Aloizio Mercadante - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/aloizio-mercadante/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Tue, 10 Feb 2026 19:05:18 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.1 https://www.ocafezinho.com/wp-content/uploads/2015/10/cropped-Logo_Cafezinho_tmb-32x32.png Aloizio Mercadante - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/aloizio-mercadante/ 32 32 BNDES amplia atuação em ferrovias e prevê R$ 140 bilhões em investimentos até 2026 https://www.ocafezinho.com/2026/02/10/bndes-amplia-atuacao-em-ferrovias-e-preve-r-140-bilhoes-em-investimentos-ate-2026/ https://www.ocafezinho.com/2026/02/10/bndes-amplia-atuacao-em-ferrovias-e-preve-r-140-bilhoes-em-investimentos-ate-2026/#respond Tue, 10 Feb 2026 19:05:14 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=225735 O BNDES pretende ampliar de forma significativa sua atuação no setor ferroviário e prepara mudanças na política de crédito para viabilizar novos projetos de infraestrutura sobre trilhos no país. A sinalização foi feita nesta segunda-feira (9) pelo presidente do banco, Aloizio Mercadante, durante um seminário sobre infraestrutura realizado no Rio de Janeiro.

Segundo Mercadante, a instituição vai lançar um produto financeiro específico para ferrovias, com prazos mais longos de financiamento e maior período de carência. A medida, afirmou, tem como objetivo tornar os projetos mais atrativos para investidores e concessionárias. “Vamos aumentar o prazo de financiamento e carência para a ferrovia. Vamos lançar um produto específico e entrar para valer nesse mercado”, disse.

A estratégia do banco ocorre em um momento em que o governo federal busca acelerar investimentos em logística para reduzir gargalos históricos no transporte de cargas. Mercadante avaliou que o país está diante de um novo ciclo de expansão ferroviária, impulsionado por concessões e novos empreendimentos.

De acordo com o presidente do BNDES, o setor prevê oito leilões de ferrovias em 2026, com uma estimativa de R$ 140 bilhões em investimentos associados aos projetos. Ele afirmou que o ambiente tende a se fortalecer nos próximos anos, criando condições mais favoráveis para obras de grande porte e para a modernização da malha ferroviária.

Mercadante destacou ainda que, nos últimos três anos, o país já acumulou cerca de R$ 40 bilhões em investimentos (capex) em ferrovias. Para ele, esse volume indica o início de um ciclo mais robusto, que deve se intensificar com a nova agenda de concessões.

Na avaliação do presidente do banco, a ampliação da malha ferroviária pode gerar ganhos logísticos relevantes, com redução de custos de transporte e aumento da competitividade, especialmente em setores dependentes do escoamento de commodities e produtos industriais.

Mercadante também comentou o cenário macroeconômico e afirmou que a taxa de juros no Brasil “está pronta para cair”. Segundo ele, juros mais baixos tendem a melhorar o ambiente de negócios e facilitar a estruturação financeira de projetos de longo prazo, como os de infraestrutura ferroviária, além de estimular maior participação do setor privado.

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Mercadante elogia indicadores do governo Lula em evento no Rodoanel Norte e é vaiado por apoiadores de Tarcísio https://www.ocafezinho.com/2025/12/23/mercadante-elogia-indicadores-do-governo-lula-em-evento-no-rodoanel-norte-e-e-vaiado-por-apoiadores-de-tarcisio/ https://www.ocafezinho.com/2025/12/23/mercadante-elogia-indicadores-do-governo-lula-em-evento-no-rodoanel-norte-e-e-vaiado-por-apoiadores-de-tarcisio/#respond Tue, 23 Dec 2025 14:50:47 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=223503 O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, elogiou indicadores do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a cerimônia de entrega do primeiro trecho do Rodoanel Norte, realizada nesta segunda-feira (22), em Arujá, na Grande São Paulo. As declarações provocaram vaias de parte do público presente ao evento, que contou também com a participação do governador paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Ao discursar, Mercadante afirmou que as obras representaram geração de empregos para trabalhadores que estavam com a carteira de trabalho “pegando poeira dentro da gaveta” e citou dados econômicos do governo federal, como a taxa de desemprego, que, segundo ele, está em patamar historicamente baixo. “Brigar com os fatos não resolve”, disse. Em seguida, defendeu a cooperação entre diferentes esferas de governo. “Se a gente não trabalhar em parceria, o País não avança na velocidade que deveria avançar.”

