BRB - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/brb/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Fri, 17 Apr 2026 21:00:16 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://controle.ocafezinho.com/wp-content/uploads/2015/10/cropped-Logo_Cafezinho_tmb-32x32.png BRB - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/brb/ 32 32 Prisão de ex-presidente do BRB cola ainda mais o escândalo do Banco Master na direita bolsonarista https://www.ocafezinho.com/2026/04/17/prisao-de-ex-presidente-do-brb-cola-ainda-mais-o-escandalo-do-banco-master-na-direita-bolsonarista/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/17/prisao-de-ex-presidente-do-brb-cola-ainda-mais-o-escandalo-do-banco-master-na-direita-bolsonarista/#comments Fri, 17 Apr 2026 15:54:37 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=235828 75 Comentários 🔥]]> A prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, torna ainda mais difícil sustentar versões que tentam embaralhar a identidade política do escândalo do Banco Master.

Desde o início, o caso já orbitava dois polos fortemente associados ao bolsonarismo: de um lado, o BRB, banco público ligado ao governo do Distrito Federal; de outro, o governo Cláudio Castro, no Rio de Janeiro, também envolvido nas articulações em torno do Banco Master. Com a nova fase da investigação, essa vinculação política fica ainda mais nítida.

A ofensiva da Polícia Federal, autorizada por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, teve como alvo Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB. Segundo a investigação, ele chegou a receber R$ 74,6 milhões em imóveis de luxo usados como pagamento de propina nas negociações com o Banco Master, de Daniel Vorcaro.

Os seis imóveis envolvidos no esquema alcançariam R$ 146,5 milhões. De acordo com a decisão, parte dessas operações já havia sido efetivamente executada.

O documento afirma que as transações só não foram concluídas integralmente porque Vorcaro teria tomado conhecimento da existência de uma investigação sigilosa. Essa apuração buscava esclarecer justamente o pagamento de vantagens indevidas a Paulo Henrique por meio da compra e do repasse de imóveis.

A investigação identificou seis imóveis vinculados ao chamado “cronograma pessoal” do ex-presidente do BRB. Quatro ficam em São Paulo — Heritage, Arbórea, One Sixty e Casa Lafer — e dois em Brasília — Ennius Muniz e Valle dos Ipês.

A Polícia Federal afirma ter rastreado pagamentos concretos superiores a R$ 74 milhões. Entre os desembolsos já mapeados estão valores relativos aos empreendimentos Heritage, One Sixty, Arbórea, Ennius Muniz e Valle dos Ipês.

Segundo a decisão do STF, o esquema teria recorrido a fundos de investimento geridos pela Reag e a empresas de fachada registradas em nome de interpostas pessoas. Entre elas aparece o cunhado do advogado Daniel Monteiro.

Para os investigadores, os imóveis teriam sido usados para ocultar a origem dos recursos. A avaliação da PF é que o caso revela um modelo sofisticado de lavagem de capitais.

A prisão de Paulo Henrique ocorreu na quarta fase da Operação Compliance Zero. A ação investiga um esquema de lavagem de dinheiro voltado ao pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos.

Também foi preso nesta quinta-feira o advogado Daniel Monteiro. Ele é suspeito de ter participado da montagem da estrutura financeira usada para ocultar valores ligados à negociação entre o BRB e o Banco Master.

A investigação aponta que Daniel Monteiro mantinha ligação direta com Paulo Henrique Costa. Segundo a PF, ele também participou das tratativas relacionadas à operação.

A defesa do ex-presidente do BRB nega irregularidades. O advogado Cleber Lopes afirmou que Paulo Henrique “não cometeu crime algum” e classificou a prisão como “desnecessária”.

Politicamente, o impacto é direto. Num cenário em que houve disputa para empurrar o escândalo do Banco Master para diferentes lados, a prisão do ex-presidente de um banco público vinculado a um governo bolsonarista reforça a associação do caso com a direita.

Ainda mais porque o BRB não apareceu agora na história. O banco esteve desde o começo no centro das relações com o Banco Master, assim como o governo Cláudio Castro, outro ator fortemente identificado com o bolsonarismo.

A nova fase da operação não encerra todas as perguntas sobre a extensão do esquema. Mas consolida, no terreno político, a imagem de que o escândalo do Banco Master cola cada vez mais na direita bolsonarista.

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BRB garante que renúncia de Ibaneis Rocha não impacta parceria com o Flamengo https://www.ocafezinho.com/2026/04/05/brb-garante-que-renuncia-de-ibaneis-rocha-nao-impacta-parceria-com-o-flamengo/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/05/brb-garante-que-renuncia-de-ibaneis-rocha-nao-impacta-parceria-com-o-flamengo/#respond Sun, 05 Apr 2026 12:11:51 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/05/brb-garante-que-renuncia-de-ibaneis-rocha-nao-impacta-parceria-com-o-flamengo/ O Banco de Brasília (BRB) afirmou que a renúncia de Ibaneis Rocha ao cargo de governador do Distrito Federal, ocorrida no dia 30 de março de 2026, não terá qualquer efeito sobre a parceria estratégica com o Clube de Regatas do Flamengo. Em nota oficial divulgada no dia 31 de março de 2026, a instituição financeira declarou que o acordo com o clube carioca segue dentro do planejado, destacando que a colaboração é de cunho comercial e independente de alterações na gestão política do Distrito Federal.

