defesa - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/defesa/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Fri, 17 Apr 2026 15:30:40 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://www.ocafezinho.com/wp-content/uploads/2015/10/cropped-Logo_Cafezinho_tmb-32x32.png defesa - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/defesa/ 32 32 Rússia lança foguete Soyuz 2.1b com satélites militares https://www.ocafezinho.com/2026/04/17/russia-lanca-foguete-soyuz-2-1b-com-satelites-militares/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/17/russia-lanca-foguete-soyuz-2-1b-com-satelites-militares/#comments Fri, 17 Apr 2026 15:02:31 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/17/russia-lanca-foguete-soyuz-2-1b-com-satelites-militares-a-partir-de-plesetsk/ O Ministério da Defesa da Rússia divulgou o lançamento bem-sucedido do foguete portador Soyuz 2.1b. A missão partiu do cosmódromo de Plesetsk, na província de Arkhangelsk, no norte do país, e carregava satélites de uso militar.

Após a decolagem, as equipes terrestres estabeleceram comunicação telemétrica estável com os dispositivos.

Todos os sistemas de bordo operam dentro dos parâmetros normais, conforme relatório oficial das autoridades.

As Forças Aeroespaciais russas conduziram integralmente a operação de lançamento.

Os satélites alcançaram a órbita planejada e permanecem sob controle direto do Ministério da Defesa.

Segundo o portal Actualidad RT, os aparelhos cumprem a fase inicial da missão sem registro de anomalias.

O foguete Soyuz 2.1b acumula histórico de múltiplos lançamentos militares bem-sucedidos a partir da mesma base.

As autoridades russas mantêm sigilo sobre o número exato de satélites e suas capacidades específicas.

Essa postura segue o protocolo padrão adotado em operações estratégicas de natureza similar.

O cosmódromo de Plesetsk é selecionado com frequência para inserção de cargas em órbitas de alta inclinação ou trajetórias polares, configurações que favorecem aplicações de vigilância e reconhecimento em escala global.

O Centro Principal de Testes Espaciais Guerman Titov monitora o voo com redes terrestres automatizadas de controle, acompanhando cada etapa com precisão por meio de infraestrutura consolidada.

Os satélites militares desempenham funções essenciais de comunicação segura, reconhecimento óptico por radar, navegação precisa e transmissão de comandos operacionais.

Essa capacidade orbital confere autonomia estratégica às forças armadas russas, inserindo a operação em uma sequência de lançamentos que atualizam a constelação espacial militar do país.

A Rússia mantém investimentos regulares em tecnologia de foguetes e satélites, preservando sua posição como ator relevante no setor aeroespacial mundial.

O Ministério da Defesa russo segue divulgando imagens e dados controlados da missão, com todos os indicadores técnicos dentro do esperado.

Com edição de Rhyan de Meira*


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A corrida tecnológica dos EUA e o Brasil na geopolítica global https://www.ocafezinho.com/2026/03/31/a-corrida-tecnologica-dos-eua-e-o-brasil-na-geopolitica-global/ https://www.ocafezinho.com/2026/03/31/a-corrida-tecnologica-dos-eua-e-o-brasil-na-geopolitica-global/#respond Tue, 31 Mar 2026 03:36:30 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/03/31/a-corrida-tecnologica-dos-eua-e-o-brasil-na-geopolitica-global/ A recente solicitação do Departamento de Defesa dos Estados Unidos à gigante Honeywell para acelerar a produção de tecnologias críticas não é um fato isolado de logística industrial. É um sinal claro do aprofundamento da corrida tecnológica e estratégica que redefine as alianças globais. Em um mundo onde a supremacia militar e econômica está intrinsecamente ligada ao domínio de setores como aeroespacial, semicondutores e inteligência artificial, tal movimento reforça a tese de que estamos em uma nova Guerra Fria, desta vez com contornos tecnológicos mais definidos.

Para o Brasil, que busca se reposicionar no tabuleiro internacional após os anos de isolamento e subserviência ideológica do governo Bolsonaro, este cenário é ao mesmo tempo um alerta e uma oportunidade. O governo Lula herdou um país com capacidade industrial e científica debilitada, mas com potencial inegável em setores estratégicos. A dependência tecnológica, especialmente em áreas sensíveis como defesa e comunicações, é uma vulnerabilidade nacional que precisa ser tratada com a seriedade de uma política de Estado, não como mera agenda de um governo.

O bolsonarismo, em sua visão míope e colonial, celebrou a subordinação tecnológica, tratando o Brasil como mero consumidor e parceiro secundário em cadeias globais. A reconstrução progressista, em contraste, exige que pensemos nossa soberania também em bytes e inovação. O momento geopolítico atual, com potências centrais acelerando sua autonomia em tecnologias críticas, deve servir de impulso para um projeto nacional de reindustrialização baseada no conhecimento. Isso passa por investimentos massivos em educação, ciência e parcerias estratégicas que transferam tecnologia, e não apenas por compras de equipamentos.

Às vésperas de 2026, a discussão sobre que projeto de nação queremos não pode ignorar esta dimensão. A alternativa ao projeto desenvolvimentista e soberano de Lula será, inevitavelmente, um retorno à condição periférica e dependente que o bolsonarismo tanto cultuou. A aceleração da produção de defesa nos EUA é um lembrete de que o futuro se constrói com planejamento, ciência e uma visão clara de interesse nacional. O Brasil não pode ficar para trás nesta corrida.

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Lula afirma que Brasil deve reforçar defesa para evitar invasão dos EUA https://www.ocafezinho.com/2026/03/10/lula-afirma-que-brasil-deve-reforcar-defesa-para-evitar-invasao-dos-eua/ https://www.ocafezinho.com/2026/03/10/lula-afirma-que-brasil-deve-reforcar-defesa-para-evitar-invasao-dos-eua/#respond Tue, 10 Mar 2026 14:31:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=226931 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (9) que o Brasil precisa fortalecer sua capacidade de defesa e desenvolver armamentos com função de dissuasão diante de possíveis ameaças externas. A declaração foi feita no Palácio do Planalto durante visita oficial do presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa.

Ao comentar o tema, Lula destacou que a América do Sul historicamente se apresenta como uma região pacífica, mas disse que isso não elimina a necessidade de preparação militar.

“Presidente Ramaphosa, uma coisa importante. Aqui, na América do Sul, nós nos colocamos como uma região de paz. Aqui ninguém tem bomba nuclear, aqui ninguém tem bomba atômica, aqui os nossos drones são para agricultura, para fins de tecnologia e não para guerra. Então nós pensamos em defesa como dissuasão, mas eu não sei se o companheiro Ramaphosa percebe que, se a gente não se preparar na questão de defesa, qualquer dia alguém invade a gente”, afirmou o presidente brasileiro.

A fala ocorre em um momento de crescente tensão internacional e surge após notícias de que o governo dos Estados Unidos avalia classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras. A medida poderia abrir caminho para o congelamento de ativos de integrantes desses grupos sob jurisdição americana, a exclusão dessas redes do sistema financeiro do país e a proibição de qualquer tipo de “apoio material” por cidadãos ou empresas dos EUA.

Informações divulgadas inicialmente pela colunista Mariana Sanches, do UOL, indicam que o processo técnico para essa classificação já teria sido concluído dentro da administração norte-americana. A decisão agora dependeria de etapas políticas e burocráticas para formalizar a inclusão das facções na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO, na sigla em inglês).

O que mais tem gerado preocupação em autoridades brasileiras é a possibilidade do governo americano passar a considerar as estruturas operacionais dessas facções como potenciais alvos legítimos de ações militares. Caso elas sejam oficialmente incluídas na lista de organizações terroristas, abre-se a possibilidade dos Estados Unidos conduzirem operações contra esses grupos em território estrangeiro.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, foi informado sobre a discussão durante uma agenda recente na capital dos Estados Unidos. Segundo relatos de bastidores, o chanceler tentou estabelecer contato com o secretário de Estado, Marco Rubio, para tratar do assunto.

Diplomatas avaliam que a iniciativa pode impactar a relação bilateral entre Brasil e Estados Unidos. Nos últimos meses, o combate ao crime organizado vinha sendo discutido como uma possível área de cooperação entre os governos de Lula e do presidente americano Donald Trump.

A eventual classificação das facções brasileiras como organizações terroristas, porém, poderia alterar o tom dessas negociações e aumentar as tensões diplomáticas entre os dois países.

Durante a cerimônia no Planalto, Lula também defendeu que Brasil e África do Sul ampliem a cooperação na área militar e passem a desenvolver armamentos próprios, reduzindo a dependência de grandes fornecedores internacionais.

“Então, essa é uma coisa que o Brasil tem necessidade similar à necessidade da África do Sul e que, portanto, nós precisamos juntar o nosso potencial e ver o que a gente pode produzir junto, construir junto. Não precisamos ficar comprando dos senhores das armas, nós poderemos produzir. O que precisa é nós nos convencermos que ninguém vai ajudar a gente, a não ser nós mesmos”, disse.

Segundo o presidente, os dois países têm condições de desenvolver projetos conjuntos na área de defesa. Lula afirmou ainda que o assunto seria discutido diretamente entre autoridades responsáveis pelos ministérios da área.

“Espero que conversem bastante sobre a aproximação do Brasil e da África do Sul na questão da defesa”, declarou, ao mencionar que o ministro da Defesa, José Múcio, se reuniria com a ministra sul-africana responsável pela área para tratar do tema.

Nos bastidores do governo americano, a proposta é debatida há meses por autoridades ligadas à política de segurança e combate ao narcotráfico. Participam da discussão integrantes do Departamento de Estado e da equipe responsável pela política antidrogas. Entre os nomes envolvidos está o subsecretário de Estado para o Hemisfério Ocidental, Christopher Landau.

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Sob Lula, indústria de defesa brasileira cresceu 114% https://www.ocafezinho.com/2025/12/01/sob-lula-industria-de-defesa-brasileira-cresceu-114/ https://www.ocafezinho.com/2025/12/01/sob-lula-industria-de-defesa-brasileira-cresceu-114/#respond Mon, 01 Dec 2025 23:20:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=222294 Durante o atual governo de esquerda, a indústria de defesa registrou um salto de 114% em dois anos, impulsionada por exportações recordes e por uma agenda de modernização que fortalece a soberania e a tecnologia nacionais

Em um cenário geopolítico complexo, um setor estratégico nacional comemora números que falam por si só: a indústria brasileira de defesa não apenas retomou seu fôlego, como está batendo recordes históricos no mercado internacional. Sob uma política de Estado que prioriza a soberania e o desenvolvimento tecnológico interno, o segmento mais que duplicou suas exportações em apenas dois anos, registrando um crescimento acumulado de impressionantes 114% entre 2023 e 2025. O salto é um claro indicador de capacidade reconquistada e de confiança externa renovada.

