Tadeu Porto - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tadeu-porto/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Wed, 13 Aug 2025 22:00:31 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://controle.ocafezinho.com/wp-content/uploads/2015/10/cropped-Logo_Cafezinho_tmb-32x32.png Tadeu Porto - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tadeu-porto/ 32 32 Eduardo Bolsonaro faz lobby para EUA atacar o SUS https://www.ocafezinho.com/2025/08/13/eduardo-bolsonaro-faz-lobby-para-eua-atacar-o-sus/ https://www.ocafezinho.com/2025/08/13/eduardo-bolsonaro-faz-lobby-para-eua-atacar-o-sus/#comments Wed, 13 Aug 2025 22:00:25 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=215249 6 Comentários 🔥]]> Não é mais novidade: Eduardo Bolsonaro segue sua carreira de traição em ritmo acelerado. As reuniões de Eduardo e seu comparsa Paulo Figueiredo culminou e mais um ataque a soberania nacional, agora a preciosidade nacional que é o Sistema Único de Saúde, reconhecido no mundo inteiro.

Depois de fugir para conspirar com americanos para atacar a justiça brasileira e ameaçar o mercado popular e o Pix, agora sua mira está na saúde do trabalhador brasileiro – especialmente o mais pobre, o que depende do SUS e do Mais Médicos para sobreviver.

Não basta ser um péssimo político; tem que ser capacho de interesses estrangeiros e ainda caguetar seus próprios conterrâneos apenas para aparecer e tentar concorrer a presidência.

Não é novidade: Eduardo Bolsonaro continua sua carreira de traição em ritmo acelerado. Depois de atacar o mercado popular e o Pix, agora sua mira está na saúde do trabalhador brasileiro – especialmente do mais pobre, aquele que depende do SUS e do Mais Médicos para sobreviver.

O pior não é só o desmonte. É a entrega descarada. Suas reuniões nos EUA, que ele mesmo confirmou, foram o pontapé para o ataque imperialista contra um programa essencial do governo. Não basta ser um péssimo político; tem que ser capacho de interesses estrangeiros.

E, como se não bastasse, o “deputado miliciano” ainda ameaça servidores públicos – aqueles que, diferentemente dele, trabalham pelo Brasil. Enquanto o povo sofre com a falta de médicos, ele faz pose de patriota e se vende ao capital internacional.

Assim como o pai genocida que deixou 700 mil mortos na pandemia, Eduardo mantém o legado de destruição: atacar o SUS é atacar os mais pobres, é negar o direito à vida. Sangue Bolsonaro não muda – só sabe governar para a morte.

Os Bolsonaros vão seguindo forte seu legado de destruição no Brasil.

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Nós contra eles: CLT impulsiona luta de jogadores do Galo https://www.ocafezinho.com/2025/07/24/nos-contra-eles-clt-impulsiona-luta-de-jogadores-do-galo/ https://www.ocafezinho.com/2025/07/24/nos-contra-eles-clt-impulsiona-luta-de-jogadores-do-galo/#respond Thu, 24 Jul 2025 15:50:55 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=213590 Os últimos dias revelaram uma grave crise em um dos maiores clubes do Brasil: o Atlético-MG, também conhecido como Galo Forte e Vingador.

Um grupo de jogadores pressionou o clube para receber seus vencimentos atrasados, como salários, direitos de imagem e premiações — algo mais do que justo em qualquer sociedade.

O que chama atenção, porém, é como os atletas do Atlético escolheram agir contra uma instituição administrada por bilionários que, pelo império que possuem (empresas como MRV, CNN e Inter), têm totais condições de arcar com a folha salarial dos trabalhadores.

Se não fossem as leis trabalhistas brasileiras, popularmente chamadas de CLT, os jogadores mal teriam chance de cobrar seus direitos, já que a Justiça comum é ainda mais lenta e burocrática. O jogador Rony chegou a pedir a rescisão de contrato com o Atlético-MG com base na Justiça do Trabalho.

Vale lembrar que a CLT foi criada no governo Getúlio Vargas, fruto da luta de milhões de trabalhadores cansados da exploração. A indignação popular foi tão forte que se tornou um dos motores da Revolução de 1930, forçando o “mais mineiro dos gaúchos” a atender às demandas trabalhistas para evitar uma convulsão social.

Ou seja, a CLT não nasceu por benevolência, mas como conquista histórica. Na década de 1940, após greves e pressões, Vargas consolidou direitos como salário mínimo, jornada de 8 horas e férias remuneradas, mudando para sempre a relação entre patrões e empregados.

Há quase um século, a CLT protege os trabalhadores contra salários atrasados, jornadas exaustivas, desvalorização salarial, acidentes de trabalho e exploração da saúde.

Alguns defendem que a informalidade “facilitaria” a relação entre patrão e empregado, reduzindo a burocracia. Mas a prática mostra até mesmo atletas milionários, como os do Galo, dependendo da CLT para se proteger — prova de que, sem leis, até quem tem grandes salários fica vulnerável.

Para quem acha que o discurso do “nós contra eles” é exagero, o conflito entre o elenco e a SAF bilionária do Atlético escancarou a realidade: essa divisão é mais atual do que nunca.

Enquanto desinformados atacam as leis trabalhistas, alegando que “não há mais exploração”, a história se repete. Bilionários, quando conveniente, ignoram promessas e contratos — e só a pressão organizada, respaldada pela lei, garante que a justiça prevaleça.

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STF acerta ao confrontar Bolsonaro: o golpe ainda está em curso https://www.ocafezinho.com/2025/07/22/stf-acerta-ao-confrontar-bolsonaro-o-golpe-ainda-esta-em-curso/ https://www.ocafezinho.com/2025/07/22/stf-acerta-ao-confrontar-bolsonaro-o-golpe-ainda-esta-em-curso/#comments Tue, 22 Jul 2025 15:33:48 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=213443 1 Comentário 🔥]]> Os incendiários não vão recuar enquanto não provocarem uma ruptura institucional. O que está em jogo é o futuro da democracia brasileira.

Churchill imortalizou uma ideia perspicaz em tempos de disputa: a verdade seria tão valiosa que estaria protegida por um batalhão de mentiras. Assim, encontrá-la equivale a atingir a raiz de um sistema, revelar seus princípios fundadores. Como a política é um jogo, ocultar intenções faz parte de qualquer estratégia.

Isso nos leva aos últimos acontecimentos que incendiaram o cenário político brasileiro — com destaque para a rebeldia dos nepo babies militares em crise de meia-idade. Sob a máscara de “conservadores”, essa parte do bolsonarismo clama por ruptura e demonstra disposição para ir até as últimas consequências.

E essa é a verdade que precisa ser considerada.

Eduardo e Paulo, que decidiram apostar alto à revelia do próprio núcleo do bolsonarismo, viraram a chave e atacam o Brasil sem margem para recuo (ou “acordo caracu”, como dizem). Não são atores irrelevantes — demonstraram capacidade de mobilização. E, sobretudo, deixaram claro que “não há volta” e que irão até o fim. São sinais inequívocos de que buscam uma ruptura.

