indicação ao supremo - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/indicacao-ao-supremo/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Thu, 20 Nov 2025 16:33:14 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://www.ocafezinho.com/wp-content/uploads/2015/10/cropped-Logo_Cafezinho_tmb-32x32.png indicação ao supremo - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/indicacao-ao-supremo/ 32 32 Escolha presidencial projeta impacto duradouro na Corte https://www.ocafezinho.com/2025/11/21/escolha-presidencial-projeta-impacto-duradouro-na-corte/ https://www.ocafezinho.com/2025/11/21/escolha-presidencial-projeta-impacto-duradouro-na-corte/#respond Fri, 21 Nov 2025 07:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=221640 Com possibilidade de permanecer três décadas no STF, o indicado reforça o projeto de estabilidade e influência institucional buscado pelo governo no Judiciário

A confirmação de Jorge Messias como indicado pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva para uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF) não é apenas um ato protocolar; é um movimento político de grande relevância que reforça a prerrogativa presidencial e consolida a visão de renovação na mais alta Corte do país. A decisão, comunicada após uma reunião reservada no Palácio da Alvorada, encerra as especulações e reafirma o nome que sempre foi o favorito do Planalto.


Nome alinhado à visão presidencial

Ao escolher Messias, o presidente Lula demonstra foco em indicações que caminham em sintonia com seu projeto de governo. O advogado-geral da União, que já atua próximo ao centro do poder, possui o “notório saber jurídico” e a “reputação ilibada” exigidos pela Constituição. Sua indicação se junta às de Flávio Dino e Cristiano Zanin, marcando a terceira renovação promovida por Lula neste mandato. Essa sequência de escolhas representa uma oportunidade para a Corte refletir a atual conjuntura política, garantindo que o Judiciário e o Executivo possam dialogar em um ambiente de estabilidade institucional.

Leia também: Lula confirma Messias e reforça sua marca no Supremo

A escolha de um nome técnico e de confiança, como Messias, permite que o governo tenha maior previsibilidade em questões jurídicas cruciais, sem desmerecer a independência que se espera de um membro do STF. Esse alinhamento é natural e esperado, visto que a prerrogativa de indicação é constitucionalmente reservada ao chefe do Executivo, justamente para imprimir na Corte uma perspectiva que, dentro da legalidade, esteja atenta às pautas e prioridades da maioria que o elegeu.


O peso da prerrogativa e o caminho político

A decisão presidencial de manter o nome de Messias prevaleceu sobre articulações externas, como a tentativa de emplacar o Senador Rodrigo Pacheco. Isso é uma demonstração clara da força institucional do Presidente da República. A Constituição confere ao Presidente a exclusividade da escolha, e o Palácio do Planalto exerceu seu poder político com determinação.

Agora, o processo avança para sua fase mais visível e política: a sabatina no Senado Federal. Esse rito, inspirado no modelo norte-americano, é a etapa crucial onde o Senado, através da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), avalia as condições políticas e institucionais do indicado. É um momento de escrutínio que garante o equilíbrio entre os Poderes.

No entanto, a história recente demonstra que a rejeição de um nome presidencial é extremamente rara — o último veto do Senado remonta ao século XIX. Isso ocorre, como é de praxe na política, porque o Executivo, antes de oficializar, estabelece o diálogo necessário com as lideranças do Senado para garantir o apoio político mínimo de 41 votos.


O futuro da Corte e a longa permanência

Caso Messias seja aprovado, ele herdará uma carga de trabalho considerável, com mais de 900 processos antes sob a relatoria do Ministro Luís Roberto Barroso, o atual presidente da Corte. Mais importante, sua permanência poderá se estender por cerca de 30 anos.

Essa longa permanência sublinha a responsabilidade da indicação de Lula. Um ministro do STF tem o poder de moldar a jurisprudência nacional por décadas, influenciando diretamente a vida social, econômica e política do país. A nomeação de Jorge Messias, um jurista com vasto conhecimento da máquina pública e próximo às causas do governo progressista, representa uma oportunidade para que as decisões da Corte caminhem em um viés que priorize a justiça social e a inclusão, pautas caras ao campo da esquerda.

