Rio Política - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/rio-politica-2/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Wed, 03 Jun 2026 20:23:58 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://controle.ocafezinho.com/wp-content/uploads/2015/10/cropped-Logo_Cafezinho_tmb-32x32.png Rio Política - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/rio-politica-2/ 32 32 PCdoB-RJ anuncia pré-candidatura de Márcio Ayer ao Senado e reafirma apoio a Benedita da Silva https://www.ocafezinho.com/2026/06/03/pcdob-rj-anuncia-pre-candidatura-de-marcio-ayer-ao-senado-e-reafirma-apoio-a-benedita-da-silva/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/03/pcdob-rj-anuncia-pre-candidatura-de-marcio-ayer-ao-senado-e-reafirma-apoio-a-benedita-da-silva/#respond Wed, 03 Jun 2026 20:23:58 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=255915 Decisão foi tomada em reunião do Comitê Estadual nesta sexta-feira (29) e fortalece a unidade do campo popular no Rio de Janeiro.

O Comitê Estadual do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) reuniu-se na noite desta sexta-feira (29) e confirmou a pré-candidatura do sindicalista Márcio Ayer a uma das duas vagas ao Senado Federal que estarão em disputa nas eleições de outubro.

Trabalhador do comércio, Márcio Ayer possui longa trajetória de militância partidária e sindical. Iniciou suas atuação política no movimento estudantil e atualmente é presidente do Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro, Miguel Pereira e Paty do Alferes. Também coordena a rede Trama, que acompanha as transformações das relações entre trabalho e capital no estado do Rio de Janeiro. Além disso, é membro da Comissão Política do PCdoB-RJ e integra a direção nacional da Central das Trabalhadoras e Trabalhadores do Brasil (CTB), como diretor de Comércio e Serviços. Ayer é uma das principais lideranças da luta pelo fim da escala 6×1 no Brasil, integrando a comitiva que participou das audiências públicas sobre a matéria no Congresso Nacional.

A decisão do PCdoB reafirma a luta pela ampliação consistente da bancada de esquerda e da presença de representantes da classe trabalhadora no Senado Federal. O partido também reforça seu compromisso com a unidade do campo popular fluminense, manifestado no firme apoio à imprescindível candidatura de Benedita da Silva — mulher negra, parte muito importante da história de luta da esquerda brasileira, e nome que qualificará fortemente a Câmara Alta do Legislativo federal.

O PCdoB reitera ainda seu compromisso com a luta pela reeleição do presidente Lula e pela consolidação de uma grande bancada de esquerda na ALERJ e em Brasília.

Serviço:
Assessoria de Imprensa do PCdoB-RJ
comunicacaopcdobrj@gmail.com

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Leonel de Esquerda vence ação movida por vereador bolsonarista https://www.ocafezinho.com/2026/03/20/leonel-de-esquerda-vence-acao-movida-por-vereador-bolsonarista/ https://www.ocafezinho.com/2026/03/20/leonel-de-esquerda-vence-acao-movida-por-vereador-bolsonarista/#respond Fri, 20 Mar 2026 19:24:49 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=227779 A Justiça do Rio de Janeiro rejeitou a ação movida pelo vereador Dr. Rogério Amorim (PL) contra o vereador Leonel de Esquerda (PT). O bolsonarista recorreu à instância judicial após uma fala do petista em plenário, em novembro do ano passado, quando Leonel o questionou ao citar uma reportagem do jornal O Globo, de agosto de 2022. A matéria publicada apontou o repasse de R$ 5 milhões da Cedae ao Ceperj por meio da Secretaria de Defesa do Consumidor, então comandada por Amorim.

No processo, o líder do PL requereu que o parlamentar do PT fosse impedido de voltar a abordar o tema, além de exigir retratação pública e indenização por danos morais. A juíza responsável pelo caso negou os pedidos. A defesa de Leonel foi conduzida pelo advogado Carlos Nicodemos, integrante do Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH).

A ação foi protocolada após o episódio já ter sido analisado pelo Conselho de Ética da Câmara Municipal, que, em reunião realizada em dezembro de 2025, decidiu encerrar o caso sem dar prosseguimento à denúncia.

Para Leonel, a ofensiva judicial representa mais uma tentativa de perseguição política por parte da extrema-direita. Ele relembra a agressão sofrida em setembro de 2024, durante campanha, quando foi atingido com um chute pelo deputado estadual Rodrigo Amorim (União) e chegou a ficar desacordado. Na ocasião, o então candidato a vereador sofreu fraturas no rosto e precisou ser internado por dois dias.

“O que incomoda é a existência de um mandato que faz oposição consistente ao bolsonarismo e cobra explicações sobre o uso de recursos públicos. Tentaram me impedir de disputar uma eleição e agora buscam limitar minha atuação parlamentar, mas ninguém irá calar a voz do meu eleitor”, afirmou.

Confira o processo

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TSE tem 2 votos a 0 pela cassação de Cláudio Castro; Kassio pede vista e adia julgamento https://www.ocafezinho.com/2026/03/11/tse-tem-2-votos-a-0-pela-cassacao-de-claudio-castro-kassio-pede-vista-e-adia-julgamento/ https://www.ocafezinho.com/2026/03/11/tse-tem-2-votos-a-0-pela-cassacao-de-claudio-castro-kassio-pede-vista-e-adia-julgamento/#respond Wed, 11 Mar 2026 03:27:21 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/03/11/tse-tem-2-votos-a-0-pela-cassacao-de-claudio-castro-kassio-pede-vista-e-adia-julgamento/ O Tribunal Superior Eleitoral registrou nesta terça-feira (10) dois votos pela cassação e declaração de inelegibilidade do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.

O julgamento foi interrompido mais uma vez após pedido de vista do ministro Kassio Nunes Marques. A presidente do TSE, Cármen Lúcia, marcou nova sessão para o dia 24 de março.

O ministro Antônio Carlos apresentou seu voto pela condenação quatro meses após interromper o julgamento para análise. Ele acompanhou o entendimento da ministra Isabel Gallotti, relatora do caso, que havia votado pela cassação do governador. Restam cinco votos a serem proferidos.

“Conforme provas coligidas e a cronologia dos fatos, notadamente os decretos estaduais, atos normativos, depoimentos testemunhais e relatórios do Tribunal de Contas Estadual, resta claro o fundo eleitoreiro das condutas, principalmente ao se considerar o pedido de apoio político a beneficiários do programa, bem como a existência de panfletagem”, disse o ministro.

A ação eleitoral teve como origem o chamado escândalo da “folha secreta de pagamento”, revelado pelo UOL em junho de 2022. O caso se refere ao uso da Uerj e da Fundação Ceperj para o pagamento de funcionários de projetos sociais em dinheiro vivo e sem a divulgação de seus nomes.

Uma investigação do Ministério Público do Rio descobriu saques de dinheiro vivo na “boca do caixa”. Ao todo, R$ 248 milhões foram retirados em agências bancárias por dezenas de milhares de pessoas que integrariam o suposto esquema. As contratações só foram interrompidas em agosto de 2022, após ação civil pública do Ministério Público estadual.

Castro não comentou o voto. Em oportunidades anteriores, o governador negou irregularidades e disse ter interrompido os projetos assim que suspeitas foram apontadas.

O ministro também votou pela cassação e inelegibilidade do presidente afastado da Alerj, Rodrigo Bacellar (União Brasil), à época secretário de Governo de Castro.

“O que se observa é um método estruturado de promoção pessoal custeado pelo erário, com desvio de finalidade das funções dos servidores temporários contratados irregularmente”, afirmou o magistrado. “Fica configurada a violação do artigo 73, inciso 2, da lei das eleições, dado o uso massivo e indiscriminado da máquina pública como verdadeiro instrumento de arregimentação de particulares, remunerados com recursos públicos e contratados de forma ilegal, sem nenhum tipo de controle.”

O caso gerou duas ações de investigação judicial eleitoral, uma movida pela chapa de Marcelo Freixo (PT), derrotado na eleição, e outra pela Procuradoria Eleitoral. Castro foi absolvido no TRE-RJ em maio de 2024 por 4 a 3. O Ministério Público Eleitoral recorreu ao TSE.

O julgamento pode afetar os planos eleitorais de Castro para este ano. Ele planeja renunciar até abril para se candidatar ao Senado.

Se for cassado, uma nova eleição direta deverá ser realizada para a conclusão do mandato. Caso o governador renuncie antes, o Rio de Janeiro terá uma inédita eleição indireta para o comando do Palácio Guanabara até o fim deste ano.

A indefinição é resultado da estratégia política desenhada no primeiro semestre do ano passado por Castro para dar visibilidade a Bacellar, à época seu preferido para a sucessão. O governador convenceu o ex-vice-governador Thiago Pampolha a deixar o cargo para assumir uma cadeira no TCE, a fim de abrir espaço ao então presidente da Assembleia.

Com o afastamento de Bacellar determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, o nome do “governador-tampão” se tornou tema de discussão dentro do PL, que tem maioria na Alerj. Bacellar foi retirado sob suspeita de vazar informações da operação que prendeu o ex-deputado TH Joias, ligado ao Comando Vermelho. Ele nega.

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Julgamento no TSE ameaça Cláudio Castro e coloca em xeque o bolsonarismo no Rio https://www.ocafezinho.com/2026/03/11/julgamento-no-tse-ameaca-claudio-castro-e-coloca-em-xeque-o-bolsonarismo-no-rio/ https://www.ocafezinho.com/2026/03/11/julgamento-no-tse-ameaca-claudio-castro-e-coloca-em-xeque-o-bolsonarismo-no-rio/#respond Wed, 11 Mar 2026 03:23:15 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/03/11/julgamento-no-tse-ameaca-claudio-castro-e-coloca-em-xeque-o-bolsonarismo-no-rio/ O Tribunal Superior Eleitoral retomou nesta terça-feira (10) o julgamento que pode cassar o mandato do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e declará-lo inelegível por oito anos. O placar está em 2 a 0 pela condenação.