Durante sua fala, o presidente do BNDES também reclamou da ausência de menção ao banco na placa instalada pelo governo estadual no local da obra. De acordo com Mercadante, cerca de um terço do investimento no trecho do Rodoanel Norte foi financiado pela instituição.

Em seu pronunciamento, Tarcísio de Freitas reconheceu a participação do banco no projeto. “O BNDES tem sido fundamental no financiamento das grandes obras”, afirmou o governador. Ao comentar o histórico do empreendimento, ele disse que a obra ficou paralisada por problemas relacionados à corrupção e à Operação Lava Jato. “Nós enfrentamos aqui e nós vimos aqui a Operação Lava Jato daqueles governos que se acostumaram a viver na corrupção”, declarou.

O governador também fez elogios ao ex-presidente Jair Bolsonaro ao mencionar a concessão da Rodovia Presidente Dutra. Segundo Tarcísio, o projeto resultou em intervenções como a ampliação de faixas, melhorias na Serra das Araras e aumento da capacidade da via.

Com 24 quilômetros de extensão, o novo trecho do Rodoanel Norte será liberado ao tráfego nesta terça-feira (23). O segmento vai do km 129 ao km 153 e conecta as rodovias Fernão Dias e Presidente Dutra, além de permitir ligação com o trecho Leste do Rodoanel, na altura da Rodovia Ayrton Senna. A cobrança de pedágio será feita pelo sistema free flow.

A retomada das obras ocorreu em 2023, após o leilão que concedeu a rodovia à empresa Via Appia. Pelo contrato, a concessionária administrará o Rodoanel Norte por 31 anos e deverá investir cerca de R$ 2 bilhões para a conclusão do empreendimento. A previsão é de que o segundo trecho seja entregue no segundo semestre de 2026.

Além de Mercadante e Tarcísio, participaram da cerimônia o vice-governador Felício Ramuth (PSD), o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, André do Prado (PL), e o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB).

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Chamada Nordeste da Nova Indústria Brasil aprova R$ 113 bilhões em propostas para região https://www.ocafezinho.com/2025/12/02/chamada-nordeste-da-nova-industria-brasil-aprova-r-113-bilhoes-em-propostas-para-regiao/ https://www.ocafezinho.com/2025/12/02/chamada-nordeste-da-nova-industria-brasil-aprova-r-113-bilhoes-em-propostas-para-regiao/#respond Tue, 02 Dec 2025 11:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=222309 Esta foi a maior chamada para apoiar projetos na indústria da região. Das 189 propostas selecionadas, 74% são de micro, pequenas e médias empresas

A chamada pública de projetos para o Nordeste da Nova Indústria Brasil (NIB) selecionou 189 projetos que somam R$ 113 bilhões, mais de 11 vezes superior à estimativa inicial de R$ 10 bilhões. Lançada em maio, a chamada dispôs R$ 10 bilhões em crédito para projetos estruturantes com foco em inovação, reindustrialização e desenvolvimento sustentável. E recebeu propostas que somaram R$ 127 bilhões, em 245 propostas.

O anúncio dos projetos selecionados foi feito nesta segunda-feira (1º/12), durante a Assembleia Geral dos Governadores e Governadoras do Nordeste em Teresina (PI). E reuniu representantes do Consórcio Nordeste, da Sudene e das instituições financeiras que participam da Chamada.

“A resposta do Nordeste à chamada da Nova Indústria Brasil é uma prova inquestionável do potencial de inovação e do empreendedorismo da região. E o mais importante: 74% destas propostas vêm de micro, pequenas e médias empresas, que são o motor que transforma inovação em emprego e renda. Com esta chamada, estamos garantindo que o desenvolvimento sustentável e a neoindustrialização cheguem na ponta, alcançando os que estão mais perto das necessidades e das oportunidades locais”, afirma o ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Geraldo Alckmin.

Correção de distorções

O presidente do Consórcio Nordeste e governador do Piauí, Rafael Fonteles, destacou que sua principal bandeira foi ampliar o crédito ao setor produtivo, visando a corrigir a histórica desproporção entre os recursos recebidos e a participação da região no PIB nacional.

“Hoje celebramos o grande anúncio dessa coalização de bancos liderados pelo BNDES que está garantindo um volume de recursos jamais visto na história da industrialização nordestina. Chegamos a R$ 113 bilhões! São investimentos na área da indústria verde, da transição energética, da bioeconomia, tudo a ver com o potencial que o Nordeste tem. Ficamos felizes em demonstrar para o Brasil e para as instituições financeiras que, quando há oportunidade de crédito, as empresas nordestinas aproveitam e aproveitam muito bem”, afirmou Rafael Fonteles.