Com a expectativa de que Messias avance sem grandes dificuldades no Senado, o Presidente Lula solidifica uma influência duradoura no Judiciário, cumprindo sua prerrogativa constitucional e assegurando um futuro onde a composição do STF reflete, em parte, o desejo de renovação expresso nas urnas.

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Conheça Jorge Messias, o novo indicado de Lula para o STF https://www.ocafezinho.com/2025/11/20/conheca-jorge-messias-o-novo-indicado-de-lula-para-o-stf/ https://www.ocafezinho.com/2025/11/20/conheca-jorge-messias-o-novo-indicado-de-lula-para-o-stf/#comments Thu, 20 Nov 2025 16:29:41 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=221641 2 Comentários 🔥]]> A escolha de Jorge Messias consolida a estratégia de Lula de moldar a nova feição do STF, reforçando a presença de aliados de confiança em um tribunal central para o país

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializou a indicação de Jorge Messias, atual advogado-geral da União, para ocupar a cadeira deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal. O anúncio, feito nesta quinta-feira (20), coloca no centro do Judiciário um dos nomes mais próximos do presidente e figura já bem estabelecida tanto no governo quanto entre ministros da Corte e parlamentares.

A indicação representa a 11ª feita por Lula ao STF ao longo de seus três mandatos — um marco que reforça o peso político do atual presidente na conformação da Suprema Corte brasileira.

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Da AGU ao topo do Judiciário: a ascensão de um jurista de confiança

Jorge Messias é procurador da Fazenda Nacional desde 2007, integrante de carreira da AGU e pernambucano de 44 anos. Ganhou destaque no terceiro mandato de Lula, quando assumiu o comando da Advocacia-Geral da União e passou a atuar como principal conselheiro jurídico do presidente. Foi dele a responsabilidade de representar Lula em ações importantes no STF, estreitando ainda mais a relação entre ambos.

Além de sua atuação técnica, Messias construiu conexões com segmentos estratégicos da sociedade. Membro da Igreja Batista, tornou-se um interlocutor do governo com o público evangélico — grupo que, em geral, mantém grande resistência ao PT. Sua religiosidade foi considerada um trunfo quando Lula o escolheu para chefiar a AGU. A aproximação com esse eleitorado ficou clara quando se tornou o único representante do governo federal presente na Marcha para Jesus, evento que reúne milhões de fiéis e diversas lideranças conservadoras, como o governador paulista Tarcísio de Freitas.

Durante sua gestão, Messias também esteve no centro de debates internos da própria AGU. Foi ele quem validou pareceres sigilosos que permitiram a criação de verbas indenizatórias a partir dos honorários de sucumbência — recursos que, na prática, possibilitaram que advogados públicos recebessem valores acima do teto constitucional, como revelou o UOL. O episódio gerou críticas e chamou atenção para seu papel nas decisões internas do órgão.


Carreira marcada por postos estratégicos nos governos petistas

Muito antes de chegar ao comando da AGU, Messias já transitava pelos espaços mais sensíveis do governo federal. Entre 2012 e 2014, atuou como secretário de Regulação da Educação Superior no MEC. Em seguida, assumiu a subchefia para assuntos jurídicos da Casa Civil, entre 2015 e 2016, durante o governo Dilma Rousseff. Também foi consultor jurídico nos ministérios da Educação e de Ciência e Tecnologia, consolidando uma carreira profundamente conectada ao núcleo político do PT.

Sua formação acadêmica reforça essa trajetória. Graduado em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco em 2003, Messias concluiu o mestrado em Administração Pública na Universidade de Brasília em 2018, com uma dissertação voltada para compras governamentais e inovação. Em 2024, completou o doutorado na mesma instituição com a tese intitulada Centro de Governo e a AGU: Estratégias de Desenvolvimento do Brasil na Sociedade de Risco Global.


