brasileiros - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/brasileiros/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Sat, 04 Apr 2026 07:45:38 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://www.ocafezinho.com/wp-content/uploads/2015/10/cropped-Logo_Cafezinho_tmb-32x32.png brasileiros - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/brasileiros/ 32 32 Parlamento português endurece regras de nacionalidade e afeta milhares de brasileiros https://www.ocafezinho.com/2026/04/04/parlamento-portugues-endurece-regras-de-nacionalidade-e-afeta-milhares-de-brasileiros/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/04/parlamento-portugues-endurece-regras-de-nacionalidade-e-afeta-milhares-de-brasileiros/#respond Sat, 04 Apr 2026 07:45:38 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=230048 O parlamento português aprovou recentemente uma reforma na lei de nacionalidade que impõe novas exigências aos estrangeiros, com impacto direto sobre a maior comunidade imigrante do país: os brasileiros. A medida, que aguarda sanção presidencial, foi aprovada com os votos do Partido Socialista (PS) e do Partido Social Democrata (PSD), as duas principais forças políticas da Assembleia da República.

A alteração mais significativa estabelece que os candidatos à cidadania portuguesa deverão comprovar cinco anos de residência legal ininterrupta em território português. Até então, o mesmo prazo de cinco anos era exigido, mas a nova legislação elimina brechas que permitiam a contagem de períodos de residência irregular ou com vistos temporários não consolidados. A mudança visa fechar interpretações flexíveis que, segundo críticos, facilitavam a obtenção da nacionalidade sem vínculos efetivos com o país.

A lei também introduz a obrigatoriedade de comprovação de laços efetivos com a comunidade portuguesa, um conceito que abrange integração social, cultural ou profissional. Os candidatos deverão apresentar evidências de participação em atividades locais, domínio do idioma, emprego estável ou outros indicadores que demonstrem um compromisso real com Portugal. Especialistas alertam que a subjetividade dessa exigência pode gerar insegurança jurídica e discricionariedade nas análises dos processos.

Outra novidade é a previsão de perda da nacionalidade para indivíduos condenados por atos de terrorismo ou que representem ameaça grave à segurança nacional. A cláusula, embora direcionada a casos extremos, reflete uma tendência europeia de vincular cidadania a critérios de lealdade e ordem pública, especialmente em contextos de tensão política e ameaças transnacionais.

A comunidade brasileira em Portugal ultrapassa centenas de milhares de residentes, muitos dos quais buscam a naturalização como forma de garantir direitos plenos e mobilidade dentro da União Europeia. A reforma ocorre em um momento de polarização no debate migratório, com partidos de direita e extrema-direita ganhando espaço ao defender políticas mais restritivas.

O governo socialista, liderado pelo primeiro-ministro Luís Montenegro, justificou a mudança como um esforço para equilibrar a abertura ao exterior com a necessidade de garantir que a cidadania seja concedida a quem demonstre real integração. Críticos, no entanto, acusam a medida de ser uma resposta eleitoral às pressões da direita, que alega que o sistema anterior era excessivamente permissivo e não exigia compromissos concretos dos imigrantes.

A nova legislação insere Portugal em um movimento mais amplo na Europa, onde países como Alemanha, França e Itália têm revisado suas políticas de naturalização em meio a debates sobre identidade nacional e pressão demográfica. Em Portugal, o tema é particularmente sensível devido ao envelhecimento da população e à dependência histórica de mão de obra estrangeira, especialmente nas áreas de saúde, construção civil e serviços.

Para os brasileiros que já iniciaram ou planejam solicitar a cidadania portuguesa, a recomendação é buscar assessoria jurídica especializada para avaliar como as novas regras afetarão seus processos. A transição entre a legislação antiga e a nova ainda dependerá de regulamentação detalhada, que deverá esclarecer pontos como prazos de adaptação e critérios objetivos para a comprovação dos laços efetivos.

Enquanto aguarda a promulgação, a medida já gera preocupação entre organizações de direitos dos imigrantes, que alertam para o risco de arbitrariedade nas avaliações e para o possível aumento da burocracia. A expectativa é que o governo publique diretrizes claras para evitar interpretações divergentes e garantir transparência nos processos de naturalização.

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Satisfação de brasileiros com SUS supera média da América Latina https://www.ocafezinho.com/2026/02/11/satisfacao-de-brasileiros-com-sus-supera-media-da-america-latina/ https://www.ocafezinho.com/2026/02/11/satisfacao-de-brasileiros-com-sus-supera-media-da-america-latina/#comments Wed, 11 Feb 2026 21:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=225765 2 Comentários 🔥]]> Dados são da pesquisa Confiança em Instituições Públicas, da OCDE

A satisfação dos brasileiros com a saúde pública aumentou cresceu nos últimos anos e já supera a média da América Latina.

É o que aponta a pesquisa Confiança em Instituições Públicas na América Latina e no Caribe, realizada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

De acordo com o levantamento divulgado nesta segunda-feira (9), a satisfação com o Sistema Único de Saúde (SUS) cresceu 9 pontos percentuais entre 2022 e 2025, passando de 34% para 45%. O índice brasileiro está acima da média latino-americana, que é de 40% em 2025.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou o resultado nas redes sociais.

“Na nossa gestão, retomamos políticas importantes”, tuitou o presidente.

Lula destacou a retomada de políticas públicas, como o Farmácia Popular, e a criação de novas, como o Agora Tem Especialistas. O presidente destacou também que o atual Governo do Brasil não alimenta o negacionismo científico e discursos anti-vacinas.

O estudo da OCDE também mostra a percepção dos brasileiros de que o acesso e a qualidade dos serviços públicos melhoraram no período com aumento significativo de 18 pontos percentuais, indicando avanço na avaliação geral das políticas públicas no país. O índice saltou de 24% para 42%, 10 pontos percentuais acima da média da América Latina (32%).

Considerada “padrão ouro” de excelência, a pesquisa da OCDE revelou avanços na confiança institucional do Brasil entre 2022 e 2025. O método avalia cinco pilares: integridade, resposta, confiabilidade, abertura e equidade. Com uma amostra de 2 mil cidadãos de todo o país, por meio de questionário, o levantamento permite comparações internacionais e oferece dados estratégicos para aprimorar a transparência e a qualidade dos serviços públicos.

A diretora de Governança Pública da OCDE, Elsa Pilichowski, destacou que a pesquisa é uma demonstração representativa da confiança da população adulta dos países participantes nas instituições públicas, trabalho que tem sido realizado há mais de uma década pela entidade. “A pesquisa provou ser uma iniciativa bem-sucedida como levantamento global mais abrangente da complexa relação entre confiança e governança pública democrática”. Para a diretora, a percepção da confiança também é uma ferramenta para os países implementarem políticas públicas eficazes.