A Chamada Nordeste da Nova Indústria Brasil (NIB) é resultado de uma ação conjunta e inédita de fomento, construída entre os bancos públicos federais – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco do Brasil (BB), Caixa Econômica Federal (Caixa), Banco do Nordeste (BNB) – e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), com apoio técnico da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável do Nordeste (Consórcio Nordeste).

Um marco para o Nordeste

“O BNDES está fazendo, em conjunto com as instituições parceiras, o Consórcio do Nordeste e a Sudene, uma entrega extraordinária. No governo do presidente Lula, o Nordeste voltou a ser prioridade, porque tem proposta, porque tem desenvolvimento e precisa ser tratado com a dignidade que não teve em governos anteriores. O BNDES aumentou em 32% os recursos para a região e essa chamada é um marco para o Nordeste, vai significar um salto de desenvolvimento e de oportunidades”, afirma Aloizio Mercadante, presidente do BNDES

O superintendente da Sudene, Francisco Alexandre, destacou que os resultados refletem o fortalecimento da articulação federal na região. “A reativação do Comitê Regional das Instituições Financeiras Federais (Coriff), conduzida pela Sudene, permitiu reunir os principais atores financeiros do Governo do Brasil em torno de uma agenda integrada. Essa governança renovada tornou possível alinhar instrumentos, antecipar oportunidades e posicionar o Nordeste como protagonista de uma nova fase da indústria brasileira.”

As 189 propostas selecionadas são vindas dos nove estados da região e para as cinco áreas estratégicas da chamada: transição energética com foco em armazenamento, 59 propostas; bioeconomia com foco em fármacos, 39 projetos; hidrogênio verde, 44 projetos; data center verde, 40 iniciativas; e setor automotivo, incluindo máquinas agrícolas, com 37 projetos.

A lista das propostas selecionadas está disponível aqui.

Das propostas selecionadas, 74% são de micro, pequenas e médias empresas, 32% foram projetos em consórcio com outras empresas e 77% envolveram a cooperação com instituições de ciência e tecnologia. Empresas não aprovadas também serão procuradas para avaliação de oportunidades.

Guia para investimentos

Segundo o presidente da Finep, Luiz Antônio Elias, a Chamada Nordeste é um marco. “Ela fortalece políticas públicas, promove inovação, amplia a competitividade regional e contribui para a redução das assimetrias históricas que ainda marcam o país. É a demonstração de que, quando articulamos instituições, ciência e setor produtivo, construímos as bases de um desenvolvimento sustentável e socialmente justo. A Finep contará com seus mais diversos instrumentos para apoiar as 189 empresas aprovadas. E de forma inédita teremos recursos de subvenção econômica de caráter exclusivamente regional, são recursos não reembolsáveis para que o Estado compartilhe o risco da inovação com o setor privado”, afirmou o executivo.

A próxima etapa será a estruturação de Planos de Suporte Conjunto (PSC) para as propostas selecionadas. O objetivo do PSC é servir como um guia, ajudando às empresas a recorrerem às linhas e instituições mais adequadas a cada proposta. Serão ofertadas as linhas mais benéficas dentre os instrumentos de crédito, não reembolsável e subvenção.

Os PSC serão concluídos ainda em dezembro, antecipando o prazo originalmente previsto, e enviados aos contatos cadastrados. Após receberem o PSC, as empresas devem encaminhar os projetos para análise, aprovação e contratação. As propostas selecionadas seguirão o fluxo usual de tramitação de operações no âmbito das instituições financeiras que participam da Chamada, o que inclui análise técnica, financeira e jurídica dos projetos.

Parceria inédita

A Chamada Nordeste da Nova Indústria Brasil (NIB) foi a maior chamada de projetos para indústria do Nordeste e a única que, pela primeira vez, reuniu as diversas instituições de fomento federais com o objetivo de apoiar projetos para promover o desenvolvimento e a inovação na região.

As instituições parceiras oferecerão diferentes modalidades de apoio, como crédito, subvenção econômica não reembolsável e participação societária. A Sudene e o Consórcio Nordeste atuaram como parceiros técnicos, aportando conhecimento estratégico sobre o território e os setores prioritários.

A chamada foi aberta a participação de empresas e cooperativas. As propostas podiam conter ações como instalação de infraestrutura física, aquisição de máquinas e equipamentos, implantação de plantas-piloto, contratação de recursos humanos, desenvolvimento de projetos com universidades e centros de pesquisa, além de capital de giro e engenharia.

