fake news - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/fake-news/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Thu, 18 Jun 2026 00:43:21 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://www.ocafezinho.com/wp-content/uploads/2015/10/cropped-Logo_Cafezinho_tmb-32x32.png fake news - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/fake-news/ 32 32 Petro expõe rede de desinformação global com elo de Netanyahu e Milei https://www.ocafezinho.com/2026/06/17/petro-expoe-rede-de-desinformacao-global-com-elo-de-netanyahu-e-milei/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/17/petro-expoe-rede-de-desinformacao-global-com-elo-de-netanyahu-e-milei/#respond Thu, 18 Jun 2026 00:13:41 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/17/petro-expoe-rede-de-desinformacao-global-com-elo-de-netanyahu-e-milei/ O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, denunciou a existência de uma estratégia internacional de desinformação voltada a minar seu governo, articulada por atores políticos de ultradireita de vários países. A chamada Operação Ajax, confirmada pela Unidade de Informação e Análise Financeira (UIAF) colombiana, teria sido concebida em 2023 e executada a partir de 2024.

Durante um conselho de ministros na Casa de Nariño, Petro afirmou que a operação conta com uma aliança que envolve o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, o presidente da Argentina, Javier Milei, e o ex-presidente de Honduras Juan Orlando Hernández, condenado por narcotráfico nos Estados Unidos. Segundo o mandatário colombiano, Hernández aparece em gravações reconhecendo ações coordenadas para derrubar governos progressistas na região.

De acordo com a reportagem da Telesur, o diretor da UIAF, Wilmar de Jesús Mejía, detalhou que a Ajax operou em Estados Unidos, Colômbia, Panamá, Espanha e Itália, e estava vinculada a uma plataforma digital chamada Petrolix. A operação foi encerrada em janeiro passado e visava diretamente Petro, a vice-presidente Francia Márquez e outros altos funcionários.

Além da Ajax, a UIAF identificou outras duas estratégias interconectadas: a Operação Júpiter e a Operação Honduras Gate, todas com o mesmo objetivo de afetar a imagem do governo. Mejía afirmou que os casos foram levados a instâncias de inteligência conjunta e encaminhados à Procuradoria-Geral da Nação para investigação.

Petro apontou ainda a existência de um fundo com sede em Miami que receberia recursos de empresários de diversas nacionalidades para financiar propaganda suja contra seu governo. Entre os supostos envolvidos, o diretor da UIAF mencionou o ex-prefeito de Medellín, Federico Gutiérrez, que faria parte do esquema de financiamento.

Em abril, uma investigação do programa Señal Investigativa, parceria entre Señal Colombia e Revista Raya, revelou detalhes do Projeto Júpiter, um plano de 1,7 milhão de dólares voltado a influenciar as eleições presidenciais por meio de oficinas de doutrinação em grandes empresas e produção massiva de desinformação nas redes sociais. O ex-chanceler Jaime Bermúdez Merizalde foi apontado como estrategista, embora tenha negado a existência do projeto.

A investigação também mostrou que o financiamento superava os 7 bilhões de pesos colombianos, com objetivo de exacerbar medo e indignação entre a população. Documentos indicam que a estratégia incluía a criação de páginas como “Está em nossas mãos” e “Todo pode ser melhor ou pior”, com conteúdos voltados a manipular tendências políticas nas plataformas digitais.

O ex-chanceler Bermúdez, conforme áudio divulgado, chegou a afirmar que Júpiter não existia, mas os jornalistas reuniram materiais que contradizem essa versão. A diretora do site La Silla Vacía, Juanita León, reconheceu a produção de conteúdos sob contratos, embora tenha negado menções a candidatos, e posteriormente declinou de participar de um debate no programa.

As denúncias foram encaminhadas à Procuradoria com o objetivo de esclarecer a possível influência dessas redes na estabilidade institucional do país. A menção a Netanyahu, Milei e Hernández situa a denúncia no tabuleiro mais amplo da disputa entre projetos políticos na América Latina, em que setores da ultradireita global atuam de forma coordenada contra governos progressistas.

Para Petro, a campanha tenta minar os avanços sociais de seu governo, que reduziu a pobreza de forma inédita e gerou condições laborais mais dignas. O presidente colombiano segue cobrando agilidade da Procuradoria na investigação dessas redes, que considera uma ameaça direta à soberania nacional e ao processo eleitoral do país.

Com informações de TELESURTV.

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Cinco locais se recusam a exibir Dark Horse antes mesmo do filme ficar pronto https://www.ocafezinho.com/2026/05/26/cinco-locais-se-recusam-a-exibir-dark-horse-antes-mesmo-do-filme-ficar-pronto/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/26/cinco-locais-se-recusam-a-exibir-dark-horse-antes-mesmo-do-filme-ficar-pronto/#respond Tue, 26 May 2026 14:45:42 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/26/cinco-locais-se-recusam-a-aparecer-em-dark-horse-filme-bolsonarista-sobre-jair-bolsonaro/
Ilustração editorial sobre Cinco locais se recusam a aparecer em ‘Dark Horse’, filme bolsonarista sobre Jair Bolsonaro. (Ilustração: Cafezinho / Wan 2.6)

O filme ‘Dark Horse’, que tenta pintar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como vítima de um complô, sofreu uma série de rejeições antes mesmo de chegar às telas. Segundo a Coluna do Estadão, pelo menos cinco locais diferentes se recusaram a alugar espaços para as filmagens da produção bolsonarista.

A equipe precisou lidar com a recusa de três hospitais públicos, que não aceitaram ter suas imagens associadas à narrativa do longa-metragem. Diante das negativas, os produtores optaram por um hospital particular e alegaram ‘perseguição política’, como apontou a reportagem do Estadão.

Outros dois estabelecimentos também recusaram participação, reforçando a resistência ao projeto que tenta transformar a facada de 2018 em um evento central de uma suposta trama contra Bolsonaro. A postura dos produtores, diante das portas fechadas, foi acusar um boicote orquestrado, tese que se alinha à narrativa conspiratória do filme.

Os bastidores revelados pelos profissionais envolvidos pintam um quadro de amadorismo gritante na condução do filme. A empresária Karina Ferreira da Gama, dona da produtora GoUp, foi descrita por funcionários como alguém que ‘não entende absolutamente nada de cinema’.

Segundo os relatos, Karina ficava ‘chocada’ com orçamentos que, para os trabalhadores do setor, eram valores padrão no mercado audiovisual. A falta de familiaridade com a logística básica de filmagens também gerou confusões, como a contratação de um cavalo de rodeio para uma cena militar.

A decisão de usar um animal de rodeio — em vez de um cavalo adestrado por profissionais de cena — transformou o set em um caos. O bicho empinou, assustado com o movimento, e a gravação foi comprometida, expondo a inépcia da produção.

Além disso, a dona da GoUp repetidamente se recusou a pagar comerciantes que teriam suas portas fechadas durante as filmagens de rua, causando atritos e atrasos. O fechamento de vias, prática comum em produções cinematográficas, tornou-se um impasse porque Karina não aceitava os acordos com os lojistas.

O filme, estrelado por Jim Caviezel, ator americano associado a produções religiosas e conspiratórias, tem no episódio da facada o eixo central da vitimização de Bolsonaro. Financiada por apoiadores do ex-presidente, a obra é vendida como contraponto à suposta ‘perseguição do sistema’.

Apesar do investimento e da ambição política, os bastidores caóticos indicam que a direita bolsonarista ainda opera com métodos improvisados e sem o profissionalismo exigido pelo mercado. O fato de um filme que paga por locações ter sido rejeitado por tantos locais é um sintoma do isolamento simbólico que a figura de Bolsonaro carrega.

Enquanto o ex-presidente tenta se manter como força política para 2026, iniciativas como ‘Dark Horse’ revelam mais sobre a fragilidade de sua máquina de propaganda do que sobre a força da sua narrativa. A recusa dos hospitais e o cavalo empinado são metáforas involuntárias de um movimento que tropeça até para contar a própria história.


Leia também: Efeito ‘Dark Horse’: Datafolha e Futura convergem em arrancada de Lula contra Flávio Bolsonaro


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Estudo revela viés político em inteligências artificiais e riscos de manipulação online https://www.ocafezinho.com/2026/05/25/estudo-revela-vies-politico-em-inteligencias-artificiais-e-riscos-de-manipulacao-online/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/25/estudo-revela-vies-politico-em-inteligencias-artificiais-e-riscos-de-manipulacao-online/#respond Tue, 26 May 2026 02:34:59 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/25/estudo-revela-vies-politico-em-inteligencias-artificiais-e-riscos-de-manipulacao-online/
Ilustração editorial sobre Estudo revela viés político em inteligências artificiais e riscos de manipulação online. (Ilustração: Cafezinho / Wan 2.6)

Um estudo publicado no repositório científico arXiv investigou a capacidade de grandes modelos de linguagem (LLMs) de código aberto serem instrumentalizados para campanhas de influência política. A pesquisa submeteu mais de 30 modelos, oriundos de dez famílias diferentes e cinco países, a uma auditoria de segurança conhecida como red-teaming, focando especialmente em agentes maliciosos que priorizam a privacidade e optam por modelos executados localmente em vez de serviços via API.

