desenvolvimento - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/desenvolvimento/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Tue, 02 Dec 2025 18:14:32 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://www.ocafezinho.com/wp-content/uploads/2015/10/cropped-Logo_Cafezinho_tmb-32x32.png desenvolvimento - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/desenvolvimento/ 32 32 Energia em transição pede decisões mais firmes no Brasil https://www.ocafezinho.com/2025/12/03/energia-em-transicao-pede-decisoes-mais-firmes-no-brasil/ https://www.ocafezinho.com/2025/12/03/energia-em-transicao-pede-decisoes-mais-firmes-no-brasil/#respond Wed, 03 Dec 2025 09:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=222360 A alta dos custos e a instabilidade climática pressionam o sistema elétrico, abrindo espaço para tecnologias flexíveis capazes de garantir segurança ao abastecimento

O Brasil se move em duas velocidades cruciais para seu destino. De um lado, os ponteiros do relógio do setor elétrico aceleram, pressionados por preços em alta e pela urgência de uma transição energética que não pode vacilar. De outro, os indicadores sociais começam a se mover na direção certa, após anos de paralisia, apontando para um resgate da dignidade como fundamento do desenvolvimento. Estas não são dinâmicas separadas, mas faces da mesma moeda: não há futuro energético seguro para um país mergulhado na desigualdade, e não há prosperidade social sem uma matriz robusta que sustente a retomada da indústria e gere empregos de qualidade.

A constatação de Fred Menezes, CEO da Armor Energia, é um alerta técnico que ecoa como um aviso social: os preços ascendentes da energia estão redesenhando o futuro do setor. Esse movimento, impulsionado pela volatilidade hídrica – uma ironia cruel para um país tropical –, pelo crescimento da demanda e pela necessidade premente de modernizar uma infraestrutura por vezes obsoleta, está criando um novo mapa de oportunidades.

O paradoxo é evidente: temos sobra de energia renovável, com vento e sol entrando de forma vigorosa na matriz, mas convivemos com a intermitência dessas fontes. Quando o céu escurece ou o ar fica quieto, a luz não pode se apagar. A conta desse risco já está chegando, mais cara, para todos.

Leia também: Mercado aquecido leva geração elétrica a novo ponto de virada

Flexibilidade: a nova palavra de ordem para evitar um apagão social

Neste cenário, como aponta Menezes, a palavra-chave deixa de ser apenas “renovável” e passa a ser “flexibilidade”. O sistema precisa de ativos que possam ligar e desligar rapidamente, atuando como um amortecedor essencial para os solavancos da natureza.

Usinas termelétricas a gás de partida rápida, hidrelétricas com reservatório que possam modular sua força, baterias de armazenamento e pequenas centrais hidrelétricas ganham um valor estratégico renovado. Eles são o seguro, o colchão de segurança de um sistema que se quer verde, mas não pode ser frágil.

Esta não é uma defesa do retrocesso, mas do planejamento inteligente. A transição energética justa, bandeira histórica da esquerda brasileira, não pode ser um salto no escuro. Ela exige um Estado planejador, que antecipe gargalos.

É sintomático que o governo federal já sinalize a realização de Leilões de Reserva de Capacidade em 2026, focados justamente em termelétricas, hidrelétricas e baterias. É um reconhecimento tácito de que a segurança do abastecimento é um pilar não negociável da soberania nacional e da proteção aos mais vulneráveis, os primeiros a sofrer com a instabilidade.

O alicerce social: sem distribuição de renda, a energia não chega a todos

É aqui que a outra velocidade do Brasil se mostra fundamental. De que adianta discutir megawatts e flexibilidade operacional se uma parcela significativa da população ainda luta para colocar comida na mesa e pagar a conta de luz mais básica? A fala da ministra Esther Dweck, da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, ilumina este ponto crucial. O Brasil, em seu entendimento, retomou um ciclo de crescimento de qualidade, onde a expansão econômica anda de mãos dadas com a redução da pobreza e da desigualdade. “Voltamos a crescer com redução das desigualdades, o que é algo muito raro no Brasil”, afirmou ela.

Os números sustentam a análise: crescimento superior a todo o período anterior, com a formação bruta de capital fixo – o investimento em máquinas, equipamentos e infraestrutura – voltando a ser protagonista. O mercado de trabalho aquece, com recordes de emprego formal e a renda média do trabalhador subindo em termos reais, um feito após anos de erosão.

A mudança tributária recente, que isenta de Imposto de Renda quem ganha até cinco mil reais e tributa mais quem ganha mais, é um passo histórico na correção de uma injustiça secular. São R$ 28 bilhões que devem retornar ao bolso da base da pirâmide e movimentar a economia real, não a especulação financeira.

Esta agenda redistributiva não é um tema lateral ao setor elétrico. Ela é seu pré-requisito. Uma população com maior poder aquisitivo consome mais, sim, mas também pode investir em eficiência energética, em painéis solares nos telhados e em eletrodomésticos mais modernos. Um país que tira milhões da pobreza está, na verdade, construindo a resiliência de toda a sua sociedade. A ministra Dweck acerta ao vincular a crise climática a uma agenda de desenvolvimento, reindustrialização e geração de empregos de qualidade. O enfrentamento das mudanças do clima não pode ser um fardo, mas um vetor de inovação e justiça.

A encruzilhada: integrar ou fragmentar

O Brasil se encontra, portanto, em uma encruzilhada de alto risco e enorme potencial. O caminho a seguir exige integrar essas duas velocidades. O planejamento do setor elétrico, com seus investimentos em flexibilidade e segurança, precisa ser desenhado em sintonia fina com o projeto de desenvolvimento nacional.

As decisões sobre que energia construir, onde e com qual impacto socioambiental, não podem ser tomadas apenas pela lógica do curto prazo do mercado. Elas devem servir a um objetivo maior: garantir energia barata, limpa e confiável para alimentar as indústrias que estamos recuperando, para iluminar as escolas e hospitais públicos, e para sustentar a casa de cada família que está voltando a colocar a mesa farta.

A verdadeira transição energética que o Brasil precisa é dupla: a da matriz para fontes mais limpas e seguras, e a da sociedade para um patamar de menor desigualdade e maior dignidade. Uma não avança sem a outra. Construir usinas flexíveis é vital. Mas tão vital quanto é flexibilizar os corações e as políticas para garantir que o progresso técnico não seja um privilégio, mas uma luz que realmente alcance a todos.

