crescimento - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/crescimento/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Fri, 13 Mar 2026 13:16:36 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://www.ocafezinho.com/wp-content/uploads/2015/10/cropped-Logo_Cafezinho_tmb-32x32.png crescimento - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/crescimento/ 32 32 Conab: safra de grãos 2025/26 tem recorde de 353,4 milhões de toneladas https://www.ocafezinho.com/2026/03/13/conab-safra-de-graos-2025-26-tem-recorde-de-3534-milhoes-de-toneladas/ https://www.ocafezinho.com/2026/03/13/conab-safra-de-graos-2025-26-tem-recorde-de-3534-milhoes-de-toneladas/#respond Fri, 13 Mar 2026 18:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=227177 Resultado mantém a tendência de crescimento em relação ao volume obtido na temporada anterior, mantendo perspectiva de novo recorde na série histórica da Conab

Os agricultores brasileiros deverão colher 353,4 milhões de toneladas de grãos na safra 2025/26, resultado que mantém a expectativa de um ligeiro crescimento de 0,3% em relação ao volume obtido no ciclo 2024/25 e que, se confirmado, estabelece um novo recorde na série histórica da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Os dados estão no 6º Levantamento da Safra 2025/26 de Grãos, publicado nesta sexta-feira (13/3) pela Companhia. De acordo com o documento, a área destinada para o plantio deve crescer 1,7%, sendo estimada em 83,2 milhões de hectares, enquanto a produtividade média nacional das lavouras deve chegar a 4.250 quilos por hectares no atual ciclo.

As principais culturas de primeira safra já se encontram em fase de colheita. Para a soja, já foram colhidos em torno de 50,6% da área semeada. Fevereiro foi um mês desafiador para o produtor da oleaginosa, com excesso de precipitações no Centro-Oeste e Sudeste, em especial em Goiás e em Minas Gerais, e com irregularidade climática em grande parte do Rio Grande do Sul. Já no início de março, as regiões Norte e Nordeste são as que têm os trabalhos de campo prejudicados pelo excesso de chuvas. Mesmo com os desafios encontrados, de maneira geral as condições climáticas favoreceram o desenvolvimento da cultura e a expectativa é que a produção atinja um novo recorde e chegue a 177,8 milhões de toneladas.

As precipitações em abundância no Sudeste e Centro-Oeste, que limitaram um maior avanço da área colhida de soja, refletiram também em um plantio mais tardio da segunda safra de milho. Alguns estados, como Goiás, Maranhão e Minas Gerais, já indicam redução na área destinada ao cereal. Com este cenário, a estimativa de área da segunda safra de milho é de 17,7 milhões de hectares e uma produção projetada em 108,4 milhões de toneladas. Já o cultivo da primeira safra de milho o panorama é de crescimento tanto de área, estimada em 4,1 milhões de hectares, quanto de produção, podendo chegar a 27,4 milhões de toneladas. Ao considerar as três safras do cereal, semeadas ao longo da temporada, a expectativa da Conab é que a produção chegue a 138,3 milhões de toneladas.

Para o arroz, a colheita atingiu 19,1% da área semeada, índice superior à média dos últimos 5 anos. As estimativas da estatal apontam para uma produção de 11,2 milhões de toneladas na safra 2025/26, redução de 12,4% se comparado com o volume obtido no ciclo passado, queda que acompanha a menor área destinada para o cultivo do grão. Ainda de acordo com o boletim da Companhia, os dias com elevada radiação solar registrados no Rio Grande do Sul, principal estado produtor da cultura, favoreceram o desenvolvimento e a sanidade das plantas.

No caso do feijão, a produção total, somada as três safras da leguminosa, está estimada em 2,9 milhões de toneladas, 4,7% abaixo da safra anterior. A primeira safra apresenta redução de 11,2% na área plantada, totalizando 807,2 mil hectares, com expectativa de produção de 954 mil toneladas. Mesmo com a perspectiva de diminuição na colheita, o volume total assegura o abastecimento interno.

Para o algodão, o plantio já foi concluído, e a maior parte da área semeada se encontra em fase de desenvolvimento vegetativo. A estimativa da estatal é de redução de 3,5% na área plantada em relação à safra anterior, prevista em cerca de 2 milhões de hectares, com uma produção de pluma estimada em 3,8 milhões de toneladas.

Mercado

Diante dos ajustes na produção total de milho, reflexo dos ajustes na área semeada da 2ª safra do cereal, os estoques de passagem do grão ao final do ciclo também foram atualizados, estimados em 11,6 milhões de toneladas ao final de janeiro de 2027. No caso do arroz, a Conab estima um estoque de passagem em torno de 1,7 milhão de toneladas, segundo maior volume em comparação com os últimos 5 ciclos mesmo com a redução nas projeções de produção da atual temporada.

Para a soja, a produção recorde permite expectativas de exportações robustas em 2026, com a projeção de embarques podendo chegar a 114,39 milhões de toneladas, um novo recorde de venda ao mercado externo caso o volume se confirme ao final do ano comercial da oleaginosa.

Confira as informações completas sobre as principais culturas cultivadas no país com as condições de mercados dos produtos no 6º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26 , publicado no Portal da Conab.

Publicado originalmente pela Agência Gov em 13/03/2026

Por Conab

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SUS alcança maior crescimento sustentado da década https://www.ocafezinho.com/2026/03/09/sus-alcanca-maior-crescimento-sustentado-da-decada/ https://www.ocafezinho.com/2026/03/09/sus-alcanca-maior-crescimento-sustentado-da-decada/#respond Mon, 09 Mar 2026 20:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=226869 Ministério da Saúde habilitou mais de 10 mil leitos desde 2022, revertendo queda após pandemia. Com aumento, SUS bateu recorde com 14,7 milhões de cirurgias eletivas em 2025 e mais de 360 mil leitos em funcionamento

O Sistema Único de Saúde (SUS) voltou a registrar crescimento sustentado na oferta de leitos, superando 360,4 mil em funcionamento no País.

Foram habilitados pelo Ministério da Saúde mais de 10 mil novos leitos desde 2022, a maioria cirúrgicos. Com isso, o país reverte a redução histórica de leitos na rede pública de saúde registrada há uma década, após crescimento abrupto no período mais agudo da pandemia de Covid-19 seguido de queda. O avanço evidencia a expansão contínua da capacidade instalada para responder às principais demandas assistenciais da população.

“Depois de mais de uma década, o SUS voltou a crescer de forma sustentável. A ampliação de leitos mostra que estamos reconstruindo e fortalecendo a capacidade da rede pública de atender a população em todas as regiões do país. Nosso compromisso é garantir uma expansão permanente, com planejamento e investimento contínuo, sem retrocessos. Isso significa mais acesso ao cuidado, mais estrutura para os profissionais de saúde e mais segurança para quem depende do SUS”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Agora Tem Especialistas: recorde de cirurgias eletivas

Dos 10.057 leitos abertos, cerca de 74,9% foram destinados à área cirúrgica. Com esse fortalecimento da capacidade instalada, o SUS bateu recorde histórico de cirurgias eletivas, com 14,7 milhões de procedimentos realizados em 2025, 42% a mais que o total de 2022. O resultado demonstra maior acesso da população aos serviços hospitalares e contribui para a redução das filas acumuladas nos anos anteriores.

O esforço integra o programa Agora Tem Especialistas voltado à expansão da oferta de consultas, exames e cirurgias no SUS, reduzindo o tempo de espera por esses procedimentos. Além dos leitos cirúrgicos, também registraram expansão leitos clínicos, hospital-dia e serviços complementares, fundamentais para o cuidado de pacientes que demandam maior monitoramento e para a realização de procedimentos de maior complexidade.

Na reestruturação dos hospitais federais no Rio de Janeiro, pelo Agora Tem Especialistas, a atual gestão do Ministério da Saúde criou e reativou 329 leitos. Nessas unidades, houve crescimento de 30% na realização de cirurgias em um ano, chegando a 21.869 procedimentos em 2025; e de 28% no total de internações, um total 42.516 no ano passado.

Investimento que fortalece o cuidado

O aumento da capacidade instalada está voltado às principais demandas de saúde da população, considerando fatores estruturais, como os avanços tecnológicos – que impactam, por exemplo, no tempo médio de internação com técnicas menos invasivas; a implementação da Reforma Psiquiátrica, com fechamento progressivo de leitos em hospitais e expansão da rede substitutiva; e a redução da taxa de natalidade.

O fortalecimento da rede de atendimento do SUS também se reflete em investimentos estratégicos. Pelo Novo PAC Saúde , estão previstas 36 novas maternidades e 31 Centros de Parto Normal, com investimento total de R$ 4,8 bilhões, ampliando a oferta de atendimento humanizado e reforçando a rede materno-infantil.

Na atual gestão do Ministério da Saúde, o orçamento destinado à saúde mental cresceu 70%, alcançando R$ 2,9 bilhões, com a habilitação de 653 novos serviços no período. Na assistência obstétrica, o custeio de leitos neonatais aumentou 230% por meio da Rede Alyne, lançada em 2024 com foco na assistência a gestantes e bebês.

Publicado originalmente pela Agência Gov em 08/03/2026

Por Camila Marques – Ministério da Saúde

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China prepara plano de cinco anos para impulsionar consumo e reduzir desequilíbrios https://www.ocafezinho.com/2026/01/20/china-prepara-plano-de-cinco-anos-para-impulsionar-consumo-e-reduzir-desequilibrios/ https://www.ocafezinho.com/2026/01/20/china-prepara-plano-de-cinco-anos-para-impulsionar-consumo-e-reduzir-desequilibrios/#respond Tue, 20 Jan 2026 13:55:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=224762 A China pretende implementar, entre 2026 e 2030, um novo conjunto de medidas voltadas a estimular o consumo doméstico e enfrentar desequilíbrios considerados “proeminentes” entre oferta e demanda na economia. A informação foi divulgada nesta terça-feira (20) por autoridades do órgão estatal de planejamento, que indicaram o setor de serviços como eixo central da estratégia para os próximos cinco anos.

Segundo Wang Changlin, vice-diretor da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, o atual desempenho econômico do país é marcado por uma assimetria persistente. “A questão de ter uma oferta forte, mas uma demanda fraca, na operação econômica atual é, de fato, um problema proeminente”, afirmou durante coletiva de imprensa em Pequim. De acordo com ele, ampliar o consumo interno tornou-se prioridade para sustentar o crescimento no médio prazo.

Os líderes chineses já haviam se comprometido a elevar de forma “significativa” a participação do consumo das famílias no Produto Interno Bruto ao longo do próximo quinquênio. Analistas, no entanto, avaliam que o objetivo será difícil de alcançar sem reformas estruturais mais profundas e estímulos diretos do lado da demanda.

Em 2025, a economia chinesa cresceu 5%, atingindo a meta estabelecida pelo governo. O resultado foi impulsionado principalmente pelo desempenho das exportações, que compensaram a fraqueza do consumo interno — um arranjo que, segundo economistas, tende a ser mais difícil de sustentar nos próximos anos. Os dados mostram que a produção industrial avançou 5,9% no ano passado, enquanto as vendas no varejo cresceram 3,7%, evidenciando o descompasso entre oferta e demanda.

Em outro compromisso público nesta terça-feira, o vice-ministro das Finanças, Liao Min, afirmou que o governo destinará mais recursos em 2026 para estimular o consumo e melhorar as condições de vida da população, sem detalhar o volume dos aportes. Mais cedo, o ministério anunciou a prorrogação, até o fim de 2026, de subsídios voltados a consumidores, empresas de serviços ao consumidor e companhias que necessitam de atualização de equipamentos, como forma de reativar a demanda doméstica.

De acordo com o Ministério das Finanças, a extensão dos incentivos busca “estimular ainda mais o consumo e expandir a demanda interna, continuar a reduzir o custo do crédito pessoal ao consumidor e aumentar a disposição dos residentes para gastar”. Em paralelo, o governo informou que concederá subsídios, por até dois anos, a empréstimos destinados a pequenas e médias empresas privadas a partir de 2026.

O pacote inclui ainda a criação de um plano de garantias no valor total de 500 bilhões de iuanes (US$ 71,83 bilhões), ao longo de dois anos, com o objetivo de impulsionar investimentos privados. As autoridades destacam que áreas como assistência a idosos, saúde e lazer oferecem amplo espaço para expansão e podem desempenhar papel relevante no reequilíbrio da economia.

Para Zhou Chen, também da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, a mudança de foco é clara. “O setor de serviços agora se tornou o foco principal dos esforços para expandir a demanda interna”, afirmou, ao indicar que o consumo deverá assumir protagonismo maior na estratégia de crescimento da China nos próximos anos.

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Número de passageiros em aeroportos teve aumento de 9,4% em 2025 https://www.ocafezinho.com/2026/01/20/numero-de-passageiros-em-aeroportos-teve-aumento-de-94-em-2025/ https://www.ocafezinho.com/2026/01/20/numero-de-passageiros-em-aeroportos-teve-aumento-de-94-em-2025/#respond Tue, 20 Jan 2026 11:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=224741 Quase 130 milhões de pessoas passaram pelos terminais brasileiros

Os aeroportos brasileiros transportaram quase 130 milhões de passageiros em 2025, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (19) pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). É a primeira vez que o setor bate a marca de 120 milhões de passageiros transportados em um ano.

No ano passado, foram transportados 129,6 milhões de passageiros, sendo 101,2 milhões somente no mercado doméstico. O total representa também um aumento de 9,4% em relação aos números de 2024.

No setor internacional, foram 28,4 milhões de passageiros. O número representa uma alta de 13,4% em relação a 2024, que detinha o recorde anterior de movimentação internacional, com 25 milhões de passageiros.

