Governadores - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/governadores/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Sun, 05 Apr 2026 16:54:23 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.1 https://www.ocafezinho.com/wp-content/uploads/2015/10/cropped-Logo_Cafezinho_tmb-32x32.png Governadores - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/governadores/ 32 32 Onze governadores renunciam para disputar eleições de outubro https://www.ocafezinho.com/2026/04/05/onze-governadores-renunciam-para-disputar-eleicoes-de-outubro/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/05/onze-governadores-renunciam-para-disputar-eleicoes-de-outubro/#respond Sun, 05 Apr 2026 16:54:23 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/05/onze-governadores-renunciam-para-disputar-eleicoes-de-outubro/ O prazo para agentes públicos que vão participar das eleições deixarem seus cargos terminou neste sábado (4). A regra é chamada de desincompatibilização e vale para governadores, prefeitos e ministros de Estado que pretendem se candidatar no pleito de outubro.

Com o fim do prazo, 11 governadores deixaram suas funções para disputar outros cargos.

Ronaldo Caiado (PSD-GO) anunciou, na semana passada, que é pré-candidato à Presidência da República. Romeu Zema (Novo-MG) também deixou o cargo após dois mandatos consecutivos e sinalizou que deve ser candidato à Presidência, mas ainda não formalizou sua pré-candidatura.

Nove governadores saíram do cargo e pretendem disputar uma vaga no Senado. São eles: Gladson Cameli (PP-AC); Wilson Lima (União-AM), Ibaneis Rocha (MDB-DF), Renato Casagrande (PSB-ES); Mauro Mendes (União-MT); Helder Barbalho (MDB-PA), João Azevêdo (PSB-PB) e Antonio Denarium (PP-RR). O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) também renunciou ao mandato para disputar uma cadeira no Senado. No entanto, Castro foi condenado, no mês passado, à inelegibilidade até 2030 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Dessa forma, ele deverá disputar o cargo sub judice.

Nove governadores vão disputar a reeleição e podem continuar nos cargos: Clécio Luís (União-AP); Jerônimo Rodrigues (PT-BA); Elmano de Freitas (PT-CE); Eduardo Riedel (PP-MS); Raquel Lyra (PSD-PE); Rafael Fonteles (PT-PI); Jorginho Mello (PL-SC); Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Fábio Mitidieri (PSD-SE).

De acordo com a legislação eleitoral, políticos não precisam deixar os cargos no Poder Executivo se pretendem disputar o segundo mandato.

Sete governadores decidiram completar o mandato e não renunciaram para disputar algum cargo nas eleições. Eles já cumpriram dois mandatos consecutivos. São eles: Paulo Dantas (MDB-AL); Carlos Brandão (Sem partido-MA); Ratinho Junior (PSD-PR); Fátima Bezerra (PT-RN); Eduardo Leite (PSD-RS), Marcos Rocha (PSD-RO) e Wanderlei Barbosa (Republicanos-TO).

O primeiro turno das eleições será em 4 de outubro, quando 155 milhões de eleitores estarão aptos a elegerem o presidente da República, o vice-presidente, governadores e deputados estaduais, federais e distritais.

O segundo turno poderá ser realizado no dia 25 de outubro, para os cargos de presidente e governador se nenhum dos candidatos obtiver mais da metade dos votos válidos, que excluem os brancos e nulos, no primeiro turno.

Fonte: Agência Brasil.

]]> https://www.ocafezinho.com/2026/04/05/onze-governadores-renunciam-para-disputar-eleicoes-de-outubro/feed/ 0 Criticados por viralatismo, governadores bolsonaristas mudam discurso sobre taxação de Trump https://www.ocafezinho.com/2025/07/11/criticados-por-viralatismo-governadores-bolsonaristas-mudam-discurso-sobre-taxacao-de-trump/ https://www.ocafezinho.com/2025/07/11/criticados-por-viralatismo-governadores-bolsonaristas-mudam-discurso-sobre-taxacao-de-trump/#respond Sat, 12 Jul 2025 00:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=212665 Diante da má repercussão das falas iniciais, alguns governadores passaram a condenar abertamente a sobretaxa dos EUA

Os principais representantes do bolsonarismo nos governos estaduais têm acusado, em declarações públicas, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de “colocar a ideologia acima dos interesses do país”. No entanto, ao reagir à taxação de 50% sobre produtos brasileiros nos Estados Unidos, os líderes da extrema direita revelam outros interesses em jogo e determinadas inconsistências no discurso.

Há uma estratégia que parece alinhada: culpar o governo brasileiro por supostamente “provocar” o presidente estadunidense. “As empresas e os trabalhadores brasileiros vão pagar, mais uma vez, a conta do Lula, da Janja e do STF. Ignorar a boa diplomacia, promover perseguições, censura e ainda fazer provocações baratas vai custar caro para Minas e para o Brasil”, publicou ainda na quarta-feira (9) o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo).