A história comprova que esse segmento sempre buscou desmantelar as conquistas democráticas recentes do Brasil. Aqueles que pedem intervenção militar desde 2013, também acamparam em quartéis, bloqueiaram estradas, planejaram atentados, invadiram os Três Poderes e ameaçaram invadir até refinarias de petróleo.

Esse projeto não surge no vácuo. Vivemos uma crise democrática global, com a extrema-direita autoritária avançando em múltiplas frentes. Tampouco se trata de um fenômeno passageiro — a escalada autoritária patrocinada pelos EUA (justamente os mesmos que apoiaram Bolsonaro na desestabilização do Brasil) demonstra que o risco é estrutural e permanente.

O ataque à República e à democracia brasileira é real e sistêmico. Não podemos abdicar de defendê-las. Por isso, o STF está correto em monitorar e rebater in loco as investidas bolsonaristas. Motivado pela autopreservação da Nova República, o tribunal compreende que a ala radical do bolsonarismo não vai desistir enquanto não causar uma ruptura institucional no Brasil.

Como estamos longe de imaginar essa ruptura como uma revolução, só conseguimos imagina-la como um Golpe de Estado, como já tivemos diversos no país, inclusive aquele que levou o avô do Paulo Figueiredo ao poder no regime que sempre foi admirado por Jair Bolsonaro.

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O Lula analógico: em tempos de histeria a lentidão é uma bênção https://www.ocafezinho.com/2025/06/27/o-lula-analogico-em-tempos-de-histeria-a-lentidao-e-uma-bencao/ https://www.ocafezinho.com/2025/06/27/o-lula-analogico-em-tempos-de-histeria-a-lentidao-e-uma-bencao/#respond Fri, 27 Jun 2025 20:29:38 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=211479 Tem crescido a crítica ao presidente Lula de que ele seria “analógico”. E é verdade que ele seja, mas o que alguns veem como defasagem, pode ser justamente sua resistência mais valiosa.

No podcast do Mano Brown, Lula foi certeiro: chamou as redes sociais de “redes digitais” — lembrando que a eletrônica, os algoritmos e as ondas eletromagnéticas não têm alma. Essa sabedoria de um homem de 80 anos, com a capacidade cognitiva inquestionável, não pode ser menosprezada. Vivemos um poderoso vício coletivo em telas e estamos cada vez mais refém da tecnologia.

Crescem os estudos que comprovam como smartphones e redes digitais alteraram nosso comportamento, afetando saúde mental e relações. Mesmo assim, continuamos dispensando desenfreadamente nossa atenção a esses dispositivos. 

Milton Santos já alertava sobre essa aceleração desenfreada da globalização, que trocou profundidade por velocidade, em seu texto “elogio à lentidão”, 2001:

O mundo de hoje parece existir sob o signo da velocidade. O triunfo da técnica, a onipresença da competitividade, o deslumbramento da instantaneidade na transmissão e recepção de palavras, sons e imagens e a própria esperança de atingir outros mundos contribuem, juntos, para que a idéia de velocidade esteja presente em todos os espíritos e a sua utilização constitua uma espécie de tentação permanente. Ser atual ou eficaz, dentro dos parâmetros reinantes, conduz a considerar a velocidade como uma necessidade e a pressa como uma virtude. Quanto aos demais não incluídos, é como se apenas fossem arrastados a participar incompletamente da produção da história.”

O paradoxo é inquestionável: quando tudo é urgente, nada é. Consumimos informações em excesso, mas perdemos a capacidade de refletir. A ansiedade vira norma, e a política vira campo de gritaria — onde a irracionalidade cresce justamente porque ninguém tem tempo para pensar.

Lula, ao governar sem se render ao frenesi digital, mostra que é possível exercer poder sem se perder no barulho da histeria. Seu nome circula diariamente em todo o país e no mundo e mesmo assim ele não cai na armadilha de trocar sua biografia por engajamento, seu prestígio pela urgência.

Sua postura lembra que, num mundo intoxicado por estímulos, desacelerar pode ser o gesto mais revolucionário. Num tempo em que até as indignações viram conteúdo descartável, resistir ao ritmo das redes digitais não é nostalgia — é sobrevivência.

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Privatização do Bolsonaro faz o povo pagar mais caro https://www.ocafezinho.com/2025/05/22/privatizacao-do-bolsonaro-faz-o-povo-pagar-mais-caro/ https://www.ocafezinho.com/2025/05/22/privatizacao-do-bolsonaro-faz-o-povo-pagar-mais-caro/#respond Thu, 22 May 2025 13:29:48 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=209290 Não tem segredo, companheiros, o tempo é implacável para revelar a verdade.

O desmonte do setor de petróleo nacional implementou o “preço livre” de combustíveis – livre do povo e nas mãos das grandes distribuidoras. Não tenhamos dúvidas: a privatização da BR Distribuidora, Liquigás e Gaspetro faz hoje o povo pagar mais caro pelos combustíveis.

A categoria petroleira sempre denunciou que acabar com a ideia do “poço ao posto” da Petrobrás iria prejudicar o país. A campanha “Privatizar faz mal ao Brasil” nunca fez tanto sentido.

O tempo está aí mostrando que as distribuidoras de combustível, agora nas mãos de particulares, estão aumentando os preços para elevar seus lucros, cobrando mais do que a Petrobrás cobrava nos tempos da BR Distribuidora. O tempo também está provando que as refinarias privadas repassam preços maiores que as refinarias públicas.

O preço nas refinarias públicas está caindo, enquanto nas refinarias privadas e nas distribuidoras particulares o valor se mantém estável ou até aumenta, mesmo com a queda do barril de petróleo e do dólar.

O povo está pagando mais caro no combustível para encher os bolsos de bilionários e até financiar o crime organizado, já que o próprio PCC tem aumentado sua atuação em postos de gasolina.

A inflação não dá trégua, muito por causa desses preços abusivos dos combustíveis, e o trabalhador acaba pagando mais caro por tudo. E ainda vê suas dívidas crescerem porque os juros estão nas alturas.

Está na hora do país começar um debate sério sobre a reestatização dos setores estratégicos. Não dá para a economia ficar refém de meia dúzia de bilionários que só pensam no lucro e ainda prestam serviços ruins.

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Antes crítico do “mi-mi-mi”, Bolsonaro sobrevive da vitimização https://www.ocafezinho.com/2025/04/27/antes-critico-do-mi-mi-mi-bolsonaro-sobrevive-da-vitimizacao/ https://www.ocafezinho.com/2025/04/27/antes-critico-do-mi-mi-mi-bolsonaro-sobrevive-da-vitimizacao/#respond Sun, 27 Apr 2025 22:50:38 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=207660

A gente sabe que alguém está perto da derrota quando começa a sofrer exatamente aquilo que fez o outro sofrer.

Bolsonaro ganhou fama em programas como o CQC e o SuperPop com opiniões polêmicas e ataques a outras pessoas. Quando essas pessoas reagiam, acusando-o de feri-las, ele costumava responder com desprezo, chamando de vitimismo. Nem mesmo os doentes escaparam: basta lembrar dos pacientes de Covid-19, quando Bolsonaro perguntou “vai chorar até quando?” e mandou parar com “frescura e mi-mi-mi”.

