crescimento salarial - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/crescimento-salarial/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Fri, 14 Feb 2025 14:54:55 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://controle.ocafezinho.com/wp-content/uploads/2015/10/cropped-Logo_Cafezinho_tmb-32x32.png crescimento salarial - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/crescimento-salarial/ 32 32 Desemprego médio cai forte https://www.ocafezinho.com/2025/02/14/desemprego-medio-cai-forte/ https://www.ocafezinho.com/2025/02/14/desemprego-medio-cai-forte/#respond Fri, 14 Feb 2025 14:54:51 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=201919 O desemprego no Brasil cai para 6,6% em 2024, atingindo a menor taxa já registrada em 14 estados. Salários também sobem, indicando recuperação econômica

A taxa anual de desocupação do país (6,6%) recuou 1,2 ponto percentual frente ao resultado de 2023 (7,8%). A tendência de queda em 2024 foi acompanhada por todas as regiões do país e pela maioria (22) das unidades da federação. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada hoje (14) pelo IBGE.

As maiores taxas foram registradas na Bahia (10,8%), Pernambuco (10,8%) e Distrito Federal (9,6%). Já as menores ficaram com Mato Grosso (2,6%), Santa Catarina (2,9%) e Rondônia (3,3%).

Quatorze unidades da federação atingiram a menor taxa anual de desocupação de sua série histórica na pesquisa. Foram elas: Rio Grande do Norte (8,5%), Amazonas (8,4%), Amapá (8,3%), Alagoas (7,6%), Maranhão (7,1%), Ceará (7,0%), Acre (6,4%), São Paulo (6,2%), Tocantins (5,5%), Minas Gerais (5,0%), Espírito Santo (3,9%), Mato Grosso do Sul (3,9%), Santa Catarina (2,9%) e Mato Grosso (2,6%).

“Os resultados da queda da taxa de desocupação nos estados refletem a diversificação da expansão da ocupação ocorrida em diversas atividades econômicas, como comércio, indústria, transporte e logística e construção ao longo de 2024”, destaca a coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy.

A taxa média anual de subutilização para o Brasil ficou em 16,2%. O Piauí (32,7%) teve a maior taxa, seguido por Bahia (28,9%) e Alagoas (26,4%), enquanto as menores taxas anuais foram de Santa Catarina (5,5%), Rondônia (7,0%) e Mato Grosso (7,7%).

Já taxa média anual de informalidade para o país foi de 39,0% da população ocupada. As maiores médias anuais ficaram com Pará (58,1%), Piauí, (56,6%) e Maranhão (55,3%) e as menores, com Santa Catarina (26,4%), Distrito Federal (29,6%) e São Paulo (31,1%).

Por fim, a média anual do rendimento real habitual de todos os trabalhos chegou a R$ 3.225. As maiores médias foram do Distrito Federal (R$ 5.043), São Paulo (R$ 3.907) e Paraná (R$ 3.758). As menores médias foram de Maranhão (R$ 2.049), Ceará (R$ 2.071) e Bahia (R$ 2.165).

No quarto trimestre de 2024, desocupação cai no Sul e fica estável nas outras regiões do país

A estabilidade da taxa de desocupação do país, que variou de 6,4% no terceiro trimestre de 2024 para 6,2% no quarto, foi acompanhada por quatro das cinco regiões do país, sendo que apenas a Região Sul, com redução de 4,1% para 3,6%, teve queda estatisticamente significante. A Região Nordeste permaneceu registrando a maior taxa de desocupação entre as regiões (8,6%).

O cenário de estabilidade da taxa de desocupação no quatro trimestre foi acompanhado por 24 das 27 unidades da federação. Os três estados que apresentaram quedas foram Rio Grande do Sul, reduzindo de 5,1% para 4,5%; Minas Gerais, recuando de 5,0% para 4,3%, e Paraná, passando de 4,0% para 3,3%.

No quarto trimestre de 2024, as maiores taxas de desocupação foram registradas em Pernambuco (10,2%), Bahia (9,9%) e Distrito Federal (9,1%), o último sendo, em conjunto com o Rio de Janeiro (8,2%), os únicos estados fora das regiões Norte e Nordeste na lista de 16 unidades da federação com taxas de desocupação maiores que a média nacional no trimestre (6,2%). As menores taxas estavam em Mato Grosso (2,5%), Santa Catarina (2,7%) e Rondônia (2,8%).

