Brasil - China - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/brasil-china-2/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Thu, 16 Oct 2025 12:04:12 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://controle.ocafezinho.com/wp-content/uploads/2015/10/cropped-Logo_Cafezinho_tmb-32x32.png Brasil - China - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/brasil-china-2/ 32 32 Brasil e China assinam acordo inédito para tratamentos oncológicos e doenças autoimunes https://www.ocafezinho.com/2025/10/16/brasil-e-china-assinam-acordo-inedito-para-tratamentos-oncologicos-e-doencas-autoimunes/ https://www.ocafezinho.com/2025/10/16/brasil-e-china-assinam-acordo-inedito-para-tratamentos-oncologicos-e-doencas-autoimunes/#respond Thu, 16 Oct 2025 12:04:08 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=219379 Parceria assinada em Pequim envolve pesquisas e transferência de tecnologia da empresa Gan & Lee à Fiocruz para tratamentos inovadores e mais modernos no SUS. Iniciativa também reforça produção nacional da insulina glargina

Desenvolver pesquisas e produtos para tratamento de cânceres, diabetes, obesidades e doenças autoimunes no Sistema Único de Saúde (SUS), além de reforçar estudos clínicos no Brasil. Com esses objetivos, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinou, nessa terça-feira (14), Memorando de Entendimento (MoU) com a biofarmacêutica chinesa Gan & Lee Pharmaceuticals e a Fiocruz.

“Há um grande empenho dos governos do Brasil e da China para que essa parceria estratégica entre a Fiocruz, a Biomm e a Gan & Lee seja produtiva, capaz de gerar conhecimento conjunto e garantir mais medicamentos ao povo brasileiro”, afirmou Padilha, que também convidou o CEO da empresa, Wei Chen, a visitar o Brasil ainda este ano, reforçando a aproximação entre as autoridades sanitárias e o setor produtivo.

Em resposta, Wei Chen disse que o acordo simboliza um novo patamar de cooperação tecnológica. “Acreditamos que este projeto será um modelo de colaboração internacional, capaz de incentivar novas alianças entre empresas chinesas e brasileiras e, principalmente, de contribuir para que mais pacientes tenham acesso a terapias seguras e modernas. Recebo com honra o convite do ministro Padilha e espero aprofundar nossa parceria científica e tecnológica”, declarou.

Um exemplo do acordo é desenvolver pesquisas e medicamentos análogos ao hormônio GLP-1 produzido naturalmente no intestino que ajuda a regular o apetite, a glicose no sangue e a saciedade. Esses medicamentos imitam o hormônio para o tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade.

Insulina glargina

O MoU é uma ampliação da parceria firmada entre o Ministério da Saúde e a empresa chinesa em setembro deste ano para viabilizar a produção nacional da insulina glargina, de ação prolongada e usada no tratamento do diabetes tipo 1 e 2. A parceria reúne Bio-Manguinhos (Fiocruz), Biomm e a Gan & Lee, com previsão inicial de produzir 20 milhões de frascos para abastecimento do SUS.

O acordo faz parte da agenda de fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) e estabelece transferência de tecnologia e cooperação científica. A parceria é estratégica para reduzir a dependência externa de insulinas e ampliar a oferta do medicamento no sistema público de saúde.

A produção será escalonada: inicialmente, o envase e a rotulagem ocorrerão no Brasil sob supervisão da Biomm, com uso de Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) importado da Gan & Lee. Em etapa posterior, o IFA passará a ser fabricado no país, no Centro Tecnológico em Insumos Estratégicos (CTIE) da Fiocruz, em Eusébio (CE).

Alguns dos objetivos do MoU são:

  • Redução gradual da dependência de importações, ao migrar da importação de IFA para produção nacional — decisões que impactam a balança comercial e a segurança de abastecimento;
  • Fortalecimento da cadeia nacional de insumos estratégicos, com efeitos multiplicadores em fornecedores, logística, insumos químicos e biotecnologia.
  • Potencial de economia para o SUS, caso a produção nacional reduza custos logísticos e de importação, além de mitigar flutuações cambiais que afetam o custo dos medicamentos importados;
  • Relevância política e simbólica, na medida em que marca uma virada estratégica do governo brasileiro rumo à autossuficiência tecnológica no setor saúde.

