Petróleo - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/petroleo/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Mon, 01 Jun 2026 16:33:58 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://controle.ocafezinho.com/wp-content/uploads/2015/10/cropped-Logo_Cafezinho_tmb-32x32.png Petróleo - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/petroleo/ 32 32 Pemex aumenta produção de combustíveis e reduz importações https://www.ocafezinho.com/2026/06/01/pemex-aumenta-producao-de-combustiveis-e-reduz-importacoes/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/01/pemex-aumenta-producao-de-combustiveis-e-reduz-importacoes/#respond Mon, 01 Jun 2026 16:33:45 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/01/pemex-aumenta-producao-de-combustiveis-e-reduz-importacoes/
O selo oficial do México com o brasão dos Estados Unidos Mexicanos.

A Petróleos Mexicanos (Pemex) registrou avanço expressivo na produção de diesel e gasolinas no primeiro quadrimestre de 2026. O diesel teve alta de 59,5% e as gasolinas cresceram 22,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.

As importações desses combustíveis caíram 43,9% no diesel e 24,7% nas gasolinas, reduzindo a dependência externa do México. Segundo dados oficiais divulgados pela estatal e reportados pelo La Jornada, a produção de gasolinas alcançou 398 mil barris diários entre janeiro e abril.

No mesmo intervalo de 2025, a produção havia sido de 324 mil barris diários. A produção de diesel saltou de 175 mil para 279 mil barris diários, fortalecendo a autossuficiência energética do país.

Em abril, a produção de gasolinas foi de 388 mil barris diários, uma redução de 3,6% em relação a março. Ainda assim, o volume ficou 12,7% acima dos 344,3 mil barris registrados em abril de 2025.

No diesel, foram produzidos 260 mil barris diários no quarto mês, avanço de 32,3% ante abril de 2025. Houve recuo de 7,7% na comparação mensal, mas a tendência de crescimento anual se manteve.

As importações acompanharam a trajetória de queda. A compra externa de gasolinas caiu 24,7% no quadrimestre, para 259 mil barris diários. O diesel importado despencou 43,9%, chegando a apenas 47 mil barris diários.

Em abril, as importações de diesel foram de 62 mil barris diários, redução de 30,3% em relação ao mesmo mês de 2025. O volume subiu 32,7% sobre março, mas a tendência de longo prazo permanece de queda.

A alta dos preços do petróleo no mercado internacional impulsionou essa mudança. A dependência de combustíveis importados se tornou mais custosa, valorizando a produção doméstica.

A expansão da produção nacional de combustíveis dialoga com os esforços do governo mexicano para consolidar uma rede industrial própria. O objetivo é gerar empregos qualificados e reter riqueza no país.

Cada barril refinado em território mexicano representa economia de divisas e fortalecimento da cadeia produtiva interna. A estratégia reduz a vulnerabilidade a sanções, bloqueios ou crises militares em regiões distantes.

A Pemex é priorizada como ferramenta de desenvolvimento e redução de desigualdades regionais. Os dados do primeiro quadrimestre revelam uma tendência estrutural, não um pico isolado.

A produção de gasolinas cresceu quase 23% em relação ao mesmo período de 2025. O diesel registrou incremento percentual ainda maior, evidenciando resultados concretos dos investimentos em capacidade de refino.

A redução das compras externas de diesel para 47 mil barris diários na média do quadrimestre mostra o avanço rumo à autossuficiência. Há um ano, o México importava 85 mil barris diários, o que representava dependência perigosa em tempos de instabilidade geopolítica.


Leia também: Sheinbaum consolida soberania energética mexicana com nomeação de Carpio na Pemex


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Negociações entre Estados Unidos e Irã derrubam petróleo e acendem alerta no mercado global https://www.ocafezinho.com/2026/05/25/negociacoes-entre-estados-unidos-e-ira-derrubam-petroleo-e-acendem-alerta-no-mercado-global/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/25/negociacoes-entre-estados-unidos-e-ira-derrubam-petroleo-e-acendem-alerta-no-mercado-global/#respond Mon, 25 May 2026 20:01:56 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/25/negociacoes-entre-estados-unidos-e-ira-derrubam-petroleo-e-acendem-alerta-no-mercado-global/ Os preços do petróleo desabaram mais de 5% com o avanço das negociações entre Washington e Teerã, conforme apurou o O Globo. A perspectiva de um acordo que pode destravar o Estreito de Ormuz, rota por onde passa um quinto do comércio global de petróleo, provocou a maior oscilação negativa em semanas.

O barril do tipo Brent, referência mundial, recuou 5,23%, sendo negociado a US$ 98,13. O West Texas Intermediate (WTI), referência americana, caiu 5,29%, ficando próximo de US$ 91,49. Ambos os contratos atingiram o menor patamar desde o início de maio.

O movimento reflete a esperança de que uma trégua de 60 dias no conflito entre Estados Unidos e Irã possa ser selada. O embate, iniciado em 28 de fevereiro, manteve os mercados sob tensão permanente por quase três meses. A reabertura do Estreito de Ormuz traria alívio imediato para os importadores asiáticos, principais consumidores do petróleo que cruza o Golfo Pérsico.

Donald Trump, no entanto, usou suas redes sociais para conter o otimismo. Afirmou que o bloqueio ao estreito permanece “em pleno vigor até que um acordo seja alcançado, certificado e assinado”. A declaração expôs a fragilidade das negociações e manteve o mercado em compasso de espera.

A queda nos preços reverte parcialmente o choque geopolítico que, nas últimas semanas, pressionou as cotações para cima e inflou as receitas de países exportadores. Para o Brasil, o recuo pode aliviar a pressão sobre a política de paridade de preços da Petrobras, embora a volatilidade do cenário internacional ainda impeça qualquer previsão de estabilidade no curto prazo.

Enquanto os diplomatas trabalham nos bastidores, os mercados seguem reféns de cada sinal emitido por Washington e Teerã. A reabertura de Ormuz pode destravar oferta, mas a desconfiança mútua entre as partes indica que o caminho até um acordo definitivo ainda é longo e cheio de sobressaltos.

Com informações de OILPRICE.