A taxa de informalidade (38,6%) foi mais intensa nos estados das regiões Norte e Nordeste. Entre as unidades da federação, a maior taxa de informalidade foi registrada no Pará (57,6%). Outros estados com taxas acima de 50% foram Maranhão (56,8%), Piauí (54,9%), Ceará (53,3%), Amazonas (52,1%), Bahia (51,2%) e Paraíba (50,1%). Por outro lado, Santa Catarina (25,6%), Distrito Federal (29,0%) e São Paulo (30,3%) registraram os menores índices de informalidade no país.

No quarto trimestre, 73,4% dos empregados do setor privado tinham carteira de trabalho assinada. As Regiões Norte (60,3%) e Nordeste (58,1%) apresentaram as menores estimativas desse indicador. Entre as unidades da federação, as maiores taxas foram registradas em Santa Catarina (87,9%), São Paulo (81,2%) e Rio Grande do Sul (79,9%). Já Piauí (50,9%), Maranhão (52,3%) e Pará (54,4%) foram os estados com menor parcela de empregados com carteira assinada.

Taxa de desocupação das mulheres foi de 7,6%, enquanto a dos homens era 5,1%

A taxa de desocupação por sexo foi de 5,1% para os homens e 7,6% para as mulheres no quarto trimestre de 2024. Já a taxa de desocupação por cor ou raça ficou abaixo da média nacional para os brancos (4,9%) e acima para os pretos (7,5%) e pardos (7,0%).

A taxa de desocupação para as pessoas com ensino médio incompleto (10,3%) foi maior do que as dos demais níveis de instrução. Para as pessoas com nível superior incompleto, a taxa foi de 6,6%, o dobro da verificada para o nível superior completo (3,3%).

Cerca de 1,4 milhão buscam trabalho há pelo menos dois anos

No quarto trimestre de 2024, cerca de 1,4 milhão de pessoas buscavam trabalho há dois anos ou mais, o que equivale a 20,1% da população desocupada. Esse contingente caiu 8,6% em relação ao mesmo período de 2023, quando havia 1,8 milhão de pessoas nessa situação. Outros 3,3 milhões, ou 47,9% dos desocupados, estavam em busca de uma vaga entre um mês a menos de um ano. Esse grupo caiu 13,0% frente ao quarto trimestre de 2023.

Estável nas outras regiões, rendimento médio cresce na Região Sul

No país, o rendimento médio habitual foi de R$ 3.315 no quarto trimestre de 2024. Este resultado apresentou crescimento tanto em relação ao trimestre imediatamente anterior (R$ 3.268) quanto em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (R$ 3.178).

Na comparação entre o terceiro trimestre de 2024 e o quarto trimestre de 2024, a Região Sul foi a única a presentar expansão estatisticamente significativa do rendimento (de R$ 3.611 para R$ 3.704), enquanto as demais permaneceram estáveis. Em relação ao quarto trimestre de 2023, foi observada expansão nas regiões Nordeste, Sudeste e Sul e estabilidade nas demais regiões.

Estimada em R$ 339,5 bilhões, a massa de rendimento médio real de todos os trabalhos do país registrou crescimento tanto frente ao trimestre anterior (R$ 332,0 bilhões) quanto quando comparada ao quarto trimestre de 2023 (R$ 316,1 bilhões).

Regionalmente, a Região Sudeste mostrou a maior massa de rendimento real ao longo da série histórica, tendo registrado 172,7 bilhões de reais no 4º trimestre de 2024. Na comparação com o 4º trimestre de 2023, a Região Centro-Oeste apresentou estabilidade e as demais regiões tiveram crescimento.

A PNAD Contínua é o principal instrumento para monitoramento da força de trabalho no país. A amostra da pesquisa por trimestre no Brasil corresponde a 211 mil domicílios pesquisados. Cerca de dois mil entrevistadores trabalham na pesquisa, em 26 estados e Distrito Federal, integrados à rede de coleta de mais de 500 agências do IBGE.

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A geração Z americana avança enquanto a Europa fica para trás https://www.ocafezinho.com/2025/01/24/a-geracao-z-americana-avanca-enquanto-a-europa-fica-para-tras/ https://www.ocafezinho.com/2025/01/24/a-geracao-z-americana-avanca-enquanto-a-europa-fica-para-tras/#respond Fri, 24 Jan 2025 11:10:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=201085 Enquanto jovens europeus enfrentam estagnação e padrões de vida em declínio, a geração Z americana se destaca com crescimento salarial, ascensão social e prosperidade


A ideia por trás do conceito de gerações é que pessoas nascidas em um determinado período compartilham experiências semelhantes, que, por sua vez, moldam atitudes comuns.