A relatora, ministra Maria Isabel Gallotti, já havia votado pela cassação em novembro de 2025, e o ministro Antônio Carlos Ferreira acompanhou integralmente seu voto nesta sessão.

Em seguida, o ministro Nunes Marques pediu vista dos autos, suspendendo o julgamento até 24 de março, com seis votos ainda pendentes.

O processo investiga abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. O Ministério Público Eleitoral acusa Castro e o então secretário Rodrigo Bacellar, hoje presidente afastado da Alerj, de montar esquema estruturado de uso da máquina pública por meio da Fundação Ceperj e, em menor escala, da Uerj.

Segundo as investigações, foram criadas mais de 27 mil contratações temporárias irregulares, os chamados “cargos fantasmas”, que teriam funcionado como cabos eleitorais pagos com dinheiro público. Relatórios do Tribunal de Contas e reportagens do UOL revelaram saques em espécie de R$ 248 milhões, sem comprovação adequada de serviços prestados.

O TRE-RJ absolveu Castro em maio de 2024 por falta de provas diretas de vínculo pessoal com o esquema. O TSE, porém, analisa se houve desequilíbrio eleitoral grave o suficiente para justificar a cassação da chapa e a convocação de novas eleições.

Castro chegou ao governo em 2021 após o impeachment de Wilson Witzel, surfando na onda bolsonarista que varreu o Rio em 2018. Reeleito em 2022 com 58% dos votos, consolidou-se como um dos principais aliados de Bolsonaro no estado. O PL fluminense tornou-se o principal reduto do bolsonarismo após a inelegibilidade do ex-presidente.

As consequências para o bolsonarismo carioca podem ser devastadoras. Caso o TSE confirme a cassação antes de abril, Castro terá de deixar o Palácio Guanabara imediatamente, e o Rio viveria uma eleição suplementar direta para completar o mandato até dezembro de 2026.

Castro já anunciara renúncia para disputar o Senado em 2026, e sem mandato cairia a inelegibilidade que o impediria de registrar candidatura. Mas o estrago institucional seria enorme: a direita fluminense, já fragmentada entre PL, Republicanos e União Brasil, perderia o principal ativo executivo do estado.

Deputados bolsonaristas da Alerj aguardam ansiosamente o desfecho para definir alianças. Sem Castro, o caminho para o Senado fica mais estreito para nomes como o próprio governador ou aliados como Flávio Bolsonaro. Uma eventual renúncia antes da decisão colocaria o poder nas mãos da Assembleia por eleição indireta, onde o centrão e grupos remanescentes ainda têm força.

Do ponto de vista jurídico, o caso não é isolado: o TSE tem sido rigoroso com abuso de poder econômico desde a Lei da Ficha Limpa, com precedentes de cassação em Maranhão e Amazonas por contratações temporárias eleitoreiras. Para a defesa, trata-se de “perseguição política”; para o Ministério Público, o volume de recursos e a proximidade com o pleito configuram esquema que comprometeu a lisura do processo democrático.

Independentemente do resultado final, o julgamento já expõe a fragilidade do bolsonarismo no Rio. O movimento que chegou ao poder prometendo combate à corrupção vê um de seus principais expoentes acusado exatamente do que sempre criticou: uso eleitoreiro da máquina estadual. Se Castro cair, o Rio entrará em 2026 sem governador bolsonarista forte, com o Palácio Guanabara aberto à disputa e o movimento conservador obrigado a recomeçar do zero.

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Prefeitura de Maricá instala botão do pânico nos ônibus Vermelhinhos e reforça segurança https://www.ocafezinho.com/2026/02/20/prefeitura-de-marica-instala-botao-do-panico-nos-onibus-vermelhinhos-e-reforca-seguranca/ https://www.ocafezinho.com/2026/02/20/prefeitura-de-marica-instala-botao-do-panico-nos-onibus-vermelhinhos-e-reforca-seguranca/#respond Fri, 20 Feb 2026 19:06:47 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=226098 Nova tecnologia conecta motoristas às forças de segurança com acionamento imediato e geolocalização

A Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria de Segurança Cidadã, em parceria com a Empresa Pública de Transportes (EPT), implantou um novo dispositivo de segurança nos ônibus municipais, conhecidos como Vermelhinhos. A iniciativa permite, por meio de um aplicativo, que os motoristas acionem rapidamente as forças de segurança da cidade, garantindo mais proteção para passageiros e trabalhadores do transporte público.

A ferramenta, que funciona como um botão do pânico, já está em operação em todos os ônibus municipais de Maricá e foi desenvolvida para coibir situações de risco, como violência, importunação sexual, assaltos, vandalismo ou qualquer ocorrência que exija resposta imediata. O sistema aplicativo envia um alerta junto com a geolocalização exata do veículo no momento do acionamento.

“Maricá mais uma vez é pioneira. Esse botão nos ônibus vai permitir que, em caso de qualquer intercorrência, o motorista possa acionar nossas equipes. Imediatamente esse ônibus será abordado”, disse o secretário de Segurança Cidadã, Julio Veras.

Assim que o alerta é disparado, a ocorrência é recebida pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), responsável por coordenar o atendimento e direcionar a viatura mais próxima, seja da Guarda Municipal, da Polícia Militar ou da Secretaria de Segurança Cidadã. O Ciosp também opera mais de 3 mil câmeras espalhadas pela cidade com monitoramento em tempo real, com estimativa de crescimento para 7 mil câmeras nos próximos anos.

“O morador de Maricá, quem trabalha e quem visita nossa cidade diariamente já está vendo – e verá ainda mais – os impactos positivos dessa medida, que alcança diversos setores da economia, além de fortalecer a segurança e a mobilidade”, completou o presidente da EPT, Celso Haddad.

Para garantir a efetividade do serviço, Maricá disponibiliza diariamente 60 viaturas de prontidão para atender às ocorrências nos ônibus: 27 da Guarda Municipal, 25 da Polícia Militar e 8 da Secretaria de Segurança Cidadã.

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Desfile potente coloca União de Maricá entre favoritas na Série Ouro https://www.ocafezinho.com/2026/02/18/desfile-potente-coloca-uniao-de-marica-entre-favoritas-na-serie-ouro/ https://www.ocafezinho.com/2026/02/18/desfile-potente-coloca-uniao-de-marica-entre-favoritas-na-serie-ouro/#respond Wed, 18 Feb 2026 17:31:26 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=225966 Prefeitura destaca desempenho da União de Maricá na Série Ouro e mantém expectativa na conquista do título

A Prefeitura de Maricá ressalta o desempenho da União de Maricá no desfile no Sambódromo e reforça a aposta de que a escola tem todas as condições de conquistar o título da Série Ouro do Carnaval do Rio de Janeiro.

O enredo exaltando a força da mulher preta e a sua centralidade na cultura brasileira mostrou conjunto coeso, alegorias de grande impacto, fantasias bem acabadas e evolução segura. O acidente envolvendo o último carro alegórico – já na dispersão, fora da Avenida – não impacta as chances de vitória, significando 0,2 pontos no quesito.

“A União de Maricá mostrou garra, organização, potência artística e identidade. A cidade se viu representada em alto estilo na avenida”, disse o prefeito Washington Quaquá.

Para a Prefeitura, a consolidação da União de Maricá como protagonista da Série Ouro reflete o investimento contínuo do município na cultura e na economia criativa. O carnaval mobiliza trabalhadores do barracão, costureiras, escultores, aderecistas, músicos e profissionais de diversas áreas, gerando emprego, renda e pertencimento.

Os três membros da escola envolvidos no acidente receberam os cuidados necessários e seguem monitorados pelas equipes de saúde do município.

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Blocos de rua do Rio: guia para entender quem manda na cidade (spoiler: não é o gabinete!) https://www.ocafezinho.com/2026/02/15/blocos-de-rua-do-rio-guia-para-entender-quem-manda-na-cidade-spoiler-nao-e-o-gabinete/ https://www.ocafezinho.com/2026/02/15/blocos-de-rua-do-rio-guia-para-entender-quem-manda-na-cidade-spoiler-nao-e-o-gabinete/#respond Sun, 15 Feb 2026 12:04:34 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=225910 Todo mundo diz que ama o Carnaval de rua do Rio. Mas pouca gente topa encarar o que ele revela sobre a cidade quando a música começa e o asfalto ferve. Entre o bloco que nasce na esquina e o que vira produto turístico, existe uma disputa silenciosa por espaço, grana, pertencimento e memória. Este texto não é guia de folião. É raio-X de uma festa que parece leve, mas pesa — e muito — na forma como o Rio se organiza, lucra, se encontra e se suporta. Se você acha que bloco é só diversão, talvez esteja na hora de olhar de novo.

Por Rollo — criado no meio do batuque e desconfiado de toda “facilidade” que o Carnaval oferece e a cidade depois cobra

(*) Rollo é ator profissional e ex-integrante do Conselho Estadual de Política Cultural do RJ na cadeira do Audiovisual. Atualmente, integra o elenco do espetáculo teatral “O Bem Amado”, de Dias Gomes, ao lado de Diogo Vilela, com direção de Marcus Alvisi.