Outro sinal claro de derrota é quando alguém não aceita as regras do jogo que ele mesmo criou — e tenta mudá-las no meio da partida. Quem apela assim, na vida, logo ouve a velha máxima: “não sabe brincar, não desce para o play.”

Pois é exatamente esse provérbio que hoje encurrala a família Bolsonaro. Hipócritas que ganharam fama chamando os outros de “mimizentos” ou vitimistas, agora sobrevivem de um espetáculo cuidadosamente montado para a própria vitimização, transformando a lamentação pública em estratégia de sobrevivência política.

É claro que é desumano ver alguém ser interpelado pela Justiça numa UTI. Mas quem escolheu esse campo de batalha — a lei da selva — foram os próprios Bolsonaros. Foram eles que provocaram e ameaçaram o STF e o próprio Xandão diversas vezes. Foram eles que transformaram uma UTI em palco de espetáculo e propaganda pessoal. Foram eles que decidiram desacreditar a política e apostar no conflito humano direto.

É fácil verificar que, durante todos esses anos, os Bolsonaros desafiaram o STF e Alexandre de Moraes: chamaram pra briga, ameaçaram, provocaram (daria até para montar uma coletânea só disso). Agora que Xandão desceu pro play, correm pro canto e clamam por misericórdia — como valentões que chamam pra briga e depois gritam pela mãe.

A essa altura do jogo, fica muito difícil explicar que o “grande” líder da direita, o “antissistema”, aquele que prometia derrotar as velhas raposas, tenha como principal arma política o choramingo nas redes sociais, posando de vítima incompreendida. Ou, ainda, o filho que foge para os EUA depois de provocar seu adversário dizendo que “um cabo e um soldado” bastariam para derrotá-lo.

Tudo pode acontecer nesse cenário instável — inclusive Xandão sair derrotado, dependendo dos próximos capítulos da disputa. O que vemos hoje é o jogo do poder escancarado, nu e cru. Ele tem suas próprias regras — e o que está escrito no papel, como leis e normas, vale pouca coisa ou quase nada.

Mas há algo que ninguém pode negar: foi Bolsonaro quem escolheu a barbárie como campo de batalha. E agora, o mínimo que lhe resta é aceitar as consequências das próprias escolhas.


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A hipocrisia da direita e o falso patriotismo: os brasileiros algemados nos EUA https://www.ocafezinho.com/2025/01/26/a-hipocrisia-da-direita-e-o-falso-patriotismo-os-brasileiros-algemados-nos-eua/ https://www.ocafezinho.com/2025/01/26/a-hipocrisia-da-direita-e-o-falso-patriotismo-os-brasileiros-algemados-nos-eua/#comments Sun, 26 Jan 2025 19:49:49 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=201175 7 Comentários 🔥]]> Não é de hoje que a direita brasileira se veste com a bandeira do patriotismo para defender seus interesses. Eles gritam “Brasil acima de tudo”, erguem a bandeira nacional em protestos e se dizem os verdadeiros defensores da soberania do país. Mas, quando a realidade bate à porta e exige coerência, o que vemos? Um silêncio ensurdecedor. Ou, pior, uma defesa descarada de quem humilha e oprime os nossos compatriotas.  

O caso dos brasileiros que chegaram algemados e deportados dos Estados Unidos é a prova cabal dessa hipocrisia. Enquanto cidadãos brasileiros eram tratados como criminosos, algemados e expostos como se fossem uma ameaça à “grande nação americana”, onde estavam os supostos patriotas? Onde estavam aqueles que juram amor ao Brasil e à sua gente? Estavam, pasmem, defendendo o governo dos Estados Unidos.  

É inacreditável, mas não surpreende. A direita brasileira, que tanto se gaba de seu nacionalismo, revela-se, na prática, profundamente globalista e subserviente aos interesses estrangeiros. Enquanto um patriota de verdade estaria ao lado dos seus compatriotas, exigindo respeito e dignidade para os brasileiros que foram humilhados, esses falsos patriotas preferem ficar do lado do opressor. Para eles, o que importa não é o Brasil ou o seu povo, mas sim a manutenção de uma narrativa que sempre coloca os Estados Unidos no papel de “exemplo a ser seguido”.  

E não se enganem: essa não é uma postura isolada. É sintomática de um projeto político que, há décadas, enxerga o Brasil como mero coadjuvante no cenário global. Eles não defendem a soberania nacional; defendem os interesses de uma elite que sempre se curvou aos desmandos das potências estrangeiras. São, na essência, antipatriotas.  

O verdadeiro patriotismo não se resume a discursos inflamados ou bandeiras tremulando ao vento. Ele se manifesta na defesa intransigente dos direitos dos cidadãos, no respeito à dignidade humana e na luta por um país mais justo e soberano. E, nesse momento, os brasileiros algemados nos EUA precisam de patriotas de verdade, não de hipócritas que trocam a bandeira do Brasil pela estrela da bandeira americana.  

Portanto, companheiros e companheiras, fiquemos atentos. A máscara caiu, e a hipocrisia da direita está exposta para quem quiser ver. Enquanto eles aplaudem a humilhação dos nossos compatriotas, cabe a nós, que verdadeiramente amamos este país, levantar a voz em defesa daqueles que foram injustiçados. O Brasil não merece falsos patriotas. Merece gente que lute por ele de verdade.  

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Direita hipócrita não critica a caneta pesada de Trump https://www.ocafezinho.com/2025/01/25/direita-hipocrita-nao-critica-a-caneta-pesada-de-trump/ https://www.ocafezinho.com/2025/01/25/direita-hipocrita-nao-critica-a-caneta-pesada-de-trump/#comments Sat, 25 Jan 2025 16:57:54 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=201153 3 Comentários 🔥]]> De um lado, a exigência de que o FED abaixe os juros. De outro, a barganha para que a OPEP reduza o preço do barril de petróleo.

Isso vindo do presidente de um país reconhecido pelo seu “liberalismo econômico” e pela sua aversão à “mão pesada” do Estado.

Por aqui, Lula não pode nem opinar sobre o Banco Central, que dirá enviar um comando. Parece um escândalo qualquer influência sob o BC, que precisa ser autônomo por ser técnico (menos do mercado privado, claro).

A realidade das ações de Trump desmascara esse discurso tecnocrata e escancara, na prática, o óbvio: o presidente precisa ter influência sobre as variáveis macroeconômicas que impactam todo o país.

Agora, a hipocrisia é ainda maior com o pedido para a OPEP. Trump não é presidente do mundo, mas, mesmo assim, vão aceitar a interferência dele sobre um bloco que produz 26 milhões de barris de petróleo por dia.

Isso é quase dez vezes mais do que o Brasil produz. Ainda assim, por aqui, economistas de direita querem argumentar que Lula não pode interferir na Petrobrás, que é uma empresa estatal.

Na verdade, Trump faz o que Biden fez e o que todos os presidentes devem fazer: trabalhar na dinâmica real da economia para que os resultados dela funcionem de acordo com o planejamento do governo.

Aqui no Brasil, não pode ser diferente. O governo precisa voltar a ter mais poder de decisão e investimento, e o mercado privado precisa dar transparência aos seus processos, para que eles sirvam, de fato, à população que sustenta sua existência.