Os dados, consolidados pela Secretaria de Produtos de Defesa (Seprod), mostram que as autorizações para exportação atingiram a marca de US$ 3,1 bilhões em 2025. O valor representa um aumento de 74% em relação ao ano anterior (US$ 1,78 bilhão) e mais que o dobro do registrado em 2023 (US$ 1,45 bilhão). A carteira de clientes abrange cerca de 140 nações, com destaque para potências e parceiros tradicionais como Alemanha, Estados Unidos, Portugal, Emirados Árabes Unidos e Bulgária. Cerca de 80 empresas nacionais estão na linha de frente dessa conquista comercial.

Muito mais que armas: um projeto de nação e geração de emprego

Indústria brasileira de defesa amplia exportações e cresce 114% em dois anos
Com vendas autorizadas que somam US$ 3,1 bilhões, o setor expande participação internacional e reforça a relevância de suas mais de 80 empresas exportadoras / Reprodução

Reduzir este setor à venda de armamentos seria um erro grave. A Base Industrial de Defesa (BID) brasileira é um ecossistema complexo que desenvolve tecnologia de ponta em áreas críticas: desde aeronaves e embarcações até sistemas cibernéticos de proteção de dados, radares de última geração, munições, blindados e soluções seguras de comunicação. Essa diversificação não só moderniza as Forças Armadas, garantindo autonomia em temas sensíveis, como também impulsiona a economia como um todo.

O impacto social e econômico é profundo. O setor responde por 3,49% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional e é responsável pela geração de quase 3 milhões de empregos diretos e indiretos, espalhando renda e qualificação técnica por diversas regiões do país. Trata-se de uma política industrial que entende a defesa como um vetor de desenvolvimento, inovação e proteção do patrimônio tecnológico brasileiro.

“O Ministério da Defesa trabalha diretamente ligado para auxiliar a nossa base industrial de defesa a ter condições de produzir equipamentos, munições, enfim, uma gama variada de produtos para atender às forças armadas brasileiras e, com isso, torná-las as capazes de ter produtos com competitividade para a venda no mundo como um todo. O Ministério da Defesa utiliza a Seprod como instrumento para ter esse relacionamento com a nossa indústria de defesa, para que ela continue crescendo, se mantendo em alto grau de tecnologia e continue aumentando suas vendas para o mundo”, afirma o Secretário de Produtos de Defesa, Heraldo Luiz Rodrigues.

A máquina que viabiliza o crescimento: quatro engrenagens em sincronia

Setor bélico nacional ganha fôlego e mira novos mercados
Ações coordenadas entre governo, diplomacia, bancos públicos e setor privado ampliam competitividade e abrem novas frentes comerciais em mais de 140 países / Reprodução

O sucesso recente não é obra do acaso, mas resultado de uma arquitetura institucional reativada e focada. No âmbito do Ministério da Defesa, a Seprod atua por meio de quatro departamentos especializados, cada um com um papel distinto e complementar.

A ponta de lança comercial é o Departamento de Promoção Comercial (Depcom), que leva a marca “Defesa Brasil” para feiras internacionais e eventos bilaterais. Em 2025, a estratégia incluiu a promoção de Diálogos de Indústria com países como Turquia e Jordânia, participação na feira LAAD, no Rio de Janeiro, e a organização do “Brazilian Defense Day Embaixadas”, em Brasília, que reuniu diplomatas de cerca de 50 nações e 47 empresas nacionais.

regulação e a qualidade são pilares tocados pelo Departamento de Produtos de Defesa (Deprod). Ele é responsável pela classificação de produtos e credenciamento de empresas, garantindo padrões técnicos rigorosos. Atualmente, 307 empresas e 2.219 produtos estão cadastrados no sistema, com 62 novas empresas e 417 novos produtos integrados apenas em 2025.

Departamento de Financiamentos e Economia de Defesa (Depfin) busca as parcerias e recursos para viabilizar os projetos. Um marco recente foi a assinatura de um acordo de cooperação técnica com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) para aumentar a participação do setor nas exportações e elevar os índices de nacionalização de componentes.

Por fim, o coração da inovação bate no Departamento de Ciência, Tecnologia e Inovação (Decti). Seu foco é converter conhecimento científico em produtos competitivos. Nos últimos cinco anos, cerca de 140 projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) foram incorporados à carteira do setor, com investimentos de R$ 700 milhões. Adicionalmente, 34 projetos receberam subvenções de agências como Finep e CNPq, totalizando R$ 1,1 bilhão em apoio. Seminários de integração entre governo, indústria e academia completam a estratégia para manter a vanguarda tecnológica.

Os números mostram uma trajetória. A história que contam, porém, é a de um setor estratégico redescoberto, que combina segurança nacional com desenvolvimento industrial, e que está provando, no competitivo mercado global, que a tecnologia verde-amarela tem valor, qualidade e destino certo.

Com informações de Agência Gov | Via Ministério da Defesa

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Políticos brasileiros defendem Belém após comentário de Merz https://www.ocafezinho.com/2025/11/18/politicos-brasileiros-defendem-belem-apos-comentario-de-merz/ https://www.ocafezinho.com/2025/11/18/politicos-brasileiros-defendem-belem-apos-comentario-de-merz/#respond Tue, 18 Nov 2025 14:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=221520 Premiê alemão afirmou que jornalistas ficaram “contentes” ao voltar para a Alemanha. Prefeito de Belém disse que comentário foi “infeliz, arrogante e preconceituoso”. Governador do Pará disse que estado abriu as portas.

A comparação entre o Brasil e a Alemanha feita pelo chanceler federal alemão, Friedrich Merz, repercutiu entre políticos e lideranças vinculadas à 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), realizada em Belém.

Merz enalteceu a “beleza” do país europeu e, para isso, disse que jornalistas que o acompanhavam na ocasião da Cúpula de Líderes, realizada em Belém antes da COP30, ficaram “contentes” em retornar à Alemanha ao final do evento.

“Perguntei a alguns jornalistas que estiveram comigo no Brasil na semana passada: ‘Quem de vocês gostaria de ficar aqui?’ Ninguém levantou a mão. Todos ficaram contentes por termos retornado à Alemanha, na noite de sexta para sábado, especialmente daquele lugar onde estávamos”, afirmou.

O discurso ocorreu no Congresso Alemão do Comércio, realizado na última semana, mas repercutiu nesta segunda-feira (17/11) nos corredores da COP30, após reportagem da DW.

O prefeito de Belém, Igor Normando (MDB), chamou a fala de Merz de “infeliz, arrogante e preconceituosa”.

“Graças a Deus a fala dele não representa o que a maioria da população do mundo inteiro tem achado da nossa cidade. Muita gente encantada com Belém, suas belezas naturais. A Amazônia, caso o senhor não saiba, ajudou o mundo inteiro a respirar, e agora é a hora de vocês conhecerem a realidade do povo da floresta. Enquanto você vem com a sua arrogância, nós paraenses vamos oferecer o que existe de melhor em nós”, disse ele em um vídeo publicado nas redes sociais.

Governador do Pará critica premiê alemão

O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), disse que o estado abriu as portas e mostrou a força de um povo acolhedor. “Curioso ver quem ajudou a aquecer o planeta estranhar o calor da Amazônia. Um discurso preconceituoso revela mais sobre quem fala do que sobre quem é falado”, disse ele em publicação no X.

Helder ainda retrucou a citação de Merz: “Aproveito para fazer outra pergunta: quem aqui tem orgulho do Pará e do Brasil? Que levante a mão.”

O deputado federal de Minas Gerais Rogério Correa (PT) compartilhou o vídeo publicado pela DW e ironizou a fala do chanceler federal alemão. “Merz, obrigado pela visita em Belém, na COP30. Mas da Alemanha e dos demais países ricos, nós queremos mais o dinheiro para o Fundo Florestas Tropicais para Sempre do que propriamente a sua presença aqui. Estamos aguardando alegres. Abraço ao povo alemão!”

O senador do Amapá Randolfe Rodrigues (PT) também criticou Merz. “Saiba, senhor Friedrich Merz, que o país mais bonito do mundo é o Brasil e ele já nasceu assim, não precisou intensificar o aquecimento global, tampouco destruir ecossistemas alheios para parecer grandioso”, afirmou.

Nos bastidores, a declaração também repercutiu mal entre participantes do evento. A DW apurou que Merz estaria sendo pressionado a se desculpar.

Oposição usa discurso para criticar Lula

Já a oposição usou o discurso do chefe de Estado alemão para capitalizar críticas contra a organização da COP30. “Lula, com o desastre da COP30, humilhou o Brasil perante o mundo”, escreveu Deltan Dallagnol, do partido Novo, nas redes sociais.

Como a DW mostrou, o ministro alemão do Meio Ambiente, que participa atualmente das negociações no Pará, teceu elogios à cidade nas redes sociais em meio à polêmica. Sem citar o premiê, o social-democrata Carsten Schneider compartilhou uma imagem nas redes sociais acompanhada por um texto em português que dizia que o “Brasil é um país maravilhoso, com um povo acolhedor e bom anfitrião”.

“Pena que não poderei ficar mais tempo após a COP. Teria algumas ideias, por exemplo, pescar com os meu amigos da Amazônia”, brincou o ministro alemão.

Publicado originalmente pelo DW em 18/11/2025

Por Gustavo Queiroz

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Erdogan pressiona EUA para fabricar caças F-35 localmente https://www.ocafezinho.com/2025/09/24/erdogan-pressiona-eua-para-fabricar-cacas-f-35-localmente/ https://www.ocafezinho.com/2025/09/24/erdogan-pressiona-eua-para-fabricar-cacas-f-35-localmente/#respond Wed, 24 Sep 2025 19:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=217880 A Turquia tenta contornar sanções e recuperar papel estratégico na produção de componentes críticos de jatos americanos

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, está intensificando negociações com os Estados Unidos para obter autorização para produzir localmente componentes críticos de jatos fabricados por Boeing e Lockheed Martin, em um movimento que pode remodelar o papel da Turquia na indústria de defesa norte-americana e abrir caminho para sua reintegração no programa F-35. A informação foi divulgada pela Bloomberg em 23 de setembro.

