Assédio sexual - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/assedio-sexual/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Thu, 12 Feb 2026 12:18:25 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://www.ocafezinho.com/wp-content/uploads/2015/10/cropped-Logo_Cafezinho_tmb-32x32.png Assédio sexual - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/assedio-sexual/ 32 32 Atuação de Epstein no Brasil é alvo de investigação aberta pelo MPF https://www.ocafezinho.com/2026/02/12/atuacao-de-epstein-no-brasil-e-alvo-de-investigacao-aberta-pelo-mpf/ https://www.ocafezinho.com/2026/02/12/atuacao-de-epstein-no-brasil-e-alvo-de-investigacao-aberta-pelo-mpf/#respond Thu, 12 Feb 2026 12:17:17 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=225813 Mensagens mostram pagamentos de Epstein a brasileiras, ajuda com logística em viagens e troca de favores

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um procedimento sigiloso na terça-feira (10/2) para investigar possíveis tentativas de aliciamento de mulheres no Brasil relacionadas ao criminoso sexual Jeffrey Epstein.

A procuradora da República Cinthia Gabriela Borges disse, em entrevista exclusiva à BBC News Brasil, que a intenção é analisar todas as situações em que mulheres brasileiras possam ter sido aliciadas e tentar identificar se havia redes de aliciamento no país.

Conforme mostrou a BBC News Brasil, o MPF recebeu uma denúncia na última semana sobre uma troca de emails entre uma brasileira e Epstein, ocorrida em 2010, em que eles tratavam de uma viagem de uma mulher de Natal, descrita como alguém de “família simples”, aos Estados Unidos.

Na troca de mensagens, Epstein pediu fotos da brasileira de biquíni ou sutiã. Não é possível saber, pelas mensagens, o objetivo da viagem ou se ela ocorreu, de fato.

Essa denúncia resultou em um procedimento formal, agora instaurado na Unidade Nacional de Enfrentamento ao Tráfico Internacional de Pessoas e ao Contrabando de Migrantes. O órgão é uma estrutura especializada no MPF que centraliza todas as investigações e ações judiciais do país nessa área.

O caso em Natal, foco da denúncia feita ao MPF, não será o único analisado.

Na segunda-feira (9/2), a BBC News Brasil revelou que Epstein manteve relações pessoais com modelos brasileiras, ajudou-as financeiramente e até pode tê-las empregado em algum momento como assistentes.

O órgão disse, em resposta à reportagem sobre essas novas conversas, que vai acompanhar a divulgação dos arquivos do caso publicados pelo governo americano e buscar outras menções a brasileiros.

“O MPF está atento a essa situação de mulheres que estavam no Brasil e que foram levadas para os EUA com alguma intenção de exploração sexual, porque isso pode vir a caracterizar o crime de tráfico internacional de pessoas”, disse Borges.

Diversas mensagens demonstram dependência financeira delas em relação ao bilionário, como pagamento de procedimentos estéticos, cortes de cabelo, viagens e até compra de celulares. Em troca, ele receberia fotos e contatos de outras mulheres, de idade não divulgada nos documentos.

Não há, nas mensagens, informação sobre a idade das pessoas envolvidas.

A reportagem identificou conversas por email datadas pelo menos desde 2006, antes de Epstein ter sido preso pela primeira vez.

Nessas conversas, ele é convidado para festas, fala de visitas a São Paulo, diz que vai mandar dinheiro, pede para que apresentem outras mulheres a ele, recebe fotos dessas mulheres (suas idades não são mencionadas) e até mesmo avisa a uma delas que seria preso pela primeira vez poucos dias antes de isso ocorrer, em 2008.

A BBC News Brasil mostrou, na última semana, que um parceiro de Epstein conversou com ele sobre a intenção de comprar uma revista de moda no Brasil e que teriam um contato direto no país para conseguir garotas, inclusive com menores de idade.

Revelou também, por meio de entrevista com uma vítima, que diversas brasileiras estiveram em sua mansão nos EUA.