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Resposta à taxação dos EUA, mais saúde e desenvolvimento para o Nordeste marcaram a semana https://www.ocafezinho.com/2025/07/19/resposta-a-taxacao-dos-eua-mais-saude-e-desenvolvimento-para-o-nordeste-marcaram-a-semana/ https://www.ocafezinho.com/2025/07/19/resposta-a-taxacao-dos-eua-mais-saude-e-desenvolvimento-para-o-nordeste-marcaram-a-semana/#respond Sat, 19 Jul 2025 23:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=213246 Além disso, taxistas de todo o país não vão mais arcar com o custo anual para a verificação de taxímetros. Confira as ações do Governo Federal que foram destaque nos últimos dias no programa especial Semana Gov

O programa especial Semana Gov traz informações nas áreas social, da saúde, educação, trabalho e economia. Entre os destaques desta semana estão os esforços do governo brasileiro para reverter os impactos das tarifas de 50% anunciadas pelo governo norte-americano. Além da criação de um comitê formado por vários ministérios e dedicado a tratar do assunto, foram realizadas reuniões com representantes da indústria e do agronegócio.

O presidente Lula se manifestou sobre o assunto. Ele destacou as tentativas de diálogo com os Estados Unidos, afirmou que o Brasil é um país soberano e que se necessário vai recorrer a instâncias internacionais como a Organização Mundial do Comércio ou a aplicação de leis internas, como a Lei da Reciprocidade.

“Contamos com um Poder Judiciário independente. No Brasil, respeitamos o devido processo legal, os princípios da presunção da inocência, do contraditório e da ampla defesa. Tentar interferir na justiça brasileira é um grave atentado à soberania nacional”, disse Lula.

Em visita a Missão Velha (CE), Lula anunciou novo investimento de R$1,4 bilhão para o avanço das obras da Transnordestina, principal projeto ferroviário em andamento no País e peça-chave para impulsionar a logística, economia e o desenvolvimento do Nordeste.

A visita do presidente à região Nordeste também incluiu acidade de Juazeiro, na Bahia. No município, foram anunciadas entregas do Novo PAC Saúde. Além de reforços e investimentos no programa Agora Tem Especialistas, o governo também vai entregar novas Unidades Odontológicas Móveis e policlínicas no estado. No mesmo evento, o Governo Federal anunciou a ampliação do direito à cirurgia reparadora da mama pelo SUS e planos de saúde.

E na quarta-feira (16/7), o presidente Lula assinou um decreto que regulamenta o BR do Mar que tem o objetivo de incentivar o transporte de cargas marítimas entre portos brasileiros e reduzir os custos. E os Taxistas de todo o país não vão mais arcar com o custo anual para a verificação de taxímetros. Uma medida provisória que isenta os motoristas dessa cobrança foi assinada pelo presidente Lula.

Também nesta semana, o acordo de ressarcimento do INSS chegou à marca de mais de 582 mil adesões de aposentados e pensionistas. O número representa 30,4% do total de beneficiários aptos a assinar a adesão, cerca de 1,9 milhão de pessoas em todo o País. Estão aptos a aderir ao acordo os beneficiários que contestaram os descontos indevidos e não receberam resposta da entidade após 15 dias úteis. Os pagamentos começam em 24 de julho.

E as inscrições para o segundo Concurso Público Nacional Unificado estão abertas até o domingo, dia 20 de Julho. São mais de 3.600 vagas distribuídas na administração pública federal. E, nesta edição, o CPNU será mais inclusivo, seguro e acessível.

Publicado originalmente pela Agência Gov em 18/07/2025

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Lula critica redução de apoio ao desenvolvimento de países mais pobres https://www.ocafezinho.com/2025/06/08/lula-critica-reducao-de-apoio-ao-desenvolvimento-de-paises-mais-pobres/ https://www.ocafezinho.com/2025/06/08/lula-critica-reducao-de-apoio-ao-desenvolvimento-de-paises-mais-pobres/#respond Sun, 08 Jun 2025 23:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=210327 Presidente participou do Fórum de Economia e Finanças Azuis, em Mônaco

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou, neste domingo (8), a redução da assistência financeira de países mais ricos para apoiar o desenvolvimento econômico, ambiental e social de países mais pobres. Segundo Lula, em 2024, a Assistência Oficial ao Desenvolvimento (AOD) caiu 7%, enquanto as despesas militares cresceram 9,4%.

“Isso mostra que não falta dinheiro. O que falta é disposição e compromisso político para financiar”, disse Lula em sua participação no Fórum de Economia e Finanças Azuis, em Mônaco.

A AOD é definida pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) como a ajuda oficial que visa promover o bem-estar econômico e social nos países em desenvolvimento, com o objetivo principal de alívio da pobreza. A assistência inclui tanto financiamento como a concessão de empréstimos, subvenções e outros recursos, diretamente pelos países ou por organismos multilaterais. É uma ferramenta importante para atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Lula está em visita oficial à França e, hoje, participou desse fórum que tem objetivo de identificar e mobilizar soluções para apoiar a chamada economia azul – atividades econômicas marinhas e costeiras – e conservar os ecossistemas marinhos. Em seu discurso, o brasileiro lembrou que os oceanos também não recebem o “devido reconhecimento pelo que nos proporciona”.

“O ODS 14, dedicado à conservação e ao uso sustentável dos recursos marinhos, é um dos objetivos com menor financiamento de toda a Agenda 2030. O déficit para sua implementação é estimado em US$ 150 bilhões por ano”, destacou.

Enquanto isso, segundo o presidente, além de cumprir a função de principal regulador climático, pelo mar trafegam mais de 80% do comércio internacional e 97% das redes mundiais de dados, com uma geração econômica anual de US$ 2,6 trilhões. “Se fosse um país, o oceano ocuparia a quinta posição entre as maiores economias do mundo”, afirmou.

Segundo ele, é preciso concluir o instrumento vinculante para acabar com a poluição por plástico nos oceanos e avançar na ratificação do novo tratado para a biodiversidade nas águas internacionais. Lula lembrou também que a adoção, pela Organização Marítima Internacional, das metas vinculantes para zerar as emissões de carbono na navegação até 2050 promete multiplicar a demanda por energias renováveis e reduziria a dependência global de combustíveis fósseis.

Problema crônico

Para o presidente Lula, a insuficiência de recursos é um problema crônico de várias iniciativas multilaterais. Ele citou a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2024 (COP29), em Baku no Azerbaijão, que teve resultados aquém do esperado.

O evento foi criticado por não ter cumprido as expectativas de um acordo robusto sobre financiamento climático. A nova meta de financiamento de US$ 300 bilhões anuais até 2035, embora um avanço em relação ao antigo acordo de US$ 100 bilhões, ficou aquém das necessidades e da solicitação de US$ 1,3 trilhão dos países em desenvolvimento, que pediam financiamento para adaptação e mitigação das mudanças climáticas.

Segundo Lula, a presidência brasileira da COP30, que ocorrerá em Belém, em novembro deste ano, quer reverter esse quadro. “O planeta não aguenta mais promessas não cumpridas. Não há saída isolada para os desafios que requerem ação coletiva”, reforçou.

O presidente lembrou ainda que países em desenvolvimento dependem mais da economia azul do que as nações industrializadas, segundo dados da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD). Nesse sentido, a elevação do nível do mar e os eventos climáticos extremos das cidades costeiras vitimam sempre os mais vulneráveis.

