Sociedade - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/sociedade/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Wed, 01 Jul 2026 03:21:32 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.1 https://www.ocafezinho.com/wp-content/uploads/2015/10/cropped-Logo_Cafezinho_tmb-32x32.png Sociedade - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/sociedade/ 32 32 Flávio Bolsonaro tenta administrar rejeição feminina sem romper com a misoginia estrutural de seu grupo https://www.ocafezinho.com/2026/07/01/flavio-bolsonaro-tenta-administrar-rejeicao-feminina-sem-romper-com-misoginia/ https://www.ocafezinho.com/2026/07/01/flavio-bolsonaro-tenta-administrar-rejeicao-feminina-sem-romper-com-misoginia/#respond Wed, 01 Jul 2026 03:21:32 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=261107 O senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, tenta reduzir sua rejeição entre mulheres com uma operação calculada de contenção de danos. Não se trata de uma guinada programática, nem de uma escuta ampla do eleitorado feminino, mas de uma tentativa de converter um problema estrutural do bolsonarismo em agenda controlada com lideranças conservadoras. A manobra revela mais sobre o medo eleitoral do sobrenome Bolsonaro do que sobre qualquer disposição real de rever práticas políticas.

O movimento ganhou tração depois da crise pública com Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama e então presidente do PL Mulher, que expôs uma fratura incômoda na pré-campanha do senador. A disputa familiar-partidária colocou Flávio diante de um paradoxo difícil de resolver: ele precisa parecer mais palatável às mulheres sem romper com a cultura política que ajudou a formar sua base. É a tentativa de vender moderação no balcão da mesma loja que popularizou a agressividade como método.

A engrenagem aparece com nitidez no encontro fechado organizado para cerca de 120 convidadas da própria base conservadora, mencionado pelo Nexo Jornal ao analisar a ofensiva do senador. O formato fala por si: mulheres entram menos como eleitoras a serem ouvidas e mais como obstáculo eleitoral a ser administrado com cenografia, fala disciplinada e aplauso previsível. Quando a escuta começa por um ambiente filtrado, com convidadas já alinhadas, o risco é transformar maioria social em plateia de campanha.

O problema é que a rejeição feminina ao bolsonarismo não nasceu de um ruído de comunicação, nem pode ser dimensionada com pesquisa velha. Em junho de 2026, o Datafolha registrou Lula à frente de Flávio por 41% a 31% no primeiro turno e por 47% a 43% no segundo; entre mulheres, a distância subia para 52% a 37% em um eventual segundo turno.

Esse quadro ajuda a dimensionar o tamanho da encrenca que Flávio tenta administrar. A Genial/Quaest também apontou, em junho de 2026, rejeição de 56% ao senador, a maior entre os nomes testados; quando ele fala para um público feminino já alinhado, apenas ensaia, diante de convertidas, uma versão mais polida de um projeto que chega às eleitoras carregando uma herança marcada por declarações e gestos misóginos ao longo da carreira do ex-presidente.

A presença de Michelle no centro da crise torna a operação ainda mais delicada. Michelle deixou nesta terça-feira, 30, a presidência do PL Mulher, afirmando que passaria a se dedicar integralmente aos cuidados do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar por tentativa de golpe de Estado. A saída ocorre justamente quando Flávio tenta recompor pontes com o eleitorado feminino, o que transforma a ausência dela em sintoma político, não em detalhe doméstico.

Michelle sempre funcionou, para o bolsonarismo, como uma espécie de verniz moral e religioso sobre uma máquina política movida a confronto permanente. Ao deixar o comando formal do PL Mulher no momento em que Flávio tenta reorganizar sua pré-campanha, ela retira do senador uma peça simbólica importante para falar com esse público. A crise, portanto, não é apenas de agenda: é de credibilidade, porque o emissário da nova embalagem continua sendo um herdeiro direto do problema antigo.

Flávio Bolsonaro procura se apresentar como candidato capaz de moderar a embalagem sem mexer no conteúdo. Essa é uma velha alquimia da direita brasileira quando percebe que sua retórica bate no teto: troca o cenário, convoca rostos femininos, suaviza o vocabulário e espera que a memória social se comporte como assessoria de imprensa. Só que misoginia, quando vira linguagem política, não desaparece porque a campanha reposiciona cadeiras no palco.

As mulheres eleitoras, porém, não aparecem nessa equação como sujeito político complexo, com demandas materiais, autonomia de julgamento e memória sobre o que ouviram nos últimos anos. O que emerge é a tentativa de neutralizar uma maioria eleitoral que as pesquisas recentes continuam mostrando como decisiva para a vulnerabilidade bolsonarista. A diferença entre ouvir e administrar é justamente essa: ouvir implica rever práticas, enquanto administrar exige apenas agenda, foto, discurso e um esforço disciplinado para não tocar no nervo central.

O senador também enfrenta um limite que não se resolve com encontro fechado. Sua candidatura é herdeira direta de um campo político que fez da agressividade contra adversárias, jornalistas, ministras, professoras e mulheres comuns um método de mobilização. A misoginia não foi acidente de percurso no bolsonarismo; foi uma linguagem de poder, usada para excitar a base, intimidar quem discordava e transformar brutalidade em suposta autenticidade.

Por isso, a ofensiva de Flávio tende a produzir mais uma imagem vazia do que um ruptura com seu próprio comportamento. O eleitorado feminino que rejeita ser tratado como nicho eleitoral sabe distinguir reparação política de reembalagem publicitária, sobretudo quando a operação evita encarar a própria origem do desgaste. E, nesse ponto, o senador parece apostar que um problema de história, memória e comportamento possa ser resolvido com um evento bem iluminado e uma fileira de aliadas à frente do palco.

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Latrocínio em Arroio Teixeira mata casal e ladrões roubam carro no RS https://www.ocafezinho.com/2026/06/11/latrocinio-em-arroio-teixeira-mata-casal-e-ladroes-roubam-carro-no-rs/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/11/latrocinio-em-arroio-teixeira-mata-casal-e-ladroes-roubam-carro-no-rs/#respond Thu, 11 Jun 2026 20:02:48 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/11/latrocinio-em-arroio-teixeira-mata-casal-e-ladroes-roubam-carro-no-rs/ A Polícia Civil do Rio Grande do Sul investiga um latrocínio que vitimou Cláudia de Souza, de 52 anos, e seu marido, Moacir de Oliveira, de 61 anos, em Arroio Teixeira, no Litoral Norte do estado. Cláudia foi encontrada morta em sua residência, enquanto Moacir, baleado na cabeça, teve morte encefálica confirmada após ser levado ao hospital.

O crime, classificado como roubo seguido de morte, ocorreu dentro da casa do casal e, até o momento, não há suspeitos identificados. Um carro, ano 2001, e a carteira do homem foram levados pelos criminosos, segundo afirmou o delegado Marco Swirski, responsável pela investigação.

O cercamento eletrônico da região registrou o veículo sendo conduzido para a cidade de Terra de Areia, localizada a cerca de 20 quilômetros ao norte de Arroio Teixeira, em direção a Santa Catarina. O casal deixa três filhos, que agora enfrentam a perda de ambos os pais em decorrência da violência.

Mais detalhes sobre o caso podem ser encontrados no portal G1, que acompanha o andamento das investigações da Polícia Civil.

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Polícia Civil investiga tortura contra homem amarrado a poste no Rio Grande do Sul https://www.ocafezinho.com/2026/06/11/policia-civil-investiga-tortura-contra-homem-amarrado-a-poste-no-rio-grande-do-sul/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/11/policia-civil-investiga-tortura-contra-homem-amarrado-a-poste-no-rio-grande-do-sul/#respond Thu, 11 Jun 2026 16:32:54 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/11/policia-civil-investiga-tortura-contra-homem-amarrado-a-poste-no-rio-grande-do-sul/ Um homem de 47 anos foi encontrado na quarta-feira, 10 de junho, amarrado a um poste na região da Hidráulica, em Rio Grande, no sul do Rio Grande do Sul. A vítima estava com fitas adesivas, coberta de tinta preta e portava uma faixa com acusações de supostos furtos. O incidente, que ganhou forte repercussão com vídeos circulando amplamente nas redes sociais, levou a Polícia Civil a instaurar um inquérito para apurar um possível crime de tortura.

A delegada regional de Rio Grande, Lígia Furlanetto, esclareceu que a principal linha de investigação sugere que moradores da localidade teriam identificado a vítima como autora de crimes patrimoniais. Essa percepção teria motivado a decisão de submeter o homem a uma violenta exposição pública, o que é severamente repreendido pela lei. Conforme a delegada, essa conduta pode configurar o grave delito de tortura, que possui previsão legal específica e penas rigorosas no sistema jurídico brasileiro.

A Brigada Militar havia localizado o homem ainda na quarta-feira, 10 de junho, conforme informações apuradas pelo g1. No entanto, a vítima, por motivos ainda não esclarecidos, recusou-se a comparecer à delegacia para formalizar um depoimento. A ausência de um relato detalhado por parte do agredido tem dificultado o trabalho da Polícia Civil, impedindo o esclarecimento integral das circunstâncias em que a agressão ocorreu até o presente momento.

Diante da recusa inicial, a autoridade policial informou que as diligências atuais da investigação se concentram na tentativa de localizar novamente a vítima. O objetivo primordial é convencê-lo a prestar declarações formais, consideradas cruciais para o avanço do inquérito. Paralelamente, a Polícia Civil de Rio Grande intensifica os esforços para identificar todos os responsáveis pela ação violenta, já que até o momento nenhum suspeito foi detido em conexão com o caso.

O episódio no Rio Grande do Sul traz à tona, de forma alarmante, a discussão sobre os chamados “justiçamentos” comunitários. Essas práticas, nas quais grupos de pessoas decidem punir sumariamente indivíduos suspeitos de delitos, representam uma usurpação das funções estatais e um grave risco à ordem jurídica. Tais atos ocorrem sem qualquer intervenção ou validação do poder público, desafiando os princípios fundamentais do devido processo legal e da presunção de inocência.

