição; pesquisa mostra avanço de Lula até entre eleitores mais críticos no Sudeste.

Lula: Brasil é soberano e interferência dos EUA é inaceitável

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu de forma contundente, na noite desta quarta-feira (30), às recentes medidas anunciadas pelo governo dos Estados Unidos. Em nota oficial divulgada após sanções impostas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e à taxação de 50% sobre produtos brasileiros, Lula defendeu com firmeza a soberania nacional e a independência das instituições brasileiras.

“O Brasil é um país soberano e democrático, que respeita os direitos humanos e a independência entre os Poderes. Um país que defende o multilateralismo e a convivência harmoniosa entre as Nações, o que tem garantido a força da nossa economia e a autonomia da nossa política externa. É inaceitável a interferência do governo norte-americano na Justiça brasileira”, declarou o presidente em comunicado oficial.

A manifestação de Lula ocorre em meio a uma escalada nas tensões diplomáticas entre Brasília e Washington. O anúncio da ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump impõe uma tarifa de 50% sobre uma série de produtos brasileiros, embora inclua uma lista com quase 700 exceções. Além disso, o governo americano sancionou o ministro Alexandre de Moraes, em uma medida que o governo brasileiro classifica como uma ingerência inadmissível.

Na nota, Lula expressou solidariedade ao ministro do STF e destacou que as sanções contra Moraes têm como motivação a atuação de políticos brasileiros contrários às instituições democráticas do país. “Um dos fundamentos da democracia e do respeito aos direitos humanos no Brasil é a independência do Poder Judiciário e qualquer tentativa de enfraquecê-lo constitui ameaça ao próprio regime democrático. Justiça não se negocia”, ressaltou.

O presidente também reafirmou o compromisso do Brasil com a legislação interna, incluindo ações contra conteúdos que ameaçam a democracia e a segurança da população. “A sociedade brasileira rejeita conteúdos de ódio, racismo, pornografia infantil, golpes, fraudes, discursos contra os direitos humanos e a democracia”, declarou.

Lula ainda criticou o uso de motivações políticas para justificar medidas comerciais unilaterais por parte dos Estados Unidos. Segundo ele, o Brasil acumula um déficit comercial significativo com os EUA e as ações recentes representam uma ameaça à soberania nacional e ao histórico de relações entre os dois países.

“A motivação política das medidas contra o Brasil atenta contra a soberania nacional e a própria relação histórica entre os dois países”, observou o presidente.

Apesar das críticas, o governo brasileiro sinalizou disposição para negociar aspectos comerciais da relação bilateral, desde que respeitados os mecanismos legais de defesa do país, como a Lei de Reciprocidade Comercial. Além disso, Lula anunciou a elaboração de um plano de contingência para mitigar os impactos econômicos das tarifas impostas.

“Nossa economia está cada vez mais integrada aos principais mercados e parceiros internacionais. Já iniciamos a avaliação dos impactos das medidas e a elaboração das ações para apoiar e proteger os trabalhadores, as empresas e as famílias brasileiras”, finalizou o presidente.

A nota reforça a postura de defesa da soberania nacional diante do que o governo brasileiro considera uma tentativa de ingerência externa em assuntos internos. Com isso, Lula busca reafirmar a independência do Brasil em um momento delicado das relações internacionais e em vésperas de um novo ciclo eleitoral em 2026.

Confira a íntegra da nota oficial do presidente Lula:

O Brasil é um país soberano e democrático

O Brasil é um país soberano e democrático, que respeita os direitos humanos e a independência entre os Poderes. Um país que defende o multilateralismo e a convivência harmoniosa entre as Nações, o que tem garantido a força da nossa economia e a autonomia da nossa política externa.

É inaceitável a interferência do governo norte-americano na Justiça brasileira.  

O governo brasileiro se solidariza com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, alvo de sanções motivadas pela ação de políticos brasileiros que traem nossa pátria e nosso povo em defesa dos próprios interesses.

Um dos fundamentos da democracia e do respeito aos direitos humanos no Brasil é a independência do Poder Judiciário e qualquer tentativa de enfraquecê-lo constitui ameaça ao próprio regime democrático. Justiça não se negocia.

No Brasil, a lei é para todos os cidadãos e todas as empresas. Qualquer atividade que afete a vida da população e da democracia brasileira está sujeita a normas. Não é diferente para as plataformas digitais.

A sociedade brasileira rejeita conteúdos de ódio, racismo, pornografia infantil, golpes, fraudes, discursos contra os direitos humanos e a democracia.

O governo brasileiro considera injustificável o uso de argumentos políticos para validar as medidas comerciais anunciadas pelo governo norte-americano contra as exportações brasileiras. O Brasil tem acumulado nas últimas décadas um significativo déficit comercial em bens e serviços com os Estados Unidos. A motivação política das medidas contra o Brasil atenta contra a soberania nacional e a própria relação histórica entre os dois países.

O Brasil segue disposto a negociar aspectos comerciais da relação com os Estados Unidos, mas não abrirá mão dos instrumentos de defesa do país previstos em sua legislação. Nossa economia está cada vez mais integrada aos principais mercados e parceiros internacionais.

Já iniciamos a avaliação dos impactos das medidas e a elaboração das ações para apoiar e proteger os trabalhadores, as empresas e as famílias brasileiras.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA

Presidente da República

Com informações de ICL, Atlas e Agências de Notícias*

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PoderData mostra que 46% culpam a família Bolsonaro por tarifaço https://www.ocafezinho.com/2025/07/31/poderdata-mostra-que-46-culpam-a-familia-bolsonaro-por-tarifaco/ https://www.ocafezinho.com/2025/07/31/poderdata-mostra-que-46-culpam-a-familia-bolsonaro-por-tarifaco/#respond Thu, 31 Jul 2025 09:40:07 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=214175 Quase metade dos brasileiros culpa Bolsonaro e seus filhos pela sanção imposta por Trump, que pode afetar setores-chave como carne e café

Um levantamento divulgado nesta quinta-feira (31) pelo instituto PoderData revela que quase metade dos brasileiros culpam a família do ex-presidente Jair Bolsonaro pela imposição do tarifaço de 50% anunciado pelo presidente americano Donald Trump sobre produtos brasileiros. Segundo a pesquisa, 46% dos entrevistados atribuem a responsabilidade pela medida ao ex-presidente e sua família.

Na outra ponta da avaliação, 32% dos respondentes indicam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como responsável pelo agravamento das relações comerciais com os Estados Unidos. A parcela dos que não souberam responder à pergunta corresponde a 23% do total entrevistado.

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Os números levam em consideração as respostas dos 74% dos participantes que afirmaram ter conhecimento sobre a sobretaxa imposta pelo governo americano. A pesquisa ouviu 2.500 pessoas em 182 municípios entre os dias 26 e 28 de julho, por meio de ligações telefônicas. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Contexto político e comercial

Trump assinou na última quarta-feira (30) o decreto executivo que oficializa as tarifas totais de 50% sobre produtos brasileiros. A medida entra em vigor sete dias após a assinatura, ou seja, em 6 de agosto. No documento oficial, o presidente americano faz referência direta ao ex-presidente brasileiro, citando perseguição política e ameaças ao Estado de Direito no Brasil.

