Guilherme Boulos - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/guilherme-boulos/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Sat, 23 May 2026 12:41:58 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://www.ocafezinho.com/wp-content/uploads/2015/10/cropped-Logo_Cafezinho_tmb-32x32.png Guilherme Boulos - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/guilherme-boulos/ 32 32 Boulos alerta que transição na PEC 6×1 pode abrir brecha para retrocessos no Congresso https://www.ocafezinho.com/2026/05/23/boulos-alerta-que-transicao-na-pec-6x1-pode-abrir-brecha-para-retrocessos-no-congresso/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/23/boulos-alerta-que-transicao-na-pec-6x1-pode-abrir-brecha-para-retrocessos-no-congresso/#respond Sat, 23 May 2026 12:41:48 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/23/boulos-alerta-que-transicao-na-pec-6x1-pode-abrir-brecha-para-retrocessos-no-congresso/
Plenário do Congresso Nacional durante sessão em 2016. (Foto: Wikimedia Commons)

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, tem sido a voz mais incisiva dentro do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra a imposição de um período de transição longo para a redução da jornada de trabalho prevista na PEC 6×1. Boulos argumenta que o verdadeiro risco não está na adaptação das empresas, mas na janela política que se abriria até a implementação definitiva das novas regras.

Boulos teme que, com um prazo de dois ou três anos de carência, o novo Congresso que emergir das eleições gerais de outubro de 2026 e tomará posse em fevereiro de 2027 tenha tempo e margem para desfigurar completamente a proposta original. O cenário traçado pelo ministro projeta um Parlamento com perfil mais conservador, capaz de reverter os avanços trabalhistas antes mesmo que eles entrem em vigor.

A proposta defendida pelo ministro é clara e ambiciosa: reduzir a jornada semanal das atuais 44 horas para 40 horas já em 2026, concedendo às empresas apenas um curto período de adaptação. Essa posição encontra resistência na Câmara dos Deputados, onde um grupo de parlamentares articula um texto alternativo que prevê o início imediato da escala 5×2, mas com diminuição gradual da carga horária.

Pelo desenho discutido entre os deputados, apenas uma hora seria cortada no próximo ano, deixando as outras três para serem eliminadas de forma escalonada até 2029. O argumento dos parlamentares é que a transição suave protegeria os pequenos empregadores, mas Boulos enxerga nessa proposta um cavalo de Troia contra os direitos dos trabalhadores.

O incômodo com a postura do ministro já transbordou publicamente. Parlamentares que integram a comissão especial da PEC 6×1 classificam a atuação de Boulos como ‘bélica’ e ‘acima do tom’, especialmente quando o tema é o período de transição e a possibilidade de sabotagem legislativa no futuro próximo.

Aliados do ministro rebatem as críticas sustentando que sua insistência extrapola o cálculo eleitoral imediato e mira o legado de longo prazo da reforma trabalhista. A pressão para que a redução da jornada valha ainda em 2026 daria ao governo Lula uma conquista simbólica expressiva, mas também amarraria institucionalmente qualquer tentativa futura de revogação.

O núcleo do temor de Boulos reside na memória recente de reformas que foram aprovadas com cláusulas de transição e depois sofreram mutilações. A avaliação dentro da Secretaria-Geral é que o Congresso opera com uma lógica de ‘aprovar agora, desmontar depois’, e a blindagem mais eficiente contra esse movimento é a vigência imediata e irreversível da nova legislação.

A disputa nos bastidores deve se intensificar nas próximas semanas, à medida que o relator da comissão especial consolida as emendas ao texto. O embate entre a ala governista que quer celeridade e os deputados que pedem gradualismo tende a ser o ponto de maior atrito na tramitação da PEC 6×1.

Leia mais sobre o assunto na metropoles.com.


Leia também: Direita admite articulação para barrar fim da escala 6×1 no Congresso


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Boulos corrige falhas no free flow e elimina ‘pedágio pegadinha’ em rodovias https://www.ocafezinho.com/2026/05/03/boulos-corrige-falhas-no-free-flow-e-elimina-pedagio-pegadinha-em-rodovias/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/03/boulos-corrige-falhas-no-free-flow-e-elimina-pedagio-pegadinha-em-rodovias/#comments Sun, 03 May 2026 09:50:42 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/03/boulos-corrige-falhas-no-free-flow-e-elimina-pedagio-pegadinha-em-rodovias/ 58 Comentários 🔥]]>
Ilustração editorial sobre Boulos corrige falhas no free flow e elimina ‘pedágio pegadinha’ em rodovias. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro)

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, anunciou medidas para reparar falhas no sistema free flow, classificando-as como reparação aos motoristas prejudicados por multas indevidas. Ele criticou o modelo anterior, que gerou o chamado ‘pedágio pegadinha’ por falta de transparência nos pagamentos.

Segundo Boulos, a implantação do sistema ocorreu sem comunicação clara ao público, causando confusão entre os usuários. Ele destacou que a tecnologia deve facilitar a vida dos motoristas, não aplicando penalidades de forma surpresa.

O pacote de ajustes reorganiza o regime de transição do free flow antes de sua ampliação nacional, em parceria com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Os motoristas terão até novembro para regularizar débitos sem multas adicionais, com nova integração digital via aplicativo CNH Digital.

As concessionárias foram orientadas a evitar a instalação de pórticos em áreas urbanas, onde o sistema gerou mais reclamações. O governo também reservou recursos para a ANTT devolver até R$ 93 milhões em multas pagas indevidamente.

Boulos ressaltou que a devolução das multas reflete o compromisso do governo com justiça e respeito ao contribuinte. Ele afirmou que falhas na implantação não devem prejudicar a população.

Conforme reportagem do UOL, as mudanças buscam corrigir problemas identificados na fase inicial do free flow. O ministro enfatizou a necessidade de transparência desde o primeiro contato dos usuários com os pórticos eletrônicos.

As alterações ocorrem enquanto o governo investe em infraestrutura rodoviária, modernizando a cobrança de pedágios sem sobrecarregar a população. Boulos defendeu que avanços tecnológicos devem vir acompanhados de clareza nas regras e comunicação com a sociedade.

Leia mais sobre o assunto na noticias.uol.com.br.


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Marinho e Boulos pressionam Congresso por regulação do trabalho em apps e fim da escala 6×1 https://www.ocafezinho.com/2026/05/02/marinho-e-boulos-pressionam-congresso-por-regulacao-do-trabalho-em-apps-e-fim-da-escala-6x1/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/02/marinho-e-boulos-pressionam-congresso-por-regulacao-do-trabalho-em-apps-e-fim-da-escala-6x1/#comments Sat, 02 May 2026 13:42:53 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/02/marinho-e-boulos-pressionam-congresso-por-regulacao-do-trabalho-em-apps-e-fim-da-escala-6x1/ 56 Comentários 🔥]]>
Ilustração editorial sobre Marinho e Boulos pressionam Congresso por regulação do trabalho em apps e fim da escala 6×1. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro)

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, e o deputado federal Guilherme Boulos uniram esforços para cobrar do Congresso Nacional a aprovação de projetos sobre regulamentação do trabalho por aplicativos e fim da escala 6×1.

O pedido ocorreu em ato organizado pelas centrais sindicais em comemoração ao Dia do Trabalhador, em São Bernardo do Campo. Marinho dirigiu um recado direto aos parlamentares, afirmando que deputados e senadores precisam assumir a responsabilidade de encarar o debate de forma definitiva.

O ministro manifestou a esperança de que a celebração tenha sido a última realizada sob a escala de trabalho atualmente em vigor, segundo o portal UOL. Ele projetou um cenário positivo para o próximo ano.

Boulos amplificou a pressão sobre o Legislativo ao lembrar que o presidente Lula já formalizou o envio do projeto de lei que busca acabar com a jornada semanal de seis dias laborais por um de descanso. O deputado recorreu à memória das lutas históricas dos trabalhadores para convocar uma mobilização popular intensa.

Boulos argumentou que a conquista definitiva de dois dias de descanso semanal dependerá da participação ativa do povo nas ruas. A pressão das lideranças reflete o esforço para regulamentar as plataformas digitais e proteger direitos de milhões de trabalhadores sem amparo em previdência e saúde.

A regulamentação do trabalho em aplicativos visa garantir direitos básicos aos profissionais que atuam nessas plataformas. O fim da escala 6×1 busca proporcionar mais tempo de descanso e qualidade de vida à classe trabalhadora.

A mobilização social é considerada fundamental para o avanço das iniciativas no Legislativo. Com as propostas encaminhadas ao Congresso, a coesão dos movimentos de base pode ser o vetor decisivo para que o parlamento coloque os direitos dos trabalhadores em destaque.


Leia também: Boulos:’Fim da escala 6×1 melhora vida de quem trabalha e aumenta a produtividade’


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Coutinho declara morto PL dos apps e desafia Boulos a desenterrá-lo https://www.ocafezinho.com/2026/04/27/coutinho-declara-pl-dos-apps-morto-e-desafia-boulos-a-desenterra-lo/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/27/coutinho-declara-pl-dos-apps-morto-e-desafia-boulos-a-desenterra-lo/#comments Mon, 27 Apr 2026 18:12:15 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/27/coutinho-declara-pl-dos-apps-morto-e-desafia-boulos-a-desenterra-lo/ 76 Comentários 🔥]]>
Ilustração editorial sobre Coutinho declara PL dos Apps morto e desafia Boulos a desenterrá-lo. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro)

O deputado federal Augusto Coutinho (Republicanos-PE) afirmou que o projeto de lei que regulamenta o trabalho de motoristas e entregadores de aplicativos está morto, após o governo solicitar o adiamento da votação na comissão especial da Câmara dos Deputados.

