donald trump - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/donald-trump/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Mon, 29 Jun 2026 08:27:56 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://www.ocafezinho.com/wp-content/uploads/2015/10/cropped-Logo_Cafezinho_tmb-32x32.png donald trump - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/donald-trump/ 32 32 Boa vontade americana com família Bolsonaro está com os dias contados https://www.ocafezinho.com/2026/06/27/boa-vontade-americana-com-familia-bolsonaro-esta-com-os-dias-contados/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/27/boa-vontade-americana-com-familia-bolsonaro-esta-com-os-dias-contados/#comments Sat, 27 Jun 2026 18:41:20 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=260893 14 Comentários 🔥]]> Há boas razões para acreditar que Eduardo Bolsonaro, seu irmão Flávio Bolsonaro e todos os bolsonaristas refugiados nos Estados Unidos não deveriam ficar muito otimistas quanto ao seu futuro no país. Com a iminente mudança na correlação de forças após novembro, o alinhamento de parlamentares norte-americanos com a oposição brasileira pode perder toda a sua relevância prática.

O presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Mike Johnson, enviou um alerta contundente a todos os aliados republicanos de Donald Trump sobre um eventual cenário de derrota eleitoral. Segundo a declaração do congressista norte-americano, uma vitória democrata nas midterms desencadeará investigações severas e processos judiciais contra assessores, doadores, familiares do presidente e demais colaboradores.

Essa ameaça de responsabilização e punição criminal acende o sinal vermelho para figuras brasileiras que usam os Estados Unidos como refúgio político e base de difamação de nossas instituições. O deputado Eduardo Bolsonaro e seus parceiros ideológicos devem se preparar para a perda de blindagem diplomática caso as investigações de Washington atinjam o círculo íntimo de Trump.

O senador Flávio Bolsonaro, por sua vez, corre o risco de ver esgotada toda a influência política que supunha ter junto aos legisladores de extrema-direita de Washington. A derrocada do apoio parlamentar norte-americano expõe a fragilidade de uma estratégia política construída com base na dependência e no oportunismo ideológico internacional.

A conduta do parlamentar fluminense reflete um histórico de traição aos interesses nacionais, evidenciado durante a crise tarifária deflagrada por Washington em meados de 2025. Na ocasião, Flávio Bolsonaro comparou as ameaças de sobretaxas às bombas atômicas lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki, sugerindo que o Brasil deveria capitular incondicionalmente para evitar uma destruição semelhante.

A retórica de submissão do senador demonstra que seu clã encara as relações exteriores do país sob a lógica de uma capitulação colonial vergonhosa. A soberania e a dignidade do povo brasileiro não podem ser ameaçadas ou oferecidas como barganha política para salvar aliados de governos estrangeiros.


Leia a declaração de Mike Johnson, presidente da Câmara dos Representantes (Speaker) dos Estados Unidos:

Original em inglês:
“If we lose the midterms, the Democrats will go after the president’s family, the cabinet, his donors, friends, and the rest of you who have committed crimes.”

Tradução livre:
“Se nós perdermos as eleições parlamentares de meio de mandato (midterms), os democratas vão caçar a família do presidente, o gabinete, seus doadores, amigos e todos vocês outros que cometeram crimes.”


Confira a transcrição da fala do senador Flávio Bolsonaro à CNN Brasil em 10 de julho de 2025, resgatada nas redes sociais:

“Se você olhar pra Segunda Guerra Mundial, o que que os Estados Unidos fez com o Japão? Lança uma bomba atômica em Hiroshima pra demonstrar força. […] Qual foi a consequência três dias depois? Uma segunda bomba atômica em Nagasaki pra, aí depois sim, haver no dia 16 de agosto de 1945 […] uma rendição formal por parte do Japão.

Então essa situação tem que ser encarada como uma negociação de guerra, sim, onde nós não estamos em condições normais […] Cabe a nós termos a responsabilidade de evitar que caiam duas bombas atômicas aqui no Brasil […]”

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Lula confronta Trump em defesa da soberania do Brasil https://www.ocafezinho.com/2026/06/27/lula-confronta-trump-em-defesa-da-soberania-do-brasil/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/27/lula-confronta-trump-em-defesa-da-soberania-do-brasil/#respond Sat, 27 Jun 2026 15:19:42 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=260857 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recolocou a soberania no centro do debate ao criticar as ambições territoriais do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre áreas estratégicas como o Canal do Panamá, a Groenlândia e o Canadá. A frase mais ruidosa, ao dizer que está ‘cheio de nego maluco no mundo’, funciona menos como desabafo e mais como alerta político diante de uma potência que volta a falar em anexação como se o século 19 tivesse pedido segunda via.

Em fala registrada em relato publicado pelo G1, Lula defendeu que o Brasil invista em defesa e criticou diretamente Trump por tratar territórios alheios como peças disponíveis no balcão geopolítico de Washington. O ponto central da fala é simples e incômodo para o catecismo liberal que costuma tratar Forças Armadas apenas como gasto: país que não protege sua soberania vira objeto de negociação dos outros.

A força do argumento aparece com nitidez no caso do Panamá. O país aboliu seu Exército em 1990, depois da invasão dos Estados Unidos em 1989, e consolidou a proibição constitucional em 1994, substituindo a defesa militar por forças policiais e de segurança. É justamente contra esse Estado desmilitarizado que Trump, em janeiro de 2025, recusou-se a descartar o uso de força militar para retomar o Canal do Panamá, alegando controle chinês e tarifas injustas, segundo a Reuters.

O presidente do Panamá, José Raúl Mulino, reagiu afirmando que ‘cada metro quadrado’ do Canal pertence ao Panamá. A resposta é importante porque desmonta a fantasia de que a ameaça americana se dirige apenas a rivais armados ou potências militares capazes de desafiar Washington. No caso panamenho, o alvo é um país latino-americano sem Exército, dono de um ativo estratégico que o império nunca deixou de cobiçar.

A Groenlândia expõe outra camada da mesma lógica. Os Estados Unidos já mantêm ali a Pituffik Space Base, antiga Thule Air Base, instalada a partir do acordo de defesa de 1951 entre Washington e a Dinamarca e hoje operada pela Força Espacial norte-americana como estrutura de alerta de mísseis e vigilância no Ártico. A cooperação militar, portanto, existe há décadas, mas Trump avançou um degrau ao se recusar a descartar coerção militar ou econômica para tomar a ilha, apresentada por ele como ‘necessária’ à segurança americana.

Esse salto é exatamente o que dá densidade ao alerta de Lula. Quando uma potência que já possui base militar em território aliado passa a falar em anexação, a soberania deixa de ser fórmula de chanceleria e vira linha de defesa contra a transformação de um país em propriedade estratégica. A diplomacia brasileira, sob Lula, entende esse movimento porque a história latino-americana foi escrita muitas vezes sob a sombra de embaixadas, frotas e memorandos vindos do Norte.

O Brasil conhece esse roteiro. Registros desclassificados publicados pelo National Security Archive, da George Washington University, documentam que Washington acompanhou e apoiou a derrubada do presidente João Goulart em 1964, inclusive com a Operação Brother Sam, preparada para abastecer os golpistas caso houvesse resistência. O alvo era um governo que buscava margem própria na Guerra Fria, com reformas internas e política externa menos subordinada aos Estados Unidos.

Seis décadas depois, Trump reabilita a linguagem imperial sem o constrangimento diplomático que antes ao menos exigia eufemismos. Ao tratar o Canadá como possível ’51º estado’ e ao se recusar a descartar pressão econômica, o presidente americano transforma até aliados históricos em peças subordinadas à vontade de Washington. O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, reagiu em janeiro de 2025 dizendo que ‘não há a menor chance’ de o país virar parte dos Estados Unidos.

Lula não está fazendo literatura antiamericana de ocasião. Está apontando uma contradição material: o mesmo centro de poder que costuma dar aulas sobre ‘ordem internacional’ e ‘democracia’ volta e meia aparece flertando com coerção territorial, intervenção e tutela sobre países que considera úteis demais para serem plenamente soberanos. A novidade, com Trump, é a franqueza brutal de quem já nem se preocupa em vestir a velha política imperial com terno de seminário acadêmico.

É nesse ponto que a defesa nacional entra no debate sem nostalgia autoritária nem fantasia militarista. Para Lula, soberania é condição para que o Brasil decida seu destino, proteja seus recursos, conduza sua política externa e participe de um mundo multipolar sem pedir licença a Washington. Em tempos de BRICS ampliado, disputa por rotas estratégicas, bases militares no Ártico e chantagens sobre canais interoceânicos, neutralidade desarmada pode virar apenas outro nome para vulnerabilidade.

O recado político é direto: soberania não é ornamento diplomático, é seguro de vida para países que não querem virar nota de rodapé no tabuleiro dos Estados Unidos. Ao mirar Trump, Lula fala também ao Brasil que a mídia corporativa prefere infantilizar quando o assunto é defesa: um país continental, rico em energia, água, alimentos, minérios e tecnologia não pode depender da boa educação de impérios. A história mostra que, quando Washington decide querer um canal, uma base, uma ilha ou um governo, a prudência recomenda ter Estado, projeto nacional e coluna vertebral.

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Maioria vê interferência de Trump ao tratar facções brasileiras como terrorismo https://www.ocafezinho.com/2026/06/26/maioria-ve-interferencia-de-trump-ao-tratar-faccoes-brasileiras-como-terrorismo/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/26/maioria-ve-interferencia-de-trump-ao-tratar-faccoes-brasileiras-como-terrorismo/#respond Sat, 27 Jun 2026 01:20:52 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=260862 A pesquisa Ipsos-Ipec sobre a tentativa do presidente dos EUA, Donald Trump, de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas captou algo maior do que uma divergência técnica sobre segurança pública. A maioria dos brasileiros leu a manobra como interferência externa em assunto que cabe ao Brasil decidir, sem tutela de Washington, sem carimbo imperial e sem importação automática da doutrina penal norte-americana.

O levantamento divulgado nesta sexta-feira, 26, mostra que 54% concordam total ou parcialmente que a medida anunciada por Trump representa intromissão em temas brasileiros. Outros 35% discordam total ou parcialmente dessa avaliação, enquanto 4% não concordam nem discordam e 8% não souberam ou não responderam, conforme os dados do levantamento Ipsos-Ipec.

A composição interna da resposta aprofunda o sinal político. Entre os entrevistados, 39% concordam totalmente com a afirmação de que a classificação seria interferência em assuntos que dizem respeito apenas ao Brasil, enquanto 15% concordam em parte. No campo oposto, 11% discordam em parte e 24% discordam totalmente, um bloco relevante, mas inferior ao contingente que percebe risco de ingerência.

O dado enfraquece a leitura confortável para setores da direita brasileira de que os Estados Unidos poderiam redesenhar por decreto a política criminal de outro país. Combater facções é obrigação do Estado brasileiro, com inteligência, investigação financeira, cooperação internacional e força institucional. Submeter esse debate ao vocabulário de guerra de Washington é outra coisa, e a população parece ter distinguido uma coisa da outra com mais lucidez do que certos porta-vozes do alinhamento automático.

