energia elétrica - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/energia-eletrica/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Mon, 29 Jun 2026 02:35:42 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://www.ocafezinho.com/wp-content/uploads/2015/10/cropped-Logo_Cafezinho_tmb-32x32.png energia elétrica - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/energia-eletrica/ 32 32 Inflação de junho arrefece com queda dos combustíveis, mas alimentos básicos continuam pressionando a mesa https://www.ocafezinho.com/2026/06/25/inflacao-de-junho-arrefece-com-queda-dos-combustiveis-mas-alimentos-basicos-continuam-pressionando-a-mesa/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/25/inflacao-de-junho-arrefece-com-queda-dos-combustiveis-mas-alimentos-basicos-continuam-pressionando-a-mesa/#respond Thu, 25 Jun 2026 18:44:53 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=260707 A inflação oficial do país registrou um avanço de 0,41% em junho, demonstrando uma desaceleração em comparação à taxa de 0,62% observada no mês anterior. No entanto, a trajetória acumulada nos últimos doze meses acelerou para 4,80%, ultrapassando o patamar de 4,64% registrado em maio e renovando as preocupações com a trajetória dos preços.

Entre as principais pressões do mês, o custo da energia elétrica residencial subiu 2,04%, exercendo o maior impacto individual de alta sobre o orçamento das famílias. Este aumento foi impulsionado pelo acionamento de bandeiras tarifárias mais caras em razão da estiagem que reduziu o nível dos reservatórios hidrelétricos.

Gráfico da variação mensal da inflação de junho de 2026
Gráfico A: A Gangorra da Inflação em Junho/2026 (Variação Mensal). Fonte: IBGE / Elaboração: O Cafezinho

Na cesta de alimentos, a alimentação no domicílio registrou um avanço de 0,87% em junho, acumulando uma alta de 3,40% nos últimos doze meses. O grande vilão do prato do trabalhador foi a batata-inglesa, cuja cotação disparou extraordinários 29,42% no mês, seguida pela alta de 14,29% registrada pelo feijão-carioca.

Em contrapartida, outros itens essenciais de consumo popular mostraram estabilização ou desaceleração, como o arroz, que subiu 0,72% no mês, e as carnes, que arrefeceram significativamente com alta mensal de apenas 0,11%. O leite longa vida também apresentou estabilidade com uma variação de -0,05% em junho, embora ainda carregue a pesada herança do choque de oferta do mês de maio.

Gráfico do balanço acumulado de 12 meses até junho de 2026
Gráfico B: O Balanço de 12 Meses (Variação Acumulada). Fonte: IBGE / Elaboração: O Cafezinho

A inflação de junho não foi maior graças ao recuo dos combustíveis, com a gasolina registrando uma queda de 0,73%, marcando a sua segunda deflação mensal consecutiva. O óleo diesel seguiu tendência semelhante ao recuar 1,47% no mês, acompanhado pelo recuo de 0,48% no gás de botijão e no preço dos ovos de galinha.

Essa conjuntura de desaceleração mensal combinada com aceleração do acumulado anual coloca o Banco Central em uma posição delicada em relação à condução da política monetária. A persistência de pressões climáticas sobre alimentos e energia enfraquece os argumentos por cortes na taxa de juros básica, mantendo a taxa Selic em níveis restritivos que sufocam o investimento produtivo, conforme já abordado nas análises sobre as investigações que envolvem o sistema de crédito e juros no país.

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Foi a conta de luz, estúpido! https://www.ocafezinho.com/2026/02/28/foi-a-conta-de-luz-estupido/ https://www.ocafezinho.com/2026/02/28/foi-a-conta-de-luz-estupido/#respond Sat, 28 Feb 2026 15:41:40 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=226440 A maioria das famílias brasileiras pagou em fevereiro a conta de luz de janeiro. Diferentemente dos alimentos, cujo pagamento se dá imediatamente na caixa do supermercado, a conta de energia elétrica é quitada quase sempre no mês seguinte.

E segundo o IPCA-15, a chamada prévia da inflação do IBGE, a inflação acumulada em 12 meses da energia elétrica residencial em janeiro de 2026 foi de 28,57%, uma das maiores dos últimos anos!

Em fevereiro houve recuo para 9,01%, mas o patamar segue elevado, mais que o dobro do IPCA-15 geral.

Isso, somado a outro preço administrado que disparou, o do transporte público (11,36% no acumulado em 12 meses), me parece a melhor explicação para a deterioração do humor dos brasileiros, refletida na queda de aprovação do governo e numa leve piora das intenções de voto do presidente Lula.

Se a essa alta de tarifas se soma o consumo de verão, com uso maciço de ar-condicionado, ventilador e sobrecarga da geladeira, é bem possível que o aumento real da conta de luz, combinado com o reajuste das passagens, tenha neutralizado a satisfação das famílias de classe média e baixa com a queda no preço dos alimentos.

Uma observação mais atenta dos dados do IPCA-15 de fevereiro de 2026 revela isso com clareza.

Nos últimos meses, analistas e comentaristas repetiram a mesma pergunta. Se a inflação de alimentos está caindo, por que a população continua insatisfeita com o governo? A resposta estava ali, dentro da própria cesta do IPCA-15, mas fora do radar de quem olhava apenas para o supermercado.

O acumulado em 12 meses do IPCA-15 até fevereiro de 2026 desacelerou para 4,10%, abaixo dos 4,50% do período anterior. Alimentação no domicílio ficou em apenas 0,49%, praticamente zero. Itens básicos registraram deflações impressionantes. Arroz caiu 28,09%. Feijão preto, 27,17%.

São números que, em tese, deveriam aliviar o humor do eleitor. Mas não aliviaram, porque enquanto o supermercado barateava, dois vilões engordavam sem chamar a mesma atenção. Energia elétrica residencial acumulou alta de 9,01% em 12 meses. Transporte público, 11,36%.

A diferença entre esses itens e os produtos alimentícios é estrutural. Quando a comida encarece, existem formas de minimizar o impacto. A família compra outra marca, escolhe um produto mais barato, reduz a quantidade. Com energia e transporte a situação é oposta. Em função da onda de calor deste verão, a necessidade de ventiladores e ar-condicionado para equilibrar a temperatura dentro do ambiente doméstico provocou, na verdade, uma alta muitas vezes dramática da carga elétrica utilizada. Em vez de reduzir o consumo, as famílias foram obrigadas a aumentá-lo. E a catraca do ônibus cobra todo dia, sem alternativa acessível.

E no caso da energia, o IPCA-15 captura apenas a variação do preço. Não captura o aumento de volume. Quando o termômetro passa dos 35 graus e o brasileiro liga o ar-condicionado ou o ventilador para dormir, e a geladeira trabalha no limite para manter a temperatura, o valor da fatura dispara mesmo que a tarifa fique parada. No verão de 2026, os dois efeitos se somaram. Tarifa em alta e consumo em alta. A conta que chegou em fevereiro foi, para muitas famílias, um choque.

O acumulado em 12 meses da energia recuou para 9,01% em fevereiro, mas esse recuo não significa que a fatura ficou mais leve de verdade. Significa que a janela de 12 meses trocou de composição, diluindo parte do choque anterior. A percepção do bolso, porém, não acompanha a estatística.

O transporte público mostra outro mecanismo, o do reajuste concentrado típico dos preços administrados. O acumulado em 12 meses já está em 11,36%, quase três vezes o IPCA-15 geral. Na fila do ônibus, ninguém precisa de planilha para sentir isso.

Esses dois itens compartilham três características que os tornam especialmente tóxicos do ponto de vista político. São visíveis e repetitivos. Têm cara de sistema, de coisa que o governo deveria controlar. E são regressivos, pesando proporcionalmente mais sobre quem ganha menos.

É esse o ponto cego que explica o aparente paradoxo entre dados e humor. Um levantamento AtlasIntel/Bloomberg divulgado em fevereiro aponta desaprovação de 51,5% e aprovação de 46,6% para o presidente Lula. A inflação que aparece no noticiário econômico está comportada. Mas a que aparece na vida segue acima da média. E é essa que responde à pesquisa.

Se essa leitura está correta, o governo precisa ir além das medidas paliativas. O Ministério de Minas e Energia anunciou novo desconto social com redução em torno de 11,8%, e há lei que ampliou a tarifa social, prevendo gratuidade para famílias de baixa renda com consumo de até 80 kWh/mês. São iniciativas válidas, mas insuficientes para mudar a percepção em escala.

A solução estrutural para a energia tem nome e tecnologia disponível. O Brasil precisa de um programa público de instalação de painéis solares em todas as residências, financiado fora do crédito bancário tradicional. Esse ponto é decisivo. Com a maioria das famílias brasileiras endividada, o acesso ao financiamento convencional simplesmente não existe para quem mais precisa. Um programa público precisaria criar linhas próprias, desvinculadas do sistema bancário, que permitam a instalação massiva de sistemas de geração solar.

Nas comunidades pobres e nas áreas densamente urbanizadas, onde o telhado individual nem sempre é viável, a saída são centros de geração e distribuição coletiva de energia solar, atendendo conjuntos de prédios e residências de uma mesma região.

O objetivo é que todo brasileiro tenha acesso a placa solar, não como privilégio de classe média, mas como infraestrutura pública.

E há um detalhe que reforça a urgência. O ar-condicionado, principal responsável pelo pico de consumo no verão, é usado sobretudo à noite, na hora de dormir. Ou seja, justamente no horário em que a geração solar não está produzindo. Isso significa que o programa precisa incluir baterias de armazenamento ou sistemas de compensação que garantam o benefício no horário em que a família mais precisa.

Para o transporte, a solução estrutural também é conhecida. Trilhos. Metrôs, trens, VLTs. Mobilidade de qualidade sobre trilhos, com integração metropolitana e horizonte de décadas, é o que transforma de verdade o custo, o tempo e a qualidade do deslocamento da população.

Essas duas transformações demandam tempo. Não se concretizam em um mandato. É exatamente por isso que precisam ser incorporadas ao discurso e à campanha desde já. O eleitor precisa ouvir do governo não apenas o que está sendo feito hoje, mas o que se pretende construir. As pesquisas cobram resultado imediato, mas também exigem direção. E direção se comunica com plano, projeto, capacidade de explicar para a população o que deve ser feito para trazer soluções definitivas aos problemas estruturais.

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Fevereiro seguirá com bandeira tarifária verde na conta de luz https://www.ocafezinho.com/2026/01/30/fevereiro-seguira-com-bandeira-tarifaria-verde-na-conta-de-luz/ https://www.ocafezinho.com/2026/01/30/fevereiro-seguira-com-bandeira-tarifaria-verde-na-conta-de-luz/#respond Fri, 30 Jan 2026 23:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=225249 Chuvas de janeiro foram garantiram a recuperação dos reservatórios

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou nesta sexta-feira (30), que a bandeira tarifária no mês de fevereiro continuará verde.

Com isso, não haverá cobrança de custos adicionais na fatura de energia do consumidor.

De um modo geral, as chuvas foram mais favoráveis nos últimos 15 dias de janeiro, em relação à primeira quinzena desse mês, havendo uma recuperação do nível dos reservatórios das usinas nas regiões Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte. Dessa forma, não será necessário despachar as usinas termelétricas mais caras.

Pelo calendário divulgado pela agência reguladora, no dia 27 de fevereiro sairá a definição sobre a bandeira a ser aplicada em março.

Custos extras

Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica, considerando fatores como a disponibilidade de recursos hídricos, o avanço das fontes renováveis, e o acionamento de fontes de geração.

A cada mês, as condições de operação do sistema de geração de energia elétrica são reavaliadas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que define a melhor estratégia de geração de energia para atendimento da demanda e traça uma previsão de custos a serem cobertos pelas Bandeiras.

Divididas em cores, as bandeiras indicam quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional (SIN) gerar a energia usada nas residências, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.

Portanto, as cores das bandeiras tarifárias são definidas a partir da previsão de variação do custo da energia em cada mês. Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimo a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumido.

Anualmente, ao final do período úmido, em abril, a Aneel define o valor das Bandeiras Tarifárias para o ciclo seguinte.

Os valores cobrados são os seguintes: na bandeira amarela, com condições de geração menos favoráveis, a tarifa sofre acréscimo de R$ 1,88 para cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos; na bandeira vermelha, no Patamar 1, com condições mais custosas de geração, a tarifa sofre acréscimo de R$ 4,46 para 100 quilowatt-hora kWh consumido.

Já na bandeira vermelha, no Patamar 2, as condições de geração são ainda mais custosas. Com isso, a tarifa sofre acréscimo de R$ 7,87 para cada 100 quilowatt-hora kWh consumido.

A ANEEL reforça a importância do uso responsável da energia elétrica, que evita desperdícios e contribui com a sustentabilidade do setor elétrico.

Com informações da Agência Gov e Agência Brasil em 30/01/2026

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Inflação de alimentos fecha 2025 em 1,4% (mas energia elétrica preocupa) https://www.ocafezinho.com/2026/01/09/inflacao-de-alimentos-fecha-2025-em-14-mas-energia-eletrica-preocupa/ https://www.ocafezinho.com/2026/01/09/inflacao-de-alimentos-fecha-2025-em-14-mas-energia-eletrica-preocupa/#comments Fri, 09 Jan 2026 21:40:46 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=224320 1 Comentário 🔥]]> O grande vilão da inflação neste início de 2026 é a energia elétrica residencial.

Com uma alta acumulada de 12,31% nos últimos doze meses, o custo para iluminar a casa e manter os eletrodomésticos funcionando segue como um peso significativo para as famílias brasileiras.

O índice está muito acima da inflação geral de 4,26% registrada no período.