A posição do banco busca tranquilizar torcedores e investidores sobre a continuidade do projeto conjunto. A parceria entre o BRB e o Flamengo, iniciada em junho de 2021, evoluiu ao longo dos anos, transformando o modelo tradicional de patrocínio em um acordo de licenciamento.

Um dos pilares dessa colaboração é o banco digital Nação BRB Fla, que tem como objetivo ampliar o alcance financeiro e engajar a torcida rubro-negra. Como parte das mudanças recentes, anunciadas no final de março de 2026, o BRB reduzirá a exposição direta de sua marca no uniforme do Flamengo, mas manterá um investimento significativo, estimado em R$ 42,6 milhões até o ano de 2027, conforme informações divulgadas pelo próprio banco.

A relação entre as duas entidades começou com o BRB como patrocinador master do clube, um marco que consolidou a presença da instituição no cenário esportivo nacional. Embora Ibaneis Rocha tenha desempenhado um papel nas negociações iniciais durante seu primeiro mandato como governador, o BRB reforça que os termos do contrato não estão atrelados à sua permanência no cargo.

Com a transição de comando no Distrito Federal, a vice-governadora Celina Leão, do Progressistas (PP), assumiu o governo no dia 30 de março de 2026, enquanto Ibaneis se prepara para concorrer a uma vaga no Senado nas próximas eleições.

Segundo informações apuradas pelo portal Esporte News, especialistas em gestão esportiva avaliam que a parceria entre o BRB e o Flamengo se consolidou como um modelo de negócio inovador, indo além do simples patrocínio e criando uma sinergia financeira que beneficia ambas as partes. O foco no banco digital tem atraído milhares de correntistas entre os torcedores, gerando receita adicional para o clube e ampliando a base de clientes do BRB.

A redução da exposição da marca no uniforme não significa um recuo no compromisso, mas sim uma redefinição estratégica para maximizar os resultados comerciais. O BRB também destacou que a parceria segue alinhada aos objetivos de longo prazo de ambas as instituições, independentemente de quem esteja à frente do governo do Distrito Federal.

A estabilidade do acordo reflete a maturidade de um modelo que combina esporte e finanças, algo que tem sido observado com interesse por outros clubes e empresas no país. Enquanto isso, o Flamengo, que ainda não se manifestou oficialmente sobre a saída de Ibaneis Rocha do governo, continua a se beneficiar dos recursos e da visibilidade proporcionados pela colaboração com o banco, consolidando sua posição como um dos clubes mais inovadores em termos de parcerias comerciais.

📰 Fonte: Agência Internacional

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Governo federal descarta federalização do BRB e isenta União de socorro financeiro https://www.ocafezinho.com/2026/04/03/governo-federal-descarta-federalizacao-do-brb-e-isenta-uniao-de-socorro-financeiro/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/03/governo-federal-descarta-federalizacao-do-brb-e-isenta-uniao-de-socorro-financeiro/#respond Fri, 03 Apr 2026 15:06:04 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/03/governo-federal-descarta-federalizacao-do-brb-e-isenta-uniao-de-socorro-financeiro/ O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo federal não pretende intervir na crise do Banco de Brasília (BRB) nem autorizar sua federalização. Em entrevista à GloboNews, Durigan foi categórico ao declarar que o tema não tem o aval do Ministério da Fazenda para avançar, frustrando expectativas do mercado que especulavam uma possível transferência do controle para a Caixa Econômica Federal ou o Banco do Brasil.

A solução para o rombo deixado pelo Banco Master, segundo Durigan, não envolverá recursos federais. Ele admitiu que bancos públicos e privados podem adquirir ativos do BRB, mas descartou qualquer injeção de dinheiro da União. O ministro reforçou: ‘O que não vai ter é uma intervenção federal ou uma ajuda federal. É uma questão do governo do Distrito Federal’, transferindo a responsabilidade para as autoridades locais.

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), buscou apoio do ministro na terça-feira, 1° de abril de 2025, em uma tentativa de pressionar o governo federal. Leão revelou ter feito apelos a Durigan para que intercedesse junto ao presidente Lula e ao presidente da Caixa, numa estratégia clara para dividir o ônus da crise. ‘Tive contato com o ministro Dario. Fiz o apelo a ele que falasse com o presidente Lula e que pudesse falar também com o presidente da Caixa’, afirmou.

O BRB enfrenta dificuldades para apresentar seu balanço referente a 2025, adiando a divulgação sem nova data definida. Para contornar a situação, o banco negocia um empréstimo de R$ 4 bilhões com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), manobra vista por analistas como um paliativo que apenas posterga a necessidade de transparência ou uma reestruturação profunda. A demora em prestar contas já acendeu alertas no mercado sobre a saúde financeira da instituição, abalada desde o colapso do Banco Master.