Trump aparece no centro desse conflito como personagem real, não como abstração diplomática. Ao tentar enquadrar facções brasileiras pela lógica de segurança dos EUA, o presidente norte-americano não oferece apenas uma etiqueta jurídica, mas uma arquitetura política de pressão, sanções, bloqueios e vigilância financeira. A maioria captada pela pesquisa reage justamente a esse ponto: segurança pública não pode virar atalho para uma potência estrangeira ocupar o comando simbólico da política interna brasileira.

A ofensiva de Trump também carrega uma contradição factual incômoda. Na lista divulgada pelo Departamento de Estado dos EUA em fevereiro de 2025, a designação de organizações criminosas internacionais incluiu cartéis mexicanos, o Tren de Aragua e a MS-13, mas não registrou PCC nem Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras. Esse dado reforça o caráter político da disputa aberta no Brasil, mais do que uma simples atualização técnica de segurança internacional.

O presidente norte-americano tenta ocupar o espaço simbólico de xerife hemisférico, velha fantasia de Washington reciclada a cada crise latino-americana. O problema é que a rejeição captada pelo Ipsos-Ipec não depende apenas de simpatia ou antipatia pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ela revela uma percepção soberanista mais ampla, inclusive intuitiva, de que o Brasil pode cooperar no combate ao crime sem aceitar que sua política criminal seja escrita em inglês, em outro território e segundo prioridades eleitorais de Trump.

Há ainda um ponto que raramente aparece no discurso moralista de Washington. O relatório mundial sobre drogas do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime aponta a América do Norte como um dos principais mercados de destino da cocaína. A pesquisa oficial norte-americana NSDUH de 2023 estimou cerca de 5,0 milhões de usuários de cocaína no último ano nos EUA, número que coloca o país no centro da demanda que sustenta a cadeia transnacional da droga.

A força do levantamento está justamente em deslocar o debate da retórica policial para a disputa de autoridade política. Quando uma maioria identifica interferência, ela não absolve facções nem relativiza crimes; ela afirma que o enfrentamento ao crime organizado precisa obedecer a prioridades brasileiras, com controle público, responsabilidade institucional e cooperação internacional subordinada à soberania nacional.

Esse é o ponto político que a pesquisa ajuda a iluminar com rara nitidez. Soberania não é abstração de manual diplomático, mas proteção prática contra decisões externas capazes de afetar renda familiar, circulação financeira, relações jurídicas e prioridades de segurança. Quando 54% dizem ver interferência, recusam a ideia de que Trump possa usar o combate ao crime organizado como licença para importar ao Brasil uma gramática de guerra permanente.

O Brasil tem problemas reais e graves com facções criminosas, e ninguém sério deveria minimizá-los. Mas a resposta a esses problemas precisa nascer de instituições brasileiras, com cooperação internacional submetida a regras claras e autoridade democrática. A pesquisa Ipsos-Ipec mostra que, diante da tentativa de Trump de vestir a política criminal brasileira com uniforme norte-americano, a maioria do país escolheu uma palavra simples, antiga e decisiva: soberania.

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Carta de Marco Rubio revela nova traição à pátria de Flávio Bolsonaro https://www.ocafezinho.com/2026/06/26/marco-rubio-revela-que-flavio-bolsonaro-ofereceu-equipe-de-transicao-do-brasil-aos-estados-unidos/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/26/marco-rubio-revela-que-flavio-bolsonaro-ofereceu-equipe-de-transicao-do-brasil-aos-estados-unidos/#respond Fri, 26 Jun 2026 22:19:34 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=260837 Uma correspondência oficial do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, obtida com exclusividade, revela a extensão do alinhamento político entre parlamentares bolsonaristas e o governo dos Estados Unidos. O documento, enviado ao senador Flávio Bolsonaro em 23 de junho de 2026, traz desdobramentos graves sobre as recentes denúncias de infiltração do crime organizado nas estruturas de apoio da extrema-direita.

Na carta de resposta, Marco Rubio agradece o apoio de Flávio Bolsonaro à decisão de Washington de catalogar o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital como organizações terroristas estrangeiras sob a legislação dos Estados Unidos. O Secretário de Estado afirma que o governo norte-americano está agindo de maneira decisiva para sufocar as redes financeiras, de drogas e de armas dessas facções criminosas brasileiras.

O ponto central da correspondência revela que o senador brasileiro se antecipou à disputa eleitoral de outubro e ofereceu formalmente colocar uma equipe de transição governamental à disposição da Casa Branca. Esse gesto de subserviência sem precedentes expõe a disposição da extrema-direita em submeter o planejamento estratégico do Estado brasileiro à tutela direta de agentes da diplomacia norte-americana.

Além da cooperação na área de segurança, a carta de Rubio aborda as duras pressões comerciais conduzidas pelo Representante Comercial dos Estados Unidos contra o Brasil. O embaixador norte-americano Jamieson Greer formalizou em 1º de junho de 2026 que diversas políticas comerciais e regulatórias do Brasil são discriminatórias e oneram o comércio dos Estados Unidos.

As divergências bilaterais envolvem setores estratégicos do desenvolvimento nacional, abrangendo o comércio digital, serviços de pagamentos eletrônicos, proteção de propriedade intelectual e tarifas sobre o etanol. Washington tem pressionado o governo brasileiro por concessões sob a ameaça de retaliações comerciais que foram propostas no âmbito de uma investigação iniciada por determinação direta de Donald Trump.

Diante dessas revelações, a defesa da soberania nacional impõe a rejeição definitiva a qualquer tentativa de intromissão estrangeira no processo político e no território brasileiro. A autodeterminação do povo brasileiro não pode ser negociada ou entregue a interesses diplomáticos de superpotências globais sob o pretexto de cooperação institucional.

Em suas redes, o ex-ministro José Dirceu dissecou os planos de traição de Flávio Bolsonaro:

“A carta do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, para Flávio Bolsonaro confirma um fato político.

Ela propõe uma equipe de transição, caso ele seja eleito, e reafirma tarifas contra o Brasil e um contencioso comercial envolvendo as big techs, o Pix, as terras raras, a Amazônia, a propriedade intelectual e o etanol. O Brasil já negociou questões como essas na OMC.

O problema é outro. Flávio Bolsonaro é o candidato de Trump. A carta mostra que ele vincula sua candidatura aos interesses norte-americanos e à interferência dos Estados Unidos nos assuntos internos do Brasil.

Dependência política gera dependência econômica, tecnológica e militar. Quem aceita essa condição entrega sua soberania. O que Flávio Bolsonaro está fazendo é traição à pátria.”

 


Leia a íntegra da carta da resposta de Marco Rubio abaixo:

Tradução da correspondência oficial:

O SECRETÁRIO DE ESTADO
WASHINGTON

23 de junho de 2026

Ao Excelentíssimo Senhor
Flávio Bolsonaro
Senador da República Federativa do Brasil
Senado Federal – Anexo I – 17º Pavimento
Brasília-DF, 70165-900

Prezado Senador Bolsonaro:

Agradeço por sua carta e por sua recente visita a Washington. Compartilho de sua convicção de que a amizade duradoura entre os Estados Unidos e o Brasil deve permanecer ancorada em valores compartilhados, respeito mútuo e uma visão unificada para a segurança e a prosperidade do Hemisfério Ocidental.

Agradeço profundamente o seu apoio à nossa decisão de designar o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital como Terroristas Globais Especialmente Designados e Organizações Terroristas Estrangeiras sob a lei dos EUA. Os Estados Unidos reconhecem que a violência e as sofisticadas redes criminosas dessas facções ameaçam a segurança de cidadãos honestos em todo o nosso hemisfério compartilhado. Ao visar suas redes financeiras, de drogas e de armas, estamos tomando medidas decisivas para proteger os povos brasileiro e americano do crime organizado transnacional.

Como o senhor observou, o Representante Comercial dos Estados Unidos, Embaixador Jamieson Greer, anunciou em 1º de junho de 2026 sua determinação de que certos atos, políticas e práticas do Brasil são irracionais ou discriminatórios e oneram ou restringem o comércio dos EUA. Ele propôs medidas de resposta para comentários públicos. Esta determinação e a proposta de medida de resposta decorrem de uma investigação iniciada em julho de 2025 sob a direção específica do Presidente Trump.

O Embaixador Greer deixou claro que continuamos a ter diferenças substanciais na resolução das questões identificadas nesta investigação. Estas referem-se ao comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais injustas, aplicação de medidas anticorrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal.

Qualquer parte interessada no Brasil poderá participar do período de consulta pública sobre a proposta de medida de resposta e da audiência pública que o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos convocará em 6 de julho de 2026. O período de consulta pública permanece aberto até 1º de julho de 2026. As solicitações para comparecer à audiência devem ser apresentadas até 22 de junho de 2026.

Os Estados Unidos permanecem firmes em seu desejo de ver um Brasil próspero, seguro e economicamente estável. Observamos seu otimismo em relação às próximas eleições de outubro e sua generosa oferta de colocar uma equipe de transição à nossa disposição caso o senhor seja eleito. Os Estados Unidos estão prontos para trabalhar cooperativamente com os líderes escolhidos pelo povo brasileiro para buscar uma estrutura de comércio e investimento ampla, justa e mutuamente benéfica.

Espero continuar nosso diálogo e aprofundar a parceria estratégica entre nossas duas grandes nações. Deus abençoe os Estados Unidos e o Brasil.

Sinceramente,

[Assinatura]

Marco Rubio

Original letter in English:

THE SECRETARY OF STATE
WASHINGTON

June 23, 2026

The Honorable
Flávio Bolsonaro
Senator of the Federal Republic of Brazil
Senado Federal – Anexo I – 17º Pavimento
Brasília-DF, 70165-900

Dear Senator Bolsonaro:

Thank you for your letter and your recent visit to Washington. I share your conviction that the enduring friendship between the United States and Brazil must remain anchored in shared values, mutual respect, and a unified vision for the security and prosperity of the Western Hemisphere.

I deeply appreciate your support for our decision to designate the Comando Vermelho and the Primeiro Comando da Capital as Specially Designated Global Terrorists and Foreign Terrorist Organizations under U.S. law. The United States recognizes that the violence and sophisticated criminal networks of these factions threaten the safety of honest citizens across our shared hemisphere. By targeting their financial, drug, and weapons networks, we are taking decisive actions to protect both the Brazilian and American people from transnational organized crime.

As you note, United States Trade Representative Ambassador Jamieson Greer announced on June 1, 2026, his determination that certain acts, policies, and practices of Brazil are unreasonable or discriminatory and burden or restrict U.S. commerce. He proposed responsive action for public comment. This determination and the proposed responsive action are pursuant to an investigation initiated in July 2025 at the specific direction of President Trump.

