Belarus - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/belarus/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Sat, 05 Apr 2025 15:35:40 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.1 https://www.ocafezinho.com/wp-content/uploads/2015/10/cropped-Logo_Cafezinho_tmb-32x32.png Belarus - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/belarus/ 32 32 O que levou Trump a poupar Rússia e Belarus do tarifaço https://www.ocafezinho.com/2025/04/06/o-que-levou-trump-a-poupar-russia-e-belarus-do-tarifaco/ Sun, 06 Apr 2025 15:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=206080 Mais de 180 países e regiões são afetados pela medida. Mas Rússia e Belarus ficaram de fora. Washington alega não haver “comércio significativo” com Moscou. Mas tarifas impactam nações que exportam bem menos aos EUA.

As tarifas globais “recíprocas” anunciadas esta semana pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entraram em vigor neste sábado (05/04), afetando mais de 180 países e territórios em todo o mundo. Notavelmente, algumas nações estão isentas – incluindo Rússia e Belarus, mas não a Ucrânia.

Em entrevista à Fox News, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, explicou que, de qualquer forma, não há comércio com a Rússia devido às sanções existentes. Após a invasão da Ucrânia pela Rússia, os EUA e outros países, principalmente os europeus, impuseram novas sanções contra Moscou. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, enfatizou que as sanções dos EUA relacionadas à guerra na Ucrânia impedem “qualquer comércio significativo” com a Rússia. Mas será que isso é verdade?

O que os EUA importam da Rússia?

De acordo com o Departamento do Censo dos Estados Unidos, o comércio de mercadorias entre os EUA e a Rússia caiu significativamente desde o início da guerra de agressão contra a Ucrânia: de cerca de 36 bilhões de dólares em 2021 para cerca de 3,5 bilhões de dólares em 2024.

Isso é pouco, mas também não é um “nada”. E, por mais baixo que seja seu valor monetário agora, as importações da Rússia são significativas para os EUA, pois também incluem produtos estratégicos, como fertilizantes e produtos químicos inorgânicos.

A ausência da Rússia na lista de Trump não pode ser explicada apenas pelas sanções e pela queda nos números de importação, porque os países com os quais os EUA compartilham volumes comerciais ainda menores estão na lista. Por exemplo, o governo dos EUA impõe tarifas de 27% sobre as importações do Cazaquistão, que tem um volume de comércio com os EUA semelhante ao da Rússia: cerca de 3,4 bilhões de dólares. O volume de comércio com a Ucrânia é ainda menor, 2,9 bilhões de dólares. No entanto, a Ucrânia está na lista de Trump – com uma tarifa punitiva de 10%.

Tarifas contra ilhas desabitadas, mas não contra Belarus

Embora a Venezuela seja um dos países sancionados na lista de tarifas de Trump, outros países que também estão sujeitos às sanções dos EUA permanecem isentos das novas medidas – incluindo Rússia, Coreia do Norte, Cuba e Belarus. “Isso parece uma leniência, que tem um caráter simbólico”, diz a cientista política e especialista em estudos americanos Alexandra Filippenko.

Os EUA não publicaram nenhuma cifra sobre o volume de comércio com a Coreia do Norte, Cuba e Belarus. De acordo com as estimativas das Nações Unidas, o comércio bilateral entre os EUA e Belarus, por exemplo, chegou a várias dezenas de milhões de dólares por ano. Em 2024, por exemplo, mercadorias belarussas no valor de 21 milhões de dólares foram importadas para os EUA.

Putin e Trump em 2019. Ausência de tarifas adicionais contra a Rússia é questão puramente política, dizem analistas | Shealah Craighead/White House/IMAGO

A composição da lista de tarifas, portanto, não parece se basear exclusivamente no volume de comércio com um país. Isso é indicado, entre outras coisas, pelo fato de que até mesmo áreas minúsculas ou desabitadas, como as Ilhas Heard e McDonald – território australiano periférico no sul do Oceano Índico – tenham sido ranqueadas inicialmente, embora praticamente não haja comércio relevante com os EUA.

Também é notável que o Canadá e o México não constem da nova lista. No entanto, a maioria dos produtos importados de ambos os países já está sujeita a tarifas existentes de 25%.

Por que Trump não está impondo tarifas sobre a Rússia?

Alexandra Filippenko vê a decisão de Trump de não colocar a Rússia na lista de tarifas como um sinal político claro: melhorar as relações com Moscou é uma prioridade para o presidente dos EUA. “As autoridades russas entenderam o sinal político”, diz ela, referindo-se a uma postagem no Telegram do enviado especial do presidente russo, Kirill Dmitriev, que está atualmente em Washington. Nele, Dmitriev enfatiza que a restauração do diálogo entre a Rússia e os EUA é um “processo difícil e gradual” e que ambos os lados estão prontos para “construir cooperação – tanto em assuntos internacionais quanto na economia”.