Os autores introduziram o conceito de ‘Janela de Overton’ aplicada às IAs, definida como o espectro de opiniões políticas que um modelo consegue expressar de forma confiável sobre temas controversos. O experimento também quantificou como simples comandos de ‘jailbreak’ em linguagem natural conseguem expandir essa janela, contornando as restrições programadas pelos desenvolvedores.

Um dos achados mais significativos revela que os modelos de código aberto demonstram tendência sistemática a gerar conteúdo alinhado a posições de esquerda em postagens para redes sociais. Essa assimetria política foi verificada consistentemente, indicando um viés progressista embutido na maioria dos sistemas testados, independentemente de sua origem geográfica.

Outra descoberta importante aponta que o tamanho do modelo tem efeito inverso sobre a amplitude ideológica: quanto maior a arquitetura, mais estreita se torna a janela de opiniões aceitáveis. As diferenças regionais também foram expressivas, embora o ecossistema de código aberto esteja representado de forma bastante desigual, com alguns países tendo mais modelos avaliados do que outros.

Os pesquisadores constataram que a eficácia das técnicas de jailbreak varia bruscamente entre as famílias de modelos analisadas, o que motiva a criação de métodos para identificar combinações ideais de desbloqueio. Essa variação significa que atores mal-intencionados podem escolher o modelo e o comando mais eficazes para amplificar mensagens manipuladoras, dificultando a detecção.

Diante desse cenário, o estudo propõe uma estrutura prática para auditar a maleabilidade política dos LLMs de código aberto e orientar futuras pesquisas na criação de contramedidas mais robustas. A intenção é fornecer ferramentas que permitam antecipar e neutralizar campanhas de influência antes que elas distorçam o debate público em larga escala.


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Ucrânia nega ataque a dormitório em Starobelsk apesar de evidências contrárias https://www.ocafezinho.com/2026/05/24/ucrania-nega-ataque-a-dormitorio-em-starobelsk-apesar-de-evidencias-contrarias/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/24/ucrania-nega-ataque-a-dormitorio-em-starobelsk-apesar-de-evidencias-contrarias/#respond Sun, 24 May 2026 16:02:10 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/24/ucrania-nega-ataque-a-dormitorio-em-starobelsk-apesar-de-evidencias-contrarias/
Ilustração editorial sobre Ucrânia nega ataque a dormitório em Starobelsk apesar de evidências contrárias. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro)

O comando militar ucraniano negou ter bombardeado um dormitório estudantil em Starobelsk, na República Popular de Lugansk, que resultou na morte de 21 jovens. A versão oficial sustenta que o alvo era um quartel-general da unidade russa de drones Rubikon, conforme relatou a agência Sputnik.

Entretanto, a Rússia forneceu acesso total ao local para jornalistas e observadores internacionais, que constataram a ausência de instalações militares nas proximidades. Profissionais de 19 países, incluindo membros da OTAN e União Europeia, confirmaram a natureza civil do alvo.

A declaração do Estado-Maior da Ucrânia afirma que suas forças atingiram apenas infraestrutura militar, mas a realidade dos fatos desmonta essa versão. O ataque com drones matou exclusivamente estudantes, deixando dezenas de feridos.

O chanceler russo, Serguei Lavrov, reforçou em pronunciamento que a abertura à imprensa internacional é a prova incontestável de transparência e de que Moscou não tem nada a esconder. A presença de observadores de nações que integram a própria arquitetura de segurança ocidental deslegitima qualquer tentativa de negar o caráter criminoso do bombardeio.

A manipulação narrativa de Kiev se insere em um padrão recorrente de tentativas de responsabilizar a Rússia por crimes que ela não cometeu, ao mesmo tempo em que se exime de ataques deliberados contra civis. A Rússia tem documentado cada novo massacre com rigor e disponibilizado evidências a órgãos internacionais, desafiando o silêncio seletivo das potências ocidentais.

A campanha de desinformação ucraniana encontrou repercussão imediata em veículos alinhados a Washington, mas perdeu tração assim que as primeiras imagens e relatos dos jornalistas independentes chegaram ao público. Ao tentar vender a falsa narrativa de um ataque cirúrgico contra uma unidade de drones de elite, Kiev esperava conquistar algum tipo de simpatia internacional.

Leia mais sobre o assunto na sputnikglobe.com.


Leia também: Jornalistas internacionais constatam ataque a dormitório estudantil em Starobelsk


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Cazarré espalha fake news red pill na GloboNews sem ser corrigido pela mediação https://www.ocafezinho.com/2026/05/13/cazarre-espalha-fake-news-red-pill-na-globonews-sem-ser-corrigido-pela-mediacao/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/13/cazarre-espalha-fake-news-red-pill-na-globonews-sem-ser-corrigido-pela-mediacao/#respond Wed, 13 May 2026 14:40:43 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/13/cazarre-espalha-fake-news-red-pill-na-globonews-sem-ser-corrigido-pela-mediacao/
O ator Juliano Cazarré durante participação no programa GloboNews Debate. (Foto: diariodocentrodomundo.com.br)

O ator Juliano Cazarré protagonizou um episódio de desinformação ao vivo durante o programa ‘GloboNews Debate’, repetindo narrativas falsas sobre violência de gênero e educação sexual que circulam há anos nos círculos red pill do TikTok e das redes sociais bolsonaristas. A jornalista Julia Duailibi, mediadora do debate, não confrontou nenhuma das afirmações inverídicas apresentadas pelo ator ao longo da atração.

Ao lado da psicanalista Vera Iaconelli e do consultor em equidade racial e de gênero Ismael dos Anjos, Cazarré afirmou que homens estariam sendo tratados como ‘tóxicos’ apenas por serem homens. Declarou ainda existir uma perseguição cultural masculina nas últimas décadas.

‘Eu estou falando para os homens e meninos que estão há 20 anos ouvindo que todos eles são tóxicos só pelo fato de serem homens’, disse o ator durante o programa. A afirmação mais grave veio na sequência, quando Cazarré repetiu uma narrativa já desmentida por agências de checagem.

O ator sugeriu que mulheres matariam mais homens no Brasil do que o contrário. O argumento tem origem em vídeos que circulam em redes sociais e que afirmavam que o país teria registrado 46.328 homens mortos em crimes violentos — número contestado por levantamentos do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que registra cifra em torno de 42 mil.

Os vídeos aplicavam um percentual de 6% falsamente atribuído ao Ipea para concluir que cerca de 2.760 homens teriam sido assassinados por parceiras. A comparação, conforme aponta o Diário do Centro do Mundo, mistura categorias estatísticas completamente diferentes.

O cálculo inclui homicídios em geral, latrocínios, mortes decorrentes de violência policial, confrontos ligados ao crime organizado e lesões corporais seguidas de morte. São contextos nos quais homens são maioria tanto entre vítimas quanto entre autores, sem qualquer relação com violência de gênero.

O percentual de 6% foi retirado de um levantamento global de 2013 e apresentado fora de contexto. O mesmo estudo apontava que, naquele ano, 40% dos homicídios de mulheres no mundo haviam sido cometidos por parceiros íntimos ou familiares.

Dados mais recentes da ONU, publicados no relatório ‘Gender-Related Killing of Women and Girls’ de 2023, mostram agravamento desse cenário. Segundo o documento, 60% dos feminicídios registrados globalmente são praticados por parceiros ou familiares das vítimas, enquanto entre homens apenas 12% dos homicídios ocorrem dentro do ambiente doméstico ou em relações íntimas.

Vera Iaconelli respondeu dizendo que mulheres pedem apenas para ‘não serem mortas’, enquanto homens frequentemente interpretam qualquer debate sobre masculinidade como ataque pessoal. Ismael dos Anjos questionou Cazarré sobre a origem das informações, sem, no entanto, esclarecer ao público que se tratava de uma cascata de desinformação amplamente documentada.

Cazarré também reviveu outra fake news recorrente ao sugerir que escolas brasileiras ensinam crianças a colocar preservativos com a boca. O vídeo usado há anos por grupos bolsonaristas como ‘prova’ da acusação foi gravado em uma feira universitária da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) e não em uma escola infantil.

O ator omitiu esse detalhe e a mediação do programa tampouco esclareceu o fato ao telespectador. O debate ocorreu semanas após o lançamento do curso ‘O Farol e a Forja’, criado pelo próprio Cazarré e voltado para o que ele chama de liderança masculina, espiritualidade cristã e masculinidade.

Ao defender diferenças naturais entre homens e mulheres, o ator afirmou que homens seriam mais voltados à ação e à resolução de problemas. ‘Eu quero criar meninos que tenham empatia, mas que também sejam corajosos, sejam viris, resolvam problemas’, declarou.

Vera Iaconelli rebateu dizendo que o modelo tradicional de masculinidade precisa incorporar cuidado e escuta. Ismael dos Anjos apontou que a narrativa de ‘perseguição ao homem’ ignora décadas de dados sobre violência doméstica.

Cazarré ainda classificou o funk como uma ‘perversão’, completando o pacote de narrativas conservadoras ao vivo e sob a chancela da GloboNews. A mediação do programa não ofereceu ao telespectador qualquer correção factual ao longo de toda a atração.