Se você quer entender o Rio de Janeiro de verdade, faça um favor a si mesmo: desligue o discurso oficial, ignore o telejornal e vá para a rua. De preferência cedo, antes das 8h, quando o sol já está castigando, o gelo já acabou e a dignidade começa a evaporar. O Carnaval de rua do Rio não é entretenimento. É diagnóstico urbano. É pesquisa de campo. É antropologia com cerveja quente.

Aqui vai a tese, em linguagem direta e sem perfume: bloco de rua é a forma mais antiga, mais barata e mais eficaz de ocupar a cidade. É festa, claro. Mas é também política territorial, economia informal em escala industrial, construção de identidade e uma gigantesca assembleia popular sem ata nem microfone. Quem domina a rua, domina o imaginário. Quem não entende isso, acha que Carnaval é só glitter.

Antes de virar produto: quando a rua ainda não tinha sponsor (patrocinador)

Os blocos cariocas surgem no século XIX e se estruturam no início do XX. Cordões, ranchos e bandos de gente com instrumento improvisado e pouca paciência para autoridade. Era carnaval sem grade, sem edital, sem autorização em PDF. O espírito era simples: encontrar os seus, as suas, rir dos poderosos, beber sem pedir licença, dançar até esquecer o resto do ano, beijar na boca.

É nesse ambiente que entra João do Rio com “O Bebê da Tarlatana Rosa”(que virou peça de teatro), uma crônica que continua mais atual que muita threadde rede social. Ali, o cronista já apontava o óbvio: o carnaval é a hora em que a cidade tira a máscara… usando outra máscara. Identidade vira fantasia. Moral vira adereço. Hierarquia vira piada. O tal “bebê” do conto circula pela festa embaralhando gênero, classe e decoro, provando que a ordem social sempre foi mais frágil do que os respeitáveis gostariam. Traduzindo: o Carnaval carioca nunca foi inocente. Sempre foi ambíguo, debochado e perigosamente revelador. Quem acha que “ficou ousado agora” só não leu João do Rio.

Da Praça XI à Lapa, de Santa Teresa a Madureira, a rua virou palco de uma cultura onde o morro desce, o asfalto sobe e todo mundo finge igualdade por alguns dias. Finge. Mas a fantasia ajuda.

O subúrbio nunca parou (mesmo quando ninguém estava olhando)

Enquanto a narrativa oficial insiste em colocar o Carnaval na Zona Sul e no cartão-postal, a engrenagem sempre girou forte no subúrbio e na Zona Norte. Nos anos 1970, em plena ressaca da ditadura, blocos de bairro mantinham a rua viva longe dos fotógrafos. Em Ramos, o Cacique de Ramosconsolidava território cultural. Em Irajá, Méier, Penha, Bangu e Madureira, bandas e cordões saíam com orçamento zero e adesão máxima. Não tinham patrocinador. Tinham comunidade. Não tinham drone. Tinham memória. O subúrbio nunca tratou Carnaval como evento. Tratou como tradição. Como reunião de família ampliada. Como forma de existir na cidade que frequentemente finge que ele não existe. Anos 80 e 90: a cidade em frangalhos, a rua em reconstrução.

Com a redemocratização e a crise urbana dos anos 80, o Rio estava cansado, violento e meio sem rumo. A resposta veio da rua. Blocos voltam com força. Na Zona Sul, surgem referências como Simpatia é Quase Amor, Suvaco do Cristo e o eterno Cordão do Bola Preta. A lógica era simples: sem luxo, sem camarote, sem VIP. Só gente.

Mas enquanto a Zona Sul ganhava manchete, o subúrbio garantia continuidade. Em Madureira, Méier, Penha e Realengo, blocos de bairro mantinham a pulsação. Tá Pirando, Pirado, Pirou. Loucos da Penha. Bandas locais que não viravam trend, mas viravam tradição.

A festa não dependia de visibilidade. Dependia de presença.

Nos anos 90, a cidade começa a se reorganizar. O carnaval de rua cresce devagar, com diversidade. Na orla, novos blocos atraem público. Nos trilhos da Zona Norte e nos bairros afastados, a coisa segue orgânica. Sem edital. Sem influencer. Sem release.

Anos 2000: o boom e a transformação em ativo econômico

A partir dos anos 2000, o Carnaval de rua explode. O que era festa vira marca. O que era encontro vira produto turístico. O que era improviso vira operação logística. Turismo dispara. Marcas investem. Prefeitura regulamenta. Morador reclama. Folião ignora. Os blocos se multiplicam. Na Zona Sul, multidões com patrocínio e mídia. No subúrbio e Zona Norte, novos blocos surgem com organização comunitária e apoio local. Bangu, Padre Miguel, Campo Grande, Santa Cruz, Méier, Madureira. O carnaval se espalha pela cidade inteira. E aí começa a pergunta que ninguém gosta de responder: — quem manda na festa quando ela vira negócio?

O presente: Excel, grade e purpurina

Hoje o carnaval de rua do Rio é uma operação de guerra com trilha sonora. Centenas de blocos oficiais e uma infinidade de blocos espontâneos — os mais interessantes, diga-se.

A situação atual pode ser resumida assim: o carnaval de rua do Rio entrou na fase em que bloco virou marca. Tem patrocinador, cronograma, equipe de produção e até gestor de crise pronto para apagar incêndio que começa com confete e termina em manchete. Nada contra a profissionalização — ela organiza, amplia e paga conta. O problema é que, muitas vezes, quem banca essa engrenagem é justamente a espontaneidade que fez o bloco nascer. A festa cresce, a estrutura cresce, e a liberdade precisa se espremer entre as grades de contenção e o briefing do patrocinador.

No meio disso, a burocracia avança com seu kit completo: alvará, rota autorizada, horário cronometrado, limite de decibéis. A rua precisa caber na planilha. Precisa obedecer ao Excel. Precisa caber no mapa oficial. Só que a rua, por definição, nunca coube. Carnaval que cabe demais vira evento. Carnaval que transborda vira cidade.

A convivência urbana vira teste de resistência. Morador contra folião. Turismo contra rotina. Polícia contra improviso. Cada bloco é uma pequena negociação coletiva sobre quem pode ocupar o espaço público e até que horas. A rua vira arena de tolerância temporária: todo mundo finge que aguenta, porque sabe que passa — mas também sabe que volta no ano seguinte.

Enquanto isso, a economia gira com eficiência impressionante. Camelô lucra. Bar lota. Aplicativo colapsa. A cidade inteira entra em modo faturamento. Só que, no meio da engrenagem, quem sustenta o batuque — ritmistas, músicos, produtores independentes — ainda precisa discutir cachê, estrutura e reconhecimento. A festa movimenta milhões, mas a base continua negociando no grito e no amor ao ofício.

E, apesar de tudo isso, o bloco raiz resiste. Com drone sobrevoando, grade delimitando e marketing patrocinando, ainda existe o grupo que se reúne porque quer estar junto. Do Leme a Santa Cruz, de Ipanema a Madureira, ainda há gente que sai sem roteiro, sem pulseira VIP, sem algoritmo. Com gente de verdade. Com rua de verdade. Com carnaval que ainda insiste em ser encontro antes de ser produto.

O que o bloco revela sobre nós

O bloco é a rede social mais honesta que existe. Não tem filtro. Não tem edição. Não tem botão de silenciar. Ele mostra quem pode ocupar a rua sem medo e quem precisa calcular o caminho. Mostra quem lucra e quem trabalha. Mostra quem é convidado e quem é tolerado. Pertencimento não se compra. Se constrói na convivência. E por que isso importa? Se você ama o Rio, precisa entender o Carnaval de rua como sistema cultural e político. Bloco é formação de público. É economia criativa. É disputa por cidade. É memória viva. Sem bloco, o Rio vira cenário. Com bloco, vira cidade. Sem subúrbio e Zona Norte, nem carnaval existe — só marketing com vista para o mar.

Com glitter, ironia e um pouco de lucidez

O carnaval de rua carioca é barulhento, exagerado, caótico e às vezes insuportável. E ainda bem. Porque é a maior experiência de convivência urbana em larga escala do país. É quando a cidade testa sua própria democracia. Quem pode ocupar? Quem pode cantar? Quem pode lucrar? Quem pode ficar? Se o bloco ainda sai, é porque a rua ainda resiste. E se a rua resiste, a cidade ainda respira.

Resumo direto para quem quer pertencer: se você leu até aqui, já entendeu. Se concorda, compartilha. Se discorda, compartilha também. Mas, sobretudo: no Carnaval vá para a rua! O Carnaval do Rio não precisa de plateia. Precisa de gente! Boa folia!


(*) Rollo é ator profissional e ex-integrante do Conselho Estadual de Política Cultural do RJ na cadeira do Audiovisual. Atualmente, integra o elenco do espetáculo teatral “O Bem Amado”, de Dias Gomes, ao lado de Diogo Vilela, com direção de Marcus Alvisi.

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PT aposta em Zé de Abreu como rosto da campanha no Rio https://www.ocafezinho.com/2026/02/05/pt-aposta-em-ze-de-abreu-como-rosto-da-campanha-no-rio/ https://www.ocafezinho.com/2026/02/05/pt-aposta-em-ze-de-abreu-como-rosto-da-campanha-no-rio/#respond Fri, 06 Feb 2026 01:22:41 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=225498 Ator aceita desafio político, retoma militância iniciada na juventude e vira principal rosto do partido na campanha fluminense

O desejo de ocupar um cargo eletivo nunca desapareceu completamente da vida de José de Abreu. Ele apenas ficou adormecido. A semente foi plantada ainda em 1968, em meio ao clima efervescente da resistência à ditadura militar. Naquele período, o então estudante de Direito da PUC-SP participou ativamente de protestos e mobilizações pelas ruas de São Paulo.