‘Participação das vítimas é fundamental’

Na última semana, sites de notícias do Rio Grande do Norte divulgaram que havia citações a uma mulher de Natal nos arquivos de Epstein divulgados pelo governo americano.

Datadas de 2011, as mensagens, obtidas pela BBC News Brasil, não confirmam se houve aliciamento nem revelam a idade da pessoa citada. Mas mostram o interesse de Epstein por uma brasileira após ela ser apresentada por uma conhecida.

Mostram ainda que esta pessoa no Brasil também tentou apresentá-lo a outras amigas e fez diversos pedidos de ajuda financeira, embora não seja possível identificar qual era a relação deles pelas mensagens.

Os diálogos detalham a organização para a emissão de um passaporte, o plano de levá-la aos Estados Unidos e pedidos explícitos de Epstein por fotos em trajes de banho e lingerie.

O procurador-chefe Gilberto Barroso de Carvalho Júnior, de Natal (RN), comunicou ter recebido informações “dando conta do aliciamento e envio de mulher residente nos arredores de Natal/RN possivelmente para a prática de atos sexuais com a pessoa de Jeffrey Epstein, nos EUA”.

A procuradora Cinthia Gabriela Borges, da Unidade Nacional de Enfrentamento ao Tráfico Internacional de Pessoas e ao Contrabando de Migrantes, diz à BBC News Brasil que a data das mensagens pode ser um desafio na investigação, já que muitas delas são de mais de 10 anos atrás e podem ter ocorrido fora do Brasil.

“Embora sejam fatos de grande magnitude e muito interesse mundial, esses fatos remontam a mais ou menos 2011, 2012.”

Ela avalia que o caso “envolve uma complexidade probatória muito acentuada não só pelo decurso do tempo como também de extraterritorialidade, já que boa parte dos fatos envolvendo mulheres brasileiras aconteceram em território americano.”

Borges ressalta que os casos serão analisados individualmente, buscando entender o relacionamento das pessoas com Epstein e se havia uma rede especializada no aliciamento de mulheres e se elas eram maiores ou menores de idade.

A procuradora destaca também a importância de que vítimas ajudem na investigação.

“É uma situação bastante embrionária, uma investigação que está no seu início. É fundamental nesses casos a participação das vítimas na investigação, para que possam trazer à luz os elementos de como foi o recrutamento.”

Outro desafio que ela cita é uma mudança legislativa que houve no Brasil em 2016, em relação ao tráfico internacional de pessoas. Antes, o crime se configurava apenas pelo fato de a vítima ser aliciada e levada para o exterior.

Com a nova regra, isso não é mais suficiente: tornou-se fundamental provar que houve algum vício de consentimento, ou seja, que a vítima sofreu fraude, coação, violência ou abuso de sua vulnerabilidade.

A procuradora da República reforça que as mulheres que mantiveram contato com Epstein não estão sendo investigadas no processo.

“As vítimas, em regra, não são consideradas responsáveis por eventuais atos que elas venham a praticar, na situação de vítima de tráfico de pessoas.”

Ela diz que a investigação vai se concentrar em entender se havia pessoas especializadas em aliciar e recrutar mulheres para fins sexuais. “As vítimas não podem ser consideradas culpadas neste caso.”

Como foi a troca de mensagens em Natal

Conversas entre uma brasileira e Epstein entre 2009 e 2013 deram origem à denúncia.

As mensagens mostram que ela não apenas solicitava recursos para despesas pessoais e procedimentos estéticos, mas também apresentava outras mulheres ao bilionário. As idades dessas mulheres não são mencionadas nas conversas.

Em 2009, as trocas de mensagens detalham pedidos de dinheiro para uma cirurgia de implante de silicone; a mulher adiou o procedimento enquanto aguardava o pagamento, afirmando que pretendia “se exibir em Palm Beach [cidade da Flórida, nos Estados Unidos]” após o resultado.

Para viabilizar o pedido, Epstein instruiu funcionários a realizarem transferências bancárias, inclusive em moeda brasileira.