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Desinformação sobre PL da Misoginia cresce nas redes, diz estudo https://www.ocafezinho.com/2026/05/10/desinformacao-sobre-pl-da-misoginia-cresce-nas-redes-diz-estudo/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/10/desinformacao-sobre-pl-da-misoginia-cresce-nas-redes-diz-estudo/#respond Sun, 10 May 2026 15:20:44 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/10/desinformacao-sobre-pl-da-misoginia-cresce-nas-redes-diz-estudo/ O chamado Projeto de Lei da Misoginia se transformou em alvo de uma ofensiva de desinformação nas redes sociais, coordenada por políticos de direita, segundo levantamento do Observatório Lupa. O estudo identificou narrativas falsas, teorias conspiratórias e conteúdos produzidos com inteligência artificial para atacar o PL aprovado pelo Senado em março deste ano.

Entre os dias 24 de março e 30 de abril de 2026, os pesquisadores coletaram mais de 289 mil publicações na plataforma X sobre o tema. Também foram analisados 6,3 mil posts no Facebook, 2,9 mil no Instagram e mil no Threads.

A partir desse conjunto de dados, o observatório identificou “picos de desinformação, tendências narrativas e padrões de comportamento” nas plataformas digitais. O projeto em discussão no Congresso é o PL 896/2023, que define misoginia como “a conduta que exterioriza ódio ou aversão às mulheres”.

Caso seja aprovado pela Câmara sem alterações, o texto passará a incluir a “condição de mulher” na Lei do Racismo (Lei 7.716/1989), prevendo pena de dois a cinco anos de prisão, além de multa, para práticas enquadradas como misóginas.

Segundo a Lupa, o principal pico de engajamento da campanha de desinformação ocorreu em 25 de março, um dia após a aprovação da proposta no Senado, impulsionado por um vídeo publicado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). O parlamentar associou ao PL da Misoginia trechos de outro projeto de lei, o PL 4224/2024, da senadora Ana Paula Lobato, que tratava da Política Nacional de Combate à Misoginia, mas que não fazia parte do texto aprovado no Senado.

De acordo com o levantamento, a publicação alcançou ao menos 751 mil visualizações em apenas 24 horas. Posteriormente, o vídeo foi apagado e republicado sem o trecho relacionado ao outro projeto.

O estudo também aponta que uma das principais narrativas disseminadas nas redes foi a de que o projeto restringiria a liberdade de expressão e poderia ser utilizado para “perseguir a direita”.

Outra linha recorrente de desinformação afirmava que perguntar a uma mulher se ela estava com TPM poderia levar alguém à prisão.

“As publicações mais virais sobre o PL da Misoginia têm explorado, sobretudo, o medo como motor de engajamento”, afirma o relatório.

Segundo os pesquisadores, conteúdos falsos sugeriam ainda que a proposta provocaria “demissões em massa” de mulheres ou criminalizaria trechos da Bíblia. A pesquisa identificou o uso de inteligência artificial para criar vídeos falsos sobre supostas consequências da proposta. Um dos exemplos citados envolve publicações alegando que empresários teriam começado a demitir mulheres para evitar processos relacionados à futura legislação.

Entre os atores mais influentes na circulação desses conteúdos aparecem, além de Nikolas Ferreira, o senador Flávio Bolsonaro (PL), o vereador paulistano Lucas Pavanato (PL), o comentarista político Caio Coppola e a influenciadora Babi Mendes. O relatório destaca o crescimento de termos associados à cultura misógina “redpill”, que retrata o projeto como uma ameaça aos homens.

Também foram identificadas menções recorrentes a aplicativos de transporte, em tom irônico, sugerindo medo de acusações falsas em interações cotidianas.

Para os pesquisadores, as postagens ignoram um ponto central do projeto: a misoginia, no escopo da proposta, está relacionada a práticas discriminatórias que gerem “constrangimento, humilhação, medo ou exposição indevida” em razão do gênero.

“Ao ignorar esse contexto, as postagens distorcem o debate e ampliam a desinformação”, conclui o estudo.

Fonte: Agência Brasil.

]]> https://www.ocafezinho.com/2026/05/10/desinformacao-sobre-pl-da-misoginia-cresce-nas-redes-diz-estudo/feed/ 0 Amazonas é o primeiro estado a universalizar o sinal digital da TV pública https://www.ocafezinho.com/2026/04/30/amazonas-e-o-primeiro-estado-a-universalizar-o-sinal-digital-da-tv-publica/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/30/amazonas-e-o-primeiro-estado-a-universalizar-o-sinal-digital-da-tv-publica/#respond Thu, 30 Apr 2026 08:01:24 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/30/amazonas-e-o-primeiro-estado-a-universalizar-o-sinal-digital-da-tv-publica/ O Amazonas é o primeiro estado do Brasil a universalizar o sinal de TV Pública gratuita, em todos os 62 municípios. Desta forma, os cerca de 4,3 milhões de habitantes podem ter acesso aos canais públicos de forma gratuita e imagem digital com mais qualidade.

O alcance foi ampliado na tarde de quarta-feira (29 de abril de 2026), quando o Ministério das Comunicações (MCom) inaugurou, em Manaus, as estações de TV Digital em dez municípios do Amazonas, como parte do programa coordenado pelo MCom e implementado em parceria com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que recebeu investimentos de R$ 200 milhões.

Os canais disponíveis são da Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP), que inclui os conteúdos de três emissoras da Empresa Brasil de Comunicação – a TV Brasil, o Canal Gov e o Canal Educação –, da TV Encontro das Águas e do Canal Saúde. A população passará a contar também com a multiprogramação da rede de emissoras legislativas (TV Câmara, TV Senado e TV Assembleia).

Em Manaus, o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, comentou que a iniciativa faz parte de um esforço amplo da gestão federal para descentralizar investimentos e garantir que políticas públicas alcancem as regiões mais remotas do país.

Além da TV Digital, o titular da pasta relacionou a expansão da infraestrutura à inclusão digital e ao combate à desinformação, por meio da força da comunicação pública.

“A gente não está só preocupado com a difusão, mas em levar internet e conectividade para os cantos e recantos do Brasil para que a gente possa fortalecer a inclusão digital, fortalecer o verdadeiro jornalismo, a correta informação e o combate a fakenews”, afirmou o ministro.

Durante a cerimônia de inauguração, o diretor-geral da EBC, David Butter, classificou a universalização do sinal de TV pública em todo o Amazonas como um marco concreto para a comunicação no país e que vai além do feito técnico, sendo uma conquista política, social e federativa.

“É a demonstração de que, quando há coordenação institucional e compromisso com a população, é possível vencer distâncias e superar limitações e fazer chegar a comunicação pública onde ela precisa chegar”, afirmou o diretor-geral.

Para Butter, a expansão da Rede Nacional de Comunicação Pública pelo programa Brasil Digital é um passo fundamental para garantir direitos fundamentais. “Expandir sinal significa também ampliar direito, garantir acesso à informação de qualidade e fortalecer a cidadania, a educação, a cultura, a transparência pública e a integração nacional.”

O diretor da EBC destacou que a iniciativa permite que milhões de cidadãos tenham acesso gratuito a conteúdos educativos, culturais e jornalísticos na multiprogramação, que valorizam a diversidade brasileira, além dos conteúdos legislativos.

O diretor-geral celebrou o processo de interiorização, observando que a comunicação pública cumpre o papel de alcançar localidades que muitas vezes são negligenciadas pela lógica comercial e de mercado.

“Trata-se de incluir quem antes não era alcançado, de dar visibilidade a territórios, culturas e sotaques, desafios e soluções que, muitas vezes, ficaram fora do centro da agenda da comunicação nacional”, relembrou. A autoridade ainda convidou a população amazonense a participar da comunicação pública, que é fruto do engajamento de todos, por meio da crítica, sugestões e reclamações.

Já o presidente do Sistema Encontro das Águas (TV e Rádio), Oswaldo Lopes, destacou que a emissora tem o propósito de levar a comunicação para todo o estado e citou o lema da emissora de que o Amazonas é Brasil. “Vamos caminhar cada vez mais juntos para fazer o Amazonas ser aquilo que ele é. Nosso estado sempre foi visto de uma forma meio distante. Mas, o Amazonas é Brasil.”

Fonte: Agência Brasil

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Negacionismo cresce no mundo e amplia impactos sociais e políticos https://www.ocafezinho.com/2026/04/29/negacionismo-cresce-no-mundo-e-amplia-impactos-sociais-e-politicos/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/29/negacionismo-cresce-no-mundo-e-amplia-impactos-sociais-e-politicos/#respond Wed, 29 Apr 2026 10:01:10 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/29/negacionismo-cresce-no-mundo-e-amplia-impactos-sociais-e-politicos/ Desde 2016, observa-se um crescimento global do negacionismo, associado a eventos como o Brexit e a eleição de Donald Trump, marcados por promessas não cumpridas e desinformação. Esse fenômeno se manifesta em dois principais aspectos: o negacionismo científico e o negacionismo dos fatos.

O negacionismo científico rejeita evidências e avanços da ciência, especialmente em temas como vacinação, impulsionado por fake news disseminadas nas redes sociais. Isso tem causado consequências graves, como a volta de doenças já controladas e resistência à vacina contra a covid-19, apesar de sua eficácia comprovada.