Especialistas questionam a capacidade de um banco público regional sobreviver sem apoio federal em um cenário de juros altos e retração econômica. Embora a federalização tenha sido descartada por Durigan, o debate persiste em círculos políticos como alternativa para evitar um colapso que poderia afetar outros entes federativos. A decisão final, no entanto, parece depender exclusivamente do governo do Distrito Federal.

Segundo agências internacionais, a crise do BRB reflete um padrão recorrente em instituições financeiras estaduais, onde governos locais, pressionados por dívidas e má gestão, recorrem a soluções improvisadas. A recusa da União em assumir o problema sinaliza uma mudança de postura, evitando repetir erros do passado, quando bancos estaduais foram salvos com dinheiro público em operações marcadas por corrupção e ineficiência.

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No Supremo, PF colhe depoimentos no caso da compra do Master pelo BRB https://www.ocafezinho.com/2026/01/26/no-supremo-pf-colhe-depoimentos-no-caso-da-compra-do-master-pelo-brb/ https://www.ocafezinho.com/2026/01/26/no-supremo-pf-colhe-depoimentos-no-caso-da-compra-do-master-pelo-brb/#respond Mon, 26 Jan 2026 19:02:17 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=225046 Oitivas, determinadas pelo relator Dias Toffoli, são sigilosas

A Polícia Federal (PF) começou a ouvir nesta segunda-feira (26) oito pessoas ligadas ao caso do Banco Master. Os depoimentos ocorrem no Supremo Tribunal Federal (STF), por determinação do relator, ministro Dias Toffoli. As oitivas são sigilosas.

Por volta das 8h começou a falar Dario Oswaldo Garcia Júnior, o diretor de Finanças e Controladora do BRB, banco estatal do Distrito Federal (DF) que se envolveu na negociação de ativos fraudulentos que pertenciam ao Master.

Mais três depoimentos estão marcados para esta segunda: André Felipe de Oliveira Seixas Maia (diretor de empresa investigada), Henrique Souza e Silva Peretto (empresário) e Alberto Felix de Oliveira (superintendente executivo de Tesouraria do Banco Master).

Na terça (27), será a vez de Robério Cesar Bonfim Mangueira (superintendente de Operações Financeiras do BRB) e Luiz Antonio Bull (diretor de Compliance do Banco Master). Eles vão falar presencialmente no Supremo Tribunal Federal. Angelo Antonio Ribeiro da Silva, um dos sócios do Master, e o ex-sócio Augusto Ferreira Lima serão ouvidos por videoconferência.

A PF informou que apura suspeitas de crimes como organização criminosa; gestão fraudulenta de instituição financeira; induzimento ou manutenção em erro de investidores; uso de informação privilegiada e manipulação de mercado; e lavagem de dinheiro.

Os depoimentos são colhidos em apenas dois dias por ordem de Toffoli, o que frustrou o planejamento inicial da PF de realizar as oitavas ao longo de vários dias. Essa é uma das decisões do ministro que desagradaram os investigadores.

O relator já havia, antes, determinado o envio do material apreendido sobre o caso diretamente para o Supremo, procedimento não usual, já que o mais comum é que os itens sejam primeiro periciados nas dependências da PF. O ministro depois recuou e enviou o material para análise da Procuradoria-Geral da República (PGR).

O ministro tem sido alvo de pressões devido à sua condução do processo. Pesam contra Toffoli uma viagem feita por ele num jatinho particular com um dos advogados da causa, quando já era relator do caso.

Outra revelação feita pela imprensa foi a ligação de irmãos e de um primo do ministro com um fundo de investimentos aplicado na construção de um resort no Paraná e que tem ligações com o Master.

Entenda

As investigações apuram as circunstâncias em torno da aquisição pelo BRB de carteiras de crédito do Master sem nenhum lastro, ou seja, papeis que prometiam retornos muito acima do mercado, mas na verdade não tinham garantias de pagamento para os credores. A suspeita é que as irregularidades envolvam até R$ 12 bilhões.

A suspeita é que diretores e ex-diretores do BRB estejam envolvidos no esquema para maquiar os ativos podres. O banco estatal chegou a negociar a compra do Master, mas o negócio acabou sendo barrado pelo Banco Central.

Pouco depois, o BC decidiu também liquidar o Master por causa da situação de insolvência do banco. Investidores que tinham títulos da instituição foram socorridos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que já pagou mais de R$ 26 bilhões.

O dono do Master, Daniel Vorcaro, chegou a ser preso em novembro, na primeira fase da Operação Compliance Zero, mas foi solto dias depois por ordem do Tribunal Regional Federal da 1a Região. Ele teve bens apreendidos na segunda fase da operação.