Conforme reportagem do portal Metrópoles, o relator reagiu com frustração ao pedido de retirada de pauta feito pelo governo. Coutinho ironizou que o texto “está morto, só falta enterrar” e sugeriu que, se o Planalto quisesse retomar o assunto, o deputado Guilherme Boulos (PSOL-SP) deveria desenterrá-lo.

O principal ponto de divergência envolve a remuneração dos trabalhadores de plataformas digitais. Coutinho retirou do relatório a taxa mínima obrigatória por entrega defendida pelo governo.

Em seu lugar, o parlamentar propôs um modelo híbrido no qual o trabalhador pode escolher entre ser pago por entrega realizada ou por hora trabalhada. Essa mudança busca oferecer maior flexibilidade tanto para as empresas quanto para os prestadores de serviço.

A proposta de Coutinho fixa o valor de R$ 8,50 por entrega de até três quilômetros de carro ou quatro quilômetros a pé, de bicicleta ou moto. Para a opção por hora, o piso seria de R$ 14,74, o que buscaria garantir o equivalente a cerca de dois salários mínimos mensais.

Boulos classificou o relatório como um retrocesso em relação à proposta inicial do governo. Para ele, a retirada da taxa mínima de R$ 10 por entrega enfraquece a proteção aos trabalhadores e beneficia excessivamente as plataformas.

A disputa expõe dificuldades do governo em costurar acordos dentro de sua própria base aliada na Câmara. De um lado está a defesa de direitos mínimos para a categoria; de outro, a pressão por manter a flexibilidade do modelo de negócios das empresas de tecnologia.

O adiamento da votação foi visto como forma de evitar uma possível derrota política no colegiado. O projeto vinha sendo discutido há meses e representa tentativa de trazer formalização para uma categoria que cresce de forma acelerada no país.

Interlocutores no Congresso avaliam que será necessário reabrir as negociações entre o Ministério do Trabalho e representantes dos aplicativos. A expectativa envolve novo diálogo com sindicatos de entregadores e motoristas para encontrar um texto de consenso.

A regulamentação do trabalho por aplicativos reflete um debate mundial sobre direitos na era das plataformas digitais. O tema ganha relevância no país por envolver milhões de trabalhadores informais que dependem dessa renda para o sustento diário.

A declaração de Coutinho coloca o PL dos Apps em compasso de espera indefinido. O relator indicou, com ironia, que o governo terá de reconstruir as pontes políticas para conseguir avançar com a proposta.


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Boulos recebe trabalhadora algemada por PM na frente da filha e denuncia violência do Estado https://www.ocafezinho.com/2026/04/16/boulos-recebe-trabalhadora-algemada-por-pm-na-frente-da-filha-e-denuncia-violencia-do-estado/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/16/boulos-recebe-trabalhadora-algemada-por-pm-na-frente-da-filha-e-denuncia-violencia-do-estado/#respond Thu, 16 Apr 2026 07:13:06 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/16/boulos-recebe-trabalhadora-algemada-por-pm-na-frente-da-filha-e-denuncia-violencia-do-estado/ O deputado federal Guilherme Boulos recebeu em Brasília a auxiliar de limpeza Jussara Bonfim da Silva. A trabalhadora foi imobilizada, algemada e colocada em um camburão pela Polícia Militar de São Paulo na frente de sua filha de 5 anos, na avenida Paulista.

A abordagem ganhou repercussão nacional ao viralizar nas redes sociais pela brutalidade da ação contra uma mãe que acompanhava a criança. Conforme detalhou o portal Folha de S.Paulo, a cena expôs o tratamento dispensado a uma trabalhadora em situação de vulnerabilidade.

Boulos classificou o episódio como exemplo claro da violência do Estado contra uma trabalhadora e mãe de família, relacionando o caso ao governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo.

A abordagem policial aconteceu após Jussara danificar a porta de um escritório na avenida Paulista. Em entrevista ao UOL, ela relatou ter sido enganada por uma secretária que a induziu a assinar documentos com a promessa de pagamento de R$ 350 por quatro dias de trabalho.

Ao retornar ao local para receber o valor devido, a auxiliar descobriu que não teria direito a nada. “Eu fiquei nervosa, chutei a porta. Se ela falasse você não tem direito a nada, assina se quiser, eu ia ficar de boa. Mas ela esperou eu assinar”, contou a trabalhadora.

O dinheiro seria usado para pagar uma cuidadora da filha enquanto Jussara trabalhava. A negativa do pagamento gerou a reação impulsiva que culminou na ação policial.

Além do encontro com Boulos, Jussara terá audiências com o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e com o Ministério Público do Trabalho. Os encontros vão tratar dos problemas trabalhistas vividos por ela e de um pedido de indenização por danos morais contra a Polícia Militar de São Paulo.

O caso reacendeu o debate sobre o uso excessivo da força policial em abordagens a trabalhadores vulneráveis. A repercussão nacional transformou o episódio em símbolo das tensões entre o governo estadual paulista e o Palácio do Planalto.

Com informações de redir.folha.com.br.


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Boulos diz que fim da escala 6 por 1 é “para agora” https://www.ocafezinho.com/2026/04/15/boulos-diz-que-fim-da-escala-6-por-1-e-para-agora/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/15/boulos-diz-que-fim-da-escala-6-por-1-e-para-agora/#respond Wed, 15 Apr 2026 15:31:48 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/15/boulos-diz-que-fim-da-escala-6-por-1-e-para-agora/ Nesta terça-feira (14 de abril de 2026), em declaração à imprensa após o encaminhamento de proposta presidencial ao Congresso Nacional, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, afirmou que o governo federal considera que o fim da escala de trabalho 6 por 1 deve ocorrer “para agora” e “com urgência”. Na avaliação do ministro, tentativas de adiar a votação fazem parte de uma estratégia da oposição.

A manifestação de Boulos ocorreu após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter enviado a matéria ao Legislativo em regime de urgência constitucional. O dispositivo estabelece um prazo de até 45 dias para votação na Câmara dos Deputados e outros 45 dias para a tramitação no Senado Federal.

“Portanto, até 14 de julho a proposta tranca a pauta nas duas casas e deve ser votada. Lógico que tem os prazos regimentais. Mas imagino que até agosto a gente tenha o fim da escala 6 por 1 votado e aprovado no país, para dar pelo menos dois dias de descanso para cada trabalhador brasileiro”, explicou o ministro. Segundo ele, a celeridade é necessária para evitar que o debate seja postergado para o período pós-eleitoral.

O ministro defendeu que a mudança é essencial para garantir ao trabalhador tempo para convivência familiar, lazer e qualificação profissional. Boulos também refutou propostas de transição de cinco anos para a redução da jornada, classificando o modelo como inaceitável. “Demorar cinco anos para reduzir a jornada uma hora por ano não dá. Nós não concordamos com isso. Achamos que o fim da escala 6 por 1 é para agora”, disse.

Durante sua fala, o ministro citou estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que indicam que o impacto econômico da redução da escala não seria negativo, sustentando que a economia brasileira possui capacidade de absorver a alteração. Boulos argumentou ainda que a produtividade está ligada ao bem-estar laboral. “Um trabalhador descansado trabalha melhor, rende mais”, concluiu.

Fonte: Agência Brasil

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Boulos denuncia retrocesso e governo retira apoio a relatório do PL dos apps que favorece plataformas https://www.ocafezinho.com/2026/04/14/boulos-denuncia-retrocesso-e-governo-retira-apoio-a-relatorio-do-pl-dos-apps-que-favorece-plataformas/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/14/boulos-denuncia-retrocesso-e-governo-retira-apoio-a-relatorio-do-pl-dos-apps-que-favorece-plataformas/#respond Wed, 15 Apr 2026 01:41:19 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/14/boulos-denuncia-retrocesso-e-governo-retira-apoio-a-relatorio-do-pl-dos-apps-que-favorece-plataformas/ O deputado federal Guilherme Boulos, líder do PSOL na Câmara, denunciou que o governo federal retirou o apoio à versão atualizada do Projeto de Lei Complementar 152, conhecido como PL dos apps.

Para Boulos, o relatório apresentado pelo deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE) distancia-se do texto original e transfere poder excessivo às grandes plataformas digitais em detrimento dos trabalhadores que atuam por aplicativos, como entregadores e motoristas.

A decisão do Executivo ocorreu após entregadores e motoristas de aplicativos ameaçarem deflagrar greve nacional contra as alterações introduzidas pelo relator.

O governo Lula havia manifestado apoio a versões anteriores do PLP 152, mas as mudanças propostas por Coutinho, que atendem pleitos das associações empresariais e das próprias plataformas, provocaram o recuo.

Diante disso, o governo solicitou a retirada do texto da pauta da comissão especial da Câmara dos Deputados para impedir o avanço de um parecer que, na avaliação de Boulos, distorce os termos iniciais do debate.

Como noticiou o Diário do Centro do Mundo, uma das principais reivindicações rejeitadas na nova versão é o estabelecimento de um valor mínimo justo por entrega.