O episódio que o tornou conhecido nacionalmente: o “caso Bessias”

Para além de sua carreira técnica e política, Messias ficou conhecido nacionalmente por um episódio emblemático da crise que antecedeu o impeachment de Dilma Rousseff. Em 2016, seu nome apareceu em um grampo telefônico autorizado pelo então juiz Sergio Moro, no âmbito da Lava Jato. No áudio divulgado, devido à baixa qualidade da gravação, Dilma se referia a ele como “Bessias” — apelido que se espalhou rapidamente pelo país.

À época, Messias era subchefe para assuntos jurídicos da Casa Civil e foi incumbido de entregar a Lula o termo de posse como ministro, em meio à tentativa do governo de nomear o petista para a chefia da Casa Civil.

O diálogo, amplamente repercutido, foi este:

Dilma: “Alô.”
Lula: “Alô.”
Dilma: “Lula, deixa eu te falar uma coisa.”
Lula: “Fala, querida. Ahn?”
Dilma: “Seguinte, eu tô mandando o ‘Bessias’ junto com o papel pra gente ter ele, e só usa em caso de necessidade, que é o termo de posse, tá?!”
Lula: “Uhum. Tá bom, tá bom.”
Dilma: “Só isso, você espera aí que ele tá indo aí.”
Lula: “Tá bom, eu tô aqui, fico aguardando.”
Dilma: “Tá?!”
Lula: “Tá bom.”
Dilma: “Tchau.”
Lula: “Tchau, querida.”

O áudio gerou intensa disputa política e levou o ministro do STF Gilmar Mendes a suspender a posse de Lula na Casa Civil. Anos depois, Sergio Moro seria considerado parcial, resultando na anulação dos processos contra o atual presidente.


O que esperar do futuro ministro

A indicação de Messias ao STF não surpreende quem acompanha o cotidiano político de Brasília. Trata-se de um nome com trânsito entre diferentes setores, sólida formação e ligação direta com o presidente da República. Sua chegada à Corte deve reforçar a influência de Lula no tribunal e marca mais um capítulo da lenta renovação do Judiciário brasileiro.

Agora, Messias inicia um novo percurso — o da sabatina no Senado e da articulação política que envolve qualquer nome indicado ao Supremo. Tudo indica que ele terá apoio suficiente para avançar, mas seu passado, suas conexões e seus posicionamentos devem ser novamente examinados sob a lupa do Congresso.

Se aprovado, ocupará um dos postos mais poderosos da República em um momento decisivo para o país — e carregará consigo tanto os méritos de sua carreira quanto o peso dos episódios que o tornaram, para muitos brasileiros, o famoso “Bessias”.

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Lula confirma Messias e reforça sua marca no Supremo https://www.ocafezinho.com/2025/11/20/lula-confirma-messias-e-reforca-sua-marca-no-supremo/ https://www.ocafezinho.com/2025/11/20/lula-confirma-messias-e-reforca-sua-marca-no-supremo/#respond Thu, 20 Nov 2025 16:18:03 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=221633 Lula confirmou Jorge Messias para o STF após reunião no Alvorada, consolidando sua terceira indicação ao tribunal e reforçando a mudança de composição iniciada no atual mandato

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou, nesta quinta-feira (20), aquilo que já era tratado como certo nos bastidores de Brasília: a escolha do advogado-geral da União, Jorge Messias, para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão foi comunicada pessoalmente ao jurista durante uma reunião reservada no Palácio da Alvorada, onde o petista fechou os últimos detalhes de sua terceira indicação à Corte desde o início do atual mandato.

Com o anúncio, Messias se junta ao ministro Flávio Dino — que substituiu Rosa Weber — e ao ministro Cristiano Zanin — indicado para a vaga deixada por Ricardo Lewandowski — como parte da renovação promovida por Lula no Supremo. Nos bastidores do Planalto, o nome de Messias sempre foi tratado como o favorito do presidente, apesar de articulações paralelas no Senado e no próprio Judiciário.