Segundo a Anac, a demanda e oferta também apresentaram crescimento no ano passado. A demanda somada dos mercados doméstico e internacional cresceu 11,3%, enquanto a oferta cresceu 10,2%.

Em relação a demanda e oferta domésticas, o crescimento foi de 10,6% e 8,5%, respectivamente, enquanto a demanda e oferta internacionais registraram alta de 11,7% e 11,3%, respectivamente.

Dezembro

Em dezembro, foram movimentados 9,1 milhões de passageiros no segmento doméstico, resultado 9,2% acima do registrado em dezembro de 2024.

Já no segmento internacional, foram transportados 2,6 milhões de passageiros, um crescimento de 10,7% em relação a dezembro de 2024. A demanda e oferta domésticas cresceram 10,6% e 8,4%, enquanto demanda e oferta internacionais cresceram 9,7% e 7,9%.

Publicado originalmente pela Agência Brasil em 19/01/2026

Por Luciano Nascimento – Repórter da Agência Brasil – São Luís

Edição: Sabrina Craide

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Exportações do Brasil crescem 18% na média diária até terceira semana deste ano https://www.ocafezinho.com/2026/01/19/exportacoes-do-brasil-crescem-18-na-media-diaria-ate-terceira-semana-deste-ano/ https://www.ocafezinho.com/2026/01/19/exportacoes-do-brasil-crescem-18-na-media-diaria-ate-terceira-semana-deste-ano/#respond Mon, 19 Jan 2026 23:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=224729 Comparação é com igual período do ano passado. Até a terceira semana de janeiro, as exportações somam US$ 14,99 bi e as importações, US$ 11,2 bi, com saldo positivo de US$ 3,8 bilhões. Indústrias extrativas e de transformação compartilham liderança com a agropecuária

A balança comercial registrou um superávit de US$ 3,8 bilhões nas três primeiras semanas de janeiro, resultado de US$ 14,98 bilhões em exportações e US$ 11,2 bilhões em importações. Apenas na 3ª semana de janeiro, as exportações somaram US$ 5,1 bi e importações, US$ 5,4 bi, gerando um saldo negativo de US$ 244 milhões.

Os resultados da balança comercial preliminar foram divulgados nesta segunda-feira (19/1) pela Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Veja os resultados da Balança Comercial Preliminar Parcial do Mês – 3º Semana de janeiro/2026

As exportações cresceram 18% na comparação entre a média diária até a 3ª semana de janeiro/2026 (US$ 1,36 bi) com a de janeiro/2025 (US$ 1,15 bi). Em relação às importações, houve queda de 2,6% na comparação entre as médias diárias até a 3ª semana de janeiro/2026 (US$ 1,02 bi) com a do mês de janeiro/2025 (US$ 1,04 bi).

Até a 3ª semana de janeiro/2026, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2,3 bi. Já o saldo, também por média diária, foi de US$ 341,51 milhões. Comparando-se este período com a média de janeiro/2025, houve crescimento de 8,2% na corrente de comércio.

Exportações e importações por setor

Na comparação do acumulado até a 3ª semana de janeiro/2026 com janeiro do ano passado, o desempenho dos setores exportadores, pela média diária, foi o seguinte: crescimento de US$ 108,39 mi (32,6%) em Industria Extrativa; de US$ 28,54 mi (16,6%) em Agropecuária; e de US$ 69,99 mi (10,9%) em produtos da Industria de Transformação.

Já na mesma comparação dos setores importadores, o desempenho pela média diária foi o seguinte: queda de US$ 4 milhões (8%) em Indústria Extrativa; de US$ 7,29 milhões (26%) em Agropecuária; e de US$ 16,23 milhões (1,7%) em produtos da Indústria de Transformação.

Publicado originalmente pela Agência Gov em 19/01/2026

Por Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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China cresce 5% em 2025 https://www.ocafezinho.com/2026/01/19/china-cresce-5-em-2025/ https://www.ocafezinho.com/2026/01/19/china-cresce-5-em-2025/#respond Mon, 19 Jan 2026 21:54:10 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=224725 Apesar dos obstáculos, China cumpre a meta de crescimento

A segunda maior economia do mundo cresceu 5% em 2025.

O valor total da produção atingiu 140,19 trilhões de yuans, que equivale a US$ 20,13 trilhões, segundo dados divulgados pelo Departamento Nacional de Estatísticas (DNE).

A marca também encerra com sucesso o 14º Plano Quinquenal e estabelece uma base sólida para o começo deste ano, já que a economia da China oferece maior confiança em um ambiente geopolítico cada vez mais complexo e volátil. Inclusive no que se refere às ondas crescentes de protecionismo comercial que deve ocorrer nos próximos anos.

Esse crescimento demonstra resiliência e vitalidade econômica, pois ocorreu apesar de pressões externas e internas. E a China deverá contribuir com cerca de 30% para o crescimento econômico global, atuando como estabilizador para as cadeias de suprimentos mundiais.

Desempenho

O aumento de 5% no PIB da China também se traduz em um crescimento líquido de 5,38 trilhões de yuans (US$ 771,73 bilhões) no volume econômico no ano passado, valor superior, por exemplo, ao PIB total da Bélgica, de US$ 671 bilhões.

Externamente, o país enfrentou ondas de protecionismo comercial, com novas tentativas de conter o desenvolvimento do país e os EUA utilizando novamente a ameaça de tarifas.

Internamente, “a China tem lidado com pressões decorrentes da demanda insuficiente, um desequilíbrio entre oferta e demanda, bem como as dificuldades associadas à transformação e modernização”, segundo Yao Jingyuan, pesquisador especial do Gabinete do Conselheiro do Conselho de Estado.

Ainda assim, as palavras-chave da economia chinesa permaneceram: estável, progressista, inovadora e resiliente.

Pontos fortes do crescimento

O crescimento foi impulsionado por setores de alta tecnologia e manufatura avançada. Esses setores demonstram o desenvolvimento de novas forças produtivas de qualidade, com destaque para:

  • Manufatura de alta tecnologia: crescimento de 9,4%, superando a média geral;
  • Robôs industriais: produção aumentou 28%;
  • Veículos de novas energias: produção subiu 25,1%.

O consumo interno também se recuperou. As vendas no varejo aumentaram 3,7% no ano e foram impulsionadas por feriados prolongados e medidas de estímulo.

Papel global

A conclusão bem-sucedida do plano anterior estabelece uma base sólida para o próximo ciclo. O novo plano (2026-2030) enfatiza maior autossuficiência em ciência e tecnologia.

A China se destaca como a base de cadeia de suprimentos mais estável do mundo. E essa posição deve se fortalecer nos próximos anos e coloca o país na vanguarda entre as principais economias.

Com informações da Global Times em 19/01/2026

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China tem superávit recorde apesar de tarifas de Trump https://www.ocafezinho.com/2026/01/15/china-tem-superavit-recorde-apesar-de-tarifas-de-trump/ https://www.ocafezinho.com/2026/01/15/china-tem-superavit-recorde-apesar-de-tarifas-de-trump/#comments Thu, 15 Jan 2026 15:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=224578 1 Comentário 🔥]]> Superávit comercial recorde chinês de quase 1,2 trilhão de dólares em 2025 é impulsionado por aumento das exportações para mercados fora dos EUA.

A China encerrou 2025 com um superávit comercial recorde de 8,51 trilhões de yuans (quase 1,2 trilhão de dólares ou R$ 6,5 trilhões), apesar do impacto das tarifas comerciais dos Estados Unidos, o que levou os chineses a mudarem seu foco para mercados fora dos EUA, mostram dados oficiais publicados nesta quarta-feira (14/01).

A pressão exercida sobre as empresas chinesas para que diversificassem suas atividades para além do maior mercado consumidor do mundo, focando-se no Sudeste Asiático, na África e na América Latina, rendeu frutos, protegendo a economia das tarifas americanas.

Os dados alfandegários mostram que o superávit global de Pequim aumentou 20% em relação ao ano anterior, que registrou um superávit de 992 bilhões de dólares. As exportações em 2025 totalizaram 3,7 trilhões de dólares e as importações, 2,58 trilhões de dólares, segundo os dados do governo.

Pequim tem priorizado o comércio como motor de crescimento diante de uma prolongada queda no mercado imobiliário e da fraca demanda interna.

O superávit recorde provavelmente perturbará os mercados estrangeiros, já preocupados com as práticas comerciais da China e sua própria dependência de produtos chineses. “A economia da China continua extraordinariamente competitiva”, afirmou o economista-chefe para a Ásia do banco HSBC, Fred Neumann.

China se abrirá ainda mais em 2026

O comércio em 2025 ultrapassou 45 trilhões de yuans (6,4 trilhões de dólares) pela primeira vez, disse o vice-ministro da Alfândega, Wang Jun, acrescentando que foi um novo recorde.

“Alguns países politizaram as questões comerciais e limitaram as exportações de alta tecnologia para a China. Se não o tivessem feito, teríamos importado mais”, disse ele, sem se referir diretamente às tarifas de Trump.

No entanto, “com parceiros comerciais mais diversificados, a capacidade [da China] de resistir a riscos foi significativamente aprimorada”, disse o ministro.

Wang afirmou que o mercado chinês se abrirá ainda mais em 2026, e os economistas concordam que isso provavelmente ocorrerá.

“Continuamos a esperar que as exportações atuem como um grande motor de crescimento em 2026”, disse a economista-chefe para a China do banco BNP Paribas, Jacqueline Rong.

Publicado originalmente pelo DW em 14/01/2026

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Produção industrial fica estável em novembro e cresce 0,6% no acumulado de 2025 https://www.ocafezinho.com/2026/01/08/producao-industrial-fica-estavel-em-novembro-e-cresce-06-no-acumulado-de-2025/ https://www.ocafezinho.com/2026/01/08/producao-industrial-fica-estavel-em-novembro-e-cresce-06-no-acumulado-de-2025/#respond Thu, 08 Jan 2026 15:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=224256 Dez dos 25 ramos industriais pesquisados mostraram avanço na produção em novembro de 2025 frente ao mês imediatamente anterior, com setor de produtos farmoquímicos e farmacêuticos exercendo o principal impacto na média da indústria

O setor industrial mostrou variação nula (0,0%) frente ao mês anterior, na série livre de influências sazonais, após apontar acréscimo de 0,1% em outubro. Com esses resultados, a produção industrial permanece 2,4% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020), mas ainda está 14,8% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011.

Na comparação com novembro de 2024, o total da indústria voltou a registrar queda na produção e recuou 1,2%.

No acumulado do ano, o setor industrial avançou 0,6%, e, nos últimos 12 meses, o crescimento foi de 0,7%, permanecendo no campo positivo, mas assinalando perda de ritmo frente aos resultados dos meses anteriores. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada hoje (8) pelo IBGE.

Duas das quatro grandes categorias econômicas e 15 dos 25 ramos industriais pesquisados mostraram recuo na produção em novembro de 2025 frente ao mês imediatamente anterior. A principal influência negativa foi registrada por indústrias extrativas, que recuou 2,6% em novembro. De acordo com o gerente da pesquisa, André Macedo, “a queda observada neste mês foi influenciada pela menor produção de óleos brutos de petróleo, gás natural e minérios de ferro. Vale destacar que essa retração eliminou parte do avanço de 3,5% verificado em outubro, quando interrompeu dois meses consecutivos de queda na produção.” O gerente também destaca que neste mês observa-se um número maior de atividades no campo negativo.

Outros destaques negativos vieram dos setores de veículos automotores, reboques e carrocerias (-1,6%), de produtos químicos (-1,2%), de produtos alimentícios (-0,5%) e de bebidas (-2,1%).

Por outro lado, entre as dez atividades que mostraram avanço na produção, o setor de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (9,8%) exerceu o principal impacto na média da indústria. Outras influências positivas relevantes vieram de impressão e reprodução de gravações (18,3%), de metalurgia (1,8%), de produtos de metal (2,7%), de produtos de minerais não metálicos (3,0%) e de máquinas e equipamentos (2,0%).

Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com outubro de 2025, na série com ajuste sazonal, bens de consumo duráveis, ao recuar 2,5%, assinalou a taxa negativa mais elevada em novembro de 2025 e eliminou parte da expansão de 2,8% verificada no mês anterior. O setor produtor de bens intermediários (-0,6%) também mostrou resultado negativo e marcou o terceiro mês consecutivo de queda na produção, período em que acumulou perda de 1,8%. Por outro lado, os segmentos de bens de capital (0,7%) e de bens de consumo semi e não duráveis (0,6%) assinalaram as taxas positivas em novembro de 2025, com o primeiro avançando 2,1% em três meses seguidos de crescimento; e o segundo acumulando ganho de 1,5% no período outubro-novembro de 2025.

Na comparação com igual mês do ano anterior, o setor industrial mostrou recuo de 1,2% em novembro de 2025, com resultados negativos em 3 das 4 grandes categorias econômicas, 16 dos 25 ramos, 51 dos 80 grupos e 54,4% dos 789 produtos pesquisados.

Entre as atividades, as principais influências negativas no total da indústria foram assinaladas por coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-9,2%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (-7,0%). Outros destaques negativos foram registrados pelos setores de produtos de metal (-6,8%), de produtos químicos (-1,8%), de produtos de madeira (-12,4%), de bebidas (-4,2%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-5,3%), de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (-7,5%), de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-5,7%) e de móveis (-5,8%).