O governo defendia o pagamento de 10 reais por corridas de até quatro quilômetros, acrescidos de 2,50 reais por quilômetro adicional. O relatório de Coutinho, no entanto, reduziu esse patamar para 8,50 reais e eliminou o pagamento integral por rotas agrupadas.

O texto do relator também não prevê remuneração pelo tempo em que o trabalhador permanece logado e disponível na plataforma, mesmo sem realizar entregas ou transportar passageiros.

No caso dos motoristas de aplicativos como Uber e 99, o relator suprimiu por completo a previsão de valor mínimo, o que mantém a remuneração sujeita às pressões do mercado e aos critérios unilaterais definidos pelas próprias empresas.

Boulos classificou o parecer como um retrocesso em relação às versões anteriores e acusou o relator de ceder às pressões do setor empresarial.

O deputado ressaltou que o governo participou ativamente das negociações desde o grupo de trabalho que ouviu entregadores e motoristas ao longo de meses, mas as propostas construídas nesse processo foram ignoradas no relatório final.

A proposta original defendida pelo governo buscava assegurar remuneração mínima justa, proteção social e transparência nos algoritmos que definem as corridas e o cálculo da remuneração.

O texto governista também visava impedir que as plataformas utilizassem a regulação para ampliar seus lucros em detrimento dos trabalhadores. O novo relatório torna opcionais ou reduz direitos antes garantidos, incluindo limite de jornada, adicional noturno, melhor regulação de rotas agrupadas e aprimoramento dos seguros obrigatórios contra acidentes e outros riscos.

Do outro lado do debate, plataformas e políticos conservadores alertaram que o aumento do valor mínimo poderia encarecer os serviços para o consumidor final.

Movimentos sociais e parlamentares de esquerda responderam que as empresas possuem margem de lucro suficiente para absorver os custos adicionais sem repassar integralmente o reajuste aos usuários.

O impasse persiste enquanto o projeto aguarda nova deliberação na Câmara. O governo mantém a posição de que o relatório atual não atende aos compromissos firmados anteriormente com a categoria.

Entregadores e motoristas por aplicativo representam parcela expressiva da força de trabalho nacional, inserida majoritariamente na economia informal.

Esses profissionais enfrentam jornadas prolongadas, ausência de proteção social tradicional e remuneração instável que depende dos algoritmos e das políticas comerciais das plataformas. A tramitação do PLP 152 tornou-se central no debate sobre a necessidade de estabelecer regras claras que equilibrem os interesses das empresas de tecnologia com a garantia de condições dignas de trabalho.


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Boulos condena relatório do PL dos aplicativos por ceder às plataformas https://www.ocafezinho.com/2026/04/09/boulos-condena-relatorio-do-pl-dos-aplicativos-por-ceder-as-plataformas/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/09/boulos-condena-relatorio-do-pl-dos-aplicativos-por-ceder-as-plataformas/#respond Thu, 09 Apr 2026 08:41:03 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/09/boulos-condena-relatorio-do-pl-dos-aplicativos-por-ceder-as-plataformas/ Guilherme Boulos, deputado federal pelo PSOL-SP, manifestou duras críticas ao novo parecer do projeto de lei que regulamenta o trabalho por aplicativos, apresentado pelo deputado Augusto Coutinho no dia 7 de abril. Para Boulos, o relatório representa um claro retrocesso em comparação com versões anteriores, acusando o texto de ceder às pressões das grandes plataformas do setor.

A votação do projeto está prevista para a semana de 13 de abril no Congresso Nacional.

O governo federal, apesar de discordar de várias alterações introduzidas no parecer, sinaliza apoio à proposta, mas busca negociar mudanças tanto na Comissão Especial quanto no plenário.

Um dos principais pontos de atrito é a remuneração dos trabalhadores. O texto oferece duas opções: um pagamento de R$ 8,50 por entrega para distâncias de até 3 km de carro ou 4 km a pé, bicicleta ou moto, ou uma remuneração por tempo trabalhado, com valor mínimo de R$ 14,74 por hora, equivalente a dois salários mínimos.

Boulos insiste em um piso de R$ 10 por entrega, rejeitando o valor proposto como insuficiente para garantir condições dignas aos trabalhadores.

Outro retrocesso apontado pelo governo e por Boulos é a exclusão da remuneração mínima para motoristas de transporte de passageiros, medida que pode comprometer a aplicação de uma taxa mínima justa.

O substitutivo traz pioras em aspectos como a transparência das plataformas sobre os critérios de pagamento e a implementação de pontos de apoio, que passaram a ser facultativos. As regras sobre rotas agrupadas também sofreram alterações negativas, assim como a redução do percentual de contribuição previdenciária pelas empresas.

No campo da proteção à saúde, o relatório eliminou a possibilidade de inclusão de familiares no seguro e retirou a cobertura para casos de invalidez temporária, o que agrava a precarização dos trabalhadores.

O parecer de Coutinho estabelece que motoristas e entregadores não terão vínculo empregatício com as plataformas, mas assegura alguns direitos e proteções. Entre eles, está um regime de previdência social com desconto de 5% sobre 25% da remuneração recebida pelo trabalhador, enquanto as empresas devem recolher 20% sobre o mesmo percentual.

A proposta também tenta evitar a inviabilização de corridas de baixo valor, especialmente em cidades menores, permitindo que as plataformas retenham até 30% do valor de cada corrida. Esses pontos, no entanto, não aplacam as críticas de que o texto favorece excessivamente os interesses corporativos em detrimento dos trabalhadores.

Segundo o portal Carta Capital, as discussões no Congresso devem se intensificar nos próximos dias, com o governo e parlamentares como Boulos pressionando por ajustes que protejam os direitos dos entregadores e motoristas.

A batalha no legislativo promete ser acirrada, já que as plataformas de aplicativos têm exercido forte lobby para manter o texto atual, enquanto sindicatos e movimentos de trabalhadores exigem garantias mínimas de renda e segurança. O desfecho da votação na semana de 13 de abril será crucial para definir o futuro dessa categoria.

Com informações de metropoles.com.

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Uber desafia Boulos em disputa por regras justas para aplicativos https://www.ocafezinho.com/2026/03/26/uber-desafia-boulos-em-disputa-por-regras-justas-para-aplicativos/ https://www.ocafezinho.com/2026/03/26/uber-desafia-boulos-em-disputa-por-regras-justas-para-aplicativos/#respond Thu, 26 Mar 2026 21:36:09 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/03/26/uber-desafia-boulos-em-disputa-por-regras-justas-para-aplicativos/ O embate entre Uber e Guilherme Boulos ilustra a tensão entre interesses corporativos e a busca por justiça trabalhista no Brasil.

A Uber notificou extrajudicialmente o ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência. A ação ocorreu após Boulos afirmar que empresas de aplicativos estariam por trás de uma mobilização contra a regulação do trabalho por plataformas digitais.

Boulos, defensor da regulação, lidera esforços para aprovar um projeto de lei que busca condições mais justas para motoristas e entregadores. Em vídeos e entrevistas, ele acusou plataformas como Uber e iFood de promoverem campanhas de desinformação.

A Uber contestou as declarações de Boulos, alegando que possui políticas rigorosas contra práticas ilegais. A empresa afirmou que as acusações extrapolam a liberdade de expressão e pediu provas das alegações.

O embate reflete um conflito maior entre o governo federal e as empresas de tecnologia. O Brasil busca implementar regulação que proteja os direitos dos trabalhadores, enquanto as plataformas temem impactos em seus negócios.

Boulos respondeu à notificação afirmando que a Uber não intimidará o governo brasileiro. Ele reafirmou suas suspeitas de que influenciadores e políticos estão beneficiando as plataformas ao reproduzir seus argumentos.

O confronto ocorre enquanto a regulação do trabalho por aplicativos é central em diversos países. Na Europa, debates sobre a proteção dos direitos dos trabalhadores de plataformas estão em andamento, com legislações mais rigorosas sendo implementadas.

No Brasil, a discussão faz parte de um movimento do governo Lula para promover justiça social e redistribuição de renda. O projeto de lei busca garantir direitos básicos, como seguro-desemprego e férias remuneradas, para motoristas e entregadores.

A resistência das empresas de tecnologia mostra que a batalha não será fácil. As plataformas investem em campanhas de relações públicas para influenciar a opinião pública contra regulações mais rígidas.

A notificação a Boulos levanta questões sobre a influência de corporações estrangeiras no Brasil. A Uber, uma empresa norte-americana, está no centro de um debate sobre soberania nacional e a capacidade do Brasil de implementar políticas públicas.

O governo de Lula está determinado a avançar com a regulação, argumentando que é necessário proteger trabalhadores vulneráveis. A administração federal vê a regulação como crucial para garantir que o crescimento econômico beneficie a todos.

A disputa entre Boulos e a Uber é um microcosmo de um debate mais amplo sobre o futuro do trabalho no Brasil. A resolução desse conflito pode ter implicações significativas para a economia digital e o papel das plataformas na sociedade.

Com pressão por mudanças e resistência das empresas, o desfecho será um teste crucial para o governo Lula. Sua capacidade de implementar uma agenda progressista em face de interesses poderosos está em jogo.