Ambassador Greer has made clear that we continue to have substantial differences in resolving the issues identified in this investigation. These relate to digital trade, electronic payment services, unfair preferential tariffs, anti-corruption enforcement, intellectual property protection, ethanol market access, and illegal deforestation.

Any interested party in Brazil may take part in the public comment period on the proposed responsive action and the public hearing that the Office of the United States Trade Representative will convene on July 6, 2026. The public comment period remains open until July 1, 2026. Requests to appear at the hearing are due June 22, 2026.

The United States remains steadfast in its desire to see a prosperous, secure, and economically stable Brazil. We note your optimism regarding the upcoming October elections and your generous offer to place a transition team at our disposal should you be elected. The United States stands ready to work cooperatively with the leaders chosen by the Brazilian people to pursue a broad, fair, and mutually beneficial trade and investment framework.

I look forward to our continued dialogue and to deepening the strategic partnership between our two great nations. God bless the United States and Brazil.

Sincerely,

[Signature]

Marco Rubio

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Donald Trump ameaça tarifa de 100% contra países europeus que taxarem as big techs americanas https://www.ocafezinho.com/2026/06/26/donald-trump-ameaca-tarifa-de-100-contra-paises-europeus-que-taxarem-as-big-techs-americanas/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/26/donald-trump-ameaca-tarifa-de-100-contra-paises-europeus-que-taxarem-as-big-techs-americanas/#respond Fri, 26 Jun 2026 21:51:33 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=260846 O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira uma ameaça contundente de aplicar tarifas de 100% sobre todas as importações oriundas de nações europeias que tributarem gigantes de tecnologia norte-americanas. A medida representa um endurecimento drástico da política comercial externa de Donald Trump e visa constranger os governos do velho continente a recuarem em suas propostas de taxação digital.

De acordo com a Casa Branca, os tributos sobre serviços digitais impostos de forma unilateral por nações como França e Itália configuram uma prática discriminatória e injusta contra as corporações de tecnologia americanas. Entre os principais alvos protegidos pela retaliação presidencial estão potências corporativas como Google, Meta, Apple e Amazon, que hoje concentram a maior fatia do mercado digital da Europa.

A ameaça tarifária do presidente americano surge como um obstáculo imprevisto em meio às negociações de um amplo acordo comercial que vinha sendo desenhado entre Washington e a União Europeia. Embora o pacto preliminar previsse um limite de até 15% para a taxação sobre exportações industriais do bloco europeu, a disputa fiscal em torno da economia digital foi explicitamente deixada de fora do acordo principal.

Representantes da Comissão Europeia, encabeçados pela liderança de Bruxelas, reagiram prontamente à manifestação norte-americana e prometeram uma resposta célere e coordenada para assegurar a autonomia regulatória do bloco. Diplomatas europeus afirmam que a União Europeia não capitulará diante da pressão de Washington e que o bloco possui mecanismos legais para responder à altura caso a sobretaxa seja implementada.

Especialistas em comércio internacional apontam que o anúncio de Donald Trump acirra ainda mais o clima de guerra comercial global e ameaça desestruturar cadeias de suprimentos já fragilizadas no pós-pandemia. A possibilidade de uma sobretaxa de 100% sobre mercadorias físicas tradicionais, como vinhos franceses e automóveis alemães, pode desencadear uma espiral inflacionária prejudicial a consumidores em ambos os lados do Atlântico.

A escalada protecionista reforça a necessidade de os países do Sul Global e da Europa fortalecerem o multilateralismo como escudo contra decisões alfandegárias unilaterais e agressivas. Somente por meio de uma governança tributária global negociada em instâncias multilaterais neutras será possível assegurar a soberania fiscal das nações e evitar uma fragmentação destrutiva da economia de mercado.


Donald Trump ameaça tarifa de 100% a países europeus se mantiverem taxas sobre big techs

Da redação de O Cafezinho, com informações das agências de notícias

WASHINGTON – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (26) que irá impor uma tarifa aduaneira de 100% sobre todos os bens importados de países europeus que insistirem em aplicar impostos sobre serviços digitais (DSTs) que afetam grandes empresas americanas de tecnologia.

A retaliação americana miraria países como França, Itália e Espanha, que criaram legislações específicas para tributar o faturamento local de gigantes digitais como Google, Apple, Meta, Amazon e Microsoft. Segundo a nova administração da Casa Branca, tais impostos possuem viés nitidamente discriminatório e visam extrair recursos de corporações americanas de forma injusta.

Se implementada, a medida incidiria sobre todo e qualquer produto de exportação física dessas nações destinados aos Estados Unidos, elevando o custo de produtos emblemáticos europeus, como calçados italianos, autopeças alemãs e vinhos franceses. A ameaça causou forte apreensão nos mercados financeiros globais, sob o risco de deflagrar uma nova rodada de guerra tarifária de proporções inéditas.

A Comissão Europeia, por sua vez, declarou em nota oficial que responderá com firmeza a qualquer sobretaxa unilateral imposta por Washington. “A União Europeia agirá de forma rápida e decisiva para salvaguardar seus interesses comerciais legítimos e assegurar sua autonomia regulatória no ecossistema digital”, afirmou um porta-voz do bloco.

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O terrorista do Dark Horse https://www.ocafezinho.com/2026/06/26/o-terrorista-do-dark-horse/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/26/o-terrorista-do-dark-horse/#respond Fri, 26 Jun 2026 21:31:03 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=260833 A tentativa da extrema-direita de terceirizar a segurança pública brasileira para os Estados Unidos revela a fragilidade do discurso nacionalista de seus líderes. Ao defender a intervenção estrangeira, parlamentares desconsideram o risco de submeter o país a sanções econômicas e intervenções militares de potências externas.

A principal bandeira do senador da República, Flávio Bolsonaro, consiste em pressionar o governo norte-americano para classificar facções nacionais como entidades terroristas. O primeiro passo dessa estratégia seria a validação pelo Departamento de Estado em Washington para justificar ações de tutela externa sobre o território nacional, conforme já discutido nos debates sobre o alinhamento com Donald Trump.

O plano de transferir o controle da segurança interna para autoridades de Washington ignora que organizações criminosas se infiltram facilmente em estruturas privadas e governamentais. Ao permitir essa ingerência, a soberania nacional do Brasil seria severamente comprometida por decisões unilaterais da diplomacia estrangeira.

No entanto, um surpreendente desdobramento policial expôs a contradição moral daqueles que cobram a intervenção armada de Washington contra o crime organizado. As investigações da Polícia Civil de São Paulo revelaram que a entidade contratada pela prefeitura paulistana subcontratou uma empresa ligada a um suposto integrante do Primeiro Comando da Capital.

A situação se torna ainda mais grave porque a mesma produtora responsável pelo contrato de internet na periferia também financia a realização do documentário Dark Horse sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Esse cruzamento financeiro sob investigação policial demonstra como a retórica de combate ao crime organizado desmorona diante de interesses econômicos e eleitorais imediatos, afetando inclusive as articulações de sua própria chapa familiar.

Os problemas de segurança pública do Brasil devem ser resolvidos de forma autônoma pelo Estado brasileiro, sem a entrega de nossa independência geopolítica a governos estrangeiros. O fortalecimento das instituições nacionais e a inteligência policial são os únicos caminhos viáveis para combater o crime sem curvar a nação a interesses externos.


Contratado por produtora de Dark Horse é apontado como membro do PCC

Por Renan Porto, no Metrópoles

Investigada por desviar dinheiro da Prefeitura de São Paulo, a ONG Instituto Conhecer Brasil (ICB) subcontratou uma empresa que tem como sócio um suposto membro do Primeiro Comando da Capital (PCC) para atender a demanda da gestão municipal. Segundo autoridades do Ministério Público de São Paulo (MPSP), Alex Leandro Bispo, que representa a Favela Conectada, teria entrado para o crime organizado quando cumpriu pena em presídios dominados pela facção, como a Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, no interior paulista.

O ICB, representado por Karina Ferreira da Gama, foi contratado por R$ 108 milhões para instalar 5 mil pontos de Wi-fi na periferia da capital. Desse valor, R$ 12 milhões teriam sido destinados à empresa de Alex Leandro para realizar o serviço. A Polícia Civil de São Paulo investiga se o dinheiro foi desviado. Uma das hipóteses é que tenha ajudado a custear o filme Dark Horse, que contará a história do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A produtora responsável pelo longa-metragem é a Go Up Entertainment, cuja sócia é justamente Karina Gama.

O sócio da Favela Conectada tem três condenações por roubo e ficou preso em regime fechado por 13 anos. No período, passou por pelo menos 13 unidades prisionais. Entre os crimes que levaram às condenações, está o sequestro de um sobrinho do deputado estadual Eduardo Suplicy (PT). Em dezembro do ano passado, voltou a ser detido, acusado de jogar do 10º andar de um prédio a própria companheira, Maria Katiane Gomes da Silva.

Durante a investigação do caso, a polícia teve acesso a um vídeo, feito por um vizinho, em que Alex Leandro teria dito ter o “escorpião do PCC”. Segundo a investigação, o aracnídeo seria um símbolo da facção. Em depoimento, o homem chegou a ser questionado sobre o suposto vínculo com a organização criminosa, mas negou.

Na decisão que tornou Alex Leandro réu, a juíza Michelle Porto de Medeiros Cunha Carreiro, da 5ª Vara do Júri, citou o fato de o réu já ter sido condenado criminalmente em uma ocasião anterior e que há notícias de que ele se “vangloriava em ser ‘escorpião do PCC’ e em ter ‘irmãos’”, o que, de acordo com a juíza, indica possível envolvimento com a organização criminosa.

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Donald Trump rompe o cessar-fogo e ataca o Estreito de Hormuz https://www.ocafezinho.com/2026/06/26/donald-trump-rompe-o-cessar-fogo-e-ataca-o-estreito-de-hormuz/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/26/donald-trump-rompe-o-cessar-fogo-e-ataca-o-estreito-de-hormuz/#respond Fri, 26 Jun 2026 21:31:02 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=260835 A decisão do governo dos Estados Unidos de bombardear o território iraniano representa mais um duro golpe contra os esforços internacionais de pacificação do Oriente Médio. O pretexto utilizado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para autorizar a ação militar foi uma suposta retaliação a ataques de drones contra embarcações civis no Estreito de Hormuz, rompendo unilateralmente com os entendimentos preliminares de cessar-fogo estabelecidos recentemente.

No entanto, as alegações da Casa Branca carecem de qualquer comprovação factual ou investigação independente e servem apenas para mascarar o apetite belicista de Washington. Em vez de buscar mecanismos de verificação diplomática ou acionar instâncias multilaterais, as forças armadas do país norte-americano optaram diretamente pelo uso da força aérea para destruir instalações costeiras na República Islâmica do Irã.