O uso maior de ar-condicionado e ventiladores, em virtude das temperaturas elevadíssimas do verão brasileiro, deve fazer as contas de luz explodirem nesses primeiros três meses do ano. De maneira geral, no entanto, a inflação brasileira está sob controle.

Lembremos que, ao final de 2021, sob o governo de Jair Bolsonaro, a mesma conta de luz acumulava uma alta de 21,21%. A comparação com 2021 é pertinente porque ambos são anos anteriores à eleição presidencial.

A energia elétrica se consolida como um dos principais desafios do governo atual. A solução para isso, naturalmente, seria o lançamento de um grande programa nacional de painéis solares, a maneira mais objetiva e racional de permitir a redução na conta de luz, especialmente para famílias de renda média que consomem energia acima do nível que permite algum tipo de subsídio social do governo.

Entretanto, se a energia ainda assusta, um alívio substancial vem do prato de comida. É nesse ponto que se sustenta uma tese cada vez mais evidente: existe uma forte correlação entre o preço dos alimentos e a aprovação do governo.

A queda nos preços da comida comprada no supermercado, a chamada “alimentação no domicílio”, gera um impacto direto e positivo na percepção popular sobre a economia. A inflação da alimentação no domicílio foi de apenas 1,43% em 2025, uma desaceleração drástica em relação aos 8,23% de 2024.

O grupo completo de “Alimentação e bebidas” viu sua alta anual despencar de 7,69% em 2024 para 2,95% em 2025.

No raio-x do carrinho de compras, os heróis do churrasco e da mesa do dia a dia são notáveis. A picanha, símbolo do poder de compra do brasileiro, viu sua inflação cair de 8,74% em 2024 para apenas 2,82% em 2025.

Esse dado é emblemático porque a picanha virou meme político durante o governo Bolsonaro, quando seu preço disparou e houve quem sugerisse que a população comprasse osso em vez de carne.

As carnes, de forma geral, saíram de um aumento de 20,84% em 2024 para 1,22% em 2025. O frango inteiro desacelerou de 8,25% em 2024 para 1,61% em 2025.

O ovo de galinha, que teve deflação de 4,54% em 2024, voltou a subir e fechou 2025 com alta de 3,99%. Itens básicos como arroz e feijão preto registraram deflação expressiva em 2025, com quedas de 26,56% e 32,38%, respectivamente.

A tilápia, opção mais saudável de proteína, registrou queda de 5,18% nos últimos doze meses, uma tendência que já se observa há algum tempo.

O gás de botijão, outro item de altíssimo impacto social e marco do custo de vida no governo anterior, despencou de uma alta de 7,04% em 2024 para apenas 2,55% em 2025. Assim como a picanha, o botijão virou emblema da crise durante o governo Bolsonaro, quando famílias passaram a cozinhar com lenha por não conseguirem arcar com o preço do gás.

Até a cerveja no bar ficou mais barata em termos relativos: a inflação caiu de 5,83% em 2024 para 3,13% em 2025.

A inflação de serviços, porém, continua pressionando o orçamento. O transporte por aplicativo disparou e acumulou alta de 56,08% em 2025. Custos com plano de saúde (6,42%), creche (5,95%) e pré-escola (7,65%) também mostram que o custo de vida para além da comida permanece elevado.

Se em 2021 os combustíveis assustavam, com a gasolina subindo 47,49% e o etanol 62,23%, o cenário em 2025 é de alívio nessa frente.

O momento econômico revela uma dualidade. De um lado, o alívio da comida e dos combustíveis impulsiona a sensação de melhora no poder de compra. Do outro, a pressão da energia elétrica e dos serviços freia um otimismo maior.

Olhando para 2026, as projeções do Boletim Focus do Banco Central indicam uma inflação ainda menor, o que pode ser impulsionado por uma safra agrícola recorde e um dólar mais comportado. Se essa tendência se confirmar, a tese da “inflação dos alimentos” como um dos principais fatores da popularidade do governo ganhará ainda mais força no último ano do mandato.

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Brasil fecha 2025 com IPCA em 4,26%, menor índice de inflação em sete anos https://www.ocafezinho.com/2026/01/09/ipca-em-dezembro-vai-a-033-e-acumula-426-em-2025/ https://www.ocafezinho.com/2026/01/09/ipca-em-dezembro-vai-a-033-e-acumula-426-em-2025/#comments Fri, 09 Jan 2026 13:30:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=224291 1 Comentário 🔥]]> Acumulado do ano fica em 4,26%, dentro da meta do governo

Em dezembro de 2025, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi de 0,33%, ficando acima da taxa de novembro (0,18%), mas abaixo da taxa registrada em dezembro de 2024 (0,52%). Este foi o menor resultado para um mês de dezembro desde 2018 (0,15%). Assim, o índice oficial de inflação do país fechou o ano com alta de 4,26%, ficando 0,57 ponto percentual (p.p.) abaixo do IPCA de 2024 (4,83%) e situando-se abaixo do teto da meta (4,5%) de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Este também foi o menor acumulado para o ano desde 2018 (3,75%).

O resultado de 2025 foi influenciado principalmente pelo grupo Habitação, que acelerou de 3,06% em 2024 para 6,79%, registrando o maior impacto (1,02 p.p.) no acumulado do ano. No ano anterior, o impacto havia sido de 0,47 p.p. Na sequência, as maiores variações vieram de Educação (6,22% e 0,37 p.p.), Despesas pessoais (5,87% e 0,60 p.p.) e Saúde e cuidados pessoais (5,59% e 0,75 p.p.). Os quatro grupos juntos responderam por, aproximadamente, 64% do resultado do ano.

Fernando Gonçalves, gerente da pesquisa, destaca que “esse é o quinto menor resultado da série desde o plano Real, ou seja, nos últimos 31 anos. Antes dele, temos 1998 (1,65%), 2017 (2,95%), 2006 (3,14%) e 2018 (3,75%)”.

Alimentação e bebidas, grupo de maior peso no índice, desacelerou na comparação do resultado de 2024 (7,69%) com 2025 (2,95%), especialmente por conta da alimentação no domicílio, que passou de 8,23% para 1,43%. Por seis meses consecutivos (junho a novembro), a alimentação no domicílio registrou variação negativa, acumulando queda de 2,69%. Nos demais meses, a alta acumulada foi de 4,23%.

Fernando Gonçalves, gerente da pesquisa, comenta que “no grupo Habitação, a participação da energia elétrica residencial gerou impacto no resultado acumulado no ano de 0,48 p.p., por conta de reajustes que variaram de -2,16% a 21,95%, além de uma maior prevalência de bandeiras tarifárias onerando a conta dos consumidores, diferentemente do que ocorreu em 2024 com 8 meses de bandeira verde, ou seja, sem custo adicional. Por outro lado, os alimentos para consumo no domicílio apresentaram queda ao longo do ano, em razão de maior oferta”.

Os outros grupos apresentaram os seguintes resultados no acumulado de 2025: Artigos de residência, com -0,28% de variação e -0,01p.p. de impacto; Vestuário, com 4,99% e 0,23 p.p.; Transportes, com 3,07% e 0,63 p.p.; e Comunicação, com 0,77% e 0,03 p.p.

Energia elétrica exerceu o maior impacto individual sobre a inflação de 2025

Entre os 377 subitens que têm seus preços considerados no cálculo do IPCA, a energia elétrica residencial exerceu o maior impacto (0,48 p.p.) individual sobre a inflação de 2025, acumulando alta de 12,31% no ano. Em segundo lugar, vieram os cursos regulares, com 0,29 p.p. de impacto e 6,54% de variação; plano de saúde, com 0,26 p.p. e 6,42%; aluguel residencial, com 0,22 p.p. e 6,06%; e lanche, com 0,21 p.p. e 11,35%.

Entre as quedas, destacam principalmente os produtos alimentícios: o arroz registrou impacto de -0,20 p.p. no acumulado de 2025, com queda de 26,56%, e o leite longa-vida contribuiu com -0,10 p.p., saindo de uma alta de 18,83% em 2024 para uma queda de 12,87% em 2025. Destacam-se, ainda, eletrodomésticos e equipamentos, aparelho telefônico e seguro voluntário de veículo, com impacto de -0,05 p.p. cada um.

“Os preços dos produtos alimentícios subiram 2,95% em 2025, abaixo do resultado de 2024, quando registraram alta de 7,69%. Com os produtos não alimentícios, ocorreu o inverso: alta de 4,64% em 2025 frente aos 4,07% observados em 2024”, observa Gonçalves.

No agregado especial de serviços, o IPCA acelerou de 4,78% em 2024 para 6,01% em 2025, e o agregado de preços monitorados, ou seja, administrados pelo governo, de 4,66% para 5,28%.

Vitória teve a maior inflação acumulada em 12 meses

Entre as 16 localidades onde o IBGE faz o acompanhamento semanal dos preços, Vitória (4,99%) teve a maior variação em 2025, influenciada principalmente pelas altas da energia elétrica residencial (17,48%) e do plano de saúde (6,33%). Porto Alegre (4,79%) e São Paulo (4,78%) vieram a seguir. O menor resultado, por sua vez, ocorreu em Campo Grande (3,14%), com destaque das quedas do arroz (-31,01%), das frutas (-10,83%) e das carnes (-2,94%).

Transportes registram maior impacto e Habitação tem queda em dezembro de 2025

Em dezembro de 2025, a maior variação (0,74%) e o maior impacto (0,15 p.p.) vieram do grupo Transportes. O resultado foi influenciado pelo aumento nos preços do transporte por aplicativo (13,79%) e das passagens aéreas (12,61%), subitem com maior impacto individual no resultado do mês (0,08 p.p.). Os combustíveis, após recuarem 0,32% em novembro, aumentaram 0,45%, com as seguintes variações: etanol (2,83%), gás veicular (0,22%), gasolina (0,18%) e óleo diesel (-0,27%).

Por outro lado, o grupo Habitação registrou queda de 0,33%, após subir 0,52% em novembro. O grupo foi influenciado pela queda de 2,41% da energia elétrica residencial, subitem de maior impacto negativo no índice do mês (-0,10 p.p.). “Esse resultado foi motivado pela vigência, em dezembro, da bandeira tarifária amarela, com a cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. Em novembro, estava em vigor a bandeira tarifária vermelha patamar 1, que acrescentava R$ 4,46 para o mesmo nível de consumo”, explica o gerente.

Os demais grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta em dezembro: Saúde e cuidados pessoais, com alta de 0,52% e impacto de 0,07 p.p; Artigos de residência, com 0,64% e 0,02 p.p.; Vestuário, com 0,45% e 0,02 p.p.; Comunicação, com 0,37% e 0,02 p.p.; Despesas pessoais, com 0,36% e 0,04 p.p.; Alimentação e bebidas, com 0,27% e 0,06 p.p. e Educação, com 0,08% e 0,00p.p.

INPC fecha o ano em 3,90%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação das famílias com renda de até cinco salários mínimos, teve alta de 0,21% em dezembro e ficou 0,18 p.p. acima do resultado observado em novembro (0,03%). Em dezembro de 2024, o INPC havia sido de 0,48%.

Já no acumulado de 2025, 3,90%, o INPC fechou 0,87 p.p. abaixo dos 4,77% registrados em 2024, com os produtos alimentícios registrando alta de 2,63%, enquanto os não alimentícios variaram 4,32%. Em 2024, as variações foram, respectivamente, 7,60% e 3,88%.

Mais sobre a pesquisa

O IPCA abrange as famílias com rendimentos de 1 a 40 salários mínimos, enquanto o INPC, as famílias com rendimentos de 1 a 5 salários mínimos, residentes nas regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, além do Distrito Federal e dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju. Acesse os dados no Sidra. O próximo resultado do IPCA, referente a janeiro, será divulgado em 10 de fevereiro.

Publicado originalmente pela Agência de Notícias IBGE em 09/01/2026

Por Irene Gomes – Editoria Estatísticas Econômicas

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Novo desconto social reduz conta de luz de milhões de famílias no Brasil https://www.ocafezinho.com/2026/01/07/novo-desconto-social-reduz-conta-de-luz-de-milhoes-de-familias-no-brasil/ https://www.ocafezinho.com/2026/01/07/novo-desconto-social-reduz-conta-de-luz-de-milhoes-de-familias-no-brasil/#comments Wed, 07 Jan 2026 14:30:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=224184 1 Comentário 🔥]]> A medida garante abatimento de cerca de 11,8% na tarifa de energia elétrica para inscritos no CadÚnico e amplia a inclusão energética de milhões de brasileiros

Famílias brasileiras de baixa renda já estão recebendo um novo desconto social nas contas de luz, uma medida federal que entrou em vigor em 1º de janeiro de 2026. O benefício proporciona um abatimento de aproximadamente 11.8% na tarifa de energia e amplia a política de inclusão energética para milhões de consumidores.

Para ter direito ao desconto, as famílias devem cumprir dois critérios principais:

  • Estar devidamente inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), com os dados atualizados;
  • Ter uma renda mensal por pessoa (renda per capita) entre meio salário-mínimo e um salário-mínimo;
  • Consumir até 120 quilowatts-hora (kWh) por mês.

A aplicação do desconto é automática para quem atende a esses requisitos. A estimativa do governo é que cerca de sete milhões de famílias em todo o país sejam beneficiadas pela nova regra, que integra um pacote mais amplo de reformas no setor elétrico.

Expansão da inclusão energética

Este novo desconto complementa e amplia o programa Luz do Povo, criado em 2025. Enquanto o novo benefício oferece um desconto para quem consome até 120 kWh, o Luz do Povo garante a gratuidade total da conta para famílias com consumo de até 80 kWh por mês, desde que atendam a critérios de renda ainda mais restritivos (renda per capita de até meio salário-mínimo).