“A perseguição política, por meio de processos forjados, ameaça o desenvolvimento ordenado das instituições políticas, administrativas e econômicas do Brasil, inclusive minando a capacidade do Brasil de realizar uma eleição presidencial livre e justa em 2026. O tratamento dado pelo governo do Brasil ao ex-presidente Bolsonaro também contribui para o colapso deliberado do Estado de Direito no Brasil, para a intimidação politicamente motivada naquele país e para abusos de direitos humanos”, afirma o texto do decreto.

Reações políticas

Diante da decisão americana, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, afirmou que “trabalhou” para que os Estados Unidos impusessem sanções ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Em pronunciamento, Eduardo considerou que “as sanções deixam claro que o objetivo dessas medidas não é comercial, mas sim político e jurídico”.

A declaração contrasta com a postura do governo federal, que tem buscado minimizar os impactos do tarifaço por meio de negociações diplomáticas. O presidente Lula tem se empenhado para evitar que produtos sensíveis como carne e café sejam incluídos na lista de itens taxados.

Desafios econômicos e políticos

A imposição das tarifas representa um desafio significativo para o Brasil, tanto do ponto de vista econômico quanto político. O tarifaço afeta diversos setores da economia brasileira e pode impactar negativamente as exportações em um momento de recuperação gradual do comércio internacional.

A divisão de opiniões sobre a responsabilidade pela crise comercial reflete também o cenário polarizado da política brasileira, onde o legado do governo Bolsonaro continua sendo tema de intensos debates. Enquanto alguns setores da sociedade veem nas ações do ex-presidente uma ameaça às relações internacionais, outros apontam para a gestão atual como responsável por não ter conseguido convencer parceiros estratégicos da estabilidade política interna.

Com a medida de Trump programada para entrar em vigor na próxima semana, os próximos dias serão cruciais para definir se será possível alcançar algum entendimento que minimize os impactos sobre o comércio bilateral entre os dois países. A posição do Brasil nesse processo diplomático será observada com atenção tanto pelo setor produtivo quanto pela opinião pública, que já demonstrou dividir responsabilidades sobre o agravamento das tensões comerciais com os Estados Unidos.

Família Bolsonaro é culpada por tarifaço para 46%, diz PoderData
Via CNN

Eduardo Bolsonaro afirma que negociou exceções no tarifaço para proteger agronegócio

O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou nesta quarta-feira (30) que o objetivo das sanções comerciais impostas pelo governo dos Estados Unidos ao Brasil é essencialmente “político e jurídico”, sem relação direta com questões comerciais tradicionais. Em nota divulgada após a assinatura do decreto executivo por Donald Trump, o parlamentar destacou que trabalhou diretamente para que setores estratégicos da economia brasileira fossem poupados das tarifas.

“Enquanto muitos optavam por negociações atrapalhadas, trabalhamos diretamente para que as medidas fossem direcionadas, atingindo o alvo correto e poupando setores estratégicos – como fertilizantes, energia, aviação, madeira, suco de laranja e outros produtos do agronegócio – das tarifas comerciais”, declarou o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Articulações internacionais

Eduardo Bolsonaro, que reside nos Estados Unidos desde março deste ano, afirmou que sua permanência no exterior tem como objetivo realizar articulações junto ao governo de Trump. O parlamentar destacou que as exceções concedidas no tarifaço foram resultado do trabalho da direita brasileira junto aos setores conservadores do governo americano.

Cerca de 700 categorias de produtos ficaram de fora da taxação de 50% que será aplicada sobre as importações brasileiras nos EUA. Produtos considerados estratégicos como celulose, carvão, aço, madeira, aeronaves e derivados não sofrerão os impactos das novas tarifas, o que representa um alívio significativo para setores importantes da economia brasileira.

“O trabalho que desenvolvemos junto à direita americana foi fundamental para garantir que nossa soberania não fosse atingida em setores essenciais para o desenvolvimento do país”, afirmou o deputado em sua nota.

Críticas e questionamentos

Apesar das declarações, Eduardo Bolsonaro tem sido alvo de intensas críticas por sua atuação junto ao governo americano. O parlamentar enfrenta pelo menos cinco pedidos de cassação do mandato por abandono de cargo e por supostamente conspirar a favor do tarifaço que agora afeta o Brasil.

A situação se complica ainda mais pelo fato de que o deputado continua recebendo salário integral da Câmara dos Deputados mesmo estando afastado do território brasileiro há pelo menos quatro meses. A permanência prolongada no exterior sem o exercício das funções parlamentares tem gerado questionamentos sobre a legalidade de sua situação funcional.

Contexto das sanções

A ordem executiva assinada por Trump confirma o início do tarifaço, com as taxas programadas para serem aplicadas a partir do dia 6 de agosto. No documento oficial, o presidente americano faz referências diretas ao tratamento dado ao ex-presidente Jair Bolsonaro pelo governo brasileiro, citando preocupações com o Estado de Direito e a realização de eleições democráticas no país.

Eduardo Bolsonaro considerou as sanções como uma “resposta legítima às agressões do regime brasileiro contra interesses e cidadãos americanos”. O parlamentar afirmou que as medidas visam proteger valores democráticos e a integridade das instituições brasileiras.

Reações políticas

A declaração de Eduardo Bolsonaro contrasta com a postura do governo federal, que tem buscado minimizar os impactos do tarifaço por meio de negociações diplomáticas. O presidente Lula tem se empenhado para evitar que produtos sensíveis como carne e café sejam incluídos na lista de itens taxados.

Enquanto alguns setores da sociedade veem nas ações do deputado um esforço para proteger interesses nacionais, outros criticam sua atuação como interferência inadequada nos assuntos internos do país. A polêmica em torno de sua permanência no exterior e do recebimento de subsídios públicos deve continuar gerando debates no Congresso Nacional.

Com a implementação das tarifas programada para a próxima semana, a tensão comercial entre Brasil e Estados Unidos alcança novo patamar, colocando em evidência as complexas relações internacionais e os desafios diplomáticos que o país enfrenta no cenário global.

Com informações de CNN e PoderData*

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Nova pesquisa aponta queda histórica na aprovação de Trump https://www.ocafezinho.com/2025/07/24/nova-pesquisa-aponta-queda-historica-na-aprovacao-de-trump/ https://www.ocafezinho.com/2025/07/24/nova-pesquisa-aponta-queda-historica-na-aprovacao-de-trump/#respond Fri, 25 Jul 2025 00:45:33 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=213628 Seis meses depois da posse, Trump amarga o pior índice de aprovação do segundo mandato e vê apoio independente ruir

Seis meses após assumir o cargo pela segunda vez, o presidente Donald Trump vê sua taxa de aprovação despencar para 37%, o menor índice registrado durante seu segundo mandato e apenas um pouco acima do pior resultado de toda a sua trajetória presidencial — quando atingiu 34% ao final do primeiro governo. Os dados são do mais recente levantamento Gallup, realizado entre os dias 7 e 21 de julho, pouco tempo depois da sanção da chamada One Big Beautiful Bill Act, em 4 de julho.