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De Dilma a Lula, Centrão segue boicotando e ganhando com crise econômica https://www.ocafezinho.com/2024/12/14/de-dilma-a-lula-centrao-segue-boicotando-e-ganhando-com-crise-economica/ https://www.ocafezinho.com/2024/12/14/de-dilma-a-lula-centrao-segue-boicotando-e-ganhando-com-crise-economica/#comments Sat, 14 Dec 2024 18:56:32 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=198617 6 Comentários 🔥]]> A repetição do padrão do impacto do Congresso Nacional na economia deixa claro que o Executivo não pode ser o único responsabilizado pelos desempenhos econômicos da nação.

Costuma-se creditar somente a Dilma toda a crise de 2015, mas houve um claro boicote econômico do Legislativo que impactou diretamente o país, admitido, inclusive, pelo ex-senador e ex-presidente tucano, Tasso Jereissati.

Não dá para esquecer as “pautas bombas” de Eduardo Cunha, de como ele manobrou muitas vezes para derrotar o governo na Câmara. Vale lembrar que as consequências econômicas foram as mesmas de hoje, alta do dólar que elevou a inflação e os juros em 2015.

Vale lembrar, também, que a chantagem de Lira é a mesma de Cunha que Dilma peitou e acabou derrubada. Existe, por exemplo, uma clara conexão entre ambos, o deputado Hugo Motta, aliado de Cunha que o ajudou a rachar o antigo PMDB contra Dilma é o escolhido de Arthur Lira para sucessão da Câmara.

A instabilidade política gera incerteza na economia e pode vir de conflitos entre todos os poderes, que engloba bem além do Executivo. Nesse caso, por exemplo, o Congresso briga também com o STF por conta do orçamento secreto. Contudo, apesar de todo o alto escalão do Estado estar envolvido na causa da crise, a responsabilidade acaba caindo toda no Executivo.

Por isso, observar mais um momento histórico, onde o Congresso usa justamente esse desequilíbrio entre poder e cobrança para achacar o governo, traz à tona os malefícios do Centrão e de um Congresso cheio de caciques, que precisa ser enfrentado dentro da política e responsabilizado pelos seus atos.

Não se pode repetir com Lula o que, criminosamente, foi feito com Dilma. Todos têm responsabilidade no trabalho, mas chantagem é sinônimo de incerteza, pois não permite que acordos de longo prazo tragam estabilidade. Em outras palavras, o Congresso compra dificuldades para ele mesmo vender facilidades e ganhar com o processo.

O Centrão precisa ser cobrado à altura para que ele pare de ganhar prejudicando o país

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O país cresce de novo na mão do operário sindicalista https://www.ocafezinho.com/2024/12/04/o-pais-cresce-de-novo-na-mao-do-operario-sindicalista/ https://www.ocafezinho.com/2024/12/04/o-pais-cresce-de-novo-na-mao-do-operario-sindicalista/#comments Wed, 04 Dec 2024 13:40:10 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=197991 2 Comentários 🔥]]> Mais uma vez o PIB cresce de maneira sólida e confirma a trajetória do crescimento robusto do país. O Brasil cresceu 0,9% no terceiro trimestre e avançou 4% em um ano, um baita resultado. 

Não custa nada relembrar o óbvio, um operário reassumiu a presidência e a economia do país volta a apresentar números positivos, principalmente para o povo trabalhador. Ele já tinha feito, falou que ia fazer de novo, foi lá e fez. Matou a cobra e mostrou o pau. 

Na teimosia que Dona Lindu o ensinou, Lula crava que investir no aumento da massa salarial melhora as condições gerais de vida no país. Ele de fato viveu a miséria na pele e não deixa que os argumentos vazios dos donos da opinião midiática o façam desviar do caminho de ajudar quem mais necessita. 

Uma política equilibrada para ter poucas crises, deixar as pessoas trabalharem e um investimento no poder de compra do povo são a receita básica que muitos economistas ignoram e por isso erram as previsões. 

Vale ressaltar que a complexidade da rede humana que compõem a sociedade não permite uma relação linear entre o aumento de salário e o crescimento. Muito trabalhador vive não só da sua renda salarial mas da venda de produtos em micro e pequenas empresas. 

A inflação, nesse sentido, é um desafio para equilibrar o poder de compra a uma vida digna para a população e não pode ser ignorada. Os preços de produtos básicos estão ainda pesando muito no bolso dos consumidores. 

Equilibrar essas grandes variáveis da economia é um grande desafio e os resultados do governo mostram a habilidade político institucional do Partido dos Trabalhadores e do governo Lula.

Esse realidade comprova que o trabalhador pode assumir altos postos da política e fazer um trabalho memorável, enfrentando o preconceito da elite econômica que não reconhece o bom trabalho que sindicalistas fazem por saberem trabalhar em equipe e escutando milhares de pessoas, como já representa sua própria categoria. 

Lula é o grande exemplo ao vivo e a cores de que os sindicalistas, trabalhadores organizados, têm totais condições de ditar os rumos da economia e da sociedade.

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Fim da escala 6×1 não será reedição das jornadas de 2013 https://www.ocafezinho.com/2024/11/20/fim-da-escala-6x1-nao-sera-reedicao-das-jornadas-de-2013/ https://www.ocafezinho.com/2024/11/20/fim-da-escala-6x1-nao-sera-reedicao-das-jornadas-de-2013/#comments Wed, 20 Nov 2024 03:07:54 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=197275 Está em curso um grande processo de mobilização que ganhou muita força no debate popular e engloba toda a classe política do país: a luta contra a escala de seis dias de trabalho para um dia de descanso.

Popularizada como “o fim da escala 6×1” e organizada pelo movimento VAT – Vida Além do Trabalho – a pauta chacoalhou todo o país nas últimas semanas.

Um acontecimento de tamanha força produz, consequentemente, uma proporcional análise de conjuntura sobre os fatos. Nesse sentido, há muitas especulações sobre o movimento e entre elas uma que iguala o fim da escala 6×1 com as manifestações contra o aumento de R$ 0,20 nas passagens de ônibus de São Paulo, que culminou nas chamadas “Jornadas de Junho de 2013”.

Apesar de válida a comparação para efeitos de análise, os movimentos têm bem mais diferenças que semelhanças, por isso a probabilidade de um evento repetir o outro é baixíssima.

Em primeiro lugar, a pauta de mobilidade urbana tem força, mas a luta pela redução de jornada tem consideravelmente mais. Diminuir jornada de trabalho e aumentar o poder de compra são pilares essenciais da luta dos trabalhadores, que é o motor da história.

Por isso, uma revolta ancorada numa mobilização tão ligada à raiz da injustiça social é um passo certeiro para um movimento revolucionário. A força de uma mobilização desse nível dificulta muito o contra-ataque da burguesia, que tem menos condições de se apoderar dessa pauta como foi com o aumento de ônibus.

Em segundo lugar, não é possível enxergar uma natureza “apolítica” no fim da escala 6×1, muito pelo contrário. O movimento de hoje é bem mais institucionalizado que o da década passada. O VAT foi

incorporado à pauta de alguns partidos, principalmente o PSOL, um partido já consolidado, com 20 anos de existência.