Já o negacionismo dos fatos envolve a distorção ou negação de informações verificáveis, como resultados eleitorais. Embora o debate e a crítica sejam legítimos, a manipulação da realidade compromete a compreensão dos acontecimentos. A combinação desses dois tipos de negacionismo representa um dos maiores desafios atuais, ao enfraquecer tanto a confiança na ciência quanto no jornalismo.

Na coluna Ética e Política, o professor Renato Janine Ribeiro abordou o tema em programa transmitido pela Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e disponível no YouTube.

Fonte: Jornal da USP

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Haddad denuncia fake news de Flavio Bolsonaro https://www.ocafezinho.com/2026/04/16/haddad-denuncia-fake-news-de-flavio-bolsonaro/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/16/haddad-denuncia-fake-news-de-flavio-bolsonaro/#respond Thu, 16 Apr 2026 22:29:17 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=235578 Senador atribuiu cenas do governo do próprio pai ao governo atual e distorceu o histórico das apostas esportivas , ministro da Fazenda respondeu publicamente com os dados reais.

Flávio Bolsonaro divulgou um vídeo com imagens de pessoas catando restos de comida e as atribuiu ao governo Lula.

As cenas são de outubro de 2021, quando o país era governado por Jair Bolsonaro.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, rebateu publicamente e apontou o senador como um dos responsáveis pela desinformação no período pré-eleitoral.

Haddad lembrou que o governo Bolsonaro deixou 33 milhões de brasileiros sem assistência durante a pandemia e que a fome registrada nas imagens é contemporânea àquela gestão.

O ministro também contestou a narrativa sobre apostas esportivas. A lei que autorizou o setor foi aprovada no fim do governo Temer, em 2018, com prazo de quatro anos para regulamentação , prazo que venceu durante o mandato de Bolsonaro, sem que nenhuma regra fosse estabelecida.

A ausência de fiscalização permitiu que empresas de apostas crescessem sem controle, patrocinando times, contratando influenciadores e construindo influência no Congresso.

O governo Lula regulamentou o setor, passou a cobrar impostos, proibiu o acesso de crianças e vedou o uso de benefícios sociais nas plataformas.

Com informações de Haddad_Fernando (nome do canal do X): https://x.com/Haddad_Fernando/status/2044896663362208225.

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Lula critica duramente Flávio Bolsonaro por espalhar fake news com vídeo antigo e promete ano da verdade https://www.ocafezinho.com/2026/04/14/lula-critica-duramente-flavio-bolsonaro-por-espalhar-fake-news-com-video-antigo-e-promete-ano-da-verdade/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/14/lula-critica-duramente-flavio-bolsonaro-por-espalhar-fake-news-com-video-antigo-e-promete-ano-da-verdade/#respond Tue, 14 Apr 2026 18:11:33 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/14/lula-critica-duramente-flavio-bolsonaro-por-espalhar-fake-news-com-video-antigo-e-promete-ano-da-verdade/ O presidente Lula criticou duramente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por divulgar um vídeo antigo de pessoas recolhendo alimentos em caminhão de lixo em Fortaleza, no Ceará, como se as imagens representassem falhas do governo atual.

O material foi gravado em 2021, durante a gestão de Jair Bolsonaro, e havia sido publicado originalmente pela Folha de S.Paulo em reportagem sobre o aumento da insegurança alimentar no país naquele período. Lula afirmou que o senador utilizou o conteúdo fora de contexto para atacar a administração federal.

Em entrevista ao Diário do Centro do Mundo, ao Brasil 247 e ao Fórum, conforme apurado pelo portal DCM, o presidente prometeu que este será o ano da verdade.

Ele declarou que quem mentiu será pego de calças curtas e citou explicitamente Flávio Bolsonaro como exemplo dessa prática. Lula enfatizou que a mentira tem que ter vida curta e a verdade tem que durar, ao defender um debate político baseado em fatos concretos, especialmente com a aproximação das eleições de 2026.

O mandatário reforçou que não se pode permitir que uma mentira tenha vida longa no espaço público. Ao mencionar diretamente o caso de Flávio Bolsonaro, Lula afirmou: não vamos deixar uma mentira ter vida longa.

As declarações ocorreram em resposta à publicação feita pelo senador em suas redes sociais, associando as imagens antigas ao atual governo federal.

Lula alertou que o uso recorrente de imagens distorcidas representa risco ao processo eleitoral e defendeu que o embate político seja travado com seriedade. Segundo ele, se o debate for pautado pela desinformação, o resultado pode ser um desastre para a democracia. O presidente posicionou o combate à fake news como prioridade para os próximos meses, estabelecendo que disseminar conteúdos manipulados trará consequências políticas.

As declarações buscam delimitar os termos do debate público nos meses que antecedem o pleito de 2026. Lula defendeu padrões elevados de clareza e honestidade para que a sociedade possa avaliar os candidatos com base na realidade e não em narrativas fabricadas. O episódio aprofunda a polarização já existente entre os campos políticos e coloca a veracidade das informações no centro das discussões eleitorais.


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Alckmin: ‘Não vai ter aumento de imposto para celular ou notebook’ https://www.ocafezinho.com/2026/03/01/alckmin-nao-vai-ter-aumento-de-imposto-para-celular-ou-notebook/ https://www.ocafezinho.com/2026/03/01/alckmin-nao-vai-ter-aumento-de-imposto-para-celular-ou-notebook/#comments Sun, 01 Mar 2026 21:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=226473 1 Comentário 🔥]]> Em vídeo, vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços combate fake news e nega que haverá aumento de impostos de importação sobre eletroeletrônicos de uso pessoal. “Pra gente passar de fase”, diz Geraldo Alckmin.

“Alô, comunidade gamer, presta atenção neste recado: não vai ter aumento de imposto para celular, notebook, gabinete, memória, roteador, processador, placa-mãe, led. Nada disso vai ter aumento de imposto de importação”.

Com esta frase, Geraldo Alckmin dá início a vídeo em que desmente burburinho que tomou conta das redes sociais nos derradeiros dias da semana passada.

Publicado na noite da última sexta-feira (27/2), o vídeo havia alcançado 10,6 milhões de likes e 8,5 milhões de repostagens até o início da noite de sábado, no perfil @govbr no Instagram.

Com estética gamer, o vídeo apresenta o vice-presidente e ministro da Indústria, Comércio e Serviços inserido no mundo virtual para garantir que celulares e outros eletroeletrônicos de uso pessoal não vão subir de preço por causa de um suposto novo imposto de importação.

A confusão nas redes sociais se deu por conta de portaria da Câmara de Comércio Exterior (Camex) que eleva imposto de importações sobre insumos e equipamentos que entram no Brasil com preços muito baixos, se comparados aos mesmos que são produzidos por indústrias nacionais. Ou seja, a medida pretende, segundo a Camex, proteger os fabricantes brasileiros de uma concorrência desigual. Um exemplo dessa concorrência desigual são os computadores de alto desempenho, para uso em datacenters.

Nada a ver com celulares.

98% dos celulares que são vendidos no mercado nacional são produzidos no Brasil. Só 2% são importados. Mas, nas redes sociais, espalhou-se a informação de que todos os celulares iam aumentar de preço por causa de uma nova alíquota de importação.

Além de Alckmin desmentir o que classifica de “notícias falsas”, a Camex decidiu revogar alíquota que incidiria sobre apenas 2% dos celulares que são comprados diretamente do exterior.

Publicado originalmente pela Agência Gov em 01/03/2026

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Nikolas Ferreira mente de novo: a verdade que o bolsonarista esconde sobre as tarifas de importação https://www.ocafezinho.com/2026/02/26/nikolas-ferreira-mente-de-novo-a-verdade-que-o-bolsonarista-esconde-sobre-as-tarifas-de-importacao/ https://www.ocafezinho.com/2026/02/26/nikolas-ferreira-mente-de-novo-a-verdade-que-o-bolsonarista-esconde-sobre-as-tarifas-de-importacao/#comments Thu, 26 Feb 2026 17:23:02 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=226361 3 Comentários 🔥]]>

O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) está explodindo nas redes com mais uma onda de pânico artificial. Milhões de visualizações, stories histéricos, lives alarmistas… tudo para dizer que o governo “aumentou imposto em tudo” e que seu celular e seu PC vão ficar proibitivamente caros.

É a mesma velha tática: criar terror psicológico para atacar o governo. Só que, como sempre, a realidade é bem diferente da narrativa dele.

Vamos aos fatos.

O que realmente aconteceu foi a publicação de duas resoluções do Gecex na mesma semana:

  • A de nº 852 (4 de fevereiro) reajustou as alíquotas do Imposto de Importação para uma lista de Bens de Informática e Telecomunicações.
  • Dois dias depois, veio a nº 853 (6 de fevereiro), que já corrige e protege exatamente o que precisa ser protegido.

Celulares? A gritaria dos 4% é puro teatro.

Sim, a alíquota de importação de smartphones subiu de 16% para 20%. Aumento real de 4%. Mas olha o número que Nikolas “esquece” de mencionar: 95% dos celulares vendidos no Brasil em 2025 foram fabricados aqui dentro. Esses não pagam nem um centavo de imposto de importação. O reajuste bate só nos 5% restantes — basicamente os modelos de luxo caríssimos que ninguém da classe média compra mesmo.

