aluguel - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/aluguel/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Thu, 26 Feb 2026 15:18:53 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.2 https://www.ocafezinho.com/wp-content/uploads/2015/10/cropped-Logo_Cafezinho_tmb-32x32.png aluguel - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/aluguel/ 32 32 Inflação do aluguel cai 0,73% em fevereiro https://www.ocafezinho.com/2026/02/26/inflacao-do-aluguel-cai-073-em-fevereiro/ https://www.ocafezinho.com/2026/02/26/inflacao-do-aluguel-cai-073-em-fevereiro/#respond Thu, 26 Feb 2026 15:18:45 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=226345 Índice passa a acumular queda de 0,32% no ano e 2,67% em 12 meses

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), conhecido como inflação do aluguel, registrou queda de 0,73% em fevereiro, revertendo a alta observada em janeiro, quando havia avançado 0,41%. Com esse resultado, o índice passa a acumular queda de 0,32% no ano e de 2,67% em 12 meses. Em fevereiro de 2025, o IGP-M havia apresentado alta de 1,06% no mês, acumulando variação de 8,44% em 12 meses.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (26) pela Fundação Getulio Vargas.

Em fevereiro, a taxa do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) caiu 1,18%, invertendo o movimento quando comparado à taxa de janeiro, de 0,34%.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou taxa de 0,30% em fevereiro, inferior ao mês de janeiro, quando o índice tinha subido 0,51%. Segundo a FGV, entre as oito classes de despesa que compõem o índice, cinco apresentaram recuos em suas taxas de variação: Alimentação (0,66% para 0,17%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,60% para 0,12%), Educação, Leitura e Recreação (1,38% para 0,72%), Transportes (0,71% para 0,53%) e Vestuário (-0,16% para -0,43%). Em sentido oposto, os grupos Habitação (0,06% para 0,33%), Despesas Diversas (0,17% para 0,37%) e Comunicação (0,00% para 0,01%) tiveram aumentos

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,34% em fevereiro, desacelerando em relação ao mês anterior, quando registrou alta de 0,63%. O grupo Materiais e Equipamentos recuou de 0,35% para 0,30%; o grupo Serviços aumentou de 0,25% para 0,36%; e o grupo Mão de Obra diminuiu de 1,03% para 0,39%.

Segundo o economista da FGV, André Braz, o IPA, índice de maior peso no IGP, registrou forte queda em fevereiro, puxada pelo recuo dos preços de commodities relevantes. No período, minério de ferro (-6,92%), soja (-6,36%) e café (-9,17%) apresentaram retrações expressivas. Os demais componentes do IGP-M também avançaram em ritmo mais contido do que no mês anterior.

“No varejo, o IPC desacelerou com a perda de intensidade das altas nas mensalidades escolares. Já na construção civil, a inflação da mão de obra perdeu fôlego em relação a janeiro,” afirma Braz.

Publicado originalmente pela Agência Brasil em 26/02/2026

Edição: Valéria Aguiar

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Inflação do aluguel sobe 0,36% em agosto, após três meses de queda https://www.ocafezinho.com/2025/08/28/inflacao-do-aluguel-sobe-036-em-agosto-apos-tres-meses-de-queda/ https://www.ocafezinho.com/2025/08/28/inflacao-do-aluguel-sobe-036-em-agosto-apos-tres-meses-de-queda/#respond Thu, 28 Aug 2025 20:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=216331 IGP-M acumula 3,03% em 12 meses, mostra FGV

Depois de três meses de queda, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), conhecido como “inflação do aluguel”, voltou a ficar positivo e fecha agosto em 0,36%. O dado foi divulgado nesta quinta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Em julho, o IGP-M tinha marcado -0,77%, seguindo dois meses de queda, maio (-0,49%) e junho (-1,67%).

Com o resultado de agosto, o índice acumula 3,03% nos últimos 12 meses. Nesta mesma época de 2024, o IGP-M mensal tinha sido de 0,29% e de 4,26% no acumulado de um ano. Em março de 2025, o indicador chegou a bater 8,58%.

A FGV leva em conta três componentes para apurar o IGP-M. O maior peso é o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a inflação sentida pelos produtores e responde por 60% do IGP-M cheio.

Componentes

Em agosto, o IPA subiu 0,43%, invertendo o comportamento de julho (-1,29%). As principais influências de alta vieram do minério de ferro (6,76%), da soja em grão (3,73%) e da banana (15,03%).