“Entre os 33 países da América Latina e Caribe, 23 possuem mais território marítimo do que terrestre. A África detém 13 milhões de quilômetros quadrados de território marítimo; isso equivale à soma do território continental da União Europeia e dos Estados Unidos. Tornar a economia azul mais forte, diversa e sustentável contribui para a prosperidade do mundo em desenvolvimento”, disse Lula.

Para ele, as instituições financeiras internacionais têm um papel central a cumprir e é preciso também desburocratizar o acesso a fundos climáticos. “Insistimos na necessidade de contar com bancos multilaterais melhores, maiores e mais eficazes. Instrumentos como a troca de dívida por desenvolvimento e a emissão de direitos especiais de saque podem mobilizar recursos valiosos”, sugeriu.

Às autoridades do fórum, Lula falou sobre as iniciativas brasileiras, como o programa Bolsa Verde, que transfere renda para mais de 12 mil famílias que ajudam a preservar unidades de conservação marinhas; os US$ 70 milhões na carteira de investimentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social dedicada à economia azul; e o financiamento de projetos de planejamento espacial marinho, conservação costeira e descarbonização da frota naval e infraestrutura portuária.

Agenda

Ainda neste domingo, Lula tem encontros privados com o presidente do Conselho Europeu, António Costa, e com a diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), Audrey Azoulay.

Na segunda-feira (9), ele cumpre os últimos compromissos na França, entre eles, a participação na 3ª Conferência das Nações Unidas sobre os Oceanos (UNOC 3), em Nice.

Publicado originalmente pela Agência Brasil em 08/06/2025

Por Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Edição: Juliana Andrade

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Ou a América Latina se une, ou tende a continuar representando a pobreza no mundo, alerta Lula https://www.ocafezinho.com/2025/05/13/ou-a-america-latina-se-une-ou-tende-a-continuar-representando-a-pobreza-no-mundo-alerta-lula/ https://www.ocafezinho.com/2025/05/13/ou-a-america-latina-se-une-ou-tende-a-continuar-representando-a-pobreza-no-mundo-alerta-lula/#respond Tue, 13 May 2025 21:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=208655 Na abertura do IV Fórum Celac-China, presidente defendeu a união entre os países do continente para superar problemas e alcançar maior desenvolvimento. “Não há saída individual”, afirmou

Somente a união entre os países da América Latina, com o auxílio de parceiros, é capaz para superar a pobreza do continente. Foi o que afirmou o presidente Lula nesta terça-feira (13/5), no discurso durante a abertura do IV Fórum da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), realizado em Pequim, na China.

“Eu queria fazer um alerta a todos os companheiros da América Latina. O futuro da América Latina depende do nosso comportamento, da análise justa do que aconteceu no século XX, onde nós avançamos, e onde nós retrocedemos, para que a gente compreenda de uma vez por todas: não há saída para nenhum país individualmente”.

“Nós temos 500 anos de histórias que provam isso. Ou nós nos juntamos entre nós, e procuramos parceiros que queiram, junto conosco, construir um mundo compartilhado, ou a América Latina tende a continuar sendo uma região que representa a pobreza no mundo de hoje”, disse o presidente.

Lula defendeu em seu discurso o papel do multilateralismo e afirmou que o desenvolvimento de toda a região depende da união e parcerias entre os países.

“É importante que a gente compreenda. Não depende de ninguém. Não depende do presidente (chinês) Xi Jinping. Não depende dos Estados Unidos. Não depende da União Europeia. Depende, pura e simplesmente, se a gente quer ser grande ou a gente quer continuar pequeno”, afirmou Lula

O IV Fórum Celac-China (FCC) é uma plataforma de cooperação intergovernamental entre países em desenvolvimento, que serve de vetor de promoção dos interesses do Sul Global. O encontro insere-se na agenda externa da Celac, que inclui, também, diálogos regulares com União Europeia, União Africana, Conselho de Cooperação do Golfo, Índia e Turquia.

O fórum abriu o segundo dia de compromissos oficiais de Lula e da comitiva brasileira em Pequim. Na segunda-feira (12/5), o líder brasileiro teve uma agenda cheia de compromissos, que resultaram em diversos anúncios de investimentos e na assinatura de acordos.

Leia a íntegra do discurso do presidente Lula na abertura do IV Fórum Celac-China

Publicado originalmente pela Agência Gov em 13/05/2025

Por Eduardo Biagini

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“Volto à prefeitura com orçamento de 7 bilhões por ano” https://www.ocafezinho.com/2025/04/11/volto-a-prefeitura-com-orcamento-de-7-bilhoes-por-ano/ Fri, 11 Apr 2025 22:10:18 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=206548 No Jogo do Poder, Washington Quaquá detalha plano ousado para Maricá: foco em desenvolvimento econômico, turismo, infraestrutura e transição energética para o pós-petróleo.

Washington Quaquá (PT) deixou claro que está retornando ao comando da Prefeitura de Maricá com uma nova ambição: transformar estruturalmente a cidade fluminense e prepará-la para um futuro sem petróleo.

“Quando fui prefeito, o maior orçamento que tive foi de 680 milhões. Agora, volto com sete bilhões. Passei quase dois anos me preparando, organizando projetos. Tenho bem claro o que quero fazer”, afirmou.

Segundo Quaquá, a prioridade da nova gestão é cortar gastos com custeio e redirecionar recursos para investimentos estratégicos.

“Reduzi contratos, estou fiscalizando os programas sociais. Encontrei 34 mortos recebendo auxílio. Brinquei: esse dinheiro tá indo pra quê? Pra São Pedro?” O prefeito anunciou a contratação da Fundação Getúlio Vargas para auditar os programas sociais e garantir eficiência na gestão dos recursos.

As declarações foram dadas no programa Jogo do Poder, da CNT, exibido no domingo, 6 de abril de 2025. Na entrevista, Quaquá expôs um plano robusto de desenvolvimento com metas ousadas, como a criação de um fundo de participação para atrair grandes empresas, a instalação de empreendimentos turísticos de peso e a construção de obras de infraestrutura para conectar Maricá ao restante do estado. “Vamos atrair empresas de aviação, grandes parques temáticos, investir na economia criativa. É melhor do que deixar dinheiro parado rendendo para banqueiro”, disse.

Entre os projetos de maior destaque está a chegada do parque temático francês Puy du Fou, que contará a história do Brasil e deve atrair até 5 milhões de turistas por ano. O investimento prevê também a construção de uma roda gigante maior que a do Rio de Janeiro, um complexo cultural com samba, futebol e caipirinha, além de marinas em Itaipuaçu e Ponta Negra, interligadas por ferry boats à Praça XV, no Rio. “Não nasci pra fazer coisa pequena. Nasci pra fazer as maiores em Maricá”, resumiu.

Outra frente central é a criação do Porto de Maricá, com investimento de R$ 1,5 bilhão. A obra será integrada à cadeia energética do estado, incluindo a produção de biodiesel no Gaslub (antigo Comperj), com ligação ferroviária até Rio Bonito. “Esse porto vai ser a grande saída da energia brasileira para o mundo. Em 2030, o primeiro navio sai de Maricá, e eu começo a receber R$ 1,3 bilhão por ano em royalties. É um jogo de ganha-ganha”, concluiu.