A legislação brasileira é categórica ao proibir e criminalizar qualquer forma de tortura ou tratamento degradante, independentemente da motivação alegada pelos agressores. Mesmo a indignação popular legítima contra a criminalidade não justifica a adoção de medidas violentas e ilegais por parte de civis. O ordenamento jurídico estabelece claramente que a aplicação da justiça e a punição de ilícitos são atribuições exclusivas do Estado, exercidas por meio de seus órgãos competentes.

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul reitera veementemente que a investigação de crimes patrimoniais e de qualquer outra natureza deve ser conduzida exclusivamente pelas instituições estatais de segurança e justiça. A prática de atos de violência por cidadãos, mesmo que sob o pretexto de combater a criminalidade, configura-se como grave infração penal, sujeita às sanções previstas em lei. O caso da Hidráulica continua sob rigoroso sigilo na Delegacia de Polícia de Rio Grande, enquanto as autoridades buscam desvendar todos os detalhes e responsabilizar os envolvidos.

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Homem é preso após tentar matar esposa afogada e agredir filha grávida a socos; jovem entra em trabalho de parto https://www.ocafezinho.com/2026/06/11/homem-e-preso-apos-tentar-matar-esposa-afogada-e-agredir-filha-gravida-a-socos-jovem-entra-em-trabalho-de-parto/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/11/homem-e-preso-apos-tentar-matar-esposa-afogada-e-agredir-filha-gravida-a-socos-jovem-entra-em-trabalho-de-parto/#respond Thu, 11 Jun 2026 14:34:53 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/11/homem-e-preso-apos-tentar-matar-esposa-afogada-e-agredir-filha-gravida-a-socos-jovem-entra-em-trabalho-de-parto/ Um homem identificado como Rodrigo de Fraga, de 42 anos, foi preso em flagrante na noite de quarta-feira (10), acusado de tentar matar a esposa afogada e agredir a filha grávida de 9 meses a socos em Taquara, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A violenta ocorrência se deu na localidade rural de Paredão Alto, onde a família residia, e culminou na hospitalização da jovem gestante, que entrou em trabalho de parto logo após as agressões. A gravidade dos atos de violência chocou os moradores da pacata comunidade, que se mostraram consternados com a brutalidade dos crimes.

Segundo apurou a Polícia Civil do Rio Grande do Sul, o agressor empurrou a companheira, cuja identidade não foi revelada, para dentro de um açude na propriedade rural da família, com a intenção explícita de matá-la afogada. Membros da própria família da vítima conseguiram retirá-la da água e realizaram os primeiros socorros no local, reanimando-a antes da chegada da equipe de resgate. Posteriormente, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) conduziu a mulher a um hospital da região, onde ela permanece internada recebendo cuidados médicos essenciais.

A fúria do pai não poupou a filha do casal, uma jovem com gravidez avançada de nove meses. De acordo com o relato das autoridades, a gestante foi brutalmente agredida a socos pelo pai, e a intensidade da violência a levou a um trabalho de parto prematuro. A vítima foi então imediatamente encaminhada ao Hospital de Parobé, onde, em meio ao trauma familiar, deu à luz seu bebê, adicionando mais uma camada de dramaticidade ao cenário de violência.

A Brigada Militar informou que, apesar da gravidade dos ataques, tanto a mãe quanto a filha encontram-se fora de risco de morte. No entanto, o estado de saúde do recém-nascido, que veio ao mundo sob circunstâncias tão adversas, ainda não foi divulgado publicamente pelas autoridades de saúde. A sequência de agressões causou profunda consternação entre os habitantes de Paredão Alto, que conheciam a família, mas não tinham ciência da extensão da violência doméstica ali presente.

Rodrigo de Fraga, o acusado de 42 anos, já possuía um histórico criminal preocupante, com antecedentes por homicídio, lesão corporal e violência psicológica contra mulher, o que sublinha um padrão de agressividade contínua. Agora, ele responderá por tentativa de feminicídio, crime que reflete a intenção de tirar a vida de uma mulher por razões de gênero, conforme as informações da Polícia Civil do Rio Grande do Sul. A seriedade das acusações indica uma possível longa pena, dada a recorrência e a brutalidade dos atos.

Este trágico episódio ganha contornos ainda mais alarmantes por envolver uma gestante em um estágio tão avançado da gravidez e por ter ocorrido em uma área rural. Nestas localidades, o acesso a serviços de proteção e apoio à mulher, como delegacias especializadas ou abrigos, costuma ser significativamente mais precário e de difícil alcance. A violência doméstica segue como uma das principais causas de morte violenta de mulheres no Brasil, e casos como o de Taquara realçam a urgência e a necessidade premente de reforçar as políticas públicas de prevenção e acolhimento em todo o território nacional.

A prisão em flagrante de Rodrigo de Fraga foi efetuada pela Brigada Militar imediatamente após o ocorrido, e o acusado permanece detido em uma unidade prisional, à disposição da Justiça. A investigação completa do caso prossegue sob a responsabilidade da Delegacia de Polícia de Taquara, que busca apurar todos os detalhes e coletar mais provas. Enquanto o processo legal avança, as duas vítimas seguem hospitalizadas, recebendo cuidados médicos intensivos, com a perspectiva de uma recuperação física e psicológica lenta, mas, felizmente, sem risco iminente de vida.

A localidade de Paredão Alto, situada a uma considerável distância do centro urbano de Taquara, apresenta desafios significativos de deslocamento e acesso a equipamentos sociais e de segurança. Essa condição geográfica pode ter contribuído para o isolamento da família e, consequentemente, para a escalada das agressões sem a devida intervenção externa. Especialistas em segurança pública e direitos das mulheres frequentemente apontam que o isolamento geográfico é um relevante fator de risco em casos de violência contra a mulher, pois diminui as chances de denúncia e de intervenção precoce por parte das autoridades ou da própria comunidade.

A notícia sobre este brutal ataque foi inicialmente divulgada pelo portal G1, que tem acompanhado de perto o desenrolar do caso na Região Metropolitana de Porto Alegre. A reportagem original salienta a brutalidade inquestionável do crime e detalha o histórico preocupante do agressor, oferecendo uma visão contundente da complexa realidade de milhares de mulheres brasileiras que enfrentam ameaças constantes e severas dentro de seus próprios lares. A cobertura jornalística reforça a necessidade de visibilidade para esses crimes.

Diante da persistência da violência de gênero, a sociedade civil organizada e diversos movimentos feministas têm reiterado incansavelmente a urgência de investimentos robustos em casas de acolhimento e na implementação de medidas protetivas verdadeiramente eficazes. Essas ações são consideradas cruciais, especialmente para mulheres que vivem em situação de vulnerabilidade rural, onde os recursos são mais escassos. O trágico caso de Taquara intensifica o apelo para que vizinhos, parentes e toda a comunidade estejam vigilantes e denunciem qualquer sinal de violência, buscando prevenir que tragédias ainda maiores e irreparáveis aconteçam.

Com a chegada do recém-nascido em condições tão dramáticas e traumáticas, o futuro desta família depende criticamente não apenas dos cuidados médicos imediatos, mas também do suporte psicológico e social contínuo que essas mulheres receberão após a alta hospitalar. Embora a prisão do agressor Rodrigo de Fraga represente uma resposta inicial e fundamental do aparato policial e judiciário, o problema estrutural da violência doméstica exige um enfrentamento muito mais amplo, permanente e integrado por parte de toda a sociedade e do Estado. A luta pela segurança e dignidade das mulheres é um esforço contínuo.

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Especialista em sexualidade destaca importância do consentimento ativo https://www.ocafezinho.com/2026/05/18/especialista-em-sexualidade-destaca-importancia-do-consentimento-ativo/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/18/especialista-em-sexualidade-destaca-importancia-do-consentimento-ativo/#respond Mon, 18 May 2026 09:19:08 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/18/especialista-em-sexualidade-destaca-importancia-do-consentimento-ativo/
Silhueta de um casal se beijando em um ambiente doméstico. (Foto: metropoles.com)

A psicóloga e sexóloga Ana Paula Nascimento enfatiza a relevância do consentimento ativo nas relações íntimas. Segundo a especialista, o consentimento vai além da simples ausência de um ‘não’, exigindo uma manifestação clara e entusiástica de desejo por parte de ambos os envolvidos. Essa abordagem promove uma comunicação aberta e garante que as interações ocorram de maneira saudável e segura.

O consentimento entusiasmado difere do consentimento simples, que pode indicar indiferença ou falta de objeção. Ana Paula Nascimento explica que o consentimento entusiasmado requer aceitação ativa e expressiva, com a pessoa se sentindo positiva e animada em relação à interação. Para identificar sinais de conforto e interesse, a especialista aponta para a importância de observar tanto sinais verbais quanto não verbais, como comentários positivos, contato visual e postura relaxada.

Entretanto, a comunicação aberta enfrenta barreiras, como pressão social e medo de rejeição, que dificultam a expressão de vontades. A falta de educação sexual adequada e normas culturais que desencorajam o diálogo aberto também são fatores que contribuem para essa dificuldade. Identificar quando alguém concorda por pressão é fundamental para a proteção mútua, e sinais de desconforto, como evasão de contato visual e respostas hesitantes, devem ser observados.

Para Ana Paula Nascimento, criar uma comunicação mais aberta sobre desejos e limites é possível com estratégias práticas. Ela sugere conversas abertas para discutir desejos e limites fora do contexto sexual, uso de ‘check-ins’ para verificar o conforto do parceiro durante a interação íntima, e educação mútua sobre consentimento e práticas saudáveis. O respeito e a empatia são essenciais para promover um ambiente de confiança, conforme destacado pela especialista ao portal Metrópoles.