Segundo pessoas próximas às negociações, Erdogan pretende vincular o pedido à compra de centenas de aeronaves dos EUA, oferecendo em troca contratos de fabricação local avaliados em mais de US$ 10 bilhões. O objetivo é que esses acordos compensem os pagamentos multibilionários pelas novas aeronaves, estimulando a indústria de defesa turca e gerando empregos locais.

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A proposta deve ser apresentada diretamente pelo presidente turco durante a reunião na Casa Branca marcada para quinta-feira, que incluirá discussões sobre a compra de aviões Boeing e caças Lockheed Martin. Ancara espera que este encontro sirva para aliviar anos de tensões diplomáticas, originadas pela aquisição turca do sistema de defesa antimísseis russo S-400.

A compra dos S-400 levou os EUA a aplicar sanções sob a Lei de Combate aos Adversários da América por meio de Sanções (CAATSA) e, em 2019, resultou na exclusão da Turquia do programa F-35. A decisão custou bilhões à indústria local, já que diversas empresas turcas haviam sido contratadas para produzir partes do caça, incluindo a fuselagem central fabricada pela Turkish Aerospace Industries (TAI).

Fontes informam que, embora a Turquia não tenha desistido dos S-400, o governo de Trump poderia flexibilizar as sanções para permitir a compra de 40 caças F-35A e reabrir contratos para 10 empresas turcas envolvidas na produção de peças para os jatos, que somariam cerca de US$ 12 bilhões. Além disso, empresas turcas de tecnologia poderiam continuar fornecendo software crítico, enquanto outras poderiam contornar restrições químicas impostas pela União Europeia, que dificultam a fabricação de certos componentes.

Especialistas em defesa afirmam que a iniciativa de Erdogan representa um esforço estratégico para reintegrar a Turquia à cadeia global de produção de armas avançadas, fortalecendo sua indústria local e restaurando laços com Washington em um setor altamente sensível. Ao mesmo tempo, o movimento sinaliza a disposição de Ancara de negociar sua posição geopolítica, equilibrando a cooperação com os EUA e a manutenção de sistemas militares russos estratégicos no país.

Se aprovado, o acordo pode não apenas revitalizar contratos industriais perdidos, mas também abrir um caminho de volta para o programa F-35, reestabelecendo a Turquia como parceira-chave na produção de componentes essenciais para os caças de última geração norte-americanos, fortalecendo sua presença no mercado internacional de defesa.

Além da produção local de peças, Erdogan busca consolidar a compra de 40 novas aeronaves F-16 Viper, acompanhadas de bombas, mísseis e motores reservas, em um movimento estratégico para modernizar a força aérea turca. Fontes próximas às negociações explicaram que planos anteriores de adquirir 79 kits de atualização dentro de um acordo de US$ 23 bilhões foram substituídos pela nova ofensiva de Ancara em relação aos F-35A.

A Turquia já mantém uma frota de aproximadamente 240 caças F-16, a segunda maior do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. A aquisição das aeronaves adicionais permitirá a aposentadoria gradual de modelos mais antigos, como os F-4, até que o programa doméstico Kaan esteja totalmente operacional, fortalecendo a capacidade autônoma de defesa do país.

Segundo autoridades turcas e americanas envolvidas nas negociações, Ancara também solicitou autorização para adquirir e montar os motores GE Aerospace F110 e F404, que equipam não apenas os caças norte-americanos, mas também os projetos domésticos turcos Kaan e Hurjet. A aprovação desse pedido poderia acelerar a produção de motores nos EUA, justamente em um momento de alta demanda global por componentes aeroespaciais. Até o momento, Washington não se pronunciou oficialmente sobre a questão.

Em entrevista à Fox News, Erdogan reforçou a posição da Turquia como parceira do projeto F-35, lembrando que Ancara já desembolsou US$ 1,4 bilhão e que algumas aeronaves estavam prestes a ser entregues antes da interrupção abrupta do processo. “Já pagamos US$ 1,4 bilhão, e algumas das aeronaves estavam prestes a ser entregues, mas, no último minuto, o processo foi interrompido”, afirmou o presidente turco.

Erdogan também destacou que o fortalecimento dos laços econômicos e de defesa entre Turquia e Estados Unidos terá impactos positivos significativos, não apenas para a modernização militar de Ancara, mas também para a integração da indústria de defesa turca na cadeia global de fornecimento de componentes estratégicos.

Analistas internacionais veem a investida de Erdogan como uma tentativa de reconciliar interesses geopolíticos e econômicos complexos, equilibrando a cooperação com os EUA e a manutenção de programas de defesa domésticos. A aprovação da produção de peças e a compra de novas aeronaves F-16 e F-35 poderiam marcar um novo capítulo na parceria estratégica entre Washington e Ancara, abrindo caminho para mais décadas de colaboração militar e industrial.

Com informações de The Cradle*

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Mudança no tom de Trump sobre a Ucrânia agita ações de defesa https://www.ocafezinho.com/2025/09/24/mudanca-no-tom-de-trump-sobre-a-ucrania-agita-acoes-de-defesa/ https://www.ocafezinho.com/2025/09/24/mudanca-no-tom-de-trump-sobre-a-ucrania-agita-acoes-de-defesa/#respond Wed, 24 Sep 2025 14:13:03 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=217855 Mercado de armas dispara após Trump afirmar que Ucrânia pode reconquistar território ocupado pela Rússia

O mercado global de defesa reagiu com forte valorização nesta quarta-feira após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adotar uma postura significativamente mais otimista sobre a guerra na Ucrânia. Em uma grande mudança de tom, Trump declarou que Kiev, com o apoio da União Europeia e da OTAN, “está em posição de lutar e CONQUISTAR toda a Ucrânia de volta à sua forma original”.

A declaração foi feita em uma postagem noturna na plataforma Truth Social e marcou uma mudança radical em relação a comentários anteriores do presidente, quando sugeria que a Ucrânia poderia precisar ceder parte de seu território em negociações de paz intermediadas pelos EUA.

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Repercussão imediata no mercado

O anúncio teve efeito imediato nos mercados de defesa, com ações de empresas europeias e asiáticas registrando ganhos significativos. No índice pan-europeu Stoxx 600, o setor de defesa destacou-se entre os de melhor desempenho na tarde de quarta-feira.

A fabricante alemã de componentes para tanques Renk viu suas ações subirem cerca de 5,2%, enquanto a gigante sueca Saab e a empresa italiana Leonardo avançaram mais de 3%. Outro destaque foi a fabricante alemã Hensoldt, que registrou alta de 4,4% às 12h50, horário de Londres.

“Acho que, em geral, temos que dizer que os acontecimentos que vimos nos últimos dois dias são muito encorajadores para a Europa”, afirmou Christian Ladurner, diretor financeiro da Hensoldt, em entrevista à CNBC.

Contexto da mudança de postura de Trump

Trump explicou que sua nova visão surgiu após “conhecer e compreender plenamente” a situação militar e econômica tanto da Rússia quanto da Ucrânia. Ele destacou os problemas econômicos que o conflito está causando em Moscou e descreveu a Rússia como um “tigre de papel”, expressão usada para caracterizar uma força que aparenta ser poderosa, mas que na prática se mostra ineficaz.

Em declarações separadas na terça-feira, Trump ainda sugeriu que os membros da OTAN deveriam abater jatos russos que invadissem seu espaço aéreo, após relatos recentes de incursões de aeronaves e drones russos sobre Polônia, Romênia e Estônia.

A Ucrânia não é membro da União Europeia nem da OTAN, mas tem recebido apoio militar e humanitário de ambos desde o início da invasão russa, em 2022. A declaração de Trump, portanto, reforça a percepção de que o apoio ocidental pode ajudar Kiev a reconquistar territórios perdidos.

Impactos e expectativas

O aumento das ações de defesa reflete não apenas a confiança de investidores na capacidade militar ucraniana, mas também o potencial crescimento da demanda por equipamentos e serviços relacionados à segurança e defesa. Analistas apontam que a mudança de postura do presidente dos EUA pode impulsionar contratos, fortalecer fabricantes estratégicos e criar oportunidades para o setor em mercados internacionais.

Com a escalada do conflito e o envolvimento de aliados da OTAN, o setor de defesa passa a ser visto como um dos mais dinâmicos, refletindo tanto preocupações geopolíticas quanto expectativas de crescimento econômico em segmentos estratégicos.

Reações do setor e do mundo à mudança de tom de Trump

Um caça a jato Saab JAS 39 Gripen da Força Aérea Sueca decola durante o exercício Ramsteign Flag 2025 da OTAN na Base Aérea de Leeuwarden em 8 de abril de 2025.
John Thys | AFP | Getty Images
As ações de defesa na Europa e na Ásia subiram com a notícia / AFP 

Embora os comentários de Donald Trump tenham impulsionado as ações de defesa globalmente, especialistas afirmam que eles não alteram necessariamente a situação estrutural da indústria na Europa. Para o diretor financeiro da Hensoldt, Christian Ladurner, a mudança reforça a percepção de que o presidente russo, Vladimir Putin, continuará testando os limites do bloco europeu.

“Acho que, em geral, temos que dizer que os acontecimentos que vimos nos últimos dois dias são muito encorajadores para a Europa”, afirmou Ladurner ao programa Squawk Box Europe da CNBC. “Vemos que os EUA estão cada vez mais, eu diria, enxergando a realidade, o que realmente está acontecendo e o que já aconteceu. Então, isso é encorajador para nós.”

Na Ásia, as ações de defesa sul-coreanas também reagiram positivamente. Empresas como Hanwha Aerospace, Korea Aerospace e Hyundai Rotem registraram ganhos entre 2% e 5% na quarta-feira.

Nos Estados Unidos, o desempenho do setor foi misto no pré-mercado. Boeing, Lockheed Martin e RTX tiveram pequenas altas, enquanto a Northrop Grumman registrava leve queda de 0,2%.

Zelenskyy celebra apoio de Trump

O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy comemorou a postagem de Trump no Truth Social, agradecendo a “forte cooperação” do líder americano. Segundo Zelenskyy, “Trump compreende claramente a situação e está bem informado sobre todos os aspectos desta guerra. Valorizamos muito sua determinação em ajudar a acabar com esta guerra”, disse ele na plataforma X, antiga Twitter, na noite de terça-feira.