Publicado originalmente pela Agência Gov em 01/12/2025

Por BNDES

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Plano Brasil Soberano já aprovou R$ 5,3 bi para empresas afetadas por tarifaço de Trump https://www.ocafezinho.com/2025/10/24/plano-brasil-soberano-ja-aprovou-r-53-bi-para-empresas-afetadas-por-tarifaco-de-trump/ https://www.ocafezinho.com/2025/10/24/plano-brasil-soberano-ja-aprovou-r-53-bi-para-empresas-afetadas-por-tarifaco-de-trump/#respond Fri, 24 Oct 2025 11:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=219769 Do total aprovado, R$ 2,39 bilhões apoiaram projetos de busca de novos mercados. Ao todo, foram protocolados 470 pedidos, totalizando R$ 8,27 bilhões em crédito

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou nesta quinta-feira, 23 de outubro, que já aprovou R$ 5,3 bilhões em crédito com recursos do Plano Brasil Soberano para empresas afetadas pelas medidas tarifárias impostas pelo governo dos Estados Unidos. Ao todo, foram realizadas 371 operações, sendo R$ 2,86 bilhões na linha Capital de Giro (gastos com despesas operacionais), R$ 2,39 bilhões na linha Giro Diversificação (busca de novos mercados) e R$ 52,46 milhões na linha Bens de Capital.

Foram aprovados R$ 4,38 bilhões para empresas da indústria de transformação, R$ 468 milhões para comércio e serviços, R$ 336 milhões para agropecuária e R$ 127 milhões para indústria extrativa.

Ao todo, foram protocolados 470 pedidos de crédito, totalizando R$ 8,27 bilhões. O montante integra a estimativa de demanda de crédito de R$ 14,5 bilhões, segundo levantamento feito com instituições financeiras parceiras.

O BNDES mantém o compromisso de apoiar as empresas brasileiras afetadas pelo tarifaço. A determinação do presidente Lula é preservar os empregos e fomentar o desenvolvimento de novos mercados para as exportações prejudicadas”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

O Plano

Criado para mitigar os impactos econômicos da elevação unilateral, em até 50%, das tarifas de importação sobre produtos brasileiros anunciadas pelo governo dos Estados Unidos, o Plano Brasil Soberano é um conjunto de medidas separadas em três eixos: fortalecimento do setor produtivo; proteção aos trabalhadores; e diplomacia comercial e multilateralismo.

Publicado originalmente pela Agência Gov em 23/10/2025

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BNDES aprova R$ 1,2 bi para empresas afetadas pelo tarifaço https://www.ocafezinho.com/2025/09/22/bndes-aprova-r-12-bi-para-empresas-afetadas-pelo-tarifaco/ https://www.ocafezinho.com/2025/09/22/bndes-aprova-r-12-bi-para-empresas-afetadas-pelo-tarifaco/#respond Mon, 22 Sep 2025 10:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=217710 Quase um terço dos pedidos foram para pequenos e médios negócios

Em dois dias após a abertura para pedidos, o plano Brasil Soberano aprovou R$ 1,2 bilhão em financiamento para empresas afetadas pelo tarifaço americano.

O plano de socorro a empresas exportadoras prevê um total de R$ 40 bilhões em crédito para negócios afetados pela barreira comercial que aplica taxas de até 50% às exportações brasileiras.

O balanço de pedido e aprovação foi divulgado na noite de sexta-feira (19) pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), banco de fomento do governo federal.

No período, o total de pedidos de 533 empresas chegou a R$ 3,1 bilhão. Ou seja, 1,9 bilhão anda estão em análise.

O total de R$ 40 bilhões do Brasil Soberano inclui R$ 30 bilhões do Fundo Garantidor de Exportações (FGE) e R$ 10 bilhões de recursos do próprio BNDES.

Os recursos são emprestados a juros subsidiados, ou seja, mais baixo do que cobram os demais bancos. Uma das contrapartidas das empresas que se habilitam a receber os empréstimos é não realizar demissões.

Os financiamentos são para linhas de capital de giro (contas do dia a dia, como salário e pagamento de fornecedores), investimentos em adaptação da atividade produtiva, compra de máquinas e equipamentos e busca de novos mercados.

Quem pediu empréstimo

Entre quinta (18) e sexta-feira (19), foram feitas 75 operações de crédito, todas na linha destinada a capital de giro.