Outro componente do IGP-M é o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que responde por 30% do indicador. Em agosto, o IPC recuou 0,07%. Os itens que mais ajudaram a segurar os preços foram a passagem aérea, que caiu 8,56%, a tarifa de eletricidade residencial (-1,97%) e a gasolina (-0,85%).

O recuo do bilhete de avião pode ser explicado pelo fim do período escolar, quando há diminuição da procura. Em relação à conta de luz, o alívio veio por causa do Bônus de Itaipu ─ desconto na conta que beneficiou 80,8 milhões de consumidores.

Conforme adiantou a Agência Brasil, a bonificação compensou a bandeira tarifária vermelha 2, que adiciona R$ 7,87 na conta e luz a cada 100 Kwh consumidos.

O terceiro componente medido pela FGV é o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que subiu 0,70% no mês.

Inflação do aluguel

O IGP-M é conhecido como inflação do aluguel porque o acumulado de 12 meses costuma ser base para cálculo de reajuste anual de contratos imobiliários. Além disso, o indexador é utilizado para reajustar algumas tarifas públicas e serviços essenciais.

A FGV faz a coleta de preços em Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador. O período de levantamento do IGP-M foi 21 de julho a 20 de agosto.

Publicado originalmente pela Agência Brasil em 28/08/2025

Por Bruno de Freitas Moura – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro

Edição: Valéria Aguiar

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Parcela de famílias que pagam aluguel sobe 25% em 8 anos, mostra IBGE https://www.ocafezinho.com/2025/08/23/parcela-de-familias-que-pagam-aluguel-sobe-25-em-8-anos-mostra-ibge/ https://www.ocafezinho.com/2025/08/23/parcela-de-familias-que-pagam-aluguel-sobe-25-em-8-anos-mostra-ibge/#respond Sat, 23 Aug 2025 12:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=215936 De 2016 a 2024, diminui número de moradores em casa própria quitada

Apesar de a maioria dos brasileiros morar em casa própria já quitada, o país assistiu, nos últimos oito anos, crescer em 25% a proporção de famílias que pagam de aluguel. Ao mesmo tempo, a parcela de lares que podem ser chamados de “meu” diminuiu 8%.

Em 2016, quando o país tinha 66,7 milhões de domicílios, 12,3 milhões eram alugados, o que representa 18,4% dos lares. Em 2024, o Brasil tinha 77,3 milhões de residências, sendo 23% deles (7,8 milhões) alugados. Esse aumento de 4,6 pontos percentuais equivale a 25%.

Em relação à casa própria já paga, a proporção caiu de 66,8% para 61,6% no período. Em 2024, o país tinha 47,7 milhões de residências próprias.

A constatação faz parte de uma edição especial da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em número absoluto de moradores, os que pagavam aluguel passaram de 35 milhões para 46,5 milhões em oito anos. Já os que moravam em casa própria quitada diminuíram de 137,9 milhões para 132,8 milhões no período.

Concentração

De acordo com o analista da pesquisa, William Kratochwill, a evidência de que há mais pessoas pagando aluguel proporcionalmente é indício de concentração de riqueza.

“É uma concentração da posse de domicílios para um grupo menor”, diz. Segundo ele, o aumento da concentração é “algo histórico e social”.

“Se não se criam oportunidades para a população adquirir o seu imóvel, e a pessoa continua querendo ter sua independência, ter sua família, como faz isso se não consegue adquirir um bem? Ela tem que partir para o aluguel”, analisa.

O pesquisador, no entanto, reconhece que dados recentes, do próprio IBGE, mostram crescimento no rendimento dos brasileiros.

Ele acredita que, se for mantida a evolução por longo prazo, as pessoas terão mais condições para ter a casa própria. “As condições para as pessoas avançarem na compra de domicílios vai acontecer”, projeta.

Kratochwill pondera ainda que há casos de pessoas que “alugam seu próprio apartamento para morar em outro alugado”.

A Pnad identificou também que, em 2024, 6% dos domicílios eram próprios, mas ainda sendo pagos; 9,1%, cedidos; e 0,2% em “outra condição”.

Troca de casa por apartamento

O IBGE constatou que nos últimos anos, o brasileiro tem trocado casa por apartamento. Em 2016, 13,7% dos domicílios eram apartamentos. Oito anos depois, a proporção subiu para 15,3% dos 77,3 milhões de residências.

As casas ainda são imensa maioria, mas, em proporção, caíram de 86,1% para 84,5%.

Em 2024, eram 183,3 milhões de brasileiros morando em casas; e 28,2 milhões, em apartamentos.