Reação russa

A mudança de tom de Trump também chamou a atenção de Moscou. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que Putin valoriza muito a disposição de Trump em ajudar na busca por soluções para o conflito na Ucrânia. No entanto, Peskov contestou a descrição feita pelo ex-presidente americano da Rússia como um “tigre de papel”, rejeitando a caracterização de fraqueza militar.

Com informações de CNBC*

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Oposição reage às medidas do STF contra Bolsonaro; governistas defendem decisão https://www.ocafezinho.com/2025/07/19/oposicao-reage-as-medidas-do-stf-contra-bolsonaro-governistas-defendem-decisao/ https://www.ocafezinho.com/2025/07/19/oposicao-reage-as-medidas-do-stf-contra-bolsonaro-governistas-defendem-decisao/#respond Sat, 19 Jul 2025 22:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=213218 Parlamentares da Oposição divulgaram declarações de repúdio a medidas cautelares contra Jair Bolsonaro

Líderes da Oposição no Congresso Nacional reagiram às medidas cautelares impostas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes contra o ex-presidente da República Jair Bolsonaro. Durante coletiva de imprensa no Senado, nesta sexta-feira (18), os parlamentares consideraram a decisão, que inclui restrições como o uso de tornozeleira eletrônica, proibição de uso das redes sociais e de contato com aliados como “arbitrária”, “autoritária” e reflexo de um “estado de exceção”. Eles disseram que, na próxima segunda-feira (21), vão pedir formalmente ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, o cancelamento do recesso para tratar do assunto.

No entanto, logo após a entrevista, Davi Alcolumbre divulgou nota confirmando que o recesso parlamentar de julho será mantido e que as atividades legislativas só serão retomadas em agosto.

“Durante as próximas duas semanas, não haverá sessões deliberativas nem funcionamento das comissões. As atividades legislativas serão retomadas na semana do dia 4 de agosto, com sessões deliberativas no plenário do Senado e nas comissões, incluindo o início da apreciação e votação de indicações de autoridades, conforme cronograma já divulgado”, diz Davi na nota.

Entrevista coletiva

O líder do PL no Senado, senador Carlos Portinho (RJ), reforçou que, na opinião dos 14 senadores que compõem a bancada do partido no Senado, a operação desencadeada pela Polícia Federal nesta sexta-feira se trata de uma “perseguição política”, evidenciando que o Brasil vive hoje, “um estado de exceção”.

“Perseguição explícita a opositores do governo, censura, restrições às liberdades, violação ao devido processo legal, cerceamento do direito de defesa, violação de prerrogativas de advogados e também de prerrogativas de parlamentares, capitulação das Forças Armadas, com perseguição à oficiais da mais alta patente e cortes sucessivos no seu orçamento e, sobretudo, um Congresso anulado nas suas funções legislativas e subjugado por outro poder, no caso, o poder Judiciário”.

Na opinião dos membros da bancada, como leu Portinho, o Congresso precisa agir com firmeza e repúdio contra essa “ação de perseguição”.

“Os parlamentares brasileiros, especialmente a oposição do Congresso Nacional precisam, urgentemente, fazer valer a nossa Constituição que vem sendo rasgada pelo STF, com o intuito de calar os brasileiros e querem começar silenciando nosso líder maior, o presidente Jair Messias Bolsonaro”.

Perseguição judicial 

Outra manifestação de repúdio foi lida pelo senador Jorge Seif (PL-SC), representando todos os senadores da oposição no Senado. Ele reforçou as críticas à decisão judicial que, na avaliação deles, são comparáveis a regimes ditatoriais.

Na declaração, eles denunciaram o que chamam de “perseguição judicial” e uso do Judiciário como instrumento de repressão política.

“Não há condenação, não há provas inequívocas de crime e sim, uma escalada autoritária e uso de aparato judicial como instrumento de repressão política. Trata-se de um movimento perigoso, que ameaça as bases do estado democrático de direito e transforma divergência em delito. A criminalização de opiniões, o cerceamento da liberdade de expressão e tentativa de neutralizar lideranças por vias judiciais, colocam em risco a própria democracia. Criticar autoridades, denunciar abusos e participar de debate público são direitos garantidos pela Constituição federal e não podem ser tratados como afrontas institucionais”.

O texto, assinado por líderes do PL e de demais partidos da oposição, também faz uma comparação com casos recentes envolvendo políticos da esquerda brasileira, como a ex-presidente Dilma Rousseff e o atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, para alegar um tratamento desigual por parte do Judiciário.

“O contraste com o passado recente é evidente: em 2016 Dilma Rousseff discursou na ONU para denunciar um suposto golpe de estado. Em 2017 os advogados de Lula foram à Europa questionar decisões do judiciário brasileiro. Em 2018, a defesa do ex-presidente recorreu a ONU para impedir a sua prisão, enquanto ele próprio, mesmo condenado, por mais de 20 juízes, pode viajar ao exterior para fazer as suas denúncias contra instituições brasileiras. Sem sofrer qualquer censura ou restrição de fala. Porque então agora se trata com tamanha rigidez um ex-presidente que sequer foi condenado”.

Reação e resistência

O documento termina com um apelo ao Congresso Nacional para que “reassuma seu papel constitucional” e reaja aos “excessos” do Judiciário. Segundo os signatários, é papel do Legislativo conter o que chamam de ultrapassagem dos “limites da legalidade e da razoabilidade”.

Eles também pedem que a população brasileira “volte às ruas, de forma pacífica e ordeira” para “exigir respeito à Constituição, à liberdade, e à democracia.

Os senadores Marcos do Val (Podemos-ES) e Damares Alves (Republicanos-DF) também acompanharam a coletiva e reforçaram as declarações de repúdio às decisões do ministro Alexandre de Moraes e de apoio a Jair Bolsonaro.

Na avaliação do senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente alvo da operação da PF, as medidas de restrições impostas a Jair Bolsonaro foram uma “proposital humilhação” que deixará cicatrizes, mas “servirão de motivação” para a luta pelo “Brasil livre de déspotas”. Para ele, Alexandre de Moraes agiu motivado pelo ódio, levando-o a tomar “medidas totalmente desnecessárias e covardes”.

“Típico de uma inquisição, que já tem a sentença final pronta antes mesmo de começar, em que a capa do processo é a principal “prova”. O ardil é tanto, que faz exatamente no início do recesso parlamentar, quando Brasília está vazia. Mas seu cálculo certamente esqueceu de levar em conta que hoje, 18 de julho, é o Mandela Day. Dia em que o mundo celebra o símbolo de resistência e luta pela liberdade. Não é uma coincidência apenas”, declarou em suas redes sociais.

Repercussão no governo

Os senadores governistas também repercutiram os efeitos da operação da PF e das medidas restritivas aplicadas a Jair Bolsonaro. Na visão do senador Humberto Costa (PT), novas evidências colhidas pela Justiça nesta semana confirmam que Bolsonaro teria conspirado contra o Brasil. Para o senador, o ex-presidente “tentou fugir do país com medo da Justiça”, mas as instituições reagiram, seguem “sólidas e resistiram a mais esse ataque”.

“Essa operação da Polícia Federal é uma demonstração de que Bolsonaro estava buscando fugir das suas responsabilidades, fugir do seu julgamento e sair do Brasil, ilegalmente, para não ter que cumprir algum tipo de condenação que viesse a sofrer. A própria decisão do Supremo Tribunal Federal faz referência a outros crimes que ele vinha cometendo reiteradamente. E o principal deles é atentar contra a soberania do país, numa ação conjunta com seu filho, solicitando de um governo estrangeiro que estabelecesse sanções contra o Brasil”.

A senadora Teresa Leitão (PT-PE) também ressaltou que as medidas restritivas vêem como reação a uma eventual tentativa de fulga do ex-presidente.

“Além de outras medidas restritivas, Bolsonaro terá que usar tornozeleira eletrônica após as investigações terem identificado risco de fuga do país”.

O senador Rogério Carvalho (PT-SE) comemorou o avanço das investigações e disse que as ações da PF indicam que a “verdade está vindo à tona”.

“A verdade está vindo à tona. Quem tentou destruir a democracia e usou o poder para enriquecer às custas do povo, agora enfrenta a Justiça”.

Já a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) reforçou a necessidade de confiança nas instituições e no funcionamento da Justiça, destacando o princípio da presunção de inocência.

“A operação realizada hoje pela Polícia Federal, em endereços ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, aponta que há sérios indícios a serem apurados. É fundamental confiar nas instituições e no funcionamento da Justiça brasileira. É importante aguardarmos os desdobramentos com serenidade, assegurando sempre o respeito ao devido processo legal e o direito à ampla defesa. Além disso, destaco que ninguém pode ser considerado culpado até o trânsito em julgado da sentença penal condenatória. Que a justiça seja feita”.

Operação da PF

Nesta sexta-feira, Alexandre de Moraes autorizou operação de busca e apreensão nos endereços ligados ao ex-presidente da República, Jair Bolsonaro, e aplicou medidas restritivas como manter distância de embaixadas, impedir o uso de redes sociais e não manter contato com o seu filho, o deputado federal licenciado, Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

Na decisão sobre as medidas, o ministro alega que o ex-presidente confessou uma tentativa de extorsão contra a Justiça brasileira ao condicionar o fim do tarifaço de Donald Trump à própria anistia.

Para o ministro, Bolsonaro estimulou a atuação do governo dos Estados Unidos contra autoridades brasileiras, como parte de uma estratégia para pressionar o Supremo a obstruir o inquérito do golpe. Na avaliação de Moraes, Bolsonaro, em conjunto com o filho Eduardo, que está nos Estados Unidos, cometem “atentados à soberania nacional”.

Publicado originalmente pela Agência Senado em 18/07/2025

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Turma do STF tem maioria para manter condenação de Carla Zambelli https://www.ocafezinho.com/2025/06/06/stf-julga-recurso-de-carla-zambelli-para-anular-condenacao/ https://www.ocafezinho.com/2025/06/06/stf-julga-recurso-de-carla-zambelli-para-anular-condenacao/#respond Fri, 06 Jun 2025 15:11:57 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=210212 Dois ministros ainda não votaram

Os ministros Alexandre de Moraes, Luiz Fux e Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), votaram nesta sexta-feira (6) por rejeitar um recurso da deputada licenciada Carla Zambelli (foto) (PL-SP) contra sua condenação a 10 anos de prisão por invasão aos sistemas eletrônicos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O julgamento começou às 11h em sessão virtual da Primeira Turma do Supremo. A votação segue até as 23h59 desta sexta-feira. Restam os votos dos ministros Flávio Dino e Cármen Lúcia.