Isso ajuda a negociar de fato as consequências das pressões populares e centralizar as ações, sem pulverizar responsabilidades. Por isso, não abrirá espaço para nenhum oportunista cooptar a direção do movimento.

Além disso, a polarização atual dificulta muito que direita e esquerda ocupem o mesmo espaço. Na década passada os movimentos de direita no país quase não tinham representatividade e, por isso, puderam circular tranquilamente nos atos a ponto de, no final da jornada, conseguir dar cor e forma a ela.

Por fim, a luta pela redução de jornada sempre vai ser justa nesse tempo e espaço de tanta exploração que habitamos. Acaba virando uma pauta quase impossível de ser usurpada, pois está no cerne da desigualdade que os privilegiados querem manter a todo custo.

Agora, não é porque os movimentos têm características diferentes que a luta contra a escala 6×1 não pode alcançar uma dimensão tão grande quanto as jornadas de junho.

De fato, a indignação do povo trabalhador é enorme. A grande maioria sente que está cada vez sendo mais explorada e com a vida mais difícil. Se essas indignações encontrarem contorno para se somarem, o movimento tem tudo para crescer.

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O lobo serve um hambúrguer de cordeiro https://www.ocafezinho.com/2024/10/23/o-lobo-serve-um-hamburguer-de-cordeiro/ https://www.ocafezinho.com/2024/10/23/o-lobo-serve-um-hamburguer-de-cordeiro/#comments Wed, 23 Oct 2024 20:54:33 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=195735 1 Comentário 🔥]]> “Trump é aquele que não sabe dividir seu fruto, pois se coloca em primeiro lugar de tudo. Ele é quem explora o trabalhador assalariado. Ele pode até fingir ser trabalhador, como um falso profeta, mas nunca dará o fruto do trabalho honesto pois não o conhece.”

Árvores são seres vivos fascinantes. Começam por uma pequena sementinha, que pode ser espalhada livremente, até virarem sólidos monumentos, vivos e exuberantes, que respeitam direitinho as estações da terra e sua harmonia.

Uma das coisas mais belas nas árvores são seus frutos. Alimentam o mundo, espalham esperança de vida futura e ainda embelezam e perfumam ao seu redor.

Até mesmo por sua posição tão especial no ciclo da vida, o fruto é utilizado como analogia poderosa e confere legitimidade a lindas metáforas. É o que escutamos, por exemplo, na famosa expressão “fruto de um trabalho”.

Podemos considerar como fruto do trabalho de alguém o produto ou serviço que ele entrega cotidianamente para a sociedade. E isso traz de fato uma comparação muito rica, assim como o fruto não serve apenas a sua própria árvore, o trabalho não é só para si mesmo, mas também para que a sociedade aproveite.

Contudo, no mundo de hoje essa troca em torno do trabalho se mostra demasiadamente desarmônica. Enquanto uma grande maioria trabalha muito e não consegue uma vida digna, uma minoria ínfima vive em abundância expressiva, consumindo mais do que necessita.

Se tem uma sensação que habita o coração de cada trabalhador e trabalhadora é de que algo está errado. Estamos dando mais do que recebemos e acabamos saindo no prejuízo, ou seja, nos sentimos explorados.

Há uma desigualdade social e econômica abissal e a existência de bilionários é consequência disso. Uma pessoa bilionária acumula além da conta o fruto do trabalho de outras pessoas, trabalham mais por si mesmo do que pelas pessoas ao seu redor.

Trump é aquele que não sabe dividir seu fruto, pois se coloca em primeiro lugar de tudo. Ele é quem explora o trabalhador assalariado. Ele pode até fingir ser trabalhador, como um falso profeta, mas nunca dará o fruto do trabalho honesto pois não o conhece.

Um verdadeiro lobo em pele de cordeiro.

“Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores. Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos?” (Mt 7:15-16)

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Negociação sindical aquece economia com reajustes salariais acima da inflação https://www.ocafezinho.com/2024/07/07/negociacao-sindical-aquece-economia-com-reajustes-salariais-acima-da-inflacao/ https://www.ocafezinho.com/2024/07/07/negociacao-sindical-aquece-economia-com-reajustes-salariais-acima-da-inflacao/#comments Mon, 08 Jul 2024 00:42:24 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=187441 1 Comentário 🔥]]> O Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos e Socioeconômicos) concluiu seu estudo mensal sobre as negociações coletivas das categorias organizadas do Brasil para o mês de Maio de 2024.

Confirmando a tendência de melhora para a classe trabalhadora sob o governo Lula, em 87,3% as negociações saíram com ganhos acima da inflação. Nove em cada dez trabalhadores brasileiros sindicalizados tiveram aumento de poder de compra real. O ganho real obtido pelos trabalhadores e trabalhadoras foi em média 1,86%.

É importante lembrar o valor e a importância de se ter um sindicato nesse momento. Um acordo ou convenção coletiva e uma data-base de negociação é primordial para que o trabalhador não perca poder de compra quando o preço dos produtos sobem. É dever do sindicato manter as condições de emprego e renda da classe trabalhadora.

Para o ano de 2024 o cenário também é de ganhos. Segundo o mesmo estudo do Dieese, 85,2% dos 4.027 reajustes analisados resultaram em ganhos reais aos salários, com aumento médio de 1,63% acima da inflação sobre os salários.

O estudo do Dieese pode ser encontrado no site da entidade (acesse-o aqui).

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Com arroz e blusinhas empresariado defende imposto para se beneficiar https://www.ocafezinho.com/2024/06/06/com-arroz-e-blusinhas-empresariado-defende-imposto-para-se-beneficiar/ https://www.ocafezinho.com/2024/06/06/com-arroz-e-blusinhas-empresariado-defende-imposto-para-se-beneficiar/#respond Thu, 06 Jun 2024 18:56:40 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=184725 Parece que caiu aquele papo de que imposto é roubo, não é mesmo?

De um lado, empresários pressionam o governo para não baixar o imposto do arroz importado fora do Mercosul, por outro lado, o mesmo empresariado articula no congresso taxar as tais blusinhas da Shoppe ou Schein.

Para esse empresariado, nem a alta polarização que o país vive conseguiu escapar da realidade da importância do imposto nessas duas ocasiões. Aqui é mais imposto ou mais imposto, não tem outra opção.

Uma façanha dessas não dá para passar despercebida da política. No congresso, onde os empresários têm mais força, o grau de articulação para conseguir executar o aumento de impostos sobre as blusinhas foi de deixar Tancredo Neves com inveja. Um acordo de líderes para sequer ter votação nas duas casas para um assunto tão polêmico é coisa rara de se ver.

Já com o governo a briga foi mais pesada Tentou barrar na justiça e tudo mas o empresariado acabou perdendo. Entendendo o estado de calamidade que vive o Rio Grande do Sul, e consequentemente o Brasil, o executivo acabou bancando a baixa temporária de impostos para importar mais e estabilizar os preços no país.