Aumento do acesso à saúde

Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o crescimento da avaliação positiva reflete o aumento do acesso da população a serviços públicos de saúde com ações como o programa Agora Tem Especialistas (ATE) , que registrou recordes históricos na assistência especializada. Entre 2022 e 2025, o número de cirurgias eletivas cresceu mais de 40%, passando de 10,8 milhões para 14,7 milhões, o maior volume em 35 anos de SUS e acima do período pré-pandemia. O resultado contribuiu para que mais pessoas fossem operadas no tempo adequado, evitando o agravamento de doenças e garantindo mais qualidade de vida.

Outro recorde do SUS são os 43,7 milhões de exames e consultas realizados no mesmo período, o que representa um aumento de 26% em relação ao mesmo período; foram 2,9 bilhões de procedimentos até dezembro de 2025, marca que também ultrapassa a média de antes da pandemia. Um novo recorde são as 4,7 milhões de sessões de quimioterapia realizadas no ano passado.

Publicado originalmente pela Agência Gov em 10/02/2026

Por Carolina Militão – Ministério da Saúde

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‘Antiamericanismo’? Imagem dos EUA piorou para brasileiros após tarifaço de Trump https://www.ocafezinho.com/2025/08/12/antiamericanismo-imagem-dos-eua-piorou-para-brasileiros-apos-tarifaco-de-trump/ https://www.ocafezinho.com/2025/08/12/antiamericanismo-imagem-dos-eua-piorou-para-brasileiros-apos-tarifaco-de-trump/#respond Tue, 12 Aug 2025 15:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=215035 Para 51% dos brasileiros, a imagem dos Estados Unidos permanece a mesma, enquanto 6% relatam uma melhora na percepção sobre o país comandado por Trump, diz pesquisa

Diante do anúncio da imposição de tarifas sobre produtos nacionais pelo presidente americano Donald Trump, a imagem dos Estados Unidos piorou para apenas 38% dos brasileiros.

É o que aponta uma nova pesquisa realizada pela Ipsos-Ipec em todo o Brasil. Segundo o levantamento, antes do tarifaço, 48% diziam ter uma visão ótima ou boa do país.

Após as medidas protecionistas, pouco mais de um em cada três entrevistados afirmou que sua visão mudou para pior.

Porém, para 51% dos brasileiros, a imagem dos Estados Unidos permanece a mesma, enquanto 6% relatam uma melhora na percepção sobre o país comandado por Trump.

A pesquisa foi realizada entre 1 e 5 de agosto de 2025, antes das tarifas entrarem em vigor, em 6 de agosto. Foram entrevistados 2 mil brasileiros de 16 anos ou mais. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

O levantamento também questionou os entrevistados sobre a natureza das medidas anunciadas por Trump. E para 75% dos brasileiros, o tarifaço é baseado em uma questão política.

Apenas 12% dos entrevistados percebem o aumento das tarifas como uma decisão de natureza puramente comercial, enquanto 5% disseram acreditar tratar-se tanto de questões comerciais, quanto políticas.

A imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros foi anunciada por Donald Trump em julho.

O presidente americano argumentou que a medida era uma retaliação ao processo que corre no Supremo Tribunal Federal (STF) contra seu aliado, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por suposta tentativa de golpe.

A taxação veio após intensa campanha por sanções contra o Brasil liderada pelo deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que atualmente mora nos EUA.

Pouco antes das tarifas entrarem em vigor, o governo americano confirmou uma isenção para quase 700 produtos brasileiros. Mais de 3,8 mil itens, porém, passaram a ser taxados.

Visão como reflexo da polarização política

Quando o tema são as possíveis reações do Brasil ao tarifaço, a população brasileira está extremamente dividida, em um reflexo da polarização política registrada nas eleições de 2022.

A ideia de que “o Brasil deveria reavaliar sua parceria comercial e se distanciar dos Estados Unidos” divide a opinião pública: 47% discordam, enquanto 46% concordam.

Mas enquanto 61% dos brasileiros que votaram no presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas últimas eleições apoiam o distanciamento, 65% dos eleitores do ex-presidente Jair Bolsonaro são contrários.

A proposta de que o Brasil deveria responder na mesma moeda, aplicando tarifas altas sobre os produtos americanos, também gera divisão. Enquanto 61% dos eleitores de Lula apoiam a retaliação, 56% dos que dizem ter votado em Bolsonaro são contra a medida.

Visão da população em relação ao tarifaço está intimamente ligada à forma como cada brasileiro votou em 2022 | Getty Images

O ponto de maior convergência é a necessidade de diversificar as parcerias comerciais. A maioria dos brasileiros, 68%, concorda que o Brasil deveria priorizar acordos com outros parceiros comerciais, como a China e a União Europeia (UE).

“A pesquisa mostra a polarização nacional: as reações de distanciamento ou retaliação são um espelho quase perfeito da divisão política do segundo turno de 2022, indicando que a política externa se tornou mais um campo de batalha ideológico interno”, afirma Márcia Cavallari, diretora de Ipsos-Ipec, em comunicado divulgado pelo levantamento.

Cancelar viagem e abandonar produtos?

A pesquisa Ipsos-Ipec também questionou os brasileiros sobre o que eles estariam dispostos a fazer caso o tarifaço prejudique a economia brasileira, e 39% disseram que aceitariam priorizar o consumo de produtos nacionais nessa situação.

Entre os entrevistados, 22% disseram que estariam dispostos a deixar de comprar produtos americanos e 9% afirmaram que apoiariam políticos brasileiros que defendam o distanciamento dos Estados Unidos, buscando acordos com outros países.

Mas apenas 5% citaram o cancelamento ou remanejamento de planos de viagem para os EUA como uma possibilidade.

Somente 3% dos brasileiros disseram estar dispostos a usar as redes sociais e espaços públicos para criticar a medida adotada por Donald Trump, enquanto 10% não estariam dispostos a tomar nenhuma medida.

Publicado originalmente pela BBC News em 12/08/2025

Por Julia Braun – BBC Brasil em Londres

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Dinheiro de brasileiros no exterior soma US$ 654,5 bilhões em 2024 https://www.ocafezinho.com/2025/07/26/dinheiro-de-brasileiros-no-exterior-soma-us-6545-bilhoes-em-2024/ https://www.ocafezinho.com/2025/07/26/dinheiro-de-brasileiros-no-exterior-soma-us-6545-bilhoes-em-2024/#respond Sat, 26 Jul 2025 22:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=213691 Declaração é obrigatória para pessoas físicas e jurídicas

O dinheiro de brasileiros fora do país somou US$ 654,5 bilhões em 2024, de acordo com informações de Capitais Brasileiros no Exterior (CBE), divulgadas nesta sexta-feira (25) pelo Banco Central (BC), em Brasília.

A declaração anual é obrigatória para pessoas físicas e jurídicas residentes no Brasil, com valores, bens, direitos e ativos de qualquer natureza no exterior em valor igual ou superior a US$ 1 milhão.