Um dos pontos famosos de Brasília, projeto original de Lúcio Cost, a quadra modelo, localizada na SQS 308, foi fundada em 1962 e a intenção era que servisse de referência para outras superquadras do Plano Piloto.

Prédio residencial no Plano Piloto, área central de Brasília: segundo o IBGE, em 2024, 15,3% dos domicílios do país eram apartamentos | Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

De acordo com Kratochwill, a proporção crescente de brasileiros em apartamentos faz parte do processo de concentração urbana existente.

“As pessoas querem viver próximo ao seu trabalho, aos serviços, às benesses que o centro urbano produz. Como o espaço terra é limitado, a maneira que há de crescer é aumentar a produtividade da terra, ou seja, constrói vários imóveis um em cima do outro, são os apartamentos”, explica.

O pesquisador atribuiu também como um dos fatores da tendência o elemento “violência”.

“Às vezes, os condomínios buscam aumentar a segurança para os residentes, dando infraestrutura de lazer nesses empreendimentos. Então, tudo isso incentiva a construção de apartamentos em detrimento de casas.”

A Pnad identificou 0,2% dos lares sendo “habitação em casa de cômodo, cortiço ou cabeça de porco”, tanto em 2016 quanto em 2024.

População total

A edição especial da pesquisa identificou que o país tinha 211,9 milhões de habitantes em 2024. Quase metade (42%) dos moradores vivia na Região Sudeste em 2024. São Paulo é o estado com maior número de moradores, quase 46 milhões de pessoas, o que representa 22% da população do país.

Publicado originalmente pela Agência Brasil em 22/08/2025

Por Bruno de Freitas Moura – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro

Edição: Juliana Andrade

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Altos preços e juros recordes afastam americanos do sonho da casa própria https://www.ocafezinho.com/2025/08/13/altos-precos-e-juros-recordes-afastam-americanos-do-sonho-da-casa-propria/ https://www.ocafezinho.com/2025/08/13/altos-precos-e-juros-recordes-afastam-americanos-do-sonho-da-casa-propria/#respond Wed, 13 Aug 2025 14:38:26 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=215178 A diferença entre renda familiar e custo de imóveis dispara, ameaçando décadas de estabilidade financeira e planejamento social

Nos Estados Unidos, cada vez mais pessoas estão vendo o sonho da casa própria se tornar inacessível. O aumento expressivo nos preços dos imóveis e das taxas de hipoteca está fazendo com que o que antes era considerado um passo sólido para a segurança financeira agora pareça distante para muitos americanos, com consequências que podem alterar profundamente a estrutura social do país.

Um exemplo marcante é o casal Paul Woods e Nora Stout, que por seis anos viveu o que parecia ser o auge da realização do sonho americano. Proprietários de uma casa em Altadena, subúrbio de Los Angeles, eles cultivavam limões e laranjas, organizavam festas animadas ao redor da piscina e desfrutavam da vista das montanhas de San Gabriel. Após anos de aluguel, a aquisição da casa parecia garantir estabilidade e prosperidade a longo prazo.

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Mas a vida mostrou sua imprevisibilidade. Em janeiro, um incêndio florestal devastador destruiu a residência. Woods e Stout venderam o terreno incendiado por US$ 540 mil — 20% a menos do que pagaram em 2018 e cerca da metade do valor máximo da casa antes do incêndio. A reconstrução, além de extremamente cara, não compensava diante das mudanças irreversíveis na região. Hoje, o casal voltou a morar de aluguel em um pequeno apartamento no Condado de Orange, a mais de 60 quilômetros de Altadena.

No entanto, situações extremas como incêndios não são mais necessárias para que o sonho da casa própria se torne complicado. Em todo o país, os custos imobiliários estão em constante alta devido a uma combinação de fatores: a escassez de novas construções desde a crise financeira de 2008, proprietários relutantes em abrir mão de hipotecas antigas com juros baixos, políticas governamentais que encarecem tanto a compra quanto a construção de imóveis e os impactos cada vez mais frequentes de desastres climáticos. Essa equação crescente de custos tem levado cada vez mais americanos a repensarem se comprar faz sentido.

As taxas de hipoteca, próximas aos maiores patamares em duas décadas, e os preços recordes de imóveis são apenas a ponta do iceberg. Segundo o Harvard Joint Center for Housing Studies, em 2024 a renda anual necessária para custear uma casa mediana nos EUA era de US$ 126.670, um salto de 60% em relação aos US$ 79.330 de 2021. Enquanto isso, a renda familiar mediana subiu apenas para US$ 80.610 em 2023, alta de apenas 1,3% em três anos. “Não há pressa em ser proprietário de uma casa, dada essa diferença”, afirma Laurie Goodman, fundadora do Housing Finance Policy Center do Urban Institute.