Por outro lado, ainda na comparação com novembro de 2024, entre as nove atividades que apontaram expansão na produção, indústrias extrativas (4,6%) e produtos alimentícios (4,0%) exerceram as maiores influências na formação da média da indústria. Outros impactos positivos importantes foram assinalados pelos ramos de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (9,8%), de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (5,4%), de celulose, papel e produtos de papel (3,0%) e de metalurgia (1,7%).

Mais sobre a pesquisa

A PIM Brasil produz indicadores de curto prazo desde a década de 1970 relativos ao comportamento do produto real das indústrias extrativa e de transformação. A partir de março de 2023, teve início a divulgação da nova série de índices mensais da produção industrial, após reformulação para atualizar a amostra de atividades, produtos e informantes; elaborar uma nova estrutura de ponderação dos índices com base em estatísticas industriais mais recentes; atualização do ano base de referência da pesquisa; e a incorporação de novas unidades da federação na divulgação dos resultados regionais da pesquisa. Essas alterações metodológicas são necessárias e buscam incorporar as mudanças econômicas da sociedade.

Os resultados podem ser consultados no Sidra. A próxima divulgação da PIM Brasil, referente a dezembro de 2025, será em 3 de fevereiro.

Publicado originalmente pela Agência de Notícias IBGE em 08/01/2026

Por Jana Peters – Estatísticas Econômicas

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Xi Jinping declara que China alcançou metas econômicas principais de 2025 https://www.ocafezinho.com/2025/12/31/xi-jinping-declara-que-china-alcancou-metas-economicas-principais-de-2025/ https://www.ocafezinho.com/2025/12/31/xi-jinping-declara-que-china-alcancou-metas-economicas-principais-de-2025/#comments Wed, 31 Dec 2025 11:27:25 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=223729 1 Comentário 🔥]]> Em seu tradicional discurso de Ano Novo, transmitido na véspera de 31 de dezembro de 2025 pela China Media Group e pela internet, o presidente Xi Jinping anunciou que a China cumpriu com sucesso as principais metas econômicas e sociais estabelecidas para o ano. Descrevendo 2025 como um “ano extraordinário”, Xi destacou os esforços do povo chinês em enfrentar desafios internos e externos, afirmando: “Enfrentamos dificuldades de frente e trabalhamos com diligência, alcançando com sucesso os principais objetivos de desenvolvimento econômico e social planejados”.

De acordo com estimativas preliminares, o Produto Interno Bruto (PIB) da China deve crescer cerca de 5% em 2025, atendendo exatamente à meta oficial de “cerca de 5%” fixada pelo governo no início do ano. Esse resultado representa uma recuperação sólida após anos de pressões, incluindo tensões comerciais globais, desaceleração no setor imobiliário e impactos residuais da pandemia. O PIB total ultrapassou os 130 trilhões de yuans, consolidando a posição da China como a segunda maior economia do mundo.

Xi Jinping enfatizou a resiliência da economia chinesa: “Este ano, a economia chinesa se recuperou e melhorou de forma constante”. Ele apontou avanços em áreas chave, como inovação tecnológica, produção de grãos (com colheitas recordes garantindo segurança alimentar), emprego estável e expansão do consumo interno. Políticas de estímulo fiscal e monetário mais proativas, implementadas ao longo do ano, ajudaram a impulsionar a demanda doméstica, alinhando-se à estratégia de “circulação dupla” – que prioriza o mercado interno enquanto mantém a abertura externa.

Apesar dos desafios, como pressões deflacionárias em alguns setores e incertezas no comércio internacional (incluindo tarifas impostas por parceiros como os EUA), Xi transmitiu otimismo. “Podemos superar quaisquer desafios e pressões através do trabalho árduo”, declarou, exortando a nação a manter a confiança. Ele destacou conquistas em alta tecnologia, com avanços em inteligência artificial, veículos elétricos e energias renováveis, reforçando a transição para um modelo de desenvolvimento de alta qualidade.

Olhando para 2026, Xi prometeu medidas ainda mais ativas para impulsionar o crescimento, incluindo maior foco em consumo, inovação e modernização industrial. “Vamos nos esforçar para construir uma China moderna socialista em todos os aspectos”, afirmou, referenciando os objetivos centenários do Partido Comunista Chinês. O discurso também tocou em temas de unidade nacional, estabilidade social e rejuvenescimento da nação, reforçando a narrativa de progresso sob a liderança do Partido.

Analistas internacionais veem a declaração como um sinal de confiança do governo chinês, especialmente em um contexto global volátil. Embora alguns economistas questionem a sustentabilidade do crescimento sem estímulos massivos, o tom positivo de Xi visa reforçar a moral interna e projetar estabilidade externa. Em um ano marcado por turbulências geopolíticas, o cumprimento da meta de 5% é apresentado como prova da eficácia do modelo chinês.

O discurso de Xi Jinping não só celebra as conquistas de 2025, mas serve como chamado à ação para o futuro. “Devemos permanecer confiantes e vigilantes”, concluiu, inspirando o povo chinês a avançar com determinação rumo aos próximos objetivos de desenvolvimento.

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Programa Mais Médicos cresce 99% e amplia acesso à Atenção Primária https://www.ocafezinho.com/2025/12/26/programa-mais-medicos-cresce-99-e-amplia-acesso-a-atencao-primaria/ https://www.ocafezinho.com/2025/12/26/programa-mais-medicos-cresce-99-e-amplia-acesso-a-atencao-primaria/#respond Fri, 26 Dec 2025 15:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=223577 O número de profissionais passou de 13,7 mil para 27,3 mil entre 2023 e 2025 e alcança todos os Distritos Indígenas, com ações de gestão alinhadas às recomendações dos órgãos de controle

O Ministério da Saúde ampliou em 99% o número de profissionais do Programa Mais Médicos nos últimos três anos, passando de 13,7 mil para 27,3 mil médicos em atuação. Esse fortalecimento permitiu ao Sistema Único de Saúde (SUS) ampliar a cobertura e qualificar a assistência na Atenção Primária à Saúde, contribuindo para a redução de agravos à saúde e de internações evitáveis em 4,5 mil municípios brasileiros. Nesses territórios, 60% dos médicos que atuam em municípios de alta vulnerabilidade fazem parte do programa.

A ampliação do programa tem impacto direto na garantia de acesso equitativo ao cuidado em saúde para cerca de 67 milhões de brasileiros. Entre 2022 e 2025, o número de atendimentos na Atenção Primária — porta de entrada do SUS — cresceu 30%, passando de 23,9 milhões para mais de 31 milhões de atendimentos anuais. Esse avanço foi impulsionado, sobretudo, pelo aumento dos atendimentos realizados por médicos que integram as atuais 60,4 mil equipes de Saúde da Família e de Atenção Primária.

Nas áreas indígenas, o avanço é ainda mais expressivo. O número de médicos atuando nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) mais que dobrou, passando de 325 profissionais em 2022 para 706 médicos em 2025, ampliando o acesso à atenção básica em territórios historicamente desassistidos.

Redução de internações e óbitos

O Programa contribuiu para a melhoria dos indicadores de saúde nos municípios mais vulneráveis, com redução das internações por condições sensíveis à Atenção Primária à Saúde (ICSAP), como insuficiência cardíaca, gastroenterite e asma. Estudos apontam queda de 2,3% nas internações evitáveis entre pessoas de 0 a 64 anos, com reduções mais acentuadas entre crianças de 0 a 4 anos (–3,7%) e adultos de 20 a 64 anos (3,1%).

Municípios com maior presença de médicos do Mais Médicos registraram as maiores reduções, evidenciando o impacto do programa na qualificação do cuidado, no fortalecimento do pré-natal e na redução da mortalidade infantil.

Fixação de profissionais nos territórios

O Mais Médicos também tem desempenhado papel fundamental na fixação de médicos em municípios de pequeno porte, áreas rurais, periferias urbanas e territórios de maior vulnerabilidade social. Em 2024, o programa apresentou médias de permanência dos profissionais superiores em todas as regiões do Brasil, chegando a pelo menos nove meses na Região Norte, em contraste com os cinco meses observados entre médicos que não atuam pelo Mais Médicos.

Ao articular provimento contínuo, incentivos à permanência e estratégias de formação vinculadas à prática na Atenção Primária à Saúde, o programa reduz a rotatividade de profissionais e fortalece os vínculos entre médicos, equipes de saúde e a população.

No ano passado, a rotatividade dos profissionais que não atuavam pelo Mais Médicos chegou a 118,6%, indicando que, ao longo de um ano, o número de desligamentos se tornou um problema relevante para os gestores locais. Já entre os médicos do programa, as taxas foram sistematicamente menores, variando entre 75,2% e 91,1%, a depender da região.

Transparência e acompanhamento do Mais Médicos

Desde 2023, o Ministério da Saúde vem atuando, com os gestores locais, no aprimoramento do programa Mais Médicos, com a implementação de ações alinhadas às recomendações de órgãos federais que atuam no controle e fiscalização dos recursos públicos, como a Controladoria-Geral da União (CGU). Nesse contexto, a pasta lançou o Painel de Monitoramento do Mais Médicos, ferramenta pública que amplia a transparência e permite o acompanhamento sistemático de informações sobre alocação de profissionais, cobertura assistencial e permanência nos territórios.

No ‘Relatório de Avaliação do Programa Mais Médicos – Exercício 2024’, que analisa o programa, a instituição reconhece avanços, melhorias de gestão e objetivos alcançados pelo Mais Médicos. Entre as iniciativas, destacam-se parcerias com universidades federais para o desenvolvimento de indicadores, simulações de impacto e algoritmos de priorização territorial, com o objetivo de avançar na fixação de profissionais em áreas de maior vulnerabilidade e melhorar os resultados em saúde da população.

O Ministério da Saúde segue acompanhando a execução do programa e desenvolvendo novas ações para aprimorar sua gestão e ampliar seus resultados nos territórios, com base em evidências, avaliações contínuas e no diálogo com estados e municípios.

Criado em 2013, o programa também tem papel estratégico ao promover maior equidade na distribuição de profissionais e ampliar o acesso aos serviços de saúde em regiões historicamente desassistidas. Além do provimento emergencial de médicos, o Mais Médicos contribui para a formação e a qualificação profissional, ao integrar ensino, serviço e comunidade. Essa abordagem favorece a melhoria contínua da qualidade do cuidado, o fortalecimento das equipes de saúde da família e a sustentabilidade do SUS, com impactos positivos nos indicadores de saúde e na redução das desigualdades regionais.

Publicado originalmente pela Agência Gov em 24/12/2025

Por Victor Almeida – Ministério da Saúde

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Em nona alta seguida, setor de serviços acumula crescimento de 3,7% até outubro https://www.ocafezinho.com/2025/12/12/em-nona-alta-seguida-setor-de-servicos-acumula-crescimento-de-37-ate-outubro/ https://www.ocafezinho.com/2025/12/12/em-nona-alta-seguida-setor-de-servicos-acumula-crescimento-de-37-ate-outubro/#respond Fri, 12 Dec 2025 12:58:45 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=223002 Essa é a maior sequência de resultados positivos dos últimos três anos. Em outubro, todas as cinco atividades tiveram alta, com destaque para transportes (1,0%), No geral, setor cresceu 0,3% na comparação com setembro deste ano

O setor de serviços variou 0,3% em outubro, na comparação com setembro, nono resultado positivo seguido, período em que acumulou alta de 3,7%. Com isso, o volume de serviços está 20,1% acima do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020) e renovou o patamar recorde da série histórica. Essa é a maior sequência de resultados positivos desde o período de oito meses compreendido entre fevereiro e setembro de 2022, quando houve crescimento acumulado de 5,6%.

Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada hoje (12), pelo IBGE. Frente a outubro de 2024, o volume de serviços avançou 2,2%, somando 19 taxas positivas consecutivas. O acumulado no ano foi de 2,8%. Em 12 meses, alta também de 2,8%, reduzindo o ritmo de expansão frente ao acumulado até setembro (3,1%).

Todas as cinco atividades tiveram alta, com destaque para transportes (1,0%), que emplacaram o terceiro resultado positivo seguido, com ganho acumulado de 2,4%, renovando o ápice da sua série histórica.

O transporte aéreo e o rodoviário de cargas foram protagonistas novamente. “O aéreo tem crescido por conta do maior número de passageiros transportados, o que se reflete em maiores receitas para as companhias aéreas. E o aumento das receitas das empresas de transporte rodoviário de cargas cresce, em grande medida, por conta dos fretes realizados para o escoamento da produção agrícola, que terá safra recorde neste ano, e de entregas oriundas do comércio eletrônico”, explica o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.

Os demais avanços do setor de serviços vieram de informação e comunicação (0,3%), que reduziram o ritmo de expansão frente a setembro (1,2%); de outros serviços (0,5%), que tiveram o quarto avanço seguido, com ganho acumulado de 3,4%; e dos profissionais e administrativos (0,1%) e prestados às famílias (0,1%), ambos com ligeiros acréscimos após recuo no mês anterior.

“Os serviços de TI, dentro do setor de informação e comunicação, têm sido bastante demandados no pós-pandemia por conta da necessidade de digitalização das empresas. Com aumentos continuados por serviços de armazenamento de dados em nuvem, desenvolvimento e licenciamento de aplicativos, consultoria em tecnologia da informação, tratamento de dados e suporte técnico em TI”, avalia o gerente da pesquisa.

Transporte de passageiros cresce 2,3% e o de cargas, 0,9%

O volume de transporte de passageiros registrou expansão de 2,3% na passagem de setembro para outubro (com ajuste sazonal), terceiro resultado positivo seguido, período em que acumulou ganho de 3,2%. Dessa forma, o segmento está 13,1% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e 13,0% abaixo de fevereiro de 2014 (ponto mais alto da série histórica).