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Cachorra é resgatada após ficar presa em parede por dez dias no Paraná https://www.ocafezinho.com/2026/05/18/cachorra-e-resgatada-apos-ficar-presa-em-parede-por-dez-dias-no-parana/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/18/cachorra-e-resgatada-apos-ficar-presa-em-parede-por-dez-dias-no-parana/#comments Mon, 18 May 2026 06:19:11 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/18/cachorra-e-resgatada-apos-ficar-presa-em-parede-por-dez-dias-no-parana/ 4 Comentários 🔥]]>
Homem resgata cachorra presa dentro de uma parede no Paraná. (Foto: noticias.uol.com.br)

Uma cachorra chamada Pandora foi resgatada após passar dez dias presa dentro de uma parede no bairro Morro Alto, em Guarapuava, no Paraná. O animal, conhecido como cadela comunitária e cuidado por diversos moradores da região, foi encontrado graças aos choros que ecoavam de um espaço oco cercado por tijolos.

A mobilização da comunidade local foi decisiva para o desfecho positivo do caso. Os moradores ouviram os sons vindos da estrutura e investigaram até localizar Pandora em um buraco completamente fechado, sem qualquer saída, com fezes espalhadas pelo local e ar entrando apenas pelos pequenos buracos dos tijolos.

O vereador Leandro Dobrychtop acompanhou o resgate e informou que um boletim de ocorrência foi registrado por maus-tratos contra o animal. Segundo o parlamentar, o espaço onde a cachorra foi encontrada era totalmente vedado, o que indica que alguém deliberadamente trancou o animal naquele local.

Uma investigação será conduzida pelas autoridades para identificar os responsáveis pelo crime. O caso de Pandora chamou a atenção para a importância do cuidado com animais comunitários e para a necessidade de ações rápidas em situações de emergência envolvendo maus-tratos.

O resgate bem-sucedido reflete a solidariedade dos moradores de Guarapuava e a preocupação crescente com o bem-estar animal na região. Mais detalhes sobre o caso podem ser conferidos no portal UOL, que acompanhou a história.


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Servidores da USP encerram greve de dez dias após acordo com reitoria https://www.ocafezinho.com/2026/04/25/servidores-da-usp-encerram-greve-de-dez-dias-apos-acordo-com-reitoria/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/25/servidores-da-usp-encerram-greve-de-dez-dias-apos-acordo-com-reitoria/#comments Sat, 25 Apr 2026 09:32:40 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/25/servidores-da-usp-encerram-greve-de-dez-dias-apos-acordo-com-reitoria/ 30 Comentários 🔥]]>
Placa da Universidade de São Paulo (USP) no campus de Ribeirão Preto. (Foto: cartacapital.com.br)

Os servidores técnicos e administrativos da Universidade de São Paulo encerraram a greve após dez dias de paralisação. O Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) fechou acordo com a reitoria que atende a principal reivindicação da categoria.

A mobilização começou em 14 de abril com exigência de isonomia nas gratificações entre docentes e funcionários. Conforme reportagem da Carta Capital, a administração aceitou equiparar os recursos destinados a esses benefícios.

O pagamento da equalização ainda depende do envio de proposta aos órgãos técnicos da USP. Não há data definida para o início da implementação dessa medida.

O acordo formaliza o abono das horas não trabalhadas em recessos e feriados prolongados. Essa conquista evita descontos salariais e oferece previsibilidade no controle de jornada das equipes.

A reitoria assumiu compromisso de buscar soluções para os trabalhadores terceirizados nos campi. A proposta inclui a possibilidade de gratuidade no transporte interno, equiparando o tratamento ao dos servidores efetivos.

Os estudantes da USP mantêm a greve iniciada em 16 de abril. Eles protestam contra cortes em bolsas, falta de vagas em moradias estudantis e problemas no fornecimento de água.

Os alunos obtiveram a revogação da portaria que restringia o uso dos espaços dos centros acadêmicos. A norma anterior proibia atividades comerciais e práticas de sublocação nesses locais.

A próxima mesa de negociação entre estudantes e reitoria ocorre na terça-feira, dia 28 de abril. O fim da paralisação dos servidores permite a retomada gradual das atividades na maior universidade pública do país.


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Governo federal reconhece emergência em Belém e Ananindeua após chuvas intensas https://www.ocafezinho.com/2026/04/22/governo-federal-reconhece-emergencia-em-belem-e-ananindeua-apos-chuvas-intensas/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/22/governo-federal-reconhece-emergencia-em-belem-e-ananindeua-apos-chuvas-intensas/#comments Thu, 23 Apr 2026 01:11:59 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/22/governo-federal-reconhece-emergencia-em-belem-e-ananindeua-apos-chuvas-intensas/ 13 Comentários 🔥]]>
Carros trafegam por rua alagada em Belém após fortes chuvas na capital paraense. (Foto: cartacapital.com.br)

O governo federal reconheceu a situação de emergência em Belém, no Pará, e no município de Ananindeua após fortes chuvas que provocaram transbordamento de rios e alagamentos em diversos bairros. Cerca de 42 mil pessoas foram afetadas em um dos episódios de precipitação mais intensos dos últimos dez anos, segundo reportagem do portal Carta Capital.

A portaria publicada no Diário Oficial da União autoriza as duas cidades a solicitarem recursos ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional para ações de defesa civil. O volume de chuva ultrapassou 150 milímetros em menos de 24 horas e resultou em famílias desalojadas com prejuízos materiais significativos.

As equipes da prefeitura de Belém e do governo do Pará distribuíram cestas básicas e kits de higiene às vítimas das enchentes. As autoridades cadastraram as famílias para viabilizar a liberação de benefícios emergenciais.

O acúmulo de lixo e entulho no Canal do Mata Fome bloqueou o escoamento da água e agravou os alagamentos na área. Equipes de limpeza atuaram na desobstrução do canal para restabelecer o fluxo hídrico.

O secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, informou que técnicos do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional foram enviados ao Pará. Wolff afirmou que a prioridade é garantir assistência humanitária às populações atingidas.

Os técnicos auxiliam as prefeituras na elaboração dos planos de trabalho após o desastre. As equipes preparam o levantamento dos danos assim que o nível das águas permitir o acesso seguro.

Com o reconhecimento federal, Belém e Ananindeua passam a ter acesso facilitado a recursos para reconstrução de áreas públicas e recuperação de moradias. O apoio abrange ainda o reforço das ações preventivas contra eventos futuros.

As chuvas intensas na capital paraense evidenciam o agravamento dos eventos climáticos extremos na Amazônia. Especialistas indicam que a impermeabilização urbana e a ocupação irregular de áreas de várzea elevam a vulnerabilidade das cidades amazônicas.

Investimentos em drenagem, saneamento básico e gestão ambiental tornam-se indispensáveis para reduzir riscos futuros. O governo federal busca integrar essas demandas às políticas de desenvolvimento regional na área.

As autoridades locais e estaduais concentram esforços no levantamento dos prejuízos causados pelas enchentes. A presença da equipe técnica da Defesa Civil Nacional em Belém reforça a resposta ao evento.


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Brutalidade em São Vicente: filhote espancado até a morte choca cidade https://www.ocafezinho.com/2026/04/17/brutalidade-em-sao-vicente-filhote-espancado-ate-a-morte-choca-cidade/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/17/brutalidade-em-sao-vicente-filhote-espancado-ate-a-morte-choca-cidade/#respond Fri, 17 Apr 2026 14:00:34 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/17/brutalidade-em-sao-vicente-filhote-espancado-ate-a-morte-choca-cidade/ No dia 23 de março de 2026, a Rua Monte Plano, em São Vicente, SP, foi palco de uma dor que não devia existir. Um jovem de 23 anos foi preso em flagrante por espancar até a morte um filhote de cachorro indefeso. Sem motivo aparente, sem remorso visível, o agressor confessou a brutalidade durante a abordagem policial.

O filhote, uma cadelinha sem raça definida, apresentava diversos hematomas na cabeça, provas silentes da agressão que tirou sua vida antes que pudesse sequer sentir o calor de uma família humana. A frieza do agressor aumentou o horror da cena — ele não apresentou razão para torturar o animal, apenas admitiu os golpes.

Equipes policiais chegaram ao local prontamente, acionadas por moradores que ouviram choros e ruídos violentos. Encontraram o corpo do filhote, já sem vida, e prenderam o autor do crime, que permanece à disposição da Justiça. A denúncia foi lavrada como crime de maus-tratos a animais com resultado morte, conforme prevê a lei.

Casos assim não podem ser encarados como fatos isolados. Eles refletem, dolorosamente, o que muitos animais invisíveis enfrentam: abandono, medo, dor e a ausência de proteção. A lei existe, mas precisa ser aplicada. ONG’s, veterinários, protetores e vizinhos empenhados clamam por penas mais severas e por fiscalização constante.

Que esta tragédia não caia no esquecimento. Que revele em cada um de nós a urgência de cuidar, de acolher, de amar. Adotar é dar uma chance, proteger é exercer humanidade, amar é reconhecer que toda vida importa. Que o sofrimento deste filhote nos desperte para a compaixão que salva.

Fonte: cbnsantos.com.br

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Pesquisa da MindMiners expõe paradoxo da Geração Z que prioriza estabilidade mas desconfia do mercado de trabalho https://www.ocafezinho.com/2026/04/14/pesquisa-da-mindminers-expoe-paradoxo-da-geracao-z-que-prioriza-estabilidade-mas-desconfia-do-mercado-de-trabalho/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/14/pesquisa-da-mindminers-expoe-paradoxo-da-geracao-z-que-prioriza-estabilidade-mas-desconfia-do-mercado-de-trabalho/#respond Tue, 14 Apr 2026 20:12:52 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/14/pesquisa-da-mindminers-expoe-paradoxo-da-geracao-z-que-prioriza-estabilidade-mas-desconfia-do-mercado-de-trabalho/ A Geração Z brasileira, formada por jovens de 18 a 28 anos, busca com intensidade a estabilidade financeira. Ao mesmo tempo, a maioria não confia que o mercado de trabalho atual seja capaz de entregar essa segurança. É o que demonstra o levantamento Gen Z: os novos autores da cultura, realizado pela MindMiners e divulgado pelo Carta Capital.