No total, 29.068 brasileiros declararam ter esses ativos, na data-base de 31 de dezembro de 2024. Desses, 25.208 são pessoas físicas que possuem US$ 245,4 milhões no exterior e 3.860 são empresas com US$ 409,1 milhões em ativos fora do Brasil.

Os investimentos diretos no setor produtivo somam a maior parte dos ativos – US$ 503,9 bilhões – seguido por outros investimentos, como créditos comerciais, empréstimos e moedas (US$ 86,5 bilhões) e investimentos em carteira como ações e títulos de renda fixa (US$ 62,8 bilhões).

Onde está o dinheiro

Na distribuição dos investimentos diretos por países, quando se considera a participação no capital das empresas, US$ 95 bilhões estão nos Países Baixos, seguido por Ilhas Virgens Britânicas (US$ 83,3 bilhões), Ilhas Cayman (US$ 73,2 bilhões), Bahamas (US$ 58,1 bilhões), Luxemburgo (US$ 35,1 bilhões) e Estados Unidos (US$ 20,9 bilhões).

Olhando para a divisão por setor produtivo, US$ 313,6 bilhões foram aplicados em empresas de serviços, majoritariamente serviços financeiros e holdings; já US$ 86,9 bilhões na agricultura, pecuária e extrativismo mineral, com destaque para extração de petróleo e gás natural. Na indústria, US$ 42 bilhões foram investidos por brasileiros no exterior, em 2024.

Além da declaração anual de CBE, há também a declaração trimestral para brasileiros com ativos acima de US$ 100 milhões. As informações são para fins estatísticos, para compilação de dados sobre o ativo externo da economia brasileira e a posição do investimento internacional do país.

Publicado originalmente pela Agência Brasil em 25/07/2025

Por Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Edição: Kleber Sampaio

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Repressão anti-imigração muda rotina de brasileiros nos EUA https://www.ocafezinho.com/2025/07/24/repressao-anti-imigracao-muda-rotina-de-brasileiros-nos-eua/ https://www.ocafezinho.com/2025/07/24/repressao-anti-imigracao-muda-rotina-de-brasileiros-nos-eua/#respond Thu, 24 Jul 2025 19:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=213560 Com a ameaça de deportações em massa e atuação cada vez mais ampla do ICE, cresce o número de brasileiros que deixam de trabalhar, evitam sair de casa e mudam drasticamente seus hábitos nos Estados Unidos.

O retorno de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos reacendeu o temor entre imigrantes brasileiros em situação irregular. Em meio a operações do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE), comércios estão esvaziados, houve uma queda no consumo e o aumento da escassez de mão de obra em setores essenciais, como limpeza, construção civil e de entregas.

Desde o início de seu segundo mandato, Trump implementou uma série de mudanças rigorosas na política migratória, com foco na deportação de imigrantes indocumentados. De acordo com o Departamento de Segurança Interna dos EUA, até novembro de 2024, ao menos 38.677 brasileiros aguardavam deportação – cerca de 2,7% dos 1,45 milhão de estrangeiros com ordens finais de saída do país.

A comunidade brasileira nos Estados Unidos é uma das maiores da América Latina fora do país de origem. Estima-se que vivam mais de 1,8 milhão de brasileiros em território americano, concentrados especialmente em estados como Flórida, Massachusetts, Nova Jersey e Califórnia. Muitos são trabalhadores de baixa renda, inseridos nos setores de limpeza, construção civil, cuidados domiciliares e alimentação.

Com o avanço das medidas migratórias, organizações de apoio relataram um aumento na demanda por orientações legais, abrigos temporários e auxílio psicológico. Segundo a ONG Mantena, em Newark (NJ), cresceu também o número de pessoas buscando renovar documentos brasileiros e preparando filhos para um possível retorno.

“Tem dias em que a gente também não sabe o que fazer”, afirma Rodrigo Godoi, diretor da Mantena, contando que o clima de incerteza afeta até a equipe da organização. “Tentamos manter a calma e transmitir segurança para os outros, mas também ficamos sem saber para onde ir.”

Godoi também destaca o impacto nos casos de violência doméstica. “As vítimas têm medo de denunciar. Passamos anos tentando romper o tabu para que as mulheres pudessem falar sobre isso. Agora, se denunciam e são deportadas logo em seguida, o ciclo de silêncio volta.”

Momento tenso

A advogada Flávia Santos Lloyd, com mais de duas décadas de atuação na área migratória, afirma que o atual momento é o mais tenso de sua carreira. “Tenho clientes com cidadania americana com medo de viajar. Pessoas com direito à naturalização que estão desistindo. Nunca vi nada assim.”

Lloyd também relata que o medo tem afetado a adesão a eventos educativos sobre direitos básicos. “Organizei uma palestra sobre direitos dos imigrantes, mas precisei manter em local secreto, com grupo fechado no WhatsApp. Ninguém queria ser visto junto.”

O pânico atinge até os processos legais. “Há casos em que a pessoa vai à audiência de deportação ou ao check-in e é presa na saída. Isso criou um clima de terror. Mesmo quem quer fazer tudo certo, agora tem medo.”

Nos escritórios de advocacia, o impacto também é emocional. “Criamos um plantão 24 horas por WhatsApp. Se o cliente mandar ‘911’, entendemos que está com a imigração. Nunca imaginei organizar isso”, conta a advogada.

No coração do bairro brasileiro

Ironbound, em Newark (Nova Jersey), é um epicentro dessa mudança. Com forte presença de imigrantes brasileiros e latinos, o bairro vive uma retração visível no comércio, na circulação e no humor das ruas.

Há 21 anos vivendo nos Estados Unidos, o mineiro João de Souza comanda uma padaria em Ironbound | Luciana Rosa/DW

Há 21 anos vivendo nos Estados Unidos, o mineiro João de Souza comanda uma padaria em Ironbound. Em pouco tempo, ele viu o fluxo de clientes despencar. “O movimento caiu mais da metade. Caiu muito. Não sei se é medo, se é outra coisa”, diz, sem esconder a incerteza.

Souza havia passado cinco anos em outro endereço, mas mudou o ponto em setembro e reabriu o novo espaço em novembro do ano passado. Mesmo com a padaria ativa em aplicativos de entrega, a clientela física não voltou como esperava. “Tem gente que paga Uber só para buscar pão aqui, mesmo morando a 15, 20 minutos.”

A crise no comércio também se reflete nos espaços religiosos. “Eu vou à igreja todo domingo. Mas agora, especialmente no verão, tem menos gente indo. A frequência caiu”, relata Souza. Apesar da preocupação, ele não pensa em voltar ao Brasil por enquanto. “Meu filho já tem 18 anos e vai entrar na faculdade. Queremos esperar para ver o que Deus está preparando.”