Essa investida militar unilateral coloca em risco iminente o memorando de entendimento de cessar-fogo que havia sido firmado entre as duas nações no início do mês de junho. A quebra desse frágil canal de comunicação arrasta a geopolítica global de volta à instabilidade extrema, invalidando os recentes progressos diplomáticos alcançados na região.

A escalada bélica na rota de navegação petrolífera também ameaça desestabilizar o acordo preliminar de paz assinado recentemente entre o Estado de Israel e a República Libanesa. Analistas temem que a retomada das hostilidades diretas entre a potência ocidental e a nação persa desencadeie uma reação em cadeia que atinja o sul libanês e inviabilize a trégua recém-costurada.

Como reflexo imediato dos bombardeios, os preços internacionais do petróleo Brent dispararam nos mercados globais, evidenciando o impacto devastador das guerras sobre a economia dos trabalhadores de todo o planeta. A suspensão temporária das escoltas marítimas pela Organização Marítima Internacional no Golfo Pérsico agrava a crise de abastecimento e encarece os combustíveis.

A superação dos conflitos no Oriente Médio exige o respeito à integridade dos países do Sul Global e o fortalecimento de canais de negociação livres de ameaças e sanções unilaterais. Somente através do multilateralismo e da diplomacia soberana será possível restabelecer a segurança de navegação nas águas estratégicas e garantir uma paz duradoura.


Forças militares dos EUA atacam o Irã após investida contra navio de carga no Estreito de Hormuz

Por Idrees Ali e Enas Alashray, na Reuters

WASHINGTON/DUBAI, 26 de junho de 2026 (Reuters) – As forças militares dos Estados Unidos atacaram o território do Irã nesta sexta-feira em resposta a um suposto ataque de drone iraniano contra um navio de carga comercial no Estreito de Hormuz, colocando em xeque o destino do acordo provisório de paz recentemente assinado entre as duas nações.

O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) informou que caças norte-americanos bombardearam depósitos de mísseis e drones iranianos, além de locais com radares costeiros. O ataque inicial ao cargueiro de bandeira de Cingapura, M/V Ever Lovely, ocorreu na quinta-feira, 25 de junho, enquanto a embarcação saía do estreito ao longo da costa de Omã.

O presidente norte-americano, Donald Trump, declarou em suas redes sociais que o Irã disparou ao menos quatro drones de ataque unidirecionais contra navios na região. De acordo com o mandatário, as forças dos EUA interceptaram três dos artefatos, mas um deles atingiu o convés superior do navio cargueiro. Não foram reportados feridos a bordo da embarcação, que permaneceu capaz de continuar sua viagem de forma segura.

Em comunicado oficial, o CENTCOM classificou os bombardeios norte-americanos como uma “resposta poderosa” diante de uma “agressão injustificada”. Trump chamou o ataque de drone iraniano de uma “violação tola” do memorando de entendimento de cessar-fogo assinado em 17 de junho de 2026, que visava pausar as hostilidades e restabelecer a comunicação diplomática entre Washington e Teerã.

A escalada militar ocorre em um momento delicado, coincidindo com a assinatura de um acordo preliminar de paz entre Israel e o Líbano para encerrar as hostilidades no sul libanês. Diplomatas temem que as novas tensões no Estreito de Hormuz e a resposta armada dos Estados Unidos dinamitem o progresso diplomático no Líbano e reacendam o conflito regional em larga escala.

Como consequência direta do incidente, a Organização Marítima Internacional (IMO) anunciou a suspensão temporária de suas operações de evacuação de embarcações que utilizavam a rota alternativa pela costa de Omã, alegando a necessidade de reavaliar as garantias de segurança. No mercado financeiro, os preços futuros do petróleo bruto Brent dispararam imediatamente mais de 3%, refletindo o temor global de interrupção no fluxo de energia pelo estreito, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

Reportagem traduzida por Sônia Ruberti para o portal O Cafezinho.

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Paulo Nogueira: A China não improvisa https://www.ocafezinho.com/2026/06/26/paulo-nogueirajr-a-china-nao-improvisa/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/26/paulo-nogueirajr-a-china-nao-improvisa/#respond Fri, 26 Jun 2026 20:40:53 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=260824 Por Paulo Nogueira Batista Júnior

“Subjugar o inimigo sem lutar é o acme da habilidade.” Sun Tzu, em A Arte da Guerra

Tomo a visita de 10 dias que fiz a Shanghai como ponto de partida para este artigo. Acabei de chegar e ainda luto com o fuso horário (a viagem de volta foi de 39 horas porta a porta). Assim, o artigo será talvez ainda mais incoerente do que de costume. Mas, enfim, vamos lá.

A China está em pleno processo de redefinição das suas relações com o resto do mundo, com o Ocidente em particular. Nas primeiras três ou quatro décadas do período de reforma e abertura econômica iniciado por Deng Xiaoping em 1979, a China buscava uma “ascensão pacífica” no interior do quadro internacional estabelecido sob a égide dos Estados Unidos depois da Segunda Guerra Mundial. E foi inicialmente muito bem-sucedida nesse propósito. Evitava sistematicamente confrontações com os Estados Unidos e outras nações, posicionando-se com prudência e paciência estratégicas. Deng adotava como lema uma máxima chinesa clássica – “esconda a força, espere a hora”.

Como representante do Brasil em reuniões dos BRICS, na fase de formação do grupo de 2008 em diante, posso dar o meu testemunho de que os delegados chineses, sem exceção, obedecendo a um comando superior, evitavam a todo custo qualquer linguagem ou iniciativa que fosse mais agressiva em relação ao Ocidente ou que pudesse ser interpretada como tal. A China se posicionava como uma potência reformista – cautelosamente reformista, tanto na retórica como nas propostas. Às vezes, passava-nos a impressão de que dava precedência a um entendimento estratégico com os Estados Unidos – à formação de um G-2, como se dizia na época – mesmo que isso sacrificasse a articulação entre os BRICS.

O G-2 nunca viria a se constituir. Os Estados Unidos preferiram partir para uma política de contenção e confrontação, começando no primeiro mandato de Donald Trump, de 2017 a 2020, continuando com Joe Biden, de 2021 a 2024, e se intensificando de modo dramático no segundo mandato de Trump desde o ano passado. Formou-se um sólido consenso bipartidário de que a China precisa ser freada. Os Estados Unidos passaram a ver o país como rival e principal ameaça, adotando de caso pensado uma série de medidas desenhadas para solapar a China nas áreas comercial, tecnológica, militar e diplomática,

Desde o primeiro governo Trump pelo menos, e provavelmente antes disso, a China reconheceu que a estratégia de “esconder a força e esperar a hora” não era mais viável. A China tornara-se grande demais, chegando a ultrapassar os Estados Unidos em termos econômicos (quando se comparam os PIBs medidos por paridade de poder de compra) e comerciais (a China virou o principal parceiro comercial para a maioria dos países do mundo). O rápido desenvolvimento despertou invejas e suspeitas. O país passou a ser alvo de intrigas, manobras diplomáticas e agressões.

Mas a China não abandonou a sua cautela estratégica. Continuou evitando conflitos sempre que possível. Prevalece o cuidado com as palavras e ações, mesmo quando o país está sob ataque ou enfrenta hostilidade sistemática. Em meio às turbulências, os chineses mantêm o seu estilo tradicional de lidar com desafios estratégicos que Henry Kissinger, em seu célebre livro Sobre a China, descreveu como uma combinação de análise minuciosa, preparação detalhada e atenção a fatores psicológicos e políticos.

Uma parte da preparação chinesa, que se revelaria decisiva em 2026, foi a formação de reservas estratégicas de petróleo. Graças a isso, a China sofre relativamente pouco com o choque de preços do petróleo desencadeado pela guerra do Irã. Continuam imensas também as reservas monetárias do país, hoje menos expostas a confiscos e sanções. Boa parte dessas reservas internacionais estão ocultas, tendo sido transferidas pelo Banco Central para bancos comerciais e outros bancos públicos. Esses bancos públicos também compram moeda estrangeira no mercado cambial, em coordenação com o Banco Central, para evitar apreciação indesejada da moeda nacional. Além disso, a China começou a construir sistemas de pagamentos transfronteiriços como alternativa aos sistemas controlados pelo Ocidente, que têm sido usado para punir e sancionar países considerados hostis. Cresceu também o uso do renminbi em transações internacionais da China. Quase 100% do comércio Rússia/China, por exemplo, se faz atualmente em rublos e renminbi.

Assim, como logo ficaria evidente, a China estava bem posicionada para enfrentar a tempestade desencadeada pelo governo Trump no seu segundo mandato. Trump veio com tudo, usando de maneira mais radical os instrumentos já usados contra a China no seu primeiro mandato. Encontrou, contudo, um adversário mais disposto a brigar e mais capaz de enfrentar embates internacionais. Sob Xi Jinping, a China aparece como um adversário que sabe se defender com grande eficácia e, mais do que isso, conhece as vulnerabilidades da superpotência e dos seus aliados e satélites. Não só conhece, como está disposta a explorá-las toda vez que sofre alguma investida dos Estados Unidos ou de outros países.

A ninguém escapa que a China vem levando a melhor nessa confrontação com os Estado Unidos. E isso não apenas pelas suas qualidades e pontos fortes, mas também por causa dos erros do adversário. Os EUA, superestimando a própria força, abriram ao mesmo tempo frentes de conflito com a Rússia, a China e o Irã. Promoveram assim o estreitamento da aliança entre os três países. E pior: estão perdendo nas três frentes. A guerra contra o Irã, em especial, parece ser um marco. Em retrospecto, como muitos têm notado, poderá ser vista como o prenúncio do fim do Império Americano.

A China não só segue estratégias consistentes, como também sabe manobrar taticamente. Joga parada, quando conveniente, aproveitando os erros dos adversários. Os chineses seguem a máxima atribuída a Napoleão Bonaparte: “Nunca interrompa um adversário quando ele estiver cometendo um erro.” Não existe, ao que parece, evidência confiável de que Napoleão realmente disse ou escreveu isso, mas esta máxima ocidental apócrifa é inteiramente consistente com o pensamento militar clássico chinês, tal como expresso notadamente por Sun Tzu em A Arte da Guerra, inclusive por exemplo na frase que aparece em epígrafe.

A China muda, evolui, se adapta aos desafios que vão aparecendo, mas preserva ao mesmo tempo as suas tradições filosóficas e a sua cultura milenar. Não descarta Confúcio, nem Mao Tsé-Tung. Não se apega irrefletidamente ao passado, mas também não abandona suas raízes.

A sua ascensão, não mais pacífica, mas crescentemente conflitiva, deve continuar sem interrupção.

***

Versão ampliada de artigo publicado na revista Carta Capital.

O autor é economista e escritor. Foi vice-presidente e fundador do Novo Banco de Desenvolvimento, estabelecido pelos BRICS em Xangai, de 2015 a 2017, e diretor executivo no FMI pelo Brasil e mais 10 países em Washington, de 2007 a 2015. Publicou pela Editora Contracorrente o livro Estilhaços, em 2024.