Curadoria: Afonso Santos | Redação: Afonso Santos

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Boulos sob pressão no ar para conciliar governo Lula e rachas partidários https://www.ocafezinho.com/2026/03/23/boulos-sob-pressao-no-ar-para-conciliar-governo-lula-e-rachas-partidarios/ https://www.ocafezinho.com/2026/03/23/boulos-sob-pressao-no-ar-para-conciliar-governo-lula-e-rachas-partidarios/#respond Mon, 23 Mar 2026 03:53:01 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/03/23/boulos-sob-pressao-no-ar-para-conciliar-governo-lula-e-rachas-partidarios/ Entrevista desta segunda expõe o ponto exato em que governo, partido e projeto pessoal de Boulos se cruzam.

Guilherme Boulos chega à entrevista desta segunda-feira cercado por uma pergunta central: como conciliar o cargo no governo Lula com as tensões abertas dentro do próprio partido.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência será o entrevistado do programa Frente a Frente, produção conjunta da Folha de S.Paulo e do UOL voltada à corrida eleitoral de 2026.

Mais do que uma participação de rotina, a conversa ocorre num momento em que cada frase de Boulos pode ser lida como sinal sobre alianças, ambições e limites da esquerda nos próximos anos.

A entrevista vai ao ar às 19h, com transmissão ao vivo no YouTube do UOL e no Canal UOL. O link também estará disponível na página inicial do site da Folha.

A condução será dos jornalistas Fábio Zanini, editor da coluna Painel, e Daniela Lima, colunista do UOL. A expectativa é de uma conversa centrada no cenário eleitoral, mas inevitavelmente atravessada pela crise recente no campo partidário de Boulos.

O timing é especialmente delicado para o ministro. Sua aparição pública acontece poucas semanas depois de uma derrota política interna relevante no Partido Socialismo e Liberdade.

No início de março, o diretório nacional do partido rejeitou a proposta de federação partidária com o Partido dos Trabalhadores para as eleições municipais deste ano. A decisão foi amplamente interpretada como um revés para Boulos, que vinha defendendo uma aproximação mais orgânica e estratégica com o lulismo.

Esse episódio não é apenas um detalhe da vida interna partidária. Ele ajuda a explicar por que a entrevista desta segunda ganhou peso muito maior do que o de uma sabatina convencional.

Hoje, Boulos ocupa um posto no primeiro escalão do governo federal e, ao mesmo tempo, segue sendo o principal nome nacional de seu partido. Isso o obriga a administrar uma equação difícil entre lealdade ao presidente Lula, autonomia política e cobrança de uma base que nem sempre acompanha sua linha de aproximação com o governo.

É justamente esse equilíbrio que será observado com lupa. Cada resposta poderá ser interpretada como recado ao Palácio do Planalto, ao partido e também ao eleitorado progressista.

O próprio formato do Frente a Frente reforça esse caráter de teste político. O programa se apresenta como espaço de abordagem analítica sobre a disputa eleitoral e entrevista, semanalmente, personagens centrais do tabuleiro, entre eles potenciais candidatos, presidentes de partidos, marqueteiros e estrategistas.

Boulos é apenas o segundo convidado da série. A estreia, na semana passada, foi com Valdemar Costa Neto, presidente nacional do Partido Liberal, legenda da família Bolsonaro.

Na ocasião, Valdemar defendeu publicamente a senadora Tereza Cristina, do Progressistas, como vice na chapa que, segundo ele, deve ter Flávio Bolsonaro como cabeça. A comparação entre os dois programas é inevitável porque expõe, em sequência, dois campos políticos em estágios bem diferentes de organização.

De um lado, a direita bolsonarista já aparece discutindo composição de chapa e alianças pragmáticas. Do outro, a esquerda progressista ainda lida com impasses sobre unidade, identidade partidária e grau de convergência com o governo Lula.

Boulos está no centro exato dessa segunda disputa. Sua fala interessa não apenas pelo que dirá sobre 2026, mas pelo que pode revelar sobre a capacidade de articulação do campo progressista desde já.

Sua trajetória recente dá peso adicional à entrevista. Em 2022, ele foi eleito o deputado federal mais votado do estado de São Paulo, com 1,07 milhão de votos.

No plano nacional, apenas Nikolas Ferreira, do Partido Liberal de Minas Gerais, recebeu mais votos para a Câmara dos Deputados. Esse desempenho consolidou Boulos como um dos nomes mais fortes da esquerda fora do Partido dos Trabalhadores e ajudou a pavimentar sua chegada ao governo Lula em outubro do ano passado.

Quando aceitou assumir a Secretaria-Geral da Presidência, segundo informações divulgadas à época, Boulos também se comprometeu a permanecer no cargo e a não disputar um novo mandato de deputado federal. O gesto foi lido como sinal de investimento num projeto político de prazo mais longo dentro do governo.

Foi justamente essa escolha que alimentou especulações sobre seu futuro em 2026. A entrevista desta segunda, portanto, surge como uma oportunidade rara para observar se ele pretende se afirmar sobretudo como ministro e articulador político ou se ainda busca preservar margem para voos eleitorais próprios.

Essa dúvida não é menor. A rejeição da federação com o Partido dos Trabalhadores tornou mais complexa qualquer estratégia autônoma de grande escala para o partido de Boulos.

Analistas avaliam que, ao barrar a federação, o partido optou por preservar identidade e independência. Ao mesmo tempo, essa decisão pode aumentar o risco de isolamento em disputas majoritárias, especialmente numa eleição presidencial.

Boulos conhece esse dilema de perto. Seu perfil político sempre combinou identidade de esquerda com pragmatismo eleitoral, e é justamente essa combinação que será testada diante das câmeras.

Sua performance no programa tende a funcionar como exercício de diplomacia em tempo real. Ele precisará falar com a militância sem hostilizar o governo, defender o governo sem parecer absorvido por ele e projetar densidade nacional sem transformar a entrevista num lançamento prematuro de candidatura.

Também por isso os temas esperados são sensíveis. É difícil imaginar que Zanini e Daniela Lima deixem de abordar a derrota interna no partido e as consequências desse episódio para a relação de Boulos com sua própria legenda.

A relação com o Partido dos Trabalhadores e com o Palácio do Planalto deve ocupar espaço importante na conversa. A governabilidade no terceiro ano de Lula, a estratégia para as eleições municipais de 2024 e o papel político da Secretaria-Geral da Presidência também devem entrar na pauta.

Questões de política econômica e social igualmente podem aparecer, já que o ministério comandado por Boulos tem interface direta com participação social e articulação política. Nesse terreno, ele terá a chance de mostrar se fala apenas como quadro partidário ou como integrante de um governo que precisa entregar resultados.

O interesse em torno da entrevista vem justamente dessa sobreposição de papéis. Boulos não chega ao estúdio apenas como ministro, nem apenas como dirigente partidário, nem apenas como nome eleitoral em observação.

Ele chega como ponto de encontro entre três pressões simultâneas. A pressão do governo por coesão, a do partido por identidade e a da conjuntura por definição estratégica.

O público e a classe política estarão atentos ao tom adotado. Se optar por uma linha mais conciliadora, poderá reforçar sua imagem de articulador confiável dentro do governo; se abrir espaço para críticas, falará mais diretamente a setores da esquerda que cobram maior nitidez programática.

Em qualquer cenário, a entrevista tem peso político real. Num ambiente polarizado e ainda em rearranjo, a palavra de Boulos ajuda a medir o grau de unidade, maturidade e direção do campo progressista.

O programa também se fortalece ao colocar, em semanas consecutivas, Valdemar Costa Neto e Guilherme Boulos. A escolha ilumina os dois polos que tendem a dominar o debate nacional e permite comparar não apenas discursos, mas estágios de preparação política.

Enquanto a direita já ensaia chapa e vice, a esquerda ainda discute forma, método e extensão de sua unidade. É nesse contraste que a fala de Boulos ganha valor de termômetro.

A entrevista desta segunda-feira, portanto, vai além de uma conversa com um ministro. Ela funciona como um raio X do momento político de Boulos, do lugar de seu partido no governo Lula e das dificuldades ainda abertas na construção da sucessão presidencial.

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Governo anuncia prioridades para trabalho digno a entregadores por aplicativo https://www.ocafezinho.com/2026/03/12/governo-anuncia-prioridades-para-trabalho-digno-a-entregadores-por-aplicativo/ https://www.ocafezinho.com/2026/03/12/governo-anuncia-prioridades-para-trabalho-digno-a-entregadores-por-aplicativo/#respond Thu, 12 Mar 2026 15:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=227088 Caso essas propostas não sejam incorporadas ao texto do Projeto de Lei, o Governo Federal vai encaminhá-las como emenda, por considerá-las essenciais

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, anunciou as propostas prioritárias para garantir trabalho digno e remuneração mínima para a categoria.

A construção de todas elas teve a participação efetiva de representantes dos entregadores. Entre as propostas, está a garantia de uma remuneração mínima para os entregadores, sem impacto para o consumidor.

As medidas serão encaminhadas para integrar o Projeto de Lei que atualmente tramita na Câmara dos Deputados. O objetivo central é estabelecer parâmetros mínimos de remuneração e corrigir distorções nas práticas atuais das plataformas de entrega.

Entre as principais demandas apresentadas pelos trabalhadores e encampadas pelo Governo Federal, destaca-se a garantia de um valor mínimo de R$ 10 por entrega realizada. Hoje, esse valor é de R$ 7,50.