De acordo com o estudo, 59% dos participantes consideram o mercado pouco ou nada favorável. Essa visão transforma a estabilidade em meta desejada, mas não em expectativa realista.

Para 52% dos jovens, a estabilidade financeira surge como a principal prioridade para os próximos dez anos, seguida pela carreira de sucesso, citada por 34%. Os dados refutam a imagem de uma geração movida apenas por ambição e prestígio, mostrando que prosperidade significa antes de tudo segurança.

Os principais entraves percebidos são os baixos salários, indicados por 48%, a exigência de experiência prévia, mencionada por 39%, a alta concorrência, apontada por 35%, e a falta de networking, destacada por 32%. O networking aparece como obstáculo especialmente relevante para essa geração em comparação com as anteriores.

Mesmo em cenário adverso, 80% dos jovens consideram indispensável investir em educação para construir o futuro profissional. O crescimento pessoal motiva 70% deles, enquanto 63% buscam melhores oportunidades de trabalho e renda. Predomina, porém, a percepção de que diplomas e cursos não bastam para superar barreiras que fogem do controle individual.

Planos tradicionais como a compra da casa própria e a conquista da autonomia financeira foram adiados. O levantamento revela que 52% dos jovens ainda moram com os pais, situação que reflete a insegurança econômica e as dificuldades para gerar renda estável.

O empreendedorismo atrai 39% dos entrevistados como via alternativa. Setores de tecnologia e digital são vistos como grandes oportunidades por 41%, e a economia criativa — que abrange conteúdo, jogos, música e design — representa o sonho de 28%. Ainda assim, o risco financeiro e a ausência de renda fixa geram receio em jovens que cresceram em ambiente de instabilidade.

Valores pessoais superam o sucesso corporativo tradicional. Para 47% da Geração Z, o sucesso profissional é importante, mas fica atrás de saúde, família e estabilidade financeira.

Para esses jovens, sucesso significa alcançar segurança emocional sustentada por bases econômicas sólidas. Carreira com propósito, equilíbrio entre vida e trabalho e remuneração justa pesam tanto quanto especializações ou status.

A diretora de Excelência do Cliente e Expansão da MindMiners, Rosana Camilotti, resume o momento ao afirmar que “a Gen Z entra no mercado em um momento mais desafiador, com menor previsibilidade de renda e maior competição por vagas, o que impacta diretamente a confiança no futuro profissional”.

O retrato é o de jovens pragmáticos, conscientes das limitações do ambiente profissional e céticos em relação às promessas do mercado. Dispostos a buscar caminhos concretos, eles combinam investimento em qualificação com busca por alternativas como o empreendedorismo e setores criativos. O estudo da MindMiners ilustra dilemas que envolvem tanto escolhas individuais quanto desafios estruturais na inserção dessa geração no mundo do trabalho.


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Paraná paga R$ 810,50 mensais a quem cuida de idoso em casa https://www.ocafezinho.com/2026/04/13/parana-paga-r-81050-mensais-a-quem-cuida-de-idoso-em-casa/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/13/parana-paga-r-81050-mensais-a-quem-cuida-de-idoso-em-casa/#respond Mon, 13 Apr 2026 14:46:56 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/13/parana-paga-r-81050-mensais-a-quem-cuida-de-idoso-em-casa/ O Governo do Estado do Paraná lançou o programa Bolsa Cuidador Familiar, que prevê pagamento mensal de R$ 810,50 a quem dedica cuidados diários a idosos em situação de dependência. O valor equivale a metade do salário mínimo nacional, que em 2026 foi reajustado para R$ 1.621,00. Segundo o Terra Brasil Notícias, o programa está em vigor desde dezembro de 2025.

A fase piloto do Bolsa Cuidador Familiar já alcança 20 municípios do Paraná, com 141 famílias sendo atendidas — 110 mulheres e 31 homens são responsáveis pelos cuidados domiciliares. Cada cidade participante ofertou 15 vagas, totalizando 300 benefícios previstos no projeto inicial. BNT Online

Para ter direito ao auxílio, o cuidador deve ter pelo menos 18 anos, morar junto ao idoso, estar com o Cadastro Único (CadÚnico) atualizado e exercer o cuidado há mais de seis meses. A renda familiar per capita não pode ultrapassar um salário mínimo nacional. O idoso atendido precisa apresentar fragilidade físico-clínica comprovada e não estar institucionalizado. Terra Brasil Notícias

O valor pago ao cuidador é depositado mensalmente e não substitui aposentadorias, pensões ou o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Ele se soma ao pacote do Paraná Amigo da Pessoa Idosa criado pela Lei Estadual nº 22.189/2024, que instituiu políticas de valorização do cuidado domiciliar. Terra Brasil Notícias

A proposta foi estruturada para oferecer suporte mínimo às famílias mais vulneráveis. Apenas pessoas com laudo técnico que comprove dependência do idoso para atividades básicas do dia a dia são contempladas. A aptidão física e mental do cuidador também é avaliada para evitar demandas inadequadas. Terra Brasil Notícias

O programa reflete um reconhecimento social: cerca de 78% dos beneficiários são mulheres, evidenciando que a função de cuidadora familiar continua predominantemente feminina. As 141 pessoas já beneficiadas cobrem, neste piloto, funções que vão desde acompanhamento básico até cuidados mais intensos, em domicílio. BNT Online

O Governo Estadual sinalizou que, após ajustes identificados durante a fase piloto, haverá expansão para mais municípios. Existe demanda por parte de prefeituras para ampliar o número de beneficiários, sem data definida para o início desse novo ciclo. BNT Online

E daí? Este programa tem impacto direto sobre a vida de famílias cujos cuidadores deixavam empregos formais ou viviam sem respaldo financeiro. Reconhecer esse trabalho como serviço social essencial reforça direitos e segurança para idosos em casa, reduzindo pressão sobre instituições e trazendo dignidade à velhice. É um passo concreto na diretriz de políticas públicas progressistas que valorizam o cuidado familiar como pilar central da assistência social, evitando exclusões e fortalecendo laços comunitários.

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Centro TEA em São Paulo impulsiona autonomia de pessoas com autismo com mais de 300 mil atendimentos https://www.ocafezinho.com/2026/04/10/centro-tea-em-sao-paulo-impulsiona-autonomia-de-pessoas-com-autismo-com-mais-de-300-mil-atendimentos/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/10/centro-tea-em-sao-paulo-impulsiona-autonomia-de-pessoas-com-autismo-com-mais-de-300-mil-atendimentos/#respond Fri, 10 Apr 2026 09:11:33 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/10/centro-tea-em-sao-paulo-impulsiona-autonomia-de-pessoas-com-autismo-com-mais-de-300-mil-atendimentos/ O Centro TEA Marina Magro Beringhs Martinez, localizado na região de Santana, Zona Norte de São Paulo, marca um avanço significativo no suporte a pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) e suas famílias.

Desde sua abertura, a unidade já realizou mais de 300 mil atendimentos, beneficiando cerca de 1.400 indivíduos com autismo e seus familiares.

O espaço se destaca por sua abordagem inovadora, com foco no desenvolvimento da independência por meio de atividades que integram esportes, cultura e educação, indo além dos métodos tradicionais de tratamento.

Os impactos concretos do centro são evidentes nas histórias de seus frequentadores.

Hebert Alexandre de Oliveira, pai de Monique, uma menina de 8 anos, relata que a filha demonstra progresso notável em sua rotina. Quando sabe que irá ao Centro TEA, Monique se prepara sozinha, tomando banho e se arrumando sem auxílio — um sinal claro de ganho em autonomia.

Da mesma forma, Lourenzo Gonzaga de Souza, de 12 anos, alcançou marcos importantes, como a conclusão da alfabetização, e agora realiza tarefas cotidianas com mais independência, como ir à padaria sozinho para comprar pão.

De acordo com o portal Metrópoles, o Centro TEA proporciona um ambiente diferenciado, distante da atmosfera hospitalar típica de outros locais de atendimento.

Uma equipe multidisciplinar elabora atividades personalizadas, que abrangem práticas de vida diária, culinária, música, jardinagem e atividades aquáticas. Essas iniciativas têm como objetivo principal fortalecer habilidades sociais e elevar a qualidade de vida dos participantes, promovendo não apenas o desenvolvimento individual, mas também a inclusão no convívio comunitário.

O suporte oferecido pelo centro vai além dos usuários diretos, alcançando também suas famílias.

José Maximiano da Silva, avô de Matheus, de 14 anos, enfatiza a importância do espaço como um ponto de apoio essencial, que trouxe novas perspectivas e um senso de pertencimento para sua família.

Localizado em uma área estratégica de São Paulo, o Centro TEA representa um investimento de R$ 119,4 milhões por parte da Prefeitura de São Paulo. A iniciativa faz parte de uma política pública mais ampla, que prevê a expansão da rede com a criação de mais três unidades até 2028, ampliando o alcance desse modelo de atendimento na capital paulista.

Embora os números impressionem, o foco do centro permanece na qualidade e na personalização das intervenções. Cada atividade é planejada para atender às necessidades específicas dos participantes, garantindo que os resultados sejam duradouros e significativos.

A unidade se consolida como referência no cuidado a pessoas com autismo, oferecendo um modelo que combina inovação e humanização, com potencial para inspirar outras cidades a adotarem abordagens semelhantes.