A queda é significativa: desde o início da nova gestão, em jaFneiro, a aprovação de Trump entre os adultos dos Estados Unidos recuou dez pontos percentuais. Entre os eleitores independentes, grupo considerado crucial para o equilíbrio político do país, a rejeição foi ainda mais acentuada. A avaliação positiva caiu 17 pontos, chegando a 29% — o menor patamar já registrado em qualquer fase dos dois mandatos.

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Apesar da retração, o apoio dos republicanos permanece sólido, com cerca de 90% dos filiados à legenda avaliando positivamente o trabalho do presidente. Já entre os democratas, a aprovação segue na casa dos dígitos simples, mantendo-se historicamente baixa.

O novo ciclo de popularidade de Trump começou semanas após a aprovação da polêmica One Big Beautiful Bill Act, uma legislação que concentra diversas prioridades do presidente: redução de impostos para pessoas físicas e empresas, aumento de gastos com segurança nas fronteiras, defesa nacional e produção energética. Para financiar essas medidas, o projeto corta verbas destinadas a programas sociais como Medicaid e o auxílio-alimentação SNAP (Supplemental Nutrition Assistance Program).

Apesar de ter sancionado uma das agendas mais ambiciosas de sua segunda gestão, Trump enfrenta resistência popular em praticamente todas as frentes de atuação. Em relação ao desempenho diante de temas nacionais e internacionais, os números seguem negativos. A única área com avaliação ligeiramente melhor é o manejo da situação com o Irã, com 42% de aprovação. Logo atrás vem a diplomacia internacional (41%), imigração (38%), economia (37%), conflito entre Israel e Palestina (36%) e comércio exterior (36%). As piores avaliações foram registradas na gestão do orçamento federal (29%) e na crise na Ucrânia (33%).

Curiosamente, exceto pelo caso do Irã — que não havia sido mensurado anteriormente durante o segundo mandato — todas as outras áreas mostram quedas em relação ao início do ano. O orçamento federal, por exemplo, apresentou uma redução de 14 pontos, enquanto imigração e Ucrânia caíram oito pontos cada.

Entre os republicanos, há um consenso quase unânime sobre o bom desempenho de Trump. A diplomacia internacional lidera com 93% de aprovação. Exceto pela Ucrânia, com 70%, os demais temas variam entre 81% e 88% dentro do partido. Já os democratas concedem, no máximo, 12% de aprovação — no caso da Ucrânia — e as demais avaliações estão na casa dos dígitos unitários. Entre os independentes, a aprovação máxima é de 36%, também na questão do Irã. Na gestão orçamentária, esse número cai para apenas 19%.

Comparação histórica não é favorável

A média de aprovação de Trump no segundo trimestre deste ano (abril a julho) foi de 40%. Esse índice se assemelha ao registrado durante o mesmo período de seu primeiro mandato (39%), mas está bem abaixo da média histórica dos presidentes eleitos após a Segunda Guerra Mundial. No geral, a marca para esse trimestre costuma ser de 59%. O único outro presidente a ficar abaixo da metade foi Bill Clinton, em 1993, com 44%.

Na comparação com outros presidentes que cumpriram dois mandatos, Trump também aparece em posição delicada. Richard Nixon, em 1973, teve uma aprovação de 44% durante o escândalo Watergate — a mais próxima da atual. Barack Obama e George W. Bush também ficaram abaixo dos 50% no segundo trimestre de seus respectivos segundos mandatos. Já Dwight Eisenhower, Ronald Reagan e Bill Clinton obtiveram aprovações majoritárias em momentos equivalentes.

Índice de simpatia também recua

O percentual de americanos que veem Trump de forma favorável também caiu. De 48% logo após sua posse, em janeiro, o índice desceu sete pontos e chegou a 41%. Entre os republicanos, a aprovação segue estável em 93%. Já entre os democratas, ela permanece baixa, em torno de 4%, sem grandes variações desde o início do ano. Entre os independentes, houve uma redução expressiva: de 47% em janeiro para 34% agora.

Ao fechar o segundo trimestre de seu segundo mandato, Donald Trump pode comemorar a aprovação de grande parte de sua agenda política. No entanto, a aceitação popular não acompanhou os avanços legislativos. Fora o núcleo republicano, poucos americanos parecem satisfeitos com a forma como o presidente tem conduzido os negócios do país. Com uma avaliação que bate o recorde negativo do primeiro governo e desempenho fraco em temas essenciais como economia e imigração, o caminho para uma recuperação política ainda parece longo.

Trump enfrenta queda de popularidade após seis meses de mandato; deportações e economia dividem opinião pública

Seis meses após assumir o cargo pela segunda vez, o presidente Donald Trump vê sua popularidade despencar, dividindo a opinião pública entre sua base de apoio inabalável e o restante do país, que demonstra crescente insatisfação com sua gestão. Apesar de ter aprovado grande parte de sua agenda legislativa, o desgaste político se intensifica, especialmente em temas como imigração e economia — áreas que, segundo pesquisa da CBS News, preocupam cada vez mais os eleitores.

Foco em deportações divide opinião

Um dos pilares da política de Trump desde o início do segundo mandato tem sido o endurecimento das políticas de imigração, com ênfase na deportação de imigrantes. No entanto, a popularidade desse programa vem se deteriorando à medida que os americanos percebem quem está sendo afetado.

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A pesquisa indica que, embora o programa de deportação tenha contado com apoio majoritário no início do mandato, essa maioria já não existe mais. Hoje, o índice de aprovação é ligeiramente negativo, sustentado quase que exclusivamente por republicanos e eleitores do movimento MAGA (Make America Great Again).

O que mais preocupa os americanos é a percepção de que o governo não está focando sua ação em criminosos perigosos, como prometido, e sim deportando um número maior de pessoas do que o esperado. Além disso, há uma rejeição crescente ao uso de centros de detenção, com a maioria dos entrevistados desaprovando a forma como esses espaços estão sendo utilizados.

Os hispano-americanos, em particular, relatam que os latinos estão sendo mais visados em operações de fiscalização, o que eles consideram injusto. Essa percepção tem impacto direto na aprovação tanto do programa de deportação quanto do próprio presidente Trump entre esse grupo. Enquanto em 2024, na reta final da campanha, Trump conquistou a aprovação de metade dos hispânicos, hoje esse número caiu para um terço.

Apesar disso, uma parcela significativa dos americanos reconhece que as políticas de Trump reduziram as travessias irregulares na fronteira. Ainda assim, a avaliação negativa sobre a imigração parece estar mais ligada ao modo como o governo lida com os imigrantes já presentes no país do que à atividade na fronteira em si.