E-mail: paulonbjr@hotmail.com
Canal YouTube: youtube.nogueirabatista.com.br
Portal: www.nogueirabatista.com.br

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Trump compartilha artigo que aponta eleição no Brasil em 2026 como teste para direita na América Latina https://www.ocafezinho.com/2026/06/23/trump-compartilha-artigo-que-aponta-eleicao-no-brasil-em-2026-como-teste-para-direita-na-america-latina/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/23/trump-compartilha-artigo-que-aponta-eleicao-no-brasil-em-2026-como-teste-para-direita-na-america-latina/#respond Wed, 24 Jun 2026 02:53:21 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=260517 O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compartilhou em sua rede social Truth Social um artigo de opinião do portal norte-americano Newsmax que analisa a expansão do movimento conservador no continente americano. O texto de autoria do analista político John Gizzi aponta a disputa presidencial no Brasil em 2026 como o próximo teste estratégico para a consolidação da influência republicana na América Latina.

A publicação destaca que, após as vitórias eleitorais em países como Argentina e Colômbia, a nação brasileira representa o principal polo geopolítico da região a ser disputado pelas forças conservadoras. O colunista afirma que a mobilização dos apoiadores do ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, ocorre em torno do senador da República pelo Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro, no esforço para derrotar o atual chefe do Executivo brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva.

O artigo internacional também insinua dúvidas sobre o sistema de votação do país ao sugerir que a lisura e a transparência do pleito nacional seriam questionadas pelos agentes políticos locais. Essa narrativa de interferência externa coincide com a recente articulação de congressistas e lideranças conservadoras que buscam pressionar órgãos nacionais, conforme reportado no relato de como o deputado federal de São Paulo, Eduardo Bolsonaro articula com senadores dos EUA para atacar instituições brasileiras.

A preocupação com a soberania nacional diante da influência norte-americana também foi objeto de aferição na mais recente pesquisa da Confederação Nacional do Transporte, divulgada pelo instituto MDA em junho de 2026. Segundo o levantamento de opinião pública, cerca de 41,5% dos entrevistados declararam ser totalmente contrários à permissão para que forças de segurança dos Estados Unidos atuem diretamente em operações contra facções criminosas dentro do território brasileiro.

Por outro lado, o estudo indicou que 29% da população apoia integralmente uma eventual intervenção militar estrangeira para o combate ao crime organizado no país. A pesquisa apontou ainda que 39,2% dos cidadãos concordam totalmente com a classificação do Primeiro Comando da Capital e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelo governo dos Estados Unidos.

Essa polarização sobre a segurança pública e a autonomia das Forças Armadas reflete a tensão diplomática gerada por discursos que tentam associar o combate à criminalidade a alianças externas. A comemoração de vitórias eleitorais de partidos de ultradireita no continente vizinho serve como termômetro para os discursos locais, demonstrado na análise de como Flávio Bolsonaro promove celebração da vitória da ultradireita na Colômbia.

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Trump ataca Lula e Brasil e sinaliza interferência https://www.ocafezinho.com/2026/06/21/trump-ataca-lula-e-brasil-e-sinaliza-interferencia/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/21/trump-ataca-lula-e-brasil-e-sinaliza-interferencia/#respond Sun, 21 Jun 2026 19:30:43 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=260089 O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a atacar o Brasil e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma entrevista ao site Axios, repercutida nesta sexta-feira (19). Na conversa, Trump classificou Lula como uma pessoa “muito volátil” e afirmou que o Brasil é “politicamente complicado” e “um pouco perigoso”. As declarações, carregadas de retórica agressiva, sinalizam um claro movimento de interferência na soberania brasileira e um alinhamento explícito com a oposição bolsonarista.

A fala de Trump ao Axios ocorre na mesma semana em que a situação institucional brasileira virou tema de debate nos bastidores da cúpula do G7, na França. Durante o evento internacional, Trump demonstrou profunda confusão ao tentar comentar a realidade do país, afirmando que ouviu falar que prenderam o “Bolsonaro Jr.”, se referindo ao senador e pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Na verdade, quem foi condenado por coação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) foi o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O erro de Trump, no entanto, não foi apenas um lapso: ele serviu para reforçar a narrativa de que há uma suposta “perseguição política” contra a família Bolsonaro, tese que vem sendo difundida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados.

O episódio no G7 soma-se ao tensionamento recente provocado por declarações da própria diplomacia de Washington. Um porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos acusou o STF de praticar “perseguição política” contra a oposição brasileira, manifestando-se em resposta à recente condenação sofrida por Eduardo Bolsonaro. A declaração oficial do governo americano, somada às palavras de Trump, configura uma ingerência direta nos assuntos internos do Brasil, especialmente em um momento de pré-campanha eleitoral.

A reação do governo brasileiro veio de forma imediata e contundente, pelo próprio presidente Lula. Ao rebater publicamente as declarações do estadunidense sobre sua postura e sobre a realidade do país, o petista afirmou categoricamente que Trump não deve se intrometer no processo eleitoral e institucional brasileiro. “Se tem alguém que tem que aprender com eleições civilizadas no Brasil é o meu amigo Trump”, disparou o presidente brasileiro, exaltando a lisura do sistema eleitoral nacional. Em tom irônico, Lula emendou: “Na próxima vez, vou levar a urna eletrônica para mostrar como ela funciona”.

A fala de Lula não apenas defende a soberania nacional, mas também expõe a contradição de Trump, que, em 2020, questionou a segurança das eleições americanas e tentou reverter o resultado nas urnas. Enquanto o Brasil realiza eleições auditadas e com urnas eletrônicas há décadas, os EUA ainda enfrentam problemas com votos por correspondência e falta de padronização nos processos eleitorais estaduais.

O ataque de Trump a Lula e ao Brasil não é um fato isolado. Desde que deixou a presidência, o magnata republicano mantém uma relação próxima com Jair Bolsonaro e seus filhos, especialmente Eduardo Bolsonaro, que frequentemente visita os EUA e se encontra com aliados trumpistas. A defesa de Flávio Bolsonaro, mesmo que baseada em informação errada, reforça o alinhamento ideológico entre a extrema-direita americana e a bolsonarista, que enxerga no STF e no governo Lula os principais obstáculos para um retorno ao poder.

Para analistas de relações internacionais, a postura de Trump representa um risco à estabilidade democrática brasileira. Ao legitimar a narrativa de perseguição política, o ex-presidente americano dá munição para que setores da oposição questionem a legitimidade das instituições brasileiras, especialmente o STF e a Justiça Eleitoral. Em um ano pré-eleitoral, esse tipo de interferência externa pode inflamar ainda mais o clima político no país.

O governo Lula, por sua vez, tenta conter os danos diplomáticos e reafirmar a independência do Brasil. A resposta firme de Lula no G7 foi acompanhada por notas oficiais do Ministério das Relações Exteriores, que repudiou as declarações de Trump e do Departamento de Estado. A expectativa é que o tema seja levado a foros multilaterais, como a ONU e a OEA, como forma de denunciar a ingerência estrangeira.

Enquanto isso, a oposição bolsonarista comemora o apoio explícito de Trump. Nas redes sociais, aliados de Jair Bolsonaro compartilham trechos da entrevista e acusam Lula de ser “volátil” e de governar um país “perigoso”. A estratégia é clara: usar a fala do ex-presidente americano para desgastar a imagem do governo brasileiro no exterior e, internamente, alimentar a base de apoio para as eleições de 2026.

O episódio, no entanto, levanta questões mais profundas sobre os limites da atuação de líderes estrangeiros em processos políticos nacionais. Se, por um lado, Trump tem o direito de expressar suas opiniões, por outro, suas declarações, quando vindas de um ex-presidente com forte influência global, podem ser interpretadas como um endosso à desestabilização institucional. O Brasil, que já enfrenta desafios econômicos e sociais, não precisa de mais um fator de tensão vindo de fora.

A resposta de Lula, ao mesmo tempo irônica e firme, mostra que o governo brasileiro não pretende se curvar a pressões externas. Resta saber se a comunidade internacional, especialmente os países do G7 e da América Latina, vai se posicionar contra a interferência de Trump ou se vai assistir passivamente ao espetáculo de desinformação e ataque à soberania alheia.

Fonte original: https://www.brasildefato.com.br/2026/06/19/indicando-interferencia-trump-retoma-discurso-de-que-brasil-e-instavel-politicamente-e-diz-que-flavio-bolsonaro-e-perseguido/.

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Lula articula defesa contra tarifas dos EUA e projeta cenário com Trump antes das eleições de 2028 https://www.ocafezinho.com/2026/06/20/lula-articula-defesa-contra-tarifas-dos-eua-e-projeta-cenario-com-trump-antes-das-eleicoes-de-2028/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/20/lula-articula-defesa-contra-tarifas-dos-eua-e-projeta-cenario-com-trump-antes-das-eleicoes-de-2028/#comments Sat, 20 Jun 2026 23:24:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/20/lula-articula-defesa-contra-tarifas-dos-eua-e-projeta-cenario-com-trump-antes-das-eleicoes-de-2028/ 9 Comentários 🔥]]> O governo de Luiz Inácio Lula da Silva elabora uma estratégia para lidar com Donald Trump no período que antecede as eleições presidenciais americanas de 2028. A principal preocupação é evitar a imposição de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros exportados para o mercado norte-americano — medida classificada como um ‘tarifaço’, justificada pelos EUA sob a alegação de práticas comerciais desleais por parte do Brasil.

Membros do governo afirmam que a intenção é gerenciar as tensões com Trump até o pleito de 2028, embora ele seja inelegível para um terceiro mandato. Paralelamente, caso Lula seja reeleito nas eleições de 2026, uma nova avaliação sobre a relação bilateral será fundamental. As diferenças entre os dois líderes são evidentes, especialmente no que diz respeito à visão sobre a América Latina. Um assessor palaciano, em condição de anonimato, comentou que os Estados Unidos enxergam o hemisfério como um quintal, onde qualquer demonstração de autonomia precisa ser punida.

As negociações para evitar a tarifa de 25% estão em andamento, mas enfrentam dificuldades pela falta de clareza sobre as exigências americanas. O governo Trump busca um argumento que possa ser apresentado internamente como vitória na disputa comercial. Os assessores de Lula reconhecem que encontrar um meio-termo que satisfaça Washington sem comprometer a soberania nacional é um desafio significativo.

Um dos temas considerados inegociáveis pelo governo brasileiro é o Pix, sistema de pagamentos instantâneos que se tornou símbolo de inovação e soberania tecnológica. As próximas rodadas de negociação serão cruciais para definir se o Brasil conseguirá evitar a taxação sem ceder em questões fundamentais. Segundo o Metrópoles, a administração de Lula está empenhada em buscar soluções diplomáticas que protejam os interesses nacionais.

Com informações de Metrópoles.