Fux e Zanin seguiram integralmente o voto de Moraes, relator do caso, para quem o recurso de Zambelli teve “caráter meramente protelatório”, ou seja, o objetivo somente de atrasar o fim definitivo da ação, o chamado trânsito em julgado, quando não há mais possibilidade de recurso e o consequente cumprimento da pena.

“Assim, considerando o caráter manifestamente protelatório do presente recurso, evidenciado pela mera reprodução de argumentos anteriormente apresentados, é de rigor a certificação do trânsito em julgado”, votou Moraes.

Trânsito em julgado

Ainda segundo a decisão, o trânsito em julgado e o cumprimento de pena ficam certificados de imediato, sem necessidade de se esperar a publicação do acórdão (decisão colegiada) sobre o caso.

Com isso, a prisão preventiva de Zambelli – determinada por Moraes após ela ter deixado o país depois de ser condenada – deve ser convertida em prisão para o cumprimento de pena.

A sentença condenatória prevê, ainda, a perda imediata do mandato da deputada, de acordo com a jurisprudência do Supremo. O entendimento da maioria dos ministros é de que – por ser a condenação de prisão superior ao máximo de faltas permitidas ao parlamentar – o Judiciário pode determinar a medida.

Ainda assim, a perda do mandato em si depende de ato declaratório da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados.

Publicado originalmente pela Agência Brasil em 06/06/2025

Por Felipe Pontes – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Edição: Kleber Sampaio

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EUA articulam acesso a Fernando de Noronha e Natal sob alegação de direito histórico, diz site https://www.ocafezinho.com/2025/05/09/eua-articulam-acesso-a-fernando-de-noronha-e-natal-sob-alegacao-de-direito-historico-diz-site/ https://www.ocafezinho.com/2025/05/09/eua-articulam-acesso-a-fernando-de-noronha-e-natal-sob-alegacao-de-direito-historico-diz-site/#comments Fri, 09 May 2025 16:28:54 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=208287 5 Comentários 🔥]]> Argumento utilizado é o de ‘direito histórico de retorno operacional’, por investimentos feitos pelos EUA durante a Segunda Guerra

O governo dos Estados Unidos, através de diplomatas ligados ao partido Republicano, vêm articulando informalmente com interlocutores brasileiros o uso irrestrito do Aeroporto de Fernando de Noronha (SBFN) e da Base Aérea de Natal (BANT), no Rio Grande do Norte.

Segundo informações reveladas pelo site “DefesaNet”, especializado em notícias da área militar, o argumento utilizado é o de “direito histórico de retorno operacional”, com base em investimentos realizados pelos EUA durante a Segunda Guerra Mundial e o período da Guerra Fria. O governo de Donald Trump utilizou o mesmo argumento para tratar do Canal do Panamá, onde reivindica o controle técnico-operacional da estrutura interoceânica.

No caso brasileiro, trata-se de ativos geoestratégicos de alto valor: Fernando de Noronha como sensor-forward base no Atlântico Sul equatorial, e Base Aérea de Natal como hub logístico de trânsito transcontinental, compatível com operações aéreas interteatrais e como base de prontidão para projeção sobre África Ocidental e litoral norte sul-americano.

Especialistas ouvidos pelo “DefesaNet” apontam que tanto Fernando de Noronha quanto a Base Aérea de Natal oferecem vantagens operacionais tangíveis para a arquitetura C4ISR (Comando, Controle, Comunicações, Computadores, Inteligência, Vigilância e Reconhecimento) dos Estados Unidos.

A Distância de 360 km de Fernando de Noronha até a Base Aérea de Natal é uma vantagem inquestionável frente aos 1.540 km da Ilha de Ascensão até a costa da África. | DefesaNet

No caso de Fernando de Noronha, sua localização equatorial posiciona o arquipélago como um ponto ideal para vigilância oceânica de longo alcance, sendo uma plataforma natural para a instalação de sensores eletro-ópticos, radares de superfície marítima e equipamentos ELINT/SIGINT, voltados para o monitoramento de rotas navais e aéreas. Além disso, serve de vetor avançado de interdição e coleta de inteligência.

O aeroporto do arquipélago possui capacidade de operar como ponto de apoio tático para aeronaves de vigilância marítima e UAVs de média altitude e longa duração, como os MQ-9 Reaper ou os SeaGuardian.

A Base Aérea de Natal possui pista de pouso capaz de receber aeronaves estratégicas como o C-17 Globemaster III, o KC-135 Stratotanker e o novo KC-46 Pegasus. A base oferece acesso facilitado tanto a rotas transatlânticas, sendo um hub logístico de alto valor para operações conjuntas ou expedicionárias. Também apresenta condições ideais para reabastecimento em voo, evacuação médica, mobilização rápida de forças de reação e apoio a missões aerotransportadas em cenários de crise na costa ocidental africana, Caribe ou litoral norte da América do Sul.

As duas bases permitiram aos Estados Unidos estabelecer um arco de contenção atlântico que complementaria sua atual malha de bases e pontos de apoio, como Ilha de Ascenção, a Ilha de São Tomé e instalações em Dakar.

FAB Super Tucano A-28 com pintura Comemorativa do 1º Grupo de Aviação de Caça que combateu na Itália durante a Segunda Guerra Mundial | SO Johnson/ FAB

Argumentos utilizados pelos EUA

Os argumentos utilizados pelo governo de Donald Trump, dos Estados Unidos, se baseia em três pontos. O primeiro vetor é de natureza histórico-operacional, pelos aportes financeiros, fornecimento de equipamentos, obras de engenharia e construção de pistas dados pelos EUA.

O segundo argumento é o “direito de retorno funcional”, que afirma que ativos militares financiados pelos EUA em países parceiros — especialmente em contextos de ameaça global ou competição estratégica — poderiam ser “reativados” com base em acordos tácitos ou no princípio de reciprocidade hemisférica.

O terceiro elemento utilizado pelos EUA envolve precedentes contratuais e legislativos. O extinto Acordo de Assistência Militar Brasil-EUA (1952), embora formalmente encerrado, segue sendo frequentemente citado em documentos técnicos e análises da RAND Corporation, CSIS e Heritage Foundation como referência à “tradição de interoperabilidade hemisférica”. J

Já o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST) de 2019, firmado no governo Bolsonaro para viabilizar o uso da Base de Alcântara, é mencionado como precedente político e diplomático que abre margem para novas modalidades de acesso militar a instalações sensíveis sob controle brasileiro. A esse quadro somam-se ainda marcos legislativos internos dos EUA que reforçam a tese de mobilização extraterritorial.

Articulação dos EUA

Segundo informações do “DefesaNet”, representantes da missão diplomática dos Estados Unidos no Brasil ventilaram, em reuniões reservadas, a proposta de retomada operacional das instalações em Fernando de Noronha e Natal, sob a justificativa de “direito funcional de reuso estratégico. O Itamaraty não comentou o assunto.

Membros da U.S. Air Force que participaram da CRUZEX com um F15C Eagle da Louisiana Air National Guard 159th Fighter Wing e um KC-46 na Base Aérea de Natal. | USAF

A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 49, inciso I, veda expressamente a cessão de instalações militares a forças estrangeiras sem prévia autorização do Congresso Nacional e formalização em decreto legislativo.

Publicado originalmente pelo ICL em 08/05/2025

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Por que é quase impossível os EUA suprir suas necessidades de terras-raras após restrições da China https://www.ocafezinho.com/2025/04/16/por-que-e-quase-impossivel-os-eua-suprir-suas-necessidades-de-terras-raras-apos-restricoes-da-china/ Wed, 16 Apr 2025 11:57:19 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=206800

A China atingiu os EUA onde mais dói em resposta às tarifas do governo Trump, impondo restrições à exportação de sete elementos de terras-raras que os americanos têm pouca capacidade de produzir ou refinar.

No curto prazo, é impossível aos EUA atender sua própria demanda por esses minerais, segundo Luisa Moreno, presidente da Defense Metals Corp., empresa de exploração mineral focada em depósitos de terras-raras. O país não produz “quase nenhum” dos materiais agora restritos, e a China não pode ser totalmente substituída como fornecedora, disse ela.

No início de abril, a China implementou medidas de controle sobre exportações de samário, gadolínio, térbio, disprósio, lutécio, escândio e ítrio. O Ministério do Comércio chinês afirmou que a medida visa proteger a segurança nacional, em linguagem semelhante à usada por Trump em uma ordem executiva de março para aumentar a produção americana de minerais críticos.

As restrições focam em terras-raras pesadas, das quais a China processa quase 100%, deixando os EUA vulneráveis, disse Gracelin Baskaran, do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais. O país não tem capacidade doméstica para isso.

O sistema de licenças de exportação ainda não foi implementado, o que deve causar interrupções no fornecimento enquanto as regras são estabelecidas. Jena Santoro, da Everstream Analytics, estima que levará pelo menos 45 dias para as licenças serem emitidas e os embarques retomarem.

As terras-raras são essenciais para smartphones, veículos elétricos, equipamentos médicos e defesa. As variedades pesadas são vitais para caças F-35, submarinos e mísseis Tomahawk. A China também proibiu, em 2023, a exportação de tecnologias para produção de ímãs de terras-raras.

Os EUA produzem menos de 1% das terras-raras globais. A mina Mountain Pass, da MP Materials, é a única instalação ativa de extração e processamento no país. Baskaran destacou que os EUA nem sequer dominam tecnologias-chave, como a extração por solventes para separar os elementos.

Para reduzir a dependência, os EUA podem levar de 5 a 10 anos no melhor cenário, disse Moreno. Enquanto isso, os preços de produtos como motores elétricos, turbinas eólicas e equipamentos médicos devem subir. No setor militar, o aumento de gastos pode comprometer investimentos em serviços sociais e infraestrutura.

Baskaran criticou a inação dos EUA: “Demos à China um poder enorme na mesa de negociações”. O governo Trump estuda criar estoques de metais críticos, mas a dependência atual ainda deixa o país em desvantagem.

Autora: Myra P. Saefong
Fonte: MarketWatch
Data: 15 de abril de 2025

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Parlamento da Alemanha aprova plano de gastos de €1 trilhão pra infraestrutura e defesa https://www.ocafezinho.com/2025/03/19/parlamento-da-alemanha-aprova-plano-de-gastos-de-e1-trilhao-pra-infraestrutura-e-defesa/ Wed, 19 Mar 2025 15:32:12 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=204614
Chanceler em exercício usa Bundestag atual para flexibilizar regras de endividamento e impulsionar investimentos em defesa e infraestrutura.