***
Transcrição completa do trecho da entrevista:

Qual é o perfil da Maricá que você começa a construir a partir desse início de gestão?

Ricardo, primeiro eu estou animadíssimo para voltar à prefeitura de Maricá. Quando fui prefeito, o orçamento maior que eu tive foi de 680 milhões de reais.

E hoje?

Eu volto à prefeitura com 7 bilhões de reais. Então, eu passei um ano e meio, dois anos me preparando, organizando projetos. Então, eu tenho bem à vista o que eu quero, né?

Tenho um plano de metas, muito ousado. Talvez a gente faça uma coisa que o Brasil nunca viu. Um plano de desenvolvimento nunca visto na história do país, como dizia o presidente Lula. Mas realmente muito denso. Eu cortei, estou cortando muita coisa no município.

Está tirando custeio por investimento, é isso?

Reduzindo contratos, fiscalizando políticas sociais. Vou contratar agora a Getúlio Vargas para fazer um pente fino nos programas sociais. Ontem eu peguei, de um dos programas, 34 mortos, recebendo pelo auxílio Cuidar.

Eu até brinquei, porra, esse dinheiro tá indo pra quê? Pra São Pedro? Porque tá cuidando de morto? Entendeu? Então, eu tô fazendo um pente fino nas políticas sociais para focar no desenvolvimento.

Você cortou uma ajuda social que tinha também por conta da pandemia, que se estendeu durante muitos anos, né?

Pois é, dinheiro pra pandemia que foi ficando, 140 milhões. É uma obra do Niemeyer por ano. Então, nós vamos fazer um projeto focado em quê? Focado no desenvolvimento econômico, trazer grandes empresas para a cidade, gerando empregos qualificados, entrar com fundo de participação para atrair empresas para o município, empresas de aviação, grandes parques temáticos na área do turismo, enfim, fazer a economia pujante da cidade para que daqui a 15, 20 anos, quando não tiver mais petróleo, a gente possa ter uma economia forte investindo muito no povo, nas pessoas.

Eu levei o curso de medicina para Maricá, quando era deputado, trouxe o curso de medicina de Vassouras. Nós já temos 100 jovens de Maricá fazendo medicina, pagos pela prefeitura. Isso é uma revolução nesse estrato social da cidade.

30% negros e 70% estudantes de escola pública. Ou seja, todos pobres, com renda familiar baixa. São 15 mil jovens sendo qualificados para que eles possam exercer suas profissões em Maricá, na economia nova que nós estamos criando em Maricá.

Voltei para mudar a história de Maricá. Então, eu estou liberando dois bilhões para isso. Dois bilhões para investimento. Aí as pessoas falam, investindo em futebol, eu vou investir em economia criativa. Primeiro, eu tenho que colocar a imagem de Maricá no mundo.

Quando você fala Cannes, Viena, Paris, você tem que… Rio de Janeiro, Maricá. Eu preciso pegar a imagem de Maricá e colocar a imagem de Maricá na boca do povo do mundo. Por isso, estou criando o Hotel Samba, Futebol e Caipirinha, que é o que o mundo conhece do Brasil.

Eu quero falar um pouco sobre os investimentos em turismo, esse e outros, o Parque Puy du Fou.

Quando eu faço investimento no Vasco, estou dizendo, hipoteticamente, eu vou mandar a Fundação Getúlio Vargas fazer um estudo sério. É investimento em economia criativa. É investimento que retorna ao investimento. É melhor do que deixar parado no banco pra render lucro pra banqueiro.

Quaquá, vamos falar um pouco de turismo. Turismo parece que vai ser peça-chave desse projeto seu de preparação de Maricá para o pós-petróleo.

Você falou ainda há pouco no bloco anterior de um centro turístico, um resort, caipirinha, futebol, alguma coisa do tipo. Mas tem também o Parque Puy du Fou, que é da Espanha, que você já fez tratativas para trazê-lo para Maricá.

Explica como anda esse projeto para o turismo de Maricá.

Olha, o Parque Puy du Fou ganhou ano passado, ele é um parque originalmente francês, que tem lá no centro da França, e ele foi feito agora, dois anos atrás, três anos, porque pegou a pandemia, em Toledo, ali do lado de Madri.

Toledo hoje já tem um milhão e meio de turistas por conta do Puy du Fou. A expectativa do parque em Maricá são 5 milhões de turistas, são 5 mil empregos diretos dentro do parque, empregando pessoas de Maricá, e é um parque de espetáculos. Ele ganhou em Las Vegas, nos Estados Unidos, como o melhor espetáculo do mundo ano passado.

É um parque extraordinário e ele vai contar a história do Brasil. Ele é um parque que serve para criança até idoso. Vai contar a partir de Darcy Ribeiro, do povo brasileiro, a história do Brasil. Isso é um parque extraordinário.

Então, eu tô esperando agora o Cláudio Castro, o governador ia comigo agora em abril, mas o governador vai para a China, não pôde ir.

Então, julho, antes lá do Gilmarpallosa, lá daquele evento do Gilmar Mendes em Portugal, ele vai com a gente lá na França e nós estamos já com tudo acertado para trazer o Puy du Fou para o Brasil. Vai ser o único do Hemisfério Sul. Tem França, Espanha e agora Brasil, em Maricá.

Esse vai ser, digamos, o investimento âncora do turismo em Maricá, é isso? Que mais que você agrega a isso?

Olha, ontem o Grassi me ligou e falou, estou aqui reunido com o pessoal da roda gigante. Quantos metros tem a roda gigante do Rio de Janeiro?

85, eu quero de 90. Eu não nasci para fazer coisa pequena. Nasci para fazer as maiores em Maricá. Então, nós vamos ter roda gigante, nós vamos ter o Complexo Samba, Futebol e Caipirinha que eu falei, que vai ter a quadra da União de Maricá, da escola de samba, que é uma âncora importante para o projeto turístico.

Nós vamos ter as obras do Oscar Niemeyer. Eu estou fazendo obras no mar. Aliás, o desembargador agora deu uma decisão favorável. A gente, às vezes, fala da Justiça, mas a Justiça, quando a gente vai lá dialogar, a gente tem um super espaço na Justiça para conversar.

Que decisão é essa?

Tinha sido paralisado, por pedido do Ministério Público, a obra do enrocamento no mar ali na saída de Itaipuaçu. E o nosso projeto é fazer uma marina ali em Itaipuaçu, fazer quatro quilômetros de piscina natural e fazer em Ponta Negra uma outra marina, colocando ferry boat saindo aqui da Praça XV.