A vice-presidente da Fiocruz, Priscila Ferraz, também assinou o acordo. “Este MoU amplia possibilidades de tratamento de doenças importantes para a saúde pública como cânceres e doenças autoimunes, ao mesmo tempo que reforça a nossa parceria com a empresa. A insulina glargina já é utilizada na China há mais de 20 anos e essa cooperação abre novas possibilidades de desenvolvimento tecnológico e de estudos clínicos”, destacou.

Comercializada em mais de 30 países, a insulina glargina da Gan & Lee — biossimilar da Lantus (Sanofi) — deve impulsionar a produção local de medicamentos estratégicos, reduzir custos cambiais e logísticos e estimular novas cadeias regionais de biotecnologia.

Publicado originalmente pela Agência Gov em 15/10/2025

Por Edjalma Borges e Rafael Ely – Ministério da Saúde

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Integração ao Pacífico na pauta Brasil-China https://www.ocafezinho.com/2025/10/12/integracao-ao-pacifico-na-pauta-brasil-china/ https://www.ocafezinho.com/2025/10/12/integracao-ao-pacifico-na-pauta-brasil-china/#respond Sun, 12 Oct 2025 22:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=219077 Tebet e Padilha vão à China para tratar de investimentos e integração via Pacífico

A partir desta segunda-feira (13/10), até a próxima sexta, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, vai representar o Governo do Brasil numa missão na China. A ministra vai debater projetos de grande porte para a estratégia de interligar o País ao Oceano Pacífico e abrir novas rotas comerciais e de integração com o mundo.

Na comitiva do Governo Federal brasileiro estará também o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que vai conhecer um hospital dotado de tecnologias de última geração, o chamado “hospital-inteligente”. A secretária de Assuntos Internacionais e Desenvolvimento, Viviane Vecchi, e o secretário de Articulação Institucional do MPO, João Villaverde, acompanharão a ministra.

A agenda prevê visita ao Porto de Xangai, ponto estratégico para o projeto Rotas de Integração Sul Americana, em especial para a rota 2 bioceânica, e ao Hospital da Província de Zhejiang, cujo modelo será replicado no Brasil. Os ministros terão também reuniões com empresários e investidores.

Porto de Xangai

Operado pela Shanghai International Port Group (SIPG) , o Porto de Xangai conecta-se a mais de 700 portos em mais de 200 países e é a conexão asiática com o Porto de Chancay, no Peru, que integra o projeto das Rotas de Integração Sul-americana.

Liderado pelo Ministério do Planejamento e Orçamento, através da Secretaria de Articulação Institucional (Seai), o projeto busca conectar o Brasil aos seus vizinhos sul-americanos e também promover o acesso das mercadorias brasileiras ao continente asiático através do pacífico. A rota 2, conhecida como Rota Bioceânica, será a conexão brasileira com Chancay.

Ao comparar as rotas marítimas para exportação entre o Brasil e Xangai, destaca-se que a Via Pacífico (rota de Chancay) é a mais eficiente. Essa rota possui a menor distância marítima (17.230 km), o menor tempo de navegação (27 dias), o menor custo por tonelada (US$ 80) e a menor emissão estimada de CO2 (1,45 kg/ton).

A rota Chancay – Xangai é 3.246 km mais curta que a do Cabo da Boa Esperança (Porto de Santos – Xangai), 4.770 km mais curta que a da Passagem pelo Estreito de Magalhães (Porto de Santos – Xangai), 6.926 km mais curta que a do Canal do Panamá (Porto de Santos – Xangai) e 7.848 km mais curta que a do Canal de Suez (Porto de Santos – Xangai).

A rota de Chancay é vantajosa não só por ser mais rápida, mas também por evitar canais com pedágios elevados, como os de Suez e Panamá. Por isso, apesar de exigir integração entre transporte rodoviário e ferroviário, a rota bioceânica oferece uma economia logística substancial.

Hospital Inteligente

A visita ao hospital chinês irá auxiliar as autoridades brasileiras na fase de preparação do projeto ” Primeiro Hospital Inteligente do Brasil”, aprovado na reunião da Comissão de Financiamento Externo (Cofiex) em junho, uma iniciativa inovadora e estratégica do governo federal em parceria com o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB na sigla em inglês), conhecido como o banco do BRICS.