Nos primeiros dias de aprovação, 84,1% dos pedidos aprovados foram empresas da indústria de transformação (seguimento que transforma matéria-prima em um produto final ou intermediário, que vai ser novamente modificado por outra indústria).

Em seguida aparecem agropecuária (6,1%), comércio e serviços (5,7%) e indústria extrativa (4,2%).

Quase um terço do valor total aprovado (30%) foi solicitado por pequenas e médias empresas.

Ao total, 2.236 empresas acessaram o sistema do BNDES para fazer consultas no Brasil Soberano, sendo 533 elegíveis, isto é, com pelo menos 5% do faturamento bruto total, no período de julho de 2024 a julho de 2025, composto por produto na lista de tarifação.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, aponta agilidade na aprovação de recursos e atribui isso ao compromisso do banco e 50 instituições financeiras parceiras.

“Nosso objetivo é proteger os empregos e fortalecer as empresas e a economia, inclusive estimulando a participação em novos mercados”, diz.

Dos valores ainda em análise, R$ 1,7 bilhão são referentes à linha destinada à busca de novos mercados.

Como acessar

O primeiro passo para acessar os recursos é consultar se a empresa é elegível para o plano de socorro. A consulta pode ser feita no site do BNDES.

Os interessados precisarão se autenticar utilizando a plataforma GOV.BR, exclusivamente por meio do certificado digital da empresa.

Caso o sistema indique que a empresa é apta ao crédito, a recomendação é entrar em contato com o banco com o qual já tem relacionamento. Grandes empresas podem procurar diretamente o BNDES.

Efeitos do tarifaço

Um levantamento da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil), entidade sem fins lucrativos que representa empresas que atuam no comércio entre os dois países, estima que as exportações de produtos afetados pelo tarifaço americano caíram 22,4% em agosto na comparação com o mesmo mês de 2024.

Os Estados Unidos são o segundo principal parceiro comercial do Brasil, perdendo apenas para a China.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o tarifaço de 50% incide em cerca de um terço (35,9%) das exportações brasileiras para os Estados Unidos.

O governo de Donald Trump assinou uma ordem executiva que estipulou a cobrança de taxas de até 50% a partir de 6 de agosto, mas deixou cerca de 700 produtos em uma lista de exceções. Entre eles estão suco e polpa de laranja, combustíveis, minérios, fertilizantes e aeronaves civis, incluindo motores, peças e componentes. Também ficaram de fora produtos como polpa de madeira, celulose, metais preciosos, energia e produtos energéticos.

Trump alega que os americanos têm déficit comercial (compram mais do que vendem) com o Brasil – o que é desmentido por números oficiais de ambos os países.

O presidente americano usou como justificativa o tratamento dado pelo Brasil ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que considera ser perseguido. Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado, em julgamento que terminou na semana passada.

Publicado originalmente pela Agência Brasil em 20/09/2025

Por Bruno de Freitas Moura – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro

Edição: Maria Claudia

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BNDES: pacote de R$ 300 bi coloca indústria brasileira no modo competitividade global https://www.ocafezinho.com/2025/05/26/bndes-pacote-de-r-300-bi-coloca-industria-brasileira-no-modo-competitividade-global/ https://www.ocafezinho.com/2025/05/26/bndes-pacote-de-r-300-bi-coloca-industria-brasileira-no-modo-competitividade-global/#respond Mon, 26 May 2025 20:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=209482 Meta inicial era de R$ 259 bilhões para a indústria nacional; Banco já investiu R$ 205 bilhões, 80% do total previsto até o final de 2026

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, anunciou nesta segunda-feira, 26 de maio, que a instituição ampliará para R$ 300 bilhões os recursos para a Nova Indústria Brasil (NIB), até o final de 2026.

O anúncio aconteceu durante evento na sede do Banco, no Rio de Janeiro (RJ), com as presenças do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, dos ministros Fernanda Haddad, da Fazenda, e Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, e da presidenta da Petrobras, Magda Chambriard.

Em fala sobre os avanços econômicos recentes, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou que o crescimento de 3,4% da economia brasileira em 2024 foi resultado de um conjunto de medidas articuladas pelo governo Lula, além do esforço macroeconômico liderado pelo ministro Fernando Haddad. Segundo ele, a indústria nacional — que vinha em queda contínua — teve um avanço expressivo de 3,1% no período.

