aeroporto - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/aeroporto/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Mon, 16 Mar 2026 08:59:34 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.1 https://www.ocafezinho.com/wp-content/uploads/2015/10/cropped-Logo_Cafezinho_tmb-32x32.png aeroporto - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/aeroporto/ 32 32 Dubai em ruínas: como os EUA traíram os árabes e destruíram o maior hub aéreo do mundo https://www.ocafezinho.com/2026/03/16/dubai-em-ruinas-como-os-eua-trairam-os-arabes-e-destruiram-o-maior-hub-aereo-do-mundo/ https://www.ocafezinho.com/2026/03/16/dubai-em-ruinas-como-os-eua-trairam-os-arabes-e-destruiram-o-maior-hub-aereo-do-mundo/#respond Mon, 16 Mar 2026 08:59:31 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=227370 O aeroporto internacional de Dubai, outrora o maior hub de conexões aéreas do planeta, é agora uma zona de risco onde drones iranianos atingem tanques de combustível e voos são suspensos por horas a fio.

Nesta segunda-feira, mais um ataque forçou a paralisação de mais de sete horas nas operações — a mais longa desde o início da guerra — antes que a Emirates anunciasse a retomada de um número limitado de voos.

É o terceiro incidente no aeroporto desde 28 de fevereiro, e cada um deles crava mais fundo o prego no caixão da Dubai que o mundo conhecia.

Os números são devastadores. Segundo o WTTC (World Travel & Tourism Council), o setor de turismo do Oriente Médio perde 600 milhões de dólares por dia em gastos de visitantes internacionais, e a projeção para 2026 aponta um declínio de até 27% nas chegadas internacionais à região — uma perda de 34 a 56 bilhões de dólares em relação ao cenário pré-guerra. Dubai, que movimentava uma indústria turística de mais de 30 bilhões de dólares anuais, viu as reservas de hotéis despencarem mais de 60%, com os palácios de luxo do Palm Jumeirah convertidos em salões vazios.

A bolsa de Dubai fechou por dois dias consecutivos no início do conflito — algo inédito na história dos Emirados. Investidores globais que haviam se instalado em Dubai para aproveitar isenções fiscais estão migrando para Singapura e Hong Kong, levando consigo bilhões em capital. Khalid Almezaini, professor da Universidade Zayed, alertou que se a situação persistir, “os alicerces da economia — aviação, imóveis e negócios de expatriados — serão abalados”.

Mas a pergunta que ninguém faz em voz alta é a mais óbvia: quem destruiu Dubai? A resposta não está em Teerã — está em Washington. Os Emirados Árabes Unidos são atacados pelo Irã porque abrigam em seu território a base aérea de Al Dhafra, de onde operam ativos da Força Aérea e do Exército americano. A Guarda Revolucionária Iraniana foi explícita: disse que todos os ativos americanos na região são alvos legítimos e exigiu o fechamento das bases no Golfo. O Irã chegou a pedir que civis evacuassem as proximidades de portos, docas e instalações militares dos EUA nos Emirados.

E aqui reside a grande traição. Os Emirados proibiram o uso de suas bases e de seu espaço aéreo para ataques contra o Irã — uma posição que, como demonstrou a CNN, “não fez nada para isolá-los”. As monarquias do Golfo acreditaram durante décadas que as bases americanas em seus territórios eram um escudo de proteção. Descobriram, da forma mais brutal possível, que eram alvos pintados nas costas. Essas bases nunca foram para proteger os árabes — foram para controlá-los. E quando Washington decidiu atacar o Irã, os países anfitriões viraram moeda de troca num conflito que não era deles.

O mais amargo é que os árabes tentaram comprar a paz com Trump. O Qatar presenteou o presidente americano com um Boeing 747-8 avaliado em 400 milhões de dólares — um “palácio voador” que Trump aceitou sem constrangimento. A Arábia Saudita prometeu 600 bilhões em investimentos nos EUA, incluindo 142 bilhões em compras de armas. Jared Kushner, genro de Trump, recebeu 2 bilhões de dólares do fundo soberano saudita logo após deixar a Casa Branca. Joias, adagas, espadas, mantos — a lista de presentes é longa como o catálogo de uma casa de leilões.

Nada disso adiantou. Os países do Golfo imploraram para que a guerra não acontecesse. Sabiam que o Irã retaliaria contra seus territórios. Sabiam que suas economias, construídas sobre turismo, aviação e finanças, seriam as primeiras vítimas. Trump admitiu à CNN que a disposição do Irã para atacar os vizinhos árabes foi “a maior surpresa da guerra” — uma confissão involuntária de que sequer calculou as consequências para seus supostos aliados.