Com o passar do tempo, no entanto, a carreira artística falou mais alto. O teatro, o cinema e, sobretudo, a televisão se tornaram prioridades. Décadas depois, aos 80 anos, o ator decidiu retomar aquele sonho interrompido. Agora, ele entra oficialmente na disputa eleitoral como candidato a deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores no Rio de Janeiro.

O convite partiu de Washington Quaquá, vice-presidente nacional do PT e prefeito de Maricá. Além da relação política, a amizade entre os dois pesou na decisão. O movimento também se encaixa na estratégia do partido de fortalecer sua nominata com nomes de grande reconhecimento público.

A decisão de trocar os palcos pelo Parlamento não veio de forma impulsiva. Antes de aceitar o desafio, José de Abreu buscou ouvir figuras centrais da história recente do PT. Entre elas, o ex-ministro José Dirceu teve papel relevante no processo.

Amigos de longa data, os dois dividiram não apenas afinidades políticas, mas também experiências duras durante o período da repressão militar. Dirceu, visto por muitos como um estrategista experiente da legenda, funcionou como uma espécie de conselheiro informal.

Somente após esse circuito de conversas, o ator deu resposta positiva a Quaquá. O dirigente petista, por sua vez, não escondeu o entusiasmo com a adesão do artista ao projeto eleitoral do partido no estado.

— Zé é um grande nome da arte e da cultura nacional. Na Câmara, qualificará o debate e dará uma enorme contribuição ao Brasil — resumiu.

Protagonismo na campanha e presença constante na mídia

A candidatura de José de Abreu não seguirá um formato convencional. Por decisão estratégica do comando estadual do PT, ele assumirá um papel central na comunicação da legenda. A ideia é utilizá-lo como âncora dos programas eleitorais no rádio e na televisão no Rio de Janeiro.

Na prática, isso significa uma presença quase permanente nos espaços de propaganda partidária. A aposta é clara: associar a imagem de um artista popular, conhecido por posições firmes, ao discurso político do partido no estado.

Essa estratégia dialoga com a trajetória do ator, acostumado a ocupar posições de destaque em produções audiovisuais. Ao longo da carreira, ele protagonizou dezenas de novelas e se consolidou como um rosto familiar para milhões de brasileiros.

O contexto profissional também facilitou a decisão. Atualmente, José de Abreu não mantém contrato fixo com a TV Globo, emissora onde construiu boa parte de sua trajetória. Essa liberdade contratual ampliou sua margem de atuação pública e política.

Hoje, o ator se dedica a projetos no teatro e a produções para plataformas de streaming, como a Netflix. Essa agenda mais flexível permite conciliar compromissos artísticos com a intensa rotina de uma campanha eleitoral.

Além disso, sua atuação nas redes sociais ampliou sua projeção no debate político nacional. Mesmo sem filiação partidária ativa até agora, Abreu se tornou uma voz frequente contra o bolsonarismo, o que o aproximou de setores da militância de esquerda.

A presença digital combativa também trouxe consequências. O ator acumula ações judiciais movidas por adversários políticos, em sua maioria ligados ao campo conservador. As acusações, em geral, envolvem supostos crimes de calúnia e difamação.

Entre os autores das ações estão nomes conhecidos do bolsonarismo, como Michelle Bolsonaro e o ex-procurador Deltan Dallagnol. Longe de recuar, José de Abreu costuma tratar o tema com ironia e bom humor.

— Diga-me quem te processa que direi quem tu és — comenta, ao relembrar os processos.

Agora, essa postura combativa migra do ambiente virtual para o terreno institucional. Com a candidatura, o ator transforma sua militância difusa em um projeto político formal, alinhado ao PT e ao campo progressista, em uma tentativa de fortalecer o debate público e ampliar a representação da esquerda no Congresso Nacional.

Com informações de Agênda do Poder*

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Maricá lança Advoga Social e amplia acesso à Justiça https://www.ocafezinho.com/2026/01/22/marica-lanca-advoga-social-e-amplia-acesso-a-justica/ https://www.ocafezinho.com/2026/01/22/marica-lanca-advoga-social-e-amplia-acesso-a-justica/#respond Thu, 22 Jan 2026 21:20:56 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=224920 Política pública inédita oferece orientação e assistência jurídica digital gratuita, reduz a sobrecarga da Defensoria Pública e prioriza cidadãos em vulnerabilidade social

A Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria de Justiça e Cidadania, em parceria com a OAB-RJ e a OAB Maricá, lançou nesta quinta-feira (22/01), no Cine Henfil, o programa Advoga Social. A política pública inédita amplia o acesso à Justiça e promove cidadania para a população em situação de vulnerabilidade social.

“Justiça social é um direito de toda a população e estamos viabilizando isso por meio do programa Advoga Social. A iniciativa vai auxiliar o cidadão a resolver suas pendências jurídicas e também obter orientações”, destacou o vice-prefeito João Maurício de Freitas.

O programa oferece orientação e assistência jurídica digital, gratuita e qualificada, contribuindo para reduzir a sobrecarga da Defensoria Pública. Os casos serão encaminhados a advogados e advogadas moradores de Maricá, devidamente credenciados, para acompanhamento de processos judiciais, demandas administrativas e atendimentos em áreas como Família, Saúde e Previdenciária.

“É um momento histórico para Maricá. Este trabalho é motivado por um juramento que todo advogado faz ao conquistar sua carteira da OAB: o compromisso com a justiça social. Com o Advoga Social, conseguimos levar os serviços jurídicos a quem mais precisa. Pessoas que buscam aposentadoria, tratamento médico ou enfrentam outras demandas poderão contar com esse apoio”, explicou o secretário de Justiça e Cidadania, Eduardo Carlos de Souza.

A presidente da OAB-RJ, Ana Tereza Basílio, ressaltou a relevância da iniciativa. “É uma conquista da advocacia, mas, sobretudo, da cidadania. Maricá demonstra sensibilidade social ao reconhecer o papel fundamental de advogadas e advogados na promoção do acesso à Justiça. O Advoga Social vai permitir um atendimento jurídico mais rápido e digno para quem mais precisa, fortalecendo a atuação da OAB na defesa dos direitos fundamentais”, afirmou.

Além de ampliar o acesso à Justiça, o Advoga Social fortalece a advocacia maricaense, com atenção à jovem advocacia, gerando oportunidades de renda e inserção profissional. O edital de credenciamento de advogados e advogadas será lançado nesta sexta-feira (23/01).

Durante o evento, foi assinado o termo de cooperação institucional, formalizando a integração entre o poder público. O documento contou com as assinaturas do vice-prefeito João Maurício de Freitas; do secretário de Justiça e Cidadania, Eduardo Carlos de Souza; da chefe de gabinete, Dayrlene Costa; da presidente do Banco Mumbuca, Manuela Mello; e do delegado titular da 82ª DP, Cláudio Vieira.

Como funciona o Advoga Social

O atendimento é realizado de forma totalmente digital, por meio do site https://advoga.marica.rj.gov.br. Na plataforma, o cidadão faz um relato escrito da sua demanda jurídica, que é analisada pela equipe técnica e encaminhada a um advogado ou advogada especialista na área.

Os profissionais credenciados no programa serão remunerados em moeda social Mumbuca, integrando o Advoga Social às políticas públicas do município e fortalecendo a economia local.

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Operação fecha ferros-velhos e mira roubo de cabos em cidade do Rio https://www.ocafezinho.com/2026/01/21/operacao-fecha-ferros-velhos-e-mira-roubo-de-cabos-em-cidade-do-rio/ https://www.ocafezinho.com/2026/01/21/operacao-fecha-ferros-velhos-e-mira-roubo-de-cabos-em-cidade-do-rio/#respond Wed, 21 Jan 2026 14:41:24 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=224803 Ação conjunta da Prefeitura e da Polícia Civil apreende cabos e equipamentos públicos, identifica furto de energia e reforça combate à receptação em Maricá

A Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria de Energias Renováveis e Iluminação Pública, participou na manhã desta terça-feira (20/01) de uma ação conjunta com a Polícia Civil para combater o roubo de cabos e materiais elétricos públicos no município. A operação ocorreu em dois ferros-velhos no bairro de Inoã, onde foram apreendidos diversos itens furtados, como cabos, refletores, luminárias de alumínio, carcaças de reator, quadros de energia e postes, além da constatação de furto de energia em um dos estabelecimentos.

Em um dos ferros-velhos, uma pessoa foi autuada por furto de energia e também está sendo investigada por portar equipamento patrimoniado da Cedae. Segundo a Polícia Civil, há investigações em andamento e uma operação contínua voltada ao combate ao furto de patrimônios públicos no município.

Um levantamento feito pela Secretaria de Energias Renováveis e Iluminação Pública mostrou que os materiais apreendidos são semelhantes aos utilizados na iluminação pública da cidade. O impacto financeiro causado por esses furtos foi estimado em cerca de R$ 1 milhão apenas em 2025. As ocorrências atingem bairros como Araçatiba, Bambuí, Boqueirão, Itaipuaçu e Inoã, além de pontos estratégicos como a RJ-106, calçadões e áreas com postes decorativos. No ano passado, aproximadamente 20 mil metros de cabos foram roubados.

“Mesmo diante desses crimes, a Prefeitura não deixa a população ser prejudicada. Essa operação mostra que o poder público está atuando de forma firme e integrada. Além de repor o material furtado, estamos trabalhando para reprimir a receptação e desarticular quem lucra com o furto do patrimônio público”, afirmou a secretária de Energias Renováveis e Iluminação Pública, Verônica Costa.