Economia e tarifas em foco

Enquanto o debate sobre imigração se acirra, outro ponto crítico da agenda de Trump também enfrenta resistência popular: a economia. A maioria dos americanos continua preocupada com os preços dos produtos e serviços, e espera que o governo tome medidas mais efetivas para combatê-los.

Sete em cada dez entrevistados afirmam que o governo não está fazendo o suficiente para reduzir os preços. Paradoxalmente, Trump tem dado mais atenção a tarifas — uma política que a maioria dos americanos desaprova. Isso coloca o presidente em rota de colisão com a opinião pública, que vê a inflação como um dos principais problemas do país.

A desaprovação de Trump em relação à inflação chegou a quase dois terços dos entrevistados — o maior índice negativo de sua gestão até agora. Além disso, pela primeira vez, a maioria diz que o governo está se concentrando demais em cortar gastos, o que pode afetar programas sociais importantes para muitos cidadãos.

Lei “One Big Beautiful Bill” divide opiniões

Uma das conquistas mais ambiciosas da administração Trump foi a aprovação da chamada One Big Beautiful Bill Act, uma legislação que reúne diversas prioridades do presidente, como redução de impostos e aumento de gastos com segurança e defesa. Para financiar essas medidas, porém, o projeto corta verbas de programas sociais como Medicaid e o auxílio-alimentação SNAP.

A recepção da população à lei tem sido negativa. Seis em cada dez entrevistados desaprovam a legislação, com a maioria acreditando que ela beneficiará os mais ricos e prejudicará os mais pobres. A parcela da população que vê vantagens para a classe média ou trabalhadora é minoritária.

Apesar da divulgação governamental, muitos americanos ainda desconhecem os detalhes da lei, o que indica que o governo terá um longo caminho pela frente para convencer o público de que a medida é benéfica para todos.

Caso Epstein não afeta base de apoio

Enquanto isso, o presidente tem enfrentado críticas em torno da liberação de documentos relacionados ao caso Jeffrey Epstein. No entanto, a pesquisa indica que esse assunto não tem grande impacto sobre a avaliação geral de Trump, especialmente entre sua base de apoio.

A maioria dos republicanos e eleitores MAGA continua aprovando fortemente o desempenho do presidente, principalmente em questões de imigração. Ainda que alguns membros do partido expressem insatisfação com a forma como o governo está lidando com o caso, o tema não é considerado prioritário para a avaliação da presidência.

Por outro lado, uma parcela significativa da população — incluindo democratas, republicanos moderados e eleitores independentes — acredita que os arquivos devem ser divulgados, com a suspeita de que contenham informações comprometedoras sobre figuras poderosas.

Aprovação geral continua em queda

Com tantos desafios internos e externos, a popularidade de Trump segue em queda gradual, mas constante. Hoje, sua taxa de aprovação se aproxima dos 40%, patamar em que permaneceu durante boa parte de seu primeiro mandato. A estrutura por trás desse índice negativo é semelhante: forte apoio entre os republicanos e rejeição majoritária entre os demais grupos.

A pesquisa CBS News/YouGov foi realizada com uma amostra nacionalmente representativa de 2.343 adultos americanos entrevistados entre os dias 16 e 18 de julho de 2025. A margem de erro é de ± 2,5 pontos percentuais.

Apesar de avanços legislativos importantes, como a aprovação da One Big Beautiful Bill Act, o segundo semestre do segundo mandato de Donald Trump é marcado por uma crescente insatisfação popular.

A política de deportações, a economia e a percepção de favorecimento aos mais ricos têm afetado negativamente sua imagem junto ao eleitorado geral.

Com uma base de apoio sólida, mas um resto do país cada vez mais distante, o presidente enfrenta o desafio de reverter essa tendência em um cenário político cada vez mais polarizado.

Com informações da Gallup* e CBS News*

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Emendas viram moeda de troca e 82% acreditam em corrupção https://www.ocafezinho.com/2025/07/21/emendas-viram-moeda-de-troca-e-82-acreditam-em-corrupcao/ https://www.ocafezinho.com/2025/07/21/emendas-viram-moeda-de-troca-e-82-acreditam-em-corrupcao/#respond Mon, 21 Jul 2025 16:43:14 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=213351 Pesquisa Genial e Quaest revela que a maior parte dos brasileiros acreditam que as emendas parlamentares se perdem na corrupção e raramente chegam às comunidades

Uma onda de descrença toma conta do sentimento popular quando o assunto é o destino do dinheiro público no Brasil. Uma pesquisa realizada pelas instituições Genial e Quaest, divulgada nesta segunda-feira (21), revela um dado alarmante: 82% dos brasileiros acreditam que as emendas parlamentares — recursos destinados por deputados e senadores a municípios para obras, saúde, educação e outras áreas — acabam sendo alvo de corrupção e raramente chegam ao seu destino final.

O número expõe uma profunda desconfiança da população em relação à atuação do Congresso Nacional e ao caminho que percorrem os recursos públicos antes de alcançar as comunidades que deveriam se beneficiar. Apenas 9% dos entrevistados afirmaram acreditar que os repasses realmente chegam às cidades indicadas pelos parlamentares. Outros 9% disseram não saber ou preferiram não responder, o que reforça o clima de incerteza e desinformação sobre o tema.

A sondagem ouviu 2.004 pessoas em diferentes regiões do país entre os dias 10 e 14 de julho, em um levantamento com margem de erro de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. O resultado, portanto, reflete com precisão o pensamento majoritário da sociedade brasileira diante de um mecanismo que, embora previsto na Constituição, carrega há décadas o peso das suspeitas de mau uso.

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As emendas parlamentares, especialmente as chamadas “emendas de relator” e “orçamento secreto”, já foram centro de escândalos investigados pela Justiça e pela imprensa nos últimos anos. Casos como o “orçamento paralelo” do governo Bolsonaro, denunciado em 2022, alimentaram ainda mais o ceticismo da população. Muitos veem esses repasses não como ferramentas de desenvolvimento regional, mas como moeda de troca política, usada para garantir apoio legislativo em troca de verbas distribuídas sem transparência.

Além da desconfiança, a pesquisa mostra também um déficit de informação entre os cidadãos. Quando questionados se sabiam que parlamentares dispõem, juntos, de cerca de R$ 50 bilhões em emendas para distribuir aos municípios, a maioria esmagadora — 72% — respondeu que não tinha conhecimento desse valor. Apenas 27% admitiu estar informada sobre o montante, enquanto 1% não soube responder.

Esse dado é preocupante porque evidencia que, mesmo em um país onde o debate fiscal e o controle do gasto público são cada vez mais urgentes, grande parte da população ainda está à margem das informações básicas sobre como funciona a destinação de recursos federais. Sem esse conhecimento, fica difícil exigir prestação de contas ou fiscalizar os representantes eleitos.