O projeto contará com aporte de aproximadamente US$ 320 milhões (equivalentes a cerca de R$ 1,7 bilhões), mobilizando recursos para construção da infraestrutura física, aquisição de equipamentos médicos e qualificação de mão-de-obra.

Proposto pelo Ministério da Saúde, em coordenação com o Ministério do Planejamento e Orçamento, o projeto tem como objetivo desenvolver um modelo nacional de hospital inteligente, escalável e replicável, e implementar a primeira unidade hospitalar desse tipo no País. Essa iniciativa de impacto associará não só a capacidade financeira do NDB, como também uma significativa expertise e cooperação tecnológica, contando ainda com experiências bem-sucedidas da China no setor.

Seguindo os procedimentos determinados pela Cofiex, o projeto está agora na fase de preparação. Em seguida será direcionado para a aprovação do Banco e então entrará na etapa de negociação. A negociação é coordenada pela Secretaria de Assuntos Internacionais e Desenvolvimento do MPO, que preside a Cofiex, em conjunto com a Secretaria do Tesouro Nacional (STN) e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e o Ministério da Saúde, que será o órgão executor.

Publicado originalmente pela Agência Gov em 12/10/2025

Por Ministério do Planejamento

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Brasil e China lançam parceria para transformar o futuro da energia limpa https://www.ocafezinho.com/2024/11/18/brasil-e-china-lancam-parceria-para-transformar-o-futuro-da-energia-limpa/ https://www.ocafezinho.com/2024/11/18/brasil-e-china-lancam-parceria-para-transformar-o-futuro-da-energia-limpa/#respond Mon, 18 Nov 2024 14:45:22 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=197217 Brasil e China unem forças para liderar inovação no setor elétrico com aliança tecnológica que promete impulsionar energia limpa e renovável


O Ministério de Minas e Energia (MME) participou neste domingo (17), no Rio de Janeiro, do lançamento da Aliança para Inovação e Compartilhamento Tecnológico no Setor Elétrico (EISA, na sigla em inglês). A iniciativa reúne 16 empresas, universidades e centros de pesquisa do Brasil e da China para promover a troca de informações e tecnologias que impulsionem o setor elétrico em ambos os países.

Um Memorando de Entendimento foi assinado pelas entidades fundadoras com o apoio do MME, marcando um importante passo para a cooperação internacional em energia limpa.

“No momento em que se discute a mudança da matriz energética global, a descarbonização do planeta para salvaguardar as questões climáticas tão fundamentais e a preservação da vida humana, é importante que a gente entenda também que há uma oportunidade imensa para uma nova economia (…). Brasil e China são exemplos para a produção de energia limpa e renovável no mundo”, destacou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.

Representando o ministro, que participou de reuniões bilaterais durante o G20 a convite do presidente Lula, o secretário Nacional de Transição Energética e Planejamento do MME, Thiago Barral, reforçou o impacto da Aliança no setor elétrico brasileiro:

“Essa abordagem é fundamental para que possamos usar o Brasil, tanto quanto a China, como plataformas para desenvolvimento e demonstração em grande escala de soluções inovadoras para a transformação do sistema elétrico”.

O evento, organizado pela State Grid Corporation of China, incluiu palestras sobre os desafios e soluções do setor elétrico nos dois países.

Entre as próximas ações da EISA, está programada uma missão técnica de especialistas brasileiros à China, focada em tecnologias de alta capacidade para transmissão de energia.

Entre as entidades brasileiras que assinaram o Memorando de Entendimento estão: o Operador Nacional do Sistema (ONS), a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (CEPEL), a Universidade Federal Fluminense, a Fundação COPPETEC, o Centro de Inovação da Universidade de São Paulo (InovaUSP), a CPFL Energia e a CET Brazil Equipamentos de Energia Elétrica e Tecnologia.

Pelo lado chinês, destacam-se a State Grid Brazil Holding S.A., a Nari Brasil, a EPPEI Brasil, o China Electric Power Research Institute, a Tsinghua University, o State Grid Economic And Technological Research Institute, além das universidades North China Electric Power University e Wuhan University.