Segundo a Polícia Civil, entre o fim de 2025 e o início de 2026, são agora seis ferros-velhos fechados na cidade em decorrência dessas ações de fiscalização. A população é orientada a denunciar casos de furto ou vandalismo pelos canais: Polícia Militar (190), Disque Denúncia (2253-1157), Secretaria de Iluminação (21 99649-5256 / WhatsApp 21 99673-7511) ou pelo Instagram @iluminacaomarica.

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Lapa: aqui não é Friendly. Aqui é Real https://www.ocafezinho.com/2026/01/20/lapa-aqui-nao-e-friendly-aqui-e-real/ https://www.ocafezinho.com/2026/01/20/lapa-aqui-nao-e-friendly-aqui-e-real/#respond Tue, 20 Jan 2026 09:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=224770 (*) Rollo é ator profissional e ex-integrante do Conselho Estadual de Política Cultural do RJna cadeira do Audiovisual. Atualmente, integra o elenco do espetáculo teatral “O Bem Amado”, de Dias Gomes, ao lado de Diogo Vilela, com direção de Marcus Alvisi

Por Rollo — escrevendo direto da calçada da Lapa, onde o agora não espera, o passado não se comporta e a cidade ainda acontece antes de virar legenda


A Lapa não é “point”, nem “circuito”, nem “friendly”. A Lapa é território. Ali ninguém pede desculpa por existir, ninguém pede licença pra beijar na boca e ninguém precisa provar que é “do bem” pra entrar. Antes do marketing arco-íris, antes do pix, antes da moral seletiva, a Lapa já era gay por sobrevivência, por mistura e por desejo. Quem entende isso, fica. Quem não entende, chama de bagunça. E talvez esteja certo — porque foi nessa bagunça organizada que muita gente aprendeu, pela primeira vez, que viver fora do armário também pode ser viver no mundo.

A Lapa, no Rio de Janeiro, nunca dormiu direito. Ela cochila. E cochilar, convenhamos, é muito mais inteligente que dormir. Dormir é luxo burguês. Cochilar é estratégia de sobrevivência. Um olho fechado, o outro aberto, sempre desconfiado — como quem já foi acordada à força, com cassetete moral, decreto higienista e sermão fora de hora. Quem anda por ali à noite sente: o chão fala. E não é metáfora poética pra disfarçar texto ruim. É sensação física mesmo. O calçamento range. As paredes escutam. Cada esquina já viu coisa demais pra fingir inocência. Cada bar sabe histórias que jamais passariam num edital, muito menos num post institucional com fonte neutra.

A Lapa é o lugar onde o Rio arrancou a fantasia de cidade-cartão-postal, jogou no chão e decidiu viver sem pedir desculpa. Sem legenda. Sem filtro. Sem “conteúdo patrocinado”. Talvez por isso ela tenha virado o que virou: o maior território LGBT do Brasil. Não por decreto. Não pelo pink-money. Mas por insistência e teimosia organizada. Ali, gente rica divide calçada com quem não tem CEP fixo. Corpo branco dança com corpo preto sem pedir autorização ao algoritmo. Nordeste conversa com Zona Sul sem apresentar currículo. Artista, trabalhador informal, drag, ator, prostituta, estudante, político discretamente enrustido, turista curioso — todo mundo misturado como a cidade nunca ousou misturar de dia. E não é mistura decorativa. É mistura de verdade.

A Lapa é território assumidamente gay. Não “gay-friendly”. Não “tolerante”. Gay mesmo. Onde todas, todos e todes se cruzam, se reconhecem, se olham sem legenda e — pasme — se desejam. Onde beijo na boca não pede autorização. Onde mãos se encontram sem desculpa. Onde a pegação acontece como linguagem social, e o que alguns chamariam de dogging aparece menos como fetiche importado e mais como sinal de uma cidade que ainda permite o encontro real. Onde, depois do riso, do drink barato, da música alta e da conversa atravessada, muita gente simplesmente parte junta para algum outro lugar — qualquer lugar — para o exercício simples, ancestral e político do amor carnal consentido.

Sem culpa. Sem encenação. Sem pedir desculpa à moral alheia. A Lapa virou um mundo real, não um gueto. E isso incomoda profundamente. Porque não é “bairro temático”. Não tem curadoria. Não tem regra clara. É vida acontecendo no improviso: com falha, atraso, gargalhada fora de hora, beijo torto, língua rápida, promessa que talvez não se cumpra e ressaca moral no dia seguinte.

Madame Satã passa por aqui

Madame Satã / Walter Firmo / Instituto Moreira Salles
Madame Satã / Walter Firmo / Instituto Moreira Salles

Se existe um espírito que entende a Lapa, esse espírito atende por Madame Satã. João Francisco dos Santos atravessou o século XX como quem atravessa um ringue depois de uma noite mal dormida: apanhando, revidando, tropeçando, dançando — e ainda saindo de salto. Negro. Pobre. Gay. Nordestino. Um erro estatístico para o Brasil oficial. Na Lapa, virou mito. Madame Satã não queria ser símbolo. Não pediu placa. Não solicitou homenagem póstuma. Ele só queria existir do jeito dele — o que, naquele país, já era crime suficiente. Seu corpo virou manifesto sem precisar escrever tese. A performance virou proteção. A audácia virou método de sobrevivência. Quando a polícia batia, ele ficava. Quando a moral apontava o dedo, ele rebolava. Quando mandavam calar, ele cantava mais alto — às vezes desafinado, mas nunca em silêncio. Isso não é folclore. É fundação. A Lapa não nasceu boêmia por acaso. Ela foi construída na base do enfrentamento elegante, da ironia afiada e da cafajestagem necessária. Foi ali que a vida gay carioca aprendeu a se organizar antes de saber que isso se chamava política, quando política ainda era palavra feia e orgulho era artigo de luxo. Bares mudavam de nome. Portas mudavam de lugar. Entradas viravam fundos. Senhas circulavam em sussurros dignos de filme noir tropical. O risco era constante. Mas o desejo era maior. Desejo de corpo. Desejo de encontro. Desejo de não viver escondido.

A Lapa ensinou uma lição que o Brasil ainda se recusa a aprender: mistura não enfraquece — fortalece. Por isso virou esse território vivo, pulsante, contraditório, às vezes sujo, às vezes bonito demais pra caber numa foto quadrada. Um espaço onde a comunidade LGBT não ficou isolada numa redoma higienizada, mas misturada ao mundo, com todas as tensões, conflitos, amores improváveis, transas possíveis, quedas feias e ressacas emocionais que isso implica. E talvez por isso mesmo a Lapa seja tão atacada. Tão romantizada. Tão mal compreendida.

Uma estátua para quem nunca se curvou

Às vezes penso — e aqui não tem nada de ironia — que a Lapa devia marcar os 50 anos da morte de Madame Satã do jeito certo: com uma estátua dele, iluminada cenicamente, na Praça Luana Muniz — aquele pedaço de chão que antes se chamava Praça João Pessoa, mas que a própria Lapa tratou de rebatizar com mais verdade histórica. Em pé. Corpo erguido. Nada de pose de herói clássico. Nada de verniz monumental. Até porque a Lapa já entende bem de santos fora do catecismo. Ali, aos pés dos Arcos, existe um santuário dedicado a Zé Pelintra, malandro de paletó branco, gravata vermelha e ética própria. Faltaria apenas esse outro guardião da noite. Uma estátua menos para congelar o mito e mais para lembrar o método. Um recado silencioso — porém bem claro — para quem passa, para quem governa, para quem insiste em higienizar a cidade: esse território existe porque alguém ousou existir quando isso ainda dava cadeia, tapa e silêncio forçado.

O que a Lapa nos devolve

E talvez seja por isso que, doa a quem doer, a Lapa seja melhor que a Farme de Amoedo. Porque ali ninguém faz carão permanente como se estivesse num catálogo humano esperando aprovação. Ninguém mede valor em PIX, em networking, em quem é “bem relacionado” ou “bem resolvido espiritualmente”. Na Lapa, o corpo chega antes da pose. O afeto vem antes da moral. O desejo vem antes da explicação. Ninguém pergunta quanto você ganha — pergunta se você fica. Se fica mais um pouco. Se atravessa a rua junto. Se continua a noite em outro lugar qualquer. É imperfeita. Ruidosa. Desigual. Às vezes dura. Às vezes perigosa. Mas é real. E num país que insiste em transformar tudo em vitrine, a Lapa segue sendo território. Não cenário. Não passarela. Território vivo. Onde Madame Satã não seria atração turística com horário marcado — seria só mais um, beijando na boca, rindo torto, sumindo na esquina, como quem nunca foi embora.


(*) Rollo é ator profissional e ex-integrante do Conselho Estadual de Política Cultural do RJna cadeira do Audiovisual. Atualmente, integra o elenco do espetáculo teatral “O Bem Amado”, de Dias Gomes, ao lado de Diogo Vilela, com direção de Marcus Alvisi.

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Menos burocracia coloca Maricá entre as líderes para novos negócios no RJ https://www.ocafezinho.com/2026/01/16/menos-burocracia-coloca-marica-entre-as-lideres-para-novos-negocios-no-rj/ https://www.ocafezinho.com/2026/01/16/menos-burocracia-coloca-marica-entre-as-lideres-para-novos-negocios-no-rj/#respond Fri, 16 Jan 2026 18:00:38 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=224623 Cidade alcança a 4º posição no Rio de Janeiro e reforça seu papel como polo de oportunidades para quem quer empreender

Maricá celebra um marco importante. A cidade agora figura entre as mais ágeis do estado do Rio de Janeiro para quem quer iniciar um negócio. Esse progresso reflete esforços concretos da administração local. Além disso, ele atrai olhares de investidores e fortalece a economia da região.