Entre essas movimentações, estava a possível candidatura do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que contava com o apoio de figuras influentes, como o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AL), e de ministros do próprio STF. A escolha presidencial, porém, prevaleceu.

A confirmação da indicação, no entanto, é apenas o primeiro passo de um processo que envolve etapas políticas e institucionais até que Jorge Messias possa, de fato, assumir uma cadeira no Supremo. Segundo levantamento da CNN, o futuro ministro herdará mais de 900 processos que estavam sob relatoria do atual presidente da Corte, Luís Roberto Barroso. Caso permaneça até o limite etário constitucional, Messias poderá integrar o tribunal por cerca de 30 anos.


Como funciona a indicação de ministros ao STF

A prerrogativa de indicar um nome ao Supremo Tribunal Federal é exclusiva do presidente da República, mas não basta a escolha do chefe do Executivo. A Constituição determina que o indicado seja brasileiro nato, tenha entre 35 e 70 anos, possua notório saber jurídico e apresente reputação ilibada.

Apesar da relevância do cargo, não existe prazo legal para que o presidente faça a nomeação. Um exemplo notório ocorreu em 2015, quando a então presidente Dilma Rousseff levou quase um ano para indicar Edson Fachin para a vaga aberta com a aposentadoria de Joaquim Barbosa.


Sabatina no Senado: etapa decisiva

Depois de escolhido, o indicado precisa enfrentar a tradicional sabatina da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado Federal, seguida de votação no plenário da Casa. Inspirado no modelo adotado nos Estados Unidos, o procedimento avalia a capacidade técnica, a conduta ética e a trajetória do candidato.

Na CCJ, o sabatinado pode ser questionado sobre qualquer tema, incluindo assuntos jurídicos, políticos ou até pessoais. As sessões costumam ser longas, variando de 8 a 12 horas. É nesse momento que o Senado testa se o nome indicado tem condições políticas e institucionais para ocupar o cargo. Como explica Álvaro Jorge, professor de Direito da Fundação Getulio Vargas (FGV-RJ):

“O nome precisa ser palatável para o Senado Federal. A gente já tem, nas histórias de bastidores no passado, nomes que eventualmente eram da preferência de um presidente, mas que já se sabia que não tinha condição de ser aprovado”.

Após a sabatina, a comissão emite um parecer — favorável ou não — e o relatório segue para votação no plenário. Para ser aprovado, o candidato precisa de ao menos 41 votos entre os 81 senadores.

Mesmo com todo esse rito, rejeições são raríssimas. O advogado e professor Daniel Falcão, do IDP, lembra que um veto do Senado a uma indicação presidencial não ocorre desde o governo Floriano Peixoto, no fim do século XIX:

“A chance de o Senado rejeitar é muito baixa, porque o presidente da República costuma conversar com o presidente da comissão e com os principais senadores da base aliada para saber se tem 41 senadores que aprovariam o nome que ele pensa em indicar”.


Após a aprovação, vem a posse

Se passar pelo Senado, a nomeação é oficializada pelo presidente da República em decreto publicado no Diário Oficial da União. Depois disso, o tribunal marca a cerimônia de posse, um ato solene que reúne representantes dos três Poderes da República. É nesse momento que o novo ministro assina o termo de compromisso, registra sua entrada no livro de posse e assume oficialmente a função.

A partir daí, Messias deverá receber os processos que estavam sob responsabilidade do ministro antecessor, dando continuidade aos trabalhos da Corte.


Com a indicação confirmada, Jorge Messias inicia agora a etapa mais política e visível do processo: a sabatina no Senado. A tendência é que o nome escolhido por Lula avance sem grandes dificuldades, mas os próximos dias serão decisivos para definir o caminho do futuro ministro rumo ao Supremo Tribunal Federal.

Com informações de CNN*

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