Durante décadas, a lógica era simples: ao comprar uma casa, as prestações da hipoteca geralmente saíam mais baratas do que o aluguel. Hoje, essa regra está virando exceção. Dados do Realtor.com mostram que, em junho, alugar era, em média, US$ 908 por mês mais barato do que comprar uma primeira casa. Entre as 50 maiores áreas metropolitanas do país, a compra se tornou mais cara do que o aluguel em 49 delas — apenas Pittsburgh ainda oferece vantagem para os proprietários. Em 2021, quando os juros ainda estavam baixos, adquirir um imóvel ainda era mais barato ou equivalente a alugar em 21 mercados, incluindo cidades como Atlanta, Cleveland, Filadélfia e Tampa, na Flórida.

O cenário revela uma mudança histórica: para uma parcela crescente da população americana, o sonho da casa própria está se tornando não apenas difícil de alcançar, mas, em muitos casos, economicamente desvantajoso. À medida que os preços continuam a disparar e os juros permanecem altos, especialistas alertam que o país pode enfrentar um período prolongado em que alugar se torne a norma, em vez da exceção, mudando para sempre a forma como as famílias planejam seu futuro financeiro e sua estabilidade social.

Nos Estados Unidos, a ideia de comprar uma casa própria, por décadas considerada símbolo de estabilidade e ascensão social, está se tornando inacessível para um número crescente de americanos. Os altos preços dos imóveis, combinados com taxas de hipoteca próximas de máximas históricas e custos adicionais crescentes, estão afastando famílias do mercado, com implicações profundas para o patrimônio e a mobilidade social.

O aumento acelerado dos custos imobiliários está sendo impulsionado por fatores econômicos e ambientais. De acordo com a Cotality, o valor médio do seguro residencial nos EUA subiu 74% desde 2010, refletindo o impacto cada vez maior de inundações, incêndios florestais e outros desastres naturais. Entre 1980 e 2024, o Texas, um dos mercados mais aquecidos do país com amplas reservas de terra e poucas restrições ao desenvolvimento, liderou o país em desastres anuais que causaram mais de US$ 1 bilhão em danos. Somente em 2024, os EUA registraram 20 eventos desse tipo, um aumento significativo em relação a cinco ocorrências em 2014, sem contar as enchentes repentinas de julho, que mataram pelo menos 135 pessoas e afetaram dezenas de milhares de edifícios.

O impacto financeiro desses eventos se reflete também nos impostos prediais, que dispararam em várias regiões. Na Flórida, o imposto predial aumentou quase 50% entre 2019 e 2024; em Dallas, subiu 33%, e no Condado de Clark, Nevada — onde está Las Vegas — o aumento foi de 32%. Além disso, construir ou comprar uma casa nova está cada vez mais caro, pressionado pelas tarifas sobre materiais impostas pelo governo Trump e pela escassez de mão de obra. Muitos trabalhadores imigrantes, essenciais para a construção civil — como gesseiros, pedreiros e pintores — estão evitando o mercado devido a batidas do Serviço de Imigração e Alfândega, elevando ainda mais os custos de construção.

Historicamente, possuir uma casa própria sempre foi visto como um marco de conquista nos EUA. Desde a fundação do país, ter imóveis era associado a direitos políticos, e após a Segunda Guerra Mundial, a valorização das casas e incentivos fiscais consolidaram o imóvel como um tipo de poupança passiva que podia ser transmitida às gerações seguintes. No entanto, políticas de crédito nos anos 2000, incluindo os chamados empréstimos Ninja, que praticamente não exigiam comprovação de renda ou patrimônio, levaram milhões de famílias a inadimplência, desencadeando a maior onda de execuções hipotecárias desde a Grande Depressão.

A escassez de novas construções, agravada pela retração do setor após a crise de 2008, criou um déficit habitacional que chegou a cerca de 4,7 milhões de unidades em 2023. A oferta insuficiente mantém os preços altos, mesmo diante da redução da demanda, beneficiando proprietários antigos, mas impedindo que novos compradores entrem no mercado.