Você vai parar com o seu carro, entrar como em Tenerife, como na Grécia. Você vai entrar no seu carro aqui na Praça XV, você vai sair, em 20 minutos você tem que estar em Itaipuaçu, em 50 minutos você está em Ponta Negra. Ligando definitivamente o Rio de Janeiro a Maricá. Até para dar suporte a esses investimentos todos, a quem vai ao parque, a quem vai, enfim, a essa região toda.

A esses investimentos que você já está organizando.

Eu estive na Petrobras, nós vamos fazer o porto de Ponta Negra, a obra vai começar agora.

O impedimento legal que havia para esse porto…

Não há mais. Não há mais. Maricá vai botar um bi e meio no porto. Um bi e meio para ser sócio do porto.

Esse porto, de que maneira ele vai se imbricar com a questão do petróleo, com a questão do centro de petróleo que tem em Itaboraí, até que ponto isso pode ser elemento para catapultar o movimento do porto?

Olha, o imbecil do ex-presidente da República, do Bolsonaro, estava vendendo a Petrobras, fatiando a Petrobras, e ia fazer… a gente estava vendendo petróleo cru para os Estados Unidos para recomprar petróleo. O presidente Lula retomou a política de refinarias, enfim, de investimentos na Petrobras.

E agora, em breve, o presidente Lula vai anunciar a exploração da margem equatorial. Isso é fundamental para o Brasil.

O Comperj voltou agora com um novo nome. Eu nem sei direito o nome, mas voltou com um novo nome. Nós vamos fazer a ligação ferroviária de Rio Bonito, do ramal que vai até Rio Bonito, até Maricá.

Uma coisa importante que a Petrobras fará ali no antigo Comperj [hoje Gaslub Itaboraí], que é a produção do biodiesel, o diesel que quebra a molécula natural e incorpora ela ao diesel, fazendo um diesel que é tecnologia nacional, um diesel que não polui.

Então, tudo isso vai ter que ser produzido, sabe aonde? Onde nós vamos? Eu já falei com o prefeito Eduardo Paes, que será nosso governador. Eu falei, Eduardo, isso aí salva o Noroeste Fluminense e o Norte Fluminense. Porque nós vamos poder produzir soja no Norte e Noroeste, trazer o óleo de soja para transformar em diesel no Comperj.

E por onde sai esse biodiesel? Pelo Porto de Maricá. Então é toda uma cadeia produtiva da energia que nós vamos fazer com que o Porto de Maricá seja o grande porto da energia do Brasil.

Pra você ter uma ideia, eu vou investir um bilhão e meio no Porto de Maricá. Sabe quanto eu ganho por ano só de royalties de petróleo? Um bilhão e trezentos milhões de reais. É um jogo de ganha-ganha.

Esse um bilhão e trezentos milhões de reais é a partir do investimento, é isso?

É a partir do investimento. O que agrega de royalties? Em 2030, o primeiro navio parte do Porto de Maricá para o mundo e, a partir de 2030, eu passo a ganhar 1,3 bilhão, tendo colocado em 30 meses 1,5 bilhão, ou seja, 500 milhões por ano.

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Vitalidade e confiança alimentadas por 9 bilhões de viagens https://www.ocafezinho.com/2025/03/12/vitalidade-e-confianca-alimentadas-por-9-bilhoes-de-viagens/ Wed, 12 Mar 2025 18:33:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=203997 A onda de viagens do Festival da Primavera de 2025 mostra a vantagem da infraestrutura da China

A corrida de viagens do Festival da Primavera de 2025, ou chunyun em chinês, terminou no sábado, com um recorde de 9,02 bilhões de viagens de passageiros vistas no período de 40 dias – 510 milhões por trem, 90,2 milhões por via aérea e 7,17 bilhões por carro. A maior migração humana cíclica é uma manifestação da imensa vitalidade da China, bem como da crescente confiança do povo chinês no futuro da nação.

O que antes era um “luxo” para o povo acabou se tornando um fenômeno rotineiro na China, onde viajar com facilidade e conforto se tornou parte da vida cotidiana do povo chinês.

O fato de as pessoas agora poderem pegar trens de alta velocidade ou dirigir seus próprios carros para se reunir com suas famílias a 1.000 milhas de distância em um único dia é o resultado do investimento sem precedentes da China em infraestrutura moderna, e o rápido desenvolvimento continua a ganhar ritmo.

Sem dúvida, algumas questões emergentes no desenvolvimento podem ser efetivamente abordadas por meio da busca por crescimento de alta qualidade. Por exemplo, para atender à crescente demanda por viagens, novas linhas ferroviárias e novas estações são constantemente lançadas, com velocidades de trem aumentando constantemente.

Cerca de 20 anos atrás, a quilometragem ferroviária média por pessoa na China era “menor que um cigarro”, mas hoje, ferrovias de alta velocidade já se estenderam para 96% das cidades da China com populações que ultrapassam 500.000.

E, cerca de 10 anos atrás, as estradas no Delta do Rio das Pérolas no sul da China foram sobrecarregadas por frotas de motocicletas durante a temporada de pico de viagens do Festival da Primavera. Hoje, as viagens de carro se tornaram o esteio. Com a conclusão da Ligação Shenzhen-Zhongshan e da Passagem Marítima de Huangmaohai, dirigir para casa se tornou muito mais fácil e mais curto também.

De acordo com estatísticas oficiais, a vasta rede de transporte multicamadas da China se estende por mais de 6 milhões de quilômetros, consistindo em mais de 160.000 quilômetros de ferrovias e 4,6 milhões de quilômetros de estradas rurais.

Com o suporte do sistema ferroviário de alta velocidade mais longo do mundo, da rede de vias expressas mais extensa e de portos marítimos e fluviais de classe mundial, a visão de “viagens altamente eficientes e tranquilas para pessoas e mercadorias” está rapidamente se tornando realidade, moldando o cenário distinto das viagens do Festival da Primavera da China.

Fortalecida pela inovação, a mobilidade não está apenas ficando mais rápida, mas também a qualidade melhorou significativamente. Da correria das viagens do Festival da Primavera de 2025, não é difícil compreender o crescente poder da inovação na China.

Drones foram vistos pairando sobre rodovias enquanto a polícia de trânsito orientava os motoristas a controlar o tráfego. E, nas estações ferroviárias de alta velocidade, os passageiros usavam o sistema de reconhecimento facial para entrar nas plataformas, economizando bilhetes de papel impressos.

Além disso, 16 aeronaves de passageiros C919 de fabricação nacional se juntaram à temporada de viagens, enquanto os trens-bala inteligentes Fuxing recentemente atualizados fizeram uma estreia impressionante. Além disso, o primeiro grande navio de cruzeiro construído nacionalmente na China, o Adora Magic City , lançou sua viagem temática do Festival da Primavera.

A corrida de viagens do Festival da Primavera deste ano testemunhou uma nova onda de inovações em toda a China. Em todas as novas estações de trem e terminais, telas digitais e máquinas de leitura inteligentes estavam por toda parte. Com a ajuda dos dispositivos inteligentes, informações de trânsito e assistência na estrada estavam disponíveis com apenas um toque na tela.