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Congresso dos EUA pede investigação de candidato colombiano por vínculos suspeitos https://www.ocafezinho.com/2026/06/20/congresso-dos-eua-pede-investigacao-de-candidato-colombiano-por-vinculos-suspeitos/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/20/congresso-dos-eua-pede-investigacao-de-candidato-colombiano-por-vinculos-suspeitos/#comments Sat, 20 Jun 2026 14:52:43 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/20/congresso-dos-eua-pede-investigacao-de-candidato-colombiano-por-vinculos-suspeitos/ 12 Comentários 🔥]]> Nos Estados Unidos, um grupo de 11 legisladores democratas solicitou uma investigação aprofundada sobre o candidato presidencial colombiano Abelardo de la Espriella. A preocupação dos congressistas está centrada em possíveis vínculos do candidato com as Autodefesas Unidas de Colômbia (AUC), um grupo paramilitar classificado como terrorista por Washington, além de alegações de irregularidades financeiras envolvendo empresas fantasma na Flórida.

Os legisladores enviaram uma carta ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, ao secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e ao procurador-geral interino dos EUA, Todd Blanche. No documento, eles criticam o apoio público da administração Trump a De la Espriella, que disputa a presidência contra o candidato de esquerda Iván Cepeda. A carta destaca que, em vez de apoiar o candidato, o governo dos EUA deveria investigar suas conexões com organizações criminosas e transações financeiras suspeitas.

Entre as acusações, está a de que De la Espriella manteve relações próximas com líderes das AUC, representando-os legalmente, e que fundou a organização Fipaz, supostamente financiada pelo grupo paramilitar para expandir sua influência política. Além disso, o candidato e sua esposa são associados a pelo menos 14 empresas fantasma na Flórida, usadas para aquisições imobiliárias de alto valor com fundos de origem duvidosa.

Os congressistas também criticam a intromissão dos EUA nas eleições colombianas, argumentando que tal interferência viola o direito internacional e a soberania nacional. Eles exigem que a administração Trump cesse qualquer intervenção no processo eleitoral colombiano, alertando que De la Espriella pode representar uma ameaça aos interesses dos EUA na região.

O movimento foi liderado pelo representante de Illinois, Jesús “Chuy” García, e conta com o apoio de outros legisladores democratas, incluindo Greg Casar, Rashida Tlaib e Nydia Velázquez. Mais detalhes sobre o caso podem ser encontrados no portal da teleSUR.

Com informações de TELESURTV.

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Lula enfrenta tarifaço de Trump e projetos travados após desembarque em Brasília https://www.ocafezinho.com/2026/06/18/lula-enfrenta-tarifaco-de-trump-e-projetos-travados-apos-desembarque-em-brasilia/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/18/lula-enfrenta-tarifaco-de-trump-e-projetos-travados-apos-desembarque-em-brasilia/#respond Thu, 18 Jun 2026 23:24:40 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/18/lula-enfrenta-tarifaco-de-trump-e-projetos-travados-apos-desembarque-em-brasilia/ O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desembarcou em Brasília na madrugada desta quinta-feira com uma lista de pendências urgentes a resolver, cercado pela pressão do novo tarifaço em negociação pelo governo dos Estados Unidos e por um impasse crescente com o Congresso Nacional. Após três dias de agenda na cúpula de líderes do G7 na Europa, o petista enfrenta um cenário doméstico que combina ameaças externas ao comércio brasileiro e a estagnação de pautas prioritárias para o governo.

Segundo apuração do portal Metrópoles, a tensão comercial com Washington ocupa o centro das preocupações do Planalto. O governo norte-americano tem menos de um mês para decidir se impõe sanções econômicas ao Brasil baseadas em investigações do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), que apontam supostas práticas comerciais desleais. Caso confirmadas, as tarifas podem chegar a 37,5%, com uma alíquota adicional de 25% aplicada especificamente contra produtos brasileiros.

Técnicos dos dois países devem se reunir ainda nesta semana, dando continuidade às tratativas iniciadas no mês passado com a criação de um grupo de trabalho bilateral. A avaliação do governo brasileiro é de que a sobretaxa de 25% é negociável mediante concessões, enquanto a tarifa de 12,5% — justificada sob a alegação de que o Brasil não impede a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado — tende a ser mais difícil de reverter. Essa última medida atinge outros 59 países e é vista como uma forma de compensar uma tarifa anterior de 10% que foi suspensa pela Suprema Corte americana.

O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a fazer declarações confusas sobre o Brasil nesta quarta-feira, afirmando que o país está se tornando “um pouco duro e perigoso politicamente”. Ele demonstrou notório despreparo ao comentar a condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, confundindo-o com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e alegando, falsamente, que se tratava de alguém que estava “concorrendo para cargo público” e “indo bem nas pesquisas”.

Durante a cúpula do G7, Lula trocou cumprimentos com Trump, mas não discutiu a ameaça tarifária. O presidente brasileiro participou de três sessões de debates com membros do grupo e países convidados, abordando temas como reconstrução da solidariedade internacional, crescimento econômico sustentável e implantação segura da inteligência artificial. O Brasil endossou três das oito declarações negociadas ao final do encontro, focadas em segurança digital para menores, cooperação contra o câncer e combate ao narcotráfico.

Na agenda bilateral, Lula manteve reuniões com os presidentes da França, Emmanuel Macron, do Egito, Abdel Fattah El-Sisi, da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, da Suíça, Guy Parmelin, além de encontros com a liderança da Comissão Europeia e do Conselho Europeu. A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, também esteve entre as interlocuções do petista na viagem.

De volta ao Brasil, o presidente encontra um tabuleiro político travado no Senado. A proposta de emenda à Constituição que põe fim à escala de trabalho 6×1, aprovada na Câmara em maio, segue sem despacho do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), para iniciar sua tramitação. A relação entre Lula e Alcolumbre se deteriorou desde que o senador articulou a rejeição da indicação de Jorge Messias, ministro da Advocacia-Geral da União, a uma vaga no Supremo Tribunal Federal.

Outra PEC prioritária mantida em compasso de espera é a da Segurança Pública, que constitucionaliza o Sistema Único de Segurança Pública (Susp) e está parada desde março. O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) sinalizou nesta quarta-feira que pode assumir a relatoria da matéria a pedido de Alcolumbre. Ex-presidente do Senado e aliado de primeira hora do amapaense, Pacheco ocupa posição estratégica em meio à indefinição sobre a disputa pelo governo de Minas Gerais — cargo para o qual já foi o preferido do próprio Lula.

O governo corre contra o tempo para aprovar as duas PECs antes que o Congresso paralise as atividades por causa das eleições, já que ambas são apostas de Lula para a campanha de reeleição. Completam a lista de prioridades legislativas a atualização do teto do Microempreendedor Individual, a regulamentação da inteligência artificial e a criminalização da misoginia, projeto de lei que aguarda movimentação nas comissões da Câmara.

Nesta quinta-feira, o Congresso fará sessão conjunta para analisar 90 vetos presidenciais, em meio a um ambiente de mal-estar entre Executivo e Legislativo que resiste às tentativas de reaproximação por interlocutores. Na sexta-feira, Lula viaja a Divinópolis, no centro-oeste de Minas Gerais, onde participa da entrega do Hospital Regional administrado pela Universidade Federal de São João del-Rei e intensifica conversas com lideranças locais para unificar apoios em torno de uma candidatura competitiva ao governo do segundo maior colégio eleitoral do país.

Com informações de Metrópoles.

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Líderes do G7 alertam que EUA podem desligar inteligência artificial usada por outros países https://www.ocafezinho.com/2026/06/18/lideres-do-g7-alertam-que-eua-podem-desligar-inteligencia-artificial-usada-por-outros-paises/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/18/lideres-do-g7-alertam-que-eua-podem-desligar-inteligencia-artificial-usada-por-outros-paises/#respond Thu, 18 Jun 2026 12:14:02 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/18/lideres-do-g7-alertam-que-eua-podem-desligar-inteligencia-artificial-usada-por-outros-paises/ O temor de que os Estados Unidos possam cortar o acesso a modelos avançados de inteligência artificial a qualquer momento dominou as conversas da cúpula do G7 realizada nesta semana. Líderes como o presidente da França, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, expressaram preocupação direta com a capacidade unilateral de Washington de interromper serviços essenciais de IA para aliados e parceiros comerciais, expondo uma fragilidade que atravessa governos e empresas ao redor do mundo.

Durante um almoço com executivos-chefes das principais empresas americanas do setor — incluindo Dario Amodei, CEO da Anthropic, e Sam Altman, CEO da OpenAI —, Macron alertou que se os EUA de um dia para o outro puderem desligar o interruptor, o prejuízo não atingiria apenas as economias dos países clientes, mas também as próprias empresas de IA americanas. A declaração foi reportada com exclusividade pelo portal TechCrunch, que teve acesso aos bastidores do encontro.

O mal-estar foi intensificado por uma decisão recente e concreta do governo Trump. Dias antes da cúpula, a administração americana bloqueou a Anthropic de exportar seus modelos mais novos — Mythos 5 e Fable 5 — sob a justificativa de segurança nacional. A ordem partiu após a Amazon sinalizar à Casa Branca que certas salvaguardas de segurança dos modelos poderiam ser contornadas, embora especialistas em cibersegurança tenham apontado que as capacidades citadas pelo governo também estão presentes em modelos que continuam livremente disponíveis, inclusive da OpenAI.

O primeiro-ministro indiano Narendra Modi também manifestou inquietação com o bloqueio da Anthropic, conforme relato do Financial Times. Modi defendeu que nações democráticas precisam ter acesso irrestrito aos melhores modelos de IA para proteger suas infraestruturas críticas, um argumento que ecoa o temor generalizado entre países que não querem ficar à mercê de decisões unilaterais americanas.

O episódio escancarou um risco que empresas e governos internacionais vinham tentando contornar: qualquer organização que construa seus sistemas sobre a infraestrutura de IA americana precisa lidar com a possibilidade real de ter o acesso revogado da noite para o dia, por razões que podem sequer ser reveladas. A restrição recente ao acesso aos modelos da Anthropic confirma o que nós da Cohere sempre soubemos: que empresas e nações democráticas permanecerem dependentes de um pequeno punhado de grandes empresas de tecnologia é perigoso para a resiliência, afirmou Aidan Gomez, cofundador e CEO da empresa canadense de IA empresarial Cohere, em comunicado compartilhado com o TechCrunch.

Gomez acrescentou que a soberania digital não se resume à competição de mercado ou a uma empresa ou nação específica. Trata-se de quem controla a tecnologia fundamental que moldará nossa segurança econômica e soberania nacional nas próximas décadas, destacou o executivo, capturando o cerne do debate que atravessou a cúpula do G7.

Durante a reunião, os líderes discutiram a criação de um esquema de parceiros confiáveis que permitiria a nações fora dos EUA acessar modelos avançados de IA de empresas como Anthropic e OpenAI. A proposta visa manter uma espécie de rede de comércio aberto que contorne as restrições americanas, permitindo que países e empresas se qualifiquem como parceiros confiáveis desde que usem os modelos para desenvolver defesas mais robustas contra rivais como a China.