“Era pra mudar pra melhor, mas mudou pra pior”

Morando nos Estados Unidos há 13 anos, o cabeleireiro Douglas Barbosa, também mineiro, acompanhou quatro governos enquanto mantinha seu salão em Ironbound. “Já vi de tudo: Obama, Trump, Biden, e agora Trump de novo. A gente sente no dia a dia do comércio como a política muda tudo. E não é impressão nossa – a diferença está em todas as áreas”, diz.

Barbosa decidiu ampliar o negócio no ano passado, trocando um salão pequeno por um espaço quase três vezes maior, com mais estrutura e estacionamento. Mas, ao invés de crescimento, enfrentou uma queda. “Eu tinha uma equipe de 13 pessoas, entre cabeleireiros e manicures. Agora estou com sete. Achei que ia melhorar, mas piorou.”

Douglas Barbosa mora nos Estados Unidos há 13 anos | Luciana Rosa/DW

Segundo ele, parte da equipe deixou de trabalhar com medo da exposição. “Mesmo com boas condições, muita gente preferiu atender escondido, em casa ou em salinhas. Não é por dinheiro, é por medo. As pessoas têm receio de ficar visíveis.”

Barbosa também perdeu profissionais por causa de ações migratórias. “Uma das melhores funcionárias que eu tive, uma espanhola, foi embora pra Carolina do Norte depois de uma operação migratória aqui. Outra, brasileira, decidiu voltar para o Brasil. Ela tinha vindo com visto, pediu extensão, mas desistiu. O filho queria ficar, ela não.”

Para ele, há uma nova mentalidade entre os que chegaram recentemente. “Tem gente que já fala que é melhor voltar do que viver com medo. Quem está aqui há mais tempo já sabe o que vai enfrentar. Mas para quem chegou agora, o clima é de terror. Está todo mundo muito assustado.”

Queda nas vendas

Há 21 anos nos Estados Unidos, o fluminense Leonardo de Oliveira, de Teresópolis, comanda uma distribuidora de bebidas em Ironbound. Com experiência no comércio local, ele diz que os últimos meses foram marcados por dois fatores: queda no poder de compra e medo generalizado.

“As pessoas falam que não estão conseguindo trabalhar como antes. Muitos tiveram os horários reduzidos, outros pararam completamente. E o medo está por toda parte, principalmente entre o público hispano. Medo de estar na rua, de ser abordado pelo ICE, de acontecer uma blitz.”

Leonardo de Oliveira mora há 21 anos nos Estados Unidos | Luciana Rosa/DW

Segundo Oliveira, o movimento de clientes até aumentou em volume, mas o que caiu foi a capacidade de consumo. “Antes, a pessoa levava duas caixas de vinho. Agora, leva quatro garrafinhas. Ninguém mais compra em quantidade. As vendas caíram cerca de 20% a 25% em relação a três meses atrás.”

Ele diz que muitas informações falsas também alimentam a insegurança. “Circulam boatos o tempo todo. Fulano diz que o ICE está prendendo gente, mas às vezes era só um mandado para uma pessoa específica. Isso vai alimentando o pânico.”

“Minha filha entrou no carro chorando com medo do ICE”

A diarista Patrícia, que pediu para não ter seu nome verdadeiro divulgado por motivos de segurança, vive nos Estados Unidos desde 2018 e está com o processo de green card em andamento. Mesmo sem ter sofrido impactos diretos na própria rotina de trabalho, ela relata os efeitos da repressão migratória no cotidiano da comunidade.

“Com meus clientes, senti até solidariedade. Mas o que vi nos salões e clínicas de estética foi muito diferente. Muita gente cancelou atendimento, ficou em casa com medo de sair.”

Segundo Patrícia, movimento nas ruas caiu drasticamente nos primeiros meses da nova gestão | Luciana Rosa/DW

Segundo ela, o movimento nas ruas caiu drasticamente nos primeiros meses da nova gestão. Patrícia conta que a principal avenida do bairro, antes bem movimentada, anda vazia. “Tem loja fechando. E o número de apartamentos disponíveis para alugar aumentou muito — coisa que, até pouco tempo atrás, era inimaginável por aqui.”

A tensão aumentou com a visibilidade da presença do ICE no bairro. “Muita gente nem sabia que tem um centro de detenção aqui em Newark, e também um escritório do ICE. Uma vizinha minha viu um homem ser preso na esquina de casa, indo para o trabalho com marmita na mão.”

O medo chegou até sua filha. “Um dia, ela entrou no carro quase chorando e disse: ‘mãe, não quero que o ICE prenda a gente’. Isso veio das conversas com colegas na escola. Ela estuda aqui em Ironbound, onde há muitos filhos de brasileiros.”

O pensamento de voltar ao Brasil é recorrente. “Minha filha fala disso todo dia. Eu também penso. O Brasil tem seus problemas, mas o que pesa aqui é esse clima. A política lá assusta, mas pelo menos a gente vive sem esse medo constante.”

O medo e o voto

Apesar do cenário de medo, o apoio a Trump entre parte da comunidade permanece. Muitos culpam o governo Biden pela entrada desordenada de imigrantes e associam a crise a essa suposta abertura. Rodrigo Godoi, da Mantena, discorda. “Muita gente que apoia Trump nem é americana. São filhos e netos de imigrantes que perderam a noção da história. Ao mesmo tempo, vejo muitos americanos solidários tentando ajudar. ”

Uma empresária do setor gráfico resume o dilema: “Meu irmão votou no Trump, mas agora diz que os funcionários têm medo de sair de casa. Isso está quebrando o negócio dele. É um efeito dominó.”

Enquanto o debate político se intensifica, comunidades como a de Ironbound seguem tentando viver sob o peso da insegurança. “Esse terrorismo psicológico uma hora tem que passar”, diz Douglas Barbosa, “só não sabemos quando.”

Publicado originalmente pelo DW em 23/07/2025

Por Luciana Rosa

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Por que Portugal quer expulsar 5 mil brasileiros https://www.ocafezinho.com/2025/06/03/por-que-portugal-quer-expulsar-5-mil-brasileiros/ https://www.ocafezinho.com/2025/06/03/por-que-portugal-quer-expulsar-5-mil-brasileiros/#respond Tue, 03 Jun 2025 23:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=210033 Pressionado pela ultradireita, governo português anuncia que quase 34 mil imigrantes que não tiveram pedido de residência aprovado terão que deixar o país europeu. Grupo inclui mais de 5 mil brasileiros.

O governo de Portugal anunciou nesta segunda-feira (02/06) que 33.983 estrangeiros deverão deixar o país. Esse número inclui 5.386 brasileiros.

Até algumas semanas atrás eram cerca de 18 mil estrangeiros. Segundo o ministro da Presidência do Conselho de Ministros, António Leitão Amaro, o governo está notificando em torno de duas mil pessoas por dia.

Por quê?