O caso começou a ser investigado na primeira instância da Justiça Federal, mas subiu ao Supremo após a PF ter apreendido um documento com uma menção a um deputado federal, que tem prerrogativa de foro na Corte em função do cargo. As suspeitas de envolvimento do parlamentar, entretanto, ainda não se confirmaram.

As investigações em torno do Master foram prorrogadas por 60 dias por Toffoli, no último dia 16 de janeiro.

Publicado originalmente pela Agência Brasil em 26/01/2026

Por Felipe Pontes – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Edição: Graça Adjuto

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Oposição no DF pede impeachment de Ibaneis após citação por Vorcaro https://www.ocafezinho.com/2026/01/23/oposicao-no-df-pede-impeachment-de-ibaneis-apos-citacao-por-vorcaro/ https://www.ocafezinho.com/2026/01/23/oposicao-no-df-pede-impeachment-de-ibaneis-apos-citacao-por-vorcaro/#respond Fri, 23 Jan 2026 22:29:22 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=224961 Governador é acusado de crime de responsabilidade por partidos locais

Partidos de oposição no Distrito Federal protocolaram um pedido de impeachment contra o governador Ibaneis Rocha, após ele ser citado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, nas investigações sobre a tentativa de venda da instituição ao Banco de Brasília (BRB).

Os pedidos foram apresentados pelo PSB-DF e pelo Cidadania-DF e também pelo PSOL. As legendas apontam supostos crimes de responsabilidade relacionados à atuação do governo local em operações envolvendo o banco público. Os partidos afirmam que houve “atuação temerária” do Executivo, com risco ao erário e violação de princípios da administração pública.

Entre os pontos citados estão a compra de títulos considerados de baixa qualidade e origem irregular, a criação de dívidas fora do orçamento, negociações sem transparência com o banqueiro e possível influência indevida do governador em decisões internas do BRB.

O governador nega. Em declarações à imprensa nesta sexta-feira (23), Ibaneis afirmou que nunca tratou da operação BRB–Master com Vorcaro e que todas as negociações foram conduzidas por Paulo Henrique Costa, então presidente do BRB. Ele confirmou encontros sociais com o banqueiro, incluindo um almoço na casa de Vorcaro “organizado por um amigo em comum”, mas disse que não discutiu assuntos relacionados ao banco.

Ibaneis também afirmou que “tudo era conduzido” pelo ex-presidente do BRB, demitido após a deflagração de operações da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público. Em 2024 e 2025, o BRB injetou R$ 16,7 bilhões no Banco Master, transferências que são alvo de investigação por suspeita de gestão fraudulenta.

“Em momento algum nas quatro vezes que o encontrei tratei de assuntos relacionados ao BRB–Master. Entrei mudo e saí calado. O único erro meu foi ter confiado demais no Paulo Henrique [Costa]”, disse Ibaneis Rocha.

Acusações

Segundo as investigações do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, o Banco Master teria vendido ao BRB cerca de R$ 12,2 bilhões em carteiras inexistentes, numa tentativa de evitar a quebra da instituição privada, que enfrentava crise de liquidez. O caso resultou na liquidação do Banco Master pelo Banco Central, em novembro.

O rombo estimado no BRB chega a R$ 4 bilhões. Segundo os jornais Folha de S.Paulo e Valor Econômico, o Banco Central (BC) determinou que o BRB faça um provisionamento (reserva para cobrir prejuízos) de pelo menos R$ 2,6 bilhões. Até agora, o BC não confirmou a informação.

Ex-executivos das duas instituições foram intimados a prestar depoimento no fim de janeiro e início de fevereiro. As apurações indicam falhas graves de governança e possíveis ilícitos administrativos nas operações.

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, Vorcaro afirmou à Polícia Federal ter conversado “algumas vezes” com Ibaneis sobre as negociações. A informação veio a público após acesso da publicação ao depoimento prestado pelo banqueiro à PF em 30 de dezembro, por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli.

Situação das apurações

As investigações indicam que, ao longo de 2025, o BRB tentou adquirir uma fatia relevante do Banco Master, iniciativa que contou com apoio do governo do Distrito Federal, acionista controlador do banco público, mas acabou barrada pelo Banco Central. Paralelamente, a Polícia Federal apura se o BRB comprou carteiras de crédito de alto risco da instituição privada, avaliando eventuais falhas nos processos internos de análise, aprovação e governança.

Em novembro, uma operação conjunta da PF e do Ministério Público afastou do cargo o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, posteriormente demitido. Além das apurações conduzidas por esses órgãos e pelo Banco Central, a nova gestão do BRB e uma auditoria independente também analisam as transações, mas ainda não divulgaram conclusões oficiais.