A cientista política Nina Khrusheva, professora da New School, em Nova York, também vê os contatos diplomáticos entre os dois países como um possível motivo para Trump não impor tarifas à Rússia. “Acho que a pressão política será exercida sobre a Rússia de uma forma ou de outra, mas durante a visita de Dmitriev, as tarifas seriam contraproducentes”, diz ela em entrevista à DW, ponderando que o governo Trump pode, se quiser, impor tarifas à Rússia mais tarde.

Oleg Buklemishev, diretor do Centro de Pesquisa de Política Econômica da Universidade Estatal de Moscou, acredita que as decisões de Trump sobre a Rússia e a Ucrânia “carecem de qualquer lógica econômica”. Ele também vê a decisão de não impor tarifas adicionais à Rússia como “puramente política” – apesar das alegações de Washington de que o comércio bilateral é insignificante. De acordo com Buklemishev, o combustível nuclear, os fertilizantes e os metais de platina russos continuam a ser fornecidos aos EUA. Além disso, altas tarifas sobre esses produtos poderiam levar a altos custos de energia, o que não está nos planos de Trump.

Ao mesmo tempo, ele enfatiza que o volume atual de comércio com a Rússia não é comparável ao mercado europeu ou chinês e está muito longe dos níveis anteriores. No entanto, Buklemishev acredita que um retorno ao nível anterior de comércio entre os EUA e a Rússia é irrealista. “Mesmo que as relações fossem mais tranquilas, seria impossível voltar ao nível anterior. “Mesmo que as relações fossem amenizadas, seria impossível voltar aos níveis anteriores. As restrições financeiras, logísticas e relacionadas a sanções permanecerão em vigor, e a China já assumiu parcialmente o mercado russo.”

Publicado originalmente pelo DW em 05/04/2025

Por Aleksei Strelnikov e Alex Izmaylov

]]>
Oito nações são anunciadas como ‘países parceiros’ do Brics https://www.ocafezinho.com/2025/01/21/oito-nacoes-sao-anunciadas-como-paises-parceiros-do-brics/ https://www.ocafezinho.com/2025/01/21/oito-nacoes-sao-anunciadas-como-paises-parceiros-do-brics/#comments Tue, 21 Jan 2025 19:05:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=200881 1 Comentário 🔥]]> Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Tailândia, Uganda e Uzbequistão são primeiras nações a aderir ao Brics como país parceiro, modalidade criada na cúpula de Kazan, na Rússia

Nos últimos dias da presidência russa do Brics, Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Tailândia, Uganda e Uzbequistão foram anunciados como ‘países parceiros’ do agrupamento a partir de 1º de janeiro de 2025. A adesão inaugurou a modalidade criada durante a Cúpula de Kazan, em outubro de 2024. Mais de 30 nações já externaram interesse em participar do Brics tanto na qualidade de membros como de parceiros.

“Esta adesão não só abre novas portas para o nosso país, mas também nos posiciona na posição de expandir e diversificar as relações comerciais num mercado vibrante e em crescimento. A integração nos Brics dá a oportunidade de impulsionar setores-chave como energia, comércio, tecnologia, indústria transformadora e finanças sustentáveis”, declarou o presidente boliviano Luis Arce em seu perfil em uma rede social, sobre a adesão da Bolívia ao fórum.

Países parceiros do Brics

Países parceiros são convidados para a Cúpula, para a reunião de Ministros das Relações Exteriores e podem integrar outros espaços de discussão do fórum, após consulta aos países membros e decisão por consenso. Essas nações podem ainda endossar às Declarações de Cúpula do Brics, Conjuntas dos Ministros das Relações Exteriores do Brics, bem como a outros documentos finais.

O processo de adesão como “país parceiro” do Brics é realizado em etapas. A primeira, são consultas informais realizadas pela presidência de turno, seguindo critérios como equilíbrio geográfico e de manutenção de boas relações diplomáticas com todos os membros do grupo. Em seguida, os líderes do agrupamento decidem por consenso convidar os países a somarem-se à categoria de “país parceiro”. Finalizadas as consultas, a divulgação dos novos parceiros acontece na medida em que eles aceitam o convite.

Publicado originalmente pela Agência Gov em 17/01/2025 – 15h15

]]>
https://www.ocafezinho.com/2025/01/21/oito-nacoes-sao-anunciadas-como-paises-parceiros-do-brics/feed/ 1
Os 13 novos países que devem se associar ao Brics https://www.ocafezinho.com/2024/10/23/os-13-novos-paises-que-devem-se-associar-ao-brics/ https://www.ocafezinho.com/2024/10/23/os-13-novos-paises-que-devem-se-associar-ao-brics/#respond Wed, 23 Oct 2024 22:38:04 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=195753 Os países do Brics formalizaram nesta quarta-feira, dia 23, a criação de uma nova categoria de associação ao bloco e definiram a lista com 13 países potenciais: Argélia, Belarus, Bolívia, Cuba, Indonésia, Cazaquistão, Malásia, Nigéria, Tailândia, Turquia, Uganda, Uzbequistão e Vietnã.