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Policial mata mulher durante abordagem em São Paulo https://www.ocafezinho.com/2026/04/09/policial-mata-mulher-durante-abordagem-em-sao-paulo/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/09/policial-mata-mulher-durante-abordagem-em-sao-paulo/#respond Thu, 09 Apr 2026 12:11:07 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/09/policial-mata-mulher-durante-abordagem-em-sao-paulo/ Uma abordagem policial resultou na morte de Thawanna da Silva Salmázio, no bairro de Cidade Tiradentes, Zona Leste de São Paulo, no dia 3 de abril.

O caso está sob investigação do Ministério Público de São Paulo e envolve os soldados Weden Silva Soares e Yasmin Cursino Ferreira, sendo esta última a autora do disparo fatal.

Imagens de câmeras corporais, divulgadas pela TV Globo no dia 5 de abril, capturaram o momento em que os policiais abordaram um casal na rua, desencadeando uma discussão que culminou no disparo contra Thawanna.

De acordo com o boletim de ocorrência, os policiais alegaram que o homem que acompanhava a vítima teria se desequilibrado e atingido o retrovisor da viatura, justificando a abordagem.

As imagens revelam, no entanto, que após um contato físico com o braço do homem, os agentes retornaram e iniciaram um questionamento agressivo ao casal. Thawanna rebateu, afirmando que os policiais haviam colidido com eles, o que intensificou o confronto verbal.

Em seguida, a policial Yasmin desceu da viatura e, durante o desentendimento, realizou o disparo. A vítima permaneceu caída por cerca de 30 minutos até a chegada do resgate e foi encaminhada ao Hospital Geral de Cidade Tiradentes, onde não resistiu aos ferimentos.

O caso está sendo apurado pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) e por um Inquérito Policial Militar (IPM), com supervisão das corregedorias competentes.

A Secretaria de Segurança Pública informou que todas as gravações das câmeras corporais foram incorporadas aos inquéritos para análise. Os dois policiais envolvidos foram afastados de suas funções operacionais, e a arma utilizada no incidente foi apreendida para perícia.

Detalhes adicionais sobre o caso foram reportados pelo portal G1, que acompanha os desdobramentos junto às autoridades.

Familiares da vítima aguardam os resultados das investigações para que responsabilidades sejam devidamente apuradas.

As apurações em curso pelo DHPP e pelo IPM também examinam se os protocolos de segurança foram seguidos pelos soldados durante o incidente. A divulgação das imagens pela TV Globo trouxe à tona novos elementos que podem influenciar o andamento do caso, incluindo a dinâmica da interação entre os policiais e o casal antes do disparo.

O Ministério Público acompanha de perto os inquéritos para garantir que todas as evidências sejam analisadas de forma imparcial e que os direitos da vítima e de seus familiares sejam respeitados no processo.

Com informações de cartacapital.com.br.

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Desabamento de casarão em Recife mata duas pessoas durante chuvas intensas https://www.ocafezinho.com/2026/04/07/desabamento-de-casarao-em-recife-mata-duas-pessoas-durante-chuvas-intensas/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/07/desabamento-de-casarao-em-recife-mata-duas-pessoas-durante-chuvas-intensas/#respond Tue, 07 Apr 2026 12:41:20 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/07/desabamento-de-casarao-em-recife-mata-duas-pessoas-durante-chuvas-intensas/ Um trágico desabamento de parte de um casarão na Comunidade do Pilar, no centro de Recife, resultou na morte de duas pessoas na noite de 6 de abril.

O incidente ocorreu em meio a fortes chuvas que castigaram a cidade, intensificando os riscos em áreas vulneráveis.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e conseguiu resgatar quatro vítimas dos escombros. Dentre elas, um homem e uma mulher, cujas identidades ainda não foram divulgadas, não resistiram aos ferimentos e vieram a óbito. As outras duas pessoas resgatadas foram encaminhadas ao Hospital da Restauração para receber atendimento médico.

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, manifestou profundo pesar pelo ocorrido por meio de suas redes sociais. Ela informou que equipes da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil estão mobilizadas no local para prestar assistência e avaliar a situação.

A Agência Pernambucana de Águas e Clima (APAC) emitiu um alerta na manhã de 7 de abril, indicando que as chuvas devem persistir na região metropolitana de Recife, assim como nas zonas da Mata Norte e Mata Sul, pelo menos até o dia 8 de abril, o que aumenta a preocupação com novos incidentes.

De acordo com os registros da APAC, nas últimas 24 horas, a cidade de Olinda teve o maior volume de precipitação, com 119,3 milímetros, seguida por Paulista, que acumulou 110 milímetros.

Cabo de Santo Agostinho registrou 86 milímetros, Ilha de Itamaracá alcançou 76,8 milímetros, enquanto Recife teve um acumulado de 75,9 milímetros. Esses números refletem a gravidade da situação climática na região, que enfrenta os impactos de um período de chuvas intensas e contínuas, sobrecarregando a infraestrutura urbana e expondo a fragilidade de moradias em áreas de risco.

Diante do cenário crítico, o governo estadual anunciou a suspensão das aulas na rede estadual de ensino no dia 7 de abril, priorizando a segurança de estudantes e profissionais da educação.

O Centro de Operações do Recife também confirmou a interrupção das atividades em creches e escolas municipais durante o turno da manhã, além da paralisação de serviços não essenciais da Prefeitura. A Universidade de Pernambuco seguiu a mesma linha, suspendendo suas atividades não apenas na capital, mas também nas unidades localizadas nas regiões da Mata Norte e Mata Sul, como medida preventiva para evitar deslocamentos em meio às adversidades climáticas.

Autoridades locais seguem monitorando a situação, enquanto a população é orientada a evitar áreas de risco e a seguir as recomendações da Defesa Civil. Para mais detalhes sobre o impacto das chuvas e as ações de resposta, acompanhe a cobertura completa no portal CartaCapital.

O momento exige atenção redobrada, especialmente em comunidades vulneráveis, onde o risco de novos desabamentos e alagamentos permanece elevado devido às previsões de mais chuvas nos próximos dias.

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Super-ricos têm cada vez mais poder político, diz Oxfam https://www.ocafezinho.com/2026/01/19/super-ricos-tem-cada-vez-mais-poder-politico-diz-oxfam/ https://www.ocafezinho.com/2026/01/19/super-ricos-tem-cada-vez-mais-poder-politico-diz-oxfam/#respond Tue, 20 Jan 2026 00:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=224733 Riqueza e influência maior na mídia permitem a eles moldar normas econômicas e sociais em benefício próprio, corroendo as democracias, alerta organização de ajuda humanitária.

Os super-ricos do mundo aumentaram a riqueza conjunta em 81% desde 2020 e, além disso, acumulam cada vez mais poder político e midiático, o que lhes permite “moldar as normas que regem nossa economia e sociedade em benefício próprio”, advertiu a ONG de ajuda humanitária Oxfam em relatório publicado nesta segunda-feira (19/01).

O documento veio a público por ocasião do Fórum Econômico de Davos, que começa também nesta segunda na Suíça.

De acordo com a Oxfam, em 2025 havia 3 mil pessoas com fortunas superiores a 1 bilhão de dólares (cerca de R$ 5,3 bilhões). No ano passado, a soma das fortunas desses super-ricos cresceu 2,5 bilhões de dólares (cerca de R$ 13,40 bilhões), o que equivale a toda a riqueza em posse da metade mais pobre do planeta, composta por 4,1 bilhões de pessoas.

A fortuna somada de todos os super-ricos chega a 18,3 trilhões de dólares – quase R$ 100 trilhões. O relatório se baseou em dados de várias fontes, como estimativas da revista Forbes sobre a fortuna dos bilionários e dados do Banco Mundial e o relatório sobre riqueza do banco UBS.

De acordo com a Oxfam, o homem mais rico do mundo, Elon Musk, ganha em quatro segundos o mesmo que uma pessoa comum ganha em um ano. Para diminuir sua fortuna, ele teria que doar mais de 4,5 mil dólares (R$ 24 mil) por segundo.

“Os bilionários ganham em média 6 mil dólares durante um cochilo de 20 minutos”, diz o relatório da organização.

Concentração de riqueza e poder político

O crescimento da riqueza dos bilionários se acelerou com a chegada de Donald Trump ao poder dos Estados Unidos. O republicano reduziu os impostos aos super-ricos, reduziu a pressão fiscal internacional sobre as grandes corporações e limitou tentativas que buscavam frear o poder dos monopólios.

A concentração simultânea de riqueza e poder político nas mesmas mãos “não é invisível: ocorre com total impunidade, diante dos nossos olhos, e ao vivo”, observou Franc Cortada, diretor da Oxfam.

Além de concentrar poder político, essa elite formada pelos super-ricos tem um controle cada vez mais sobre os meios de comunicação, incluindo as redes sociais, “sem que a maioria dos governos tenham conseguido colocar um freio nisso”.

Esse movimento tem consequência direta sobre a saúde das democracias, acrescenta Cortada. “Os bilionários estão usando a riqueza e o poder deles para moldar a opinião pública, influenciar o debate público e até mesmo mudar o curso político. Eles não compram apenas iates, compram até mesmo democracias, alimentando o discurso de ódio e a polarização política”, diz o diretor da Oxfam.

Essa percepção é compartilhada por outro estudo, a World Values Survey, realizado em 66 países, na qual quase metade dos entrevistados afirmou acreditar que os mais ricos “compram as eleições” em seus respectivos países.

Retrocesso de liberdades e direitos

Esse movimento de concentração de riqueza produz também um retrocesso em liberdades e direitos, que leva um quarto dos países do mundo a passar por um deterioramento democrático. “Muitos governos escolhem apoiar as demandas das elites e proteger a concentração de riqueza, enquanto cortam direitos e reprimem os protestos dos cidadãos, que precisam enfrentar os aumentos do custo de vida”, diz Cortada.

A Oxfam propõe as já conhecidas receitas do Estado de bem-estar social para reduzir a desigualdade e diminuir o poder e a influência dos super-ricos: reforçar a tributação das grandes fortunas, impulsionar planos nacionais para reduzir a desigualdade e reforçar as barreiras entre a concentração de riqueza e a política, diminuindo o poder dos lobbies.