Resumo: a imensa maioria dos brasileiros não vai sentir absolutamente nada no bolso.

O Real forte faz o resto

Ainda tem o câmbio. O dólar está caindo frente ao real e a tendência é continuar. Isso barateia os produtos importados no mercado internacional. Na prática, o ganho cambial come o aumento de 4% do imposto e ainda sobra. Preços tendem a se estabilizar sozinhos. Mas isso o deputado não conta, né? Pânico vende mais.

O escudo de verdade: o Ex-tarifário

E para os componentes que o Brasil realmente não fabrica (processadores top de linha, placas de vídeo high-end, etc.) o governo já colocou uma blindagem.

A Resolução 853 criou uma “via expressa” de isenção temporária:

  • De 9 de fevereiro a 31 de março de 2026, quem importar esses itens pode pedir redução a zero do imposto.
  • Tem 120 dias de proteção provisória enquanto o MDIC analisa se realmente não existe produção nacional equivalente.

Ou seja: quem precisa de hardware avançado que não é feito aqui continua importando sem pagar o aumento. Ponto final.

Nikolas Ferreira sabe disso tudo. Ele só escolhe não falar.

Porque o objetivo nunca foi informar. Foi gerar raiva, medo e mais um round de “governo Lula contra o povo”. A mesma fórmula de sempre: distorcer, exagerar, omitir e lucrar com engajamento.

A real é simples: o governo está ajustando tarifas para proteger a indústria nacional que já existe (e gera emprego) e, ao mesmo tempo, mantendo portas abertas para o que ainda não conseguimos produzir aqui.

Nikolas prefere o grito fácil do que a explicação chata dos números.

Como sempre.

Fica a dica pra quem caiu no vídeo dele: antes de surtar, olhe as duas resoluções. A 852 e a 853. Juntas, elas contam a história inteira. A que o deputado não quer que você leia.

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A verdade sobre o Bolsa Família https://www.ocafezinho.com/2026/01/17/a-verdade-sobre-o-bolsa-familia/ https://www.ocafezinho.com/2026/01/17/a-verdade-sobre-o-bolsa-familia/#comments Sat, 17 Jan 2026 21:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=224665 1 Comentário 🔥]]> Bolsa Família registra recorde de inclusão escolar em 2025, desmentindo fake news. Programa reduz em 10,5% o número de alunos sem acompanhamento e registra mais 1,55 milhão de estudantes, reforçando compromisso com educação e combate à pobreza

Em um contundente desmentido às alegações falsas que circulam sobre suposto descontrole ou ineficiência, o Programa Bolsa Família registrou um avanço histórico no acompanhamento educacional em 2025.

Dados oficiais do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) revelam que 1,55 milhão de crianças e adolescentes beneficiários, que antes não tinham sua frequência escolar monitorada, foram incluídos no sistema de acompanhamento.

Este esforço de busca ativa e integração de redes resultou na mais expressiva redução do ano no número de estudantes “não localizados” (NLOC) – aqueles sem informação no sistema. Apenas nos meses de outubro e novembro, mais de 180 mil alunos foram localizados, provocando uma queda de 10,5% no indicador de NLOC em relação ao período anterior e atingindo o menor patamar do ano.

Os números rebatem diretamente narrativas enganosas que questionam a eficácia do programa. A realidade mostra fortalecimento e precisão no monitoramento:

  • Acompanhamento recorde: no último bimestre de 2025, 89,2% do público elegível teve a frequência escolar acompanhada, o maior índice anual.
  • Alto índice de conformidade: entre as famílias beneficiárias, 95,49% cumpriram plenamente as condicionalidades de educação, demonstrando adesão massiva às regras.
  • Avanço nos municípios: o número de cidades com acompanhamento escolar abaixo de 75% caiu drasticamente, de 788 em fevereiro para 338 em outubro/novembro – uma redução de 57% no número de municípios com acompanhamento limitado.

“As condicionalidades não são meras burocracias. Elas são ferramentas fundamentais para garantirmos o acesso a direitos básicos. Quando localizamos um estudante e garantimos sua permanência na escola, estamos atacando a raiz da desigualdade e rompendo o ciclo intergeracional da pobreza”, afirmou a secretária nacional de Renda de Cidadania do MDS, Eliane Aquino.

Além disso, o Bolsa Família é responsável pela quebra do ciclo da pobreza entre gerações de uma mesma família. Mais de 70% dos adolescentes que estavam em lares que recebiam o benefício, deixaram de depender dele, segundo estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Como funcionam as condicionalidades

Ao contrário do que pregam informações distorcidas, as regras são claras e cumprem papel vital de proteção social:

  • Educação: exige matrícula e frequência mínima escolar (60% para crianças de 4 a 6 anos; 75% para estudantes de 6 a 17 anos).
  • Saúde: crianças até 7 anos devem ter o calendário vacinal e o acompanhamento nutricional em dia. Gestantes precisam realizar o pré-natal.

O descumprimento, após notificações e oferta de apoio, pode levar à suspensão do benefício. O mecanismo serve justamente para identificar situações de vulnerabilidade, como risco de evasão escolar ou negligência, acionando a rede de assistência.

Busca ativa escolar

Esta é a espinha dorsal do sucesso. Equipes intersetoriais (educação, saúde, assistência social) usam plataformas digitais para identificar, localizar e reinserir cada criança ou adolescente fora da escola, assegurando não apenas o retorno, mas também a permanência nos estudos.

Para 2026, a meta do MDS é ambiciosa e factível: ampliar ainda mais os resultados e monitorar a frequência escolar de mais de 95% do público total do Bolsa Família, consolidando o programa como pilar indiscutível de inclusão educacional e justiça social no Brasil.

Com informações do Ministério do Desenvolvimento Social e Agência Gov em 17/01/2026

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Alerta! Nova onda de fake news envolvendo taxação do PIX https://www.ocafezinho.com/2026/01/14/alerta-nova-onda-de-fake-news-envolvendo-taxacao-do-pix/ https://www.ocafezinho.com/2026/01/14/alerta-nova-onda-de-fake-news-envolvendo-taxacao-do-pix/#respond Wed, 14 Jan 2026 23:30:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=224560 Receita Federal orienta a população sobre mentiras difundidas por Nikolas Ferreira

Uma nova onda de desinformação voltou a assustar brasileiros nas redes sociais, com falsas alegações de que a Receita Federal passaria a tributar ou monitorar individualmente as transações feitas pelo PIX.

A polêmica foi reacendida nesta semana por um vídeo do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que já havia protagonizado episódio semelhante há exatamente um ano.

No vídeo, que já acumula milhões de visualizações, o parlamentar dirige-se a trabalhadores informais e autônomos com uma afirmação alarmante.

“Você que é feirante, manicure, motoboy, ambulante e autônomo, se você movimentar mais de R$ 5 mil por mês pelo Pix e isso não bater com o que você declarou no Imposto de Renda, a Receita vai saber. E você pode cair na malha fina”, afirmou.

“São completamente falsas as informações sobre monitoramento de movimentações financeiras via PIX para fins de tributação, afirmou a Receita Federal.

A Constituição Federal proíbe a tributação de movimentações financeiras.

O motivo da fake news

Mentiras desse tipo voltam a circular nas redes sociais com o objetivo de enganar as pessoas e atender aos interesses do crime organizado.

A Instrução Normativa da Receita Federal nº 2.278 de 2025, que é atacada mentirosamente como se tratasse de monitoração de PIX, na verdade apenas estende às fintechs as mesmas obrigações de transparência que sempre foram aplicadas às instituições financeiras, sem qualquer detalhamento ou identificação de movimentações financeiras.

Essa Instrução Normativa é essencial para evitar que fintechs voltem a ser utilizadas por organizações criminosas para lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio, como vimos na Operação Carbono Oculto.

O objetivo é combater crimes graves e não fiscalizar o cidadão.

A mecânica do boato

A Receita Federal alerta que disseminar mentiras, fake news e pânico financeiro com essa finalidade é uma prática perigosa, porque incentiva criminosos a aplicarem golpes contra as pessoas com base na mentira.

No momento em que esse tipo de fake news é lançada, os criminosos se aproveitam para enviar anúncios e mensagens falsas via redes sociais e outras formas de comunicação, como telefone e WhatsApp, com a finalidade de coagir as vítimas.

Outro ponto importante é que quem divulga fake news, além de incentivar o crime, também se beneficia com a movimentação e monetização em cima desse tipo de assunto nas redes sociais, gerando descrença e desconfiança no PIX brasileiro.

Com informações da Agência Gov em 14/01/2026

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Receita nega taxação de transações financeiras a partir de R$ 5 mil https://www.ocafezinho.com/2025/12/29/receita-nega-taxacao-de-transacoes-financeiras-a-partir-de-r-5-mil/ https://www.ocafezinho.com/2025/12/29/receita-nega-taxacao-de-transacoes-financeiras-a-partir-de-r-5-mil/#respond Mon, 29 Dec 2025 20:36:01 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=223688 Governo desmentiu notícias falsas que circulam em redes sociais

O Ministério da Fazenda, por meio da Receita Federal, desmentiu nesta segunda-feira (29), em Brasília, informações que circulam nas redes sociais e que afirmam que transações financeiras a partir de R$ 5 mil seriam taxadas.