No entanto, ainda não está claro até onde esse esquema se estenderia ou se seria uma resposta viável para uma startup em Paris ou Bangalore que vê seu produto quebrar sem qualquer aviso prévio. Macron observou que faria sentido para Washington apoiar tal iniciativa e garantir que o acesso aos modelos Mythos fosse concedido de forma mais ampla. O raciocínio é pragmático: ninguém desejaria comprar acesso à IA americana se ele pudesse desaparecer de um momento para o outro.

Os comentários foram feitos em um momento em que a Europa e outros países não americanos tentam impulsionar a soberania em inteligência artificial — uma tarefa cada vez mais difícil quando os modelos americanos continuam a se distanciar dos concorrentes e ninguém quer ficar para trás na corrida tecnológica. A dependência de infraestrutura de IA sediada nos EUA tornou-se, assim, um ponto de estrangulamento geopolítico que nenhum discurso sobre soberania digital conseguiu, até agora, desatar.

Com informações de TECHCRUNCH.

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Lula acusa Trump de agir como imperador e fazer coisa desaforada contra o Brasil https://www.ocafezinho.com/2026/06/17/lula-acusa-trump-de-agir-como-imperador-e-fazer-coisa-desaforada-contra-o-brasil/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/17/lula-acusa-trump-de-agir-como-imperador-e-fazer-coisa-desaforada-contra-o-brasil/#comments Thu, 18 Jun 2026 01:33:33 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/17/lula-acusa-trump-de-agir-como-imperador-e-fazer-coisa-desaforada-contra-o-brasil/ 4 Comentários 🔥]]> Lula afirmou que Trump fez uma coisa desaforada com o Brasil e continua agindo como um imperador, em um dos discursos mais incisivos já proferidos pelo mandatário brasileiro contra o ocupante da Casa Branca.

O petista explicou por que não solicitou uma reunião bilateral com o líder americano durante o encontro. Eu não pedi bilateral ao Trump porque nós estamos em negociação, declarou Lula, referindo-se às tratativas entre os governos sobre tarifas comerciais e cooperação no combate ao crime organizado.

De acordo com a cobertura do Metrópoles, o presidente detalhou que os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e o titular do Comércio estão em contato direto com suas contrapartes americanas. Estamos negociando, reforçou, deixando claro que a diplomacia segue ativa apesar da tensão.

Lula revelou ter entregue por escrito a posição do governo brasileiro sobre o enfrentamento ao crime organizado, em um gesto calculado para lidar com o estilo do presidente americano. Porque o presidente Trump fala muito e ouve pouco, justificou o petista, em tom direto e sem meias-palavras.

O documento, segundo o presidente, contém uma advertência contundente: as armas que abastecem o crime organizado brasileiro chegam majoritariamente do território americano. Todas as armas que a Polícia Federal apreende no Brasil vêm de Miami. E o estado de Delaware faz lavagem de dinheiro de bandidos brasileiros, denunciou Lula.

A indignação do presidente brasileiro se insere em um contexto de escalada unilateral de Washington. No dia 5 de junho, os Estados Unidos anunciaram que o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC) passariam a ser classificados como grupos terroristas, decisão tomada sem consulta ao governo brasileiro e que enquadra as organizações criminosas na mesma arquitetura jurídica usada para combater grupos armados transnacionais.

Para Lula, a medida representa uma afronta aos esforços do Brasil no combate ao crime e desconsidera a soberania do país na condução de sua própria política de segurança pública. O presidente foi além e mirou diretamente a interferência nos assuntos internos brasileiros, reagindo a declarações de Trump sobre o cenário político nacional.

O americano havia manifestado preferências claras sobre as eleições brasileiras, especialmente após o julgamento do ex-deputado Eduardo Bolsonaro. Eu acho que ele tem o direito de ter as preferências eleitorais dele, as preferências ideológicas dele. Só espero que ele não fira o Código de Ética entre as nações que querem ser respeitadas em sua soberania, rebateu Lula.

O presidente brasileiro foi ainda mais enfático: Para mim, ele pode continuar gostando do Bolsonaro, do pai, do filho, do neto, não tem problema. É um problema dele. Afinal de contas, gosto não se discute. Agora, não se meta nas eleições do Brasil, porque as eleições do Brasil são um problema do Brasil. A advertência ecoa como um recado claro de que o Brasil não aceitará tutela externa em seu processo democrático.

A postura de Lula no G7 sinaliza um endurecimento da diplomacia brasileira frente às investidas de Washington, equilibrando firmeza na defesa da soberania com a manutenção dos canais de negociação. O episódio expõe as contradições de uma relação bilateral marcada por assimetrias de poder que o governo brasileiro demonstra não estar mais disposto a aceitar passivamente.

Com informações de Metrópoles.

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Trump confunde filhos de Bolsonaro na cúpula do G7 e expõe fragilidade da diplomacia americana https://www.ocafezinho.com/2026/06/17/trump-confunde-filhos-de-bolsonaro-na-cupula-do-g7-e-expoe-fragilidade-da-diplomacia-americana/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/17/trump-confunde-filhos-de-bolsonaro-na-cupula-do-g7-e-expoe-fragilidade-da-diplomacia-americana/#respond Wed, 17 Jun 2026 21:01:45 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=259098 Durante a cúpula do G7 realizada na França, o presidente americano Donald Trump cometeu um erro crasso ao misturar as trajetórias políticas dos filhos do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro. O mandatário dos Estados Unidos afirmou ter recebido notícias de que prenderam o “Bolsonaro Jr.”, referindo-se erroneamente à condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal do Brasil.

Além de errar o nome do alvo da decisão judicial, Trump demonstrou desconhecimento sobre o cenário eleitoral do Brasil ao declarar que o suposto detido estava apresentando um desempenho expressivo nas pesquisas presidenciais. Na realidade, o candidato da família Bolsonaro indicado para concorrer ao Palácio do Planalto é o senador brasileiro Flávio Bolsonaro, evidenciando o total desinteresse da gestão americana pelos detalhes políticos do maior país da América Latina.

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma da suprema corte por coagir magistrados brasileiros e tramar retaliações internacionais em território norte-americano. O parlamentar, que reside atualmente em uma mansão na cidade de Southlake, no estado do Texas, tentou articular ativamente a suspensão de vistos e sanções econômicas contra integrantes da magistratura nacional.

A manifestação desconexa de Trump expõe como as posições da Casa Branca em relação ao Brasil são contaminadas por um profundo amadorismo e assessoria deficiente. O senador americano Marco Rubio, escalado para assessorar diretamente o líder norte-americano nos temas de política regional, é apontado por analistas como um dos responsáveis diretos pela desinformação sistemática de seu superior.

Para os assessores extremistas da ala republicana, a manutenção de um presidente mal informado sobre o cenário internacional constitui uma estratégia útil para facilitar a manipulação de suas decisões geopolíticas. Desse modo, o gabinete presidencial acaba replicando narrativas distorcidas fornecidas por parlamentares brasileiros exilados sem qualquer verificação factual mínima sobre a realidade jurídica de Brasília.

Após o encontro bilateral na Europa, o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva criticou publicamente o comportamento do colega estrangeiro e classificou o Brasil como um país politicamente complexo. A diplomacia brasileira espera que os líderes de outras nações respeitem a soberania interna do país e evitem interferências indevidas no processo democrático que definirá o futuro nacional.

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Anthropic supera OpenAI em vendas corporativas após governo Trump vetar seus modelos de IA https://www.ocafezinho.com/2026/06/17/anthropic-supera-openai-em-vendas-corporativas-apos-governo-trump-vetar-seus-modelos-de-ia/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/17/anthropic-supera-openai-em-vendas-corporativas-apos-governo-trump-vetar-seus-modelos-de-ia/#respond Wed, 17 Jun 2026 18:04:50 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/17/anthropic-supera-openai-em-vendas-corporativas-apos-governo-trump-vetar-seus-modelos-de-ia/ A Anthropic, laboratório de inteligência artificial, viu seus gastos empresariais superarem os da OpenAI pela primeira vez em maio, de acordo com dados da fintech Ramp. O salto ocorreu em meio a uma nova escalada de hostilidade do governo Trump contra a companhia, que acabou retirando do mercado seus modelos mais poderosos após uma ordem da Casa Branca.

Na sexta-feira, 12 de junho, o governo dos Estados Unidos enviou uma carta exigindo que a Anthropic proibisse cidadãos não americanos, incluindo seus próprios funcionários, de acessar os modelos Mythos 5 e Fable 5. A medida invocou uma obscura diretriz de controle de exportações e forçou a empresa a puxar os sistemas do ar.

A ordem veio meses depois de a Anthropic ter se recusado a ceder seus modelos para vigilância em massa de cidadãos americanos e para o desenvolvimento de armas totalmente autônomas. Em março, o governo Trump já havia retaliado, declarando a empresa um “risco à cadeia de suprimentos”.

A ironia, no entanto, é que os ataques parecem ter impulsionado os negócios. Dados da Ramp, coletados de mais de 70 mil empresas que usam sua plataforma, mostram que a participação da Anthropic nas assinaturas de IA pagas por companhias subiu 2,5 pontos percentuais em maio, alcançando 41%. Já a OpenAI estacionou em 39,5%, praticamente estável em relação ao mês anterior.

Ara Kharazian, economista-chefe da Ramp responsável pela compilação dos números, afirmou ao TechCrunch: “Se alguma coisa, isso provavelmente vai impulsioná-los.” Ele lembrou que o melhor mês de adoção corporativa da Anthropic tinha sido justamente aquele em que o Departamento de Defesa a classificou como risco à cadeia de suprimentos. “Existe uma aura que vem com o fato de seu modelo ser especificamente considerado perigoso demais para ser usado”, acrescentou.

O momento é de virada para a empresa. A Anthropic encerrou maio com uma captação de 65 bilhões de dólares e um valuation de 965 bilhões, superando também a OpenAI nesses indicadores. Em junho, protocolou documentos confidenciais para uma oferta pública inicial de ações (IPO), baseada em seu primeiro trimestre lucrativo.

Embora os dados da Ramp não sejam detalhados o suficiente para mensurar o impacto financeiro exato da retirada do Mythos 5 e do Fable 5, eles indicam que clientes empresariais usam pesadamente os modelos Opus, mais antigos e ainda disponíveis. A própria Anthropic lançou uma nova versão, o Opus 4.8, no final de maio.

O modelo Mythos é tão eficaz em encontrar falhas de segurança em códigos de software que a empresa o classificou como perigoso e restringiu seu lançamento público. A versão Fable 5, liberada ao público, teve suas barreiras de proteção rapidamente burladas por hackers, conforme relatos de especialistas.