Publicado originalmente pela Agência Brasil em 23/01/2026

Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Edição: Juliana Andrade

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Após revelação de encontros, Ibaneis nega participação em tratativas entre BRB e Master https://www.ocafezinho.com/2026/01/23/apos-revelacao-de-encontros-ibaneis-nega-participacao-em-tratativas-entre-brb-e-master/ https://www.ocafezinho.com/2026/01/23/apos-revelacao-de-encontros-ibaneis-nega-participacao-em-tratativas-entre-brb-e-master/#respond Fri, 23 Jan 2026 14:24:58 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=224928 O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), confirmou que se reuniu com o banqueiro Daniel Vorcaro em mais de uma ocasião, mas afirmou que não discutiu qualquer assunto relacionado ao Banco Regional de Brasília (BRB) ou ao Banco Master. Segundo ele, os encontros — que incluíram jantares e reuniões — não trataram da tentativa de venda do Master ao banco público do DF, operação que acabou barrada pelo Banco Central.

A existência dos encontros foi revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada nesta sexta-feira (23) pela TV Globo. Ao comentar o episódio, Ibaneis afirmou que, nas quatro vezes em que esteve com Vorcaro, não participou de discussões sobre negócios envolvendo as duas instituições financeiras. “Entrei mudo e saí calado”, declarou, acrescentando que sua atuação se limitou a confiar na condução do então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.

De acordo com o governador, todas as tratativas envolvendo o Banco Master eram conduzidas diretamente por Paulo Henrique, que comandava o BRB à época. O ex-presidente do banco público foi afastado do cargo em novembro, após a deflagração de uma operação conjunta do Ministério Público e da Polícia Federal que investiga possíveis irregularidades nas operações entre as duas instituições. Posteriormente, ele foi demitido de forma definitiva.

As investigações apontam que o BRB transferiu cerca de R$ 16,7 bilhões ao Banco Master entre 2024 e 2025. Para o Ministério Público, há indícios de gestão fraudulenta nessas operações, o que motivou a apuração sobre a legalidade e a governança das transações financeiras realizadas no período.

Na época em que a operação policial foi deflagrada, Ibaneis minimizou as suspeitas e saiu em defesa de Paulo Henrique Costa, atribuindo os problemas identificados a um suposto “excesso de confiança” do ex-dirigente. O governador chegou a afirmar publicamente que não via indícios de dolo nas decisões tomadas pela antiga gestão do BRB.

As apurações em curso envolvem não apenas a Polícia Federal e o Ministério Público, mas também o Banco Central, a nova diretoria do BRB e uma auditoria independente contratada pelo banco. Até o momento, nenhuma dessas instâncias divulgou conclusões finais sobre as operações investigadas, incluindo a tentativa frustrada de aquisição do Banco Master e a compra de carteiras de crédito consideradas problemáticas.

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Haddad exige aporte bilionário do DF no BRB e alerta para risco de intervenção https://www.ocafezinho.com/2026/01/19/haddad-exige-aporte-bilionario-do-df-no-brb-e-alerta-para-risco-de-intervencao/ https://www.ocafezinho.com/2026/01/19/haddad-exige-aporte-bilionario-do-df-no-brb-e-alerta-para-risco-de-intervencao/#respond Mon, 19 Jan 2026 17:11:53 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=224712 O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, comunicou à cúpula do Banco de Brasília (BRB) que a instituição poderá sofrer intervenção federal caso o Governo do Distrito Federal não realize um aporte de R$ 4 bilhões para recompor o capital do banco. O alerta ocorre em meio a fragilidades patrimoniais identificadas após operações relacionadas ao Banco Master, segundo informou o jornal O Estado de S. Paulo.

A cobrança do Ministério da Fazenda está ligada aos impactos financeiros das transações realizadas pelo BRB durante a tentativa de aquisição de ativos do banco controlado por Daniel Vorcaro. Investigações conduzidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal apontam indícios de que o Banco Master teria repassado ao BRB cerca de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito que, na prática, não existiam.

O caso ganhou novos desdobramentos no fim do ano passado, durante uma acareação no Supremo Tribunal Federal (STF). Na ocasião, o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, declarou que o banco estatal não conseguiu recuperar aproximadamente R$ 2 bilhões aportados no Banco Master antes de o Banco Central decretar a liquidação extrajudicial da instituição privada, em novembro.

O valor exato do prejuízo ainda está sob apuração. O próprio BRB afirma que o tamanho do rombo segue sendo analisado pelo Banco Central e por uma auditoria independente. Apesar disso, a avaliação do governo federal é de que a situação exige uma resposta imediata do acionista controlador — o Governo do Distrito Federal, chefiado por Ibaneis Rocha (MDB) — para reequilibrar as contas e evitar medidas mais severas.

Na semana anterior ao alerta do Ministério da Fazenda, o BRB já havia admitido publicamente a possibilidade de receber aportes do governo distrital para cobrir eventuais perdas decorrentes da operação com o Banco Master. Procurado pelo Estado, o Ministério da Fazenda optou por não comentar o caso.

Em nota, o BRB negou risco à continuidade de suas atividades e afirmou que vem adotando providências para apurar os fatos. Segundo o banco, “o BRB informa que trabalha diariamente em conjunto com o Banco Central e esclarece que todas as operações mencionadas no âmbito da Operação Compliance Zero, que possam estar relacionadas ao Banco, estão incluídas na investigação forense independente conduzida pelo escritório Machado Meyer, com suporte técnico da Kroll”.