“As fake news que estão circulando inventaram, desta vez, uma multa de 150% para quem não pagar o falso tributo”, destacou a Receita Federal em comunicado.

A nota lembra que a Constituição Federal proíbe a tributação de movimentações financeiras. “Isso não existe e nunca irá existir nos termos da Constituição atual”, reforçou a Receita.

Falso

Ela destacou, ainda, que não existe nenhuma tributação de 27,5% sobre transações. “É completamente falso”, frisou.

“Também é mentira que exista qualquer multa de 150% por falta de declaração”, completou a Receita.

Por fim, o comunicado destaca que não existe tributação por movimentação financeira. “A Receita Federal esclarece que disseminar mentiras, fake news e pânico financeiro interessa apenas a criminosos”, finaliza a nota.

Publicado originalmente pela Agência Brasil em 29/12/2025

Por Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Edição: Kleber Sampaio

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A manipulação ideológica (e mentirosa) do “déficit das estatais” https://www.ocafezinho.com/2025/11/29/a-manipulacao-ideologica-e-mentirosa-do-deficit-das-estatais/ https://www.ocafezinho.com/2025/11/29/a-manipulacao-ideologica-e-mentirosa-do-deficit-das-estatais/#comments Sat, 29 Nov 2025 17:06:45 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=222160 4 Comentários 🔥]]> “Não há nenhuma razão de natureza política, estratégica, econômica que justifique a presença de empresas estatais no Brasil”, disse Maílson Nóbrega, ex-ministro da Fazenda, em entrevista à Globonews. Para ele, até a Petrobras poderia ser entregue ao setor privado, porque o país “já não precisa mais de estatais”. É a expressão mais cristalina da visão neoliberal que domina parte da elite econômica e pauta boa parte da cobertura jornalística sobre o tema.

Essa declaração não aparece isolada. Ela ajuda a compor o clima político e ideológico que molda a forma como a imprensa interpreta — e distorce — os dados fiscais, preparando o terreno para transformar qualquer dado parcial em narrativa alarmista contra as empresas públicas.

E há outro detalhe que a imprensa neoliberal jamais menciona: o exemplo da China. Lá, as empresas estatais formam a espinha dorsal da economia, representam parcela significativa do PIB, sustentam investimentos em infraestrutura, mantêm o desemprego baixo e permitem que a carga tributária sobre empresas e cidadãos seja muito menor que a brasileira. As estatais chinesas não são vistas como problema, mas como instrumentos estratégicos de desenvolvimento. Lucrativas, financiadoras do crescimento e fundamentais para amortecer crises, representam a antítese completa da narrativa vendida aqui.

É nesse ambiente que a imprensa neoliberal se finge de sonsa.

Ela usa um dado do Banco Central que fala em “estatais federais”, mas exclui Petrobras, Banco do Brasil, Caixa, BNDES e todo o sistema financeiro público. Mesmo assim, transforma esse recorte em narrativa sobre um suposto rombo generalizado.

O número divulgado vem de uma linha da tabela de Necessidades de Financiamento do Setor Público. Essa linha inclui apenas cerca de vinte estatais não dependentes, criadas para fins fiscais e não para representar o panorama real das empresas públicas brasileiras.

No acumulado de janeiro a outubro, esse recorte mostra déficit de aproximadamente seis bilhões de reais, apenas 0,06% do PIB. O valor vem caindo: estava em 0,08% do PIB em julho e recuou para 0,07% em agosto e setembro.

O indicador ideal para avaliar tendência fiscal é o acumulado em doze meses. Até outubro de 2025, esse mesmo grupo restrito registra déficit de cerca de oito bilhões de reais, em torno de 0,05% do PIB. Número quase irrelevante diante do déficit nominal total do setor público: 1 trilhão e 24 bilhões de reais, equivalente a 8,18% do PIB.

Antes que os alarmistas tentem usar esse dado para brandir seu terrorismo fiscal, é preciso observar a trajetória. Em outubro de 2024, o déficit nominal estava em 9,40% do PIB. Mesmo com juros mais altos hoje, o governo está conseguindo estabilizar e melhorar as contas públicas.

No auge da pandemia, em 2020, o déficit nominal chegou a 13,48% do PIB. A tendência tem sido de estabilidade e queda, resultado direto do esforço fiscal do governo em ambiente de juros elevados.

As previsões do mercado sugerem estabilidade em 2026 e queda para 7% em 2027 e 2028.

Dentro do pequeno grupo de estatais incluídas no recorte, o resultado negativo é puxado principalmente pelos Correios. A empresa sofre impactos profundos da mudança tecnológica: queda do volume de cartas, avanço de serviços digitais e competição privada intensa. Em 2024, registrou déficit próximo de três bilhões e duzentos milhões de reais.

A Infraero também contribui de forma marginal, após perder receitas com a concessão de aeroportos. As demais empresas apresentam resultados positivos ou estáveis. O governo já está ajustando os Correios para adequar a empresa ao novo ambiente tecnológico e operacional.

Quando se olha o universo completo das estatais federais, a narrativa do “rombo” simplesmente desmorona.

Segundo o Relatório Agregado das Empresas Estatais Federais 2025, ano-base 2024, as 44 empresas estatais de controle direto registraram lucro líquido de 116,6 bilhões de reais. Realizaram 96 bilhões em investimentos. Faturaram 1,3 trilhão. E pagaram 152,5 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio, dos quais 72,1 bilhões foram diretamente para a União.

A Petrobras sozinha distribuiu 100,7 bilhões em dividendos no ano. Os bancos públicos somaram 79,6 bilhões em lucro. São esses números que somem das manchetes que tentam vender a ideia de que o setor estatal está quebrado.

Aqui que entra um ponto importante. O governo divulga os números completos, mas apenas em relatórios anuais, publicados muito tempo depois do ano fiscal encerrado. É um erro estratégico. A Sest já possui o método, os sistemas e as bases de dados para consolidar o desempenho das estatais. Nada impede que o governo publique relatórios mensais abrangendo todas elas — inclusive Petrobras e bancos públicos. Isso desmontaria preventivamente as narrativas alarmistas e impediria a imprensa de transformar um recorte limitado em verdade oficial.

O que existe, de fato, é um problema localizado nos Correios, agravado por um choque tecnológico profundo. O restante é narrativa ideológica destinada a desqualificar empresas públicas que são lucrativas, estratégicas e essenciais para o desenvolvimento do país.

As estatais brasileiras, no conjunto, dão lucro, investem, geram empregos e devolvem recursos substanciais ao Tesouro. Elas ajudam a evitar aumentos de impostos e sustentam áreas estratégicas da economia. O suposto “rombo das estatais” não passa de uma fake news cuidadosamente construída, com finalidade política muito clara.

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Allan dos Santos é indiciado por difamação, injúria e incitação ao crime https://www.ocafezinho.com/2025/08/21/allan-dos-santos-e-indiciado-por-difamacao-injuria-e-incitacao-ao-crime/ https://www.ocafezinho.com/2025/08/21/allan-dos-santos-e-indiciado-por-difamacao-injuria-e-incitacao-ao-crime/#respond Thu, 21 Aug 2025 16:05:13 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=215887 O blogueiro bolsonaristaAllan dos Santos foi indiciado pela Polícia Federal por cometer atos de difamação, injúria, desobediência e incitação ao crime. O relatório da investigação foi encaminhado ao STF (Supremo Tribunal Federal) nesta quarta-feira (19).

Ele fugiu da justiça brasileira em 2021 após ter sua prisão decretada pelo ministro Alexandre de Moraes do STF. Allan dos Santos criava diversos perfis falsos na internet para espalhar fake news difamatórias de inimigos políticos da extrema-direita, e desrespeitou “sistematicamente” decisões do Supremo. Hoje ele reside nos EUA.

A PF encontrou diversas fake news criadas por Allan dos Santos. Um exemplo citado no relatório é “uma postagem contendo uma denúncia de financiamento ilegal de políticos de esquerda, incluindo Lula, por parte do governo venezuelano.”

O inquérito da investigação destaca que o blogueiro usou os perfis falsos para burlar ordens judiciais. Os investigadores também identificaram acessos às suas contas por um dispositivo nos Estados Unidos, que provavelmente era de dos Santos.

“A investigação já conseguiu qualificar o investigado e obter dados relevantes sobre seus perfis. Os relatórios de análise de postagens demonstraram a natureza pejorativa e conspiratória dos conteúdos, corroborando as acusações iniciais”, descreve a conclusão do documento.

Ainda nesta quarta, Moraes encaminhou o relatório da PF para PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifestar no prazo de 15 dias. Caso ele seja condenado, um pedido de extradição poderá ser feito aos Estados Unidos.