Leia também: Petróleo despenca com otimismo sobre acordo entre EUA e Irã


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Petróleo despenca com otimismo sobre acordo entre EUA e Irã https://www.ocafezinho.com/2026/05/21/petroleo-despenca-com-otimismo-sobre-acordo-entre-eua-e-ira/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/21/petroleo-despenca-com-otimismo-sobre-acordo-entre-eua-e-ira/#respond Thu, 21 May 2026 20:01:04 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/21/petroleo-despenca-com-otimismo-sobre-acordo-entre-eua-e-ira/ O petróleo tipo Brent fechou em queda de 5,62% a US$ 105,02 por barril, enquanto o WTI recuou 5,66% para US$ 98,26, na quarta-feira (20), conforme apurou o Valor Econômico.

A queda foi motivada pelo otimismo de que os Estados Unidos e o Irã possam chegar a um acordo para acabar com a guerra e reabrir o Estreito de Ormuz, após o presidente americano, Donald Trump, afirmar que as negociações estavam “na fase final”.

Três superpetroleiros atravessaram o Estreito de Ormuz na tarde da quarta-feira, rumo aos mercados asiáticos, após dois meses estacionados no Golfo Pérsico com 6 milhões de barris de petróleo, segundo dados da Reuters.

“Estamos na fase final com o Irã. Vamos ver o que acontece”, disse Trump a jornalistas, acrescentando que ou haverá um acordo ou “algumas coisas um pouco desagradáveis”.

A guerra no Oriente Médio, iniciada por EUA e Israel, tem causado instabilidade no mercado global de energia, com impactos diretos nos preços do petróleo e na segurança de suprimentos.

A retomada do fluxo de navios pelo Estreito de Ormuz, um dos principais corredores de petróleo do mundo, oferece alívio temporário aos preços, mas a incerteza sobre o futuro das negociações mantém o mercado em alerta.

Com informações de OILPRICE.


Leia também: O ‘ouro negro’ reacende a chama da disputa


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Custo energético na Europa impulsiona busca por alternativas fósseis https://www.ocafezinho.com/2026/05/19/custo-energetico-na-europa-impulsiona-busca-por-alternativas-fosseis/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/19/custo-energetico-na-europa-impulsiona-busca-por-alternativas-fosseis/#respond Tue, 19 May 2026 20:01:06 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/19/custo-energetico-na-europa-impulsiona-busca-por-alternativas-fosseis/ A Europa enfrenta uma nova crise energética que está aumentando os custos de energia e minando sua competitividade industrial, conforme apurou o OilPrice. Com preços de energia mais altos que nos Estados Unidos e na Ásia, a região encontra dificuldades para atrair desenvolvimentos em inteligência artificial e data centers.

Desde a crise de 2022, desencadeada pela invasão da Ucrânia pela Rússia, os custos de gás e eletricidade na Europa subiram significativamente. Essa alta persiste, apesar de um período de estabilidade relativa, e agora está sendo exacerbada por uma nova crise energética. As indústrias europeias, que dependem intensamente de energia, estão novamente enfrentando dificuldades devido ao aumento dos preços.

Em meio a esse cenário, os fornecedores de gás natural liquefeito (GNL) dos Estados Unidos pedem à União Europeia que adie a aplicação de suas regras de emissões de metano, segundo o OilPrice. As regulamentações estão criando incertezas que congelam acordos de longo prazo, num momento em que a Europa precisa desesperadamente de fornecedores confiáveis para compensar a interrupção dos fluxos de gás russo.

Enquanto a Europa luta para estabilizar sua matriz energética, o Brasil observa de perto as movimentações no mercado global de energia. O pré-sal brasileiro continua sendo um trunfo importante, oferecendo uma fonte de energia que pode ser crucial em um cenário de crescente incerteza energética. A Petrobras, gigante estatal do petróleo, pode se beneficiar dessa volatilidade, reforçando sua posição como fornecedora estratégica no mercado internacional.


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Sanções dos EUA à Rússia ameaçam estabilidade do mercado de petróleo https://www.ocafezinho.com/2026/05/17/sancoes-dos-eua-a-russia-ameacam-estabilidade-do-mercado-de-petroleo/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/17/sancoes-dos-eua-a-russia-ameacam-estabilidade-do-mercado-de-petroleo/#respond Sun, 17 May 2026 20:00:47 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/17/sancoes-dos-eua-a-russia-ameacam-estabilidade-do-mercado-de-petroleo/ Os Estados Unidos intensificaram suas sanções contra a Rússia, afetando diretamente a compra de petróleo russo, conforme apurou o Diário de São Paulo. Essa medida visa enfraquecer a economia russa em meio a tensões geopolíticas crescentes.

As sanções podem gerar instabilidade no mercado global de petróleo, já que a Rússia é um dos maiores exportadores mundiais. Essa situação aumenta a pressão sobre a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep+) para ajustar sua produção e estabilizar os preços.

No Brasil, a Petrobras monitora de perto os desdobramentos, pois as sanções podem impactar a política de paridade de preços e a competitividade do pré-sal no mercado internacional. A empresa busca se adaptar rapidamente às mudanças para manter sua posição estratégica.

Enquanto isso, a disputa no estreito de Ormuz continua sendo um ponto de tensão global, com possíveis impactos na segurança das rotas de petróleo. A situação reforça a importância da diversificação de fontes de energia e da busca por soluções que garantam a segurança energética sem comprometer a soberania dos países produtores.


Leia também: Gigante do petróleo dos EUA enfrenta pressão para sair da Rússia


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Petróleo Brent e WTI caem com rumores de acordo entre EUA e Irã https://www.ocafezinho.com/2026/05/07/petroleo-brent-e-wti-caem-com-rumores-de-acordo-entre-eua-e-ira/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/07/petroleo-brent-e-wti-caem-com-rumores-de-acordo-entre-eua-e-ira/#respond Thu, 07 May 2026 20:01:26 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/07/petroleo-brent-e-wti-caem-com-rumores-de-acordo-entre-eua-e-ira/ Os preços do petróleo Brent e WTI recuam significativamente em meio a rumores de um possível acordo entre Estados Unidos e Irã, que pode levar ao fim do conflito no Oriente Médio. Segundo a CNN Brasil, o barril do Brent para julho caiu 1,80%, cotado a US$ 99,45, enquanto o WTI para junho recuou 1,40%, atingindo US$ 93,75. Ambos os índices permanecem mais de um terço acima dos níveis pré-guerra.

A possibilidade de um acordo envolve a suspensão de sanções dos EUA ao Irã em troca de uma moratória no programa nuclear iraniano, conforme publicado pelo jornal Axios. Isso poderia normalizar o fluxo de petróleo pelo estratégico Estreito de Ormuz, reduzindo a pressão sobre os mercados globais de energia.