Para corridas que ultrapassem a distância de quatro quilômetros, a proposta prevê que as plataformas paguem aos entregadores um valor suplementar de R$ 2,50 por cada quilômetro adicional rodado. Hoje, esse valor é de R$ 1,50.

Caso essas propostas não sejam incorporadas ao texto do Projeto de Lei, o Governo Federal vai encaminhá-las como emenda, por considerá-las essenciais.

A implementação dessas novas regras não embute o repasse de custos adicionais para o consumidor final, uma vez que as plataformas já cobram dos restaurantes até 28% do valor dos pedidos.

“Estamos defendendo que os entregadores que trabalham debaixo de chuva e de sol possam ter uma remuneração digna, garantida para eles. Essa é uma luta antiga desses trabalhadores que o governo do presidente Lula abraçou”, diz o ministro Boulos.

Entregas agrupadas

Outro ponto abordado nas propostas refere-se à modalidade de entregas agrupadas, situação em que um mesmo entregador realiza múltiplas entregas em um único trajeto.

Atualmente, as empresas cobram o valor integral de frete de cada cliente, mas não repassam a totalidade desses valores ao trabalhador que executa o serviço.

O Governo considera essa prática injusta e defende a necessidade de mudança, garantindo que o entregador seja devidamente remunerado por cada entrega realizada.

A aprovação dessas medidas é vista como um passo fundamental para garantir a dignidade e a valorização da categoria dos entregadores de aplicativo em todo o país.

Publicado originalmente pela Agência Gov em 11/03/2026

Por Secretaria-Geral da Presidência da República

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Marçal é proibido de frequentar bares e deixar comarca sem autorização judicial https://www.ocafezinho.com/2026/02/24/marcal-e-proibido-de-frequentar-bares-e-deixar-comarca-sem-autorizacao-judicial/ https://www.ocafezinho.com/2026/02/24/marcal-e-proibido-de-frequentar-bares-e-deixar-comarca-sem-autorizacao-judicial/#respond Tue, 24 Feb 2026 23:51:09 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=226250 A Justiça Eleitoral de São Paulo homologou um acordo que suspende a ação penal eleitoral contra o influenciador e empresário Pablo Marçal e impôs uma série de medidas restritivas ao investigado, incluindo a proibição de frequentar bares, boates e casas de prostituição por dois anos. A decisão também determina que ele não deixe a comarca onde reside sem autorização judicial e que compareça periodicamente à Justiça para informar e justificar suas atividades.

Segundo informações divulgadas por veículos como UOL e outros meios de imprensa nacionais, as condições fazem parte de um acordo de não persecução penal que suspende o processo relacionado à divulgação de conteúdos considerados ofensivos contra o então candidato à Prefeitura de São Paulo Guilherme Boulos durante o período eleitoral. A medida começa a valer em março e prevê acompanhamento judicial regular, com a possibilidade de retomada do processo caso as regras sejam descumpridas.

Além das restrições de circulação e comportamento, a decisão judicial estabelece que Marçal deverá manter endereço atualizado e comparecer trimestralmente em juízo. O objetivo, conforme a decisão, é assegurar o cumprimento das condições pactuadas e evitar novas infrações eleitorais. O caso se insere em um histórico recente de investigações e condenações na Justiça Eleitoral envolvendo o influenciador por abuso de poder econômico, uso indevido de meios de comunicação e outras irregularidades ligadas à disputa municipal de 2024.

A defesa de Marçal aceitou as condições do acordo como forma de suspender a ação penal, enquanto a Justiça Eleitoral considerou as medidas adequadas para preservar o andamento do processo e garantir a responsabilização em caso de reincidência. A imposição das restrições também repercutiu politicamente e nas redes sociais, onde o influenciador mantém forte presença e capital eleitoral.

O episódio ocorre em meio ao debate sobre a responsabilização de candidatos e influenciadores por desinformação e ataques pessoais durante campanhas, tema que tem sido alvo de decisões mais rigorosas da Justiça Eleitoral nos últimos ciclos eleitorais.

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Boulos critica esquerda “purista” e defende política ancorada na vida real do povo https://www.ocafezinho.com/2026/02/09/boulos-critica-esquerda-purista-e-defende-politica-ancorada-na-vida-real-do-povo/ https://www.ocafezinho.com/2026/02/09/boulos-critica-esquerda-purista-e-defende-politica-ancorada-na-vida-real-do-povo/#comments Mon, 09 Feb 2026 12:04:14 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=225623 1 Comentário 🔥]]>

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, responsável pela articulação do governo com os movimentos sociais, fez um duro desabafo contra setores da esquerda que, segundo ele, preferem “lacrar na internet” a disputar transformações concretas na vida do povo.

A fala foi feita em entrevista recente ao podcast Três Irmãos e ganhou repercussão por expor, de forma direta, uma tensão interna histórica da esquerda brasileira: o conflito entre o purismo ideológico e a política feita a partir das condições reais da sociedade.

Boulos partiu do debate sobre a proposta do governo Lula de acabar com o regime de trabalho 6×1, por meio de um projeto de lei enviado com regime de urgência ao Congresso.

“Sabe o que o Lula vai fazer no Carnaval? Vai botar um projeto de lei com regime de urgência pelo fim do 6×1. Sabe o que isso significa? Projeto de lei com regime de urgência mandado pelo Presidente da República, o Congresso é obrigado a votar em 60 dias, se não tranca a pauta.”

Ele explicou que a proposta estabelece jornada máxima de cinco dias de trabalho por dois de descanso, limite de 40 horas semanais e sem redução salarial.

“Então vai ter que votar 6×1. Máximo de jornada de 5×2, máximo de 40 horas semanais, sem redução de salário.”

Para o ministro, trata-se de uma disputa concreta, que exige mobilização social para pressionar o Legislativo, inclusive enfrentando o empresariado.

“Aí, bicho, nós temos que fazer o que a gente tem condição de fazer, nós estamos fazendo. Inclusive vai precisar da mobilização social para ajudar a pressionar no Congresso.”

Boulos criticou duramente a reação de setores da esquerda que classificam a proposta como insuficiente por não avançar diretamente para um regime 4×3 ou para jornadas ainda menores.

“Aí você ainda vê gente dizendo: ‘Pô, mas então isso é uma traição do governo Lula’. O Lula comprando briga com a CNI, com a CNA, com tudo. ‘Porque tinha que ser o máximo de 4×3 e de 36 horas.’”

Em tom irônico, ele reagiu ao que chamou de purismo desconectado da realidade.

“Aí você olha e fala: ‘Jesus, dai-me luz, Jesus!’”

Segundo o ministro, esse tipo de postura ignora as contradições reais da política e da vida social.

“Fazer política significa enfrentar a contradição e partir da realidade.”

Ele então passou a formular uma crítica mais ampla ao que chamou de um setor “academicista ou lacrador” da esquerda.

“É uma turma que se comporta como se fosse uma consciência crítica da esquerda, um superego da esquerda. O trabalho principal é você ficar falando o que a esquerda não faz, onde a esquerda erra — a esquerda real, a esquerda popular, a esquerda que disputa de verdade.”

Para Boulos, trata-se de uma militância que fala apenas para convertidos, sem capacidade de mobilização social.

“Só que só prega para convertido. É uma vanguarda muito aguerrida, só que sem nenhuma retaguarda. É o general sem exército. Não tem ninguém atrás dele. Não bota 10 pessoas na rua, não convence o vizinho das suas posições.”

Ele afirmou que esse comportamento se sustenta justamente porque não precisa lidar com as dificuldades concretas da vida popular.

“Sabe por quê? Porque não precisa lidar com a vida real.”

Na avaliação do ministro, a política real exige negociação e a recusa do tudo ou nada.

“Na vida real não dá para você ser purista e falar: ‘é tudo ou nada!’”

Boulos argumentou que essa postura acaba abandonando a disputa da consciência dos trabalhadores reais, citando um exemplo eleitoral.

“A manicure lá da Cidade Tiradentes que falou: ‘não vou votar no Boulos não, porque o Boulos é radical demais. Ele defende só pobre, eu não sou pobre’.”

O ministro também defendeu a pluralidade interna da esquerda, mas com diferenças colocadas de forma honesta, e não caricatural.

“A esquerda não tem pensamento único e nem deve ter.”

Ao falar de sua experiência no movimento social, Boulos recorreu a um exemplo concreto de quando organizava ocupações de moradia.

“Quando eu organizava ocupação de terra improdutiva pelo MTST, se eu chegasse na assembleia com 5 mil pessoas que estavam pagando aluguel sem poder ou numa área de risco e dissesse: ‘Ou é socialismo e a desapropriação da especulação imobiliária ou é nada’, eu ia ser linchado.”

Segundo ele, a prática cotidiana exigia negociação em múltiplas frentes.

“A gente tinha que negociar com o proprietário para não ter despejo, a gente tinha que negociar prazo na justiça, a gente tinha que negociar com o governo, às vezes de direita, para poder sair um bolsa-aluguel, para poder sair uma moradia.”

Para Boulos, esse é o divisor entre a política real e o discurso performático.

“Essa é a vida real de quem trabalha com o povo. Não é a vida de quem está propagando e dizendo ‘eu sou o mais revolucionário do mundo e todo mundo está traindo’. Falar isso, bicho, até papagaio fala.”