Nessa mesma comparação, o volume do transporte de cargas avançou 0,9% em outubro de 2025, quinto resultado positivo seguido, período em que acumulou ganhos de 3,7%. Dessa forma, o segmento está 2,5% abaixo do ponto mais alto de sua série (julho de 2023). Com relação ao nível pré-pandemia, o transporte de cargas está 41,0% acima de fevereiro 2020.

“Esses grupamentos de passageiros e de cargas englobam outros modais além do aéreo e do rodoviário. Mas o aéreo de passageiros é que tem sido determinante no segmento de transporte de passageiros e o rodoviário tem tido mais influência nos transportes de cargas”, explica Rodrigo.

Atividades turísticas avançam 0,8%

O índice de atividades turísticas cresceu 0,8% em outubro, frente ao mês imediatamente anterior (com ajuste sazonal). Este é o terceiro resultado positivo seguido, período em que acumulou ganho de 2,1%. Com isso, o segmento de turismo se encontra 12,7% acima do patamar de fevereiro de 2020 e 1,0% abaixo do ápice da sua série histórica (dezembro de 2024).

“A alta das atividades turísticas ocorre também em função do aumento das receitas das empresas de transporte aéreo de passageiros”, diz o gerente da pesquisa.

Regionalmente, 13 dos 17 locais acompanharam o crescimento da atividade turística nacional (0,8%). A contribuição positiva mais relevante ficou com o Rio de Janeiro (3,1%), seguido por Rio Grande do Sul (4,5%), Paraná (2,4%) e Santa Catarina (3,5%). Em sentido oposto, São Paulo (-0,1%) liderou as perdas do turismo neste mês, seguido por Amazonas (-0,7%) e Goiás (-0,5%).

A maior parte (15) das 27 unidades da federação tiveram crescimento no volume de serviços em outubro de 2025, na comparação com setembro (com ajuste sazonal). Os impactos positivos mais expressivos vieram do Rio de Janeiro (2,0%) e do Paraná (2,5%), seguidos pelo Espírito Santo (4,6%), Mato Grosso do Sul (6,3%) e Santa Catarina (1,1%). Já São Paulo (-0,6%), Rio Grande do Sul (-2,9%) e Distrito Federal (-3,9%) exerceram as principais influências negativas, seguidos por Mato Grosso (-3,3%) e Minas Gerais (-0,4%).

Mais sobre a pesquisa

A PMS permite o acompanhamento conjuntural do setor de serviços no país, investigando a receita bruta de serviços nas empresas formalmente constituídas, com 20 ou mais pessoas ocupadas, que tenham serviços não financeiros como sua principal atividade, excluídas as áreas de saúde e educação. Há resultados para o Brasil e todas as unidades da federação. Os dados podem ser consultados no Sidra. A próxima divulgação da PMS, relativa ao mês de novembro, será em 13 de janeiro.

Publicado originalmente pela Agência de Notícias IBGE em 12/12/2025

Por Pedro Renaux – Editoria Estatísticas Econômicas

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Vendas no comércio voltam a ganhar fôlego e crescem 0,5% em outubro https://www.ocafezinho.com/2025/12/11/vendas-no-comercio-voltam-a-ganhar-folego-e-crescem-05-em-outubro/ https://www.ocafezinho.com/2025/12/11/vendas-no-comercio-voltam-a-ganhar-folego-e-crescem-05-em-outubro/#respond Thu, 11 Dec 2025 15:36:03 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=222941 É a maior alta no setor desde março deste ano

Em outubro de 2025, o volume de vendas do comércio varejista do país cresceu 0,5% frente a setembro. Foi a primeira alta estatisticamente significativa desse indicador desde março. Frente a outubro do ano passado, as vendas do varejo cresceram 1,1%, acumulando 1,5% no ano e 1,7% nos últimos 12 meses. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio, divulgada hoje (11) pelo IBGE.

Volume de vendas no comércio varejista – Variação mês/mês anterior (%)

Para Cristiano Santos, gerente da Pesquisa Mensal de Comércio, a alta de 0,5% na série com ajuste sazonal “rompe com o padrão observado, de variações pequenas ou negativas. Foi uma alta espalhada, pois o volume de vendas cresceu em sete dos oito setores investigados pela pesquisa”.

Outubro trouxe sete altas entre as oito atividades do varejo

De setembro para outubro de 2025, na série com ajuste sazonal, sete das oito atividades do comércio varejista mostraram taxas positivas no volume de vendas: Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (3,2%), Combustíveis e lubrificantes (1,4%), Móveis e eletrodomésticos (1,0%), Livros, jornais, revistas e papelaria (0,6%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (0,4%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (0,3%) e Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,1%). O único resultado negativo foi em Tecidos, vestuário e calçados (-0,3%). Para Cristiano, “essa queda se deu, principalmente, pela parte de vestuário, de produtos de moda e acessórios.”

Varejo ampliado cresce 1,1% frente a setembro

Ainda na comparação com setembro, na série com ajuste sazonal, o comércio varejista ampliado cresceu 1,1%. Nesse segmento, duas atividades mostraram taxas positivas no volume de vendas: Veículos e motos, partes e peças (3,0%) e Material de construção (0,6%).

O gerente da pesquisa observa que “esse resultado do varejo ampliado foi bastante influenciado por veículos, motos, partes e peças, e pela atividade de atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo”.

Ante o mesmo mês de 2024, as vendas cresceram em seis das oito atividades

Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o volume de vendas do comércio varejista cresceu 1,1%, com altas em seis das oito atividades pesquisadas: Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (8,1%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (5,7%), Móveis e eletrodomésticos (3,5%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,0%), Livros, jornais, revistas e papelaria (0,9%) e Hiper e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,3%). A única variação negativa nesta comparação foi no setor de Tecidos, Vestuário e Calçados (-3,3%). O setor de Combustíveis e lubrificantes mostrou estabilidade nesta comparação (0,0%).

No comércio varejista ampliado, Veículos, motos, partes e peças caiu 4,3% em relação a janeiro de 2024, Material de Construção teve queda de 3,9%. As vendas do setor de Atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo cresceram 1,9%.

Frente a setembro, varejo teve taxas positivas em 19 das 27 UFs

Em relação a setembro, 19 das 27 Unidades da Federação mostraram altas no volume de vendas, com destaque para Espírito Santo (2,7%), Rondônia (2,6%) e Distrito Federal (2,5%). Por outro lado, sete das 27 UFs tiveram taxas negativas nesse indicador, principalmente Mato Grosso (-1,8%), Rio Grande do Sul (-1,2%) e Maranhão (-1,0%). Santa Catarina registrou estabilidade (0,0%).

No comércio varejista ampliado, a variação entre setembro e outubro de 2025 foi de 1,1% com resultados positivos em 18 das 27 Unidades da Federação. Os destaques foram Amapá (2,8%), Pernambuco (2,3%) e Distrito Federal (2,2%). Por outro lado, o volume de vendas recuou em nove das 27 UFs, principalmente no Rio Grande do Sul (-2,6%), Alagoas (-1,4%) e Tocantins (-0,7%).

Na comparação com outubro de 2024, a variação das vendas no comércio varejista foi de 1,1%, com resultados positivos em 20 das 27 Unidades da Federação. Os destaques foram Amapá (10,1%), Rio Grande do Norte (8,3%) e Santa Catarina (4,8%). Do lado negativo, houve seis taxas, principalmente em Roraima (-8,9%), Piauí (-4,1%) e Rio de Janeiro (-1,8%). São Paulo mostrou estabilidade (0,0%) no volume de vendas.

Já no comércio varejista ampliado, ainda em relação a outubro do ano passado, o volume de vendas recuou (-0,3%). Houve resultados positivos em 16 das 27 Unidades da Federação, com destaque para Tocantins (13,2%), Amapá (7,9%) e Mato Grosso (7,6%). Por outro lado, 11 UFs tiveram resultados negativos, com destaque para Piauí (-4,4%), São Paulo (-3,1%) e Rio Grande do Sul (-2,6%).

Mais sobre a pesquisa

A Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) acompanha o comportamento conjuntural do comércio varejista no país, investigando a receita bruta de revenda nas empresas formalmente constituídas, com 20 ou mais pessoas ocupadas, cuja atividade principal é o comércio varejista. Iniciada em 1995, a PMC traz resultados mensais da variação do volume e receita nominal de vendas para o comércio varejista e comércio varejista ampliado (automóveis e materiais de construção) para o Brasil e unidades da federação. Os resultados podem ser consultados no Sidra. A próxima divulgação da PMC, referente a novembro de 2025, será em 15 de janeiro de 2026.

Publicado originalmente pela Agência de Notícias IBGE em 11/12/2025

Por Luiz Bello – Editoria Estatísticas Econômicas

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No acumulado de 12 meses, PIB do Brasil tem o sexto maior crescimento do G20 https://www.ocafezinho.com/2025/12/05/no-acumulado-de-12-meses-pib-do-brasil-tem-o-sexto-maior-crescimento-do-g20/ https://www.ocafezinho.com/2025/12/05/no-acumulado-de-12-meses-pib-do-brasil-tem-o-sexto-maior-crescimento-do-g20/#respond Fri, 05 Dec 2025 22:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=222637 Análise da Secretaria de Política Econômica estima que crescimento de 2,2% do PIB para 2025 está assegurado, e que o resultado pode ser maior. Exportações acima do previsto garantem elevação no período. Consumo das famílias diminui no trimestre, por conta da alta taxa básica de juros

A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda (MF) divulgou, nesta sexta-feira (5/12), a “Nota Informativa — PIB do 3º Trimestre de 2025”. O material apresenta análises sobre a alta de 0,1% no Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre deste ano na comparação com o segundo trimestre (na série com ajuste sazonal). Já o crescimento acumulado nos últimos quatro trimestres é de 2,7%, o que coloca o Brasil na sexta melhor posição, neste quesito, entre os países do G20.

Com o resultado de 0,1% observado no terceiro trimestre, o carrego estatístico para 2025 subiu de 2,0% para 2,2%, de acordo com a Nota Informativa. A análise foi feita com bases nos dados divulgados pelo IBGE

O carrego estatístico de que fala a SPE significa que o PIB anual do Brasil já teria assegurado um crescimento de 2,2% mesmo que não ocorra crescimento algum no último trimestre. E que mais uma vez a economia do País superou as expectativas, pois a projeção anterior era de 2%. Além disso, como é improvável que não haja crescimento adicional entre outubro e dezembro, o cenário sugere um “viés de alta” para a expectativa final de crescimento do PIB em 2025.

Exportações mais fortes que o esperado

Segundo o relatório da SPE, “as exportações cresceram 7,2% no terceiro trimestre, ante alta de 2,1% no segundo trimestre (dado revisado de 2,0%), enquanto as importações desaceleraram de 3,9% (dado revisado de 4,4%) para 2,2%. Na passagem entre trimestres, destaca-se o maior ritmo de expansão nas exportações de produtos agropecuários e extrativos. No caso das importações, contribuiu para a desaceleração frente ao trimestre anterior principalmente o menor ritmo das importações de serviços”.

Acesse a Nota Informativa — PIB do 3º Trimestre de 2025

O crescimento das exportações contrariou expectativas surgidas após o tarifaço que Donald Trump impôs sobre produtos brasileiros, a partir de agosto. O Brasil buscou novos mercados e, recentemente, os Estados Unidos retiraram parte das tarifas.

Também segundo a SPE, “na passagem entre trimestres, destaca-se o maior ritmo de expansão nas exportações de produtos agropecuários e extrativos. No caso das importações, contribuiu para a desaceleração frente ao trimestre anterior principalmente o menor ritmo das importações de serviços”.

Consumo de famílias cai por causa da Selic

Houve recuo no consumo das famílias, na comparação com o segundo trimestre do ano. Segundo a SPE, a alta taxa básica de juros, a Selic, definida pelo Banco Central, está na raiz dessa desaceleração.

“O consumo das famílias desacelerou de 1,8% para 0,4% do segundo para o terceiro trimestre, refletindo o recuo no consumo de bens duráveis e não duráveis e a redução no ritmo de consumo de produtos semiduráveis e de serviços, principalmente importados. A desaceleração do consumo está associada ao desaquecimento dos mercados de trabalho e crédito no terceiro trimestre, em resposta aos impactos defasados da política monetária restritiva”, diz o documento.

“O ritmo de crescimento foi inferior ao projetado pela SPE na margem, embora a expansão tenha sido muito próxima à esperada na comparação interanual. Essa discrepância tem a ver com as revisões nas séries trimestrais desde 2024”, conforme o texto da Nota Informativa (as revisões estão sendo realizadas pelo IBGE). Para o PIB do terceiro trimestre, a SPE havia estimado resultado de 0,3% sobre o trimestre anterior.

Impactos

O material da SPE informa que, com as revisões e resultados para o terceiro trimestre incorporados ao cenário, o crescimento projetado para o PIB da agropecuária para 2025 deve ser significativamente superior à alta de 9,5% anteriormente esperada. Para o PIB da indústria, a projeção de expansão de 1,3% também deve ser revisada para cima. Em contrapartida, a alta antes esperada para o PIB de serviços, de 1,9%, deve passar a ser menor.

Pela ótica da demanda, a contribuição da absorção para 2025 tende a ser inferior à antes esperada, considerando principalmente a revisão para baixo no consumo das famílias no primeiro semestre. Em contrapartida, o setor externo deve compensar, sobretudo, pela revisão para baixo nas importações

A Nota Informativa da SPE ressalta ainda que, considerando todas essas mudanças, o viés de revisão para o PIB de 2025 é de alta: “O carregamento estatístico até o terceiro trimestre já é de 2,2%, similar ao crescimento que a SPE projetava antes para o ano. No entanto, a expectativa continua sendo de crescimento positivo na margem ainda no quarto trimestre, repercutindo, principalmente, uma leve melhora no desempenho dos serviços”.