Hoje, Dubai é um aeroporto que funciona por “corredores aéreos seguros” — um eufemismo para dizer que aviões decolam rezando para não serem atingidos. Ninguém mais quer fazer conexão num hub onde drones atingem tanques de combustível. Os turistas europeus e asiáticos desapareceram. Os bancos internacionais tiraram seus funcionários. As conferências foram canceladas ou transferidas. A imagem que Dubai levou duas décadas construindo — a de ponte segura entre Ocidente e Oriente — foi pulverizada em duas semanas.

Os Emirados interceptaram mais de 90% das ameaças — 268 mísseis balísticos, 15 mísseis de cruzeiro e mais de 1.500 drones desde o início do conflito. Mas bastam os 10% que passam para transformar a narrativa de segurança em ficção. Seis pessoas morreram. E o prejuízo de imagem é incalculável: quem vai investir bilhões num país que pode ser atingido a qualquer momento?

A guerra dos Estados Unidos contra o Irã produziu um efeito que nenhum adversário de Dubai jamais conseguiu: esvaziou seus hotéis, paralisou seu aeroporto, afugentou seu capital e revelou que o “escudo americano” era, na verdade, o ímã que atraía os mísseis.

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Operação da PF em Guarulhos impede tráfico de animais silvestres https://www.ocafezinho.com/2025/10/20/operacao-da-pf-em-guarulhos-impede-trafico-de-animais-silvestres/ https://www.ocafezinho.com/2025/10/20/operacao-da-pf-em-guarulhos-impede-trafico-de-animais-silvestres/#respond Mon, 20 Oct 2025 16:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=219558 Policiais encontram maconha e apreendem passaporte de passageiro

A Policia Federal (PF) fez uma operação no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, nos dias 17 e 18 de outubro -sexta-feira e sábado -, resultando na apreensão de maconha, um passaporte italiano e de 18 pássaros brasileiros em situação de maus-tratos. As informações foram divulgadas na manhã desta segunda-feira (20).

A ação policial teve início na sexta-feira (17) e, durante a inspeção de um voo para Santa Catarina, a fiscalização encontrou uma porção de maconha na bagagem de mão de um passageiro, que foi encaminhado para a Justiça Federal.

No sábado (18), a operação continuou e, usando aparelho de raios-x, a PF identificou material biológico dentro de uma mala. Eram 18 pássaros vivos mantidos em condições precárias. O responsável era um homem, da Bélgica, que ia para a França.

Ele não apresentou nenhum documento com algum tipo de autorização para o transporte das aves. Ele foi preso e pode responder por crimes de maus-tratos, receptação e crime contra a fauna silvestre.

Animais

A polícia contou com a colaboração do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que identificou os animais: eram dois tangarazinhos, cinco saíras-sete-cores, sete saíras-douradinhas, dois saíras-militar e dois saíras-da-terra.

Os bichos estavam debilitados e foram encaminhados para tratamento.

Também no sábado, foi apreendido um passaporte italiano que estava com restrição da Justiça Estadual do Espírito Santo.

Publicado originalmente pela Agência Brasil em 20/10/2025

Edição: Kleber Sampaio

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Voar é para os ricos https://www.ocafezinho.com/2016/12/20/voar-e-para-os-ricos/ https://www.ocafezinho.com/2016/12/20/voar-e-para-os-ricos/#respond Tue, 20 Dec 2016 13:38:24 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=63546 Atenção leitores: alerta ironia Mode On. Visão de rodoviária em aeroportos nunca mais. Jornalista faz analogia entre golpistas e os aeroportos no Brasil.

No blog do Hariovaldo

Aeroportos já estão sendo desinfectados

Por Professor Hariovaldo

O populacho reles que antes infestava os aeródromos nacionais já estão sendo alijados pela Redentora 2016, ficando recuperados os saguões e as salas de embarques para os homens de bem da nação, sem serem incomodados pela aquela visão de rodoviária que antes era a triste realidade. Este é o sinal maior de que o país começa a voltar aos eixos pela remissão gloriosa levada à cabo pelos bons e apoiada pelos alegres serviçais auriverdes que saíram às ruas em nossa defesa.

O glamour e o charme das viagens aéreas está retornando, os voos para Miami não terão mais a presença dos otários, Paris não será invadida pelos porteiros e domésticas brasileiros, a gentalha não mais sairá de seu lugar tenente, afinal voar é para os ricos. Assim sendo, em todas os voos será obrigatório que ergamos um brinde em homenagem à restauração e a Temer, Cunha e Moro.

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