Os quase 34 mil que deverão deixar o país, seja voluntariamente, seja à força, tiveram seus pedidos de residência negados. Esses pedidos foram feitos pela hoje extinta manifestação de interesse.

Essas pessoas têm 20 dias, a partir da notificação, para deixarem Portugal.

Segundo a Agência para a Integração, Migrações e Asilo (Aima), dos 440 mil pedidos feitos no âmbito da manifestação de interesse, um pouco mais de 184 mil foram analisados. Desses, pouco mais de 150 mil foram aprovados, o que equivale a cerca de 80%.

O que é a manifestação de interesse?

A manifestação de interesse, hoje extinta, era o procedimento pelo qual um estrangeiro que havia chegado como turista a Portugal solicitava uma autorização de residência para permanecer no país europeu.

Ela foi extinta pelo governo português em junho de 2024, em meio ao debate sobre a imigração no país. Porém, o governo continua analisando os pedidos feitos antes da extinção, e agora anunciou que quase 34 mil foram rejeitados.

E como se faz hoje para morar em Portugal?

Com a extinção da manifestação de interesses, estrangeiros que desejarem morar e trabalhar em Portugal devem solicitar sua autorização de residência numa representação portuguesa no exterior e precisam apresentar um contrato de trabalho ou ao menos uma promessa oficial de emprego.

Isso cria dificuldades especialmente para aqueles que não têm uma representação diplomática portuguesa perto de onde vivem.

Há exceção para os cidadãos da CPLP?

Sim, os brasileiros e os cidadãos do Timor-Leste podem entrar como turistas em Portugal e solicitar a autorização de residência na Aima.

Os cidadãos dos demais países da CPLP precisam de vistos de entrada e podem, depois, requerer a residência.

Em ambos os casos, o prazo de validade das autorizações de residência passou de um para dois anos. E as autorizações são agora emitidas na forma de cartões de plástico e não mais uma folha de ofício, o que permite aos portadores circular pelo espaço Schegen.

Vista de Lisboa. Há cerca de 1,5 milhão de imigrantes em Portugal, o que corresponde a 15% da população. | Carlos Castilla/Pond5 Images/IMAGO

Por que houve mudanças na legislação?

O número de imigrantes em Portugal quadruplicou em menos de dez anos, o que gerou resistência à imigração entre parte da população e manifestações de xenofobia.

Isso fez com que a imigração se tornasse um dos principais temas políticos, explorado sobretudo pelo partido de ultradireita Chega, que foi o segundo mais votado na recente eleição legislativa.

Diante dessa situação, o governo do premiê Luis Montenegro aprovou mudanças na lei em junho de 2024. Montenegro venceu a recente eleição antecipada e deverá tomar posse nos próximos dias para um novo mandato.

Leitão Amaro chamou o sistema da manifestação de interesse, foi criado em 2017, no governo do socialista António Costa, de “regime de portas escancaradas” e de irresponsabilidade.

Mudanças introduzidas em 2019 dispensavam o visto de entrada para que a presença no território português fosse regularizada, desde que o requerente tivesse contribuído por um ano para Segurança Social.

“A mudança migratória que tivemos em Portugal e o aumento de imigração muito grande nos últimos anos é uma das maiores mudanças demográficas que o país já viveu desde o século passado”, afirmou Leitão Amaro nesta terça-feira.

Ele acrescentou que o país passará décadas debatendo as consequências e a forma de lidar com essa mudança demográfica.

Segundo a Aima, o fim da manifestação de interesse fez cair em 59% a entrada de estrangeiros que queriam obter uma autorização de residência.

Quantos estrangeiros há em Portugal?

Dados oficiais da Aima, divulgados em abril passado, mostram que há cerca de 1,5 milhão de imigrantes no país, o que corresponde a 15% da população. Esse número é quatro vezes maior do que o de 2017.

Os brasileiros formam a maior comunidade de estrangeiros em Portugal. Pelos números referentes ao ano de 2023, eles eram 35,6%, ou então 368 mil pessoas. Mas o Itamaraty calculou em junho daquele mesmo ano que havia mais de meio milhão de brasileiros vivendo em Portugal.

Só os Estados Unidos têm uma comunidade maior de brasileiros, de cerca de 2 milhões, segundo o Itamaraty.

Publicado originalmente pelo DW em 03/06/2025

Por Alexandre Schossler

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Um a cada três brasileiros vive com obesidade, mostra relatório global https://www.ocafezinho.com/2025/03/04/um-a-cada-tres-brasileiros-vive-com-obesidade-mostra-relatorio-global/ Tue, 04 Mar 2025 20:20:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=203256 Dados são do Atlas Mundial da Obesidade 2025

Aproximadamente um a cada três brasileiros, 31%, vive com obesidade e essa porcentagem tende a crescer nos próximos cinco anos. No país cerca da metade da população adulta, entre 40% e 50%, não pratica atividade física na frequência e intensidade recomendadas.

Os dados são do Atlas Mundial da Obesidade 2025 (World Obesity Atlas 2024), da Federação Mundial da Obesidade (World Obesity Federation – WOF), lançado nessa segunda-feira (3).

O relatório mostra que, no Brasil, 68% da população tem excesso de peso e, dessas, 31% tem obesidade e 37% tem sobrepeso. O Atlas traz ainda uma projeção de que o número de homens com obesidade até 2030 pode aumentar em 33,4%. Entre as mulheres, essa porcentagem pode crescer 46,2%.

O sobrepeso e a obesidade podem trazer riscos. Segundo o Atlas, 60,9 mil mortes prematuras no Brasil podem ser atribuídas as doenças crônicas não transmissíveis devido ao sobrepeso e obesidade, como diabetes tipo 2 e Acidente Vascular Cerebral (AVC) – a informação é baseada em dados de 2021.

Diante desse cenário, o endocrinologista Marcio Mancini, diretor do Departamento de Tratamento Farmacológico da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso) e diretor da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), diz que o Brasil precisa tratar o sobrepeso e a obesidade com uma questão de saúde pública.

“É um problema de saúde pública, não dá mais para responsabilizar um indivíduo. Não dá para falar para aquela pessoa que sai às 5h da manhã de casa e chega em casa às 21h, que passa várias horas em transporte público, para comer mais frutas e legumes e ir para academia fazer exercício”, defende. “O problema de saúde pública tem que ser enfrentado com medidas de saúde pública”, enfatiza.

Ele cita exemplos de medidas como aumentar as taxas de bebidas açucaradas como formas de conscientizar a população e colocar avisos nos rótulos dos alimentos de que aquele produto possui altas taxas de açúcares adicionados, gorduras saturadas e sódio. Mas reforça que ainda são necessárias outras ações, como reduzir os preços de alimentos saudáveis e campanhas permanentes nas escolas.