Apesar da queda nos preços, analistas como Mohit Kumar, da Jefferies, avaliam que o Brent deve estabilizar-se em torno de US$ 80 nos próximos meses, ainda acima do patamar anterior ao conflito. A expectativa de aumento na oferta iraniana pode aliviar a escassez global, mas não deve reverter completamente os efeitos da guerra sobre os preços.

O Brasil, como grande exportador de petróleo, acompanha de perto as movimentações. A Petrobras, que adota política de paridade de preços internacionais, pode ajustar suas estratégias dependendo da concretização do acordo e de seu impacto no mercado. A disputa multipolar pelo controle do fornecimento de energia segue intensa, com sanções e bloqueios moldando o cenário geopolítico.

Com informações de OILPRICE.


Leia também: Petróleo dispara com impasse entre Estados Unidos e Irã e renova pressão sobre paridade da Petrobras


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Petróleo dispara com tensão no Estreito de Ormuz e produção da Petrobras em alta https://www.ocafezinho.com/2026/05/05/petroleo-dispara-com-tensao-no-estreito-de-ormuz-e-producao-da-petrobras-em-alta/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/05/petroleo-dispara-com-tensao-no-estreito-de-ormuz-e-producao-da-petrobras-em-alta/#respond Tue, 05 May 2026 20:01:14 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/05/petroleo-dispara-com-tensao-no-estreito-de-ormuz-e-producao-da-petrobras-em-alta/ O mercado de petróleo registrou alta significativa nos preços do Brent e do WTI, impulsionada por tensões geopolíticas no estreito de Ormuz e pela forte produção da Petrobras, conforme apurou o E-Investidor. No fechamento recente, o Brent para julho subiu 5,8%, chegando a US$ 114,44, enquanto o WTI avançou 4,29%, alcançando US$ 106,42.

A Petrobras reportou uma produção média de 3,197 milhões de barris de óleo equivalente por dia no primeiro trimestre de 2026, um aumento de 16,4% em relação ao ano anterior. Esse crescimento foi impulsionado pelo desempenho das plataformas no pré-sal, como Búzios e Mero. A XP, Safra e Itaú BBA destacaram a força operacional do trimestre, com projeções de Ebitda entre US$ 12,5 bilhões e US$ 12,6 bilhões.

As tensões no estreito de Ormuz, uma rota crucial para o transporte de petróleo, contribuíram para a volatilidade do mercado. A região continua a ser um ponto de conflito potencial, afetando diretamente as cotações do petróleo. A produção robusta da Petrobras e os desafios geopolíticos no Oriente Médio reforçam a importância do Brasil no cenário energético global.

Com informações de OILPRICE.


Leia também: Petróleo avança com bloqueio em Ormuz enquanto Opep+ observa tensão


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Bloco naval de Trump eleva Brent a US$ 125 e pressiona Petrobras a revisar paridade https://www.ocafezinho.com/2026/05/01/bloco-naval-de-trump-eleva-brent-a-us-125-e-pressiona-petrobras-a-revisar-paridade/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/01/bloco-naval-de-trump-eleva-brent-a-us-125-e-pressiona-petrobras-a-revisar-paridade/#comments Fri, 01 May 2026 20:02:06 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/01/bloco-naval-de-trump-eleva-brent-a-us-125-e-pressiona-petrobras-a-revisar-paridade/ 3 Comentários 🔥]]> O barril Brent dispara mais de 6% e encosta em US$ 125 depois que Donald Trump confirmou a manutenção do bloqueio naval aos portos iranianos no Estreito de Ormuz, conforme apurou o G1. O WTI alcança US$ 109 e, embora tenha havido correção pontual, a curva futura continua acima de US$ 110 até agosto, sinalizando prêmio de risco estrutural.

O aperto na oferta se soma ao impasse dentro da Opep+. Rumores de que os Emirados Árabes pensam em deixar o cartel, noticiados pela Revista Sociedade Militar, expõem a perda de coesão do bloco e elevam a volatilidade. Com o Irã fechando Hormuz e o Iraque reduzindo embarques por questões de segurança, quase 20% do trade marítimo global de petróleo fica travado.

Uma das poucas válvulas de alívio vem da Venezuela: as exportações saltam 14% em abril, para 1,23 milhão de barris por dia, maior nível desde 2018, segundo dados citados pela OilPrice. Washington autorizou Chevron e outras casas de trading a ampliar compras, recolocando barris pesados em refinarias do Golfo do México e da Índia.

No Brasil, cada avanço de US$ 10 no Brent adiciona cerca de R$ 0,40 ao preço de paridade do diesel, calcula a Abicom. Com o Brent em três dígitos, a defasagem na bomba supera 12% e reacende pressões políticas. O governo Lula discute a reativação do fundo de estabilização, enquanto a Petrobras reafirma que manterá investimentos de US$ 102 bilhões no pré-sal, mesmo com eventual flexibilização de preços.

Para o caixa da União e dos estados produtores, royalties e participações especiais ganham impulso imediato. Já o Banco Central monitora o repasse ao IPCA, temendo contaminação das expectativas. Em um mercado cada vez mais multipolar, a combinação de bloqueio em Hormuz, Opep+ fragmentada e reentrada venezuelana redefine fluxos globais — e o Brasil tenta equilibrar ganhos externos com a proteção do bolso do consumidor.

Com informações de fonte original.


Leia também: Dúvidas sobre cessar-fogo entre EUA e Irã disparam petróleo e reacendem alerta no Estreito de Ormuz


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ANP regulamenta cálculo para importação do gás liquefeito de petróleo https://www.ocafezinho.com/2026/05/01/anp-regulamenta-calculo-para-importacao-do-gas-liquefeito-de-petroleo/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/01/anp-regulamenta-calculo-para-importacao-do-gas-liquefeito-de-petroleo/#respond Fri, 01 May 2026 05:01:50 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/01/anp-regulamenta-calculo-para-importacao-do-gas-liquefeito-de-petroleo/ A diretoria da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou nesta quinta-feira (30 de abril de 2026), em deliberação oficial, uma nova resolução para regulamentar a metodologia de cálculo do preço de referência (PR) para a concessão de subvenção econômica à comercialização de óleo diesel.