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Código Eleitoral com voto impresso e 30% de candidatura feminina vai a Plenário https://www.ocafezinho.com/2025/08/21/codigo-eleitoral-com-voto-impresso-e-30-de-candidatura-feminina-vai-a-plenario/ https://www.ocafezinho.com/2025/08/21/codigo-eleitoral-com-voto-impresso-e-30-de-candidatura-feminina-vai-a-plenario/#comments Thu, 21 Aug 2025 16:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=215855 1 Comentário 🔥]]> Aprovado na CCJ, Código Eleitoral vai a Plenário com mudanças como voto impresso

Voto impresso pela urna eletrônica, manutenção da obrigatoriedade de 30% de candidaturas femininas, reserva de 20% das cadeiras nas casas legislativas para mulheres e quarentena para “agentes da lei” são pontos do novo Código Eleitoral aprovados nesta quarta-feira (20) pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O projeto de lei complementar (PLP) 112/2021 foi negociado até o último minuto no colegiado e agora segue para análise em regime de urgência no Plenário.

Após muitas reuniões e negociações, a CCJ acatou o texto-base por 20 votos a favor e seis contra. Desde o início da tramitação da matéria na comissão, foram apresentadas quase 400 emendas e seis relatórios, além de várias complementações de voto pelo senador Marcelo Castro (MDB-PI). Na reunião desta quarta-feira, foram levantados cinco destaques (voto em separado de emendas), dos quais três foram acatados pelo colegiado.

Voto impresso

O primeiro destaque deliberado foi apresentado pelo Partido Progressista (PP). Por 14 votos a favor e 12 contra, os senadores aprovaram a emenda do senador Esperidião Amin (PP-SC) que define a obrigatoriedade de a urna imprimir o registro de cada voto. A medida vinha sendo rejeitada por Marcelo Castro e foi amplamente comemorada pela oposição.

“Por mais confiáveis que sejam todas as pessoas envolvidas no processo do sistema eleitoral e por mais maduro que sejam os softwares, eles sempre possuirão possíveis vulnerabilidades e necessidade de aperfeiçoamento. A um software não basta ser seguro, precisa parecer seguro e transparente para o cidadão comum”, expôs o senador Amin ao destacar recomendação feita pela Polícia Federal em 2018 sobre as urnas eletrônicas.

“O voto impresso é um ponto de divergência nacional. E eu acho que a gente tem que pacificar o país. Pelo amor de Deus! A questão não é querer ter razão, é ser feliz. Então, para pacificar o país e ser feliz, é o voto impresso”, afirmou o senador Carlos Portinho (PL-RJ).

Candidatura feminina

A bancada feminina lutou pela manutenção da obrigatoriedade de 30% de candidatas nas chapas. O relator retirava a punição para partidos que não conseguissem cumprir o percentual de candidaturas. A suspensão da punição era um contraponto à proposta de reserva de 20% das cadeiras nas casas legislativas para as mulheres.

Mas com aprovação do destaque por 18 votos favoráveis e cinco contrários, a partir de emenda apresentada pela senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO), mantém-se a reserva de 20% das cadeiras para as mulheres nas casas legislativas, ao mesmo tempo em que se preserva a exigência de 30% de candidaturas femininas.

A principal inovação da emenda é a inclusão de uma exceção para os casos de desistência de candidaturas femininas após o prazo legal para substituição. Atualmente, quando uma candidata desiste após este prazo, o partido é obrigado a cancelar candidaturas masculinas para manter a proporção mínima de 30%, o que tem gerado distorções, segundo a senadora.

“Eu tento conciliar, porque muitos partidos alegam que algumas mulheres desistem depois do período em que não podem mais ser substituídas, e aí prejudicam o partido: tem que tirar homens. Então, a minha emenda resolve esse problema”, afirmou a senadora.

Para Dorinha, houve muitos avanços no texto do Código Eleitoral, mas o pleito maior das mulheres não estava sendo acatado.

“Não é legitimo, nem honesto dizer que não avançamos com relação às cotas. À medida que foi lançada sanção com o financeiro tivemos mudanças. O sistema eleitoral tem um grande peso, mas não estamos tratando de sistema eleitoral. Agradecemos os 20% de cadeiras efetivas, só não dá para ceder os 30% de candidatura, em detrimento de 20% de vagas”, disse a senadora Dorinha.

A senadora Zenaide Maia (PSD-RN) reforçou a posição de que a perda de 30% no mínimo de candidaturas e no financiamento iria prejudicar as mulheres.

“Hoje a gente tem 19% de representatividade no Senado sem isso aí [reserva de vagas]; ou seja, vamos deixar as mulheres com 20% por mais 20 anos, e os homens continuam com 80% das vagas. Isso é um absurdo, gente. E aí que ninguém aqui que vota a favor de Código Eleitoral tirando conquista das mulheres venha dizer que defende mulher ou que combate a violência contra a mulher, porque a gente sabe que a prevenção é o empoderamento. E esse projeto aqui vai deixar a gente mais 20 anos em banho-maria, com 80% de representatividade masculina e 20% de mulher, com algo que a gente não tem a certeza”, disse a senadora ao defender a obrigatoriedade de manutenção do percentual de candidaturas femininas.

Já para a senadora Eliziane Gama (PSD-MA) defendeu os 20% de vagas de cadeira feminina, definindo como “o que nós precisamos”.

“Quando foi que nós evoluímos na participação feminina brasileira? Quando nós tivemos a obrigação de a mulher ter acesso ao orçamento. Trinta por cento de vagas para mulheres. Ótimo! Mas a gente não tinha 30% de acesso ao orçamento, ao Fundo Eleitoral e nós mudamos isso. (…) Ter 20% é carregar ainda mais esse percentual. Nós passaremos de 20%, porque hoje os 11 estados brasileiros que têm menos de 20% terão 20%; ou seja, os estados que têm baixa participação puxarão o Brasil para uma posição melhor”.

O relator ponderou que já houve várias tentativas para melhorar a participação das mulheres na política, mas disse que a reserva de candidatura não muda o percentual de participação feminina na política. O problema, segundo o senador, é o sistema eleitoral.

Recursos próprios

A CCJ também aprovou destaque apresentado pelo senador Jaime Bagattoli (PL-RO) para que os candidatos possam usar recursos próprios em sua campanha até o total de 100% dos limites previstos para gastos de campanha no cargo em que concorrer.

“É impossível nós aceitarmos que um cidadão pegue R$ 3 milhões do fundo partidário, e o outro, que queira colocar o dinheiro dele, só possa colocar 10% desse valor, R$ 300 mil. Nós temos que nos equalizar, e isso não é abuso de poder econômico do candidato que tem o dinheiro. Ele poderá colocar os 100% até o teto”, expôs.

Foi rejeitado destaque apresentados pela bancada do PT que propunha uma regra de proporcionalidade em relação ao tamanho da federação, com acréscimo em 10% a cada partido que a integre. Também não passou destaque do senador Humberto Costa (PT-PE) para que fosse implementada a lista fechada, na qual onde os eleitores votam apenas em partidos e não nos candidatos.

Quarentena

Outro ponto polêmico, a quarentena de “agentes da lei” foi revista pelo relator e assim ganhou apoio. Na última complementação de voto, Marcelo Castro propôs reduzir de dois para um ano antes das eleições o prazo de desincompatibilização para que magistrados, membros do Ministério Público, policiais federais, rodoviários federais, policiais civis, guardas municipais, militares e policiais militares concorram a cargo eletivo. Também inseriu nesse rol as polícias penais federais, estaduais e distrital, antes não citadas.

O novo texto prevê ainda que o afastamento dos magistrados e dos membros do Ministério Público será permanente, conforme prevê a Constituição. Já no caso dos militares, também conforme já previsto no texto constitucional, o afastamento será conforme o tempo de serviço. E no caso dos policiais civis, penais e federais e de guardas municipais, o afastamento será temporário e apenas das funções inerentes à atividade-fim.

“Chegamos a um acordo de que os policiais civis e os delegados não precisariam se afastar. Mas eles não poderiam exercer as funções-fim, ou seja, um delegado que vai ser candidato, um ano antes da eleição, não pode presidir inquéritos. Porque senão ele poderia favorecer um lado em detrimento de outro. Ele não pode estar na rua com o fuzil na mão, atrás de criminosos, porque ele podia estar fazendo uma promoção pessoal. Mas ele continua trabalhando nas suas polícias em funções administrativas”, disse Castro.

Para o senador Fabiano Contarato (PT-ES), ex-delegado da Polícia Civil, o novo texto foi um avanço. O senador Sergio Moro (União-PR) também agradeceu as alterações com relação à quarentena e o acolhimento de emenda que na essência preserva a Lei da Ficha Limpa.

“Com essas duas alterações e outras que foram acatadas em relações a emendas de colega, creio que o Código Eleitoral tem condições de avançar. Mas fica aqui o alerta, a preocupação para saber se essas construções vão ser mantidas lá na Câmara dos Deputados. (…)  Preservar a Lei da Ficha Limpa é importante para o país, foi uma conquista popular, porque, afinal de contas, foi um projeto de lei de iniciativa popular, é um projeto que faz sentido, a gente quer deixar fora da vida pública aqueles que cometem crimes, aqueles que não têm a confiança de exercer um mandato, por conta de terem incorrido em atividades criminais, e, da mesma forma, não podemos discriminar e estabelecer requisitos arbitrários para que agentes da lei possam participar do pleito eleitoral”, expôs Moro.