Em sintonia, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) publicou na rede social X: “Lula colocou sua ideologia acima da economia e esse é o resultado. Tiveram tempo para prestigiar ditaduras, defender a censura e agredir o maior investidor direto no Brasil. Outros países buscaram a negociação. Não adianta se esconder atrás do Bolsonaro. A responsabilidade é de quem governa. Narrativas não resolverão o problema”.

A publicação foi respondida pela deputada federal Sâmia Bomfim (Psol-SP), com uma foto do governador paulista usando um boné com as insígnias “Make América great again” [Faça a América grande de novo, em português], lema da campanha de Donald Trump nos Estados Unidos, e o comentário: “Ops, você deixou cair essa foto aqui”.

Outro bolsonarista que se pronunciou horas após o anúncio de Trump foi Ronaldo Caiado (União), governador de Goiás. O político comparou Lula ao ex-presidente venezuelano Hugo Chávez que, segundo ele, “afrontava gratuitamente o governo americano” em nome da soberania. Na rede social X, o chefe do Executivo goiano acusa o presidente brasileiro de se “ajoelhar ao narcotráfico” e propõe que as negociações com o governo estadunidense sejam lideradas por uma comissão de parlamentares do Senado e da Câmara, sem a participação do governo federal.

“Com as medidas tomadas pelo governo americano, Lula e sua entourage tentam vender a tese da invasão da soberania do Brasil. Mas Lula não representa o sentimento patriótico do nosso povo, e muito menos tem credenciais para defender a soberania brasileira. Lula já se ajoelhou ao narcotráfico e quer de toda maneira se aliar aos países que são verdadeiras tiranias sustentadas pelo ódio, a corrupção e o terrorismo”, disse o governador e pré-candidato a presidente.

Nenhum dos três governadores mencionou, até o momento, a articulação realizada pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para que o presidente estadunidense adotasse medidas de força sobre o Brasil, nem tampouco se referem ao fato de Trump haver mencionado, em tom de chantagem, o processo judicial que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) enfrenta na justiça.

Mudança de discurso

Nas postagens feitas pelos governadores há uma chuva de comentários, a maioria negativos. Segundo um levantamento do instituto de pesquisa e inteligência de dados Nexus, o tema da sobretaxa aos produtos brasileiros acumulou mais de 240 milhões de impressões e 9,1 milhões de curtidas no X, nas primeiras horas após o anúncio de Trump. Termos como “respeita o Brasil”, “Brasil soberano” e “traidores da pátria” estiveram entre os mais mencionados na rede durante todo o dia.

Diante da má repercussão, alguns governadores amenizaram o discurso. Embora sigam reafirmando sua defesa a Bolsonaro, tratando-o como vítima de uma perseguição jurídica, os políticos bolsonaristas passaram a condenar abertamente a sobretaxa anunciada por Trump, de olho nas perdas econômicas que os próprios estados devem ter devido à sobretaxa.

No dia seguinte ao anúncio das tarifas, Romeu Zema publicou um vídeo na rede X em que afirma que “a taxação imposta pelo presidente Trump a produtos brasileiros é uma medida errada, injusta” e sugere que ela seja revista pelo governo estadunidense. Não sem antes acusar o Supremo Tribunal Federal (STF) de ter “motivação política” no julgamento de Jair Bolsonaro e afirmar que permanece ao lado do ex-capitão. O STF, estamos vendo, já passou dos limites”, disse o governador mineiro, que volta a criticar supostas “provocações e intromissões de Lula em assuntos dos Estados Unidos”.

Tarcísio de Freitas usou as redes sociais para publicar vídeo de um encontro matutino com o ex-presidente réu. “A dupla vassalo e vacilão indo comemorar a taxação trumpista. Traidores da pátria”, comentou um usuário da rede X.

Mais tarde, durante uma coletiva de imprensa em um evento das obras do metrô de São Paulo, o governador paulista reconheceu o impacto negativo da medida anunciada pelos Estados Unidos. “O impacto é negativo, porque, como eu falei, São Paulo é um grande exportador. O maior destino de exportações industriais do Estado de São Paulo são os Estados Unidos”, declarou. “Isso não é bom para os brasileiros nem para os americanos”, completou o governador, pedindo prioridade da diplomacia brasileira na solução do problema.

Ronaldo Caiado não voltou a se pronunciar sobre o assunto. Outros governadores do espectro bolsonarista ficaram calados. É o caso de Ratinho Jr (PSD), governador do Paraná, Ibaneis Rocha (MDB), do Distrito Federal, Cláudio Castro (PL), do Rio de Janeiro, e Jorginho Mello, de Santa Catarina, que chegou a comemorar, dois dias antes, a publicação de Trump em defesa de Bolsonaro, mas não deu declarações públicas sobre a sobretaxa anunciada na quarta-feira.

Da esquerda para a direita: Romeu Zema, Ratinho Jr, Tarcísio de Freitas e Ronaldo Caiado, em manifestação de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro na Avenida Paulista, em SP. | Reprodução

Todos os governadores citados na matéria foram contactados para que pudessem se posicionar oficialmente ou mesmo atualizar suas posições relativas à sobretaxa de Trump. A assessoria de imprensa do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, respondeu ao contato encaminhando o áudio da entrevista coletiva mencionada nesta matéria. Os demais posicionamentos, sendo recebidos, serão imediatamente inseridos no texto.