A instituição declarou ainda que mantém compromisso com a transparência e a governança, colaborando integralmente com as autoridades. O comunicado ressalta que “os possíveis prejuízos ligados à compra de carteiras do Banco Master ainda estão em apuração pelo Banco Central e pela auditoria independente”.

Por fim, o BRB informou que, caso as perdas sejam confirmadas, já existe um plano de capitalização em andamento. “O BRB informa que já possui plano de capital que prevê aporte através de vários instrumentos de recomposição de capital”, afirma a nota, que conclui destacando que o banco “segue sólido, com patrimônio líquido de R$ 4,5 bilhões e patrimônio de referência de R$ 6,5 bilhões, operando normalmente e assegurando todos os serviços financeiros”.

Em nota enviada ao Cafezinho, o Ministério da Fazenda negou que Haddad tenha tratado o assunto com o governo do DF e o BRB. Confira!

O Ministério da Fazenda informa que o Ministro Fernando Haddad não tratou, formalmente ou informalmente, com o governo do Distrito Federal ou com a direção do Banco De Brasília, sobre o caso do BRB.

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Polícia Federal em nova investida contra Banco Master https://www.ocafezinho.com/2026/01/14/policia-federal-em-nova-investida-contra-banco-master/ https://www.ocafezinho.com/2026/01/14/policia-federal-em-nova-investida-contra-banco-master/#respond Wed, 14 Jan 2026 13:17:16 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=224504 PF deflagra segunda fase da Operação Compliance Zero, com mandados judiciais expedidos pelo STF

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (14) a segunda fase da Operação Compliance Zero.

A ação tem como alvo central o empresário Daniel Vorcaro e o Banco Master, investigados por uma série de crimes financeiros de grande monta.

As autoridades cumprem mandados de busca e apreensão em cinco estados: São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Todas as ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Alvo da operação e valores bloqueados

O foco da investigação são crimes de organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro. Paralelamente às buscas, a PF executa medidas de sequestro e bloqueio de bens e valores que superam R$ 5,7 bilhões.

O objetivo declarado da operação é interromper a atuação do grupo criminoso e recuperar ativos desviados. A dimensão dos valores bloqueados nesta fase revela a magnitude do esquema investigado.

Situação do principal investigado

Daniel Vorcaro, preso pela PF em novembro ao tentar deixar o país em seu jatinho particular, cumpre medida cautelar de prisão domiciliar.

Sua defesa divulgou nota reiterando colaboração: “Todas as medidas judiciais determinadas no âmbito da investigação serão atendidas com total transparência.”

“O Sr. Vorcaro permanece à disposição para prestar esclarecimentos sempre que solicitado, reforçando seu interesse no esclarecimento completo dos fatos e no encerramento célere do inquérito”, complementa a nota.

Entenda

A primeira fase da Operação Compliance Zero, em novembro, já investigava a concessão de créditos falsos envolvendo o Banco Master e o BRB. As fraudes, segundo as investigações, podem chegar a R$ 17 bilhões em títulos forjados.

Leia também: https://www.ocafezinho.com/2026/01/13/bc-revela-o-rombo-real-causado-pelo-banco-master/

O caso ganhou contornos de crise institucional quando, em março de 2025, o BRB anunciou a intenção de comprar o Master por R$ 2 bilhões, proposta que foi vetada pelo Banco Central. Poucos meses depois, em novembro, foi decretada a falência do Banco Master.

Leia também: https://www.ocafezinho.com/2026/01/08/pf-ve-indicios-de-que-dono-do-master-comandou-campanha-paga-nas-redes-para-atacar-o-bc/

A rejeição do BC à compra e a rápida decretação de falência demonstram a gravidade com que os órgãos de controle passaram a enxergar a situação do banco de Vorcaro. A nova fase da PF aprofunda a investigação sobre a estrutura que possibilitou o suposto esquema bilionário.

Com informações da Polícia Federal e Agência Brasil em 14/01/2026

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Justiça mantém prisão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master https://www.ocafezinho.com/2025/11/20/justica-mantem-prisao-de-daniel-vorcaro-dono-do-banco-master/ https://www.ocafezinho.com/2025/11/20/justica-mantem-prisao-de-daniel-vorcaro-dono-do-banco-master/#respond Thu, 20 Nov 2025 16:30:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=221644 Banqueiro foi preso na última segunda-feira (17) pela PF

A Justiça Federal em Brasília decidiu manter a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, um dos sócios do Banco Master. A decisão foi proferida na noite desta quinta-feira (19) pela desembargadora Solange Salgado da Silva, do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região.

A magistrada negou pedido de habeas corpus feito pela defesa de Vorcaro, que foi preso na última segunda-feira (17) pela Polícia Federal (PF) enquanto tentava embarcar para o exterior em seu jatinho particular no Aeroporto de Guarulhos.

