arsenal nuclear - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/arsenal-nuclear/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Thu, 02 Oct 2025 18:55:19 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://www.ocafezinho.com/wp-content/uploads/2015/10/cropped-Logo_Cafezinho_tmb-32x32.png arsenal nuclear - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/arsenal-nuclear/ 32 32 Soberania atômica marca discurso norte-coreano na ONU https://www.ocafezinho.com/2025/09/30/soberania-atomica-marca-discurso-norte-coreano-na-onu/ https://www.ocafezinho.com/2025/09/30/soberania-atomica-marca-discurso-norte-coreano-na-onu/#respond Tue, 30 Sep 2025 16:01:20 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=218347 Kim Son Gyong denuncia manobras militares dos EUA, Coreia do Sul e Japão como ameaças diretas à segurança da península coreana

Em meio à retórica habitual de condenação e isolamento, a recente aparição do vice-ministro das Relações Exteriores da Coreia do Norte, Kim Son Gyong, na Assembleia Geral das Nações Unidas trouxe à tona uma questão central, mas frequentemente ignorada no debate internacional: o direito de um Estado à autodeterminação e à defesa soberana. Em um discurso mais moderado do que o habitual, mas firme em seus princípios, Kim reafirmou que o programa nuclear norte-coreano não é uma ameaça expansionista, mas um pilar de segurança nacional — uma resposta legítima a décadas de hostilidade militar e econômica por parte de potências ocidentais, especialmente os Estados Unidos.

A postura de Pyongyang não pode ser compreendida sem o devido contexto histórico. Desde o fim da Guerra da Coreia em 1953 — que terminou com um armistício, e não um tratado de paz — a península coreana permanece tecnicamente em estado de guerra. Durante mais de sete décadas, a Coreia do Norte tem vivido sob a sombra de uma presença militar massiva dos EUA em seu território vizinho, com dezenas de milhares de soldados estacionados na Coreia do Sul e exercícios militares conjuntos com frequência anual, cada vez mais sofisticados e de grande escala. Como destacou Kim Son Gyong, esses exercícios “estão quebrando todos os recordes anteriores em termos de escala, natureza, frequência e escopo”, e são percebidos, com razão, como simulações de invasão.

Nesse cenário, a opção nuclear não surge de uma lógica agressiva, mas defensiva. A Coreia do Norte, um país pequeno, economicamente isolado e constantemente ameaçado por sanções unilaterais e pressões diplomáticas, viu no arsenal atômico a única garantia contra uma intervenção externa. A história recente oferece lições dolorosas: países que desarmaram unilateralmente — como a Líbia de Muammar Gaddafi — acabaram sendo depostos com o aval ou a indiferença das mesmas potências que agora exigem o desarmamento norte-coreano. A lógica de segurança de Pyongyang, portanto, não é irracional; é profundamente realista.

É importante notar que, diferentemente do que muitos analistas ocidentais sugerem, a Coreia do Norte não busca dominar a região ou exportar seu modelo político. Seu discurso na ONU foi notavelmente contido: evitou insultos pessoais, não atacou diretamente líderes estrangeiros e focou sua crítica em “forças hegemônicas” e na “guerra tarifária indiscriminada” — termos que, embora genéricos, apontam claramente para a política externa dos Estados Unidos e seus aliados. Essa moderação estratégica indica que Pyongyang está disposto a dialogar, mas não a se submeter. E essa distinção é crucial.

A soberania, no caso norte-coreano, não é apenas uma palavra de efeito retórico. O programa nuclear está consagrado na Constituição do país, o que demonstra que ele é visto como um pilar institucional, não como uma moeda de troca negociável.

Quando Kim Son Gyong afirma que “nunca desistiremos da energia nuclear”, ele não está apenas repetindo um mantra ideológico; está reafirmando um compromisso constitucional com a defesa nacional. Em um mundo onde a soberania de países periféricos é frequentemente violada em nome da “ordem liberal internacional”, a postura norte-coreana representa uma resistência rara — e, para muitos países do Sul Global, admirável.

É verdade que a comunidade internacional, por meio do Conselho de Segurança da ONU, tem exigido repetidamente que a Coreia do Norte abandone seu programa nuclear. Mas essa exigência é profundamente assimétrica. Enquanto Pyongyang é pressionado a desarmar, os Estados Unidos mantêm o maior arsenal nuclear do mundo, modernizam suas ogivas e conduzem exercícios militares que simulam ataques nucleares contra a Coreia do Norte.

A hipocrisia dessa postura dificilmente passa despercebida em capitais do mundo em desenvolvimento, onde a lógica de “nós podemos, vocês não” é vista como mais um exemplo do duplo padrão das potências ocidentais.