O suporte financeiro estendia-se a outros pedidos: uma funcionária de Epstein relatou que a brasileira esteve em seu escritório solicitando US$ 450 para a compra de um celular, e, em outro momento, registros mostram assistentes coordenando pagamentos para serviços de beleza de luxo tanto para a jovem quanto para sua mãe.

O papel da brasileira na intermediação de contatos consta em registros de janeiro de 2011, quando ela tratou da ida de uma jovem de Natal para os Estados Unidos — é esse o caso que trata o MPF no procedimento aberto.

Em uma mensagem, ela descreveu que a moça não falava inglês, nunca havia viajado e vinha de uma família simples, sugerindo que ela viajasse no mesmo voo para facilitar o trajeto. A idade da jovem não é mencionada nos registros.

Acompanhando o relato, a brasileira enviou fotos da jovem e afirmou que Epstein iria “adorá-la”. A resposta de Epstein foi um pedido por mais imagens, especificando que deveriam ser de “lingerie ou biquíni”.

Embora o bilionário tenha escrito posteriormente que a ajuda poderia ser “mal interpretada”, a brasileira continuou a sugerir o encontro, propondo que ocorresse em Paris, na França, e reforçando que a jovem era o “tipo” dele.

Natal é mencionada também em outro contexto, quando o agente de modelos Jean-Luc Brunel diz a Epstein que esteve na cidade, em 2010. Brunel era um conhecido parceiro de Epstein.

Brunel foi encontrado morto na prisão em Paris, em 2022. Estava detido desde o início de uma investigação formal, após ser acusado de assédio sexual e estupro contra jovens com idades entre 15 e 18 anos na França. Ele negava as acusações.

As vindas de Brunel ao Brasil em busca de modelos são conhecidas, e há até uma foto dele em Brasília e vídeos em uma agência de recrutamento.

Em uma mensagem em 2013, da mesma brasileira, ela pede ajuda a Epstein. Diz que está com ordem de despejo, não tem recursos para pagar um advogado e pede um lugar para ficar.

No mesmo texto, ela mencionou uma nova amiga recém-chegada do Brasil que teria interesse em conhecê-lo.

Publicado originalmente pela BBC News em 12/02/2026

Por Luiz Fernando Toledo – BBC News Brasil – Londres

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Cármen Lúcia dá 15 dias para Silvio Almeida explicar acusação a Me Too https://www.ocafezinho.com/2025/03/31/carmen-lucia-da-15-dias-para-silvio-almeida-explicar-acusacao-a-me-too/ Mon, 31 Mar 2025 18:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=205661 Caso está relacionado às acusações de assédio e importunação sexual

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), abriu prazo de 15 dias para que o ex-ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida, responda a uma queixa-crime apresentada pela organização Me Too Brasil, que o acusou de difamação.

O caso está relacionado às acusações de assédio e importunação sexual feitas por diversas mulheres contra Almeida, inclusive pela ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco. Os supostos abusos foram revelados pelo portal Metrópoles em setembro do ano passado.

Na ocasião, a Me Too Brasil confirmou que presta auxílio psicológico e jurídico a mulheres que relataram serem vítimas do advogado e professor, que acabou demitido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No mesmo dia em que o escândalo veio à tona, quando Almeida ainda comandava a pasta, o Ministério dos Direitos Humanos (MDH) publicou nota oficial, sem assinatura, em que acusava a Me Too Brasil e sua advogada e diretora-presidente, Marina Ganzarolli, de tentarem interferir em licitações do Disque 100, canal do governo para denúncias de violações aos direitos humanos.

O texto, retirado do ar após a demissão de Almeida, dizia, por exemplo, que “foram feitas tentativas por parte da organização em dar contornos ao caráter licitatório do Disque 100, na intenção de atender seus interesses nas negociações”. Em outro trecho, relata o que teria sido uma “tentativa indevida de interferência no desenho da licitação” pela Me Too Brasil.