A metodologia foi instituída por medida provisória em 12 de março deste ano e se refere à importação de gás liquefeito de petróleo (GLP), conhecido como gás de cozinha. A resolução revoga a norma anterior sobre o tema.

A mudança foi necessária devido a alterações significativas nos termos da resolução anterior, oriundas de contribuições recebidas por meio da Consulta Pública da ANP de abril deste ano, após análise da área técnica da agência.

Com relação às contribuições da consulta pública, a ANP identificou a necessidade de aprimorar a metodologia de cálculo do preço de referência (PR) para refletir a influência do mercado estadunidense na precificação das importações de óleo diesel.

Também foi incluído o recálculo dos pesos constantes na Tabela II da resolução, com base nos dados da ANP de produção e movimentação de combustíveis.

No caso das determinações trazidas por decreto de 2026, foi necessário:

– alterar a data-base de atualização dos PRs do produtor de óleo diesel que refina petróleo nacional próprio, de 18 para 12 de março;

– incluir metodologia para ponderação dos preços de comercialização para agentes com dupla habilitação (produtores de óleo diesel que também atuem como importadores);

– e incluir metodologia específica para o GLP baseada na paridade de importação, considerando como referência de origem o preço da região do Golfo norte-americano.

Fonte: Agência Brasil

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Tensão com Irã dispara petróleo a 110 dólares e obriga Estados Unidos a sugar óleo da Venezuela https://www.ocafezinho.com/2026/04/29/tensao-com-ira-dispara-petroleo-a-110-dolares-e-obriga-estados-unidos-a-sugar-oleo-da-venezuela/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/29/tensao-com-ira-dispara-petroleo-a-110-dolares-e-obriga-estados-unidos-a-sugar-oleo-da-venezuela/#comments Wed, 29 Apr 2026 20:01:58 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/29/tensao-com-ira-dispara-petroleo-a-110-dolares-e-obriga-estados-unidos-a-sugar-oleo-da-venezuela/ 7 Comentários 🔥]]> A escalada de tensões entre os Estados Unidos e o Irã impulsionou os preços globais do petróleo em mais de 7%, conforme apurou o G1. O mercado precifica o fechamento prático do Estreito de Ormuz pelas forças navais.

O bloqueio dessa rota vital asfixia a passagem de quase 21 milhões de barris diários. O barril internacional da referência Brent rompeu a barreira dos 110 dólares, acumulando um salto brutal de 56% desde o início do cerco militar contra o território iraniano.

A instabilidade estrutural piora com o abalo recente na Organização dos Países Exportadores de Petróleo. O anúncio repentino da saída dos Emirados Árabes Unidos sacode as cotas do cartel produtor e impõe um rearranjo de forças entre as nações do Sul Global.

Desesperada para segurar o galão de gasolina a 4,17 dólares nas bombas locais, a Casa Branca atropela seu próprio regime de sanções. Os americanos agora aceleram a compra de óleo da Venezuela, operando refinarias com 400 mil barris diários de cru pesado através da Chevron.

Sem o fluxo farto e contínuo do Oriente Médio, países asiáticos desviam seus cargueiros para o Canal do Panamá. O pedágio de última hora para petroleiros na via centro-americana triplicou para 400 mil dólares, repassando a fatura da militarização de Washington aos consumidores globais.

O xadrez fraturado evidencia o valor do pré-sal brasileiro sob controle do Estado. Enquanto o Norte Global entra em parafuso para contornar suas próprias armadilhas bélicas e diplomáticas, a Petrobras funciona como o escudo definitivo de soberania em uma transição multipolar que não aceita blefes.

Com informações de fonte original.


Leia também: Rubio escancara plano imperialista dos EUA para o petróleo da Venezuela


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Petróleo dispara com impasse entre Estados Unidos e Irã e renova pressão sobre paridade da Petrobras https://www.ocafezinho.com/2026/04/27/petroleo-dispara-com-impasse-entre-estados-unidos-e-ira-e-renova-pressao-sobre-paridade-da-petrobras/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/27/petroleo-dispara-com-impasse-entre-estados-unidos-e-ira-e-renova-pressao-sobre-paridade-da-petrobras/#comments Mon, 27 Apr 2026 20:01:11 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/27/petroleo-dispara-com-impasse-entre-estados-unidos-e-ira-e-renova-pressao-sobre-paridade-da-petrobras/ 7 Comentários 🔥]]> Os preços do petróleo avançam mais de 2% com a persistência do impasse entre Estados Unidos e Irã, mantendo o estreito de Ormuz parcialmente bloqueado, conforme relatou o G1. O Brent superou US$ 107 por barril e o WTI alcançou US$ 96, níveis não vistos desde o início de abril.

O estreito concentra cerca de 20% do petróleo comercializado globalmente. A dependência estrutural da rota reforça o poder de barganha iraniano e afeta diretamente os países exportadores do Golfo, que já começam a pedir suporte em dólar aos Estados Unidos, segundo análise do OilPrice. A redução das exportações na região acende alerta sobre liquidez e riscos de endividamento em moeda estrangeira.

No Brasil, o aumento das cotações pressiona a política de paridade internacional e obriga o governo a calibrar impostos e subsídios. A Petrobras segue monitorando o Brent como referência para diesel e gasolina. Com a escassez prolongada, as refinarias do país mantêm operação elevada e o governo avalia usar a taxação sobre exportações para conter repasses internos.

O cenário multipolar se acirra: enquanto a Opep+ retém produção para preservar margens, Washington perde fôlego diplomático no Oriente Médio e Moscou amplia vendas com desconto à Ásia. A tensão em Ormuz e as novas restrições sobre o Irã sinalizam semanas voláteis nos mercados de commodities, com efeitos diretos sobre combustíveis e balança comercial brasileira.


Leia também: Tensão entre Irã e EUA dispara petróleo e reacende disputa sobre controle do estreito de Ormuz


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Petróleo avança com bloqueio em Ormuz enquanto Opep+ observa tensão https://www.ocafezinho.com/2026/04/23/petroleo-avanca-com-bloqueio-em-ormuz-enquanto-opep-observa-tensao/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/23/petroleo-avanca-com-bloqueio-em-ormuz-enquanto-opep-observa-tensao/#comments Thu, 23 Apr 2026 20:01:08 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/23/petroleo-avanca-com-bloqueio-em-ormuz-enquanto-opep-observa-tensao/ 5 Comentários 🔥]]> Os preços do petróleo voltaram a subir diante da persistente restrição no fluxo de navios pelo Estreito de Ormuz, corredor responsável por cerca de 20% da energia embarcada globalmente, conforme relatou o Valor Investe. A trégua anunciada entre Estados Unidos e Irã segue sem aval formal de Teerã ou Israel, alimentando incerteza sobre a oferta.