O ministro concluiu defendendo a construção de uma esquerda com capacidade real de disputar poder, mobilizar o povo e derrotar a extrema direita.

“A questão é quem constrói uma esquerda real que tem capacidade de disputar e derrotar a extrema direita em eleição.”

Ele ainda destacou a atuação internacional do presidente Lula como exemplo de política concreta e efetiva.

“O que o Lula está fazendo na geopolítica mundial… foi o único cara que bateu de frente com o Trump.”

Segundo Boulos, ignorar a correlação de forças, o peso do centrão no Congresso e a consciência real do povo é se refugiar em uma “lista de desejos”, incapaz de produzir mudanças efetivas.

https://twitter.com/ocafezinho/status/2020829917072764961

Aqui o link para assistir a entrevista completa:

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Boulos espera fim da escala 6×1 ainda neste semestre https://www.ocafezinho.com/2026/01/28/boulos-espera-fim-da-escala-6x1-ainda-neste-semestre/ https://www.ocafezinho.com/2026/01/28/boulos-espera-fim-da-escala-6x1-ainda-neste-semestre/#respond Wed, 28 Jan 2026 13:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=225127 Ministro reforça que governo trabalha por redução da jornada

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou nesta terça-feira (27) que o governo trabalha pela redução da jornada de trabalho e acredita na aprovação do fim da escala 6×1 ainda no primeiro semestre.

A declaração foi dada após evento na Fiocruz, no Rio de Janeiro, para a criação de um grupo de trabalho voltado ao Complexo da Maré.

“Eu espero que isso possa ser pautado no Congresso Nacional, aprovado e promulgado pelo presidente Lula neste primeiro semestre, para que os trabalhadores brasileiros tenham paz, tenham descanso e possam ter tempo com a sua família”, afirmou Boulos.

“Nós vamos acabar com a escala 6×1 no Brasil. Essa é uma necessidade do trabalhador brasileiro”, reforçou.

Segundo o ministro, ele atua junto ao Ministério do Trabalho pela mudança e já iniciou conversas com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que devem prosseguir nas próximas semanas.

A proposta que extingue a escala 6×1 está em tramitação na Câmara como PEC 8/2025, apresentada em fevereiro do ano passado. O texto já conta com 226 assinaturas de deputados e autoria da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), aliada de Boulos.

Leia também: https://www.ocafezinho.com/2026/01/21/boulosfim-da-escala-6×1-melhora-vida-de-quem-trabalha-e-aumenta-a-produtividade/

Questionado sobre a resistência de grandes empresários à redução da jornada, Boulos foi enfático: “O grande empresário ser contra não é nenhuma surpresa. Quando foi que grande empresário foi a favor de direito do trabalhador? Se dependesse deles, seria escala 7×0. Se dependesse de muitos deles, não teria sido nem promulgada a Lei Áurea neste país”.

O ministro citou ainda que, desde dezembro do ano passado, o governo federal já aboliu a escala 6×1 para trabalhadores terceirizados da Presidência da República, que atuam em serviços como copa e limpeza. “Todos esses trabalhadores estão no máximo na escala 5×2”, garantiu.

Com informações da Agência Brasil

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Boulos:’Fim da escala 6×1 melhora vida de quem trabalha e aumenta a produtividade’ https://www.ocafezinho.com/2026/01/21/boulosfim-da-escala-6x1-melhora-vida-de-quem-trabalha-e-aumenta-a-produtividade/ https://www.ocafezinho.com/2026/01/21/boulosfim-da-escala-6x1-melhora-vida-de-quem-trabalha-e-aumenta-a-produtividade/#comments Wed, 21 Jan 2026 18:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=224833 1 Comentário 🔥]]> Em entrevista ao Bom dia, Ministro, ele reforçou a urgência de acabar com escala que prevê apenas um dia de descanso por semana

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República (SG-PR), Guilherme Boulos, foi o convidado do programa “Bom Dia, Ministro” desta quarta-feira, 21 de janeiro.

Durante a entrevista, ele abordou o debate sobre o fim da escala 6×1 no Brasil. A mudança na jornada de trabalho é uma das prioridades do governo para 2026.

Boulos também apresentou o progresso dos debates sobre a regulação dos aplicativos de entrega, que visa ampliar a proteção social e melhores condições de trabalho para entregadores, bem como a proposta de participação popular no orçamento federal, a iniciativa Orçamento do Povo.

Escala 6×1

O ministro atualizou o andamento da discussão em torno da revisão da escala 6×1, que prevê apenas um dia de descanso por semana.

“Está avançando muito bem o diálogo com os setores do Congresso. Estive com o presidente da Câmara, Hugo Motta, na semana passada, junto com o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, e fizemos uma conversa sobre o fim da 6×1. Há um avanço na discussão para que a gente vote ainda neste semestre o fim da escala e consiga dar essa resposta aos trabalhadores”, disse Boulos.

O tema integra a lista de objetivos assumidos pelo Governo do Brasil para melhorar a qualidade de vida e as condições laborais dos trabalhadores brasileiros.

“A proposta que estamos construindo, defendida pelo presidente Lula e pelo nosso governo, é de, no máximo, de 5×2, 40 horas semanais. Hoje o máximo é 44 horas semanais e queremos reduzir para 40, sem redução de salário. Esta é a proposta que está sendo desenhada para todos os setores da economia no Brasil, por uma questão de dignidade dos trabalhadores”, reforçou o ministro.

Produtividade

De acordo com Boulos, o fim da escala 6×1 não significa redução da produtividade dos trabalhadores. Ele apresentou exemplos de outros países que implementaram a redução da jornada e não sofreram com baixa produtividade.

“A Islândia, em 2023, reduziu para 35 horas, com jornada 4×3 e a economia cresceu 5% e a produtividade do trabalho aumentou 1,5%. Nos Estados Unidos, houve uma redução média de 35 minutos de trabalho por dia nos últimos 3 anos e isso aconteceu pela própria dinâmica do mercado e aumentou em média 2% da produtividade. Se você pegar o Japão, no caso da Microsoft do Japão, a 4×3 aumentou em 40% a produtividade individual do trabalhador”, exemplificou.

Ele também observou os impactos positivos da mudança em território nacional. “No Brasil, houve um estudo da Fundação Getúlio Vargas, em 2024, envolvendo 19 empresas que reduziram a jornada de trabalho. Sabe qual foi o resultado? Em 72% dessas empresas, houve aumento de receita e em 44% delas aumento no cumprimento de prazo. E várias empresas, individualmente, já estão reduzindo”, relatou Boulos.

Desgaste

A jornada é alvo de críticas por provocar desgaste físico e emocional e reduzir o convívio familiar.

“O debate que temos que fazer é o seguinte: uma coisa é você trabalhar para poder viver. Todo mundo precisa. Só bilionário herdeiro que não. Todo mundo precisa. Outra coisa é você viver para trabalhar. Não ter tempo para nada, não ter tempo para ficar com a sua família, para cuidar dos seus filhos. Para fazer, inclusive, um curso de profissionalização, de qualificação, que vai aumentar a sua produtividade como trabalhador”, ressaltou.

“Quando o trabalhador ou trabalhadora está mais descansado, o resultado é que ele vai trabalhar melhor. Qualquer um se coloque na pele dessas pessoas: se você tem um tempo de descanso maior, vai trabalhar melhor. Então, por todas essas razões, o que a gente sustenta, baseado em dados e não em blá blá blá, é que o fim da escala 6×1 vai melhorar, inclusive, a produtividade do trabalho no Brasil, como aconteceu em outros lugares”, defendeu Boulos.

Publicado originalmente pela Agência Gov em 21/01/2026

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Guilherme Boulos diz que fim da escala 6×1 é prioridade do governo https://www.ocafezinho.com/2025/12/11/guilherme-boulos-diz-que-fim-da-escala-6x1-e-prioridade-do-governo/ https://www.ocafezinho.com/2025/12/11/guilherme-boulos-diz-que-fim-da-escala-6x1-e-prioridade-do-governo/#comments Thu, 11 Dec 2025 17:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=222955 1 Comentário 🔥]]> O ministro da Secretaria-Geral da Presidência participou de audiência na Câmara dos Deputados, citou exemplos internacionais e defendeu a redução da jornada de trabalho sem corte nos salários

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, participou nesta quarta-feira (10/12) de audiência da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados sobre os impactos do fim da escala de trabalho 6×1. Boulos afirmou que a mudança na jornada é prioridade do governo e deu exemplos internacionais.

“Fala-se muito que não podemos reduzir a jornada porque nossa produtividade é menor. Mas como ela vai aumentar se a trabalhadora e o trabalhador não têm tempo para estudar, descansar e melhorar suas condições de trabalho?”, disse Boulos.

Ele citou estudos mostrando que nos Estados Unidos houve redução média de 35 minutos na jornada diária nos últimos quatro anos, com aumento de 2% na produtividade. Ele lembrou ainda que, na França, a redução para 35 horas semanais em 1998 resultou na criação de cerca de 300 mil empregos.

O ministro mencionou estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), realizado em 2022, em 46 países. A pesquisa mostrou que o Brasil tem a quarta maior jornada semanal, com média de 39 horas, enquanto a Coreia do Sul tem 38 e a Alemanha, 34 horas.