Foi em decorrência dessa nota que a Me Too Brasil e Ganzarolli apresentaram, em fevereiro, duas queixas-crime ao Supremo, acusando o ex-ministro de difamação por ter imputado falsamente a elas a prática de crimes como fraude em licitação, sem apresentar provas.

Em despacho assinado em 26 de março e divulgado no domingo (30), Cármen Lúcia determinou que Almeida seja notificado pessoalmente para responder à queixa-crime por difamação, caso queira, no prazo legal de 15 dias. Após isso, o processo será encaminhado para parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Almeida responde hoje a um inquérito no Supremo, prorrogado no mês passado, em que a Polícia Federal (PF) apura as acusações de abuso moral e sexual contra ele. Desde que o escândalo veio à tona, o jurista nega todas as acusações e se diz perseguido politicamente.

No mesmo dia em que os casos de assédio foram revelados pelo portal Metrópoles, Almeida publicou vídeo e nota rebatendo as acusações “com veemência”.

Publicado originalmente pela Agência Brasil em 31/03/2025

Por Felipe Pontes

Edição: Aécio Amado

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Anielle rebate Silvio Almeida e diz que ex-ministro tenta ‘descredibilizar vítimas’ https://www.ocafezinho.com/2025/02/24/anielle-rebate-silvio-almeida-e-diz-que-ex-ministro-tenta-descredibilizar-vitimas/ Tue, 25 Feb 2025 01:30:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=202586 O ex-ministro dos Direitos Humanos falou pela primeira vez cinco meses após ser acusado de importunação sexual por Anielle Franco

A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, rebateu as declarações dadas por Silvio Almeida e disse que o ex-ministro tenta “descredibilizar vítimas de assédio sexual, minimizar suas dores e transformar relatos graves em ‘fofocas’ e ‘brigas políticas’”.

O ex-ministro dos Direitos Humanos deu entrevista pela primeira vez cinco meses após ser acusado de importunação sexual por um número indeterminado mulheres, incluindo Anielle. Ao UOL, Almeida voltou a negar todas as acusações.

Em uma nota publicada em suas redes sociais, Anielle Franco afirmou que, “na véspera de prestar depoimento à Polícia Federal como investigado, o acusado escolheu utilizar um espaço público para atacar e desqualificar as denúncias, adotando uma postura que perpetua o ciclo de violência e intimida outras vítimas”.

“O direito à defesa é assegurado, mas não pode ser usado como instrumento de desinformação e revitimização. Insinuar retaliações descabidas contra quem denuncia é uma estratégia repulsiva que reforça estruturas de silenciamento e impunidade”, disse Anielle.

“Importunação sexual não é questão política, é crime. Sendo assim, reitero minha confiança na seriedade das investigações conduzidas pela Polícia Federal e reforço meu compromisso com a defesa das vítimas e o combate à violência de gênero e raça”, concluiu.

Na entrevista ao UOL, Almeida disse que ele e a ministra foram “enredados” na “imundice” da política. “Tem gente especialista, dentro e fora do governo, em criar intriga e vazar para a imprensa. Tanto eu quanto Anielle Franco fomos enredados nessa imundice”, declarou.

Em outro momento, Almeida afirmou que acredita que a ministra “caiu numa armadilha” diante da “falta de compreensão de como funciona a política”. “Não prestei atenção em coisas em que deveria ter prestado mais atenção. Ela, da mesma forma. Ela se perdeu num personagem. Para tentar me desgastar, ela participou desse espalhamento de fofocas e intrigas sobre mim”, disse. “É ingenuidade pensar que cheguei nos lugares aonde cheguei sem angariar adversários, sem que outras pessoas não quisessem estar na minha posição”.

Almeida prestará um depoimento à Polícia Federal (PF) na manhã desta segunda-feira (24). Na semana passada, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, prorrogou por mais 60 dias o inquérito contra o ex-ministro. As denúncias foram tornadas públicas pelo portal de notícias Metrópoles no dia 5 de setembro de 2024 e confirmadas pela organização Me Too, que atua na proteção de mulheres vítimas de violência.