“O Brasil saltou da 40ª para a 25ª posição no ranking mundial da indústria, segundo o indicador do IEG. Isso é um marco. E o BNDES teve um papel crucial nesse processo”, afirmou Mercadante. Ele destacou que, entre 2022 e 2024, o Banco mais do que dobrou o volume de crédito concedido ao setor industrial. “Aumentamos em 132% o crédito para a indústria brasileira, um salto fundamental para impulsionar a retomada da produção nacional.”

Desde janeiro de 2023, o Banco já investiu R$ 205 bilhões nas quatro missões da política industrial do governo federal. O montante representa 80% do valor inicialmente previsto, de R$ 259 bilhões.

Os recursos foram destinados às seis missões da política: R$ 56,2 bilhões para a agropecuária, R$ 7,1 bilhões para a saúde, R$ 5,8 bilhões para a infraestrutura, R$ 49,6 bilhões para a digital, R$ 17,6 bilhões para a descarbonização e R$ 23,9 para a defesa.

Publicado originalmente pela Agência BNDES de Notícias em 26/05/2025

 

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Mercadante: guerra tarifária traz riscos e oportunidades para o Brasil https://www.ocafezinho.com/2025/04/10/mercadante-guerra-tarifaria-traz-riscos-e-oportunidades-para-o-brasil/ Thu, 10 Apr 2025 22:49:09 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=206451 Presidente do BNDES aponta vantagens para agricultura e indústria

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, afirmou nesta quinta-feira (10) que a guerra de tarifas comerciais desencadeada pelo presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, traz “riscos e oportunidades” para o Brasil.

A agropecuária e a indústria são setores que podem colher oportunidades provocadas pelas medidas protecionistas dos EUA, que taxaram a entrada de produtos importados no país, como forma de – ao menos de acordo com o governo americano – proteger a maior economia do mundo.

Trump suspendeu por 90 dias a cobrança adicional para a maior parte dos países, mas manteve a sobretaxação de produtos chineses em mais de 100%.

Mercadante conversou com jornalistas nesta quinta-feira, na saída de um seminário sobre cooperativismo, na sede do banco público de fomento, no Rio de Janeiro.

Na visão dele, a economia precisa de previsibilidade e o tarifaço, como estão sendo chamadas as decisões de Trump, foi unilateral e sem negociação prévia ou consideração das instituições multilaterais de comércio. “Então gerou uma grande instabilidade econômica e financeira”, apontou.

“É seguro que esse processo vai trazer alguma pressão inflacionária para todos os países, um choque externo global e vai atrasar investimentos”, destacou Mercadante.

Na visão do presidente do BNDES, a guerra comercial vai trazer “muitas sequelas” para Estados Unidos e China, as duas maiores economias do mundo. “A América Latina foi relativamente preservada nesse primeiro momento. Vamos ver como é que essas coisas evoluem”, disse.

“Esse cenário de instabilidade traz riscos, nós temos que estar muito atentos, mas traz também oportunidades”, completou, citando a agricultura e a pecuária.

O presidente do BNDES observa que os Estados Unidos são um concorrente nesse segmento que alguns mercados irão se abrir para o Brasil. “Já vinham se abrindo e vão se abrir com muito mais velocidade”, avalia.

Mercadante diz acreditar também que o fato de o Brasil ser um país de paz, com boa relação com todos os integrantes da Organização das Nações Unidas (ONU), pode ser um ponto a favor para atrair investimentos externos.

“Vai ter mais diversificação e há uma grande demanda por segurança alimentar no mundo. O Brasil é uma solução para esse problema. Então há muito interesse em investir nesse segmento em novas formas de parceria”, declarou, lembrando da projeção de supersafra no país.

Ao falar da indústria, o economista relembrou o feito de o Brasil retomar à 25ª posição em ranking internacional de desempenho industrial. “A indústria de alto valor agregado, por exemplo, aviões, veículos, carros híbridos, muitos centros de P&D [pesquisa e desenvolvimento] vindo para cá”.

Mercado local

Mercadante apontou a importância também do poderio do mercado interno. “Temos um mercado interno muito forte, que é o principal fator de crescimento. Isso também é um diferencial nesse mundo em que o protecionismo vai crescer e que os mercados internos vão ter mecanismos de defesa comercial”, assinalou.

Ao reforçar que o Brasil precisa explorar oportunidades, Mercadante citou aproximação de parceiros que também estão sofrendo impactos protecionistas americanos, como México e Canadá.

“Nós temos que nos aproximar. A União Europeia vai se aproximar do Sul Global, dos Brics”, pontuou.

O Sul Global é um grupo teórico formado, principalmente, por países pobres e emergentes. O Brasil tem se posicionado no cenário internacional como um dos líderes do grupo, formado por Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia, Irã.