Combinados, os dois programas formam uma rede de proteção social robusta. Desde julho de 2025, o Luz do Povo já beneficiou mais de 17 milhões de famílias, incluindo grupos específicos como indígenas, quilombolas, idosos a partir de 65 anos e pessoas com deficiência atendidas pelo BPC.

Como garantir o benefício

O ponto mais crucial para os consumidores é a necessidade de manter o CadÚnico atualizado. O desconto só é aplicado automaticamente se as informações sobre composição familiar e renda estiverem corretas no sistema. Famílias que se enquadram nos critérios, mas ainda não possuem cadastro, devem procurar um Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) em seu município.

Em termos práticos, para uma residência com consumo mensal de 120 kWh, o desconto de 11.8% pode representar uma economia significativa ao longo do ano. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, destacou o objetivo da medida: “ampliar a proteção às famílias brasileiras, reforçando o nosso compromisso com a inclusão energética”. A iniciativa visa garantir um alívio imediato no orçamento familiar e assegurar o acesso a um serviço essencial como a energia elétrica.

A expansão dos descontos na conta de luz reflete uma estratégia do governo federal para mitigar o impacto do custo de vida, especialmente para as populações mais vulneráveis, e consolidar o acesso à energia como um direito básico assegurado.

Com informações da Agência Gov em 07/01/2026

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2025 termina com forte queda da inflação dos alimentos https://www.ocafezinho.com/2025/12/25/2025-termina-com-forte-queda-da-inflacao-dos-alimentos/ https://www.ocafezinho.com/2025/12/25/2025-termina-com-forte-queda-da-inflacao-dos-alimentos/#comments Thu, 25 Dec 2025 06:49:16 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=223565 2 Comentários 🔥]]> A inflação brasileira encerra 2025 dentro da meta oficial.

Segundo o IPCA-15, indicador calculado pelo IBGE, a inflação geral fechou dezembro em 4,41% no acumulado em 12 meses, abaixo do teto de 4,5% estabelecido pelas autoridades monetárias.

O dado confirma uma desaceleração consistente ao longo do segundo semestre do ano.

O principal fator por trás desse resultado foi a forte queda da inflação dos alimentos consumidos em casa. Esse grupo tem peso decisivo no orçamento das famílias mais pobres e influencia diretamente a percepção do custo de vida.

Em dezembro de 2025, a inflação dos alimentos em domicílio caiu para 2,48% no acumulado em 12 meses. O número é muito inferior ao observado nos momentos mais críticos do ano.

Em maio de 2025, no auge da pressão inflacionária, a inflação dos alimentos em domicílio atingiu 8,08% em 12 meses. A partir desse pico, os preços passaram a cair mês a mês, puxando rapidamente a média acumulada para baixo até o patamar registrado em dezembro.

A queda fica ainda mais evidente quando comparada ao período mais dramático da série recente. Em agosto de 2022, em pleno ano eleitoral, a inflação dos alimentos em domicílio atingiu 17,37% em 12 meses.

O contraste com os 2,48% de dezembro de 2025 mostra a dimensão da reversão no custo da alimentação básica. Trata-se de uma mudança profunda em relação ao cenário vivido pelas famílias brasileiras poucos anos atrás.

A desaceleração atingiu produtos centrais da alimentação. As carnes, que pressionavam os preços no primeiro semestre, entraram em trajetória de alívio ao longo da segunda metade do ano.

A picanha, símbolo do encarecimento dos alimentos nos últimos anos, seguiu esse movimento. No pico da pressão inflacionária, em junho de 2025, a inflação acumulada em 12 meses da picanha chegou a 15,38%, mas os preços recuaram nos meses seguintes, ajudando o grupo de carnes a fechar dezembro com inflação de 2,09%.

Proteínas mais acessíveis também contribuíram para a queda do custo da alimentação. A tilápia apresentou desaceleração ao longo do segundo semestre, ajudando a aliviar o orçamento das famílias que buscam alternativas às carnes mais caras.

Nos grãos, a reversão foi ainda mais intensa. O arroz fechou dezembro de 2025 com deflação de 26,04% no acumulado em 12 meses, um contraste radical com o cenário vivido durante o governo Bolsonaro, quando o produto atingiu seu pico inflacionário em abril de 2022, com alta de 60,03% em 12 meses.

O feijão seguiu trajetória semelhante. Em dezembro de 2025, o produto apresentava variação negativa de -7%  no acumulado em 12 meses, depois de ter atingido seu pico inflacionário em maio de 2022, quando acumulava alta de 32,41% em 12 meses, segundo o IPCA-15.

O café foi o caso mais extremo do ano. No pico da crise, em maio de 2025, a inflação acumulada em 12 meses do café moído atingiu 83,20%, tornando o produto o principal vilão da inflação dos alimentos.

A partir do segundo semestre, os preços passaram a cair de forma contínua, reduzindo a pressão mensal. Mesmo assim, o café fechou dezembro com inflação de 41,84% em 12 meses, o que mostra que o patamar ainda é alto, apesar da queda expressiva em relação ao pico.

Além dos alimentos, um item essencial para o preparo das refeições também apresentou melhora. O botijão de gás, indispensável para as famílias mais pobres, acumulava inflação de 2,64% em 12 meses em dezembro, após ter atingido 7,28% no pico registrado em março de 2025.

Combustíveis e itens de transportes também ajudaram a conter a inflação geral no segundo semestre. Em dezembro de 2025, a gasolina acumulava inflação de 3,03% em 12 meses, enquanto o óleo diesel registrava variação de 1,85%.

A comparação com o período mais crítico ajuda a dimensionar essa melhora. Em junho de 2022, durante o governo Bolsonaro, a inflação da gasolina atingiu 33,18% em 12 meses, enquanto o óleo diesel chegou a 70,79% no mesmo período, com impactos profundos sobre o custo do transporte, dos alimentos e da economia.

O principal ponto de atenção segue sendo a energia elétrica residencial. Apesar da desaceleração recente, o acumulado em 12 meses permaneceu elevado em dezembro, em 11,95%, depois de ter alcançado o pico de 13,18% em setembro de 2025.

Com a chegada do verão e o aumento do uso de ar-condicionado em todo o país, esse item tende a voltar a pressionar o orçamento das famílias. Diante desse cenário, ganha força a necessidade de uma política estrutural para reduzir o custo da energia, especialmente por meio de um programa nacional de financiamento para energia solar em residências e edifícios.

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Consumidor pagará menos na conta de luz em janeiro https://www.ocafezinho.com/2025/12/24/consumidor-pagara-menos-na-conta-de-luz-em-janeiro/ https://www.ocafezinho.com/2025/12/24/consumidor-pagara-menos-na-conta-de-luz-em-janeiro/#respond Wed, 24 Dec 2025 12:12:30 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=223533 Ano começará com a bandeira tarifária verde

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta terça-feira (23) que o ano de 2026 começará sem custo extra na conta de energia para a população. Em janeiro, será aplicada a bandeira tarifária verde.

A agência reguladora destacou que apesar de o período chuvoso ter iniciado com chuvas abaixo da média histórica, em novembro e dezembro houve no país, de um modo geral, a manutenção do volume de chuvas e do nível dos reservatórios das usinas.

“Em janeiro de 2026 não será necessário despachar as usinas termelétricas na mesma quantidade do mês anterior, o que evita a cobrança de custos adicionais na conta de energia do consumidor”, explicou a Aneel.

Neste mês de dezembro já houve a redução na bandeira tarifária vermelha no patamar 1 para amarela.A medida reduziu em R$ 4,46 a cada 100 quilowatts-hora (KW/h) consumidos e passou a R$ 1,885.

De acordo com o Ministério de Minas e Energia, a adoção da bandeira verde reflete um cenário de segurança energética, no qual não há necessidade de acionamento intensivo de usinas termelétricas. Essas unidades, além de apresentarem custo de geração mais elevado, utilizam combustíveis fósseis e contribuem para a emissão de gases de efeito estufa.

“Apesar da crescente participação de fontes renováveis como solar e eólica na matriz energética brasileira, a geração hidrelétrica segue como base do sistema elétrico nacional. A capacidade de produção das usinas depende diretamente do volume de chuvas que incide sobre as principais bacias hidrográficas, fator que tem se mostrado”, lembra a pasta.

Custos extras

Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em cores, as bandeiras indicam quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional (SIN) gerar a energia usada nas residências, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.

Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimo a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumido.

Publicado originalmente pela Agência Brasil em 23/12/2025

Por Luciano Nascimento – Repórter da Agência Brasil – São Luís

Edição: Fernando Fraga

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Bandeira amarela: em dezembro, custo da energia elétrica vai ficar menor https://www.ocafezinho.com/2025/11/29/bandeira-amarela-em-dezembro-custo-da-energia-eletrica-vai-ficar-menor/ https://www.ocafezinho.com/2025/11/29/bandeira-amarela-em-dezembro-custo-da-energia-eletrica-vai-ficar-menor/#respond Sat, 29 Nov 2025 21:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=222156 Diante de condições de geração de energia mais favoráveis, foi possível mudar da bandeira vermelha patamar 1 para amarela, segundo decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciada nesta sexta (28/11)

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) anuncia nesta sexta-feira (28/11) que a bandeira tarifária passou da vermelha patamar 1 em novembro para amarela em dezembro. Isso significa que o consumidor deixa de pagar R$ 4,46 a cada 100 KW/h consumidos e passa a pagar R$ 1,885 a cada 100 KW/h consumidos.

Com a entrada do período chuvoso no país, a previsão de chuvas para dezembro é superior às chuvas que ocorreram em novembro, na maior parte do país. Contudo, essa expectativa de chuvas está, em geral, abaixo da sua média histórica para esse mês do ano. Diante de condições de geração de energia um pouco mais favoráveis, foi possível mudar da bandeira vermelha patamar 1 para amarela. Por isso, o acionamento das termelétricas continua sendo essencial para atender à demanda.

Além disso, a geração solar é intermitente e não fornece energia de forma contínua, especialmente no período noturno e nos horários de maior consumo.

O mecanismo das bandeiras tarifárias foi criado em 2015 para indicar o custo real da energia. Ele reflete o custo variável da produção de energia, considerando fatores como a disponibilidade de recursos hídricos, o avanço das fontes renováveis, e o acionamento de fontes de geração.

A ANEEL reforça a importância do uso responsável da energia elétrica, que evita desperdícios e contribui com a sustentabilidade do setor elétrico.

Saiba mais sobre as bandeiras em https://www.gov.br/aneel/pt-br/assuntos/ tarifas/bandeiras-tarifarias

Publicado originalmente pela Agência Gov em 28/11/2025

Por Aneel

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É a picanha, o café, a cerveja, o arroz, o feijão, o botijão… Estúpidos! https://www.ocafezinho.com/2025/11/11/e-a-picanha-o-cafe-a-cerveja-o-arroz-o-feijao-o-botijao-estupidos/ https://www.ocafezinho.com/2025/11/11/e-a-picanha-o-cafe-a-cerveja-o-arroz-o-feijao-o-botijao-estupidos/#comments Tue, 11 Nov 2025 17:30:04 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=221013 3 Comentários 🔥]]> A economia brasileira segue sólida. O indicador de inflação do IBGE, o IPCA, divulgado hoje, trouxe forte queda nos preços de produtos essenciais para as famílias de baixa renda.

Itens como carnes, energia elétrica, botijão de gás, café, arroz e feijão vem registrando recuo. A melhora ocorre em um contexto de valorização do real, com o dólar cotado a R$ 5,27 nesta terça-feira (11), o menor nível em anos.

A queda do dólar indica que a inflação deve continuar caindo nos próximos meses.

A redução nos preços de alimentos e energia, somada à melhora do mercado de trabalho, resulta em um aumento real do poder de compra do trabalhador, o que, por sua vez, deve ajudar o presidente Lula a manter sua popularidade em alta.

O cenário positivo se reflete no mercado financeiro. O índice Ibovespa, principal indicador da bolsa de valores do país, vem batendo recordes sucessivos.

O bom momento da economia ocorre em um período de relativa estabilidade política. Ações do Judiciário contra envolvidos em tentativas de golpe de Estado avançam sem gerar turbulências maiores.

O Brasil também demonstra independência em relação ao cenário externo. As exportações cresceram de maneira expressiva, apesar de sobretaxas dos Estados Unidos, mostrando a capacidade do país de construir novos mercados.

Questões pontuais de segurança pública geraram instabilidade, mas foram absorvidas pelo sistema político e pela opinião pública. O debate sobre o tema segue com relativa maturidade, e uma eventual queda na popularidade do governo em função desse tema tende a ser neutralizada pela melhora na economia.

O índice geral de inflação, acumulado em 12 meses, caiu para 4,68%. Este é o menor patamar desde janeiro e aproxima o país do teto da meta, de 4,5%, abrindo espaço para que o Banco Central inicie um processo de redução de juros. E se isso acontecer, haverá mais investimento e, por conseguinte, mais empregos, durante o ano eleitoral de 2026.

A inflação da energia elétrica é um dos indicadores mais importantes, pois afeta toda a população. Após altas recentes, o preço caiu de forma expressiva em outubro.

Com isso, o acumulado em 12 meses recuou para 3%, um patamar considerado muito bom. A queda pode ser reflexo de programas governamentais que garantem gratuidade para famílias de baixa renda.

O botijão de gás, outro item fundamental, também registra alívio no preço. A inflação acumulada em 12 meses caiu para 3,75%.

O índice representa metade do valor registrado em janeiro, que era de 7%. A queda contínua do preço do gás impacta positivamente o poder de compra dos brasileiros.

A inflação de alimentos para consumo no domicílio está negativa há meses e chegou a 4,5% em 12 meses.

O preço do arroz, principal carboidrato na mesa dos brasileiros, apresenta queda de 24% no acumulado de 12 meses. A redução no preço do feijão preto é ainda maior, com queda de 32% no mesmo período.