O banqueiro e outros sócios do banco foram alvo da Operação Compliance Zero, deflagrada pela PF para investigar a concessão de créditos falsos pelo Banco Master, incluindo a tentativa de compra da instituição financeira pelo Banco Regional de Brasília (BRB), banco público ligado ao governo do Distrito Federal.

Na decisão, a desembargadora entendeu que a prisão do banqueiro deve ser mantida para preservar a ordem pública e desarticular a organização criminosa.

“O contexto retrata um grupo com notável estrutura, estabilidade e poderio econômico, cuja atividade perdurou por anos, voltada à prática reiterada de delitos financeiros, com envolvimento dos gestores do Banco Master em esquemas complexos e de altíssimo padrão, utilizando-se de manobras para fraudar o sistema financeiro”, decidiu Solange.

A desembargadora também acrescentou que as fraudes podem comprometer a liquidez do BRB e causar prejuízo estimado em R$ 17 bilhões.

“A investigação revelou um esquema de cessão irregular de carteiras de crédito entre o Banco Master e o Banco de Brasília, envolvendo a quantia vultosa de aproximadamente R$ 17 bilhões. Há indícios de manipulação de ativos, criação de falsas narrativas para órgãos reguladores e utilização de empresas de prateleira para simular a origem de créditos inexistentes ou podres.”

Defesas

Após a prisão, os advogados de Daniel Vorcaro negaram que o banqueiro tenha tentado sair do país e sustentou que ele sempre se colocou à disposição para contribuir com a apuração dos fatos.

O BRB informou ontem que vai contratar uma auditoria externa para apurar os fatos. O banco também que vai apurar possíveis falhas de governança ou dos controles internos.

Publicado originalmente pela Agência Brasil em 20/11/2025

Por André Richter – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Edição: Maria Claudia

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Ex-presidente da Caixa, Nelson Souza será indicado para comandar o BRB após afastamento da atual diretoria https://www.ocafezinho.com/2025/11/19/ex-presidente-da-caixa-nelson-souza-sera-indicado-para-comandar-o-brb-apos-afastamento-da-atual-diretoria/ https://www.ocafezinho.com/2025/11/19/ex-presidente-da-caixa-nelson-souza-sera-indicado-para-comandar-o-brb-apos-afastamento-da-atual-diretoria/#respond Wed, 19 Nov 2025 17:30:21 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=221614 O ex-presidente da Caixa Econômica Federal Nelson Antônio de Souza foi escolhido pelo governador Ibaneis Rocha (MDB) para assumir o comando do Banco de Brasília (BRB), após a Justiça determinar o afastamento do presidente da instituição, Paulo Henrique Costa, e do diretor financeiro, Dario Oswaldo Garcia Júnior, na esteira da Operação Compliance Zero, deflagrada na última terça-feira (18).

Inicialmente, o governo do Distrito Federal havia optado por Celso Eloi, também ligado à Caixa, para a presidência. Entretanto, Ibaneis decidiu remanejá-lo para um cargo de direção e convidou Nelson Souza para ocupar a principal posição do banco. Segundo o governador, o executivo já confirmou que aceitará a nomeação e deve encaminhar ao Banco Central a documentação necessária para validação do processo.

Ibaneis afirmou que Nelson Souza foi sua primeira escolha para o comando do BRB em 2019, logo após ser eleito, mas que o bancário preferiu permanecer na Caixa naquele momento, chegando a presidir o Conselho de Administração do próprio BRB. “É um dos profissionais mais experientes do mercado financeiro e tem larga trajetória na gestão de instituições públicas. O BRB seguirá crescendo e se fortalecendo com essa nova gestão”, declarou o governador.

No mesmo dia, o BRB informou que contratará uma auditoria externa independente para revisar decisões internas e apurar pontos levantados pela investigação que motivou o afastamento da antiga cúpula. Em nota, o banco ressaltou seu compromisso com práticas rígidas de governança, transparência e prestação de informações ao mercado, afirmando que o Conselho de Administração acompanhará os desdobramentos e manterá acionistas e investidores informados.

A indicação de Nelson Souza ainda precisa ser aprovada pelo Banco Central e pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF).

Servidor de carreira da Caixa desde 1979, Nelson Souza presidiu a instituição em 2018, durante o governo Michel Temer (MDB). Antes disso, comandou o Banco do Nordeste e passou pelo Desenvolve SP – Banco do Empreendedor e pela Brasilcap. Até agora, ocupava a vice-presidência da Elo.

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BC rejeita compra do Master pelo Banco de Brasília (BRB) https://www.ocafezinho.com/2025/09/04/bc-rejeita-compra-do-master-pelo-banco-de-brasilia-brb/ https://www.ocafezinho.com/2025/09/04/bc-rejeita-compra-do-master-pelo-banco-de-brasilia-brb/#respond Thu, 04 Sep 2025 19:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=216796 Operação estava em análise desde março

O Banco Central (BC) decidiu rejeitar a compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB), que estava em análise pela instituição desde março e era a última etapa regulatória necessária para que a operação fosse adiante.