Essa realidade tem consequências diretas para o acúmulo de riqueza. O patrimônio líquido mediano de um proprietário de imóvel nos EUA é 43 vezes maior que o de um inquilino, segundo estimativa de 2025 da Pesquisa de Finanças do Consumidor do Federal Reserve. Mas mesmo o aluguel elevado impede que muitos jovens consigam poupar para dar entrada em uma casa. Joel Berner, economista sênior do Realtor.com, explica: “O fim do perdão da dívida de empréstimos estudantis e o aumento do custo de vida — há menos poupança por vários motivos.”

As barreiras para compradores iniciantes são evidentes. A idade média de quem adquire um imóvel pela primeira vez subiu para 38 anos em 2024, ante 28 anos em 1991. A participação desses compradores caiu para 24% do mercado, o nível mais baixo desde 1981, e cerca de um quarto deles depende de ajuda de familiares ou amigos para a entrada. Para pessoas cujos pais não possuíam imóveis, essa ajuda é menos acessível, criando um ciclo de exclusão intergeracional.

Além disso, as disparidades raciais persistem. Comunidades historicamente negras, como Altadena, perderam décadas de patrimônio devido a desastres recentes, e pessoas de cor continuam enfrentando discriminação no mercado imobiliário. Hoje, o acesso à casa própria está cada vez mais restrito, especialmente para quem não possui grandes recursos financeiros, tornando o sonho americano, para muitos, uma meta quase impossível de alcançar.

O papel do governo e a redefinição do sonho da casa própria

Diante desse cenário, surge a pergunta: a ação governamental pode mudar o jogo? Algumas medidas da nova lei de cortes de impostos e gastos de Trump buscam apoiar compradores de imóveis pela primeira vez, como a expansão dos créditos tributários para crianças e as chamadas “Contas Trump”, que ajudam as pessoas a poupar para a entrada ou outros investimentos de grande porte. No entanto, a maior parte dos benefícios tende a favorecer famílias e investidores de maior renda, segundo analistas, deixando os compradores de renda média ainda em desvantagem.

Sem programas federais significativos voltados à expansão do acesso à moradia, a iniciativa passou a ser, em grande parte, local. Utah destinou recentemente US$ 300 milhões a empréstimos com juros baixos para construção de moradias voltadas a compradores de renda moderada. Rhode Island oferece financiamento para estimular o desenvolvimento de casas populares ocupadas por seus proprietários. Minneapolis trabalha com incorporadoras sem fins lucrativos que promovem programas de arrendamento com opção de compra. Na Califórnia, o governador Gavin Newsom sancionou uma lei em julho para acelerar a construção de moradias, limitando contestações sob a Lei de Qualidade Ambiental do estado, historicamente usada por opositores do desenvolvimento. Ainda assim, os esforços para aumentar a densidade habitacional não tiveram grande impacto: o número de licenças de construção caiu em 2023 e 2024 devido aos altos custos de construção e financiamento.

Neste contexto, a posse de uma casa própria começa a ser repensada. Para alguns, a liberdade de não ter uma hipoteca que os prenda a um local pode ser mais vantajosa. Uma pesquisa da Entrata revelou que 83% dos inquilinos da Geração Z preferem investir em experiências como viagens e desenvolvimento profissional em vez de economizar para comprar um imóvel. Além disso, concentrar uma parte desproporcional dos ativos em uma casa aumenta a vulnerabilidade à volatilidade do mercado imobiliário.

Especialistas recomendam cautela, até mesmo para os proprietários mais antigos, que possuem hipotecas menores e juros baixos. Daryl Fairweather, economista da Redfin, sugere considerar a venda do imóvel e a mudança para uma opção de aluguel: “Acho que eles supervalorizam a permanência em uma casa. Imóveis são caros.”

Assim, à medida que os preços disparam e o acesso à casa própria se torna mais restrito, os Estados Unidos podem estar caminhando para uma sociedade de inquilinos — e, para muitos, essa realidade pode não ser tão ruim quanto parece. O sonho americano de décadas pode estar se transformando, mas abre espaço para novas formas de viver, investir e planejar o futuro.

Com informações de Bloomberg*

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IGP-M, conhecido como inflação do aluguel, cai 0,34% em março, diz FGV https://www.ocafezinho.com/2025/03/28/igp-m-conhecido-como-inflacao-do-aluguel-cai-034-em-marco-diz-fgv/ Fri, 28 Mar 2025 19:30:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=205454 Indexador soma 8,58% em 12 meses

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), também conhecido como inflação do aluguel, teve deflação de 0,34% em março, ou seja, na média, os preços ficaram mais baixos. Em fevereiro, o índice tinha sido de 1,06%. A cotação do minério de ferro no cenário internacional foi um dos principais fatores que causaram a inflação negativa.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre). No acumulado de 12 meses, o IGP-M soma 8,58%. A deflação de março é a menor taxa desde março de 2024, quando o indicador também ficou negativo (-0,47%).