O parlamento da Alemanha aprovou os planos de Friedrich Merz para injetar até €1 trilhão nas áreas militar e de infraestrutura do país, em uma movimentação que pode reativar a maior economia da Europa e impulsionar os esforços de rearmamento da União Europeia.

Em uma sessão de emergência do Bundestag, realizada na terça-feira, o futuro chanceler conquistou o apoio de 513 parlamentares, mais do que os dois terços necessários para as mudanças constitucionais. A proposta de Merz, que busca flexibilizar o rigoroso limite de endividamento da Alemanha e pôr fim a décadas de ortodoxia fiscal e subinvestimento em infraestrutura, ainda precisa ser aprovada pela câmara alta do país em votação marcada para sexta-feira.

O democrata-cristão e seus prováveis parceiros de coalizão, o Partido Social-Democrata (SPD), buscam permitir empréstimos ilimitados para gastos com defesa e criar um fundo de €500 bilhões, com duração de 12 anos, para modernizar hospitais, escolas, estradas e redes de energia.

Economistas estimam que as Forças Armadas do país precisam de mais de €400 bilhões nos próximos anos, recursos que devem ser liberados com a reforma de Merz, que também flexibiliza as regras de endividamento para os 16 estados federais da Alemanha.

“A decisão que tomamos hoje sobre a prontidão defensiva de nosso país não é menos do que o primeiro grande passo em direção a uma nova comunidade de defesa europeia”, disse Merz aos parlamentares antes da votação. “Estamos combinando a restauração de nossa capacidade defensiva com a modernização de nossa infraestrutura”, acrescentou.

Após vencer as eleições no mês passado, Merz tomou a decisão incomum de convocar uma sessão de emergência do antigo Bundestag, cujo mandato termina em 25 de março, para acelerar a reforma. O novo parlamento, eleito no mês passado, não tem mais uma supermaioria que apoiaria as medidas.

Merz, que anteriormente se recusava a mudar o limite constitucional de endividamento do país, justificou sua repentina mudança de posição pelo rápido deterioro das relações transatlânticas e pela crescente ameaça da Rússia.

Horas após vencer as eleições, Merz declarou que a Alemanha precisava acabar com a dependência de décadas de Washington, afirmando que o presidente dos EUA, Donald Trump, era “amplamente indiferente” ao destino da Europa.

“Deve ser uma prioridade absoluta fortalecer a Europa o mais rápido possível para que, passo a passo, alcancemos a independência em relação aos EUA”, disse ele na ocasião.

No entanto, após as eleições federais, Merz percebeu que tinha um problema: o partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD) e o de extrema-esquerda Die Linke, juntos, detêm mais de um terço das cadeiras no novo Bundestag e votariam contra a reforma.

A principal proposta do futuro chanceler é isentar a maior parte dos gastos com defesa da “regra de ouro” do endividamento, consagrada na constituição em 2009. A regra limita o déficit estrutural do governo federal a 0,35% do PIB, ajustado pelo ciclo econômico, e proíbe os 16 estados federais de operarem com qualquer déficit.

As mudanças constitucionais também devem garantir uma maioria de dois terços no Bundesrat, a câmara que representa os estados do país, após a Baviera indicar que votará a favor.

Durante o debate de quatro horas na terça-feira, críticos acusaram Merz de sobrecarregar as gerações futuras com uma dívida massiva. Tino Chrupalla, co-líder da AfD, citou o ex-ministro das Finanças da CDU, Wolfgang Schäuble, mentor de Merz e defensor de um orçamento equilibrado.

“Seu ex-ministro das Finanças, Wolfgang Schäuble, defendia investir apenas o dinheiro que estava no orçamento. E no que você realmente acredita, senhor Merz?”, questionou Chrupalla.

Boris Pistorius, atual ministro da Defesa do SPD, argumentou que a Rússia, que se tornou “a maior ameaça à segurança da Europa”, justifica a ambiciosa reforma para manter a modernização da Bundeswehr (Forças Armadas alemãs).

“Não estamos vendendo o futuro, como vocês querem fazer crer em seu zelo religioso pela regra de ouro. Estamos garantindo o futuro”, disse Pistorius. “A situação de ameaça é mais urgente do que a situação financeira.”

Os Verdes, que concordaram em apoiar as reformas de Merz após negociações na semana passada, prometeram manter o futuro chanceler sob controle para garantir gastos responsáveis.

“Vamos garantir que esse dinheiro seja realmente investido de forma sensata em uma infraestrutura funcional, em nossa segurança, na Ucrânia e na proteção climática”, afirmou a co-líder dos Verdes, Franziska Brantner.

Ela citou o ex-chanceler da CDU Konrad Adenauer, que assinou o Tratado de Roma, fundador da Comunidade Econômica Europeia, em 1957.

“Senhor Merz, este pode ser um momento Adenauer para você. Você pode aproveitar a oportunidade para escrever um novo capítulo na integração europeia”, disse Brantner. “A Alemanha é um grande país. Faça algo com isso.”

Autor: Anne-Sylvaine Chassany
Biografia: Correspondente em Berlim, especializada em política e economia europeia.
Data de publicação: 18 de março de 2025
Fonte: Financial Times

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Europa quer financiar gastos de guerra com aumento de suas dívidas públicas https://www.ocafezinho.com/2025/03/04/europa-quer-financiar-gastos-de-guerra-com-aumento-de-suas-dividas-publicas/ Tue, 04 Mar 2025 12:47:09 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=203228 Comissão Europeia propõe empréstimo conjunto de 150 bilhões de euros para defesa.

A Comissão Europeia propôs nesta terça-feira (4) um novo empréstimo conjunto de 150 bilhões de euros (US$ 157,76 bilhões) para financiar governos da União Europeia em projetos de defesa. A iniciativa faz parte de um plano mais amplo, estimado em 800 bilhões de euros, para fortalecer a capacidade militar do bloco.

A proposta surge em um momento de forte pressão para que os países europeus aumentem seus investimentos na área militar. O retorno de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos reforçou a necessidade de a Europa reduzir sua dependência da proteção americana.

Investimento para reforçar defesa europeia

De acordo com a Comissão Europeia, os recursos do empréstimo serão destinados a projetos de defesa como sistemas de mísseis e artilharia, drones e tecnologias de cibersegurança. O objetivo é reduzir custos, padronizar equipamentos entre os países do bloco e fortalecer a indústria europeia de defesa.

“Isso ajudará os Estados-membros a consolidar demandas e realizar compras conjuntas. Isso reduzirá custos, minimizará a fragmentação e fortalecerá nossa base industrial de defesa”, afirmou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

Ela não especificou um prazo exato para a implementação do plano, mas enfatizou a urgência do aumento de gastos, tanto a curto prazo quanto ao longo da próxima década.

Discussão no Conselho Europeu e novas regras fiscais

Os líderes da União Europeia debaterão a proposta em uma cúpula especial sobre defesa marcada para esta quinta-feira (7). Além do empréstimo conjunto, a Comissão Europeia sugeriu que os investimentos em defesa sejam isentos dos limites fiscais impostos pelas regras orçamentárias do bloco.

Von der Leyen explicou que, se os países membros aumentassem os gastos com defesa em 1,5% do PIB, isso abriria um espaço fiscal de aproximadamente 650 bilhões de euros. Além disso, propôs que os fundos de coesão – tradicionalmente usados para reduzir desigualdades entre regiões da UE – também possam ser destinados a projetos de defesa.

Europa busca maior autonomia militar

Com todas essas medidas, os governos europeus poderiam mobilizar até 800 bilhões de euros para reforçar suas capacidades militares. Von der Leyen ressaltou que a UE está pronta para assumir mais responsabilidades em sua segurança.

“A Europa está preparada para cumprir seu papel. Podemos mobilizar quase 800 bilhões de euros para garantir um continente seguro e resiliente. Continuaremos trabalhando em estreita cooperação com nossos parceiros na OTAN. Este é o momento da Europa, e estamos prontos para agir”, declarou.

A notícia impulsionou o setor de defesa na bolsa de valores europeia. O índice Stoxx Europe Aerospace and Defence registrou alta após o anúncio.

Impacto da política de Trump na defesa europeia

A proposta da Comissão Europeia ocorre em meio a incertezas sobre o compromisso dos EUA com a OTAN. Trump tem pressionado os aliados europeus a aumentarem seus gastos com defesa para 5% do PIB – um patamar que nenhum membro da aliança, incluindo os próprios Estados Unidos, atinge atualmente.

Além disso, na última semana, Trump suspendeu a ajuda militar à Ucrânia após um desentendimento com o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy, deixando os países europeus em alerta sobre como reagir à nova postura de Washington.

A proposta da Comissão Europeia sinaliza um passo decisivo para que a UE busque maior independência militar e garanta a segurança do bloco diante das mudanças na política internacional.

Por Reuters
4 de março de 2025

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A nova tecnologia acústica que pode derrubar drones no céu https://www.ocafezinho.com/2025/02/09/a-nova-tecnologia-acustica-que-pode-derrubar-drones-no-ceu/ https://www.ocafezinho.com/2025/02/09/a-nova-tecnologia-acustica-que-pode-derrubar-drones-no-ceu/#respond Sun, 09 Feb 2025 14:13:47 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=201645 Os sons certos também podem desativar suas câmeras.

Estudantes de engenharia da Universidade de Toronto desenvolveram um sistema capaz de derrubar drones por meio de ondas acústicas. Utilizando alto-falantes de carros modificados, eles criaram um dispositivo que emite sons direcionados para desestabilizar os sensores eletromecânicos desses equipamentos. Nos primeiros testes, drones a 50 cm de distância oscilaram, enquanto aqueles a 25 cm caíram.

Na primavera de 2024, após aprimoramentos no sistema, como a substituição dos alto-falantes por transdutores capazes de gerar ondas ultrassônicas, o dispositivo foi inscrito em uma competição de defesa contra drones organizada pelo governo canadense. O projeto ficou em segundo lugar, garantindo um prêmio de 375.000 dólares canadenses (cerca de 262.000 dólares americanos). Os estudantes então fundaram a startup Prandtl Dynamics, que planeja lançar até junho um protótipo portátil do tamanho de uma mala de mão para uso militar, com um alcance inicial de 100 metros.