Com a criação da Aliança, Brasil e China reafirmam seu papel como líderes globais na transição energética, fortalecendo laços estratégicos e promovendo a inovação no setor elétrico.

A parceria sinaliza um futuro mais sustentável e colaborativo para ambos os países.


Com informações do Ministério de Minas e Energia*

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Chinelada antológica num americano que veio ao Brasil falar mal da China https://www.ocafezinho.com/2024/10/26/chinelada-antologica-num-americano-que-veio-ao-brasil-falar-mal-da-china/ https://www.ocafezinho.com/2024/10/26/chinelada-antologica-num-americano-que-veio-ao-brasil-falar-mal-da-china/#comments Sat, 26 Oct 2024 03:24:56 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=195864 1 Comentário 🔥]]> Porta-voz da China rebate críticas dos EUA e defende parceria com Brasil: “Respeito e cooperação são nossa base”. Veja a resposta contundente!


Em resposta aos comentários considerados equivocados de uma alta autoridade do governo dos Estados Unidos, feitos durante uma reunião multilateral no Brasil, o porta-voz da Embaixada da China no país emitiu uma declaração contundente neste sábado (26). O comunicado defendeu a parceria entre Brasil e China e criticou a postura americana, destacando que as cooperações estabelecidas no âmbito da Iniciativa “Cinturão e Rota” são baseadas em respeito mútuo, igualdade e benefícios compartilhados.

Segundo o porta-voz, tais comentários demonstram uma falta de respeito à soberania brasileira e ignoram os avanços que a cooperação sino-brasileira tem gerado nos últimos 50 anos.

Confira a íntegra da declaração a seguir


Declaração do porta-voz da Embaixada da China no Brasil sobre comentários equivocados de alta autoridade do governo dos EUA em relação à China

O Brasil não precisa que outros venham ditar com quem deve cooperar ou que tipo de parcerias deve conduzir / Ricardo Stuckert / PR

Recentemente, uma alta autoridade do governo dos Estados Unidos, que esteve no Brasil para participar de uma reunião multilateral, fez comentários irresponsáveis sobre o debate brasileiro em relação às cooperações ligadas à Iniciativa “Cinturão e Rota”.

Tal ato demonstra falta de respeito ao Brasil, um país soberano, e ignora o fato de que a cooperação sino-brasileira é igualitária e mutuamente benéfica. Por este motivo, manifestamos nosso forte descontentamento e veemente oposição.

O Brasil merece ser respeitado. É uma grande nação que defende sua independência e tem grande projeção internacional.

O Brasil não precisa que outros venham ditar com quem deve cooperar ou que tipo de parcerias deve conduzir. A China valoriza e respeita o Brasil desde sempre.

O fortalecimento da cooperação sino-brasileira está alicerçado na confiança mútua e na convicção no futuro de ambos.

Os fatos não deixam margem para distorções. Nos 50 anos desde o estabelecimento das relações diplomáticas entre China e Brasil, a cooperação entre os dois países tem se expandido e se aprofundado continuamente, impulsionando o desenvolvimento econômico e a melhoria do bem-estar social de ambos.

A China, como maior parceiro comercial, maior mercado de exportação e principal fonte de superávit do Brasil, representa um risco e não uma oportunidade?

Essa visão contradiz os fatos e a lógica básica.

A Iniciativa “Cinturão e Rota” é uma importante medida para promover a abertura de alto nível da China ao mundo e, ao mesmo tempo, uma plataforma internacional para impulsionar um desenvolvimento inclusivo e benéfico da globalização econômica.

A iniciativa está aberta a países com as mesmas aspirações, em busca de uma cooperação extensiva, contribuição conjunta e resultados compartilhados.

Diferente de certas pessoas, jamais coagiríamos nossos amigos a abandonarem parceiros específicos para se unirem a nós.

A China está firmemente comprometida com o respeito mútuo, a cooperação igualitária e o desenvolvimento conjunto com o Brasil, de modo a trazer maiores benefícios aos povos de ambos os países e contribuir com energia positiva para a comunidade internacional.

Acreditamos que a cooperação sino-brasileira, ao alcançar níveis mais elevados, chamará ainda mais atenção do mundo.

Seria positivo se outros países, em resposta, valorizassem ainda mais o Brasil e aumentassem efetivamente seus investimentos em cooperação com o país.

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