“Tem um dia por ano que se fala de alimentação saudável na escola. Isso não adianta absolutamente nada. Ninguém vai mudar a sua alimentação por escutar uma vez do ano alguma coisa sobre a alimentação saudável. Tem muito a ser feito”, diz o médico.

Ele acrescenta que até mesmo medidas de segurança pública e urbanismo podem incentivar e permitir que a população tenha uma melhor qualidade de vida.

“Até mesmo violência urbana, iluminação urbana [têm impacto] porque as pessoas têm medo de andar na rua. As pessoas poderiam usar menos o carro e usar transporte público, se o transporte público fosse de qualidade”, diz. “Ter parques em todas as regiões da cidade, não só em regiões privilegiadas, ter calçadas adequadas para as pessoas caminharem. Vai muito além de só falar para a pessoa, olha, coma direito e vá se movimentar”.

Situação no mundo

De acordo com o Atlas, atualmente, mais de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo vivem com obesidade. Projeções indicam que esse número pode ultrapassar 1,5 bilhão até 2030, caso medidas efetivas não sejam implementadas.

O relatório mostra que dois terços dos países estão despreparados para lidar com o aumento dos níveis de obesidade, com apenas 7% tendo sistemas de saúde adequadamente preparados.

A obesidade está ligada a 1,6 milhão de mortes prematuras anuais por doenças não transmissíveis, superando as fatalidades em acidentes de trânsito. A Federação Mundial da Obesidade calcula um possível aumento de 115% na obesidade entre 2010 e 2030, e pede que a questão seja tratada por “toda a sociedade”, com políticas como rotulagem de alimentos, tributação e promoção da atividade física.

O relatório mostra que os índices brasileiros são melhores que os dos Estados Unidos, por exemplo, com 75% da população com excesso de peso e, dentro desse grupo, 44% das pessoas com obesidade. Mas, na outra ponta, são piores que países como a China, com 41% da população com excesso de peso e, desses, 9% com obesidade.

“Apesar de a alimentação do brasileiro estar piorando ano a ano, cada vez se come menos arroz e feijão e se come mais esses alimentos processados, o Brasil não come tanto ultraprocessado como os Estados Unidos, por exemplo. É o momento de tentar reverter esse cenário”, defende Mancini.

Mudar o Mundo Pela Saúde

Diante desses dados, a campanha Mudar o Mundo Pela Saúde busca mobilizar governos, organizações de saúde e toda a sociedade para promover mudanças. Esta terça-feira (4) é o Dia Mundial da Obesidade, que buscar conscientizar população e governos sobre a obesidade.

Como parte da campanha no Brasil, a Abeso, em parceria com a Sociedade SBEM, lança o e-book gratuito Mudar o Mundo Pela Nossa Saúde, que tem como objetivo analisar e propor mudanças em políticas públicas, iniciativas privadas e diversos setores para criar sistemas mais eficazes na prevenção e tratamento da obesidade.

Publicado originalmente pela Agência Brasil em 04/03/2025

Por Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil – Rio de Jane

Edição: Valéria Aguiar

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Primeira leva de resgatados do Líbano chega ao destino final em solo brasileiro https://www.ocafezinho.com/2024/10/09/primeira-leva-de-resgatados-do-libano-chega-ao-destino-final-em-solo-brasileiro/ https://www.ocafezinho.com/2024/10/09/primeira-leva-de-resgatados-do-libano-chega-ao-destino-final-em-solo-brasileiro/#respond Wed, 09 Oct 2024 11:50:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=194442 Mais de 50 cidadãos foram hospedados em hotel em São Paulo, com apoio do MDS e da Federação das Associações Muçulmanas do Brasil, desembarcaram em Foz do Iguaçu, Curitiba, Belém e Uberlândia

O primeiro grupo com 229 pessoas repatriadas do Líbano chegou ao destino final em solo brasileiro nesta segunda-feira (7), um dia após terem desembarcado em Guarulhos (SP). Os 51 cidadãos que foram hospedadas gratuitamente em um hotel em São Paulo, com alimentação culturalmente adequada, por meio de uma parceria entre o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e a Federação das Associações Muçulmanas do Brasil (Fambras), foram para Foz do Iguaçu/PR (47), Curitiba (2), Belém (1) e Uberlândia/MG (1).

No próprio 6 de outubro, data da chegada do voo, três pessoas embarcaram para o Rio de Janeiro e duas para Florianópolis. O diretor de Proteção Social Especial do MDS, Regis Spíndola, contou que foi organizado junto à prefeitura de Foz do Iguaçu e com o apoio do estado do Paraná e da comunidade libanesa local, um ato de recepção do grupo de 47 pessoas que voltaram para a cidade.

Segundo Regis Spíndola, nenhuma das famílias embarcadas apresentou necessidade de acolhimento em casas de passagem ou abrigos. “O Comitê Gestor está acompanhando toda a situação e o MDS também esteve presente no receptivo em Foz. As outras pessoas que chegaram do Líbano foram acolhidas por suas famílias na chegada em Guarulhos e seguiram com eles para cidades do próprio estado”, afirmou o diretor do MDS.

Ao chegarem no Brasil, as famílias são recebidas por equipes especializadas do MDS e da Agência da ONU para as Migrações (OIM), que acolhem as demandas imediatas e avaliam se as pessoas possuem redes de proteção familiar ou social no Brasil, além de determinar seu destino final e a necessidade de acolhimento em abrigos do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) ou de hospedagem temporária até a viagem.

O receptivo ainda oferece outros atendimentos realizados pelas equipes da Agência da ONU para os Refugiados (Acnur), Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania (MDHC), além da Força Nacional do SUS (Forsus) do Ministério da Saúde (MS). Os trâmites migratórios são feitos junto à Polícia Federal e à Receita Federal.

Operação Raízes do Cedro

A chegada do primeiro voo foi acompanhada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, na Base Aérea de São Paulo. O voo priorizou mulheres, idosos e crianças, dez delas de colo. Um trabalho de articulação que envolve equipes do Ministério das Relações Exteriores em Brasília e da Embaixada do Brasil em Beirute e a ação operacional da Força Aérea Brasileira (FAB).

Cerca de três mil brasileiros já pediram repatriação ao governo brasileiro, que criou a Operação Raízes do Cedro. O comando da operação está a cargo dos ministérios da Defesa e das Relações Exteriores, com apoio do MDS, OIM e governo de São Paulo. Cerca de 21 mil brasileiros vivem atualmente no Líbano.

Nesta terça-feira (8.10), o segundo grupo de brasileiros e familiares resgatados da zona de conflito no Líbano desembarcou  na Base Aérea de São Paulo, em Guarulhos. A bordo, 227 passageiros, incluindo 49 crianças, sete delas de colo. Também vieram três animais domésticos. Dessa forma, a Operação Raízes do Cedro do Governo Federal totaliza 456 pessoas e seis animais domésticos retirados do Líbano.