Governo anuncia pedágio de 1% sobre emendas Pix

Presidente Lula
Mais de 70% dos cidadãos desconhecem que parlamentares controlam bilhões em repasses, evidenciando um déficit de informação alarmante / Reprodução

Em mais um capítulo da complexa relação entre parlamentares, repasses públicos e fiscalização, o governo federal anunciou uma medida inédita que começa a valer nas próximas semanas: uma retenção de 1% sobre os valores das chamadas emendas Pix. A decisão, ainda em fase de portaria, foi confirmada pelo Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos e tem como justificativa principal o fortalecimento da transparência nos repasses feitos diretamente por deputados e senadores aos municípios.

A partir de agora, cada vez que um parlamentar indicar recursos por meio da emenda Pix — modalidade criada em 2019 para agilizar a liberação de verbas federais — o governo irá descontar 1% do valor total antes mesmo de o dinheiro ser liberado. Esse montante será direcionado exclusivamente para melhorias na plataforma Transferegov.br, sistema responsável por centralizar informações sobre transferências de recursos da União para estados e prefeituras.

A medida, embora técnica, carrega peso político. Em 2025, o volume total previsto para as emendas Pix é de R$ 7,3 bilhões. Isso significa que, com a cobrança de 1%, o governo espera arrecadar cerca de R$ 73 milhões apenas neste ano — recursos que, segundo o Ministério da Gestão, serão usados para aprimorar ferramentas digitais, garantir maior rastreabilidade dos dados e fortalecer mecanismos de controle social, como determina o Supremo Tribunal Federal (STF).

A emenda Pix, revelada originalmente pelo jornal Estadão, surgiu como uma alternativa rápida e menos burocrática para destinar verbas. Diferente das emendas tradicionais, que passam por ministérios e têm finalidades específicas, esse tipo de repasse vai direto do Tesouro Nacional para os cofres municipais ou estaduais, sem vinculação a projetos pré-definidos. A ideia inicial era agilizar obras e serviços essenciais. Na prática, porém, a falta de acompanhamento abriu espaço para irregularidades.

Apesar das decisões do STF exigindo maior transparência — como a obrigatoriedade de os municípios apresentarem planos de trabalho e prestações de contas detalhadas —, o cumprimento tem sido parcial. Um relatório do próprio Ministério da Gestão enviado ao STF mostra que, em 2024, seis em cada dez documentos entregues pelos municípios não informavam sequer onde o dinheiro seria aplicado. Em alguns casos, faltava até o plano básico de execução.

Situações extremas foram identificadas: o Estado do Pará e 860 prefeituras não enviaram nenhum plano de trabalho referente às emendas recebidas entre 2020 e 2024. Por isso, conforme decisão judicial e normas do governo, esses entes estão proibidos de receber novos repasses em 2025 até regularizarem a situação. O Espírito Santo também teve seu plano reprovado e está impedido de acessar novos recursos.

O descontado de 1% agora entra como uma espécie de contrapartida estrutural. Embora a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2025 autorize taxas de até 4,5% sobre essas emendas, o governo optou por começar com 1%, de forma opcional e com destino claro: tecnologia e transparência. “Essa retenção pode ser utilizada com a cobertura dos custos operacionais, a manutenção e o desenvolvimento de sistemas estruturantes vinculados às transferências”, explicou o Ministério da Gestão. “Trata-se de uma previsão que visa garantir sustentabilidade às soluções tecnológicas que viabilizam a transparência, o controle e a melhoria do processo de execução dessas emendas.”

A plataforma Transferegov.br é peça central nesse esforço. É nela que os municípios devem registrar seus planos de aplicação dos recursos e prestar contas após a execução. Também é por meio dela que cidadãos, órgãos de controle e a própria União podem acompanhar se o dinheiro chegou, foi bem usado e gerou resultado. O objetivo do governo é tornar esse sistema mais ágil, intuitivo e completo — e os recursos da nova taxa serão fundamentais para isso.

No entanto, a emenda Pix continua cercada de polêmicas. Já houve casos registrados pela Controladoria-Geral da União (CGU) de recursos sendo usados para pagar salários de servidores — o que é proibido —, financiar shows em cidades em estado de calamidade financeira ou contratar ONGs sem capacidade técnica para executar os projetos. Além disso, obras com preços muito acima do mercado já foram identificadas, levantando suspeitas de superfaturamento.

Inicialmente, a criação da emenda Pix foi vista por parlamentares como uma forma de escapar das taxas cobradas pela Caixa Econômica Federal para administrar as emendas tradicionais. Mas, na ausência de regras claras, o modelo acabou se transformando em um canal de repasse com pouca prestação de contas e alto risco de mau uso.

Mesmo com as mudanças impostas pelo STF, a adesão dos parlamentares à emenda Pix diminuiu, mas ela segue sendo a modalidade mais utilizada no Legislativo. Os dados mostram uma curva ascendente no Orçamento: em 2020, foram R$ 0,62 bilhão; em 2025, saltará para R$ 7,34 bilhões. Um crescimento exponencial que exige, cada vez mais, mecanismos eficazes de controle.

Com a nova taxa, o governo tenta equilibrar dois lados: por um lado, reconhece que os parlamentares continuarão destinando recursos diretamente; por outro, impõe uma condição clara — parte do valor será investido em transparência. “Essa melhoria do processo beneficia também o cidadão, que poderá exercer o controle social de tudo que é operacionalizado dentro da plataforma Transferegov.br”, destacou o Ministério da Gestão.

Agora, resta saber se essa mudança será suficiente para recuperar a confiança de uma população que, segundo a pesquisa Genial/Quaest, vê com grande desconfiança o destino das emendas parlamentares. Se os R$ 73 milhões gerados pela taxa forem realmente aplicados em transparência — e não engolidos pela máquina pública —, pode ser o primeiro passo rumo a um uso mais ético e eficaz do dinheiro dos brasileiros.


Com informações da CNN e do Estadão

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América desacredita nas tarifas feitas em seu nome https://www.ocafezinho.com/2025/07/18/america-desacredita-nas-tarifas-feitas-em-seu-nome/ https://www.ocafezinho.com/2025/07/18/america-desacredita-nas-tarifas-feitas-em-seu-nome/#comments Fri, 18 Jul 2025 19:38:38 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=213167 1 Comentário 🔥]]> Pesquisa da CNN mostra que os americanos estão cada vez mais críticos ao apoio a Israel e à ideia de que os EUA devem liderar conflitos globais

A opinião pública nos Estados Unidos sobre a guerra em Gaza e o apoio militar americano a Israel vem mudando de forma expressiva nos últimos meses. Uma nova pesquisa conduzida pela CNN em parceria com a SSRS revela que, cada vez mais, os americanos questionam não apenas a conduta de Israel no conflito contra o Hamas, mas também o papel que os Estados Unidos devem desempenhar na arena internacional.