As gerações “Greatest” e “Silent,” nascidas nas primeiras décadas do século XX, testemunharam adversidades econômicas e conflitos globais, desenvolvendo visões relativamente progressistas. Já os baby boomers cresceram acostumados ao crescimento e à prosperidade, tendendo a ser fortemente conservadores.

Foi uma história semelhante para os millennials, que entraram na vida adulta após a crise financeira global e foram recebidos com alto desemprego, crescimento fraco da renda e disparidade entre preços de imóveis e salários, tornando-se defensores de políticas progressistas.

Muitas análises e discursos tratam millennials e a Geração Z como primos próximos, unidos na luta para alcançar a prosperidade das gerações anteriores. Mas a validade dessa comparação depende muito de onde se olha.

Os millennials em todo o mundo ocidental realmente estavam unidos em sua má sorte econômica. Dos EUA e Canadá ao Reino Unido e Europa Ocidental, a geração nascida entre meados e fins dos anos 1980 viveu seus anos de formação adulta em um cenário de crescimento salarial fraco ou estagnado e taxas de propriedade de casa em queda.

A mobilidade ascendente absoluta — o quanto os membros de uma geração ganham em comparação com a geração de seus pais na mesma idade — caiu constantemente. Nos EUA, quando alguém nascido em 1985 completou 30 anos, sua renda média era apenas alguns pontos percentuais acima da de seus pais na mesma idade, muito diferente dos ganhos claros e palpáveis de 50 a 60% das gerações nascidas na década de 1950.

Em ambos os lados do Atlântico, a narrativa da má sorte dos millennials não é um mito. Eles podem ser lembrados como a geração economicamente mais azarada do último século.

Mas então chegamos a uma bifurcação. Para os jovens adultos no Reino Unido e na maior parte da Europa Ocidental, as condições só pioraram desde então. Se você achou ruim o crescimento anual de menos de 1% nos padrões de vida dos millennials, experimente números negativos. Britânicos nascidos em meados dos anos 1990 viram seus padrões de vida não apenas estagnarem, mas caírem. Em toda a Europa, há muito pouco para os adultos mais jovens comemorarem.

Já nos EUA, a Geração Z está avançando rapidamente. Os padrões de vida americanos cresceram em média 2,5% ao ano desde que a geração nascida no final dos anos 1990 entrou na vida adulta, proporcionando a essa geração não apenas muito mais mobilidade ascendente do que seus predecessores millennials, mas também uma melhoria mais rápida nos padrões de vida do que os jovens boomers tiveram na mesma idade. E não se trata apenas de renda: a Geração Z americana também está superando os millennials na escalada da escada da propriedade imobiliária.

Todos os sinais indicam que, nos EUA, a desaceleração de décadas no progresso econômico entre gerações não apenas parou, mas reverteu. Americanos nascidos em 1995 estão desfrutando de mais mobilidade ascendente em relação a seus pais do que aqueles nascidos em 1965. Zoomers por nome, zoomers por natureza socioeconômica.

Tanto a mudança nas trajetórias econômicas dos jovens americanos quanto a divergência de seus pares europeus levantam questões interessantes.

De uma perspectiva sociológica, em uma era de narrativas sem fronteiras nas redes sociais e algoritmos que recompensam a negatividade, o meme da adversidade dos jovens adultos pode sobreviver ao contato com a realidade da Geração Z americana? E com uma enxurrada de comparações sociais negativas a apenas um toque de smartphone, como a crescente percepção de que os jovens americanos estão em uma trajetória ascendente afetará os jovens europeus?

Voltando à política, a mais jovem geração de eleitores americanos seguirá seu próprio caminho? O fato de que não apenas os homens mais jovens, mas também as mulheres jovens, apoiaram Donald Trump na eleição americana sugere que isso já pode estar acontecendo. Um grupo que se vê como vencedor na vida pode não desenvolver o mesmo instinto de solidariedade social que seus predecessores oprimidos adquiriram.

Em uma era de “mudanças de vibração,” a transição de um senso de mobilidade descendente para um de prosperidade crescente pode ser a maior de todas. Uma divergência no clima emocional em ambos os lados do Atlântico certamente injetará uma nova urgência na busca da Europa por sua própria melhoria.

De qualquer forma, a retomada da esteira econômica nos EUA pode se revelar um momento extremamente significativo.

Por John Queimadura-Murdoch, para o Financial Times*

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