Além disso, há sinais de que a diplomacia ainda pode avançar. O presidente sul-coreano Lee Jae Myung, embora defenda os exercícios militares conjuntos, propôs uma “coexistência pacífica” e a restauração da confiança intercoreana — uma abordagem que, se levada a sério, poderia abrir caminho para um novo entendimento.

Da mesma forma, o interesse renovado de Donald Trump em retomar negociações com Kim Jong Un, embora motivado por cálculos políticos próprios, indica que há espaço para o diálogo, desde que as condições sejam mutuamente respeitosas.

A Coreia do Norte, por sua vez, não está isolada. Seus laços com a China e a Rússia têm se fortalecido, não apenas por afinidade ideológica, mas por uma convergência estratégica contra o que ambos chamam de “hegemonismo”. Essa aliança não deve ser vista como uma ameaça à paz, mas como uma tentativa legítima de equilibrar o poder em uma região dominada por interesses unilaterais.

A presença de Kim Jong Un ao lado de Xi Jinping e Vladimir Putin em eventos simbólicos, como o desfile militar em Pequim, sinaliza uma nova configuração geopolítica multipolar — na qual a soberania dos Estados menores não é automaticamente subordinada aos interesses das grandes potências.

Em última análise, a questão nuclear norte-coreana não será resolvida com sanções, ameaças ou isolamento. Será resolvida com reconhecimento mútuo, respeito à soberania e garantias de segurança concretas.

Enquanto os EUA e seus aliados insistirem em exigir a capitulação unilateral de Pyongyang como pré-condição para qualquer diálogo, o impasse continuará. A Coreia do Norte tem o direito de existir, de se defender e de determinar seu próprio destino — como qualquer nação soberana. Negar esse direito não promove a paz; alimenta a desconfiança e perpetua o ciclo de tensão.

O discurso de Kim Son Gyong na ONU foi, acima de tudo, um lembrete: a paz não se constrói com imposições, mas com equilíbrio. E, em um mundo marcado por guerras, intervenções e desigualdades estruturais, o direito de um país pequeno a proteger sua soberania merece, no mínimo, ser ouvido com seriedade — não descartado como mera bravata.

Leia também:
Aliança Brasil-China mira soberania econômica e fim do dólar
Relatoria da anistia golpista cai nas mãos de Paulinho da Força
Urgência para o projeto de anistia é aprovada na Câmara; entenda

Com informações de NBC News*

]]>
https://www.ocafezinho.com/2025/09/30/soberania-atomica-marca-discurso-norte-coreano-na-onu/feed/ 0
Coreia do Norte reafirma arsenal nuclear na ONU https://www.ocafezinho.com/2025/09/30/coreia-do-norte-reafirma-arsenal-nuclear-na-onu/ https://www.ocafezinho.com/2025/09/30/coreia-do-norte-reafirma-arsenal-nuclear-na-onu/#respond Tue, 30 Sep 2025 16:01:18 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=218346 Em rara aparição na ONU, diplomata da Coreia do Norte reafirma que o programa nuclear é central para segurança e soberania do país

Em uma aparição rara e de grande relevância na Assembleia Geral da ONU, o vice-ministro das Relações Exteriores da Coreia do Norte, Kim Son Gyong, reafirmou nesta segunda-feira que seu país não abrirá mão de seu arsenal nuclear, desafiando as múltiplas pressões internacionais que pedem o desarmamento da península coreana.

Sob os olhares atentos de líderes mundiais reunidos em Nova York, Kim apresentou uma versão mais contida do discurso habitual de Pyongyang, embora tenha ampliado as antigas críticas de seu país contra os exercícios militares conduzidos pelos Estados Unidos, em conjunto com Coreia do Sul e Japão. Segundo ele, essas manobras representam uma “crescente ameaça de agressão” e justificam a manutenção de armas nucleares como elemento essencial para garantir o “equilíbrio de poder” na região. “Nunca abandonaremos essa posição”, enfatizou.

Apesar da firmeza sobre o programa nuclear, o discurso de Kim apresentou um tom mais moderado do que muitos pronunciamentos anteriores do país. Ele criticou — sem citar nomes específicos — “forças hegemônicas” e uma “guerra tarifária indiscriminada”, mas evitou ataques diretos a líderes estrangeiros, incluindo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e não recorreu a insultos pessoais. O resultado foi uma mensagem dura, porém menos beligerante do que o habitual no cenário internacional.

Leia também:
Aliança Brasil-China mira soberania econômica e fim do dólar
Relatoria da anistia golpista cai nas mãos de Paulinho da Força
Urgência para o projeto de anistia é aprovada na Câmara; entenda

Kim destacou ainda que o programa nuclear da Coreia do Norte está protegido pela própria constituição do país, reforçando a ideia de que o desenvolvimento de armas atômicas é considerado uma questão de soberania nacional. “Nunca desistiremos da energia nuclear”, afirmou, reafirmando a centralidade dessa política na estratégia de segurança norte-coreana.