As revisões apontam que atividades relacionadas a setores menos cíclicos, principalmente, tiveram desempenho melhor no primeiro semestre de 2025, em comparação ao antes apresentado, ao contrário do observado para os setores cíclicos. Além disso, a tendência de desaceleração da atividade (na revisão do PIB do terceiro trimestre de 2025) se tornou mais acentuada, reduzindo também o carry-over para 2026. “Dessa maneira, não se altera a perspectiva de desaquecimento econômico e de fechamento do hiato desenhada do segundo semestre de 2025 em diante”, de acordo com a Nota Informativa.

Posição internacional

Dentre os países do G-20 que já divulgaram o resultado do PIB do terceiro trimestre, o Brasil ocupou a 11ª posição na margem; a oitava posição na comparação interanual e a sexta posição no acumulado em quatro trimestres, informa a SPE.

Sob o panorama de comparação interanual , o PIB do terceiro trimestre deste ano cresceu 1,8%, em comparação ao mesmo período de 2024, diante de alta de 2,4% verificada no segundo trimestre de 2025 (dado revisado de 2,2%). Já na comparação anual (entre o acumulado dos quatro primeiros trimestres de 2025 ante igual período do ano passado), o PIB desacelerou de 3,3% para 2,7%, do segundo para o terceiro trimestre de 2025.

Publicado originalmente pela Agência Gov em 05/12/2025

Por Secretaria de Política Econômica

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Produção industrial reverte queda e sobe 0,1% em outubro https://www.ocafezinho.com/2025/12/04/producao-industrial-reverte-queda-e-sobe-01-em-outubro/ https://www.ocafezinho.com/2025/12/04/producao-industrial-reverte-queda-e-sobe-01-em-outubro/#respond Thu, 04 Dec 2025 17:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=222506 Indústrias extrativas foram a principal influência no setor industrial, com avanço de 3,6% em outubro

O setor industrial variou 0,1% em outubro de 2025, na comparação com o mês anterior, após apontar perda de 0,4% em setembro. Com esses resultados, a produção industrial se encontra 2,4% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020), mas ainda 14,8% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011.

Na comparação com outubro de 2024, o total da indústria voltou a registrar queda na produção e recuou 0,5%.

No acumulado do ano, o setor industrial avançou 0,8%, e, nos últimos 12 meses, o crescimento foi de 0,9%, permanecendo no campo positivo, mas assinalando perda de ritmo frente aos resultados dos meses anteriores. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada hoje (2) pelo IBGE.

Três das quatro grandes categorias econômicas e 12 dos 25 ramos industriais pesquisados mostraram expansão na produção em outubro de 2025 frente ao mês imediatamente anterior – na série com ajuste sazonal. A principal influência foi a de indústrias extrativas, que cresceu 3,6% em outubro. De acordo com o gerente da pesquisa, André Macedo, “o avanço foi influenciado pela maior extração de petróleo, minério de ferro e gás natural. Vale destacar que o crescimento observado em outubro de 2025 eliminou a perda de 1,7% acumulada nos meses de agosto e setembro desse ano”.

Outros destaques positivos vieram dos setores de produtos alimentícios (0,9%), de veículos automotores, reboques e carrocerias (2,0%), de produtos químicos (1,3%), de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (4,1%) e de confecção de artigos do vestuário e acessórios (3,8%).

Por outro lado, entre as treze atividades que mostraram recuo na produção, coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-3,9%) e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-10,8%) exerceram os principais impactos na média da indústria. “A primeira intensificou a queda de 0,5% verificada no mês anterior e foi pressionada por paralisações em unidades produtivas do setor que impactaram na produção dos derivados do petróleo. Já na indústria farmacêutica, que acumulou perda de 19,8% em dois meses consecutivos de recuo na produção, após avançar 28,6% no período maio-agosto de 2025, observa-se a menor fabricação de medicamentos”, explica o gerente da pesquisa. Outras influências negativas sobre o total da indústria vieram de impressão e reprodução de gravações (-28,6%) e de produtos do fumo (-19,5%).

Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com setembro de 2025, bens de consumo duráveis, ao avançar 2,7%, assinalou a taxa positiva mais elevada em outubro e eliminou o recuo de 1,3% verificado no mês anterior. Os setores produtores de bens de capital (1,0%) e de bens de consumo semi e não duráveis (1,0%) também mostraram avanços nesse mês. O primeiro acumulou ganho de 1,4% em dois meses seguidos de avanço na produção; e o segundo voltou a crescer após registrar -0,1% no mês anterior, quando interrompeu dois meses consecutivos de taxas positivas, período em que acumulou expansão de 1,3%. Por outro lado, o segmento de bens intermediários (-0,8%) mostrou o único resultado negativo em outubro de 2025 e intensificou a perda de 0,4% verificada em setembro.

Na comparação com igual mês do ano anterior, o setor industrial mostrou recuo de 0,5% em outubro de 2025, com resultados negativos em 3 das 4 grandes categorias econômicas, 15 dos 25 ramos, 53 dos 80 grupos e 53,0% dos 789 produtos pesquisados. Entre as atividades, as principais influências negativas no total da indústria foram assinaladas por coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-10,7%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (-8,4%). Outros destaques negativos foram registrados pelos setores de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-9,3%), de produtos de metal (-5,9%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-6,3%), de impressão e reprodução de gravações (-18,7%), de produtos de madeira (-10,7%), de produtos químicos (-1,0%) e de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (-4,3%).

Por outro lado, ainda na comparação com outubro de 2024, entre as dez atividades que apontaram expansão na produção, as de indústrias extrativas (10,1%) e de produtos alimentícios (5,3%) exerceram as maiores influências na formação da média da indústria. Outros impactos positivos importantes foram assinalados pelos ramos de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (10,1%), de outros equipamentos de transporte (8,3%), de máquinas e equipamentos (2,7%) e de produtos têxteis (5,9%).

Mais sobre a pesquisa

A PIM Brasil produz indicadores de curto prazo desde a década de 1970 relativos ao comportamento do produto real das indústrias extrativa e de transformação. A partir de março de 2023, teve início a divulgação da nova série de índices mensais da produção industrial, após reformulação para atualizar a amostra de atividades, produtos e informantes; elaborar uma nova estrutura de ponderação dos índices com base em estatísticas industriais mais recentes; atualização do ano base de referência da pesquisa; e a incorporação de novas unidades da federação na divulgação dos resultados regionais da pesquisa. Essas alterações metodológicas são necessárias e buscam incorporar as mudanças econômicas da sociedade.

Os resultados podem ser consultados no Sidra . A próxima divulgação da PIM Brasil, referente a novembro de 2025, será em 8 de janeiro.

Publicado originalmente pela Agência de Notícias IBGE em 02/12/2025

Por Sabrina Pirrho – Editoria Estatísticas Econômicas

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Energia solar protagoniza crescimento da matriz elétrica do Brasil em novembro https://www.ocafezinho.com/2025/12/04/energia-solar-protagoniza-crescimento-da-matriz-eletrica-do-brasil-em-novembro/ https://www.ocafezinho.com/2025/12/04/energia-solar-protagoniza-crescimento-da-matriz-eletrica-do-brasil-em-novembro/#respond Thu, 04 Dec 2025 14:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=222509 Capacidade de geração é ampliada em 6,8 GW em 11 meses

O sol brilhou na expansão da matriz elétrica em novembro, de acordo com o Relatório de Acompanhamento da Expansão da Oferta de Geração de Energia Elétrica (Ralie) mantido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Todas as usinas que entraram em operação comercial no mês são solares fotovoltaicas, sendo quatro em Minas Gerais (176,40 MW) e uma no Ceará (9,82 MW).

De janeiro a novembro, a potência de geração de energia elétrica no Brasil foi ampliada em 6.751,03 megawatts (MW), com 118 novas usinas. São 13 termelétricas (2493,05 MW), 53 centrais solares fotovoltaicas (2.464,04 MW), 37 eólicas (1.537,90 MW), 11 pequenas centrais hidrelétricas (199,3 MW), uma usina hidrelétrica (50,00 MW) e uma central geradora hidrelétrica (6,70 MW).

Ao longo de 2025, 17 estados passaram a sediar novas usinas em operação. Os destaques, em ordem decrescente, foram Rio de Janeiro (1.672,60 MW), Minas Gerais (1.214,75 MW) e Bahia (1.011,70 MW).

Capacidade total

Em 1º de dezembro, o Brasil somou 215.576,6 MW de potência fiscalizada, de acordo com dados do Sistema de Informações de Geração da ANEEL, o Siga, atualizado diariamente com dados de usinas em operação e de empreendimentos outorgados em fase de construção. Desse total em operação, ainda de acordo com o SIGA, 84,45% da potência instalada é de fonte renovável.

Mais dados

Uma abordagem mais detalhada do crescimento da oferta centralizada de energia elétrica pode ser encontrada no painel Ralie, que reúne informações sobre a expansão da matriz elétrica. Com formato intuitivo, a ferramenta amplia o acesso aos dados de fiscalização de novas usinas em implantação e facilita o acompanhamento da expansão da oferta de geração de acordo com o ano, região, tipo de fonte de energia, entre outros filtros. Os objetivos são aprimorar a interatividade e fornecer mais informações sobre obras de geração.

As informações do painel são atualizadas mensalmente baseadas nas inspeções in loco nas obras das centrais geradoras e nos dados disponibilizados no Relatório de Acompanhamento de Empreendimentos de Geração de Energia Elétrica (Rapeel), que conta com a contribuição das empresas fiscalizadas para uma análise minuciosa da equipe de monitoramento. Veja neste link os relatórios e indicadores da Aneel relacionados à geração de energia elétrica.

Publicado originalmente pela Agência Gov em 04/12/2025

Por Aneel

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Economia brasileira cresce 0,1% no terceiro trimestre https://www.ocafezinho.com/2025/12/04/economia-brasileira-cresce-01-no-terceiro-trimestre/ https://www.ocafezinho.com/2025/12/04/economia-brasileira-cresce-01-no-terceiro-trimestre/#respond Thu, 04 Dec 2025 13:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=222503 PIB ficou praticamente estável frente ao trimestre anterior, mas as indústrias extrativas cresceram 1,7%, na mesma comparação. Em 12 meses, alta é de 2,7%

No terceiro trimestre de 2025, o Produto Interno Bruto (PIB) do país variou 0,1% frente ao trimestre anterior, na série com ajuste sazonal. Embora a Agropecuária (0,4%) e a Indústria (0,8%) tenham mostrado variações positivas nessa comparação, o setor de Serviços, que tem maior peso na economia, ficou praticamente estável (0,1%).

Em valores correntes, o PIB no terceiro trimestre chegou a R$ 3,2 trilhões. O Valor Adicionado dos três grandes segmentos da economia foi de R$ 176,2 bilhões para a Agropecuária, R$ 682,2 bilhões para a Indústria e R$ 1,9 trilhão para os Serviços.

A taxa de investimento no terceiro trimestre de 2025 foi de 17,3%, o que representa uma ligeira redução em relação ao mesmo período de 2024 (17,4%). Já a taxa de poupança foi de 14,5%, igualando a taxa (14,5%) do mesmo período de 2024.

Frente ao trimestre imediatamente anterior, três atividades de Serviços mostraram as maiores taxas de crescimento: Transporte, armazenagem e correio (2,7%) Informação e comunicação (1,5%) e Atividades imobiliárias (0,8%). No entanto, o Comércio (0,4%) Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,4%) e Outras atividades de serviços (0,2%) tiveram variações inferiores a 0,5%, enquanto as Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados recuaram (-1,0%). O resultado final foi a estabilidade do setor de Serviços na comparação com o trimestre anterior. Para Claudia Dionísio, analista das Contas Trimestrais do IBGE, “o grande escoamento de produção de commodities, decorrente do bom desempenho da Extrativa Mineral e da Agropecuária, contribuiu positivamente para a atividade de Transporte, armazenagem e correio”.

Na Indústria, houve alta nas Indústrias de Extrativas (1,7%), na Construção (1,3%) e nas Indústrias de Transformação (0,3%), e queda em Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (-1,0%).

Pelo lado das despesas, o Consumo das Famílias (0,1%) ficou praticamente estável e o Consumo do Governo cresceu 1,3%, enquanto a Formação Bruta de Capital Fixo subiu 0,9% em relação ao trimestre imediatamente anterior.

Frente ao mesmo trimestre de 2024, PIB cresce 1,8%

Quando comparado ao mesmo período do ano anterior, o PIB cresceu 1,8% no terceiro trimestre de 2025. Grande parte desse avanço se deve à Agropecuária, que cresceu 10,1% em relação a igual período de 2024, puxada por aumentos acima de 10% na produção de três culturas com safras significativas no terceiro trimestre: milho (23,5%), laranja (13,5%) e algodão (10,6%). Em contrapartida, a produção de cana de açúcar (-1,0%) recuou.

Na mesma comparação, a Indústria cresceu 1,7%, puxada pela alta de 11,9% nas Indústrias extrativas, com a maior extração de petróleo e gás. A Construção também cresceu (2,0%). Por outro lado, houve quedas nas Indústrias de transformação (-0,6%) e em Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (-1,0%).

O setor de Serviços (1,3%) avançou frente ao mesmo período de 2024. Os principais resultados positivos vieram de Informação e comunicação (5,3%), Transporte, armazenagem e correio (4,2%) e Atividades imobiliárias (2,0%). Segundo a analista do IBGE, “as atividades de Agropecuária e Extrativa Mineral, com menor sensibilidade à política monetária contracionista, foram as que tiveram as maiores altas, tanto na comparação interanual quanto no acumulado no ano”.