Na Intercontinental Exchange (ICE), o Brent para junho encerrou a US$ 101,91 o barril, alta de 3,48%. O WTI, referência norte-americana, avançou 3,67%, a US$ 92,96. O movimento veio reforçado por dados do American Petroleum Institute, que apontaram queda de 4,5 milhões de barris nos estoques de petróleo dos EUA.

Com a produção do Golfo ainda limitada e os estoques americanos em retração, as cotações voltaram ao nível simbólico de US$ 100, sinalizando pressão tanto sobre importadores europeus quanto sobre a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados. O grupo Opep+ monitora a situação diante do risco de novos cortes de transporte ou de retaliações na região.

Para o Brasil, que opera o pré-sal com custo competitivo e crescente autonomia logística, a valorização do Brent sustenta ganhos de caixa da Petrobras e reforça a discussão sobre a política de preços internos. Enquanto o barril se firma acima da barreira psicológica, o país consolida espaço entre exportadores relevantes de energia em um mundo cada vez mais multipolar.

Com informações de OILPRICE.


Leia também: Tensão entre Irã e EUA dispara petróleo e reacende disputa sobre controle do estreito de Ormuz


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Tensão entre Irã e EUA dispara petróleo e reacende disputa sobre controle do estreito de Ormuz https://www.ocafezinho.com/2026/04/21/tensao-entre-ira-e-eua-dispara-petroleo-e-reacende-disputa-sobre-controle-do-estreito-de-ormuz/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/21/tensao-entre-ira-e-eua-dispara-petroleo-e-reacende-disputa-sobre-controle-do-estreito-de-ormuz/#comments Tue, 21 Apr 2026 20:19:27 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/21/tensao-entre-ira-e-eua-dispara-petroleo-e-reacende-disputa-sobre-controle-do-estreito-de-ormuz/ 13 Comentários 🔥]]> Os preços do petróleo voltaram a subir com força após novos impasses diplomáticos entre Estados Unidos e Irã. O barril do Brent saltou 5,64%, a US$ 95,42, enquanto o WTI avançou 6,87%, a US$ 89,61, segundo levantamento do Valor Investe.

A escalada começou depois de Washington apreender um navio iraniano no Golfo de Omã e ameaçar novas sanções, o que levou Teerã a endurecer o discurso sobre o controle do estreito de Ormuz. A via marítima, por onde passa um quinto do petróleo global, segue o ponto mais sensível do tabuleiro energético mundial.

De acordo com o E-Investidor, a abertura do mercado asiático refletiu a tensão. O Brent chegou a tocar US$ 96,92 e o WTI, US$ 88,74, enquanto as bolsas reagiam em queda a temores de interrupções na oferta. O conflito ameaça reverter o alívio registrado dias antes, quando Teerã havia liberado parcialmente o tráfego pelo estreito.

No Brasil, o salto nas cotações reforça o debate sobre a política de paridade da Petrobras e as repercussões sobre combustíveis. A dependência do ritmo Opep+ e das flutuações geopolíticas nos lembra que o desenho de uma soberania energética real passa, ainda, pela segurança das commodities fósseis antes da plena transição verde.

Com informações de OILPRICE.


Leia também: Preços do petróleo disparam e ações caem com a escalada do conflito


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Dúvidas sobre cessar-fogo entre EUA e Irã disparam petróleo e reacendem alerta no Estreito de Ormuz https://www.ocafezinho.com/2026/04/21/duvidas-sobre-cessar-fogo-entre-eua-e-ira-disparam-petroleo-e-reacendem-alerta-no-estreito-de-ormuz/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/21/duvidas-sobre-cessar-fogo-entre-eua-e-ira-disparam-petroleo-e-reacendem-alerta-no-estreito-de-ormuz/#comments Tue, 21 Apr 2026 20:06:08 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/21/duvidas-sobre-cessar-fogo-entre-eua-e-ira-disparam-petroleo-e-reacendem-alerta-no-estreito-de-ormuz/ 14 Comentários 🔥]]> O preço do petróleo voltou a subir com força em meio às incertezas diplomáticas entre Estados Unidos e Irã, conforme apurou o Valor Investe. O Brent, referência global, fechou a US$ 95,42 por barril (+5,64%), enquanto o WTI avançou 6,87%, a US$ 89,61.

O movimento foi impulsionado pela apreensão de um navio iraniano com bandeira sancionada no Golfo de Omã, após o Irã recusar nova rodada de negociações de paz mediada por Washington. Donald Trump, que voltou à presidência dos EUA neste ciclo eleitoral, ameaçou destruir infraestruturas iranianas caso não haja acordo imediato.

Com o cessar-fogo prestes a expirar e o fluxo no Estreito de Ormuz novamente em dúvida, o mercado reage com forte aversão a risco. Segundo o Valor Econômico, os juros curtos subiram no Brasil acompanhando a alta do barril e a piora das projeções no Focus. Contratos DI de 2027 avançaram para 13,91%.

A tensão favorece grandes exportadores da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados, que já operam com corte de produção mantido pela Opep+. Para o Brasil, o movimento renova o espaço de valorização da Petrobras e reforça o argumento soberanista de vincular a política de preços ao interesse nacional e não apenas à paridade internacional.

Em um cenário global de sanções cruzadas contra Irã e Rússia, cada ponto de instabilidade no Golfo Pérsico fortalece o papel do pré-sal como plataforma estratégica. Com o Brent mais próximo de US$ 100, a geopolítica volta a ditar o ritmo da transição energética — e o petróleo segue no centro do poder multipolar.

Com informações de OILPRICE.


Leia também: Trump pressiona petroleiras dos EUA para aumentarem a produção após tensão com Irã


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Petrobras aposta na Margem Equatorial e redesenha mapa do petróleo no Brasil para evitar queda na produção https://www.ocafezinho.com/2026/04/16/petrobras-aposta-na-margem-equatorial-e-redesenha-mapa-do-petroleo-no-brasil-para-evitar-queda-na-producao/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/16/petrobras-aposta-na-margem-equatorial-e-redesenha-mapa-do-petroleo-no-brasil-para-evitar-queda-na-producao/#respond Thu, 16 Apr 2026 17:42:03 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=235483 O Brasil avalia explorar a Margem Equatorial em busca de petróleo. A região costeira estende-se do Amapá ao Rio Grande do Norte.