A Declaração de Kazan, documento final da 16ª cúpula anual de líderes do Brics, confirma o estabelecimento da categoria de “Países Parceiros do Brics”. Os líderes celebraram o “considerável interesse dos países do Sul Global”. Em Kazan, os atuais membros do bloco avaliaram manifestações formais de adesão expressadas por 33 países.

Participaram pela primeira vez de uma cúpula do Brics após a expansão de 2023 os dez membros atuais – Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Etiópia, Emirados Árabes Unidos e Irã. A presidência rotativa será assumida pelo Brasil em 1º de janeiro de 2025, quando será criada oficialmente a categoria de países “parceiros”.

O chanceler Mauro Vieira destacou que a discussão na cúpula foi centrada nos critérios e princípios que vão orientar a futura ampliação do Brics, sem definir prazos específicos para a inclusão formal dos novos países. Segundo ele, qualquer decisão será tomada em consenso entre os dez membros atuais. Vieira ressaltou que o Brasil não vê o Brics como um bloco hostil ao Ocidente, mas como um espaço de cooperação para o desenvolvimento e fortalecimento do interesse nacional.

O Brasil indicou simpatia por candidaturas de países latino-americanos, como Cuba e Bolívia, e se posicionou contra um aumento desmedido no número de associados. A expansão do bloco tem sido fomentada principalmente por China e Rússia, interessadas em aumentar a influência do Brics no cenário global.

A Venezuela, apesar da presença de Nicolás Maduro na cúpula e do apoio de Rússia e China, ficou de fora da lista de países potenciais. Nos bastidores, diplomatas indicaram que o Brasil se opôs ao ingresso venezuelano devido a questões políticas e recentes provocações de Caracas. O retorno da Venezuela ao processo de adesão dependeria de uma nova rodada de consultas entre os líderes.

]]>
https://www.ocafezinho.com/2024/10/23/os-13-novos-paises-que-devem-se-associar-ao-brics/feed/ 0
Bomba! Brics deve aceitar mais 12 países! Saiba quais são https://www.ocafezinho.com/2024/10/22/bomba-brics-deve-aceitar-mais-12-paises-saiba-quais-sao/ https://www.ocafezinho.com/2024/10/22/bomba-brics-deve-aceitar-mais-12-paises-saiba-quais-sao/#respond Tue, 22 Oct 2024 15:09:36 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=195627

Na 16ª reunião do Brics, que começa nesta terça (22) em Kazan, na Rússia, uma das principais novidades será a admissão de 12 novos países como parceiros do grupo. Embora a lista final ainda possa sofrer mudanças durante as reuniões de líderes, os países convidados até agora, segundo informações obtidas por negociadores, são:

  • Cuba e Bolívia (América Latina)
  • Indonésia e Malásia (Sudeste Asiático)
  • Uzbequistão e Cazaquistão (Ásia Central)
  • Tailândia e Indonésia (Sudeste Asiático)
  • Nigéria e Uganda (África)
  • Turquia e Belarus (Europa/Ásia)

A inclusão desses países segue uma linha de diversificação regional e estratégica. A presidência russa do Brics, que está liderando as negociações, busca equilibrar o bloco com a entrada de novas nações, evitando o predomínio de apenas uma região ou potência.

A decisão de expandir o grupo ocorre após a primeira grande ampliação em 2023, quando Irã e Etiópia foram adicionados, demonstrando a influência da China dentro do grupo. O processo de inclusão, no entanto, tem sido conduzido com cautela, para evitar situações como a da Arábia Saudita, que demonstrou desinteresse após o ingresso de seu arquirrival Irã no ano passado.

Outra novidade importante a ser discutida na cúpula é a questão da reforma do Conselho de Segurança da ONU, onde o Brics busca maior representatividade. O Brasil, que já havia garantido uma menção nominal em 2023 ao lado de Índia e África do Sul, vê agora uma reformulação dos termos após as demandas de novos membros, como Egito e Etiópia, que também almejam assentos no conselho reformado.

A exclusão da Venezuela

Apesar do estreito relacionamento entre Caracas e Moscou, o Brasil vetou informalmente a inclusão da Venezuela como parceira do Brics. A ausência da Venezuela na lista de convidados reflete um consenso nas reuniões preparatórias, onde prevaleceu a decisão de não admitir o país liderado por Nicolás Maduro.

A relação entre o Brasil e a Venezuela de Maduro se deteriorou desde que Lula (PT) decidiu não reconhecer os resultados das eleições venezuelanas, amplamente consideradas fraudulentas. Essa postura levou a uma ruptura virtual entre os dois países, o que explica a exclusão da Venezuela das negociações.

Com informações de Igor Gielow, da Folha de São Paulo.

]]>
https://www.ocafezinho.com/2024/10/22/bomba-brics-deve-aceitar-mais-12-paises-saiba-quais-sao/feed/ 0