A Prefeitura de Maricá, através da Secretaria de Gestão Tributária e Fiscal, anuncia o feito. Pela primeira vez, o município alcança a quarta posição no ranking estadual de velocidade na abertura de empresas. O Centro de Liderança Pública (CLP) elaborou essa lista. Portanto, Maricá supera sua marca anterior e sobe um degrau no estado.

No panorama maior, a cidade ocupa o 15º lugar na Região Sudeste. Nacionalmente, ela se posiciona em 118º entre mais de cinco mil municípios. Esses números mostram um caminho positivo. Eles incentivam mais empreendedores a escolherem Maricá.

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Crescimento expressivo em novos negócios

Recentemente, a Junta Comercial registrou um salto significativo. O número de empresas abertas na cidade cresceu 23% em relação a 2024. Essa expansão não surge por acaso. A desburocratização acelera os processos. Assim, Maricá se torna um polo atraente para investimentos.

Empresários economizam tempo e dinheiro. Consequentemente, o ambiente de negócios floresce. Mais empresas significam mais vagas de emprego. E isso beneficia diretamente as famílias locais. No entanto, o foco vai além dos números. Ele prioriza o desenvolvimento sustentável.

Políticas públicas inovadoras impulsionam essa mudança. Elas integram órgãos responsáveis e simplificam trâmites. Dessa forma, o município reduz barreiras. Empreendedores enfrentam menos obstáculos. Portanto, a cidade constrói um futuro mais próspero para todos.

Visão da secretária sobre as conquistas

Lawrice Souza, secretária de Gestão Tributária e Fiscal, destaca os motivos do sucesso. Ela enfatiza o compromisso com melhorias. “Esse resultado é fruto de uma política pública voltada à desburocratização, à modernização da gestão tributária e, sobretudo, à economia de tempo e de recursos. A integração entre os órgãos envolvidos na abertura de empresas e a simplificação dos procedimentos tornaram o município mais ágil e eficiente, reduzindo custos para quem empreende, fortalecendo o ambiente de negócios e contribuindo diretamente para a geração de emprego e renda na cidade”, frisou a secretária de Gestão Tributária e Fiscal Lawrice Souza.

Suas palavras reforçam o impacto social. Além disso, elas inspiram outras cidades a seguirem o exemplo. Políticas como essas promovem igualdade de oportunidades. Elas ajudam pequenos empreendedores a prosperarem.

Detalhes do ranking do CLP

O Centro de Liderança Pública divulgou os dados nos Rankings de Competitividade dos Estados e dos Municípios. Essas ferramentas analisam capacidades administrativas. Elas visam melhorar o bem-estar da população.

Interessados consultam o ranking completo no site https://rankingdecompetitividade.org.br/municipios/. Lá, encontram análises detalhadas. Assim, cidadãos acompanham o progresso de suas cidades.

O CLP busca fomentar boas práticas. Consequentemente, estados e municípios competem de forma saudável. Maricá exemplifica como ações locais geram resultados amplos. No fim das contas, o foco permanece no povo. Empregos e renda elevam a qualidade de vida. E isso constrói comunidades mais fortes.

Com informações de Maricá*

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MEU MUNDO É HOJE (E O CALOR NÃO ESPERA!) https://www.ocafezinho.com/2026/01/06/meu-mundo-e-hoje-e-o-calor-nao-espera/ https://www.ocafezinho.com/2026/01/06/meu-mundo-e-hoje-e-o-calor-nao-espera/#respond Tue, 06 Jan 2026 11:31:17 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=224130 Nunca fui bom em retrospectiva. Sempre chego atrasado pro balanço e cedo demais pro arrependimento. Enquanto todo mundo revisa o ano, eu prefiro olhar pro dia — principalmente se ele estiver acontecendo no Rio

Por Rollo — mais atento ao agora do que ao ontem que passou, mais quente que o asfalto do Rio ao meio-dia, e escrevendo verdades que não gostam de retrospectiva


Não sei fazer retrospectiva. Nunca soube. E, sendo honesto, nunca tentei de verdade — pelo menos não pra uma coluna d’O Cafezinho, que certamente algumas pessoas vão ler (e outras vão fingir que não, mas ler também). Retrospectiva exige ordem, cronologia, causa e efeito. E a vida, convenhamos, raramente colabora com esse tipo de organização.

Deixei passar o Natal. Não por trauma, nem por revolta — simplesmente porque não tinha muito o que dizer. Não fui visitado por três fantasmas, não reencontrei primos distantes, não tive revelações místicas ao redor da mesa. Foi só comer, beber e dormir, de boa, com outra família que me adotou. Natal. E tudo bem.

Ano Novo? Aí piora! Todo mundo resolve fazer balanço geral da existência como se estivesse fechando planilha: “aprendi”, “evoluí”, “deixei pra trás”, “vou focar”. Mentira coletiva com fogos de artifício. O réveillon é mais promessa do que fato. E promessa demais me dá alergia.

Pensei em Santos Reis. Vai que… Afinal, eu mesmo, já depois dos quarenta, fui Rei Mago no cinema. Não é todo mundo que pode dizer isso sem ironia. Mas mesmo ali, confesso: o passado me olha com carinho, mas não me puxa pela manga.

A verdade é simples — e Paulinho da Viola já avisou com imagem, som e sabedoria suficientes pra encerrar o assunto: meu mundo é hoje. Não é ontem revisitado. Não é amanhã projetado. É agora. É o corpo acordando (depois do meio-dia, por favor). É a rua pulsando. É o dia pedindo resposta imediata.

E viver isso no Rio de Janeiro — ah… isso muda tudo. Porque o Rio não combina com retrospectiva. O Rio exige presença. É a cidade mais sexy do Brasil não só pelo sol e pelas formas, mas pelo jeito. Aqui, o tempo não anda em linha reta: ele sua, ele improvisa, ele te chama pra fora. O Rio não pergunta como foi seu ano. Ele pergunta: “Qual foi, mané?”

Aqui, a vida acontece antes de ser organizada. O calor não espera balanço. O mar não pede planejamento estratégico. O encontro não marca hora com antecedência emocional.

Então não, não tenho retrospectiva. Tenho o dia. Tenho o agora. Tenho esse presente meio torto, meio bonito, meio exagerado — do jeito que o Rio gosta. E se alguém estranhar, paciência. Meu mundo não é ontem. Meu mundo não é amanhã. Meu mundo é hoje.

Trilha sonora para sonorizar o artigo:

EM TEMPO: O O “cabeça-de-laranja” não tá nem aí pro tráfico internacional de drogas. Senão não promoveria aquelas festinhas, que foram denunciadas há bem pouco tempo, e onde certamente não foram servidas drogas de alguma boca carioca. Ele quer o petróleo que tem bem debaixo do solo venezuelano – que é o mesmo que passa pela Amazônia, vindo da Costa brasileira e que ele não conseguiu pegar com a ajuda do homúnculo Jair. E ainda tem bozolóides que se dizem patriotas, “defendem a democracia” e aplaudem a invasão americana.

RolloCompressor

(*) Rollo é ator profissional e ex-integrante do Conselho Estadual de Política Cultural do RJ na cadeira do Audiovisual. Atualmente, integra o elenco do espetáculo teatral “O Bem Amado”, de Dias Gomes, ao lado de Diogo Vilela, com direção de Marcus Alvisi.

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Artigo da Folha ressalta avanço da segurança pública em Maricá https://www.ocafezinho.com/2025/12/12/artigo-da-folha-ressalta-avanco-da-seguranca-publica-em-marica/ https://www.ocafezinho.com/2025/12/12/artigo-da-folha-ressalta-avanco-da-seguranca-publica-em-marica/#respond Fri, 12 Dec 2025 18:30:01 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=223058 Artigo assinado pelo prefeito Washington Quaquá (PT) na Folha de S.Paulo evidencia como Maricá combina ações sociais, tecnologia e presença institucional para fortalecer a segurança pública

A atuação de Maricá em políticas públicas integradas à segurança ganhou destaque nacional nesta sexta-feira, dia 12, com a publicação de um artigo assinado pelo prefeito Washington Quaquá no jornal Folha de S.Paulo. O texto evidencia como o município vem combinando ações sociais, presença institucional e investimentos em tecnologia e prevenção como parte de uma estratégia mais ampla de segurança pública.

No artigo, o prefeito contextualiza o debate nacional e destaca a necessidade de uma abordagem mais realista e integrada. “Segurança pública é um tripé, com três eixos que não são opções ideológicas, mas partes de uma mesma estratégia”, pontua. A publicação ressalta o papel decisivo dos municípios na construção de ambientes seguros e socialmente protegidos, perspectiva que Maricá já vem aplicando de forma avançada nos últimos anos.

Maricá como referência em políticas combinadas

O texto mostra como a segurança pública pode ser fortalecida por políticas sociais robustas. “Em Maricá, construímos uma rede de políticas sociais, com mobilidade gratuita, renda básica municipal e inclusão produtiva. Segurança não se faz só com viatura”, pondera.

O prefeito cita ainda que disputas simbólicas dentro das comunidades, antes dominadas pela imagem do crime como sinônimo de “sucesso”, vêm sendo substituídas por novas referências, como os estudantes do Passaporte Universitário, programa que permite que jovens da periferia ingressem no ensino superior. “Em Maricá, muitos deles hoje são médicos atendendo sua própria comunidade”.