A inovação vai muito além das viagens. De robôs humanoides dançando no CCTV Spring Festival Gala Show aos modelos de IA DeepSeek da China no topo das paradas globais de download de aplicativos, de robôs de assistência para caminhadas no Monte Tai ao desenvolvimento de um traje espacial para pouso na lua chamado Wangyu (olhando para o cosmos) e o rover lunar tripulado chamado Tansuo (explore o desconhecido) – a China se tornou um dos inovadores de crescimento mais rápido do mundo.

Por quaisquer métricas, a paixão ilimitada do povo chinês pela inovação continuará a impulsionar o desenvolvimento de alta qualidade do país.

Liberando grande potencial

A temporada de viagens do Festival da Primavera de 2025 aparentemente evoluiu para um catalisador dinâmico para aumentar a enorme vitalidade do mercado do país. O feriado testemunhou uma fusão de novos padrões de turismo em meio a reuniões familiares tradicionais, onde a nostalgia pelas tradições da cidade natal está cada vez mais entrelaçada com a emergente sede de viajar que pode redefinir a onda de viagens do Festival da Primavera nos próximos anos.

Algumas localidades viram as tradicionais celebrações do Festival da Primavera tomarem o centro do palco, enquanto em outras localidades, shows de drones de pelúcia e feiras de templos com tema de IA criaram novos destaques para os jovens. Com a combinação inovadora de “cultura + tecnologia”, um bom número de cidades chinesas está intensificando os esforços para atrair visitantes, transformando o tráfego turístico em um impulso para o consumo local.

Durante o feriado de oito dias do Festival da Primavera, a China registrou mais de 500 milhões de viagens domésticas de passageiros, um aumento de 5,9% em relação ao ano anterior, enquanto os gastos com turismo aumentaram 7%, atingindo 677 bilhões de yuans (US$ 93,37 bilhões).

Antes considerada um grave desafio logístico, a corrida para viajar evoluiu para um catalisador do crescimento econômico. A expansão de projetos de infraestrutura não apenas atendeu à crescente demanda por viagens, mas também impulsionou o investimento de capital, e o aumento do fluxo de passageiros está se traduzindo em um poder de compra cada vez mais forte.

O Ano Novo Chinês agora se tornou um evento global de celebração em massa. Durante esta alta temporada de viagens, vimos a expansão de maiores oportunidades de desenvolvimento.

O Festival da Primavera de 2025 também foi o primeiro “Ano Novo Chinês do Patrimônio Cultural Imaterial”, e os chineses ficaram agradavelmente surpresos ao ver mais “rostos estrangeiros” entre os turistas que chegavam.

Com a política simplificada de isenção de visto de trânsito da China, muitos estrangeiros deixaram de “observar” para “experimentar” a correria de viagens do Festival da Primavera. Mais de 3,43 milhões de turistas de 175 países e regiões entraram na China durante o festival, marcando um aumento de 6,2% em relação ao ano anterior.

Esse “toque internacional” também é um instantâneo da abertura e inclusão da China. O país agora é o principal parceiro comercial de mais de 150 países e regiões. A China lidera o comércio global de bens há 8 anos consecutivos. Seguindo a política de abertura, o país expandiu consistentemente seu “círculo de amigos” neste planeta.

De viagens organizadas a serviços premium, comércio movimentado a conectividade global, a corrida de viagens do Festival da Primavera de 2025 – marcada pela mobilidade recorde de 9 bilhões de viagens de passageiros, parece um trem-bala viajando no tempo, levando a China a um caminho brilhante para alcançar sucessos ainda maiores.

Publicado originalmente pelo Global Times em 24/02/2025

Por Jin Sheping

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Viagens ferroviárias de passageiros na China atingem 726 milhões nos primeiros dois meses https://www.ocafezinho.com/2025/03/12/viagens-ferroviarias-de-passageiros-na-china-atingem-726-milhoes-nos-primeiros-dois-meses/ Wed, 12 Mar 2025 14:04:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=204003 As viagens ferroviárias de passageiros da China aumentaram 4,7% ano a ano, para 726 milhões, durante os dois primeiros meses de 2025, atingindo um recorde histórico, informou a operadora ferroviária da China na segunda-feira.

Esse crescimento foi impulsionado em parte pela alta temporada de viagens do Festival da Primavera, o que levou a um aumento significativo no movimento populacional inter-regional, de acordo com a China State Railway Group Co., Ltd.

Durante esse período, a sobreposição de viagens para casa de estudantes, trabalhadores e outras pessoas que visitam suas famílias com aquelas que viajam apenas como turistas contribuiu para um aumento considerável no volume de passageiros ferroviários.

Para atender a essa crescente demanda por viagens, uma média de 11.605 trens de passageiros foram operados diariamente no período — o que representa um aumento de 8,7% em relação ao ano anterior.

Notavelmente, os serviços ferroviários da China estão melhorando continuamente, com transferências convenientes disponíveis em 120 estações em todo o país. Além disso, 89 estações oferecem serviços de pedidos de comida pela internet.

Em relação às viagens de passageiros de saída, a China-Laos Railway transportou 59.000 passageiros transfronteiriços durante o período de dois meses, um aumento de 57,9 por cento em relação ao ano anterior. Enquanto isso, a operação estável dos trens internacionais de passageiros China-Mongólia e China-Rússia também facilitou as trocas de pessoal transfronteiriças e impulsionou o consumo turístico.

Publicado originalmente pelo English News em 10/03/2025

Fonte: Xinhua

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BNDES capta mais de R$ 9 bilhões na primeira emissão de LCD https://www.ocafezinho.com/2024/12/10/bndes-capta-mais-de-r-9-bilhoes-na-primeira-emissao-de-lcd/ https://www.ocafezinho.com/2024/12/10/bndes-capta-mais-de-r-9-bilhoes-na-primeira-emissao-de-lcd/#respond Tue, 10 Dec 2024 15:03:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=198330 Recursos financiarão o investimento de longo prazo e impulsionarão o desenvolvimento da economia do país, com geração de empregos qualificados e renda

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) captou R$ 9,075 bilhões com a primeira emissão de Letras de Crédito do Desenvolvimento (LDCs). A emissão ocorreu nesta semana, quando o Banco acessou o mercado de captação bancária. A operação tem prazo de até cinco anos e um custo abaixo do DI.

A LCD é um título de crédito de livre negociação, emitido apenas por bancos de desenvolvimento no país, como o BNDES, conforme a Lei nº 14.937/2024. Tem como objetivo ampliar os recursos disponíveis para as operações de financiamento de longo prazo, com taxas mais atrativas.

“A captação de mais de R$ 9 bilhões comprova que a participação de uma instituição sólida e transparente como o BNDES confere um selo de qualidade à LCD. Os recursos, essenciais para continuar impulsionando os investimentos da indústria, além de infraestrutura, e para apoiar micro, pequenas e médias empresas, diversificam o funding do Banco, sem onerar o Tesouro Nacional”, explica o presidente da instituição, Aloizio Mercadante.