Segundo o levantamento, apenas 23% dos entrevistados acreditam que as ações de Israel em Gaza são totalmente justificadas — uma queda brusca de 27 pontos percentuais em comparação com outubro de 2023, logo após os ataques terroristas do Hamas em território israelense. O número revela uma virada significativa na percepção pública, refletindo um desgaste contínuo da imagem israelense entre os americanos, especialmente entre os mais jovens e os eleitores democratas.

A mudança de opinião atravessa todas as linhas partidárias, mas é mais acentuada entre os democratas e independentes. Em 2023, 38% dos democratas consideravam plenamente justificadas as ações de Israel. Agora, apenas 7% mantêm essa opinião. Entre os independentes, a queda foi de 45% para 14%. Já entre os republicanos, historicamente mais alinhados a Israel, a queda foi menor, mas ainda relevante: de 68% para 52%.

Essa reavaliação também se reflete na maneira como os americanos enxergam o apoio militar fornecido pelos EUA a Israel. Desde março, aumentou de 44% para 59% o número de democratas e simpatizantes que consideram excessiva a ajuda militar americana. Já entre os republicanos, esse percentual se manteve estável, em 24%.

Entre os mais jovens, o ceticismo é ainda mais contundente. Entre os adultos com menos de 35 anos alinhados ao campo democrata, 72% dizem que os EUA estão fazendo demais por Israel — sendo que 43% defendem o fim completo da ajuda militar e 29% sugerem uma redução significativa. No geral, apenas um em cada dez jovens abaixo dos 35 anos acredita que as ações de Israel foram totalmente justificadas. Um terço, por outro lado, afirma que não foram justificadas de forma alguma. Também há forte percepção de abuso de força: 61% desse grupo avaliam que Israel agiu com excesso militar.

A pesquisa também indica um ceticismo acentuado entre pessoas negras e latinas. Apenas 13% desses entrevistados consideram que as ações israelenses foram justificadas, enquanto 29% dizem que não foram justificadas sob nenhuma perspectiva. Quase seis em cada dez (57%) apontam que houve uso excessivo da força.

O país está claramente dividido quanto à atuação de Israel e à resposta dos Estados Unidos. Metade dos entrevistados (50%) acredita que Israel empregou força excessiva, enquanto 39% consideram a resposta militar adequada, e 10% acham que foi insuficiente. Quanto à ajuda americana, 42% afirmam que os EUA estão fazendo mais do que deveriam — um aumento em relação a março (34%) e janeiro (33%). Outros 42% julgam que o apoio está na medida certa, e 14% acham que é insuficiente.

A divisão interna também se estende ao papel mais amplo dos EUA no mundo. Pela primeira vez em meses, a maioria dos americanos (56%) acredita que os Estados Unidos não deveriam assumir um papel de liderança na resolução de problemas internacionais. Em março, a população estava dividida praticamente meio a meio sobre esse tema.

Entre os democratas, o desapego a um papel intervencionista cresceu de forma marcante. Em março, 58% defendiam que os EUA liderassem soluções para conflitos globais. Agora, essa proporção caiu para 44%, retornando a níveis semelhantes aos de 2004 (42%) e 2015 (37%). Esse recuo coincide com episódios recentes de política externa, como os ataques americanos a instalações nucleares iranianas — medida profundamente impopular entre os eleitores progressistas.

Dentro do campo democrata, quem rejeita o papel de liderança global também tende a ser mais crítico em relação a Israel: apenas 25% dos que defendem uma postura mais contida acham que as ações israelenses foram justificadas, contra 61% dos que apoiam um papel de liderança dos EUA. Esses mesmos críticos também apoiam, em maior número, a suspensão total da ajuda militar a Israel (37% contra 19%).

Já entre os republicanos, tradicionalmente mais favoráveis ao intervencionismo, o cenário é mais ambíguo. Antes da eleição de Donald Trump, a maioria defendia a liderança americana (65% em 2004 e 54% em 2015). Mas, após o presidente tornar o isolacionismo uma bandeira de suas campanhas, o partido se dividiu entre os tradicionalistas e os novos isolacionistas. Hoje, a base republicana está equilibrada entre quem deseja um papel ativo e quem prefere um país voltado para si.

Esse embate interno se reflete nas declarações de eleitores. Um republicano da Carolina do Norte, por exemplo, escreveu que ajudar a Ucrânia a derrotar a Rússia é a prioridade número um dos EUA. Já outro, da Pensilvânia, criticou o excesso de ajuda internacional e defendeu que os EUA devem primeiro resolver seus próprios problemas antes de se envolver em conflitos externos.

Apesar disso, a política externa segue sendo uma preocupação secundária para a maioria da população: apenas 5% citaram questões internacionais como prioridade nacional.

Em meio a esse cenário de mudanças e desconfiança, Donald Trump segue mal avaliado na condução das relações exteriores. Apenas 40% aprovam sua atuação, enquanto 60% a reprovam — números estáveis desde abril, mas piores do que em qualquer momento do seu primeiro mandato. Após os recentes ataques ao Irã, a desaprovação ao seu desempenho como comandante-em-chefe chegou a 59%, superando até mesmo o índice de janeiro de 2020, após a morte do general iraniano Qasem Soleimani.

A percepção de que Trump prejudicou a imagem dos EUA no mundo também é majoritária: 53% acreditam que suas decisões minaram a posição americana no cenário internacional, enquanto apenas 31% acham que ele a fortaleceu.

Um jornalista independente de Michigan resumiu esse sentimento em sua resposta à pesquisa: “O mundo agora vê os Estados Unidos com outros olhos. Fomos um farol de esperança em algum momento. Não mais.”

Entre os republicanos, a aprovação a Trump na política externa ainda é alta (86%), mas não unânime. Apenas 69% acreditam que suas decisões fortaleceram a imagem dos EUA; 15% acham que ele a prejudicou, e 17% dizem que não fez diferença.

Do lado democrata, a rejeição é quase total: 93% desaprovam sua política externa, 91% reprovam sua atuação como comandante-em-chefe e 89% acreditam que suas ações prejudicaram o país no cenário global.

Outras figuras-chave do governo Trump também enfrentam avaliações negativas. O vice-presidente J.D. Vance, o secretário de Estado Marco Rubio e o secretário de Defesa Pete Hegseth são vistos de forma desfavorável pela maioria dos americanos. Ainda assim, entre os republicanos, todos mantêm índices de popularidade altos, embora muitos eleitores ainda não tenham uma opinião formada sobre Rubio ou Hegseth.

A pesquisa, conduzida entre os dias 10 e 13 de julho com 1.057 adultos em todo o país, foi realizada por telefone e online. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais.

Os resultados revelam um retrato nítido de um país em transição: cada vez mais cético, introspectivo e dividido quanto ao seu papel no mundo — e quanto ao futuro do apoio a aliados como Israel.

