etanol - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/etanol/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Mon, 24 Feb 2025 10:22:41 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://www.ocafezinho.com/wp-content/uploads/2015/10/cropped-Logo_Cafezinho_tmb-32x32.png etanol - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/etanol/ 32 32 Exclusivo! Gráficos sobre a inflação dos alimentos e energia https://www.ocafezinho.com/2025/02/24/exclusivo-graficos-sobre-a-inflacao-dos-alimentos-e-energia/ Mon, 24 Feb 2025 10:22:38 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=202402 Em virtude da inflação de alimentos e energia, junto com o problema da segurança pública, ser a principal pedra no sapato da população e do governo, preparei alguns gráficos com a evolução dos preços de alguns produtos mais conhecidos.

Esses gráficos servirão para algumas análises que pretendo fazer esta semana. Por razões práticas, achei melhor trazê-los em separado num post.

São eles, por ordem dos gráficos: diesel, gasolina comum, etanol, botijão de gás (GLP 13 kg), preço internacional do café, preços do café pago ao produtor.

A agora, listo os gráficos que fiz a partir dos números de inflação do IBGE, usando o indicador IPCA: índice geral X alimentos e bebidas, alimentação fora do domicílio,  batata inglesa, tomate, carnes em geral, pescados, café moído, picanha, pão francês, cerveja no bar (fora do domicílio).

Os dados originais estão numa tabela do Google Sheets que você pode baixar aqui.

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Inflação fecha 2024 em 4,71%, menor nível em 4 anos https://www.ocafezinho.com/2024/12/27/inflacao-fecha-2024-em-471-menor-nivel-em-4-anos/ https://www.ocafezinho.com/2024/12/27/inflacao-fecha-2024-em-471-menor-nivel-em-4-anos/#comments Fri, 27 Dec 2024 13:13:32 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=199479 5 Comentários 🔥]]>

Segundo o IBGE, a inflação fechou o ano de 2024 com variação acumulada de 4,71%, a menor em 4 anos.

Em 2023, a inflação em 12 meses havia sido de 4,72%.

Em 2022, a inflação havia sido de 5,90%.

Em 2021, a inflação chegou a 10,42%.

Já o índice mensal de dezembro foi o menor em 3 meses.

Segundo o IBGE, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) 15 apresentou alta de 0,34% em dezembro, quase a metade do nível registrado em novembro, que foi de 0,62%, e menor também do que os 0,54% de outubro.

Os dados foram divulgados hoje (27) pelo IBGE.

Abaixo, segue trecho do informe divulgado há pouco pelo IBGE, com mais informações.

Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, cinco tiveram alta em dezembro. Alimentação e bebidas foi responsável não só pela maior variação mensal (1,47%), como também pelo impacto positivo mais acentuado (0,32 p.p.). A maior variação acumulada no ano (8,00%) e a maior contribuição (1,68 p.p.) foram do mesmo grupo.

Em dezembro de 2024, vale mencionar também os resultados de Despesas pessoais (1,36% e 0,14 p.p.) e Transportes (0,46% e 0,09 p.p.). Pelo lado negativo, o impacto mais expressivo em dezembro foi do grupo Habitação (-0,20 p.p. e -1,32%). Os demais ficaram entre o recuo de 0,52% de Artigos de residência, e o avanço de 0,34% de Vestuário.

No grupo Alimentação e Bebidas, a alimentação no domicílio registrou variação de 1,56% em dezembro. Os aumentos do óleo de soja (9,21%), da alcatra (9,02%), do contrafilé (8,33%) e da carne de porco (8,14%) contribuíram para esse resultado. No sentido oposto, destacaram-se a batata-inglesa (-9,85%), o tomate (-6,71%) e o leite longa vida (-2,42%).

A alimentação fora do domicílio, por sua vez, acelerou de 0,57% em novembro para 1,23% em dezembro. A refeição (1,34%) e o lanche (1,26%) tiveram variações superiores às observadas em novembro (0,38% e 0,78%, respectivamente).