Em 2025, o encontro anual dos Brics será nos dias 6 e 7 de julho no Rio de Janeiro.

Publicado originalmente pela Agência Brasil em 10/04/2025

Por Bruno de Freitas Moura – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro

Edição: Aline Leal

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Projeto brasileiro promete transformar a integração sul-americana em realidade https://www.ocafezinho.com/2024/11/06/projeto-brasileiro-promete-transformar-a-integracao-sul-americana-em-realidade/ https://www.ocafezinho.com/2024/11/06/projeto-brasileiro-promete-transformar-a-integracao-sul-americana-em-realidade/#respond Wed, 06 Nov 2024 12:46:15 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=196545 Brasil quer atender necessidade de novas rotas, mais curtas e logisticamente menos custosas, diante do potencial das exportações e importações com a Ásia


O secretário de Articulação Institucional do Ministério do Planejamento e Orçamento, João Viilaverde, apresentou o projeto das cinco rotas de Integração e Desenvolvimento Sul-Americano para embaixadores e representantes de embaixadas dos países da América do Sul nesta terça-feira (5).

O encontro faz parte da agenda de reuniões para tornar conhecido o projeto brasileiro, construído a partir do que foi acordado no Consenso de Brasília

“Este é um processo vivo, está começando e não vai parar por aqui. Com esse evento queremos mostrar a equalização de tudo que está sendo feito e a importância do financiamento para que esse projeto se torne real. A integração sul-americana é um dever constitucional, mas não conseguiremos fazer isso sozinhos”, ressaltou o secretário.

Villaverde explicou que a ideia das rotas surgiu como uma demanda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após encontro de líderes da América do Sul, em maio de 2023, resultando na retomada da agenda da integração regional. Após conversas com os 11 estados brasileiros que fazem fronteira com países da América do Sul, o que facilitou a compreensão das várias realidades, o Ministério do Planejamento e Orçamento construiu o projeto das cinco rotas.

Elas têm o duplo papel de incentivar e reforçar o comércio do Brasil com os países sul-americanos e reduzir o tempo e o custo do transporte de mercadorias entre o Brasil e seus vizinhos, inclusive com a Ásia, pois o Brasil se transformou num país que transporta muito para o continente asiático, majoritariamente para a China.

Luis Alberto Aparicio Bermúdez, embaixador de El Salvador, disse que o Brasil é um motor de integração regional enquanto está caminhando para a prosperidade e citou que a América Latina vive um momento único economicamente que precisa ser aproveitado. “Estamos imaginando muito mais que caminhos e portos, estamos desenhando a nova energia motora da economia nesta reunião, a proposta do Brasil é incrível. El Salvador poderá contribuir e ser beneficiado com as oportunidades comerciais. Nossos países só têm a ganhar com essa integração”, defendeu Bermúdez.

As rotas

1 – Ilha das Guianas
A primeira rota inclui integralmente os estados de Amapá e Roraima e partes do território do Amazonas e do Pará, articulada com a Guiana, a Guiana Francesa, o Suriname e a Venezuela.

2 – Multimodal Manta-Manaus
Essa rota contempla todo o estado do Amazonas e partes dos territórios de Roraima, Pará e Amapá, interligada por via fluvial à Colômbia, Peru e Equador.

3 – Quadrante Rondon
Rota formada pelos estados do Acre e Rondônia, além de toda a parte oeste de Mato Grosso, conectada com Bolívia e Peru. Segundo Villaverde, a rota 3 tem sido chamada de “rota do futuro”, por seu potencial na conexão comercial. Em 2023, o estado enviou produtos no valor de US$ 1,4 bilhão para o continente sul-americano, marcando um expressivo crescimento de 53% em relação ao ano anterior. Com a nova rota esse potencial irá aumentar ainda mais.

4 – Capricórnio
A rota 4 compreende os estados de Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina, ligada, por múltiplas vias, ao Paraguai, Argentina e Chile.

5 – Porto Alegre-Coquimbo
A quinta rota abrange o estado do Rio Grande do Sul, integrada à Argentina, Uruguai e Chile. Segundo Villaverde, a rota vai passar por alteração no trecho entre Córdoba (Argentina) e Coquimbo (Chile).


Financiamento

Além dos recursos orçamentários, as obras de integração no território brasileiro podem contar com um financiamento de US$ 3 bilhões do BNDES, enquanto os bancos regionais de desenvolvimento – Banco Interamericano de Desenvolvimento BID), Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF) e Fonplata – disponibilizaram outros US$ 7 bilhões.