Lula endurece tom contra Trump e cobra respeito à soberania do Brasil em entrevista à CNN Internacional

Presidente Lula com o boné O Brasil é dos brasileiros
Para muitos, Trump desgastou a imagem dos EUA no mundo e deixou um legado de isolamento, desconfiança e crise de identidade internacional / Reprodução

Durante uma entrevista concedida à jornalista Christiane Amanpour, transmitida pela CNN Internacional nesta quinta-feira (17), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez críticas contundentes à postura do presidente norte-americano Donald Trump em relação ao Brasil. Em tom firme, Lula deixou claro que o país não aceitará ser tratado como subordinado nas relações diplomáticas e comerciais com os Estados Unidos.

“O Brasil não aceitará nada que lhe seja imposto. Aceitamos negociação e não imposição”, afirmou o presidente, destacando que o país está aberto ao diálogo, mas que não aceitará pressões nem interferências externas. A declaração vem em resposta à recente decisão de Trump de aplicar uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, medida que Lula considera unilateral e injustificável.

Lula rejeitou qualquer interpretação de que seu governo pretende confrontar os EUA ou romper relações. Pelo contrário, reforçou a disposição de construir uma relação baseada no diálogo, no respeito mútuo e na reciprocidade. “Não queremos nos ver livres dos EUA, nem brigar com ninguém. O que não queremos é ser feitos de reféns. Queremos ser livres”, declarou.

Interferência inaceitável

O presidente também se mostrou incomodado com o teor de uma carta enviada por Trump ao governo brasileiro, na qual o presidente dos EUA critica o julgamento de Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF), alegando perseguição política. Lula considerou a carta uma clara tentativa de interferência nos assuntos internos do Brasil e criticou o teor do documento. “É inaceitável interferência dos EUA em assuntos internos do Brasil”, afirmou.

Ao ser questionado sobre o julgamento de Bolsonaro, Lula foi enfático: “Não sou eu quem acusa. É a Corte Suprema.” Ele lembrou que o próprio STF já o julgou no passado, e mesmo após derrotas eleitorais e decisões judiciais desfavoráveis, jamais cogitou articular um levante contra as instituições. “Nem mesmo após ter perdido três eleições.”

A carta de Trump, que sugere que o Brasil estaria desrespeitando Bolsonaro, foi duramente rebatida por Lula, que reiterou a independência do Judiciário brasileiro e a gravidade das acusações que pesam contra o ex-presidente, incluindo uma suposta trama golpista que previa até o assassinato do próprio Lula.

Trump não governa o mundo

No momento mais incisivo da entrevista, Lula criticou diretamente a postura do presidente dos EUA. “Trump foi eleito para governar os EUA, e não o mundo”, disparou. A frase, direta e simbólica, evidencia a insatisfação do governo brasileiro com a forma como Trump tem se posicionado em relação ao país.

Lula revelou que o Brasil já havia enviado propostas formais aos Estados Unidos para tentar resolver as disputas comerciais por vias diplomáticas. No entanto, em vez de receber uma resposta formal, viu o presidente norte-americano fazer declarações públicas desrespeitosas fora dos canais diplomáticos. “O Brasil merece respeito, e o Trump precisa nos respeitar, assim como nós respeitamos os EUA”, completou.

Sobre os argumentos apresentados por Trump de que as relações comerciais entre os dois países seriam desfavoráveis aos Estados Unidos, Lula contestou. Segundo ele, essa narrativa não corresponde à realidade e serve apenas como justificativa para medidas protecionistas.

Caminho diplomático, mas com firmeza

Lula também falou sobre as medidas que estão sendo estudadas dentro do governo para lidar com a situação. Ele afirmou que mantém diálogo constante com empresários e representantes do setor agropecuário para buscar uma solução. Contudo, deixou claro que, se necessário, o Brasil pode recorrer à Lei de Reciprocidade — que permite ao país adotar medidas comerciais contra nações que imponham barreiras unilaterais aos produtos brasileiros.

“Daremos uma resposta, mas tentaremos primeiro uma solução final pela via diplomática”, disse o presidente, sinalizando que o Brasil buscará o entendimento, mas não hesitará em reagir com firmeza.

Lula fez questão de destacar que sempre manteve boas relações com presidentes anteriores dos EUA, independentemente de suas posições ideológicas. Quando perguntado sobre o desafio de negociar com um líder conservador como Trump, sendo ele identificado como progressista, Lula desconstruiu os rótulos. “Não sou um presidente progressista. Sou o presidente do Brasil. Não vejo o presidente Trump como um presidente de extrema-direita. Vejo-o como o presidente dos EUA. Ele foi eleito pelo povo americano”, afirmou.

Críticas ao militarismo e à inação da ONU

A entrevista também abordou questões geopolíticas mais amplas. Lula comentou sobre os conflitos em curso na Ucrânia e na Faixa de Gaza. Disse ver com bons olhos a sinalização de Trump sobre uma eventual negociação para encerrar as guerras, mas lamentou que os EUA sigam investindo em armas em vez de priorizar o combate à fome e à miséria.

“O mundo precisa de comida. Não de armas”, disse Lula, numa crítica direta ao aumento dos gastos militares anunciado recentemente.

Ele voltou a demonstrar frustração com a paralisia da Organização das Nações Unidas (ONU), especialmente do Conselho de Segurança, diante da escalada de conflitos no mundo. “Sem interlocutores, as guerras continuarão como acontece em Gaza. Todo dia tem notícias de novos bombardeios”, lamentou.

Segundo ele, os países membros do Conselho de Segurança precisam admitir que estão falhando em cumprir seu papel e encontrar mecanismos mais eficazes de mediação e pacificação.

Com informações da CNN e Agência Brasil*

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AtlasIntel: brasileiros apoiam taxar bilionários, bancos e bets; Congresso é visto como aliado dos ricos https://www.ocafezinho.com/2025/07/09/atlasintel-brasileiros-apoiam-taxar-bilionarios-bancos-e-bets-congresso-e-visto-como-aliado-dos-ricos/ https://www.ocafezinho.com/2025/07/09/atlasintel-brasileiros-apoiam-taxar-bilionarios-bancos-e-bets-congresso-e-visto-como-aliado-dos-ricos/#respond Wed, 09 Jul 2025 21:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=212472 Pesquisa mostra apoio popular à justiça tributária e desconfiança em relação ao Legislativo

A maioria da população brasileira quer que bilionários, bancos e casas de apostas online — as chamadas bets — paguem mais impostos. Segundo levantamento da AtlasIntel, divulgado nesta quarta-feira (9), 58% dos entrevistados apoiam a chamada “taxação BBB”, enquanto apenas 37% se opõem.

A medida, defendida por partidos de esquerda e pelo governo federal, ganha força nas redes sociais e mostra que a pauta da justiça tributária é popular e a narrativa da direita, de que o aumento de impostos levaria empresários a abandonar o país, não convenceu.

A pesquisa também perguntou sobre os motivos da derrubada do decreto presidencial que aumentava o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Para 39,9%, o Congresso agiu para favorecer empresários e o mercado financeiro; 37,8% acreditam que foi para proteger a população de mais impostos.