Em Despesas pessoais, a alta do cigarro (12,78%) foi determinante para o desempenho do segmento. Isso foi consequência do aumento da alíquota específica do Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI, incidente sobre cigarros, a partir de 1º de novembro. Também houve altas nos subitens cinema, teatro e concertos (2,58%) e cabeleireiro e barbeiro (1,37%).

No grupo Transportes, o subitem passagem aérea subiu 4,43% em dezembro. Em combustíveis (0,09%), foram observados aumentos nos preços do etanol (0,80%) e do óleo diesel (0,41%), enquanto a gasolina (-0,01%) e o gás veicular (-0,12%) apresentaram variações negativas. Além disso, o subitem ônibus urbano subiu 1,20%, após gratuidades concedidas nas passagens no segundo turno das eleições municipais em diversas áreas contempladas pela pesquisa em outubro.

No lado das quedas, cujo maior destaque foi o grupo Habitação, a energia elétrica residencial recuou 5,72% em dezembro, em decorrência do retorno da vigência da bandeira tarifária verde, a partir de 1º de dezembro, com a qual não há cobrança adicional nas faturas. Em novembro, vigorou a bandeira tarifária amarela. Ocorreram, ainda, reajustes tarifários nas seguintes capitais brasileiras: Brasília, São Paulo, Porto Alegre e Goiânia.

Outro destaque de Habitação foi o resultado da taxa de água e esgoto (0,32%), após reajuste de 9,83% nas tarifas do Rio de Janeiro (3,93%) a partir de 1º de dezembro. Já o recuo do gás encanado (-0,10%) decorre da redução tarifária de 0,51% no Rio de Janeiro (-0,32%), a partir de 1º de novembro.

Em 2024, alimentos tiveram o maior impacto no IPCA-15

No topo da lista dos maiores impactos de 2024 está o grupo Alimentação e bebidas. A maior variação acumulada e a maior contribuição no ano foram do setor (8,00% e 1,68 p.p., respectivamente). A maior contribuição desse grupo veio do subitem refeição (0,21 p.p.), que apresentou variação no ano de 5,72%.

Com variação de 6,03%, o segundo maior impacto neste ano veio do grupo Saúde e cuidados pessoais (0,80 p.p.). Em terceiro lugar no ranking ficou Habitação (0,53 p.p), que mostrou variação acumulada de 3,44%.

Salvador apresentou o maior avanço de preços em dezembro

Quanto aos índices regionais, nove das 11 áreas pesquisadas tiveram alta em dezembro. A maior variação foi observada em Salvador (0,66%), por conta das altas da gasolina (4,54%) e da passagem aérea (15,35%). Já o menor resultado ocorreu em Brasília (-0,04%), que registrou queda nos preços da energia elétrica residencial (-7,66%) e da gasolina (-3,03%).

No ano, as variações mais intensas foram verificadas em Belo Horizonte, que apresentou variação de 6,20%; em Belém, cuja variação foi de 4,98%; e em Goiânia, com 4,87% de variação.

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Cientistas revelam que animais consomem álcool regularmente https://www.ocafezinho.com/2024/10/31/cientistas-revelam-que-animais-consomem-alcool-regularmente/ https://www.ocafezinho.com/2024/10/31/cientistas-revelam-que-animais-consomem-alcool-regularmente/#respond Thu, 31 Oct 2024 15:22:09 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=196258 Uma pesquisa recente conduzida pela Universidade de Exeter descobriu que o consumo de álcool é um fenômeno natural não apenas para os humanos, mas também para diversas espécies animais, incluindo insetos, macacos e elefantes.

Este estudo evidencia que o etanol, componente principal das bebidas alcoólicas, está presente de forma generalizada em ambientes onde existem frutas açucaradas e néctar.