Pode-se argumentar a vontade que a política brasileira de impostos no arroz importado levou a uma imensa capacidade de abastecimento interno e isso nos confere soberania alimentar, além de fortalecer o mercado interno.

Da mesma forma, uma taxação semelhante pode ser implementada para que os produtos manufaturados mantenham-se dentro da fronteira nacional, garantindo trabalho para confecção e circulação da mercadoria e assim agregando mais valor à economia e gerando mais emprego e renda.

Mas esses dois argumentos só são válidos se o imposto existir. Nessa lógica, imposto não é roubo e isso escancara a hipocrisia de mega empresários que produziram uma horda de zumbis para alimentar essa narrativa mentirosa para se beneficiar quando convém.

E a realidade desmascarando mais uma vez uma farsa neoliberal.

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5 evidências de que o Departamento de Justiça dos EUA atuou junto à Lava Jato https://www.ocafezinho.com/2024/01/20/5-evidencias-de-que-o-departamento-de-justica-dos-eua-atuou-junto-a-lava-jato/ https://www.ocafezinho.com/2024/01/20/5-evidencias-de-que-o-departamento-de-justica-dos-eua-atuou-junto-a-lava-jato/#comments Sat, 20 Jan 2024 14:21:57 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=173586 O impacto da geopolítica do petróleo no Brasil é nítido e tem pegadas óbvias dos Estados Unidos

Não dá para tratar a geopolítica do petróleo somente com as ideias de republicanismo, democracia e diplomacia. É fato que o ouro negro desperta tanto interesse que sociedades inteiras chegam à violência extrema, como a guerra, por ele.

Aqui no Brasil as pegadas da luta suja pelo petróleo também podem ser tratadas como fato. Seja pelo trabalho de Julian Assange no Wikileaks e de Eduardo Snowden nos vazamentos da NSA, dá para notar claramente o interesse norte-americano no petróleo brasileiro.

Snowden provou que a Petrobrás foi espionada ilegalmente pela NSA. O fato se explica por si só.

Já o Wikileaks revelou um grande esquema de lobby sobre o Pré-Sal brasileiro. Para ilustrar, uma então diretora da Exxon chegou a comentar:

“A Petrobrás terá todo controle sobre a compra de equipamentos, tecnologia e a contratação de pessoal, o que poderia prejudicar os fornecedores americanos.”

Por fim, deixo aqui um texto de opinião do jornalista Kennedy Alencar, que considera a Lava Jato como um instrumento do “soft power” diplomático dos EUA.

Os EUA utilizam um procedimento (conhecido como FCPA – Foreign Corrupt Practices Act) como ferramenta geopolítica de poder

Os EUA usam uma lei local para legitimar pressões do próprio país em empresas que tenham alguma ligação com seu território.

Quem diz isso é William Burck, um ex-procurador sênior de combate à corrupção no Departamento de Justiça americano, em entrevista ao site Conjur. Confira:

“E fala com propriedade: “Não há a menor dúvida de que a FCPA seja um instrumento de política externa do governo dos EUA”. A sigla é para a lei de corrupção internacional dos EUA. Por meio dela, os procuradores do DoJ podem acusar qualquer pessoa ou empresa do mundo que tenham passado pelos EUA — e num tribunal norte-americano.”

Aqui no Brasil é fato que a Lava Jato utilizou a FCPA para punir empresas brasileiras, como argumenta o atual ministro do STF Cristiano Zanin em entrevista ao Conjur.

A parceria entre Lava Jato, FBI e Departamento de Justiça dos EUA (DoJ) foi feita às escondidas e de maneira ilegal

Estamos falando da maior empresa do país, uma estatal, inserida no mercado mais importante deste século. É inadmissível que meia dúzia de funcionários públicos do Paraná escondam conversas desse nível.

A Lava Jato escondeu dos poderes públicos uma parceria profunda com o FBI e com o próprio Departamento de Justiça dos EUA (DoJ – Department of Justice). Os procuradores brasileiros, de maneira ilegal, forneceram material e tiveram reuniões escondidas com os procuradores e políticos estadunidenses.

Há inúmeras evidências sobre esse conluio e um dos trabalhos mais completos que temos sobre foi feito pela Agência Pública e pode ser conferido aqui. Em um dos trechos, o ex-procurador e ex-deputado cassado Deltan Dallagnol explicita que não irá se reportar ao governo brasileiro (como mandava a lei) por exigência do DoJ.

“Só depois da meia-noite, já no dia 7 de outubro de 2015, Aras recebeu uma resposta de Deltan Dallagnol. Ele não quis dar detalhes ao MJ, sugerindo a Aras que, em vez disso, “eles consultem o DOJ, porque eles pediram que mantenhamos confidencial”. Ou seja: preferiu proteger o relacionamento com os americanos a dar explicações ao governo brasileiro.”

Agentes do DoJ e FBI treinaram policiais e procuradores brasileiros para proteger os interesses americanos

Uma matéria completa do Le Monde, um jornal francês (país que também foi impactado pela FCPA no caso da Alstom), mostra como os EUA se planejaram para aumentar sua influência sobre o Brasil de maneira estratégica.

O Conjur apresentou uma tradução da matéria do Le Monde onde demonstra, claramente, que prepostos do DoJ vieram para o Brasil para articular uma política de atuação da FCPA. Isso aconteceu em 2013, como podemos ver no trecho da reportagem a seguir:

“Em novembro daquele mesmo ano, o procurador geral adjunto do DOJ norte-americano, James Cole, anunciou que o chefe da unidade do FCPA viria imediatamente para o Brasil, com o intuito de “instruir procuradores brasileiros” sobre as aplicações do FCPA.”

E também em 2014, ano da Lava Jato, a procuradora-adjunta do DoJ, Leslie Caldwell, repetiu as palavras da então diretora da Exxon, em 2009, revelada pelo Wikileaks, e disse que era necessário proteger os interesses norte-americanos:

Leslie Caldwell, procuradora-adjunta do DOJ, afirmou em uma palestra em novembro de 2014:

“A luta contra a corrupção estrangeira não é um serviço que nós prestamos à comunidade internacional, mas sim uma medida de fiscalização necessária para proteger nossos próprios interesses em questões de segurança nacional e o das nossas empresas, para que sejam competitivas globalmente.”

Foi o DoJ que tentou abastecer a Lava Jato com um fundo ilegal de R$2,5bi

Na dúvida, sempre siga o dinheiro.

Em um dos acordos mais sem pé nem cabeça que a Petrobrás pós-golpe encampou, o DoJ determinou que a empresa pagasse um montante bilionário para a força-tarefa Lava Jato. Isso mesmo, há uma ligação financeira e bilionária entre a Lava Jato e o Departamento de Justiça dos EUA.

O acordo foi considerado ilegal pelo STF, pelo ministro Alexandre de Moraes, que chegou a argumentar na sua decisão que “parece ter ocorrido ilegal desvirtuamento na execução do acordo realizado entre a Petrobras e o Department of Justice”.