Fake news

Outra alteração refere-se às penas aplicadas para o crime de divulgação de fatos inverídicos, ou fake news. Enquanto o substitutivo anterior previa pena de reclusão de um a quatro anos e multa, o novo texto estabelece apenas a detenção de dois meses a um ano e multa.

“Tiramos tudo que criminalizava a questão de fake news que veio da Câmara e colocamos o que já existe hoje na legislação que nós aprovamos em 2021, inclusive por unanimidade aqui no Senado Federal e por esses mesmos senadores que estão hoje aqui”, disse o relator.

O substitutivo anterior também previa aumento de pena se a divulgação do fato inverídico tivesse o objetivo de atacar os processos de votação, apuração e totalização de votos, para estimular a desordem ou a recusa dos resultados das eleições. Porém, essa previsão foi retirada do texto no adendo ao relatório.

Propaganda eleitoral

Quanto à propaganda eleitoral, o relator modificou o texto que proibia “a divulgação de fatos sabidamente inverídicos para causar atentado grave à igualdade de condições entre candidatos no pleito ou embaraço, desestímulo ao exercício do voto e deslegitimação do processo eleitoral”.

“Fizemos um acordo com o líder da Oposição [Rogério Marinho (PL-RN)], para retirar esta expressão: “desestímulo ao exercício do voto e deslegitimação do processo eleitoral”. Foi o acordo que nós fizemos para podermos votar aqui”.

Fundo Partidário

O relator também acatou parcialmente emenda da senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) para que o repasse do Fundo Partidário seja feito trimestralmente.

“Mas a emenda foi feita de um jeito que tem uma multa atual de 12,5% se não for cumprido esse repasse, e ficou de fora a multa. Então nós estamos retornando a multa, que já existe na legislação atual”.

Presidente da CCJ, o senador Otto Alencar (PSD-BA) salientou que a possibilidade de atraso do repasse para o partido tem que ser levada em consideração.

“Às vezes, não se faz o repasse, ele vai ser multado sem receber o recurso. Então, tem que botar essa observação também, acho que trimestral com essa observação”, afirmou.

Publicado originalmente pela Agência Senado em 20/08/2025

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Número de autocracias supera o de democracias no mundo, diz estudo https://www.ocafezinho.com/2025/07/28/numero-de-autocracias-supera-o-de-democracias-no-mundo-diz-estudo/ https://www.ocafezinho.com/2025/07/28/numero-de-autocracias-supera-o-de-democracias-no-mundo-diz-estudo/#respond Mon, 28 Jul 2025 22:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=213755 Três em cada quatro pessoas no mundo vivem em uma autocracia

As autocracias passaram a ser maioria no mundo, segundo o Relatório da Democracia 2025, do Instituto V-Dem, ligado à Universidade de Gotemburgo, na Suécia. Os dados do estudo mostram que o mundo tinha, ao final de 2024, 88 democracias e 91 autocracias, uma inversão em relação ao ano anterior. Anualmente, o instituto publica dados sobre a situação da democracia no mundo.

O levantamento considera autocracia o regime político em que o poder está concentrado em uma pessoa ou grupo político, com pouco ou nenhum controle democrático, e liberdades civis e políticas restringidas. No caso da democracia, há eleições multipartidárias, livres e justas; graus satisfatórios de sufrágio, liberdade de expressão e liberdade de associação e restrições judiciais e legislativas ao Poder Executivo são cumpridas, juntamente com a proteção das liberdades civis e a igualdade perante a lei.

De acordo com o relatório, cerca de três em cada quatro pessoas no mundo, ou 72% (5,8 bilhões de pessoas), vivem atualmente em autocracias – o nível mais elevado desde 1978. Os pesquisadores analisaram 179 países em 2024.

Segundo o texto, os regimes autocráticos estão concentrados no Oriente Médio, norte de África, Ásia do Sul e Central, e na África Subsariana. Já os países democráticos são mais comuns na Europa Ocidental e na América do Norte, assim como em algumas partes do Leste Asiático e do Pacífico, na Europa do Leste e na América do Sul.

Polarização e desinformação

O levantamento coloca a desinformação e a polarização política entre as principais ameaças às democracias. De acordo com o estudo, a desinformação é utilizada pelos governos autocráticos para inflacionar propositadamente sentimentos negativos na população e criar um sentimento de desconfiança.

Já a polarização serve para reduzir a confiança nas instituições governamentais.

“Estudos sugerem que a polarização se torna frequentemente uma ajuda para os governos espalharem a desinformação, enfraquecendo a democracia. Se a polarização for elevada, os cidadãos estão mais dispostos a trocar os princípios democráticos por outros interesses ou a ajudar o seu lado a ganhar. A votação do Brexit e as eleições presidenciais de 2016 nos EUA são dois exemplos proeminentes em que este padrão se verificou”, aponta o estudo.

De acordo com o relatório, a polarização política aumentou significativamente em nove países, considerando eleições ocorridas em 2024.

O relatório faz menção ao cenário político nos Estados Unidos, “onde níveis tóxicos de polarização definiram, em grande parte, os debates durante as eleições de 2024”. O estudo faz uma observação que “alguns aspectos da democracia nos EUA já estivessem a ser afetados em 2024, os dados do V-Dem ainda não captam os desenvolvimentos recentes e extremamente preocupantes”.

Violência política e ataque à imprensa

O levantamento mostra ainda que a violência política e o aumento dos ataques aos meios de comunicação social foram os componentes da democracia que mais sofreram durante os pleitos eleitorais de 2024 no mundo.

“Quase um quarto de todas as eleições realizadas em 2024 – 14 em 61 – foram marcadas por um aumento na violência política. Por exemplo, o México realizou a sua eleição mais sangrenta da história recente, com pelo menos 37 concorrentes assassinados, e existiram tentativas de assassinato do primeiro-ministro na Eslováquia e do, então, candidato Trump”.

Publicado originalmente pela Agência Brasil em 27/07/2025

Por Bruno Bocchini – Repórter da Agência Brasil – São Paulo

Edição: Carolina Pimentel

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Denunciados por fake news, Nikolas Ferreira e Bruno Engler podem perder direitos políticos https://www.ocafezinho.com/2025/07/09/denunciados-por-fake-news-nikolas-ferreira-e-bruno-engler-podem-perder-direitos-politicos/ https://www.ocafezinho.com/2025/07/09/denunciados-por-fake-news-nikolas-ferreira-e-bruno-engler-podem-perder-direitos-politicos/#respond Wed, 09 Jul 2025 11:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=212405 Ministério Público acusa deputados do PL de difamar ex-prefeito na disputa eleitoral de Belo Horizonte em 2024

O Ministério Público Eleitoral de Minas Gerais (MPE-MG) pediu a suspensão dos direitos políticos dos deputados Nikolas Ferreira e Bruno Engler, ambos do PL-MG, por ataques difamatórios contra o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman (PSD-MG), durante as eleições de 2024. A ação aponta que os parlamentares divulgaram informações falsas com o objetivo de prejudicar a candidatura de Fuad e favorecer Engler no segundo turno.

Além da perda dos direitos políticos, o MP pede que os acusados indenizem por danos morais a família do ex-prefeito, que morreu em março deste ano, aos 77 anos. Segundo o órgão, a campanha de Engler usou de forma distorcida um trecho do livro Cobiça, escrito por Fuad, para acusá-lo falsamente de apologia à pedofilia. Uma atividade cultural da prefeitura ligada à cena de quadrinhos, associada de maneira caluniosa à exposição de crianças a conteúdo impróprio, também foi alvo de ataques.

Outros nomes do partido do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) também foram denunciados: Cláudia Araújo Romualdo, conhecida como Coronel Cláudia (PL-MG), que foi candidata a vice-prefeita na chapa de Engler e é presidente do PL Mulher Belo Horizonte, e a deputada Sheila Aparecida Pedrosa, conhecida como Delegada Sheila (PL-MG).

Abaixo, listamos o que o Ministério Público atribui a cada um dos acusados:

  • Bruno Engler: articulou a campanha de desinformação contra Fuad, usou trechos do livro Cobiça de forma distorcida para associar o ex-prefeito a crimes, e levou o livro a um debate na TV para acusá-lo de escrever uma obra “erótica e pornográfica”;
  • Nikolas Ferreira: teve participação central na disseminação das fake news, usando suas redes sociais para publicar conteúdos falsos e ofensivos; também descumpriu ordem judicial para remover essas publicações;
  • Coronel Cláudia: compartilhou as acusações falsas durante a campanha, inclusive em conteúdo veiculado na TV, quando afirmou que o conteúdo do livro era “muito pesado” para ser lido em voz alta;
  • Delegada Sheila: também compartilhou desinformação sobre o livro de Fuad Noman, ajudando a espalhar as peças de campanha difamatórias.

Durante a campanha, a Justiça Eleitoral considerou o conteúdo calunioso e determinou a suspensão da propaganda, além de conceder direito de resposta ao candidato do PSD. Na decisão, de outubro de 2024, o juiz Adriano Zocche afirmou que Engler disseminou desinformação ao sugerir que a obra fazia apologia à pedofilia. Ele também ampliou o tempo de resposta de Fuad na propaganda eleitoral gratuita como forma de compensação pelos ataques.

Publicado originalmente pelo Brasil de Fato em 08/07/2025

Edição: Maria Teresa Cruz

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