“Estamos nos afastando dessa visão antropocêntrica de que o álcool é usado apenas por humanos e que, na verdade, o etanol é bastante abundante no mundo natural”, afirmou a pesquisadora Anna Bowland ao jornal The Guardian.

A equipe de Bowland examinou como diferentes organismos interagem com o álcool disponível em seu habitat.

A presença de etanol na Terra remonta a cerca de 100 milhões de anos atrás, com o surgimento de frutas e néctares que, ao fermentarem pela ação de leveduras, produziam naturalmente essa substância. A reação dos animais ao álcool varia significativamente, desde a total tolerância até a embriaguez completa.

Alguns exemplos notáveis incluem os macacos-aranha da ilha Barro Colorado, no Panamá, que consomem o fruto cajá, encontrado com concentrações de álcool entre 1% e 2,5%.

Por outro lado, o picoteiro-americano, um tipo de pássaro, muitas vezes morre ao colidir com estruturas após consumir bagas muito maduras da aroeira-vermelha, que também contêm álcool.

O estudo também destaca comportamentos curiosos de insetos em relação ao álcool. Moscas-das-frutas machos, por exemplo, tendem a buscar álcool quando não conseguem encontrar uma parceira, enquanto as fêmeas se tornam menos seletivas na escolha de parceiros após ingerirem álcool.

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Governo estima nova super safra de grãos! https://www.ocafezinho.com/2024/10/16/governo-estima-nova-super-safra-de-graos/ https://www.ocafezinho.com/2024/10/16/governo-estima-nova-super-safra-de-graos/#comments Wed, 16 Oct 2024 12:20:07 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=195075 1 Comentário 🔥]]> Primeira estimativa para safra de grãos 2024/25 indica produção de 322,47 milhões de toneladas

A primeira estimativa para a safra de grãos na temporada 2024/2025, realizada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), aponta para uma produção de 322,47 milhões de toneladas. O volume representa um crescimento de 8,3% ao obtido em 2023/24, ou seja, 24,62 milhões de toneladas a serem colhidas a mais que no ciclo anterior, estabelecendo um novo recorde na série histórica caso o resultado se confirme ao final do ano agrícola. Para a área, estima-se crescimento de 1,9% sobre a safra anterior, passando para 81,34 milhões de hectares. Os dados foram divulgados pela Companhia, nesta terça-feira (15), durante o anúncio do 1º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25.

Neste ciclo, o arroz deverá apresentar novo crescimento de 9,9% na área semeada. A alta é verificada em todas as regiões do país, com destaque para o Centro-Oeste e o Sudeste, onde o incremento chega a 33,5% e 16,9% respectivamente. Só em Mato Grosso, os produtores irão destinar mais de 133 mil hectares para o cultivo do grão, com uma elevação de 39,3% quando comparada com a área registrada na temporada de 2023/24. Em Goiás esse aumento chega a 24%, índice pouco menor que o registrado em Minas Gerais, onde se verifica uma alta de 25,1%. O Sul, principal região produtora de arroz no país, também tende a registrar uma maior área cultivada, chegando a cerca de 1,16 milhão de hectares. Esse cenário influencia na expectativa de maior produção, com a colheita sendo estimada em aproximadamente 12 milhões de toneladas, recuperando o volume obtido na safra 2017/2018.

“Com esses números, a previsão é de que o Brasil volte ao patamar das maiores safras de arroz da sua história. Isso é o resultado do trabalho dos nossos produtores, em parceria com o governo federal, que voltou a elaborar políticas públicas para todo o campo agrícola brasileiro, contemplando pequenos, médios e grandes produtores”, reforça o presidente da Conab, Edegar Pretto.