Publicado originalmente pelo DW em 19/01/2026

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Confira os feriados nacionais e pontos facultativos de 2026 https://www.ocafezinho.com/2025/12/30/governo-divulga-calendario-de-feriados-e-pontos-facultativos-de-2026-confira/ https://www.ocafezinho.com/2025/12/30/governo-divulga-calendario-de-feriados-e-pontos-facultativos-de-2026-confira/#respond Tue, 30 Dec 2025 18:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=223708 Portaria foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (30)

O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) publicou, nesta terça-feira (30/12) uma portaria que estabelece os feriados nacionais e os dias de ponto facultativo no ano de 2026. As datas devem ser observadas pelos órgãos e entidades da administração pública federal direta, autárquica e fundacional, sem comprometimento das atividades públicas consideradas como serviços essenciais à população. A medida tem como objetivo assegurar previsibilidade administrativa, apoiar o planejamento institucional e garantir a continuidade da prestação dos serviços públicos essenciais em todo o país.

O calendário de 2026 inclui dez feriados nacionais e nove dias de ponto facultativo, abrangendo datas tradicionais do calendário cívico e religioso brasileiro, além de períodos de organização do funcionamento administrativo, como o Carnaval e as vésperas de Natal e Ano Novo.

A portaria estabelece também que feriados em comemoração à Data Magna do Estado, fixada em lei estadual, e os dias do início e do término do ano do centenário de fundação do Município, declarados em lei municipal, serão observados pelas repartições da administração pública federal direta, autárquica e fundacional nas respectivas localidades.

Não será permitido aos órgãos e entidades integrantes do Sistema de Pessoal Civil da Administração Federal antecipar ponto facultativo em discordância com o que dispõe a Portaria. Também está vedado adotar ponto facultativo estabelecido pela legislação estadual, municipal ou distrital, ressalvados os feriados em comemoração à data magna do Estado.

Outro ponto de destaque da portaria é a regulamentação da compensação de dias de guarda religiosa não previstos no calendário oficial. Nesses casos, a compensação poderá ser realizada até o mês subsequente, mediante autorização prévia da chefia imediata.

Confira o calendário de feriados nacionais e pontos facultativos em 2026

  • 1º de janeiro (quinta-feira), Confraternização Universal (feriado nacional);
  • 16 de fevereiro (segunda-feira), Carnaval (ponto facultativo);
  • 17 de fevereiro (terça-feira), Carnaval (ponto facultativo);
  • 18 de fevereiro, Quarta-Feira de Cinzas (ponto facultativo até as 14 horas);
  • 3 de abril (sexta-feira), Paixão de Cristo (feriado nacional);
  • 20 de abril (segunda-feira) (ponto facultativo);
  • 21 de abril (terça-feira), Tiradentes (feriado nacional);
  • 1º de maio (sexta-feira), Dia Mundial do Trabalho (feriado nacional);
  • 4 de junho (quinta-feira), Corpus Christi (ponto facultativo);
  • 5 de junho (sexta-feira) (ponto facultativo);
  • 7 de setembro (segunda-feira), Independência do Brasil (feriado nacional);
  • 12 de outubro (segunda-feira), Nossa Senhora Aparecida (feriado nacional);
  • 28 de outubro (quarta-feira), Dia do Servidor Público federal (ponto facultativo);
  • 2 de novembro (segunda-feira), Finados (feriado nacional);
  • 15 de novembro (domingo), Proclamação da República (feriado nacional);
  • 20 de novembro (sexta-feira), Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra (feriado nacional);
  • 24 de dezembro (quinta-feira), Véspera do Natal (ponto facultativo após as 13 horas);
  • 25 de dezembro (sexta-feira), Natal (feriado nacional); e
  • 31 de dezembro (quinta-feira), Véspera do Ano Novo (ponto facultativo após as 13 horas).

Confira a Portaria MGI nº 11.460/2025

Publicado originalmente pela Agência Gov em 30/12/2025

Por Ministério da Gestão

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Número de divórcios cai em 2024 após três anos de alta https://www.ocafezinho.com/2025/12/10/numero-de-divorcios-cai-em-2024-apos-tres-anos-de-alta/ https://www.ocafezinho.com/2025/12/10/numero-de-divorcios-cai-em-2024-apos-tres-anos-de-alta/#respond Wed, 10 Dec 2025 18:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=222876 Divórcios em 1ª instância ou realizados por escrituras extrajudiciais caíram 2,8% em um ano

O país registrou 428.301 divórcios em 1ª instância ou realizados por escrituras extrajudiciais em 2024, uma redução de 2,8% em relação a 2023 (440.827). A última vez que a quantidade de divórcios diminuiu foi em 2020 (-13,6%). Sul (-1,4%), Sudeste (-2,5%), Nordeste (-3,1%), e Centro-Oeste (-11,8%) puxaram essa queda, enquanto o Norte (9,1%) foi a única grande região com aumento entre 2023 e 2024.

Os dados são das Estatísticas do Registro Civil, divulgadas hoje (10), pelo IBGE. A pesquisa investiga informações relativas aos nascidos vivos, casamentos, óbitos e óbitos fetais informados pelos Cartórios de Registro Civil de Pessoas Naturais; aos divórcios judiciais declarados pelas Varas de Família, Foros ou Varas Cíveis; bem como aos divórcios extrajudiciais, realizados pelos Tabelionatos de Notas.

“A queda na quantidade de divórcios é pequena. Quando olhamos a série histórica, vemos que essas variações são cíclicas, portanto, é preciso esperar próximas divulgações para ver se esse comportamento indica alguma mudança de tendência”, diz a gerente da pesquisa, Klívia Brayner.

Pela primeira vez, a proporção de divórcios judiciais entre pais com guarda compartilhada com filhos menores (44,6%) superou a de casais cuja guarda de filhos menores era da mulher (42,6%). Em 2014, essas proporções eram de, respectivamente, 7,5% e 85,1%. “A pesquisa mostra que essa inversão de tendência é consequência da Lei n. 13.058, de 2014, que passou a priorizar a guarda compartilhada ainda que não haja acordo entre os pais quanto à guarda dos filhos, desde que ambos estejam aptos a exercer o poder familiar”, avalia a gerente da pesquisa.

Os divórcios judiciais concedidos em 1ª instância corresponderam a 81,8% dos divórcios do país em 2024. Na análise desse tipo de divórcio segundo o arranjo familiar, a maior proporção das dissoluções ocorreu entre as famílias constituídas somente com filhos menores de idade, atingindo 45,8% em 2024, contra 46,3% em 2023. Na sequência, estão os divórcios entre casais sem filhos (30,4%).

Em média, os homens se divorciaram em idades mais avançadas (44,5 anos) que as mulheres (41,6 anos). Entre pessoas de sexos diferentes, para cada 100 casamentos registrados, ocorreram cerca de 45,7 divórcios no país, contra 47,4 em 2023. O tempo médio entre a data do casamento e a data da sentença ou escritura do divórcio se manteve em 13,8 anos em 2024, repetindo o resultado de 2023. Em 2010, era de aproximadamente 16 anos.

Número de casamentos civis cresce 0,9%, mas não alcança patamar pré-pandemia

Em 2024, houve aumento de 0,9% nos registros de casamentos civis realizados em Cartórios de Registro Civil de Pessoas Naturais, somando 948.925. Nordeste foi a única grande região com decréscimo (-1,4%). Centro-Oeste teve o maior crescimento (2,6%), seguido por Sul (2,3%), Norte (1,5%) e Sudeste (1,1%).

A partir de 2016, o número de casamentos civis apresentou tendência de queda. Com a pandemia da Covid-19, a redução foi ainda maior em relação ao ano anterior. Em 2021, as cerimônias matrimoniais voltaram a crescer, mas sem alcançar o número de 2019. O mesmo aconteceu em 2022. No ano seguinte, a quantidade de casamentos civis sofreu redução novamente. O ano de 2024 superou o de 2023, mas sem alcançar a média observada no período de 2015 a 2019.

Entre 2022 e 2024, os maiores números de registros de casamentos foram a partir de setembro em cada ano. Nesses três anos, dezembro permaneceu como o de maior número de registros. Em 2024, com exceção de março, setembro e dezembro, o total de casamentos nos outros meses foi maior do que no mesmo mês de 2023.

Casamento entre pessoas do mesmo sexo bate recorde

O número de casamentos entre pessoas do mesmo sexo bateu recorde em 2024, com 12.187 registros, alta de 8,8% em relação ao ano anterior (11.198). É o maior número desde o início da série histórica, em 2013. Desse total, os casamentos entre cônjuges femininos representaram 64,6%. Em relação a 2023, os casamentos entre mulheres tiveram aumento de 12,1%; já entre homens, o crescimento foi de 3,3% no mesmo período.

“A tendência é de que a cada ano seja maior. Tanto pela aceitação maior da sociedade quanto pela lei. Em 2013, o Conselho Nacional de Justiça aprovou uma resolução impedindo que cartórios de todo o país se recusassem a converter uniões estáveis entre pessoas do mesmo sexo em casamentos”, explica Klívia.

Centro-Oeste (28,2%), Nordeste (16,4%), Sudeste (6,1%) e Sul (4,2%) tiveram aumento no número de casamentos entre pessoas do mesmo sexo. A única redução foi no Norte (-4,2%).

Idades dos cônjuges aumentaram ao longo dos anos

A diferença entre idades dos cônjuges solteiros de sexos distintos com 15 anos ou mais foi de aproximadamente 2 anos, sendo que os homens se casaram, em média, aos 31,5 anos, e as mulheres, aos 29,3 anos, em 2024. Nos casamentos civis entre pessoas solteiras do mesmo sexo, a idade média foi de 34,7 anos, entre os homens, e de 32,5 anos, entre as mulheres.