A FGV leva em conta três componentes para apurar o IGP-M. O de maior peso é o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a inflação sentida pelos produtores e responde por 60% do IGP-M cheio.

Em março, o IPA variou -0,73%, puxado pelo recuo de 3,64% no preço do minério de ferro. De acordo com o economista do Ibre Matheus Dias, a influência se deu “diante de um cenário de preocupações com a guerra comercial”.

A guerra comercial é o movimento protecionista desencadeado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que tem taxado produtos importados que chegam aos EUA, fazendo com que eles fiquem mais caro e dificultando a concorrência com produtos americanos. A iniciativa é vista como potencial indutora de uma recessão global.

Famílias

Outro componente do IGP-M é o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que ficou em 0,80% em março, abaixo do alcançado em fevereiro (0,91%). O que ajudou o IPC a perder velocidade foi a dissipação do impacto dos reajustes das mensalidades escolares no mês anterior. O grupo educação, leitura e recreação recuou 1,60% após ter subido 0,29% em fevereiro.

Outro impacto que ajudou a desacelerar o IPC foi a “forte queda” nos preços das passagens aéreas (-13,71%).

Por outro lado, dos cinco itens que mais contribuíram para o IPC em março, dois foram alimentícios: ovo (+19,16%) e café em pó (+8,76%).

O peso do aumento do preço dos alimentos no bolso do brasileiro foi identificado também pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), a prévia da inflação oficial, que ficou em 0,64%, conforme dado divulgado na quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O IPC responde por 30% do IGP-M. O terceiro componente medido pela FGV é o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que desacelerou para 0,38% em março, após registrar alta de 0,51% no mês anterior.

“O grupo mão de obra registrou desaceleração na taxa de variação [de 0,59% em fevereiro para 0,35%], impactando significativamente a retração dos preços da construção”, detalha Dias.

Inflação do aluguel

O IGP-M é conhecido como inflação do aluguel porque o acumulado de 12 meses costuma ser base para cálculo de reajuste anual de contratos imobiliários. Além disso, o indexador é utilizado para reajustar algumas tarifas públicas e serviços essenciais.

Entenda aqui os diferentes índices de inflação

A FGV faz a coleta de preços em Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador.

Publicado originalmente pela Agência Brasil em 28/03/2025

Por Bruno de Freitas Moura – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro

Edição: Valéria Aguiar

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Censo 2022: um em cada cinco brasileiros mora em domicílio alugado https://www.ocafezinho.com/2024/12/13/censo-2022-um-em-cada-cinco-brasileiros-mora-em-domicilio-alugado/ https://www.ocafezinho.com/2024/12/13/censo-2022-um-em-cada-cinco-brasileiros-mora-em-domicilio-alugado/#respond Fri, 13 Dec 2024 18:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=198565 Em 20 anos, proporção de pessoas que vivem em domicílios alugados quase dobrou

Em 2022, a proporção de brasileiros que viviam em domicílios alugados manteve a trajetória de crescimento e chegou a 20,9% da população. Em 2000, essa parcela era de 12,3% e, em 2010, de 16,4%. Ainda assim, há um considerável predomínio dos domicílios próprios, com 72,7% da população brasileira residido em domicílios de propriedade de algum dos moradores (já pago, herdado, ganho ou ainda pagando). Já 5,6% da população vivia em domicílios cedidos ou emprestados (por empregador, familiar ou outra forma) e 0,8% em outras condições de ocupação.

Em 2000, essas proporções eram de 76,8% para domicílios próprios, 9,7% para os cedidos e 1,2% em outras condições, e, em 2010, 75,2%, 7,7% e 0,7%, respectivamente. Os dados são do “Censo Demográfico 2022: Características dos domicílios – Resultados preliminares da amostra”, divulgado hoje (12) pelo IBGE.

O evento de divulgação acontece a partir das 10h no Instituto Jones dos Santos Neves, em Vitória (ES). Haverá transmissão ao vivo pelo IBGE Digital. Os dados também estão disponíveis no Sidra e no Panorama do Censo.

“Essa é a primeira divulgação a partir do questionário da amostra do Censo Demográfico 2022, que é um questionário mais extenso e foi aplicado em cerca de 10% da população brasileira. No momento, essa divulgação é preliminar, pois o IBGE ainda não delimitou as áreas de ponderação, um processo, já em curso, que passa por consulta às prefeituras, para que as áreas estejam aderentes ao planejamento das políticas públicas”, explica Bruno Mandelli, analista da gerência de Indicadores Sociais do IBGE.