E para finalizar com chave de ouro, a cereja do bolo: o ex-deputado cassado Deltan Dallagnol também escondeu de autoridades brasileiras suas conversas com o DoJ para receber o fundo bilionário, segundo mensagens interceptadas pelo Telegram do ex-procurador. Deltan chegou a dizer a um procurador suíço que poderia o colocar em contato com o pessoal do DoJ:

“Se quiser, posso colocá-lo em contato direto com as autoridades da SEC e do DOJ com quem conversamos. Eles disseram que estão disponíveis”.

Bônus: Lava Jato, entre que quatro paredes

E para aqueles que estão com mais tempo e paciência para entender o assunto, recomendo a série feita pelo canal Normose, em parceria com o SindipetroNF, sobre os interesses da Lava Jato ligados à política brasileira e à geopolítica do Petróleo. São quatro capítulos de aproximadamente uma hora que já em 2020 revelava as evidências da pressão norte-americana sobre o petróleo e a indústria de engenharia pesada do Brasil.

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Quem cede a vez não quer vitória: um grito contra o racismo ambiental https://www.ocafezinho.com/2024/01/15/quem-cede-a-vez-nao-quer-vitoria-um-grito-contra-o-racismo-ambiental/ https://www.ocafezinho.com/2024/01/15/quem-cede-a-vez-nao-quer-vitoria-um-grito-contra-o-racismo-ambiental/#comments Mon, 15 Jan 2024 17:07:40 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=173131 3 Comentários 🔥]]> Uma das grandes características do racismo é a segregação física de espaços sociais que diferenciam diretamente a população negra da população branca. 

É impossível não pensar, por exemplo, na segregação racial dos EUA e naqueles bebedouros e banheiros para “pessoas de cor” que vivem aparecendo por aí. Ou mesmo na estrutura de moradia no Brasil que separa negros e brancos em quartinhos de empregada ou elevadores sociais e de serviço até os dias de hoje.

Foi com o racismo no caso de elevadores, por exemplo, que Jorge Aragão deu vida a um clássico do samba brasileiro chamado “Identidade”. Na música, o sambista deixa claro como a negação da força identitária de raça é fator de segregação, sofrimento e desrespeito com a herança coletiva do povo negro.

Pois bem, essa segregação espacial também atinge escalas maiores, como se pode observar na estrutura de uma cidade. Banheiros, bebedouros e elevadores dão lugares a ruas, barracos e bairros que também foram construídos sob uma ideia concreta de segregação populacional.

E esse padrão de coexistência entre brancos e negros nas cidades é bem sólido: enquanto a população negra vive majoritariamente nas periferias e áreas de risco, a população branca vive nas áreas nobres e abastadas dos municípios.

Daí, quando a segregação municipal encontra a fúria da natureza – como tempestades, ventanias e deslizamentos de terra – se tem a concretização do que é racismo ambiental: as condições de vida de uma raça são proporcionais à vulnerabilidade que essa raça vive frente a tragédias ambientais.

E quem duvida disso é só se ligar nas notícias sobre as chuvas que castigam a região metropolitana do Rio de Janeiro e ver a cor preponderante de pele que aparece nas fotos e vídeos dessa calamidade. Sem dúvidas, a população negra é preponderante entre as vítimas das tempestades.

Não vai existir justiça nem social, nem racial e nem de nenhum tipo enquanto a diferença geográfica for fator direto de desigualdade social e qualidade de vida. 

Por isso, como nos ensinou o bamba Aragão, não podemos ceder nossa vez no elevador social. Denunciar a desigualdade do racismo ambiental é, sobretudo, um grito de resistência daqueles que foram açoitados e explorados por séculos e, por consequência, não possuem sequer um lugar de moradia decente até os dias de hoje.

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A democracia é conquista e legado da classe trabalhadora brasileira https://www.ocafezinho.com/2024/01/08/a-democracia-e-conquista-e-legado-da-classe-trabalhadora-brasileira/ https://www.ocafezinho.com/2024/01/08/a-democracia-e-conquista-e-legado-da-classe-trabalhadora-brasileira/#comments Mon, 08 Jan 2024 17:45:25 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=172496 3 Comentários 🔥]]> A análise crítica da história do Brasil não deixa dúvidas: onde há autoritarismo e concentração de poder há, também, intensa exploração da mão de obra e aumento na desigualdade social.

Um exemplo concreto desse padrão latente pode ser encontrado em nossa história recente. Durante os anos de chumbo de uma ditadura opressora, sangrenta e autoritária, os trabalhadores do país sofreram com perseguições, assassinatos e exploração aguda, responsável por uma brutal concentração de renda nesse período.

Contudo, como a dialética é tão implacável como a terceira lei de Newton, os anos de repressão criaram uma resposta corajosa da classe trabalhadora que enfrentou o totalitarismo militar e se organizou de maneira sólida e pujante, sendo responsável por criar uma cultura poderosa que há 40 anos mostra força em todo território nacional e no mundo.

Pode-se gostar ou não do PT, da CUT, do MST ou do presidente Lula, mas desprezar a força deles é fechar os olhos para uma realidade inquestionável. E todos esses movimentos nasceram de um desejo profundo de democracia.

Além disso, analisando também a história recente podemos observar o mesmo padrão descrito no início desse texto: quando em 2016 o impeachment de uma presidenta eleita pela força de organização dos trabalhadores, levou a grandes retrocessos para a classe e afundou o país numa crise econômica, social e política que se alastra até hoje.

O poder de compra do povo vem perdendo força a cada ano, a carga de trabalho aumentou tanto que os trabalhadores estão esgotados e doentes, e mesmo que o país consiga crescer, a fatia do crescimento está concentrada na mão dos mais ricos.

A defesa da democracia é, portanto, não apenas a defesa do legado de milhões de trabalhadores e trabalhadoras que construíram no Brasil uma cultura de organização capaz de expandir direitos do povo, mas também a manutenção de um aprendizado histórico que mostra que quanto mais a classe trabalhadora tem poder de ação mais o povo tem melhores condições de vida.

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Dinheiro dos acordos de Leniência deve virar emprego e infraestrutura para o país https://www.ocafezinho.com/2023/09/10/dinheiro-dos-acordos-de-leniencia-deve-virar-emprego-e-infraestrutura-para-o-pais/ https://www.ocafezinho.com/2023/09/10/dinheiro-dos-acordos-de-leniencia-deve-virar-emprego-e-infraestrutura-para-o-pais/#comments Sun, 10 Sep 2023 20:54:36 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=164932 2 Comentários 🔥]]> Não é de hoje que o Brasil sabe que procuradores da força tarefa Lava Jato do Paraná achavam justo cuidar de bilhões negociados por eles mesmos com grandes empresas. por exemplo, o tal “fundo Dallagnol”. 

No momento que o fundo foi descoberto, o STF travou a transferência do dinheiro para o MPF-PR e deu outras destinações a ele, primeiro para educação, depois para a Amazônia e por fim para enfrentar o Covid19.

Dessa vez, com a anulação dos acordos de leniência por parte do ministro Toffoli, estamos diante de um cenário muito semelhante. Por mais que um ou outro colunista se surpreenda com isso, para os mais atentos na conjuntura temos outro grande exemplo de como a Lava Jato não tem capacidade de negociar e muito menos gerir uma enorme quantidade de dinheiro.