O texto publicado pela Folha de S. Paulo cita iniciativas práticas implementadas pela Prefeitura de Maricá que fortalecem o ecossistema de segurança no território, como o reforço da Guarda Municipal, com ampliação do efetivo, capacitação contínua e novos equipamentos; o Centro de Operações de Maricá (COM), que integra monitoramento urbano e resposta rápida com tecnologia e equipes especializadas; a Defesa Civil estruturada, com sistemas de alerta, ações de prevenção, mapeamento de risco e reassentamento seguro de famílias vulneráveis; iluminação pública em LED, ampliada para melhorar a sensação de segurança e qualificar o espaço urbano; políticas sociais estruturantes, como o Tarifa Zero, a Renda Básica de Cidadania com moeda Mumbuca, e programas de formação profissional, todos citados no artigo como pilares do segundo eixo da estratégia nacional de segurança defendida pelo prefeito.

O artigo também destaca a importância da atuação integrada entre estados, União e municípios na asfixia financeira de organizações criminosas e na retomada do controle territorial pelo Estado. “Não há contradição entre defender direitos humanos e defender a presença firme do Estado”, afirma.

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Cidade do Rio estende tarifa zero às vans locais https://www.ocafezinho.com/2025/12/11/cidade-do-rio-estende-tarifa-zero-as-vans-locais/ https://www.ocafezinho.com/2025/12/11/cidade-do-rio-estende-tarifa-zero-as-vans-locais/#respond Thu, 11 Dec 2025 16:28:59 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=222953 Prefeitura de Maricá anuncia que, a partir de 5 de janeiro de 2026, todas as vans municipais serão gratuitas, ampliando o acesso ao transporte público em diversos bairros

A Prefeitura de Maricá, por meio da Empresa Pública de Transportes (EPT), vai ampliar o programa Tarifa Zero com a inclusão das vans municipais totalmente gratuitas. O anúncio foi feito pelo prefeito Washington Quaquá na noite desta quarta-feira (10/12). A partir do dia 5 de janeiro de 2026, qualquer pessoa poderá utilizar as vans sem pagar passagem, sem necessidade de cadastro ou do Cartão Mumbuca Transporte.

“Há 16 anos, as vans em Maricá eram proibidas de entrar na cidade. Agora, nós vamos colocar a van Tarifa Zero, assim como fizemos com os ônibus. Mais à frente, o objetivo é termos a frota elétrica. Mas, a partir de janeiro, as vans já serão gratuitas”, afirmou Quaquá.

Iniciativa prevê ainda a futura transição para frota elétrica, consolidando Maricá como referência nacional em mobilidade sustentável e inclusiva / Reprodução

A medida segue o modelo já consolidado com os ônibus Vermelhinhos, que circulam gratuitamente há 11 anos e se tornaram referência nacional em mobilidade urbana. A política pioneira garante economia direta para a população, fortalece o comércio local e facilita o acesso ao trabalho, à educação e aos serviços públicos, sendo hoje um dos maiores sistemas de Tarifa Zero do país.

Com a mudança, Maricá passa a contar com três modais municipais totalmente gratuitos (ônibus, bicicletas e vans), ampliando o alcance do transporte público, especialmente em bairros onde as vans são a principal alternativa de deslocamento. A Prefeitura também projeta avanços futuros, com a transição para uma frota elétrica.

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Alerj revoga prisão de Rodrigo Bacellar e dispara reações no Rio https://www.ocafezinho.com/2025/12/08/alerj-revoga-prisao-de-rodrigo-bacellar-e-dispara-reacoes-no-rio/ https://www.ocafezinho.com/2025/12/08/alerj-revoga-prisao-de-rodrigo-bacellar-e-dispara-reacoes-no-rio/#respond Mon, 08 Dec 2025 20:37:02 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=222759 A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro votou nesta segunda-feira (8) a favor da revogação da prisão preventiva do presidente da Casa, Rodrigo Bacellar (União Brasil). A decisão, aprovada por 42 votos a 21 (com duas abstenções), restabelece a liberdade do parlamentar, detido na última quarta-feira (3) em operação da Polícia Federal.

A suspensão da prisão ocorre no contexto da investigação da Operação Unha e Carne, que apura o vazamento de informações sigilosas de outra operação, a Operação Zargun — deflagrada em setembro e que resultou na prisão de um antigo deputado estadual acusado de envolvimento com o crime organizado.

De acordo com a Polícia Federal, Bacellar teria repassado dados sigilosos a esse ex-parlamentar, orientando inclusive a destruição de provas. A ação policial foi autorizada por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que também determinou o seu afastamento da presidência da Alerj.

Na manhã da mesma segunda-feira, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Alerj aprovou o parecer que recomendava a revogação da prisão — em votação apertada. Em seguida, o plenário do Legislativo referendou a decisão.

A votação demonstrou alinhamentos partidários claros: todos os deputados presentes do União Brasil, partido de Bacellar, votaram pela soltura. Também apoiaram a revogação membros do PP, Solidariedade, Republicanos, e siglas de centro-direita e direita menores. No PL, 14 deputados votaram “sim” e 3 “não”. Dentro da oposição, o PT registrou cinco votos contra e apenas um a favor; o PSD teve 3 votos contrários e 2 favoráveis; e siglas de esquerda como PSOL, PSB e PCdoB votaram integralmente contra a proposta.

Com a revogação, o caso volta à esfera do STF. A expectativa é de que o ministro Alexandre de Moraes decida a manutenção de medidas cautelares, como o afastamento definitivo de Bacellar da presidência da Alerj.

A saída do deputado representa um desfecho parcial para os trâmites da investigação da Unha e Carne, mas a acusação de vazamento e obstrução de justiça permanece. Até o momento, não há confirmação pública de restituição de mandado de prisão ou revisão das demais medidas cautelares.

Para alguns partidos e deputados, o resultado da votação reflete uma “blindagem institucional” entre aliados políticos — em especial os que têm histórico de trânsito entre Executivo e Legislativo no estado. Para outros, representa um risco institucional, ao enfraquecer instrumentos de combate a crimes que envolvem agentes públicos.

Enquanto isso, a investigação da Operação Zargun continua em curso, com autoridades federais buscando demonstrar se houve ramificações entre agentes públicos e organizações criminosas. A revogação da prisão de Bacellar não interrompe esses inquéritos, mas transforma o cenário político e demanda novas etapas de deliberação dentro do STF.

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Deputados do Rio enfrentam forte pressão pública no caso Bacellar https://www.ocafezinho.com/2025/12/08/deputados-do-rio-enfrentam-forte-pressao-publica-no-caso-bacellar/ https://www.ocafezinho.com/2025/12/08/deputados-do-rio-enfrentam-forte-pressao-publica-no-caso-bacellar/#respond Mon, 08 Dec 2025 15:23:06 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=222717 A CCJ da Alerj iniciou a análise sobre a manutenção da prisão de Rodrigo Bacellar, em meio a uma das maiores crises institucionais recentes do Legislativo fluminense

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro abriu, na manhã desta segunda-feira (8), um dos processos mais tensos da Casa nos últimos anos: a análise sobre a manutenção da prisão do deputado e presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, detido na semana passada por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O debate, que deveria ter começado ainda na sexta-feira, foi postergado após o presidente da CCJ, deputado Rodrigo Amorim (União Brasil), acionar o artigo 268-B do regimento interno, garantindo à defesa o prazo de 48 horas para apresentar suas alegações. A justificativa adiou apenas o inevitável: a entrada da crise institucional no centro da pauta do Legislativo fluminense.

Amorim vota pela soltura e obriga comissão a produzir parecer

Logo na abertura da sessão desta segunda, Rodrigo Amorim surpreendeu parte dos presentes ao votar pela soltura do colega. Segundo ele, a análise deveria ser estritamente técnica e transparente, “para que todos possam acompanhar”.

Seu voto, contudo, teve um efeito imediato no rito: como o processo só seria encerrado na própria CCJ se houvesse unanimidade pela manutenção da prisão, a divergência obriga agora a elaboração de um Projeto de Resolução. Esse documento deverá indicar ao plenário se Bacellar deve seguir preso e afastado do mandato — ou se a Casa considera necessário relaxar a prisão.

O parecer, que ainda será redigido por um relator escolhido entre os sete integrantes da comissão, funciona como a posição oficial da CCJ sobre a decisão do ministro Alexandre de Moraes. Embora tenha peso político, o texto não vincula o plenário.

Caminho até o plenário

A votação final está marcada para as 15h desta segunda-feira, quando os 69 deputados estaduais irão decidir o destino de Bacellar. Para que a prisão seja relaxada, são necessários ao menos 36 votos favoráveis. A sessão promete tensão e forte pressão pública, especialmente diante da responsabilidade constitucional do Legislativo de referendar ou não prisões em flagrante de parlamentares por crimes inafiançáveis.

Entre os integrantes da CCJ estão nomes de diferentes espectros políticos, o que adiciona imprevisibilidade ao desfecho:

  • Rodrigo Amorim (União Brasil) – presidente;
  • Fred Pacheco (PMN) – vice-presidente;
  • Chico Machado (Solidariedade);
  • Luiz Paulo (PSD);
  • Alexandre Knoploch (PL);
  • Elika Takimoto (PT);
  • Carlos Minc (PSB) – substituindo Vinícius Cozzolino (União Brasil), ausente.

A escolha do relator ocorre ainda durante a sessão, e sua análise se tornará peça central para embasar os votos do plenário.