A tecnologia empregada pela Prandtl explora a tendência dos materiais a vibrar quando expostos a ondas sonoras na frequência de ressonância. Segundo Parth Mahendru, CEO da empresa, o sistema concentra energia em um “laser acústico” que interfere em componentes essenciais para o voo dos drones, como giroscópios. O equipamento também detecta drones e direciona o feixe acústico por meio de uma combinação de câmeras e um computador de baixo custo.

A Prandtl busca expandir o alcance do seu sistema, apelidado internamente de “Sound Matrix”, para 150 metros. Em comparação, muitos bloqueadores táticos utilizados na guerra entre Rússia e Ucrânia têm alcance de apenas 50 metros. Além disso, a nova geração de drones utilizados nesse conflito já é imune a bloqueios convencionais, pois alguns operam com sistemas internos de navegação e inteligência artificial para identificação de alvos, enquanto outros recebem comandos por fios. Ambas as categorias, no entanto, poderiam ser vulneráveis a ataques acústicos.

A startup está criando um banco de dados de padrões acústicos capazes de neutralizar diferentes modelos de drones. Até agora, já foram identificadas frequências eficazes contra 35 modelos. A tecnologia também permite interferir em subsistemas específicos, como o estabilizador da câmera e o obturador. “Podemos cegar o drone ou fazê-lo cair”, afirma Mahendru.

A Prandtl também desenvolve um modelo portátil de 4 kg para proteger tropas em campo. Segundo Anna Poletaeva, diretora de operações da empresa, o dispositivo poderá ser fabricado por menos de 2.000 dólares canadenses. A tecnologia já atrai interesse das forças armadas dos Estados Unidos, de empresas de defesa ucranianas e de outras organizações. Além do uso militar, a startup enxerga potencial para aplicações civis, onde bloqueadores tradicionais são proibidos. Para aqueles incomodados com drones indesejados, desativar suas câmeras pode ser uma solução mais viável do que derrubá-los.

Fonte: The Economist, 5 de fevereiro de 2025.

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Indicado de Trump para o Pentágono ataca OTAN e ONU https://www.ocafezinho.com/2024/11/25/indicado-de-trump-para-o-pentagono-ataca-otan-e-onu/ https://www.ocafezinho.com/2024/11/25/indicado-de-trump-para-o-pentagono-ataca-otan-e-onu/#comments Mon, 25 Nov 2024 14:58:50 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=197520 1 Comentário 🔥]]> Pete Hegseth defende que EUA ignorem Convenções de Genebra e afirma: “Se você ama a América, deve amar Israel” em livros polêmicos


Pete Hegseth, indicado de Trump para secretário de Defesa, atacou várias alianças estratégicas dos EUA, como a OTAN, países aliados como a Turquia e instituições internacionais como as Nações Unidas, em dois livros recentes. Ele também defendeu que as tropas dos EUA não devem ser limitadas pelas Convenções de Genebra.

Ao mesmo tempo, o homem que poderá liderar as forças armadas americanas vinculou a política externa dos EUA quase inteiramente à prioridade de Israel, país que, segundo ele, “se você ama a América, deveria amar Israel”.

Hegseth também argumenta que as forças armadas dos EUA devem ignorar as Convenções de Genebra e outras leis internacionais que regem a conduta da guerra, propondo “liberá-las” para se tornarem uma força “implacável”, “intransigente” e “extremamente letal”, focada em “vencer nossas guerras sob nossas próprias regras”.

Suas preferências políticas levantam preocupações sobre o futuro da OTAN, o aumento das tensões com o principal inimigo de Israel, o Irã, e a impunidade para criminosos de guerra dos EUA, como aqueles que Hegseth persuadiu Trump a perdoar durante seu primeiro mandato.

Tom Hill, diretor executivo do Centro de Paz e Diplomacia (CPD), disse ao The Guardian que a nomeação de Hegseth reflete a influência do movimento nacionalista cristão evangélico, base importante de apoio de Trump.

“Hegseth está oferecendo uma política externa centrada em Israel como recompensa para essa base nacionalista cristã”, afirmou Hill.

“A Europa já se permitiu ser invadida”

Embora no passado Hegseth fosse um falcão da política externa alinhado ao neoconservadorismo, desde o que chama de sua “conversão a Trump”, ele critica duramente instituições multilaterais.

No livro American Crusade (AC), publicado em 2020, Hegseth questiona: “Por que financiamos a ONU, que é antiamericana? Por que a Turquia islâmica é membro da OTAN?”

Hegseth critica a Força Internacional de Assistência para Segurança (ISAF), enviada ao Afeganistão pelo Conselho de Segurança da ONU em 2006, com base em sua experiência no país. Ele descreve: “No meu uniforme camuflado, usava uma bandeira americana em um ombro e o distintivo da ISAF no outro. A piada entre as tropas americanas no Afeganistão era que ISAF significava ‘I Saw Americans Fighting’ (Eu Vi Americanos Lutando).”

Ele também caracteriza os aliados da OTAN como não pagando sua parte: “A OTAN não é uma aliança; é um arranjo de defesa para a Europa, pago e sustentado pelos Estados Unidos.”

Hegseth vincula suas críticas à OTAN a narrativas apocalípticas sobre imigração na Europa, escrevendo: “A Europa já se permitiu ser invadida. Escolheu não reconstruir seus exércitos, preferindo depender do compromisso da América em realmente lutar e vencer guerras.”

Ele é particularmente crítico da inclusão da Turquia na OTAN, argumentando que o presidente turco Recep Tayyip Erdoğan “sonha abertamente em restaurar o Império Otomano” e é “um islamista com visões islamistas para o Oriente Médio”.

“A defesa da Europa não é nosso problema; já estivemos lá, fizemos isso, duas vezes”, escreve Hegseth. “A OTAN é um relíquia e deveria ser desmantelada e refeita para que a liberdade seja verdadeiramente defendida. É isso que Trump está lutando para conseguir.”

Sobre a ONU, ele afirma ser “uma organização globalista que promove agressivamente uma agenda antiamericana, anti-Israel e anti-liberdade.”

“Se você ama a América, deveria amar Israel”

Hegseth vê a ONU como tendenciosa contra Israel, refletindo seu compromisso profundo com o país, muitas vezes expresso em termos religiosos. Em AC, ele compara o apoio a Israel à renovação das cruzadas medievais, afirmando: “Nosso momento atual é muito semelhante ao século 11. Não queremos lutar, mas, como nossos irmãos cristãos há mil anos, devemos. Precisamos de uma cruzada americana.”

Hegseth continua: “Nós, cristãos – junto com nossos amigos judeus e seu notável exército em Israel – precisamos empunhar a espada do americanismo sem desculpas e nos defender.”

Ele conclui: “Fé, família, liberdade e livre mercado; se você ama isso, aprenda a amar o estado de Israel. E encontre uma arena para lutar por ela.”

“Quebrar a vontade do inimigo”

No livro The War on Warriors (2024), Hegseth argumenta que as forças dos EUA deveriam ignorar as Convenções de Genebra. Ele escreve: “Se nossos guerreiros são forçados a seguir regras arbitrárias e sacrificam mais vidas para que tribunais internacionais se sintam bem, não estamos melhor vencendo nossas guerras sob nossas próprias regras?!”

Hegseth conclui: “Se vamos enviar nossos homens para lutar – e devem ser homens –, precisamos liberá-los para vencer. Eles precisam ser os mais implacáveis. Os mais intransigentes. Os mais letais.”

Ele também defendeu perdões para soldados americanos acusados ou condenados por crimes de guerra, afirmando que “quando nossos soldados cometem erros, devem ter o benefício da dúvida”.

Com informações do The Guardian*

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Reino Unido anuncia retirada de navios, helicópteros e drones em super corte na defesa https://www.ocafezinho.com/2024/11/22/reino-unido-anuncia-retirada-de-navios-helicopteros-e-drones-em-super-corte-na-defesa/ https://www.ocafezinho.com/2024/11/22/reino-unido-anuncia-retirada-de-navios-helicopteros-e-drones-em-super-corte-na-defesa/#respond Fri, 22 Nov 2024 14:53:32 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=197401 O governo britânico anunciou, nesta quarta-feira, 20, um plano para retirar de operação cinco navios de guerra, dezenas de helicópteros e drones, como parte de medidas destinadas a enfrentar um déficit bilionário no orçamento de defesa. A declaração foi feita pelo secretário de Defesa, John Healey, durante sessão no Parlamento.

Cortes Necessários

Healey afirmou que “decisões difíceis são necessárias” para garantir a segurança do país em um cenário global marcado por “crescentes ameaças”, como os conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio.

O secretário reconheceu as “graves pressões financeiras no orçamento de defesa” e apresentou uma lista de equipamentos que serão desativados nos próximos anos.

Entre os navios que serão retirados estão os anfíbios HMS Albion e HMS Bulwark, os navios auxiliares RFA Wave Knight e RFA Wave Ruler — responsáveis pelo suporte logístico da frota naval —, além da fragata HMS Northumberland.

No setor aéreo, o Exército britânico descomissionará 14 helicópteros Chinook e 17 Puma, utilizados para transporte, além de 46 drones Watchkeeper, que sairão de serviço em março de 2025, menos de 15 anos após sua introdução, em 2010.

Ajustes Orçamentários

O secretário anunciou um aporte adicional de 2,9 bilhões de libras esterlinas no orçamento da Defesa para o período 2025-2026, com o objetivo de estabilizar a situação financeira do setor. Segundo Healey, o governo também planeja destinar 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido para defesa em médio prazo.

A medida ocorre após um alerta do Serviço Nacional de Auditoria, emitido em dezembro de 2023, que identificou um déficit de 16,9 bilhões de libras esterlinas no orçamento militar, mesmo com a previsão de investimentos de 46,3 bilhões de libras entre 2023 e 2033.

Impactos e Futuro

Healey também sugeriu que novos cortes podem ser anunciados, dependendo da evolução do planejamento estratégico e das condições econômicas.

A decisão de descomissionar equipamentos foi descrita como necessária para garantir o funcionamento sustentável das Forças Armadas em um cenário de restrições orçamentárias.

Os ajustes refletem a busca do governo por equilibrar a manutenção das capacidades militares com a responsabilidade fiscal, em um contexto de crescente demanda por investimentos em segurança nacional e em resposta às tensões globais.