Ideologia acima da economia?

A relação entre economia e política, por vezes naturalizada, também foi criticada pelos governadores bolsonaristas, que não dedicaram atenção aos impactos que as novas taxações podem causar em cada estado.

Segundo dados da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos (Amcham), 31% das exportações brasileiras no primeiro trimestre de 2025 tiveram como destino o mercado estadunidense, com um total de US$ 3 bilhões de dólares e uma variedade grande de produtos, entre os quais sucos de frutas, aeronaves e combustíveis.

São Paulo é o maior exportador brasileiro para o país do norte, com um volume de US$ 13,6 bilhões em produtos vendidos, seguido pelo Rio de Janeiro, em segundo lugar, responsável por 17,8% das exportações, ou o equivalente a US$ 1,7 bilhão de dólares, e Minas Gerais, com US$ 1,1 bilhão de dólares o maior valor para o período desde o início da série histórica do Comex Stat, em 1997.

O principal item enviado de Minas aos Estados Unidos foi o café não torrado, que respondeu por 41,5% dos embarques, seguido do ferro fundido e outros produtos semimanufaturados de ferro ou aço.

No caso de Goiás, embora a China seja ainda o principal destino das exportações goianas, o estado envia aos Estados Unidos grande parte da produção local de soja, carne, milho e açúcar.

Tarcísio tentou articular viagem de Bolsonaro aos Estados Unidos

A coluna da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo, revelou, nesta sexta-feira (11) que o governo paulista Tarcísio de Freitas telefonou para ministros do STF para sugerir que o Supremo autorizasse a ida de Jair Bolsonaro aos Estados Unidos para se encontrar com Donald Trump.

Segundo a coluna, o governador teria argumentado que o ex-presidente teria capacidade de negociar com Trump para retroceder na taxação de produtos brasileiros, o que teria sido considerado um pedido “fora de propósito” pelos ministros da corte, além de ser percebido por alguns como uma tentativa de fuga do ex-presidente, réu do Supremo pela tentativa de golpe de Estado.

Além disso, os ministros do STF teriam considerado que, sendo ex-presidente, sem cargo político, não teria legitimidade para negociar com o presidente estadunidense, cabendo às autoridades diplomáticas do Brasil realizar tais negociações. Bolsonaro está com o passaporte apreendido e impedido de viajar para o exterior.

O Brasil de Fato também acionou a assessoria de imprensa do governador de São Paulo para confirmar a informação, mas não obteve retorno até o momento desta publicação. O espaço segue à disposição.

Publicado originalmente pelo Brasil de Fato em 11/07/2025

Por Leonardo Fernandes – Brasília (DF)

Edição: Nathallia Fonseca

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Os pedidos aconteceram no âmbito de uma audiência virtual da comissão mista do Congresso que acompanha ações do Executivo no combate à Covid-19.

— Precisamos de uma articulação mais presente e mais próxima, uma liderança para o país. A interinidade do atual ministro da Saúde, por exemplo, gera instabilidade. Além disso, trocar três ministros em um período tão crítico da história da saúde pública brasileira não é algo razoável. Espero que o governo possa pacificar isso. — opinou Mendes.

— O comportamento do presidente deixa dúvida na cabeça das pessoas. Além disso, há uma politização da pandemia, aliás, tudo está sendo politizado no Brasil de hoje. O ideal seria seguirmos outros países, com a coordenação central para que os entes federados estivessem juntos nesse enfrentamento, enviando à população a mesma mensagem: distanciamento social, isolamento e uso de máscara.  — complementou Casagrande.

Casagrande defendeu ainda a emissão de mais papel moeda como medida de combate à crise.

—  Os efeitos econômicos são muito fortes, vamos precisar continuar tomando medidas de redução do impacto da pandemia . Os estados têm um papel, mas um papel  secundário, porque quem tem poder de emitir moeda e aumentar déficit é a União, o poder central. Eu não tenho, meu dinheiro acabou, acabou. Essa união é importante que aconteça pela dimensão do impacto da pandemia no nosso país — explicou.

Já o terceiro governador a participar da audiência, Waldez Góes (PDT-AP), do Amapá, lamentou o atraso inicial na articulação para o enfrentamento da crise. 

— As coisas foram muito demoradas. A bem da verdade, por quase 60 dias os estados individualmente tiveram que adotar uma série de providências para fazer o enfrentamento à covid — reclamou. 

— Temos aí uma realidade dura. Os preços explodiram e os administradores estão com medo de comprar para depois responderem eternamente por ação de improbidade. Isso cria um ambiente muito hostil e que depõe contra o interesse de tomar providencias contra a população — avaliou Mauro Mendes.

No fim da reunião, o presidente da comissão mista, senador Confúcio Moura (MDB-RO), anunciou que o próximo encontro do colegiado entre deputados, governadores e prefeitos está marcado para terça-feira (30), às 10h.

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