Para o feijão, a Conab também espera um ligeiro aumento na área semeada, saindo de 2,86 milhões de hectares em 2023/24 para 2,88 milhões de hectares no atual ciclo. Cultivado ao longo do ano, a maior elevação é esperada para a área semeada na primeira safra da leguminosa, com uma alta de 2,3%, sendo estimada em 881,3 mil hectares, resultando em uma produção de 947,3 mil toneladas. Já a expectativa de produção total do grão no país, somando-se os três ciclos cultivados, é de 3,26 milhões de toneladas, 0,5% acima da safra anterior.

No caso da soja, os produtores também devem destinar uma maior área para a cultura, com elevação de 2,8% quando comparada com a temporada passada. No entanto, o percentual de crescimento de área da oleaginosa está arrefecido nesta safra, sendo este o terceiro menor percentual de incremento registrado desde o ciclo 2009/2010. O atraso do início das chuvas, sobretudo nos estados da região Centro-Oeste, vem atrapalhando os trabalhos de preparo do solo e do plantio. Ainda assim, a produção está estimada em 166,05 milhões de toneladas.

Para o milho, a Conab projeta uma recuperação de 3,5% na safra, sendo estimada uma colheita total em torno de 119,74 milhões de toneladas, com uma área se mantendo em 21 milhões de hectares. Na primeira safra do cereal, tanto a produção como a área cultivada a expectativa é de redução de 1,1% e 5,4% respectivamente, passando para 3,76 milhões de hectares semeados, com a produção estimada em 22,72 milhões de toneladas. No caso do algodão, a primeira previsão indica crescimento de 2,9% na área a ser semeada, para um total de 2 milhões de hectares, e produção de pluma em 3,67 milhões de toneladas.

Culturas de inverno – A primeira expectativa de produção acima de 12 milhões de toneladas para as culturas de inverno não se confirmou, influenciada principalmente pelas condições climáticas registradas nas regiões produtoras. O trigo, principal cultura dentre os cultivos de inverno, teve a previsão de safra reduzida para 8,26 milhões de toneladas neste levantamento. Problemas no clima durante todo o ciclo, sobretudo no Paraná, como estiagem no início, a falta de clima frio predominante, ocorrência de dois períodos de geadas em agosto e de doenças justificam tal redução. No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina o cenário é mais positivo.

Mercado – Com a perspectiva de maior disponibilidade interna de arroz, os preços do produto no mercado interno devem seguir um comportamento de arrefecimento, mas, mesmo com a possível queda, deve-se manter a rentabilidade ao produtor. A alta na produção também possibilita tanto uma elevação nas exportações do grão, que podem chegar a 2 milhões de toneladas, como um aumento nos estoques de passagem ao final da safra 2024/25, estimada em aproximadamente 840 mil toneladas.

Para o milho, as atenções se voltam para a safra de verão do cereal cultivado na América Latina. Brasil e Argentina, os principais produtores do grão na região, devem reduzir a área destinada para a cultura neste primeiro momento, e essa menor oferta sul-americana pode refletir em uma recuperação nos preços no mercado externo. Apesar da redução na primeira safra do cereal, a Conab prevê uma produção total de milho em 119,7 milhões de toneladas, um acréscimo esperado de 3,5%, comparada ao ciclo anterior. As exportações estão projetadas em 34 milhões de toneladas no ciclo 2024/2025 e a demanda no mercado interno pelo grão deverá se manter aquecida, devido ao bom desempenho do mercado exportador de proteína animal e pela produção de etanol.

Já para a soja, as exportações para 2025 estão projetadas em 105,54 milhões de toneladas do grão, com base no aumento da produção e da demanda mundial, especialmente da China. Os estoques finais estão estimados em 4,16 milhões de toneladas. No caso do trigo, os danos causados pelas adversidades climáticas no Paraná influenciam na valorização dos preços do cereal no mercado doméstico. O clima adverso em outras importantes regiões produtoras no mundo, bem como os conflitos geopolíticos enfrentados também foram fatores para a alta nas cotações verificada pela Companhia.

Publicado originalmente no portal da Conab.

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