94,6% da população reside em domicílios com paredes externas de alvenaria (com ou sem revestimento) ou taipa com revestimento

Em relação aos elementos estruturais do domicílio, o Censo Demográfico 2022 investigou o material predominante nas paredes externas. Uma proporção de 87,0% da população brasileira residia em domicílios com paredes externas de alvenaria com revestimento ou taipa com revestimento. O segundo material mais comum foi a alvenaria sem revestimento, com 7,6%.

A madeira para construção foi o material predominante nos domicílios de 4,1% da população, seguida pela taipa sem revestimento (0,6%), enquanto 0,1% da população residia em domicílios com paredes de madeira aproveitada de tapume, embalagens ou andaimes. Os materiais não cobertos pelas categorias anteriores compunham as paredes de 0,5% da população em 2022.

Cabe ainda destacar que cerca de 7 mil pessoas, o equivalente a 0,004% da população, viviam em domicílios sem parede. “Conceitualmente no Censo, um domicílio deve ter parede. Entretanto, é feita uma exceção em localidades indígenas, visto que para algumas etnias indígenas brasileiras a casa só tem cobertura. Nesses casos, o IBGE faz essa flexibilização de contabilizar um domicílio que não tenha parede”, destaca Bruno.

De 1970 a 2022, proporção de domicílios com até três cômodos cai 20 pontos percentuais

Analisando os dados dos domicílios ao longo dos últimos cinco Censos, observou-se que a proporção de domicílios com até três cômodos caiu de forma consistente, passando de 29,1% em 1970 para 9,0% em 2022. Para o IBGE, cômodos são todos os espaços cobertos por um teto e limitados por paredes (construção vertical que permite limitar, dividir ou vedar espaços) que sejam parte integrante do domicílio, inclusive banheiro e cozinha. Não são considerados cômodos os corredores, varandas e garagens.

“Houve uma redução expressiva dos domicílios com até três cômodos e uma redução, não de forma tão expressiva, de domicílios com quatro cômodos. A proporção de domicílios de cinco cômodos apresentou aumento, enquanto os com seis ou mais tiveram crescimento até 2000 e depois uma estabilidade, que pode estar relacionada ao fato de o número de moradores por domicílio ter se reduzido, acarretando, possivelmente, em uma menor demanda por domicílios com mais cômodos”, salienta o analista.

Em 2022, 0,2% da população residia em domicílios de apenas 1 cômodo, enquanto 1,5% residiam em domicílios de 2 cômodos. Os domicílios de 3 cômodos serviam de moradia a 5,3% da população; os de 4 cômodos, a 13,5% e os de 5 cômodos, a 29,2%. Os domicílios compostos por 6 a 9 cômodos abrigavam 44,4% da população, ao passo que os 5,9% restantes da população residiam em domicílios com 10 cômodos ou mais.

Proporção de domicílios com mais de 3 pessoas por dormitório cai para 2,6%

Em 2022, 2,6% dos domicílios particulares permanentes brasileiros tinha mais de 3 moradores por dormitório, o que significa dizer que ao menos 4 pessoas dormiam no mesmo ambiente. Em 2000, essa proporção era de 9,6% e, em 2010, de 5,6%.

Outros 8,4% dos domicílios tinham mais de 2 moradores até 3 moradores por dormitório. Os domicílios com mais de 1 morador até 2 moradores por dormitório representavam 53,9% do total, e os domicílios com apenas 1 morador por dormitório alcançavam 35,1%.

Por cor ou raça, a proporção de residentes em domicílios particulares permanentes com 2 ou mais moradores por dormitórios foi de 22,3% para a população parda, 20,6% para a preta, 12,6% para a branca, 6,8% para a amarela. Para indígenas, essa proporção foi de 53,6% do total, porém esse resultado deve ser analisado levando em conta suas especificidades culturais.

Em 2022, 68,1% da população tinha máquina de lavar em casa

De 2000 a 2022, a proporção da população que residia em domicílios com máquina de lavar roupa mais do que dobrou, passando de 31,8% para 68,1%.

Todas as grandes regiões tiveram crescimento. A Região Nordeste apresentou a menor proporção de presença de máquina de lavar roupas em 2022, com 37,1%, enquanto a maior proporção foi verificada na Região Sul (89,8%). O destaque vai para a Região Centro-Oeste, onde houve uma expansão de 52,5 pontos percentuais, a maior dentre as grandes regiões, com elevação de 26,7% para 79,2%.