“O tema envolve números e impactos econômicos, mas envolve também humanidade. O mercado se adapta, como se adaptou à redução de jornada da constituição de 88, como se adaptou à CLT, como se adapta no mundo inteiro a tendência de redução de jornada e de escala ”, enfatizou.

Propostas

As mudanças sobre jornada estão em análise na Câmara e no Senado. O governo apoia a redução da jornada sem redução dos salários.

O debate na Comissão foi solicitado pelo deputado Rogério Correia (PT-MG), que alertou para o avanço da proposta no Senado. A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou, nesta quarta-feira, a Proposta de Emenda à Constituição que extingue a escala 6 por 1 (PEC 148/15). A proposta prevê a redução gradual da jornada semanal de 44 para 36 horas e segue para votação no Plenário do Senado.

Publicado originalmente pela Agência Gov em 11/12/2025

Por Secretaria-Geral da Presidência da República e Agência Câmara de Notícias

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Conselho de Ética analisa denúncias de quebra de decoro contra três deputados https://www.ocafezinho.com/2025/12/01/conselho-de-etica-analisa-denuncias-de-quebra-de-decoro-contra-tres-deputados/ https://www.ocafezinho.com/2025/12/01/conselho-de-etica-analisa-denuncias-de-quebra-de-decoro-contra-tres-deputados/#respond Mon, 01 Dec 2025 17:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=222260 O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados reúne-se nesta terça-feira (2), às 14h30, no plenário 11, para análise de pareceres relativos a denúncias contra três deputados acusados de quebra de decoro.

Lindbergh Farias

O parlamentar responde a dois processos:

  • Na REP 9/25, o Novo acusa Lindbergh Farias (PT-RJ) de ter divulgado, em redes sociais, imputações falsas ao deputado Marcel van Hattem (Novo-RS).
  • Na REP 12/25, o PL acusa Lindbergh de ter ofendido o deputado Gustavo Gayer (PL-GO) em março deste ano e defendido sua cassação.

André Janones

O deputado responde a três processos:

  • Na REP 3/25, a Mesa Diretora acusa o deputado André Janones (Avante-MG) de quebra de decoro por ofensas dirigidas ao deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e provocações à bancada do Partido Liberal (PL) durante sessão de 9 de julho de 2025.
  • Na REP 8/25, o PL acusa Janones de ter solicitado que servidores devolvessem parte de seus salários para beneficiar sua campanha.
  • Na REP 14/25, o PL acusa Janones de ter postado, em suas redes sociais, ofensas graves contra o deputado Gustavo Gayer.

Guilherme Boulos

O deputado Guilherme Boulos (Psol-SP) é acusado pelo PL (REP 13/25) de ter ofendido parlamentares da legenda durante reunião do Conselho de Ética em abril deste ano.

Publicado originalmente pela Agência Câmara de Notícias em 01/12/2025

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Programa do governo quer aprofundar conexão com as periferias https://www.ocafezinho.com/2025/11/09/programa-do-governo-quer-aprofundar-conexao-com-as-periferias/ https://www.ocafezinho.com/2025/11/09/programa-do-governo-quer-aprofundar-conexao-com-as-periferias/#comments Sun, 09 Nov 2025 21:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=220819 1 Comentário 🔥]]> Boulos diz que iniciativa vai levar demandas da população ao Planalto

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, lançou na tarde deste sábado (8), na periferia da capital paulista, a iniciativa Governo na Rua, ação para ouvir a população e levar as demandas para o governo federal. O evento ocorreu na região do Capão Redondo, na zona sul, em um campo de futebol no Morro da Lua.

“É uma iniciativa que nos permite, através do Ministério da Secretaria Geral da Presidência, ouvir as pessoas. Hoje, nós fizemos aqui um exercício de escuta. Falou o entregador de aplicativo, falou a trabalhadora da escala 6 por 1, falaram jovens da região colocando as suas demandas, falaram aqui movimentos sociais de luta por moradia, falou a cultura periférica”, disse Boulos.

O ministro destacou que a iniciativa irá atender a todos os estados do país e também funcionará de maneira online, pela internet. Ele destacou que a ação pretende aprofundar a conexão do governo com as periferias.

“O presidente Lula ganhou por ampla margem entre quem ganha menos de dois salários mínimos, que é a maioria do povo que está nas periferias. A missão que o presidente Lula me deu foi aproximar ainda mais as políticas do governo federal, do governo do Brasil, com o povo que está nas periferias”, acrescentou.

De acordo com Boulos, a iniciativa funcionará digitalmente pela plataforma Brasil Participativo, por meio do Orçamento Participativo Digital.

“O povo também tem que apresentar o que quer que esteja no orçamento do governo do Brasil. Nessa plataforma, é só botar seus dados, botar ali e falar, ó, na minha região a prioridade é isso aqui ou é aquilo outro. E aí todo mundo vai poder ter o seu dedo, a sua mão na decisão de para onde vai o dinheiro do governo federal”, explicou.

Demandas

Liderança jovem da periferia, Guilherme Coelho pediu protagonismo da juventude nas decisões do governo.

“É importante demais a gente ter a juventude incluída nesses espaços de discussão de políticas públicas. A gente não quer só ser ouvido. A gente quer ter esse protagonismo de estar junto na mesa, discutindo com a população a implantação das políticas públicas que vão servir para a gente”, disse.

A coordenadora do Movimento Vida Além do Trabalho, Bruna Simões Miranda, defendeu o fim da escala 6×1 e maior atenção com a saúde mental dos trabalhadores.

“A gente sabe que aqui na periferia a maioria trabalha no esquema 6×1, e o nosso movimento está pedindo para que a gente tenha mais vida, para que a gente possa ter tempo para a nossa família, e para cultuar a nossa fé”, defendeu.

“Dizem que a economia vai quebrar sem a escala 6×1, que vai ter desemprego. Levantam dados. Mas nós somos os dados, nós somos quem está com a saúde mental afetada”, acrescentou.

O coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Direito, Elias Pereira Freitas da Silva, conhecido como Júnior Freitas, defendeu políticas públicas voltadas aos entregadores por aplicativo, e a participação da categoria nos espaços de poder.

“A gente está sendo sucateado nas ruas todos os dias. Os jovens desse país estão morrendo nas ruas trabalhando para aplicativo que hoje está ganhando bilhões em cima das costas dos trabalhadores”, disse.

“A gente precisa de pessoas comprometidas com o povo trabalhador, porque elas exercem cargos, eleitas por nós. Mas quem manda é a população e é por isso que a gente não pode deixar de lutar. Hoje é simbólico, mas é muito importante”, acrescentou.

Publicado originalmente pela Agência Brasil em 08/11/2025

Por Bruno Bocchini – Repórter da Agência Brasil – São Paulo

Edição: Aline Leal

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É a segurança pública, estúpido! https://www.ocafezinho.com/2025/11/01/e-a-seguranca-publica-estupido/ https://www.ocafezinho.com/2025/11/01/e-a-seguranca-publica-estupido/#comments Sat, 01 Nov 2025 17:27:55 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=220275 2 Comentários 🔥]]> Não foi exatamente uma surpresa. A pesquisa Atlas Intel, realizada entre 29 e 30 de outubro de 2025, ajuda a explicar por que houve uma operação tão violenta no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. O levantamento foi feito em dois níveis: uma amostra nacional com 1.089 respondentes e outra específica da Cidade do Rio de Janeiro com 1.527 entrevistados. Os resultados revelam diferenças importantes entre a percepção nacional e a da capital fluminense.

Os dados indicam que houve interesse político, pois alguns setores sabem que a violência é popular. E como a direita não quer entregar educação, saúde ou mobilidade urbana, para ela é muito mais confortável entregar cadáveres. Consegue votos sem precisar repartir riqueza.

Há outra enorme vantagem para a direita em seguir essa estratégia: empurrar a esquerda para a posição desconfortável de defender a ordem institucional quando a maioria parece querer a barbárie.

Por outro lado, os números não são tão ruins assim. Em nível nacional, 55,2% dos brasileiros apoiaram a operação, mas um percentual expressivo de 42,3% não o fizeram. Isso mostra que o país amadureceu e que uma fatia importante da população se preocupa com um combate ao crime que preserve a segurança dos próprios policiais e dos civis.

Além do mais, 42% dos entrevistados no país consideram que a ação foi motivada por ganho político, contra 39,3% que a veem como a melhor forma de combater o crime.

A pesquisa revela uma divisão marcante de visões de mundo. Entre os eleitores de Lula no Brasil, houve uma percepção muito crítica da operação, especialmente pelo número de mortos. Já entre os eleitores de Bolsonaro, ela foi aprovada quase por unanimidade: 99,1% de aprovação entre bolsonaristas, contra apenas 12,1% entre lulistas.

O que é realmente preocupante é o cenário no Rio de Janeiro. Na capital fluminense, 62,2% apoiaram a operação, contra 55,2% no Brasil. E o que chamou a atenção foi o grande apoio nas favelas cariocas: 87,6% dos moradores aprovaram a ação. Mas isso não deveria surpreender. Quem vive nessas comunidades é quem mais sofre com o tráfico, a milícia e a guerra entre facções e com a polícia. É natural que desejem uma ação que resolva o problema da criminalidade.

Cabe às instituições da República oferecer proteção sem colocar a vida do cidadão em risco, sem colapsar a cidade e sem matar inocentes. Do ponto de vista político, os números mostram uma oportunidade para o campo progressista: há um setor social maior do que em outras ocasiões que está vendo criticamente esse tipo de operação.