Publicado originalmente pelo Brasil de Fato em 24/fev/2025

Edição: Thalita Pires

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CEO de gigante da tecnologia renuncia após escândalo sexual https://www.ocafezinho.com/2024/10/24/ceo-de-gigante-da-tecnologia-renuncia-apos-escandalo-sexual/ https://www.ocafezinho.com/2024/10/24/ceo-de-gigante-da-tecnologia-renuncia-apos-escandalo-sexual/#respond Thu, 24 Oct 2024 11:20:09 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=195770 Escândalo bilionário abala mercado e expõe falhas na governança corporativa australiana; saiba todos os detalhes ocultos da crise!


O bilionário fundador e CEO da WiseTech Global Ltd., Richard White, renunciou após uma série de alegações prejudiciais envolvendo seus relacionamentos com várias mulheres. White tirará um curto período de licença antes de assumir uma nova função, informou a empresa sediada em Sydney em um comunicado nesta quinta-feira (24).

“Tem sido um momento desafiador para mim pessoalmente, minha família e amigos próximos, e para a empresa que construí e que realmente amo”, disse White na declaração.

“Quero garantir a todos aqueles que apoiaram a WiseTech, como clientes, colegas e acionistas, que continuo absolutamente comprometido em ver esta organização incrível continuar a prosperar e crescer nos próximos anos.”

A pressão aumentou sobre o conselho da WiseTech e sobre White, o maior acionista da empresa, para que tomassem medidas após uma enxurrada de reportagens na mídia que resultaram em uma perda de mais de A$ 7 bilhões (US$ 4,6 bilhões) no valor de mercado da provedora de software. As ações caíram 6% nas negociações de quinta-feira.

O escândalo ganhou força quando White tentou levar a empresária de bem-estar Linda Rogan, com quem ele teria tido um relacionamento sexual, à falência. Rogan alegou que White esperava que ela mantivesse relações sexuais com ele em troca de um investimento em seu negócio. O caso foi posteriormente resolvido fora do tribunal.

Desde então, uma série de outras alegações surgiram, transformando uma empresa de tecnologia australiana relativamente discreta no mais recente escândalo corporativo do país.

O Australian Financial Review, o Sydney Morning Herald e The Age relataram que White teve um relacionamento com outra mulher que, no final de 2020, fez uma série de denúncias prejudiciais contra o bilionário, incluindo alegações de comportamento inapropriado.

White teria pago milhões de dólares para resolver o assunto, segundo os relatos. Os jornais esclareceram que não estão sugerindo que as alegações sejam verdadeiras, apenas que foram feitas.

As publicações também relataram que White teve um longo relacionamento com uma funcionária da WiseTech, para quem ele teria presenteado uma luxuosa casa à beira-mar em Melbourne, avaliada em A$ 7 milhões.

A crise se aprofundou quando o Australian Financial Review noticiou que um ex-diretor da WiseTech acusou White de intimidação e bullying, além de alegar falhas de governança corporativa dentro da empresa.

White fundou a WiseTech em 1994 com Maree Isaacs, transformando-a em uma fornecedora-chave de software para coordenação de logística e remessas globais. Vinte e dois anos depois, a empresa foi avaliada em A$ 1 bilhão quando foi listada na Bolsa de Valores da Austrália.

No ano seguinte, entrou no S&P/ASX 200 e hoje emprega 3.300 pessoas em 37 países. Entre seus clientes estão alguns dos maiores provedores de logística global e despachantes de carga, como DHL, Sinotrans da China, Nippon Express do Japão e APL Logistics.

Com a WiseTech agora enfrentando dificuldades, a reputação da Austrália como um mercado fortemente regulamentado, com altos padrões de governança, está sendo questionada.

Acusações de falhas operacionais ou éticas também já atingiram os dois maiores supermercados da Austrália, um dos maiores bancos, a maior seguradora, a maior empresa de mídia listada e o principal cassino de Sydney.

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