O estudo revelou ainda que 42,4% da população considera o governo federal mais responsável com as contas públicas do que o Congresso Nacional. Apenas 21,8% veem os deputados e senadores como mais responsáveis. Outros 34,7% não confiam em nenhum dos dois.

A pesquisa foi realizada digitalmente entre os dias 1º e 7 de junho. A margem de erro é de 3 pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%.

Publicado originalmente pelo Brasil de Fato em 09/07/2025

Edição: Rodrigo Durão Coelho

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Contra o trabalhador: 70% dos deputados são contra o fim da escala 6×1, aponta Quaest https://www.ocafezinho.com/2025/07/02/contra-o-trabalhador-70-dos-deputados-sao-contra-o-fim-da-escala-6x1-aponta-quaest/ https://www.ocafezinho.com/2025/07/02/contra-o-trabalhador-70-dos-deputados-sao-contra-o-fim-da-escala-6x1-aponta-quaest/#respond Wed, 02 Jul 2025 13:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=211798 Levantamento revela ampla resistência no Congresso à proposta que prevê redução da jornada sem perda salarial

Uma pesquisa divulgada pelo Instituto Quaest nesta quarta-feira (2) revelou que a maioria dos deputados federais são contra o fim da escala 6×1 . Segundo o levantamento, 70% dos parlamentares se opõem à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a jornada de seis dias de trabalho seguidos com apenas um dia de descanso.

O estudo da Quaest mostra ainda que apenas 22% dos parlamentares apoiam o fim da escala 6×1, enquanto 8% não souberam ou preferiram não responder.

Entre os deputados da oposição, o índice salta para 92%; 6% são favoráveis. A base do governo também está dividida, com apoio à pauta declarado por 44% dos parlamentares; outros 55% se posicionaram contra a PEC. Já o grupo de deputados classificados como “independentes” tem 74% dos deputados contrários à redução da jornada de trabalho, e 23% favoráveis.

Quando o recorte é por espectro político, os dados revelam que a PEC não tem maioria nem mesmo na esquerda, com 49% favoráveis e 49% contrários; 2% não souberam ou não responderam. No centro, o apoio cai para 27%, e a rejeição à pauta fica em 70%; outros 3% não souberam ou não responderam. Entre os deputados de direita, a rejeição vai a 88%, com 10% de apoio. A parcela dos que não sabem ou não responderam é de 2%.

O levantamento ouviu 203 deputados (40% do total da Câmara) com amostragem definida com base em extratos de região e posicionamento ideológico dos partidos. As entrevistas foram realizadas entre os dias 7 de maio e 30 de junho. A margem de erro estimada é de 4,5 pontos percentuais.

O projeto, de autoria da deputada federal Erika Hilton (Psol), tem sido a principal bandeira de mobilização dos movimentos populares e pretende estabelecer a jornada máxima de trabalho de 36 horas semanais em quatro dias por semana, sendo oito horas de trabalho mais uma hora de almoço por dia.

PEC está parada na Câmara

A PEC que prevê o fim da escala 6×1 foi protocolada em fevereiro de 2025, mas até agora não entrou em tramitação. A proposta altera o artigo 7º da Constituição Federal, que trata dos direitos dos trabalhadores urbanos e rurais.

O argumento central dos defensores da PEC é de que a jornada de seis dias consecutivos compromete a saúde física e mental da classe trabalhadora, sobretudo em atividades operacionais e de serviços essenciais, que exigem longas jornadas e grande esforço físico.

Na justificativa da PEC, a deputada Erika Hilton afirma que a proposta “reflete um movimento global em direção a modelos de trabalho mais flexíveis aos trabalhadores, reconhecendo a necessidade de adaptação às novas realidades do mercado de trabalho e às demandas por melhor qualidade de vida dos trabalhadores e de seus familiares”.

Já os setores empresariais e seus representantes no Congresso alegam que o fim da escala 6×1 teria impactos sobre a produtividade e os custos das empresas.

A PEC partiu do movimento Vida Além do Trabalho (VAT), iniciado pelo vereador do Rio de Janeiro, Ricardo Azevedo, pelo Psol. Ele começou uma mobilização nas redes sociais que angariou cerca de 1,5 milhão de assinaturas em prol de um abaixo-assinado pelo fim da escala atual de trabalho.

Publicado originalmente pelo Brasil de Fato em 02/07/2025

Edição: Geisa Marques

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Estudo expõe o preço pago pela destruição do meio ambiente https://www.ocafezinho.com/2025/06/27/estudo-expoe-o-preco-pago-pela-destruicao-do-meio-ambiente/ https://www.ocafezinho.com/2025/06/27/estudo-expoe-o-preco-pago-pela-destruicao-do-meio-ambiente/#respond Fri, 27 Jun 2025 16:27:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=211467 Novo relatório aponta que a China esquenta mais rápido que o mundo e vive recordes de calor, inundações, erosão costeira e colapso no ciclo agrícola

Um relatório divulgado nesta sexta-feira (27) pela Administração Meteorológica da China trouxe um alerta preocupante: o país está sofrendo os impactos das mudanças climáticas de forma mais intensa que a média global. O documento, conhecido como “livro azul” sobre o clima chinês, revela que desde os anos 1990 a China vem esquentando em um ritmo mais acelerado que o resto do planeta.

Os dados são alarmantes: tanto a temperatura média anual quanto o nível do mar nas regiões costeiras bateram recordes históricos em 2024. O estudo, que analisou dados desde 1961, mostra um aumento significativo na frequência de eventos extremos – desde ondas de calor intensas até chuvas torrenciais que causam inundações.

Os números que preocupam

  • O nível do mar ao longo da costa chinesa está subindo cada vez mais rápido
  • As geleiras no oeste do país estão derretendo em velocidade acelerada
  • 2024 registrou as temperaturas mais altas desde o início dos registros meteorológicos em 1850

Xiao Chan, vice-diretor do Centro Nacional do Clima da China, foi claro ao apontar as causas: “O aumento da temperatura deve ser atribuído principalmente às atividades humanas, especialmente às emissões de gases de efeito estufa”. Ele também mencionou a influência de variações naturais, como o fenômeno El Niño, mas deixou claro que a ação do homem é o fator determinante.

Impactos no dia a dia

Os efeitos já são sentidos pela população. Agricultores relatam mudanças nos ciclos de plantio, cidades costeiras enfrentam problemas com a erosão marinha e os verões estão se tornando cada vez mais insuportáveis. O relatório serve como um alerta para a necessidade urgente de políticas de adaptação e mitigação.

Enquanto isso, o mundo todo segue a mesma tendência preocupante. O ano de 2024 marcou o recorde de temperatura média global desde que começaram as medições, quase 180 anos atrás. A China, como uma das maiores economias e emissoras de poluentes do mundo, se vê agora no centro desse desafio climático – tanto como causadora quanto como vítima das consequências.

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