A baixa no preço da cesta básica aumenta o poder aquisitivo das famílias de baixa renda. Com isso, sobra mais dinheiro para consumir outros bens e serviços.

As carnes também ficaram mais baratas. O acém, importante na dieta brasileira, teve sua inflação acumulada reduzida de quase 30% para 14% em poucos meses.

A picanha segue a mesma tendência, com inflação de 7,68% em 12 meses. O índice é consideravelmente menor que os 13% registrados anteriormente.

O café moído, que já registrou inflação de 82% no acumulado de 12 meses, continua em trajetória de queda. O índice atual está em 48% e segue recuando mês a mês.

Outros produtos também apresentam queda de preços. O azeite de oliva, que iniciou o ano com alta de 17%, agora registra deflação de 17% no acumulado de 12 meses.

O leite teve queda de 6% no mesmo período. O ovo de galinha, cuja inflação chegou a 19%, agora está em 6% no acumulado 12 meses. O frango inteiro e a mortadela também apresentam inflação declinante, de 7% e 3,7% em 12 meses, respectivamente.

Até mesmo o macarrão instantâneo, um produto de baixo custo, registra inflação de apenas 1,39%. A estabilidade de preços em itens de consumo rápido é fundamental para a segurança alimentar.

Finalmente, a cerveja consumida fora de casa apresenta inflação de 3,64% em 12 meses. O índice baixo, para os padrões brasileiros, contribui para um clima de maior bem-estar social.

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Inflação de outubro é a menor em quase 30 anos https://www.ocafezinho.com/2025/11/11/inflacao-de-outubro-e-a-menor-em-quase-30-anos/ https://www.ocafezinho.com/2025/11/11/inflacao-de-outubro-e-a-menor-em-quase-30-anos/#respond Tue, 11 Nov 2025 13:46:43 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=220995 Inflação recua para 0,09% em outubro influenciada pela queda na energia elétrica

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 0,48% em setembro para 0,09% em outubro, um recuo de 0,39 ponto percentual (p.p.). Esse resultado é o menor para um mês de outubro desde 1998, quando foi registrado 0,02%. No ano, a inflação acumula alta de 3,73% e, nos últimos 12 meses, o índice ficou em 4,68%. Em outubro de 2024, a variação havia sido de 0,56%. Os resultados foram divulgados hoje (11) pelo IBGE.

A energia elétrica é a principal influência negativa no índice do mês (-0,10 p.p.), com destaque para a energia elétrica residencial, que registrou queda de 2,39%. De acordo com Fernando Gonçalves, gerente do IPCA, esse movimento é explicado pela mudança da bandeira tarifária vermelha patamar 2, vigente em setembro, para a bandeira vermelha patamar 1, com a cobrança adicional de R$ 4,46 na conta de luz a cada 100 Kwh consumidos, ao invés dos R$ 7,87. Outros destaques negativos são as quedas no aparelho telefônico (-2,54%) e no seguro voluntário de veículos (-2,13%).

Na composição do IPCA de outubro, interrompendo uma sequência de quedas, o grupo alimentação e bebidas, que possui o maior peso na estrutura do indicador, apresentou praticamente estabilidade na média de preços, variando 0,01%. O índice não exerceu pressão no resultado geral da inflação e é o menor resultado para um mês de outubro desde 2017, quando foi de -0,05%. A alimentação no domicílio caiu 0,16%, com destaque para as quedas do arroz (-2,49%) e do leite longa vida (-1,88%). Dentre as altas, estão a batata-inglesa (8,56%) e o óleo de soja (4,64%).

“Isso, aliado à queda no grupo Habitação contribuíram para a desaceleração observada. A título de ilustração, o resultado do índice de outubro sem considerar o grupo dos alimentos e a energia elétrica ficaria em 0,25%, explica Fernando”.

Já a alimentação fora do domicílio acelerou na passagem de setembro (0,11%) para outubro (0,46%). Em igual período, o subitem lanche saiu de 0,53% para 0,75%, e a refeição foi de -0,16% para 0,38%.

O grupo Vestuário (0,51%) apresentou a maior variação no mês de outubro, com destaque para as altas nos calçados e acessórios (0,89%) e na roupa feminina (0,56%). No grupo Despesas pessoais (0,45%), o destaque é para o subitem empregado doméstico, que subiu 0,52% e o pacote turístico com alta de 1,97%.

Saúde e cuidados pessoais (0,41%) foi o grupo de maior impacto no índice, com 0,06 p.p., alta impulsionada pelos artigos de higiene pessoal (0,57%) e plano de saúde (0,50%). A variação de 0,11% de Transportes reflete a alta da passagem aérea (4,48%) e dos combustíveis (0,32%). À exceção do óleo diesel que caiu 0,46%, os demais combustíveis apresentaram variações positivas em outubro: etanol (0,85%), gás veicular (0,42%) e gasolina (0,29%).

Na análise regional, os índices apontam que a maior variação foi registrada em Goiânia (0,96%), impulsionada pela alta da energia elétrica residencial (6,08%) e da gasolina (4,78%). A menor variação (-0,15%) foi registrada em São Luís, em função da queda do arroz (-3,49%) e da gasolina (-1,24%), e em Belo Horizonte, com destaque para as quedas na gasolina (-3,97%) e na energia elétrica residencial (-2,71%).

INPC tem alta de 0,03% em outubro

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) registrou alta de 0,03% em outubro. No ano, o acumulado é de 3,65% e, nos últimos 12 meses, de 4,49%, abaixo dos 5,10% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em outubro de 2024, a taxa foi de 0,61%.

Os produtos alimentícios passaram de -0,33% em setembro para 0,00% em outubro. A variação dos não alimentícios passou de 0,80% em setembro para 0,04% em outubro.

Quanto aos índices regionais, a maior variação (0,92%) ocorreu em Goiânia, por conta da energia elétrica residencial (6,16%) e da gasolina (4,78%). A menor variação ocorreu em Belo Horizonte (-0,21%), em razão da queda na gasolina (-3,97%) e na energia elétrica residencial (-2,68%).

Mais sobre as pesquisas

O IPCA abrange as famílias com rendimentos de 1 a 40 salários mínimos, enquanto o INPC, as famílias com rendimentos de 1 a 5 salários mínimos, residentes nas regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, além do Distrito Federal e dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju. Acesse os dados no Sidra. O próximo resultado do IPCA, referente a novembro, será divulgado em 10 de dezembro.

Publicado originalmente pela Agência de Notícias IBGE em 11/11/2025

Por Marcelo Benedicto – Editoria Estatísticas Econômicas

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Preços de alimentos e bebidas caem pelo quarto mês seguido https://www.ocafezinho.com/2025/10/09/precos-de-alimentos-e-bebidas-caem-pelo-quarto-mes-seguido/ https://www.ocafezinho.com/2025/10/09/precos-de-alimentos-e-bebidas-caem-pelo-quarto-mes-seguido/#respond Thu, 09 Oct 2025 13:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=218917 Índice do mês foi influenciado com quedas na alimentação no domicílio e fora de casa, com destaque para o tomate, cebola, alho, batata-inglesa e arroz. Depois de queda em agosto, inflação oficial sobe 0,48% em setembro

O Índice de Preços ao Consumido Amplo (IPCA) acelerou de -0,11% em agosto para 0,48% em setembro, um aumento de 0,59 ponto percentual (p.p.). No ano, a inflação acumula alta de 3,64% e, nos últimos 12 meses, o índice ficou em 5,17%. Em setembro de 2024, a variação havia sido de 0,44%. Os resultados foram divulgados hoje (09) pelo IBGE.

Responsável pela maior variação (2,97%) e maior impacto (0,45 p.p.) no índice desse mês, o grupo Habitação mostrou expansão frente a agosto, quando havia caído 0,90%. Essa foi a maior alta do grupo desde fevereiro de 2025 (4,44%) “Considerando os meses de setembro, a alta do grupo foi a maior desde 1995 quando subiu 4,51%”, destacou Fernando Gonçalves, gerente do IPCA. A principal influência veio da energia elétrica residencial, que saiu de -4,21% no mês anterior para 10,31% em setembro, registrando o maior impacto individual (0,41 p.p.) na taxa de setembro.

Segundo o gerente, “a alta da energia ocorreu em decorrência do fim do Bônus de Itaipu, que concedeu descontos nas faturas de agosto. Além disso, permaneceu em vigor a bandeira tarifária vermelha patamar 2, que adiciona R$ 7,87 na conta e luz a cada 100 Kwh consumidos”.

No ano, a energia elétrica residencial acumula uma alta de 16,42%, destacando-se como o principal impacto individual (0,63 p.p.) no indicador. Em 12 meses, o resultado é de 10,64%, representando um impacto de 0,44 p.p. neste tipo de comparação.

Pelo lado das altas, destaca-se ainda o grupo de Despesas pessoais (0,51%), com impacto de 0,05 p.p. Os principais destaques ficaram com o pacote turístico, que subiu 2,87%, e cinema, teatro e concerto, com alta de 2,75%, após a queda de 4,02% em agosto, em razão da semana do cinema.

Já o grupo Transportes registrou alta de 0,01%, com impacto nulo (0,00 p.p.), após a queda de 0,27% em agosto. A variação reflete a alta nos combustíveis (0,87%), que, no mês anterior, haviam caído em média 0,89%. À exceção do gás veicular (-1,24%), os demais combustíveis apresentaram variações positivas em setembro: etanol (2,25%), gasolina (0,75%) e óleo diesel (0,38%). No lado das quedas, destacam-se o seguro voluntário de veículos (-5,98%) e a passagem aérea (-2,83%).

Por outro lado, o grupo Alimentação e bebidas (-0,26%) registrou queda pelo quarto mês consecutivo, com impacto de -0,06 p.p. A variação de setembro foi influenciada pela alimentação no domicílio, que caiu 0,41%, após redução de 0,83% de agosto, com destaque para as quedas do tomate (-11,52%), da cebola (-10,16%), do alho (-8,70%), da batata-inglesa (-8,55%) e do arroz (-2,14%). No lado das altas sobressaem as frutas (2,40%) e o óleo de soja (3,57%).

A alimentação fora do domicílio registrou desaceleração na passagem de agosto (0,50%) para setembro (0,11%). Em igual período, o subitem lanche saiu de 0,83% para 0,53%, e a refeição foi de 0,35% para -0,16%.

Fernando observa que “o grupamento dos alimentos para consumo em casa segue com variações negativas, dada a maior oferta dos produtos, o que possivelmente já reflete na alimentação fora, com a queda nos preços na refeição”.

Comunicação (-0,17%) e Artigos de residência (-0,40%) também tiveram deflação, ambos com impactos de -0,01 p.p. Os demais grupos registraram variações e impactos positivos: Educação (0,07% e 0,01 p.p.), Saúde e cuidados pessoais (0,17% e 0,02 p.p.), Vestuário (0,63% e 0,03 p.p.).

O índice de difusão, ou seja, o percentual de subitens que tiveram resultado positivo, caiu de 57% em agosto para 52% em setembro. O grupamento dos alimentícios mostrou aumento na difusão de agosto para setembro, de 47% para 48%, enquanto no grupamento dos não alimentícios houve queda 65% para 56%.

“Mesmo com a difusão menor entre os subitens não alimentícios, e desconsiderando a energia elétrica residencial, subitem de maior impacto no IPCA, a variação no índice de setembro seria de 0,08%”, destacou o gerente.

No agregado especial de serviços, o IPCA desacelerou de 0,39% em agosto para 0,13% em setembro, e o agregado de preços monitorados, ou seja, controlados pelo governo, acelerou de -0,61% em agosto para 1,87% em setembro.

“Nos serviços, percebe-se a desaceleração no grupamento da alimentação fora do domicílio (de 0,50 em agosto para 0,11 em setembro), assim como as quedas na passagem aérea (-2,83) e no seguro voluntário de veículos (-5,98%). A oscilação dos monitorados se deu pela contribuição da gasolina e, especialmente, da energia elétrica residencial, negativa em agosto e positiva em setembro”, analisa Fernando.

Quanto aos índices regionais, São Luís apresentou a maior variação (1,02%) impulsionada pela alta da energia elétrica residencial (27,30%) e do café moído (4,31%). A menor variação (0,17%) foi registrada em Salvador, por conta das quedas no tomate (-20,08%) e no seguro voluntário de veículos (-6,36%).

INPC tem alta de 0,52% em setembro

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) registrou alta de 0,52% em setembro. No ano, o acumulado é de 3,62% e, nos últimos 12 meses, de 5,10%, acima dos 5,05% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em setembro de 2024, a taxa foi de 0,48%.

Os produtos alimentícios passaram de -0,54% em agosto para -0,33% em setembro. A variação dos não alimentícios passou de -0,10% em agosto para 0,80% em setembro.

Quanto aos índices regionais, a maior variação (0,98%) ocorreu em Vitória, por conta da energia elétrica residencial (12,53%) e da gasolina (3,76%). A menor variação ocorreu em Salvador (0,16%), em razão da queda no tomate (-20,08%) e nos itens de higiene pessoal (-0,93%).

Mais sobre as pesquisas

O IPCA abrange as famílias com rendimentos de 1 a 40 salários mínimos, enquanto o INPC, as famílias com rendimentos de 1 a 5 salários mínimos, residentes nas regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, além do Distrito Federal e dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju. Acesse os dados no Sidra. O próximo resultado do IPCA, referente a outubro, será divulgado em 11 de novembro.