Nenhuma gota de óleo foi extraída de lá até o momento. Todo o debate baseia-se em estudos sísmicos. Esses levantamentos apontam um potencial semelhante ao da costa vizinha. A Guiana, por exemplo, já produz cerca de 650 mil barris diários.

Lá, as reservas estimadas somam 11 bilhões de barris. Um cenário promissor que atrai os olhares do governo brasileiro e da Petrobras. O objetivo inicial não é produzir. É confirmar a existência de reservas em escala comercial.

Se os resultados forem positivos, a região pode se tornar um novo polo produtivo na próxima década. O impacto econômico é amplo.

A exploração pode gerar empregos, aumentar arrecadação e impulsionar a economia do Norte e Nordeste. Além disso, pode adicionar até 1,1 milhão de barris por dia à produção nacional no futuro, segundo projeções do setor.

Isso representa cerca de um terço da produção atual do país. No plano energético, o movimento é estratégico. Sem novas descobertas, o Brasil corre risco de reduzir sua produção e perder relevância no mercado global. A Margem Equatorial surge como resposta a esse desafio.

Mas há obstáculos. A exploração depende de licenciamento ambiental, especialmente em áreas sensíveis como a foz do Amazonas. O Ibama ainda analisa autorizações para parte dos blocos, o que pode atrasar o cronograma. Esse ponto é central.

A Petrobras precisa equilibrar três fatores:

  • risco exploratório
  • exigências ambientais
  • escala econômica

No cenário global, a decisão ganha ainda mais peso. A disputa por petróleo se intensificou com conflitos internacionais e reorganização das rotas energéticas. Países com reservas estáveis ganham protagonismo. Para o Brasil, a Margem Equatorial pode ser esse ativo.

Ela não substitui o pré-sal no curto prazo. Mas pode garantir a continuidade da produção na próxima década. O dado central é a transição. O mapa do petróleo brasileiro está mudando.

E a Petrobras tenta antecipar esse movimento para manter o país no grupo das grandes potências energéticas.

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Guerra no Irã expôs crimes de Bolsonaro contra a Petrobrás; PT pressiona Lula a reestatizar BR Distribuidora! https://www.ocafezinho.com/2026/04/16/guerra-no-ira-expos-crimes-de-bolsonaro-contra-a-petrobras-pt-pressiona-lula-a-reestatizar-br-distribuidora/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/16/guerra-no-ira-expos-crimes-de-bolsonaro-contra-a-petrobras-pt-pressiona-lula-a-reestatizar-br-distribuidora/#comments Thu, 16 Apr 2026 15:56:28 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=235490 1 Comentário 🔥]]> A alta dos preços do petróleo provocada pelo conflito no Irã não chegou da mesma forma para todos os brasileiros. Nas regiões Norte e Nordeste, onde o governo anterior vendeu as refinarias da Petrobras para o setor privado, os aumentos chegaram a 88%. Onde a Petrobras ainda opera, os preços subiram menos. A diferença não é acidente — é a lógica da privatização funcionando exatamente como foi projetada.

Foi nesse cenário que o PT lançou nesta quarta-feira (15) uma frente nacional pela reestatização da BR Distribuidora e das refinarias privatizadas entre 2019 e 2022, acompanhada do Projeto de Lei 1853. A coletiva reuniu o líder da bancada, Pedro Uczai (SC), representantes da Federação Única dos Petroleiros e movimentos da área de energia. O objetivo declarado é votar o projeto ainda este ano, antes das eleições.

O caso mais emblemático citado na coletiva foi o da botija de gás. A Liquigás foi vendida em 2020. Hoje, o produto sai da distribuidora por R$ 37 e chega à família brasileira por R$ 155. Não há regulação, não há empresa pública no caminho para comprimir essa margem. A diretora da FUP, Bárbara Bezerra, resumiu o problema com uma frase que serve de diagnóstico: não existe mais nenhum posto de gasolina da Petrobras no Brasil, apesar de centenas deles ainda usarem comercialmente o nome da empresa.

O PL 1853 propõe diferentes mecanismos para que o Estado recupere capacidade de intervenção no setor — seja pela reestatização direta da BR Distribuidora, seja pela criação de uma nova empresa pública de distribuição. O projeto também prevê a retomada das refinarias privatizadas. Uczai deixou claro que a proposta vai além de uma reação conjuntural à guerra: é uma tese sobre o papel do Estado em setores estratégicos.

A frente ainda não está formalmente registrada — faltam assinaturas para atingir o mínimo regimental de 198, e o grupo acumula 109. Mas Uczai afirmou que o movimento político não esperará pela formalidade. Entidades sindicais comprometeram-se a mobilizar deputados nos estados, e o próprio líder do PT disse que fará conversas individuais com parlamentares.

O debate chega num momento em que o governo Lula enfrenta pressão crescente sobre o preço dos combustíveis sem ter, nas mãos, as ferramentas que existiam antes. A Petrobras segura o preço nas refinarias que controla. Mas o que acontece depois — na distribuição, no varejo, no gás que vai para a casa de cada família — já não é mais território da empresa pública. Foi entregue, e a conta chegou.

 

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Postos e distribuidoras nadam nos lucros enquanto falta combustível na bomba https://www.ocafezinho.com/2026/03/26/postos-e-distribuidoras-nadam-nos-lucros-enquanto-falta-combustivel-na-bomba/ https://www.ocafezinho.com/2026/03/26/postos-e-distribuidoras-nadam-nos-lucros-enquanto-falta-combustivel-na-bomba/#respond Thu, 26 Mar 2026 11:17:58 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=228860 O aumento no preço dos combustíveis no Brasil voltou ao centro do debate — mas, desta vez, o foco não está apenas no petróleo ou no cenário internacional. Dados recentes mostram que distribuidoras e postos ampliaram suas margens de lucro de forma significativa, pressionando o consumidor mesmo diante de medidas adotadas pelo governo para conter os preços.