As idades dos cônjuges nos casamentos entre pessoas de sexos distintos, independente do estado civil prévio, aumentaram ao longo dos últimos anos, tanto para homens quanto para mulheres. Em 2004, 8,5% das mulheres que se casaram tinham 40 anos ou mais, enquanto em 2024, a proporção chegava a 25,3%. O aumento também aconteceu em relação aos homens com 40 anos ou mais, subindo de 13,2%, em 2004, para 31,3%, em 2024.

“A ampliação da idade ao se casar pode estar relacionada ao adiamento da decisão pelo casamento civil e ao aumento do número de recasamentos, uma vez que a extensão da expectativa de vida também contribui para esse cenário”, destaca Klívia.

A participação de registros de casamentos em que pelo menos um dos cônjuges era divorciado ou viúvo aumentou de 13,5%, em 2004, para 23,4%, em 2014, e, em 2024, alcançou 31,1% de todos os registros de casamentos civis entre pessoas de sexos diferentes do país. Em 2024, considerando pelo menos um dos cônjuges divorciado ou viúvo, as idades médias ao se casar do homem e da mulher eram de 45,3 e 41,5 anos, respectivamente.

Nascimentos caem pelo sexto ano consecutivo e chegam a 2,38 milhões em 2024

O país teve 2,38 milhões de nascimentos ocorridos em 2024, uma queda de 5,8% em relação a 2023 (2,52 milhões). Esses nascimentos foram registrados até o primeiro trimestre de 2025. Este é o sexto recuo consecutivo na série histórica, iniciada em 1974. Já os outros 65.825 registros de nascimentos realizados em 2024 são de nascimentos ocorridos em anos anteriores a 2024 ou com o ano de nascimento ignorado.

Todas as grandes regiões tiveram queda no número de nascimentos entre 2023 e 2024, especialmente no Sudeste (-6,3%), Norte (-6,2%) e Sul (-6,0%). Nordeste (-5,3%) e Centro-Oeste (-4,7%) tiveram quedas menos intensas. Entre as unidades da federação, destaques para Acre (-8,7%), Rondônia (-8,6%) e Piauí (-8,2%), com os maiores recuos, e Paraíba (-1,9%), Alagoas (-2,4%) e Goiás (-3,0%), com reduções menos expressivas.

Em 2024, 88,5% dos registros de nascimentos gerados por mães residentes no país foram realizados no prazo de até 15 dias e 98,9% em até 90 dias. As áreas com mais de 20% dos registros realizados após os 90 dias estão concentradas em 11 municípios, sendo 7 deles na Região Norte, 3 no Piauí e 1 em Minas Gerais. Para a Região Norte, cerca de 1 a cada 4 registros de nascimentos (25,1%) foram realizados após o prazo de 15 dias, enquanto no Sul essa participação foi de 3,5%.

Proporção de mães com até 24 anos cai de mais da metade (51,7%) para pouco mais de um terço (34,6%) em duas décadas

Cerca de 34,6% dos nascimentos eram de mães com até 24 anos em 2024, uma redução considerável em comparação a 2004, quando mais da metade (51,7%) dos nascimentos eram de mães nessa faixa etária. Na Região Centro-Oeste houve a principal queda neste indicador, de 55,1% para 35,1% no mesmo período, enquanto Sul (29,9%) e Sudeste (30,7%) apresentaram valores mais baixos em 2024.

Houve diminuição também do número de registros de nascimentos gerados por mães adolescentes com até 19 anos, variando de 20,8% em 2004 para 11,3% em 2024. Mesmo assim, foram 267.446 nascimentos concebidos por mães com até 19 anos no país, considerando que a maternidade entre mulheres jovens pode ser um fator que dificulta sua permanência na educação formal.

Em 2024, 2.370.945 registros de nascimentos ocorridos no ano foram de filhos de mães que residiam no Brasil, sem considerar aquelas que moram no estrangeiro ou cuja residência é ignorada. Desse total, 0,9% (22.290) eram filhos de mães que nasceram em país estrangeiro e residiam no Brasil. Venezuela (32,4%), Bolívia (18,8%) e Paraguai (9,9%) foram os países de nacionalidade dessas mães estrangeiras, que residiam no Brasil, com maior participação percentual.

País teve 1,50 milhão de óbitos em 2024; 6,9% por causas não naturais

Em 2024, aconteceram 1,50 milhão de óbitos no país, uma alta de 4,6% em comparação ao ano anterior. Esses óbitos foram registrados até o primeiro trimestre de 2025. O grupo de idosos com 60 anos ou mais representou 71,7% dos óbitos registrados, o que corresponde a 1,07 milhão de mortes. Na comparação com 2023, houve alta de 5,6% ou 57.133 óbitos a mais nessa faixa etária.

Considerando a natureza do óbito, 90,9% das mortes foram por causas naturais, 6,9% por causas externas e em 2,2% não foi possível obter a natureza.

Os óbitos por causas externas ou não naturais (homicídios, suicídios, acidentes de trânsito, afogamentos, quedas acidentais etc) acometem especialmente os homens. Em 2024, o número de óbitos dessa natureza entre homens (85.244) foi 4,7 vezes maior que o de mulheres (18.043); entre os adolescentes e jovens de 15 a 29 anos, essa sobremortalidade masculina (27.575 óbitos) por causas não naturais é ainda mais acentuada, 7,7 vezes maior que a feminina (3.563 óbitos).

O aumento no número de óbitos aconteceu em todas as grandes regiões e em 26 unidades da federação. Sul (7,4%) e Centro-Oeste (6,2%) tiveram as maiores elevações na quantidade de óbitos, enquanto o aumento foi menor no Sudeste (4,0%), Nordeste (3,8%) e Norte (3,2%). Distrito Federal (11,6%), Rio Grande do Sul (7,6%), Santa Catarina e Goiás (ambos com 7,5%) e Paraná (7,0%) tiveram as maiores variações no número de óbitos. Roraima foi o único estado com queda (-5,7%).

Na comparação por sexo, aconteceram e foram registrados 815.608 mil óbitos masculinos e 678.372 femininos em 2024. O aumento no número de óbitos masculinos em relação ao ano anterior foi de 4,2% e dos femininos, 5,0%. Consequentemente, a razão de óbitos entre os sexos diminuiu de 121,2 para 120,2 óbitos masculinos a cada 100 femininos.

Destaques

  • Número de divórcios caiu 2,8% entre 2023 e 2024, chegando a 428.301. A última vez que houve queda nesse indicador foi entre 2019 e 2020 (-13,6%).
  • Pela primeira vez, proporção de divórcios judiciais de casais com guarda compartilhada (44,6%) superou aqueles em que a mulher tinha a guarda da criança (42,6%).
  • Número de casamentos civis cresce 0,9% entre 2023 e 2024, mas não alcança patamar pré-pandemia. Entre pessoas do mesmo sexo, a alta foi de 8,8% e bateu novo recorde, com 12.187 registros.
  • País teve 2,38 milhões de nascimentos ocorridos em 2024, uma queda de 5,8% em relação a 2023 (2,52 milhões). É o sexto ano consecutivo de redução na natalidade.
  • Proporção de mães com até 24 anos cai de mais da metade (51,7%) para pouco mais de um terço (34,6%) entre 2004 e 2024.
  • País registrou 1,50 milhão de óbitos ocorridos em 2024, número 4,6% maior em comparação com 2023.
  • Do total de óbitos, 6,9% foram por causas não naturais (homicídios, suicídios, acidentes de trânsito, afogamentos, quedas acidentais etc).
  • Número de óbitos não naturais entre homens (85.244) foi 4,7 vezes maior do que entre mulheres (18.043); entre os adolescentes e jovens de 15 a 29 anos, essa sobremortalidade masculina (27.575 óbitos) por causas não naturais é ainda mais acentuada, 7,7 vezes maior que a feminina (3.563 óbitos).

Publicado originalmente pela Agência de Notícias IBGE em 10/12/2025

Por Pedro Renaux e Sabrina Pirrho – Editoria Estatísticas Sociais

Arte: Helga Szpiz

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O que muda com as novas regras para tirar a CNH? https://www.ocafezinho.com/2025/12/09/o-que-muda-com-as-novas-regras-para-tirar-a-cnh/ https://www.ocafezinho.com/2025/12/09/o-que-muda-com-as-novas-regras-para-tirar-a-cnh/#respond Tue, 09 Dec 2025 15:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=222801 O processo para obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) deve passar por uma das maiores mudanças das últimas décadas.

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) aprovou na semana passada uma resolução que moderniza todas as etapas para quem pretende dirigir no Brasil.

A norma entra em vigor assim que for publicada no Diário Oficial da União, o que, segundo o Ministério dos Transportes, deve ocorrer nesta terça-feira (9/12) após uma cerimônia no Palácio do Planalto.

A principal promessa do governo é reduzir a burocracia e tornar a habilitação mais acessível.

Segundo a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), cerca de 20 milhões de brasileiros já dirigem sem habilitação, e outros 30 milhões têm idade para obter o documento, mas nunca iniciaram o processo por não conseguirem arcar com custos que chegam a R$ 5 mil. A estimativa oficial é que as novas regras possam diminuir em até 80% o valor final da CNH.

A mudança mais estrutural está na retirada da obrigatoriedade das aulas em autoescolas tradicionais.

O candidato continuará sendo obrigado a fazer as provas teórica e prática — nada muda nesse ponto —, mas poderá se preparar do jeito que preferir. O Ministério dos Transportes vai oferecer gratuitamente todo o conteúdo teórico em formato digital.

Quem não quiser estudar online continua podendo frequentar aulas presenciais em autoescolas ou instituições credenciadas.

No treinamento prático, a exigência mínima cairá das atuais 20 horas para apenas duas horas. Depois disso, o candidato decide se deseja ter mais aulas, e com quem: poderá contratar autoescolas, instrutores autônomos credenciados pelos Detrans ou optar por preparações personalizadas.