Em seu discurso, o diplomata ressaltou que a segurança na Península Coreana enfrenta desafios sem precedentes. Ele afirmou que os exercícios militares conjuntos entre Estados Unidos, Coreia do Sul e Japão “estão quebrando todos os recordes anteriores em termos de escala, natureza, frequência e escopo”, classificando-os como potenciais preparativos para um ataque. A Coreia do Norte costuma caracterizar esses exercícios como provocativos, justificando a manutenção e ampliação de seu arsenal nuclear.

A presença de Kim na Assembleia Geral reforça a estratégia de Pyongyang de usar fóruns internacionais para legitimar sua posição de força, ao mesmo tempo em que busca manter uma imagem de pragmatismo diplomático. Especialistas observam que, embora o discurso tenha sido menos agressivo que o padrão histórico, a mensagem sobre a indispensabilidade do programa nuclear permanece clara e inegociável para o regime.

Coreia do Sul defende exercícios militares, mas propõe “coexistência pacífica” na península

Enquanto o vice-ministro norte-coreano Kim Son Gyong reafirmava na ONU que seu país não abrirá mão do arsenal nuclear, a Coreia do Sul destacou que os recentes exercícios militares trilaterais com Estados Unidos e Japão são necessários para conter as crescentes ameaças de mísseis e armas nucleares de Pyongyang. Diversas resoluções do Conselho de Segurança da ONU exigem que a Coreia do Norte interrompa o desenvolvimento de armamentos nucleares e mísseis balísticos.

Mesmo defendendo a necessidade dos exercícios, o presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, afirmou durante reunião de alto nível na semana passada que seu governo “iniciará uma nova jornada rumo à coexistência pacífica e ao crescimento compartilhado na Península Coreana”. Segundo Lee, “o primeiro passo será restaurar a confiança intercoreana quebrada e mudar para uma postura de respeito mútuo”. Até o momento, Kim Jong Un não respondeu a essa proposta.

A presença de Kim Son Gyong na Assembleia Geral marcou a primeira aparição de um diplomata sênior norte-coreano na ONU desde 2018. Em seu discurso, ele alertou que a organização “não deve se sentir aliviada, nem se congratular, pela ausência da Terceira Guerra Mundial nos últimos 80 anos. Em vez disso, devemos prestar a devida atenção ao fato de que a ameaça induzível persiste e agora está se tornando mais séria, e tomar as medidas cabíveis”.

O discurso ocorre em meio a sinais de interesse renovado em um possível encontro entre Kim Jong Un e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Trump e Kim se reuniram três vezes entre 2018 e 2019, quando Pyongyang já possuía um arsenal nuclear que seu líder considerava essencial para a segurança do país e para a manutenção de sua autoridade. As negociações acabaram fracassando devido às sanções impostas pelos EUA, e desde então Kim evitou diálogos diretos com Washington e Seul.

Desde que retornou ao poder em janeiro, Trump tem reiterado sua disposição de retomar negociações com a Coreia do Norte. Na segunda-feira passada, o líder norte-coreano afirmou guardar “boas lembranças” de Trump, mas ressaltou que os Estados Unidos devem abandonar a exigência de que o Norte entregue suas armas nucleares como condição prévia para qualquer retomada da diplomacia.

O ministro das Relações Exteriores da Coreia do Sul, Cho Hyun, disse à Associated Press que o presidente Lee solicitou a Trump que atuasse como “pacificador”, usando sua influência para levar Pyongyang a negociações destinadas a reduzir as tensões militares na Península Coreana. Cho acrescentou que Trump “expressou sua disposição de se envolver com a Coreia do Norte novamente”.

Trump deve visitar a Coreia do Sul no próximo mês para participar da Cúpula de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico, encontro que alguns analistas veem como uma oportunidade potencial para um novo encontro com Kim. Durante a viagem, ele também deve se encontrar com o presidente chinês, Xi Jinping, reforçando a complexidade geopolítica da região.

Historicamente próximo à China, a Coreia do Norte tem buscado expandir a cooperação com a Rússia nos últimos anos, fornecendo tropas e munições em apoio à guerra russa na Ucrânia. Recentemente, Kim e Xi se reuniram em sua primeira cúpula em mais de seis anos, prometendo apoio mútuo e maior cooperação bilateral. O encontro ocorreu pouco depois da primeira aparição conjunta de Kim, Xi e o líder russo, Vladimir Putin, em um grande desfile militar em Pequim, marcando o fim da Segunda Guerra Mundial.