Santa Catarina lidera entre as unidades da federação, com 94,2% da população em domicílios com máquina de lavar. No outro extremo, o Maranhão apresentou a menor taxa, com 27,0%. “Nota-se que o Maranhão, em 2022, tinha uma proporção de presença de máquina de lavar roupas inferior à média nacional verificada 22 anos antes, em 2000 (31,8%)”, explica Bruno Perez, analista da pesquisa.

“A presença de máquina de lavar roupas no domicílio pode ter um impacto considerável no dia a dia dos moradores, especialmente das mulheres, que são quem realiza a lavagem das roupas na maioria das vezes”, afirma Bruno.

Entre os municípios com mais de 100 mil habitantes, São Caetano do Sul (SP) registrou a maior proporção (97,6%) de com máquina de lavar. Nesse conjunto de municípios, a menor proporção foi verificada em Codó (MA) (17,8%).

“Nota-se que a proporção de presença da máquina de lavar roupas ultrapassava, em 2022, 95% da população em 212 municípios, sendo 206 deles na Região Sul. Em outros 160 municípios, menos de 10% da população residia em domicílios com máquina de lavar roupa; desses, 152 estavam localizados na Região Nordeste”, completa o analista.

Por cor ou ração, a proporção de pessoas que não tinham máquina de lavar roupas em casa foi de 10,8% para amarelos, 18,9% para brancos, 41,3% para pretos, 41,8% para pardos e 53,6% para indígenas.

“Em relação aos indígenas, é preciso ter cautela com esses resultados, pois eles dizem respeito apenas às pessoas que se declaram de cor ou raça indígena, não correspondendo, portanto, ao total da população indígena, que compreende também pessoas declaradas no quesito “se considera indígena”. Além disso, as condições de moradia dos povos indígenas só podem ser adequadamente examinadas à luz de suas especificidades culturais”, ressalta Perez.

Com relação aos grupos etários, 37,2% das pessoas de 0 a 4 anos não tinha máquina de lavar no domicílio, enquanto para a faixa de 70 anos ou mais, 29,8% não tinham o eletrodoméstico na residência.

Em 2022, 89,4% da população brasileira tinha Internet em casa

O Censo Demográfico 2022 registrou pela primeira vez os números de pessoas com acesso à Internet no Brasil. Nesse ano, 89,4% da população brasileira residia em domicílios com acesso à Internet. Entre as unidades da federação, o Distrito Federal registrou a maior proporção, com 96,2% da população. Por outro lado, o Acre teve a menor, com 75,2%.

Nenhum município registrou 100% da população residindo em domicílios com acesso à Internet. Porém, em 179 municípios a proporção de acesso domiciliar à Internet superava 95% da população, sendo 98 destes na Região Sul. Entre os 10 municípios com maiores percentuais de acesso domiciliar à Internet, 8 se localizavam em Santa Catarina. No outro extremo, 33 municípios registraram menos da metade da população com acesso domiciliar à Internet, dentre os quais 32 se localizavam na Região Norte.

Entre os indígenas, 44,5% não têm acesso à internet no domicílio

Considerando a desagregação por cor ou raça, a maior proporção de população sem acesso à internet foi observada entre os indígenas (44,5%). Entre os pretos, 12,9% não tinham acesso e para os pardos o percentual foi de 12,7%. Já entre os brancos, 7,5% não tinham acesso e, para a população de cor ou raça amarela, 5,6% viviam em domicílios sem Internet.

Já no recorte de idade, a proporção mais elevada de existência de acesso à Internet no domicílio foi alcançada nas faixas 25 e 29 anos, 30 e 34 anos e 35 e 39 anos, todas com 92% da população residindo em domicílios com acesso à Internet. O valor mais baixo foi encontrado no grupo de idade com 70 anos ou mais (72,4%).

Mais sobre a pesquisa

Com esta publicação, o IBGE dá início à divulgação dos dados levantados pelo questionário da amostra do Censo Demográfico 2022. O bloco de características dos domicílios do questionário da amostra investigou, essencialmente, seis elementos: condição de ocupação do domicílio (se próprio, alugado ou cedido), material das paredes externas, número de cômodos, número de dormitórios, existência de máquina de lavar roupas e existências de acesso domiciliar à Internet.

Publicado originalmente pela Agência de Notícias IBGE em 12/12/2024 – 15h07

Por Breno Siqueira e Vinícius Britto 

Arte: Claudia Ferreira

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