A nova polêmica com a Casa Branca pode gerar cautela entre investidores do mercado público durante o planejado IPO, mas os números indicam que os modelos disponíveis da Anthropic nunca foram tão populares entre as empresas. A hostilidade oficial está funcionando, na prática, como um involuntário selo de qualidade.

Com informações de TECHCRUNCH.

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Lula critica tarifaço de Trump e defende soberania no G7 https://www.ocafezinho.com/2026/06/17/lula-critica-tarifaco-de-trump-e-defende-soberania-no-g7/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/17/lula-critica-tarifaco-de-trump-e-defende-soberania-no-g7/#respond Wed, 17 Jun 2026 13:14:54 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/17/lula-critica-tarifaco-de-trump-e-defende-soberania-no-g7/ Na cúpula do G7 realizada em Évian-les-Bains, na França, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou seu discurso nesta terça-feira para enviar duras críticas ao protecionismo comercial e à tentativa de ingerência externa no combate ao crime organizado — em claros recados ao governo de Donald Trump.

Sem citar nominalmente os Estados Unidos ou o presidente norte-americano, Lula afirmou que ‘o protecionismo e o unilateralismo ressurgem como respostas falaciosas para a complexidade dos nossos problemas’. A declaração, segundo a coluna de Igor Gadelha no Metrópoles, foi interpretada como uma reação direta às propostas do governo Trump de sobretaxar produtos brasileiros com alíquotas de 12,5% a 25%.

O presidente brasileiro reforçou que o neoliberalismo agravou a desigualdade e a crise política nas democracias, apresentando o protecionismo como uma solução enganosa. Esta postura ocorre em um contexto onde os Estados Unidos designaram facções como o Comando Vermelho e o PCC como grupos narcoterroristas, uma medida que, sob a lei americana, poderia abrir caminho para ações unilaterais e potencial interferência no Brasil, reiterando preocupações com a soberania nacional.

No mesmo discurso, Lula defendeu que o combate ao crime transnacional deve respeitar a autonomia dos Estados. ‘Esse esforço deve levar em conta o respeito à soberania dos Estados’, sublinhou, ao cobrar que a cooperação internacional, inclusive via Interpol, seja ampliada sem atropelar a autoridade de cada país. Ele classificou a declaração dos líderes do G7 sobre o tráfico de drogas como ‘um passo positivo’, mas advertiu que o enfrentamento ao narcotráfico não pode se dissociar da lavagem de dinheiro e do tráfico de armas.

Lula também apontou a queda de 23% na ajuda oficial ao desenvolvimento enquanto as potências gastam quase US$ 3 trilhões anuais em despesas militares. ‘O déficit que enfrentamos é de implementação e de vontade política’, criticou. O presidente ainda tratou da questão dos minerais críticos, insistindo que os países detentores desses recursos participem das etapas de maior valor agregado, com transferência de tecnologia e formação de capacidades.

A participação brasileira no encontro das principais economias do mundo é um contraponto claro à postura isolacionista e coercitiva que marca a política externa americana atual. Ao erguer a bandeira da soberania e do multilateralismo, Lula reposiciona o Brasil como voz ativa do Sul Global e defensor de regras internacionais mais justas.

Com informações de Metrópoles.

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Trump exibe acordo preliminar com Irã e busca trégua na Ucrânia e Líbano no G7 https://www.ocafezinho.com/2026/06/15/trump-exibe-acordo-de-cessar-fogo-com-ira-e-busca-tregua-na-ucrania-ao-chegar-ao-g7/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/15/trump-exibe-acordo-de-cessar-fogo-com-ira-e-busca-tregua-na-ucrania-ao-chegar-ao-g7/#respond Mon, 15 Jun 2026 23:34:03 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/15/trump-exibe-acordo-de-cessar-fogo-com-ira-e-busca-tregua-na-ucrania-ao-chegar-ao-g7/ O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou à cúpula do Grupo dos Sete (G7) em Evian-les-Bains, na França, ostentando o acordo preliminar de cessar-fogo com a República Islâmica do Irã como um feito pessoal. O republicano também sinalizou a ambição de interromper as hostilidades na Ucrânia e no Líbano, em meio à desconfiança crescente dos parceiros sobre sua performance geopolítica errática.

Conforme apurou o Al Jazeera, a recepção com o presidente francês Emmanuel Macron incluiu declarações triunfantes do líder norte-americano sobre a virada no Oriente Médio. Ele atribuiu a queda do preço do petróleo e a disparada das bolsas ao pacto, afirmando que “muitas coisas boas vão acontecer no Oriente Médio” e que o acordo trará “muito sucesso ao mundo”.

Este entendimento busca encerrar formalmente a guerra lançada pelos EUA e por Israel contra a República Islâmica do Irã, iniciada no final de fevereiro deste ano. Muitos líderes expressaram alívio com a perspectiva de estabilização no Oriente Médio, após semanas de intenso conflito na região. O acordo preliminar é visto como um passo crucial para diminuir as tensões e reabrir canais diplomáticos, o que pode influenciar positivamente a segurança global.

Contudo, o clima geral na cúpula foi arrefecido por novas ameaças tarifárias dos EUA contra a França, indicando uma persistência nas políticas comerciais protecionistas de Washington. Esta postura gerou preocupação entre os países europeus, que já enfrentam desafios econômicos e veem tais medidas como obstáculos à cooperação global.

Além disso, a retórica de Washington questionando a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e o apoio militar mútuo gerou apreensão entre os aliados europeus. Muitos veem a aliança transatlântica como um pilar essencial para a segurança regional e global, e as declarações de Trump alimentam incertezas sobre o futuro da coalizão.

A relação de Trump com os aliados está estremecida desde que ele decidiu lançar a ofensiva militar sem consultar Paris, Londres, Berlim ou Roma. O presidente dos EUA rebateu as críticas acusando seus pares da OTAN de não se juntarem à operação, gerando atritos com o presidente francês Emmanuel Macron, o primeiro-ministro britânico Keir Starmer, o chanceler alemão Friedrich Merz e a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni.

França, Reino Unido e Alemanha se dispuseram a colaborar na segurança do Estreito de Ormuz, que sob os termos do acordo deveria ser reaberto pela República Islâmica do Irã. Trump respondeu que alguns navios já transitam sem custos e que “não precisaremos de muita ajuda”, embora tenha admitido que não seria má ideia que países como a França enviassem “um navio ou dois” à região.

Sobre a Ucrânia, o presidente dos EUA afirmou ter tido uma “conversa muito boa” com o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy e o líder russo Vladimir Putin. Disse acreditar que ambos estão abertos a um acordo de paz e que tentará avançar nas negociações. Zelenskyy, por sua vez, ofereceu um encontro com Putin, Trump e outros líderes europeus durante o G7, mas o Kremlin ainda não respondeu formalmente à proposta.

Um obstáculo jurídico para a concretização dessas negociações é o mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional (TPI) contra Putin, que a França teria de cumprir como signatária. Tanto os EUA quanto a Rússia rejeitam a jurisdição da corte, criando um impasse diplomático complexo para a anfitriã da cúpula e dificultando qualquer reunião presencial.

Além das crises militares e das tensões diplomáticas, a cúpula do G7, que se encerra na quarta-feira, debaterá temas cruciais como os desequilíbrios econômicos globais, o rápido avanço da inteligência artificial e o crescente domínio chinês sobre minerais de terras raras usados em aparelhos eletrônicos cotidianos e tecnologias estratégicas. Trump chega com o vento a favor em relação ao acordo com a República Islâmica do Irã e suas alegações de sucesso, mas enfrentará o desafio de convencer os aliados de que suas ambições de paz na Ucrânia e no Líbano não são apenas retórica, em um cenário de crescentes desconfianças sobre a liderança dos EUA no palco global e as divisões persistentes dentro do próprio G7.

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Trump anuncia reabertura do Estreito de Ormuz após acordo com República Islâmica do Irã e queda nos preços do petróleo https://www.ocafezinho.com/2026/06/15/trump-anuncia-reabertura-do-estreito-de-ormuz-apos-acordo-com-republica-islamica-do-ira-e-queda-nos-precos-do-petroleo/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/15/trump-anuncia-reabertura-do-estreito-de-ormuz-apos-acordo-com-republica-islamica-do-ira-e-queda-nos-precos-do-petroleo/#respond Mon, 15 Jun 2026 17:33:06 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/15/trump-anuncia-reabertura-do-estreito-de-ormuz-apos-acordo-com-republica-islamica-do-ira-e-queda-nos-precos-do-petroleo/ O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que os navios começaram a transitar pelo estratégico estreito de Ormuz. A declaração ocorre após o anúncio de um acordo de paz entre Washington e Teerã, mediado pelo Paquistão, para encerrar o conflito e reabrir a vital via marítima. Trump fez a afirmação em sua plataforma Truth Social, enquanto se dirigia à cúpula do G7 na França.

O acordo preliminar prevê a reabertura do estreito de Ormuz, o fim do bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos aos portos iranianos e a cessação imediata e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo o Líbano. A assinatura formal do Memorando de Entendimento está agendada para sexta-feira, 19 de junho, na Suíça, com autoridades de ambos os países se reunindo em Genebra.

O mercado global de petróleo reagiu positivamente às notícias do acordo. O barril de Brent, referência internacional, registrou uma queda de cerca de 4%, sendo negociado próximo a US$ 84, enquanto o petróleo WTI recuou para aproximadamente US$ 81 por barril. Especialistas alertam que a normalização completa das operações pode levar meses. Operações de varredura de minas podem durar entre 40 e 50 dias, impactando a confiança de seguradoras e empresas de transporte.

Trump destacou que os navios carregados de petróleo estão utilizando uma rota segura que atravessa as águas territoriais de Omã, uma área anteriormente preocupante devido à presença de minas marítimas. Ele indicou que um adiamento na assinatura inicial do acordo foi motivado por operações de remoção de minas no estreito.

Questões mais complexas, como o programa nuclear iraniano, o descongelamento de ativos e a suspensão das sanções econômicas internacionais e americanas contra o Irã, serão discutidas em negociações adicionais que devem se estender por um período de 60 dias, a partir da assinatura formal do pacto.

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, expressou a expectativa de que a passagem se mantenha livre de pedágios a longo prazo. Ele afirmou à CNBC que a questão será um dos pontos das negociações técnicas que se seguirão.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, indicou que taxas poderão ser cobradas por serviços marítimos essenciais. Baghaei ressaltou que estas taxas não seriam pedágios de trânsito, mas sim custos relacionados a serviços de navegação, proteção ambiental e seguros para as embarcações.

Trump mencionou que discutirá esforços de desminagem durante a Cúpula do G7 na França. A Organização Marítima Internacional registrou um total de 46 ataques a navios internacionais ao longo do período do conflito, evidenciando a instabilidade prévia na região.

A representação iraniana na cerimônia de assinatura incluirá o vice-ministro das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, e o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, além de outras autoridades. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou que as Forças Armadas israelenses permanecerão em zonas de segurança no Líbano, Síria e Gaza por tempo indeterminado.

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