Publicado originalmente pela Agência de Notícias IBGE em 09/10/2025

Por Irene Gomes – Editoria Estatísticas Econômicas

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Após recuo em agosto, prévia da inflação sobe 0,48% em setembro https://www.ocafezinho.com/2025/09/25/apos-recuo-em-agosto-previa-da-inflacao-sobe-048-em-setembro/ https://www.ocafezinho.com/2025/09/25/apos-recuo-em-agosto-previa-da-inflacao-sobe-048-em-setembro/#respond Thu, 25 Sep 2025 15:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=217930 A alta da energia elétrica residencial (12,17%) impactou o IPCA-15 de setembro

A prévia da inflação de setembro apresentou alta de 0,48%, após o índice de -0,14% registrado em agosto. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado hoje (25) pelo IBGE, aponta que a maior variação e o maior impacto positivo vieram do grupo Habitação, com 3,31% e 0,50 p.p., respectivamente. No ano, o IPCA-15 acumula alta de 3,76% e, nos últimos 12 meses, a variação foi de 5,32%, acima dos 4,95% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em setembro de 2024, a taxa havia sido de 0,13%.

Além de Habitação, quatro dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta no mês de setembro: Vestuário (0,97%), Saúde e cuidados pessoais (0,36%), Despesas pessoais (0,20%) e Educação (0,03%). Alimentação e bebidas (-0,35%), Transportes (-0,25%), Artigos de residência (-0,16%) e Comunicação (-0,08%) apresentaram variação negativa.

Responsável pela maior variação e o maior impacto no índice deste mês, o grupo Habitação voltou a mostrar expansão frente a agosto, quando caiu 1,13%. Após a queda de 4,93% no mês passado, os preços da energia elétrica residencial, subitem com maior impacto positivo no IPCA-15 de setembro (0,47 p.p.), subiram 12,17%, contribuindo para o resultado do grupo. Houve o fim da incorporação do Bônus de Itaipu, creditado nas faturas emitidas no mês de agosto. Além disso, a vigência da bandeira tarifária vermelha patamar 2, a partir de 1º de setembro, adicionou R$ 7,87 na conta de luz a cada 100 Kwh consumidos. Também ocorreu reajuste tarifário de 4,25% em Belém (11,38%), a partir de 7 de agosto.

Ainda em Habitação, a taxa de água e esgoto (0,02%) foi reajustada em 4,97% em Salvador (0,31%), a partir de 18 de julho, e o resultado do gás encanado (0,19%) foi consequência do aumento de 6,41% nas faturas em Curitiba (3,32%), a partir de 1° de agosto, e da redução média de 1,22% nas tarifas do Rio de Janeiro (-0,66%), também a partir do mesmo dia.

Já o grupo Vestuário (0,97%) teve como destaques as altas nas roupas femininas (1,19%) e nos calçados e acessórios (1,02%).

Em Saúde e cuidados pessoais (0,36%), o subitem plano de saúde subiu 0,50%.

A queda de preços de Alimentação e bebidas (-0,35%) em setembro foi a quarta seguida. Em agosto, esse grupo recuou 0,53%. A alimentação no domicílio teve redução de 0,63% nos preços em setembro, ante a variação de -1,02% observada em agosto. As quedas do tomate (-17,49%), da cebola (-8,65%), do arroz (-2,91%) e do café moído (-1,81%) impactaram o resultado. No lado das altas destacaram-se as frutas, cujos preços subiram, em média, 1,03%.

Em relação à alimentação fora do domicílio, ocorreu desaceleração de agosto (0,71%) para setembro (0,36%), em virtude das altas menos intensas do lanche (de 1,44% em agosto para 0,70% em setembro) e da refeição (de 0,40% para 0,20%).

A redução de preços no grupo Transportes (-0,25%), por sua vez, foi provocada principalmente pelo seguro voluntário de veículo (-5,95%) e pelas passagens aéreas (-2,61%). A respeito dos combustíveis (-0,10%), gás veicular (-1,55%) e gasolina (-0,13%) registraram queda nos preços, enquanto o óleo diesel (0,38%) e o etanol (0,15%) apresentaram altas.

Gratuidades concedidas no metrô (-0,67%) em Brasília (-9,85%), e no ônibus urbano (-0,79%) em Brasília (-9,85%) e Belém (-6,27%), além da redução de tarifa em Curitiba (-2,86%), foram fatores que também repercutiram no grupo Transportes. Cabe citar ainda o táxi (4,44%), que teve reajuste médio de 24,53% nas tarifas em Belém (21,53%), a partir de 12 de agosto, e de 12,37% nas tarifas em São Paulo (10,55%), a partir de 11 de agosto.

Quanto aos índices regionais, todas as 11 áreas pesquisadas tiveram alta de preços em setembro. A maior variação foi registrada em Recife (0,80%), por conta das altas da energia elétrica residencial (10,69%) e da gasolina (4,78%). Já o menor resultado ocorreu em Goiânia (0,10%), que apresentou queda nos preços da gasolina (-2,78%) e do tomate (-24,39%).

Mais sobre a pesquisa

Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados no período de 15 de agosto a 15 de setembro (referência) e comparados com aqueles vigentes de 16 de julho a 14 de agosto (base). O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários-mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica. Veja os resultados completos no Sidra. A próxima divulgação do IPCA-15, referente a outubro, será no dia 24 do mesmo mês.

Publicado originalmente pela Agência de Notícias IBGE em 25/09/2025

Por Igor Ferreira – Editoria Estatísticas Econômicas

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Inflação registra forte queda em agosto, puxada por alimentação https://www.ocafezinho.com/2025/08/26/inflacao-registra-forte-queda-em-agosto-puxada-por-alimentacao/ https://www.ocafezinho.com/2025/08/26/inflacao-registra-forte-queda-em-agosto-puxada-por-alimentacao/#respond Tue, 26 Aug 2025 15:15:33 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=216185 Com incorporação do Bônus de Itaipu, energia elétrica residencial cai 4,93% em agosto

A prévia da inflação caiu 0,14% em agosto, após registrar 0,33% em julho. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado hoje (26) pelo IBGE, foi o menor desde setembro de 2022 (-0,37%) e o primeiro negativo desde julho de 2023 (-0,07%). No ano, o IPCA-15 acumula alta de 3,26% e, em 12 meses, 4,95%, abaixo dos 5,30% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em agosto de 2024, o IPCA-15 foi de 0,19%.

A variação e o impacto negativo mais intensos vieram do grupo Habitação (-1,13% e -0,17 p.p.), devido à queda na energia elétrica residencial (-4,93%), subitem que exerceu o impacto mais intenso no índice (-0,20 p.p.). Também registraram quedas em agosto Alimentação e bebidas (-0,53% e -0,12 p.p.) e Transportes (-0,47% e -0,10 p.p.), grupos de maior peso no IPCA-15 juntamente com Habitação.

Além deles, Comunicação registrou queda (-0,17% e -0,01 p.p.), e os demais grupos tiveram variações e impactos positivos ou nulo: Despesas pessoais (1,09% e 0,11 p.p.), Educação (0,78% e 0,05 p.p.), Saúde e cuidados pessoais (0,64% e 0,09 p.p.), Vestuário (0,17% e 0,01 p.p.) e Artigos de residência (0,03% e 0,00, p.p.).

Habitação saiu de um aumento de 0,98% em julho para uma queda de 1,13% em agosto. O grupo foi influenciado pela energia elétrica, que recuou 4,93% em agosto, em decorrência da incorporação do Bônus de Itaipu, apesar de estar em vigor a bandeira tarifária vermelha patamar 2, que adiciona R$ 7,87 na conta e luz a cada 100 Kwh consumidos. Em julho, vigorava a bandeira tarifária vermelha patamar 1.

A energia sofreu, ainda, uma série de reajustes tarifários: 4,25% em Belém (-6,47%), a partir de 07 de agosto; 13,97% em uma das concessionárias em São Paulo (-0,88%), vigente desde 04 de julho; 1,97% em Curitiba (-6,19%), em vigor desde 24 de junho; 14,19% em uma das concessionárias em Porto Alegre (-8,38%), vigente desde 19 de junho; e redução de 2,16% em uma das concessionárias do Rio de Janeiro (-6,49%) a partir de 17 de junho.

Também em Habitação, a taxa de água e esgoto (0,29%) contemplou o reajuste de 4,97%, em Salvador (4,64%), vigente desde 18 de julho. O gás encanado (0,17%) teve reajuste de 6,41% nas tarifas em Curitiba (2,99%) a partir de 1º de agosto e a redução de 1,22% no Rio de Janeiro (-0,57%) desde 1º de agosto.

O grupo Alimentação e bebidas (-0,53%) mostrou resultado negativo pelo terceiro mês consecutivo, intensificando a queda em relação aos meses de julho (-0,06%) e junho (-0,02%). A alimentação no domicílio recuou 1,02% em agosto, com destaque para as quedas da manga (-20,99%), da batata-inglesa (-18,77%), da cebola (-13,83%), do tomate (-7,71%), do arroz (-3,12%) e das carnes (-0,94%). Já a alimentação fora do domicílio subiu 0,71% em agosto, em virtude das altas no lanche (1,44%), segundo maior impacto positivo no índice (0,03 p.p.), e na refeição (0,40%).

Transportes saiu de 0,67% em julho para -0,47% em agosto. O resultado foi impulsionado pelas quedas nas passagens aéreas (-2,59%.), no automóvel novo (-1,32%) e na gasolina (-1,14%). No grupamento dos combustíveis (-1,18%), também recuaram o óleo diesel (-0,20%), o gás veicular (-0,25%) e o etanol (-1,98%).

Além disso, refletiram-se no resultado a gratuidade concedida aos domingos e feriados no metrô (0,19%) em Brasília (2,80%), e no ônibus urbano (0,49%), em Brasília (2,80%) e Belém (6,68%), além da redução de tarifa aos domingos e feriados em Curitiba (2,94%). Adicionalmente, o táxi (0,63%) incorpora o reajuste médio de 24,53% nas tarifas em Belém (2,46%), a partir de 12 de agosto, e de 12,37% nas tarifas em São Paulo (1,65%), a partir de 11 de agosto.

Pelo lado das altas, o grupo Despesas pessoais acelerou de 0,25% em julho para 1,09% em agosto. Destaca-se o reajuste, vigente desde 09 de julho, nos jogos de azar (11,45%), subitem de maior impacto positivo em agosto (0,05p.p.).

Em Saúde e cuidados pessoais, o índice saiu de 0,21% para 0,64% entre julho e agosto. As maiores contribuições vieram dos itens de higiene pessoal (1,07% e 0,04 p.p.) e do plano de saúde (0,51% e 0,02 p.p.), que reflete a incorporação dos reajustes autorizados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Já o grupo Educação variou 0,78% em agosto com a incorporação de reajustes nos cursos regulares (0,80%), principalmente por conta dos subitens ensino superior (1,24%) e ensino fundamental (0,68%). A alta dos cursos diversos (0,93%) foi influenciada pelos cursos de idiomas (1,85%).

Regionalmente, São Paulo (0,13%) foi a única área com variação positiva, por conta das altas dos cursos regulares (1,14%) e da higiene pessoal (1,33%). Já o menor resultado ocorreu em Belém (-0,61%), influenciada pela queda nos preços da energia elétrica (-6,47%) e da gasolina (-2,75%).

Mais sobre a pesquisa

Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados no período de 16 de julho a 14 de agosto (referência) e comparados com aqueles vigentes de 14 de junho a 15 de julho (base). O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários-mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica. Veja os resultados completos no Sidra. A próxima divulgação do IPCA-15, referente a setembro, e do IPCA-E, referente ao 3º trimestre, será no dia 25 de setembro.

Publicado originalmente pela Agência de Notícias IBGE em 26/08/2025

Por Irene Gomes – Editoria Estatísticas Econômicas

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Governo estuda parceria com Bolívia para nova hidrelétrica binacional https://www.ocafezinho.com/2025/08/25/governo-estuda-parceria-com-bolivia-para-nova-hidreletrica-binacional/ https://www.ocafezinho.com/2025/08/25/governo-estuda-parceria-com-bolivia-para-nova-hidreletrica-binacional/#respond Mon, 25 Aug 2025 10:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=215979 Assunto tem pautado reuniões de ministro de Minas e Energia com Lula

O Brasil está retomando as obras voltadas à geração de energia elétrica a partir de usinas hidrelétricas. Para tanto, tem feito leilões para a contratação de pequenas centrais hidrelétricas. Também está nos planos do governo a construção de uma segunda usina binacional. Desta vez, em parceria com a Bolívia, para aproveitar o potencial hídrico do Rio Madeira.

A declaração foi feita pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, nesta sexta-feira (22) em evento no qual apresentou os resultados do leilão de contratação de energia gerada em pequenas centrais hidrelétricas (PCHs).

“Hoje celebramos a retomada da indústria hidrelétrica no Brasil. Este é mais um Marco histórico do governo Lula. Acabamos de fazer o leilão das PCHs de hidrelétricas até 50 megawatts, sucesso que é um passo fundamental em direção a uma transição energética justa e inclusiva”, disse o ministro.

Hidrelétrica binacional

Silveira falou sobre alguns planos do governo para a retomada da indústria hidrelétrica no Brasil. Um deles seria a construção da segunda hidrelétrica binacional, a exemplo de Itaipu, construída em parceria com o Paraguai.

“Para retomada das grandes hidrelétricas, ampliamos a cooperação técnica com a Bolívia para aproveitar o potencial do Rio Madeira. Falei com o presidente Lula sobre a importância de enfrentarmos esse debate e a ideia é garanto avançar. Quem sabe uma nova binacional está a caminho, repetindo o sucesso de Itaipu”, disse o ministro.

PCHs

Sobre os resultados do leilão de contratação de energia de PCHs apresentados hoje, Silveira classificou como de “extremo sucesso”, tendo resultado em uma potência contratada de 816 megawatts (MW), com deságio de 3,16%.