Segundo Villaverde, o Banco de Desenvolvimento da América Latina e o Caribe (CAF) é importante parceiro no projeto de integração dos países, principalmente porque é o único banco que nasceu com esse propósito, e “desde os anos 60 não mudou seu interesse de integrar o nosso continente”.

O Gerente de Infraestrutura Física e Transformação Digital do CAF, Antonio Silveira, explicou que existem quatro desafios principais: a redução dos custos aduaneiros com medidas de facilitação do comércio, o fornecimento da infraestrutura para integração física e funcional, a adaptação da regulamentação nacional e integração regional produtiva e a convergência para uma agenda de sustentabilidade ambiental, social e climática.

PAC

Villaverde explicou que, entre os mais de 9,7 mil projetos do Novo PAC, foram identificados 190 com potencial de contribuir com a integração regional. O MPO está em diálogo com os governos e a sociedade civil dos estados fronteiriços e países vizinhos para aprimorar as cinco rotas.

Entre os projetos de infraestrutura estão 40 hidrovias, 35 aeroportos, 21 portos, 65 rodovias, 15 infoviárias, 9 ferrovias e 5 linhas de transmissão de energia. Todos os projetos estão espalhados nos estados que fazem fronteira com os países da integração.

Villaverde explicou que o Brasil vai conseguir, com o projeto de integração, reduzir a distância e o tempo de viagem até a Ásia, aumentar a competitividade dos produtos brasileiros e sul-americanos e ampliar intercâmbios e laços culturais com os países vizinhos. “O Brasil é um motor essencial para proporcionar que cada país, grande ou pequeno, tenha a oportunidade de crescer economicamente e no âmbito do comércio exterior”, disse o secretário.

BNDES já aprovou R$ 3,2 bilhões da Rotas para a Integração, diz Mercadante

Em Montevidéu, presidente do BNDES disse que o banco investirá R$ 15 bilhões em empresas brasileiras para promover o desenvolvimento sul-americano /
Gabriel Souza / BNDES

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já aprovou R$ 3,2 bilhões para projetos da iniciativa Rotas para a Integração. O anúncio foi feito nesta terça-feira (2/7) pelo presidente da instituição, Aloizio Mercadante. O Rotas é o maior fundo já construído para a integração da América do Sul e do Mercosul.

Foi assinado em dezembro de 2023 e prevê investimentos de até R$ 50 bilhões, com recursos do BNDES, do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), do CAF e do Fundo Financeiro para Desenvolvimento da Bacia do Prata (Fonplata). A instituição brasileira tem participação de R$ 15 bilhões no fundo para investimentos em empresas nacionais, dos quais já desembolsou R$ 2 bilhões.

Mercadante fez o anúncio durante o Foro Internacional Integración y Solidaridad Regional, que ocorreu na sede da Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF), em Montevidéu. Participaram do encontro José Pepe Mujica, ex-presidente do Uruguai, Ernesto Samper, ex-presidente da Colômbia, e Sergio Díaz-Granados, presidente-executivo do CAF.

“O Rotas é importante porque vai unificar os dois oceanos, vai aumentar nossa competitividade, vai reduzir o custo logístico e permitir que as cadeias produtivas se integrem no comércio e no investimento regional. Nós precisamos ter foco para avançar a integração e ter projetos estruturantes. As rotas são projetos estruturantes, assim como a integração energética, fibra ótica e todas essas possibilidades”, disse.

No evento, o presidente do BNDES defendeu maior integração da região e maior compartilhamento de mercados, para que os países enfrentem a concorrência externa, principalmente nas políticas de protecionismo comercial dos Estados Unidos e da União Europeia. “Concorrência predatória, que inviabiliza a industrialização e dificulta agregar valor às nossas economias, que estão sendo empurradas para voltarem ao papel histórico de só exportar comodidades”, completou.

No âmbito do Rotas para a Integração, o BNDES apoia 29 empreendimentos no território nacional, entre eles: financiamento e estruturação de projetos para rodovias; expansão da malha ferroviária e aquisição de equipamentos para o transporte das cargas; expansão de aeroportos; e investimento em energia no Pará.

O objetivo do Rotas para a Integração é apoiar projetos estratégicos, primordialmente de infraestrutura e de integração nas áreas social, ambiental e institucional, por meio de cinco rotas de integração e desenvolvimento sul-americano.

Com informações do Planejamento e BNDES

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