Depois de deixar os passageiros em solo, a aeronave KC-30 do Governo Federal decolou da Base Aérea de São Paulo, às 12h25 (de Brasília) desta terça-feira, rumo a Beirute. Ela fará a terceira escala para busca de brasileiros e familiares no Líbano. No caminho, haverá uma parada técnica em Lisboa, Portugal.

A Operação Raízes do Cedro foi determinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva a partir do acirramento do confronto entre Israel e o grupo Hezbollah, que atua no Líbano. A logística de repatriação envolve o uso de aeronaves e de servidores da Força Aérea Brasileira e um intenso trabalho de articulação do Itamaraty.

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Primeiro voo de repatriação no Líbano decola com 229 brasileiros e 3 pets https://www.ocafezinho.com/2024/10/05/primeiro-voo-de-repatriacao-no-libano-decola-com-229-brasileiros-e-3-pets/ https://www.ocafezinho.com/2024/10/05/primeiro-voo-de-repatriacao-no-libano-decola-com-229-brasileiros-e-3-pets/#respond Sat, 05 Oct 2024 19:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=194121 Aeronave do Governo Federal fará parada técnica em Lisboa antes de seguir para a Base Aérea de Guarulhos, em São Paulo. Chegada está prevista para este domingo, 6 de outubro

Decolou neste sábado (5) às 13h18 de Brasília o primeiro voo da Operação Raízes do Cedro, organizada pelo Governo Federal para resgatar brasileiros da zona de conflito no Líbano. A aeronave KC 30, da Força Aérea Brasileira, deixou o Aeroporto de Beirute com 229 brasileiros e três animais domésticos. A chegada ao Brasil está prevista para este domingo, 6 de outubro, na Base Aérea de São Paulo, em Guarulhos. Antes, o avião faz parada técnica em Lisboa, Portugal.

“O primeiro voo de repatriação da Operação Raízes do Cedro já decolou. A previsão é resgatar as pessoas que manifestaram interesse em retornar ao Brasil, com prioridade para idosos, mulheres, crianças, grávidas e pessoas com deficiência”, postou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seu perfil no Instagram.

CUIDADO – Na tripulação do KC-30, há uma equipe multidisciplinar com três médicos, dois enfermeiros e dois psicólogos para garantir acolhimento e assistência. “A equipe está realmente preparada para tratar qualquer que seja o problema de saúde que eles venham a apresentar durante o voo”, afirmou o major Lopes, médico.

CARINHO – Comissária de voo, a suboficial Thaís Gusmão garante que todos os passageiros terão todo o acolhimento necessário para que se sintam abraçados pelo Brasil depois dos momentos de tensão que muitos enfrentaram. “Nós estamos preparados para recebê-los com muito carinho e atenção, para que eles possam ser bem recebidos no nosso país”, afirmou. “Eu tenho certeza de que todos nós da tripulação temos muito orgulho em estar aqui”, completou.

SEGURANÇA – Segundo o tenente-coronel aviador Marcos Fassarella Olivieri, o voo se assemelha ao perfil dos 13 que foram feitos na Operação Voltando em Paz, realizada em 2023 para resgatar quase 1.600 brasileiros e mais de 50 animais domésticos das zonas de conflito em Israel, na Faixa de Gaza e na Cisjordânia. “Nos enche de orgulho participar de uma missão de tamanho vulto e importância, de trazer os nossos compatriotas de uma zona de guerra para um local seguro”, afirmou Olivieri.O KC30 no finger do Aeroporto de Beirute e o processo de repatriação dos brasileiros resgatados da zona de conflito. Fotos: Embaixada do Brasil em Beirute / DivulgaçãoO KC30 no finger do Aeroporto de Beirute e o processo de repatriação dos brasileiros resgatados da zona de conflito. Fotos: Embaixada do Brasil em Beirute / Divulgação

FLEXIBILIDADE PARA PETS – O Ministério da Agricultura e Pecuária manteve a flexibilização de regras para entrada de cães e gatos acompanhando cidadãos repatriados e refugiados. As diretrizes facilitam o processo de ingresso desses animais no Brasil. Com isso, as unidades da Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), em conjunto com a Coordenação de Trânsito e Integração Nacional de Cargas e Passageiros, passam a adotar protocolo especial para animais de estimação provenientes do Oriente Médio. O procedimento permite que tutores ingressem com seus pets sem a apresentação imediata de documentos sanitários exigidos em condições normais. “Essa flexibilização é necessária para que a entrada dos animais acompanhe a urgência das situações humanitárias, preservando a saúde pública e o bem-estar animal”, explicou o coordenador-geral de Trânsito, Quarentena e Certificação Animal do ministério, Bruno Cotta.

MÚLTIPLAS FUNÇÕES- O KC-30 usada neste primeiro voo de repatriação é um avião com cerca de 240 lugares, autonomia para até 14.500 quilômetros e foi utilizado várias vezes nos voos humanitários de resgate de brasileiros na zonas de conflito em Israel e em Gaza desde o início da crise Oriente Médio, em outubro de 2023. Com 59 metros de comprimento, é a maior aeronave operada pela Força Aérea Brasileira. Tem capacidade de uso em operações estratégicas, apoio logístico e missões humanitárias. Em casos de calamidade pública, como desastres naturais ou emergências médicas, também pode realizar missões de Evacuação Aeromédica (EVAM) para atender a múltiplos pacientes.

O QUE É – A Operação Raízes do Cedro foi determinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva a partir do acirramento do confronto entre Israel e o grupo Hezbollah, que atua no Líbano. A logística de repatriação envolve o uso de aeronaves e de servidores da Força Aérea Brasileira e um intenso trabalho de articulação do Itamaraty nos bastidores. O ministro Mauro Vieira (Relações Exteriores) teve conversas com chanceleres e representantes do Líbano e de países vizinhos para organizar o resgate com segurança. Os funcionários da embaixada do Brasil em Beirute garantem o contato frequente com a comunidade brasileira na região, de cerca de 20 mil pessoas, para detectar o número de interessados em retornar, organizar listas, garantir o deslocamento terrestre seguro dos repatriados até o aeroporto e acompanhar o embarque. 

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Aeronave do Governo Federal decola rumo ao Líbano para resgate de brasileiros https://www.ocafezinho.com/2024/10/05/aeronave-do-governo-federal-decola-rumo-ao-libano-para-resgate-de-brasileiros-2/ https://www.ocafezinho.com/2024/10/05/aeronave-do-governo-federal-decola-rumo-ao-libano-para-resgate-de-brasileiros-2/#respond Sat, 05 Oct 2024 17:58:08 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=194102 O avião já havia decolado às 12h38 deste sábado (5). A previsão era de que o pouso em Beirute ocorresse por volta das 11h de Brasília. A primeira escala da nova operação humanitária no Oriente Médio previa repatriar 220 brasileiros.