Essa grana má negociada pela Lava Jato tem muitos lugares para ser alocada. Mas seria melhor que esse montante pudesse fazer uma reparação histórica frente aos prejuízos causados por Moro, Dallagnol e cia no setor de petróleo e energia do Brasil.

O país carece de dutos, gasodutos, refinarias, unidades de tratamento de gás, plataformas de produção e fábricas de fertilizantes. Tudo isso pode ser construído com serviços das grandes empreiteiras, gerando milhares de empregos e modernizando a economia do país.

O país precisa de obra, isso é fato. O povo precisa de emprego, esse é outro fato. Qualquer manobra argumentativa que fuja desses dois fatos é suspeita.

A infraestrutura da cadeia do petróleo serve ao agronegócio, como no setor de fertilizantes, e também serve ao setor de serviços principalmente na logística. Só aí estamos falando de boa parte do PIB do país que pode ser otimizada e ser mais eficiente para a população.

Sem falar na geração de empregos, agregando valor ao produto que hoje exportamos “cru”. Além disso, com mais postos de trabalho vai ser possível consolidar profissionais que podem atuar no setor de construção civil de outras áreas como saneamento, energia elétrica, portos, aeroportos, estradas e ferrovias.

Se essa ideia tivesse permeado os acordos desde o início, a Lava Jato não teria conseguido atrasar tanto a economia do petróleo no Brasil. Se o Ministério Público do Paraná não estivesse tão interessado em pegar a grana para eles, essa lógica iria punir apenas um ou outro funcionário que lesou a empresa e não penalizar os outros milhares de trabalhadores que sustentavam suas famílias com aquele salário.

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CUT completa 40 anos https://www.ocafezinho.com/2023/08/30/cut-chega-a-40-anos-de-gloria-exportando-o-novo-sindicalismo-para-governanca-mundial/ https://www.ocafezinho.com/2023/08/30/cut-chega-a-40-anos-de-gloria-exportando-o-novo-sindicalismo-para-governanca-mundial/#respond Wed, 30 Aug 2023 13:46:23 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=164474 Nos grandes momentos do país nas últimas décadas a Central Única dos Trabalhadores estava lá com um protagonismo impossível de ignorar. Na queda da ditadura militar, na constituição de 88 e na política eleitoral da Nova República, o sindicalismo nacional pautou a conjuntura como protagonista e ajudou a escrever a história do país.

A CUT não mudou de nome, de logo ou de cores nesses últimos 40 anos de existência. Mesmo com diversos ataques à sua imagem, a maioria deles injustos, a central se manteve fiel aos seus princípios que basicamente estabeleceram um novo jeito de se pensar e praticar as relações de trabalho no país, fenômeno conhecido como “novo sindicalismo”.

O método de trabalho da central é exemplo político já consolidado no cenário nacional. O novo sindicalismo é um conjunto de ideias e ações que levaram à presidência da República um metalúrgico e a primeira mulher a exercer esse cargo, elegeu centenas de pessoas e deu destaque a milhares de lideranças regionais e nacionais.

Na história recente, pode-se dizer que o sindicalismo cutista foi um dos principais alvos de investidas geopolíticas internacionais como o neofascismo de Bolsonaro ou a Lava Jato capitaneada pelo imperialismo americano.

Não é coincidência, por exemplo, que Lula escolheu o sindicato dos metalúrgicos, historicamente ligado à CUT, como seu porto seguro para se proteger desses ataques que ameaçam sociedades em todo mundo e parecem arrastar a humanidade para um colapso de proporções homéricas.

Não se pode negar, por exemplo, que toda essa instabilidade ameaça também a governança mundial que sofre uma grande crise de representação. Nesse sentido, Lula se destaca como uma grande liderança do globo, capaz de dar voz àqueles países que há séculos vivem à margem do poder geopolítico.

E por mais que Lula seja de fato um quadro de muita capacidade política, ele jamais conseguiria chegar onde chegou sozinho. E se ele próprio demonstra constantemente suas raízes ligado ao movimento sindical podemos imaginar que o impacto que a CUT tem na trajetória histórica do presidente e, consequentemente, nos seus passos atuais.

Dessa maneira, o novo sindicalismo ultrapassa fronteiras nacionais coordenado por sua principal liderança para ensinar a periferia do mundo como se organizar sob a lógica do diálogo e da coragem, assim como os trabalhadores e trabalhadoras do país se organizaram nessas últimas décadas.

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Petrobrás fortalece economia nacional com “dividendos” para o povo https://www.ocafezinho.com/2023/08/05/petrobras-fortalece-economia-nacional-com-dividendos-para-o-povo/ https://www.ocafezinho.com/2023/08/05/petrobras-fortalece-economia-nacional-com-dividendos-para-o-povo/#comments Sat, 05 Aug 2023 19:50:23 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=162883 1 Comentário 🔥]]> economia mundial passa por uma grande crise e o petróleo é um recurso natural que está no centro desse redemoinho. É notório, portanto, que a instabilidade da economia mundial é diretamente proporcional aos solavancos imprevisíveis dos preços do barril de óleo e gás.

O Brasil é um grande consumidor de petróleo, seja por sua logística, seja por seu grande mercado consumidor. Portanto, não é difícil considerar que os preços dos combustíveis domésticos são afetados diretamente pela trajetória da crise geopolítica mundial.

Nesse cenário, as grandes variáveis macroeconômicas brasileiras, como a inflação e juros, podem ser diretamente impactadas pela instabilidade do barril de petróleo.

Era o que estava acontecendo desde o começo do dito PPI – preço de paridade por importação – onde o mercado de petróleo brasileiro passava diretamente para os preços domésticos a dinâmica do preço de petróleo mundial, gerando alta instabilidade no país – bem exemplificados por crises como a greve dos caminhoneiros em 2018 e a superinflação de 2021.

Um antídoto para essas crises é se considerar um tipo de mola ou pulmão para que a instabilidade internacional não recaia diretamente sobre o país e dê tempo da economia interna ter mais estabilidade.

Petrobrás como a maior empresa de petróleo do país largou na frente desse entendimento e abandonou o PPI, assumindo essa função de estabilizar a inflação macro e proporcionar ao país um ambiente de mais previsibilidade econômica.

O resultado da empresa no segundo semestre mostrou claramente que é bem possível abrir mão de uma fatia de pagamento de dividendos e aderir uma faixa de lucro sustentável sem castigar a economia do país.

Com um lucro bem significativo, quase R$ 30 bilhões, a empresa utiliza sua gestão estatal – um Conselho de Administração formado por maioria do governo – e decide qual a melhor política de preços da companhia, não considerando apenas o lucro a todo o custo mas também a estabilidade do país.

Na prática isso permite que a economia não fique sufocada pela incerteza e viabiliza que milhões de brasileiros tenham acesso a mais segurança alimentar, empregos e investimentos. Tudo isso em detrimento de mandar altos dividendos a fundos (já bilionários) de investimento.

Uma escolha nada difícil, convenhamos.

É importante que o governo atue considerando a dinâmica real do país, ou seja o impacto verdadeiro na vida das pessoas. Com essa política de Estado, a Petrobrás “paga” dividendos ao povo, socializando com a população os lucros da empresa.

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