Na ótica da demanda interna, o Consumo das Famílias teve sua 18ª variação positiva (0,4%) seguida, enquanto o Consumo do Governo cresceu 1,8%. Claudia lembrou que a variação de 0,4% do Consumo das Famílias foi a menor desde o primeiro trimestre de 2021, ainda durante a pandemia de Covid-19”. Já a Formação Bruta de Capital Fixo cresceu 2,3% no terceiro trimestre de 2025, com as altas na Construção, na importação de bens de capital e no desenvolvimento de software, apesar da queda na produção de bens de capital.

Em quatro trimestres, PIB acumula alta de 2,7%

O PIB acumulado em quatro trimestres cresceu 2,7% frente aos quatro trimestres imediatamente anteriores. Nessa comparação, as três atividades mostraram avanços: Agropecuária (9,6%), Indústria (1,8%) e Serviços (2,2%).

Entre as atividades industriais, Indústrias extrativas (4,5%), Construção (2,5%) e Indústrias de transformação (1,6%) cresceram. Por outro lado, houve queda em Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (-2,2%).

Nos Serviços, houve altas em Informação e comunicação (6,2%), Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (2,7%), Transporte, armazenagem e correio (2,7%), Outras atividades de serviços (2,6%), Comércio (2,2%), Atividades imobiliárias (2,0%) e Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade (0,7%).

Pela ótica da despesa, houve altas no Consumo das Famílias (2,1%), no Consumo do Governo (1,2%) e na Formação Bruta de Capital Fixo (6,0%).

Mais sobre a pesquisa

O Sistema de Contas Nacionais apresenta, trimestralmente, os valores correntes e os índices de volume para o Produto Interno Bruto (PIB) a preços de mercado, impostos sobre produtos, valor adicionado a preços básicos, consumo pessoal, consumo do governo, Formação Bruta de Capital Fixo, variação de estoques, exportações e importações de bens e serviços.

No IBGE, a pesquisa foi iniciada em 1988 e reestruturada a partir de 1998, quando os seus resultados foram integrados ao Sistema de Contas Nacionais, de periodicidade anual. Consulte os dados do PIB no Sidra. A próxima divulgação das Contas Trimestrais, relativa ao 4º trimestre de 2025, será em 03 de março de 2026.

Publicado originalmente pela Agência de Notícias IBGE em 04/12/2025

Por Luiz Bello – Editoria Estatísticas Econômicas

Arte: Licia Rubinstein

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Indústria brasileira de defesa amplia exportações e cresce 114% em dois anos https://www.ocafezinho.com/2025/12/01/industria-brasileira-de-defesa-amplia-exportacoes-e-cresce-114-em-dois-anos/ https://www.ocafezinho.com/2025/12/01/industria-brasileira-de-defesa-amplia-exportacoes-e-cresce-114-em-dois-anos/#respond Mon, 01 Dec 2025 18:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=222253 Com início em 2023, retomada inclui produção e venda de aeronaves, embarcações, blindados, munições, soluções cibernéticas para proteção de dados, radares e sistemas seguros de comunicação. Setor responde por 3,49% do PIB

A indústria de defesa brasileira acaba de atingir novo recorde histórico de exportações. São US$ 3,1 bilhões em autorizações para exportações de produtos e serviços, crescimento de 74% em relação a 2024 (US$ 1,78 bilhão). Além disso, o valor é mais que o dobro do registrado em 2023 (US$ 1,45 bilhão). Em aceleração, houve um acumulado de cerca 114%, entre 2023 e 2025, o que demonstra que o setor mais que duplicou seu volume de exportações nesse período.

Os cinco maiores importadores de produtos de defesa brasileiros são: Alemanha, Bulgária, Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos da América e Portugal. A Base Industrial de Defesa (BID) se destaca no mercado internacional, comercializando para aproximadamente 140 países em todos os continentes. Atualmente, são cerca de 80 empresas exportadoras.

Composto por empresas que desenvolvem aeronaves, embarcações, blindados, munições, soluções cibernéticas para proteção de dados, radares, sistemas seguros de comunicação e armamentos, o segmento é estratégico para o país, além de contribuir para a modernização das Forças Armadas. Essencial para a soberania nacional, o setor representa cerca de 3,49% do PIB e gera quase 3 milhões de empregos diretos e indiretos.

“O Ministério da Defesa trabalha diretamente ligado para auxiliar a nossa base industrial de defesa a ter condições de produzir equipamentos, munições, enfim, uma gama variada de produtos para atender às forças armadas brasileiras e, com isso, torná-las as capazes de ter produtos com competitividade para a venda no mundo como um todo. O Ministério da Defesa utiliza a Seprod como instrumento para ter esse relacionamento com a nossa indústria de defesa, para que ela continue crescendo, se mantendo em alto grau de tecnologia e continue aumentando suas vendas para o mundo”, afirma o Secretário de Produtos de Defesa, Heraldo Luiz Rodrigues.

Trabalho conjunto

Uma das funções do Ministério da Defesa é criar condições que permitam alavancar a BID, capacitando a indústria nacional do setor para que conquiste autonomia em tecnologias estratégicas para o país. Assim é um dos principais responsáveis pelo aumento das exportações.

O resultado também é fruto do trabalho em conjunto com outros atores: órgãos governamentais, agências de investimento, bancos públicos, corpo diplomático, entidades de classe, empresas, entre outros. No Ministério da Defesa, o setor responsável pelo estímulo à BID é a Secretaria de Produtos de Defesa (Seprod), que possui quatro departamentos.

O Departamento de Promoção Comercial (Depcom) participa de feiras internacionais de defesa e de eventos empresariais bilaterais para buscar novas oportunidades para a BID no mercados nacional e estrangeiro. Além disso, autoriza as exportações de produtos de defesa.

Em 2025, promoveu dois Diálogos de Indústria de Defesa com Turquia e Jordânia, realizados em Brasília, e participou da feira LAAD Defence & Security, no Rio de Janeiro (RJ), quando foram fechados contratos de venda de produtos de defesa para alguns países. Também organizou o Brazilian Defense Day Embaixadas, na capital federal, com a participação do corpo diplomático de cerca de 50 países e 47 empresas, com o objetivo de impulsionar as exportações de produtos de defesa.

Regulação

Por sua vez, o Departamento de Produtos de Defesa (Deprod) atua na formulação de propostas relacionadas à legislação do setor; acompanha as compensações tecnológica, industrial e comercial (offset) de interesse da Defesa; e gerencia o processo de cadastramento de empresas e produtos de defesa.

Atualmente, são 307 empresas credenciadas e 2.219 produtos classificados. Em 2025, foram classificados 417 produtos e credenciadas 62 novas empresas. A qualidade dos produtos é garantida por meio das visitas de avaliação técnica realizadas periodicamente às empresas credenciadas.

Parcerias

Já o Departamento de Financiamentos e Economia de Defesa (Depfin) tem como atribuições principais a proposição de parcerias com instituições públicas e privadas para a obtenção de financiamentos, garantias e investimentos para as instituições científicas, tecnológicas e de inovação e o acompanhamento da política tarifária que incide na importação e exportação de produtos de defesa.

Neste ano foi assinado um acordo de cooperação técnica com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) para fortalecer a BID por meio da ampliação da participação do setor de defesa nas exportações brasileiras, além do aumento dos índices de nacionalização de bens e serviços do setor.

Inovação e Desenvolvimento Tecnológico

O Departamento de Ciência, Tecnologia e Inovação (Decti) atua para transformar o potencial científico e tecnológico brasileiro em produtos competitivos, capazes de atender às exigências do mercado internacional e ampliar as exportações. Essa estratégia fortalece a autonomia nacional em áreas sensíveis e estimula a Base Industrial de Defesa (BID).

Nos últimos cinco anos, cerca de 140 projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) foram incorporados à Carteira de Projetos de Ciência e Tecnologia e Inovação (CTI) em Matéria de Defesa, com investimentos que já somam R$ 700 milhões. Além disso, 34 projetos da BID receberam subvenções econômicas de agências de fomento, como a Finep e o CNPq, totalizando R$ 1,1 bilhão em apoio financeiro.

Em 2025, o Decti promoveu dois Seminários de Integração das Instituições de CTI em Defesa, reunindo governo, indústria e academia para compartilhar experiências, criar parcerias e aperfeiçoar programas e produtos. Essas iniciativas são fundamentais para garantir que a inovação tecnológica se traduza em soluções práticas, aumentando a competitividade da indústria nacional no cenário global.

Publicado originalmente pela Agência Gov em 01/12/2025

Por Rafael Paixão – Ministério da Defesa

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Arrecadação de receitas federais alcança R$ 261,908 bilhões em outubro https://www.ocafezinho.com/2025/11/26/arrecadacao-de-receitas-federais-alcanca-r-261908-bilhoes-em-outubro/ https://www.ocafezinho.com/2025/11/26/arrecadacao-de-receitas-federais-alcanca-r-261908-bilhoes-em-outubro/#respond Wed, 26 Nov 2025 20:07:33 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=221999 Dados divulgados divulgados pela Receita Federal mostram que o recolhimento nos dez primeiros meses de 2025 chegou a R$ 2,367 trilhões

A arrecadação total das receitas federais alcançou R$ 261,908 bilhões em outubro, alta real (já descontada a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo — IPCA) de 0,92% sobre o resultado de igual período de 2025 (R$ 247,920 bilhões). Em termos nominais, houve crescimento de 5,64%.

No acumulado dos dez primeiros meses de 2025, a arrecadação federal somou R$ 2,367 trilhões, elevação de 3,20% em termos reais na comparação com igual período de 2024 (R$ 2,182 trilhões). Em termos nominais, o resultado acumulado entre janeiro e outubro deste ano foi 8,49% superior ao de igual período de 2024.

Os valores arrecadados representam o melhor desempenho arrecadatório apurados desde 1995, tanto para meses de outubro quanto em relação ao acumulado dos primeiros dez meses do ano.

As informações foram divulgadas nesta segunda-feira-feira (24/11) pela Receita Federal do Brasil (RFB) em entrevista coletiva realizada na sede do Ministério da Fazenda, em Brasília.

Os dados foram apresentados e detalhados pelo chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros (Cetad) da RFB, Claudemir Malaquias; e pelo coordenador de Previsão e Análise da Receita Federal, Marcelo Gomide, auditores-fiscais da Receita Federal. A entrevista foi presencial e contou com transmissão ao vivo, pelo canal do Ministério da Fazenda no YouTube.

Confira o material com os dados da arrecadação federal de outubro de 2025

“Temos uma trajetória de crescimento da arrecadação desde o início deste ano”, destacou Malaquias. Marcelo Gomide apontou que o destaque em outubro foi a elevação de 5,54% no recolhimento de IRPJ /CSLL [Imposto de Renda da Pessoa Jurídica / Contribuição Social sobre o Lucro Líquido], em comparação com o resultado de igual mês do ano passado Já a Receita Previdenciária subiu 2,90%.

A Receita informou que a base de comparação de outubro foi influenciada por eventos não recorrentes ou alterações de legislação que ocorreram em 2024, sem contrapartida em 2025. Sem considerar os pagamentos atípicos, haveria um crescimento real de 4,84% na arrecadação do período acumulado de janeiro a outubro.

Fatores

Na comparação entre outubro deste ano com igual período de 2024, há uma série de destaques que explicam o desempenho da arrecadação no mês passado, a começar pelo comportamento dos principais indicadores macroeconômicos.

A produção industrial de setembro deste ano subiu 1,46% na comparação com igual mês de 2024 e a venda de bens registrou alta de 1,14%. A venda de serviços subiu 4,10% e a massa salarial foi ampliada em 8,47%. “O comportamento da massa salarial impacta consideravelmente a contribuição previdenciária e do Imposto de Renda Retido na Fonte”, ressaltou o coordenador de Previsão e Análise da Receita.

“Há uma adesão ao desempenho da administração tributária, arrecadando tributos em linha com os indicadores macroeconômicos”, comentou Malaquias. Ele reforçou que o comportamento dos indicadores macroeconômicos no período entre janeiro ou outubro todos são positivos (exceto os de varejo e de consumo, com ligeiros decréscimos).

Além do comportamento dos indicadores macroeconômicos e do desempenho do IRPJ/CLLL, outros fatores também marcaram o resultado da arrecadação de outubro de 2025, aponta a Receita. Houve alta no recolhimento de IOF [Imposto sobre Operações Financeiras], em razão de alteração na legislação do tributo por meio do Decreto nº 12.499/2025. O IOF, no mês passado, arrecadou R$ 8,138 bilhões, alta real de 38,8% em relação a outubro de 2024 (R$ 5,863 bilhões).

Outro ponto de impacto sobre o resultado do mês passado foi o crescimento da arrecadação do IRRF [Imposto de Renda Retido na Fonte] incidente nos rendimentos do Capital em razão, especialmente, dos crescimentos observados na arrecadação incidente sobre títulos e fundos de renda fixa e na arrecadação de Juros Remuneratórios sobre o Capital Próprio (JCP). O IRRF-Rendimentos de Capital registrou arrecadação de R$ 11,574 bilhões em outubro deste ano, alta de 28,01% na comparação com igual mês de 2024 (R$ 9,041 bilhões).

A Receita Federal também apresentou o recorte da arrecadação por divisões econômicas (exceto Receitas Previdenciárias). Nessa base de análise, destaque para o recolhimento de impostos oriundo do segmento de “atividades de exploração de jogos de azar e apostas”, que registrou arrecadação de R$ 1,093 bilhão no mês passado, ante R$ 11 milhões em outubro de 2024. “Isso por conta da regulamentação que começou a vigorar este ano”, explicou Claudemir Malaquias.