A direita, naturalmente, brande os dados como prova de que “o povo quer a matança”. Não é bem assim. As informações sobre os possíveis excessos e a real intenção da operação ainda não circularam amplamente.

O levantamento alerta a esquerda sobre a “casca de banana” que a direita joga. É preciso incorporar a demanda popular por proteção e entender a revolta contra as facções. A luta contra o crime é uma causa democrática fundamental, pois o crime limita não apenas a liberdade de ir e vir, mas a mais fundamental de todas, a liberdade de estar vivo.

A esquerda precisa adotar uma linguagem dura nesse combate, defendendo o policiamento ostensivo e a repressão forte às organizações armadas.

Ao mesmo tempo, é preciso mostrar que a direita manipula o debate e que a resposta de longo prazo passa por políticas sociais, como emprego para a juventude. O discurso não pode ser misturado: um para combater o crime, outro para oferecer oportunidades.

Nesse contexto, o gesto do ministro Guilherme Boulos, que pediu um minuto de silêncio pelas vítimas, foi visto como inapropriado por 59,8% dos entrevistados no Rio de Janeiro. A pesquisa indica que a população das comunidades quer policiamento e proteção, não um minuto de silêncio. Foi um erro, embora bem-intencionado.

O episódio mostra que o governo Lula precisa de inteligência e iniciativa. É hora de mexer no orçamento, criar um Ministério da Segurança Pública e fazer um grande esforço nacional. Não basta oferecer estatística de queda nos homicídios; é preciso visibilidade, comunicação assertiva e demonstração de firmeza moral contra o crime.

Os relatórios do Atlas Intel, na íntegra, podem ser baixados aqui (nacional), aqui (cidade do Rio) e aqui (comparativo cidade x país).

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Boulos sobre chacina no Rio: cabeça do crime organizado está na Faria Lima https://www.ocafezinho.com/2025/10/30/boulos-sobre-chacina-no-rio-cabeca-do-crime-organizado-esta-na-faria-lima/ https://www.ocafezinho.com/2025/10/30/boulos-sobre-chacina-no-rio-cabeca-do-crime-organizado-esta-na-faria-lima/#respond Thu, 30 Oct 2025 20:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=220159 Sob gritos de ‘construir poder popular’, deputado do Psol chama escala 6×1 de ‘vergonhosa’ e defende taxação das bets

Em um evento concorrido no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deu posse ao novo ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República (SG/PR), Guilherme Boulos (Psol), em uma cerimônia na tarde desta quarta-feira (29), em Brasília. Ele substitui o agora ex-ministro Márcio Macêdo.

Boulos foi recebido no salão nobre do palácio sob gritos de “lutar, construir poder popular”. Diante de representantes de movimentos sociais de todo o país, sobretudo do movimento de luta por moradia, origem da trajetória política do novo ministro, que agradeceu a confiança do presidente da República.

“Orgulho de fazer parte do governo do presidente que sabe que a cabeça do crime organizado desse país não está no barraco de uma favela. Muitas vezes está na lavagem de dinheiro lá na Faria Lima”, disse o ministro, agregando que a missão dada por Lula foi percorrer o país e dialogar com os mais diversos setores.

“O presidente Lula me deu a missão, como ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, de ajudar nessa reta final do seu terceiro mandato a colocar o governo na rua, a rodar todos os desse país, ouvir as pessoas, conversar olho no olho, ter a humildade de ouvir críticas e, ao mesmo tempo, apresentar o que o nosso governo tem feito pelo povo brasileiro, pela maioria do nosso povo”, declarou. “A proposta é dialogar com todo mundo, não só com quem já concorda com a gente”, completou.

Finalmente, o novo ministro agradeceu e parabenizou Márcio Macêdo pelo trabalho realizado até então. “Márcio, quero te agradecer em nome de todo movimentos sociais pelo trabalho incrível de reconstrução do processo de participação social do governo federal nesse país. Parabéns. Isso não vai ser esquecido e vai ser honrado”, se comprometeu.

“Meu papel aqui nesse palácio vai ser ajudar, continuando o trabalho que o Márcio fez, a dar ainda mais voz para os catadores, para as trabalhadoras domésticas, para o sem teto e o sem terra, o agricultor familiar que produz sem veneno para os quilombolas, os povos indígenas e para os trabalhadores desse país que não aguentam mais a vergonhosa escala 6 por 1”, disse o novo ministro, referindo a esses e outros projetos do governo que ainda dependem de avanço no Legislativo, sem mencionar o parlamento.

“Nosso papel vai ser também expor a hipocrisia, presidente, desses que dizem ser contra o sistema e defender o povo. Se são contra o sistema, porque é que não apoiam a nossa proposta de taxar bilionário e bets. Por que não vem junto com a gente para acabar com a escala 6 por 1 para milhões de trabalhadores brasileiros?”, provocou.

Durante seu discurso, Boulos pediu um minuto de silêncio pelos mortos no massacre ocorrido no Rio de Janeiro, na terça-feira (28).

Despedida

Despedindo-se do cargo, Márcio Macêdo fez um longo discurso, no qual elencou uma série de avanços obtidos a partir de sua gestão à frente da Secretaria-Geral. “Usando a metáfora do futebol, que o nosso presidente tanto gosta, Brasil venceu a Copa das Américas e também ergueu o troféu da Copa do Mundo da participação social. O mundo viu e aplaudiu uma política de Estado que privilegia a inteligência coletiva. Permitam-me falar com franqueza. Houve quem dissesse que participação atrapalha e que ouvi o povo atraso entregas. Nós respondemos trabalhando e o Brasil viu”, disse o agora ex-ministro, que também agradeceu a confiança do presidente Lula.

“Meu querido companheiro, amigo e líder, meu sentimento se resume em uma única palavra: gratidão. Muito obrigado”, disse, dirigindo-se ao presidente.

“Deixo esta missão convicto de que a participação social não volta mais para a gaveta. A chave agora é coletiva, é de vocês, os movimentos sociais organizados desse país. Quero com meu respeito e apoio, desejar ao ministro Guilherme Boulos uma grande e fecunda gestão. Entrego uma transição transparente de valorização ao legado que deixamos na participação social. Seguimos juntos no mesmo projeto”, declarou Macêdo.

Concorrida cerimônia de posse do Secretário-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, realizada no Palácio do Planalto | Valter Campanato/Agência Brasil

Prestígio

Além de dezenas de representantes de movimentos populares, estiveram presentes na cerimônia de posse ministros do governo, os governadores da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT) e do Ceará, Elmano Freitas (PT), a família do novo ministro, além de deputados federais e estaduais.

Ceres Hadich, da direção nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) vê com otimismo a indicação de um militante forjado nas lutas sociais, para comandar o ministério responsável pela articulação com os movimentos populares.

“Estamos confiantes na escolha que o presidente Lula fez. A gente acredita que essa mudança vai vir para dar mais energia para a participação popular, para o enraizamento das organizações no território brasileiro, que é tão importante para a gente poder dar energia também para o governo brasileiro”, disse a dirigente.

A cientista política e ex-deputada federal Áurea Carolina, fez questão de estar em Brasília para a posse do companheiro de militância política.

Bella Gonçalves (Psol), atualmente deputada estadual em Minas Gerais, tem uma trajetória política parecida com a do novo ministro, tendo iniciado sua militância na luta por moradia, e logo chegado à institucionalidade. Para a parlamentar, Boulos chega à Secretaria-Geral para fazer desse um governo “pé no chão”.

“A gente está vivendo agora um momento de ataque à democracia e ataque ao povo. Vivemos a maior chacina da história do Brasil recente que aconteceu de ontem para hoje no Rio de Janeiro. A direita com uma pauta muito bem definida de atacar direitos, atacar pessoas, tensionar os limites da democracia. E a gente só vai conseguir enfrentar isso se, de fato, o governo Lula for um governo que esteja com os pés no chão. E aí eu digo, não apenas com os movimentos sociais, que é de onde Boulos vem, de onde eu venho, mas é com o povo”, disse a deputada ao Brasil de Fato.

Já a deputada estadual de São Paulo, Ediane Maria (Psol), se emocionou ao ver seu amigo ocupando um cargo de tamanha importância, ao lado do presidente Lula. “É uma reparação, é colocar o povo de fato no centro do debate. O Guilherme tem um papel que é fundamental, tenho muito orgulho de andar com ele, porque nós temos um trabalho muito enraizado na periferia. Inclusive é um ministério que é fundamental para a reeleição do nosso presidente Lula, porque ele vai colocar o governo na rua”, disse Ediane.

“Então, quando a gente olha para esse ministério, olha para o Guilherme Boulos à frente, eu olho e falo, existe esperança, tem jeito. O Lula não escolheu à toa. O Lula sabe o que o Guilherme representa”, considerou a deputada, interrompida em seguida por um cadeirante: “Eu tenho 51 anos, nasci em Brasília, nunca entrei aqui na minha vida. A gente, nunca teve essa prioridade”, disse Paulo Sérgio.

“Essa é a expressão do que eu quis dizer aqui”, finalizou Ediane Maria.

Publicado originalmente pelo Brasil de Fato em 29/10/2025

Por Leonardo Fernandes – Brasília (DF)

Edição: Luís Indriunas

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