“A garantia física ficou em 466 megawatts médio. O preço médio ficou em R$ 392 por megawatt. Os investimentos estão estimados em R$ 8 bilhões de reais nessa indústria”, disse ele referindo-se aos 65 empreendimentos vencedores do leilão.

“Esse certame já nasceu batendo recorde, com 241 projetos cadastrados para 3 mil megawatts totais de potência, sendo que a maior parte virá das pequenas centrais hidrelétricas”, acrescentou.

De acordo com o MME, 13 estados serão contemplados com os empreendimentos.

Dos 65 empreendimentos vencedores, 27 estão localizados em Santa Catarina; 11 no Paraná; 7 no Rio Grande do Sul; 6 no Mato Grosso; 4 em Goiás; 2 no Mato Grosso do Sul; 2 no Rio de Janeiro; e um nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Bahia, Rondônia, Espírito Santo e Pernambuco.

“A Região Sul foi a maior contemplada, com 45 empreendimentos”, lembrou o ministro.

Publicado originalmente pela Agência Brasil em 22/08/2025

Por Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Edição: Valéria Aguiar

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Energia elétrica chega quase à totalidade dos domicílios do País https://www.ocafezinho.com/2025/08/22/energia-eletrica-chega-quase-a-totalidade-dos-domicilios-do-pais/ https://www.ocafezinho.com/2025/08/22/energia-eletrica-chega-quase-a-totalidade-dos-domicilios-do-pais/#respond Fri, 22 Aug 2025 15:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=215931 Os dados são da PNAD Contínua de 2024 e foram divulgados nesta sexta-feira (22). A pesquisa também mostra que 93% das moradias têm coleta de lixo. Em relação à composição das famílias, aumentou a proporção de brasileiros que moram sozinhos

A distribuição de energia elétrica atendia quase a totalidade das moradias em 2024, chegando a 99,8% das 77,3 milhões de moradias do país, seja via rede geral, seja via fonte alternativa. Esse elevado percentual variou de 99,4% na Região Norte, chegando a 99,7% no Nordeste, e 99,9% no Sudeste, Sul e Centro-Oeste.

A energia elétrica é proveniente da rede geral em 99,3% do total de domicílios, sendo que 98,4% têm disponibilidade em tempo integral. Entre as grandes regiões, a proporção de moradias com energia em tempo integral é de 98,6% no Sudeste; 98,5% no Sul; 98,4% no Nordeste; 98,1% no Centro-Oeste; e 97,8% no Norte.

Domicílios em área urbana e rural também tem elevada cobertura de energia elétrica, respectivamente, 99,9% e 99,2%. No entanto, o percentual de residências rurais que dispõem de energia proveniente de rede geral era mais baixo (97,4%), notadamente no Norte (85,2%). Nessa região, considerando-se a rede geral e fontes alternativas, 97,1% dos domicílios rurais tinham acesso à energia elétrica, o que revela a importância de fontes alternativas como única fonte desse serviço para a população nessas localidades.

Em relação à coleta de lixo, 93,1% dos domicílios eram atendidos pelo serviço, seja diretamente na propriedade (86,9%) ou coletado em caçamba (6,2%). A coleta direta de lixo destacou-se pelo crescimento na cobertura desde 2016, quando era de 82,7%. O Nordeste teve a maior alta desse indicador, passando de 67,5% para 78,4% no mesmo período, apesar de ter a menor cobertura entre as grandes regiões. Nas áreas rurais, a proporção de moradias com coleta direta de resíduos era de 33,1%, enquanto em áreas urbanas alcançava 93,9% dos lares.

Apesar do aumento gradativo na coleta direta nos últimos anos, cerca de 4,7 milhões de domicílios (6,1%) ainda queimam lixo na própria moradia em 2024. Norte e Nordeste têm 14,4% e 13,1% de domicílios com essa prática, respectivamente, as maiores proporções entre as grandes regiões, totalizando 3,5 milhões de lares. No entanto, a queima de lixo diminuiu em relação a 2016, quando chegava a 18,6% dos domicílios do Norte, e 17,2% do Nordeste.

Nas áreas rurais, a queima de lixo é uma prática de mais da metade (50,5%) das propriedades, seguida pela coleta direta (33,1%) e coleta em caçamba (11,7%).

As informações são do módulo Características Gerais dos Domicílios e Moradores da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (22), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa é a primeira divulgação anual após a reponderação dos dados com base no Censo 2022. Os dados também estão disponíveis no Sidra.

O analista da pesquisa, William Kratochwill, ressalta o alto percentual de lares com queima de lixo em propriedades onde não há coleta direta pelo serviço público. “É um dado ainda preocupante, que acarreta aumento de poluição, e mesmo insalubridade para a zona rural, pois o lixo precisa ficar acumulado de alguma forma até que seja queimado”.

Ainda em relação às áreas rurais, a PNAD Contínua mostra que apenas 9,4% dos domicílios tinham escoamento do esgoto feito pela rede geral ou fossa séptica ligada à rede geral em 2024, enquanto essa proporção chegava a 78,1% em áreas urbanas. No total de domicílios do país, esse indicador aumentou de 68,1% em 2019 para 70,4% em 2024.

William explica que a cobertura de alguns serviços de saneamento básico é factível em áreas rurais quando localizadas no entorno de centros urbanos. “Já em áreas mais isoladas ou com baixa densidade populacional, pode ser necessária a instalação de fossas sépticas não ligadas à rede coletora e o uso de poços artesianos para o abastecimento de água”, esclarece.

Entre os domicílios em situação rural no país em 2024, 36,8% (3,2 milhões) possuem fossa séptica não ligada à rede, enquanto 53,8% (4,6 milhões) utilizam outro tipo de esgotamento, como fossa rudimentar não ligada à rede, vala, escoamento direto para áreas fluviais. Nas áreas urbanas, tais formas de destinação de dejetos são usadas por 12,4% (8,5 milhões) e 9,5% (6,5 milhões), respectivamente, dos domicílios.

As menores estimativas de acesso à rede geral de esgoto foram no Norte, Nordeste, Centro-Oeste. No entanto, essas grandes regiões tiveram os maiores crescimentos entre 2019 e 2024, passando de, respectivamente, 27,2% para 31,2%, 46,7% para 51,1% e 59,5% para 63,8%. Já o Sudeste chegou a 90,2%, enquanto o Sul, 70,2%

De acordo com William, a menor cobertura de acesso à rede geral de esgoto em regiões como Norte e Nordeste, que possuem maior proporção de domicílios em zona rural, ocorre devido ao custo de implantação do serviço. “Criar essa estrutura é moroso e caro, então a zona rural por ser afastada e dispersa torna a implantação mais complexa. Essa é uma justificativa para a zona rural ter essa carência no acesso tanto à rede geral de esgoto quanto de água”, explica.

Outro tipo de esgotamento sanitário foi estimado em 14,4% dos domicílios do país em 2024, indicando que 11,1 milhões de moradias lançam seus dejetos em fossa rudimentar, vala, rio, lago ou mar. Essa proporção foi mais alta no Norte (36,4%), com 2,1 milhões de domicílios nessa condição, superando a estimativa daqueles que tinham a rede geral como destino (24,7%). O Nordeste também apresenta elevado percentual de outro tipo de esgotamento (25,1%), o que corresponde a cinco milhões de domicílios, enquanto o Sudeste tem a menor proporção (5,6%), com 1,9 milhão de lares que destinavam dejetos dessa forma.

Um em cada três domicílios rurais é abastecido por rede geral de água

Em 2024, 86,3% dos domicílios tinham acesso à rede geral de abastecimento de água (66,7 milhões), frente a 85,8% em 2016. Dos que tinham acesso, a disponibilidade de água era diária em 88,4%, de quatro a seis vezes na semana em 5,0% e de uma a três vezes na semana em 4,6%. O uso de poço profundo ou artesiano (7,5%), de poço raso, freático ou cacimba (2,7%), de fonte ou nascente (1,8%), bem como de outra forma (1,7%) foram meios de abastecimento de água menos frequentes.

Já entre os 8,9 milhões de domicílios rurais, apenas 31,7% são abastecidos predominantemente por rede geral, o equivalente a um em cada três lares. A maior parte dos domicílios rurais recorrem a outras formas de abastecimento de água: 30,8%, por poço profundo ou artesiano; 12,9%, poço raso, freático ou cacimba; 13,3%, fonte ou nascente; e 11,2% são abastecidos, principalmente, por outra forma, incluindo rios, açudes e caminhão-pipa.

Entre os 68,5 milhões de domicílios em áreas urbanas, 93,4% têm a rede geral como a principal forma de abastecimento de água. Essa proporção é de 70,8% na zona urbana do Norte, a única grande região abaixo de 90%. No Sudeste, chega a 96,6%.

Regionalmente, para o total de domicílios, o abastecimento de água via rede geral varia de 61,7%, no Norte, a 92,5%, no Sudeste. A Região Nordeste (72,6%) apresenta a menor cobertura diária de abastecimento, enquanto a Sul (95,8%), a maior. O Norte assinala os maiores percentuais de domicílios em que a principal fonte de abastecimento de água é poço profundo ou artesiano (22,0%), ou poço raso, freático ou cacimba (11,2%). O Nordeste, por sua vez, apresenta o maior percentual de utilização de outra forma de abastecimento (5,2%), sendo 1,7% a média nacional desse tipo de proveniência.

Distribuição de energia elétrica chega quase à totalidade das moradias

O acesso à energia elétrica chegava a 99,8% das 77,3 milhões de moradias do país em 2024, seja via rede geral, seja via fonte alternativa. Esse elevado percentual variou de 99,4% na Região Norte, chegando a 99,7% no Nordeste, e 99,9% no Sudeste, Sul e Centro-Oeste.

A energia elétrica é proveniente da rede geral em 99,3% do total de domicílios, sendo que 98,4% têm disponibilidade em tempo integral. Entre as grandes regiões, a proporção de moradias com energia em tempo integral é de 98,6% no Sudeste; 98,5% no Sul; 98,4% no Nordeste; 98,1% no Centro-Oeste; e 97,8% no Norte.

Domicílios em área urbana e rural também tem elevada cobertura de energia elétrica, respectivamente, 99,9% e 99,2%. No entanto, o percentual de residências rurais que dispõem de energia proveniente de rede geral era mais baixo (97,4%), notadamente no Norte (85,2%). Nessa região, considerando-se a rede geral e fontes alternativas, 97,1% dos domicílios rurais tinham acesso à energia elétrica, o que revela a importância de fontes alternativas como única fonte desse serviço para a população nessas localidades.

Proporção de domicílios com parede de alvenaria ou taipa revestida cresce 2% em um ano

Do total de domicílios do país em 2024, 89,3% (69 milhões) possuem paredes externas de alvenaria/taipa com revestimento. Esse contingente representa uma alta de 2,0% em relação a 2023 e de 17,4% frente a 2016, crescimento maior que o do número de domicílios no país, que foi de 15,9%. Essa proporção variou de 71,2%, no Norte, a 94%, no Sudeste. A Região Sudeste apresentou queda na proporção de domicílios nessa categoria, passando de 95,2% para 94%.

O Norte é a grande região com a menor proporção de domicílios com parede de alvenaria ou taipa com revestimento, porém indicou o maior crescimento. “Esse movimento de alta pode ser explicado por ser uma localidade com mais espaço para expandir dada a sua cobertura menor. Além disso, pode estar relacionado ao próprio aumento da renda domiciliar per capita”, avalia o analista da pesquisa.

As outras categorias representaram: 0,4% (309 mil), outro material, como madeira aproveitada de tapumes e embalagens; 6,7% (5,2 milhões), alvenaria/taipa sem revestimento; 3,6% (2,8 milhões), madeira apropriada para construção.

Oito em cada 10 domicílios têm piso de cerâmica, lajota ou pedra

Em 2024, o piso era de cerâmica, lajota ou pedra em 82,3% (63,6 milhões) dos domicílios, predominando em todas as grandes regiões: de 69,3%, no Norte, a 89,4%, no Centro-Oeste. Em 11,5% (8,9 milhões) dos domicílios, o piso era de cimento, enquanto em 5,7% (4,4 milhões), de madeira apropriada para construção. Outro material, incluindo madeira aproveitada de embalagens, tapumes ou andaimes, era utilizado em 0,5% (395 mil) dos domicílios.

Quase metade dos domicílios têm telha sem laje de concreto

Cerca de 49,3% (38,1 milhões) dos domicílios possuíam telha sem laje de concreto em 2024. Já 32,8% (25,3 milhões) tinham telha com laje de concreto, 15,2% (11,7 milhões), somente laje de concreto e 2,7% (2,1 milhões) utilizavam outro material. Em relação a 2016, destaque para a queda do percentual de domicílios com telha sem laje de concreto (de 52,0% para 49,3%) e o aumento da proporção daqueles com cobertura de telha com laje de concreto (de 31,8% para 32,8%).

Quantidade de domicílios alugados aumenta em 5,6 milhões de 2016 para 2024

Em 2024, do total de domicílios do país, 23,0% eram alugados. O número de domicílios alugados passou de 12,3 milhões, em 2016, para 17,8 milhões, em 2024, um aumento de 45,4% (5,6 milhões a mais). Quase metade (2,6 milhões) dessa variação no total de domicílios alugados aconteceu de 2022 para 2024. Na comparação com 2023, o crescimento foi de 5,3% (896 mil domicílios), e de 2022 para 2023, de 11% (1,7 milhão).