Receitas Administradas

Considerando dados referentes exclusivamente à arrecadação de receitas administradas pela Receita Federal, o recolhimento de outubro somou R$ 246,951 bilhões. Isso significa altas de 4,74%, em termos reais, e de 9,64%, em termos nominais, sobre o resultado de igual mês de 2024 (R$ 225,233 bilhões).

No acumulado dos dez primeiros meses do ano, as receitas administradas pela Receita Federal somaram R$ 2,263 trilhões, representando elevações de 4,17%, em termos reais, e de 9,51%, em termos nominais, sobre o valor registrado no mesmo período de 2024 (R$ 2,067 trilhão).

Publicado originalmente pelo Ministério da Fazenda em 24/11/2025

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Com 9,1 milhões de filiados, taxa de sindicalização cresce pela primeira vez desde 2012 https://www.ocafezinho.com/2025/11/19/com-91-milhoes-de-filiados-taxa-de-sindicalizacao-cresce-pela-primeira-vez-desde-2012/ https://www.ocafezinho.com/2025/11/19/com-91-milhoes-de-filiados-taxa-de-sindicalizacao-cresce-pela-primeira-vez-desde-2012/#respond Wed, 19 Nov 2025 15:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=221579 São 8,9% dos 101 milhões de pessoas trabalhadoras do País filiadas voluntariamente a sindicatos

Em 2024, a taxa de sindicalização apresentou o primeiro resultado positivo da série histórica, passando de 8,4% (8,3 milhões de pessoas) para 8,9% (9,1 milhões de pessoas). É uma redução de 7,2 pontos percentuais (p.p.) em relação a 2012, o início da série histórica, quando a taxa era de 16,1%. Estas informações foram divulgadas hoje (19) e fazem parte do módulo Características adicionais do mercado de trabalho da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua.

Entre os grupamentos de atividades, todos apresentaram aumento nas taxas de sindicalização, com destaque para Administração pública, defesa e seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (15,5%) e Indústria geral (11,4%), ambas com um aumento de 1,1 p.p. Entretanto, Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, que representa a segunda maior proporção de sindicalizados (14,8%), teve perda de 0,2 p.p.

O grupamento de atividades Informação, comunicação e financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas apresentou aumento de 0,8 p.p., chegando a uma taxa de sindicalização de 9,6%. Já o Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas, que é responsável por quase um quinto da população ocupada total, registrou taxa de sindicalização de 5,6%, inferior à média observada da população ocupada total (8,9%), após um aumento de 0,5 p.p. em relação a 2023.

Em relação a 2012, todos os grupamentos de atividades apresentaram queda na sindicalização. Em termos de taxa, a maior queda foi no grupo de Transporte, armazenagem e correios, que em 12 anos registrou redução de 12,4 p.p. (de 20,7% em 2012 para 8,3% em 2024), seguido pela indústria geral, que passou de 21,3 para 11,4, uma perda de 9,9 p.p..

“O aumento da taxa de sindicalização na Administração pública e na Indústria é importante, porque também houve aumento de contingente de trabalhadores. É possível que exista um movimento de retomada, já que historicamente são grupos mais organizados em termos de sindicalismo”, explica o analista da pesquisa, William Kratochwill. “Na Agricultura, ao contrário, tem havido uma forte queda no contingente ocupado. A redução de 4,8% na taxa de sindicalização nesse setor pode estar mais associada à redução desse contingente do que a uma redução de sindicalização entre os trabalhadores”.

Destaques

  • Em 2024, dos 101,3 milhões de ocupados do país, 8,9% (9,1 milhões de pessoas) eram associados a sindicatos, interrompendo a sequência de reduções tanto de contingente (desde 2014) quanto de percentual (desde 2016).
  • Na comparação com o ano anterior, houve aumento de 9,8%, ou de 812 mil pessoas no contingente de sindicalizados. Em 2023, eram 8,3 milhões de pessoas ou 8,4% dos ocupados, a menor taxa de sindicalização de toda a série histórica.
  • Em relação a 2012, todos os grupamentos de atividades apresentaram queda na sindicalização. Em termos de taxa, a maior queda foi no grupo de Transporte, armazenagem e correios, que em 12 anos registrou redução de 12,4 p.p. (de 20,7% em 2012 para 8,3% em 2024), seguido pela Indústria geral, que passou de 21,3% para 11,4%, uma perda de 9,9 p.p.
  • Entre os 29,8 milhões de empregadores e trabalhadores por conta própria do país, 10,0 milhões (ou 33,6%) estavam em empreendimentos registrados no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), aumento de 3,5p.p. em relação a 2023 quando havia 9,7 milhões (ou 33,0%).
  • A cobertura no CNPJ, em 2024, entre os trabalhadores por conta própria foi de 25,7%. Já entre empregadores foi de 80,0%.
  • Em 2024, dos 29,8 milhões de pessoas ocupadas como empregador ou trabalhador por conta própria, apenas 4,3% eram associadas à cooperativa de trabalho ou produção, menor percentual da série histórica. Com 8,2% em 2024, a Região Sul registrou os maiores valores, entre todas as grandes regiões, em todo o período.

Cresce sindicalização de empregados com carteira e no setor público

Na análise pela posição na ocupação e categoria do emprego, os empregados no setor público (18,9%) tinham a maior taxa de sindicalização, seguidos pelos trabalhadores com carteira assinada no setor privado (11,2%) e trabalhadores familiares auxiliares (9,9%). Os pesquisadores relacionam o alto percentual dos trabalhadores familiares à concentração dessa categoria no setor agropecuário.

“Com mais pessoas sendo contratadas, agora talvez estejam identificando a necessidade de se organizar um pouco mais. Pode ser que o os sindicatos tenham buscado aumentar seu alcance, retomar sua credibilidade e prestação de serviços. O mercado está se aquecendo”, analisa William.

Por sua vez, as menores coberturas sindicais estavam entre os empregados no setor privado sem carteira assinada (3,8%) e os trabalhadores domésticos (2,6%). “Os sem carteira estão à margem do mercado e os trabalhadores domésticos são uma classe menos organizada, também associados a uma alta taxa de informalidade”, comenta William.

Na comparação com o ano anterior, a taxa de sindicalização aumentou em dois grupos que têm, ao longo da série histórica, maiores percentuais de trabalhadores sindicalizados: os empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada, cuja taxa passou de 10,1% para 11,2%, e dos empregados no setor público (inclusive servidor estatutário e militar), de 18,3% para 18,9%. Esses grupos foram os que registraram as principais perdas nos últimos anos, principalmente a partir de 2017. Para os pesquisadores, isso indica que, independentemente do setor de atividade (público ou privado), a retração da sindicalização atinge todos os segmentos da ocupação.

Sindicalização aumenta em todos os níveis de instrução

A pesquisa também investiga o nível de instrução dos trabalhadores sindicalizados. Do universo de 9,1 milhões de sindicalizados, 37,5%, ou 3,4 milhões, tinham concluído o ensino médio e 37,2% (3,4 milhões) tinham superior completo. A maior taxa de sindicalização era dos ocupados com superior completo (14,2%) e a menor, dos que tinham ensino fundamental completo e médio incompleto (5,7%).

Houve aumento em todos os níveis de instrução na comparação com 2023. Os maiores crescimentos foram registrados entre os trabalhadores que tinham superior completo (de 13,5% para 14,2%) e os com médio completo e superior incompleto (de 7,1% para 7,7. Quando comparada ao início da série histórica, em 2012 (28,3%), a taxa de sindicalização no primeiro grupo caiu 14,1 pontos percentuais, a maior retração entre os grupos analisados.

Sul e Sudeste impulsionam o aumento na taxa nacional

O aumento do percentual de trabalhadores associados a sindicato no Brasil foi impulsionado pelo aumento do percentual nas regiões Sul (9,8%) e Sudeste (9,2%), que apresentaram crescimentos de 0,5 p.p. e 1,3 p.p., respectivamente. As regiões Sul, Norte e Centro-Oeste se destacam na pesquisa por terem o percentual de trabalhadores associados a sindicato reduzidos a menos da metade de 2012 para 2024 (20,3% para 9,8%; 14,8% para 7,0%; e 14,0% para 6,9%, respectivamente).

A Região Nordeste se destaca por ser a única em que o percentual das mulheres sindicalizadas (10,0%) foi superior ao dos homens (8,9%). No país, 9,1% dos homens estavam sindicalizados, 0,6 p.p. a mais que em 2023, quando esse percentual foi de 8,5%. Entre as mulheres, passou de 8,2% para 8,7%, no mesmo período. A diferença do percentual de sindicalizados entre homens e mulheres, que em 2012 foi de 2,0 p.p., passou para 0,4 p.p. em 2024.

Mais sobre a pesquisa

A PNAD Contínua Características Adicionais do Mercado de Trabalho 2024 investiga um conjunto de informações sobre força de trabalho e aborda dados sobre associação a sindicato, associação às cooperativas de trabalho e produção, cobertura de CNPJ entre empregadores e trabalhadores por conta própria e local de exercício do trabalho, com diferenciações por sexo e nível de instrução. Os indicadores são apresentados para o conjunto do país, grandes regiões e unidades da federação. As tabelas estão disponíveis no Sidra. Acesse o material de apoio e a publicação completa para mais informações.

Publicado originalmente pela Agência de Notícias IBGE em 19/11/2025

Por Jana Peters e Marília Loschi – Editoria Estatísticas Sociais

Arte: Claudia Ferreira e Licia Rubinstein

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Empresas contrataram mais e registraram ganho real do salário médio em 2023 https://www.ocafezinho.com/2025/11/14/empresas-contrataram-mais-e-registraram-ganho-real-do-salario-medio-em-2023/ https://www.ocafezinho.com/2025/11/14/empresas-contrataram-mais-e-registraram-ganho-real-do-salario-medio-em-2023/#respond Fri, 14 Nov 2025 18:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=221310 Média salarial dos trabalhadores do setor de eletricidade e gás estava entre as mais altas em 2023

Em termos reais, o salário médio mensal pago em 2023 pelas empresas cresceu 2,0% e passou de R$ 3.673,50, em 2022, para R$ 3.745,45, o equivalente a 2,8 salários mínimos (o valor de 2022 foi corrigido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC, tendo como referência o ano de 2023). Isso gerou impacto direto no valor do pagamento de salários e outras remunerações, que totalizou R$ 2,6 trilhões, crescimento de 7,5% em relação ao ano anterior. Ao mesmo tempo, as 3,0 milhões (29,8%) de empresas com pessoas assalariadas ocuparam 52,6 milhões (79,8%) de pessoas, um crescimento de 4,8%.

No total, foram contabilizadas, em 31 de dezembro de 2023, 10,0 milhões de empresas e outras organizações formais ativas, um incremento de 6,3% em relação a 2022. O número de sócios e proprietários foi de 13,3 milhões (20,2%). Já o total de pessoas ocupadas, quando são levados em conta assalariados, sócios e proprietários era de 66 milhões de pessoas, 5,1% maior.

Estas informações são das Estatísticas do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE), divulgadas hoje (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A pesquisa traz um panorama das diversas seções econômicas das empresas e outras organizações formalmente constituídas no país, fornecendo ainda um recorte do pessoal ocupado por gênero, bem como o desempenho dos estados.

Salários pagos no setor de Eletricidade e gás estavam até 131,8% acima da média mensal

Com salário médio de R$ 8.680,85, 131,8% acima do valor do salário médio mensal de todos os setores (R$ 3.745,45), a seção de Eletricidade e gás foi a que pagou os valores mais elevados. Em seguida estão o setor de Organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais, com R$ 8.658,97, que está acima da média em 131,2%; bem como as Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados, com R$ 8.169,84, acima em 118,1%. Apesar destas três atividades pagarem salários médios mensais mais elevados, ocuparam, juntas, 1,4 milhão de pessoas, ou seja, somente 2,6% do pessoal ocupado assalariado.

Na outra ponta, entre os setores que pagaram os salários médios mensais mais baixos, estão: Alojamento e alimentação (R$ 1.920,71), Atividades administrativas e serviços complementares (R$ 2.254,52) e Outras atividades de serviços (R$ 2.542,29), com valores 48,7%, 39,8% e 32,1% abaixo da média, respectivamente. Elas absorveram juntas cerca de 8,4 milhões de pessoas, ou seja, 16,0% do pessoal ocupado assalariado.

Salário médio de quem tem nível superior é três vezes maior

Na análise por escolaridade, verifica-se que 76,4% do pessoal ocupado assalariado não tinha nível superior, e 23,6% tinham. Isso representa uma estabilidade em relação à 2022 quando estes números eram 76,6% e 23,4%, respectivamente. Enquanto aqueles sem nível superior receberam, em média, R$ 2.587,52, quem tinha nível superior recebeu R$ 7.489,16. Assim, em 2023, o pessoal sem nível superior recebeu, em média, 34,6% do salário médio do pessoal com nível superior. Em 2022, era 34,4%.

Desta forma, enquanto o pessoal ocupado assalariado sem nível superior recebeu, em média, 2,0 salários mínimos, para o pessoal com nível superior esse valor chegava a 5,7 salários mínimos. Em 2022, eles eram 2,0 e 5,9 salários mínimos.

Educação (65,5%) e Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (59,9%) são as duas seções com a maior participação de pessoas assalariadas com nível superior. Em termos de distribuição, 22,2% da mão de obra sem nível superior foi alocada no Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas, seguido das Indústrias de transformação (17,6%) e das Atividades administrativas e serviços complementares (12,7%).