No retorno, a estimativa era de que a aeronave KC-30 da Força Aérea Brasileira fizesse uma parada técnica em Lisboa. A aterrissagem no Brasil estava prevista para este domingo, 6 de outubro, na Base Aérea de São Paulo, em Guarulhos (SP).

Cerca de três mil brasileiros no Líbano haviam manifestado interesse na repatriação. Na última quinta-feira, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, explicou os critérios de seleção: “Em primeiro lugar, brasileiros não residentes. Logo depois, brasileiros residentes. E, dentro dessas duas categorias, o que é estabelecido por lei: idosos, mulheres, gestantes, crianças, pessoas com deficiência, doentes de toda forma. Com base nisso, e com a disponibilidade nos aviões, organizamos a lista para esse primeiro voo”, afirmou.

Acolhimento – Na tripulação do KC-30, havia uma equipe multidisciplinar com médicos, enfermeiros e psicólogos para garantir acolhimento e assistência. “A gente está aqui para dar apoio à tripulação e aos passageiros, para mitigar os efeitos desse estresse, de tudo o que causa nas pessoas lidar com situações como essa”, completou a tenente Ingrid, psicóloga.

Segurança – Segundo o tenente-coronel aviador Marcos Fassarella Olivieri, o voo seguia o perfil dos 13 realizados na Operação Voltando em Paz, que ocorreu em 2023 para resgatar quase 1.600 brasileiros e mais de 50 animais domésticos das zonas de conflito em Israel, Faixa de Gaza e Cisjordânia. “Nós temos a capacidade de, por voo, repatriar 220 pessoas, além de trazer os pets. Nos enche de orgulho participar de uma missão tão importante, de podermos trazer nossos compatriotas de uma zona de guerra para um local seguro”, afirmou Olivieri.

Flexibilidade para pets – O Ministério da Agricultura e Pecuária manteve a flexibilização das regras para a entrada de cães e gatos acompanhando cidadãos repatriados e refugiados. As diretrizes facilitavam o processo de ingresso desses animais no Brasil. As unidades da Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), em conjunto com a Coordenação de Trânsito e Integração Nacional de Cargas e Passageiros, adotaram um protocolo especial para animais de estimação vindos do Oriente Médio. Esse procedimento permitia que os tutores ingressassem com seus pets sem a necessidade imediata de apresentar os documentos sanitários exigidos em condições normais. “Essa flexibilização era necessária para que a entrada dos animais acompanhasse a urgência das situações humanitárias, preservando a saúde pública e o bem-estar animal”, explicou o coordenador-geral de Trânsito, Quarentena e Certificação Animal do ministério, Bruno Cotta.

Múltiplas funções – O KC-30 usado neste primeiro voo de repatriação é um avião com cerca de 240 lugares, com autonomia para até 14.500 quilômetros, e foi utilizado diversas vezes nos voos humanitários de resgate de brasileiros nas zonas de conflito em Israel e Gaza desde o início da crise no Oriente Médio, em outubro de 2023. Com 59 metros de comprimento, é a maior aeronave operada pela Força Aérea Brasileira, com capacidade para uso em operações estratégicas, apoio logístico e missões humanitárias. Em casos de calamidade pública, como desastres naturais ou emergências médicas, também pode realizar missões de Evacuação Aeromédica (EVAM) para atender a múltiplos pacientes.

O que é – A Operação Raízes do Cedro foi determinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva após o acirramento do confronto entre Israel e o grupo Hezbollah, que atua no Líbano. A logística de repatriação envolvia o uso de aeronaves e servidores da Força Aérea Brasileira, além de um intenso trabalho de articulação nos bastidores. O ministro Mauro Vieira (Relações Exteriores) teve conversas com chanceleres e representantes do Líbano e de países vizinhos para organizar o resgate com segurança. Os funcionários da embaixada do Brasil em Beirute mantinham contato frequente com a comunidade brasileira na região, estimada em cerca de 20 mil pessoas, para detectar o número de interessados em retornar, organizar as listas, garantir o deslocamento terrestre seguro dos repatriados até o aeroporto e acompanhar o embarque.

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FAB chega ao Líbado para resgatar 220 brasileiros https://www.ocafezinho.com/2024/10/05/fab-chega-ao-libado-para-resgatar-220-brasileiros/ https://www.ocafezinho.com/2024/10/05/fab-chega-ao-libado-para-resgatar-220-brasileiros/#respond Sat, 05 Oct 2024 14:58:31 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=194090 Avião do governo brasileiro chega ao Líbano

Israel realizou uma nova operação terrestre na madrugada deste sábado (5), com tentativas de infiltração de soldados em uma cidade no sul do Líbano, segundo o grupo extremista Hezbollah, o que resultou em confrontos armados. Paralelamente, a capital Beirute foi novamente bombardeada. Os ataques têm atingido não apenas alvos militares do Hezbollah, mas também civis, incluindo cidadãos brasileiros, dos quais dois já faleceram desde a intensificação do conflito em 20 de setembro.

Desde a segunda-feira (23), o Itamaraty vem discutindo a necessidade de realizar uma operação de repatriação de brasileiros no Líbano, uma vez que a situação se agrava. O grande debate girava em torno da escolha da rota mais segura para o resgate. A embaixada brasileira em Beirute, por sua vez, tem feito consultas à comunidade local desde a terça-feira anterior, buscando brasileiros dispostos a retornar ao Brasil. O número de interessados tem aumentado gradualmente, embora haja flutuações, com algumas famílias desistindo ou saindo por conta própria e outras sendo incluídas na lista conforme a situação se deteriora.

Em resposta ao conflito, o avião da Força Aérea Brasileira (FAB), modelo KC-30, foi mobilizado como parte da operação de resgate batizada de “Raízes do Cedro”. A aeronave decolou do Rio de Janeiro na madrugada de quarta-feira (2), fazendo uma parada em Portugal antes de seguir para o Líbano. Inicialmente, o voo estava programado para partir na sexta-feira (4), mas questões de segurança resultaram no adiamento para a manhã deste sábado (5).

Com a chegada da aeronave em Beirute às 11h22 (horário de Brasília), está prevista a repatriação de até 220 brasileiros e seus familiares. Entretanto, o Itamaraty ainda não confirmou a lista oficial de passageiros, já que esse número pode variar caso alguns desistam de embarcar. A chegada ao Brasil está prevista para domingo (6), na Base Aérea de Guarulhos (SP). O brigadeiro Marcelo Damasceno, comandante da Aeronáutica, informou que o Brasil possui capacidade para repatriar até 500 pessoas por semana. A aeronave deve retornar ao Líbano para buscar mais cidadãos que solicitaram ajuda para sair da zona de conflito.

A missão inclui uma tripulação composta por médicos, enfermeiros e psicólogos para auxiliar os repatriados, muitos dos quais vêm de regiões como o Vale do Bekaa e a capital Beirute, onde a maioria dos brasileiros está concentrada.

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