Também será permitido usar o próprio carro. Segundo a pasta, essa flexibilização aproxima o Brasil de modelos adotados em países como Estados Unidos, Reino Unido e Canadá, onde o foco central está no desempenho do candidato nas avaliações — não no número de aulas cumpridas.

Para os instrutores independentes, o governo quer criar um sistema de credenciamento e fiscalização padronizado em âmbito nacional. Eles serão identificados e monitorados por meio da Carteira Digital de Trânsito (CDT), que passa a concentrar informações do candidato e acompanhar seu processo de habilitação. A coleta biométrica, o exame médico e as provas continuam sendo etapas presenciais nos Detrans, sem qualquer alteração.

Outra novidade é que a abertura do processo poderá ser feita diretamente pelo site do Ministério dos Transportes ou pelo aplicativo da CDT, sem necessidade de ir a um posto físico no início.

Segundo o ministro Renan Filho, digitalizar e simplificar essas etapas é parte do esforço de inclusão. Ele afirma que a habilitação funciona, para muitos brasileiros, como porta de entrada para o mercado de trabalho. “Baratear e desburocratizar a obtenção da CNH é uma política pública de inclusão produtiva, porque habilitação significa trabalho, renda e autonomia. Estamos modernizando o sistema e mantendo toda a segurança necessária”, disse.

O ministro reforça que as provas continuam sendo o filtro real para garantir que o candidato esteja apto a dirigir. “As aulas, por si só, não garantem que alguém esteja pronto. O que garante é a avaliação”, afirmou.

As mudanças passam a valer imediatamente após a publicação no Diário Oficial. A partir daí, governos estaduais e Detrans deverão se adaptar às novas diretrizes, enquanto o governo federal lança o novo aplicativo “CNH do Brasil”, pensado para concentrar materiais de estudo e permitir que o processo inteiro seja acompanhado pelo celular.

Embora ainda seja esperado o texto final da resolução — que deve detalhar todos os procedimentos —, o governo afirma que a combinação de gratuidade no conteúdo teórico, flexibilização das aulas práticas e abertura para instrutores autônomos deve ampliar radicalmente o acesso à habilitação e diminuir o número de brasileiros que dirigem sem documentação por falta de condições financeiras.

Publicado originalmente pela BBC News Brasil em 09/12/2025

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Expectativa de vida no país sobe para 76,6 anos, a maior já registrada https://www.ocafezinho.com/2025/11/28/expectativa-de-vida-no-pais-sobe-para-766-anos-a-maior-ja-registrada/ https://www.ocafezinho.com/2025/11/28/expectativa-de-vida-no-pais-sobe-para-766-anos-a-maior-ja-registrada/#respond Fri, 28 Nov 2025 20:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=222126 Dados do IBGE indicam que mortalidade infantil volta a cair

Em 2024, a expectativa de vida da população brasileira chegou aos 76,6 anos, crescendo 2,5 meses em relação a 2023. Para a população masculina, o aumento foi de 2,5 meses passando de 73,1 anos para 73,3 anos, no período. Já para as mulheres o ganho foi um pouco menor: de 79,7 para 79,9 anos, ou mais 2,0 meses. São informações das Tábuas de Mortalidade 2024, do IBGE.

A pandemia de Coronavírus provocou a elevação do número de mortes no Brasil e no mundo, com a consequente redução da expectativa de vida ao nascer no país, que recuou para 72,8 anos em 2021 (sendo 69,3 anos para homens e 76,4 anos para as mulheres). A partir de 2022, com o arrefecimento da pandemia, esse indicador voltou a crescer.

A longevidade da população brasileira aumentou bastante nas últimas nove décadas. Quem nasceu em 1940 viveria, em média, 45,5 anos. Já em 2024, a expectativa de vida ao nascer chegou a 76,6 anos, representando um aumento de 31,1 anos, neste período.

No mundo, a maior expectativa de vida ao nascer para ambos os sexos pertence a Mônaco (86,5 anos), com San Marino (85,8), Hong Kong (85,6), Japão (84,9) e Coreia do Sul (84,4) a seguir.

Mortalidade infantil recua para 12,3 a cada mil

Em 2024, a taxa de mortalidade infantil (crianças com menos de um ano de idade) para ambos os sexos, no país, era de 12,3 para cada mil crianças nascidas vivas. Esse indicador se reduziu significativamente, desde 1940, quando, para cada mil nascidos vivos, aproximadamente 146,6 crianças não completariam o primeiro ano de vida.

A queda da mortalidade das crianças do Brasil, ao longo das últimas nove décadas, está associada às campanhas de vacinação em massa, à atenção ao pré-natal, ao aleitamento materno, à ação dos agentes comunitários de saúde e aos programas de nutrição infantil, entre outros fatores. Também contribuíram para a diminuição desse fatídico indicador os aumentos da renda, da escolaridade e do número de domicílios do país com acesso a serviços de saneamento adequado. A diminuição dos níveis de mortalidade, por sua vez, vem contribuindo para elevar a expectativa de vida dos brasileiros ao longo dos anos.

Dos 20 aos 24 anos, sobremortalidade masculina é 4,1 vezes a das mulheres

Em 2024, a sobremortalidade masculina concentrava-se entre os chamados de adultos jovens, nos grupos de idade de 15 a 19, 20 a 24 e 25 a 29 anos, com valores de 3,4, 4,1 e 3,5 respectivamente. Isso significa que, no grupo de 20 a 24 anos, por exemplo, um homem de 20 anos tinha 4,1 vezes mais chance de não completar os 25 anos do que uma mulher do mesmo grupo etário. Isto se deve à maior incidência dos óbitos por causas externas ou não naturais na população masculina.

A série histórica desses indicadores constata a inexistência de sobremortalidade masculina em níveis tão elevados, entre os adultos jovens do país, em 1940. Isso comprova que este fenômeno está associado ao rápido processo de urbanização e metropolização do Brasil, no período.

A partir dos anos 1980, as mortes associadas às causas externas ou não naturais (homicídios, suicídios, acidentes de trânsito etc.) passaram a elevar as taxas de mortalidade da população, particularmente dos adultos jovens do sexo masculino. A expectativa de vida masculina no Brasil continuou crescendo, mas poderia ser superior à estimada atualmente, não fosse o efeito das mortes violentas dos jovens sobre a estrutura demográfica do país.

Esperança de vida dos idosos do país cresce mais de 9 anos, desde 1940

Em 1940, um indivíduo que chegasse aos 60 anos de idade viveria, em média, mais 13,2 anos, sendo mais 11,6 anos para os homens e mais 14,5 anos para as mulheres. Já em 2024, a população do país que chega aos 60 anos de idade vive, em média mais 22,6 anos, sendo mais 20,8 anos para homens e mais 24,2 anos para as mulheres. Historicamente, a expectativa de vida desse grupo etário cresceu 9,3 anos, (mais 9,2 anos para os homens e mais 9,7 anos para as mulheres). Estes indicadores também foram afetados pela pandemia de COVID-19, especialmente em 2020 e 2021, mas vêm se recuperando desde 2022.

Em 2024, as expectativas de vida para quem chega aos 80 anos foram de mais 9,5 anos para as mulheres e mais 8,3 anos para os homens. Em 1940, estes valores eram de 4,5 anos para as mulheres e 4,0 anos para os homens, indicando um maior aumento da longevidade feminina em relação à masculina.

Mais sobre a pesquisa

As Tábuas de Mortalidade 2024 são provenientes da projeção da população do Brasil para o período 2000-2070. As Tábuas revelam os padrões de mortalidade da população brasileira e têm sido utilizadas pelo Governo Federal como um dos parâmetros para se determinar o chamado fator previdenciário, que integra o cálculo dos valores das aposentadorias sob o Regime Geral de Previdência Social.

Publicado originalmente pela Agência de Notícias IBGE em 28/11/2025

Por Luiz Bello – Editoria Estatísticas Sociais

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Jimmy Cliff, cantor jamaicano de reggae, ator e ícone cultural, morre aos 81 anos https://www.ocafezinho.com/2025/11/24/jimmy-cliff-cantor-jamaicano-de-reggae-ator-e-icone-cultural-morre-aos-81-anos/ https://www.ocafezinho.com/2025/11/24/jimmy-cliff-cantor-jamaicano-de-reggae-ator-e-icone-cultural-morre-aos-81-anos/#respond Mon, 24 Nov 2025 16:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=221845 A estrela de The Harder They Come teve sucessos como You Can Get It If You Really Want e I Can See Clearly Now.

Jimmy Cliff, o cantor e ator cuja voz melodiosa ajudou a transformar o reggae em um fenômeno global, morreu aos 81 anos.

Uma mensagem de sua esposa, Latifa Chambers, no Instagram, dizia: “É com profunda tristeza que compartilho a notícia de que meu marido, Jimmy Cliff, faleceu devido a uma convulsão seguida de pneumonia. Sou grata à sua família, amigos, colegas artistas e companheiros de trabalho que compartilharam sua jornada com ele. A todos os seus fãs ao redor do mundo, saibam que o apoio de vocês foi a força dele durante toda a sua carreira… Jimmy, meu querido, que você descanse em paz. Seguirei seus desejos.” A mensagem também foi assinada por seus filhos, Lilty e Aken.

Com sucessos como “You Can Get It If You Really Want”, “I Can See Clearly Now” e “Wonderful World, Beautiful People”, o temperamento musical otimista de Cliff lhe rendeu uma base de fãs grande e duradoura. Seu papel principal no drama policial de 1972, “The Harder They Come”, também foi aclamado, sendo o filme considerado um marco do cinema jamaicano.

Ele é um dos poucos músicos, ao lado de Bob Marley e outros, a receber a Ordem de Mérito da Jamaica.

Publicado originalmente pelo The Guardian em 24/11/2025

Por Ben Beaumont-Thomas

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