Segundo levantamento do Ministério de Minas e Energia, divulgado pela imprensa, a margem sobre a gasolina subiu cerca de 28% desde o início de 2026, enquanto no diesel S-10 o aumento foi superior a 17%. O dado mais expressivo aparece no diesel S-500, cuja margem avançou mais de 103% no período

O movimento ocorre justamente em um momento em que o governo federal tenta reduzir o impacto no bolso da população. Entre as medidas adotadas estão a redução de impostos e subsídios diretos, que, em tese, deveriam diminuir o valor final nas bombas.

Na prática, porém, parte desse efeito vem sendo neutralizada ao longo da cadeia.

Especialistas apontam que o aumento das margens não é um fenômeno isolado, mas ganhou força com o cenário internacional marcado pela guerra no Oriente Médio. Como destacou o economista Eric Gil Dantas, “o movimento ganhou força em meio à confusão gerada pela guerra”, criando um ambiente onde o consumidor aceita pagar mais diante do risco de desabastecimento

O problema é que os números mostram um descolamento claro entre custo e preço final.

Fiscalizações da Agência Nacional do Petróleo (ANP) identificaram casos em que distribuidoras elevaram valores muito acima da variação de custos. Em algumas situações, reajustes chegaram a R$ 1,75 por litro sem justificativa proporcional, indicando possível prática abusiva

Esse cenário levanta um ponto central: o Brasil não é um país dependente de importação total de combustíveis. Ao contrário, possui uma das maiores empresas de energia do mundo.

A Petrobras garante produção, refino e capacidade de abastecimento interno. Ou seja, o país tem condições estruturais de amortecer choques externos, como guerras e oscilações do petróleo.

Por isso, o preço elevado nas bombas não pode ser explicado apenas pelo cenário internacional.

Na prática, o que se observa é uma distorção ao longo da cadeia de distribuição e revenda. Enquanto a Petrobras segura preços e o governo reduz impostos, parte do setor amplia margens e captura esse espaço, transferindo o custo diretamente para o consumidor.

Diante desse quadro, o governo intensificou a fiscalização. Uma operação nacional da ANP inspecionou mais de 150 agentes econômicos em diversos estados, resultando em autuações por indícios de preços abusivos e irregularidades

O debate, portanto, vai além da variação do petróleo.

Ele envolve a própria estrutura do mercado de combustíveis no Brasil e o papel de cada elo da cadeia. Em um país com capacidade de produção e refino como o Brasil, o consumidor não deveria estar refém de aumentos desproporcionais na bomba.

No fim, os dados revelam uma contradição evidente:
enquanto o Estado tenta reduzir preços, há quem esteja ampliando lucros — e repassando a conta para quem abastece todos os dias.

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Lula manda Petrobras retomar refinaria vendida e expõe tragédia das privatizações de Bolsonaro https://www.ocafezinho.com/2026/03/25/lula-manda-petrobras-retomar-refinaria-vendida-e-expoe-tragedia-das-privatizacoes-de-bolsonaro/ https://www.ocafezinho.com/2026/03/25/lula-manda-petrobras-retomar-refinaria-vendida-e-expoe-tragedia-das-privatizacoes-de-bolsonaro/#respond Thu, 26 Mar 2026 01:16:08 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=228802 A Petrobras confirmou oficialmente que está analisando a possibilidade de recomprar a Refinaria de Mataripe, na Bahia — unidade estratégica que foi privatizada em 2021, durante o governo Jair Bolsonaro.

A informação foi enviada pela estatal à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), após questionamentos sobre declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em comunicado ao mercado, a empresa afirmou que “analisa continuamente oportunidades de investimentos e negócios, inclusive eventual compra da Refinaria de Mataripe”

A sinalização ocorre poucos dias após Lula defender publicamente a retomada do ativo. Em evento recente, o presidente foi direto ao tratar do tema:

“Vamos comprar de volta a refinaria na Bahia. Pode demorar um pouco, mas nós vamos”

A refinaria, originalmente chamada Landulpho Alves, é uma das mais importantes do país, com capacidade relevante de abastecimento no Nordeste e papel histórico na estrutura da Petrobras. Vendida ao fundo Mubadala em 2021, passou a ser operada pela Acelen, em um processo que marcou a política de desinvestimentos da estatal naquele período.

Agora, a possível recompra recoloca no centro do debate uma questão maior: o papel da Petrobras no refino e a estratégia energética do Brasil.

A venda de refinarias, defendida como forma de aumentar a concorrência, teve efeitos devastadores. Em regiões como a Bahia, houve aumento significativo nos preços dos combustíveis após a privatização, com menor capacidade de regulação estatal sobre o mercado. Isso expôs uma fragilidade evidente: abrir mão de ativos estratégicos não significa necessariamente gerar equilíbrio — pode significar perda de controle.

É nesse ponto que a análise ganha peso.

A Petrobras não é apenas uma empresa. É uma peça central da soberania energética brasileira. Controlar o refino significa influenciar preços, garantir abastecimento e reduzir vulnerabilidades externas — algo ainda mais relevante em um cenário global instável, com conflitos que impactam diretamente o petróleo.

A eventual recompra da refinaria de Mataripe, portanto, vai além de uma decisão empresarial. É um movimento que sinaliza uma possível mudança de direção: sair da lógica de venda de ativos e retomar o fortalecimento da cadeia integrada de energia.

E há um fator político que não pode ser ignorado.

A política de privatizações no setor de refino fragmentou a atuação da Petrobras e reduziu sua capacidade de coordenar o mercado nacional. Reverter esse processo não é apenas uma escolha ideológica — é uma decisão estratégica de longo prazo.

O Brasil já teve, no passado, uma política energética baseada na integração: produção, refino e distribuição articulados sob uma mesma lógica nacional. Foi isso que permitiu ao país reduzir dependência externa e estruturar seu sistema de combustíveis.

Abrir mão disso cobrou um preço. E agora, aos poucos, o debate começa a voltar ao ponto de origem.

No fim, a possível recompra da Refinaria de Mataripe não é apenas sobre uma unidade industrial.

É sobre decidir se o Brasil quer voltar a ter controle sobre sua própria energia — ou continuar dependente das decisões de mercado e de interesses externos.

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Governo propõe subsídio de R$ 1,20 ao diesel https://www.ocafezinho.com/2026/03/24/governo-propoe-subsidio-de-r-120-ao-diesel/ https://www.ocafezinho.com/2026/03/24/governo-propoe-subsidio-de-r-120-ao-diesel/#respond Tue, 24 Mar 2026 22:22:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=228584 Após resistência dos governadores ao corte do ICMS, governo propõe subvenção de R$ 1,20 por litro de diesel importado até 31 de maio.