Em reunião de acompanhamento em Pequim no domingo, os ministros das Relações Exteriores da Coreia do Norte e da China concordaram em aprofundar seus laços bilaterais e resistir ao “hegemonismo”, uma referência velada à oposição aos Estados Unidos. A movimentação reforça o alinhamento estratégico de Pyongyang com seus vizinhos, enquanto a ONU e a comunidade internacional observam atentamente os desdobramentos diplomáticos e militares na península.

Com informações de NBC News*

]]>
https://www.ocafezinho.com/2025/09/30/coreia-do-norte-reafirma-arsenal-nuclear-na-onu/feed/ 0
Parada militar chinesa exibe demonstração de força nuclear em celebração dos 80 anos da vitória na segunda guerra mundial https://www.ocafezinho.com/2025/09/03/parada-militar-chinesa-exibe-demonstracao-de-forca-nuclear-em-celebracao-dos-80-anos-da-vitoria-na-segunda-guerra-mundial/ https://www.ocafezinho.com/2025/09/03/parada-militar-chinesa-exibe-demonstracao-de-forca-nuclear-em-celebracao-dos-80-anos-da-vitoria-na-segunda-guerra-mundial/#respond Wed, 03 Sep 2025 09:20:18 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=216712 Em 3 de setembro de 2025, a China realizou uma grande parada militar em Pequim para marcar os 80 anos da vitória sobre o Japão na Segunda Guerra Mundial, data que o país celebra como seu “dia da vitória”. O evento exibiu o poderio militar chinês e reforçou sua narrativa histórica de resistência e sofrimento durante o conflito.

O evento e sua importância

A cerimônia foi realizada na Praça Tiananmen e contou com a presença do presidente Xi Jinping, que ressaltou a escolha entre paz e guerra e apresentou a China como uma potência cada vez mais forte e autossuficiente. O desfile incluiu armas de alta tecnologia, drones, sistemas de defesa e mísseis estratégicos, incluindo o intercontinental DF-5, capaz de atingir qualquer ponto do planeta. Ao lado de Xi estavam líderes como Vladimir Putin e Kim Jong-un, reforçando a simbologia geopolítica do ato.

A segunda guerra mundial para a China

Para a China, a Segunda Guerra Mundial começou antes de 1939, com a invasão japonesa da Manchúria em 1931 e, sobretudo, com a guerra sino-japonesa de 1937. Isso fez com que o conflito fosse mais longo e devastador para os chineses do que para muitos outros países. Estimativas internacionais apontam entre 20 e 35 milhões de mortos, em sua maioria civis. Outras fontes elevam esse número ainda mais, incluindo vítimas de fome, doenças e massacres. Foi uma catástrofe nacional que marcou profundamente a memória coletiva chinesa.

Quantos DF-5 existem

O DF-5, exibido na parada, é um míssil balístico intercontinental com alcance de até 16 mil quilômetros. Estima-se que a China possua entre 10 e 20 lançadores desse modelo, mas isso não reflete a quantidade real de mísseis ou ogivas. Cada lançador pode ser reabastecido, e o arsenal total é bem maior. A modernização inclui variantes como o DF-5B, com múltiplas ogivas, e o DF-5C, em desenvolvimento.

O arsenal nuclear da China

O arsenal nuclear chinês é estimado em cerca de 600 ogivas em 2025, embora apenas algumas dezenas estejam prontas para uso imediato. A maioria permanece armazenada, distribuída entre mísseis terrestres, submarinos e bombardeiros. Projeções indicam que o país pode atingir 1.000 ogivas até 2030, consolidando sua posição como terceira potência nuclear mundial, atrás apenas de Rússia e Estados Unidos.

Comparação internacional

Os Estados Unidos possuem cerca de 3.700 ogivas, das quais 1.770 estão implantadas em sistemas de prontidão. A Rússia mantém aproximadamente 5.459 ogivas, sendo 4.309 de uso militar e 1.718 prontas para disparo. Juntos, russos e americanos concentram 90% das armas nucleares do planeta. França (290), Reino Unido (225), Índia (180), Paquistão (170), Israel (90) e Coreia do Norte (50) completam o grupo dos países com capacidade nuclear, mas em escala muito inferior.

A parada em Pequim mostrou que, além de modernizar seu arsenal, a China utiliza a memória da guerra para projetar força e unidade nacional. Um conflito que começou antes de 1939 e que ceifou dezenas de milhões de vidas ainda molda a identidade do país no século XXI.

]]>
https://www.ocafezinho.com/2025/09/03/parada-militar-chinesa-exibe-demonstracao-de-forca-nuclear-em-celebracao-dos-80-anos-da-vitoria-na-segunda-guerra-mundial/feed/ 0