A decisão sobre o veto foi informada na noite desta quarta-feira (3), em comunicado de fato relevante do BRB aos investidores. O BC ainda não se pronunciou oficialmente.

“O BRB – Banco de Brasília S.A. (“BRB”; B3: BSLI3 e BSLI4) comunica aos seus acionistas e ao mercado em geral que foi informado pelo Banco Central (“Bacen”) sobre o indeferimento do requerimento protocolado em 28 de março de 2025, referente à aquisição de 49% das ações ordinárias e 100% das ações preferenciais do Banco Master S.A. (“Banco Master”). O BRB apresentou solicitação de acesso à íntegra da decisão, com o objetivo de avaliar seus fundamentos e examinar as alternativas cabíveis”, informou o BRB, em comunicado.

“O BRB reitera seu posicionamento de que a transação representa uma oportunidade estratégica com potencial de geração de valor para o BRB, seus clientes, o Distrito Federal e o Sistema Financeiro Nacional e manterá seus acionistas e o mercado informados sobre eventuais desdobramentos relevantes, nos termos da legislação e da regulamentação aplicáveis”, completou.

Há pouco mais de 10 dias, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, havia sancionado uma lei distrital, aprovada pela Câmara Legislativa do DF (CLDF), por exigência judicial, para autorizar o BRB a adquirir 49% das ações ordinárias e 100% das ações preferenciais do capital social do Banco Master S.A.. O objetivo seria ampliar a presença do BRB no mercado e fortalecer sua atuação no setor financeiro.

Desde o anúncio do negócio, há seis meses, as ações do BRB valorizaram cerca de 23% na Bolsa de Valores (B3).

Negócio polêmico

Também desde que o BRB anunciou a intenção de comprar o Banco Master, pelo valor de R$ 2 bilhões, o negócio foi considerado polêmico.

Isso porque o Master tem uma política considerada agressiva pelo mercado para captar recursos, oferecendo rendimentos de até 140% do Certificado de Depósito Bancário (CDI) a quem compra papéis da instituição financeira, bastante superiores às taxas médias para bancos pequenos, em torno de 110% a 120% do CDI.

Sem ter publicado o balanço de dezembro do ano passado, o Master enfrenta a desconfiança do mercado financeiro. Recentemente, a instituição financeira tentou uma emissão de títulos em dólares, mas não conseguiu captar recursos. Operações do banco com precatórios, títulos de dívidas de governos com sentença judicial definitiva também aumentaram dúvidas sobre a situação financeira da instituição.

Recentemente, o BTG Pactual ofereceu apenas R$ 1 para assumir o controle do Master e assumir o passivo da instituição financeira. As dívidas seriam cobertas com recursos do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), fundo que cobre investimentos de até R$ 250 mil por pessoa física ou pessoa jurídica em cada instituição financeira.

No entanto, a falta de acordo entre os bancos que aportam recursos no FGC impediu o negócio de ir adiante.

Publicado originalmente pela Agência Brasil em 03/09/2025

Por Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Edição: Carolina Pimentel

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BC rejeitou compra do Banco Master pelo BRB https://www.ocafezinho.com/2025/09/04/bc-rejeitou-compra-do-banco-master-pelo-brb/ https://www.ocafezinho.com/2025/09/04/bc-rejeitou-compra-do-banco-master-pelo-brb/#respond Thu, 04 Sep 2025 17:17:39 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=216816 O Banco Central (BC) decidiu nesta quarta-feira (3) que o Banco Regional de Brasília (BRB) não pode efetuar a compra do Banco Master. O plano estava sendo analisado pela instituição desde março e dependia da sua aprovação para ser concluído.

Um dos fatores que influenciou a decisão foi a baixa liquidez do Master. Isso significa que o banco tem poucos recursos financeiros para converter seus ativos — ações ou investimentos, por exemplo — em caixa. A maioria dos compromissos do banco é de risco muito alto, correndo a chance de não se transformar em dinheiro que pague as despesas da compra do BRB.

Em um comunicado, o BRB comunicou que “foi informado pelo Banco Central (“Bacen”) sobre o indeferimento do requerimento protocolado em 28 de março de 2025, referente à aquisição de 49% das ações ordinárias e 100% das ações preferenciais do Banco Master S.A. (“Banco Master”). O BRB apresentou solicitação de acesso à íntegra da decisão, para avaliar seus fundamentos e examinar as alternativas cabíveis”.

Desde o anúncio do negócio, há seis meses, as ações do BRB valorizaram cerca de 23% na Bolsa de Valores (B3).

Agora, os olhos se viram para o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) do Master, que cobre investimentos de até R$ 250 mil por pessoa física ou pessoa jurídica em cada instituição financeira para “salvar” o banco da inadimplência. O dono da instituição financeira, Daniel Vorcaro, busca compradores no mercado que se interessem em comprar esse fundo do banco para quitar as dívidas do Master.

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