A equipe econômica apresentou uma nova proposta aos estados para conter a alta do diesel após resistência dos governadores em zerar o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a importação do combustível, anunciou nesta terça-feira (24) o ministro da Fazenda, Dario Durigan.

A alternativa, apresentada prevê uma subvenção de R$ 1,20 por litro de diesel importado, dividida entre União e estados.

Pelo modelo sugerido:

R$ 0,60 seriam pagos pelo governo federal

R$ 0,60 ficariam a cargo dos estados

“Essa linha dá uma resposta mais rápida às consequências da guerra, o efeito é mais célere, e não exige uma renúncia fiscal de ICMS, podemos ter essa contraproposta, por meio de subvenções, com efeitos mais rápidos”, disse Durigan a jornalistas.

A proposta tem caráter emergencial e deve valer até 31 de maio. Segundo o Ministério da Fazenda, o impacto fiscal total estimado é R$ 3 bilhões, R$ 1,5 bilhão por mês.

Na semana passada, a pasta tinha informado que o gasto seria de R$ 3 bilhões mensais, totalizando R$ 6 bilhões. No entanto, a Fazenda corrigiu a informação nesta terça.

O governo espera uma resposta dos estados até sexta-feira (27), durante reunião do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária), em São Paulo. Segundo Durigan, os ganhos de receitas dos estados produtores de petróleo com a alta do combustível ajudará a compensar o impacto da subvenção.

“Tudo que já foi anunciado pelo governo federal está valendo, segue igual. O que estamos fazendo é outra frente agora, para que não seja necessária apenas a renúncia fiscal pelos estados. Aliás, existem estados que vão ganhar mais na arrecadação com esse aumento nos preços do petróleo, o que acaba compensando”, disse o ministro.

A nova proposta surge após governadores rejeitarem a ideia inicial de zerar o ICMS sobre o diesel importado. Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o subsídio permitiria uma resposta mais rápida aos efeitos da alta do petróleo.

A medida busca reduzir o impacto no preço final sem exigir renúncia direta de arrecadação por parte dos estados.

A nova ajuda se soma a outra medida já anunciada pelo governo no último dia 12: o subsídio de R$ 0,32 por litro a produtores e importadores.

Esse valor deve ser repassado ao consumidor final no preço do combustível.

O governo avalia que a alta recente do diesel está ligada ao aumento do preço do petróleo no mercado internacional, influenciado por tensões no Oriente Médio.

Outras medidas seguem em análise, incluindo possível redução de tributos sobre o biodiesel, a depender da evolução do cenário internacional.

Com informações de Agência Brasil

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Iraque fecha o cerco e declara “força maior” contra petrolíferas estrangeiras https://www.ocafezinho.com/2026/03/20/iraque-fecha-o-cerco-e-declara-forca-maior-contra-petroliferas-estrangeiras/ https://www.ocafezinho.com/2026/03/20/iraque-fecha-o-cerco-e-declara-forca-maior-contra-petroliferas-estrangeiras/#respond Fri, 20 Mar 2026 20:58:09 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=227800 O governo do Iraque anunciou uma medida drástica que acendeu alerta no mercado global de energia: a declaração de força maior em campos petrolíferos operados por empresas estrangeiras. A decisão ocorre em meio à escalada do conflito no Oriente Médio e já impacta diretamente a produção e exportação de petróleo do país.

A medida foi adotada após operações militares interromperem a navegação no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa grande parte do petróleo exportado pelo Iraque.


Exportações são interrompidas e produção é reduzida

Segundo autoridades do setor energético, a interrupção no transporte marítimo impediu o escoamento da produção, levando o país a suspender operações em diversas áreas.

Em comunicado oficial, o Ministério do Petróleo destacou que “os parceiros internacionais não conseguiram indicar navios-tanque para transportar o petróleo bruto, impedindo as exportações”.

Com isso, a produção sofreu forte queda. Dados indicam que a produção na região de Basra foi reduzida de cerca de 3,3 milhões de barris por dia para aproximadamente 900 mil barris, sendo direcionada principalmente ao consumo interno.


Estreito de Ormuz no centro da crise global

O Estreito de Ormuz, considerado um dos pontos mais estratégicos do mundo para o transporte de energia, foi diretamente afetado pelas operações militares.

A via concentra cerca de 20% do fornecimento global de petróleo e gás natural liquefeito, o que amplifica o impacto da interrupção para o mercado internacional.

A instabilidade na região já elevou os preços do petróleo ao nível mais alto em quase quatro anos, refletindo o temor de desabastecimento global.


Governo ordena paralisação sem compensação

Diante da impossibilidade de exportação, o governo iraquiano determinou a suspensão das atividades em áreas operadas por empresas estrangeiras.

De acordo com documento oficial, “o ministério ordenou a paralisação total da produção nas áreas de concessão afetadas, sem qualquer compensação decorrente da medida”.

A decisão segue cláusulas contratuais que permitem esse tipo de ação em situações extraordinárias, como conflitos ou interrupções logísticas fora do controle das partes envolvidas.


Impacto direto nas finanças do país

A medida representa um risco significativo para a economia iraquiana, altamente dependente da exportação de petróleo.

Atualmente, o setor responde por mais de 90% da receita do governo, o que torna qualquer interrupção nas vendas externas um fator crítico para as contas públicas.

Com a queda nas exportações, a tendência é de aumento da pressão fiscal e dificuldades para manter gastos públicos.


Empresas são chamadas para negociações urgentes

O Ministério do Petróleo informou que a situação será reavaliada conforme a evolução do cenário regional. Enquanto isso, empresas estrangeiras foram convocadas para negociações emergenciais.

O objetivo é discutir operações essenciais, custos e manutenção de equipes durante o período de força maior, buscando minimizar os impactos operacionais.


Crise amplia tensão no mercado global

A decisão do Iraque reforça o clima de incerteza no mercado internacional de energia, já pressionado pela guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

A paralisação parcial da produção e o bloqueio logístico no Estreito de Ormuz elevam o risco de novos aumentos no preço do petróleo e de impactos em cadeias produtivas ao redor do mundo.

Com o cenário ainda indefinido, o desdobramento da crise no Oriente Médio deve continuar influenciando diretamente o mercado global e a economia de diversos países nas próximas semanas.

Com informações da Reuters

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