A maior parte dos domicílios, 61,6% (47,7 milhões), eram próprios já pagos, e 6,0% (4,7 milhões) eram próprios, porém ainda pagando. De 2016 para 2024, houve uma contínua redução de domicílios próprios, principalmente entre os já pagos (66,8% em 2016). “Essa redução de 5,2 pontos percentuais ao longo dos anos em domicílios próprios, combinada ao aumento de domicílios alugados, indica uma concentração de riqueza nesse período. Se não se criam oportunidades para a população adquirir o seu imóvel, as pessoas precisam partir para o aluguel. Ao passo que temos também na economia um processo muito longo de inflação e salário reduzidos, o que cria mais dificuldades para as pessoas alavancarem seu patrimônio”, avalia William.

Norte (70,0%) e Nordeste (69,6%) registraram as maiores estimativas de domicílios próprios já pagos em 2024, mesmo com redução desde 2016, quando eram 74,2% e 73,1%, respectivamente. Centro-Oeste (30,8%), Sudeste (25,4%) e Sul (23,0%) apresentaram os maiores percentuais de domicílios alugados. No Centro-Oeste, destaque também aos imóveis cedidos, que representavam 10,7% dos domicílios da região.

Posse de motocicletas supera a de automóveis no Norte e Nordeste

No país, quase a metade (48,8%) dos domicílios possuem automóvel; 25,7%, motocicleta; e 13,4%, ambos. O Sul apresenta o maior percentual de posse de automóvel (69%). Já Nordeste e Norte têm as menores proporções desse bem (28,8% e 29,7%, respectivamente), sendo as únicas regiões onde a posse de motocicleta (37,9% e 33,5%, respectivamente) superou a de automóveis. Já o Sudeste tem a menor proporção de domicílios onde havia motocicleta (19,4%), enquanto o Centro-Oeste tem maior percentual de lares com posse de ambos os bens (18,7%).

A PNAD Contínua revela também que 98,3% dos domicílios possuem geladeira, percentual que variou entre 93,9%, no Norte, e 99,4%, no Sul. Com cobertura bem abaixo, a máquina de lavar roupa está presente em 70,4% dos domicílios, com diferenças regionais acentuadas: Nordeste (40,5%) e Norte (55,4%) apresentam os menores percentuais, enquanto Sul (90,0%), Sudeste (82,3%) e Centro-Oeste (81,5%), os maiores.

Em relação a 2016, Norte e Centro-Oeste têm os maiores crescimentos na proporção de domicílios com máquina de lavar, 14,4 p.p. e 14,6 p.p., respectivamente.

“Quando a família passa a ter maior rendimento, ela busca por mais bem-estar. A máquina de lavar é um item que facilita muito a vida de uma família por motivos óbvios. Os veículos proporcionam também esse aumento de bem-estar, a possibilidade de fazer passeios, de turismo”, avalia William.

Proporção de idosos continua aumentando e chega a 11,2% da população

A distribuição da população por grupos etários mostra uma tendência envelhecimento da população. Em 2012, a população com menos de 30 anos de idade era 49,9% do total, passando para 41,9%, em 2024. Já a população de 30 anos ou mais cresceu no período 2012-2024, passando de 50,1% a 58,1%. Entre os idosos, destaca-se a expansão da participação das pessoas de 65 anos ou mais de idade, que atinge 11,2% da população total em 2024.

“Na população com menos de 30 anos, destaca-se a queda da participação das pessoas de 5 a 13 anos, que passou de 14,6% para 12,3%, e das pessoas de 14 a 17 anos de idade, que passou de 7,1% para 5,6%”, explica William. “Entre 2012 e 2024, a população de menos de 30 anos sofreu não apenas uma redução de sua participação na população total, mas também uma redução de 9,4% no contingente, passando de 98,2 milhões para 89,0 milhões de pessoas”.

Em 2024, as mulheres correspondiam a 51,2% da população do Brasil, enquanto os homens totalizavam 48,8%. Em todas as grandes regiões, há mais mulheres do que homens.

A razão de sexo indica haver 95,2 homens para cada 100 mulheres no Brasil. A concentração de homens mostrou-se mais elevada na Região Norte, com 99,3 homens para 100 mulheres, ao passo que as regiões Nordeste (93,0) e Sudeste (94,9) apresentam as menores razões de sexo. “Entre os fatores que podem influenciar as diferenças regionais desse indicador, podemos citar os fluxos migratórios e os diferenciais de mortalidade entre as grandes regiões”, comenta William.

A população masculina apresenta padrão mais jovem que a feminina. Em 2024, para todos os grupos etários até 24 anos, os homens têm estimativa superior à das mulheres. No grupo etário de 25 a 29 anos, os contingentes de homens e mulheres eram muito próximos, ficando em cerca de 3,9% da população total. A partir dos 30 anos, no entanto, o percentual de mulheres era superior ao dos homens em todas as faixas de idade.

Como a mortalidade dos homens é maior que a das mulheres em cada grupo etário, observa-se maior concentração de mulheres entre a população idosa. A razão de sexo calculada para a população de 60 anos ou mais foi de 78,9 homens para cada 100 mulheres, e para os idosos de 70 anos ou mais de idade foi de 72,3.

De 2012 a 2024, percentual de brancos tem queda em todas as regiões

Entre 2012 e 2024, o percentual da população que se declarava de cor ou raça branca caiu 4,3 pontos percentuais (p.p.), passando de 46,4%, em 2012, para 42,1%, em 2024, o menor percentual da série. Já a proporção de pessoas declaradas pretas subiu de 7,4% em 2012 para 10,7% em 2024, uma diferença de 0,1 p.p. em relação a 2023. Já para a cor ou raça parda, houve pouca variação em relação a 2012, de 45,5% para 46,1%.

A participação da população declarada de cor ou raça branca se reduziu em todas as grandes regiões de 2012 para 2024, com destaque para a Região Sul (-7,4 p.p.). No Nordeste, houve a principal expansão da participação das pessoas de cor ou raça preta (4,7 p.p.).

Sudeste tem a maior proporção de domicílios unipessoais

Em 2024, o arranjo domiciliar mais frequente foi o nuclear, que correspondia a 65,7% do total de domicílios, mas que apresentou queda em relação a 2012 (68,4%). O arranjo nuclear consiste em um único núcleo formado pelo casal, com ou sem filhos (inclusive adotivos e de criação) ou enteados. São também nucleares as unidades domésticas compostas por mãe com filhos ou pai com filhos, as chamadas monoparentais.

A unidade estendida, constituída pela pessoa responsável com pelo menos um parente, formando uma família que não se enquadra em um dos tipos descritos como nuclear, correspondia a 14,5% em 2024, com redução de 3,4 p.p. em relação a 2012.

Já as unidades domésticas unipessoais, ou seja, compostas apenas por um morador, tiveram crescimento no período, passando de 12,2% para 18,6%, um crescimento de 6,4 p.p. As regiões Sudeste e Centro-Oeste apresentam os percentuais mais elevados de domicílios com apenas um morador (19,6% e 19,0%, respectivamente), ao passo que a Região Norte registrou a menor proporção (15,2%).

“Nos grandes centros, é mais comum as pessoas migrarem por razões profissionais. Primeiro vão e moram sozinhas, para se estabelecer em um novo emprego, e só depois trazer a família. Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais são estados atrativos para mão de obra, por serem centros maiores”, explica William.

Ao analisar o padrão etário das pessoas em arranjos unipessoais, 12,5% tinham de 15 a 29 anos; 47,0% situavam-se na faixa de 30 a 59 anos; e 40,5% eram pessoas de 60 anos ou mais de idade.

As mulheres eram 44,9% das pessoas que moravam sozinhas em 2024, enquanto os homens eram 55,1%. Há marcantes diferenças entre homens e mulheres que moravam sozinhos quanto ao perfil etário: 57,2% dos homens em arranjos unipessoais tinham 30 a 59 anos, seguidos por aqueles de 60 anos ou mais (28,2%); e, entre as mulheres, a maioria situava-se na faixa de 60 anos ou mais de idade (55,5%).

“O perfil de domicílios unipessoais também é formado por pessoas que estão no final do ciclo da vida, em sua maioria mulheres, cujos filhos saíram de casa para formar suas famílias, ou com o parceiro já falecido”, diz William.

Resumo

  • A coleta direta de lixo chegou a 86,9% dos 77,3 milhões de domicílios do país em 2024, um crescimento na cobertura da coleta desde 2016, quando era de 82,7%.
  • Já nas áreas rurais, a proporção de moradias com coleta direta de resíduos chega a apenas 33,1% dos 8,9 milhões de domicílios nessas localidades, enquanto está disponível em 93,9% dos 68,5 milhões de lares urbanos.
  • Apesar do aumento gradativo na coleta direta de lixo nos últimos anos, cerca de 4,7 milhões de domicílios (6,1%) ainda queimavam lixo na própria moradia em 2024. Nas áreas rurais, a queima de lixo ocorre em mais da metade (50,5%) das propriedades. Nas zonas urbanas, essa proporção é de somente 0,4%.
  • Em relação ao esgotamento sanitário, apenas 9,4% dos domicílios rurais tinham escoamento do esgoto feito pela rede geral ou fossa séptica ligada à rede geral em 2024. Essa proporção chega a 78,1% em áreas urbanas. No país, esse indicador aumentou de 68,1% em 2019 para 70,4% em 2024.
  • Outro tipo de esgotamento sanitário foi estimado em 14,4% dos domicílios do país em 2024, indicando que 11,1 milhões de moradias lançam seus dejetos em fossa rudimentar, vala, rio, lago ou mar. Na área rural, mais da metade (53,8%) utiliza outro tipo de esgotamento, enquanto chega a 9,5% dos domicílios urbanos.
  • Entre os domicílios rurais, 31,7% são abastecidos predominantemente por rede geral de água. Já nas áreas urbanas, essa proporção chega a 93,4% dos lares. No país, os domicílios com acesso à rede geral de abastecimento de água correspondem a 86,3% do total em 2024 frente a 85,8% em 2016.
  • O acesso à energia elétrica chegava a 99,8% das moradias do país em 2024, seja via rede geral, seja via fonte alternativa.
  • O número de domicílios alugados passou de 12,3 milhões, em 2016, para 17,8 milhões de domicílios em 2024, um aumento de 45,4%. No mesmo período, houve uma contínua redução na proporção de domicílios próprios já pagos, de 66,8% para 61,6%, indicando uma concentração de riqueza.
  • Em 2024, a parcela da população com menos de 30 anos era de 41,9% e com mais de 60 anos, de 16,1%, mostrando uma tendência de envelhecimento populacional.
  • Entre 2012 e 2024, o percentual da população que se declarava de cor ou raça branca caiu 4,3 pontos percentuais (p.p.), passando de 46,4%, em 2012, para 42,1%, em 2024, o menor percentual da série.
  • A proporção de pessoas declaradas pretas subiu de 7,4% em 2012 para 10,7% em 2024.
  • A proporção de unidades domésticas unipessoais, ou seja, compostas apenas por um morador, teve crescimento, passando de 12,2% em 2012 para 18,6% em 2024, um crescimento de 6,4 p.p.
  • Em 2024, 57,2% dos homens em arranjos unipessoais tinham 30 a 59 anos, e, entre as mulheres, 55,5% situavam-se na faixa de 60 anos ou mais.

Mais sobre a pesquisa

A PNAD Contínua: Características Gerais dos Domicílios e Moradores reúne informações sobre tipo e condição de ocupação, material predominante das paredes, piso e telhado, serviços de saneamento básico e energia elétrica e posse de bens, dados referentes à caracterização dos domicílios.

Já a caracterização dos moradores apresenta informações sobre distribuição da população, sexo e grupos de idade, cor ou raça e unidades domésticas (arranjos domiciliares). Os dados estão desagregados para Brasil, grandes regiões, unidades da federação, regiões metropolitanas e municípios de capitais.

Publicado originalmente pela Agência Gov em 22/08/2025

Por IBGE

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Inflação do aluguel fecha julho em -0,77%, 3º mês seguido de queda https://www.ocafezinho.com/2025/07/30/inflacao-do-aluguel-fecha-julho-em-077-3o-mes-seguido-de-queda/ https://www.ocafezinho.com/2025/07/30/inflacao-do-aluguel-fecha-julho-em-077-3o-mes-seguido-de-queda/#respond Wed, 30 Jul 2025 23:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=214068 Acumulado de 12 meses é o menor desde junho de 2024

O Índice Geral de Preços no Mercado (IGP-M), também conhecido como inflação do aluguel, fechou julho em -0,77%, marcando o terceiro mês seguido de deflação ─ quando os preços ficam, em média, mais baratos. Dos sete meses de 2025, esse foi o quarto com resultado negativo. Em junho, a queda foi 1,67%.

A última vez que o IGP-M apresentou sequência de mais de dois esses seguidos de deflação foi de abril a agosto de 2023. No acumulado de 12 meses, o IGP-M soma 2,96%, menor patamar desde junho de 2024 (2,45%). Em março de 2025, o indicador chegou a 8,58%, apontando, desde então, trajetória de queda. Em julho do ano passado, o índice tinha marcado 0,61%.

Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV).

A FGV leva em conta três componentes para apurar o IGP-M. O maior peso é o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a inflação sentida pelos produtores e responde por 60% do IGP-M cheio.

Em julho, o IPA apresentou deflação de 1,29%, puxado para baixo principalmente pelo café em grão (-22,52%), minério de ferro (-1,86%), milhão em grão (-7,54%) e batata-inglesa (-29,63%).

Outro componente do IGP-M é o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que responde por 30% do indicador. Em julho, o IPC subiu 0,27%. Os itens que mais pressionaram para cima foram a conta de luz (2,74%) e passagens aéreas (6,29%), que costumam ser mais procuradas em mês de férias escolares.