Conforme balanço divulgado do terceiro trimestre deste ano, o BNDES alcançou a maior carteira de crédito desde dezembro de 2017 (R$ 550,3 bilhões) e apresentou aumento na demanda por crédito em todos os setores, em relação ao mesmo período de 2022 e 2023. As aprovações de crédito tiveram crescimento em todos os setores e alcançaram R$ 137,4 bilhões (alta de 39% ante o mesmo período de 2023 e de 108% sobre 2022).

Segundo Mercadante, a emissão das LCDs faz parte da estratégia do BNDES de utilizar instrumentos de captação de mercado, em complemento às suas fontes tradicionais de recursos, para fazer frente às necessidades de seu orçamento de investimentos e desembolsos no futuro. “Com a operação, também vamos diversificar a base de investidores e preparar o Banco para atuar como emissor mais frequente no mercado local”, completa.

O BNDES

Fundado em 1952 e vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o BNDES é o principal instrumento do Governo Federal para promover investimentos de longo prazo na economia brasileira, tendo como missão a promoção do desenvolvimento sustentável e competitivo da economia brasileira, com geração de emprego e redução das desigualdades sociais e regionais.

Publicado originalmente pela Agência Gov em 06/12/2024 – 19h00

Por BNDES

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Exclusivo! O discurso histórico de Xi Jinping (legendado em português) https://www.ocafezinho.com/2024/10/23/exclusivo-o-discurso-historico-de-xi-jinping-legendado-em-portugues/ https://www.ocafezinho.com/2024/10/23/exclusivo-o-discurso-historico-de-xi-jinping-legendado-em-portugues/#respond Wed, 23 Oct 2024 19:53:47 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=195729 O presidente chinês Xi Jinping, na quarta-feira 23, pediu aos países do BRICS que trabalhem para o desenvolvimento de alta qualidade de uma maior cooperação dentro do grupo.

Em um discurso na 16ª Cúpula do BRICS, Xi afirmou que o encontro decidiu convidar várias nações para se tornarem países parceiros, destacando essa decisão como outro importante passo no desenvolvimento do BRICS.

Xi apelou aos membros do BRICS para transformarem o mecanismo multilateral em um local central de solidariedade e cooperação para o Sul Global, além de uma força de vanguarda na reforma da governança global.

Continue a ler sobre o discurso, e confira a sua íntegra por aqui.

O vídeo legendado para português, com exclusividade pelo Cafezinho, está abaixo:

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Maduro chega de surpresa a Kazan https://www.ocafezinho.com/2024/10/23/maduro-chega-de-surpresa-a-kazan/ https://www.ocafezinho.com/2024/10/23/maduro-chega-de-surpresa-a-kazan/#respond Wed, 23 Oct 2024 12:47:34 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=195686

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, desembarcou na noite de sexta-feira em Kazan, Rússia, para participar como convidado da Cúpula dos BRICS, com o objetivo de incluir seu país no bloco em breve. Ao chegar, acompanhado da primeira-dama e deputada Cilia Flores, ele foi recebido por autoridades locais. Também estavam presentes no aeroporto a vice-presidente executiva da Venezuela, Delcy Rodríguez, e o ministro das Relações Exteriores, Yván Gil, que chegaram a Kazan no dia anterior.

“Já fazemos parte desta engenharia do mundo multicêntrico e multipolar que está nascendo, e viemos compartilhar a experiência da luta histórica do povo venezuelano”, declarou Maduro. Ele também expressou esperança de que o mundo supere o colonialismo, o hegemonismo e o imperialismo, permitindo que os países do “Sul Global” abracem a “independência, o desenvolvimento e a prosperidade”.

Maduro destacou a possibilidade de acessar outra economia, “não baseada em sanções, chantagens, hegemonia, mas em cooperação, comércio verdadeiramente livre, investimento compartilhado e tecnologia”.

Ele também afirmou que sua presença nesta Cúpula dos BRICS era histórica, pois era a primeira vez que ele havia sido convidado. Em ocasiões anteriores, a Venezuela foi representada em nível ministerial.

Maduro observou ainda que sempre se acreditou que os países com as maiores reservas de petróleo do mundo deveriam estar agrupados em um projeto econômico comum, e agora havia o BRICS, que ele classificou como “um avanço significativo na nova geopolítica mundial”.

“Viemos aqui para defender e trazer a verdade e a voz livre de um povo rebelde que atravessou o deserto e que hoje está de pé, inteiro, completo e vitorioso”, acrescentou Maduro.

Na visão do líder bolivariano, o BRICS é o epicentro do novo mundo multipolar e da diplomacia da paz.

Maduro raramente viaja ao exterior, devido a um mandado de prisão emitido pelos Estados Unidos por acusações de tráfico de drogas, que também oferece uma recompensa por sua captura.

Com informações da Mercopress.

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Apple inaugura laboratório bilionário na China em meio à rivalidade crescente com a Huawei https://www.ocafezinho.com/2024/10/13/apple-inaugura-laboratorio-bilionario-na-china-em-meio-a-rivalidade-crescente-com-a-huawei/ https://www.ocafezinho.com/2024/10/13/apple-inaugura-laboratorio-bilionario-na-china-em-meio-a-rivalidade-crescente-com-a-huawei/#respond Sun, 13 Oct 2024 16:51:47 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=194796

A Apple inaugurou um laboratório de pesquisa aplicada no centro tecnológico de Shenzhen, no sul da China, reforçando seu compromisso com o maior mercado de smartphones do mundo, em meio à crescente competição com empresas locais, como a Huawei Technologies.

A instalação começou a operar na quinta-feira, no Parque de Shenzhen, em Hetao, uma zona de cooperação desenvolvida sob a diretriz do governo central para aprofundar as parcerias tecnológicas da cidade com a vizinha Hong Kong, de acordo com um relatório da mídia estatal People’s Daily.

A Apple anunciou em março seus planos de construir um novo laboratório em Shenzhen, com o objetivo de aprimorar suas capacidades de teste e pesquisa para seus principais produtos, como o iPhone, iPad e o headset de realidade mista Vision Pro, além de fortalecer a colaboração da empresa com fornecedores locais.

O laboratório, que ocupa uma área de 20 mil metros quadrados na fase inicial, se tornará o centro de pesquisa e desenvolvimento da Apple na Grande Baía – uma região econômica que inclui Hong Kong, Macau e nove cidades da província de Guangdong.

A instalação empregará mais de mil talentos locais e internacionais, tornando-se o laboratório mais extenso da empresa fora dos Estados Unidos, segundo o relatório.

A Apple não respondeu imediatamente a um pedido de comentário na sexta-feira.

Apesar dos esforços recentes para diversificar sua cadeia de fornecimento de manufatura para fora da China, a empresa sediada em Cupertino, Califórnia, está aumentando seus investimentos em pesquisa no país. O continente chinês, juntamente com Hong Kong e Taiwan, constitui o maior mercado geográfico da Apple após as Américas e a Europa.