Cai a diferença entre salários de homens e mulheres, mas eles ainda ganham 15,8% a mais

Em relação a 2022, a diferença entre os salários de homens e mulheres caiu, passando de 17,0% para 15,8% a mais para os homens. Enquanto a remuneração média dos homens foi de R$ 3.993,26, elas receberam R$ 3.449,00. Sob outra perspectiva, as mulheres receberam, em média, o equivalente a 86,4% do salário médio mensal dos homens, um aumento de 0,9% em relação à 2022.

“Na quantidade de pessoas ocupadas, em 2023, 54,5% eram homens e 45,5%, mulheres, o que representou uma estabilidade da participação feminina em relação ao ano anterior, quando elas representavam 45,3% dos assalariados”, pontua o analista da pesquisa, Eliseu Oliveira.

Os homens estavam mais concentrados no setor da Construção (87,4%), seguido das Indústrias extrativas (83,1%) e do Transporte, armazenagem e correio (81,3%). Já as mulheres atuavam mais nos setores de Saúde humana e serviços sociais (75,0%), Educação (67,7%) e Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (57,5%).

Maior quantidade de empresas é de pequeno porte; grandes pagam maiores salários

Em 2023, do total de empresas e outras organizações, 93,1% tinham de 0 a 9 pessoas; 5,9%, de 10 a 49 pessoas; 0,8%, de 50 a 249 pessoas; e 0,2%, de 250 pessoas ou mais. Em 2022, estes números eram, respectivamente, 92,8%, 19,8%, 2,6% e 0,8%.

Apesar do predomínio daquelas de menor porte na estrutura empresarial brasileira, as empresas e outras organizações com 250 pessoas ou mais tinham as maiores participações no pessoal ocupado total (43,9%), no pessoal ocupado assalariado (55,0%) e nos salários e outras remunerações (69,1%). Em 2022, os números eram 50,1%, 54,1% e 69,3%, respectivamente.

“Em termos salariais, os valores apresentam relação direta com o porte. Os salários médios mensais mais elevados foram pagos pelas empresas e outras organizações com 250 pessoas ou mais, que são também as únicas que pagam salários acima da média mensal”, pondera Eliseu.

No ano da pesquisa, as empresas maiores pagaram salários médios mensais que chegam a R$ 4.748,78, mais que o dobro do salário recebido por aquelas com 0 a 9 pessoas ocupadas (R$ 1.946,77).

Seção de Comércio e reparação de veículos se destaca em três das quatro variáveis analisadas

A seção de Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas, assim como no anterior, registrou as maiores participações em três das quatro variáveis analisadas: número de empresas e outras organizações (28,3%), pessoal ocupado total (20,5%) e pessoal ocupado assalariado (18,5%). Em 2022, eles representavam 29,1%, 21,0% e 19,0%. Em salários e outras remunerações, o seguimento continuou na terceira colocação, passando de 13,0% em 2022 para 12,9% em 2023.

Segundo o analista da pesquisa, ainda que tenha sido registrado queda nos números, esta área se mantém em destaque por causa do grande número de empresas e pessoas que agrega. “Apesar de atividades como Administração pública, Educação e Atividades administrativas e serviços complementares terem ganhado maior participação na economia em número de assalariados, observa-se que a seção Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas continua sendo a atividade que mais absorve mão de obra”, ressalta.

As Indústrias de transformação ocuparam as segundas posições em pessoal ocupado total (13,5%) e em salários e outras remunerações (16,2%). No ano anterior, tinham 14,0% e 16,4%, respectivamente. Em relação a pessoal assalariado, elas perderam uma colocação e ficaram em terceiro, com 15,3%, após registrarem 15,8% de participação em 2022.

Já a seção Administração pública, defesa e seguridade social ficou na terceira colocação em pessoal ocupado total (12,9%) e na primeira em salários e outras remunerações (23,2%). Ela representa apenas 0,5% do número de empresas, entretanto tem uma massa salarial de aproximadamente R$ 593 bilhões. Por outro lado, a seção registrou uma melhora em pessoal ocupado assalariado (16,2%), subindo uma posição em relação a 2022, quando tinha 15,7%.

Por fim, a seção Atividades administrativas e serviços complementares ficou na segunda posição em número de empresas (9,9%) e na quarta posição em pessoal ocupado total (9,9%) e pessoal ocupado assalariado (10,6%). Em 2022, ela ocupava as mesmas colocações, entretanto, os índices eram 9,8%, 9,7% e 10,4%, respectivamente.

Para Eliseu, o aumento positivo nas variáveis analisadas mostra que a economia apresentou sinais de recuperação no período. “Ao observar e comparar a quantidade de empresas e os impactos que elas geraram na ocupação, pagamentos de salários e outras remunerações, observamos que houve um processo de retomada da economia no cenário pós-pandemia”.

Entidades empresariais lideram em todas as variáveis

A análise das empresas e outras organizações do CEMPRE, segundo a natureza jurídica, mostra a importância das entidades empresariais. Elas representaram, em 2023, 89,0% do total de empresas; 76,4% do pessoal ocupado total; 71,8% do pessoal ocupado assalariado; e 63,0% dos salários e outras remunerações.

Os órgãos da administração pública, apesar de representarem somente 0,6% das empresas e outras organizações, demonstram sua importância ao absorverem 17,0% do pessoal ocupado total e 21,3% do pessoal ocupado assalariado, pagando 30,7% dos salários e outras remunerações.

Já as entidades sem fins lucrativos, por sua vez, representaram 10,4% das empresas e outras organizações e registraram as menores participações nas variáveis econômicas analisadas, com 6,6% do pessoal ocupado total; 6,9% do pessoal ocupado assalariado; e 6,4% dos salários e outras remunerações pagos no ano.

Tanto para os homens, quanto para as mulheres, os maiores salários médios foram pagos pela administração pública (R$ 5.933,39 e R$ 4.895,56, respectivamente). Nessas instituições, o salário médio mensal pago às servidoras públicas representou 82,5% daquele pago aos servidores do sexo masculino.

As entidades empresariais, por sua vez, registraram os menores valores pagos: R$ 3.620,02 e R$ 2.817,75, respectivamente, para homens e mulheres, sendo que o salário delas representou 77,8% dos salários pagos a eles. Nas entidades sem fins lucrativos, os homens e as mulheres receberam, em média, R$ 3. 605,91 e R$ 3.356,01, respectivamente. “Esta última se destacou como a natureza jurídica com a menor distância salarial entre os sexos, com elas ganhando 93,1% do salário médio deles”, completa Eliseu.

Ainda no recorte por natureza jurídica, a maior diferença salarial entre as escolaridades está nas entidades empresariais, com os menos escolarizados recebendo 31,0% da remuneração dos mais escolarizados (R$ 2.484,09 e R$ 8.010,68, respectivamente). Na administração pública, por outro lado, observa-se a menor diferença, com aqueles sem nível superior recebendo o equivalente a 44,9% dos que tinham nível superior (R$ 3.283,26 e R$ 7.304,84, respectivamente).

Mais da metade das unidades locais estavam no Sudeste

As 10,0 milhões de empresas e outras organizações ativas no país tinham 11,3 milhões de unidades locais, um aumento de 6,1% em relação à 2022. Por região, a maior concentração de unidades locais está no Sudeste com 5,8 milhões (51,4%). O Sudeste também registrou a maior quantidade de pessoal ocupado total, com 32,5 milhões (49,2%), e de assalariado, com 25,5 milhões (48,5%). A região pagou ainda a maior massa de salários e outras remunerações, 1,3 trilhão (52,5%).

Já a região Sul apresentou o segundo maior quantitativo de unidades locais em 2023, com 2,2 milhões (19,7%). Em seguida, estão as regiões Nordeste (1,8 milhão), Centro-Oeste (972,2 mil) e Norte (529,9 mil).

O Sul concentrou 17,9% do pessoal ocupado total (11,8 milhões), 17,2% do pessoal assalariado (9,1 milhões) e pagou 16,9% dos salários e outras remunerações (R$ 432,2 bilhões). O Nordeste tinha 18,0% do pessoal ocupado total (11,9 milhões), 18,8% dos assalariados (9,9 milhões) e 14,7% dos salários e outras remunerações (R$ 376,4 bilhões).

Já as regiões Centro-oeste e Norte apresentam as menores participações nas três variáveis: 9,2% e 5,8% do pessoal total, 9,3% e 6,2% do pessoal assalariado e 10,3% e 5,6% da massa salarial.

São Paulo era o estado que tinha, em 2023, a maior concentração de pessoal ocupado total (29,0%), pessoal assalariado (28,1%) e salários e outras remunerações (32,6%). Minas Gerais apresentou a segunda maior concentração de pessoal total e assalariado (10,2% e 10,2%, respectivamente), porém a terceira maior concentração de massa salarial (8,9%). Já o Rio de Janeiro apresentou a terceira maior concentração de pessoal total e assalariado (8,1% e 8,3%, respectivamente) e a segunda maior concentração de massa salarial (9,4%).

Os mais altos salários médios foram registrados nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, 3,1 salários mínimos cada, seguidas pelas regiões Sul (2,8), Norte (2,6) e Nordeste (2,2). Segundo as Unidades da Federação, o Distrito Federal apresentou o maior salário médio mensal (4,5 salários mínimos), seguido por São Paulo (3,3) e Rio de Janeiro (3,2). Os menores salários foram observados em Alagoas (2,0) e no Ceará (2,1).

Quebra da série histórica

O analista da pesquisa lembra ainda que os dados da CEMPRE de 2023 só devem ser considerados para efeito de comparação com o ano de 2022. Isso se deve ao processo de transição para o eSocial e de recentes alterações metodológicas. Desta forma, foi necessária a quebra de série histórica que começou em 2007.

“Ressalta-se que essa mudança implantada na metodologia de unidades ativas teve como objetivo fornecer estatísticas próximas à realidade econômica do país. Porém, não mais se manteve a comparabilidade com a série histórica de 2007-2021, tendo sido iniciada uma nova série a partir do ano de 2022”, esclarece Eliseu.

A pesquisa

O CEMPRE reúne informações cadastrais e econômicas das empresas e outras organizações presentes no País, inscritas no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil, e de suas respectivas unidades locais. A atualização é realizada, anualmente, a partir das informações provenientes do IBGE, da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil e do Ministério do Trabalho e Emprego.

O levantamento divulga os dados das organizações formais ativas no País, como número total de empresas e outras organizações; pessoal ocupado total; pessoal ocupado assalariado; salários e outras remunerações; e salário médio mensal em 2023. As informações são apresentadas segundo a atividade econômica, de acordo com a Classificação Nacional de Atividades Econômicas – CNAE 2.0; a natureza jurídica; o porte, por faixas de pessoal ocupado assalariado; e a distribuição geográfica, destacando-se, ainda, a participação do pessoal ocupado assalariado por sexo e nível de escolaridade.

Os resultados são divulgados no site do IBGE e Sistema IBGE de Recuperação Automática (Sidra) para Brasil, Grandes Regiões, Unidades da Federação e Municípios.

Destaques

  • Em 2023, havia 10 milhões de empresas e outras organizações formais ativas no país, um crescimento de 6,3% em relação a 2022. Elas ocupavam 66 milhões de pessoas em 31 de dezembro de 2023.
  • Do total de empresas, 7 milhões (70,2%) eram sem pessoal assalariado e 3 milhões com pessoas assalariadas (29,8%).
  • Das 66,0 milhões de pessoas ocupadas, 52,6 milhões (79,8%) eram assalariadas e 13,3 milhões (20,2%) estavam na condição de sócios e proprietários.
  • Em 2023, a média salarial, após a correção pelo INPC, foi de R$ 3.745,45, um aumento real de 2% em relação a 2022.
  • O setor de Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas registrou as maiores participações em número de empresas e outras organizações (28,3%), pessoal ocupado total (20,5%) e pessoal ocupado assalariado (18,5%), enquanto em salários e outras remunerações, ocupou a terceira colocação (12,9%).
  • A maior parcela de salários e outras remunerações foi observada na seção Administração pública, defesa e seguridade social (23,2%).
  • Nas empresas e organizações formais ativas no país, 54,5% do pessoal ocupado assalariado era formado por homens e 45,5% por mulheres. Em 2023, os homens ganhavam em média R$ 3.993,26, valor 15,8% maior que o recebido pelas mulheres. Em 2022, essa diferença salarial era de 17%.
  • Em 2023, 76,4% do pessoal ocupado assalariado não tinha nível superior. Aqueles que tinham nível superior ganhavam, em média, R$ 7.489,16, o que representava três vezes mais do que aqueles que não possuíam esse nível de escolaridade (R$ 2.587,52).
  • Os homens eram maioria no setor de Construção (87,4%) e nas Indústrias Extrativas (83,1%); já as mulheres eram maioria no setor de Saúde Humana e Serviços Sociais (75,0%), seguida da Educação (67,7%).
  • Das 11,3 milhões de unidades locais, 51,4% estavam no Sudeste.
  • Os estados com as maiores concentrações de pessoal ocupado e assalariado foram: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
  • Em termos de salário médio mensal, os mais altos foram registrados nas regiões Centro-Oeste e Sudeste (3,1 salários mínimos), seguida das regiões Sul (2,8), Norte (2,6) e Nordeste (2,2). O Distrito Federal apresentou o maior salário médio mensal (4,5).

Publicado originalmente pela Agência de Notícias IBGE em 13/11/2025

Por Magno Lopes e Marcelo Benedicto – Editoria Estatísticas Econômicas

Arte: Licia Rubinstein

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