Em julho, assim como no mês anterior, a conta de energia teve a bandeira tarifária vermelha patamar 1, determinada pelo governo para custear usinas termelétricas em tempos de baixa nos reservatórios das hidrelétricas. A bandeira exerce cobrança adicional de R$ 4,46 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

O terceiro componente medido pela FGV é o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que subiu 0,91% no mês. Dentro do INCC, materiais, equipamentos e serviços subiram 0,86%, enquanto o custo da mão de obra ficou 0,99% mais alto.

Inflação do aluguel

O IGP-M é conhecido como inflação do aluguel porque o acumulado de 12 meses costuma ser base para cálculo de reajuste anual de contratos imobiliários. Além disso, o indexador é utilizado para reajustar algumas tarifas públicas e serviços essenciais.

A FGV faz a coleta de preços em Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador. O período de levantamento do IGP-M foi 21 de junho a 20 de julho.

Publicado originalmente pela Agência Brasil em 30/07/2025

Por Bruno de Freitas Moura – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro

Edição: Valéria Aguiar

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Com preços de alimentos em queda, inflação fica em 0,24% em junho https://www.ocafezinho.com/2025/07/10/com-precos-de-alimentos-em-queda-inflacao-fica-em-024-em-junho/ https://www.ocafezinho.com/2025/07/10/com-precos-de-alimentos-em-queda-inflacao-fica-em-024-em-junho/#respond Thu, 10 Jul 2025 15:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=212563 Grupo alimentação e bebidas registrou o primeiro recuo abaixo de zero (-,0,18%) em nove meses, com destaque para alimentação no domicílio, ovo de galinha, arroz e frutas

A inflação do país foi de 0,24% em junho, recuando ligeiramente em relação a maio (0,26%). O resultado mensal foi influenciado, principalmente, pela energia elétrica residencial, que, com a vigência da bandeira tarifária vermelha patamar 1, registrou aumento de 2,96% no mês, sendo o subitem de maior impacto individual no índice (0,12 p.p.). No ano, a inflação acumulada é de 2,99% e, nos últimos 12 meses, de 5,35%. Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado hoje (10) pelo IBGE.

“Com alta de 6,93% no primeiro semestre do ano, a energia elétrica residencial tem pesado no bolso das famílias, registrando o principal impacto positivo individual (0,27 p.p.) no resultado acumulado de 2025. Esta variação é a maior para um primeiro semestre desde 2018, quando foi de 8,02%”, destaca Fernando Gonçalves, gerente do IPCA. Ele relembra a trajetória do subitem em 2025: “no início do ano, com o bônus de Itaipu, houve queda em janeiro, reversão em fevereiro e, depois, bandeira verde. No mês passado, entrou em vigor a bandeira amarela e, agora, a vermelha”.

Além da mudança na bandeira tarifária, foram registrados, também, reajustes em junho: 7,36% em Belo Horizonte (8,57%) vigente desde 28 de maio; 14,19% em uma das concessionárias de Porto Alegre (4,41%) a partir de 19 de junho; 1,97% em Curitiba (3,28%) desde 24 de junho e redução de 2,16% nas tarifas de uma das concessionárias do Rio de Janeiro (1,29%) a partir de 17 de junho.

O grupo Habitação (0.99%) foi, ainda, influenciado pela alta na taxa de água e esgoto (0,59%). No mês, o grupo contribuiu com 0,15 p.p. para o índice geral.

Por outro lado, o grupo Alimentação e bebidas registrou a primeira queda (-0,18%) em 9 meses, contribuindo com -0,04 p.p. na taxa geral. O grupo foi influenciado pela alimentação no domicílio, que saiu de 0,02% em maio para -0,43% em junho, com quedas no ovo de galinha (-6,58%), arroz (-3,23%) e frutas (-2,22%). No lado das altas, destaca-se o tomate (3,25%).

Já a alimentação fora do domicílio desacelerou para 0,46% em junho, frente ao 0,58% de maio. O subitem lanche passou de 0,51% em maio para 0,58% em junho, e a refeição, por sua vez, saiu de 0,64% em maio para 0,41% em junho.

A queda no grupo Alimentação e bebidas se reflete no índice de difusão do mês de junho, ou seja, no percentual de subitens que tiveram resultado positivo, que passou de 60% em maio para 54% em junho. Entre os alimentícios, o índice caiu de 60% para 46% e entre os não alimentícios, manteve-se a taxa de 60%. “Foi o menor índice de difusão desde julho de 2024 (47%), quando o grupo Alimentação também apresentou uma redução em sua taxa (-1,00%)”, observa o gerente. “Se tirássemos os alimentos do cálculo do IPCA, a inflação do mês seria de 0,36%. E se tirássemos a energia elétrica, ficaria em 0,13%”, conclui.

O grupo dos Transportes também teve contribuição positiva relevante no mês (0,05 p.p), aumentando 0,27% após recuo de 0,37% em maio. Mesmo com a queda dos combustíveis (-0,42%), as variações no transporte por aplicativo (13,77%) e no conserto de automóvel (1,03%) impulsionaram a alta.

“No mês anterior, a passagem aérea estava em queda, assim como os combustíveis, o que ajudou a taxa a ficar negativa. Neste mês, a passagem aérea registrou alta de 0,80% e o transporte por aplicativo puxou a taxa para cima, mesmo com a queda em combustíveis”, explica o gerente.

No Vestuário (0,75%), que contribuiu com 0,04 p.p. em junho, destacam-se as altas na roupa masculina (1,03%), nos calçados e acessórios (0,92%) e na roupa feminina (0,44%).

As demais variações e impactos no IPCA de junho foram: Saúde e cuidados pessoais (0,07% e 0,01 p.p.); Despesas pessoais (0,23% e 0,02 p.p.); Comunicação (0,11% e 0,01 p.p.); Educação (0,00% e 0,00 p.p.); e Artigos de residência (0,08% e 0,00 p.p.).

No agregado especial de serviços, o IPCA acelerou de 0,18% em maio para 0,40% em junho, e o agregado de preços monitorados, ou seja, controlados pelo governo, desacelerou de 0,70% para 0,60%.

Fernando explica que, no agregado dos serviços, a variação negativa em maio na passagem aérea contribuiu para a desaceleração da taxa naquele mês. Agora, a alta em transporte por aplicativo também puxou o índice para cima, assim como a alimentação fora do domicílio, que veio positiva e tem peso no orçamento das famílias.

“Já entre os monitorados, que desaceleraram em junho, a energia elétrica continua influenciando, mas menos do que no mês passado. A taxa de água e esgoto também veio com menos força (de 0,77% para 0,59%) e os combustíveis novamente apresentaram variação negativa, com a gasolina registrando -0,34%. Tudo isso contribuiu para uma variação menor dos monitorados”, conclui.

Quanto aos índices regionais, a maior variação (0,64%) ocorreu em Rio Branco por conta do cinema, teatro e concertos (77,22%), devido ao encerramento da promoção de meia entrada, e da energia elétrica residencial (3,99%). A menor variação ocorreu em Campo Grande (-0,08%) em razão da queda nas frutas (-5,15%) e na gasolina (-1,38%).

INPC tem alta de 0,23% em junho

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) teve alta de 0,23% em junho. No ano, o acumulado é de 3,08% e, nos últimos 12 meses, de 5,18%, abaixo dos 5,20% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em junho de 2024, a taxa foi de 0,25%.

Os produtos alimentícios passaram de 0,26% em maio para -0,19% em junho. A variação dos não alimentícios passou de 0,38% em maio para 0,37% em junho.

Quanto aos índices regionais, a maior variação (0,55%) ocorreu em Belo Horizonte por conta da energia elétrica residencial (8,54%) e da gasolina (1,56%). A menor variação ocorreu em Porto Alegre (-0,10%) em razão da queda na gasolina (-2,56%) e nos produtos de higiene pessoal (-1,79%).

Mais sobre as pesquisas

O IPCA abrange as famílias com rendimentos de 1 a 40 salários mínimos, enquanto o INPC, as famílias com rendimentos de 1 a 5 salários mínimos, residentes nas regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, além do Distrito Federal e dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju. Acesse os dados no Sidra. O próximo resultado do IPCA, referente a julho, será divulgado em 12 de agosto.

Publicado originalmente pela Agência de Notícias IBGE em 10/07/2025

Por Irene Gomes – Editoria Estatísticas Econômicas

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Nova tarifa social de energia elétrica passa a valer neste sábado https://www.ocafezinho.com/2025/07/05/nova-tarifa-social-de-energia-eletrica-passa-a-valer-neste-sabado/ https://www.ocafezinho.com/2025/07/05/nova-tarifa-social-de-energia-eletrica-passa-a-valer-neste-sabado/#respond Sat, 05 Jul 2025 14:23:45 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=212079 Beneficiários do CadÚnico que cumprem requisitos têm direito

Começa a valer a partir deste sábado (5) a nova Tarifa Social de Energia Elétrica, que prevê gratuidade para famílias beneficiárias do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e que tenham consumo mensal de até 80 kWh. Segundo governo federal, o benefício concederá a gratuidade total da conta de luz a 4,5 milhões de famílias.

Outras 17,1 milhões de famílias que também têm direito à tarifa social não precisarão pagar pelos primeiros 80 quilowatts-hora (kWh) consumidos em cada mês.

Pelas regras da tarifa, aprovadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), tem direito à gratuidade os consumidores beneficiados pela Tarifa Social que possuem instalações trifásicas e usam até 80 kWh por mês.

Nesse caso, poderá ser cobrado na fatura apenas os custos não associados à energia consumida, como a contribuição de iluminação pública ou o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), de acordo com legislação específica do estado ou município onde a família reside.

Já para os consumidores que possuem instalações trifásicas e usam mais de 80 kWh por mês, o custo de disponibilidade da rede continua sendo de 100 kWh. Nesse caso, o consumidor precisará pagar uma diferença caso use entre 80 kWh e 100 kWh.

O custo de disponibilidade é o valor mínimo cobrado pela distribuidora para remunerar os gastos com a rede elétrica necessários para transportar a energia até o consumidor.

Quem tem direito à Tarifa Social

Para ser beneficiário da Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE) é preciso se enquadrar em um dos requisitos abaixo:

  • Família inscrita no Cadastro Único, com renda familiar mensal per capita menor ou igual a meio salário-mínimo nacional;
  • Idosos com 65 anos ou mais ou pessoas com deficiência, que recebam o Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social (BPC) e estão no Cadastro Único;
  • Família inscrita no Cadastro Único com renda mensal de até três salários-mínimos, que tenha pessoa com doença ou deficiência (física, motora, auditiva, visual, intelectual e múltipla) cujo tratamento, procedimento médico ou terapêutico requeira o uso continuado de aparelhos, equipamentos ou instrumentos que, para o seu funcionamento, demandem consumo de energia elétrica.
  • Também têm direito ao benefício as famílias indígenas e quilombolas inscritas no CadÚnico, cujo consumo mensal seja de até 80 kWh/mês.

Não é necessário solicitar o benefício

A Tarifa Social é concedida automaticamente às famílias que têm direito. Para receber, basta que a pessoa responsável pelo contrato de fornecimento de energia elétrica (aquela cujo nome está na fatura) esteja entre os beneficiados pelos programas de governo descritos acima. Portanto, não é mais necessário solicitar à distribuidora.

A nova tarifa social faz parte da Medida Provisória (MP) 1300/2025, publicada em maio. A Câmara dos Deputados e o Senado Federal têm até 120 dias para aprovar a medida ou ela perderá a validade.

Publicado originalmente pela Agência Brasil em 05/07/2025

Por Luciano Nascimento – repórter da Agência Brasil – São Luís

Edição: Vinicius Lisboa

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Conta de luz terá bandeira vermelha em junho, anuncia Aneel https://www.ocafezinho.com/2025/05/31/conta-de-luz-tera-bandeira-vermelha-em-junho-anuncia-aneel/ https://www.ocafezinho.com/2025/05/31/conta-de-luz-tera-bandeira-vermelha-em-junho-anuncia-aneel/#respond Sat, 31 May 2025 15:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=209879 Consumidores terão custo extra de R$ 4,463 a cada 100 kWh

A bandeira tarifária das contas de energia passará para vermelha, no patamar 1, no mês de junho, anunciou nesta sexta-feira (30) a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Com a medida, os consumidores terão custo extra de R$ 4,463 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

“Diante do cenário de afluências abaixo da média em todo o país indicado pelo Operador Nacional do Sistema (ONS), projeta-se uma redução da geração hidrelétrica em relação ao mês anterior, com um aumento nos custos de geração devido à necessidade de acionamento de fontes de energia mais onerosas, como as usinas termoelétricas”, esclarece a Aneel.

Em maio, a Aneel acionou a bandeira amarela, em razão da transição do período chuvoso para o período seco do ano, e as previsões de chuvas e vazões nas regiões dos reservatórios para os próximos meses ficaram abaixo da média.

“Com o fim do período chuvoso, a previsão de geração de energia proveniente de hidrelétrica piorou, o que nos próximos meses poderá demandar maior acionamento de usinas termelétricas, que possuem energia mais cara”, explicou a Aneel.

Desde dezembro de 2024, a bandeira tarifária permanecia verde, por causa das condições favoráveis de geração de energia no país.

Bandeiras

Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em níveis, as bandeiras indicam quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional (SIN) gerar a energia usada nas residências, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.

Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta de energia sofre acréscimos a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Na bandeira amarela, o acréscimo é de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

A bandeira vermelha tem dois patamares. No primeiro, a tarifa sofre acréscimo de R$ 4,463 para cada 100 quilowatt-hora kWh consumido. No patamar dois, o valor passa para R$ 7,877 para cada 100 quilowatt-hora kWh consumido.

Publicado originalmente pela Agência Brasil em 30/05/2025

Por Luciano Nascimento – Repórter da Agência Brasil – São Luís

Edição: Fernando Fraga

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