A empresa afirmou em março que já estabeleceu centros de pesquisa em Pequim, Xangai, Suzhou e Shenzhen. O tamanho de sua equipe de pesquisa e desenvolvimento na China dobrou nos últimos cinco anos.

A Apple enfrenta uma crescente concorrência no mercado chinês de smartphones, onde a Huawei, com sede em Shenzhen, viu uma recuperação em seus negócios de aparelhos. Em agosto, a gigante chinesa vendeu mais smartphones no continente do que a Apple pela primeira vez em quase quatro anos, de acordo com um relatório da empresa de pesquisa CINNO divulgado na quarta-feira.

Isso também foi corroborado por um relatório da Academia Chinesa de Tecnologia da Informação e Comunicações, que apontou uma queda de 12,7% nas remessas de smartphones estrangeiros, incluindo o iPhone, no mesmo mês.

A Apple caiu para fora do ranking das cinco maiores fabricantes de smartphones na China durante o segundo trimestre, com sua participação de mercado reduzida para menos de 14%, segundo a empresa de pesquisa IDC. Suas vendas combinadas no continente chinês, Hong Kong e Taiwan caíram 6,5% em relação ao ano anterior no segundo trimestre, totalizando US$ 14,73 bilhões.

Por Iris Deng, para o South China Morning Post

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Em reunião da Asean, membros repudiam ideia de uma “Otan asiática” https://www.ocafezinho.com/2024/10/13/em-reuniao-da-asean-membros-repudiam-ideia-de-uma-otan-asiatica/ https://www.ocafezinho.com/2024/10/13/em-reuniao-da-asean-membros-repudiam-ideia-de-uma-otan-asiatica/#respond Sun, 13 Oct 2024 16:44:07 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=194792 O fracasso da ideia de uma ‘OTAN Asiática’ na ASEAN: Editorial do Global Times

As 44ª e 45ª cúpulas da ASEAN e as reuniões de líderes sobre a cooperação no Leste Asiático estão sendo realizadas nesta semana, reunindo líderes ou representantes dos 10 países da ASEAN, além de China, Japão, Coreia do Sul, Índia, Austrália, Nova Zelândia, Rússia e EUA, em Vientiane, capital do Laos. Durante a 27ª Cúpula China-ASEAN, realizada na quinta-feira, os líderes da China e dos países da ASEAN anunciaram a conclusão substancial das negociações de atualização da Versão 3.0 da Área de Livre Comércio China-ASEAN (FTA). Esse marco importante demonstra o esforço conjunto da China e da ASEAN para liderar a integração econômica no Leste Asiático, reafirmando o apoio mútuo ao multilateralismo e ao livre comércio. Isso também destaca que a busca por estabilidade, cooperação e desenvolvimento continua a ser o principal objetivo da região.

Notavelmente, antes da cúpula da ASEAN, altos funcionários de países como os EUA e Japão sugeriram trazer confrontos entre blocos e conflitos geopolíticos para a reunião, uma intenção que encontrou resistência clara. Em particular, a proposta de uma “OTAN Asiática”, sugerida pelo novo primeiro-ministro do Japão, Shigeru Ishiba, enfrentou forte oposição na região. O ministro das Relações Exteriores da Malásia, Mohamad Hasan, afirmou de forma direta: “Não precisamos de uma OTAN na ASEAN”, enquanto o maior jornal de língua inglesa da Indonésia, o Jakarta Post, alertou que uma “OTAN Asiática” visa a confrontar a China, o que é “muito ofensivo” para os 10 membros da ASEAN. Essa resistência significativa fez com que Ishiba desistisse de mencionar a “OTAN Asiática” na reunião.

O fracasso dessa ideia destaca vários pontos. Primeiro, mostra que, ao contrário da percepção dos aliados dos EUA e da OTAN, essa aliança é vista por outras nações como um “prenúncio de desastre”. As ações da OTAN para melhorar sua imagem, gerando opinião pública e ampliando sua influência por meio da exploração de conflitos geopolíticos, apenas consolidaram sua reputação como criadora de caos e conflito. A opinião pública nos países da ASEAN revela um claro desprezo pela OTAN, que muitos veem como um “zumbi da Guerra Fria”, uma organização que já deveria ter sido relegada à história.

Segundo, os países da região não apenas rejeitam a introdução do modelo da OTAN na Ásia-Pacífico, mas também se opõem à importação da mentalidade de Guerra Fria e à criação de inimigos geopolíticos hipotéticos, como a China. Os princípios da OTAN são fundamentalmente diferentes dos dos países asiáticos. Enquanto a OTAN é uma aliança militar de países ocidentais, os países asiáticos valorizam sua independência e autonomia. A missão da OTAN é promover a “dissuasão” militar, enquanto os países asiáticos priorizam a paz e o desenvolvimento. Além disso, muitos países asiáticos têm histórias dolorosas de colonização e invasão, tornando-os profundamente contrários à interferência externa. As nações asiáticas valorizam a “Sabedoria Oriental” e entendem que a inclusão e a abertura são o caminho certo, em contraste com a diplomacia coercitiva e a lógica do “mais forte vence”.

A OTAN mantém sua relevância ao criar uma ameaça externa comum, algo que não existe na Ásia. Tentativas de direcionar o conflito contra a China estão fadadas ao fracasso. A China é o maior parceiro comercial da ASEAN há 15 anos consecutivos, e a ASEAN tem sido o maior parceiro comercial da China nos últimos quatro anos. A China apoia firmemente a construção da comunidade da ASEAN, o papel central do bloco na cooperação regional e defende sua maior participação nos assuntos internacionais. A implementação abrangente do RCEP e projetos como a Ferrovia China-Laos e a Ferrovia de Alta Velocidade Jacarta-Bandung são exemplos do sucesso da Iniciativa Cinturão e Rota, enquanto indústrias emergentes, como a economia digital e verde, estão gerando um forte impulso para a cooperação.

Uma pesquisa publicada em abril pelo Instituto ISEAS-Yusof Ishak de Cingapura indicou que os países da ASEAN veem a China de forma mais favorável do que os EUA. Mesmo nas Filipinas, observadores consideram a ideia de uma “OTAN Asiática” irrealista.

Percebemos que alguns meios de comunicação ocidentais refletiram sobre as razões para o fracasso da ideia da “OTAN Asiática”, mas essas reflexões não devem ser superficiais. Durante as reuniões de líderes sobre a cooperação no Leste Asiático, Ishiba expressou disposição para fortalecer as trocas de alto nível, intensificar o diálogo e promover o desenvolvimento constante das relações Japão-China, o que é uma atitude louvável.

Esperamos que as reuniões deste ano sobre a cooperação no Leste Asiático sirvam como um lembrete para todos os países externos: a região acolhe parceiros no desenvolvimento pacífico, mas não aqueles que criam problemas e conflitos.

Editorial no Global Times.

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