O governo ainda não detalhou quais serão as próximas medidas, mas analistas apontam que a retirada de ativos militares estratégicos poderá ter impacto no alcance operacional das Forças Armadas do Reino Unido nos próximos anos.

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EUA começam a ficar sem mísseis por envio em massa para Israel e Ucrânia https://www.ocafezinho.com/2024/10/29/eua-comecam-a-ficar-sem-misseis-por-envio-em-massa-para-israel-e-ucrania/ https://www.ocafezinho.com/2024/10/29/eua-comecam-a-ficar-sem-misseis-por-envio-em-massa-para-israel-e-ucrania/#respond Tue, 29 Oct 2024 13:57:13 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=196099 Os Estados Unidos investiram mais de US$ 1,8 bilhão em interceptadores desde o início do conflito em Gaza, enquanto continuam a enviar armamentos para a Ucrânia, revelou o The Wall Street Journal. Esses esforços destacam questões sobre a capacidade de prontidão do Pentágono para enfrentar os conflitos atuais e potenciais no Pacífico.

Segundo o jornal, os interceptadores são atualmente a munição mais demandada devido à escalada da crise no Oriente Médio, especialmente após os recentes confrontos entre Israel e Irã. Esta demanda crescente por interceptadores pode levar a uma escassez ainda mais crítica.

Os mísseis padrão, frequentemente lançados de navios, são usados principalmente para defender Israel contra ataques de mísseis iranianos e proteger navios no Mar Vermelho contra agressões houthis. Desde outubro de 2023, o Exército dos EUA utilizou mais de 100 desses mísseis em resposta ao ataque do Hamas a Israel.

Elias Yousif, do Stimson Center em Washington, analisou que os EUA não prepararam sua base industrial de defesa para enfrentar simultaneamente guerras de desgaste em grande escala na Europa e no Oriente Médio enquanto mantêm seus padrões de prontidão.

O Departamento de Defesa dos EUA mantém a confidencialidade de seus estoques de armas, considerando a segurança dessas informações frente às possíveis vantagens que poderiam proporcionar ao Irã e seus aliados.

Os interceptadores representam um custo significativo, com cada míssil padrão valendo milhões de dólares. Esse gasto elevado contrasta com o custo muito menor das armas iranianas.

Funcionários do Congresso expressaram preocupações sobre os custos elevados, principalmente porque a reposição de cada míssil pode levar meses e ser extremamente cara.

Durante um ataque iraniano em 1º de outubro, os EUA lançaram uma dúzia de mísseis padrão e utilizaram outros sistemas de defesa aérea. No entanto, as forças norte-americanas e israelenses optaram por não interceptar alguns dos 180 mísiles iranianos que avaliaram como não ameaçadores a locais valiosos, uma estratégia para preservar os estoques de interceptadores, segundo autoridades.

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Lula não vai demitir José Múcio https://www.ocafezinho.com/2024/10/11/lula-nao-vai-demitir-jose-mucio/ https://www.ocafezinho.com/2024/10/11/lula-nao-vai-demitir-jose-mucio/#respond Fri, 11 Oct 2024 12:23:58 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=194640 O governo federal se encontra no centro de uma nova controvérsia interna após declarações do ministro da Defesa, José Múcio, feitas durante um evento com empresários nesta semana.

Múcio criticou o que chamou de “questões ideológicas” que, segundo ele, estariam bloqueando as negociações para a compra de veículos blindados de Israel para o Exército brasileiro.

A informação foi divulgada inicialmente pelo jornal Estado de S. Paulo. Desde então, setores do Partido dos Trabalhadores (PT) aumentaram a pressão para a saída do ministro. Entretanto, de acordo com fontes próximas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a demissão de Múcio não está em pauta no momento.

Fontes do Palácio do Planalto informam que Lula e Múcio discutiram o episódio. A insatisfação do ministro em relação ao tema não surpreendeu o presidente, pois Múcio já havia procurado Lula anteriormente para sugerir uma solução intermediária, com o objetivo de destravar a compra dos obuseiros 155 mm.

Além disso, o ministro teria exposto as objeções levantadas pelo Ministério da Defesa ao Tribunal de Contas da União (TCU).

Em abril, a empresa israelense Elbit Systems venceu uma licitação para fornecer 36 veículos blindados ao Brasil, mas o acordo encontrou barreiras internas.

Uma das principais resistências veio de Celso Amorim, assessor-chefe de Assuntos Internacionais da Presidência, que argumentou que a aquisição de equipamentos militares de Israel seria incoerente com a posição crítica de Lula em relação às ações israelenses na Faixa de Gaza e no Líbano.

Em resposta às críticas de Múcio, o TCU afirmou que não há impedimentos legais no Brasil para que as Forças Armadas adquiram material de empresas localizadas em países envolvidos em conflitos armados e que não existem tratados internacionais que restrinjam tais transações.

Múcio também ressaltou que a Corte de Contas não autorizou a transferência do contrato para a segunda colocada no processo licitatório, a empresa tcheca Excalibur.

Nos últimos dias, surgiram especulações na Esplanada dos Ministérios de que as declarações públicas de Múcio poderiam ter como objetivo forçar sua demissão, dado o desgaste causado pelos embates internos em sua gestão.

No entanto, pessoas próximas ao ministro desmentem essa versão, afirmando que essa não seria a maneira como ele age. Caso Múcio decida deixar o cargo, Lula será informado em primeiro lugar, conforme relataram aliados do ministro à jornalista Roseann Kennedy.

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Eugênio Aragão explica como o ódio politico atrapalha a construção de um país mais democrático https://www.ocafezinho.com/2016/11/19/eugenio-aragao-explica-como-o-odio-politico-atrapalha-construcao-de-um-pais-mais-democratico/ https://www.ocafezinho.com/2016/11/19/eugenio-aragao-explica-como-o-odio-politico-atrapalha-construcao-de-um-pais-mais-democratico/#comments Sat, 19 Nov 2016 17:37:14 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=60227 39 Comentários 🔥]]> No Jornal GGN

Dica do Jornal GGN

 

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Uma defesa contra calúnia dos meus detratores https://www.ocafezinho.com/2013/07/23/uma-defesa-contra-calunia-dos-meus-detratores/ https://www.ocafezinho.com/2013/07/23/uma-defesa-contra-calunia-dos-meus-detratores/#respond Tue, 23 Jul 2013 07:16:34 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=12534 Não é fácil a vida de um blogueiro que expõe diariamente suas opiniões. Ao longo dos últimos anos, acumulei muitos amigos na rede, mas também alguns adversários. Todos aqueles que perdem um debate, por exemplo, jamais o perdoam. Então, conforme você segue em frente, deixa atrás de si uma fileira cada vez maior de rancorosos.

Eu tenho a minha lista. Política, mesmo que no campo apenas dos debates, é um universo agressivo. Em ano eleitoral, a coisa piora, porque tenho o hábito de sempre escolher um lado. Gosto de operar na linha de frente das batalhas, na vanguarda, recebendo os primeiros bombardeios e disparando os últimos tiros de misericórdia.

Guardar rancor, porém, é um erro. Eu acho que as pessoas que perdem debates ou eleições, deveriam esquecer e encarar esse tipo de coisa como vicissitudes normais de uma democracia. Não é o que acontece, infelizmente.

Daí que há uma súcia de cobras que vive à espreita de qualquer oportunidade para tentar me morder os pés. O preconceito ideológico deles é absurdo. Eu respeito a opinião de todo mundo: deles, da direita, da ultra-esquerda. Contesto, divirjo, mas respeito. Eles, não. É uma coisa nojenta.

Agora começaram uma campanhazinha suja contra mim, acusando-me de “denunciar militantes de esquerda para a polícia”. Ficam disparando tweets, tentando manchar minha reputação. O mundinho do twitter é cruel, porque as pessoas nem vêem o contexto, só lêem que fulano é “alcagueta de militantes de esquerda”. A denúncia partiu por causa de dois tweets que escrevi:

ScreenHunter_2134 Jul. 23 03.16

ScreenHunter_2135 Jul. 23 03.16

O amigo a quem dirigi a pergunta no segundo tweet é um advogado. Ele me respondeu tagueando a polícia. Foi uma decisão dele, só dele, mas que eu não vi nada demais.  Não foi nem uma denúncia, embora houvesse sim justificativa para fazê-lo. Para cúmulo do ridículo, vocês verão que o próprio Francisco Bosco foi quem se dirigiu à polícia, no início e no fim de seu texto.

O ~militante de esquerda~ a que se referem meus detratores, portanto, é o colunista do Globo,  que outro dia assinou uma xaropada udenista e vira-lata, no jornalão dos Marinho, intitulada Odeio o Brasil. Suas posições são quase sempre conservadoras. Seu único “esquerdismo” foi ter apoiado Marcelo Freixo em 2012, como fizeram todos os conservadores, globais e moradores da zona sul.

Meus detratores, portanto, me caluniam duplamente. Acusam-me por uma denúncia que não fiz; e de fazê-lo em relação a um “militante de esquerda” que na verdade não é “militante”, nem de esquerda. Nem ninguém em situação de fragilidade ou vulnerabilidade social. Ao contrário, é praticamente um intocável, por assinar uma coluna no Globo, jantar regularmente com o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, e ser filho de um compositor famoso e respeitado.

Não tenho nada pessoal contra Francisco Bosco. Pelo contrário, consta que é uma boa pessoa. Mas ele é uma boa pessoa que escreve para o principal jornal da minha cidade, um jornal pertencente à maior empresa de mídia da América Latina e uma das quatro maiores do mundo, um jornal que eu combato diariamente por suas posições conservadoras e por suas manipulações diárias da realidade política nacional e internacional.  Então eu, como blogueiro, me sinto na obrigação de rebater as opiniões de Francisco Bosco, assim como de outros colunistas, quando não concordo. Independente se estas opiniões estão em sua coluna ou em sua rede social.

Eis como Bosco encerra o texto que motivou minha última divergência: “Portanto, respondendo novamente à pergunta da PM, quem está tentando saquear lojas está, precisamente, reivindicando um país melhor. E eles nos representam. São os únicos que realmente nos representam.”

Em post recente, eu reproduzi seu texto e fiz um contraponto, mas sem acusá-lo de nenhum crime. Exerço tão somente a boa e velha dialética.

A vítima dessa história, portanto, fui eu, caluniado por Francisco Bosco, que acreditou no que dizia a súcia, e por todos que reproduziram a calúnia.

Defesa encerrada, senhor juiz.

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