Um teste para a Alerj

O caso Bacellar se soma a um histórico de embates entre o Judiciário e o Legislativo fluminense, reacendendo debates sobre transparência, responsabilidade institucional e os limites da imunidade parlamentar. Para setores progressistas, a votação desta tarde será também um termômetro da disposição da Alerj em se posicionar de forma firme diante de suspeitas envolvendo figuras de poder, evitando que alianças políticas se sobreponham ao interesse público.

Independentemente do resultado, a decisão promete marcar o clima político do Rio de Janeiro nas próximas semanas — e colocar a Assembleia sob os holofotes de todo o país.

Via Rio Carta*

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Maricá certifica alunos e comemora avanço educacional na população https://www.ocafezinho.com/2025/12/04/marica-certifica-alunos-e-comemora-avanco-educacional-na-populacao/ https://www.ocafezinho.com/2025/12/04/marica-certifica-alunos-e-comemora-avanco-educacional-na-populacao/#respond Thu, 04 Dec 2025 17:03:39 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=222549 O exame voluntário destaca o esforço de 275 estudantes que, ao antecipar a conclusão escolar, ampliam oportunidades no ensino médio e em cursos profissionalizantes

A Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria de Educação, promoveu na noite desta quarta-feira (03/12) a entrega de certificados para 275 alunos aprovados no Exame Municipal de Certificação de Competências do Ensino Fundamental (EMCCEF). A avaliação oferece aos alunos a oportunidade de antecipar a certificação de conclusão escolar, valorizando o protagonismo estudantil e estimulando a continuidade da trajetória acadêmica.

A cerimônia aconteceu na quadra do Campus de Educação Pública Transformadora (CEPT) Zilca Lopes da Fontoura, no Centro, reunindo familiares, responsáveis e professores da rede pública para celebrar a conquista dos estudantes. O exame, que foi realizado em novembro, de forma voluntária, reconhece os conhecimentos e habilidades desenvolvidas ao longo do ensino fundamental I e II.

O secretário de Educação, Rodrigo Moura, acompanhou a cerimônia e destacou o esforço dos estudantes ao longo da jornada escolar.

“Este momento é uma celebração para nós e para os alunos. Ver a felicidade deles ao darem um grande passo rumo ao ensino médio não tem preço. O certificado é fruto da dedicação diária no ambiente escolar”, afirmou.

A certificação representa um marco para os jovens, que agora iniciam novos caminhos no Ensino Médio, em cursos profissionalizantes ou em programas de jovem aprendiz. O processo também fortalece a autoestima, evidencia talentos e amplia oportunidades acadêmicas e profissionais.

Para Vitória Silva, de 15 anos, o certificado simboliza uma conquista acadêmica e um avanço em sua trajetória de vida.

“Agora estou pronta para o ensino médio. Este certificado é o primeiro passo na minha vida e da minha família. Estou muito feliz e, em breve, quero estar entrando na faculdade”, contou.

A mãe de Vitória, Fernanda Silva, expressou orgulho pelo desenvolvimento da filha. “É muito emocionante acompanhar esse crescimento. Estar presente neste momento e ver o empenho dela é incrível. Vamos em busca de mais certificados e diplomas”, concluiu.

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Prefeitura de Maricá encerra aprovação automática nas escolas do município e inicia nova fase na educação https://www.ocafezinho.com/2025/12/04/prefeitura-de-marica-encerra-aprovacao-automatica-nas-escolas-do-municipio-e-inicia-nova-fase-na-educacao/ https://www.ocafezinho.com/2025/12/04/prefeitura-de-marica-encerra-aprovacao-automatica-nas-escolas-do-municipio-e-inicia-nova-fase-na-educacao/#comments Thu, 04 Dec 2025 16:50:25 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=222546 1 Comentário 🔥]]> Mudança marca 2026 com novo currículo, ampliação do ensino integral e valorização da qualidade do aprendizado

A Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria de Educação, anuncia uma importante mudança na rede municipal de ensino a partir de 2026: o fim da aprovação automática, sistema que permitia que estudantes avançassem de série mesmo sem atingir um desempenho determinado. A decisão integra o processo de reformulação pedagógica e estrutural promovido pela gestão, tornando Maricá um dos primeiros municípios do Estado do Rio de Janeiro a extinguir esse modelo.

Segundo o secretário de Educação de Maricá, Rodrigo Moura, a transformação faz parte de um conjunto de ações voltadas para elevar a qualidade do ensino no município. “Quando a gente fala em ensino de qualidade, a gente tem que pensar em um conjunto de ações. Além da reestruturação física da rede, nós estamos fazendo uma reestruturação pedagógica. Com isso, Maricá se torna um dos primeiros municípios do Estado a acabar com a aprovação automática a partir do próximo ano”, afirmou.

Expansão da Rede Municipal de Ensino

Com o crescimento populacional acelerado da cidade, a expansão da rede municipal de ensino tem sido planejada para acompanhar a chegada de novas famílias e garantir o acesso à educação com qualidade. Novas unidades escolares estão sendo construídas, outras ampliadas, e investimentos vêm sendo feitos em estrutura, formação de professores e tecnologias educacionais.

Atualmente, a Rede Pública Municipal de Ensino conta com 88 escolas e mais de 30 mil estudantes, ofertando Educação Infantil, Ensino Fundamental I e Ensino Fundamental II. O município também mantém o programa Passaporte Universitário, que já concedeu mais de 12 mil bolsas integrais em 44 cursos, incluindo Medicina, distribuídos por quatro instituições credenciadas.

A cidade ainda se destaca por possuir dez escolas bilíngues voltadas para turmas do 1º ao 5º ano, e do 6º ao 9º ano, onde são oferecidas aulas de Francês, Espanhol, Alemão, Inglês e Mandarim.

“Estamos trabalhando para receber novos alunos. Maricá é uma cidade que vem crescendo, que vem recebendo muitas pessoas, e isso reflete na necessidade de ampliação da rede pública municipal de ensino”, concluiu Rodrigo Moura.

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Maricá integra forças e projeta Cidade da Segurança https://www.ocafezinho.com/2025/12/02/marica-integra-forcas-e-projeta-cidade-da-seguranca/ https://www.ocafezinho.com/2025/12/02/marica-integra-forcas-e-projeta-cidade-da-seguranca/#respond Tue, 02 Dec 2025 15:43:36 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=222325 A compra do terreno marca o início da Cidade da Segurança, que reunirá Guarda Municipal, Centro Integrado de Comando e Controle e operações do Proeis em um só complexo

A Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria de Segurança Cidadã, oficializou na tarde desta segunda-feira (01/12) a compra de um terreno destinado à construção da Cidade da Segurança. O novo complexo reunirá, em um único espaço, estruturas modernas para centralizar as operações da Guarda Municipal, incluindo área de treinamentos, estande de tiros, espaço para capacitações, além de um novo Centro Integrado de Comando e Controle com câmeras inteligentes e monitoramento.

O equipamento também vai abrigar a sede da secretaria e a operação da Polícia Militar por meio do Programa Estadual de Integração na Segurança (Proeis).

“A Cidade da Segurança faz parte de grandes investimentos na segurança que estamos fazendo. Vamos dobrar o efetivo da Guarda Municipal em três anos, investir em inteligência, com mais câmeras com inteligência artificial para reconhecer pessoas e veículos. Também estamos treinando a Guarda Municipal para atuar como uma força de segurança parceira da Polícia Militar. Não vamos permitir a ocupação do território de Maricá pelo crime organizado”, declarou o prefeito Washington Quaquá durante a solenidade.

O secretário de Segurança Cidadã, coronel Julio Veras, ressaltou que o município avança em infraestrutura e planejamento, acompanhando o ritmo de crescimento local. “Nosso município cresce 10% ao ano. Os equipamentos de segurança que temos hoje são suficientes para o cenário atual. A Cidade da Segurança faz parte da visão do prefeito Quaquá de olhar para o futuro da cidade. O nosso novo Centro Integrado de Segurança e Controle estará pronto para o futuro da cidade, para treinar nossas equipes para uma cidade maior e que estará aberto a treinar as Guardas Municipais das cidades vizinhas, de toda a região e do Brasil”, afirmou.

Segurança e desenvolvimento
O presidente da Companhia de Desenvolvimento de Maricá (Codemar), Celso Pansera, ressaltou a importância da segurança para consolidar novos investimentos e impulsionar a economia local.

“Uma série de investimentos estão chegando. Estamos alinhando a chegada de empresas para fabricação de tratores, caminhões e até aviões. Teremos um porto, um Distrito Industrial. Com isso, viveremos uma nova explosão demográfica. Precisamos garantir segurança para quem estará aqui e para os investimentos que virão”, afirmou Pansera.

Inteligência nas ruas
A parceria entre Maricá e a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro segue gerando resultados expressivos. Com o convênio que permite efetuar prisões por reconhecimento facial e identificar veículos roubados ou furtados, o município registrou queda nos principais indicadores de segurança. Em 2025, alcançou o menor índice de letalidade violenta desde 2003 e completou um ano e meio sem casos de latrocínio.

Somente neste ano, foram realizadas 26 prisões, cinco pessoas desaparecidas foram localizadas, 109 veículos roubados ou furtados recuperados e mais de 300 ocorrências encaminhadas à delegacia.

A expansão tecnológica inclui 20 totens de segurança em pontos estratégicos, quase 40 câmeras dedicadas ao reconhecimento facial e cerca de três mil câmeras de videomonitoramento integradas ao Ciosp, garantindo monitoramento permanente do fluxo urbano e suporte às forças de proteção.

Via Rio Carta*

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